Transcription
Obrigado, pastor. Obrigado. Muito obrigado, reverendo. Boa noite, irmãos.
Quero saudá-los em nome de Jesus, parabenizá-los pelo aniversário da igreja, agradecer o carinho, pedir desculpas porque eu não pude vir a semana passada em virtude de uma emergência médica com minha mãe. Ela foi para a UTI e já melhorou o suficiente para sair da UTI, mas não do hospital. Cuidado, a situação dela ainda inspira cuidados, e ela ainda continua internada, sem previsão de quando poderá voltar para casa. Então eu agradeço as orações e peço que continuem orando.
Muito bem, o tema do nosso simpósio sobre escatologia é: “Então virá o fim”. Essa frase é tirada de uma palavra de Jesus, do seu sermão escatológico, sermão que nós encontramos principalmente no Evangelho de Marcos, capítulo 13, mas também em Mateus 24 e Lucas 21. Nós iremos seguir o registro como está no Evangelho de Marcos, no capítulo 13. Muito bem. A nossa primeira palestra será nos versículos iniciais do Evangelho de Marcos, capítulo 13, versos de 1 a 4, onde Jesus fala a respeito da destruição do templo de Jerusalém. Eu espero hoje à noite mostrar a importância dessa profecia, como ela se cumpriu e o que é que ela significa quando nós pensamos a respeito do fim de todas as coisas. Foi um evento ocorrido no final da década de 60, no ano 70, na verdade, quando Jerusalém foi destruída. Jesus profetizou cerca de 30, 40 anos antes que esse fato acontecesse. E o que é que isso tudo tem a ver conosco? Quais são as implicações disso para a escatologia? Então, nós vamos ler o texto aí. Estou projetando aqui na tela o texto. E, por favor, acompanhem a leitura. É bom vocês terem a Bíblia aberta aí para irem conferindo o que nós estamos dizendo aqui.
Ao sair Jesus do templo, disse-lhe um de seus discípulos: "Mestre, que pedras, que construções!" Mas Jesus lhe disse: "Vede estas grandes construções: não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada." No monte das oliveiras, de fronte ao templo, achava-se Jesus assentado, quando Pedro, Tiago, João e André lhe perguntaram em particular: "Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá quando todas elas estiverem para cumprir-se?" Então, hoje à noite vamos nos concentrar nesses quatro versículos, particularmente o verso dois, quando Jesus, falando sobre o templo, ele diz que ele será completamente arrasado a ponto de não ficar pedra sobre pedra.
Vamos orar pedindo que Deus nos ajude a compreender a sua palavra. Senhor, nós estamos aqui nessa noite com o objetivo de entender a tua revelação. Tu nos deste a Bíblia para que pudéssemos te conhecer, conhecer a tua vontade, conhecer a nós mesmos, entender a história, ter esperança e saber de que maneira viver nesse mundo. Por isso, nós pedimos que Teu Espírito Santo aplique esse ensino ao nosso coração, para que a nossa fé seja renovada, nosso compromisso contigo seja amadurecido e que o desejo, ó Deus, de te servir e aguardar a vinda do Senhor Jesus seja aumentado para que vivamos de maneira digna de ti aqui nesse mundo. Se alguém aqui nessa noite ainda não aprendeu a viver à luz da eternidade e das tuas promessas, nós pedimos que seja uma noite de iluminação, de transformação, de conversão, de bênção. Em nome de Jesus nós oramos. Amém.
Muito bem. Marcos 13, de 1 a 4. Muito bem, vamos começar definindo o que é o sermão escatológico. Ah, muita gente se espanta com esse nome: escatologia. É uma palavra, esse nome, na verdade, vem da língua grega. É uma palavra grega composta de duas: a palavra *escatos*, que significa último ou últimas coisas, e *logia*, que significa estudo de. Então, a combinação: o estudo das últimas coisas, é isso que escatologia é. E o sermão escatológico, que é o nome que se dá àquela pregação que Jesus fez aos seus discípulos um pouco antes de ser traído lá no Monte das Oliveiras, onde ele falou a respeito das coisas que haveriam de acontecer, tem esse nome exatamente por isso, porque nesse sermão Jesus, mais do que em outras passagens, fala a respeito do futuro, da sequência dos acontecimentos. Ele fornece sinais, ele fornece evidências de determinadas coisas e alerta os discípulos a respeito das coisas que haveriam de vir. É por isso então que ele tem esse nome, porque trata das últimas coisas. Jesus pronunciou esse sermão depois de ter saído do templo com seus discípulos, estando no Monte das Oliveiras. Nós estamos aqui na última semana de Jesus em Jerusalém. E durante aquela semana era a prática de Jesus de manhã ir para o templo, ensinar. Passava o dia; ao cair da tarde ele saía, ia para o monte das oliveiras. E no caminho, naturalmente, ele passava pelo templo, saía; o monte das oliveiras ficava fora das muralhas de Jerusalém. E de lá, numa situação privilegiada, ele podia ver a cidade e o grande templo com sua cúpula dourada, que brilhava então naquela época com as suas pedras brancas que brilhavam à luz do sol que se punha. E foi ali, naquela ocasião, numa dessas ocasiões, que Jesus falou da futura destruição daquele templo, que era o símbolo da presença de Deus no meio do povo de Israel, que era o ícone do judaísmo, que era o centro de convergência de todos os judeus de todas as regiões do Império Romano. Era ali que eles iam três vezes ao ano para adorar a Deus. Jesus fala que aquele grande templo seria destruído. Fala em seguida de um período que ele chama do princípio das dores, depois outro período que ele chama de a grande tribulação e finalmente descreve a sua vinda, que ele haverá de voltar. E ele dá aos seus discípulos alguns sinais que asseguram o cumprimento de todas estas coisas que ele falou. E exorta os discípulos a que aguardem o cumprimento destas coisas, vigiando para não serem apanhados de surpresa e sabendo que Deus haverá de cumprir tudo aquilo que ele falou.
Esse sermão, como eu disse, ele está registrado em Mateus 24, Lucas 21. Há pequenas variações, mas isso se deve aos propósitos diferentes de Mateus e Lucas quando registraram. A versão de Marcos é provavelmente a mais condensada, sintética. Talvez Mateus usou esse texto de Marcos para elaborar o seu sermão, a sua versão do sermão escatológico. Por isso que ele é geralmente o preferido quando a gente vai estudar essas palavras finais de Jesus a respeito do que haveria de acontecer. Então, por isso nós vamos, de vez em quando, porque são três versões, de vez em quando nós vamos citar também Mateus e Lucas, mas nosso foco vai ser de fato em Marcos.
No slide seguinte, eu quero dar a vocês um esboço do sermão. É bom a gente ter o mapa de onde está indo, não é? Então aqui eu coloco o mapa do sermão. Ele pode ser dividido em cinco partes. Esse capítulo 13 de Marcos: a primeira parte e a que vai nos ocupar hoje à noite é quando Jesus fala da destruição do templo, que são os versos de 1 a 4, em resposta a uma pergunta feita pelos discípulos. Depois, ainda respondendo à mesma pergunta, ele alerta aos discípulos quanto ao surgimento de falsos profetas, perseguições e da apostasia dos seus seguidores num período que ele chama de princípio das dores. Essa segunda parte vai do verso 5 até o verso 13. Vão marcando na sua Biblinha aí. Depois ele faz uma advertência aos discípulos quanto a um período de grande tribulação que nunca houve igual no mundo e que haveria de vir sobre eles. Está aí do verso 14 a 23. É a terceira parte do sermão. A quarta parte é o anúncio que Jesus Cristo faz de que ele vai retornar um dia em glória. Versos 24 a 27. São apenas três versículos onde ele anuncia o acontecimento mais importante de toda a Bíblia, que é o retorno dele a esse mundo. E ele termina, quinta parte, versos 28 a 37, contando duas parábolas sobre a necessidade dos seus discípulos ficarem vigilantes e alertas, já que ninguém sabe ao certo quando estes fatos haverão de acontecer. Então, como eles são imprevisíveis e podem acontecer a qualquer momento, a atitude correta é de vigilância, estar pronto a todo tempo para que quando estas coisas aconteçam, nós sejamos encontrados fiéis e nos nossos postos como guardas ou soldados que estão cumprindo o seu dever.
Muito bem. No próximo slide, eu coloquei aqui um gráfico da escatologia de Jesus. O que é que a gente tenta visualizar? O que ele está dizendo aí? Do lado esquerdo tem a cruz, que é a sua morte, cerca do ano 30 ou 33, a diferença de contagem aí. E é quando, ah, um pouco antes aí desse momento representado pela cruz, é quando ele profere esse sermão pouco antes de morrer. E ele fala da destruição que vai ocorrer no templo, que acontece no ano 70. E Jesus profetiza que depois disso haverá um período que ele chama de princípio das dores. E esse período é um período em que vai haver uma intensificação de uma série de sinais que Jesus falou: terremotos, perseguições, guerra, apostasia. A coisa vai ficando cada vez pior até entrar num período que Jesus chama de a grande tribulação. E nessa grande tribulação haverá um sofrimento como nunca houve antes no mundo, que virá sobre a raça humana. E Jesus fala dessa grande tribulação em termos da destruição do templo de Jerusalém. Porque com frequência na profecia bíblica um evento é símbolo de outro. O profeta fala de uma coisa como se fosse uma só, mas na verdade ela tem, ela se refere a dois eventos diferentes na história. Então, quando Jesus fala da destruição do templo e dá detalhes da destruição que haveria de vir sobre a cidade de Jerusalém, ele também está falando desse período da grande tribulação. Daí a seta ligando os dois eventos, porque Jesus fala deles como se fosse uma coisa só. E a grande tribulação termina com a vinda de Cristo. O Senhor Jesus vem e encerra a história do mundo como nós o conhecemos. E aí o juízo final, o julgamento de todos, a condenação final de Satanás, dos ímpios, e a felicidade eterna do povo de Deus, a ressurreição dos mortos. E aí então entra o que nós chamamos do novo céu e a nova terra onde habita a justiça, o estado eterno. Você me pergunta aqui: "Mas onde é que está o arrebatamento aqui? Onde está o milênio?" Estaria aqui se Jesus tivesse falado disso, mas ele não fala disso em Marcos 13. Em Marcos 13, a sequência que ele segue é exatamente essa daí. Então, eu não estou me sentindo muito à vontade para colocar aqui o que Jesus não disse. Eu imagino que o arrebatamento, o encontro com ele, vai se dar na grande tribulação, quando ele volta. Aí nós vamos nos encontrar com ele. Os mortos ressuscitam e haverá o juízo. É, é o que parece ser. Ele não fala de milênio, né, como algumas pessoas, mas onde é que está o milênio aqui? Jesus não fala de milênio. Então, a gente pode imaginar duas coisas: que o milênio, ou o milênio é esse período entre a cruz, a morte dele e a ressurreição e a sua segunda vinda, portanto, seria um milênio de natureza espiritual em que Cristo reina já, ele já tem domínio sobre todas as coisas. Ou você pode chamar de milênio esse período que vem depois da vinda de Cristo, está vendo aí? Marca o fim da grande tribulação. E essa seta aí indicando eternidade… a você pode chamar isso também de milênio, porque qualquer que seja o caso, o milênio é caracterizado pelo reino de Cristo, reinado de Cristo. Então, como ele já reina desde que ele ressuscitou e reina mais ainda depois quando ele vier na segunda vinda, ou esse período antes da segunda vinda ou período depois da vinda dele, se você quiser chamar de milênio, fique à vontade. Mas o fato é que em Marcos 13 ele não usa essa terminologia e meu alvo é expor Marcos 13. Então eu não vou colocar aqui o que Jesus não falou. Então aqui você teria esse gráfico do que é que ele diz aqui nesse capítulo.
Acho que agora estamos prontos, né? Já temos uma visão do todo e agora nós podemos começar pelas partes, porque esse é o procedimento correto. Primeiro a gente tem uma ideia do todo, dá uma olhada geral e agora vamos para o detalhe, né? Para a gente ver o detalhe à luz do todo. E vamos começar com a pergunta dos discípulos. Vamos reler a pergunta. Verso primeiro do capítulo 13. Ao sair Jesus do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: "Mestre, que pedras, que construções!" Não, não é uma pergunta no sentido formal, mas é uma declaração que pede uma resposta de Jesus, não é? Na hora que chega perto de Jesus, olha que templo maravilhoso, veja essas pedras, veja essas construções. Então ele estava querendo uma reação de Jesus, e Jesus dá a reação no verso 2, dizendo que tudo aquilo ia ser derrubado. Não satisfeito com isso, volta-se à carga. Verso 3, no Monte das Oliveiras. Então, eh eh Jesus está sentado quando chegam eh quatro dos seus eh discípulos mais chegados, Pedro, Tiago, João e André, e perguntam: "Quando então vai acontecer isso? Isso está dizendo que esse templo vai ser destruído. Quando é que isso vai acontecer? E que sinal haverá quando todas estas coisas eh haverão de acontecer?" O que levou os discípulos a fazer essa pergunta? Se você der uma olhadinha no Evangelho de Mateus, tem um detalhe lá que não está no Evangelho de Marcos. Ah, Mateus registra uma discussão que Jesus teve com os fariseus naquele mesmo dia. No mesmo dia em que ele pronunciou esse sermão escatológico, de tarde ou de manhã lá no templo, ele teve uma discussão com os líderes judaicos, onde ele os chama de hipócritas, raça de víbora, que coam o mosquito e engolem o camelo. Todo mundo conhece esse sermão de Jesus que está no capítulo 23. E no final do capítulo 23, no verso 38, olá, vou ler do verso 37. Jesus então lamenta sobre Jerusalém, dizendo: "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que te foram enviados, quantas vezes quis eu reunir os teus filhos como a galinha junto os pintinhos debaixo das asas, e vós não quisestes? Eis que a vossa casa vos ficará deserta. Declaro-vos, pois, que desde agora já não me vereis até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor". Aí, continuando a ler em Mateus, tendo dito isso, Jesus saiu do templo, ia se retirando, quando os discípulos se aproximaram, apontaram as construções e disseram: "Vejam, veja essas pedras e tudo". E Jesus disse: "Tudo aqui vai ser derribado". Então, o que parece que provocou a pergunta, primeira declaração: "Senhor, veja que templo maravilhoso, veja que pedras grandes". O que provocou isso? Provavelmente a declaração que Jesus disse que a casa ia ficar deserta. Os discípulos devem ter entendido que a casa era Jerusalém e que isso incluía o templo. E eles então imaginaram que Jesus estava dizendo que Deus haveria de castigar a nação de Israel outra vez, porque 400, 600 anos antes já tinha acontecido a destruição do templo, primeira vez quando Deus mandou os assírios e os babilônicos contra Jerusalém, contra Israel, e os judeus foram levados para o exílio cerca de 400 anos antes de Cristo. Então eles estavam entendendo que aquilo ia acontecer de novo. E eles perguntaram a Jesus: "Mas como é que isso vai acontecer? Olha a beleza do templo. Isso é a casa de Deus. Olha que construção maravilhosa. E quando Jesus disse que tudo aquilo, quando Jesus confirmou: 'Tudo isso aqui vai ser destruído mesmo', então eles disseram: 'Então, pelo menos diz para nós quando é que isso vai acontecer, quais são os sinais de que estas coisas vão acontecer'". E aí, então, Jesus profere aquele sermão eh que nós chamamos de o sermão escatológico. A gente tem que entender o que era o templo.
Próximo slide, e já fala aí do templo de Herodes. A gente tem que entender o que era o templo para poder entender a perplexidade dos discípulos. Vocês têm aí uma gravura que é uma reprodução do que era o templo na época de Jesus. Ele é chamado de o templo de Herodes porque o primeiro templo, que era o templo de Salomão, como eu disse, já havia sido destruído. Ah, eu tinha falado 400 anos, mas na verdade é mais, 600 anos antes de Cristo, quando Deus mandou nações inimigas que vieram a Jerusalém, cercaram a cidade e destruíram o templo, as muralhas e levaram os judeus cativos e todos os objetos do templo. E os judeus passaram fora da sua terra cerca de 70 anos. Quando eles voltaram debaixo da liderança de Esdras e Neemias, eles recomeçaram a construir o templo das ruínas timidamente. Nós temos o relato disso nos livros de Esdras e Neemias. O templo passou por algumas restaurações. Ele não era tão grande quanto o templo de Salomão. Até que o Império Romano domina toda aquela região e o imperador romano coloca Herodes, que era um idumeu. Ele não era um judeu, mas era um aparentado da raça judaica, era de uma família influente, importante. Ele coloca Herodes como rei dos judeus. E para agradar os judeus, Herodes manda embelezar o templo. A reforma do templo ah começou bem antes de Cristo nascer e durou muito tempo, não é? Ele estava eh Herodes estava restaurando o templo desde o ano 19 antes de Cristo nascer, 20 anos antes de Jesus nascer, ele tinha começado a restaurar o templo. Então mandou vir pedras preciosas, ouro, prata, grandes pedras de mármores para a construção. E na verdade o templo começou a ficar tão bonito quanto o templo de Salomão. Ah, Herodes mandou fazer um muro que cercava o templo com pedras brancas enormes que ele trouxe do exterior. Era por isso. E a construção era muito bonita e cara. Vocês lembram de um episódio em que Jesus, numa certa ocasião, foi abordado por um cobrador, aliás, Pedro foi abordado por um cobrador de impostos e perguntou: "O teu mestre não paga o imposto?" E Jesus foi para… E Pedro foi para Jesus e disse: "Tem um cobrador aí querendo que a gente pague o imposto". E Jesus disse: "Pesca, lança a tua rede ao mar, o teu anzol ao mar e paga com o que vires". E Pedro pescou um peixe que tinha comido duas moedas, não é? Duas dracmas. Então, tirou as moedas da barriga do peixe e pagou. Que imposto era esse? Era o imposto do templo. Todo judeu tinha que pagar o imposto do templo, que era para Herodes terminar as reformas. Então, estava ainda em construção, não tinha sido terminado, mas já estava no acabamento. Era uma obra impressionante, era uma obra muito bonita. Por isso, os discípulos estavam assim, sem entender porque que Jesus tinha dito que a casa ficaria deserta. E quando Jesus disse – Jesus não ficou nem um pouquinho impressionado, né, com a imponência do templo – quando Jesus disse: "Não vai ficar aqui pedra sobre pedra que não seja derribada", aí os discípulos realmente entraram em parafuso. Eles ficaram confusos e aí começaram a perguntar a Jesus: "O que é que o senhor quer dizer com isso? O que que vai acontecer?" Eles ainda não haviam entendido que o fim de Israel como povo de Deus e do judaísmo como religião determinada por Deus, que aquilo estava chegando a um fim. Jesus então profetiza em termos fortes que não vai ficar pedra sobre pedra que não seja derribada. E é isso aí. O que nós temos no próximo slide: a pergunta dos discípulos, não é? Só relembrando, quando chega no monte das oliveiras para passar a noite, quatro discípulos chegam perto de Jesus, um peti comité. Talvez eles ficaram conversando os doze ali, né? Que: "Como assim? A casa vai ficar deserta, não vai ficar pedra sobre pedra?" "João, João, vai lá, Pedro, pergunta a ele o que é isso aí". Os discípulos não tiveram coragem de vir todos, né? Mandaram um peti comité, que eram os mais chegados a Jesus. E eles chegam para Jesus e fazem a pergunta. É interessante que lá do Monte das Oliveiras se podia ver o templo claramente. E eles fazem duas perguntas: quando o templo ia ser destruído e que sinal anunciaria que isso estava próximo de acontecer. Na versão de Mateus, se você quiser abrir aí em Mateus 24, nós lemos que tinha uma terceira pergunta que Marcos não menciona. No Monte das Oliveiras achava-se Jesus assentado quando se aproximaram dele os discípulos em particular. É curioso, né, que Marcos diz uma coisa que Mateus não diz e Mateus diz uma coisa que Marcos não diz. Mateus não diz que era Pedro, Tiago, João e André, né? Se aproximaram e disseram: "Dize-nos quando sucederão essas coisas, que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo, da consumação do século?" Então, a pergunta completa foi essa. Por que eles eh por que eles associaram fim do mundo, vinda de Jesus com a destruição do templo? Porque na religião judaica estava, havia essa associação: a chegada do Messias. A chegada do Messias inauguraria um novo período em que Israel seria o centro de toda a terra. O templo seria agora aquele templo de Ezequiel, que é um templo que é descrito numa proporção muito maior do que o templo de Jerusalém, muito mais glorioso. Então, o templo em vigor seria destruído, o templo de Ezequiel seria instalado e ali o mundo, como nós o conhecemos, teria o seu fim e começaria o reinado de Cristo com Israel aqui na terra. Então, na cabeça dos discípulos estava tudo ligado à chegada do Messias, à destruição do templo e ao fim do mundo, como nós conhecemos. Por isso, quando eles fizeram a pergunta, eles juntaram todas estas coisas. Na resposta de Jesus, a gente vai ver que estas coisas não acontecem na mesma época. A destruição do templo acontece num período, a chegada do Messias acontece noutro período, mas um é espelho do outro, não é? Um aponta para o outro. Como nós vamos ver mais adiante, ah, os discípulos eles estavam interessados nisso porque ali no templo estava o Santo dos Santos, que era…
O local da presença de Deus, representava toda a religião do Antigo Testamento. E era no templo que se ofereciam os sacrifícios diários a Deus. Três vezes por dia no templo eram sacrificados os animais pela culpa do povo de Deus, para satisfazer a Deus. Era ali que ministravam os sacerdotes; é ali que estavam os levitas. Enfim, toda a religião de Israel se centralizava no templo, não na sinagoga, mas no templo. E agora, quando Jesus diz que aquilo vai ser destruído, você pode imaginar o que é que os judeus estavam, eh, imaginando, não é?
No próximo slide, nós lemos aí que a construção do templo havia sido ordenada por Deus, e a sua destruição pelo próprio Deus significaria um castigo muito grande sobre o povo de Israel. A destruição do templo estava associada com o início de uma nova era, que daria início ao fim do mundo. Por isso que em Mateus 24 a pergunta inclui consumação do século, e amanhã nós veremos como a resposta de Jesus abrange todas estas coisas.
Eu queria ver com vocês agora, no próximo slide, antes de chegar sobre o que realmente aconteceu no ano 70, o que é que Jesus falou a respeito do templo. E eu tenho aqui quatro citações. A primeira de Mateus 27, 227. O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. Vocês todos lembram em que situação Jesus disse essa frase? Jesus estava, isso foi durante a última semana dele em Jerusalém, ele estava discutindo com os fariseus. Os fariseus estavam rejeitando Jesus. E Jesus então contou uma parábola, uma ilustração. Ele disse: "Um certo homem tinha uma propriedade. Ele arrendou a uns lavradores e se ausentou do país. Quando chegou o tempo de receber o lucro, ele mandou um emissário. O emissário chegou lá, os lavradores pegaram o emissário, bateram nele e mandaram ele sem, sem nada. O rei mandou um outro emissário para receber o que era, aliás, o, o dono da terra mandou um outro emissário – e é chamar de rei, na verdade, né? – mandou um outro emissário para receber o que lhe era de direito. Os lavradores fizeram a mesma coisa que tinham feito com o primeiro, e fizeram com o terceiro e com o quarto. Aí o rei disse assim: 'Eu vou mandar o meu filho para receber o que é direito, porque pelo menos o meu filho eles vão respeitar.'" E o filho do rei chega lá na fazenda para receber o que é de direito. E os lavradores que tinham arrendado a terra disseram um pro outro: "Esse aqui é o herdeiro; se a gente matar o herdeiro, essa terra vai ser nossa". E o que é que eles fazem? Eles pegam o filho do rei, matam e resolvem o problema dessa maneira. Quando o rei – aí Jesus pergunta pros judeus: "O que é que vocês acham que o rei vai fazer com estes, com esses assassinos?" Aí os próprios judeus disseram: "Ele virá com seus exércitos e arrasará aqueles assassinos". E Jesus Cristo disse: "É exatamente isso que vai acontecer". E os judeus não tinham entendido que a parábola era contra eles, né? O rei ficou irado e, enviando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade. Essa parábola era uma parábola a respeito da nação de Israel. Israel é essa vinha, os judeus são os arrendatários, e o rei é Deus. Deus mandou os profetas através da história para pedir do povo judeu obediência, submissão a Deus, que fizesse a vontade de Deus, que andasse nos caminhos de Deus. Mas o que é que os judeus fizeram com todos os profetas? Mataram uns, apedrejaram outros, rejeitaram outros, serraram ao meio, crucificaram, apedrejaram. Finalmente Deus mandou seu filho Jesus Cristo. E o que é que os judeus fizeram com ele? Mataram numa cruz. O que é que Deus então vai fazer com esse povo? A resposta é o que aconteceu no ano 70. Deus mandou os exércitos romanos como emissários de Deus, e executou juízo e vingança de Deus contra os judeus, arrasando a cidade, o templo e todas as instituições de Israel.
Então, Jesus estava profetizando que a destruição do templo era a retribuição de Deus ao fato de que os judeus rejeitaram Jesus Cristo, o filho de Deus, depois de terem rejeitado todos os profetas e todas as tentativas de Deus de trazer aquele povo à obediência e à fé. Finalmente Deus perdeu a paciência, por assim dizer, e manda o juízo que vem sobre a nação de Israel na década de 70.
Outra passagem tá aí projetada, Mateus 23:35 a 38. Jesus diz: "Para que sobre vós recaia todo o sangue justo derramado sobre a terra. Em verdade vos digo que todas estas coisas hão de vir sobre a presente geração. Eis que a vossa casa vos ficará deserta". Mateus 23:35 a 38. Jesus, no final do sermão famoso contra os fariseus, Jesus disse: "Vocês sempre resistiram a Deus. Que profeta vocês não mataram? Sobre vocês vai recair o sangue justo derramado sobre a terra. Estas coisas virão contra vocês na presente geração. Ou seja, na época que Jesus estava vivendo, Deus iria cobrar dos judeus todo o sangue que eles derramaram dos profetas que foram enviados. A casa de vocês ficará deserta. Uma referência ao que haveria de acontecer em Jerusalém.
Em Lucas 19:43 a 44, Jesus lamentando sobre Jerusalém, ele chora sobre Jerusalém quando vai entrando na cidade, naquela entrada triunfal, não é? E ele diz assim: "Jerusalém, sobre ti virão dias". É Lucas 19:43 a 44. "Sobre ti virão dias em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras e por todos os lados te apertarão o cerco e te arrasarão. E aos teus filhos dentro de ti não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não reconheceste a oportunidade da tua visitação. Ou seja, você não aproveitou a visitação de Deus na minha pessoa, Jesus Cristo. Estive entre vocês, vocês não aproveitaram a minha visita. E como resultado, então, os teus inimigos vão te cercar, as tuas paredes ruirão, te apertarão o cerco, te arrasarão com teus filhos dentro de ti e não vão deixar pedra sobre pedra aqui".
Então, era isso que Jesus estava falando a respeito do templo. E agora em Lucas 21, de 20 a 24, Jesus diz aos discípulos: "Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima à sua devastação. Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes, os que se encontrarem dentro da cidade retirem-se, e os que estiverem nos campos, não entrem nela, porque estes dias são de vingança". Quem tá dizendo isso é Jesus, não é? Quem é que tá se vingando? É Deus. Tá se vingando da incredulidade, da rebelião dos judeus. É dia de vingança para se cumprir tudo que está escrito. "Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias. Porque haverá grande aflição na terra e ira contra esse povo. Ira de quem? Ira de Deus. Cairão ao fio da espada, serão levados cativos para todas as nações. E até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles". Lucas 21:20 a 24.
