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CASO KANNEKIN KIM: ADOLESCENTE DESAPARECE APÓS PEGAR CARRO DE APP E AMIGO FALSIFICA COMPROVANTE!

MARCONDI MARQUES - CANAL OFICIAL47:16

Transcription

Olá, boa noite a todos. Boa noite a todos os presentes.

1o de novembro de 2025, um adolescente de 16 anos, filho de coreano Kenekin Kin, estava saindo de casa para encontrar os seus amigos. Por volta de 11 horas da noite, decide ir embora. Dessa despedida, ninguém mais sabe o que aconteceu.

A história vai ganhando cada vez mais áreas de mistérios, porque no desenrolar desse desaparecimento, surgem as mensagens, informações truncadas, informações que vão para a polícia e o desespero de amigos. Por que de amigos? Porque o Kin K, como é mais conhecido, infelizmente já havia perdido sua mãe e seu pai mora fora do Brasil, mora na Coreia do Sul. Sua mãe adotiva.

Vamos saber o que aconteceu hoje. Vamos receber aqui a Camille, uma das amigas do K, conhecido como Kan, né? É saber a história e o que podemos ajudar. Muito embora esse mistério tão complexo já denote, então vamos receber com muito carinho, como sempre fazemos aqui, a Camille, tá? Que é amiga do Kenny e nós vamos conhecê-lo através dela. Boa noite, Camille.

>> Boa noite.

>> Camille, antes de mais nada, eu gostaria de agradecer a você pela sua amizade com Ken, tá? Kenin Kin, porque não são todos os amigos que se importam ao ponto que você está fazendo na procura pela verdade, saber o que aconteceu, em não esmorecer, em dar informações, em colocar o seu rosto. Então, eu gostaria primeiramente de parabenizar você pela pessoa que você já dá para ver que você é uma pessoa do bem, que tá na corrente do bem. Obrigado.

>> Eh, Camille, dia 1º de novembro de 2025 foi uma data bem complicada, né? Vamos falar dessa forma.

>> Sim.

>> Seu amigo, esse lindo adolescente aqui, filho de sul-coreanos, a mãe dele é brasileira?

>> Não, coreana também.

>> Tá? Mãe dele...

>> Só a mãe adotiva dele que é brasileira. A mãe, ele perde sua mãe, infelizmente fica órfão. O pai tá fora do Brasil também, pelo que se entende, não tem muito contato com o filho. Tem uma mãe adotiva, que ninguém sabe onde se encontra nesse momento, mas a polícia vai procurar. Por quê? Porque eu faço questão que a polícia encontre essa mãe, porque o K ele tem apenas 16 anos, é um adolescente, só que ele estava morando sozinho em São Paulo, ele cuidava da sua própria vida. Então, já temos aí alguns probleminhas, né? Já que essa, já que essa mulher adotou, ela tem responsabilidade legal, então já podemos até considerar um abandono de menor de idade, mas vamos falar sobre isso um pouquinho mais à frente. Mas eu faço, eu falo para vocês, eu faço questão que a polícia converse com esta mulher, porque a história é bem complicada para esse adolescente, uma história que diz só de perdas de sofrimento, tá? Então, vamos conhecê-lo através da Camille. Por favor, Camille, antes de mais nada, nos apresente o seu amigo.

>> Então, o o Ken, embora ele tinha, né, tem, né, só 16 anos, a gente sempre comentava que ele tem, né, que a gente ainda não sabe o que aconteceu, mais responsabilidade do que muita gente maior de idade. Ele estudava, fazia o ensino médio, né, e trabalhava. Mas assim, era aquela pessoa que se a gente mandasse mensagem 2, 3 horas da manhã precisando de qualquer coisa, ele tava ali. Não media esforços para ajudar. Inclusive tem um um amigo nosso, o Leonardo, que trabalhou com ele no Paraná numa plantação de eucalipto, que nessa época eles estavam passando um pouco de de dificuldade e o Kenny trabalhou e ajudou os pais dele a comprarem a casa própria para esse amigo.

>> Meu Deus, que legal. Então assim, a gente assim, embora a gente não saiba, né, o que aconteceu de fato, eh eh qualquer coisa assim de ruim que tiver acontecido, ele ele não merece. Ele não merecia.

>> Eh, conta um pouco da história dele, porque a história dele é uma história bem sofrida, né?

>> Sim. Os pais dele são coreanos, né? Tanto a mãe quanto o pai. Então, consequentemente, familiares também são todos de lá. E a mãe biológica dele cometeu suicídio quando ele era pequeno ainda.

>> E o pai dele foi embora. Então...

