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A maioria das pessoas desconhece que estão na Bíblia. Imagine um temível elefante africano de 5 toneladas correndo em sua direção, o tronco esticado, os olhos dilatados e as massivas patas como postes, destruindo o solo sob elas. Não há nada entre você e ele além de uma planície gramada, e seu coração está acelerado.
Como no Livro de Jó, 40, versículo 24, Deus descreve o bimot como um animal de poder indomável, assim como este elefante. A adrenalina certamente fluiria. Você sabia que animais muito mais assustadores e poderosos do que os elefantes africanos já percorreram a terra? O bimot é descrito no Livro de Jó, uma obra centrada em um homem rico e temente a Deus que vive em Uz com sua grande família e rebanhos.
Jó é íntegro e reto, sempre empenhado em viver uma vida moral. Ele tem um relacionamento muito disciplinado com Deus, lembrando-nos dos grandes patriarcas bíblicos. Deus louva as virtudes de Jó para Satanás. No entanto, Satanás contra-argumenta que Jó é virtuoso apenas porque Deus o abençoou ricamente. Deus permite que Satanás afligia Jó para testar essa audaciosa alegação, assim como Deus testou Abraão no Monte Moriá, mas impede que Satanás tire a vida de Jó.
Em um único dia, Jó recebe quatro relatórios, cada um informando que suas ovelhas, servos e 10 filhos morreram devido a invasores ou desastres naturais. Mesmo em sua dor, Jó rasga suas vestes e raspa a cabeça, mas continua louvando Deus em suas orações, ecoando o Salmo 34: "Provarei e verei que o Senhor é bom." Sua esposa o aconselha a amaldiçoar Deus e morrer, mas ele resiste.
O cenário terrestre se desenrola a partir de algo que já ocorre no céu, assim como é revelado no Livro do Apocalipse. Jó amaldiçoa o dia de seu nascimento e questiona o equilíbrio da justiça divina, assim como Salomão questiona a futilidade da vida em Eclesiastes. Jó está perplexo com os misteriosos caminhos de Deus, algo que muitos personagens bíblicos, como Moisés e Davi, também experimentaram. Ele quer confrontar Deus, mas não consegue encontrar a divindade física.
No final, Deus decide intervir. Jó ora a Deus 36 vezes para ter uma conversa, e seu desejo é atendido. Deus fala com Jó no meio de uma tempestade, algo que também ocorre quando Deus dá a Moisés os 10 mandamentos. Deus lembra Jó de que Ele é o criador de tudo, citando sua excelente atividade na criação e sustento do mundo. Deus pergunta se Jó pode realizar obras semelhantes, evocando Isaías 55, versículo 8, onde Deus declara que seus caminhos são mais elevados que os nossos.
Em um momento de epifania, Jó responde: "Sou indigno, como posso responder-te? Coloco minha mão sobre minha boca." Esta é uma reação semelhante à de Isaías quando confrontado com a visão de Deus, Isaías 6, versículo 5. Jó fala uma vez, mas não tem mais o que dizer. Deus então começa uma segunda rodada de diálogos, mas desta vez o foco é diferente.
Deus se dirige ao bimot, descrito em Jó, capítulo 40, versículos 15 a 24. Este animal é apresentado como uma maravilha da criação, capaz de comer grama como um boi e ostentando incrível força em seus músculos. Seu rabo se move como um cedro e seus ossos são como tubos de bronze. Este relato ecoa o sentimento de Gênesis 1, versículo 31, onde Deus viu que tudo o que Ele tinha feito era muito bom.
O animal se deita sob as plantas de lótus e é coberto por sua sombra. Deus faz questão de apontar esses detalhes, destacando que apenas Ele, o criador, pode dominar tal criatura. Os animais selvagens e as montanhas fornecem alimento ao bimot, uma representação poderosa da providência divina, reminiscente dos Salmos que falam da provisão de Deus para todas as criaturas, Salmo 104, versículos 27 a 30.
A descrição continua com o bimot deitado sobre as plantas de lótus e rodeado pelos salgueiros dos ribeiros. Se um rio transborda, ele não treme, reforçando o poder e a confiança que Deus infundiu em suas criaturas. Inicialmente, o foco estava mais no mistério da criação animal, mas agora ele se volta para o temor e a magnificência das criações de Deus. Isso é feito para ilustrar a grandiosidade de Deus e quão além da compreensão humana são suas obras, um tema também presente em Salmos e Provérbios.
O bimot é apresentado como a primeira das obras de Deus, fazendo uma alusão direta a Gênesis 1, versículo 21, onde os primeiros animais mencionados são as grandes criaturas marinhas. Historiadores e teólogos têm debatido a verdadeira identidade do bimot. Apesar de não haver um consenso, duas coisas são conhecidas: ele era enorme e tinha um umbigo, o que indica que ele não provém de um ovo.