Então, são as profecias que Jesus fez antes de morrer a respeito do que haveria de acontecer com a cidade de Jerusalém e especialmente com o templo que estava dentro dela. No próximo slide temos aqui um resumo de qual o quadro que estas palavras de Jesus nos pintam, o que Jesus realmente profetizou sobre o templo. Quando a gente junta tudo, o resumo é esse: que a cidade de Jerusalém seria cercada de exércitos que seriam instrumentos de Deus para executar a justiça de Deus, a vingança de Deus e a ira de Deus contra aquele povo; que trincheiras seriam construídas contra a cidade de Jerusalém por um povo inimigo; que a cidade seria queimada e arrasada; que a população seria massacrada e morta à espada; que o templo seria destruído pedra a pedra; e que os sobreviventes seriam dispersos pelo mundo todo. Que profecia tremenda, terrível, pavorosa, feita por Jesus pouco antes de morrer, cerca do ano 30 a 33 da presente era, da era cristã. E o que é que aconteceu? Próximo slide.
Tudo aconteceu exatamente como Jesus tinha dito. Cerca de 35 anos, 36 anos após Jesus ter falado estas palavras, os judeus se rebelaram outra vez contra os romanos. Os judeus viviam se rebelando contra os impérios mundiais que os dominavam; se rebelaram contra os gregos, se rebelaram contra os romanos várias vezes. E aqui mais uma vez, no ano 66, o imperador Vespasiano mandou os exércitos romanos à Palestina debelar a rebelião dos judeus. Vespasiano já não aguentava mais. Os judeus eram o povo que dava mais trabalho, fazia rebelião, rebelião, promovia guerra. Vespasiano, dessa feita, mandou o exército imperial comandado pelo seu filho, general Tito, que mais tarde se tornaria imperador romano no lugar de seu pai, Vespasiano. E ele veio e cercou a cidade de Jerusalém no ano 66. Foi nessa vinda – você dá uma olhada no mapa, né? – lá de cima do norte, Roma descendo para Jerusalém. No caminho, ele passou pelo Mar Morto. E o que é que ele fez ali? Ele arrasou uma comunidade chamada de Essênios, que tiveram tempo somente para salvar a biblioteca. Eles pegaram a biblioteca deles e esconderam nas rochas das encostas rochosas do Mar Morto. E os exércitos vieram e arrasaram, porque estavam no caminho, né? Estava na, eh, eh, era às margens do Mar Morto e arrasaram. E essa biblioteca ficou perdida e foi descoberta no ano 54. Por acaso, um pastorzinho árabe procurando uma cabra. A cabra foi por aquela região, ele viu um buraco, pensou que a cabra tinha entrado ali, pegou uma pedra, jogou para ouvir o barulho e ouviu o barulho de um jarro quebrado. Ele, um jarro quebrado, né? Ele entrou assim pelo buraco e encontrou os primeiros exemplares dos pergaminhos do Mar Morto, que depois se revelaram uma biblioteca completa, contendo o Antigo Testamento perfeitinho. Descoberta arqueológica mais importante do século, eh, passado e que nos ajuda demais em recuperar as passagens do Antigo Testamento, entender o texto do Antigo Testamento e assim por diante. Então essa comunidade, ela foi arrasada quando Tito veio comandando as tropas contra Jerusalém, que aconteceu no ano 66, quando começou o cerco. Até hoje, nas ruínas de Roma, tem – próximo slide aí – o Arco de Tito. Vocês estão vendo aí? É uma foto desse monumento que foi construído em homenagem ao general Tito, que mais tarde seria o imperador. E tá gravado ali que aquele arco era para comemorar o triunfo dos exércitos romanos comandados por Tito contra os judeus no ano 66 a 70. É uma evidência arqueológica daquilo que a Bíblia fala até hoje. Tem esse, esse, eh, Arco de Tito aí. Cerca de 1 milhão de judeus foram massacrados naquela ocasião. Mas o que eu queria trazer para vocês aqui é o testemunho de um homem chamado Flávio Josefo. Quando a guerra começou em 66, os judeus se prepararam para se defender e na região da Galileia eles travaram as primeiras lutas. E tinha um general judeu chamado, eh, Josefo, que foi preso pelo imperador Tito, pelo, pelo general Tito. Ele não era imperador ainda, foi preso pelo general Tito. E ele então passou de lado, né? Ele defenestrou pro outro lado. Para não morrer, ele jurou lealdade ao imperador. O imperador então o levou para Roma, deu a ele uma pensão e um trabalho, porque ele percebeu que Josefo tinha habilidades literárias. E com a pensão do imperador, morando numa casa protegido, como exilado, Josefo escreveu duas obras extraordinárias. A primeira, As Guerras Judaicas, onde ele narra a história de todas as guerras que os judeus empreenderam na sua história, começando lá no Antigo Testamento. E o segundo livro era A História dos Judeus, que é, ele reconta a história dos judeus a partir da Bíblia. E é interessante porque ele diz coisas que não estão na Bíblia. Ele, ele conta fatos diferentes do que a Bíblia conta. E ninguém sabe direito quais são as fontes de informação de Josefo, mas é, se um dia você tiver tempo, já está em português, traduzido e publicado, por incrível que pareça, pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus. A CPAD publicou esse livro, né, que a gente pensa que só os estudiosos aí teriam interesse, mas tem uma versão primorosa publicada pela Assembleia de Deus com as obras de Flávio Josefo, que vale a pena um dia, eh, você ler, não é? Esse homem foi testemunha ocular da destruição de Jerusalém. E no livro A Guerra dos Judeus, ele narra a destruição do templo. E eu queria trazer para vocês aqui, eh, alguns, alguns, eh, alguns, eh, eh, destaques da descrição que ele faz aí. O título do slide é Guerras Judaicas. Então ele diz assim, ó: "Aquela construção que era o templo, Deus havia sentenciado há muito para o fogo e agora havia chegado o dia fatídico. Um dos soldados, sem esperar a ordem e sem temer o que haveria de fazer, mas movido por um impulso sobrenatural, tomou um tição de fogo da madeira que ardia e, ajudado por um companheiro, lançou o petardo terrível através de uma das janelas douradas do templo. Quando as chamas cresceram dentro do templo, um grito tão agudo quanto a tragédia ouviu-se da parte dos judeus, pois aquilo que haviam guardado tão cuidadosamente estava para ser destruído. Enquanto o santuário ardia em chamas, não se mostrava misericórdia pela idade, nem posição social. Ao contrário, crianças e velhos, leigos e sacerdotes iam sendo massacrados igualmente pelos soldados romanos". O que ele diz aqui é que ele, ele narra, ele continua a narrativa. O que, pelo que ele narra, o que aconteceu foi o seguinte: no, perto do ano 70, depois de 4 anos de cerco, Jerusalém já não tinha mais comida, não tinha mais bebida, já tinha gente comendo os cadáveres, fazendo antropofagia. Finalmente os romanos entraram na cidade. E quando entraram na cidade, os judeus correram para a brecha da, da muralha onde eles haviam penetrado. Começaram a morrer porque os romanos estavam em superioridade. E aí eles se refugiaram no templo como sendo o último, a última cidadela, a última, a última coisa que eles queriam proteger. Porque quando a guerra começou, milhares de judeus vieram de tudo quanto era parte para Jerusalém para defender o templo, que era a coisa mais preciosa do mundo para eles. E agora, né, os romanos finalmente entraram na cidade, estavam chegando no templo, eles estavam tentando defender o templo, que era a última coisa que restava. Quando um soldado romano pega um tição e joga, né, e ele vem e entra por uma das janelas do templo e cai lá dentro. E o templo tinha cortinas, tinha muita madeira. E começa o incêndio, né? O incêndio começa a pegar fogo e os judeus começam a gritar quando estão vendo o templo, eh, sendo incendiado. Tem uma parte em que, eh, Flávio Josefo diz que muitos judeus morriam, né, e gritando e olhando pro templo, estendendo as mãos pro templo, esperando o socorro de Deus, que Deus viesse defendê-los ou socorrer seu próprio templo, alguma coisa assim. Morriam queimados ou mortos pelos romanos, olhando pro templo; era a última coisa que eles queriam ver enquanto morriam, né? E o fogo foi tão grande que derreteu todo o ouro, né, que havia, ouro, prata, tudo que era de precioso foi derretido, né? E o ouro escorria e caía pelas brechas das pedras. E depois, é claro, os soldados, para poder pegar o ouro, o que é que eles fizeram? Não deixaram pedra sobre pedra, reviraram tudo para poder pegar o ouro, né, que tinha descido e se infiltrado pelas, pelas brechas, né? E o Josefo diz ainda: o imperador – na verdade ele não era imperador ainda, né? Era o general Tito, mas quando Josefo escreve, Tito já tinha se tornado o imperador, né? – "O imperador determinou que a cidade inteira e o templo fossem arrasados até os fundamentos, com exceção das torres altas de Fazael, Ípico e Mariame, e aquela parte da muralha que cerca a cidade pelo oeste. O resto da muralha foi de tal forma nivelada a não deixar os futuros visitantes qualquer indicação de que ali antes tinha sido um local habitado". Só uma nota arqueológica. Escavações feitas em Jerusalém em 1968 desenterraram muitas das pedras que foram derribadas do muro do templo e da cidade. E Josefo menciona ainda que muitas pedras foram quebradas para se tirar o ouro que havia caído derretido do teto do templo. E assim se cumpriu literalmente tudo que Jesus tinha dito 36 anos antes.
Muito bem. O que é que nós podemos aprender com isso? Caminhando pro encerramento, primeiro que Jesus era profeta e que a Bíblia é a palavra de Deus. Eh, e impossível alguém prever com tamanha exatidão o que aconteceria dali a 40 anos, especialmente porque quando Jesus falou estas palavras, havia paz no império. Os judeus estavam em tranquilidade, não havia ameaça de guerra. Israel era um país sólido, a economia estava bem, os inimigos não os havia por causa da paz romana. Então, esse tipo de profecia, às vezes as pessoas profetizam baseada nas circunstâncias atuais. Elas fazem uma projeção, e aí o futuro que elas projetam é muito parecido com o presente. Só que Jesus profetiza uma coisa que não, não batia com a realidade dos seus dias. Herodes estava governando, o templo estava sendo – não tava nem acabado ainda, né? – tava sendo reconstruído. E Jesus então faz essa profecia que, humanamente falando, era impossível de ser realizada. Então isso prova que Jesus era profeta, era um homem de Deus, alguém a quem Deus deu a capacidade de conhecer o futuro e que a Bíblia é a palavra de Deus porque registra esta palavra. Mais do que um profeta, Jesus era o próprio Deus, filho de Deus. Mas aqui ele tá funcionando como um profeta, aquele que conhece o futuro e que anuncia da parte de Deus. Então, se nós estamos procurando evidências ou saber quem é Jesus, então essa, essa passagem nos ensina a respeito da sua autoridade como homem enviado por Deus.
Também nós podemos aprender que a destruição do templo representou o castigo de Deus contra a incredulidade e a rebeldia dos judeus. Foi isso que aquela tragédia representou. Deus suportou com muita paciência o povo judeu até o momento em que eles rejeitaram o seu filho. Aí então Deus disse: "Basta", não é? A paciência de Deus, falando em termos humanos, tem um limite. Deus aguenta até um tempo. E aí então vem o juízo de Deus contra aquele povo, contra a incredulidade e a rebeldia dos judeus. Quer dizer que Deus então rejeita completamente os judeus? Não. Ah, Deus estende o seu evangelho e o seu perdão a pessoas de todas as raças, de todas as tribos, de todas as nações, etnias e nacionalidades. Qualquer judeu em qualquer lugar que se arrependa e creia em Jesus Cristo, ele será recebido por Deus, perdoado e aceito por Deus, como qualquer outra pessoa de qualquer nação. Nesse ponto, não tem diferença entre judeu e gentil. Deus aceita a todos com base na fé em Jesus Cristo.
Nós aprendemos também que o templo, eh, que o templo e a destruição do templo é uma figura da grande tribulação que ainda está para vir ao mundo. Imagina o sofrimento daquele povo, o desespero daquele povo, a agonia e angústia que veio sobre aquele povo. Isso é apenas um reflexo de uma angústia muito maior que ainda está para vir sobre o mundo. É isso que Jesus vai dizer mais adiante. A destruição de Israel no ano 70 é apenas um símbolo, um tipo daquilo que aguarda o mundo ainda em tempos idos.
Nós também aprendemos que a igreja agora apresenta a Deus um novo culto, não mais baseado nas cerimônias e rituais do templo. Eu queria chamar sua atenção aqui para o seguinte: às vezes os evangélicos estão querendo reconstruir aquilo que Deus destruiu. Deus já destruiu o templo, com o altar, com a arca, com o chofar, com os sacrifícios, com o candelabro. Por que é que os evangélicos querem trazer isso tudo de volta para dentro da igreja? Tocar chofar, candelabro, como se isso fosse uma coisa espiritual, carregar a arca. Deus já acabou com isso. Foi o próprio Deus que destruiu isso. E você encontra hoje no meio evangélico gente querendo construir aquilo que Deus já disse que não, já passou. Não tem mais validade. Deus já acabou com o culto tipo templo. Sacrifícios, simbolismos, rituais, figuras, tipos. Não somente estas coisas se consumaram na morte de Cristo e na sua ressurreição, mas como elas foram definitivamente apagadas da história com a destruição do templo no ano 70. Então não faz sentido, não é mais espiritual um culto onde você tem um chofar tocando, né? Aquele chifre de carneiro tocando, invocando a bênção de Deus. Isso faz parte de uma dispensação que Deus já sepultou. Então, tenhamos cuidado para não nos tornarmos judaizantes e pensar que as coisas da antiga dispensação elas têm algum valor místico, simbólico ou espiritual, porque elas de fato não têm. Deus já terminou com isso. A prova disso é a destruição do templo. E antes disso, é claro, o fato mais importante: o Senhor Jesus na cruz e na ressurreição cumpre toda a lei cerimonial, não restando mais qualquer necessidade para estas coisas.
Outra lição que a gente pode tirar aqui é que as coisas esplêndidas desse mundo são todas passageiras. Jesus não se impressionou com o templo. E às vezes a gente pensa que ele se impressiona, porque quando a gente vai fazer, é claro que quando a gente vai fazer as coisas para Deus, a gente tem que fazer o melhor possível, mas às vezes a gente carrega na mão, não é, uma determinada, um determinado dinheiro que poderia ser melhor utilizado na plantação de igrejas, em envio de missionários, a gente acaba investindo em determinados luxos, eh, dos nossos templos, das nossas instalações, quando Jesus não se impressiona com isso. O que é que ele disse diante do templo? "Não vai ficar pedra sobre pedra aqui". Ele não estava nem um pouquinho impressionado com a imponência e a beleza do templo. Estas coisas são passageiras. O reino de Deus não é feito de pedra, cal, cimento, telha ou coisas dessa natureza. Nós precisamos destas coisas, mas elas não podem ser um fim em si mesmas. Não é esse o foco da igreja. Não é esse o foco da igreja. Tem mais coisa.
Aqui, para gente aprender. Vai anotando aí.
Próximo slide. Aplicações para a nossa vida prática. Eu termino aqui com algumas aplicações. Primeiro, para aqueles que têm dúvidas sobre a autenticidade da Bíblia. Eu sei que hoje em dia, como sempre, há pessoas que lançam questionamentos acerca da autoridade da Bíblia, do tipo assim: "Ah, papel cabe tudo? Qual a diferença da Bíblia para o Alcorão? Qual a diferença da Bíblia para as profecias de Nostradamos?". Compare e você vai ver. Pegando Nostradamos, já que eu mencionei, você vai ler as profecias de Nostradamos. Você pode encaixar qualquer coisa na linguagem simbólica de Nostradamos em qualquer período. Basta um pouquinho de imaginação. É muito diferente do detalhe que você vê, por exemplo, nas profecias bíblicas, como nós acabamos de ver. Há uma diferença que é perceptível a qualquer pessoa que resolva fazer a comparação. Se você tá procurando alguma evidência da autenticidade da Bíblia e da sua autoridade, eu lhe recomendo o sermão escatológico de Jesus, e outras profecias da Bíblia e o seu cumprimento histórico exato.
Talvez haja pessoas aqui nessa noite que estão abusando da paciência de Deus. O que seria abusar da paciência de Deus? É você, de longa data, saber, saber que você está fazendo alguma coisa que não é do agrado de Deus. E você vem dizendo: "Deus, eu sei que eu tô errado. Eu sei que eu tô errada. Eu sei que esse não é o teu caminho, mas tenha paciência comigo. Eu sei que o Senhor é bom." E mais um dia e vai levando e não muda. Chama-se procrastinação. É você adiar o momento de fazer aquilo que você sabe que você tem que fazer. Eu quero lhe dizer que Deus é misericordioso e bom, mas ele é o mesmo Deus que perdeu a paciência com os judeus. Ele suportou Israel; suportou, suportou até um tempo e depois então não teve mais jeito. Então, a palavra de Deus diz: "Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto." Então nós, a graça de Deus nos foi dada não para que nós tenhamos uma desculpa para viver no pecado, mas para nos libertar desse mundo mal. A sua graça e o seu poder nos foram dados para que vivamos uma vida reta diante dele.
Também aqui há uma lição para quem pensa que Deus é somente amor e que não castiga ninguém. Essa é uma visão muito popular de Deus, que Deus é amor, Deus compreende as pessoas, e de fato ele é. Se ele não fosse amor, nós nem aqui estaríamos. É só pela graça e pela misericórdia desse Deus que nós estamos aqui sobrevivendo, com alegria, com bênçãos e tanta coisa boa para contar. Mas esse Deus, ele também é um Deus justo, é um Deus santo, um Deus verdadeiro, que aprecia a verdade, requer a santidade e que nos trata conforme as nossas obras e que nos responsabiliza pelas nossas decisões. Então, não se deixe iludir por uma visão errada a respeito de Deus, que é divulgada hoje aí no meio evangélico, de um Deus que é somente amor. Não é errado dizer que Deus é amor; errado é dizer que ele é somente amor, porque ele não é somente amor. O amor de Deus exige que ele seja justo. O amor de Deus exige que ele seja reto e que ele trate as pessoas com equidade e que não faça acepção de pessoas. Então, temos que ter a visão completa e final de Deus.
Palavra final. Aos que estão aflitos e desanimados. Veja como Deus está no controle de tudo. O fato de que Jesus podia prever 36 anos à frente o que haveria de acontecer é uma prova de que Deus controla a história e as circunstâncias e faz com que elas aconteçam de acordo com sua vontade. Ou seja, a história, ela não é uma sucessão de fatos e acontecimentos aleatórios, acontecendo ao acaso e sem uma unidade, um fundamento e uma linha. A história está debaixo do controle de Deus. E isso é bom saber, porque a Bíblia diz que Deus faz com que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que amam a Deus. Há um Deus que tá no controle da história. Jesus disse: "Daqui a 36 anos, isso aqui vai ser destruído." E aconteceu exatamente porque Deus conduziu os destinos, os eventos, mexeu os pauzinhos de tal maneira que aconteceu exatamente como Jesus fez. E esse Deus é o Deus da sua vida, é o Deus da minha, da nossa vida. Ele está no controle e ele vai cumprir tudo aquilo que ele nos prometeu. Então, embora esse texto seja um texto de juízo, por outro lado, esse mesmo Deus que executa juízo é o Deus que cumpre as suas promessas pro bem e ele nos deu suas grandes e valiosas promessas. Confiemos nele então, no meio da aflição, do sofrimento, sabendo que ele haverá de levar todas as coisas ao fim que ele planejou. Amém. Amém. Que Deus maravilhoso. Vamos orar.
Ó Deus, obrigado pela tua palavra. Obrigado por Jesus, teu filho, profeta, sacerdote e rei, que veio ao mundo para anunciar a tua palavra como profeta, que veio morrer por nós como sacerdote e veio para nos dominar como rei. Bendizemos o teu nome por ele. Oramos pela nação judaica, pelos judeus espalhados pelo mundo, a maior parte deles ainda em rebelião contra ti, contra teu filho Jesus Cristo. Ó Deus, faz com que eles reconheçam o Messias que tanto esperam, que eles possam ver que o Messias já chegou. Abençoa os missionários que trabalham entre os judeus, nós pedimos. E nos ajuda também, Senhor, a refletir sobre a tua grandeza, o teu poder e a tua majestade. E dá-nos, ó Deus, consolo e confiança aqui nesse mundo, em nome de Jesus. Amém.
Eu não combinei com o pastor, não, mas eu queria dar oportunidade para perguntas, certo? Não sei se é possível, pastor, passar um microfone. Eu não sei, para o pessoal que quiser fazer perguntas. Eu vou me limitar a umas poucas perguntas e gostaria que elas fossem sobre o que a gente falou aqui. Se você perguntar: "Mas e o batismo de menino?", eu falo com você na saída, tá certo? Mas aqui eu não vou falar sobre isso; quero falar sobre esse assunto aqui, tá bom? Essas questões. Então, se alguém tem alguma dúvida, alguma pergunta, alguma coisa que eu poderia esclarecer melhor, temos já alguém ali, por gentileza. Vamos levar a tela. Você também tem uma pergunta? É, Léo, né? O Léo também tem uma pergunta, por favor.
Boa noite, pastor. Primeiro, muito obrigado pela vida do senhor aqui sobre escatologia; só com respeitos, eu queria que o senhor explicasse como a gente resolve um probleminha de Mateus no capítulo 24, quando ele fala que assim: "Quando sai o relâmpago do ocidente, vai o oriente, assim será a vinda do Filho do Homem." E lá em Atos, quando ele acende, nós temos dois varões que dizem, né: "Vem nas nuvens e e esconde Jesus." E aí os dois varões dizem: "Ó, o que que vocês estão preocupados, né, galileus? Assim como o Senhor se foi, assim ele virá". Então, parece haver assim duas, uma distinção, uma como um relâmpago, todos verão, e outra parece que nós não veremos, do monte das Oliveiras ao céu ou coisa assim.
Ah, é interessante. Eu nunca tinha colocado essa passagem uma diante da outra, né? Eu sempre entendi que elas estão dizendo a mesma coisa. O relato de Atos, ele tá simplesmente dizendo que da mesma forma que Jesus subiu aos céus, ou seja, em pessoa e visível, não é, numa nuvem, ele voltaria da mesma maneira, ou seja, visível, pessoalmente numa nuvem. E o relato de Mateus diz apenas que isso será, não é, como um relâmpago. De repente, né, e ele está vindo rápido, tá? De assim, subitamente, inesperadamente, a todos verão o Senhor Jesus vindo nos céus, pessoalmente numa nuvem. Eu sempre imaginei que a combinação dessas duas passagens eh dá dá esse quadro aí. Eu não sei se é isso aí. Eu eu eu sempre imaginei que foi assim, mas eu nunca tinha colocado uma de frente para outra como você colocou. Não deixa de ser interessante, Léo.
Oi. Ó, Jesus ele nasceu com objetivo de morrer, não foi, na cruz? E o senhor falou que Deus perdeu a paciência com os judeus porque mataram Jesus na cruz. Eu fiquei com dúvida, porque se Jesus já nasceu para morrer e Deus sabia que Jesus ia morrer, por que que ele perdeu a paciência? Por que que ele ficou irado? Não tem graça, né?
Eu sabia que ia ter perguntas sobre predestinação e responsabilidade humana. Eu sabia que ia ter... Eh, sua pergunta é corretíssima, tá certo? Ela tá correta. Ela tem razão de ser. Ah, a resposta que a gente dá para isso é a seguinte. A a a Bíblia nos coloca um, eu não diria um dilema, mas o que o o eu vou te dar o quadro e aí você vê como é que a gente quais são as opções que a gente tem para resolver. A Bíblia afirma que tudo que acontece é determinado por Deus. Deus é senhor de todas as coisas. Ele criou o mundo do nada. Ele criou o tempo, criou a história. Ele é soberano, onipresente, onipotente, onisciente. Ele vive na eternidade. Tudo está diante dele. Nada pega Deus de surpresa e nada foge ao controle, à vontade de Deus. Então, a Bíblia afirma isso com muita clareza em todos os seus livros. Por outro lado, essa mesma Bíblia, às vezes no mesmo livro, às vezes no mesmo capítulo e às vezes no mesmo versículo, coloca juntamente com a soberania de Deus a responsabilidade do homem, que o homem é responsável pelo que ele faz, que o que ele planta ele vai colher e que ele responde a Deus pelas atitudes dele, que Deus vai julgar a cada um de acordo com suas obras. Então, de um lado, você tem milhares de versículos que falam da soberania de Deus e do outro você tem milhares de versículos que falam da responsabilidade do homem, que o homem é responsável pelas escolhas que ele faz. Como conciliar as duas coisas? Porque elas parecem, à primeira vista, irreconciliáveis, né? Se Deus é soberano, como é que o homem pode ser responsável? Ou se o homem é responsável pelo que faz, como é que Deus pode ser soberano? Então, a resposta é afirmar as duas coisas sem procurar uma solução. Não tem não, não tem solução. Deus é... Deus planejou e determinou a morte de Jesus pelos judeus. Mas ele fez isso de uma maneira em que os judeus são absolutamente responsáveis. Os judeus rejeitaram a Jesus, não quiseram se converter, rejeitaram a oferta de Jesus e o mataram. Eles são responsáveis por isso. Então, eu diria assim que a soberania de Deus e a responsabilidade humana na Bíblia, elas caminham lado a lado como dois trilhos de trem que não se tocam. Só que quando você fica em pé em cima de um trilho de trem que vai em frente, você vê que lá no horizonte, no infinito, eles se juntam, né? Então, a minha esperança é que um dia lá na glória eu entenda, mas por enquanto são dois trilhos, um ao lado do outro e não se tocam. Mas você não pode negar um para entender o outro. Deus é soberano e o homem é responsável. A Bíblia ensina isso; ela não explica. Há outras coisas semelhantes, a doutrina da trindade. A Bíblia diz que só tem um Deus, mas diz que tem uma pessoa chamada Jesus, que é Deus, outra que é o Espírito Santo, que é Deus, e outra que é o Pai, que é Deus. Como é que é isso? Hum, ninguém sabe. É um Deus só. Mas há três pessoas que a Bíblia chama de Deus, mas a Bíblia nega que seja três deuses. É um Deus só. Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. A Bíblia afirma a divindade de Jesus e afirma a sua divindade. Não é que ele é 50% Deus e 50% homem. Ele é 100% Deus e 100% homem. Mas então quem morreu na cruz, Deus morre. Eu não sei a resposta. Eu sei que a Bíblia diz que ele é verdadeiro Deus e que ele é verdadeiro homem. Então, isso são chamados de mistérios da fé cristã. Se você quiser um nome técnico, é antinômio. O antinômio são duas verdades afirmadas, afirmadas na Bíblia que aparentemente se contradizem. Só que a contradição é aparente porque trata de coisas que fogem à nossa capacidade de compreensão, tá? É o caso aí do disso aí que você falou. Tá bom, Léo?
Mais alguém? O Léo é que tá passando os slides, viu, gente? Aqui para gente...
Eh, boa noite, né? Eh, uma dúvida que eu sempre tive em relação ao capítulo 24 de Mateus, a partir do versículo 29, quando ele fala sobre a vinda do Filho do Homem, que ele fala que quando Jesus vim sobre eh as nuvens, né, e separar os quatro os escolhidos, né? Então, ele fala assim no versículo 34: "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas aconteçam". Minha dúvida é em relação a qual geração ele tá se referindo aqui. Isso, né?
Ah, essa é uma das várias passagens complicadíssimas do sermão. Nós vamos ver isso aí ah no domingo à noite, vai ser a última palestra. Essa mesma passagem tá lá em Marcos 13. Então, eu vou dedicar um tempo a tentar explicar isso aí, mas eu já posso adiantar alguma coisa. Há várias possibilidades. Lembra que nesse sermão aí Jesus tava falando não só do fim do mundo, mas também da destruição do templo. Então, a primeira resposta é que aquela geração não passou sem que o templo fosse destruído. E de fato o templo foi no ano 70, não é, dentro ainda daquela geração. Os discípulos de Jesus estavam vivos quando o templo foi destruído. Então, uma primeira resposta seria essa. Uma outra resposta que o pessoal dá é que geração ali eh não se refere à geração de 40 anos, mas a um a a um período da história da humanidade. Então, a geração que viveu entre a morte de Cristo e a segunda vinda, essa é a geração que haveria. Eh, Jesus tá se referindo a essa geração ali. E a outra opção que eu eu não acredito, né, porque não não eu acho que contradiz a a palavra de Deus, é que alguns estudiosos, alguns até renomados, mas de linha liberal, eles diziam que Jesus se enganou, que Jesus estava esperando que dentro de 40 anos ele voltaria em glória e ele simplesmente se enganou. E eu não posso aceitar esse esse tipo de explicação, não é? Então, vai ser uma dessas outras duas alternativas aí. Tá bom?
