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T2 CTBMF - Módulo 13 - 26/10/2023

Instituto Experts5:24:03

Transcription

Bom, gente, vamos lá. Hoje eu vou conversar um pouquinho com vocês, tá? Ainda tá dando andamento sobre a nossa parte de estomatologia, que também é uma área que compete, né, a buco maxila, né? A área de buco maxila é uma área extremamente ampla, né? Por isso que a gente cobra tanto de vocês, né?

É uma área onde a gente tem a função, né, não só, né, de diagnosticar as fraturas, os traumas, né, mas também a gente tem a função, né, de saber identificar, tá, as anomalias que ocorrem dentro da cavidade oral, de forma que a gente tenha como fazer o tratamento ou o devido encaminhamento. Muitas vezes vem alguns pacientes com lesões extensas em cavidade oral que às vezes são carcinomas, né, que a gente pode sim, né, realizar aquele diagnóstico inicial, tá, e encaminhar ao cirurgião de cabeça e pescoço. Muitas vezes vocês vão ver, tá, principalmente lá no Hospital Pirajussara, que as cirurgias às vezes são feitas em conjunto, tá, para que a gente tenha, de forma que a gente consiga restabelecer, tá, toda aquela parte funcional e estética do paciente, para que a gente diminua aqueles casos onde a gente tem grandes mutilações, né?

Então, cabe sim, né, ao buco maxilo a identificação de traumas, a identificação de lesões, a cirurgia oral menor, né, a identificação e tratamento das alterações que acometem a área de ATM, né, restabelecer contornos nas áreas estéticas também, né, com as cirurgias ortognáticas, devolvendo função mastigatória e melhorando, né, a estética do paciente. Então, a buco maxilo realmente é uma área extremamente ampla, tá? E com isso também é uma área extremamente exigida, né, tanto da parte médica como também dos nossos colegas, tá? Aí eu brinco falando que os dentistas normalmente não gostam muito do buco porque eles falam que a gente é, eh, se acha médico, né? E os médicos não gostam da gente porque a gente é dentista, tá? Então, a gente tá naquele muro, né, que a gente tem que definir realmente, tá, o nosso posicionamento de forma assertiva, para que a gente consiga um excelente tratamento e um excelente condição para o nosso paciente.

Na última aula que eu estava falando com vocês, eu falei um pouco a respeito das lesões iniciais, né? Aquelas primeiras lesões da, da terminação, né, de, de o que é uma úlcera, o que é uma bolha, né? Como você faz uma biópsia, como se faz uma citologia esfoliativa, quais são os principais exames que a gente pode estar solicitando. Então, a gente tá sempre conjugando, né, os nossos achados clínicos, né, com exames complementares e aí sim, fechando o diagnóstico do paciente.

Hoje vou conversar com vocês algumas alterações que a gente consegue visualizar na estrutura dentária, tá? Sim, né, a gente, eu costumo falar, quem me acompanha no hospital sempre vai ver, né, que, eh, a buco não tem a função apenas de virar e falar que o paciente tá desocluindo, né? Sim, o fato dele estar desocluindo é um fator que determina uma fratura, né? A desoclusão dentária e a oclusão dentária é um fator que determina a estabilidade dessa fratura, né, quando a gente leva em posição. Porém, nós somos dentistas, tá? E cabe ao buco maxilo também fazer essa avaliação, fazer ali na sua anotação que o paciente tem ausências dentárias, que o paciente tem uma doença severa periodontal, que o paciente tem má higiene oral, porque tudo isso vai influenciar no seu tratamento, tudo isso também vai justificar o tipo de abordagem que você fez. Muitas vezes, a gente tem uma fratura, por exemplo, na região de sínfise, e a gente faz opção por fazer uma, uma, uma redução, né, com uma incisão extraoral, por quê? Porque a condição oral do paciente é tão precária que ali o risco de infecção é muito alto, e aí pode comprometer a nossa fixação, pode comprometer a nossa estabilidade, pode comprometer o processo de reparo daquela fratura. Então, sim, cabe também a nós sabermos identificar, tá, e anotar, escrever essas alterações.

Então, vamos conversar um pouquinho dessas anomalias. Qual a definição de anomalia? É aquela alteração que a gente tem na estrutura dentária, tá? E elas podem ocorrer devido algum desvio na característica anatômica, quer seja na sua forma, no seu posicionamento, ou devido a uma desorganização na estrutura do esmalte e da dentina. Então, a anomalia dentária é o quê? Aquele elemento dentário, ele tem algum tipo de alteração anatômica, né? De repente, uma cúspide a menos, um desgaste, uma alteração ali de forma, né? Ele pode estar mal posicionado e muitas vezes também não é só essa alteração, ele já vem de uma desorganização de estrutura, tá, naquela formação do elemento dentário lá na fase de embriogênese, tá? Lá naquela fase onde a gente tem a formação do elemento dentário na odontogênese, tá? Então, ele vai sofrer uma alteração de estrutura de esmalte ou de estrutura de dentina. E aí sim, a gente tem, com a sua erupção, tá, o elemento dentário com algumas deficiências estruturais.

Então, ela pode ocorrer, pode ter um caráter genético, pode ser de caráter congênito, ou seja, aquela alteração que ocorre no ambiente intrauterino, ou pode também ser adquirida devido a alguns fatores de disposições ambientais. Então, essas alterações, olha lá, quando que elas vão ocorrer? Elas ocorrem durante o desenvolvimento do elemento dentário, muitas vezes, né, naquela fase de odontogênese, naquela fase onde a gente tem todo um processo de alteração celular, de interação da diferenciação tecidual, né, naquela fase onde a gente tem toda aquela biologia celular ocorrendo, as diferenciações celulares ocorrendo, e aí dando início ao nosso elemento dentário, a formação do nosso elemento dentário. Vocês viram isso, né? No começo do curso, lá na histologia, que o professor Thiago mandou, onde ele falou, né, toda essa formação. Então, quando a gente tem algumas alterações que ocorrem durante esse processo, nós podemos ter alterações, né, na formação e na estrutura dos elementos dentários.

Olha lá, nosso processo de odontogênese, né? Então, nós temos o epitélio interno, né? Ele vai ter a formação, né, da célula. Nós temos a ação das células da papila dentária, os pré-odontoblastos vão ter, nós vamos ter as diferenciações celulares, os odontoblastos e ameloblastos, uma indução e aí a formação do nosso elemento dentário, né, com a participação de quem? Da lâmina basal. Então, quando a gente tem uma alteração que possa estar, né, de forma genética ou congênita, né, intrauterina, que possa, eh, alterar todo esse processo aqui, nós podemos ter as essas anomalias dentárias, né, alterações nessa formação do elemento dentário. E isso vai impactar, né, de forma que a gente tenha um comprometimento na saúde desse paciente. Nós podemos ter o quê? Perda de função, alterações estéticas e aí nós temos, temos o quê? Uma perda da qualidade de vida. É importante que a gente tenha sim, né, e faça o diagnóstico precoce dessas alterações, que a gente faça o melhor tratamento possível para essas alterações e, principalmente, tá, a gente ter esse conhecimento para que a gente não evite complicações nos tratamentos, quer seja um tratamento estético, quer seja um tratamento cirúrgico, quer seja um tratamento endodôntico. Se você identifica essas alterações que você tem nessa estrutura dentária, você é capaz de proporcionar um tratamento adequado para essa estrutura para restabelecer funcional e esteticamente esse elemento dentário e essa, eh, função, né, que o paciente vai ter em termos de mastigação, em termos estéticos. E aí sim, melhorando realmente a qualidade de vida desses nossos pacientes.

Então, olha aqui esse paciente aqui, onde nós temos essa imagem. Olha a coloração desse dente. Olha a perda de estrutura que esses dentes apresentam. Esse é um caso de amelogênese imperfeita, onde nós tivemos uma alteração em toda a formação do elemento dentário, onde nós tivemos uma perda, né, de estrutura naquela fase de formação do esmalte dentário. Então, esses dentes sofrem um desgaste, mudança de cor, né? Olha o quanto isso pode acometer no paciente a sua função, na estética, né, função mastigatória. Então, a gente conhecendo, né, essa patologia, nós vamos poder proporcionar o que é melhor para o paciente em termos de tratamento. Será que é melhor a gente pensar no clareamento? Será que esse elemento dentário tem, tem como fazer um clareamento? Será que a gente tem que pensar numa reabilitação devolvendo essa estrutura? Então, você conhecendo a patologia e entendendo, né, como houve essa alteração, você vai ter condições de levar o melhor tratamento para o nosso paciente.

Aqui, olha, onde nós temos uma alteração importante, né, de formação da raiz desse elemento dentário, né? Então, quando a gente pensa em cirurgia, né, qual vai ser o nosso planejamento para extração desse elemento dentário, né? Então, todas essas alterações que a gente observa, né, de formação, né, do que a gente chama dos padrões de normalidade, vão interferir nos nossos tratamentos, né, de forma que a gente tenha que executar um planejamento adequado para que a gente não tenha complicações. Se a gente não tem uma visão de forma adequada da formação dessa raiz, aqui, ó, o formato dessa raiz, né, a gente vai ter fratura, né? A gente vai ter um comprometimento na região do alveolar inferior. Então, muda o nosso planejamento frente quando a gente tem uma estrutura de padrão de normalidade normal.

Olha esse outro elemento aqui. Olha a curvatura dessa raiz. Coitado do endodontista, né? Se precisar fazer esse canal. Então, são estruturas que a gente tem sim, por obrigação, avaliar. Tem sim, por obrigação, orientar. Tá? Eu tenho por aqui no cons, por norma, né, todos os pacientes que passam comigo, traz sua radiografia panorâmica. Eu vou tratar tudo? Não. Mas é, eu acho a minha obrigação eu ter uma visualização geral, né? E aí estar comunicando o paciente, orientando o paciente as alterações que são visíveis, problemas que podem desencadear futuro e encaminhar, de repente, com retratamento de canal, com algum tipo de reabilitação protética, de repente, com periodontista. Tá? Mas isso eu acho fundamental, porque o paciente, uma vez que passa pela mão da gente, nós somos responsáveis, né? Independente de buco fazer só implante, reabilitação, ou independente de fazer harmonização, cabe sim a gente estar fazendo aquela orientação inicial, né? Não só, né, em termos estéticos, mas orientar sim em termos funcionais. Tá? A gente pode ter às vezes um procedimento simples, por exemplo, na área de harmonização, uma bichectomia, tá? E aí o paciente tem um comprometimento na região de elemento dentário, criado, então, um elemento dentário com uma doença, uma gengivite, uma periodontite. E aí a gente tem uma infecção de um procedimento que teoricamente era simples, né, que não deveria ter tido algum essas complicações. Por quê? Por um risco de infecção local.

Então, sim, a gente tem que avaliar. Sim, a gente não tem que examinar, orientar. A gente tem que perder aquele tempo inicial ali da nossa consulta, tá? E avaliar todo o paciente de forma a poder orientar e fazer com que ele entenda os riscos e as necessidades que ele tem que realizar para realmente ter uma saúde oral adequada, para que realmente ele tenha naquele processo, né, de tratamento, uma condição ideal, tá? Para que a gente realmente entregue ao paciente algo que efetivamente, né, melhorou a sua condição funcional, melhorou a sua condição estética, né? E aí sim, a gente teve uma melhora de qualidade de vida desse paciente.

Então, das anomalias, né, dentárias, elas são classificadas por alterações dentárias que ocorrem devido a fatores ambientais. Por exemplo, nós temos aqui efeitos ambientais no desenvolvimento dentário, onde nós podemos citar a hipoplasia de Tiner, ó, que são aquelas má formações onde a gente tem a perda de estrutura do esmalte e ali a exposição, tá, da dentina. Alterações na mineralização de cúspides, né, as hipoplasias que ocorrem após terapia antineoplásica. Hoje, nós temos diversos tipos de tratamento, né, para, para câncer, né, gente? Tá? Diversos tipos de tratamento que são utilizados, medicações durante todo o processo, né, via oral, né? Não só quimio, rádio. Hoje, essa parte, né, de tratamento de neoplasias é muito, muito ampla, tá? E elas acometem, quando a gente fala de câncer, a gente não fala só no paciente adulto, no paciente idoso. Infelizmente, a criança também tem, né, câncer. E muitas vezes o tratamento ali na criança, na área, principalmente durante o desenvolvimento dessa criança, nós vamos ter muito importantes na formação dos elementos dentários. Nós vamos ter alterações importantes em toda a cavidade oral daquela criança em termos de desenvolvimento e crescimento, tá? Então, a gente tem sim, que ter esse conhecimento, né, e saber identificar essas alterações.

A fluorose dentária, tá, que hoje a gente vê menos, né, mas ela foi bastante, né, grave anos atrás, tá, que são aquelas pigmentações que ocorrem por excesso de uso de flúor. O flúor, ele veio sim, favorecer muito, tá, na, na diminuição, né, como agente anticariogênico, né, diminuindo aquela, a, a, a formação de cárie. Porém, a sobredosagem dele, a subdosagem dele, né, sobredosagem dele vai sim, também causar problemas, né? Vai sim, causar alterações naquela estrutura dentária, tá? E a hipoplasia por cílios. Nós podemos ter, né, nessas alterações, tá, a perda de estrutura dentária também pós o desenvolvimento do elemento dentário, que são aquelas alterações que vão ocorrer devido a desgastes que a gente tem na estrutura do elemento dentário. São os fatores de atrição, abrasão, erosão e abfração. Então, são aqueles pacientes, né, que têm o hábito, né, da gente ter ranger, apertar o, né, a cavidade oral, aquele bruxismo, né? E eles vão provocando desgastes com perda de dimensão vertical, com perdas de estruturas dentárias bastante extensas, tá? Em alguns casos, a gente pode ter até, né, o acometimento, né, da raiz do elemento dentário, né, da gente ter as reabsorções de raiz, até, né? Olha a perda que a gente tem em nível de estrutura, né? E isso também é importante que a gente avalie e oriente, que faça o devido encaminhamento, que faça o devido encaminhamento protético, encaminhamento para dentística para restabelecer essa região, né? Uso das placas de de relaxamento, né? Tratar esse processo do paciente, né? Esse de paciente, né, de forma a gente proteger e orientá-los, né? Então, muitas vezes a gente tem que sim, promover a esse paciente essa estabilidade para que ele não tenha perdas de estrutura, né, de forma que depois, numa reabilitação mais difícil, restabelecer toda essa estrutura, né? Restabelecer essa dimensão, restabelecer todo esse área, né, todas essas estruturas perdidas.

Nós vamos ter aí não só a estrutura dentária perdida, mas também alterações em quê? Em toda a área muscular que podem acometer o quê? A nossa, ter as nossas disfunções, né, de ATM. Então, o paciente vem com queixa de dor, vem com queixa de trismo, vem com queixa de dificuldade de abertura de boca, né? E como a gente vai trabalhar isso em restabelecer ser todo esta área, né, de elemento unitário, devolver dimensão vertical, né? Levar essas musculaturas numa posição de relaxamento, levar essa articulação novamente numa posição, né, eh, fisiológica, tá? Então, nós temos que observar, né, e restabelecer essas áreas de forma que o paciente tenha devolvido a sua função.

Nós temos alterações que ocorrem na forma dos elementos dentários, que aqui a gente vai falar um pouco da geminação, fusão e da concrescência. Nós temos alterações de forma onde a gente tem a presença de cúspides acessórias, né, que é cúspide Carabelli, cúspide de Engar e o dente invaginado. Nós temos no elemento dentário a presença de um esmalte ectópico, né, são aquelas formações de pérolas, né, de esmalte, tá, que ficam em regiões cervicais. Alterações de forma que é a taurodontia, a hipercementose, né, que é bastante importante quando a gente pensa, né, numa, de repente, numa cirurgia, numa exodontia. A dilaceração, que também, olha, quando a gente pensa de repente num tratamento endodôntico ou num procedimento cirúrgico. Raízes supranumerárias, lá num procedimento de cirurgia, num procedimento endodôntico, né? A presença de outros condutos na cirurgia, né? Uma dificuldade maior da do procedimento de extração desse elemento dentário, tá? Às vezes, a gente não entende porque está tendo uma dificuldade naquela remoção. Às vezes, é necessário a gente estar fazendo uma secção, né? Então, tudo isso é importante que a gente tenha essa visão, né, para a gente estar fazendo procedimento de forma segura.

Em termos de desenvolvimento, nós temos alterações também no número de dentes, tá, que é o chamado da hipodontia, onde nós temos a diminuição de número dos elementos dentários, e a hiperdontia, onde nós temos a presença de elementos dentários supranumerários, ou seja, a gente tem um aumento do número de elementos dentários. Nós podemos falar também das alterações referentes a tamanho do elemento dentário, onde nós vamos ter a presença daqueles elementos dentários com aumento de volume, né, aumento de tamanho, que é a macrodontia, e nós temos elementos dentários de forma conoide, né, com uma diminuição no seu tamanho, que são a microdontia.

E as que ocorrem, né, na estrutura do elemento dentário, naquela fase onde a gente, onde eu falei para vocês, né, que é naquela fase de formação, na fase, né, da odontogênese, onde a gente tem uma perda, né, uma alteração na formação do nosso elemento dentário, na nossa formação do nosso esmalte dentário. Então, nós podemos falar aqui de algumas patologias que é a amelogênese imperfeita. Ela é dividida em hipoplásica, hipomaturada, hipocalcificação também, tá, que acometem apenas a estrutura da dentina, onde nós vamos ter a dentinogênese imperfeita. Nós temos alterações que são chamadas de displasias dentárias, que nós temos alterações tanto na estrutura de esmalte quanto na estrutura, eh, da dentina, e elas são classificadas em tipo um e dois. E nós temos aquelas patologias chamadas de odontodisplasia regionais.

Nós vamos ter também as alterações, né, onde a gente vai ter a presença de dentes supranumerários, a presença dos dentes neonatais, a presença onde a gente tem as raízes supranumerárias, cúspides supranumerárias, pérolas de esmalte, né, fusão, geminação, concrescência, macrodontia e taurodontia. A gente vai falar um pouquinho de cada um, tá? Nessas alterações, nós vamos poder falar, né, vamos estar falando das agenesias, né? Aqui a gente está relacionado aquelas anodontias, né, ausência de elementos dentários que podem ser parciais, tá, ou até totais. A microdontia, que são os elementos dentários diminuídos. A hipoplasia de esmalte, que normalmente ela pode ser adquirida ou de forma congênita. As hipoplasias dentárias, que nós temos a dentinogênese imperfeita e as displasias e as odontodisplasias regionais.

Quando a gente fala de posicionamento, né, o elemento dentário, ele pode estar girovertido, transposição, numa transmigração, aquele dente invaginado, ele pode estar vestíbulo ou lingu alizado, ele pode ter dilacerações. E a gente vai estar vendo muitas vezes, o quê? Alterações desses elementos, principalmente quando eles se encontram retidos.

Quanto quando a gente fala de defeitos na melanogênese, defeitos no esmalte dentário, esses podem ocorrer, tá, de forma que a gente tem alterações devido alterações tanto locais quanto sistêmicas. Tá? Essas alterações, quando a gente fala de forma definitiva que ocorre, elas, nós temos a ocorrência delas naquele processo de remodelação, tá, pós a sua formação. Essas amelogêneses, aparências clínicas e também quanto à localização na estrutura do elemento dentário. Então, elas ocorrem localmente, né? Podem ser devidos locais, podem ser devido a algumas alterações sistêmicas no paciente, né? E você vai observar diferentes, eh, aparências clínicas, diferentes características, tá? E cada uma vai te posicionar de forma qual o melhor tratamento. Em algumas, a gente vai observar pequenas alterações pontuais. Em outras, todo aquele parte de esmalte dentário sofre um deslocamento, um descolamento mesmo, tá, tendo toda uma exposição de da dentina. Outras, você vai poder observar alterações de pigmentação. E essas vão ocorrer em diferentes áreas da coroa do elemento dentário. E também podemos ter alterações na raiz daquele elemento dentário.

E as principais fases que a gente tem da amelogênese, nós vamos ter na fase inicial do processo de formação da matriz, onde nós vamos ter a deposição daquelas proteínas do esmalte. Essas proteínas vão sofrer uma mineralização, tá? Então, você minerais vão ser depositados, tá, removendo aquelas proteínas virgens, tá? E aí você vai tendo uma formação do esmalte que muitas vezes, devido a esse processo deficiente, esse esmalte ele vai ser formado de forma grosseira, né? Ele vai ter uma coloração esbranquiçada e relativamente amolecida. No término, a gente vai ter o quê? Uma maturação, onde a gente tem a mineralização final, a remoção daquele remanescente de proteína, e a gente vai ter um esmalte, né, de forma difusa, opaco, tá? O tecido leve, mais endurecido, porém, você vai ver que aquele esmalte ele tem mais translúcido, né, alterando aquela pigmentação que a gente vê no elemento dentário.

O ameloblasto, que é responsável por toda essa formação, né, do esmalte, ele é extremamente sensível, tá, quer seja por fatores locais, tá, fatores esses que podem ser endógenos ou exógenos. E ele, esse esmalte, essa formação desse esmalte final, ele vai mostrar pra gente como se fosse um registro das agressões que houve durante o seu desenvolvimento, né, de fatores sistêmicos. Nós podemos citar, por exemplo, traumas que a gente tem durante o de nascimento da criança. Então, durante o parto, por exemplo, né, um parto mais complicado, onde a gente teve um processo, um período de hipóxia, aquela criança com nascimento prematuro, aquela criança onde nós tivemos um parto prolongado. Nós podemos ter alterações também devido ao uso de substâncias químicas, né? Por exemplo, o uso de quimioterápicos, o flúor, antes era muito comum, ó, a Tetraciclina, né, esse antibiótico que provocava alterações, né, muito importantes na estrutura dentária, tá? Nós podemos ter alterações, tá, cromossômicas, né, que a trissomia do cromossomo 21, onde nós vamos ter alterações em toda aquela formação dos elementos dentários, alterações importantes. E também processos infecciosos, tá? Por exemplo, a sífilis e a varicela. Outras também doenças hereditárias, né, que epidermólise bolhosa, processo de malnutrição, tá, aquela desnutrição generalizada, falta de vitamina A e D, que vão comprometer, né, aquela formação da estrutura. Alterações metabólicas, tá, com cardiopatia, hipotiroidismo. E as alterações neurológicas, podemos citar as paralisia cerebral, deficiências intelectuais. E aí nós vamos observar o quê? Aquela área, né, de dentária, tá, hipoplásica, a presença de fossetas, né, ranhuras, né, áreas de ausência de estrutura de esmalte com exposição de dentina. Então, aí nós vamos ter alteração na pigmentação, porque nós temos que a, a visualização daquela camada de dentina, manchas nos elementos dentários. A gente tem algumas opacidades que ocorrem na estrutura dentária, uma variação de translucidez, né, acometendo, tá, esteticamente e funcionalmente esses elementos dentários.

Olha lá, manchas brancas opacas, variação da translucidez, né, uma coloração mais amarelada, castanhada, né? E nós podemos ter que essas alterações, elas podem, né, ocorrer de forma localizada, pode ocorrer de forma bilateral, pode envolver um elemento dentário ou vários elementos dentários. E isso vai depender principalmente do quê? Do período onde nós tivemos, né, essas alterações e o grau de exposição que nós tivemos. Então, em que período de formação daquele elemento dentário ocorreu essas alterações e qual foi o grau de exposição? Isso vai acometendo, né, aquela estrutura dentária, podendo levar ao acometimento de um dente, vários elementos. Muitas vezes, quando a gente fala do acometimento de vários elementos dentários, eles estão interligados com síndromes.

A hipoplasia de Tiner, né, ela ocorre principalmente, que é uma alteração que a gente tem da estrutura dentária, né? Ela ocorre principalmente em dentes permanentes. Nós vamos ter o quê? Uma redução daquela espessura de esmalte. Ela pode ser decorrente, por exemplo, de uma doença inflamatória periapical. Como isso? Aquele elemento dentário, né, que muitas vezes, eu lembro quando eu atendi a pediatria no começo, né, recém formada, atendia a criança, onde tinha aqueles, a maioria dos pais entendiam assim: "Ah, para que tratar dente de leite? Vai trocar, né? Não tem função, né? Não tem porquê, né?". Infelizmente, já tô formada há um bom tempo, mas a gente ainda vê em muitas vezes esse tipo de pensamento, né? Essa ideia, né, de que esse elemento dentário decíduo não tem uma função de importância. A gente vê muito, principalmente na área pública, onde os pais não têm aquela preocupação e realmente estar orientando as crianças em fazer uma higiene oral de forma adequada. Muitas vezes, eles não têm nem condições, tá, de comprar uma escova, né, uma pasta de dente. Eles têm uma alimentação deficiente, tanto nutricional em falta de vitamina, mas também ele tem uma deficiência em na em muito doce, né? Ao que a gente, eu chamo, né, de besteira, né? Bobagem, né? Aquelas alimentações ricas em açúcar, altamente cariogênica. Então, ali nós temos todo um fator, né, social também envolvido, né? E muitas vezes a criança vem com aquele elemento dentário destruído, já com comprometimento, né, da polpa desse elemento dentário, já com comprometimento apical, né? E esse comprometimento apical, ué, nós temos embaixo do dente de leite, nosso, nosso dentinho permanente. Então, todo aquele processo inflamatório, infeccioso local, sim, pode muito comprometer a formação do nosso dente permanente. Então, essas inflamações oriundas dessas cáries, mas muitas vezes nós podemos também ter o comprometimento dessa formação, né, dessa estrutura por traumatismo. Quantas vezes a gente tem crianças, né, sofrem traumas, né, queda e tem intrusão do elemento dentário, né? Muitas vezes esse elemento dentário ele até vem na posição correta, porém houve o rompimento do feixe vascular, né, apical, há um processo inflamatório local, muitas vezes já houve um comprometimento do elemento permanente, né? E aí nós vamos ter um dente, uma má formação. Isso ocorre principalmente pela proximidade que a gente tem das raízes do elemento decíduo com o nosso germe do elemento permanente, gerando formações de um dente com uma coroa hipoplásica, com uma coroa com uma formação de esmalte, uma coroa onde a gente tem o quê? A exposição de dentina, a uma má formação de estrutura, tá? E olha o quanto isso pode gerarem consequências para esse paciente, né? A gente vai ter uma deficiência oclusal, uma deficiência mastigatória, uma deficiência estética.

Tiner, em 1912, ele foi que descreveu essa hipoplasia. Era principalmente encontrada na região de pré-molares inferiores, né, a presença daquela coroa dentária hipoplásica. E ele correlacionou principalmente essa má formação com as infecções que acometiam os molares decíduos. E aí foi denominado como dente de Tiner, esse tipo de patologia. Normalmente acomete um único elemento dentário, tá? Mais comumente os pré-molares, por quê? Principalmente pela proximidade da raiz, né, o nosso germe dentário. Isso também se dá porque são os molares, né, da região decídua, onde nós temos uma deficiência maior na higienização e na escovação, ou de maior, mais propício, né, a gente ter cárie. Quando a gente fala da região anterior, os elementos que podem ser mais acometidos são os incisivos. E aí a gente não está falando tanto em relação a uma infecção, mas estão mais relacionados ao trauma, aquela luxação ou aquela avulsão ou intrusão daquele elemento dentário.

Então, o dente de Tiner, ó lá, nós temos toda uma deficiência estrutural, tá, uma deficiência de formação, né, que a gente vai ter acometimento anatômico desse elemento dentário, tá? Essa característica, como eu já falei, vai depender do nível que a gente teve de agressão, do grau de agressão que a gente teve na região. Nós vamos ter pequenas pigmentações ou até mesmo, como eu mostro aqui nessa foto, né, uma total alteração na formação, tá, da coroa do elemento dentário. Ó, olha nesse outro caso aqui, ó, todos esses desgastes, essas malformações, exposições dentinárias, né? Então, nós temos que esta pode ser um acometimento, tá, de todas as estruturas. Normalmente, quando a gente vê um caso deste tipo, tá, nós estamos falando, tá, de síndromes. Então, nós vamos ter nos casos severos, uma alteração de cor, alteração de superfícies, dentes com uma formação a ponto. Nós temos uma fratura oclusal, alterações também não só coronárias como também radiculares. O tratamento varia de acordo com a gravidade e a severidade das lesões, né? Depende da idade, do comportamento da criança, né? Se ela realmente ela é mais, eh, tranquila fazer o tratamento dessa criança. Lembra que a gente falou ontem, né, sobre sedação? Né? Ó, aí quando paciente sindrômico, né? Ou aquelas crianças, né, onde a gente tem um comportamento, né, mais de ansiedade, né, nos tratamentos, a utilização daquele nosso, eh, sedação, né? E também a gente tem que falar, né, e orientar, principalmente os pais, né, sobre os possíveis riscos de lesões de cárie, sobre a sensibilidade que pode acometer ess nessa região, né? Muitas vezes, a gente pode optar uma aplicação de flúor, nós podemos utilizar vernizes, mas em casos mais extensos, nós vamos ter que pensar o quê? Em procedimentos restauradores, em procedimentos de reabilitação e procedimentos estéticos. A gente tem que lembrar, né, que realmente, né, o sorriso, né, é uma marca, é uma característica do indivíduo, né? E deixar uma criança com elementos dentários escuros, né, deficientes, também não é uma, uma conduta, né? A gente tem que pensar em restabelecer e integrar ela no meio, né? As crianças hoje em dia são bastante cruéis, né, umas com as outras, né? Então, a gente tem que tentar restabelecer de forma que a criança, né, o indivíduo tenha uma qualidade de vida social adequada.