>> Sim, o pai dele mora lá, sempre morou lá. E aí, eh, eh, ele ficou, vamos dizer assim, sozinho, né? Até que essa mulher lá de Santa Catarina resolveu adotar. Ele adotou dentro dos trâmites legais, tem o o papel de de adoção e tudo, só porque assim, não fazia o papel de mãe, né? Vamos ser realista, porque se se é uma mãe do bem, uma mãe de verdade e o filho some, ela ela não vai esperar. Ela não vai, ah, vou esperar 24 horas, vou esperar 48 horas, não. Ela vai fazer o boletim de ocorrência assim que que a partir do momento que não deu mais sinal de vida, ela não vai ela não vai esperar. E a gente recebeu umas mensagens, né, que eu te mandei eh na madrugada de sábado. E aí no domingo a gente achou estranho por ele não ter dado sinal de vida na parte da manhã. A gente pensou que talvez o telefone pudesse ter descarregado, né, alguma coisa assim, mas em nenhum momento porque nunca passa na nossa cabeça que que vai acontecer uma coisa assim com alguém próximo da gente. Então a gente ainda tinha esperança que no domingo ele fosse aparecer. A gente esperou, não apareceu e aí a gente tentou contato com a mãe dele para para estar fazendo boletim e aí ela afirmou que não ia fazer por enquanto porque ele já tinha sumido antes. Porém, eh, é aquilo, ele tem muitos problemas familiares. Ele realmente, uma vez ele saiu, ficou dois dias fora, mas ele nunca deixou de manter contato com os amigos. Ele sempre contava onde ele estava, o que estava fazendo, com quem estava. Então isso não era o o normal dele, o habitual dele. Ele não faria isso. E aí a gente tentando contar, tentando contato. Aí ela disse, depois de muita insistência, ela disse que na terça-feira à tarde ela iria fazer o boletim e aí não foi feito. E aí ela parou de responder as mensagens, a gente enviava mensagem, a mensagem não ia. Aí no dia 6 eu consegui fazer online. Mesmo sem ter os documentos dele, eu consegui fazer. E aí a gente encaminhou para ela o boletim, ela só respondeu um OK e depois disso a gente não conseguiu contato mais porque o WhatsApp a mensagem não vai e por ligação o número tá disponível como se tivesse desativado o chip ou alguma coisa do tipo.

>> Na verdade, esse WhatsApp dela, ela até excluiu, na verdade, nem tem mais.

>> Tá? Mas é por isso você consegue chegar nela com toda certeza, né? Até para explicar eh as mensagens eu vou colocar aqui em tela são essas mensagens que estão passando aqui agora. Eu vou ler algumas delas aqui, vou escolher algumas e a gente vai falar sobre.

>> Tá bom?

>> Deixa eu ver se não tá em ordem, infelizmente, mas eu vou eh ele manda, que uma pessoa manda. Você tá bem, cara? Oi, Jiraia. Deve ser o apelido dele.

>> O apelido dele.

>> Responde.

>> É.

>> E ele responde: "Oi, Léo. Vê a minha localização". Oi. O quê? Onde? São 2:50 da madrugada. Onde você tá? Eu vou dormir daqui a pouco. Tenho trabalho. Me responde, mano. Onde? O que que tá acontecendo aí? Aí ele manda assim: "Ei, mano, o cara não quer aceitar o dinheiro na mão". Eu falei para ele que ia dar 129 na mão e restante no Pix. Ele não quer, não quer aceitar. Ele tá mandando eu arrumar o resto do dinheiro. Por que não, mano? Você tá com dinheiro no Pix aí, né? Oxe, quem quem é esse motorista aí? Porque ele nunca vi ninguém não querer aceitar dinheiro? Esse motorista. Você tá onde? Uma hora dessas. Oi. Diga. Apagou. Você tá pegando o Uber de madrugada? Por quê? Ele te ameaçou. Responde no WhatsApp. Ou eu te liguei. Eu te liguei. Responde. Cadê você? Lá onde? No é isso? Eu tô com falta de ar. Ei, oi. Me manda uma foto agora. Manda aí onde você tá. Manda foto ou liga. Vai, por favor. Dá sinal de vida aí, cara. O cara fez alguma coisa com você? Foi. Onde você tá? Responde. Me responde. Eu tô com sono. Responde minhas mensagens, por favor. Você tá bem? Me responde, passa a localização rápido. Já tá lá, mano. Eu tô nervoso. Calma, eu sei, mas liga para mim, então. Se não consegue digitar, liga para mim, por favor. Tô preocupado. Aí ele manda isso aqui. Não sei se você vai conseguir ouvir.

>> Consegue ouvir?

>> Eu vi quando o garoto desceu desse carro, esse HB20, né?

>> Eu vi que o garoto parecia um pouco atordoado pela forma como caminhava, machucado, não sei direito. O carro até que ficou um tempo no mesmo lugar e aí depois eu acho que ele foi atrás do garoto de novo, sabe? As pessoas desse carro devem ter forçado ele a entrar de novo, porque não é possível ter ido embora sem fazer nada. Só que como você sabe, em São Paulo de madrugada, não é brincadeira, né? Eu peguei e entrei para dentro de casa. Até minha menina chegou para mim disse que a amiga dela tinha visto um jovem bem parecido com esse aí que vocês procuram. Isso foi na madrugada que ela voltou da festa, entendeu? Ela falou que ele estava dentro desse carro branco, só não conseguindo ver o modelo, a placa, mas eu acho que é o mesmo carro que eu vi semana antes. E dentro desse carro tinha um homem forte, barbudo, uma mulher no lado do carona, mais dois homens atrás. Aí quando eu vi, achei que eram os carros que pegam crianças, sabe? Porque eu tenho neto e fiquei logo preocupada também, né? Mas agora que esse menino sumiu, eu tenho certeza de que é o mesmo carro, porque realmente não parecia ter só uma pessoa dentro. E eu também não sei o que esse adolescente, essa criança, né? Uma criança ainda estava fazendo na rua tarde da noite sozinho. Cadê a mãe desse menino, gente? Ver que o outro mano, o cara do Uber tá muito estranho, mané. [ __ ] que pariu, ele é esquisito para [ __ ] mesmo. Nossa Senhora. O outro dele. Não, eu vi quando tá com embaixo, cara. Eu acho que ele vai me matar. Meu Deus do céu, mano. Ele tá me encarando o tempo todo. Eu tenho certeza que ele não vai me deixar descer do carro não, mano. Nossa Senhora. Ele vai matar. Ele é doente, mano. Ele é muito esquisito.