Mais alguma? Podemos encerrar.
Considerando o que aconteceu no século 14, o senhor acha que a perseguição religiosa já aconteceu? Não. O senhor diz assim no sentido que não tem mais hoje, porque o massacre ocorrido no reinado de Luís 14 foi uma coisa horrenda. Foi, viu? Mas eh eu eu na verdade eu ia, eu tava planejando para dizer amanhã e eu vou dizer amanhã que nunca teve tanta perseguição contra os cristãos como hoje. Saiu um relatório de uma pesquisa de uma dessas ONGs que cuida de liberdade religiosa. Aí eu esqueço o nome até. Eu posso tentar até trazer amanhã e achar, mostrar para vocês o endereço na internet para vocês verem. Mas uma pesquisa feita por uma ONG que trata de liberdade religiosa, ela disse que a religião mais perseguida no mundo hoje é o cristianismo. E ele disse um número que eu não acreditei. Ele disse que cerca de 200 milhões de cristãos estão passando perseguição hoje, aonde ele diz: primeiro, países muçulmanos, Coreia do Norte, China, algumas partes da Índia, países da África que são muçulmanos. Somando aí ele diz que chega o número perto de 200 milhões. Se estima o número de cristãos hoje em 2,6 bilhões de cristãos. Então, eh, 200 milhões é o quê? 10% disso aí, pouco menos, né? Então, não, eh, tanto é que eles criaram o termo cristofobia, não tem só homofobia. Eles criaram um termo cristofobia, é ódio aos cristãos. E eles então documentam e mapeiam a perseguição aos cristãos. Eles eles falam de perseguição violenta, né, aberta, que inclui assédio, tortura, prisão e morte, e a perseguição velada, como acontece em alguns países da Europa. Os cristãos, eles não são permitidos, eh, por exemplo, evangelizar nas escolas, nos Estados Unidos, por exemplo, na escola pública você não pode evangelizar. Se for evangelizar na escola pública, você pode responder processo em na na nas escolas públicas da Inglaterra também. Você não pode professar sua fé, né? Dizer... Por sobre o argumento é que o estado é laico, né? Então, embora a gente tenha dificuldades com a Igreja Católica, mas recentemente aqui no Brasil, em Santa Catarina, se não me engano, foi Rio Grande do Sul, o tribunal lá mandou tirar todas as imagens de de símbolos do cristianismo das repartições públicas. Eu eu não tenho problema nenhum porque eu não acredito em nenhuma daquelas imagens, mas é perseguição religiosa que agora é contra os católicos, mas o próximo são são os protestantes. Pode ter certeza que quando bate num, bate no outro também. Então, tem muita perseguição hoje ainda. Nós é que, pela graça de Deus, temos sido beneficiados com liberdade, mas o Senhor pode ter certeza que no mundo todo há irmãos nossos que estão sofrendo muito, muito, muito. Amém. Tá bom? Compartilhe e ative as notificações para não perder os próximos vídeos.
Agora vamos para a segunda aula. Meus irmãos, boa noite. Quero saudá-los em nome do Senhor Jesus e reiterar nossa alegria de estar com os irmãos aqui em Dourados outra vez e dessa feita para tratar desse assunto tão interessante que é o sermão escatológico de Jesus. Por gentileza, abra a sua Bíblia no Evangelho de Marcos, no capítulo 13. Hoje nós iremos ver [Música] Merced do sermão de Jesus sobre o futuro que cobre o período chamado princípio das dores e a grande tribulação. Vamos fazer logo essa leitura. Começando no verso 5. Aliás, para retomar, vamos começar no verso três. No monte das oliveiras, de fronte do templo, achava-se Jesus assentado, quando João e André lhe perguntaram em particular: "Diz-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá quando todas elas estiverem para cumprir-se?". Eles estavam perguntando a respeito da declaração de Jesus que o templo seria destruído. Então Jesus passou a dizer-lhes: "Vede que ninguém vos engane. Muitos virão em meu nome, dizendo: 'Sou eu', e enganarão a muitos. Quando porém ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras, não vos assusteis. É necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porque se levantará nação contra nação e reino contra reino. Haverá terremoto em vários lugares e também fomes. Estas coisas são o princípio das dores. Estai vós de sobreaviso, porque vos entregarão aos tribunais e às sinagogas, sereis açoitados e vos farão comparecer à presença dos governadores e reis por minha causa para lhes servir de testemunho. Mas é necessário que primeiro o Evangelho seja pregado a todas as nações. Quando pois vos levarem e vos entregarem, não vos preocupeis com o que havereis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. Um irmão entregará à morte outro irmão e o pai ao filho. Filhos haverá que se levantarão contra os progenitores e os matarão. Sereis odiados de todos por causa do meu nome. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. Quando, pois, virdes o abominável da desolação, situado onde não deve estar, quem lê entenda. Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes. Quem estiver em cima do eirado não desça nem entre para tirar da sua casa alguma coisa. E o que estiver no campo, não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias. Orai para que isso não suceda no inverno, porque aqueles dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, que Deus criou até agora e nunca jamais haverá. Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria, mas por causa dos eleitos, que ele escolheu, abreviou tais dias. Então, se alguém vos disser: 'Eis aqui o Cristo, ou: Eis-o ali', não acrediteis, pois surgirão falsos Cristos e falsos profetas, operando sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Estai vós de sobreaviso: Tudo vos tenho predito." Vamos orar mais uma vez. Pedimos, nosso Pai, que o Senhor ilumine a nossa mente, o nosso coração, dê-nos compreensão na tua palavra a respeito destas palavras graves, sérias e cruciais para a nossa existência aqui nesse mundo. Dá-nos compreensão delas, dá-nos submissão a elas também, em nome de Jesus. Amém.
Muito bem, hoje nós temos a segunda mensagem da nossa série de estudos aqui nesse sermão e nós vamos abordar nesse trecho que nós lemos o princípio das dores e a grande tribulação. O princípio das dores vai aí do verso 5 até o verso 13. E tem esse nome por causa do que Jesus nos eh diz aí no no verso 8, final do verso 8: "Estas coisas são o princípio das dores". E a segunda parte é a grande tribulação com base naquilo que Jesus diz no verso 19: "Estes dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo que Deus criou até agora". Quando a gente olha o capítulo 13 de Marcos como um todo, temos a impressão de que Jesus estruturou a sua mensagem em cima de um quadro bastante familiar para todos nós, que é o de uma mulher grávida. Ele começa quando os discípulos perguntam: "Quais são os sinais da tua vinda e do fim do mundo?". Então ele começa descrevendo uma série de sinais. Nós vamos ver esses sinais agora que Jesus chama de o princípio das dores. Então, quem é casado e acompanhou a sua esposa no nascimento do filho ou dos filhos, sabe que quando chega a hora começa a vir as contrações. Nós tivemos quatro filhos e eu acompanhei o nascimento de todos eles. Eu levei a Minca todas as vezes para o hospital e ficava cronometrando as contrações. A orientação é: quando o espaço entre as contrações está diminuindo, tá chegando a...
Hora. Então, mas ali pelo pela careta que ela fazia, eu sabia que tava doendo, mas as contrações doíam. Mas aquilo ali era apenas o princípio das dores, ainda não era. Depois é que vem a grande tribulação, né? É o momento de dar a luz mesmo. No caso dela foram quatro partos naturais. Não teve cesário, não teve nada. Então foi parto natural, grande sofrimento e dor. E em seguida vem o filho. O filho nasce, ele vem ao mundo, ele surge trazendo alívio, alegria, felicidade para todo mundo. É essa sequência que Jesus tá usando aqui para explicar a história do mundo. O mundo como que está grávido, vamos dizer assim, a história como que está grávida. E ela está agora naquela fase de contrações. São os sinais que nós vemos: terremotos, guerras, violência. É um mundo em contração. E a coisa vai ficando pior. Vai ficando pior até ficar insuportável. E então o filho vem, Cristo vem. Quando a dor alcançar o seu nível máximo, ele vem em glória, trazendo libertação, felicidade e alegria. Essa é a figura que está por detrás da estrutura do sermão, desse sermão que está aqui em Marcos 13.
Hoje à noite nós vamos ver dois períodos: o princípio das dores, né? Esse presente momento de confusões, de contrações da da história da humanidade, seguido da grande tribulação, que é o momento mesmo de dar a luz, não é? Quando chegou a hora eh de de de dor e de expectativa. Então, a grande tribulação, o princípio das dores, aliás, e a grande tribulação. Nesse slide aí você tem o esboço do sermão escatológico. Aquilo que eu falei para vocês, agora você pode visualizar de um a quatro: Jesus falou da destruição do templo. Nós vimos isso ontem. De 5 a 13, ele fala do princípio das dores, que nós vamos ver agora. Depois ele adverte sobre o período de grande tribulação, de 14 a 23. Também veremos hoje à noite. E amanhã nós veremos a sua chegada, seu retorno em glória, de 24 a 27. E domingo à noite, encerrando, duas parábolas que Jesus contou sobre a necessidade estarmos alertas e vigilantes, porque nós não sabemos quando ele haverá de voltar. Esse é o esboço do sermão.
Próximo slide, temos aí introdução. Nesse estudo nós temos a resposta de Jesus a duas perguntas que os discípulos fizeram aqui no capítulo 13. Primeiro, eles chamaram a atenção de Jesus para a beleza do templo. Depois de Jesus dizer que tudo aquilo seria derribado, eles perguntaram em particular quais seria o sinal, qual seria o sinal da destruição do templo? E quando? E de todas as outras coisas que Jesus falou e que estavam essas coisas são a volta dele e o fim do mundo. E a resposta de Jesus, então, é o que nós temos aqui. É importante notar que eh quando Jesus dá a sua resposta, ele tá respondendo não só a pergunta sobre quando o templo seria destruído. Vai dizer isso também, mas ele tá respondendo quando será o fim do mundo e a sua vinda. Então, ele tá dando resposta a três indagações diferentes, embora ligadas entre si, no mesmo sermão. Por isso que nem sempre é fácil você entender que hora ele tá falando de um e que hora tá falando de outro. Então, tem hora que ele tá falando de duas coisas ao mesmo tempo. Então, é por isso que escatologia nunca foi unanimidade, porque tem várias interpretações diferentes devido à natureza da profecia bíblica. A profecia bíblica, embora ela seja comparativamente falando exata, muito clara e precisa, ao contrário de Nostradamos e profecia dos incas e profecia de outras tradições religiosas, a profecia bíblica ela é muito exata, ela é precisa, verificável historicamente. Todavia, ela é feita de uma maneira a deixar os crentes sempre na expectativa, sempre a gente tem uma ideia do que vai acontecer, mas alguns aspectos não são claros de propósito para que a igreja sempre fique na na na em guarda porque não tem ideia exata dos dos detalhes. Então, nem sempre é fácil separar esses assuntos e discerni-los. Por isso que nessa área de escatologia a gente tem que entrar eh com muita humildade, sabendo que pessoas de peso, de reconhecida piedade tem opinião diferente da nossa. E não não é que é uma questão de teimosia ou cabeça dura, mas é que o material mesmo ele não é tão claro. Essa área de profecia ela não é tão clara como, por exemplo, nas cartas ou nas exortações bíblicas, na expulsão do evangelho. Você pega, por exemplo, a carta Romanos, não é? Tem dificuldade ali, o assunto é muito claro, mas na hora que Jesus começa a falar do futuro ou livro de Apocalipse, a coisa já começa a ficar um pouco mais complicado, não é? É o caso aqui.
Vamos começar então com princípio das dores. O texto tá projetado aí, nós já lemos, nós vamos pular e vamos então para o slide, os sinais do fim. Eu onde eu vou fazer algumas observações gerais aqui. Vocês viram que quando a gente leu, Jesus falou de coisa como pessoas que virão no seu nome, guerra, rumor de guerra, ah, falou de terremoto, falou de fomes, pestes, perseguição e tudo mais. Esses sinais, essas evidências que Jesus estão dando das coisas que vão acontecer, elas visam apenas nos dar certeza de que a vinda de Jesus é certa. Elas não têm como objetivo marcar uma data. O que Jesus está dando aqui não é um calendário secreto que se você for espiritual suficiente ou estudar bastante, você vai descobrir nas entrelinhas conhecimento tal que possa lhe levar a marcar uma data da vinda de Cristo será no dia tal de tal ano, como muitas pessoas têm feito ao longo da história. O alvo de Jesus aqui não é fornecer informação para que a igreja marque com certeza o tempo do seu retorno. Mas o alvo de Jesus ao dar essas descrições aqui é dizer: "Olha, a prova de que eu vou voltar é que eu vou profetizar as coisas que vão acontecer até o dia da minha vinda". Então, estes sinais que Jesus nos deu há 2000 anos atrás e que vem se acontece, vem acontecendo exatamente como ele está dizendo, não são base para cálculo de dia de vinda de Cristo, mas apenas para nos garantir que aquele que acertou nisso também vai acertar quando ele diz que ele vai voltar. Ele tem a mesma autoridade. Se ele acertou com os sinais, ele também tava falando a verdade quando disse que um dia vai voltar. Então, o alvo é esse. Tanto é que numa certa altura, descrevendo esses sinais, Jesus diz assim: "Estas coisas são o princípio das dores, mas ainda não é o fim. Ainda não é o fim. Porque as pessoas que não entendem isso, quando começa a ter uma guerra no Oriente Médio, o pessoal diz: "Ó, aí e já marca a vinda de Cristo pro mês seguinte, né? Israel tem um problema lá com os palestinos. Já tem gente fazendo lá na tabela escatológica, marcando dia, data, cumprimento da Ezequiel, não sei quanto, Daniel, não sei quanto. Não creio que foi com esse objetivo que Jesus deu esses sinais, apenas para nos assegurar da sua vinda. Lembre também que os sinais que ele vai dar aqui tanto se aplicam aquela pergunta imediata dos discípulos, quando é que vai ser a destruição do templo? Quanto à outra pergunta, quando será o fim do mundo e a tua vinda? Então, essas coisas estão misturadas, lembrando que muitas profecias do Antigo Testamento, elas tinham aquilo que a gente chama de duplo comprimento. Na verdade, tem uma aqui que tem três cumprimentos e eu eu espero mostrar para vocês aqui. E como eu disse, esses sinais servem para confirmar a autoridade de Jesus como profeta e filho de Deus.
Próximo slide, o surgimento de falsos profetas. É o primeiro sinal que Jesus nos dá aqui. Você pode ver na sua Bíblia, Jesus passou a dizer-lhes: "Vede que ninguém vos engane. Muitos virão em meu nome, dizendo: "Sou eu" e enganarão a muitos". Jesus disse que muitas pessoas viriam no nome dele, dizendo: "Eu sou o Cristo" e enganarão a muitos. Agora pense comigo no seguinte. Quando Jesus disse isso, ele tava no monte das oliveiras fugindo. Ele ia de para lá de noite para fugir dos judeus com 12 discípulos, um dos quais ia traí-lo, outro ia negá-lo e 10 iriam fugir. Eram pescadores iletrados, gente sem expressão nenhuma. Jesus estava sendo rejeitado pelas autoridades do seu país, as autoridades civis e religiosas. Ele estava sendo ameaçado de morte. E esse homem, naquela noite, naquele morro, ele se vira pros discípulos e vai dizer: "Um dia vai aparecer muita gente dizendo: "Eu sou Jesus"". Das duas uma, ou ele é doido ou megalomaníaco, com mania de grandeza, ou então ele é Deus. Porque na situação que estava profetizar que um dia ele ia ser tão importante que as pessoas viriam querendo passasse por ele, não é? Imagina ele dizer isso: "Um dia virá muita gente se passando por mim". Alguém podia olhar e dizer: "Ó, quem quem é você para que as pessoas queiram se passar por você? Você é um galileu rejeitado aí com bando de discípulo ignorante fugindo, se escondendo de noite no monte com medo dos judeus". Então ou ele era louco ou era o filho de Deus. Interessante é que ele acertou, né? Interessante é que ele acertou. Se era doido, ele acertou direitinho. Porque através da história, a quantidade de religiões que surgiram no nome de Jesus, pessoas que vieram como representante dele, gente se passando por ele, é muito grande. Um exemplo meio conhecido, só para citar um, é do líder coreano, reverendo M, não é? Que diz que é o Cristo, né? Ele diz que é o Cristo, criou a igreja da unificação e já há vários anos ele tem inclusive uma fazenda aqui no Mato Grosso, tem uma sede aqui, se não me engano, não sei se é do sul ou do norte, eu não sei, tinha que ser do sul, né? Fazer o quê? Reverendo Mum. E mais descendo mais aqui pro pro sul do Brasil, você tem o o Hry Cristos, né? Aquele sujeito meio desequilibrado lá que diz que é o Cristo. Então, não falta quem apareça dizendo ser Jesus. E Jesus diz aqui que eles enganarão a muitos. Enganarão a muitos para provar o quanto o ser humano é tolo e não tem compreensão, porque era só comparar Jesus Cristo com essas figuras e com essas personalidades que aparecem dizendo que são ele para ficar claro a diferença. Mas ele profetizou que no seu nome religiões haveriam de ser criadas, multidões haveriam de se formar para seguir líderes se passando por ele e que dessa maneira muitas pessoas seriam enganadas. E aconteceu exatamente como ele disse que haveria de acontecer. E Jesus disse aos seus discípulos, verso 5, cuidado que ninguém engane vocês, porque no nome de Jesus o engano religioso se espalharia pelo mundo. Infelizmente aconteceu.
O próximo sinal que Jesus deu, está aí do verso 7 a 8, é de guerras e rumores de guerras. Quando ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras, não vos assusteis. É necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim, porque se levantará nação contra nação e reino contra reino. Quando Jesus disse essas palavras, elas também pareceriam inverossímeis, porque o mundo estava em paz. O império romano havia imposto, ainda que artificialmente, a chamada Pax Romana. O Império Romano, com seu poderio militar, havia obrigado os exércitos, os países, a aposentar os seus militares. Não permitia conflito entre países debaixo do seu domínio. Isso trouxe muitas vantagens: o trânsito livre entre países, acordos comerciais, a prosperidade da economia, a tranquilidade de proteção contra violência e contra bandidos. Então, era um período de relativa paz no mundo. Todavia, Jesus diz assim: "Vocês estão vendo essa paz aí? Isso não vai durar. Se levantar a nação contra a nação, reino contra reino, vocês vão ter notícias de guerras." Depois que Jesus falou estas palavras, não se passou um único dia na história do homem em que um país não esteja em guerra contra outro. Se você ler a história da guerra, a história da humanidade, nunca houve um único dia de paz. Sempre em algum lugar do planeta, uma nação, uma tribo, uma cidade, um reino estava em guerra contra outro, às vezes mais, às vezes menos. Mas nunca a humanidade conheceu um dia de paz da guerra armada. Não muito tempo depois de Jesus pronunciar estas palavras, as guerras começaram a sacudir o império romano. 40 anos depois, essas guerras começaram. E só para vocês terem uma ideia, quatro imperadores romanos caíram no único ano, Galba, Oto, Vitelo e Vespasiano, por causa das guerras internas no Império Romano. E dois séculos depois, a invasão do Império Romano pelas tropas e pelos exércitos dos unos, dos bárbaros, dos germânicos, dos eh ostrogodos, godos que vieram, tribos que vieram de todas as partes, invadiram e derrubaram o Império Romano no ano eh no século ó nos últimos 300 anos houve 300 guerras na Europa, para não falar dos genocídios na África e em outros países. Jesus disse aos discípulos: "Não se assustem, porque ainda não é o fim". É exatamente o contrário do que as pessoas fazem. Quando as guerras começam, aí o pessoal fica tudo pronto, é a terceira guerra mundial, é o fim do mundo. Jesus tá voltando. Mas Jesus disse exatamente o contrário. Quando vocês ouvirem falar de guerra, de rumores, de guerras, não se assustem, porque ainda não é o fim. Por quê? Porque o mundo não vai acabar numa guerra. O mundo não será destruído pelo próprio ser humano, como às vezes se pensa. O mundo será destruído. Nós vamos ver isso. Mas será pelo próprio Deus, assim como ele destruiu Sodoma e Gomorra e assim como ele destruiu o mundo na época do dilúvio. O mundo haverá de terminar numa ação divina, sobrenatural. Por pior que o ser humano seja, mais malvado que ele seja, cruel e por mais tecnologia que ele tenha, não será numa guerra que o mundo vai acabar como as pessoas pensam. Não quer dizer que nós não devíamos temer, tremer, chorar pelos horrores da guerra. Guerra é um negócio terrível, tremendo. Nós não deveríamos querer guerras. Todavia, estas coisas fazem parte da história da humanidade. E a má notícia é que não vai parar. Criamos a ONU, criamos a UNESCO, criamos os órgãos de paz, as ONGs em favor da paz se proliferam pelo país, mas até hoje elas não conseguiram evitar nem a guerra mais antiga de todas, Israel e palestinos. Não conseguiram nem evitar isso, não é? Então, não vai parar. Podemos ter certeza disso. Não vai parar, infelizmente. Faz parte das contorções de um mundo em agonia, de um mundo que rejeitou Deus, virou as costas para Deus. E Deus quer que o mundo veja isso. O preço de ter virado as costas para ele é que nós não conseguimos realmente viver em paz. Mas isso não é o fim. Isso não é o fim.
Próximo sinal, calamidades na natureza. Final do verso 8. Jesus diz: "Haverá terremotos em vários lugares e também fomes. Estas coisas são o princípio das dores." Lucas acrescenta pestes e também eh e ele acrescenta também maremotos, o mar em fúria. Enfim, o que se descreve aqui são estas calamidades naturais: tsunamis, terremotos, ah, tornados, pestes, epidemias que dizimam grandes porções da raça humana em tempo muito curto. Jesus disse que estas coisas haveriam de acontecer, ele diz aqui, em vários lugares. Em vários lugares. E de fato elas vêm acontecendo: no ano 60, 80, logo 30 anos depois de Jesus ter dito essas palavras, uma grande fome assolou o império romano, particular, desculpe, assolou a região da Palestina. Essa fome está narrado lá no livro de Atos. No verão do ano 70, 40 anos depois, Jesus disse a palavra, o vulcão Vesúvio irrompeu depois de anos adormecido e destruiu duas cidades, Pompeia e Herculano. Eh, isso aí tá na história também. Só no século XIX houve mais de 700 tremores e terremotos. E eu não preciso falar para vocês dos acontecimentos recentes: Chile, Japão, Indonésia, China, próprio Brasil. ah, que não tinha, né, não costumava ter tremores, né, já foi vítima de vários tremores o ano passado. Então, depois que Jesus disse essas palavras, nunca parou de ter catástrofe, eh, calamidade natural no mundo todo. Um mundo que geme, se contorce por causa do pecado da raça humana. Quando Deus disse a Adão: "Maldita é a terra por tua causa". Deus amaldiçoou a terra por causa do pecado da raça humana. Todas estas coisas, porém, veja só, Jesus diz aí no final do verso 8, são o princípio das dores. Se isso é o princípio, imagina o que vem, né? Se isso é o princípio, imagina o que vem. Os rabinos usavam essa expressão, o princípio das dores, para descrever o período de sofrimento antes da chegada do Messias. Então Jesus tá empregando uma terminologia que os seus discípulos haveriam de reconhecer, porque eles eram judeus treinados no judaísmo e com certeza conheciam essa expressão que os rabinos eh usavam. E o Senhor Jesus descreve essa fase como sendo as dores de contração da história que se aproxima do clímax. Mas o ponto é esse: Ainda não é o fim. O mundo não vai acabar com essas coisas, com terremoto, com fome, com vulcão, com tsunami, com guerra. Essas coisas marcam a humanidade, nos fazem sofrer, mas elas não representam a nossa extinção.
Outro sinal que Jesus dá na sequência é a perseguição e martírio dos cristãos. Nove em diante. Está vós de sobreaviso, porque vos entregarão aos tribunais e à sinagogas. Sereis açoitados, os farão comparecer à presença de governadores e reis por minha causa, para lhe servir de testemunho. Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações. Quando, pois, vos levarem, vos entregarem, não vos preocupeis com o que havis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mais o Espírito Santo. Mais uma vez eu chamo a sua atenção pro fato de que quando Jesus disse essas palavras, a coisa que poderia não tem nada que poderia parecer mais distante dele do que o fato de que um dia ele seria líder de uma religião tão grande que seria perseguida pelo mundo todo. Já pensou se eu chegar aqui para você e dissesse assim: "Olha, um dia as pessoas vão fazer uma religião no meu nome, será os nicodemosismo. E ele vai se tornar tão grande essa religião e tão poderosa, tão odiada, que gente no mundo inteiro vai perseguir os meus discípulos". Vocês vocês viram, né? Fizeram muito bem rir, né? É, só pode parecer piada. Foi mais ou menos isso quando Jesus disse lá para aquele grupinho de 12, não é? Aquele grupinho de 12 pescadores, publicanos, gente que não tinha menor condição, fugido, perseguido dos judeus, com medo. Ele disse assim: "Olha, um dia vocês, meus discípulos, vão ser perseguidos por causa do meu nome. Vocês vão representar uma ameaça tão grande pros poderes desse mundo que vocês vão ser levar diante dos reis, das autoridades para responder a meu respeito." Parece megalomania, não é? Parece um megalomaníaco falando, só que ele acertou, ele acertou. Hoje da população de seis bilhões do mundo, quase 3 bilhões professa cristã. 2,6 bilhões para ser mais exato, na última estatística. Então, ele acertou. E não só isso, ele acertou. O cristianismo é a religião mais perseguida do mundo. Eu mencionei ontem para vocês, perdão, acabei não trazendo a fonte. A gente não trouxe a fonte hoje, não trouxe hoje também, mas pesquisas recentes de ONGs preocupadas com perseguição religiosa apontam que atualmente cerca de 200 milhões de cristãos estão sofrendo em países comunistas, países muçulmanos, países fechados, países ateus, países secularizados. O número vai a 200 milhões. Agora, quem jamais pensaria isso no dia em que Jesus proferiu estas palavras? Por causa de mim, vocês serão perseguidos e vocês serão levados diante dos tribunais. Logo depois que Jesus falou isso, começa a perseguição dos judeus contra os cristãos. Perseguiu Jesus, em seguida perseguiram os apóstolos lá em Jerusalém. E se seguiram 10 perseguições do império romano, do imperador Nero até Dioclesciano, cada uma pior do que a outra. A história dos mártires nos dá testemunhos tremendos de pessoas que foram torturadas e mortas porque não negaram a Jesus. As perseguições na Idade Média, as perseguições da Igreja Católica, do período da Idade Média, reforma, governos comunistas e muçulmanos, nos dias de hoje sempre foi assim. Se nós estamos vivendo num país onde por enquanto a liberdade religiosa, nós devemos por isso, agradecer a Deus. Mas saibam que isso não é verdade em grande parte da cristandade espalhada pelo mundo. O número de mártires e de gente perseguida entre os cristãos é muito grande. A advertência de Jesus aos discípulos foi esta daqui. Eles deviam ficar de sobreaviso para não serem surpreendidos pela dor, pelo sofrimento e pela morte. Está de sobreaviso. Essa deve ser a atitude do crente. Estar de sobreaviso significa o seguinte: você já foi avisado, então você está de sobreaviso. Você foi alertado, então fica atento, porque hoje pode parecer muito tranquilo, mas você já está avisado de que essa situação pode mudar. Então, viva cada dia agradecendo a Deus diariamente por essa liberdade, porque pode ser que amanhã você não tenha mais, a situação mude. Está de sobreaviso, estejam preparados. O o Senhor Jesus também prometeu, está aí no verso 11, nos dá o Espírito Santo para nos iluminar na hora que nós formos levados diante dos nossos algozes. Quando vos levarem, verso 11, e vos entregarem, não vos preocupeis com o que havis de dizer, mas o que vos for concedido naquela hora, isso falai, porque não sois vós o que falais, mas o Espírito Santo. Jesus prometeu aos seus discípulos o Espírito Santo para auxiliá-los na defesa diante das acusações. Essa promessa tem sido usada de maneira errada às vezes por pregadores preguiçosos, não é? Que em vez de se preparar para pregar o sermão, eles dizem assim: "O Espírito Santo dá na hora". E aí não estuda, não se prepara. Eles acham que só abrir a Bíblia o Espírito Santo vai dar mensagem. E eles apontam para esse texto aqui, ó. Só que esse texto aqui foi dado para cristãos em situação de perseguição, porque e primeiro eles provavelmente nem têm uma Bíblia na
Mão. Segundo, não tem tempo nem como estudar e se preparar. Então, numa situação de emergência, o Espírito Santo vai ajudar aqueles que vão dar testemunho de Jesus. Mas o Espírito Santo geralmente não ajuda preguiçoso. Pode ter certeza disso, não é? Não ajuda preguiçoso.