Então, a gente tem que sim, salientar sempre, né, qual a importância da saúde bucal, qual a importância dessa dentição decídua, orientar sim sobre a higiene oral, escovação, uso de fio dental, orientar sobre a dieta, né? Isso é fundamental para que a gente tenha aquelas, né, aquelas condições orais favoráveis para que ele tenha realmente uma condição funcional, estética e social de forma adequada, né? Eu em casa brigo, não, meu filho acha, ele gosta muito de escovar, mas eu tô sempre em cima, né? Não pode comer doce todo dia, né? A higiene é fundamental, o uso do fio dental é fundamental, né? Então, isso a gente tem que ir embutindo, né, também na cabeça dos nossos pacientes, né? Isso é bem importante. Eu tenho por hábito, às vezes, viu, gente, de o paciente vem, traz o filho, eu olho, falo assim: "Não, deixa eu ver, deixa a tia ver, né?". Aí eu dou olho, oriento, dou parabéns para a criança. Eu não trato desse, eu não trato criança, tá, gente? Não faço odontopediatria, não trato há muitos anos. Isso aí foi só no início, tá? Eh, mas a gente tem, sabe? É uma forma também da gente estar orientando aquele pai, aquela mãe que vem fazer o tratamento com você, né? Falar assim: "Olha, tem que fazer isso, olha, tá melhorar a higiene, olha, ele tem uma alteração, né, já oclusal, né, de repente, uso de um, eh, um aparelho móvel, já direcionando crescimento ósseo, né?". É uma forma também da gente estar trabalhando, tá, em termos de saúde oral, em termos de saúde ali daquele familiar, né? Aquele paciente, ele vem, ele procura por você e ele confia em você. Então, sabe, muitas vezes o paciente fica: "Nossa, Sandra, não tinha percebido. Nossa, é o que você acha? Se tem alguém para indicar?". Tá? Então, assim, a gente tem esse papel também. A gente tem que entender que a Odontologia também tem todo um papel onde a gente pode atuar assim, de forma, tá, a orientar, né, de forma que a gente imagine ali, né, restabelece a saúde mesmo, né? Passar o nosso conhecimento ali, tá, para que a gente tenha uma, uma geração aí, né, onde a gente não precisa estar fazendo tantos implantes, né? A gente vai pensar mais de forma quê? Preventiva, né? De forma mais, né, realmente de cuidados, tá?

A gente tem as hipoplasias causadas por terapias antineoplásicas, tá? Como eu falei, nas terapias combate ao câncer, nós temos as quimioterapia, radioterapia e as cirurgias, né? Nós temos as hormonioterapia, nós temos medicações, né, que são utilizados também, né, para, eh, evitar reabsorções ósseas, né? Então, a gente tem o quê? Todos esses medicamentos que muitas vezes são utilizados durante o processo de acompanhamento do paciente, eles vão sim ter alterações, repercussões na nossa mucosa, nos nossos dentes, na região óssea. Por exemplo, os bifosfonatos, né, nos músculos, diminuição de salivação, inflamação nas glândulas salivares, tá? Então, são medicamentos que a gente tem, são utilizados hoje, né, e cada vez mais, né, que vão alterar sim e muito toda a cavidade oral. Vários pacientes que fazem os, né, tratamentos com quimioterapia ou radioterapia têm o que a gente é conhecido como mucosite, né, que é uma alteração de toda a mucosa oral, um processo inflamatório bastante dolorido, tá, que pode deixar o paciente bastante debilitado e vindo a comprometer todo o tratamento dele. Muitas vezes, essa mucosite altera de forma que o paciente não tem mais condições de fazer uma dieta oral e tem que ter uma dieta por sonda, né? Olha o grau de que a gente, que de debilidade que esse paciente vai estar apresentando. Será que ele vai conseguir ter uma higienização adequada? Tá? Então, a gente tem também essas alterações na estrutura dentária, tá? Principalmente quando a gente tem, né, nos elementos dentários onde a gente tem aquela fase de desenvolvimento, naquelas crianças, né, de 5 a 12 anos, onde a gente está tendo aquela formação da nossa dentição, né, permanente. E a gente tem que a radioterapia é mais maléfica aos elementos em formação do que a quimioterapia. Então, a gente tem que entender também que muitas vezes, né, a gente teve aquela criança, aquele que hoje aquele adulto com várias alterações, né, em cavidade oral, mas ele teve todo um histórico, ó lá, de uma terapia antineoplásica, né? Então, a necessidade dessa terapia, né, naquele momento para cura de um câncer, ele pode causar não só alterações no momento do tratamento, mas ela vai causar também alterações em todo, né, o desenvolvimento daquela criança, daquele paciente, alterações que podem diminuir a qualidade de vida dos pacientes. Então, a ter noção desse histórico e conseguir visualizar essas alterações é de suma importância, né, para que a gente realmente faça um tratamento de forma adequada.

A radioterapia, ela é bastante utilizada no câncer de cabeça e pescoço, tá? Mas não é muito utilizada em crianças, tá? Em crianças, normalmente, tá, o que a gente vê mais como tratamento é a quimioterapia. Ela é utilizada principalmente naqueles tumores do sistema nervoso central, por exemplo, a neuroblastoma, retinoblastoma, e algumas neoplasias de células germinativas, e alguns tumores ósseos e alguns sarcomas de tecido mole. Eles vão acometer principalmente os pacientes pediátricos, tá? E eles podem não só ser tratados com radioterapia, tá, mas ela pode estar associada a outras terapias. Ela gera gravidades, né, e sequelas na nossa área de complexo buco maxilo, mas essas são proporcionais à dose, né? Quando nós falamos em baixas doses, nós podemos ter alterações na formação de esmalte e dentina. Mas vai depender principalmente do campo de radiação, tá? Hoje, nós temos a radioterapia S bastante precisa, bastante pontual mesmo, né? Tá? Realmente, eles vão ao foco daquele tumor, mas a gente ainda tem um leque de radiação secundária. Então, nós podemos ter alterações como erupções tardias, agenesia, microdontia, as alterações com a hipoplasia de esmalte, as alterações radiculares com a hipoplasia radicular e alterações de crescimento e desenvolvimento, né, de todo o nosso complexo maxilo facial, uma hipoplasia mandibular, né? Então, vai depender muito do quê? Do período que foi realizado esse tratamento neoplásico, qual foi a dose que foi utilizada, qual o campo de radiação. E, infelizmente, a gente vai ter algumas, né, sequelas devido a isso.

Então, olha as alterações que a gente põe aquela criança, né, por exemplo, que faz todo o acompanhamento, um tratamento de um câncer, né, um tratamento com rádio, quimioterapia, onde a gente pode observar as alterações de pigmentações, ó, uma hipoplasia de esmalte, né, alterações na formação daquele elemento dentário, tá, deixando com que nós vamos ter um acometimento funcional e estético.

A fluorose, ela foi bastante, eh, vista, né, há vários anos atrás, né? Hoje não é tão comum, né? Foi flúor, né? Para quê? Porque que a gente queria que ocorresse o quê? Uma mineralização mais efetiva do esmalte, né? Uma, eh, um controle bacteriano, tá? Ele foi induzido, foi colocado como um agente anticariogênico, né? E a gente foi utilizando ele na fluoretação de água, no sal, na prescrição tópica, né, nas nossos dentifrícios, né, nos nossos colutórios. E houve assim, no início, né, a utilização meio que generalizada, né? E aí começou a ter algumas consequências, né, onde nós tivemos que o uso excessivo, né, provocou algumas alterações também no esmalte dentário, né, retendo aquelas proteínas amelogênese, formando aqueles esmaltes hipo mineralizados, há uma hipo maturação do esmalte, um aumento de porosidade, né? Mas esse efeito, né, ele se dá muito em relação dose dependente, né? A fluorose ela tem o quê? Ela ocorre devido ao uso excessivo do flúor durante o período de formação. Decorre também do baixo peso corporal e estado nutricional, a taxa de crescimento esquelético, né? E o período onde a gente está tendo aquele processo de formação e remodelação, tá? Ela pode também acometer, né, atividade renal e as homeostases do cálcio.

Então, nós vamos ter aquele aspecto, né, de dentes com formações de áreas opacas brancas, grandes áreas de hipoplasia, onde nós podemos ter uma coloração amarronzada. Em 1934, nós tivemos o um índice de dia que classificava essa fluorose como normal, onde nós não tínhamos alteração. Questionável, pequenas alterações discretas manchas, muito, muito leve. Dois, pequenas áreas opacas de cor branca e áreas de porosidade leve. Nível três, onde a gente tem opacidades brancas mais extensas, acometendo quase 50% do elemento dentário. Moderada, quando a gente tem aqueles desgastes e aquelas manchas marrom, né, onde a gente tem uma alteração de anatomia. E o grau severo, onde a gente tem realmente uma alteração de toda aquela formação do esmalte, né? No Brasil, ah, em 2010, né, nós tínhamos uma, principalmente a presença de fluorose em crianças de 12 anos, representando cerca de 16%, mas o grau de severidade era de grau leve a muito leve a leve. E como foi feito o controle disso, né? Através do flúor na água de abastecimento, o controle das dosagens nos dentifrícios, tá? E foi observado, né, o quê? Qual o fator de risco dos dentifrícios e recomendação de uso, né, com concentrações extremamente baixas ou de preferência sem flúor. Porém, nós temos que a sociedade hoje, a Sociedade Brasileira de Odontopediatria, ela, né, orienta que até 1000 PPM, tá, ela é, é uma dosagem segura, mas dependendo do quê? Da nossa faixa etária. Então, por exemplo, crianças com menos de 2 anos, 0,1 g, o equivalente a um grãozinho de arroz, é mais do que suficiente de pasta para você ter, né, uma higienização, né, e não risco de uma fluorose. Criança de 2 a 5 anos, 0,3, 3 g, que é o equivalente, ó lá, grãozinho de ervilha, tá, é o suficiente. Aqui, desculpa, né? E é o suficiente para você ter uma higienização adequada sem risco de fluorose. Hoje, a Sociedade Brasileira de Pediatria, ela fala que, eh, que pode sim ser utilizado dentifrícios com flúor, desde que se observe a quantidade, né, que realmente está sendo utilizada, tá? De aquela coisa de não deixar a criança colocar todo o tubo, né, de pasta, né, para fazer a higienização. É a gente estar orientando e estar monitorando essa higienização de forma segura.

A fluorose, vocês viram que pelos pigmentos, né? Nós vamos ter diversas alterações que podem ser utilizadas como diagnóstico diferencial. Ela pode acometer qualquer parte da coroa do elemento dentário, tá? Ela pode acometer terço médio, incisal e cúspide. Quando a gente vê que quando a gente fala de cárie inicial, nós temos uma área pontual, né, uma estagnação daquela área, uma localização mais na região cervical ou oclusal, região, eh, interdentária, tá? Então, a gente vai estar observando essas manchas, né, que pode ser confundido até mesmo com a amelogênese. Então, nós vamos ter formações, ó, brancas, né? Aquelas manchas mais severas, nós temos umas manchas mais difusas, né? Mudança de coloração, ó, umas pigmentações, tá? E nós vamos ter o quê? Todo uma alteração naquele esmalte. Então, nós vamos ter defeitos que podem ser localizados, né, onde a gente tem aquela superfície lisa, dentes brancos, né, mas aquela coloração opaca, podendo também ser, eh, mais amarelado, tá? Ele pode acometer um ou mais elementos dentários. Nós podemos ter uma falta total de superfície de esmalte, tá, com pequenas ilhas. E quando a gente fala na cárie, ela localizada inicialmente, né, onde nós vamos ter uma mancha inicial, tá, mais pontual.

Qual o tratamento da fluorose depende do grau de severidade dela, tá? Então, nós podemos ter um clareamento, nós podemos ter a, eh.

realizar mico a vasão e clareamento, desgaste e, em alguns casos, né, restabelecer esteticamente através de lente de contato, coroas protéticas nas anomalias de desenvolvimento.

Nós também podemos falar nas anomalias, tá, que têm alterações de tamanho, número, forma e estrutura dos dentes, né? Nós vamos ter também que elas também podem ocorrer durante aquele processo, né? Também ocorre naquele processo de odontogênese, naquela a naquela fase de formação e diferenciação celular. Elas podem ocorrer de forma isolada, quando não sindrômicas, ou de forma generalizada. Normalmente, quando a gente tá falando de situações sindrômicas, elas têm a ação devido a fatores como etiogenia, fatores ambientais, quer seja locais, sistêmicos ou traumáticos, pré ou pós-natais. Então, elas podem estar associadas a outras malformações, são os casos das síndromes, tá? Elas podem estar associadas a defeito de genes específico, tá, onde a gente vai ter toda uma alteração na odontogênese. Nós vamos ter alterações primárias nessas formação e nós podemos ter associação de outras anomalias. Elas podem acometer tanto a dentição permanente quanto a decídua e pode ser diagnosticada em qualquer fase, tá? Na dentição mista, na dentição permanente, na dentição decídua, através do nosso exame intraoral, através de exames complementares, principalmente exames de imagem, radiografias e tomografias.

Olha, nesse caso aqui, a gente tem toda uma alteração, né? Através do exame de imagem, a gente vai ter uma condição de fazer uma avaliação, tá, de alterações que a gente tem na estrutura óssea. A gente vai ter condições de avaliar o desenvolvimento dos germes dentários, né? A gente vai ter condição de avaliar o processo de erupção do elemento dentário e vai ter como fazer um planejamento de forma adequada. Ó, esse caso aqui, provavelmente ligado a alguma síndrome, né, onde a gente tem vários elementos dentários, né, né, alterações de formação, tá? E a gente tem que buscar o quê? A prevenção, aquela promoção de saúde, realizar esse diagnóstico precoce, prevenir e minimizar sempre nosso comprometimento estético e funcional.

Dentre dessas anomalias de forma, nós vamos ter a geminação, fusão e concrescência, as cúspides acessórias, o dente invaginado, aquele esmalte ectópico, taurodontia, hipo, dilaceração e raízes supranumerárias. Quanto ao número, como eu já falei, nós temos a hipodontia e a hiperdontia. Quanto ao tamanho, nós vamos ter a macrodontia e a microdontia. Quanto à estrutura, né, de formação daquelas estruturas de esmalte, nós temos a amelogênese imperfeita, que é subdividida, né, em hipoplásica, hipomaturada, hipocalcificação. Que ocorrem na formação da dentina são as dentinogêneses imperfeitas. Nós temos aquelas alterações de displasia dentária, são divididas em tipo um e dois, e nós temos a odontodisplasia regional.

Quanto ao número de dentes, a dentes são normal. Decíduo nós temos 20 elementos dentários. Olha que boquinha bonita, né? Incisivos, caninos e molares. Em tecido, na dentição permanente, 32 elementos dentários: incisivos, caninos, pré-molares e molares, né? Essas alterações de número, tá, elas estão ocorrendo o quê? Também naquela fase de odontogênese, de iniciação e proliferação celular. É uma variação um tanto que quanto comum, tá, e podem ocorrer também de forma pontual, isolado, com um elemento dentário ou de forma vários elementos dentários, que aí estão correlacionados a síndromes.

Quando a gente fala de hipodontia ou agenesia, nós estamos falando, tá, da ausência de um até seis estruturas dentárias. Oligodontia, nós estamos falando da ausência de mais de seis unidades dentárias, excluindo o terceiro molar. E a anodontia, onde a gente tem, né, ausência total de unidades dentárias. Olha aqui um caso, a gente tem aqui a ausência do elemento lateral. Aqui, onde a gente tem ausência, né, da região, né, dos incisivos inferiores, ausência dos laterais, tá? Normalmente, quando a gente fala oligodontia e anodontia, elas estão conjugadas, né, associadas a alguma síndrome. A etiologia da hipodontia, tá, pode estar relacionada à base genética. Nós temos só 200 genes que são responsáveis pela formação dentária. Ela é pouco esclarecida, frequentemente, né? Nós temos alguns grupos familiares e está relacionado a, principalmente, à hereditariedade, tá? É uma anomalia um tanto quanto comum no Brasil, representa de 1 a 14% e acomete principalmente as mulheres. Ela pode acometer tanto a dentição decídua como permanente. Normalmente, a dentição decídua é menos acometida, tá? Nós vamos ter o quê? A agenesia do seu sucessor, do seu elemento permanente. E na dentição permanente, nós podemos ter, por exemplo, que é é mais comum, são terceiros molares ausentes, laterais, segundos pré-molares inferiores, tá, que são os elementos dentários comumente, né, acometidos, tá? E como a gente faz essa avaliação? Ué, através do exame clínico, o histórico odontológico do paciente, né, e através do exame de imagem. Nesse caso aqui, ó, nós temos a ausência dos terceiros molares, o que não é tão comum hoje, tá? Aí, perdão.

São aqueles elementos dentários a mais, são elementos supranumerários, são dentes adicionais, né? Eles têm uma prevalência de 0,3 a 3,8%. É mais comum em homens, acometem principalmente a dentição permanente, podem estar aparentar de forma isolada ou de forma associada. E normalmente, tá, quando a gente fala de vários elementos dentários, né, a presença de vários elementos supranumerários, mais uma vez, nós estamos associando este caso a uma síndrome. A etiologia não até hoje não é bem esclarecida. Nós temos hipóteses, né, onde nós podemos ter uma hiperatividade da lâmina dentária, uma dicotomia do broto dentário. Então, naquela formação, né, do nosso elemento dentário, do nosso germe, tá, normalmente a morfologia, né, é semelhante, tá? Ou às vezes ele pode se apresentar como um dente rudimentar, tá? Ele pode apresentar-se irrompido na cavidade oral ou intraósseo em qualquer região na cavidade oral, tá? Mas, né, nós vamos, eh, não é comum em regiões com palato mole, cavidade nasal, gengiva da região de tuberosidade, tá? E a sua nomenclatura vai depender da sua região, onde nós temos um mesiodente ou um distomolar, né? Então, de forma única, tá, na maioria dos casos, comete quem? A dentição permanente. Está mais comummente na região anterior da maxila. E quando a gente fala de uma hiperdontia múltipla com mais de três elementos, tá, isso representa 1% dos casos e normalmente está associado às síndromes.

Então, nós vamos ter aqueles elementos supranumerários facilmente detectados no exame intraoral. Quando a gente tem, né, a presença deles intraósseo, né, nós vamos estar utilizando exames de imagem, né, para realmente detectá-los. É um achado radiográfico, muitas vezes, né? E nós vamos ter a retenção desses dentes, né, uma erupção que pode provocar giroversão dentária, má oclusão, às vezes reabsorção, né, da raiz desses elementos adjacentes, inflamações gengivais, pericoronarite. Muitas vezes podem estar associados a infecções e cistos e tumores odontogênicos. O tratamento, né, desses elementos dentários supranumerários através de remoção cirúrgica e muitas vezes a gente tem que associar a ortodontia para melhorar o posicionamento dos elementos dentários em cavidade oral.

Nós temos os dentes neonatais, são aqueles dentes, tá, que aparecem na cavidade oral do recém-nascido. Eles podem aparecer logo após o nascimento, são os dentes natais, ou após 30 dias do nascimento, são chamados dentes neonatais. Normalmente são os incisivos centrais inferiores, tá? A dentição decídua, tá, ela apresenta-se normal, tá? Mas a gente pode ter uma erupção precoce ou esses elementos supranumerários, tá? Então, alguns artigos é falam que esses elementos dentários ou neonatais ou natais, tá, eles são elementos supranumerários, tá? Então, não vão acometer em nada, tá, a dentição decídua, ou pode sim ser uma erupção precoce dos incisivos centrais, tá? Então, aí a gente vai ter um comprometimento sim da dentição decídua. Normalmente, tá, os casos mais comuns é que são elementos supranumerários, tá? Então, a gente tem aquela alteração do esmalte, aquela alteração de forma, normalmente é só a coroa do elemento dentário, tá? Ele não tem raiz. E o tratamento é a remoção, tá? Por quê? Ó lá o dentinho neonatal, né? Nelas aparecem, né, os incisivinhos na região de mandíbula, tá? E muitas vezes vão comprometer o quê? A, eh, amamentação, né? Eles podem, tá, vocês, a gente é bastante chamado lá no Hospital Paju Sara, na UTI Neonatal, viu, gente, para fazer a remoção desses dentinhos, tá? Porque eles podem soltar na cavidade oral, a criança deglutir ou aspirar. Eles podem atrapalhar no processo de amamentação, né? Eles geram dor, desconforto na criança, tá? Então, há necessidade sim da remoção, tá? Muitas vezes, a gente faz isso no próprio ambiente, né, da UTI, né, com sprayzinho de estilo, né, uma gazezinha. Então, a gente pode ir muito também, vocês vão ver que uma outra coisa que eu falo, quem tá no hospital comigo, né, a bucomaxilo, ela acaba resolvendo tudo. Então, o paciente tem um processo de candidíase oral devido a uma estar na UTI, num tratamento de uma cardiopatia, tá? E tá apresentando aquela candidíase oral. Quem chamam para ver? Nabuco, uma criança recém-nascida com a presença de dentário, né, na região de mandíbula. Quem chamam para ver a boca? Então, esse conhecimento, né, de toda a as alterações é de sua importância, porque nós somos chamados para resolver basicamente tudo, tá? Então, a gente vai ter que essas alterações de tamanho, né, fisiologicamente podem variar. H alterações no tamanho, né, nessa variação de forma anatômica, tá, em um elemento ou em vários elementos. Eles podem ser simétricos, né, em vários alguns elementos, tá? E a gente vai ter principalmente o quê? O que nós dividimos em microdontia, que são aqueles elementos dentários pequenos, e a macrodontia, que são aqueles elementos dentários maiores que a média.

Então, na microdontia, tá, ou também chamado de nanismo dentário, nós vamos ter um elemento dentário menor, uma coroa de forma cônica. Nós não temos ponto de contato, contato, né? Mas a raiz desse elemento dentário, muitas vezes, ela tem a formação normal. A microdontia, ela é bastante comum em mulheres, acomete principalmente os incisivos laterais superiores e terceiros molares. Pode ser bilateral ou não, apenas alguns dentes são afetados. E quando a gente fala de vários elementos dentários afetados, nós estamos falando, né, correlacionando essa alteração a uma síndrome.

Nós temos também o que é chamado da onde nós temos dentes, na verdade, de formação normal, tá, de tamanho normal, mas eles têm aparência menor. Isso se deve o quê? A uma alteração, na verdade, tá, de estrutura óssea, a uma macrognatia. Os dentes parecem menor do que o padrão, né, de normalidade, porém, dentro daquela patologia daquele paciente, qual aquela formação mandibular alterada, sim, eles têm uma diminuição de tamanho e forma.

A macrodontia são aqueles elementos dentários que são maiores do que o normal, né? São também chamados de megalodon e megadontia. Então, nós temos aquele elemento dentário, um aumento de tamanho na sua coroa. É mais comum em homens e pode estar associada no que a gente chama de nas patologias denominadas de hiperplasia hemifacial. Então, nós temos, por exemplo, na hiperplasia hemifacial, uma assimetria facial, tá, um crescimento desproporcional de um dos da face. Apesar das estruturas, né, estruturas subjacentes apresentarem-se normais, pele, músculos, tá, nós vamos ter uma alteração, tá, no tamanho da coroa dentária. Na dentição, ela tem uma, eh, é uma etiologia desconhecida. Existem alguns fatores que podem, né, estar relacionados, são as anomalias linfáticas ou sanguíneas, distúrbios do sistema nervoso central e algumas disfunções endócrinas. Então, você tem uma malformação, tá, de toda a estrutura, tá, óssea facial e ali você vai ter alterações, né, de um padrão de normalidade, onde você vai ter discrepâncias, tá, discrepâncias, né, estruturais, né? E aí acometendo também as estruturas dentárias. Então, olha o paciente, um aumento de volume, aumento, né, de toda a região mandibular do lado esquerdo, então, proporcionando um desvio, né?

Nas alterações de forma, né, nós temos uma variedade de alterações. Alguma dessas anomalias devem ser reconhecidas, mas na grande maioria não tem necessidade de tratamento. O diagnóstico, né, vai nos ajudar o quê nas interferências e complicações que a gente pode ter nos nossos procedimentos odontológicos e também correlacionar essas alterações com alguma alterações clínicas, alguma síndrome.

Fusão e geminação são duas alterações de forma, onde na fusão, você tem dois germes dentários, tá, que originalmente são separados e se fundem, tá, na dentina. Radiograficamente, nós podemos ver o quê? Duas raízes normais. Nós vamos ter o aspecto de quê? Uma coroa aumentada. A geminação, tá, é uma tentativa que ocorreu na divisão de um único germe dentário em dois. Então, nós vamos ter uma coroa grande e bífida e uma raiz única. Clinicamente, essas duas alterações são bastante semelhantes. Elas vão afetar a estética e a harmonia do sorriso. Para você fazer a diferenciação realmente entre elas, tá, o exame de imagem é adequado, é o mais adequado, onde você vai ver a presença de uma única raiz ou de duas raízes. E nós temos, né, eh, importância no quê? No nosso planejamento, quer seja num tratamento estético de restabelecimento, quer seja um tratamento endodôntico e também num tratamento cirúrgico, né, com a exodontia desse elemento dentário.

Então, olha lá na fusão, o germe dentário, tá, nós temos o quê? Uma tentativa de união de dois germes dentários. A coroa é grande e bífida, né? Tem duas raízes, tá, canais separados e não altera, né, a contagem dos elementos. Vários na geminação, nós temos a tentativa de união desses dois germes. A coroa também é grande, bífida, a raiz é única, nós temos um mesmo canal e também não altera a contagem dos elementos dentários.

Dente invaginado ou dens in dente ou dens invaginatus. É uma invaginação que ocorre na superfície da coroa, tá, ou radicular. Ela se limita na estrutura do esmalte dentário, tá? É uma invaginação do órgão do esmalte em direção à papila dentária durante o processo de odontogênese. É uma anomalia pouco comum e quando nós observamos, tá, ela está presente nos dentes superiores, incisivos, pré-molares, caninos e molares, tá? Então, olha, ela é dividida em classe um, onde nós temos uma invaginação parcial restrita à coroa, tá? Então, nós temos aqui dentes, esmalte e dentina, tá, se estendendo para a região de junção cemento-esmalte. Classe dois, quando a gente já tem uma invaginação, ó, que já pega esmalte, dentina e entra para a região, estende-se para a região, ultrapassa essa junção cemento-esmalte, né, para a região radicular. Classe três, como a gente tem uma invaginação completa, tá, onde tem aqui, né, uma comunicação até o ligamento periodontal, onde a gente tem o acometimento, ó, não só estrutura de esmalte, dentina, mas de toda a raiz do elemento dentário, tá? Mas não há uma comunicação com a polpa dentária. Ó lá o nosso dentinho invaginado aqui, ó. A etiologia desconhecida, tá? Nós temos ela como pode ocorrer de forma genética, uma tendência familiar. Tem uma variedade de apresentação, pode ser bilateral, tá? E o aspecto radiográfico, né, que você vai ter um alargamento da raiz e assim a gente vai estar podendo visualizar aquela invaginação delimitado, né, ao esmalte, já a região de esmalte, dentina e cemento e a região radicular, tá? O diagnóstico é necessário para que a gente faça uma correta avaliação, né, e orientação desse paciente, tá, para manter a vitalidade pulpar, para, eh, diminuir o risco de cárie, que a gente tem ali uma área propensa, né, a resíduo, a concentração de resíduo, tá? A raiz ela tem menor quantidade de dentina e a gente pode ter complicações com a necrose pulpar e a rizogênese, né, completa com aquele ápice aberto. Tratamento, tá, em dente hígido, apresenta selante. Quando tem cárie, tratamento através de restaurador ou quando a gente tem um comprometimento maior, a endodontia. E na pior das hipóteses, através da exodontia, quando não há mais como restabelecer esse elemento dentário.

A presença de esmalte ectópico, tá, são aquelas pérolas de esmalte que podem estar presente na estrutura dentária, tá? Normalmente, elas estão na junção amelocementária até a região de furca do elemento dentário, né? Elas podem vir a prejudicar o quê? A adesão do nosso elemento, ligamento periodontal, tá? Vai ter uma perda de sustentação ali do nosso periodonto e vai exigir o quê, muitas vezes, uma higienização mais efetiva e rigorosa do paciente nessa região, tá? Então, quando a gente tem aquela pérola de esmalte, a gente pode ter um acometimento ali que todo o processo, gente, vai parodontal ali da região, então exige que o paciente tenha uma melhor higiene dental. Então, a gente tem, ó, na radiografia, ó, a presença de pérolas de esmalte, né? Principalmente elas são visíveis aonde? Região de furca, molares, tá? Está naquela região de esmalte, dentina e cemento. E na radiografia, ele, a gente visualiza como um nódulo bem definido, tá? Olha aqui, ó, formação dessas pérolas de esmalte, é um tecido, né, de esmalte ectópico, ou seja, ele tá numa localização diferente da sua normalidade, né? Tem um esmalte, né, localizado na região de raiz, tá? Tem a formação realmente dessas pérolas, né, pequenas bolinhas, tá, na extensão cervical do elemento dentário.