>> Essas foram as mensagens. Depois disso, ele desapareceu, né? Não deu mais contato.

>> Sim. Não, depois disso ele não deu mais contato. Eh, para a gente a mensagem que mais intrigou, na verdade, eh eh foi aquela que ele mandou por escrito, que ele fala que quando eles voltassem ele ele iria ficar sem celular, porque dá a entender que eram mais de uma pessoa que, né, que estava com ele ali,

>> mas que naquele momento não estavam ali. E, e, e muito barulho no fundo e, e assim, e horários que, que não batem, sabe? Porque da onde ele estava na rua Banho Andava até na até na Bela Vista, que era onde ele morava, era coisa de minutos. Então, se fosse para ele pegar um Uber para ir para casa, de fato, não iria ficar esse valor exorbitante, porque para ele dar R$ 129 em dinheiro restante no Pix deve ter ficado no valor muito alto.

>> Aí a gente a gente então não sabe para onde ele estava indo. E teve uma moça que que mora na rua que afirmou que viu ele descendo do carro, mas que tudo indica que depois ele voltou para esse carro de novo. E e a gente não sabe, a gente fica nessa nessa agonia, né? E então tem alguém usando o Instagram dele, porque no dia 8 de de novembro a gente a gente sempre tenta ligar eh sempre tenta mandar alguma mensagem, a gente ainda no fundo no fundo ainda tem uma esperança de que em algum momento ele vai atender, que ele vai responder. E e a gente tentou ligar no dia 8, eu e o Léo, a gente ficou tentando de noite. E aí, e às vezes o telefone aparece desligado, porque no Instagram quando você liga que a pessoa tá sem internet, aí fica só entrando em contato.

>> Isso.

>> Aí quando a pessoa tem internet chama normal. E aí tem momentos que chama, tem momentos que não chama. E aí no dia 8, na parte da noite o Léo ligou e atenderam.

>> Uhum.

>> Só porque ninguém falou nada, só ficou um barulho muito estranho no fundo, tipo de de alguma coisa batendo em alguma coisa e durou 37 segundos. Aí depois disso a gente não conseguiu, não atendeu mais.

>> Lá no local onde ele morava, o que que falam lá?

>> Então, desde o dia que ele,

>> desde o dia que ele saiu, a casa ficou do jeitinho que ele deixou. Até a a proprietária da casa entrou em contato para saber se que até então ela não sabia ainda, né, do ocorrido para saber se ele tinha viajado alguma coisa do tipo, porque o aluguel tinha vencido no dia 8 e ele não era de de atrasar.

>> Uhum.

>> Aí a gente comentou com ela, contou para ela e ela disse que ia deixar a casa lá fechada, né, até até que resolvesse essa essa questão. Mas desde o dia que ele saiu que a casa está do mesmo jeito.

>> Aí vocês, você que fez o boletim de ocorrência, não foi?

>> Isso.

>> Você fez o boletim de ocorrência. E aí o que acontece? Hoje eu conversei bastante com a Camille, nós iríamos fazer essa live um pouco mais cedo e ser às 14:30, mas eu tive problemas de luz aqui, a internet e afins. Isso, fizemos agora 19:30. Nesse inteirinho eu entrei em contato com a polícia, com o DHPP da capital e conversei com ele sobre o desaparecimento. Eles já prontamente, nossos amigos aqui já entraram em contato com a Camille, porque tem alguma situação que vocês vão descobrir agora que está chamando muita atenção. Graças a Deus, estamos muito afinados aqui em parceria com a delegacia do DHPP, que mais em mais um caso já se verificou, já entrou em contato com a Camille. Como é que foi a abordagem deles com você, Camille? Foi respeitosa, te acolheram?

>> Não, foram a a moça que que me atendeu, a Jô, muito educada, muito simpática. Eh, prontamente eles pediram, porque igual eu te falei, é é muitas mensagens, né, muitas coisas. E aí eu falei para eles que eu preferia enviar o o print para eles, se tinha algum número que eu pudesse mandar. E e eu até tinha ficado com medo ontem, na verdade, porque a gente sabe que essa questão de de justiça é muito sério, né?

>> Uhum.

>> E aí assim que a gente recebeu o tal do comprovante do Pix que tinham feito da conta dele, eu anexei no boletim. E aí acabou que mais tarde um pouco a gente teve a infelicidade de saber que o comprovante era falsificado. E aí eu fiquei com medo de dar algum problema para mim, né? Mas aí eu conversei com a com a Jô, mandei os prints para ela e eles vão atrás. Eles pediram o endereço da casa dele, pediram se eu sabia o nome da escola, algumas informações que que não ainda não tinham passado, né? Eles falaram que tentaram entrar em contato mais cedo, mas não conseguiram. Aí ela me passou até o número pessoal dela, falou que qualquer coisa que a gente precisasse, que podia entrar em contato. Eh, entrou em contato comigo também, acho que é, eu não lembro o nome agora em específico, mas o setor de pessoas desaparecidas. E aí eu preenchi um formulário.

>> Isso, para colocar a foto dele naquele smartpad.

>> Uhum.

>> Aí foi colocado já.

>> Graças a Deus. Eh, vamos vamos só explicar pro pessoal esse comprovante que o pessoal não tá não não entendeu, mas vamos explicar o que acontece. O Ken, esse jovem também habilidade como Jiraia, Kenny Quinto, sobrenome ele do meio, eu não consigo falar porque é dificílimo. Eh, ele é um adolescente, 16 anos, ele usa ou usava a conta de outra pessoa, tá? Porque ele não tinha uma conta para ser menor de idade, não tem ninguém para poder responder por ele. Ele não ter uma conta bancária porque tem que ser maior de 18 ou emancipado, coisa que ele não é. Eh, ele então pedia emprestado a conta de um amigo e durante essas buscas pelo rapaz, esse essa pessoa que tinha o a conta dele entrou em contato com a Camille falando, explica o que aconteceu no dia 7, por favor, Camille é melhor.