Então, normalmente os cristãos, os pregadores, os líderes, eles têm que ler, estudar, meditar, estar prontos para dar razão da esperança que há neles. Em situações extremas de necessidade e carência, o espírito de Deus então supre a necessidade ajudando. E de fato nós lemos testemunhos belíssimos na história dos mártires, os interessados em ler mais a respeito do grande período de perseguição dos romanos e vai até um um pedaço da Patrístic que eu recomendo o livro de Fox, o livro dos mártires, já publicado em português e, se não me engano, pela CPAD, Assembleia de Deus. Esse livro tá publicado e ele traz testemunhos interessantes e assim comoventes de cristãos que morreram por causa do nome de Jesus e que não negaram a fé. Perseguição e martírio de cristãos. O próximo, a pregação do evangelho no mundo. Verso 11. Desculpa, verso 10. Pus no slide aí verso 11, mas tá errado. É verso 10.
Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações. Palavra evangelho significa as boas notícias. Que boas notícias? Que Jesus é o filho de Deus, que ele morreu pelos nossos pecados, ressuscitou ao terceiro dia e haverá de voltar. E que todos aqueles que se arrependem dos seus pecados e creem são perdoados e aceitos por Deus e não entrarão na perdição eterna, mas haverão de entrar na bênção do reino que Deus tem preparado para os que o amam. Essa é a boa notícia.
Agora imagine Jesus dizendo: "Um dia o meu nome vai ser anunciado no mundo inteiro. Esse evangelho vai ser pregado a todo mundo". Imagina ele lá, né, com os 12, não é? E dizendo: "Essa mensagem que está sendo rejeitada aqui pelo meu povo, pela cidade de Jerusalém, e pela qual eles vão me crucificar, um dia essa mensagem vai ser pregada no mundo inteiro". Será que ele acertou? O livro mais vendido no mundo é a Bíblia e o mais lido também. É o livro mais traduzido em idiomas. O cristianismo é a religião que providenciou o maior número de missionários que jamais existiu no mundo todo. Está em todo lugar. Poucas são as tribos e nações e povos que ainda não têm uma porção da Bíblia na sua própria língua. É só uma questão de tempo e não haverá na face da Terra uma etnia que não tenha pelo menos uma porção do evangelho de João na sua própria língua. Primeiro esse evangelho vai ser pregado no mundo inteiro. E mais uma vez ele acertou. Imagina Jesus dizendo isso há 2000 anos.
Gente, revoluções acontecem, como, por exemplo, da internet, né, das mídias sociais, quando barreiras geográficas, étnicas caem, barreiras de língua. Hoje em dia você escreve um uma postagem em português sobre Jesus. Qualquer parte do mundo usando o Google, o tradutor, a pessoa traduz na hora na língua dela. Sofrível, mas dá para ler. Dá para ler. Então quem imagina, a gente pensa assim que foi o homem, não é, que na sua inteligência que descobriu como é que funciona a eletricidade, a eletrônica e aí desenvolveu sistemas operacionais que produziram essas possibilidades de comunicação. Quem tá por detrás disso tudo? Quem vocês acham que tá por detrás disso tudo? É nosso Deus, fazendo com que a sua palavra se cumpra, porque dessa maneira a palavra dele chega no mundo, mundo todo. Um evento como esse, por exemplo, que tá sendo transmitido, eu acho que tá sendo transmitido, né, pastor, pela internet, ele pode tá sendo assistido agora por um brasileiro no Japão, tá tá ouvindo lá agora no Japão, não imagina isso. Em qualquer parte do mundo onde se fala português, você pode ter alguém escutando o que está sendo dito aqui. Esse evangelho será pregado a todo mundo. Impensável quando Jesus falou esse tipo de coisa. Mas ele disse que o mundo, o fim do mundo não viria antes disso.
Depois que ele falou estas palavras, os apóstolos se espalharam pelo mundo. Mesmo na Idade Média, após a reforma, surge o movimento das missões de fé, o moderno movimento missionário. Hoje nós temos os recursos suficientes para evangelizar cada parte do planeta. E o evangelho pode chegar lá, sim. Como eu disse, é só uma questão de tempo. Próximo slide, divisão familiar. Por causa do Evangelho, verso 12. Jesus disse: "O irmão entregará à morte outro irmão, e o Pai entregará o seu filho; filhos se levantarão contra os progenitores".
Agora, imagina isso, né? Se uma pessoa poderia achar que Jesus era um megalomaníaco, arrogante pelo que ele disse antes, aqui é o clímax. Você está dizendo, Jesus, que as pessoas vão te amar mais do que amam seus familiares a ponto de que vão matar quem gosta de você. Um pai se levantar contra o filho por causa de você. Quem você acha que é? Pois é. E não é isso mesmo que tá que acontece. A nossa paixão por Jesus é tanta que nós amamos o Senhor Jesus mais do que as pessoas que nos são chegadas com laço de sangue. E isso provoca mesmo nos familiares uma mágoa tão grande que são capazes de se levantar filhos contra os pais e pais contra os filhos por causa do evangelho. Talvez haja aqui nessa noite gente que possa dar testemunho disso, que no dia que aceitou Jesus como salvador, começou a experimentar na própria família a perseguição, o ódio e a rejeição no trabalho e em diversos contextos. Outras pessoas, entre os próprios familiares que se levantam para entregar os pais. Há pouco tempo eu tava lendo um livro, Deus é Vermelho. É um livro do Evangelho na China que coleciona histórias e depoimentos de cristãos durante o tempo de Mao Tsé-Tung que viveram lá, viveram lá na China, publicado pela editora Mundo Cristão. Eu recomendo também como leitura de mártires modernos, quem quiser ler. E impressionante a quantidade de histórias de jovens chineses que foram abandonados, largados e deserdados por suas famílias uma vez que a família descobriu que ele se tornou cristão. Nos países muçulmanos, isso significa morte. Um jovem se transformar cristão, o próprio pai ou a mãe o denuncia. Quem jamais pensaria que por causa do nome de Jesus estas coisas aconteceriam? Quando Jesus falou isso, gente, isso era impensável. Mas é a realidade. O que prova que de fato ele é Deus. Ele conhece o futuro, ele é profeta. Ele sabe o que vai acontecer. Na verdade, ele está por detrás de todas estas coisas.
Último ponto aqui, o ódio generalizado contra os cristãos. Verso 13. Sereis odiados de todos por causa do meu nome. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. O ódio generalizado contra os cristãos por causa do nome de Jesus. Eu já mencionei isso nos pontos anteriores. A advertência de Jesus: fiquem firmes, porque aquele que perseverar até o fim, esse é que vai ser salvo. Perseverar até o fim significa continuar a professar fé em Jesus, continuar a ser discípulo dele até morrer, ainda que essa morte seja causada pelo próprio evangelho. Então esse é que vai ser salvo, não é? Que é a perseverança que salva, mas é que a perseverança mostra que ele de fato é convertido, que ele de fato é salvo. O cristão nominal, aquele que tá na igreja por outros motivos, quando vem a perseguição, ele abandona a fé, abandona a igreja, muda de lado, porque não é uma coisa do coração, ele não é convertido. É por isso que alguns estudiosos acham que uma coisa que a igreja brasileira tá precisando é de uma grande perseguição para poder fazer a diferença entre os verdadeiros crentes e aqueles que estão na igreja por outros motivos. Porque tem namorada na igreja, tem namorado na igreja, tem família na igreja, nasceu na igreja, mas nunca se converteu, é socialmente aceitável, ah, é fashion e por aí vai. Então, de repente uma perseguição é fashion, porque se não fosse não tinha artista aí, né? Se dizendo que é crente, né? Então, uma perseguição, ela separa o joio do trigo como uma um vento forte que bate numa árvore, sacode a árvore e o que tiver podre cai e o que tiver firme, seguro, não é, permanece. Então, os que perseverarem até o fim, esses de fato é que serão salvos.
Gente, o que que nós podemos aprender diante dessa relação extraordinária de sinais que Jesus deu há 2000 anos atrás e que se cumpriram exatamente como ele disse? O que que isso tudo nos indica? Primeiro, lembremos que esse período é chamado por Jesus de o princípio das dores. Ainda não é o fim. São os estertores de um mundo que se encaminha para o seu final. É um período de perseguição, de sofrimento para a igreja, mas note que também é um período de evangelização e salvação. Ao mesmo tempo em que a igreja é perseguida, há martírios, há torturas, há ódio e perseguição. Ao mesmo tempo, a evangelização do mundo continua. Parece um paradoxo, não é? Mas a igreja sempre foi mais forte quando ela foi perseguida, sempre foi mais forte a ponto de você ter um dito antigo que é assim: o sangue dos mártires é a sementeira da igreja. O sangue dos mártires é a sementeira da igreja. Quanto mais perseguida, mais a igreja evangeliza, mas ela cumpre a sua missão no mundo. Quando deixada em paz, ela se acomoda. Ela vira um grupo social, ela vira um clube. E ela funciona em torno dos seus membros, manutenção. Mas é quando vem a perseguição mesmo que ela se agiganta. Por isso que perseguir cristão é caso perdido. O diabo sabe disso. Não sei porque que ele continua. Porque quanto mais ele persegue, mais a igreja se multiplica. Quanto mais ele mata um, aparece dois do sangue daquele que morreu. E assim por diante. Ele mata um Estevão, mas surge um Saulo no lugar e que é muito pior do que Estevão, né? O Saulo foi, o Saulo de Tarso foi muito pior. Ali foi um erro do diabo, né? Destruir Estevão. Ele não tinha nem ideia do que que ia surgir no lugar de Estevão. Se soubesse, ele não tinha feito aquilo. Pois é.
Muito bem. O que Jesus quer dizer com isso tudo? O alvo dele é evitar que os discípulos sejam enganados pelos falsos mestres que viriam anunciando sua vinda e o fim do mundo. O tempo todo Jesus está dizendo: "Ainda não é o fim". Porque esses sinais visam apenas confirmar que o retorno dele e o fim do mundo são certos e não são dicas para se marcar uma data. Muito bem. Próximo ponto agora é a grande tribulação. Começando aí do verso 14. Está projetado aí na tela a passagem. Eu destaquei aí no verso 19 o trecho de onde se tira o título dessa sessão. Aqueles dias serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo, que Deus criou até agora e nunca jamais haverá. Alguns pontos aqui que a gente tem que ponderar quando vai entrar nesse período da grande tribulação. A grande tribulação é o período que se segue a esse momento que nós estamos vivendo. Se você perguntar o que é que vem agora, eu eu não sei quando virá, mas eu sei que o a próxima etapa, de acordo com o calendário, o cronograma que Jesus colocou aqui, é o que ele chama de a grande tribulação, tá? Quer dizer, parece ser uma intensificação disso tudo, uma crise climática na história do mundo, um momento de um pico de crise que introduz o final do mundo. Então, é isso que parece que vai acontecer. Então, ponderemos no seguinte. E esses sinais que nós acabamos de ver, eles surgem durante o período entre as duas vindas de Cristo. A primeira vinda para morrer, a segunda vinda como rei para reinar em glória. A primeira já aconteceu, a segunda está para acontecer. Nós estamos num período entre elas. Estes sinais servem para confirmar o fim do templo, do mundo e da segunda vinda. Como eu disse, não é um calendário de eventos. Aqui Jesus fala, esse período aqui que nós vamos ver agora de 14 a 23, ele tá respondendo duas perguntas. Ele tá respondendo a pergunta dos discípulos, quando é que o templo vai ser destruído? E ele emenda com isso para falar a respeito do do que vai acontecer imediatamente antes da sua vinda nesse período chamada a grande tribulação. Ou seja, ele não fala somente da destruição do templo, mas da sua vinda e do fim do mundo. Esses assuntos, eu já observei isso, eles estão misturados no mesmo espaço, de maneira que nem sempre é muito claro, é fácil entender.
Agora vamos ver esse período que ele chama de a grande tribulação. E eu vou pedir aqui a sua a a sua paciência porque a chave pra gente entender esse período aqui é a interpretação desse abominável da desolação que Jesus fala no verso 14. Ó, ele diz assim: "Quando, pois virdes o abominável da desolação situado onde não deve estar, quem lê entenda". Então ele passou a bola para nós, né? Quem lê entenda. Eu não vou explicar. Quem lê entenda. Então nós estamos lendo. Vamos tentar entender. Então os que estiverem na Judeia fujam para os montes. Então você nota como ele mudou o tom. Os discípulos perguntaram: "Quais são os sinais da destruição do templo e da tua vinda?" Aí ele deu aqueles sinais que caracterizam esse tempo agora, dizendo: "Ainda não é o fim". E aí ele diz no verso 14, quando pois vocês virem o abominável da desolação, ou seja, ele tá retomando agora a questão do templo, né? Tá retomando a questão do templo. Quando vocês virem o abominável da desolação, situado ou não deve estar, quem estiver na Judeia fuja pros montes. Por que que eu tô dizendo que ele retoma a questão do templo? Por isso que ele disse, né? Quando vocês viram a abominável da desolação, vão embora da Judeia, fujam pros montes. Então ele voltou a tratar daquela questão local imediata, dando orientação pros discípulos fugirem quando apareceu o abominável da desolação.
Bom, essa figura escatológica aí, o abominável da desolação, que está ligada a a à grande tribulação, se manifestou em três períodos na história. Primeiro, o rei Antíoco IV Epífanes, rei Selêucida, que dessacrou o templo de Jerusalém 150 anos antes de Cristo, segundo os exércitos romanos que cercaram Jerusalém e a destruíram e o templo no ano 70 depois de Cristo e o anticristo que haverá ainda de se manifestar. Deixa eu mostrar isso aqui para vocês. Então, o que Jesus está falando aqui é de uma profecia que tem três cumprimentos. A primeira, esse cidadão aqui chamado Antíoco Epífanes. Começar lá atrás. Daniel, que viveu 500 anos antes de Cristo, estava preso na Babilônia, era servo de vários reis lá, era um expatriado, né, um exilado lá na Babilônia. Deus lhe deu revelações a respeito do fim do mundo. E Deus lhe mostrou que haveria de se levantar um rei diferente de todos os reinos anteriores e que haveria de perseguir o povo de Deus, vencer o povo de Deus e profanar o culto a Deus. E aquilo que Daniel descreve como sendo abominação desoladora. Eu tô citando três passagens de Daniel aqui em que ele fala disso. Daniel 9:27. Ele fará firme aliança com muitos por uma semana. Na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares. E sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição que está determinada se derrame sobre ele. Capítulo 11, verso 31. Dele, desse ser, né, dessa entidade escatológica, sairão forças que profanarão o santuário de Deus, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício diário, aquele sacrifício de animais que eram oferecidos no templo, estabelecendo abominação desoladora. Daniel 12:11. Depois do tempo em que o sacrifício diário for tirado e posta a abominação desoladora, haverá ainda 1290 dias. Três vezes o profeta Daniel, Daniel disse que viria alguém que ele chama de o abominável da desolação, que vai guerrear contra o povo de Deus, vencer o povo de Deus, entrar no santuário, dessacrar o templo de Deus e estabelecer um culto a outro Deus. É isso que é abominável, né? Abominação é uma coisa inaceitável. Muito bem. Essa figura foi Antíoco Epífanes. Foi um rei Selêucida que conquistou Israel no ano 167, 350 anos depois que Daniel falou isso. Quando Daniel falou estas palavras, ele era servo do rei Nabuco Donozor. Depois veio Belsazar, depois veio Ciro, depois veio Dario. Daniel morre. Depois vem Alexandre, o Grande, domina toda aquela região e o seu exército se divide em quatro quando ele morre. Os quatro generais dividem tudo aquilo ali. Dos quatro generais brigam entre si, dois sobram. Um no Egito, Ptolomeu, e outro na Síria, os Selêucidas. Os Selêucidas ganharam dos egípcios e conquistaram Israel. Isso então foi 350 anos depois que Daniel falou. Vocês onde é que tá isso? Na Bíblia. Não tá na Bíblia, não está na literatura intertestamentária escrita pelos judeus entre o profeta Malaquias e a vinda de João Batista. Nesse período de 400 anos, a coisa tava acontecendo lá em Israel. Nós temos um registro desses fatos aí. Esse rei Selêucida, quando ele dominou Jerusalém, ele começou uma campanha intensa de acabar com os costumes judaicos e o culto a Deus. No ano 150, ele mandou colocar um altar ao deus Zeus, que é o deus supremo do panteão grego, no templo de Jerusalém, e sacrificou um porco no altar do templo. Para o judeu, isso era abominação, porque carne de porco, porco é um animal imundo, né? O rei sacrificou um porco no altar do templo de Jerusalém. Pense numa provocação. E de fato os judeus ficaram tão revoltados que começaram a se rebelar e guerrear contra os Selêucidas, encabeçados por Judas Macabeu, um sacerdote velho que não aguentou, não é? Ele se revoltou e liderou uma revolta que ficou conhecida como a guerra dos Macabeus. E finalmente, depois de muitos anos de sangue, de guerra, de briga, os judeus conseguiram uma liberdade provisória até chegarem os romanos e dominarem outra vez a Israel. E é nesse tempo que Jesus nasce, não é? Quando os romanos estão dominando Israel, ele é o cumprimento inicial da profecia da abominação desoladora. É impressionante como Daniel escreveu em detalhes o que esse rei faria, como ele iria haveria de interromper o sacrifício, profanar o templo, vencer o povo de Deus. Tudo se cumpriu 350 anos depois de Daniel, 167 anos antes de Jesus. Só que quando Jesus 100 e 200 anos depois profere esse sermão, quase 200 anos depois, ó o que ele diz. Olha aqui, eu vou citar Mateus, Mateus 24:15. Quando, pois, virdes o abominável da desolação, de que falou o profeta Daniel no lugar santo, quem lê entenda. Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes. Então, Jesus tá dizendo, vocês lembram o que que Daniel falou daquele rei que haveria de vir tomar a cidade, acabar com o culto, profanar o templo? Vocês pensam que já se cumpriu aquilo ali? Ainda não. Isso vai acontecer de novo em Jerusalém. É o segundo cumprimento, não é? E aí ele diz: "Quem lê entenda, não foi? Lucas, quando escreveu o evangelho, leu e entendeu e ele interpretou as palavras de Jesus. Em vez de dizer: "Quando virdes o abominável da desolação, o que que Lucas escreveu? Quando virdes Jerusalém sitiada de exércitos". Lucas interpreta as palavras de Jesus. Então, tá aqui o sinal que Jesus deu aos discípulos. Quando é que o templo vai ser destruído? Resposta de Jesus: quando vocês virem um abominável da desolação voltar. E Lucas disse: "Eu sei o que é isso. Jerusalém vai ser outra vez cercada de exércitos e vão destruir o templo, vão acabar com o culto, vão profanar esse santo lugar". E não deu de fato outra, né? E de fato foi isso que aconteceu no ano 70. Aqui você tem, eu mencionei ontem o arco de Tito, que é um monumento que ainda hoje tem em Roma e que foi erigido na na década de 70 em homenagem à vitória do general Tito contra Jerusalém. E o nome desse afresco é o saque de Jerusalém. Você vê os soldados romanos levando o candelabro e a arca. Não, a arca, desculpe, porque a arca já não tava no templo nesse período. A arca nunca voltou da Babilônia, né? Ah, o candelabro e vários outros utensílios do templo. Os soldados romanos saquearam o templo, profanaram, acabaram com tudo que havia no templo, destruíram o templo completamente. E aí se cumpre exatamente as palavras de Jesus, o abominável da desolação ou a abominação desoladora ou devastador. Mas quando a gente lê direitinho, a gente vê que ainda não cumpriu tudo. Que veja só, por que que eu acho que ainda há uma terceira edição do abominável da desolação. Primeiro, essa abominação da desolação é o símbolo dos poderes mundiais que se levantam contra o povo de Deus. No Antigo Testamento, Antíoco Epífanes, no novo império romano contra a Igreja. Segundo, Jesus liga o surgimento do abominável da desolação com a grande tribulação. Volta agora para Marcos. Ele diz assim no verso 14: "Quando virdes o abominável da desolação situado onde não deve estar, ou seja, ele tá falando aqui do cerco de Jerusalém, da invasão dos romanos que aconteceu nos anos 70. Então os que estiverem na Judeia fujam para os montes. Quem estiver no telhado vai embora. Não desça. Quem tiver no campo não entra em casa. Coitadas das grávidas, orem para que isso não suceda no inverno, porque aqueles dias, ou seja, os dias do abominável da desolação, serão de tamanha tribulação como nunca houve desde o princípio do mundo. Bom, a gente sabe que o que aconteceu em Jerusalém foi uma coisa terrível, né? Cerca de 500.000 judeus morreram massacrados lá pelos exércitos romanos. Mas será que essa foi a tribulação superior a todas que há no mundo? Basta citar o holocausto em que 6 milhões de judeus, 5 a 6 milhões de judeus foram exterminados a cerca de 50 anos, 40 anos em Auschwitz, Mauthausen, Dachau, aqueles centros dos nazistas que queimaram no forno e mataram a gás 6 milhões de judeus. Foi muito pior do que o que aconteceu em Jerusalém no ano 70. Então Jesus não pode estar se referindo somente ao massacre dos judeus.
Nos anos 70. Ainda falta alguma coisa. Tem mais coisa pela frente. E tem mais. Veja só, ele diz assim, olha, continuando o verso 24, depois de descrever esse período, ele diz: "Mas naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará só claridade, as estrelas cairão no firmamento, os poderes dos céus serão abalados, então verá um filho do homem vir nas nuvens com grande poder e glória." Então, isso não aconteceu. Não aconteceu lá no ano 70, não aconteceu com o massacre dos judeus no holocausto.
Ou seja, essas coisas aqui é uma combinação de duas. Jesus está respondendo à pergunta sobre a destruição do templo, mas ao mesmo tempo ele está falando da grande tribulação que vai preceder a sua vinda, onde aparecerá outra vez o inimigo do povo de Deus, que na Bíblia é chamado de o anticristo. Os discípulos entenderam essas palavras de Jesus. Veja o que Paulo escreve na segunda Tessalonicenses 2, de 3 a 10: "Ninguém de nenhum modo vos engane, porque isso não acontecerá." Ele tá falando da vinda de Jesus. Paulo tá falando da vinda de Jesus aqui de segundo Tessalonicenses 2. Ele disse: "Isso não acontecerá". Ou seja, o Senhor Jesus não vai voltar sem que primeiro venha a apostasia. Apostasia é o desvio da religião verdadeira, e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. É exatamente o que Antíoco Epifânio fez. É exatamente o que os exércitos romanos fizeram e é isso que o anticristo vai fazer. Ele é chamado por Paulo de o homem da iniquidade, o filho da perdição. Então será de fato revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro da sua boca. Ele pode parecer muito grande e poderoso, mas o Senhor Jesus vai fazer só assim, só aí acabou, e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, sinais e prodígios da mentira, com todo engano de injustiça aos que perecem. Paulo interpretando Jesus, ele fala desse abominável da desolação e o chama de o homem da iniquidade, o filho da perdição, o iníquo, que vai querer tomar o lugar de Deus, parecer como Deus, vai guerrear contra o povo de Deus e que será destruído quando o Senhor Jesus voltar.
Veja o que João diz: "Filhinhos, já é a última hora. E como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos anticristos têm surgido, pelo que conhecemos que é a última hora. Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse é o anticristo que nega o Pai e o Filho. Nisso reconheceis o espírito de Deus. Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus. E todo espírito que não confessa Jesus não procede de Deus. Pelo contrário, esse é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido o que vem, e presentemente já está no mundo." Então, já na Igreja apostólica se começou a pregar a vinda do anticristo, como esse que se levanta contra Deus, toma o lugar de Deus, nega Jesus Cristo, tem um governo mundial, vai enganar a todos, mas que será destruído pela vinda do Senhor Jesus. E ele diz aqui, João diz que o espírito do anticristo já está presente. Está presente nas falsas religiões, nos falsos profetas, nos governos que perseguem a igreja. São manifestações do anticristo, a ponto dos reformadores dizerem que o Papa é o anticristo. E, na verdade, foi mais a segunda geração de reformadores, não é? Eles, eh, os puritanos, quando escreveram a Confissão de Fé de Westminster, que é a confissão de fé da nossa igreja, tá dito na confissão de fé da nossa igreja que o Papa é o anticristo. Eu não creio que é a figura do Papa, mas o espírito de alguém que se apresenta como substituto de Deus no mundo, que é isso que o Papa faz, né? Na mitra dele tá escrito que ele é o representante do Filho de Deus aqui nesse mundo. Então, os reformadores e os reformados em geral, eles têm muita dificuldade com a ideia do papado, identificam o papado, entre outras coisas, como sendo o espírito do anticristo, tudo aquilo que tenta se passar como sendo de Deus, mas na verdade é uma perversão da verdadeira doutrina. Os impérios, os governos ateístas, perseguidores de cristãos, os poderes mundiais que se levantam contra a igreja, são todos manifestações do espírito do anticristo, mas ainda não é o fim. Próxima etapa.
Então, se você me pergunta qual é o próximo passo do calendário de Deus, é a grande tribulação que será inaugurada com o aparecimento do anticristo. Quando vai ser isso? Não sei, ninguém sabe, mas pode ser uma coisa muito rápida. Hoje o mundo já está preparado para um governo mundial, não é? Hoje o mundo já está preparado para isso. Já tem a comunicação, já tem as agências, já tem as facilidades, já tem tudo, né? Já acordos anteriores, nós não sabemos de que maneira pode acontecer, mas aqui no livro de Apocalipse há um, no capítulo 13, eu quero só ler para vocês, tem a versão do apocalipse do anticristo, né? Esse bichinho de estimação aí que vocês estão vendo. Apocalipse 13, João diz: "Eu vi emergido do mar uma besta que tinha 10 chifres, sete cabeças, sobre os chifres 10 diademas, sobre as cabeças nomes de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso, boca como de leão. E o dragão, que é o diabo, lhe deu poder, o trono e grande autoridade. E adorar o dragão. Quem é semelhante à besta, quem pode pelejar contra ela? Foi lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e blasfemou contra Deus, difamou o nome, difamou o tabernáculo. E foi dado que pelejasse contra os santos e o vencesse, se deu a ele autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação. E adorarão a besta todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo." É a versão do apocalipse. Então, Paulo, João, Apocalipse, todos eles falam do abominável da desolação, desenvolvendo o pensamento de Jesus, já que a revelação é progressiva, não é? Deus não revelou tudo de vez, mas os apóstolos desenvolveram o pensamento de Jesus e o quadro completo é esse aí.