Outra alteração que nós temos, né, na estrutura do elemento dentário é a taurodontia. O que é essa taurodontia? É um aumento que a gente tem no corpo da câmara pulpar do elemento, tá? Um deslocamento apical daquele assoalho da câmara pulpar, há um deslocamento da bifurcação das raízes. Nós vamos ter uma alteração da distância de furca até a junção cemento-esmalte. Ela é maior do que a distância cérvico-oclusal, por isso muitas vezes o que nós vamos ver raízes curtas, cônicas, sem o formato adequado. Nós vamos ter aquele elemento dentário com formato mais quadrangular, com estreitamento nas paredes mesiais e distais. A coroa, ela apresenta-se uma, é uma anatomia normal e preservada, tá? Para que você faça a identificação realmente de uma taurodontia, há necessidade de um exame de imagem. Então, nós vamos ter uma alteração na forma radicular. Ela ocorre devido o quê? A uma falha naquela bainha epitelial de Hertwig. Uma desenvolvimento normal, formação de esmalte e dentina até o nível da junção cemento-esmalte e nesta área, né, é que nós vamos ter uma alteração, tá, nas células, nestas células epiteliais, né, aquele epitélio interno e externo, tá? E nós vamos ter uma formação daquela bainha de Hertwig, tá? E uma alteração de formação daquela câmara radicular, tá, daquele elemento dentário.

Então, olha só, nós temos a, a taurodontia, tá, dividida em em alguns graus, né? Por exemplo, leve ou hipo taurodontia, nós vamos ter o quê? Um aumento dessa câmara pulpar sem afetar as raízes. A quando a gente fala em estádio moderado ou meso taurodontia, olha como já houve um aumento considerável dessa câmara pulpar e agora nós temos o quê? Raízes mais curtas, tá? Severa ou hiper taurodontia, onde nós temos, né, grande câmara pulpar e quase ausência, né, de radicular, tá? Então, há todo um descolamento apical do assoalho da câmara pulpar. É uma anomalia rara, ela pode ocorrer uni ou bilateralmente, pode acometer mais de um dente. A dentição permanente, tá, do arco inferior é a mais afetada. O aumento dessa prevalência está mais comum em indivíduos com fissuras orofaciais. Pode ocorrer isoladamente ou estar associada a algum espectro clínico de várias síndromes, né? O diagnóstico é feito através de exames de imagem. Nós podemos correlacionar sim algumas síndromes, tá? Nós temos que observar como diagnóstico diferencial algumas alterações sistêmicas que podem acometer a formação daquela câmara pulpar, dentre ela nós podemos falar da hipofosfatasia, deficiência de vitamina D, hipoparatiroidismo, dentinogênese imperfeita e molares e rizogênese completa, tá? Qual o tratamento? Ele não requer um tratamento específico, tá? Cabe uma orientação, tá, para que a gente tenha um acompanhamento daquele elemento dentário, porque um caso de cárie que necessite um tratamento endodôntico, realmente, né, nós vamos ter o quê? Debilidade maior desse elemento dentário, né? É um tratamento endodôntico mais complexo.

Nós temos também a hipercementose. O que que é essa hipercementose? É uma deposição não neoplásica do cemento nessa raiz. Há um limite fisiológico quando essa deposição é neoplásica, nós temos o cementoblastoma. Então, nós vamos observar aquela raiz, né, com formato rômbico, né? A gente vai ver essa imagem como através de um exame de imagem, um exame radiográfico. E quando ela tá mais presente, né, na dentição permanente, nos molares inferiores, nos pré-molares, pode estar presente em ambos os arcos, em um ou em múltiplos elementos dentários. E diversos fatores, né, podem ocasionar a hipercementose, dentre os fatores locais, nós temos o trauma, processos inflamatórios no elemento adjacente, ausência de elementos antagonistas, né, onde a gente tem processos de reparo de raízes que houve uma fratura. Como fatores sistêmicos, elas estão interligadas à acromegalia, gigantismo, artrite, calcinose, doença de Paget, febre reumática, bócio da tireoide e a síndrome de Gardner. A doença de Paget é uma doença metabólica benigna, ó, tá? E ela normalmente é comum estar associada a uma hipercementose generalizada. Então, todos os elementos dentários, tá, têm um aumento, tá, de cemento. A hipercementose, ela não requer tratamento, tá? O diagnóstico é importante para quê? Para evitar complicações em alguns procedimentos, principalmente quando a gente fala das exodontias. E o diagnóstico é feito através do quê? De exame de imagem.

Outra alteração que a gente tem em forma são as dilacerações, tá, que é onde a gente vai ter uma curvatura anormal dessa raiz. Os fatores etiológicos também são idiopáticos, podem ser decorrentes a um trauma, né, uma intrusão, uma avulsão, por exemplo, do elemento decíduo. Pode estar relacionados à presença de um cisto, tumor, ou um dente supranumerário e pode também estar relacionada a fatores genéticos. Essa pode provocar a impactação. São desse elemento dentário. E nas quando a gente fala das dentições permanentes, os dentes mais acometidos são aqueles elementos anteriores, são incisivos centrais superiores, laterais, incisivos inferiores. Na região posterior, são os elementos terceiros molares inferiores, segundos pré-molares e segundos molares inferiores. O diagnóstico, né, é através de exame de imagem. E na, quando vocês fazem avaliação através de exame de imagem, tá, quando nós temos uma curvatura mesial ou distal, tá, ela é visível no raio-x. Quando essa curvatura dessa raiz está para vestibular, vestibular, você vai estar vendo aquela formação que eles chamam de olho de boi, que é o quê? Forma do epical dessa raiz. Você vai estar vendo também, muitas vezes, o que aquele ligamento periodontal com halo radiolúcido em volta. Mas para que você tenha certeza realmente, né, da visão de formato dessa raiz, né, o posicionamento mesial, distal, vestibular, a tomografia computadorizada é o melhor exame. Então, a dilaceração, ela se apresenta, né, eh, em diferentes graus de angulação, tá? O tratamento vai de acordo com a, com a necessidade, tá? Então, se você precisa de um tratamento endodôntico, né, aquela curvatura vai dificultar o tratamento. Se você tá falando de dentes impactados, a extração, né, desse elemento dentário, o planejamento tem que ser feito de outra forma, de repente pensando numa odontossecção. Se você tá pensando num tracionamento, o quanto realmente aquela curvatura, aquela angulação radicular pode vir a permitir esse procedimento, né? Muitas vezes contraindica a tentativa de um tracionamento do elemento dentário. E nós temos também nas cirurgias parendodônticas, né, onde, né, nós vamos ter o quê? A o grau de angulação, a gente tem a correta, né, acesso para essa, eh, ápice do elemento dentário.

A presença de raízes supranumerárias, de raízes a mais naquele elemento dentário, podem afetar um as duas dentições, tá? Tanto a decídua quanto a permanente. Mas o mais comum, tá, são os terceiros molares, caninos e pré-molares também, tá? Para que a gente tenha o diagnóstico, é necessário o exame de imagem. Muitas vezes não requer tratamento, a não ser quando a gente está falando, né, por exemplo, um tratamento endodôntico ou quando a gente está falando uma exodontia, né? Aí o exame de imagem vai ser possível que a gente veja a presença de uma raiz supranumerária, né, o que vai dificultar o nosso procedimento, por exemplo, cirúrgico de exodontia ou o procedimento endodôntico desse elemento dentário.

E nós temos, né, os processos, tá, onde a gente tem as alterações de desenvolvimento daquela estrutura dentária, tá, onde nós vamos ter alteração, né, no desenvolvimento daquela camada de esmalte do elemento dentário. A amelogênese, ela basicamente, tá, ela está ligada a fatores genéticos, tá? Ela pode ser familiar ou estar ligada a uma herança genética autossômica dominante, recessiva, ou estar associada ao cromossomo X. Ela pode afetar as duas dentições, decídua e permanente. Cada gene, tá, que sofre uma alteração, ela vai ter uma variedade, é um sítio específico de alteração que pode estar apresentando. Então, nós temos diversos tipos, tá, e diversos padrões típicos que podem ocasionar a amelogênese imperfeita. E elas são divididas em 14 subtipos, tá, hereditários diferentes. Então, ela está em que momento que nós vamos ter essa alteração na nossa formação, naquela nossa matriz orgânica, naquela processo de mineralização, naquele processo de maturação do esmalte, naquele processo toda forma do nosso elemento dentário? E aí nós vamos ter a presença daqueles esmalte com quebradiço, exposição de dentina, né? Ela é dividida em alguns subtipos, por exemplo, hipoplásica. Nós temos uma alteração na deposição da matriz do esmalte, então nós temos um esmalte fino, presença de sulcos, fossas, presença de diastema. Nós temos essa coloração branca opaca com áreas, né, de um marrom translúcido. Na radiografia, você vai ver uma menor espessura da camada de esmalte, uma maior radiodensidade, tá, contrastando, né, com a nossa área, né, dentina normal. Então, olha que aspecto, né, feio, né? Olha o quanto isso, né, vai afetar esteticamente esse paciente e funcionalmente.

A hipoplásica, nós podemos ter também essas depressões, né? Ó, de assemas, alterações, né, de toda essa camada superficial do esmalte, né? Essas depressões são pontuais, como uma cabecinha de alfinete, tá? Estão correlacionadas a fatores ambientais. Nós vamos ter essas pigmentações, dessas, eh, depressões, tá? Então, esse esmalte, ele é brilhante, né, mas é todo irregular, né? Então, nós temos ela de forma localizada, né, com presença dessas fossetas, normalmente filas horizontais. Um esmalte hipoplásico com zonas hipocalcificação está relacionada o quê? A um, eh, prevalência autossômica recessiva, tá? Que aí sim, nós podemos ter o acometimento das duas dentições, decídua e permanente. Então, aquele esmalte com superfície polida, aquele esmalte fino, endurecido, mas brilhante, com dente com aspecto como se fosse um preparo, com dente com diastema e uma coloração branco mais opaco até marrom translúcido, tá? E quando acomete a dentição, tá, com elementos inclusos, nós podemos ter até a reabsorção desse elemento dentário.

Elas estão interligadas, né, ou ligadas a deficiência a ou alteração do cromossomo X, tá, principalmente em mulheres, tá, onde o cromossomo X apresenta-se inativado, tá? Então, nós vamos ter zona de esmalte normal ou não. Nos homens, né, o esmalte vai apresentar uma espessura difusa, liso ou brilhante, o dente com forma de preparo e a presença de diastema. A coloração marrom ou marrom amarelado, nós podemos ter devido a deficiência de formação, deficiência também oclusal, a presença de mordida. E nós vamos ter na linha, né, radiográfica, o limite periférico do esmalte radiopaco. Então, ela tem aquela forma, muitas vezes também rugosa, né, ali como eu mostrei, a forma fina, endurecida, superfície grosseira. Ela pode apresentar uma superfície delgada na região incisal e oclusal, coloração de branco a branco amarelado, puxando às vezes um castanho. Um esmalte denso, menos vulnerável à atrição, as alterações de formação levando as alterações oclusais. E na radiografia, a gente tem aquela linha periférica, né, de esmalte mais radiopaco. E como eu falei, às vezes, né, nós temos o elemento dentário com até com reabsorções. Então, há uma falha total da formação do esmalte, né? Há uma alteração total daquela estrutura, né, do esmalte, né, de forma áspera, aí a evidênciação mais daquela coloração da dentina, há uma matriz marrom amarelada, né, sem pontos de contato. Essas coroas são mais finas quando a gente fala na região incisal e oclusal, há uma ausência daquela linha periférica. Muitas vezes, a gente pode ter falhas de erupções e reabsorções e alterações na oclusão.

Quando a gente fala da amelogênese imperfeita, hipocalcificação na mineralização do esmalte. Então, olha, né, o esmalte apresenta-se mais com aspecto mais áspero, expolido, né, amarela, amarronzada, uma menor consistência. Nós temos uma perda de anatomia desse elemento dentário, muitas vezes a presença de cárie, né? E na radiografia, nós vamos ver que é uma, uma concentração maior, né, uma semelhança maior da dentina do que da camada de esmalte.

Quando a gente fala da hipomaturação, nós temos uma alteração na maturação das estruturas dos cristais do esmalte. Então, nós vamos ter uma alteração de cor, mais com branco e um amarelo amarronzado, às vezes até um meio avermelhado, né? E na radiografia, nós vamos ver aquele esmalte hipomaturado, né, dando aquele aspecto, tá, similar à estrutura dentinária. Então, nós temos uma alteração de pigmentação, tá? E nós vamos ter um esmalte mais frágil, tá? Ele tem um deslocamento, ele fratura facilmente, né? Pode estar relacionado também à mutação do cromossomo X em mulheres, né? Nós vamos ver aquela faixa branca opaca, né, de esmalte normal. Nos homens, é mais comum, por exemplo, na dentição decídua, né, a presença daqueles dentes brancos, dente branco opaco. E nas na dentição permanente, a presença de um dente branco amarelado opaco. Então, esse esmalte é frágil, ele descola, ele sofre fraturas, tá, com a simples raspagem na região, tá bom? E aí vai expondo toda a superfície dentinária. A gente tem aquela presença, né, que a gente fala, né, de umas zonas, né, de branco opaco em toda a região, né, do elemento dentário. Opa, né?

E nós temos a amelogênese também associada à taurodontia, né? Então, nós vamos ter uma hipoplasia do esmalte com uma hipomaturacão, aquela, eh, aspectos de espessura, né, da dentina. E nós vamos visualizar o quê? A taurodontia, que é aquela aumento da câmara pulpar. Normalmente, quando a gente fala da amelogênese imperfeita associada à taurodontia, nós estamos falando em casos de síndromes. Então, a amelogênese imperfeita, ela vem muito o quê? Comprometer a saúde bucal, comprometer a estética, harmonia do sorriso, compromete a função de oclusão, deficiência mastigatória, né, diminuição da dimensão vertical, retardo da erupção dentária, tá? E alguns elementos, quando a gente fala de dentes inclusos, até a reabsorção, tá? Eles favorecem muito, tá, o índice de cárie, por quê? Esse dente, né, com a menor espessura de esmalte, né, com esse aspecto despolido, né, tem uma tendência maior de reter resíduo, né? E aí nós temos um comprometimento maior, um maior índice de índice de cárie.

O tratamento dos pacientes que têm amelogênese imperfeita, tá, é interdisciplinar e multiprofissional, né? Existe casos bastante complexos e dependendo da sua gravidade, nós vamos ter repercussões maiores na saúde bucal desse paciente. Então, cada paciente é tratado de forma individualizada, tá, de forma que a gente consiga restabelecer estética e funcional, né? E também, né, instituindo de forma preventiva, né, para um índice de cárie ou doença periodontal.

Nós temos também outra patologia que são as displasias dentárias, tá, que nós temos uma alteração no desenvolvimento da dentina, onde nós vamos ter uma dentina atípica, obliteração de túbulos, alterações em formas de raiz. Elas não têm correlações, né, normalmente com patologias sistêmicas, tá? Mas podem estar associadas a calcinose universal, artrite reumatoide, a a vitaminose D, esclerose óssea, anomalias de esqueletos, né? E a calcinose tumoral. Ela é subdividida em displasia dentinária um e displasia dentinária dois.

Na displasia dentinária um, né, nós podemos ter uma displasia também da formação radicular. Há uma desorganização da dentina radicular, onde nós vamos ter raízes menores ou dentes até sem raiz. Ela é rara, tá, e normalmente acomete o quê? Mais a região de esmalte e coroa do elemento dentário. Na tipo um, nós vamos ter, tá, sem a formação de raízes, sem câmara pulpar. Na displasia dentinária tipo 1B, nós temos uma pequena câmara pulpar, raízes com formato de milímetros. Na na displasia dentinária tipo 1C, nós temos a presença de duas câmaras pulpares, uma ilha de dentina, comprimento radicular mais normal, mais a presença de lesão periapical. E na displasia dentinária tipo 1D, a câmara pulpar e os canais radiculares são visíveis, o tamanho radicular é normal, mas há um alargamento da polpa, há um abaulamento do canal e da raiz, uma constrição apical e muitas vezes lesão periapical.

Na displasia tipo dois, nós vamos ter uma alteração coronária. Normalmente a raiz não sofre alteração, a alteração é apenas na região de coroa, tá? Também é um distúrbio hereditário, tá, de caráter autossômico dominante. Como diagnóstico diferencial, nós temos a dentinogênese imperfeita. Pode afetar as duas dentições e alguns autores até consideram ela como uma variante da dentinogênese imperfeita. Então, olha aqui a displasia dentinária, né, onde nós não temos a polpa, onde nós temos a polpa e nenhum uma formação ou uma formação pequena de raiz. Ó, onde nós temos duas câmaras pulpares e já uma formação de raiz mais próxima ao padrão de normalidade, onde nós já temos aqui a formação de raiz normal, né, mas a gente encontra obliteração nos túbulos ou nós vamos ter uma bifurcação da câmara pulpar. A tipo dois, ela é mais comum na dentição decídua, tá? E quando vista, nós temos essa coloração azulada, amarronzada, tá? Esses elementos são suscetíveis à atrição e nós vamos ter uma coroa com uma constrição, raízes mais delgadas, uma obliteração precoce, tá, da polpa. Na dentição permanente, a coloração normalmente é normal. Graficamente, a câmara pulpar apresenta-se com um aumento importante para a extensão, né, apical. Aí você vai ter a câmara pulpar em forma de chama, tá? E ela pode apresentar calcificações. Essa patologia, ela tem repercussões, né, com perda precoce de elementos dentários, impacto na estética e função, uma predisposição maior a cárie, né? E quando a gente fala no tratamento, uma dificuldade, muitas vezes uma impossibilidade da realização, muitas vezes indicando esses elementos dentários para uma exodontia, tá? O tratamento é fundamentalmente preventivo, com higiene, desgaste, né, evitando desgastes oclusais e na dieta, conservador, né, com restaurações com utilizando do número de vida e a proservação. Em casos mais graves, né, pensar na reabilitação desse paciente com prótese e na adulta com implante.

Outra patologia que nós temos são as odontodisplasias regionais. São raras, normalmente são localizadas, tá, não hereditárias. Ela afeta esmalte, dentina e polpa. Pode acometer as duas dentições, tá? Tem extensos efeitos adversos sobre a formação dentária. Então, a etiopatogenia dessa, eh, patologia não está esclarecido, tá? Ela pode ser idiopática. Existe hipóteses diagnósticas, né, da etiopatogenia dessa lesão, que são migrações de célula da crista neural, vírus latente, uma circulação deficiente, infecções ou trauma, desnutrição medicamentosa durante a gestação, radioterapia e até mutações somáticas. A hipótese mais aceita, tá, é uma, é a diminuição de suprimento sanguíneo dos ossos gnáticos durante as odontogêneses, tá? Então, estão interligadas com síndromes, né, com distúrbios de crescimento, distúrbios neurais ou distúrbios vasculares. O aspecto clínico são coroas irregulares e pequenas. Elas têm a a coloração amarelada ou amarronzada. As superfícies são irregulares. Acomete mais dentes superiores anteriores, tá? E na sua região de dentição, ela pode ocorrer ipsilateral, bilateral, mas raramente, tá? Envolve mais de dois, mais de dois quadrantes. Radiograficamente, nós temos aquela visão da câmara pulpar bem alargada, presença de calcificação. Não há um limite, né, nítido de esmalte, dentina. Nós temos aquela aparência delicada da silhueta de coroa, é o que nós denominamos de dente fantasma, tá? E os achados mais comuns são cárie, lesão periapical, aquelas raízes pequenas, elementos decíduos, aquele periodonto em volta desses elementos, né? Você vê um osso mais hipodenso, uma hiperplasia de tecido mole de revestimento dos dentes afetados. E aí a gente tem assim, ó, uma imagem radiográfica, né, de apenas aquela formação de coroa, né, uma câmara pulpar alargada. Não há uma morfologia, né, uma anatomia correta desses elementos dentários, tá? Ele é disforme, tá, que é o que é conhecido ou denominado como dente fantasma. Então, o esmalte tem uma espessura variada, ela tem uma superfície irregular, né, aquela estrutura prismática irregular ou inexistente. A dentina apresenta-se fendas, né, de um material mais amorfo, tá? Aquela dentina é pouco organizada, tá? E a polpa, muitas vezes, né, né, apresenta-se alongada ou com áreas de calcificação. Há um comprometimento de ambas as dentições, tá? Nós podemos ter cárie e perda precoce de tecido dentário, tá? Por quê? Porque ele não tem um formato, né, total, né? Ele parece apenas um formato de coroa, né? Há um comprometimento estético importante, né? E e funcionalmente, mais importante ainda, que nós vamos ter uma deficiência de mastigação, fonação, redução da dimensão vertical, né, a retenção e má oclusão. O tratamento vai de acordo com a gravidade na retenção daqueles elementos afetados, né, nas crianças, a gente deve permitir o desenvolvimento, ó, mantendo aqueles espaços. Mais para frente, quando os elementos dentários retidos, né, mantêm o término desse crescimento, a orientação de higiene, controle de dieta. E quando a gente tem a presença, né, de cárie, né, ou deficiência, né, realmente naquela estrutura, a gente pode tentar restabelecer aquele contorno com número de vidro. E quando realmente nós temos a perda desses elementos, então nós vamos poder fazer, né, a restabelecer os mesmos com coroas ou com a perda total, né, com implantes. Normalmente, quando a gente fala de odontodisplasia regional, tá, ela está associada a uma síndrome, tá? Então, muitas vezes, né, nós, como cirurgiões dentistas, a gente tem com todas essas alterações que a gente vai vendo em estrutura dentária, em formação dos esmaltes, que vão acometer sim, né, funcionalmente, esteticamente, nós também temos a responsabilidade de ver se essas alterações podem estar interligadas com algum tipo de síndrome que muitas vezes passou desconhecido, despercebido pelo paciente. Muitas vezes também esses pacientes com algumas síndromes, né, são encaminhados para uma avaliação nossa, tá, para uma orientação, né, e o tratamento para preservar essas estruturas dentárias, para devolver uma funcionalidade, né, de mastigação, uma melhora de fonação, né, e uma realmente também a estética, né, desses pacientes.

Gente, é um tema, fala de bastantes conceitos, tá? Mas este é um tema que a gente tem que abordar, porque a gente tem que ter conhecimento sim de todas as alterações que podem acometer os nossos elementos dentários. Em que momento você, a gente vê que na grande maioria, principalmente quando a gente fala de amelogênese, dentinogênese, né, e as odontodisplasias, né, elas estão interligadas mais a casos sindrômicos, tá? Mas cabe sim ao cirurgião dentista, né, saber observar, saber identificar, né, e saber como tratar e orientar, em muitas vezes, naqueles pacientes sindrômicos, a manutenção desses elementos dentários de forma adequada, tá, para que eles tenham realmente uma qualidade de vida, né, eh, boa, né, para que eles tenham realmente que consigam, né, eh, ter um uma saúde bucal eficaz, né, e boa para pra sua vida normal, né? Alguém tem alguma dúvida? Pesadinho, né? Prometo não falar mais de dente a última vez, tá bom, gente? Três alunos ficaram ontem, né, devendo os seminários. Vamos dar um intervalinho de uns 15 minutinhos. Voltamos às 11 horas e aí Juliana, Luciana e Gabriela Neto, vamos fazer a apresentação dos seminários. Bom, vamos lá. Parece que as nossas duas, três alunas que pediram tanto para fazer o professor hoje que não deu ontem, que deu problema nenhum, estão na sala e não estão conseguindo. Então, vamos para nossas atividades. Vai, quem tá presente já? Essas questões, gente, eu, eu passei para vocês para quê? Para que vocês pensassem, né? Uma questão geral. Então, vamos lá. Primeira questão que nós temos aqui: você é um bucomaxilo, tá? Você tá de plantão, né? E aí você tem, né, às 8 horas da manhã, o enfermeiro passa para você uma solicitação de avaliação. Então, vamos lá. Vamos imaginar tudo isso. Vamos discutindo isso, tá? Então, nós temos um paciente que foi vítima de acidente de moto e teve um trauma grave na face, né? Você faz a avaliação, faz, né, a identificação da fratura, né? E você faz uma opção através do quê? Ah, o caso é cirúrgico. Como é que você, que que você, como é que você conduz tudo isso? Vamos lá. Então, tô lá com o paciente que acaba de chegar no PA, vítima de acidente de moto. A enfermagem tá chamando para gente avaliar. Como é que é esse esse processo? Quem vai falar aí comigo? Ó, professora, eu, eu, eu coloquei assim, né, mais, mais pesquisando e pela pelo que vocês falam, né? Sim, eh, eh, do enfermeiro, né, que é o atendimento fundamental, né? A conferência da pulseira de identificação, se é grave, né? É porque ele chegou lá de acidente, né? Sim, não é uma cirurgia agendada, né? Aí para verificar a alergia, né? E se foi risco de queda, né? Eh, o preparo do paciente, a substituição da roupa pessoal. Eu tô.

Falando assim do início, né? Sim, sim. As recomendações de adornos, tranquilização do acompanhante, a instrução pro jejum, a punção de acesso venoso periférico, as instruções para manutenção do leito. Essa é a posição do enfermeiro, né? Que a gente tem de instruir. Sim, tá certo, certinho.

Posição de maca baixa com as grades elevadas, né? E usa demais, né? O profissional de enfermagem, ele deve solicitar ao anestesista para que o paciente possa, eh, possa ser submetido à cirurgia, porque aí somos nós que vamos solicitar ou é o enfermeiro? Pera aí, deixa eu ver se alguém mais quer concluir mais alguma coisa. Já esclareço, tá? Val, é, não, aí eu coloquei só como enfermeira. Aí depois, como cirurgia, é um buco-maxilo, né? As providências a serem tomadas, ela inclui examinar as condições clínicas do paciente, né? Analisar se o paciente está apto para seguir na cirurgia, considerando as vias aéreas, se estão, eh, pérvias e, e, e patentes, com seus dados vitais, incluindo pressão arterial, saturação de oxigênio e frequência cardíaca. Além disso, né? Eh, a gente deve tomar outras providências que incluem avaliar o risco cirúrgico, solicitar o exame de imagem, né, do paciente, eh, reservar a sala, instrumental cirúrgico e bolsa de sangue. Eu coloquei bolsa de sangue que dependendo de como ele chegou, né? Porque eu não sei se toda cirurgia que a gente deve fazer lá no pronto-socorro se deve fazer a reserva de bolsa de sangue antecipado ou não, ou se é só necessidade. Isso eu não, eu não tinha certeza, que eu não lembro se você já, já falaram isso em sala de aula, não consigo lembrar. E no que se refere aos cuidados pré, eh, pré-cirúrgico, né? Eh, ressaltei aqui a necessidade que seja avaliado os medicamentos que o paciente irá fazer o uso, orientando, né? Se ele não estiver em condições, nós devemos orientar o acompanhante, né? E se for para intubação, deve avaliar se nenhum elemento dentário ou lesão, né, fácil obstrui naquele momento a via aérea ou ele representa, né, aquele risco de aspiração. Eu coloquei assim, não sei se está mais ou menos OK.

Vamos lá, alguém quer acrescentar alguma coisa? Isso aqui é uma provinha oral, hein, gente? E lá, quem acrescenta alguma coisa? Quem é? Qual a opinião de vocês? Eu, eu enviei a, a minha tem muito tempo, na época que você solicitou, é, quando solicitei, né? Você entregou logo. Vamos, gente, vamos participar. Qual a opinião de vocês frente do que a nossa colega falou? Que que vocês acrescentariam? O que que vocês acham que tem que fazer a mais, a menos, ou o que a Valessa falou está correto? Patrícia, tá fechado o seu áudio, amor. Meu B ficou mudo, aí eu não estava ouvindo o que que ela estava falando, aí eu saí e entrei de novo. Então eu peguei só o finalzinho que ela estava falando.