Deus parece se deleitar em descrever essa extraordinária criatura, apontando seu tamanho, apetite e comportamento. Isso serve como um lembrete a Jó: se ele não pode entender ou controlar o bimot, como poderia começar a entender ou questionar Deus? O termo hebraico bimot tem a mesma forma do plural da palavra hebraica berem, que significa besta, sugerindo um significado aumentativo, como grande besta.
O evangelho de João, 1, versículo 3, afirma que tudo foi feito através de Deus e, sem Ele, nada do que foi feito seria feito. Este é um claro testemunho de que Deus é o autor de toda a criação, desde o misterioso bimot até o próprio homem. Todas as coisas visíveis e invisíveis foram criadas por Deus, não há exceção possível. Se algo foi criado, foi por Ele. Esta visão corresponde ao que é dito em Gênesis, onde Deus criou os céus e a terra, Gênesis 1, versículo 1, e o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas, Gênesis 1, versículo 2.
A divindade tríplice da cristandade está envolvida na criação: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. A identidade do bimot é objeto de muitos debates. Alguns sugerem que poderia ser um hipopótamo, uma das criaturas mais grandes e perigosas da terra. Esses animais eram conhecidos nos tempos bíblicos, especialmente no Egito. Os romanos teriam reduzido a população dessas criaturas devido aos danos que causavam às colheitas.
Apesar de ser chamado de "cavalo do rio", o hipopótamo tem mais relações com os porcos do que com os cavalos. O fato de ter uma enorme boca que pode beber grandes volumes de água do rio Jordão, Jó 40, versículo 23, também apoia essa teoria. Alguns estudiosos argumentam que o bimot poderia ser um elefante. Este argumento, no entanto, enfrenta algumas críticas. Primeiro, o Livro de Jó descreve o bimot como tendo um rabo grande que se move como um cedro, o que não corresponde à descrição de um elefante, Jó 40, versículo 17.
Além do problema com a descrição do rabo, a caracterização de bimot como uma criatura tão massiva que nenhum homem pode controlá-la contradiz o fato de que os elefantes têm sido domesticados por milênios, Jó 40, versículo 24. Seja qual for a identidade do bimot, fica claro que não era um animal facilmente dominado pelos humanos. Isso fica evidente quando Deus diz que apenas aquele que o fez pode aproximar dele sua espada, Jó 40, versículo 19.
Quando Jó descreve o bimot como o chefe das obras de Deus, ele está ressaltando a imensidão e o poder de Deus, algo também enfatizado em outros livros da Bíblia, como Salmos e Isaías. Depois de discutir o bimot, Deus chama a atenção de Jó para outra criatura assustadora: o Leviatã. Este é descrito como um animal de grande ferocidade e poder, semelhante a descrições encontradas em Isaías 27, versículo 1.
Com essas descrições, fica claro que a grandeza do homem é insignificante em comparação com as criações de Deus. "Aquele que contende com o Todo-Poderoso, o corrigirá; quem acusa a Deus, responda a Ele", Jó 40, versículo 2. O Leviatã é descrito na Bíblia como uma grande criatura aquática de alguma espécie, cheia de ferocidade e grande poder. A palavra hebraica para Leviatã tem o significado de "ou retorcido", e Isaías 27, versículo 1, fala dele como uma serpente fugitiva.
Em Isaías 27, versículo 1, há uma referência ao Leviatã como uma criatura que será punida por Deus e que simboliza as forças que se opõem a Deus e ao seu povo. O Leviatã serve como um lembrete do poder supremo de Deus e da necessidade de humildade e reverência diante dele. Em resumo, tanto o bimot quanto o Leviatã servem como ilustrações do poder e majestade de Deus, ressaltando quão pequeno e insignificante é o homem em comparação com as maravilhas da criação de Deus.
Esses animais misteriosos e grandiosos desafiam nossa compreensão e nos lembram da grandeza do nosso Criador. O Salmo 96, versículos 11 e 12, nos encoraja a contemplar a majestade da criação como um testemunho da glória de Deus: "Alegrem-se os céus e exulte a terra; ressoe o mar e tudo o que nele existe; regozijem-se os campos e tudo o que neles há; cantem de alegria todas as árvores da floresta."
A presença de seres grandiosos como o Leviatã nos mares, assim como todas as outras criaturas, serve para glorificar a Deus. O Salmo 104, versículos 25 e 26, fala sobre o ambiente que Deus criou para o Leviatã, mostrando sua grandeza e seu poder criativo: "Ao mar imenso e vasto, onde vivem inúmeras criaturas, seres pequenos e grandes; nele se movem os navios e também o Leviatã que formaste para com ele brincar." Somente um Deus grandioso poderia criar uma criatura tão impressionante quanto o Leviatã e, em seguida, fornecer um habitat suficientemente grande para ele, Salmo 104, versículo 26.