Resumindo, as palavras de Jesus se cumpriram primariamente na destruição de Jerusalém. No ano 66, o general Tito cercou a cidade com trincheiras. Ele veio por causa da rebelião dos judeus contra o império e ele foi a abominação desoladora. Segunda vez. Agora, só uma nota de rodapé. Aqui há uma lenda não verificada oriunda do historiador Eusébio do século IV, que diz que quando Jerusalém foi cercada pelo general Tito, muitos cristãos que havia na cidade de Jerusalém escaparam para os montes. E Eusébio diz: "Por causa da profecia". Que profecia era essa? Marcos 13: "Quando vocês virem o abominável da desolação, fujam da Judeia para os montes". E os cristãos, quando viram a chegada, em vez de quererem ficar para lutar pela cidade, como os judeus ficaram, eles seguiram a palavra de Jesus e fugiram para os montes e ali fundaram uma igreja na cidade de Pela. Fundaram uma igreja lá. É isso que nos diz o historiador Eusébio. A grande tribulação. Então, no cerco e destruição de Jerusalém se cumpriram, mas estas palavras apontam para outro período. E aqui está o resumo: O domínio mundial do anticristo, abominável que traz desolação; período curto de intenso sofrimento sobre todo o mundo; sofrimento sem igual; a igreja perseguida intensamente à beira da extinção. Temos aqui uma promessa maravilhosa quando então nos é dito aqui em Marcos 13, verso 20: "Se não tivesse o Senhor abreviado aqueles dias, ninguém se salvaria." O sofrimento vai ser tão grande que Deus, pela misericórdia do seu povo, vai abreviá-los. Por causa dos eleitos que Deus escolheu, ele abreviou tais dias. E ele termina dizendo no verso 23: "Vós, porém, de sobreaviso, tudo vos tenho predito. Estejam preparados". Bom, aqui são as orientações para fugir. Já vimos não se deixar iludir pelos falsos profetas, anunciando o fim do mundo. Ficar prontos, terminando com isso aqui. Eu quero destacar esses pontos aqui para nós.
Para terminar, o que que nós podemos aprender, meus irmãos, com tudo isso? Primeiro, a exatidão da profecia bíblica e a veracidade das palavras de Jesus. Eu espero que se você tem alguma dúvida a respeito da divindade de Jesus, de que ele de fato é o Filho de Deus, que ele não é um fundador de religião, um homem extraordinário apenas como tantos outros. Se você tem dúvida a respeito da pessoa de Jesus, que hoje à noite essa dúvida seja de uma vez por todas extirpada. Ninguém poderia ter predito estas coisas com tanta clareza de uma situação de desvantagem em que ele estava, a ponto destas coisas acontecerem exatamente como ele disse. Eu espero que isso convença você a respeito de Jesus e que leve você a buscá-lo como Senhor de tudo e de todos, como Salvador do mundo. Segunda coisa que eu queria notar aqui é que nós tenhamos profunda compaixão pelo castigo que sobrevê aos judeus. Eu não me alegro com a destruição de Jerusalém. Os judeus foram incrédulos, rejeitaram a Jesus e receberam o castigo pela sua incredulidade. Mas nós não nos alegramos com isso. Nós oramos pela conversão dos judeus, que os judeus em toda parte do mundo eles olhem para aquele a quem traspassaram e que possam reconhecer em Jesus o Messias esperado.
Fiquemos de sobreaviso. Agora, presta atenção, escatologistas de plantão. Não há qualquer esperança no texto de que os cristãos serão arrebatados antes disso para um encontro secreto com Jesus nos ares. Eu sei que é muito popular essa ideia de que vai haver um arrebatamento secreto antes da grande tribulação e que os cristãos não vão passar por ela. Pode até ser que exista, só que Jesus não falou disso. Na verdade, ele disse que Deus vai abreviar o tempo por causa dos eleitos que estão lá. E tá dizendo: "Vocês fiquem de sobreaviso, se preparem". Então eu prefiro estar preparado para entrar na grande tribulação e ser arrebatado antes de que pensar que eu vou ser arrebatado e entrar de cabeça na grande tribulação, né? Então minha posição é essa. Se tem um arrebatamento secreto, Jesus não fala aqui. E eu sinceramente não vejo também esse arrebatamento secreto sendo descrito em qualquer outro lugar da Bíblia, que há um arrebatamento. Sim, quando Cristo vier em glória no final da grande tribulação para esmagar o anticristo. Veremos isso amanhã. Quando ele vier para esmagar o anticristo e julgar o mundo, aí o seu povo vai se encontrar com ele, vai ser arrebatado desse mundo para o encontro com o Senhor nos ares. Mas um arrebatamento sigiloso, invisível com Cristo. Eu não vejo isso aqui, nem em qualquer outro lugar da Bíblia. Lamento se você está, e não é se você jogar fora aquela sua coleção de DVDs sobre, eh, como é o nome, "Deixados para Trás", não é? Você não, né? Não, não vai perder muita coisa, não. Tem coisa boa, tem coisa boa. Mas a ideia de um arrebatamento secreto, não é? E isso aí eu não consigo ver, pelo menos não aqui em Marcos 13, é claro que não está aqui, não é? E Jesus, o interessante é que Jesus quando acaba de falar, ele diz o quê? "Tudo vos tenho dito". Então, se o que ele disse é tudo e o arrebatamento não tá aqui, que é que eu vou fazer com isso, né? Preciso ter cautela, então, com relação a esse assunto.
Fiquemos alerta, então, contra aqueles que tentam nos enganar contra a chegada do Messias. E também não nos enganemos: o mundo, irmãos, não vai melhorar pelos esforços humanos. Isso não quer dizer que a gente desiste do mundo. Isso não quer dizer que a gente vai desistir do Hospital Evangélico de Dourados. Isso não quer dizer que a gente vai desistir de escolas como Erasmo, para ensinar até os filhos dos não crentes. Isso não quer dizer que a gente vai desistir das obras de caridade, dos orfanatos. Isso não quer dizer que a gente vai desistir de bons políticos que passem leis boas, que protejam o pobre, que combatam a corrupção. Nós temos que fazer boas obras, fazer o bem até o dia da vinda do Senhor Jesus. Mas a gente sabe que o mundo não vai ficar melhor. Vai ser assim como Jesus disse. E só quando ele voltar é que nós teremos aquele reino de paz, de justiça, de tranquilidade, de equidade, de alegria e felicidade eternos. E até lá nós oramos: Maranata, vem, Senhor Jesus. Amém. Ó Deus, obrigado pela tua palavra. Obrigado por Marcos, que registrou o sermão de Jesus, por Mateus, por Lucas. Obrigado por Paulo que entendeu, interpretou e registrou. Também pelo apóstolo João que ouviu quando Jesus disse essas coisas. Obrigado pelo livro de Apocalipse, por toda a tua palavra, pelo profeta Daniel, pessoas que o Senhor levantou, inspirou e deu condição de escrever a Bíblia para o conforto da tua igreja em todas as épocas. Ó Deus, nos ajuda a ser fiéis a ti, a amarmos a tua vinda, te amarmos acima de tudo, lembrar que somos peregrinos aqui, que aqui não é o nosso lar. Ajuda-nos, Senhor, no tempo que nos resta a fazer o bem, mesmo sabendo que o bem supremo será trazido pelo Senhor e não pelo esforço humano. Abençoa teu povo aqui reunido nessa noite, em nome de Jesus. Amém.
Bom, gente, eu sei que vocês têm muita pergunta, o tempo já acabou, são 8 horas. Então, eu vou fazer o seguinte: as perguntas que você tem amanhã de manhã, tá? Nós vamos, eh, 9 horas, pastor, 9 horas. Nós vamos agora ver a vinda de Jesus, como ele descreve a sua vinda. E aí eu vou abrir para que vocês também façam perguntas sobre a palavra de hoje à noite, ok? Muito obrigado. Compartilhe e ative as notificações para não perder os próximos vídeos. Agora vamos para a terceira aula. Meus irmãos, bom dia. Quero saudá-los em nome do Senhor Jesus. Que privilégio começarmos a semana na casa de Deus junto com os irmãos. Pro mundo, esse é o fim de semana. Sábado e domingo é o fim de semana, mas pros cristãos, o domingo é o primeiro dia da semana. A semana tá começando hoje, não é? Tanto é que amanhã é segunda-feira, a primeira é hoje. Então, nós estamos começando como devemos começar, na presença de Deus, junto com os irmãos reunidos para ouvir a sua voz, cantar os louvores, agradecer a ele as bênçãos, em particular no dia de hoje o privilégio de termos a nossa mãe próxima de nós, nos lembrar da alegria que é ter sido criado nos caminhos de Deus, render graças a Deus, enfim, pela pela mãe que ele nos deu.
Muito bem, hoje nós iremos partir para a nossa quarta mensagem sobre o nosso assunto de escatologia, enquanto ali o Léo se organiza para projetar. Ele tá tão emocionado que... E nós vamos ver hoje sobre a vinda do Senhor. Então, queria que você abrisse sua Bíblia lá no Evangelho de Marcos, capítulo 13, que tem sido o texto que temos usado como base para a nossa exposição. E vamos ler do verso 24 ao verso 27. Marcos, capítulo 13, de 24 a 27. São palavras do Senhor Jesus aos seus discípulos ali no Monte das Oliveiras, naquele que ficou conhecido como o sermão profético ou o sermão escatológico de Jesus. Interessante que em inglês o título que se dá é "O sermão das oliveiras". Eles não falam escatológico, né? Quem colocou fomos nós. É o sermão das oliveiras ou do Monte das Oliveiras. Muito bem, tá aí o texto projetado. Se quiser acompanhar na tela, está dizendo assim: "Palavras do Senhor Jesus: Mas naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. Então verá o Filho do homem vir nas nuvens com grande poder e glória, e ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu." Nesses quatro versículos, o Senhor Jesus expõe aquela que é aquele que é o acontecimento mais esperado pelos cristãos daqui pra frente, que é o seu retorno em glória a esse mundo. Evento esperado, evento que tem encorajado e animado todas as gerações. O evento que marcará o final da história desse mundo, como nós o conhecemos, e introduzirá o estado eterno, o novo céu e a nova terra, onde habita a justiça, a vindicação final do cristianismo, a derrota dos inimigos de Deus, a confirmação da nossa salvação, a ressurreição dos mortos, enfim, toda a nossa esperança futura se concentra nesse único evento, aquele dia em que o Senhor Jesus voltará dos céus à terra para o encontro do seu povo e julgamento do mundo. Ele descreve nessas nesses quatro versículos esse evento extraordinário, mais importante de toda a história. E outra vez eu lembro a vocês em que circunstâncias ele disse isso. Estava no Monte das Oliveiras, perseguido pelos líderes religiosos, rejeitado pelo seu povo, prestes a ser traído por um dos seus discípulos. Sabia que um deles haveria de negá-lo três vezes, 10 haveriam de fugir. Eram, seus discípulos eram pessoas de menor importância. Alguns eram simples pescadores, outros outro cobrador de impostos, outros a gente nem sabe de que profissão de fato eles eram. E de repente lá Jesus diz: "Um dia vocês verão quando eu voltar nas nuvens e o mundo inteiro vai ser reunido diante de mim e eu vou julgar a humanidade toda". Então, ah, diante disso, nós só temos uma escolha: ou esse homem era louco, megalomaníaco, arrogante, ou ele disse a verdade, ou ele estava falando de coisas verdadeiras da parte de Deus, como todas as outras coisas que ele falou até agora se cumpriram e literalmente e de forma inesperada. E ninguém poderia imaginar que tudo que ele falou realmente se cumpriu exatamente como ele disse. Então, as chances são de que essa palavra também que ele falou vai se cumprir. Se ele acertou tudo até agora, por que que erraria nessa, né? Então, as chances são de que vai acontecer exatinho, como ele está dizendo, sem tirar nem pôr. E porque nós cremos de fato que ele é o Filho de Deus, que ele era Deus Filho encarnado entre nós, nosso Salvador e Senhor, é que nós recebemos esse anúncio da sua vinda como sendo verdadeiro e aquilo que orienta e organiza a nossa vida aqui nesse mundo. Então, nós vamos tentar entender um pouco mais o que o Senhor Jesus quis nos dizer aqui e o que é que a sua vinda representa, o que é que ela significa, embora não tenha acontecido ainda, mas qual a influência da perspectiva da sua vinda na igreja nos dias, eh, de hoje?
Na próxima tela, nós temos aí o esboço do sermão de Jesus lá no Monte das Oliveiras, apenas para que nós nos situemos. Ah, ele começou respondendo a uma pergunta dos discípulos sobre quando aconteceria a destruição do templo, o final do mundo e a vinda dele. Versos de 1 a 4. Em seguida, ele alerta aos discípulos quanto ao surgimento de falsos profetas, perseguições, apostasia da igreja, num período que ele chama de o princípio das dores, que é esse momento que nós estamos vivendo agora, em que a história está com estertores, ah, doloridos, como uma mulher que está grávida, com contrações, se aproximando do momento de dar a luz. É apenas o princípio das dores. Jesus o tempo todo dizendo, apesar de de todas essas catástrofes, eh, profetizadas, ainda não é o fim. Ninguém se alarme, porque o mundo não terminará com estas coisas. Não terminará por causa de uma guerra ou por causa de um tsunami, um meteoro que cai sobre a terra, como Hollywood gosta de explorar e por aí. Não é o fim. Estas coisas acontecem, mas o fim do mundo será trazido de maneira sobrenatural pelo próprio Deus. Em seguida, ele adverte que esse período das dores, ele, ele introduz um período de grande tribulação, sem igual, como nunca houve no mundo, e que a destruição de Jerusalém e o massacre de meio milhão de judeus nos anos 70 era apenas um símbolo, um tipo desse grande sofrimento que haverá de vir sobre o mundo e no qual os cristãos participarão. Não vimos nada no texto que sugira que os cristãos serão tirados do mundo de maneira secreta, sobrenatural, eh, para que não passem por esse período. Não há nada no texto que sugira isso. Ao contrário, Jesus adverte para que eles estejam preparados para enfrentar esse período que, aliás, teria de ser abreviado para que eles pudessem suportar essa aflição. E agora Jesus anuncia que logo em seguida, esses dias da grande tribulação, então ele haverá de retornar em poder e grande glória. Versos 24 a 27 que nós acabamos de ler hoje à noite, terminando, nós leremos a o final do capítulo 13, quando Jesus alerta aos discípulos sobre a necessidade de vigilância, porque eles não sabem nem um dia, nem a hora. E ele conta duas parábolas para ilustrar essa necessidade. O nosso desejo é que com essa exposição do capítulo 13 de Marcos, a esperança da vinda do Senhor seja reacendida no coração de vocês. Eu sei que é muito fácil a gente esquecer a expectativa da vinda de Cristo. A gente se ocupa tantas coisas legítimas, boas, corretas, necessárias: ganhar o pão, trabalhar, estudar, cuidar de casa, do marido, da esposa, dos filhos, do casamento, estudos, são ganhar dinheiro, são todas coisas legítimas, boas, ah, torcer pelo São Paulo, enfim, todas essas coisas maravilhosas que nós todos, eh, temos que fazer, não é? Eu ia dizer secar o Corinthians, mas eu sei que deve ter corintiano por aqui. Não vou fazer isso. Então a gente, a gente, a gente começa a se envolver com estas coisas que são boas, que são legítimas e nós tiramos os olhos da fé e da alma da expectativa da vinda de Jesus. E no fim...
A gente tá vivendo como se isso aqui fosse o nosso lar, como se a razão da nossa existência fosse estas coisas. E nos tornamos, nos termos bíblicos, eh, mundanos. Mundano aqui não no sentido eh de imorais ou iníquos ou ímpios, mas pessoas que têm simplesmente uma mentalidade voltada para esse mundo e não pro mundo vindouro.
Então, o tempo todo nós deveríamos estar pensando no mundo vindouro, na vinda do Senhor Jesus, nas realidades que isso representa, enquanto nós normalmente cuidamos das nossas coisas, sem perder a expectativa da vinda do Senhor. Então, se de alguma maneira nós conseguirmos contribuir para que a expectativa da vinda do Senhor seja reacesa no seu coração, que lhe dê esperança no meio do sofrimento, da dor, da perplexidade, então com isso, nós já teremos considerada a nossa tarefa cumprida, porque esse é o objetivo dessa passagem. Marcos, capítulo 13.
Muito bem, próximo slide é introdução. Alguns comentários aqui que eu já antecipei. O que nós temos então nesses versículos é uma das mais extraordinárias promessas da Bíblia. A Bíblia tem muitas promessas, mas essa de todas é a maior e mais importante e que ainda não se cumpriu. Lembremos que grande parte das promessas feitas na Bíblia já tiveram o seu cumprimento. Eu lembro aquelas que foram feitas antes de Cristo, 600 anos, 700 anos antes de Cristo, 400 anos antes dele. Quando Deus prometeu através dos profetas que ele mandaria da descendência de Davi, da descendência de Abraão, alguém que haveria de levar os nossos pecados, alguém que humildemente entraria em Jerusalém, montada no jumentinho, que nasceria em Belém, que viria de descendência humilde, que seria rejeitado do seu povo, que seria traspassado, que seria sepultado entre ladrões e malfeitores, ressuscitaria ao terceiro dia. Tudo isso foi profetizado e estas promessas se cumpriram.
Também foi prometido o Espírito Santo derramado sobre o povo de Deus; aconteceu no dia de Pentecostes. Foi prometido que os gentios entrariam no povo de Deus, composto naquela época apenas dos judeus; também isso foi cumprido. Centenas de promessas já foram cumpridas e estão se cumprindo ao redor do mundo. Mas essa é a principal e essa que nós aguardamos, que Deus, da mesma maneira que fielmente cumpriu sua palavra nas promessas que estão na Bíblia, também cumpra essa. Essa é a profecia que Cristo fez há 2000 anos atrás, de que retornaria a esse mundo com poder e glória para reunir o seu povo e ficar com ele para todo sempre.
As outras grandes religiões também têm expectativas da vinda de um líder. Entre os budistas há uma expectativa da chegada de um grande mestre. Os muçulmanos também falam de um imã ou um sacerdote eh muçulmano de Alá que um dia haverá de se levantar. Os judeus ainda estão esperando o Messias e os cristãos esperam Jesus Cristo. Mas quando a gente compara essas religiões com o cristianismo, a gente percebe uma diferença: é que a escatologia está no coração do cristianismo. Escatologia, nós já dissemos, é o estudo das últimas coisas, enquanto que nas outras religiões a questão religiosa se centra muito nesse mundo agora e uma parte no mundo por vir. No cristianismo, a ideia do mundo por vir domina. Então, somos um povo do céu, pés na terra, mas a cabeça no céu. Então, a esperança escatológica, a esperança das coisas vindouras, do mundo futuro, domina as doutrinas centrais do cristianismo, o que é bastante diferente das demais religiões que são muito voltadas pro aqui e pro agora.
Além do mais, nós temos toda uma tradição de promessas cumpridas. Podemos apontar para a história de promessas que foram feitas e cumpridas meticulosamente. E essa tradição de profetismo você não encontra nas demais religiões. No caso dos judeus, eles têm uma tradição de profetismo, mas para eles não aconteceu, porque o Messias para eles não voltou. Para nós sim, já. Então, se você for olhar comparativamente, estatisticamente, as chances de que o cristianismo esteja mais certo é maior por causa da tradição, da história e de fatos já acontecidos. Então, eh, por isso nós continuamos cristãos, não é, firmes, apesar eh do avanço aí do islamismo e de outras religiões, mas o cristianismo continua sendo a religião, a maior religião do mundo.
Estamos aguardando então o cumprimento dessa promessa maravilhosa. Vamos ver então a primeira questão relacionada com a vinda de Jesus, que é: quando é que ela vai acontecer? Há 2000 anos ele prometeu isso aí. 2000 anos se passaram, dois milênios, 20 séculos. E nós continuamos esperando. Alguns acham que essa profecia já se cumpriu. É interessante que eh apareceu durante a história da igreja alguns teólogos que disseram que aquilo que Jesus falou na verdade já se cumpriu. Alguns dizem que se cumpriu na destruição de Jerusalém, que tudo aquilo que Jesus disse, que quando ele voltar, ele virá em glória, todos verão e acontecerá catástrofes nos céus, nas estrelas, eh, na lua, no sol e tudo mais. Aqui era uma linguagem simbólica para se referir à destruição de Jerusalém. Então, Jesus veio já em juízo e destruiu Jerusalém. Então, eh, alguém, né, levantou essa hipótese que foi rechaçada, não é? Ela não tem eh aceitação, a não ser entre alguns teólogos liberais que não acreditam na vinda de Cristo, acreditam que o mundo é eterno, não haverá um fim e que o mundo vai eh continuar eh para sempre, não haverá um fim catastrófico. Então, eles tentam explicar a vinda de Jesus como já acontecido na destruição de Jerusalém.
Ainda bem que esse pessoal não tem aceitação na igreja, pelo menos na igreja eh de Cristo. Outros dizem que essa promessa se cumpriu no dia de Pentecostes. Jesus disse que ia voltar e ele já voltou pelo Espírito Santo. Quando o Espírito Santo desceu sobre a igreja no dia de Pentecostes, lá em Atos 2, então Jesus cumpriu a promessa de que ele retornaria. Então ele veio espiritualmente e está com seu povo para todo sempre. Mais uma vez, o problema com essa essa explicação é que os apóstolos não entenderam assim, porque mesmo depois de Pentecostes eles continuaram a dizer que Jesus ia voltar, não é? Eles continuaram a dizer que Jesus vai voltar mesmo depois de Pentecostes. Então eu fico com os apóstolos, não com esses esses estudiosos que ficam dizendo e tentando inventar ou procurar eh chifre em cabeça de cavalo, né?
Uma outra interpretação eh que é popularizada também é que Cristo volta quando o crente morre. Então, toda vez que o crente, um crente morre, Cristo vem recebê-lo para levá-lo para a glória. É nesse sentido que Cristo volta, não é? Eh, então, mais uma vez, isso é uma interpretação minimalista que tenta tirar todas as implicações escatológicas e o sobrenatural que está envolvido na promessa da vinda de Jesus e que também não tem nenhuma aceitação.
Agora, ah, é claro, há um sentido em que tudo isso é verdade. A destruição de Jerusalém foi o juízo de Deus contra o povo que matou o seu filho, o rejeitou depois de um longo período de oportunidade. Então, pode-se dizer que Cristo veio em juízo contra Jerusalém naquele dia, contra a nação que o havia rejeitado. Mas isso não quer dizer que aquele evento é a segunda vinda de Cristo. Também é verdade que Cristo veio pelo espírito estar com o seu povo no dia de Pentecostes. Mas essa não é a segunda vinda. E também é verdade que Cristo vem ao nosso encontro quando a gente morre. Quando Estevão morreu, ele disse que viu os céus abertos e o filho do homem em pé, não é? À direita de Deus para recebê-lo, né? Então eu imagino que vai ser a mesma coisa quando a gente morrer, embora a gente não amarre a chuteira de Estevão, né? Mas eu acredito que como é pela graça, talvez tenhamos a mesma graça de ver o Senhor Jesus vir nos buscar de braços abertos na hora da morte. Então há um sentido que Cristo vem também ao nosso encontro quando a gente morre. Mas isso também não é a segunda vinda. A segunda vinda é um fenômeno único. É um fenômeno universal, visível, de grandes proporções, inconfundível e que dará um fim à história. Então, não vamos nos iludir com essas teorias ah heréticas que vem surgindo ou que surgem através da história da igreja e que procuram tirar a nossa esperança. A Bíblia é muito clara com relação a essa vinda do Senhor Jesus ainda futura.
Ainda no próximo slide, quando a vinda ocorrerá, nós podemos dizer apenas o seguinte: nós não sabemos a data, mas nós podemos dizer o seguinte, que a vinda dele vai encerrar o que nós conhecemos como a era presente, este mundo ou o século atual. São termos que a Bíblia usa para descrever esse período entre a sua primeira vinda, quando ele encarnou, nasceu, filho de Maria, e a segunda vinda, quando ele virá em glória. Esse período aqui, a Bíblia chama de o presente mundo ou o presente século. Então, esse período será encerrado com a vinda de Jesus, ou seja, ele vem no final desse período que nós não sabemos em cima de um calendário quando será. Sabemos que a vinda dele trará o final da história desse mundo. O mundo vai acabar. O mundo não é eterno, como querem, por exemplo, os evolucionistas ou os eh materialistas ou naturalistas, que como não acreditam que há Deus e também não acreditam que Deus criou o mundo do nada e que o mundo veio a existir a partir de um determinado momento no tempo, então eles são obrigados a admitir que o mundo se criou a si mesmo e que a matéria é eterna. Essa a explicação, por exemplo, que Richard Dawkins, o famoso neoateu, dá para o início do mundo. Diz simplesmente ele, Christopher Hitkins, que morreu final do ano passado, é um dos quatro cavaleiros do apocalipse, né? São os quatro neoateus. Um deles morreu e já tá descobrindo a verdade essa altura. Então, eh, ele dizia que o o mundo se gerou, né? Vê, vê que coisa, né? O mundo simplesmente se gerou. Então, como é que uma coisa que não existe pode gerar outra? Não é? É uma incapacidade lógica tremenda, mas é isso que eles são obrigados a dizer, já que não acreditam que no início do mundo houve uma intervenção pontual de um Deus, de uma força externa, né? Naqueles que naquilo que eles chamam de ponto de singularidade. Então eles têm que admitir que a matéria é eterna. E se a matéria é eterna para trás, ela é eterna também para a frente. Ou seja, o mundo nunca vai acabar, sempre existirá. Então, não há catastrofismo na visão evolucionista. O catastrofismo é a ideia de que tanto no início quanto no final da história, catástrofes sobrenaturais marcarão o começo e o fim do mundo. Então, para eles, não há catastrofismos, apenas uma visão linear de que sempre existiu e sempre existirá. Para nós não. Para nós no princípio criou Deus os céus e a terra. E os céus e a terra, como nós conhecemos, eles serão terminados por esse mesmo Deus, que criará um novo céu e uma nova terra, onde habita a justiça.
Pois bem, a vinda de Cristo encerra então esse ciclo da existência do mundo criado por Deus lá em Gênesis, como nós o conhecemos. Ele marca então o final dessa etapa da história que o próprio Deus criou, trazendo o novo céu e a nova terra, como nós já mencionamos. Nós não vamos ter tanto tempo para falar sobre isso, mas a o novo céu e a nova terra é a etapa seguinte, a vinda do Senhor Jesus, não é mencionado aqui em Marcos 13, porque no momento ele estava respondendo aquela pergunta dos discípulos, quais seriam os sinais que antecederiam a sua vinda? Então ele não está dando uma visão programática completa das últimas coisas, mas respondendo aquelas perguntas que foram feitas pelos discípulos. Todavia, você vai encontrar em Pedro, você vai encontrar em Paulo e também eh em Hebreus a a descrição e especialmente no livro de Apocalipse, a descrição mais exata do que é que vai acontecer depois da vinda do Senhor Jesus.
Outra coisa que nós sabemos sobre a vinda é que ela será imediatamente após a grande tribulação, como nós lemos aí verso 24. Mas naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará sua claridade. Então verão o filho do homem vir nas nuvens com grande poder e glória. Então sabemos isso, que após esse intenso período de sofrimento, de dor no mundo, marcado pelo domínio do abominável da desolação, o anticristo, então o Senhor Jesus virá. Então, é isso que nós podemos dizer, porque não sabemos a data da sua vinda, apenas temos certeza de que ele virá. No verso 31, ah, aliás, no verso 32, desculpem aí o slide tá errado, tá dizendo: "A respeito daquele dia ou da hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o filho, senão o pai". Então, não sabemos dizer quando, mas já temos uma ideia dos eventos que vão cercar esse acontecimento e vivemos sempre na expectativa de sermos a geração que haverá de experimentar a chegada do Senhor Jesus.