Tá, então vamos lá. A gente tem um paciente, né, que chegou lá no hospital, vítima de acidente de moto, trauma de face. Que que a gente tem que fazer? Então, a primeira coisa, sinais vitais, avaliador e identificação das condições médicas pré-existentes, tá? Então, a gente fez etapa. Qual a segunda etapa, Patrícia? A gente chegou à conclusão que esse paciente precisa fazer uma cirurgia. Cirurgia, aí preparar o paciente para cirurgia, pedindo os exames de imagem, eh, esclarecendo dúvidas do paciente, eh, fazer as fichas de consentimento e analisar os exames de imagem, né? E a, a parte clínica também, palpação, palpação toda face para, para, para ver, para sentir as fraturas, igual a gente fez aquele dia lá, né? Aham. Isso aí. Alguém mais quer acrescentar? Vamos lá. Ó, agora só tem Valesca, Valesca e Patrícia. Eu acho, eu acho que tem que também, eh, não sei, não sei se é costume assim, mas pelo menos quando eu fazia, nunca fiz trauma, né? Mas a gente fazia cirurgia de enxertos no hospital, a gente orientava a equipe de enfermagem como que eles deveriam, eh, colocar o paciente, né? Como que é a limpeza, a parte da limpeza de face ali, como que eles deveriam, eh, higienizar, ter higienização intraoral. Uhum. Acho que é orientação da equipe de enfermagem, a alimentação. Se for para, para, para dar a entrada na internação. Tem mais alguém quer acrescentar alguma coisa? Acho que seria basicamente isso que elas abordaram mesmo, profe. É, todo mundo concorda nisso? Sim. Então vamos lá. Ó, na verdade, o que que a gente tem? A gente tem um paciente lá que acaba de chegar, tá? Quando o paciente chega, vítima de trauma, tá? A equipe de enfermagem é que recebe ele, tá? Junto com a equipe de cirurgia geral, tá? É feito que a gente chama de protocolo de trauma, tá? Então, a partir do momento um paciente vítima de trauma grave chegou com resgate ou chegou com uma ambulância, tá? Essas equipes vão estar. Então, a enfermagem vai estar vendo a roupa do paciente, vendo sinais vitais, pressão, né? Vendo, eh, oxigenação, pegando o acesso, tá? Isso já é assim, é de prática, porque o paciente é vítima de trauma, você tem que ter um acesso para, para com a medicação. A equipe de cirurgia geral já vai estar direcionando de acordo com o trauma os exames que eles vão pedir. Ah, é tomografia do corpo inteiro. Ah, não tem nada em termos de cirurgia geral ou de outra, é só em face. Chama equipe de buco. Vamos colocar esse caso como se tivesse só realmente o trauma na face, tá? Para ficar mais direcionado. Então, passou a equipe da cirurgia geral, viu e realmente ele não tem nenhum outro comprometimento, tá? Devido ao trauma, de alguma área, por exemplo, pulmonar, né? Que tenha a necessidade de fazer alguma intervenção pela cirurgia geral, é realmente um trauma só de face. Então, a buco-maxilo é chamada. Quando a gente chega, o paciente já está com acesso, a cirurgia geral já fez a avaliação inicial, a gente vai começar a confirmar tudo isso, né? Você tem algum problema sistêmico? Você tem alguma alergia? Você bebe, fuma, usa algum tipo de droga? Já teve alguma cirurgia prévia? Já foi internada alguma vez? Né? A gente começa a investigar. E aí a gente vai, como aconteceu o seu trauma? Ah, eu caí. Ah, eu foi um acidente de moto. Eu estava vindo e bati de frente com um carro. Nessa avaliação, a gente já vai perguntar o quê? Você estava de capacete? Ah, estava, mas capacete aberto. Ah, tá bom, né? Você já vai ter uma noção do grau e a intensidade de impacto, certo? E aí a gente vai olhando pro paciente, você vai vendo o quê? Aonde está edemaciado, aonde tem equimose, aonde tem a presença de um hematoma, presença de escoriações, de repente um FCC. Que que é um FCC? Um ferimento corto contuso. E vai direcionando através desse exame visual que você está fazendo, ainda ali, ó, não pus a mão no paciente ainda, né? A área real do trauma, a área real onde teve o primeiro impacto, certo? E aí sim, a gente vai para o exame propriamente dito, né? Onde a gente vai fazer a palpação de toda a face do paciente. Muitas vezes ele está tão inchado que você não consegue fazer a palpação, não consegue sentir degrau, né? Mas você vai vendo se ele está falando com você, então se ele está abrindo e fechando a boca, se ele está ocluindo, encaixando, se a respiração está normal, né? Nasal. Ué, ele fechou a boquinha, ele tem que estar respirando pelo nariz. Se a visão dele está normal, você vai fazendo algumas avaliações. Chegamos à conclusão ali que, poxa, ele teve, vou falar qualquer coisa, tá? Uma fratura de mandíbula, tá? Então, a gente observou nesse caso que ele tem uma limitação de abertura, que ele tem uma mobilidade na mandíbula e está desocluindo, tá? E a gente pede os exames, né? Pré-operatório, exame de sangue, hemograma, coagulograma, glicemia, né? A gente pede radiografia de tórax, eletrocardiograma e a tomografia de face. No exame pré-operatório, quando você pede um hemograma, né? Você vai, vai estar vendo lá, Valesca, o HB e HT do paciente. Não é comum a cirurgia buco pedir bolsa de sangue, reserva de sangue, tá? Não é comum a gente precisar disso. Ah, tá. Alguns pacientes até utilizam, mas não é uma rotina comum. Nossa. Tá bom. No nível de HB e HT, se estiver dentro do padrão de normalidade, você não precisa. Para você pedir bolsa, o que tem que estar abaixo de oito, tá? E sempre você realmente pedir bolsa, sempre vai solicitar esse exame, o HP. Sim, sempre é o hemograma completo, tá? Sim, tá bom. E ali você vendo que há um índice menor que oito, né, de de hemácias, né, e hematócritos, tá? Então ali, HB menor que 8, né? Você pede reserva, tá? Você pede, pedir para transfundir. Por que que a gente precisa transfundir? Ué, porque você precisa de oxigenação tecidual, do sangue, porque você tem realmente uma cicatrização, né? Uhum. Senão você tem o comprometimento sistêmico do paciente e o comprometimento local. Ô, Sandra, então é hemograma, coagulograma, coagulograma normalmente, glicemia, glicemia de jejum, tá? Ureia, creatinina, sódio e potássio. A, aqui eu peço muito TGO e TGP porque os pacientes normalmente, né, são alcoólatras, né, usuário de droga, né? E o, quem é que faz a função hepática? Nossa, que que ela faz? Os fatores de coagulação, né? A gente vê função renal, né? Porque a maioria dos nossos pacientes são muito deficientes, né, gente? Eles são carentes ali no PIRA, tá? Agora, quando você fala numa cirurgia eletiva, esses exames são bem mais enxutos, né? Principalmente, ele pode, pode até ter uma alteração sistêmica, né? Mas normalmente é controlada, né? Você pede PCR, pode pedir, mas pro trauma você não vai ver grande diferença, tá? O PCR é muito bom para você ver infecções e o, o andar do seu tratamento, né, direcionamento. Então, por exemplo, eu tive um, um grau de inflamação que ele teve, tive um abscesso, entrei com antibiótico e quero ver se você está tendo realmente, tá sendo efetivo. Então, o PCR vai estar diminuindo, você entendeu esse processo? No trauma, ele não vai me acrescentar muita coisa, tá? Tá, aí quando a gente fechou, fez a tomografia, a gente vai avisar a enfermagem que o paciente deve ser conduzido pro centro cirúrgico. A gente tem que lançar isso, um aviso cirúrgico, tá? Solicitando sala e vamos ter que lançar também nesse mesmo momento, o quê? Que o paciente, o material que a gente vai precisar, né? Você tem que solicitar. Olha, eh, o paciente X, fratura de mandíbula, preciso de sala para o procedimento, tá? Então, a equipe de enfermagem do, do PA, ela vai fazer o quê? Aquela coleta de exames iniciais e preparar o paciente para a cirurgia, por exemplo, tricotomia de face, né? Tá, higienização ali. Aí vai assumir quem? A equipe de, eh, da enfermagem do centro cirúrgico. Eles vão averiguar tudo que foi feito de exames e tudo e vão receber o paciente pra sala. Então, o enfermeiro do centro cirúrgico é que conduz o paciente e fala sobre qual vai ser a sala que vai ser feito o procedimento. E o técnico de enfermagem que vai lá e verifica se está tudo prontinho. Ah, ele foi internado, tem aqui a evolução, tem a prescrição, se o termo de consentimento ele assinou, né? Tá, então o enfermeiro, material e o material que você vai precisar, você tem que detalhar ou você só fala assim, material para fratura de mandíbula? Não, normalmente você pede, eu peço a caixa certa, né? Caixa especial da buco, caixa de cirurgia ortognática, caixa, por exemplo, terceiro molar, caixa de material consignado 2.0, 1.5. Você tem que determinar o que você quer. Entendeu? Não precisa detalhar todos os. Não, não, são as caixas que já são determinadas para aquele procedimento. Especial da buco é para qualquer fratura que a gente tenha na face, tá? Ô, Sandra, e na hora, se faltar algum instrumento que você, na hora viu que a cirurgia se estendeu para outro procedimento, você solicitando, eh, eles trazem na hora também para você? É, traz o técnico de enfermagem que fica na sala, o circulante de sala. O circulante é o técnico? É o técnico de enfermagem instrumentadora ou é um? Instrumentadora. Normalmente ela está na mesa preparando material para você. O técnico de enfermagem que fica na sala, que é o circulante de sala, é que vai providenciar o material que seja necessário durante o procedimento. Ah, tá bom. Uhum. Tá bom. Uhum. Tá, aí você faz, né? Vai pro centro cirúrgico, vai ter o termo de consentimento anestésico. O anestesista vai perguntar tudo novamente pro paciente, tá? E vai assinar um termo de consentimento anestésico, tá? Aí realmente, aí você vai passar o caso para o anestesista. Olha, uma fratura de mandíbula, paciente XY, ele falou que não tem nenhum problema de saúde, não. Isso, você vai passar o caso com o anestesista e vai falar para ele o que você quer e o tempo cirúrgico. Olha, a intubação nasal, 1 hora e meia de procedimento. Com isso, o anestesista, né, tem a noção que tubo que ele vai precisar e ele já tem a dosagem mais ou menos de medicação que vai ser utilizada, né? Por quê? Porque eu estou dando um tempo, tá? Um período que vai ser esse procedimento. Nossa, Sandra, isso é muito complicado, né? É, nada, é uma dança. É parece uma valsa, cada um vai bonitinho por lado. É porque você tem que falar com, com certeza, né, pro anestesista. Claro. E também ele tem que, né? Porque é médico e dentista ali, né? Sim. Então, você tem que passar aquela, eh, impor, passar segurança com as palavras e termos, né? Sim. Mas é assim, a gente, ó, a gente não, eh, eh, a gente está ali para cuidar do, do paciente, não ficar medindo força, tá, gente? A gente tem muito essa ideia, ai, médico, dentista, gente, é um caso. Ele não entende nada de fratura de mandíbula, ele é anestesista, tem que anestesiar. A gente também não sabe anestesiar e cada um seu quadradinho, entendeu? Uhum. É, tá pedindo força, não tem necessidade disso. Cada um faz o seu melhor dentro da sua especialidade. O que a gente faz, às vezes, ele pode virar e falar assim: "Nossa, Doutora, mas eu não vou conseguir nasal". Aí você sim, vira assim: "Olha, neste caso, tem que ser intubação nasal". Por que não consegue? Então, a gente pode optar como uma traqueostomia, uma submentoniana, você entendeu? Disco, tira o caso, mas sem receio. Eles também, eh, eles não sabem nada de dente também, não, viu? Fica tranquila. De face, nada. Uhum. Tá? Vocês têm que ver o desespero dos anestesistas quando tem um dente, né, com doença periodontal, mobilidade e tal, eles têm que intubar. Eles chamam a gente. Olha, e aqui, he, porque eles têm medo, realmente, né? De repente, tem uma avulsão ali na mão deles, né? Tá? Sim. Então, não precisa, tá? É, é realmente uma equipe, tá? Como enfermagem também tem os procedimentos básicos que são só deles, a gente não tem que ter conduta sobre, né? Eles sabem, tá? Então, nessa parte assim, a, ele vai pro centro cirúrgico e a gente vai estar fazendo o procedimento. Realizou o procedimento, fizemos lá redução, fixação, placa, parafuso. Paciente vai para uma unidade chamada RPA, recuperação anestésica. Nesta unidade, nós vamos estar passando o quê? Um enfermeiro, o técnico de enfermagem que está com a gente, ela vai passar pro técnico de enfermagem responsável pela recuperação anestésica e falar: "Ó, um paciente vítima de trauma, cirurgia foi realizada, eh, intubação, eh, anestesia geral nessa área. O paciente vai estar o quê? Ele está se restabelecendo, tá? Ele só vai pro leito quando ele estiver bem acordadinho, tá bom?". E ali a gente tem a prescrição pós-operatória, onde a gente coloca medicações para, para dor, antibiótico, anti-inflamatório, analgésico, raio-x pós-operatório, onde a gente passa a medicação para, para proteção gástrica, onde a gente usa medicações antieméticas, tá? Por, e a gente faz ali, a enfermagem vai fazer, né, a dosagem e aplicação desse medicamento conforme a necessidade. Depois desse processo, ele estando bem acordado, realmente vai, ele vai no leito, né, aguardando, né, uma reavaliação e uma possível alta, tá? Ficou alguma dúvida nesse percurso? Não. Parece que ficou uma coisa que é bem importante a gente sempre frisar, tá? Pros, pros enfermeiros é o quê? Os traumas de face, é interessante que a gente mantém o paciente com decúbito um pouquinho elevado, tá? Então, um pouquinho mais alto a caminha deles, na cabeça, 30º, 35º. É importante a gente manter um curativo na região, tá? Fazer gelo pós-operatório. Se a ferida intraoral, tá? Orientar a equipe que só alimentação líquida, mais para fria, tá? E os cuidados da higienização. A enfermagem precisa dessas orientações para auxiliar o paciente, tá? Sim. Eu ia te perguntar sobre alimentação. A orientação, né? Se ela é, tu, primeiras horas do trauma, a gente sempre passa dieta líquida. Então, tá. Depois a gente vai melhorando isso com o tempo. Bom, alguém tem alguma coisa que quer perguntar? Não. Tá tranquilo. Ó, segundo caso aqui. Aqui, ó, né? Então, nós temos o paciente que ele foi, aquele paciente nosso inicial, ó, lá, ih, não deu, não foi muito bem, né? Foi um trauma mais extenso, não deu para ele ir direto pro leito, né? Ele teve que ficar intubado, tá? Foi necessário fazer um atraque, ele fazer, ó, manter a intubação e ele foi para UTI. Que que a gente vai precisar agora? Que que muda no nosso planeta? A gente já fez a cirurgia, foi tudo tranquilo. Que que a gente tem que prestar atenção agora? Ó, eu coloquei, eu coloquei sim, é para observar o acúmulo de secreção, né? Pois a secreção impede o fluxo adequado de ar, o que, por sua vez, pode causar o desconforto, né? E esforço na respiração. Aspirar com material estéril as secreções, evitando infecção. Observar também as linhas de conexão, porque é importante certificar que ele não está correndo nenhuma interrupção na passagem do ar, né? Se tem alguma coisa ali na passagem do ar. Manter fixação adequada para que seja possível fornecer um suporte ventilatório de maneira adequada, sem lesionar as estruturas faciais. Os cuidados que deve ser tomado pela equipe, né? Certo. Então, você diria que quais são os maiores riscos que a gente tem? Primeira coisa, acho que é o monitoramento constante. Monitoramento do paciente, frequência cardíaca, pressão arterial, saturação de oxigênio, temperatura. Sim, perfeito. Depois é o controle de dor. Sim. Professora, mas nesse aí aqui de enfermagem, administrar os analgésicos para garantir o conforto. Sim. Aí eu coloquei higiene bucal. Não sei se isso é constante lá. Sim, higiene bucal adequada para prevenir infecções. Certo. Fala, aspiração de secreções. Os pacientes, os, podem acumular as secreções e aí dificultar a respiração. Então, enfermagem tem que ter aspiração constante ali, né? Tem que ter uma máquina de aspiração do lado do paciente intubado, né? Uhum. Prevenção das úlceras de pressão. Então, às vezes tem que já, já adequar a posição do paciente, igual você falou, a cabeça mais alta, mas e se ficar o dia inteiro? Tem que virar ele de lado, ver se, verificar se ele está virando, né? Uhum. A nutrição adequada, porque os pacientes intubados têm dificuldade de alimentar, né? S, eles vêm dieta enteral, né? É, não sei se eles tomam água, eles conseguem pela dieta ali, sondinha. Ah, na sonda mesmo. E, e aí orientar a equipe de enfermagem a manter comunicação constante com a equipe da buco, né? Uhum. Professor, acho que de forma mais, mais resumida e prática, na realidade, né? A partir do momento que esse paciente ele foi encaminhado para UTI, conforme cada um de nós sabemos, cada um está no seu quadrado. Existe, existe já a rotina da UTI, né? Então, esse paciente ele já vai estar sendo monitorado, todos os sinais vitais, pacientes já vão estar sendo monitorado. Eh, eu acho que cabe mais a, a buco, é o que que, o que evoluiu esse quadro? Qual o motivo? Então, por exemplo, eh, está tudo bem com a nossa cirurgia, né? Como já foi dito antes pelas colegas, existe a presença de um edema significativo, um hematoma, tem secreção, não tem secreção, que daí sim, para você poder, eh, orientar no, no cuidado do posicionamento, apesar de que já vai estar, eh, eh, intubado, vai já estar, já monitorado, mas é assim, se houve uma contaminação daquela ferida, se precisa aspirar. E o principal cuidado entra na questão da odontologia hospitalar, que vai cair pra buco em muitos lugares, que é o quê? A, a atenção com a higiene oral, a atenção com o foco contaminante, com a contaminação para não ter um risco. Esse paciente está intubado, é um risco muito grande, né? E no caso da higiene, o que pode ser feito para, para melhorar? Se ele tem uma úlcera, se não tem uma úlcera, se precisa fazer uma laserterapia ou não. Eu acredito que é mais nesse sentido. Mas basicamente é isso mesmo, tá? Quando o paciente é assumido pela equipe de UTI, a UTI já tem todo um padrão de, né, de atendimento do paciente, ele já entra realmente com toda aquele, eh, de medicação, tudo. Eles vão assumir, tá? A gente passa a focar exatamente no que a gente, na nossa área, tá? Então, é orientar a higiene, é orientar a aspiração, de repente um posicionamento melhor da sonda, para que a gente tenha uma, evitar lesões, tá? Vou te falar, às vezes, eh, a gente tem que cuidar mais do paciente, porque quem fica no CTI às vezes não tem esse cuidado tão perto. Não, eu sei, porque eu já fiquei no CTI e a questão da dor, ela é muito subjetiva. Se o paciente está ali aguentando a dor, a equipe de enfermagem, ela não vai, a enfermagem, ela fica ali perdida em termos assim: "Pode higienizar? Não pode? Pode aspirar? Tá essa lesão que apareceu na boca, a gente trata ou deixa?". Entendeu? A enfermagem precisa desse tipo de orientação para os cuidados das lesões. Eu acho tipo de dor também. Você não acha, não? Sabe, dor que o intensivista já entra com medicações, tá? Pelo porte cirúrgico, a gente também, ó, mais uma vez, a gente passa o caso para a equipe da UTI, tá bom? Então, é um paciente vítima de trauma grave, trauma de face, realizado procedimento, por exemplo, de fratura, redução de fraturas em face, tá? Cirurgia de faz conta, vou futar qualquer bobagem, tá? Umas 3 horas, meia hora, por aí, tá bom? Então, a gente já passa para o intensivista todo o quadro. O intensivista já entra com medicações adequadas para aquele caso. A gente pode discutir, tá? Tipo, "Ai, Doutora, esse faz de conta, ai, dipirona é pouco, um tramal, alguma coisa assim". Entendeu? Eh, a gente discute, tá? Mas normalmente paciente da UTI, eles estão sob, conduto, sob cuidado do intensivista. A gente passa o caso e vai fazendo os acompanhamentos pós-operatório, discutindo a evolução, mas a prescrição é de responsabilidade da Pediatria, tá? A gente discute. Ah, eu preferia que mudasse o antibiótico, a dosagem. Ah, eu preferia que entrasse com uma dieta tal. A gente discute, tá? Mas a responsabilidade da, da prescrição é do pediatra. Bom, ó, lá. Vamos para outra. A gente tem um paciente, ficou alguma dúvida nisso, gente? Tranquila. A gente tem um paciente de 46 anos, 90 kg, ele fala que é diabético, hipertenso e aí ele foi fazer a extração, né, de um dente incluso e agora ele está se queixando de dor severa, edema local. Qual conduta que vocês tomariam em termos de medicação, tá? Cuidados pós-operatório e que que vocês poderiam estar realizando de assim, eh, para melhorar esse quadro desse paciente? Como é que, que que vocês agiam? Ó, é um terceiro molar, hein? Tá fácil. É aí, primeira analgesia, concorda comigo? Por exemplo, paciente passou por uma distração de terceiro molar e ele vem com uma evolução de dor, edema intenso. Pois, an, poderia pensar preventivamente ali, antes de fazer o procedimento. O que que a gente pode mudar para melhorar um quadro desse? É o ideal seria já dar o anti-inflamatório antes da cirurgia, mas ali já está falando que é depois, né? É depois, mas tá, vamos, vamos lá pensar assim. Ah, nos meus casos, para evitar isso, por exemplo, tá? É, eu já dou antibiótico e anti-inflamatório e analgésico. Eu começo com antibiótico um dia antes, aham, tá? Dependendo do procedimento, eu entro com corticoide, como a gente faz na clínica, com corticoide uma hora antes e analgésico já uma hora antes, sim, tá? Às vezes associo com algum anti-inflamatório, tá bom? Agora, por exemplo, aqui deu tudo errado, ele está inchado, está doendo. Que que a gente pode estar fazendo? É a, a parte da inflamação já, já, já ocorreu a cascata inflamatória, então é mais difícil de cessar, mas de qualquer maneira, tem que dar anti-inflamatório, né? Tem que dar tudo, analgésico, anti-inflamatório, antibiótico. Só que se, se tiver uma dor maior, aí a gente tem que dar um analgésico tipo opioide, por exemplo, uma codeína. Sim, perfeito. É importante a gente avaliar, né? Eu, por exemplo, se eu pego um paciente desse chegando para mim, eu vou perguntar para ele também assim, eh, foi muito traumática a extração? Demorou muito? Porque aí você já sabe também, né? Se aquele edema todo é decorrente de realmente do procedimento cirúrgico, né? Mas a gente vê aqui, ó, poxa, ele é diabético, né? Então, o risco de uma infecção aí é brava, né? Então, a gente vê se ele tomou o antibiótico, se está tomando. É interessante a gente ver o local da cirurgia, né? Se há alguma, na região, alguma coisa que mostre pra gente que houve um processo de infecção local já evoluindo, tá? Porque diabético, ele tem uma tendência de evoluir muito rápido nas infecções, tá? Para virar uma, um abscesso, é 2 minutos, tá? Mas basicamente aí, depois, né, orientar-se, né? Intervir no local diretamente, eu não faria, a não ser que realmente você está vendo que está, né, eh, uma infecção que necessita de uma limpeza, de uma irrigação, alguma coisa assim, tá? Eu, eu medicar e faria o acompanhamento, tá bom? Alguém quer acrescentar alguma coisa? Ô, ô, Sandra, eu coloquei também assim, porque, eh, pela experiência aqui na clínica, né, que é cirurgia plástica, como é especialidade aqui, é ex-obeso, muitos têm diabetes, sabe? Então, assim, anti-inflamatório é o último que o Dr. Jorge pensa assim, nas cirurgias, eh, primeiras, eh, que sugere-se é terapêutica de antibiótico mesmo, né? Porque ele é paciente de risco, vai abrir, pode dar necrose, aquela ferida não fecha, né? Uhum. Então, ele sempre, eh, analgésico e antibiótico, anti-inflamatório, lógico, né? Pode precisar, mas é em último caso. Não sei se seria a mesma coisa tipo, mas é que procedimento cirúrgico, quando você fala estético, né, em cirurgia plástica, eles não gostam mesmo de anti-inflamatório, não. Sim, mas eu penso assim que como eu, mas aqui no caso intraoral, né? Você precisa dar uma reduzida nesse processo, resposta, ou por exemplo, até, inflamatória, porque por causa de todo o edema que ele está tendo, sim, né? Você pode ter dificuldade até mesmo na deglutição. Diabético, é mais o corticoide, né? Corticoide, é, pode dar o anti-inflamatório normal, pode, pode. E ficou alguma dúvida? Alguém quer acrescentar alguma coisa? Não. Então, vamos lá. É a quinta pergunta. Quinta é a quinta. Tá certo. Então, lá, a gente tem um paciente, 76 anos, 75 kg, ela fala que tem, eh, alteração, né? Hipertensão arterial, tem uma alteração cardíaca, né? É alérgica à ampicilina. Passou por um procedimento de implante sem intercorrência. Vai ser necessário, será necessário antibiótico profilático ou terapêutico? Qual a melhor analgesia, que analgésico, que anti-inflamatório que a gente poderia utilizar? Então, ela fez um tratamento, né? Ela vai ser submetida, não, ela passou por um, passou, desculpa, passou por um procedimento de implante. Que que você faria nesse caso? Eu coloquei que ele precisa de antibiótico terapêutico e profilático, mas como ele é um paciente alérgico, né, a ampicilina, então deve fazer o uso de clindamicina ou azitromicina. Certo. Perfeito. É isso aí. Eh, eh, por ser um procedimento com potencial inflamatório e doloroso, analgésico, anti-inflamatório também seria recomendado, né, pro pós-operatório? Sim. Que que você usaria? Moderadas, né? Dipirona ou paracetamol. Sim, perfeito. Se ele tiver uma dor forte, né? O paracetamol com codeína. Perfeito. Muito bem. Fr, coloquei isso. Sim. Você pode usar também uma dexametasona, tá? A dex, né? Tá. Se for um caso onde a gente tem, por exemplo, faz de conta que a gente está fazendo isso a nível hospitalar, né? A gente usa muito o, ai, meu Deus, você faz a olina, né? É o reflexo, tá bom? Só que a dosagem é maior e endovenosa. Ah, endovenosa. Ó, já tive pacientes, tá, que fizeram. Esse daqui foi engraçado, viu, Laer? Eu fui chamada para, você ver como a buco é chamada para tudo, tá bom? O paciente com aumento de volume na região cervical posterior, tá? Mas ele fez um implante, rapaz, fez, tá bom? Ele fez o implante na região do 36, há 3 meses atrás, sabe? E ontem ele foi no dentista e colocou um cicatrizador. Nossa, tudo começou aí, tá bom? Então, já teve caso de eu ser chamada para isso, tá bom? De olhar pro cirurgião geral e falar assim: "Oi, como é que é? Não, querida, não tem nada a ver com o implante, tá? Vamos pesquisar, faz um tomo, faz uma ressonância, ultrassom". Tá bom? Mas nessa região posterior, aí não tem nada a ver com a cavidade oral, muito menos com o cuidado. Coitado, cicatrizador foi colocado nesse implante? Pois é. Tá? Então, a gente também tem que tomar cuidado com essas coisas, sabe? Que muitas vezes, né, a gente é chamado por umas coisas que assim, como eles não sabem para onde correr, eles têm que eliminar uma possível dúvida, entendeu? Tá? Então, eles vão excluindo o fator. Pode ser quem faz muito isso com a gente também é o clínico médico, né, da clínica médica. O paciente está lá internado, acamado, tem 20 dias, ele está desenvolvendo febre. Eles já olharam de tudo quanto é lado possível, de onde está vindo esse foco de infecção, de onde está vindo essa inflamação, né? Eles perdem para a buco. Existe algum foco dentário? Existe alguma causa oral ali que pode estar acometendo e causando esse processo de febre? Você entendeu? E a gente tem que auxiliar as demais, né, especialidades para realmente sanar aquele questionamento, aquela dúvida do paciente, né? Aquele problema, aquela patologia no momento, tá? Alguém tem alguma coisa para perguntar? A minha aula de hoje de dente de estrutura chata, né, gente? Pesada, mas tem que falar disso, tá? Desculpa aí, gente. Tá claro para vocês? Sim. Agora, o que eu queria conversar uma coisa com vocês. A Luciana, né, disse que falou. Alguém tem mais algum questionamento nessas questões? Alguma dúvida? Foi bom esses casos clínicos, viu? Oi, foi muito bom esses casos clínicos. É, vou fazer isso. Vou colocar alguns casos no final das nossas aulas, tá? Para a gente ir discutindo. Mas aí eu vou tentar pôr foto, acho que vai ficar mais legal e a gente vai discutir em cima daquele fotografia, aquele caso, tá? Uma horinha antes de terminar a aula. Então, no seminário, no final, tá? Sim. Para a gente ir discutindo. Acho que é bem legal, bem produtivo, gente, esses seminários, tá? É, são para focar sobre as aulas que vocês tiveram, para a gente sanar dúvidas que ainda tiveram após as aulas, tá? Então, tentem sugar mais dos artigos que vocês pegam, tá? Tem uns artigos que são excelentes, eu até guardo ali, eu olho, dou uma lidinha por cima, dou uma verificada, faço alguns questionamentos ali, né? Mas é importante que vocês façam isso também, né? Tá? Para ir acrescentando, né? Para que a gente tenha uma discussão bem bacana, tá bom? Paloma, você está aí? Sim. Oi, professora. Eu, Luana, que você tem que apresentar, né? Paloma já está habilitada. As outras duas não deram retorno. Não deram retorno. Então, é Luciana, só. Bom, só pegar aqui meu fone, professora. Pera aí, tá bom? Deixa eu. Agora já está habilitado, né? Eu esqueço, professora, como é. Já está vendo aí, professora? Não. Ai, meu Deus, onde que é? Compartilhar. O tio foi te buscar. Tranquilo. Tela já está. Pera aí, professora. Dá para ver agora? Professora, na minha tela ainda não. Falou, mas ah, ah, deu para ver. Pera aí, pera aí. Agora. E agora apareceu? Não. Qual que é o procedimento que você está fazendo, Doutora? Eu estou indo compartilhar a tela. Isso aí, você seleciona qual quadro. A tela. Isso. Zoom. Isso. Iniciar a transmissão. Isso mesmo. Aí agora, deixa aí. Foi. Agora está começando. Isso. Perfeito. Se você, aí esse, esse quadradinho da tela do intro, você pode arrastar ele pro lado, para algum cantinho que ele fica. Isso. Pronto. Então, bom dia, professora. Primeiramente, me desculpa pelo, pelo demorar. Eh, como eu falei pra senhora, eu estava em viagem, né? Peço lhe perdão. Eh, eu peguei um artigo, professora, que fala sobre, eh, o PRF para recobrimento radicular, tá? A gente peguei aqui uma revisão de narrativa e eu achei bem legal. Eu achei ele um, um pouco simples e curto, mas achei ele bem interessante porque, eh, eu não tenho tanta experiência, né, intraoral, que eu não trabalho muito com, com dente, né? Mas eu achei bem interessante porque eu, particularmente, ainda não tinha visto o uso do PRF para recobrimento radicular, particular, né? Para cobrir ali recessão gengival, né? E que eu vejo lá na clínica que

A gente tem uma implanto que ela usa bastante na implantodontia, então eu achei bem interessante por conta disso. Então, eh, nesse artigo ele fala sobre o PRF utilizado na odontologia com o objetivo de recobrir as raízes do dente, uma vez que foram expostas, né, devido à retração gengival.

