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Inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho

Make Sobre Rodas8:04

Transcription

[Música] Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Hoje eu vim falar de um assunto muito importante e pouco abordado. Eu não vejo quase ninguém falando sobre isso, que é a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. É um assunto muito importante, pois a pessoa com deficiência tem alguns direitos assegurados por lei e, às vezes, muitas dessas pessoas não sabem desses direitos e não os utilizam. Eu acho muito importante gravar um vídeo falando um pouquinho mais sobre isso. Mas antes de começar, já deixa aquele like, que pode ajudar na divulgação do canal, e se inscreve se você ainda não é inscrito.

Bom, gente, desde 1991, é obrigatório que empresas com mais de 100 funcionários contratem pessoas com deficiência. É a lei número 8.213, mais conhecida como lei das cotas. Essa lei vigente determina a reserva de vagas para pessoas com deficiência de acordo com o número de empregados na determinada empresa. Eu acabei até aqui para não esquecer de falar para vocês certinho como funciona:

- Para empresas que têm de 100 a 200 funcionários, a reserva legal da lei das cotas é de 2%.

- De 201 a 500 funcionários, é de 3%.

- De 501 a 1.000 funcionários, é de 4%.

- E acima de 1.001, é obrigatório que a empresa tenha 5% desses funcionários com algum tipo de deficiência.

Quem tenta ingressar no mercado de trabalho pode reparar que a maioria das empresas tenta colocar pessoas no mercado de trabalho que tenham uma deficiência muito mínima, algo que não vá atrapalhar o andamento da empresa. O que não deixa de ser uma forma de preconceito. Eu acho isso um absurdo, porque o que acontece é que é muito mais fácil, por exemplo, a empresa contratar uma pessoa que tem uma deficiência pequena, como a falta de um dedinho, ou que anda um pouco mancando, do que contratar um cadeirante, que vai mexer na estrutura da empresa e vai ter que fazer adaptações, como uma mesa adaptada. Então, é muito mais fácil para a empresa procurar pessoas com deficiência leve.

Esse tipo de atitude, gente, dessas empresas é entendida como discriminatória e deve ser denunciada ao Ministério do Trabalho. Então, gente, é muito importante saber das leis e conhecer os seus direitos para procurar mesmo o seu direito e conseguir ingressar no mercado de trabalho. Até porque, quem deve ser procurado por uma empresa é a pessoa e não a deficiência. Não adianta nada você contratar uma pessoa com deficiência leve só para cumprir as cotas, mas que, às vezes, não tem tanta capacidade quanto uma pessoa com deficiência mais grave teria para trabalhar e exercer aquela função.

Bom, mais do que entregar a uma pessoa com deficiência, o RH da empresa precisa incluí-la com dignidade. O RH da empresa tem que ser adequadamente preparado para receber a pessoa com deficiência no momento da contratação. Uma coisa muito importante também é incentivar o uso da Língua de Sinais. Às vezes, a empresa pode até dar cursos, trazer uma professora de fora para dar curso sobre isso. Incluir também as pessoas com deficiência auditiva no mercado de trabalho seria interessante. Realizar palestras na empresa com informações sobre os diversos tipos de deficiência, a fim de incluir todo tipo de deficiência na empresa, é essencial. Assim, os funcionários estarão preparados para receber qualquer tipo de deficiência.

Adaptar o ambiente de trabalho para receber pessoas com deficiência é essencial e, às vezes, gente, infelizmente, é por isso que muitas empresas deixam de contratar pessoas com deficiências mais graves, principalmente cadeirantes, porque a empresa vai ter que adaptar. Como eu já disse anteriormente, vai ter que adaptar banheiro, enfim, vai ter que fazer uma série de mudanças que não teriam que ser feitas se fosse contratada uma pessoa com deficiência leve.

Uma coisa muito importante que muitos cadeirantes não sabem é que as pessoas com deficiência têm direito à jornada de trabalho diferenciada. A gente pode ter o horário reduzido ou flexível, de acordo com o grau da deficiência e com as necessidades básicas do dia a dia, como, por exemplo, tratamento médico, fisioterapia. Isso tudo pode ser utilizado para reduzir a carga horária, claro que proporcionalmente ao salário também, mas é um direito que a gente tem e quem precisar pode correr atrás dele. Esse direito, gente, está no decreto número 3.298, de 1999. Eu anotei aqui para quem quiser procurar saber mais, é só acessar no Google e procurar sobre esse decreto, e vai ter mais informações detalhadas sobre como você pode buscar esse direito.

Bom, eu moro numa cidade pequena, aqui, se eu não me engano, tem 150 mil habitantes. É bem pequena e eu não tive tantos problemas assim para ingressar no mercado de trabalho. Eu me formei no terceiro colegial em 2010 e já fui procurar o meu primeiro emprego assim que terminei o ensino médio. Quando foi em fevereiro do ano seguinte, eu já fui procurar emprego. O primeiro lugar que eu fui, com o currículo, foi o primeiro e único, e eu já consegui o trabalho. Comecei como estagiária, depois fui contratada e estou até hoje na mesma empresa. Mas aqui na minha cidade tem pouquíssimas pessoas com deficiência, não tem muitas, e muitas delas também são aposentadas. Enfim, eu não tinha muita concorrência aqui, mas eu sei que em cidades maiores é muito mais complicado, porque é mais concorrido e as empresas, infelizmente, dão prioridade para deficiências mais leves. Então, a gente, que é cadeirante e tem uma deficiência mais grave, que precisa de mais cuidados e mais adaptações, acaba ficando um pouco de fora.

Estava na internet um artigo sobre a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho e eu li uma frase, gente, que mexeu muito comigo, porque é a mais pura verdade. Eu vou ler ela aqui para vocês. Eu não sei onde era esse artigo, mas se eu achar o link, vou deixar para vocês verem, porque é um artigo muito bom. Essa frase me marcou, até anotei ela: "Raramente deficientes serão vistos exercendo cargos de alta importância, uma vez que existem cotas para entregá-los, mas não existem formas para que eles consigam exercer o cargo e crescer profissionalmente condizente com suas necessidades." Gente, essa frase mexeu muito comigo, porque é a realidade. Infelizmente, a realidade do nosso país é que não dá para contar nos dedos as pessoas com deficiência que têm um cargo melhor, que são muito bem-sucedidas e que ganham muito bem. Eu posso contar nos dedos. Eu conheço pouquíssimas pessoas. Infelizmente, essa é a realidade. Mas é claro, gente, que a gente não desiste nunca. Estou sempre correndo atrás dos meus sonhos e você deve fazer o mesmo: correr atrás dos seus sonhos, dos seus objetivos, dos seus ideais. E quem sabe um dia a gente vai ser reconhecido, não só por cumprir as cotas, mas por realmente ser valorizado dentro delas.

Então, é isso. Espero que vocês tenham gostado do vídeo. Espero que tenha sido útil para vocês. Foi meio que um desabafo sobre a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. E espero que vocês tenham gostado. Se você gostou, por favor, compartilhe o vídeo nas redes sociais, se inscreve no canal para não perder nada daqui pra frente. E me siga em todas as redes sociais, que eu vou deixar todas elas aqui na descrição do vídeo. Um beijo, tchau e até a próxima!