Ah, próximo slide, apenas eh já repetindo, não é, várias das coisas que eu falei. O dia e a hora ninguém sabe. Geração após geração, os cristãos prescrutam os céus, os eventos, a Bíblia, as circunstâncias e perguntam: "Será que nós seremos a geração em que essa promessa irá se cumprir?" Cada geração deveria ter essa esperança. Cada geração de cristãos deveria viver na expectativa da vinda do Senhor. A igreja também tem debatido historicamente como esse retorno haverá de acontecer. Aqui é um ponto que não vou entrar porque não tá dentro do escopo do capítulo 13, mas vem a questão do milênio. Será depois do milênio, antes do milênio? Não haverá milênio, será em duas ou três etapas? O que a gente pode dizer que a vinda de Cristo, pelo que Jesus está dizendo, não será precedida por um milênio literal. Ao contrário, ele diz que a história do mundo vai ficando cada vez pior e que ele vem para um mundo em confusão, um mundo perdido, em agonia. Ele não vem depois de um milênio, 1000 anos de paz, de tranquilidade. Ele vem, na verdade, para libertar o seu povo da opressão do anticristo no final da história. Se há um milênio depois, isso é outra outra conversa. Se se o milênio é antes, ele é de natureza espiritual, porque material e física certamente não é. Ah, duas ou três etapas. Uma etapa só é o que nos parece a vinda do Senhor Jesus.
Eu quero só aproveitar aqui para dizer, alguém pode estar perguntando, então vou mais teológico, técnico, né? Que aí vai entrar questões como: "Mas você é a milenista, pós-milenista, dispensacionalista, pós-milenista histórico, pré-milenista, pré-arrebatista, meio tribulacionista". Então, não é, não, não, não, não vamos entrar nessa conversa não, porque não, não vai dar certo. Eu que eu, se você quer um rótulo para mim, eu sou amilenista, tá? Se se você quer um rótulo, o amilenista diz que há um milênio, mas ele não é literal, que é um milênio, ele é de natureza espiritual e que ele está acontecendo agora espiritualmente com o reinado de Cristo na sua igreja. Cristo já reina, ele está sentado à direita de Deus, tem todo o poder no céu e da terra. O 1 é figurado, significa esse período de tempo entre as duas vindas. Então essa é a minha opinião. Os pós-milenistas têm uma visão completamente contrária. Eles dizem que o mundo vai ficando melhor através da evangelização. As nações vão se convertendo, vão melhorando, a política vai melhorando, a saúde vai melhorando, novas descobertas, o mundo vai ficando melhor, tendo paz. E quando tudo tiver pronto, Cristo volta. Eu acho que não cabe aqui, né? Tá muito diferente do que Jesus está dizendo aqui. E tem os pré-milenistas que acreditam como os os pós como os amilenistas que esse período é um período de grande dor, sofrimento e vai ficando cada vez pior. Cristo vem a eh para começar um milênio literal de 1 reino de 1000 anos literais aqui sobre a terra com Jerusalém sendo a capital do mundo, Cristo reinando literalmente sentado num trono em Israel, e assim por diante. Gente nascendo, gente morrendo e coisas dessa natureza. Eu eu tenho, se for assim, amém. Não é o que eu quero é estar lá. Então, se for assim, para mim tá ótimo, né? Mas eu tenho dificuldade de encontrar eh evidência bíblica para isso. Eu acho que a vinda de Cristo encerra a história do mundo e começa uma nova história, o novo céu e a nova terra onde habita a justiça.
Bem, ah, ainda sobre quando a vinda ocorrerá, o próximo slide eu só posso dizer por certo o seguinte: ao fim da grande tribulação, Cristo voltará repentinamente, de surpresa, de maneira visível e inequívoca, todos os habitantes do planeta acompanham de grandes manifestações catastróficas. Pronto, isso é o resumo do que eu queria dizer.
Próximo slide fala dos sinais que precedem a vinda. Vamos dar uma olhadinha aqui no texto de Mateus, desculpa, Marcos 13 e 24 e 25. Naqueles dias, após a referida tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. Jesus está aqui repetindo a linguagem Jesus está aqui repetindo a linguagem dos profetas. Nós encontramos em algumas partes do Antigo Testamento linguagem similar. Por exemplo, Isaías 13:10, se você quiser abrir sua Bíblia aí, o profeta Isaías referindo-se à destruição de Jerusalém, profetizando a destruição ah da cidade 800 anos antes de Cristo. Isaías 13. Ele disse, ele se referiu à aquela, aquele desastre dizendo assim: "Eis que vem o dia do Senhor". É Isaías 13:9:10. Eis que vem o dia do Senhor, dia cruel, com ira e ardente furor, para converter a terra em assolação e dela a destruir os pecadores. Porque as estrelas e constelações dos céus não darão a sua luz. O sol logo ao nascer se escurecerá e a lua não fará resplandecer a sua luz. Castigarei o mundo por causa de sua maldade e os perversos por causa da sua iniquidade. Farei cessar a arrogância dos atrevidos e abaterei a soberba dos violentos. Do que é que Isaías estava falando? Ele estava falando da invasão dos assírios que aconteceu pouco tempo depois dele ter profetizado. Os assírios vieram, invadiram Jerusalém, arrasaram a cidade, levaram eh, na verdade, os assírios arrasaram o reino do norte, desculpa, né? Eles vieram primeiro pro reino do norte. Isaías profetiza com relação ao reino do sul, cuja capital era Jerusalém e e não eh o reino o reino do norte. Mas os assírios e os babilônicos vieram um respectivamente tomar o reino do norte e o reino do sul. E isso é descrito nessa linguagem apocalíptica dos astros se contorcendo, perdendo a claridade, as estrelas caindo do céu, a lua sumindo. Então essa linguagem é chamada linguagem apocalíptica e que descreve eventos de consequências drásticas aqui na Terra. É claro que quando os assírios invadiram Israel, o céu, o sol não parou de brilhar, nem a lua escureceu, nem as estrelas caindo do firmamento, mas é a linguagem do profeta para descrever o transtorno que aquilo representava. E além disso, lembra da questão da profecia de duplo cumprimento? Isaías estava projetando o dia da vinda do Senhor. Quando o Senhor Jesus voltasse para não julgar Jerusalém, mas o mundo. Aí então ele associa a vinda do Senhor em julgamento a esses fenômenos é que ele descreve aqui de natureza cósmica. Outro exemplo que você encontra é no livro do profeta Ezequiel 32 verso 7. A mesma linguagem é escatológica. Eh, aliás, é Apocalíptica. Ezequiel 32, 32, verso 7. Quando eu te extinguir, cobrirei os céus, farei enegrecer as estrelas, encobrirei o sol com a nuvem e a lua não resplandecerá a sua luz. Eu poderia ainda citar exemplos no profeta Jeremias, profeta Joel, capítulo 2, verso 31. Você vai encontrar a linguagem semelhante em Apocalipse 6 de 12 a 13. Então essa é uma linguagem muito comum na Bíblia para descrever o grande dia do juízo em que Deus haverá de vir. E tipos disso aí, ilustrações do dia do juízo, foram as destruições que aconteceram no povo de Israel. Jerusalém 600 anos antes de Cristo, Jerusalém no ano 70 depois de Cristo, o julgamento de Deus contra a Síria e outras nações também. Então, ah, agora vamos dar uma olhadinha nas passagens paralelas de Marcos 13, por exemplo, Mateus 24:29, onde a linguagem é similar. Mateus 24 29. Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará sua claridade, as estrelas cairão do firmamento e os poderes dos céus serão abalados. Lucas 21 25 a 26. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. E Lucas agora acrescenta alguma coisa que Mateus e Marcos não têm. E sobre a terra angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas. Lucas acrescenta que o mar também entrará em grande revolta, o bramido do mar e das ondas. E ele diz uma coisa no verso 26: "Haverá homens que desmaiarão de terror pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo, pois os poderes dos céus serão abalados. Então se verá o filho do homem vindo numa nuvem com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exult erguei a vossa cabeça. Em vez de desmaiar, não é? Como aqueles que não têm esperança, vão, gente vai desmaiar de terror. Mas qual deve ser a atitude do crente? Exultar e erguer a cabeça, porque a vossa redenção se aproxima, não é? Agora imagine, não é? Isso é que esperança é isso. A diferença vai ser essa. Quando essas coisas começarem a acontecer, vai ter gente, vai ter muito ateu gritando: "Vale-me Deus!", não é? Vai ter muito ateu gritando: "Vale-me Deus". E o crente vai simplesmente se alegrar, sabendo que a palavra do Senhor está cumprindo e que a sua redenção está próxima. Não é que ele se alegra com a desgraça e a destruição dos outros, mas com a expectativa de encontrar o seu Salvador e o seu Senhor. Então aqui Jesus está usando uma linguagem apocalíptica, uma linguagem dos profetas. Mas o que ele está descrevendo, eu entendo aqui é que vem a pergunta, né? O que Jesus está descrevendo aqui é alguma coisa que vai acontecer literalmente? O sol vai escurecer mesmo? A lua vai dar a sua
Claridade? Parar de dar. Ou como Jesus, ou como Marcos diz aqui em 13:25, as estrelas cairão do firmamento? Eu acho que sim. E aí vem a pergunta: mas como é que estrela pode cair do firmamento? Se uma estrela dessa cair no céu, a gente sabe que as estrelas são milhões de vezes maior do que o sol, não é? Então, como é que vai cair no céu? Vai cair do céu na terra? Bom, Jesus não tá dizendo que elas vão cair no no sol, não é? A linguagem da Bíblia é sempre a linguagem do espectador.
E isso às vezes é usado pelos ateus e incrédulos como argumento para dizer que a Bíblia tá cheia de erro. Quando a Bíblia, por exemplo, diz que o sol se levanta numa extremidade do céu, percorre toda a sua extensão e se põe no outro lado, ele diz: "Olha, a Bíblia, a visão bíblica é de o geocentrismo, que a Terra tá parada e que o Sol gira em torno da Terra". Então, a Bíblia está cientificamente errada, porque a gente sabe que é a Terra que gira em torno do Sol e não o Sol em torno da Terra. E a nossa resposta é: "Seu bobo, até hoje as pessoas dizem: 'O Sol nasceu'". Até hoje os cientistas nesse mundo moderno, que todo mundo sabe disso, a gente ainda usa a linguagem do observador. Para quem tá na Terra, quem se move é o Sol. Gente, a Bíblia não usa linguagem científica, mas linguagem descritiva ou se quiser outro termo, fenomenológica. Ela descreve os eventos a partir do ponto de vista do observador. Então, para quem tá na terra naquele dia, as estrelas vão cair. Vai parecer que ela, isso, exatamente isso, que elas estão caindo.
Que tipo de transtorno Deus vai causar na ordem planetária? Eu não sei. Eu sei que de para quem tá na Terra, a o que ele vai ver é como as estrelas tivessem caindo do firmamento. Cientificamente, eu não sei como é que isso vai acontecer, mas isso não é nada demais para quem do nada fez tudo o que existe, não é? Então não temos preocupação com isso. Diga. Na física, ponto de referência tá parado. Resto que se exatamente. Se eu tiver no carro a árvore. Pois é. É isso aí. Tudo depende do ponto de vista do observador. Muito obrigado. Muito bem.
Então, os sinais que precedem a vinda, eles, deixa eu só lembrar aqui o que é que eu quis dizer. Jesus se expressa numa linguagem que é comum na Bíblia para descrever aquela grande catástrofe que será o dia da vinda de Deus. Por causa do seu tamanho, da sua enormidade, da sua radicalidade, da sua extensão, vai alcançar o cosmos, vai mexer com a ordem planetária. O cosmos inteiro será abalado com a vinda de Jesus Cristo. Então, é o evento final, não é, que marca o fim dessa criação que é descrita lá em Gênesis 1. Por isso que toda a criação tá envolvida aqui. Você vê que esses elementos aqui que são mencionados, sol, lua, estrela, eles aparecem lá em Gênesis 1, como tendo sido criados por Deus. Eles estavam no início e vão estar no fim também. Serão igualmente afetados. Serão igualmente afetados.
E eu queria aqui ler em paralelo para só lembrar de que os apóstolos eles não entenderam que essas palavras de Jesus era apenas uma figura de linguagem, mas que estava descrevendo fatos concretos. Eu quero só citar aqui Pedro, capítulo 3, segunda de Pedro, em que Pedro abandona a descrição poética, não é, por assim dizer, eh, apocalíptica. E ele descreve a vinda do Senhor dizendo, segunda de Pedro 3, a partir do verso 3. Tendo em conta, antes de tudo, que nos últimos dias virão escarnecedores com seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: "Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, desde que os nossos antepassados morreram, né, os antidiluvianos, Moisés, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação". Então, qual é o argumento desses escarnecedores? É a uniformidade da criação. Um dia após outro, o sol se põe, o sol nasce, a lua aparece, desaparece, chegam as estações, verão, inverno, outono, verão, vai e primavera girando. O mundo é o mesmo. Então eles perguntam: "Onde tá a vinda, né? Onde está a vinda de Jesus? Por que que demora tanto?" Aí Pedro diz verso 5: "Porque deliberadamente esquecem que de longo tempo houve céus, bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus". Pedro tá citando aqui Gênesis 1 de 6 a 8, "Pela qual veio a perecer o mundo daquele tempo afogado em água". Gênesis 7, narrativa do dilúvio. Agora, os céus que agora existem, ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para o fogo, estando reservados para o dia do juízo, que é o dia da vinda de Cristo, e a destruição dos homens ímpios. Há todavia uma coisa, amados, que não deveis esquecer, que para o Senhor um dia é como 1000 anos e 1000 anos como um dia. Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada. Pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento. Pedro tá justificando a demora da vinda de Cristo, aparente demora pela longanimidade de Deus, querendo que o número da sua igreja, do seu povo, seja o maior possível. Verso 10. Entretanto, virá como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão. Agora, veja só, Pedro agora tá interpretando aquela linguagem de Jesus, não é? Os céus passarão com estreptoso estrondo e os elementos se desfarão abrasados. Isso Jesus não disse. Pedro está interpretando e desenvolvendo o pensamento de Jesus. Também a terra e as obras que nela existem serão atingidas. Visto que todas estas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do dia de Deus, por causa do qual os céus incendiados serão desfeitos e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra nos quais habita a justiça. Pedro, quando se refere à vinda do Senhor, ele diz que por ocasião da vinda, os elementos se desfarão abrasados. Então, aquilo que Jesus descreve como conturbação no sol, na lua, nas estrelas e o o mar e tudo mais, é o prenúncio de uma ação de Deus no mundo, eh, derretendo o mundo, né? É, o termo que tá aqui é esse mesmo. Ele vai derreter o mundo como um ourives que pega uma obra ah de ouro, de prata que não serve mais, ele passa no fogo, derrete e aí dá uma nova forma. Então, os teólogos se dividem aqui na interpretação das palavras de Pedro em duas direções. Uns dizem que Deus na vinda de Cristo vai destruir o mundo, destruir mesmo pelo fogo, né? Vai desfazer tudo abrasado, vai derreter tudo, vai extinguir tudo. E aí do nada ele vai criar um novo universo, como ele fez lá em Gênesis 1, não é? Do nada ele criou todas as coisas. Então ele vai fazer tudo de novo. A segunda interpretação é que Deus não vai fazer esse novo universo do nada, mas ele vai usar o universo antigo depurado e refinado pelo fogo. E desse antigo universo, a terra restaurada, o cosmos restaurado, então é que surgirá o novo universo, onde os ressuscitados pra vida eterna haverão de morar com ele para todo sempre. O novo céu e a nova terra, onde habita justiça, o mundo de paz.
E aí vem a especulação, né, e a e a imaginação dos cristãos. Será que a gente vai comer, beber, andar de motocicleta, jogar futebol, tem churrasco no céu e por aí vai, essas coisas todas eu não sei, não é? Mas eh vai ser muito bom, com certeza. Então, é isso que a vinda representa. Esses sinais estarão no céu e eles vão anunciar a chegada de Cristo, o fim do mundo e o início da nova humanidade, do novo céu e da nova terra, onde habita a justiça. Portanto, aqui no próximo slides, os sinais que precedem a vinda. Trata-se de uma descrição literal, descreve o colapso do universo como nós o conhecemos, dando início à transformação e a criação do novo céu e da nova terra, onde habita a justiça. E o alvo desses sinais é preparar o clima para a vinda do aguardado de todas as nações. E eu cito aqui dois efeitos que Lucas menciona. Um, terror nos ímpios, eu já mencionei isso. E dois, exultação nos santos. Vai provocar efeitos diferentes na humanidade. Nessa hora, a humanidade vai se dividir só em duas, os que vão ter medo e os que vão sentir alegria. Vai acabar toda a diferença de religião, eh, de cor, de raça, de posição social e de educação. A humanidade vai se dividir só em duas: quem vai sentir medo e quem vai sentir alegria quando Jesus voltar.
Bem, detalhes agora voltando para Marcos 13, vamos já caminhar aqui para a descrição final. Não vou me demorar muito mais e vou aqui muito tem muito material repetido, mas eu quero só aprofundar. Bom, o seu retorno será visível a todos. Jesus diz no verso 26, então Marcos 13:26, então verão o filho do homem. Quem verá? Essa resposta é encontrada em outras partes da Bíblia, como por exemplo em Apocalipse capítulo 1, onde diz que o verão todos os habitantes da terra, inclusive aqueles que o traspassaram. Até os soldados que o feriram com a lança e pregaram suas mãos e pés na cruz, até estes verão, onde se pressupõe que concomitantemente com a vinda de Jesus haverá a ressurreição dos mortos. Quando ele vem em glória, o mundo se desfazendo, imagina a cena, né? Mundo se desfazendo, ele voltando e os mortos saindo da sepultura, os que são de Deus e os que não são. E ali a humanidade todos os seres humanos, de Adão até o último bebê que nasceu naquele instante. Os bebês que nasceram, eles estarão ali diante do rei do universo que chega, não é? Então, a humanidade toda reunida, a passada presente e a que tiver viva na vinda do Senhor. Então, verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens com poder e glória. Eu estou dizendo isso porque o Novo Testamento não conhece uma vinda secreta, invisível de Cristo. Há vários termos eh que são usados na língua grega para descrever a vinda de Cristo. A primeira é parusia. Parusia é uma palavra grega que significa presença e ela era usada para anunciar a chegada do arauto do rei. Quando o rei mandava um emissário, ele se fazia presente na corte do outro rei ou na cidade para trazer as notícias do rei que eu havia enviado. Então, a parusia era a chegada do emissário do rei, a presença dele. Então, é o termo mais comum na Bíblia para descrever a segunda vinda de Cristo, a parusia, que significa presença. Agora, como é que pode ser uma presença invisível? Como pode ser uma presença invisível? Ah, século passado, a Ellen White, que foi a fundadora do adventismo propriamente dito, ela profetizou a vinda de Cristo para um determinado dia, 1800 e pouco, marcou uma data em que Cristo voltaria. E naquele dia os adventistas, por isso é que eles têm esse nome, adventista, os que aguardam o advento, né? Os que aguardam o advento. Eles ficaram aguardando a vinda de Cristo. Muitos ficaram em cima dos tetos das casas, vestidos de branco, com palmas na mão, folhas de palmeiras, esperando a vinda de Cristo. Passou o dia e Cristo não voltou. Então ela remarcou a data dizendo que houve um erro de cálculo novamente. Eh, eles esperaram, Cristo não voltou e aquele dia ficou chamado o dia da grande decepção. Então a White, Ellen White, na verdade não foi nem ela que marcou, foi o o Miller, fundador do adventismo propriamente dito. A White foi a profetiza, né? Aí quando entra a a Ellen dizendo, não, Cristo de fato voltou, só que ele veio de forma invisível e entrou no santuário celeste de Deus para fazer uma investigação pelos nossos pecados. Então, é a teoria do adventismo, né? Cristo já voltou secretamente, entrou no santuário celeste, onde ele está examinando os livros. Até hoje é muito pecado, né? Para 1800 e pouco até hoje, ele examinando, né, a a vida de cada um. Só só a minha deve demorar assim uns 300 anos só para ver a lista dos meus. Então, então ele tá lá fazendo um juízo investigativo dos pecados eh que estão nos livros, não é? A bíblia não conhece uma vida invisível de Cristo. Eu sei que dispensacionalistas gostam de falar que Cristo virá invisivelmente antes da grande tribulação para o encontro secreto com a sua igreja nos ares. Só que também nós não encontramos evidência disso na Bíblia. Para isso na Bíblia, a vinda de Cristo é universal, é visível, é pública. Todo olho verá, como ele diz aqui. Ele diz que ele vem numa nuvem.
Voltando ao texto, verso 26. Então, verão o filho do homem vir nas nuvens. O que é que significa isso? Isso aqui, na verdade, é uma referência a Daniel, capítulo 7, verso 13. Se você quiser voltar um pouquinho a sua Bíblia, Ezequiel, Daniel. Gente, eu tô terminando porque eu sei que todo mundo quer almoçar com mamãe, tá? Então, não vou demorar muito. Daniel 7. Daniel tem uma visão dos quatro reinos, quatro animais terríveis que representavam quatro reinos que haveriam de dominar o mundo. Um como leão, outro como urso, outro como leopardo e um terrível, um quarto animal, que era uma referência ao império romano. E aí diz que aquele reino foi destruído por uma pedra que foi cortada, eh, aliás, que que ele foi destruído, eh, pelo ancião de dias. E diz no verso 13: "Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu, um como filho do homem, e dirigiu-se ao ancião de Dias, que é Deus, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado domínio, glória e o reino, para que todos os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem. O seu domínio é domínio eterno que não passará e o seu reino jamais será destruído". O profeta Daniel profetizou a chegada do filho do homem nas nuvens e que a ele seria dado todo o poder e toda autoridade para reinar para todo sempre. Então Cristo tá dizendo: "Eu sou o filho do homem profetizado por Daniel. Eu voltarei numa nuvem. Eu sou aquele esperado de todas as nações". Ele acrescenta que virá com grande poder e glória em contraste com a sua primeira vinda em que ele veio humilde. Não é que ele não tinha poder, ele tinha poder. Mas o poder aqui é o poder para salvar o povo dele, dos seus inimigos, destruir o anticristo, abominável da desolação, refazer o mundo e dar início a novo céu e a nova terra. Ele virá em grande poder e glória. Ele vem, próximo slide, ele vem para livrar o seu povo do pecado e das consequências do pecado e da pior delas, que a morte será ressurreição dentre os mortos aqui. Eh, Marcos não fala, Jesus não fala aqui, mas há em outras partes. Na vinda dele, e eu já mencionei, haverá então a ressurreição dos mortos. Paulo, especialmente na primeira carta aos Tessalonicenses, capítulo 4, ele explora isso aí. Ele fala isso aí com muita dá, dá os detalhes. Inclusive, é quando ele diz que quem tiver vivo será transformado para se encontrar com o Senhor naquele momento. E é assim que Cristo dá vitória ao seu povo, livrando-nos do poder da morte, ressuscitando os crentes que já morreram. Ele vem para destruir Satanás. E é por isso que ele vem com grande poder. O diabo já foi julgado, já foi eh vencido, está apenas aguardando o dia da vinda de Jesus e com medo. Uma certa ocasião, Jesus chegou para aquele demoniado gadareno e mandou sair. E aí os demônios disseram: "Senhor, eh, que temos nós contigo? Vieste para nos atormentar antes do tempo." Lembra esse episódio? Os demônios sabem que está chegando o tempo em que eles serão atormentados e eles sabem que é Jesus que vai fazer isso. Aí eles perguntaram a Jesus: "Já chegou? O Senhor veio para nos atormentar?" Jesus disse: "Ainda não. Só saia do porco. Ô, só saia do do gadareno e vá pro porco, né?" E eles foram. Eh, mas eles sabem que quando o Senhor voltar, representará o tormento de Satanás e dos seus anjos. Então essa ideia que o pessoal tem de que o diabo tá no inferno, né? A figura que se mostra do diabo é que o diabo tá no inferno vermelho com pá de chifre, um tridente, ele é o rei do inferno. O diabo não tá no inferno. Ele vai ser lançado no inferno quando Jesus voltar. Ele tá vivo e ativo no planeta Terra, aguardando a vinda de Jesus para ser lançado no lago de fogo e enxofre, onde será atormentado dia e noite juntamente com o anticristo e todos os ímpios. Então é isso que a vinda do Senhor representa também para julgar o mundo, condenar os ímpios, receber o seu povo. E é por isso, e é isso que ele vai exercer com grande glória e majestade. Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que ele é Senhor. Ele diz aqui no verso 27, voltando a Marcos 13, que ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, norte, sul, leste e oeste, da extremidade da terra até a extremidade do céu. Figura de linguagem para dizer que ele vai recolher o seu povo do mundo todo. Onde tiver discípulo seu, crente verdadeiro, então os anjos trarão para essa grande reunião com o Senhor Jesus. Esse encontro com Cristo que nós ansiamos e essa é a razão da nossa alegria e da nossa expectativa. Nós não nos alegramos com a destruição dos ímpios. A gente só deve pensar no inferno com lágrimas nos olhos. Mas a gente se alegra na expectativa de se reunir com o Senhor e estar com nossa verdadeira família, porque nessa altura os laços familiares vão se desfazer. Família mesmo é a comunhão dos santos. Meu irmão, minha irmã, serão aqueles que professam o Senhor Jesus de todo coração. Eu sei que agora a gente sofre e chora com familiares que não andam na verdade. A gente chora com filhos que não andam no caminho em que eles foram criados. E o coração da gente se entristece quando a gente pensa que na possibilidade de que eles vão morrer e se perder eternamente. Mas diante do encontro com o Senhor e da verdadeira família, essas dores humanas elas vão desvanecer diante da intensidade da alegria de estarmos com Jesus. É por isso que no céu, na glória, no encontro com Jesus, mesmo que a gente não perca a memória a quem ache que no céu a gente vai esquecer tudo, eu acho que não. Se se é para esquecer tudo, eu não sei porque que Deus faz a gente passar por tanta experiência aqui. Eu acho que nós vamos nos lembrar absolutamente de tudo, mas o gozo, a alegria, a exultação de ver a Jesus em glória e nos reunir com ele, juntamente com os cristãos de todas as épocas, a nossa verdadeira família vai superar qualquer lembrança triste que nós tenhamos. E é por isso que no céu não haverá lágrima, não haverá dor, porque o cordeiro enxugará dos nossos olhos todas as lágrimas. É por isso que Lucas diz: "Quando estas coisas começarem a acontecer, nós devemos exultar, porque chegou aquele grande dia do encontro do Senhor." Próximo slide, o retorno dele marca o dia da vitória da igreja. Ah, marca também o próximo slide, a consumação das promessas do Antigo Testamento. Finalmente haverá aquela separação de quem é e quem não é. Jesus uma vez comparou a igreja e o mundo a uma colheita, aliás, a uma plantação onde tem o joio e o trigo. O joio é uma planta daninha muito parecida com o trigo. Se você vai arrancar o joio e não conhece direito, você corre o risco de arrancar o trigo também. Por isso que Jesus disse que em certas ocasiões pode deixar crescer junto, porque no dia da ceifa, da colheta, virão os anjos e farão a separação do joio e do trigo. Então é na vinda de Cristo que finalmente nós teremos a separação verdadeira entre o povo de Deus e quem não é povo de Deus. E naquele dia teremos surpresas, algumas boas. Fulano era crente mesmo, ele não dava nada por aquele cidadão, não é? Mas ele é crente. Ou então, ué, cadê o pastor, né? Foi mal, pastor. Eu não me referia a esse pastor, [Risadas] tá? É outros. Então, é só naquele dia que, de fato, a separação final será executada. Por isso que essa data é tão importante para nós.