E aí, eh, a gente sabe que a retração gengival ela pode ser ocasionada por diversos fatores, né: escovação inadequada, doença periodontal, o envelhecimento. E isso vai provocando, eh, a exposição da raiz do dente, que para a saúde do dente não é bom, e a estética também. E aí esse artigo ele está falando que a gente usa o PRF para ajudar a fazer esse recobrimento, né? Nessa, nessa narrativa a gente vai falar um pouco sobre, eh, esse recobrimento com o PRF.

Então, aqui a gente tem a etiologia da retração gengival, né? Que é a retração gengival, ele é um problema periodontal que é comum, né? E pode ser causada por uma série de fatores, incluindo aí doença periodontal, inflamação da gengiva crônica, trauma físico-químico na gengiva, como por exemplo a escovação, eh, ou uso excessivo de enxaguante bucal, maloclusão dentária, né, de dentes mal posicionados. Isso pode estar ocasionando a retração gengival.

E aí a gente vai falar aqui um pouquinho da anatomia periodontal. Então, aqui a gente tem a anatomia periodontal, tá? A anatomia periodontal ela é composta por diversas estruturas que atuam como um conjunto para manter a saúde e a estabilidade dos dentes, né? Então, aqui, ó, a gengiva, por exemplo, ela é uma mucosa que ela vai recobrir a superfície óssea do processo alveolar e ela tem a função de proteger o osso e as fibras periodontais subjacentes.

Eh, já o cemento é uma camada mineralizada que recobre a raiz do dente e ela é responsável pela fixação das fibras periodontais. O ligamento periodontal é uma estrutura fibrosa que conecta o cemento ao osso alveolar, que permite a absorção dos impactos durante a mastigação. E por fim, a gente vai ter o alvéolo, né, que é um tecido ósseo que suporta e mantém os dentes em posição.

A fibrina rica em plaqueta, né, a fibrina rica em plaqueta, ela é um biomaterial autólogo que é produzido a partir do sangue do próprio paciente. Essa técnica ela é relativamente nova, por isso que eu achei bem interessante, que eu mesmo ainda não tinha, não tinha visto, né? E ela é, ela é realizada para fazer o recobrimento radicular nos casos de retração gengival.

O PRF ele tem uma grande quantidade de plaquetas e leucócitos que, além de fatores de crescimento e toxinas, eles vão promover a regeneração do tecido e a angiogênese, né? Esse processo, eh, ele se dá através da centrifugação do sangue, tá? Que a gente vai preparar, dali a gente vai tirar uma camada intermediária, que é ela que contém o PRF. E essa, essa, essa pequena fibrina que a gente vai pegar, ela, a gente vai colocar, ela vai recobrir ali na região do, do, do canal radicular. Então, a gente vai anexar ela ali e aí ela vai estimular ali, é como se fosse, eh, na minha leitura, né, um material, eh, biorregenerador. Ele vai ali se ajudar a promover a regeneração do tecido naquela região, tá?

Aí o tratamento para o recobrimento radicular, ele vai pegar a técnica, vai consistir em quê? Pegar a fibrina, né, de PRF que vem no próprio sangue do paciente, né, que é um concentrado que a gente vai tirar após a centrifugação, e a gente vai colocar ela ali naquela região e ela vai, o quê? A gente vai regenerar esse tecido.

Mecanismo de ação do PRF: a fibrina rica em plaquetas ela é um biomaterial autólogo que pode ser utilizado no recobrimento radicular em casos de regeneração gengival. O PRF ele é muito utilizado, o próprio sangue do paciente, porque ele contém uma grande, eh, compatibilidade, diminui o risco de rejeição, além da técnica de obtenção do PRF que é muito mais simples e muito mais rápida, né? É um material bem mais acessível, tá?

E o PRF ele atua nos processos de cicatrização e regeneração dos tecidos periodontais. Ele é um excelente material utilizado, principalmente a gente tem um sucesso muito grande nos enxertos, né, dentários, quando a gente vai fazer os enxertos para colocar os implantes dentários. Ele, ele vai ser composto de matriz fibrilar, né, tridimensional que contém uma grande quantidade de fatores de crescimento e toxinas, eh, como o transformador, eh, beta, o TGF-beta, e o fator de crescimento vascular endotelial, tá, que é o V, eh, VEGF.

Esses fatores de crescimento vão estimular a proliferação celular e angiogênese e a síntese da matriz celular, o que favorece a regeneração dos tecidos periodontais. Além disso, o PRF ele também atua como barreira mecânica, que ele impede a penetração de microrganismos, protege e vai tratar a área, né? Promove uma adesão e a migração de células de tecido gengival, o que vai acelerar o processo de cicatrização. Eh, o PRF ele é capaz de reduzir o processo inflamatório do local, o que melhora o conforto do paciente durante todo o pós-operatório.

Aí, considerações finais: a gente tem aqui os estudos que confirmam, né, que o PRF é um biomaterial regenerativo de fato, que ele tem amplas aplicações clínicas na odontologia. E por ser 100% autógeno, de obtenção rápida, com baixo custo e sem contraindicação para os tratamentos de recessão gengival, os resultados foram, eh, contraditórios e não são tão favoráveis. Mas ainda assim, houve uma vantagem adicional sobre a inserção na clínica e as recessões gengivais, como de classe 1 e 2, o aumento de espessura de tecido gengival, de biotipo gengival, e além do uso do PRF, os pacientes que portam menor desconforto no pós-operatório.

São necessárias mais pesquisas ainda, né, com maiores amostras e estudos para afirmar os benefícios de fato do potencial do PRF com a substituição ou como adjunto aos tratamentos convencionais de recobrimento radicular dentro da especialidade da periodontia.

Então, aqui eu deixei a referência e eu achei bem interessante mesmo esse artigo, não tá? Onde nós discutimos muito sobre o PRF, né? E realmente ele é muito utilizado em várias, né, especialidades, né? E vem se mostrando bastante. Ainda tem muita coisa que a gente tem que estudar, né, professora? Ainda tem muita coisa para aprimorar, mas assim, na minha leitura, eu vejo que ele é um biorregenerador com potência, com grande potencial. Sim, sim. Você utiliza, não, professora?

Há muitos anos atrás eu, eu usei na estética, né, para procedimento estético. Hoje eu não uso mais. Hoje eu não uso mais por isso, Lu.

Por que não usa mais hoje?

Hoje está vindo para o mercado, eh, muitos produtos que para a gente na clínica é mais fácil, eh, o manuseio. Então, como a minha rotina clínica ela é muito, eu estou falando de mim, tá, professora, como a minha rotina clínica ela é muito intensa, então para mim não compensa, eh, pegar o sangue do paciente, centrifugar, fazer o preparo, porque todo um passo a passo tem que ter muito cuidado. Então, meio que para mim não compensa. Para mim é mais prático pegar produtos e fazer o tratamento do paciente. Então, para mim, entendeu? Aí eu parei de usar. Não é pela, eh, ineficiência dele em algum procedimento seu, muito pelo contrário, você tinha até sucesso no tratamento, mas é que tinha, tinha todo o preparo, né?

É assim, eu fico também muito preocupada com o risco de contaminação, porque quando a gente trabalha, pelo menos no meu consultório, eu não trabalho só, eu tenho pelo menos dois auxiliares. Então, às vezes eu fico muito preocupada nesse processo de preparo de contaminar. Então, para mim o material ali ele já vem pronto, é mais prático para injetar no paciente. Então, eu particularmente prefiro, entendeu? E aí também tínhamos alguns pacientes que questionavam: "Ai, mas é o meu sangue, não vai acontecer isso comigo? Eu não vou ficar com, com sem, sem sangue?" Às vezes eles não entendiam que aquela quantidade era mínima, era mínima, né? E aí eu comecei, disse: "Ah, é muita dor de cabeça". Mas antes, usar o produto mesmo, o paciente chega, paga, a gente aplica e vai embora.

É engraçado, né? Eu vejo aqui no consultório às vezes, né? Bem que os meus pacientes aceitam bem, mas eles olham estranho. Eu acho que se eu pegasse uma seringa e falasse assim: "Ó, vou colocar isso aí dentro do alvéolo", tá? Ele diz: "Tá bom". Agora, quando eu colho o sangue, parece um negócio diferente, né? Parece de outro planeta assim. "Nossa, é uma sensação estranha, né?"

Engraçado.

É. E aí acabava que, eh, assim, a minha experiência era que o tempo clínico daquele paciente aumentava muito e ele pagava a mesma coisa de um, de um bioestimulador, de um biorregenerador que eu uso, que ali está mais prático para mim só injetar. Então, assim, para minha rotina clínica não, não, não compensava e eu parei de usar.

Entendi.

Tenho todo material aqui, professora. Tenho, tenho tudo, mas não uso.

Tá bom. Ok. Parabéns, viu? Vamos tentar se organizar bonitinho, Luciana, para apresentar o seminário no dia certo.

Professora, tá. Eu lhe peço perdão. Foi porque a minha passagem foi trocada e assim como a minha vida é muito, muito, muito corrida, e aí eu estava achando que o seminário ia ser, eh, semana passada. E aí quando eu fui olhar, eu disse: "Meu Deus, vai dar bem no dia que eu vou estar viajando". Aí lá vai eu falar com a professora. Mas obrigada pela sua compreensão, professora. Muito obrigada mesmo.

Mas, gente, alguém mais tem alguma coisa para falar? Está tranquilo, Paloma? Alguém para apresentar mais coisa?

Não, doutora, ninguém entrou em contato.

Tá bom. Ok. Bom, à tarde vocês têm aula com o Caio, né? Amanhã vai ser Igor e o, e à tarde vai ser com o ortodontista que agora me fugiu o nome dele, tá? Gente, essa atividade que a gente fez, uma breve discussão hoje, né, passando, eu quero que vocês encaminhem para mim por escrito, tá? Trabalho individual, tá bom? Porque na verdade quem falou, Laércio, Patrícia e Valesca, cadê o resto da galera? Está todo mundo dormindo? Então, é para por escrito bonitinho encaminhar para mim, tá? Individual, tá bom? Eu vou tentar fazer isso, sabe? Terminando a aula, pegar um caso e a gente discutir, tá? Quais são os, os procedimentos, o que a gente deve fazer. Vou jogar alguns casinhos onde a gente tem uma alteração sistêmica para a gente ir discutindo e baseando um pouquinho mais essa parte para vocês, tá bom? Obrigado pela, pela participação de vocês, tá bom? Vamos almoçar e, por favor, doutor Caio, às 2 horas, tá?

Doutora, tchau.

Tchau, galera. Tchau, tchau, professora. Obrigada.

Pronto, pessoal. E a aula da tarde vai retornar às 13:30, tá bom?

Que horas? 1:30 ou 3:30?

1:30. 13:30.

Ok, obrigada.

Então, tá, pessoal. Seguinte, eh, eu, eh, o que eu queria começar conversando com vocês é sobre uma reflexão que a gente pode fazer da odontologia atual. Ontem eu tive uma, uma, um treinamento lá que a gente, a gente realizou na Dermadrim e eu estava conversando com a dona da empresa no final do treinamento, né? E foi uma discussão muito proveitosa. Eu queria compartilhar isso com vocês dois.

Eh, o que que acontece, né? A, o futuro da odontologia, eh, e das relações que existem hoje de trabalho, né, com todas essas novas tecnologias, é meio que se a gente fizer uma analogia, parecido com a questão de você investir na bolsa. Então, você tem que analisar o mercado ou ver as tendências e aí parar e pensar para onde a gente deve seguir e o nosso caminho e ver aonde que o caminho que a gente vai trilhar é mais assertivo ou não.

Por que que eu estou falando isso? Porque existe já, eh, na harmonização orofacial, que é a coqueluche aí da odontologia dos últimos 5 anos, vamos dizer assim, é uma queda já da procura por parte dos pacientes pela concorrência e outras especialidades, além da medicina, estão fazendo procedimento. E eu vejo que você ser um dentista, dentista, dentista, fazendo e qualquer especialidade que não seja harmonização facial, ou se você quer partir um pouco para a parte estética e ser um bucomaxilo, que é o que vocês dois estão fazendo, eh, se diferenciar dos demais profissionais. Porque, ah, Valesca está aqui também. Ô, Valesca, boa tarde.

E então, esse, esse, essa diferenciação e esse, esse plus que vocês estão conquistando fazendo um curso diferenciado, eh, vai ajudar vocês a não ser mais um do mesmo. Então, o que que eu estava conversando? Difícil, na verdade, é você conseguir colocar uma pessoa na sua cadeira. Uma vez ela estando lá, eh, você tem que ofertar tudo que você pode, eh, para esse paciente.

Então, às vezes, quando a gente está falando de uma harmonização orofacial, quando a gente está falando de um procedimento pré-operatório para se fazer, eh, uma ortognática, para você fazer um pré-operatório e um planejamento protético, para você fazer um pré-operatório, um planejamento, eh, completo odontológico que envolva endodontia, periodontia, prótese, cirurgia, a gente precisa analisar o paciente por completo. E eu vejo que uma das tendências, além da, da, da questão de você atender o paciente como um todo, é o planejamento.

Então, antes de começar a falar sobre a genoplastia, eu ontem estava me preparando aqui para conversar com vocês e eu vi esse artigo que eu vou compartilhar, esse artigo com todos vocês, por na íntegra. Mas é um artigo muito interessante que fala sobre as, as, eh, as proporções que a gente tem na face e os cuidados que a gente tem que ter com esses planejamentos.

Então, por que que eu estou mostrando isso? Ah, Caio, mas eu não faço HOF. Tudo bem, mas se você faz prótese, você tem que saber disso, porque o terço inferior, né, que tem essa proporção aqui de 1/3 e 2/3, que a gente está aqui comentando, é fundamental para a beleza do paciente e ela é altamente dependente da dimensão vertical, né? Então, ai, Caio, mas eu não reabilito, eu não faço. Tudo bem, mas você tem que planejar e talvez montar uma equipe multidisciplinar dentro do seu consultório: alguém que faça endo, alguém que faça orto, alguém que faça prótese, alguém que faça perio, para que você não deixe esse paciente primeiramente desassistido e, segundo, não deixar o paciente ir embora para outro consultório. Porque o dia que se ele sair do seu consultório e for para outro, a chance de você perdê-lo é grande e hoje em dia é difícil você conquistar esse paciente. Então, essas proporções da face são muito relevantes e importantes para, como eu disse, planejar.

Então, vamos lá. Vários pontos são importantes da anatomia da face, né? Porque a gente precisa ter ciência desses pontos e eu gostaria aqui de compartilhar com vocês. A gente tem algumas linhas que são referência para a nossa face e é importante a gente saber, porque não adianta, por exemplo, você fazer uma gengivoplastia e depois colocar faceta nesse paciente se a mordida dele não vai comportar essas facetas, ou se você aumentar o tamanho do dente sem você aumentar, eh, definir um contorno correto, a gente não vai conseguir, eh, fazer com que esse paciente tenha um resultado satisfatório e longevo.

Eh, a gente tem que tomar cuidado, eh, ao planejar esse paciente se temos que associar, por exemplo, a toxina botulínica, uma placa de mordida depois de uma faceta, ou até mesmo, eh, sugerir uma cirurgia ortognática como uma correção ortodôntica antes de se fazer o procedimento, eh, da gengivoplastia, antes de você planejar uma prótese. Então, quando a gente fala de gengivoplastia, nós estamos falando de um procedimento que tem que ter todo um preparo antes de ser feito. Esse preparo você consegue definir a partir de um bom planejamento.

Pessoal, alguém, se eu, alguém tiver alguma dúvida, se alguém quiser interromper em algum momento, eu, eh, tenho o maior prazer em esclarecer, tá bom? Eh, e a gente vai conversando, eu acho que fica até mais produtivo, tá?

Eh, vamos lá. Então, essa linha que eu estou aqui passando para vocês é uma linha muito interessante que serve para tudo. Serve para você planejar uma harmonização, para você planejar uma reabilitação protética, uma ortodôntica. Então, a gente tem que entender que para uma pessoa ter os traços da face bonitos, ela tem que ter essa linha que vai da glabela, da base do nariz e da ponta do queixo. Qualquer alteração dessa linha, a gente começa a ter discrepância e essa discrepância não vai gerar uma harmonia e essa harmonia não vai gerar a beleza almejada.

Então, quando a gente fala desses pontos e, como eu disse, eu vou passar esse, esse artigo para vocês, a gente precisa ter noção desses pontos para poder fazer um planejamento. Mas, Caio, você está falando de genoplastia, está falando da face do paciente. É, sim, eu estou falando, porque às vezes a gengivoplastia não é um indicado para um paciente que tem uma maxila muito grande, um sorriso gengival muito grande. Então, eu tenho que saber diagnosticar o paciente como um todo para poder tratá-lo como um todo, né? Ainda mais vocês que são agora praticamente bucomaxilofaciais.

Vamos lá. Esses três pontos aqui são muito relevantes: essa angulação de 45 graus, eh, aproximadamente da ponta do nariz, da base do nariz e do, eh, lábio superior também é uma proporção importante. Não só para você preencher um lábio, para você preencher um, um nariz, fazer uma rinoplastia, mas também para definir o tamanho dos dentes ou de uma prótese. Se você vai fazer uma reabilitação tipo protocolo de Brånemark, uma dentadura posterior, eh, superior, né, um APT superior e um protocolo com implantes na região inferior, eu não posso também fazer com que esse ângulo fique muito proeminente, porque a pessoa não vai conseguir selar os lábios, né? Ela vai falar "p, p, pindo".

Então, todas essas angulações, todas essas questões, eh, de referência, a gente tem que analisar sempre antes de iniciar um tratamento, seja ele qual for, dentro da odontologia. Então, a intersecção dessas, desse ângulo com aquela linha que eu já falei para vocês, que é importante ela ter coerência. E esse outro ângulo aqui, que é um ângulo que é importante, que define a, a distinção do queixo com do lábio.

Por que que eu falo isso para vocês? Eh, esses dias eu tive a oportunidade de ter um coreano aqui no consultório, que ele veio apresentar um produto. O cara coreano mesmo, médico coreano, que ele veio através da, da Med System, eh, conversar comigo, né? E ele quis fazer uma demonstração. E aí ele está, ele falou que para planejar brasileiro era difícil, porque lá na Coreia todo mundo é muito padronizado. Todo mundo que procura ele para fazer um procedimento quer ocidentalizado o rosto ou ele quer fazer pequenas alterações que sempre são as mesmas, porque todo mundo lá é muito parecido. E aqui no Brasil tem gente alta, gente baixa, negra, mameluca, índio, tem tudo, né? A gente tem uma variação anatômica da face muito grande, né? Então, temos pessoas de diferentes, eh, eh, eh, eh, origens, né? O que faz com que o planejamento para aquela pessoa, principalmente no Brasil, seja cada vez mais necessário ser individualizado. Diferentemente dele lá na Coreia, ele falou: "Cara, é todo mundo igual, então praticamente eu faço sempre a mesma coisa. Para vocês não dá, né?"

Então, essas referências que eu estou passando para vocês também são importantes, porque como eu havia dito, para nós é muito mais difícil, né, do que um europeu ou um cara que, né, um alemão, um cara que tem uma, uma, uma cultura que não tem tanta aminação, tanta mistura, é, é mais fácil, né? As pessoas são padronizadas. No Brasil não há padronização, não há padronização. Então, a gente tem que de fato analisar essas referências para não comer bola.

E essa, esse ângulo também, né, importante, quase de 90 graus aqui em relação à linha do mento, a linha, o ângulo da mandíbula e o pescoço, para a gente não deixar uma pessoa só, eh, com cara de, de única, né? A questão pescoço e, e queixo, eh, quem é que assiste aí o Jornal Nacional, o Jornal da Band? Tem o nosso Ministro da Justiça, o Flávio Dino, ele é uma coisa só, né? Ele é pescoço, queixo e bochecha, tudo de uma vez só. Aqueles, aqueles bolivianos que ficam tocando flauta na, na, na, nas rodoviárias, eles também é queixo, pescoço e ângulo da mandíbula, é uma coisa só, não há distinção. Então, é importante também a gente entender que aquele paciente que a gente vai reabilitar precisa ter essas proporções também, porque senão não vai ficar bacana, né?

Essa linha é importante, mas é mais importante do que na reabilitação protética, na harmonização orofacial. E a gente tem que respeitar essas proporções, senão, por exemplo, a pessoa fica com duas salsichas na boca, né? Fica muito estranho, né?

E, eh, aqui está um caso que é muito legal, que também é desse artigo que eu vou passar para vocês, mostrando que essa paciente, apesar de ter os traços bonitos, ela, ela não tinha a proporção dos dois, dos 3 terços da face de forma que fosse simétrica. Então, o terço inferior dela tinha esse déficit e ela tinha essa perda de dimensão vertical, correto?

Então, quando a gente analisa essa, essa, essa, essa moça, a gente percebe que ela tem os terços da face, os, as linhas bonitas. Ela é bem simétrica, entretanto, esse terço aqui, as proporções não estão corretas. E aí, eh, eu faria o que nessa paciente, além de harmonizá-la, né? Antes de harmonizá-la, olharia, olharia para a boca dela. Então, a gente percebe que depois de um tratamento ortodôntico, por exemplo, eu, a gente mudou totalmente a afeição dessa paciente. E é uma paciente que não precisou fazer rinoplastia, não precisou fazer preenchimento, não precisou fazer nada. A única coisa que ela fez, além de deixar o cabelo crescer, foi fazer um tratamento ortodôntico e uma reabilitação. Nessa reabilitação envolveu-se a questão da gengivoplastia, sim, faceta, coroa, ortodontia, sim. Mas vejam, é importante a gente fazer essa análise prévia para fazer um planejamento completo para essa paciente.

Então, olha só, parece que o nariz afinou, parece que o lábio e verteu, parece que o queixo está mais feminino, simplesmente porque foi reabilitado, eh, ortodonticamente, foi reabilitado, eh, proteticamente, foi feito um tratamento com planejamento. Caio, mas eu consigo esse resultado preenchendo? Tudo bem, mas a gente não pode esquecer que a gente é dentista. Então, eu posso, além de preencher, eu posso reabilitar a paciente funcionalmente, que foi o que a gente fez aqui neste caso. Beleza, pessoal? Está todo mundo acompanhando? Faz um joinha.

Professor, sensacional esse caso. Nossa, estou impressionada.

Obrigado por vocês estarem aí participando. Vamos então, é legal, ó, para vocês observarem, é a mesma mulher. Ela ficou mais jovem, ela ficou com os, os traços muito mais, eh, aparentes, porque a gente devolveu a proporcionalidade a esse paciente. Então, é importante essa introdução aqui na aula de vocês para que a gente entenda que você simplesmente fazer a plástica na gengiva por uma faceta, eh, parece simples, mas na verdade não é.

Aqui na clínica a gente tem todas as especialidades e meu irmão faz a parte de prótese. Quantos e quantos pacientes fazem faceta, gastam uma fortuna, né? Fazem 10, 15, 20 facetas na, na, na boca, não se atentaram à questão da dimensão vertical da mordida e o paciente volta para cá desesperado que a cada duas mordidas que ele dá, três facetas soltam. Então, a gente precisa ter, eh, a ciência que a gente tem não pode fazer mais do mesmo. Para se diferenciar no mercado, para conseguir bons resultados, criar a fidelidade dos pacientes, a gente tem que saber planejar. E aí segue uma dica aí para vocês. Vejam, a gente alterou praticamente a face toda da paciente simplesmente fazendo uma reabilitação ortodôntica e protética. É outra mulher, vejam.

Então, eu queria a princípio falar do planejamento e aí a gente vai, vai falar agora da gengivoplastia. Só um segundo, vou trocar. Cadê a genoplastia? Só um segundo. Pronto.

Então, vamos falar da gengivoplastia por si só. Então, vou contar um pouquinho da história aqui para vocês, para, para vocês me conhecerem um pouco mais. Eu tenho três coisas na minha vida profissional que são muito, de muito, muito orgulho, né? O Inro HOF, que é uma clínica médica odontológica, e a clínica odontológica que começou tudo. Eu sou neto, filho de dentistas, meu irmão é dentista, minha esposa é dentista, minha cunhada é dentista. Então, a gente brinca que é uma praga familiar. E eu gosto muito de ser dentista e tudo que eu faço, eh, vem de encontro à odontologia. Gosto muito mesmo.

Então, existem algumas coisas que eu queria comentar com vocês que são importantes para vocês até escolherem, eh, qual tipo de, de cirurgia que vocês vão fazer quando a gente fala de gengivoplastia. Então, se você usar uma fonte de calor, como por exemplo um laser ablativo, ou se você quiser usar um bisturi elétrico, ou se você quiser até pegar uma radiofrequência, ou se você quiser, eh, se você já tem aquela máquina que faz jato de plasma nos pacientes, todas essas fontes de calor, adianto para vocês, elas podem ser utilizadas para se usar numa gengivoplastia.

Então, eh, no caso aqui eu vou falar para vocês do laser cirúrgico, que é o que eu uso no consultório, e até para vocês terem ciência que existe essa, essa opção. Mas também eu quero explicar para vocês a diferença de você usar um calor com uma temperatura adequada de um calor que ultrapassa 45, 50, 70 graus. Então, vamos lá. Quando você estimula um tecido, seja ele o tecido gengival, com o calor controlado de 40 a 50 graus, eu vou gerar uma ablação. Uma ablação seria como se você estivesse gerando uma vaporização do tecido, você está, eh, desidratando aquele tecido. Quando você faz uma ablação, você consegue uma, uma resposta do tecido de regeneração tecidual muito mais tranquila do que você pegar um bisturi elétrico e carbonizar aquele tecido ou pegar o jato de plasma e carbonizar aquele tecido.

Então, se você vai fazer um procedimento cirúrgico usando um laser, que é o que eu vou mostrar para vocês, a previsibilidade da onde você planejou fazer o corte naquela gengiva é muito grande. Se você optar por usar bisturi elétrico, e eu confesso para vocês que durante 10, 12 anos antes do laser eu usei muito bisturi elétrico, você corre o risco sempre de ter uma alteração do resultado, porque você gera uma carbonização que tem como efeito colateral uma necrose daquele tecido. Então, sempre é interessante ao usar um calor intenso numa carbonização, a gente fazer um, um planejamento de deixar uma margem aí de 1 mm que você possa depois retocar, para que você possa depois corrigir. Porque se você deixar muita pouca gengiva inserida com o método de carbonização, corre o risco de você não ter como fazer retoque. Então, dá para usar, é muito bom e rápido, mas é importante a gente saber que não tem previsibilidade quando você não tem o laser e quer usar o bisturi elétrico.

Como eu havia dito, tudo bem se você quiser optar pelo bisturi, bisturi comum, e você fazer um modo mecânico. A previsibilidade do modo mecânico é mais, é maior, né? É melhor do que você carbonizar com bisturi elétrico, porque você cortando o tecido você não vai ter necrose. Ok? Deu para entender as três técnicas e as três diferenças? Querem que eu repita?

Tranquilo por enquanto.

Beleza.

Estou falando sozinho ou tem gente me ouvindo? Eu sei que a Isana pelo menos falou oi para mim.

Tranquilo, profe.

Tá bom. Vamos lá então. Vamos lá, o laser, pessoal.

Ai, que bom. Tem gente viva aí, tá? Tem gente acordada.

Se vocês quiserem parar para tomar um café, fazer um xixi, vocês me avisam, fiquem à vontade, tá? Comigo é sem estresse. Então, eu estou falando aqui de um laser cirúrgico que eu uso há muito tempo, que antes era esse Ter Laser mais redondinho e esse que parece o tablet, que é um que tem mais potência. É um laser que a gente usa hoje aqui na clínica.