>> Então, ele foi no, na verdade, acho que foi ontem mesmo, anteontem, não lembro ao certo a data, eh ele entrou em contato com o Léo, que é o outro nosso amigo, e comentou com ele que tinha sido feito um Pix da conta que o K usava, né, para uma outra pessoa e que haviam limpado a conta. E aí eu ainda comentei com o Léo, ainda falei assim: "Léo, mas se o Pix foi feito no dia 7, eu falei assim: "Por que que só por que que só avisou agora?" Eu falei, podia ter ter avisado na hora, até porque a gente sabe que quando é feito o Pix assim, a notificação cai de pronto, né? Assim que você faz o Pix, a notificação cai.

>> E ainda perguntei pro Léo, falei: "Léo, por que que ele não passou esse comprovante antes?" Eu falei, "De repente já podiam ter chegado na na pessoa que recebeu, né, pegar essas implicações que a gente não tá sabendo de nada". E aí eu peguei e mandei mensagem pro dono da conta. E aí, na verdade, antes disso, antes de eu mandar a mensagem, ele mandou o comprovante. E aí eu e o Léo, a gente conversando, a gente até falou assim: "Mano, não vamos comentar com ninguém porque isso pode dar BO, mas esse comprovante tá parecendo falso". Aí eu falei, ainda falei, falei: "Mas será?" Ele falou assim: "Tá, tá parecendo". Aí eu peguei e entrei em contato com o dono da conta para perguntar. Aí antes de eu, eu só tinha mandado um oi e aí ele já pegou e falou assim: "Ah, o Pix lá da conta foi foi minha mãe que fez". Aí eu peguei e perguntei se era algum algum dinheiro que ele estava devendo, né, alguma conta, alguma coisa. Aí ele falou assim: "Não, o dinheiro era da minha mãe". Aí eu voltei pro Léo e falei assim: "Léo, esse negócio tá muito, muito estranho, tá muito mal contado". Aí o Léo tem um amigo que entende mais do que a gente, mexe com essas coisas de de edição e tudo e conseguiu pela chave, né, que foi feito o Pix, o nome da pessoa e o telefone entrou em contato com essa pessoa. E aí a pessoa comentou com a gente que tinha recebido sim o valor de fato, mas que não era o valor que estava no comprovante, porque no comprovante estava o valor de R$ 2.500.

>> R$ 500.

>> Isso. E aí a pessoa falou, eu não lembro agora o certo, eu tenho o print ali, mas foi ou R$ 35 ou R$ 45 que a pessoa recebeu. E aí eu e o Léo a gente pegou e falou assim: "Mano, a gente tem que saber porque ele está fazendo isso, tipo, alguma coisa tem." E aí a gente foi questionar e aí ao mesmo tempo acho que e aí acabou que foi que foi muita pressão em cima dele, porque ao mesmo tempo que a gente estava conversando com ele, eh um repórter do SBT tinha entrado em contato e queriam fazer entrevista eh a reportagem, né, só porque teria que ter alguém maior de idade em São Paulo e como eu não estou em São Paulo, eu não poderia fazer. E aí eu falei assim, ó, tem esse amigo dele que inclusive é o que que emprestou a conta para ele, mas a gente já pediu uma vez, logo que o Ken sumiu, a gente entrou em contato com a Record e aí ele não quis falar também. Aí ele falou assim: "Não, então você me passa o contato o Instagram que eu vou tentar entrar em contato". E aí aconteceu que foi tudo ao mesmo tempo, a gente questionando e o repórter pedindo para ele aparecer, fazer a entrevista e aí ele não aguentou a pressão e desinstalou o o Instagram e sumiu. Ninguém tem mais notícia. E aí ele, o Léo, foi perguntar para ele porque que ele tinha feito isso. E aí ele falou que não estava aguentando mais porque estava todo mundo indo atrás dele, que ele tinha filhos, que isso era chato e que ele não ia responder por uma coisa que ele não fez. E aí nas mensagens que eu até te mandei, você tem aí que ele fala que ele falsificou.

>> É, eu não coloquei as mensagens porque as mensagens já estão enviadas pela polícia, então não cabe mais aqui passarem porque isso é prova policial.

>> Mas eu posso dizer que as mensagens ele falsifica um comprovante, manda pros amigos no valor de R$ 2.500, R$ 2.500, enquanto a pessoa que recebe o crédito é um valor bem abaixo, tá? Menos que R$ 50. Eh, ele então admite que forjou esse comprovante. Só não fala o porquê ele fez isso. Ele até falou com você?

>> Não, ele não, ele ele não fala motivo. Ele só fala que ele está cansado porque está todo mundo indo atrás dele e ainda até o Léo ainda fala com ele, ainda fala com ele na mensagem, fala assim: "Mas ninguém em momento algum falou que foi você".

>> Isso.

>> Né? Porque ninguém chegou para ele e falou assim: "Ó, a gente acha que que foi você". Não, em nenhum momento a gente fez isso. A gente só questionou por que ele tinha mandado aquele comprovante falso, visto que a gente já tinha até encaminhado, né, para anexar em boletim. Isso poderia dar um problema enorme até mesmo para para uma pessoa que não tem nada a ver,

>> que no caso seria a pessoa que recebeu o valor, né?