Este animal maravilhoso destaca o poder e a autoridade divinos. O Salmo 74, versículos 12 a 14, sugere que o Leviatã também tem um significado simbólico, possivelmente representando poderes malignos ou caóticos que Deus pode subjugar. Esta ideia é paralela àquela que encontramos em Isaías, onde o Leviatã é descrito como uma serpente fugitiva que será punida por Deus, Isaías 27, versículo 1.
O Livro de Jó serve como um lembrete pungente da pequenez do homem diante das maravilhas da criação de Deus. Deus usou o exemplo do bimot e do Leviatã para mostrar a Jó e, por extensão, a todos nós, nossa própria insignificância e necessidade de humildade. Se ficaríamos amedrontados perante um elefante enfurecido, imagine o terror que sentiríamos se nos deparássemos com o bimot ou o Leviatã. Tais encontros nos forçariam a buscar refúgio e proteção em Deus, levando-nos a uma genuína humildade.
Como Billy Graham observou, em momentos de crise, todos são humilhados e procuram por Deus. Deus utilizou o bimot e o Leviatã, as mais significativas e poderosas de todas as criaturas terrestres e marinhas, para derrubar o alto engrandecimento de Jó. Deus criou esses gigantes da fauna para ensinar uma lição importante: a de que nossa compreensão e nossa presunção são limitadas.
"Por que entras em litígio comigo?", Deus pergunta a Jó, sublinhando que o homem não pode começar a entender os mistérios da criação divina. Confrontado com a grandeza de Deus e a complexidade da sua criação, Jó entende finalmente que suas dúvidas e questionamentos eram inadequados. Ele se arrepende em pó e cinzas, Jó 42, versículo 6, retornando a um relacionamento correto com Deus.
O capítulo 41 do Livro de Jó fornece a descrição mais detalhada sobre o Leviatã, enfatizando seu tamanho, força e ferocidade. Perguntas retóricas, como "Podes pescar o Leviatã com anzol?", Jó 41, versículos 1 a 8, mostram quão inimaginável é a ideia de dominar tal criatura. O livro continua a descrever o Leviatã como uma criatura que não pode ser subjugada, presa ou domesticada por humanos. Não se trata de um animal que pode ser pescado ou caçado; ele é uma força da natureza por si só.
A impossibilidade de controlar ou subjugar o Leviatã serve como um lembrete da impotência humana diante da majestade de Deus. Isso ressalta a mensagem subjacente em todo o Livro de Jó: a necessidade de humildade e reverência diante do Criador do universo. Portanto, o Leviatã, junto com outras criaturas como o bimot, serve como uma poderosa ferramenta pedagógica nas escrituras, nos lembrando de nossa posição no universo e da grandeza de Deus que o criou.
A primeira menção do Leviatã na Bíblia ocorre em Jó 3, versículo 8: "Que os que amaldiçoam o dia amaldiçoem também o Leviatã." Nesse contexto, Jó faz referência à maldição que marinheiros e pescadores lançavam contra esta criatura aterradora. O versículo sugere que uma batalha com o Leviatã é tão aterrorizante que ninguém desejaria enfrentá-la novamente.
No contexto do capítulo 41 de Jó, o Leviatã não é apresentado como uma criatura mítica, mas como um ser real e temível. Isso gerou diversas opiniões sobre a natureza do Leviatã. Enquanto alguns acreditam que poderia ser um tipo de dinossauro ou dragão que sobreviveu até a época de Jó, outros argumentam que seria simplesmente um crocodilo extremamente poderoso.
O debate sobre o Leviatã também se estende à sua descrição física. Alguns especulam que seja um dinossauro ou um dragão que permaneceu na memória coletiva da humanidade, servindo como um exemplo poderoso para Deus usar em sua lição a Jó. O nome Leviatã significa "o retorcido" e também aparece em outros locais nas escrituras. No Salmo 89, versículos 8 a 10, há a menção de uma serpente associada ao mar que Deus derrotou, chamada de Raabe, que significa "o orgulhoso".
Esse ato divino é retratado como um testemunho da imensa força de Deus. O Salmo 89 continua: "Senhor Deus dos exércitos, quem é forte como tu, Senhor? A tua fidelidade te cerca." Esses versículos enfatizam a onipotência de Deus, que tem o poder de controlar até mesmo as forças mais selvagens da natureza. Jó 26, versículos 12 e 13, descreve como Deus derrotou Raabe e o dragão fugitivo com seu poder, ilustrando que mesmo as mais temíveis criaturas marinhas estão sob o domínio divino.