Por que que eu escolho o laser? Eu escolho o laser porque, como eu havia dito para vocês, ele gera ablação, ele não gera queimadura, não carboniza. Então, eu tenho uma reparação tecidual de no máximo quatro dias, em no máximo 4 dias. Diferentemente da carbonização que eu vou ter uma reparação tecidual de 21 dias, ou diferentemente de eu fazer um corte com uma lâmina 15, uma 15C, né, que é a mais adequada, que eu vou ter uma reparação tecidual completa em 21 dias. Então, o laser traz como ferramenta cirúrgica, não só para gengivoplastia, eu vou mostrar outras, eh, técnicas cirúrgicas para vocês que ajudam muito no dia a dia do consultório.

Qual que é o investimento de um laser cirúrgico para vocês que estão aí fazendo buco? Uns 27, 26 mil, dependendo da marca. MMO, DMC, né? Tem o Pion agora, tem vários lasers que esses Pion são mais caros, mas esses lasers que eu estou falando, cirúrgico de 9W, até de 4,5 a 9W, eles custam por volta de, vai de R$ 15 a R$ 30 mil.

Então, o que que eu posso fazer com laser? Remoção de tecido cariado, tratamento de herpes, hemostasia, biópsia, tratamento de afta, mucocele e hemangioma. Na perio, eu posso fazer a gengivoplastia, posso fazer a gengivectomia, vou explicar a diferença dos dois, aumento de coroa clínica, descontaminação de bolsa periodontal e remoção de mancha melânica.

Pessoal, remoção de mancha melânica, e tanto faz o método que vocês usem, é uma das coisas que eu faço muito e assim, é o tipo de coisa que é igual, é mancha melânica no rosto, você faz, melhora. Mas se a pessoa pega e tem algum tipo de, de estímulo, como por exemplo, muito ácido na boca, ou a pessoa, eh, não tem uma dieta correta, a mancha volta. E aí ela volta para o seu consultório e paga para fazer o peeling para você melhorar essa mancha mecânica, então é melânica. Então, é uma coisa que incomoda muito as pessoas, principalmente as pessoas que têm a cor da pele mais clara, mas tem no, no DNA um pouco da, da questão da raça negra e aí ela tem a gengiva manchada, né, escura, que incomoda esteticamente. Então, eu faço muito aqui no consultório e é um negócio que é muito simples de fazer. Então, vou dar uma dica aí para vocês aí.

E na pediatria a gente faz muito frenectomia, muito, eh, também, eh, do lábio e também da língua, remoção de mancha branca, pulpotomia. Então, a gente consegue muita coisa. Na odontia eu uso para desinfetar, para desinfetar não, desinfectar, eh, a parte da polpa do, da terço cervical, redução da microbiota intracanal, tem até pontas que a gente pode adaptar a fibra. Na implantodontia, na abertura de implantes, incisões conservadoras, gelamento de tecido para você fazer o preparo protético, pós-operatório também, remoção de tecido hiperplásico antes de prótese total removível e também de protocolo, preparo para moldagem. Então, ao invés de usar, eh, agentes hemostáticos, a gente pode usar o laser, né? E tratamento de peri-implantite, que também hoje é bem comum, porque os implantes estão aí no mercado há 30, 40 anos e com certeza eles também vão sofrer agressão das bactérias intraorais e vai ter perda óssea ou problemas relacionados à oclusão e a gente precisa tratar.

Então, condições sistêmicas, né? Pessoas que têm marcapasso não podem usar radiofrequência, não podem usar bisturi elétrico. Eh, cardiopatas que usam anticoagulantes, é, é complicado você também carbonizar e às vezes ele não vai ter, eh, sangramento imediato, mas sim, eh, posterior, né? Então, é importante a gente tomar o cuidado. O laser, ele é um, um, um, ele não gera a, a necrose, como eu havia dito para vocês, então ele só desidrata o tecido. Então, a gente tem mais segurança nesses pacientes que usam anticoagulantes. Não precisa nem haver troca de anticoagulante, não precisa suspender anticoagulante. Então, é uma vantagem clínica que é importante para vocês, eh, saberem, né?

Cuidados: a gente tem que não pode direcionar o, o feixe de luz, o uso do óculos é obrigatório, eh, tomar cuidado com superfícies reflexivas. Eu vou mostrar um vídeo aí para vocês que ele dá como se fosse uma descarga, né, que dá uma assustada. E não ficar usando substâncias corrosivas nas fibras. Eu deixei essa substância corrosiva na fibra porque tem muitos professores que ensinam técnicas de endolaser. E aí nessas técnicas de endolaser eles ensinam, eh, aproveitar a fibra, né, porque a fibra tem um custo. E aí eles usam: "Ah, põe substância tipo ácido peracético, eh, põe de molho na, na, na, na solução de Milton 2,5%". Então, essas, essas fibras foram, eh, projetadas para serem de uso único, né? Então, se você aproveitá-las com, com, eh, substâncias químicas, pode gerar microfraturas nessas fibras e a energia que chega no ponto da ponta da fibra, que é onde ela tem que atuar, vai chegar de forma diferente, não vai trabalhar da forma correta. Então, assim, nada contra, quiserem fazer limpeza química, faça, mas saibam dos riscos que o laser pode não entregar o resultado, porque, porque a fibra não foi feita para isso, né? A gente tem que cortar a fibra depois que usa para ativar a fibra do laser cirúrgico. É legal você passar no, no carbono vermelho, porque ela tem fotoação com, com hemoglobina. Então, tudo que é vermelho atrai mais a, a energia daquele laser.

Mas vamos falar do tecido que a gente vai atuar na gengivoplastia, que é o assunto principal da aula. Então, vamos fazer uma, uma recordação aqui bem rápida para não deixar vocês dormirem aqui no período da tarde. A gente tem que saber que existe aquele espaço biológico. O espaço biológico ele tem por volta de 2 mm e a gente tem a inserção conjuntiva que tem mais um. Ou seja, quando a gente sonda uma boca de um paciente, a minha sonda entrando até 3 mm, eu vou ter certeza que aquela, aquela região não tem uma bolsa ativa, né? Então, é importante a gente saber que no, o epitélio juncional e a inserção conjuntiva, somando-se as duas estruturas, eu vou ter um espaço de até, de até, e o, e o epitélio do sulco a gente vai ter um espaço até de 3 mm. Ok? Então, numa sondagem, 3 mm é saudável.

Por que que eu estou falando dessa, dessa estrutura aqui e dessa medida? Porque antes de se fazer uma gengivoplastia, eu tenho que sondar o paciente. Porque se tiver bolsa ativa e eu colocar uma energia, um laser, um bisturi elétrico ou até mesmo cortar aquele tecido, eu posso ter uma retração gengival muito maior do que aquela que eu almejo. Então, vejam, é importante a gente fazer a sondagem para planejar o caso.

Outra coisa, a gente quando vai planejar o desenho do contorno, né, a gente tem que ter duas situações em mente. A gente tem que saber que existe a gengiva, deixa eu, deixa eu voltar aqui, por favor. A gente tem a gengiva marginal e a gengiva livre. E aí quando eu tenho o limite, que é a linha mucogengival, e tenho a, a, a mucosa, eu tenho que saber que eu não posso ultrapassar a linha mucogengival e cair na mucosa, porque eu não vou ter essa gengiva grudada ao redor do dente, eu vou ter uma bolsa. Porque a, a mucosa é flácida, a mucosa na verdade não é flácida, ela é flácida, mas ela também tem elasticidade. Ela não tem aquela aderência que a gengiva livre e a gengiva marginal tem.

Então, quando eu for fazer um planejamento, resumidamente, eu tenho que ter na linha mucogengival para baixo uma extensão de gengiva aderida suficiente para eu trabalhar esse zênite, essas marcas, fazendo com que os incisivos centrais sejam um pouco maiores que os laterais e os caninos um pouco mais acima dos incisivos. Então, é importante a gente, além de sondar, ter a certeza que ao fazer o corte eu não vou ultrapassar a linha mucogengival. Isso ficou claro, pessoal?

Beleza.

Tranquilo.

Então, está aqui, ó. Eu tenho que, além de saber que eu tenho gengiva marginal, eh, pertinente, eh, suficiente para eu poder traçar o zênite, eu também tenho que tomar cuidado de não agredir as ameias dentais. Que que é agredir? Quando eu vou fazer um corte com bisturi, uma lâmina 15, eu tenho que ir a 90 graus no mesmo plano do dente. Eu não posso pegar e bater de 90 graus, não. Tenho que ir no sentido, no mesmo sentido longo do eixo do dente. Se eu for a 90 graus e cortar essa gengiva a 90 graus, eu posso eliminar essa, essa, essa ameia e posso gerar aquele black space, né? Então, é importante a gente também planejar a forma de fazer os cortes para que você não gere problemas e aí a estética fique comprometida, né?

Então, para evitar o, o black space, eu nunca vou jogar uma energia, uma radiofrequência, um bisturi elétrico a 90 graus, um laser a 90 graus e muito menos um bisturi a 90 graus. Eu sempre tenho que fazer o movimento da ponta ativa no mesmo longo eixo do dente. Ok? Paralelo ao longo eixo do dente.

Então, aqui a sondagem. Então, a gente tem que saber que na sondagem até 3 mm eu não tenho bolsa ativa. Eu posso ter menos que três, mas até três é permitido. Na sondagem eu já faço as marcações da onde eu posso remover, né, o tecido gengival sem prejuízo. E a gente sondar com qualquer uma dessas três sondas, né, as milimetradas de plástico que são mais baratas. Mas vejam, quando a gente aprende na faculdade, o tecido tem cor alaranjada, aspecto de cor, eh, de casca de laranja. E aqui, por exemplo, neste caso, esse paciente tinha a cor, né, da, da gengiva casca de laranja também. A cor estava saudável, alaranjada, estava com aspecto de casca de laranja. A superfície da gengiva não, não tinha alteração de cor. Mas quando eu fui sondar aqui no incisivo lateral, eu tinha uma bolsa aí de quase 7 mm. Se eu colocasse o laser aqui ou cortasse esse tecido gengival para fazer um contorno melhor desses dentes e deixar eles aparentemente mais, eh, mais simétricos e mais bonitos, né, eu trabalharia esse tecido aqui de forma errônea e aí eu poderia gerar uma retração gengival fazendo com que essa bolsa regredisse sem nenhum tipo de controle.

Então, primeiro eu faço a raspagem, obtenho aquele epitélio juncional longo que é obtido após a raspagem, eh, radicular, né, e o polimento radicular. Então, é um tecido de cicatrização. E aí esse tecido vai estar aderido à raiz do dente, ao cemento, né? E aí a gente depois dessa raspagem com tecido saudável, a gente vai sondar e verificar que está tudo ok. Aí sim eu faço o corte. Veja, quando eu falo da linha mucogengival, é essa linha aqui que divide a gengiva inserida, que é essa que eu estou apontando aqui, para a mucosa. Ok? Tudo bem, pessoal?

Tranquilo.

Vamos lá então. Num, num planejamento que envolva a gengivoplastia, eu tenho que também, eh, eh, fazer um planejamento tipo o mock-up. A gente pode fazer um planejamento para verificar que se obtendo as medidas que eu tenho como cortar os tecidos, né, e gerar essa harmonia para o resultado. Então, eu tenho que planejar de duas formas: o quanto que eu posso cortar e o quanto que eu preciso tirar de gengiva, de tecido gengival, para gerar simetria no sorriso do, do paciente. Então, esse artigo fala justamente disso, né? A gente precisa ter esse preparo, ter esse mock-up para a gente fazer um planejamento para tirar o necessário. Às vezes não precisa ser nem um dente, você tira 2 mm, outro você tira um, de acordo com a sua necessidade clínica para obter um resultado de harmonia, né?

Vamos ver uns casos clínicos aí para vocês, eh, participarem. Vamos ver esse aqui que é um caso bem bacana, que é completo. Então, vejam, é uma paciente jovem, né? Ela tem 19 anos e ela tinha um sorriso gengival, né? Ai, Caio, para sorriso gengival eu ponho cinco unidades de toxina botulínica aqui no, no ângulo da, na fossa piriforme e aí eu consigo resolver o problema. Mas ela...

Já tinha feito toxina e o sorriso dela incomodava. Até mesmo porque vocês vão ver uma imagem aproximada, vocês vão ver que há uma assimetria dos incisivos centrais. E aí, isso incomodava esteticamente a paciente, que tem os traços muito bonitos, né? Então, não há porque a gente não propor uma melhora desse sorriso gengival para ela. Então, foi feita as fotos para se iniciar o planejamento. Quando a gente olhou, analisava as fotos, a gente percebia que ela tinha os três terços da face simétricos, respeitando 1/3, 1/3 e 1/3, né? Tudo certinho. No lábio superior, a gente observava que ela tinha 1/3 e do lábio inferior pro mento, 2/3. Dentro desse 1/3 da inferior aqui, então, todas as proporções dessa paciente faciais eram perfeitas.

Então, o que estava incomodando mesmo era a mordida dela. Tinha, eh, oclusão perfeita, só que o tamanho dos dentes e o tanto de gengiva que aparecia quando ela dava o sorriso incomodava ela. Então, aqui uma foto aproximada da qualidade do tecido gingival. Então, ela tinha, de fato, um tecido que, ao ser sondado, não tinha presença de bolsa ativa e aspecto de casca de laranja, aqui, ó, onde eu estava mostrando para vocês. No outro caso, com uma cor alaranjada, né? Então, sinais que que denotam saúde periodontal e gengival. E aqui, aquela foto aproximada que eu havia dito para para vocês.

Então, além do sorriso aparecer muito tecido gengival, e ela tinha muita gengiva inserida, nota-se que esse incisivo era maior do que esse. Esse incisivo aqui tinha esse contorno mais pontiagudo, esse mais arredondado. Esse canino era mais alto do que esse. Então, essas imperfeições, essas assimetrias, eh, que incomodavam ela. Então, facial estava OK, oclusal estava OK. O que estava faltando parte de gengiva e de estética.

Então, aí, dado todos os passos anteriores, com que ela tivesse todas as relações faciais de oclusão correta, aí sim, eu me dou o direito de fazer a parte estética, que é a gengivoplastia e a realização de facetas. Quando eu preciso de cortar gengiva e fazer uma plástica, eu faço uma gengivoplastia. Uma gengivectomia, que é cortar, e plastia é a plástica. Então, eh, são coisas que são mutuamente dependentes. Não tem como simplesmente cortar sem ter o objetivo de fazer a plástica, tá? Então, eu sempre falo gengivoplastia, porque são, eh, procedimentos que são totalmente interligados. Se você precisar cortar de algum jeito para dar a plástica, e você não vai cortar sem o objetivo de gerar plástica, então, eu falo sempre gengivoplastia, tá?

Então, feitas as proporções, como eu havia dito, a gente vê que há um posicionamento correto da maxila. As os três terços da face são simétricos. A gente viu as proporções, eh, em relação à ponta do nariz e a mesial dos dentes incisivos. Ou seja, a linha central da paciente estava batendo, né? E aí, a gente fez um estudo de onde que a gente teria que alterar a anatomia dos dentes. Então, vejam esse incisivo aqui, que precisava ser aumentado tanto no comprimento, no sentido longitudinal, como também na largura. Esse aqui tinha um aspecto mais largo, esse menos largo. E aí, a gente precisava trabalhar. Notem, olha a faixa de gengiva inserida que essa paciente tem. Gengiva marginal totalmente íntegra e a linha muco gengival dela tá lá para cima, tá? Mesmo com afastador, a gente nem consegue enxergar essa linha amucogengival. Aqui embaixo, eu consigo enxergar, ó. Aqui é a linha amucogengival e aqui a mucosa e aqui gengiva inserida. Beleza? Todo mundo tá ouvindo? Tá todo mundo dormindo? Tá tudo bem, pessoal? Posso continuar? Vamos lá. Ô, ô Paloma, o pessoal, o pessoal não, não fala nada mesmo, né? É, é normal. Ok. A gente tá aqui, profe. A gente só é tímido. Tá bom. Pode, pode falar, meus amores. Senão, eu fico, eu me sinto só. Para quem tem 48 anos, dar aula online é o ó. Cara, mas vamos lá. E eu gosto daquele, daquele calor humano. Então, aqui a gente vê, interagem no chat também. Doutor. Ah, tá. Se tiver alguma coisa aí no chat, você me avisa. Sim. O aluno Rafael Andrade falou que tá sem áudio, por isso ele não tá interagindo. Tá bom. Tá bom. Tudo bem, Rafael. Tá perdoado. Vamos lá.

Então, aqui a gente fez o planejamento de quão seria necessário remover tecido gengival, fazer a plástica gengival, a gengivectomia, que é o corte, a plástica desse tecido para obter os resultados e as proporções que a gente almeja. Ok? Então, aqui a gente precisaria ter esse aumento, né? E aí, a gente trabalhou isso no planejamento, repetindo uma vez que as proporções faciais e as oclusão, as proporções oclusais já estavam em perfeitas condições. Então, dando prosseguimento, a gente, a paciente aqui reabilitada. Vejam a diferença, né? A gente buscou a simetria, diminuiu o corredor bucal e diminuindo a exposição de tecido gengival. Caio, eu poderia acrescentar uma toxina botulínica aqui no sorriso gengival da paciente para travar a musculatura? Sim, poderia. Não há problema. Vejam a diferença, né? A gente conseguiu alcançar uma simetria dos dois lados da boca e diminuiu, de fato, o tanto de gengiva que aparecia, que era o que incomodava a paciente. Então, é importante o planejamento. Vamos lá, mais um caso.

Então, esse caso de paciente ortodôntico. Quem faz ortodontia sabe que a ortodontia é complicada. A paciente às vezes não faz a higienização. Então, percebam, eh, resto de alimento ao redor dos brackets, desmineralização do, do esmalte dos dentes, né? E aqui, eu pus essa foto por quê? Nessa região, se eu for fazer o corte, eu lembre-se, pessoal, eu vou com a lâmina 15, mas eu no longo eixo do dente, nunca faço um corte nesse sentido, porque se eu fizer um corte nesse sentido, corre-se o risco de a gente gerar um black space nesse paciente. Ok? Então, importantíssimo, quando for fazer o trabalho de corte, seja de que qualquer forma, trabalhar no longo eixo do dente, como se você tivesse tocando o cabo do bisturi no dente e fazendo esse movimento nesse sentido. Mesmo se a gente pegar cortar ele a 90 graus, muito provável que a gente tenha um black space aqui, eh, no, na meia. Então, neste caso aqui, eu fiz com laser. Vejam, eu fiz um peeling nessa, nesse, nessa meia, não, não cortei, né? Eu diminuí o volume dela, tomando muito cuidado. E aí, fizemos a limpeza desse tecido, né, dos brackets, tiramos. Mas vejam, tá desmineralizado. E aí, orientar a questão da higienização do paciente.

Aqui, a gente tem um resultado de, eh, 7 dias, se eu não me engano. Esse caso é paciente que toma medicação, é a base, principalmente pessoas que estão anticonvulsivantes, né? E Dantal, por exemplo, e que gera essa, essa gengiva que tem muita recidiva. Então, essa, esse paciente já tinha cortado e manualmente com bisturi, lâmina 15, no caso, aí 15c, que eu gosto muito de usar 15c, mas toda hora, dan, recidiva. Então, então, o que que a gente resolveu fazer? A gente usar o laser aí nessa região. Vejam, apesar de eu saber que existia muito tecido e que eu poderia cortar e de qualquer jeito, né? Eu trabalhei todas essas ameias no longo eixo do dente para se evitar, é, qualquer tipo de black space. Então, vejam, olha, eu tô no sentido, não tô a 90 graus. Aqui é o laser em ação, ele vai desidratando o tecido, né? A gente vai, eh, sugando, porque ele gera também um pouco de fumaça, de como se você tivesse esquentando a gengiva, né? Fazendo um churrasquinho de tecido gengival. E a gente trabalhando esse tecido de forma tal que não vá 90 graus, para não gerar o black space, que é o temor de todo periodontista, né? Aqui é o pós-operatório imediato.

Voltando aqui, pessoal, eh, eu poderia fazer um peeling, eh, fazendo uma, um, como se fosse uma raspagem a, a, no longo, no, no longo eixo do dente com a lâmina de bisturi? Sim, poderia, né? Fazer um desgaste. Existe aquelas brocas que são brocas cirúrgicas para fazer esse tipo de desgaste. Poderia fazer desse jeito, sim, sem problema algum, né? Só que fica muito mais cruento, aí precisa pôr aquele cimento cirúrgico, o pós-operatório é um pouco mais complicado, mas nada impede de se fazer também com a técnica manual, tá? E mecânica.

Então, vejam, paciente, apesar de ter o aspecto da gengiva, eh, parecendo que tá contaminado, que tá com bolsa ativa, eh, na verdade, não. Ela tinha mancha melânica e tinha essas assimetrias no contorno dos dentes, né? Tinha também cárie para fazer entre os, na, na classe tipo, na mesial, na distal dos dentes, tal. Mas o importante aqui que eu queria mostrar para vocês que, apesar do aspecto ser um aspecto de doença periodontal ativa, no caso aqui, eh, eu tinha uma, uma gengiva saudável. E aí, a gente resolveu fazer, eh, o laser, né? Que poderia também ser manual, não há problema, mas fazendo com laser, eu fiz com todo o contorno, novamente, desses dentes. Mesmo ela ainda precisando fazer uma ortodontia, porque ela tem essas, essas movimentações aqui, esses apinhamentos, eu primeiro liberei o tecido, né? Para poder depois também restaurar esses dentes que tinham cárie, tecido cariado, restaurações a serem trocadas. E vejam, parece que ela fez ortodontia, né? Então, a gente trouxe as restaurações, simplesmente fizemos um peeling no tecido gengival superior. Vejam aqui, ó, mancha melânica. E aqui, quase sem essa mancha melânica. Vejam como clareou o tecido e a gente deu simetria e contorno. Parece que ela fez orto, né? Se ela agora só consertasse o caminho, já ficava perfeito. Só porque a gente gerou simetria no contorno cervical do paciente.

Esse paciente, ele tinha a necessidade, eh, de aumentar o tamanho dos dentes para até se fazer o, a, a colagem dos brackets de forma adequada. Precisava trabalhar esse freio que também estava muito forte e estava atrapalhando, também gerando essa abertura na mesial dos incisivos, né? Então, esse caso é bem legal que ele está completinho aqui para vocês verem. Então, a gente fez um trabalho prévio, ó. Vejam, o freio foi mudado de posição, colocou o, o, fez o tratamento ortodôntico, fizemos uma correção intermediária durante o tratamento, porque o paciente não, não colaborava muito, muito na questão da higiene. Demos uma nova retocada aqui no, no freio, né? E o caso finalizado. Então, vejam, eh, um acompanhamento envolveu aí periodontia, né? Ortodontia e acompanhamento das duas especialidades para chegar nesse resultado depois de 2 anos e meio.

Prótese. Vamos lá. Eh, muitos pacientes aqui, né, com esse tipo de queixa. E se a gente não trabalhar a causa dessas retrações e melhorar esses black spaces de uma forma de planejar isso de forma correta, eh, o paciente dificilmente vai sair daqui satisfeito. Então, se faz novamente os preparos, se trabalha esse tecido ao redor dos preparos, usando o provisório como até auxiliar na manutenção do tecido no local correto. E aí, por fim, a gente reabilita o paciente por completo. Vejam essa imagem, tá? Não tá tão feliz, mas, eh, eu tinha uma muito pouca gengiva marginal, acompanha aqui na flecha, na imagem, né? Então, não dava pra gente mudar muito, alterar muito esse contorno, mas a gente tentou fazer com que ele ficasse o mais simétrico possível. E aí, a gente trabalhou isso no preparo e no provisório, porque depois que se coloca a coroa e a gente intervém mesmo com laser, o risco de ficar aquele degrau entre a faceta, a coroa e a raiz. Então, a gente faz todo o trabalho de preparo, uso provisório, cicatriza isso daí, e aí, depois, sim, executa a colocação da prótese definitiva.

Mais um casinho aqui, ó, de, de trabalhar tanto o freio quanto o contorno. Isso com laser também. E aqui o pós-operatório depois de, de 7 dias. Mais um caso que a gente também trabalhou o contorno superior e inferior. Vejam quanto de tecido hiperplásico estava ao redor por falta de higienização, né? Então, não basta apenas fazer o corte desse tecido para depois, é, obter o resultado. E aqui, mais um casinho aqui que a gente também trabalhou o tecido do paciente. Então, eu faço muito isso na ortodontia. O laser se paga ou simplesmente comprando bisturi elétrico, tomando um pouco do cuidado do sobrecontorno. Eu digo para vocês que é uma coisa fácil, rápida de fazer e que dá muito resultado. O paciente gosta de verdade. E é uma, um procedimento que você busca o quê? Dando as devidas proporções, você gera estética, né? Então, o paciente, antes de iniciar uma, uma reabilitação com resina, com coroa, a gente também inicia fazendo o trabalho no tecido gengival. Observem, ela, a linha muco gengival tá aqui em cima, ó. O quanto de gengiva inserida ela tinha. Com certeza, eu poderia aumentar o tamanho dos dentes sem a necessidade de gerar algum tratamento ortodôntico, né? Porque, até mesmo porque a mordida dela estava correta. O que estava era esse, a proporção dos dentes não estava muito bacana, né? A, a chave molar estava OK. Então, a gente trabalhou o tecido no sentido cervical para aumentar esses dentes para depois realizar a reabilitação. A mesma coisa aqui, fazendo pequenas correções, a gente já gera uma simetria e já há uma melhora da estética considerável, só de você acertar os contornos e seguir aqueles zênites. Ó, os incisivos centrais um pouquinho maior que os laterais e os caninos um pouco mais acima dos centrais.

Então, esse caso aqui é bem legal. Deixa eu diminuir isso aqui. Ele é um caso legal por quê? Paciente chegou aqui nessa condição periodontal, com provisórios totalmente, eh, desadaptados, né? Então, a gente precisava melhorar todo esse contorno, melhorar a simetria, né, dessas, dessas coroas, melhorar também a relação, eh, da saúde periodontal desse paciente. Então, a gente trabalhou toda a parte periodontal antes de se fazer a reabilitação.

Vamos lá. Anestesia. O laser fazendo a incisão para fazer o descolamento do tecido. Poderia usar o bisturi lâmina 15? Sim, poderia. Vou mostrar para vocês que a gente usou para fazer a relaxante. Então, antes de fazer a relaxante, eu trabalhei o contorno para dar uma melhorada já na hora de suturar, eu tenho uma noção, né? Para dar um pouco mais de simetria. Limpa, tira todo aquele provisório, trabalha esse tecido novamente, né? Para a gente poder, aí sim, fazer um provisório mais bem adaptado. E vejam, com laser, não há necessidade de fio retrator. Eu consigo trabalhar o sulco, né? Diminuo o sangramento, já deixo exposto o término do preparo para se fazer o escaneamento ou a moldagem. E aí, sim, realizar o provisório, tá? Ó, o casinho de mancha melânica, mais um aqui para vocês verem. Então, o paciente tinha a pele branca, morena, mas mais para branca, e a, o tecido gengival era manchado. Isso incomodava demais ela esteticamente, né? Então, a gente, ela não, ele. E aí, a gente fez a, o laser, como se fosse um peeling. A gente pincela, tirando a última camada do tecido melânico, né? Do tecido gengival. Isso é imediato. Mais uma imagem do imediato. Não precisa pôr cimento cirúrgico. O que eu preconizo nesse tipo de caso é o uso daquele Malvatricin spray. Não sei se vocês já ouviram falar. O Malvatricin spray, ele é à base de malva, né? Que é um anti-inflamatório fitoterápico. E ele tem benzocaína, que é um anestésico. Então, antes da pessoa fazer higiene ou limpar os dentes ou até se alimentar, eu recomendo o uso de duas ou três borrifadas, que aí dá uma anestesiada no tecido gengival, vai parar com aquela ardência. E à noite, eu peço pro paciente usar a Ocilon em H base. Então, ela faz como se fosse uma crosta nesse tecido e vai dormir com a pomada. No dia seguinte, ela passa uma Malvatricin spray, que tem o anestésico, a benzocaína. E aí, faz a higienização do tecido para que consiga manter isso limpo e a cicatrização ocorrer de forma normal. Então, antes e o depois de 7 dias. Então, a paciente fica feliz porque clareou, tirou a mancha, coisa que incomodava, né? E isso é, é o que eu falei, é uma mina de ouro, porque dado tempo, 2, 3 anos, volta e o paciente volta a ficar incomodado e quer fazer de novo. E a gente vai fazendo e vai cobrando. E é um tipo de procedimento que você faz muito rápido. E com laser, o pós-operatório é bem bacana. Se você fizer com bisturi, fazendo um peeling mesmo, você remove a, a, a, a camada superficial do tecido gengival, aí sim, vai gerar uma exposição de tecido conjuntivo. E aí você vai gerar dor para esse paciente. Então, a gente recomenda o uso do cimento cirúrgico por 7 dias e depois a associação do do Malvatricin spray com o Ocilon a em H base, ok? Então, você com laser não precisa de nada disso. E sem o laser, você tem que ter um pós-operatório um pouco mais cuidadoso, mas também dá para fazer com lâmina de bisturi, tá?