>> E aí ele não fala, ele só fala que estava cansado, que estava todo mundo indo atrás dele, que ele tinha filhos e aí ele não aguenta a pressão. E aí ele desinstala o Instagram. A gente não tem contato, eu digo, de número de telefone dele e aí ele não deu mais notícia também, desinstalou tudo.

>> É, mas ele tem o número antigo, tem o nome, tem tudo, tem a conta, né?

>> Fácil.

>> É fácil para a polícia enxergar no nome dele rapidamente. Rapidamente. Isso é rápido. Eu não entendo como é que uma pessoa que tem ali é sabedora do desaparecimento de um adolescente, sabe que esse adolescente estava usando a sua conta. Conta prestada para cartão, para recebimento, afins.

>> Sim.

>> Ele falsifica um documento para enviar pros amigos. Olha, eh, limparam a conta do do King, limparam a conta dele aqui, olha o print. E não não achou que ninguém fosse atrás.

>> Não. O o eu falo assim que o que deixa a gente mais assim indignada porque assim ninguém, embora seja amigo, ninguém é obrigado a ajudar, mas se não vai ajudar não faz nada para atrapalhar, sabe?

>> Sim.

>> E e a falta de consideração enorme, porque o o Kenny é padrinho dos filhos dele.

>> Nossa.

>> Então assim, é uma uma falta de de consideração enorme, sabe? Eu até eu comentei com o Léo que na hora, infelizmente não é só com Ken que isso acontece, mas infelizmente às vezes as pessoas acham que tem muitos amigos, mas na hora que acontece alguma coisa que a gente vê, porque com certeza as pessoas que estavam com ele no dia poderiam ajudar, né, mais porque estavam com ele, mas na hora que a gente pergunta alguma coisa, ninguém quer falar, ninguém sabe de nada. E aí acaba que eu e o Léo, que estamos em outro estado, a gente está fazendo mais do que quem está perto e podia ajudar. Igual, por exemplo, a gente recebeu a informação de que tinha um cara muito parecido com ele no hospital e aí a gente tentou entrar em contato, não conseguiu e não tem ninguém para ir lá para saber isso pra gente.

>> Eu tentei entrar em contato também, não consegui. Não conseguiu.

>> O telefone só chama e ninguém atende e não tem é não tem ninguém para para poder ir lá para poder saber, né? Pelo menos ir lá para saber. Não tem ninguém. Então a gente fica.

>> Qual o nome do hospital?

>> Hospital Geral Vila Nova Cachoeirinha.

>> É, você falar agora até até eu achar aqui. Se tiver alguém de São Paulo aqui que esteja na live e queira fazer uma boa ação, por favor, vão a este hospital e vejam se esse rapaz que está lá é o Kim. Até me avisar aqui. Fale, fale por favor de novamente o nome do hospital, só para o pessoal gravar.

>> Eh, Hospital Geral, Vila Nova Cachoeirinha. Fica, acho que é na zona norte ou é na zona leste, uma coisa assim.

>> Hospital Geral, Vila Nova Cachoeirinha. Deixa eu ver se eu acho aqui. Se tiver alguém de São Paulo aqui que esteja na live e queira fazer uma boa ação, por favor, vão a este hospital e vejam se esse rapaz que está lá é o Kim. Até me avisar aqui. Fale, fale por favor de novamente o nome do hospital, só para o pessoal gravar.

>> Eh, Hospital Geral, Vila Nova Cachoeirinha. Fica, acho que é na zona norte ou é na zona leste, uma coisa assim.

>> Hospital Geral, Vila Nova Cachoeirinha. Deixa eu ver se eu acho aqui. Vamos ver aqui. Hospital geral, vila nova Cachoeirinha. Fica na Vila Espanhola, São Paulo.

>> Isso.

>> Avenida Deputado Emílio Carlos, número 3000. Tá? Se alguém puder ir lá. Avenida deputado Emílio Carlos, número 3000, Vila Espanhola, São Paulo. Vejam a foto dele e só confirmem. Olha, tem uma pessoa aqui que não está identificada. Se alguém puder ir lá entrar em contato depois. Vai ser de grande valia, tá? Essa informação também já vai ser passada para a polícia para confirmar, mas nós sabemos como é a burocracia. Eh,

>> é logo logo que que ele desapareceu também, eu e o Léo, a gente entrou em contato com alguns hospitais mais perto da da Bela Vista, né, que era da da onde ele morava para saber se tinha alguém, não tinha. Aí a gente entrou em contato com, a gente conseguiu falar com todos os IMLs, menos um, que a gente não conseguiu porque é só fica aquele mesmo problema que chama e ninguém atende.

>> Chama, ninguém atende.

>> Isso, que é o IML Central.

>> É.

>> E aí não atende e a gente não conseguiu falar lá também porque de repente, né, pode ter chegado alguém sem sem identificação, né? E nos outros a gente conseguiu, não tinha assim, tinham pessoas sem identificação, mas nenhuma nem parecida com ele.

>> E aí a gente tentou falar com esse IML Central, não conseguiu.

>> Mas o Camille, esse dia do desaparecimento dele já tá, já começou de uma forma assim muito muito estranha. Ele tá com os amigos, né? Tá com os amigos e aí fala assim: "Ah, vou embora, pessoal, fica mais um pouco." Não, não, vou embora, vou descansar ou vou trabalhar ou coisa no dia seguinte. E ele vai embora.

>> Do local que ele, do local que ele está ali até a casa dele, não é muito longe, né?

>> Não é coisa de minutos.