Concluindo, irmãos, o que é que nós podemos aprender? É tanta coisa, não é, que a gente pode tirar desses quatro versículos que estão aqui. Primeira delas é isso. Não esqueçamos isso, que a vinda do Senhor é o evento mais importante a se realizar no calendário de Deus. Eu sei que você tem um calendário e que você fica colocando aí datas especiais, que você tá aguardando o dia do seu casamento, né? Marcou o casamento, todo dia se olha, fica contando os dias, não é? E as horas, quanto tempo falta para a sua formatura, para uma viagem que você vai fazer para a Europa, a gente fica sempre na expectativa de eventos futuros. Se você não consegue pensar na vinda do Senhor Jesus com a mesma expectativa, então alguma coisa tá errada conosco, porque este é o evento mais importante no calendário. Eu sei que você não pode colocá-lo no seu calendário, mas você sabe que ele vai acontecer. Isso deve gerar em nós uma expectativa constante, uma santa excitação de expectativa da vinda do Senhor Jesus. A importância desse evento é aqui que é o que nós aprendemos também se deve ao que ele representa. Vindicação da igreja. A igreja finalmente será vindicada, vingada dos seus inimigos. O mundo vai ser julgado. Aquela justiça que você sente falta. Nós sofremos quando a injustiça é feita.
A gente vê corruptos, ladrões, assassinos fazendo o que fazem e escapando livres. Naquele dia eles vão ter o que merecem. Naquele dia eles vão ter o que merecem. O julgamento do mundo, julgamento dos anjos, Satanás e seus anjos, o encerramento da era presente, inauguração do estado eterno, tudo isso faz com que a vinda de Jesus seja o evento mais esperado do mundo e da história. E deveria estar no nosso calendário como prioridade, orando e nos preparando para a vinda dele.
Aprendemos também que não se pode predizer a sua data, mas que se pode saber as circunstâncias em que acontecerá. Ele será o evento que vai encerrar esse mundo, vai ser antecedido pela grande tribulação, o surgimento do anticristo. E ele marca então o final da história como nós conhecemos. Ele será em uma etapa apenas visível, universal, pública, trazendo juízo e redenção, e deve gerar expectativa perene no coração dos cristãos. Última palavra. Deve gerar alegria e regozijo e não tristeza e frustração dos planos que alguém tem de estudar, crescer, casar, ter um carro, se alguém se divertir.
Eu sei que tem gente que está dizendo aqui: "Ó Senhor, eu quero que tu venha, mas não antes de eu casar, por favor. Tenho certeza, Senhor, preciso, eu quero comprar aquele carro, né? Não vem hoje não, né? Dá uma adiadazinha só para eu me formar, né? Ter filhos e tudo". É natural que a gente pense assim, mas eu lhe garanto, pela descrição que a Bíblia dá, a vinda do Senhor Jesus superará todos os seus sonhos, todos os seus desejos, todas as suas expectativas. Eles não são nada comparados com a glória, a alegria, o regozijo, a intensidade da vinda de Jesus e o encontro com ele. Então, não fique preocupado, né, em ter os seus planos frustrados. Na verdade, eles se realizarão de uma maneira além da sua imaginação. Amém. Maranata, vem, Senhor Jesus.
Ó Deus, obrigado pela tua palavra, pela promessa da vinda. Grava no nosso coração, Senhor, de que todo dia, a todo momento, nós vivamos essa expectativa santa da vinda do Senhor e do nosso encontro com Ele. Ajuda-nos a estar preparados. Ajuda-nos, ó Senhor, a falar dessa vinda para outras pessoas. Ajuda-nos a ver a urgência do momento que nós vivemos para que nós nos empenhemos fervorosamente na evangelização, na educação dos nossos filhos, no discipulado, na preparação do maior número possível de pessoas para aquele grande momento. Abençoa esta igreja, abençoa o seu pastor, seu conselho, diáconos, todas as lideranças. Que essa esperança esteja em seu coração, em nome de Jesus. Amém.
Temos tempo para pergunta, pastor. Dá uma oportunidade para três ou quatro perguntas, porque eu também estou falando sério, né? Eu sei que o pessoal vai querer eh almoçar com as mães e eu não quero roubar essa alegria de hoje. Então, se tiver alguma pergunta, por favor. Eu não sei onde está o microfone. Pronto, o Léo já tem uma pergunta aqui. Léo, faz a pergunta. Valeu, só temos duas, mas assim, senhor falar primeiro. O o senhor falou que todos os necessitar para bicar. Eh, então agora vai vir segundo. Quando nós morremos, nós estamos quando nós vamos morrer, nós somos pro céu. Então, por que que Aham. Vamos primeira primeira pergunta. A ressurreição para dos mortos para condenação. Você está você vê em Apocalipse capítulo 20. Apocalipse 20 de 11 a 15. Você tem que lembrar que a revelação que Deus nos deu de suas coisas, ela é progressiva. Então Jesus falou muita coisa, mas ele não falou tudo, não é? Então os apóstolos continuaram a nos trazer a revelação. E aqui o apóstolo João no livro de Apocalipse nos narra uma visão que ele teve sobre a vinda de Jesus. Ele diz assim: "Ah, vi um grande trono branco e aquele que nele se assenta, de cuja presença fugiram a terra e o céu e não se achou lugar para eles." Aquela mesma linguagem apocalíptica, não é? Dos do céu, da lua e da estrela. Vi também os mortos, os grandes e os pequenos postos em pé diante do trono. Cristo vem, se assenta no trono e os mortos estão diante dele. Então se abriram livros, ainda outro livro, o livro da vida foi aberto, e os mortos foram julgados segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. aquilo que nós estamos falando, que quando Cristo vier, o mundo todo será reunido diante dele para o julgamento. Deu o mar os mortos que nele estavam, os que morreram afogados, a morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E se alguém não foi achado inscrito no livro da vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo. Então, o que João está dizendo aqui é isso aí. Cristo vem, se senta no trono, os mortos ressuscitam todos. Quem morreu afogado, cremado, não interessa, né? decapitado, fuzilado, vem. Todos os mortos ressuscitam e comparecem diante de Cristo. São julgados e os que são dele entram no reino eterno, novo céu e na nova terra. E os que não são lançados aqui, de acordo com o verso 15, para dentro do lago de fogo e enxofre, onde eh viverão em sofrimento por toda a eternidade. Então essa é a resposta da primeira pergunta.
A sua segunda pergunta foi o sobre estado intermediário. E eu agradeço a sua pergunta porque ela nos ajuda a lembrar que o foco da nossa esperança não é morrer e ir para o céu, não. O foco da nossa esperança é a ressurreição. O céu é um estado intermediário. Deus nos criou corpo e alma ou espírito. Então, quando a gente morre, o corpo fica aqui e a alma ou espírito está na presença de Deus. Então, nós estamos incompletos. Então, quando Cristo vem, aí acontece outra vez a junção do corpo com a alma. E aí somos seres humanos completos outra vez, glorificados, perfeitos, sem defeito nenhum. Mas os que morreram agora, eles já estão no céu, na presença de Deus, mas incompletos, porque o corpo está aqui, precisa da ressurreição ainda, está? Então, a ressurreição é necessária para restaurar a criação de Deus, como ela foi feita no início, quando ele nos fez eh corpo e alma. Explicado? Muito obrigado.
Por favor, como interpretar na sua figura de Satanás e sobre o grande? Isso. Essas coisas coincidem com a grande tribulação, né? A soltura de Satanás está aqui, ó, eh, no capítulo 20 de Apocalipse. Eu vou dizer como é que nessa minha linha amilenista a gente interpreta esse famoso capítulo 20 que é bastante complicado. É o único, é a única passagem da Bíblia que fala do milênio, de 1000 anos, é essa daqui, está? Então eu vou dizer como é que eu vou fazer a leitura da minha perspectiva. Então vi descer do céu um anjo. Esse anjo é Cristo. João está narrando a história da redenção de novo. Começa no capítulo 20. Então vi descer do céu um anjo. Ele tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Lembra que foi dito que Jesus tiria a chave de Davi? Que abre, que fecha e que fecha e ninguém abre. Ele segurou o dragão, antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e o prendeu por 1000 anos. Quando é que Jesus fez isso? Quando ele morre e ressuscita. Então ele vence Satanás e o amarra por 1000 anos. 1000 anos aqui é simbólico, representa esse período que nós estamos vivendo agora, da morte e ressurreição de Cristo até a sua segunda vinda. Lançou no abismo, fechou e pôs selo sobre ele para que não mais enganasse as nações até se completarem os 1000 anos. O diabo vinha enganando as nações, porque as nações não sabiam da verdade do evangelho. Antes de Cristo vir, a verdade Deus estava só na naçãozinha de Israel, um uma naçãozinha pequenininha, perdida lá no meio da Palestina entre pagãos. E o resto do mundo estava em trevas, Satanás enganando as nações. Mas quando Cristo veio, ele deu a ordem: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura". Então, a luz do evangelho agora vai a todas as nações e o diabo não pode mais enganá-las, não pode mais. Ele está, ele está preso nesse sentido, né? Ele está impedido de obstruir a pregação do evangelho ao mundo todo. Ao fim dos 1000 anos, depois disso, é necessário que ele seja solto pouco tempo. Coincide com a grande tribulação. Quando as nações tiverem ouvido o evangelho, que foi o que Jesus falou, então o diabo vai ser solto, que coincide com a chegada do anticristo abominável da desolação. E aí então vai começar esse período intenso de perseguição, de agonia, de dor no mundo. E é então quando Cristo, não é? O dio, diz aqui que Satanás eh diz aqui que Satanás, verso 7, quando se completar 1000 anos, Satanás será solto da sua prisão, sairá a seduzir as nações que há nos quatro cantos da terra, Gog, Magog, a fim de reuni-las para a peleja. O número deles é como areia do mar. Isso tudo é o reinado do anticristo. O re o anticristo, esse abominável da desolação, no poder de Satanás, dominando o mundo, querendo destruir a igreja. Marcharam então pela superfície da terra, sitiaram o acampamento dos santos, a cidade querida, que é um símbolo da igreja. Desceu, porém, fogo do céu e os consumiu. O Senhor Jesus então vem e destrói completamente Satanás e os ímpios. E o diabo, sedutor dele, foi lançado para dentro do lago enxofre. onde já se encontra não só a besta, como também o falso profeta e serão atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos. Então essa é a interpretação amilenista dessa passagem de Apocalipse 20. O milênio é agora, ele é espiritual. Satanás vai ser solto assim, vai ser dado a ele uma liberdade maior para enganar as nações, ah, que vão se levantar debaixo do reino do anticristo contra a igreja. E então Cristo vem e destrói completamente e na sua vinda e acontece tudo aquilo que a gente falou, novo céu, nova terra e assim por diante. Essa é a interpretação. Agora, é claro, ela não é unânime, né? Tem outros estudiosos que os pós-milenistas e os pré-milenistas pensam diferente, mas eu ainda acho que o amilenismo é a menos complicada, está? Menos comp. Tem até uma história, vou se permitem, né? disse que estava discutindo o amilenista, o pré-milenista, o pós-milenista, o dispensacionalista, como seria a vinda de Cristo? Maior discussão, briga mesmo. De repente Jesus chega, os quatro sobem na nuvem para se encontrar com Jesus e um dizendo para o outro: "Eu não te disse que ia ser assim?"
Mais uma pergunta aí, vendo? Alguém já está com o microfone, por favor? Eh, a nossa situação atual como igreja do Senhor é se preparar para a grande tribulação, né? E é o abominável da desolação que vem aí. Em segunda Pedro 3 12, ele fala que nós devemos apressar a vinda de de do dia de Deus. Como seria o nosso papel como igreja do Senhor em apressar a vinda dele? É, e essa é uma boa pergunta que tem desafiado aí os intérpretes, né? A resposta que eu acho menos complicada é que a gente apressa o dia da vinda de Deus apressando a evangelização, que é uma das condições que Jesus colocou. O evangelho será pregado a todas as nações, então virá o fim. Então, para apressar a vinda do dia de Deus, nós então deveríamos avançar nos nossos esforços de evangelização. Aí alguém diz assim: "Mas e Deus não já tem uma data marcada?" Olha, Deus sabe todas as coisas. Ele sabia que você ia se apressar, que você ia evangelizar. Então ele marcou no tempo certo a vinda de Cristo. Então soberania de Deus não interfere na responsabilidade humana e nem vice-versa, não é? Vai vai tudo sincronizar direitinho.
Mais alguma? Vamos dar preferência às mães, está? As senhoras, elas podem, se for mãe, né? Não, se não for, fala assim mesmo. Eh, sobre o julgamento, eh, eu queria saber assim, como seria se todas as pessoas vão ser julgadas ou só aquelas que não crêem no Senhor Jesus? Aham. Pelo que a gente lê, todos vão comparecer diante do cordeiro, diante de Cristo, e todos terão, serão julgados. O que eu acredito é que quando o crente verdadeiro ele for julgado, Cristo intercederá por ele, apresentando o seu sacrifício como pagamento pelos seus pecados. A diferença do ímpio é que ele não vai ter um advogado por ele e então ele mesmo vai ter que pagar pelos seus pecados, significa inferno. Mas nós teremos no dia do juízo quem nos defenda. E ele é um defensor infalível. Nenhum daqueles que Cristo vai defender naquele dia vai se perder, porque ele vai apresentar o seu sacrifício como pagamento integral pelas nossas faltas. Então, há várias passagens na Bíblia que diz: "Todos compareceremos perante o tribunal de Cristo". Ah, deixa eu ver se eu me lembro de uma agora, só para não falar por falar. É Primeiro Coríntios 4. Ah, antes disso, ã, eh, 316. Eu estava, eu estava querendo, é primeiro Coríntios, antes disso, Romanos 14, verso 10 em diante. Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu por desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus. Veja que Paulo está falando para a igreja, não é? Todos compareceremos perante o tribunal de Deus, como está escrito: "Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho e toda língua dará louvores a Deus. Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus". E primeiro Coríntios 3 13, não é isso? Não. Tr 13. manifesta se tornará a obra de cada um, pois o dia demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo. E qual seja a obra de cada um, o próprio fogo o provará. Perfeito. Estou pensando também aqui, ó, João 3:18. Primeiro Coríntios 4 verso 5. Nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações. E então cada um receberá o seu louvor da parte de Deus e assim por diante. Tem várias passagens que falam de que naquele dia todos nós estaremos e na presença, na presença de Deus. Como parece que não não não vejo. É, é o juízo final. Quando ele vem, os mortos são reunidos e eles são julgados. A melhor passagem é Mateus 25. Vamos voltar aqui. Olha, Mateus 25:31. Quando vier o filho do homem na sua majestade e todos os santos com ele, então se assentará no trono da sua glória. Isso é o próprio Jesus falando. Essa é a parte que não tem em Marcos 13, que é a continuação, porque Marcos 13 termina só Jesus dizendo a vinda, né? E Mateus acrescenta essa parte aqui. Todas as nações serão reunidas em sua presença e ele separará uns dos outros como o pastor separa das cabras as ovelhas. Porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda, e dirá os que estiverem à direita: "Vinde benditos de meu pai". E aí no verso 40, verso 41, o rei dirá também os que estiverem à sua esquerda: "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos". Então, é evidente que quando ele vier se assentar no trono da sua glória, todas as nações comparecerão diante dele e lá estarão os crentes e os descrentes. Tanto é que ele vai aos crentes à sua direita, ovelhas, dizer: "Entrem no reino". E aos que estiverem às suas esquerdas, os cabritos, os ímpios, afastar-os para o fogo eterno. Então, de fato, haverá esse comparecimento de toda a raça humana eh diante do Senhor no dia do juízo. Mas nós vamos comança, não é? Sabendo que o nosso mediador e redentor intercede por nós.
Última pergunta para gente terminar. Eh, vendo, está aqui, ó. Levantem a mão que eu não estou vendo. Ah, senhora. A minha pergunta é simples. Eh, o anticristo seria uma pessoa que teria um poder para estar comandando mundialmente? É uma pessoa. Essa é essa impressão que a gente tem. Há uma outra interpretação que acha que se trata de um poder político econômico de dimensões mundiais, mas eu acho que a evidência aponta mais para um eh uma pessoa. Esse já está para uma pessoa? Eu não sei. Se tiver a vinda do Senhor está próxima, bem próxima. É, não sei se ele está agora. O espírito do anticristo já está presente e ele se manifesta em toda rebelião contra Deus, perseguição contra o povo de Deus, falsas religiões, tudo isso é o espírito do anticristo, está bom? E e o diabo, veja só, ah, ele é o, alguém já disse, o diabo é o macaco de Deus. Quem disse foi Lutero. O diabo é o macaco de Deus. Ele imita Deus. Então você tem a trindade satânica. Você tem a trindade pai, filho, espírito santo. Você tem a trindade satânica. Ah, Deus pai, o diabo, né? O diabo corresponde a Deus pai. O anticristo corresponde a a Jesus Cristo e os espíritos imundos enganadores através dos falsos profetas corresponde ao Espírito Santo. É o é a trindade que você encontra lá em Apocalipse. Você vê o dragão que chama do mar a besta, que é o anticristo, e da terra vem o falso profeta que faz sinais e prodígios. a trindade satânica lá em Apocalipse 13, o diabo imitando Deus, né, a trindade ao inverso. Então, é por isso que a gente acha que o anticristo também é um ser, e ele é uma pessoa. Está bom, gente? Muito obrigado pela paciência de vocês. Hoje à noite, se Deus permitir, nós estaremos encerrando com as parábolas acerca da vinda do Senhor Jesus.
Como devemos aguardá-lo, pastor? Pastor, aquilo foi brincadeira. Eu sei que o senhor vai estar comigo lá, viu? Não fica com raiva de mim, não. Compartilhe e ative as notificações para não perder os próximos vídeos. Agora vamos para a quarta aula. Obrigado, reverendo. Quero aproveitar para agradecer o convite para estar aqui esse fim de semana, agradecer a hospitalidade. Não posso deixar de mencionar os irmãos Adaí Marinez que pela terceira vez nos hospedam em sua casa. O pastor estava perguntando se eu podia voltar no segundo semestre do ano que vem para um um evento especial aqui. Eu disse com a condição de que eu fique lá no hotel Adaí Adair Marinês. Então, nessa condição, a Minca e eu eh voltaremos com muita alegria. Muito obrigado ao casal pela hospitalidade, pelos demais irmãos que nos acolheram com tanto carinho. Meus irmãos, agora à noite nós iremos terminar a nossa série de mensagens no sermão escatológico de Jesus, Marcos 13. E eu convido então a sua atenção para a leitura da parte final que se encontra do verso 28 ao verso 37. Marcos 13 de 28 a 37. Palavras do Senhor Jesus aos seus discípulos. Depois de falar a respeito dos sinais da sua vinda, a grande tribulação, descrever o seu retorno, ele diz: "Aprendei, pois a parábola da figueira. Quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabei que está próximo o verão. Sabeis que está próximo o verão. Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isso aconteça. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Mas a respeito daquele dia ou da hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o filho, senão o pai. Está de sobreaviso. Vigiai e orai, porque não sabeis quando será o tempo. É como um homem que, ausentando-se do país, deixa a sua casa, dá autoridade aos seus servos, a cada um a sua obrigação, e ao porteiro ordena que vigie. Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que, vindo ele inesperadamente não vos ache dormindo. O que, porém, vos digo, digo a todos: vigiai. Essa é a orientação que o Senhor Jesus dá aos seus discípulos diante da perspectiva da sua vinda inesperada, súbita, que eles todos nós inclusos, vivamos uma vida de vigilância. Ó Deus, pedimos que o Senhor nos oriente agora, que Teu Espírito supervisione a exposição da tua palavra, abrindo o nosso entendimento, fazendo com que a tua palavra se torne eficaz em nossos corações para salvação de pecadores, edificação da igreja e acima de tudo glória para o teu nome. É o que pedimos em nome de Jesus. Amém.
Muito bem. Eu gostaria de começar trazendo aqui para vocês, lembrando o esboço do sermão escatológico. O que é que nós já vimos? Nós dividimos o sermão escatológico de Jesus, que são aquelas palavras que ele proferiu no Monte das Oliveiras em resposta a uma indagação dos seus discípulos. Dividimos em cinco partes. Na primeira parte, Jesus fala a respeito da destruição do templo de Jerusalém. Eles estavam saindo de Jerusalém para o Monte das Oliveiras, como era o costume de Jesus. Aquela era a última semana de Jesus aqui nesse mundo. Em breve ele seria traído, entregue, julgado, condenado, crucificado, morto. E ao seguir o caminho de sempre, passaram em frente ao templo de Jerusalém. O templo estava em reforma, era conhecido como templo de Herodes. Já alguns anos que o rei Herodes vinha fazendo um retrofite do templo, por assim dizer, embelezado o templo, havia ampliado as instalações, trazido material do estrangeiro para isso, pedras enormes, brancas, muito ouro, prata, material precioso, foi usado por Herodes para a ampliação e embelezamento daquele que era o segundo templo, o primeiro de Salomão, tinha sido destruído com a invasão dos assírios e babilônicos 600 anos antes houve a reconstrução por Esdras e Neemias, um templo acanhado, não era essas coisas todas. E Herodes então o amplia e o embeleza, a ponto de ser uma obra de grande brilho e esplendor que impressionou os discípulos de Jesus, que passando diante dele, chamaram a atenção do Senhor para as pedras, as construções que estavam sendo feitas ali no templo. E eles recebem uma resposta surpreendente de Jesus. Vocês não estão vendo todas estas coisas aqui? Não vai ficar uma pedra em cima da outra. Tudo vai ser destruído. E os discípulos então ficaram bastante preocupados com aquilo, porque a
Destruição do templo significava algo extremamente catastrófico para eles, porque eles todos eram judeus. Eles entendiam que o templo havia sido ordenado por Deus, e de fato havia sido. Lá no templo estava o altar, onde três vezes ao dia eram oferecidos sacrifícios a Deus pelo pecado do povo. Era ali que ministravam os sacerdotes. Era feita a exposição da lei pelos sacerdotes. Ali, era ali que o povo vinha adorar a Deus, cantar os louvores de Deus. E agora Jesus estava dizendo que aquilo tudo ia ser destruído.
Então, quando chegaram no alto do monte, eles se aproximaram de Jesus. Na verdade, mandaram quatro, um pequeno comitê dos discípulos mais íntimos de Jesus, para perguntar a Jesus quando é que ia ser a destruição do templo e quando, então, seria que sinal haveria da destruição do templo, do fim do mundo e da vinda de Jesus. Porque eles entenderam que estas coisas todas estavam ligadas entre si. O que Jesus, na verdade, estava predizendo não era só a destruição do templo, mas para o judeu a destruição do templo coincidia com a destruição, eh, com o fim do mundo, coincidia com o término daquela era e a chegada do Messias. Por isso eles fizeram essa pergunta.
E Jesus, então, aqui vem a segunda parte do verso 5 a 13. Jesus então os alerta de que estas coisas seriam precedidas de sinais, de evidências históricas, mas que elas não seriam em si mesmas o fim do mundo, mas apenas eh aquilo que ele chama de o princípio das dores. O mundo, na verdade, na visão de Jesus, ele está caminhando para o fim. E o momento primeiro é um momento de contorções, de estertores, de grande agonia, marcado por surgimento de falsos profetas, perseguição dos cristãos, terremotos, fome, sede, sede, muita guerra, a perseguição entre parentes por causa do evangelho, o ódio generalizado contra os discípulos de Jesus. E Jesus disse: "Isso ainda não é o fim." Isso aí é apenas o começo. Isso é o princípio das dores. Como, por exemplo, a mulher que está próximo de dar a luz um filho, ela começa a sentir contrações. Aquilo é o princípio das dores.
Então aí vem a terceira parte. Jesus diz que se seguiria um período de grande tribulação como nunca houve na face da terra. E quando a gente lê essa passagem de 13 a 14 a 23, a gente percebe que Jesus está falando de duas coisas ao mesmo tempo. Ele está falando da destruição do templo, porque ele menciona o cerco de Jerusalém, a queda das muralhas, a chegada dos exércitos e a morte dos judeus ou de grande parte deles. E aquilo tudo, ao mesmo tempo, apontava para uma catástrofe ainda maior, que surgiria debaixo daquilo que Jesus chamou o abominável da desolação, a figura do anticristo, o inimigo de Deus e do povo de Deus, que haveria de se levantar no futuro, trazendo grande perseguição contra a igreja e comandando um período sem precedentes de sofrimento aqui no mundo. Esse é o período que ele chama de grande tribulação. Esse período terminaria, e aí vem a quarta parte, com o retorno de Jesus em glória. Logo em seguida à tribulação daqueles dias, então, ah, sinais aparecerão no céu, afetando a lua, as estrelas, o sol, o mar, os fundamentos do próprio universo. Haverá uma grande comoção cósmica, e todos os povos da terra verão Jesus voltando sobre as nuvens em poder e grande glória para salvar o seu povo, destruir o anticristo, julgar o mundo e dar início àquilo que nós chamamos de o novo céu e a nova terra, onde a justiça, a paz, a felicidade e a perfeição haverão de reinar para todo sempre.
Depois de fazer essa exposição, Jesus termina o seu sermão com duas parábolas sobre a necessidade, então, dos discípulos ficarem vigilantes e alertas diante destes sinais, diante dos acontecimentos preditos e da vinda inesperada do próprio Senhor Jesus. A ordem do dia é que nós fiquemos vigilantes diante de tudo isso. Vejam como ele diz no verso 28. Aprendei, pois, a parábola da figueira; esse “pois” introduz uma consequência ou é, é uma introduz causal ou uma oração de consequência que expressa o que deve ser feito à luz do que veio antes. Estas coisas vão acontecer. Portanto, pois aprendam o seguinte: vivam vigilantes, vivam em oração, vivam na expectativa, porque vocês não sabem o dia e vocês não sabem a hora em que estas coisas vão acontecer.
Então, hoje à noite, eu queria terminar com essas exortações do Senhor Jesus sobre a necessidade de ficarmos vigilantes e alertas diante da sua vinda, diante da certeza da sua vinda. Ele nos recomenda algumas atitudes que eu quero ver com vocês. Antes disso, apenas uma observação no slide sobre introdução. Ah, os discípulos tinham perguntado a Jesus acerca dos sinais que antecederam a sua vinda. O que eles queriam, na verdade, era marcar no calendário deles: “Ele vai voltar no dia tal”. E a gente sabe que eles tinham essa preocupação, porque em outra ocasião, quando Jesus disse que eles receberiam o Espírito Santo, veja só como é que eles reagiram. O diálogo está em Atos, capítulo 1, de 4 a 7. Está projetado aí. Jesus disse: "João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com Espírito Santo, não muito depois desses dias.” Então, os que estavam reunidos, que eram os 12 mais alguns, perguntaram: "Senhor, será esse o tempo em que restaures o reino a Israel?" Ou seja, o tempo todo eles estavam querendo saber quando, quando é que isso vai ser? Resposta de Jesus: "Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade." Então vocês veem que era uma preocupação deles, e com certeza sempre foi uma preocupação da igreja saber exatamente quando Jesus voltar. Eu vou dar a vocês aí uns 10 a 20 exemplos de tentativas de marcação de data que já foi feita e como elas não acertaram, né? Eh, eu diria até, infelizmente, não é? Porque era bom que o Senhor Jesus já tivesse voltado, mas de qualquer forma eles erraram até agora. Não sabemos se um dia vão acertar. Mas quatro atitudes, então, eh, que nós veremos, eh, que o Senhor Jesus dá para o seu povo. Ele não deu um calendário com datas, mas sinais que confirmavam e asseguravam sua vinda e do fim do mundo. Vamos lembrar o que que ele falou: falsos profetas, guerras, terremotos, fomes, pestes, perseguição e martírio dos discípulos, destruição do templo de Jerusalém, o abominável da desolação, a grande tribulação, catástrofes cósmicas nos céus e na terra. E agora ele nos ensina como devemos nos portar diante disso, pois é o que ele diz aí.