Esse caso aqui é bem legal, porque vocês vão ver o laser em ação. Então, é um paciente que tinha uma bolsa periodontal ativa com mais de 6 mm, né? E aí, a gente abriu um retalho para fazer a raspagem. Então, o retalho aqui tá aberto, o paciente tá sedado. Então, vocês vão ver o paciente roncando. E aí, quando a gente faz a raspagem, ó, o paciente roncando. Aí, depois que faz a raspagem, a gente pega e passa o laser para tirar aquele tecido de granulação que persiste em ficar ao redor dos dentes. Então, raspo com manual, raspo com ultrassom e vou passando o laser para gerar, eh, uma desinfecção e remoção do tecido de granulação da região. Feito a sutura. Então, a sutura, não, eu achei que ficou sobrando esse tecido. Então, vejam a precisão que o laser nos proporciona, eh, na hora que a gente tá usando esse aparelho. Vejam que ele não, ele não, eh, ele evapora o tecido, ele desidrata o tecido, ele não cauteriza, né? Então, a gente vai deixando o tecido desidratado e ele vai removendo sem gerar nenhum tipo de problema. Então, foi aberto o retalho, raspou, suturou. E aí, a gente tratou essa bolsa periodontal.

Esse caso também é um caso bacana que ele, o paciente, eh, foi encaminhado, ele tinha perda generalizada com bolsas acima de 6 mm. Então, defini abrir uma, uma, um retalho, né? Vejam, eh, eu posso fazer incisão intrabucal com lâmina 15, relaxante com lâmina 15, mas também posso usar um bisturi elétrico ou laser para fazer essa incisão intrabucal para ter menos sangramento. Foi o que eu fiz. Deixa eu ver se é vídeo. Não, não é vídeo. Então, fiz a incisão intrabucal, fiz a relaxante com a lâmina 15, descolei o retalho. Ao descolar o retalho, fiz a raspagem manual, comecei limpar com laser o restinho de tecido de granulação. Vejam, o retalho tá aberto, tá descolado aqui. Aí, pego o tecido de granulação remanescente, dou uma passada de laser para gerar uma desinfecção. Quando passo o laser no tecido de granulação, ele gera esse aspecto nele. Então, aí eu peguei, usei um ultrassom para dar uma limpada nesse, nesse tecido, remover esse tecido que eu já passei o laser. O resultado depois, né? Raspadinho com o laser passado, sem tecido de granulação. Aí, o que que a gente faz? Coloca enxerto, né? Coloca osso, neofilzada aqui, coloca uma membrana e fecha o retalho para depois a gente imaginar um contorno gengival melhor. Então, além da necessidade de se fazer um planejamento, observando as questões do posicionamento facial do paciente, é importante a gente também saber que precisa fazer um trabalho periodontal antes de se desenhar o zênite ou se fazer a gengivoplastia, porque como eu havia dito para vocês, não é possível se fazer gengivoplastia com bolsa ativa. Então, trata-se o, a questão da periodontia, sutura, manda para casa, espera 21 dias para isso tudo cicatrizar, né? Lógico, tiro o ponto 7 dias, mas 21 para esse tecido tomar forma. E aí, sim, a gente pode fazer os contornos. Então, é importante a gente também ter ciência que não é todo caso que a gente faz a gengivoplastia de cara, OK?

Aqui, um caso de peri-implantite. Então, acho que é vídeo. Não, calma aí. Desculpa. Então, aqui o tecido cheio de tecido de granulação, e a gente usou o laser para remover esse tecido para não agredir a superfície do implante. Coagula o tecido de coagulação, limpa-se. Ah, não era implante. Desculpa, era dente. E aí, a gente limpa. Tem um de implante aí pra frente. E aí, a gente limpa toda a região ao redor do dente, remove todo aquele tecido de granulação, faz a raspagem, né? Coloca-se o enxerto, coloca-se a membrana e fecha o retalho. Então, tá aí. Ai, Caio, precisa melhorar o contorno, deixar mais simétrico, né? Então, depois que a, melhora do, da, da condição periodontal, a bolsa deixa de ficar ativa, aí eu vou partir pra questão estética. E aí, eu vou fazer os contornos. Vejam, se a gente fazer uma análise aqui, a gente percebe que os caninos estão OK. Esse lateral tá um pouquinho maior que esse, e os centrais precisam ser aumentados. Mas neste momento, eu precisaria, eu preciso preparar o tecido, eh, de sustentação do dente, o osso, o tecido gengival tem que estar saudável para depois, aí sim, eu colocar, eh, isso aí de forma mais simétrica.

Aqui é um caso para vocês verem a frenectomia com laser. Ai, Caio, eu faço sem laser? Tudo bem. Só passar o bisturi no freio e suturar. Coisa mais fácil do mundo, né? Aqui é com laser, só para vocês verem que não sai sangramento, né? E é um procedimento super rápido. Eh, você praticamente não precisa fazer nada de sutura. Eu vou soltando até chegar na linha muco gengival. Não posso ultrapassar a linha muco gengival, é o limite, né? E aí, depois, eu faço uma sutura, uma sutura só para segurar o posicionamento do freio do músculo na região. Pronto. E aí, a gente faz uma sutura na região para deixar isso travado.

Aqui, era o dentista pediu para fazer um peeling que estava com muito volume para depois fechar esse diastema. E aqui, a gente faz uma sutura. Caio, eu precisava da sutura? Relativo. Não, nem precisar, mas o paciente e eu ficar pecando pelo excesso, sempre é bom, né? Aqui, quatro dias depois, ainda estava cicatrizando.

E vamos falar um pouquinho de implante para depois eu dar um intervalinho para vocês tomarem uma água e aí, rapidamente, a gente retorna. Então, vamos lá. Para abertura de implante, quando vocês, por acaso, fazem na clínica, né? Não é necessário você abrir o retalho. Você localiza o ABM, né, o cicatrizador, e aí você faz só o uso do laser ao redor dele, coloca o cicatrizador. E aqui, quando você faz um protocolo de carga imediata, a gente pode usar o, ou bisturi elétrico, né, para gerenciar esse tecido antes de você colocar os ABM, que são os componentes protéticos. E aí, depois deles colocar a barra, eu tenho esse vídeo aqui que é legal, porque mostra que ele deu uma, e a imagem deu uma, deu uma assustada aí, porque pegou reflexo no metal do do abut. Vocês vão dar uma olhadinha. Então, eu vou trabalhando no tecido, ó, de forma bem conservadora, para deixar exposto todo, toda a, a cabeça do implante. Aí, para se encaixar, se encaixar o implante na região, eh, o abma no implante, sem interferência de nenhum tecido. Deixa, tô dando bronca no meu pai. Você tem que devagar, que nem se você encosta muito no, no metal, aí pode dar uma estrelada. Vocês vão ver aí daqui a pouco. Não tem problema nenhum. Olá, a estrela. Não tem problema nenhum, é só o encosto que tem no metal sem querer. Não, não há, não há por se preocupar. E aí, a gente deixa todos os, os implantes aí de forma bem adequada para poder trabalhar a barra e depois a parte de, de resina do paciente. Então, vejam, eh, daria para fazer isso de qualquer forma com bisturi elétrico, por exemplo, mas, eh, como eu havia dito para vocês, a recuperação desse tecido é muito mais rápida quando a gente usa o laser cirúrgico. Todo mundo conhecia o laser cirúrgico? Alguém já, já havia falado ou usa no consultório? Já conhecia? Já. Ah, legal. Laércio é uma ferramenta e tanto, viu, gente? É um negócio que vale a pena a gente ter no consultório e ajuda demais.

Então, aqui, ó, um caso de peri-implantite, né? Então, o paciente, eh, forçou muito a tábua vestibular e aí rompeu essa tábua e expôs o implante. Então, para não se perder o implante, e muitas vezes, confesso para vocês, hoje, se o paciente chega no consultório com exposição de, de uma cinta tão, eh, de toda a cinta do implante, vale a pena remover, colocar ele numa posição mais palatina e aí fazer o enxerto, porque você recuperar isso pro paciente é muito difícil. Você faz o enxerto e aí, depois de um ano, ele volta com exposição de novo por causa da oclusão, de fato, e da pouca inserção daqu, desse implante. Esses implantes que, que vocês estão vendo aqui, são implantes do tipo Estma, e a cinta deles tinha essa emergência aqui, sabe? Que era quase que cônica. Isso é muito ruim. Hoje em dia, os implantes mais modernos não têm isso e atrapalhava também na questão da adaptação do osso ou da gengiva no tecido. Mas a gente aqui tratou. E aí, vocês vão ver, a gente limpa com laser, tirando o tecido de granulação. Podia ter feito uma limpeza mecânica. Eu gosto de usar esse Perio-Perfect gel, que na verdade, nada mais é que um EDTA. Irrigue bastante com soro, deixei toda a superfície limpa do osso e do implante, coloquei o enxerto, membrana, depois do enxerto, suturei. Então, é importante a gente avaliar se tem tecido suficiente para se fazer essa sutura, se tem tecido, eh, de gengiva aderida, né? Vejam aqui, é tudo mucosa, só tem essa faixinha aqui de tecido aderido. Às vezes, vale a pena pensar na hipótese de palatinizar esse implante e você não correr o risco de ter um problema de perda desse pouco tecido remanescente. Então, é uma dica aí que eu dou para vocês. Que eu era muito macho, saía fazendo enxerto e limpando tudo que era implante na região dos dentes anteriores superiores e hoje, quando isso chega no consultório, eu penso duas vezes se eu vou pedir para fazer um implante novo, mais palatinizado, do que ficar tentando salvar com enxerto e com membrana, tá? Então, eh, quem já fez muito, como eu, vou dizer para vocês, eu tô hoje mais propenso a colocar o implante palatinizado.

Tem um comentário aqui no chat. Hum. Ah, eu também estou sem áudio. Já também. Ah, tá legal. Hemangioma. A Cláudia tem hemangioma no lábio superior. Eu sou casada há 14 anos, todo mês eu tento fazer nela, não deixa. Eh, ela tem amor pelo hemangioma dela, não sei por quê. E então, os casos que a gente tem aqui são poucos, mas vejam, muito simples. Qual que é o tratamento? Você localiza o hemangioma, eh, coloca o, o laser na região central aqui desse hemangioma, deixa, passou da da mucosa, cai na vascularização, gera aquele calor, sutura e tá, tá resolvido o problema do, do hemangioma.

Pessoal, agora são 2:56. Eu só, eu peço aí uns minutinhos, 10 minutinhos para eu só dar uma tomada de água, ver o que tá rolando aqui no consultório e aí a gente volta para finalizar a segunda parte da aula, tá bom? Paloma, dá para ver o vídeo que eu tô mostrando na tela? Dá para ver? Dá sim. Legal. Pessoal, antes de voltar a discutir, eu vou passar um artigo pra gente discutir ele junto, né? Foi aquele artigo do começo da aula. Eh, eu acho que é pertinente, eh, mostrar para vocês como um dos proprietários e sócios da escola, mostrar que a gente se preocupa em deixar todos os alunos sempre muito, muito atualizados em relação a tudo que permeia a especialização de vocês. Então, eh, o Catani, eh, quem não conhece ele, depois pode seguir nas redes sociais, é o advogado que hoje, eh, o escritório de advocacia que hoje mais, eh, influencia a Odontologia em todos os aspectos, né? O cara criou uma rede aí de ser praticamente o advogado de todos os grandes profissionais da Odontologia. E é o cara que hoje é referência na questão da, da harmonização e, eh, orofacial e também das cirurgias estéticas. Então, eh, por que eu queria abordar isso agora nesse segundo período com vocês? Eh, para deixá-los, eh, totalmente confortáveis e seguros do que a gente tá, eh, buscando para ofertar. Tudo que é permitido, tudo que é possível para que vocês tenham um bom curso e um bom aprendizado. Então, antes de começar a falar desse parecer, eu discuto isso muito com a Dra. Sandra, a nossa coordenadora, eh, em relação ao que é, é ensinado no curso, né? Então, vejam, eh, o curso é de cirurgia bucomaxilofacial, entretanto, eh, a equipe toda, né, tá muito antenada em relação a tudo que há de novidade em relação à especialidade. Entre, e a gente precisa também entender que tem que haver uma curva de aprendizado. Então, uma vez que vocês estão fazendo o curso e que vocês têm a oportunidade de trabalhar tanto em hospital SUS, que é o Pirajussara, quanto em hospital de rede privada, da rede IDOR, o Hospital São Luís, o Assunção, o IFOR, vocês têm uma gama de procedimentos que vocês podem observar e aprender e até mesmo fazer procedimentos junto aos professores, para que vocês ganhem confiança, conhecimento anatômico, para que vocês ganhem curva, tenham essa curva de aprendizado para chegar num determinado momento, no final do curso ou quase que acabando o curso, a gente focar no que é permitido ser feito em relação à estética. Entendam, a gente sempre tem que partir, isso vai de encontro que a gente falou no começo da aula, do macro pro micro. Ou seja, o cara que pega e reconstrói uma face politraumatizada, fazer um ajuste, um lifting na face desse paciente, é infinitamente mais fácil do que você, eh, eh, reabilitar esse paciente depois de um trauma. Você pegar, remover uma lesão de um paciente, uma lesão, eh, eh, extensa, e aí você mutilar esse paciente, fazer uma prótese prototipada nesse paciente, é muito mais complexo do que você fazer uma aplicação ou uma, uma aplicatura de platisma ou fazer qualquer procedimento cirúrgico estético. É muito, uma vez que você faz uma prototipagem para reestruturar uma mandíbula ou uma maxila que foi traumatizada por um, qualquer tipo de situação, uma facada, um acidente de carro, um acidente que seja ele qual for, para vocês, aumento do paciente com uma prótese prototipada é tranquilíssimo.

Então, eh, eu estou conversando com vocês, eh, assim, representando a escola, né, por ser um dos sócios, como havia dito, no intuito de tranquilizar vocês, no intuito de deixar todo mundo muito ciente que a gente tá correndo atrás de tudo que pode ser feito e ensinado com muita ética e com muita preocupação, e de não ensinar uma coisa que não pode depois ser e realizada no consultório, ou até que vocês façam no consultório de vocês, ensinado por nós, e aí ter algum tipo de, eh, retaliação por parte de paciente, por processos jurídicos, ou até mesmo retaliação por parte do CFO, baseado no que eu tô dizendo para vocês. Esse parecer jurídico foi nos encaminhado há exatamente 20 dias atrás, que foi um questionamento que nós fizemos, eh, perante o escritório de advogados, que é o nosso escritório do INRO, inclusive, é em relação ao assunto, eh, a cirurgia bucomaxilofacial está apta a realizar procedimentos estéticos, eh, cirúrgicos? E por que da dessa nossa preocupação também? Porque com o advento das outras especialidades não escritoras, lembra que eu havia dito isso para vocês na aula, que só o dentista e só o médico podem prescrever para os pacientes qualquer tipo de medicação, eh, então, os biomédicos, os farmacêuticos fazendo injetáveis, né? A gente tem que começar como dentista, né, se diferenciar desses, desses, eh, procedimentos por injetável, todo mundo faz. Então, se eu quero gerar um procedimento, eh, que vai gerar um resultado estético para esse paciente, então eu tenho que, de fato, partir um pouco para a questão da, da dimensão vertical dos 3/3 da face, que a gente começou a aula discutindo isso, e também nos preocupar, eh, em fazer procedimentos mais avançados, os endolasers, as lipos, as implicaturas de platisma, os liftings, mas isso após uma curva de aprendizado. Ou seja, não adianta querer comer o bolo sem por ele passar. A gente precisa primeiro dar todo o respaldo de conhecimento da mão para que vocês façam os procedimentos que são de fato da buco, para que quando for partir para a parte estética, vocês façam de olho fechado, porque vocês estão partindo do macro pro micro. Partindo desse princípio, pessoal, não existe, não existe curso no Brasil que oferece, eh, procedimentos de SUS, ou seja, pacientes de tudo que é jeito, com tudo que é problema, que nem no Pirajussara, hospital de porta aberta. E não existe nenhum curso que permite o aluno fazer procedimento eletivo, como, por exemplo, abrir a, o paciente na linha do trago e pôr uma prótese na articulação. Então, veja, se você abre o cara na linha do trago para colocar uma prótese na ATM do paciente, e nós temos o Dr. Dr. Felipe Pine, que são referências sobre, eh, sobre esse tipo de assunto, imagina se simplesmente cortar aqui na linha do trago e fazer e, e juntar mais a pele do paciente. Isso é ridículo, né? Então, é importante vocês entenderem, às vezes, ah, vocês, eu não vou aprender a cirurgia, vai aprender, mas vocês têm que aprender o macro, aprender o básico. E vocês têm oportunidade de frequentar os hospitais. E eu vejo que a, a, o acompanhamento com a nossa equipe é muito baixo. A gente, eu queria de coração, antes de continuar falando sobre esse parecer, eh, pedir que vocês se empenhem em conseguir estar presente nos hospitais para de fato aprender e saírem especialistas, eh, em, em cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial.

Então, vamos ler junto o que foi dito aqui, né? Então, eles estão falando das cirurgias faciais. Então, com relação, eu vou mandar isso para, para vocês depois, tá? Então, com relação à área de atuação, a gente pode ver que existem várias resoluções e leis que permitem que o cirurgião dentista possa exercer procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos em pacientes. E tudo isso ensinado na graduação e na pós-graduação. Esses procedimentos são disciplinas que já existem na, na Odontologia. E nós temos um amparo legal que é a Lei 81 de 1966. Ou seja, é uma lei que nos permite atuar na nossa área de atuação, ou seja, na face, no pescoço do paciente, com o intuito de melhora da função, da estética, de acordo com as nossas, com, eh, convicções. Então, a especialidade é uma área específica de conhecimento exercida por um profissional qualificado a exercer procedimentos de maior complexidade na face, em busca de eficácia e eficiência em suas ações. Ou seja, além de ter o amparo legal por simplesmente nós sermos cirurgiões dentistas, o fato de vocês se tornarem especialistas em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial os permite e dá respaldo de conhecimento para realizar procedimentos muito mais avançados. E em relação à questão, eh, de procedimentos estéticos, sejam eles cirúrgicos ou não cirúrgicos. Então, desde 1953, a bucomaxilofacial é reconhecida como uma área da Odontologia responsável por diagnosticar, tratar traumas nos ossos na face, mandíbula e maxila. Especialistas em realizar cirurgias ortognáticas de alta complexidade, que requerem a preparação de meses, psicológica e a recuperação longa, com cuidados especiais. Quando a gente fala de cirurgia ortognática, pessoal, nós temos dentro do quadro de professores o Walter. O Walter é referência brasileira de cirurgia ortognática. O cara é muito fera. E ele faz cirurgia praticamente toda semana. Quero dizer para vocês que uma cirurgia ortognática não é qualquer um que faz. E é um, um procedimento que dá muito lucro. Mas o buco não dá dinheiro? Lógico que dá dinheiro. Tanto é que eu, Caio, aqui na minha clínica, encaminho meus pacientes ou pro Dr. Luciano, que é um dos professores de vocês, ou pro Walter. E aí, esses, esses pacientes vão e fazem essa ortognática, por quê? Porque, como eu havia dito para vocês, às vezes tem procedimentos que não é ortodontia que vai resolver, não é a prótese que vai resolver, não é a gengivoplastia que vai resolver, resolver, e sim a ortognática. Então, então, é importante vocês saberem que vocês têm dentro do grupo de professores o Walter, que é um cara que sabe muito, mas muito mesmo, cirurgia ortognática.

Vamos lá. Aqui estão as considerações explicando das cirurgias invasivas. E vejam, existem acessos que são necessários serem realizados pelo pescoço, no músculo platisma. Então, quando se questiona, ai, o buco maxilo ou cirurgião dentista pode fazer plicatura de platisma para diminuir a flacidez do pescoço? Sim, porque vejam vocês, abrem um baita retalho no pescoço para, eh, reconstruir uma mandíbula que foi, eh, dilacerada por algum trauma, né? Faz um baita de um acesso para fazer uma ortognática. Então, tudo isso que eu tô falando para vocês tá gravado. E eu tô mostrando um parecer de um advogado respeitado para que vocês possam, eh, é, ter isso também como base jurídica pro qualquer tipo de questionamento que um, um paciente ou um colega possa fazer para, para vocês. Vejam, eh, reconstrução nasal, auricular, ocular, mas, eh, e a blefaroplastia? Hoje não existe. Pessoal, vocês estão me ouvindo? Tá todo mundo ouvindo o que eu tô falando? Sim, professor. Legal. Eu tô, então, assim, vamos lá. Eh, quando vocês, eh, atendem pacientes, principalmente pacientes acidentados, eh, muitas vezes é necessária a correção das pálpebras, porque o paciente às vezes fica com assimetrias. Então, correção da pálpebra nada mais é do que blefaroplastia. Entretanto, não se justifica hoje, hoje, pros convênios. Então, se você pega um paciente OK, e ele vai fazer uma blefaroplastia porque tá com excesso no tecido, e você interna esse paciente no hospital falando que você quer fazer um procedimento que vai gerar um resultado estético, nem para buco, nem para muitos médicos, isso vai ser, eh, coberto pelo convênio. Tanto é que, se vocês conversarem com parentes próximos que fizeram esse procedimento, na grande maioria, eu arrisco dizer 99%, pagaram para que esse procedimento fosse realizado. Vejam, se vocês no curso de buco vão aprender a corrigir imperfeições devido a acidentes na face, e dentre as imperfeições, vocês provavelmente vão corrigir pálpebra quando vocês estiverem no final do curso, com certeza, fazer uma blefaroplastia vai ser uma coisa que vocês vão fazer com pé nas costas. Então, e estou dizendo para vocês que é importante que a gente tá atento a isso. Muito provavelmente, dentro do CFO, vai sair uma legislação falando somente da questão das cirurgias estéticas. E muito provavelmente, os cirurgiões bucomaxilofaciais serão um dos maiores beneficiados. Então, se existe alguma especialidade dentro da Odontologia que vai se beneficiar com a resolução falando de cirurgia estética, eu garanto para vocês que vocês estão no caminho, que é a bucomaxilofacial. Então, eh, hoje, se vocês me perguntarem, o paciente pode chegar no consultório para vocês e pedir para fazer a blefaro, e vocês fazerem a blefaro? Vocês estão 100% seguros em relação às resoluções do CFO e resoluções e, e todas as leis que estão de fato vigentes hoje no Brasil? Não, não estão, eh, com todo esse respaldo. Muitos cirurgiões dentistas fazem esse tipo de procedimento, bucomaxilofaciais fazem esse tipo de procedimento e vendem cursos, mas não há um respaldo legal ainda para que isso possa ser feito. E entendam, uma vez que isso seja permitido de, de fato, a gente, com certeza, vai ser o primeiro instituto do Brasil a ensinar e vai inserir isso na grade curricular de vocês, tá? Então, eh, não questionamento que está sendo feito aqui pelo, pelo advogado e as indagações, eh, realizadas por ele, que são também um documento que está sendo apreciado.

Pelo CFO, eh, eles questionam, poxa, se o cara pega e fazem cirurgias muito mais agressivas, né? Muito maiores na face do paciente. Eu tô dizendo em relação aos cirurgiões bucomaxilofaciais, não os especialistas em HOF, os ortodontistas, os PEO, ou até mesmo os clínicos gerais. Estou dizendo dos cirurgiões bucomaxilofaciais, ok? Então, esse sim, tem a prerrogativa de fazerem cirurgias com muito mais extensão e com muito mais, eh, dificuldade do que uma simples bichectomia. Então, vamos ler junto esse, essa, essa, essa parte que tá aqui, eh, assinalada para que vocês possam ter ciência dos questionamentos, tá bom?

E vocês vão observar que sempre se ressalva a questão da especialidade, considerando a permanente necessidade de regulamentar, definir critérios e estabelecer limites da atuação do cirurgião-dentista em harmonização orofacial, nos termos da legislação vigente. Isso não se fala da cirurgia bucomaxilofacial. Considera-se que, apesar de localizados na área anatômica de atuação da odontologia, determinados procedimentos ainda não constam no conteúdo programático dos cursos de graduação e pós-graduação.

Ou seja, quando eu falo de um curso de especialização, esse curso tem que ter duas características: seguir as normativas do MEC e do CFO. Então, se a gente buscar no CFO qualquer tipo de referência a cirurgias estéticas, hoje nós não encontraremos absolutamente nada.

Vocês sabem que agora, há pouco tempo atrás, houve a eleição do CRO, dos CROs de todo o Brasil. Como esse assunto era um assunto polêmico, ninguém queria, no final de mandato, eh, falar sobre isso. Agora que foram reeleitos e foram estabelecidos os mandatos, os novos mandatos, aí por um ano, dois, eh, isso aí voltou à tona e vai ser discutido mais a fundo, tá? Então, muito provavelmente, no ano que vem, né, a gente vai ter uma resolução do CFO abordando essas questões. E repito: os cirurgiões bucomaxilofaciais terão, aí sim, eh, uma prerrogativa e sairão na frente em relação a essa questão, tá bom?

Eh, vamos lá. Considerando interpretações extensivas equivocadas atribuídas à expressão "áreas afins", que consta na resolução 198, que deu origem à harmonização como justificativa para a realização de procedimentos ainda não consagrados, a gente tem que considerar também que a realização de procedimentos em harmonização, os cirurgiões-dentistas especialistas deverão observar rigorosamente os conhecimentos adquiridos em graduação e pós-graduação, bem como se ater à sua área de atuação, buscando promover equilíbrio estético funcional.

Ou seja, enquanto não houver a regulamentação, e isso é uma portaria ou uma normativa ou uma resolução, tudo o que se ensina hoje em dia em cursos não são, de fato, eh, permitidos.

Vamos dar um exemplo. Eh, tá gravando, não tem problema. Eu falo porque eu sei que é verdade. Alguém aqui já ouviu falar da Juliana Cunha, pessoal? Alô?

Não, não tá. Já ouvi falar, mas... Sim, professor. Teve muita gente da turma que já fez curso com ela.

Isso. Então, a Juliana Cunha, ela abriu uma especialização em cirurgia bucomaxilofacial. Na propaganda dela, primeiro, são 30 meses e com uma carga horária que não bate com a carga horária necessária. Primeiro ponto. Segundo ponto: ela já aborda e lança no curso dela que ela vai ensinar a parte de cirurgia estética. Mas vejam, baseado em quê? Baseado em que apoio jurídico? Baseado em liminar. A liminar pode ser favorável ou pode cair.

Então, o risco da pessoa pagar o curso de especialização, por exemplo, da Juliana Cunha, e for tentar registrar o certificado dela no CFO para se tornar, de fato, especialista, existe hoje a chance de 100% do diploma não ser registrado. Por quê? O conteúdo programático, a carga horária, não respeita o conteúdo que hoje está vigente.

Então, por isso eu fico frisando e reiterando para vocês que, durante esses três anos de curso, os dois primeiros anos eu gostaria que vocês se dedicassem e aprendessem o básico, o arroz com feijão, e aprendessem a fazer o macro: pegar o cara que tá do avesso no hospital e reconstruir a face dele junto com os professores, fazer cirurgia ortognática. Porque aí, quando for chegar a hora e o momento de vocês fazerem uma cirurgia estética, vocês vão fazer de olho fechado, tá?

Então, vamos lá, mais um pouquinho, só que eu prometo que eu tô acabando. Então, uma das conclusões, eh, assim que... Calma aí, quero só achar um que eu queria, tá?

Olha só, um dos conselhos que é o mais aberto de todos, que onde todos os dentistas de Minas podem fazer o que bem entender. Eles estão nem aí, e é uma conduta deles, e não aqui não cabe a mim julgar, né? Mas vejam, o especialista de reumatologia e cirurgia bucomaxilofacial... Isso é uma afirmação do Conselho de Minas, tá? Conforme o conteúdo programático em curso de pós-graduação de 3.000 horas, as condições de comprovar aquisição de conhecimento para realizar, eh, procedimentos previstos na resolução 230 e, portanto, executá-los com o cumprimento disponível na lei 5081.

Ou seja, resumindo o que o cara tá falando: o cara que faz buco mexe na do, do ide para cima, do jeito que ele bem entender. Esse é o entendimento do Conselho Regional de Minas, não do Conselho Federal.

Então, assim que o Conselho Federal soltar uma normativa, eu tenho certeza, e eu vou ter o prazer de sentar com vocês novamente para ler um novo parecer e mostrar para vocês que as cirurgias estéticas estão para Odontologia, assim como a buco é a especialidade que sairá na frente desse tipo de procedimento. Muito provavelmente, muitos dos procedimentos estéticos que se fazem hoje sem respaldo, apenas à base de liminares, esses procedimentos só terão regulamentação e poderão ser realizados por especialistas de cirurgia bucomaxilofacial.

Então, eh, esse parecer foi dado aqui, ó, vocês estão vendo aqui a data, dia de outubro, e eu que fiz questão de compartilhar ele com vocês para mostrar que a escola, eh, se preocupa em ofertar tudo que há disponível no mercado para vocês e que vocês, eh, tenham ciência disso e que tenham cuidado, que às vezes algumas pessoas que são, eh, vamos dizer assim, desavisadas ou, eh, ignorantes no sentido de não saber de fato o que é legal e o que não é, saem fazendo cursos por aí que às vezes você investe 8, 10, 15, 20 mil reais num curso para sair fazendo uma coisa que ainda não pode ser feita.