>> Aí vem essa, vem essa mensagem aqui de um Uber querendo cobrar um dinheiro para ele. Ele falou que só aceita Pix, que não aceitaria dinheiro. Coisa totalmente estranha. Num valor que é muito alto, porque um valor de R$ 129 mais um Pix, quer dizer, deve ser um valor acima de R$ 130 e uma corrida de uma distância considerável. Concorda?

>> Sim. Uma distância de pelo menos de uma hora de de trajetória. E aí ele começa a mandar essas mensagens de medo, de pânico, porque as mensagens dele são dessa forma, medo, pânico. Depois tem essa moça que viu ele entrando de uma forma estranha na casa dele, mancando, uma forma assim que ele estivesse machucado. E ele fala, ele entra, depois sai novamente, pelo que, pelo que dá a entender.

>> Sim. E nunca mais é visto. As pessoas que estão no carro não parece ser Uber porque está acompanhado é o motorista, mas duas pessoas.

>> Isso, um homem e uma mulher, fora o motorista.

>> Fora o motorista. Eh, o que dá para que se percebe, parece que ele está meio que acuado, meio que constrangido, forçado. Essa é a sensação que eu tenho.

>> É, é igual a gente comentou, né? A gente fica assim, infelizmente a gente sabe que que a gente precisa ter fé, precisa, mas assim, os cenários todos, infelizmente apontam para que ele não está mais vivo, né? Mas assim, é aquilo, nem que seja só o corpo para a gente dar um um enterro digno, né?

>> Sim.

>> Mas que está tudo muito estranho, tá? Até porque eh quando ele fala que vai embora por volta de de 11 e pouco da noite, os amigos dele que estavam bebendo com ele falam que ele foi andando e aí logo em seguida ele manda mensagem para uma amiga dele falando que tinha acabado de pegar o Uber e aí também a gente pega e coloca na ponta do lápis. Fora essa questão do valor, a distância para ele, vamos supor que ele realmente tenha pegado um Uber mesmo, de fato, a distância da da onde ele estava, dessa rua, Banho Andava que era no centro até a casa dele, é pouco tempo, então não faria sentido até 2 e pouco da manhã ele estar no Uber indo embora para casa.

>> Não, não tá exatamente.

>> Não tem lógica, não tem lógica. E naqueles, naqueles áudios que eu te mandei, que que você passou aí, que está meio vermelho assim, você pode ver que tem muita voz de criança no fundo.

>> Tem, tem.

>> E e ele fala e ele fala aquela frase que é que fica que a gente fica matutando a noite inteira, que ele fala assim: "Quando eles voltarem eu vou ficar sem celular". Aí a gente ficou pensando: "Tá, mas eles quem?"

>> Eles quem?

>> Eles quem?

>> Né? Porque até porque o Uber e eh o Uber a não ser que ele compartilhou viagem com alguém, o Uber a gente pega sozinho, a gente motorista, então não faz sentido ter mais de uma pessoa junto com ele, o motorista, se não é alguém que está dividindo a corrida. Tá tudo muito estranho.

>> Mas é, mas além disso, a mensagem que ele passa ali dizendo: "Esse motorista não vai me deixar ir embora, não vai me deixar descer." Isso que me preocupou, porque é muito próximo, muito próximo ao horário que ele teoricamente saiu da da proximidade dos amigos. Essa mensagem é muito próxima, é de minutos.

>> Mas para te falar a verdade, o que me deixa mais assim pensativa não é nem tanto o fato da mensagem em si. Você sabe o que que é? É porque assim, se pelo menos eu, se fosse comigo, né, por exemplo, se eu tô com medo de motorista de Uber, por exemplo, eu não vou mandar áudio eh eh falando assim: "Ah, ele ele está estranho, ah, eu tô com medo". Tipo, perto do do motorista, entendeu? Porque o motorista ia ouvir.

>> Sim, sim, exatamente.

>> Não faz sentido. Não faz sentido nenhum.

>> Não faz, não faz. Não faz. E ele, você acha de que de alguma forma ele faria uma brincadeira dessas? Pegaria uma peça dessas?

>> Não, de forma alguma. Porque assim, ele, o fato que que a mãe dele comentou que ele ficou fora por, né, por dois dias, realmente aconteceu. Eu eu no na no momento que eu fiz o boletim, que assim que eu fiz o boletim eletrônico, eles entram em contato, né, para pegar algumas informações.

>> Uhum.

>> E aí ele comentou e o o investigador que me ligou no dia perguntou se já tinha acontecido alguma vez. Eu falei: "Ó, aconteceu, não vou mentir, aconteceu." Eh, ele ficou dois dias fora de casa, mas assim, mesmo ele estando fora de casa, ele não deixava de manter contato com os amigos para falar: "Ó, eu tô aqui, ó, eu tô bem". Quando ele saía, às vezes ele não mandava para todo mundo, mas ele mandava às vezes pro Léo ou para até mesmo para esse para esse amigo que que emprestava a conta para ele. Eh, falava: "Ó, eu cheguei, ó, eu tô em tal lugar". Então assim, e e ele ter mandado mensagem daquela forma, igual tem uma mensagem que se você parar para ler, naquela mensagem que ele fala assim, é, eu vou ficar sem celular quando eles voltarem, ele fala, me liga aqui.

>> Sim.

>> Então assim, ele não de de de forma alguma e ainda mais eu falo assim, tá tudo muito estranho porque eh excluíram o WhatsApp dele, o número dele atual tinha até uns dois, três dias depois do do sumo dele, o WhatsApp dele estava normal. Não recebia mensagem, mas ali existiu o WhatsApp dele.

>> Uhum.