Primeira coisa, tá aí, nós temos que entender os sinais dos tempos. Versos 28 e 29. Aprendei, pois, a parábola da figueira. Quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo às portas. Naquele tempo, era possível prever a proximidade do verão, simplesmente observando as árvores, em particular a figueira. A figueira é uma das árvores mais populares em Israel. Na verdade, ela era um, ela era um dos símbolos da nação israelita. No Antigo Testamento, várias vezes os profetas fizeram parábolas ou ilustrações a respeito da nação de Israel, usando a figueira como exemplo. Uma das parábolas mais populares é do homem que planta árvores, como figueiras, por exemplo, espera que ela dê fruto, não dá, e então manda eh arrancá-la. E a referência era, evidentemente, à nação de Israel. A figueira, ela tinha uma característica. Durante o inverno, ela secava, ela perdia todas as folhas. Final do inverno, então, primeiro do que as outras árvores, ela começava a se renovar, os ramos começavam a reverdecer e as folhas começavam a brotar. E aquele era o sinal para as pessoas daquela época, para os judeus, de que o verão estava chegando. Eles sabiam disso observando a figueira. Quando os ramos se renovavam e as folhas começavam a brotar, eles diziam: "Pronto, o verão tá chegando porque a figueira já está brotando". Da mesma forma que eles eram capazes de prever a chegada do verão observando a figueira, Jesus diz que eles deveriam ser capazes de observar a proximidade da sua vinda, observando os tempos, os sinais do tempo, como eles falam aqui. Verso 29. Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo às portas. Aqui a figura é de uma visita que já chegou e que está às portas da sua casa batendo. Está disposto a entrar. Não entrou ainda, mas está à porta. Então, quando nós eh olharmos o tempo, olharmos a, a situação, olharmos a história e nós percebermos que estas coisas estão acontecendo, à semelhança de detectar a chegada do verão, olhando a figueira, nós podemos dizer que a vinda do Senhor está às portas, está próximo. Não podemos predizer com exatidão o dia e a hora, mas nós podemos ter uma ideia da sua proximidade. E a análise que nós fazemos é que tudo que Jesus falou está acontecendo e cada vez mais intensamente. Terremotos, perseguição dos cristãos. Eu já mencionei para vocês, o termo cristofobia é um termo que está sendo usado mais recentemente pelas ONGs que tratam da liberdade religiosa no mundo, para se referir à onda de perseguição contra os cristãos, a violência que há no mundo, apostasia, a igreja se afastando cada vez mais de Deus, igrejas ordenando pastores homossexuais e pastoras lésbicas, reconhecendo o lesbianismo e o homossexualismo como sendo uma coisa absolutamente normal, não tratando mais a Bíblia como palavra de Deus, negando todos os pontos fundamentais da fé cristã. Os tempos são tempos difíceis, e cada vez que a gente olha para o que está acontecendo, a gente fica pensando: nós seremos provavelmente a geração que verá a vinda do Senhor Jesus. Ele deve estar próximo às portas. A gente fica perguntando se pode ficar pior, não é? Alguns dizem que pode ficar muito pior. Eu creio que pode ficar pior se o próximo passo for de fato a grande tribulação, mas nós vivemos nessa expectativa. Cada geração que analisou a história, ela sentiu a proximidade da vinda do Senhor Jesus por causa da intensidade cada vez maior com que estas coisas aconteciam. Por isso, o nosso coração deve viver sempre em suspense. E aqui algumas orientações. Alguém já disse que o cristão ele tem que ter a Bíblia na mão e o jornal na outra. Porque não é só ler a Bíblia. Você tem que acompanhar o que está acontecendo no mundo. Porque é isso que o Senhor Jesus está dizendo aqui. Nós temos que saber o que é que está acontecendo no nosso planeta. Isso é cada vez mais fácil por causa das mídias de comunicação, das redes sociais, da facilidade de informação. Então, o cristão ele deve ser alguém inteirado. É inconcebível a ideia de um cristão isolado, de um gueto. Na idade média se pensou que a maneira de adorar a Deus era se refugiar em mosteiros, em busca de silêncio, de contemplação, isolamento da sociedade, para no deserto encontrar a Deus. É o oposto do que tá sendo dito aqui. O cristão tem que estar antenado, ele tem que fazer parte do mundo, da sociedade, olhar os tempos. Como é que você vai saber se o verão vai chegar se você não olha para a figueira? Então, nós temos que estar olhando para a figueira, temos que estar olhando para a história, para o mundo, para os acontecimentos e procurar discernir ali as profecias do Senhor, aquilo que ele disse que haveria de acontecer. Não creio nisso de crente isolado da sociedade, o crente que vive em gueto, de igrejas que são comunidades estanques, isoladas do que está acontecendo lá fora. Isso não é aquilo que o Senhor Jesus planejou para os seus discípulos. Então, tá aqui a primeira coisa: temos que entender os sinais dos tempos, olhar, examinar, comparar, entender, perguntar e diante de Deus estar alerta diante da proximidade da vinda do Senhor Jesus.
Segunda coisa que ele nos ensina ou a segunda atitude que ele deu, que ele recomendou aos seus discípulos, é de que eles estivessem absolutamente certos de que tudo haveria de acontecer, como ele disse. Tá aí no verso 30 e 31. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isso aconteça. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Essas passagens e essa, esses dois versículos, especialmente o verso 30, ele traz algumas dificuldades de compreensão. Jesus começa essa parte dizendo: "Em verdade, em verdade vos digo". Ele sempre usou essa expressão. Em verdade, em verdade vos digo, toda vez que ele quis transmitir alguma coisa com extrema seriedade e certeza. É uma fórmula introdutória de uma declaração solene. Jesus sempre usa essa fórmula introdutória quando ele quer apresentar uma verdade solene, que ele quer que os discípulos ouçam e guardem no coração. E o que é que ele introduz com esta fórmula? Ele diz: "Não passará esta geração sem que tudo isso aconteça". Por mais que a gente tente outra explicação, a explicação mais simples dessa expressão é que Jesus estava se referindo às pessoas da sua época. O que ele estava dizendo era que as pessoas que o estavam escutando ali, elas não morreriam sem que vissem o cumprimento destas coisas. Então essa é a explicação mais simples. Não quer dizer eh que aquelas pessoas viram a plenitude do cumprimento daquilo que Jesus falou. Mas se Jesus estava se referindo à destruição do templo, eles viram. Aconteceu 30 anos depois. Se Pedro tinha 30 anos de idade quando ouviu Jesus falar estas palavras, ele tinha 60 quando o templo foi destruído. Destruição do templo, aparecimento de falsos profetas, não demorou 5 anos, 10 anos da morte de Jesus e começaram a aparecer os falsos profetas. Já na época dos apóstolos já tinha falsos profetas infiltrados na igreja, trazendo uma mensagem diferente daquela de Jesus. Perseguição: é só ler o livro de Atos. O livro de Atos narra como lá mesmo em Jerusalém, um ano depois da morte de Jesus, menos 40 dias depois da morte, 40, não, morreu na Páscoa, Pentecostes, não é isso? 50 dias. 50 dias depois da morte de Jesus, vamos dizer 60 dias depois que ele falou essas palavras, já começou a perseguição contra os seus discípulos lá em Jerusalém, ódio aos cristãos, a evangelização do mundo, guerras antes mesmo da destruição do templo no ano 60, antes disso, guerras começaram a romper no império romano. Eu falei da erupção do vulcão Vesúvio também no ano 70. Então, dentro daquela geração, estes sinais começaram a acontecer como prova daquilo que Jesus havia falado, a verdade. Em seguida, ele faz uma declaração extraordinária. Verso 31. Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão. Gente, eh, pensa bem, Jesus dizer isso, que as palavras dele permaneceriam mesmo quando o mundo fosse destruído. Eu volto àquilo que eu venho dizendo desde o início: ou ele era louco, megalomaníaco, ou ele era Deus. E diante de nós está a escolha. O que que o, o que é que nós vamos pensar a respeito de Jesus? O que que você pensaria de um homem que dissesse o seguinte: "As palavras que eu estou dizendo, elas vão continuar eternamente, mesmo quando o mundo tiver passado." Somente Deus tem esse poder. Essa é uma prerrogativa de Deus, a eternidade. E Jesus aqui declara, é, é uma declaração da sua divindade aqui, que as suas palavras não haverão de passar. Essas palavras foram ditas há 2000 anos, continuam valendo e continuarão a valer eternamente, mesmo que o mundo passe. Por isso, nós podemos ter certeza absoluta de que tudo vai acontecer como Jesus disse: primeiro, porque as coisas que ele falou se cumpriram e foram vistas por aquela geração; segundo, porque a sua palavra é a palavra de Deus, permanece para todo sempre. Você pode apostar a sua alma nas palavras de Jesus. Você pode confiar o seu futuro e a sua vida nisso que está escrito aqui. Ter isso como referência e base da sua vida daqui para frente, porque são palavras verdadeiras e duradouras. Elas não são enganosas, elas não são fúteis, elas não são vãs. Podemos ter certeza absoluta, então, de tudo que o Senhor Jesus vai, de tudo que o Senhor Jesus nos disse que vai acontecer, como ele falou primeiro. Então, ele nos diz: vigiem, observando os sinais do tempo, dos tempos. Segunda coisa que ele diz: tenham certeza de que vai acontecer exatamente como eu disse.
Terceira atitude: resistam à tentação de marcar uma data, porque um evento desse pessoal fica querendo saber mais, não é? Resistam à tentação de marcar uma data. Isso ele diz no verso 32, mas a respeito daquele dia ou da hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai. Esse “mas” aí introduz uma comparação ou eh uma alternativa. Ele tinha dito que o céu e a terra haveriam de passar, mas as suas palavras não passariam. Com isso, ele estava dizendo que a sua vinda era certa. E aí, é claro, se é uma coisa certa, então Jesus nos diz quando vai ser. Ele disse: mas a data ninguém sabe, por isso “mas” aí, não é? É um evento certo, porém a data não foi marcada para os homens. E aqui são, ele menciona quatro pessoas. Ele diz: os anjos primeiro, ninguém sabe, ou seja, não tem ser humano, não tem pessoa alguma que já viveu, vive ou viverá, que sabe o dia e a hora desse grande evento. Segundo, os próprios anjos não sabem disso. Os anjos são mensageiros de Deus. Eles privam da face de Deus, estão diante de Deus, servem a Deus nos céus. Eles são mais íntimos de Deus, por assim dizer, do que a raça humana é no estado presente. Mas nem os anjos, nem aos anjos Deus contou esse segredo. Talvez porque algum deles se desvie, possa chegar aqui e soprar no ouvido de algum homem, não é? Então, para evitar a fofoca, Deus não contou nem aos anjos. Os anjos não sabem. Em terceiro, e aqui nos surpreende, nem o Filho sabe. O Filho aqui é o próprio Jesus, e vê que ele já chama para si o título de Filho de Deus. A pergunta é: se ele é o Filho de Deus e, portanto, Deus, uma das três pessoas da Trindade, haveria alguma coisa que Jesus, o Filho de Deus, não saberia, sendo ele a segunda pessoa da Trindade? O que é que o Pai sabe que o Filho não sabe e que o Espírito Santo não sabe? Resposta que tem sido dada é que Cristo aqui está falando a partir da sua humanidade. A Bíblia nos ensina que ele, sendo Deus, ele tomou a forma humana. Ele se humilhou, e ao fazer isso, ele se limitou. E ele como homem só sabe aquilo que a sua natureza divina lhe transmite. E algumas coisas não lhe foram transmitidas enquanto ele estava aqui. Eu particularmente acho que naquele episódio em que uma mulher toca Jesus no meio da multidão e é curada e que Jesus olha em redor e ele pergunta: "Quem é que me tocou?", que aquela foi uma pergunta sincera. Ele olhou em redor procurando quem foi a mulher que lhe tocou. Não acho que foi uma pergunta retórica, mas foi uma pergunta sincera, porque ele, como Filho de Deus encarnado, como homem verdadeiro, algumas coisas no período de humilhação não lhe foram reveladas. É claro, uma vez que ele ressuscita dos mortos, glorificado e exaltado à direita do Pai, ele, é claro, sabe todas as coisas, porque ele mesmo é quem comanda a história. Tanto é que João, no livro de Apocalipse, ele narra que ele vê o livro, o livrinho que está à direita de Deus, que contém o desenrolar da história. Ninguém pode abrir o livro, mas se apresenta então o Cordeiro que abre os sete selos do livro que traz o desenrolar da história. Quer dizer, Cristo exaltado à direita de Deus, agora ele comanda a história, ele faz com que a história siga o rumo pelo Pai traçado. Então ele agora sabe esse segredo, mas quando ele falou para os discípulos, de fato, ele não sabia. O segredo dessa data tem alguns motivos. Primeiro, preservar a soberania de Deus. É Deus que tem essa data, porque é ele que controla o universo. E ele não quis compartilhar esse conhecimento com a raça humana e nem com os anjos. É alguma coisa que ele reservou para sua própria autoridade, porque ele é Deus. Segundo, com isso ele nos mantém a todos vigilantes, porque nós não sabemos quando. Por isso ele, ele mantém a igreja em todas as épocas atenta e preparada para a qualquer momento se deparar com a vinda de Cristo Jesus. Para isso, então, isso serve para provocar vigilância, também para surpreender os ímpios, os incrédulos e Satanás. Porque numa hora que eles não imaginam, quando eles disserem: "Paz, paz, segurança", quando eles pensarem que tiverem destruídos os cristãos e o nome de Deus, de repente lhes sobrevirá a repentina destruição. Deus quer tomar os seus inimigos de surpresa para destruí-los, vingar a igreja, vingar o seu nome. Por isso que ele não revelou a data para ninguém. Apesar disso, gente, eu vou desfilar para vocês aqui algumas tentativas. A minha relação tem, na verdade, cerca de 60 tentativas feitas através da história. Eu tirei algumas porque não dava tempo para comentar todas aqui, não é? Veja só, no ano 53, a igreja dos tessalonicenses interpretou mal o que Paulo tinha falado, e eles começaram a dizer: "Cristo vai voltar rapidinho, é agora". Venderam casas, pararam de trabalhar, já tá lá na segunda. Aí Paulo teve que escrever a segunda carta dizendo: "Meus irmãos, não é agora, porque o Senhor não voltará antes que se levante o anticristo, o filho da perdição, o iníquo. Não vai ser ainda agora. Já no ano 53 já houve o primeiro alvoros com relação à vinda do Senhor Jesus. No ano 500, um sacerdote romano que viveu, aliás, desculpa, no século I, um sacerdote romano, ah, previu que Cristo retornaria no ano 500 com base das dimensões da arca de Noé. Ele fez um cálculo lá. A arca, meditando, portanto, a arca lá em Pedro é dito que é símbolo do batismo que salva, talvez fez a conta, deu 500, não é? Então, é uma das primeiras tentativas já no século II, eh,
Eh, de prever a data da vinda de Cristo. Quando chegou o ano 1000, foi o maior índice de histeria sobre o retorno de Cristo. É que não dá para dizer para vocês aqui o detalhe, mas centenas de previsões a respeito da vinda de Cristo e do fim do mundo no ano 1000. No, olha, nos meses finais de 999, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro, o pessoal vendeu propriedades, deu pros pobres em chames de peregrinos, foram para Jerusalém para se encontrar com Jesus. Os presos foram libertados, o pessoal não semeou naquele ano, não plantou nada e foram lá para Jerusalém para se encontrar com Jesus no ano 1000. Não é um milênio marcando a vinda de Cristo. Não voltou. Não voltou. Passando.
Na idade média não faltou exemplos, mas eu vou pular aqui para mais recente. William Miller determinou que a segunda vinda iria acontecer em algum momento entre o ano 1843 e 1844. Esse Miller, para quem não sabe, é o fundador do adventismo do sétimo dia. Ele não fundou a igreja adventista. Primeiro, ele fundou um movimento chamado Milismo. Primeira etapa, ele determinou a vinda de Cristo para 1843. Cristo não veio e aí ele viu que tinha feito um cálculo errado e disse: "Não, é 1844." E aí houve uma grande expectativa e quando Cristo não veio, aconteceu uma grande, é o que eles chamam de o dia da grande decepção. E muita gente abandonou o Miller, quis voltar para as igrejas, porque tinha muita gente das igrejas, presbiteriana, batista, tudo seguindo Miller, não é? Por causa dessa data. E apareceu uma mulher chamada Ellen White, que se dizia profetiza, e ela diz que teve uma visão de que Cristo de fato voltou em 1844, só que ele foi para o santuário celeste para fazer a investigação pelos nossos pecados. E é o que ele está fazendo até agora, segundo ela, né? Então, eu mencionei isso na mensagem anterior.
Em 1833, houve uma chuva de meteoro espetacular que deu um movimento, um bom empurrão para frente, não é? 10 anos antes, então o pessoal já começou a se preparar, mas eh houve um fracasso. As testemunhas de Jeová, começando com Russel, Russell, que é o fundador das testemunhas de Jeová, ele predisse a vinda de Jesus várias vezes. Primeira data que ele marcou foi 1874. Jesus não voltou, ele marcou 1878, não voltou, 1881, não voltou, 1910. Aí já eram os seguidores dele. 1914, 1918, 1925, 1975, 1984. E a última data que as testemunhas de Jeová marcaram foi 1994. E aí disseram que não iam marcar mais, mas ninguém ensina truque novo para cachorro velho, né? Tem, tem para mim que eles vão voltar a marcar uma data aí. Mas testemunhas de Jeová são os campeões de marcar data da vinda de Cristo e não dá certo. Bom, continuando.
Ah, tem um aqui que eu, eu não coloquei, mas é um, é pitoresco. Era, foi na Idade Média, tinha essa mulher, Maria, eu esqueço o nome dela agora, que ela tinha uma galinha que botava ovos mágicos. E esses ovos mágicos começaram a aparecer, ovos com mensagens sobre a vinda de Cristo. E aí isso causou uma grande comoção. O pessoal ia ver a galinha que botava ovos marcando a data da vinda de Cristo. Até que um dia um cliente pegou ela empurrando o ovo para dentro da galinha. Ela pegava o ovo e escrevia a mensagem e empurrava na galinha, né? Aí deu o rolo, essa mulher foi presa e ela foi enforcada, não por isso, mas porque ela parece que tentou envenenar esse cliente, né? O que ninguém sabe é se a galinha ofendida participou do julgamento dela, mas ela foi enforcada por conta dessas coisas aí.
Quem não lembra, quem é antigo como eu, lembra de 1982, o que é que era? O alinhamento dos planetas, né? dizer, é a vinda de Cristo. Os planetas vão se alinhar e aí Cristo vai voltar feito num corrimão, né? Assim pelos planetas ele vai chegar direto na Terra. 1988, quem não lembra? Hal Lindsey, o fim do grande planeta Terra e Edgar Wienant. 88 razões porque o arrebatamento é em 1988. Esses livros venderam milhões de cópias e o cálculo dele era muito simples. O retorno de Israel à Terra com mais 40 anos. 1988. Porque 40 anos é uma geração. Jesus tinha dito: "Não passará essa geração sem que tudo isso aconteça." Fez a conta. Gente, até o pastor da minha igreja na época, não vou dizer quem era, até o pastor da minha igreja na época falou a respeito da vinda de Jesus nesse ano. A coisa, a coisa pegou mesmo no meio evangélico, não é? Foi uma grande decepção. O pastor John Hinkel da igreja de Cristo em Los Angeles também causou uma grande agitação quando anunciou que tinha recebido uma visão de Deus dizendo que o dia seria 9 de junho de 1994. 5 de maio de 2000, outra vez teve o alinhamento dos planetas, não é? E diriam, disseram que isso faria com que a Terra sofresse terremotos, erupções vulcânicas e outras coisas diversas. Não aconteceu. 2012, todo mundo está esperando agora, 21 de dezembro, porque os autores da nova era citam calendários maias e astecas que prevêem o fim da nossa era em 21 de dezembro de 2012.
Há centenas de outras previsões através da história. E a gente não entende como é que, que os autores da nova era façam isso, a gente compreende. Mas que cristãos façam isso diante da advertência clara de Jesus aqui no texto, vamos ler outra vez, verso 32. A respeito daquele dia ou da hora, ninguém sabe. Nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai. Alguns dos que marcaram datas disseram assim: "Ó, Jesus está falando aqui do dia e da hora. Não estou marcando nem um dia, nem hora. Estou marcando um mês e o ano, não é? Eu acho que quando Jesus quis dizer: "Ninguém sabe o dia e a hora", é que ninguém sabe data alguma, ninguém sabe o momento exato em que isso vai acontecer. Mas sempre esse assunto tem provocado essa euforia, essa histeria através da história. O Senhor Jesus nos adverte a não tentar marcar data. Cuidado com falsos profetas que tentam enganar o povo. Terceira atitude, temos que vigiar dia e noite. Na verdade, desculpe, é a quarta atitude, é a última. Versos 33 a 37.
Esti de sobreaviso, vigiai e orai, porque não sabeis quando será o tempo. É como um homem que, ausentando-se do país, deixa sua casa, dá autoridade aos seus servos e a cada um a sua obrigação, e ao porteiro ordena que vigie. Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o dono da casa, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que, vindo ele inesperadamente, não vos ache dormindo. O que, porém, vos digo, digo a todos, vigiai. Jesus contou então duas parábolas para ensinar vigilância. Primeira da figueira, observando-a, sabemos que o verão chega. Observando o tempo, então podemos dizer que a vinda do Senhor está próxima. E a segunda parábola é essa história de um homem rico que faz uma viagem, chama os seus servos e a cada um dá sua obrigação. Aqui ele menciona o porteiro e outros, autoridade para que os seus servos cumpram o seu trabalho. E ele pode voltar, diz aqui Jesus, à tarde, à meia-noite, ao cantar do galo, de madrugada ou pela manhã. Ou seja, ele pode voltar a qualquer hora. Se você é empregado, sabe que seu patrão pode voltar a qualquer hora, pode chegar na sua sala a qualquer momento para investigar o que você está fazendo. Se você tem amor ao seu emprego, amor ao seu patrão, amor ao seu trabalho, você vai ficar vigilante, não é isso? Você não vai ficar entrando no Facebook, né, no Twitter, nas redes sociais, na internet, no horário de trabalho. Se você sabe que a qualquer momento o patrão pode chegar pela porta que fica atrás e ele pode olhar para a tela e ver o que é que você está fazendo. Você não sabe que hora ele vai chegar, então você vai trabalhar, não é verdade? Você vai, eh, trabalhar.
É mais ou menos isso que o Senhor Jesus está dizendo. Vocês não sabem a que hora eu venho. Eu deixo a vocês o reino. Eu dei a vocês as obrigações. Eu dei os dons a vocês. Eu dei a missão de evangelizar, de edificar a igreja, cuidar dos seus filhos, dar testemunho, edificar o povo de Deus. Se engajem nessas funções. Sejam diligentes, operantes, vigiai. Estejam alertas o tempo todo, porque a qualquer momento eu posso voltar e vocês não sabem a que hora eu virei. Ele deseja nos encontrar ativos, vigilantes, compromissados, fazendo a vontade dele e o querer dele. Essa exortação significa isso, não esquecer a sua vinda, cultivar a esperança da sua vinda, estar pronto para se encontrar com ele e viver como se ele fosse voltar hoje. Viver como se ele fosse voltar ainda hoje. Gente, essa é a esperança maior do cristianismo. Essa é a maior expectativa que nós temos da vinda do Senhor Jesus. Mais do que ir para o céu, o crente anseia por encontrar-se com o Senhor Jesus e vê-lo face a face e juntar-se com ele e os irmãos.
O que é que nós podemos aprender disso aqui? Terminando. Primeira, devemos ler e estudar as profecias da Bíblia relacionadas com a vinda do Senhor para manter a esperança viva. Eu queria desafiar você a ler mais aquelas passagens da Bíblia que tratam da vinda do Senhor Jesus. Leia o final dos Evangelhos. Mateus 25, Lucas 21, Marcos 13. Leia o livro de Apocalipse. Leia as duas cartas aos Tessalonicenses, leia a primeira de João, que faz referência. Eh, você tem que ler a Bíblia toda, mas dê um lugar especial para aqueles textos do Novo Testamento e mesmo do Antigo, nos profetas, particularmente Isaías e Daniel, que falam a respeito do fim de todas as coisas. Essa é a melhor maneira de você manter a esperança viva, pensar e refletir a respeito da vinda do Senhor Jesus. Junto com isso, seja um crente por dentro do que está acontecendo no mundo. Veja o que é que está acontecendo na Europa agora. O derretimento da União Europeia e União, União Europeia, a situação cada vez mais intensa nos países árabes com o surgimento da cristandade muçulmana ou islâmica, muito mais radical do que os governos daqueles países que eles tomaram, que pode representar, eh, uma ameaça terrível aos cristãos, o crescimento da China, né, dos países emergentes. Não sei se vocês sabiam, por exemplo, que já houve uma mudança geográfica na distribuição do cristianismo, eh, naquilo que é chamado agora o sul global. O eixo do cristianismo deslocou-se do norte, Estados Unidos e Europa, e hoje há mais cristãos no Sul. América Latina, Brasil, África, parte da Ásia, parte da China, Coreia, Japão. O número de cristãos da linha do Equador para baixo hoje é maior do que o que está no norte. Isso é uma, é a maior mudança geográfica do cristianismo nos últimos 2000 anos e aconteceu de 50 anos para cá. Você sabia disso? O que é que isso implica? Implica que o centro do cristianismo está aqui agora, implica que o Brasil está no centro disso. O Brasil hoje é um dos países onde o evangelho mais cresce. É um país que está, nós já estamos mandando mais missionários para fora do que aqueles países que costumavam nos mandar missionários. Hoje nós não estamos tanto recebendo missionários, estamos mandando muito mais missionários do que recebendo. Então, houve mudanças no mundo nos 50 anos para cá. E nós devíamos todos estar alertas para isso e ver o que é que isso significa. Significa que você tem que sair do seu mundinho, não é? Você tem que tornar, tem que se tornar um cristão global, né? Tem que sair do seu mundinho, da sua vidinha fechada, dos seus interesses particulares e pessoais. E você tem que olhar o mundo, porque você faz parte de uma realidade que tem a ver com o mundo todo. Você faz parte de um organismo que está no centro da história, que é a igreja de Cristo e para quem Deus tem planos extraordinários.
Segunda lição. Não nos acostumemos com esse mundo como se fôssemos viver aqui para sempre. É muito bom você lutar para ter sua casa própria. É muito bom você lutar para ter o seu terreno, a sua propriedade. É muito bom você ter filhos e netos. É maravilhoso. Mas isso tudo é provisório. Aqui não é o nosso lar. Nós estamos de passagem. Nós estamos apenas aguardando aqui. Nós deveríamos ver como sendo o tempo de transição enquanto nós aguardamos a chegada do que é real, duradouro e verdadeiro. Terceiro, ponha, portanto, o seu coração no Senhor Jesus e no mundo vindouro. Viva na expectativa da vinda dele, porque onde está o seu coração, o seu tesouro, ali estará também o seu coração. Qual a razão da sua existência? O que é que lhe traz alegria? O que é que o motiva? O que é que está por detrás das suas ações? Deveria ser o Senhor e a sua vinda. E por último, procuremos mostrar a todos a necessidade de arrependimento e fé em Jesus Cristo, Senhor, que um dia voltará para julgar os vivos e os mortos e dar a cada um de acordo com as suas obras. Maranata, vem, Senhor Jesus. Ó Deus, muito obrigado pela tua palavra. Nos ajuda, Senhor, a viver na expectativa. Nos ajuda a sair do nosso mundinho para olhar a realidade mundial que nos cerca, a estar preparados para ver os sinais da figueira, sabendo que o verão se aproxima. Nos ajuda, Senhor, a falar de ti para outras pessoas. Nos ajuda a ter no coração estas promessas, que elas controlem a nossa vida, que sejas tu a razão da nossa esperança, da nossa vida aqui nesse mundo. Obrigado por esse tempo juntos. Maranata, em nome de Jesus. Amém. Como é culto, nós não teremos perguntas hoje, está bom? Deus abençoe. Baixe nossos conteúdos gratuitamente. Acesse o canal pelo link na descrição. Não.