O relato detalhado sobre o Leviatã em Jó tem a intenção de mostrar a Jó sua própria impotência contra uma criatura tão poderosa. Jó não teria nenhuma chance. Deus usa este exemplo para humilhar Jó e corrigir sua autoimagem. A comparação entre o Leviatã e Satanás torna-se ainda mais intrigante à luz de Apocalipse 12, versículo 9, onde Satanás é descrito como um grande dragão. Assim como o Leviatã, Satanás é uma força aterradora contra a qual os seres humanos são impotentes.
Tanto contra o Leviatã quanto contra Satanás, somente Deus detém o poder de derrotá-los. Isso deixa Jó com uma profunda realização sobre suas próprias limitações e sobre o poder inigualável de Deus. Retornando a Jó 3, versículos 8 a 11, vemos Jó lamentando o dia de seu nascimento e questionando por que não morreu ao nascer. Através deste lamento e da subsequente narrativa sobre o Leviatã, Deus ensina a Jó e a todos nós uma lição sobre humildade e reverência divina.
"Quem é então capaz de resistir a mim?", Deus pergunta, Jó 41, versículo 10. Esta é outra maneira eficaz de colocar Jó em seu devido lugar diante de Deus. A lição é clara: se o homem não pode nem mesmo enfrentar o Leviatã, quanto mais esperar desafiar o Criador do universo? Jó pode ter sentido que estava sozinho em sua provação, mas Deus usa a descrição do Leviatã para mostrar que, sem a ajuda divina, Jó teria sido esmagado pelo poder de Satanás.
Este era o modo de Deus dizer a Jó que ele não estava realmente sozinho e, se tivesse estado, com certeza não teria aguentado. Deus nunca revela a Jó os eventos celestiais que deram origem à sua aprovação terrena. Embora Jó não soubesse toda a história, Deus lhe assegurou, através da vitória sobre o Leviatã, uma alusão a Satanás, que havia um propósito divino em sua vida, tanto no passado quanto no presente.
Os comentaristas da Bíblia têm diversas opiniões sobre a verdadeira natureza do Leviatã. Alguns dizem que é um crocodilo, outros que é uma baleia ou tubarão. Contudo, a descrição no Livro de Jó parece mais provável que aponte para um réptil marinho gigantesco, agora extinto. O Livro de Jó é um dos textos mais antigos da Bíblia, e se Deus criou uma criatura tão formidável quanto o Leviatã, contra o qual nem mesmo Jó poderia se levantar, quão grandioso é Deus!
Isso lança uma pergunta mais ampla: por que Jó ou qualquer ser humano tentaria competir com o Todo-Poderoso? Diferente da concepção popular de que o Leviatã seja uma fábula, a narrativa bíblica o trata como um ser real, sujeito unicamente ao seu Criador. Em um retorno ao estilo prosaico, vemos que Jó não só é restaurado em sua saúde e família, mas também em sua riqueza.
Jó não precisava saber o que estava acontecendo nos céus. Deus tinha seus motivos para permitir seu sofrimento. Assim como no Livro de Apocalipse, eventos terrenos são muitas vezes uma consequência de eventos celestiais. Isso nos dá uma janela para reconhecer a bondade de Deus em todos os aspectos da criação.
A Bíblia menciona várias criaturas incomuns, algumas das quais são simbólicas e outras literais. Independentemente da interpretação, todas essas criaturas servem para glorificar Deus e realizar seus propósitos divinos. Isaías 43, versículo 20, diz: "Os animais do campo me glorificarão, os chacais e os filhotes de avestruz, porque porei águas no deserto e rios no ermo para dar de beber ao meu povo, ao meu eleito." Isso nos lembra que toda a força da criação vem de Deus.
Jó 12, versículo 7 a 10, exorta as pessoas a aprenderem com os animais e a natureza, pois Deus não lida com suas criaturas com base em seu caráter, mas sim com base em seu plano divino e propósito. Jó nos ensina que o bem e o mal são aleatoriamente dispersos na natureza e na vida humana, e que a mão do Senhor fez isso, Jó 12, versículo 9. Esta é uma poderosa afirmação da soberania de Deus sobre toda a criação.
Romanos 1, versículo 20 afirma: "Porque os atributos invisíveis de Deus, assim como o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis." Isso fecha o nosso entendimento, dizendo que, através da criação, Deus revelou suficientemente seu caráter e poder, deixando a humanidade sem desculpa.
Ao analisar essa rica tapeçaria de eventos e lições, vemos como Deus tece habilmente a história e a teologia, o terreno e o celestial, para revelar Sua majestade e propósitos. A narrativa de Jó não é apenas uma história de sofrimento humano, mas também uma história sobre a soberania de Deus, a misteriosa operação de sua vontade e a glória final que Ele compartilha com aqueles que o servem fielmente.
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