>> Agora já não tem mais. Quando você tenta ligar o parece que o número está indisponível e quando você vai no WhatsApp aparece aquela mensagem de convidar aquele número pro WhatsApp. Não tem mais.

>> Depois excluiu do WhatsApp.

>> Foi excluído o WhatsApp já. E o Instagram, eh, no dia 8 o Léo tentou ligar, atenderam, como eu disse, ficou durou 37 segundos a a ligação. E assim, se fosse ele, ele e a não ser, foi igual eu falei com o Léo, a não ser que de alguma forma ele conseguiu pegar o o telefone, mas também foi igual eu falei com o Léo. Não faz sentido nenhum, porque ele sumiu o dia primeiro. Hoje são 10. São 10, né? 11. São 11, né?

>> 11.

>> Hoje são 11. Não tem, não tem lógica. O, o telefone dele está carregado até hoje. Alguém colocou para carregar para estar usando até hoje.

>> Com toda certeza. Com toda certeza.

>> E aí? E aí atenderam o o Instagram e a ligação e aí ficou um som muito estranho de de batendo no fundo. Durou 37 segundos e aí depois desligou. E e se a gente tenta durante o dia, né, na volta do dia, tem momentos em que chama, tem momentos em que não, então significa que alguém está está ligando e está desligando o telefone e

>> a gente achou que tinha uma uma pista, né, para seguir em relação ao comprovante, mas infelizmente não era. Eu não, eu sinceramente eu não consigo entender que uma pessoa falsifica um comprovante dizendo que, ah, só se só se realmente essa pessoa tirou o dinheiro do rapaz e quis dar um destino, gastou o dinheiro por coisa, não sei, não posso fazer.

>> E quis muito justificar, né? E quis justificar para ninguém achar estranho. Falou: "Olha, limparam a conta dele."

>> Ele viu o dinheiro ainda, comentei com Léo.

>> Mas eu ainda comentei com o Léo, falei: "Léo, se tiraram o dinheiro no dia no dia 7, 5 horas da tarde, o o correto, o que a gente esperava pelo menos é que na hora ele viesse e enviasse o comprovante pra gente, né? Mas não demorou e aí ele envia esse comprovante falso e e a todo momento que a gente precisa de alguém para falar, ele sempre se nega, nunca quer falar. Os amigos também que estavam com ele eh no dia só falaram que que ele falou que ia embora, que eles ainda insistiram para ele ficar, ele não quis, mas que foi caminhando. É outra coisa que não bate também, porque assim que ele que ele sai, que os amigos dele falam que ele foi embora, ele já manda mensagem para essa amiga falando que pegou o Uber. Então a gente não sabe se de repente ele foi andando até alguma outra rua e alguém abordou ele no caminho. A gente não vai saber. Eu preciso te perguntar uma coisa, tá? Eh, Camille, ele é usuário de alguma substância?

>> Não, porque pelo que eu vi, ele não é não usa nada, nem bebe, né? Não. Na na verdade bebe, para ser bem sincera, ele estava um tempo sem beber e aí já estava uns meses já sem sem beber nada alcoólico. E aí nesse dia os amigos insistiram e ele foi. Mas aí como diz lá nessa rua onde ele estava, eu não vou saber te afirmar se ele chegou a beber ou se não bebeu.

>> Mas não era um tão usual beber.

>> Não. Ele já estava uns meses.

>> Porque menor de idade, né? Porque é menor de idade, nem poderia beber. Mas tudo bem.

>> Sim. Até os amigos dele também que estavam com ele no no dado dia eram menores também.

>> Hum. E esse local que ele estava, você sabe se tem câmeras de segurança, alguma coisa assim?

>> Eu acredito que deve ter, viu? Eh, eu, eu andei conversando porque, na verdade, logo que ele sumiu, que o amigo dele comentou que eles estavam em Avanhandava, eu não sabia da existência dessa rua. Eu só conhecia Avanhandava no interior de São Paulo.

>> Uhum.

>> E aí eu pensei comigo, eu falei, se foi a Avanhandava, o município, faria sentido o valor, né?

>> Sim.

>> Do da corrida, mas aí a gente foi perguntar pro pro amigo dele que estava falou: "Não, a gente estava na rua Banho Andava e lá é é mais central mesmo de São Paulo. Tem".

>> Falar rua, essa rua é no centro de próximo da Liberdade, se não me engano.

>> Isso, isso. Então eu acredito que deve ter sim.

>> Nossa Senhora! E essas três pessoas que estavam, que essa moça viu no carro, quem devem ser?

>> Ô, a gente a gente só pensa o pior, né? Geralmente eu ainda pensei, eu falei, a gente de início pensou muito em sequestro por aquela quadrilha do Pix, mas aí a gente viu que não entraram em contato também para pedir dinheiro, não entraram em contato para pedir nada, então não se enquadrar em um sequestro, né?

>> Não, não se enquadra.

>> Você f...

>> Porque geralmente é porque geralmente pedem resgate, entram em contato pedindo alguma coisa e não fizeram isso.

>> Então assim, é aquilo que a gente está comentando, os cenários encaminham pro pior possível, infelizmente.

>> Sim, até porque se nós pensarmos aqui, ele tem a casinha dele arrumada, deu as coisinhas dele, larga tudo lá. Aluguel não estava não estava atrasado, estava com tempo, então não tinha por que fugir. Trabalho, trabalho e outra.

>> E outra coisa também, eh, final do ano ele iria para a Coreia com o pai dele.

>> Ah, ele iria para a Coreia pro pai dele agora.

>> Iria. Aham. Iria. Inclusive, inclusive a gente brincava muito, né? Eu e ele, a gente brincava porque eu morava em São Paulo, igual eu te disse no início.