Então, cabe aqui essa reflexão para vocês. Não sou eu que vou denunciar ninguém, não sou eu que vou, eh, falar o que vocês podem fazer ou não podem, mas eu estou aqui passando para vocês um parecer de um escritório sério e dando aqui a minha palavra que, assim que tiver qualquer normativa, tiver qualquer autorização relacionada a cirurgias estéticas, isso será inserido no curso, independente do tempo que isso aconteça.

Outra garantia que eu dou a vocês: essa, esse ensinamento é o refinamento de todo um aprendizado que provavelmente vai ser dado no final do curso. Então, é importante que vocês se empenhem e aprendam o que há de oferta no momento: ortognática, trauma, para vocês ir pegando mão. E ao chegar na questão estética, vocês saiam na frente porque vocês já sabem fazer o macro. E aí, fazer o detalhe é só observar e fazer uma ou duas vezes, vocês vão sair craques e vão sair sabendo tudo, beleza?

Eh, desculpa me ater nesse tema, mas eu gostaria de deixar tudo muito às claras. Esse é o meu perfil, eu não gosto de esconder nada de ninguém. A gente tá preocupado com isso e eu queria que isso fosse passado para vocês. Eu vou compartilhar esse conteúdo com a Paloma e vou pedir para a Paloma depois colocar no grupo para vocês.

[Música] Ok. Tá todo mundo vivo aí? Tá tranquilo, Paloma? O pessoal tá aí me vendo, tá? Ninguém perguntou nada, tá tudo bem, né? Pá?

Sim, tudo certo.

Então tá bom, vamos lá, pessoal. Então, esse artigo também eu vou compartilhar. Tá tudo ok, Professor?

Beleza, pessoal. Então, eh, eu espero que vocês entenderam a minha intenção e que vocês saibam da nossa, nosso compromisso aí em ofertar para vocês tudo, tudo que possa, eh, estar aí a de conhecimento de técnica. E aqui, de novo, dando conselho para vocês: aproveitem a equipe que vocês têm de professores, que de fato eles são referência, pelo menos aqui em São Paulo, eu posso dizer para vocês que eles são os melhores.

Eh, vamos lá. Eh, esse artigo aqui eu vou compartilhar para vocês, como havia dito, né? E foi ele que eu comecei a discutir logo pela manhã. E por que que eu vou retomar esse artigo? E para que isso fique muito claro para vocês na questão dos planejamentos, seja ele qual for, né?

Então, a gente precisa definir conceitos que são muito importantes, que vão evoluindo no decorrer dos dias. Então, hoje, por exemplo, a imagem do antes e depois, a foto do antes e depois, a análise da foto do paciente, praticamente é tão importante quanto o contrato com que você estabelece com o paciente, seja na da parte financeira, da forma de pagamento, né?

Então, quando esse artigo começa a dizer dos tipos de face, da proporção das faces, a gente precisa começar a trabalhar a nossa rotina do consultório para também documentar fotograficamente os pacientes. Mas, Caio, eu não faço harmonização, eu só faço restauração no consultório. Não tem problema. Aconselho fortemente que vocês tirem fotos intraorais, extraorais, para que você tenha documentado tudo que é necessário, para que o paciente tenha certeza do resultado, do visual daquilo que foi proposto e que o seu diagnóstico e seu plano seja o mais completo possível.

Vejam, a gente tem que ter a proporção macro estética pra gente ter essas questões da simetria facial, da, do sorriso em si. E precisamos ter a microestética do contorno: a quantidade de gengiva inserida, aonde se localiza a linha mucogengival, se a linha média está respeitada, se ela bate com a ponta do nariz, se o sorriso cobre a cervical dos dentes, se há corredor bucal de gengiva aparente. Tudo isso é muito importante.

Então, eu tenho um paciente normocéfalo, um paciente que tem as proporções arredondadas, que tem deficiência nesse terço da face onde eu tô com a flecha. Tenho pacientes que têm o perfil alongado. Então, todo esse tipo de paciente a gente vai encontrar no consultório. E mais, a gente vai encontrar no nosso dia a dia procurando o quê? A solução. O cara, "mas eu quero resolver meu problema facial". Beleza. Mas vejam, olha a proporção da boca dessa paciente em relação aos dentes. Isso tá no relatório que, além de melhorar a questão do lábio, ela poderia fazer uma autoplastia, poderia fazer um preenchimento de mento ou poderia fazer um tratamento ortodôntico para expandir a arcada, expandir a questão da mandíbula, corrigir a mordida, melhorar, então, a oclusão e a dimensão. E aí sim, a gente detalhar e refinar isso com cirurgia estética, com, por, eh, gengivoplastia, com reabilitação protética.

Qualquer que seja, esses pontos que aqui estão sendo discutidos são muito importantes também e são tirados do estudo cefalométrico da ortodontia. E é uma proporção que é muito importante pra gente analisar a face. Então, a medida Z-Zig-Goo, né? Então, a do zigomático aqui dos dois, da eminência do osso zigomático, né? E da eminência da, do ângulo da mandíbula. Então, na mulher, ela tem esse aspecto de pentágono, né? No homem, o Zig-Goo, ele é praticamente um quadrado. E a gente precisa ter essa noção porque eu tenho casos que eu tenho que feminizar uma face feminina que está masculinizada e também eu posso ter a necessidade de masculinizar uma face que está feminizada, né? Ou, ou vice-versa, que hoje em dia tem também, eh, pacientes que buscam alterar o sexo, né? E a gente tem que fazer sem julgar. E aí a pessoa quer deixar o rosto, a pessoa quer, é homem, quer se transformar em mulher, e tem muito isso hoje na cirurgia ortognática e muito isso na harmonização orofacial.

Eh, vamos, então, a gente tem aqui o Zizi-Gogô feminino e aqui o Zizi-Gogô, ó, a zigomático-zigomático com ângulo de mandíbula, de mandíbula masculino. Então, vejam a necessidade da gente saber dessas proporções pra gente poder, eh, planejar tudo no paciente, não só a questão da harmonização, mas também, como eu havia dito para vocês, e vai precisar mexer no lábio, é só fazer a gengivoplastia? O dente tá aparecendo? O dente não está aparecendo, né? Então, a gente precisa, de fato, eh, tomar esses cuidados.

A questão do nariz, eh, eu não vou entrar no mérito que ainda não é uma área que a gente pode atuar, mas eu vou dar algumas dicas. Eh, por exemplo, eh, a gente tem que entender o que faz com que o nariz seja achatado, o que dá o aspecto de nariz grande. Não é somente o nariz em si, é a proporção dele em relação ao lábio e em relação ao mento. Muitas às vezes a pessoa parece que é nariguda porque a proporção, olha, veja essa imagem aqui, A, B e C: uma normo, uma com dólico e uma com uma dólico e com uma perfil achatado.

Então, a gente tem aqui, ó, essa paciente tem o nariz grande, relativamente, se a gente observar em relação à face, não. Mas ela tem um queixo muito proeminente e uma boca pequena, então o nariz fica sobressaltado. Então, toda essa análise é importante pra gente definir o que, o planejamento. Qual o planejamento aqui? Ai, ortodontia para melhorar essa, essa proporção? A gente depois pode fazer um lábio para essa paciente? Pode. Eu posso pedir para fazer uma ortognática para diminuir esse queixo aqui dessa paciente? Pode. Em contrapartida, esse paciente é zero dimensão vertical. Com certeza ele é bruxa ou ele tem apertamento e os dentes dele são muito menores do que deveriam ser. Então, neste caso aqui, muito provavelmente, uma reabilitação devolvendo a dimensão vertical para ele, a gente resolveria. Então, esse caso é cirúrgico, esse caso é falta de dimensão vertical. Então, é tudo questão de planejamento.

Aqui de novo, a questão do paciente. Então, vejam, o paciente tem um perfil relativamente simétrico, uma pessoa que parece que tem todas as proporções corretas. É uma pessoa relativamente bonita. Aparentemente não tem muito nariz, mas parece que ela é muito queixuda. E o problema que, neste caso, segundo o artigo, e é verdade, ela tinha a dimensão vertical deficitária. E aí parecia-se que ele tem como se fosse o aspecto de edentado, né? Que é a ponta do queixo quer bater na ponta do nariz. Então, veja, uma pessoa jovem, com traços bonitos e dentes com dimensão vertical prejudicada, volta a ter o problema da questão da estética voltada e relacionada única e exclusivamente com a questão da dimensão vertical.

Esses, essas imagens vocês já viram, e aqui eu queria mostrar essa imagem desse artigo que também relata a questão do sorriso gengival. Vejam, neste caso aqui, eh, daria pra gente aumentar ainda mais o tamanho dos dentes para melhorar a simetria desse caso. Veja, dá, a gente consegue porque tem bastante gengiva marginal, eh, pra gente poder trabalhar. Daria para aumentar e regularizar esses dentes? Sim. Daria para deixar eles mais simétricos? Daria para aplicar toxina aqui na fossa piriforme, na, no canto da asa do nariz e fazer, eh, um travamento muscular através da toxina? Sim. Poderia preencher com um volumizador de alta reticulação na fossa piriforme e travar a musculatura com o preenchimento ácido hialurônico? Sim. Mas, neste caso aqui, o excesso de exposição gengival era grande e a paciente optou por quê? Fazer uma ortognática.

Então, descola-se a maxila, né? Isso, com certeza, vocês tiveram, vão ter. Diminui a quantidade de osso dessa maxila, recoloca isso reposicionando numa posição mais saudável, e aí resolve-se o problema desse paciente estético.

Aqui também a gente tinha um problema de erupção dos caninos, mas percebe-se que os dentes estavam pequenos porque existia tecido hiperplásico. Então, aqui precisaria de uma ortognática, não simplesmente uma gengivoplastia e um tratamento ortodôntico. That's it, mais nada, né?

Então, tudo isso é importante e, como eu havia dito para vocês, eu vou, eu vou dar esse artigo aí para vocês terem em casa, que é um dos artigos mais completos que falam sobre esse planejamento aí que eu comentei com vocês. É um artigo muito, muito interessante mesmo.

Aqui de novo, falando-se das questões das proporções, né, e os tipos de sorriso. Vejam, nessa imagem aqui do meio, a gente entender que não só a mordida é correta, mas aqui existe um trabalho muscular muito excessivo do levantador dos lábios superiores. Então, este caso aqui, vejam, não há excesso de osso, não há, eh, os dentes estão praticamente alinhados em posições simétricas. O zênite da gengiva tá aqui na pontinha da flecha, feito. E aqui tem uma hiperatividade muscular. Então, essa hiperatividade muscular, neste caso aqui, discutindo aqui com vocês, e vocês são buco que também podem fazer toxina botulínica, eu trataria com certeza com cinco unidades aqui na fossa piriforme e uma cinco unidades aqui na raf do nariz para relaxar essa musculatura. E assim, a pessoa não tem essa contração tão exagerada, já que não há fechamento dos lábios não por falta de lábio do paciente, sim por uma mordida aberta. Provavelmente ele chupa o dedo ou chupeta, muita mamadeira. E aí, o tratamento ortodôntico e a fonodiologia para fechar essa mordida aberta.

Vamos passar um pouquinho mais. Esse caso é o caso que a gente comentou daquela paciente que a gente fez, que a gente fez não, que o artigo relata a reabilitação dessa paciente em relação à questão da dimensão vertical. Os aqui não tava lá nos slides, eu queria mostrar isso para vocês. Então, vejam que se alterou toda a dimensão, trabalhou-se o tecido gengival para melhorar a questão estética, mas a chave de oclusão dos molares aqui ficou perfeita. Então, a paciente teve esse ganho de dimensão, tendo alongamento do rosto, melhora da estética. E eu esqueci de relatar isso para vocês, e aqui no artigo eu tô dando uma lida. Vejam, a olheira dela era profunda, por quê? Porque ela era uma respiradora com, com a, o palato ogival, né? Então, ela tinha dificuldade na respiração. A oxigenação dela era uma oxigenação deficitária, fazendo com que ela tivesse olheira pela falta de oxigenação. Uma vez trabalhado o palato, melhorada a questão da proporção do palato, as vias aéreas da, da, da boca foram liberadas por causa dessa expansão do palato. Ela teve uma melhora até da, da questão das olheiras por esse motivo. Então, vejam o quanto que isso traz de benefício para essas pacientes.

Pessoal, eh, vou mostrar só mais um artigo para vocês, só mais um minutinho. E aí eu vou deixar vocês ficarem em paz.

E aí, pessoal, por fim, eh, eu queria que vocês começassem também a abrir a cabeça de vocês em relação à questão da imagologia no diagnóstico e também no planejamento de vocês. Então, vejam, a gente tem uma preocupação muito grande hoje, de novo, da documentação, do esclarecimento pleno do paciente antes de iniciar um tratamento com ele. E com a questão da, da, da, da possibilidade de você obter imagens tridimensionais da face, por exemplo, com, eh, aquelas câmeras extraorais. Vamos dar o Vectra da Med System, por exemplo. Eh, tem outras marcas no mercado que você pode obter essas imagens tridimensionais. Eh, você pode hoje pedir para a radiológica obter o avatar do seu paciente tridimensional, né? Um custo baixo, e você ter essa documentação tridimensional da face do paciente para você aferir medidas do antes e depois. Eh, você não precisa ter o scanner no consultório, mas você tem a possibilidade de pedir para as radiológicas ou irem até seu consultório ou você encaminhar o paciente para ter essas imagens, eh, escaneadas do paciente, né?

Então, tudo isso, eh, hoje é ferramenta para potencializar resultado, diminuir tempo de tratamento e melhorar o planejamento. Então, esses planejamentos de reabilitação, de, de protética, reabilitação ortodôntica, tudo a gente pode hoje utilizar em imagologia, sem a necessidade de investir 300, 500 mil reais em, em, em equipamentos, pedindo simplesmente para as radiológicas obterem as imagens e passarem para vocês, até por muitas vezes passado por e-mail, né?

Então, aqui é um artigo falando da importância dessas imagens, eh, intraorais, né, que a gente consegue aí mensurar a dimensão vertical, projetar, eh, correções de mordida. E para vocês que são buco, e eu vejo já os professores colocando no grupo de vocês, eh, eh, imagens de, de lesões, de tomografia, de ressonância para que vocês vejam os traumas e que sejam procedimentos que eles fazem já o planejamento com isso. É importante vocês saberem, primeiro, eh, saber pedir, né, de acordo com a necessidade, e saber interpretar para poder planejar esses casos. E que tipo de referência a gente precisa ter, eh, para buscar o resultado almejado? Por exemplo, a gente ter aquelas medidas de estéticas da face. Ô, o cara fez o trauma, eu vou reabilitar ele proteticamente com uma prótese prototipada na maxila e na mandíbula. Pô, já vi que aqueles três terços, o superior, o médio e o inferior, estão deficitários. Vou corrigir já isso nessa prototipagem. Então, é importante a gente repensar na nossa conduta do dia a dia, não, não pensar só no dente ou não pensar só na face, pensar nesse conjunto para que a gente tenha planejamentos mais completos e eficácia nos resultados, tá bom?

Então, aqui é um artigo que eu também vou disponibilizar para vocês, que é muito bacana, falando dessa necessidade, as medidas, né, e as referências, como podem ser obtidas hoje, né? E como a evolução disso no dia a dia na obtenção dos avatares, né? Essas imagens tridimensionais que você pode manusear e pode trabalhar para mensurar medidas ou até simular resultados estéticos ou funcionais do paciente. Então, é importante a gente também ter ciência disso.

Eh, existe também, eh, eh, miógrafos, né, que medem a potência muscular do, do músculo temporal e da, e do, do músculo masseter para que se defina a necessidade ou não de se realizar, eh, o tratamento com a placa de mordida ou a reabilitação ortodôntica. E, por fim, eh, hoje, eh, para dente, por exemplo, eh, a gente pode hoje tranquilamente solicitar tomografia para verificação de uma simples fratura radicular ou do elemento dental, como também pedir tomografia da ATM para verificar, eh, a extensão do desgaste da ATM, a extensão ou necessidade de prótese na, na ATM, necessidade de viscosuplementação ou não dessa, dessa articulação, eh, a, a idade relativa dessa articulação. Tudo isso em radiológica odontológica que vocês fazem um simples pedido e têm a prerrogativa de fazer.

Eh, uma outra questão que a gente hoje mal sabe e pode pedir, e é muito comum isso aparecer para cirurgião bucomaxilo e quem trabalha com estética, são pacientes com PMMA, que é aquele preenchedor, eh, definitivo. Então, esses pacientes, eh, por muitas vezes procuram profissionais e os profissionais pensam, eh, "Poxa, eh, eu tenho PMMA, não vou mexer", né? Então, qual é o exame que a gente pode pedir para esse, para esse paciente poder ser atendido e a gente poder planejar alguma coisa para que ele possa ter uma melhor estética ou até uma correção de uma imperfeição? Por exemplo, a ultrassonografia da face.

Só que eu vejo, eh, vocês agora como especialistas têm que saber pedir exame. Então, por exemplo, eu vou pedir uma tomografia e eu quero nessa tomografia avaliar maxila ou quero avaliar um elemento dental ou uma região da mandíbula. Eu tenho que esclarecer no pedido de exame de forma detalhada qual o, qual objetivo desse exame. Então, eu quero verificar a fratura da raiz mesial do elemento 26. Quero suspeita de trinca ou fratura na raiz, na raiz do elemento 12. Eu quero verificar espessura e quantidade óssea para realização de implantes na maxila, na região de 23 a 13. Eu quero verificar a presença de PMMA na face do paciente, na região do mento, do lábio, do, eh, do, do ângulo da mandíbula e do osso malar. Por quê? Sabendo das informações, o resultado do exame vem de acordo com o que você solicitou.

E por que que eu tô falando de, por exemplo, PMMA para bucomaxilo? Porque muitas vezes vocês têm que remover essa cápsula de PMMA cirurgicamente ou, para corrigir imperfeições, você trabalhar em camada distinta. Então, geralmente o PMMA vai estar supraperióstico, que é onde ele deve ser colocado. E aí você pode, por exemplo, trabalhar com outros preenchedores para corrigir imperfeição na camada dérmica, né, do paciente. Então, é importante você solicitar a localização anatômica, em que camada esse produto tá localizado. Então, além de falar, "ah, suspeita de presença de PMMA no mento", por favor, verificar em que camada está: está supraperióstico, acima do músculo, na camada dérmica, na, na tela subcutânea? Então, sempre que vocês pedirem exames, e vocês têm a prerrogativa e podem pedir exame, eu vou mandar a resolução da ANS para vocês também, eh, vocês, eh, têm que detalhar esse exame para que vocês obtenham a resposta que vocês almejam, tá?

Para finalizar aqui, só para mostrar para vocês a resolução, porque muitas vezes a gente pede exame de sangue, pede exame de imagem, e aí os laboratórios recusam ou fazem qualquer tipo de, eh, vamos falar um português bem claro, um "cê doce" para fazer o exame, né? Então, vou pôr só aqui a resolução para vocês e aí eu finalizo para vocês descansarem.

Professor?

Oi, pode falar, minha amiga.

Eh, então, como que você aborda essa, essa questão? Porque ontem mesmo eu precisei, eh, fazer uns exames e eu tava no laboratório. E aí eu apresentei minha, minha carteirinha, eh, é minha carteirinha do conselho, mas assim, eram exames pessoais para mim que o médico solicitou. E aí, na hora que eu tava levantando, eu falei assim: "Deixa eu te perguntar, vocês estão aceitando o exame?"

Não, eh, eu, eu vou já te responder, só queria achar, ó, eh, é a Camila, né, que perguntou. Então, ô, pessoal, para todo mundo aqui, eh, ficar claro, né? Existe uma, uma, essa questão é uma questão, quem regulamenta essa, essa normativa é a Agência Nacional de Saúde, ANS, tá? Então, saiu uma por causa desse problema, né, que a nossa amiga relatou, que eles estão, fazem esse tipo de, de questionamento em relação a, ao pedido odontológico. Eu, eu, eu coloco em todas as minhas prescrições, né? Eu coloco essa resolução no rodapé. Então, eu coloco, "olha, de acordo com a..." Vou até pedir uma prescrição de exame aqui minha, só para vocês verem. Meninas, você fez que você tá aqui na gaveta, ó, pessoal. Então, eu aconselho que vocês coloquem e, e vou tentar mostrar aqui para vocês, ó. Então, aqui eu tenho os pedidos de exame que eu, eh, costumeiramente solicito para fazer implante aqui na, na clínica, né?

Então, esse parágrafo que eu tô mostrando aí na tela para vocês, eu coloco aqui, ó, no rodapé já da solicitação do exame, ó. Ok? Então, para o, para o cara do convênio não encher o saco, porque eles têm obrigação de fazer isso. O que acontece, pessoal, é que tem convênios que têm rede própria. Vamos dar um exemplo: a Prevent Senior e a Intermédica, né? Então, esses convênios, eles obrigam todos os conveniados, por exemplo, meu pai e minha mãe têm Prevent Senior, eles não podem fazer em qualquer laboratório, eles têm que fazer nos laboratórios da Prevent Senior. Então, se eu, dentista, peço um exame para minha mãe, eh, pré-operatório para implante, ela vai pegar o meu exame, vai ter que no convênio passar por uma pessoa que ela vai autorizar ela fazer na rede própria. Esse é um problema do convênio. Mas uma pessoa, um atendente de um laboratório, recusar qualquer exame, eh, relacionado à nossa área de atuação, né? Eh, é uma, ele tá indo contra essa normativa que é recente. Veja, pessoal, 2021. Até então, isso aqui tava numa, num purgatório, tava numa, numa área cinzenta. Então, por ser uma resolução normativa, eh, atual, eh, muitos laboratórios fingem não saber, tá?

Então, vejam, ó, essa normativa da ANS, que é essa 465, né, de 24 de fevereiro de 2021, entrou, obriga os laboratórios a fazer exames solicitados por cirurgiões-dentistas, que não podem recusar por qualquer tipo de plano de saúde, pois os procedimentos listados na normativa, ou seja, essa norma obriga, obriga a todos os laboratórios de exame a serem, eh, realizarem exames que, eh, são solicitados por dentistas. Então, é importante vocês terem conhecimento dessa resolução da ANS, que é a 465, tá bom?

Com relação a exames, por exemplo, dentista, eh, eh, solicita exame de sangue, dentista solicita ultrassonografia da face, como eu expliquei para vocês, dentista solicita tomografia da face, da ATM, como eu havia dito para vocês. Mas a gente não pede, por exemplo, eh, raio-x da pelve, né? Então, também a gente, como dentista, e às vezes os parentes falam, "Ah, faz o exame e pede aí para mim o exame de, eu preciso fazer um RX do fêmur". Aí não dá, o cara não vai aceitar porque não é da nossa área de atuação. Então, a gente tem que tomar cuidado com esse tipo de, de solicitação porque tem que ser relativo à nossa área de atuação. Estando dentro da nossa área de atuação, ou seja, está relacionada à Odontologia, eh, não há por que, não há por isso ser negado.

Então, por exemplo, eh, você pede uma série de exames para o paciente, eh, por exemplo, nível de testosterona, de estradiol e de cortisol. Aí o paciente, eh, o convênio, "ah, eh, o dentista não mexe com modulação hormonal". Tem a resolução que, que não permite, eh, o, a, o tratamento por parte dos dentistas de modulação hormonal ou de suplementação hormonal. Ok. Mas às vezes a gente, o paciente tá numa, tá numa fase de menopausa, ela tá com osteopenia, osteoporose, ela tem algum problema relacionado à questão da absorção do cálcio, e a gente pode pedir sim exames hormonais para saber em que fase da vida o paciente está. E aí, não nós tratarmos, por exemplo, uma questão de déficit de testosterona, mas sim encaminhar ele para o endócrino para que ele faça o tratamento devido. Por exemplo, o CTX. O CTX é um exame que eu solicito para todo paciente que vai fazer, eh, vai fazer implantes aqui no consultório. Por quê? Ele nos dá informação, eh, segura sobre o quão esse, esse osso responde a um tipo de agressão. Ok? Então, é importante a gente também pedir. Aí tem quem falar, "mas por que que tá pedindo CTX? Você vai tratar a osteoporose do paciente?" Não, o CTX, ele é um dos exames que dá o diagnóstico osteoporose e osteopenia. Entretanto, ele também nos dá informação da resposta do osso perante uma agressão. E tirar um dente e colocar um implante, colocar uma placa, uma prótese prototipada, eh, necessita-se saber da resposta desse osso. Então, o CTX é justificável para a questão odontológica, uma vez que, apesar de ser um exame de diagnóstico prioritário de osteoporose, é, a gente precisa saber disso.

Outra questão: paciente que toma bifosfonato, alendronato, denosumab, zometa, né? São várias medicações que o paciente que teve câncer de mama acaba tomando, que a gente precisa saber, eh, se o osso também tá responsivo, né? Porque às vezes corre o risco de uma osteorradionecrose, uma osteonecrose. Então, o CTX é fundamental, apesar de ser um exame para osteoporose, mas é um exame que a gente usa como referência para tratar um paciente que, por exemplo, tomou medicação, eh, para pós, eh, tratamento de câncer de mama, por exemplo, o zometa, que é um derivado do bifosfonato, né? E a gente tem que tomar cuidado na hora de fazer uma extração, essas coisas.

Então, pessoal, o que eu quero dizer para vocês é que vocês têm a lei, eh, a, a favor de vocês. Sugiro que vocês coloquem esse parágrafo aqui, eh, esse parágrafo aqui no rodapé dos seus, das suas solicitações de exames. E que haja questionamento, eh, perante aos conselhos, porque uma das funções do CRO é fiscalizar se os laboratórios aceitam os pedidos de dentista ou não. Eu cansei já de denunciar laboratório que fez "cê doce" para aceitar meus exames. Eu sou, eu briguei com tudo que é laboratório, porque é um direito nosso, tá?

Doutora, eu expliquei de forma clara para todo mundo? Ficou clara essa questão da resolução 465?

Sim, professor. Eu caí num momento da sua explicação, minha internet, eh, deu um problema aqui, mas depois eu termino de escutar na aula gravada.

Mas não, mas eu, eu te explico rapidamente, viu, doutora? Eh, o importante é que nós temos a prerrogativa sim de pedir os exames. Essa resolução, eh, 465 da ANS, nos permite fazer essa solicitação. Eu aconselho você colocar isso no rodapé do seu, do seu receituário de exames, de solicitação de exames. É importante a gente também ter a ciência e a responsabilidade de só solicitar exames que são pertinentes à nossa área de atuação. Então, não adianta nós pedirmos um exame de tomografia do fêmur se a gente não vai atuar no fêmur, né? Então, é só tomar esse cuidado. Fora isso, a gente tem sim respaldo legal para isso e vocês têm que fazer valer o direito de vocês. Se o laboratório não aceitar, vocês denunciam para o seu CRO do estado de vocês. Eles vão fazer sim retaliação para esse laboratório e vocês também, eh, podem pedir para que o seu paciente busque outro laboratório, porque é uma prerrogativa legal. Existe uma exceção de alguns, eh, convênios que são rede própria, tipo Prevent Senior, Intermédica, que obriga o, o, o paciente a fazer na rede deles. Não, não pode fazer no Delboni, no Fleury, tem que fazer no Tecnolab, tem que ser só na rede deles. E talvez para se fazer na rede deles, tem que passar pelo clínico geral para que ele faça guia de liberação. Então, na verdade, não é que eles recusaram seu exame, e sim que é uma burocracia do convênio, eh, essa, essa, esse processo de passar dentro da rede para poder fazer dentro da rede o exame. Deu para entender, pessoal?

Ah, deu, muito obrigada, Professor.

Imagina, gente. Eh, eu queria de coração, eh, agradecer aí, eh, essa oportunidade de ter uma tarde aí com vocês. Eh, eu me coloco à disposição de todos, sem exceção, eh, a qualquer momento, de poder conversar com vocês, tirar dúvida, eh, falar com vocês sobre qualquer assunto. Eu vou deixar meu e-mail aí, meu celular, eh, no, no grupo, se quem não, ah, tem meu celular no grupo, mas vou pôr meu e-mail. E aí me coloco à disposição para que vocês tirem dúvidas, conversem. Eh, eu, eu tenho o maior, o maior prazer em poder ajudar vocês no que tiver ao meu alcance. Eh, me coloco aqui à disposição se alguém tem alguma dúvida do que foi dito. Alguém tem alguma dúvida aqui? Meus contatos, pessoal, para vocês poderem anotar. Eh, se não tem, Paloma, você já passou a lista para a galera? Todo mundo aí já, você já anotou quem tá presente?

Sim, sim, já fiz o registro de presença de todos.

Tá bom, tá bom. Ô, Paloma, eu vou passar para, para você o, os, os artigos, tá? E vou passar para você também, eh, aquele parecer jurídico, ok? E eu vou pedir para você compartilhar com os alunos, tá bom?

Eu vou inserir no portal do aluno.

Tá bom, minha amiga. Eh, de novo, então, muito obrigado a todos. Tenham um bom restinho de dia, que Deus abençoe vocês e a família de todos. E reitero o meu compromisso aí com vocês. Caso haja necessidade, vocês têm total liberdade de entrar em contato comigo, tá bom? Muito obrigado, até mais, até uma próxima oportunidade, se Deus quiser. Obrigada, tchau, Professor. Até a próxima. Valeu, abraço. Valeu, Laércio. Nota 1 aí para todos vocês aí que participaram. Obrigado, L.