>> E aí eu voltei para cá, para Minas porque o meu vô adoeceu.

>> E aí eu pedi as contas do meu serviço, tranquei faculdade para vir cuidar dele.

>> E aí ele faleceu 15 dias depois.

>> E aí ele faleceu 15 dias depois que eu cheguei aqui, ele faleceu e e aí eu entrei em uma depressão muito forte e aí eu não consegui voltar mais, sabe, para São Paulo. Fiquei me estagnado aqui e aqui a questão de serviço, de estudo, é é muito difícil porque é um lugar mais interior. Então eu ainda lembro que eu ainda comentei com ele algumas vezes, eu ainda perguntava para ele, falava assim: "Você vai final do ano, mas você vai ficar ou você vai voltar?" Aí ele falou assim: "Não, tudo indica que eu vou ficar lá com meu pai". Aí eu ainda brincava com ele, falava assim: "Não, não, não fica não. Você volta que aí no dia que você voltar você me avisa que eu vou para São Paulo e a gente e a gente mora junto para mim voltar a estudar". Então assim, ele não tinha, sabe assim, motivos nenhum para para fugir. E ainda mais assim, eu penso que se ele fosse fugir também, ele

Não, não ia primeiro ir beber com os amigos. Ia ficar normal, não ia, não.

Eh, esse agora eu tô, eu sou, eu tô confuso num ponto, família. Ele, os pais dele são coreanos. Como é que eles vieram parar no Brasil e ele veio pro Brasil? Eu sei, eu tô curioso, né? Você sabe dessa história?

Eu não sei direito porque assim, ele era mais, vamos dizer assim, mais fechado em relação à família dele pelo fato de tudo que aconteceu, né, com a, com a mãe, com a mãe dele e e tudo. Tanto é que os documentos dele nem são brasileiros, são de lá.

Uhum.

E e aí eu só sei que essa mulher adotou ele. Ela chegou a morar em São Paulo um tempo com ele.

Uhum.

Depois tiveram um desentendimento e aí ela foi para Santa Catarina e ele ficou em São Paulo. Eh, pra gente ele falava que era emancipado, mas assim, de verdade eu não acredito.

É porque se, se ele fosse emancipado, ele teria conta bancária, o nome dele.

Pois é. Então assim, ele pra gente, igual eu falei no dia que que eles me ligaram perguntando, ele é emancipado. Eu falei: "Gente, de verdade eu não sei". Pra gente, ele falava que era, mas eh eh muitas coisas, igual uso de conta bancária de outra pessoa e tudo indica que não.

Ya.

E aí ele começou a ter contato com o pai, fala ali, ia embora para pra Coreia, até aproveitar melhor, tá? A Coreia hoje em dia tá bem melhor que aqui no Brasil.

Sim, com certeza.

E também para ter um pouco de, como diz assim, contato com a com a família, né? Porque infelizmente da mãe não podia esperar nada. Nossa Senhora.

Eh, Camile, a gente vai manter o contato, tá? Eu vou continuar acompanhando o caso, vou continuar falando com as pessoas que a gente conhece, para saber o que de fato ocorreu com o Kim. E qualquer informação, gente, qualquer informação de São Paulo, por favor, mandem aqui pro canal para chegarmos o mais rápido ao desfecho desse caso. Eh, eu compartilho com o pensamento da Camille, eu não acho que tenhamos uma notícia boa, mas enquanto não acharmos, qualquer opção é válida. E com relação às pessoas envolvidas aqui, a mãe adotiva, o amigo que falsificou o comprovante, eu digo que todos serão alcançados pela lei, tá? Se essa, se ela foi, se essa mãe adotiva realmente emancipou o Kim, tudo bem, mas se não emancipou, ela que seja responsabilizada pelos seus atos. Eh, Camile, mais uma vez eu gostaria de agradecer e te parabenizar por ser uma amiga tão amiga, tá bom? E qualquer coisa que precisar, só entrar em contato.

Tá bom?

Tá bom. Muito obrigada, viu, por ter dado o espaço pra gente, por ter compartilhado essa história. E pode ficar tranquilo que qualquer novidade, a delegada, a investigadora que entrou em contato, ficou de entrar em contato depois de novo com mais que eu passei algumas informações como o nome da escola, o endereço da casa dele e ela ficou de entrar em contato. Qualquer coisa e assim que eu souber de algo também eu te falo, tá bom?

Tá bom. Fica com Deus, Camilha.

Amém. Com Deus também. Obrigada mais uma vez. Tchau.

Tchau.

Que história complicada, hein? Uma pessoa pega um Uber, desaparece, a conta bancária com comprovante falsificado, um adolescente que não se sabe se está emancipado, sozinho aqui em São Paulo. Que história complexa, que mistério é esse? Bem, esse é mais um caso que iremos acompanhar, assim como tantos outros. Digo para vocês que o caso Marina Sabertório também está avançando nas investigações. Não posso trazer mais detalhes, mas estamos acompanhando esses casos. Se vocês conhecem algum outro caso que nós possamos ajudar, nós já avise aqui. A ajuda de vocês nesse caso é importantíssima para compartilhar, para fazer essa história crescer e a informação chegar na pessoa certa. Não, mais muito, muito obrigado a todos pela participação. Fiquem com Deus e até amanhã. Pera aí, deixa eu ver a pergunta aqui. Ele fala português? Sim. Sim, ele foi criado aqui. Ele fala português, sim. Tá. Ah, boa noite a todos. É isso. Muito obrigado mesmo, tá? Boa noite. Fiquem com Deus.