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Olá, família. Boa noite. Boa noite a todos os presentes. Como é que vocês estão? Deixa eu acertar minha imagem aqui porque acho que estou um pouco fora de tela. Melhorou um pouquinho. Está todo mundo me ouvindo bem? Ana Paula Leles, Anice, Maria Filha, Eva, todos estão aqui. Meu muito boa noite a todos os presentes.
Mais um caso e vão vendo uma criança, né? Parece que esse mês de outubro foi a vez que os seres lá de baixo pensaram em atormentar nossos anjos. Mais uma criança agora, infelizmente, está? Infelizmente, Esther Isabele. Isabele Pereira da Silva. Foi encontrada em uma cacimba, um tipo de cisterna.
Uma menina, pessoal, na casa aqui, ó. O pessoal entrou para olhar uma cacimba. Acabaram de achar a menina aqui, nesse momento aqui, ó. A criança estava nessa cacimba, um tipo de cisterna que tinha aproximadamente 4 m de profundidade. E foi o tio que resolveu ver, porque viram algumas coisas queimando roupas, né? Cheiro, fogo, viram pedaços de roupas, entraram, levantaram uma tampa de concreto e a criança estava lá dentro, está? A criança estava de cabeça para baixo na água.
Junto do corpinho da criança também foram encontrados preservativos e um achocolatado. Esse achocolatado, possivelmente, foi a isca que levou a criança para essa casa, onde, segundo as informações e investigações preliminares, dois homens tiraram a vida dessa menina. Não se sabe ainda se ela passou por algum tipo de violência, por outro tipo de abuso. O exame de necropsia ainda não respondeu. O que se sabe é que ela teve sua perda de vida por traumatismo cranioencefálico.
Quem é que vai pensar que vão ter dois monstros ao seu lado? Um te enganando, se fazendo de amigo, enquanto o outro está raptando, subtraindo sua filha. Por isso que eu digo, isso daí foi premeditado. Os dois já estavam de olho. Enganaram a mãe da criança, enganaram a criança, levando-a para essa casa, a casa que estava sendo alugada há pouco mais de seis meses. Esses dois homens moravam lá.
Quando o tio entrou na casa, levantou a tampa de concreto e viu a criança, ele entrou em choque, pediu ajuda para retirar a criança. A criança estava submersa, somente as pernas. Depois, quando a tirou, ele entrou totalmente em choque. E, segundo as informações ali, a imagem, o retalho que foi feito de uma cruz invertida, mostra que são completamente loucos, malvados, cruéis, porque quem tem coragem de cometer um ato desses, para mim, não pode nem ser chamado de animal, porque animal não faz isso.
Eu não conheço nenhum animal que pratica crueldade, a não ser o ser humano. Não conheço nenhum outro animal que pratique isso. Os animais se alimentam uns dos outros, a cadeia alimentar normal, mas isso de pensar, de realizar de uma forma premeditada, cruel, não é só o ser humano. E estes dois homens que fizeram isso, eu não consigo dizer o que gostaria que fosse feito com eles. Eu não posso dizer. Eu vou manter aqui o meu pensamento, né? Mas acho que vai ser o pensamento de todos. Todos.
C. Eu nunca nem gravei ver Fabiano e Fernando, não é isso? Dois que moravam juntos. Esse é o Fabiano. Fabiano, você teve participação aí desse crime? Eu não... mataram a menina. Você movimenta... o jeito de responder, né? Não, não. Gente, uma pessoa que é acusada de um crime tão bárbaro desses, se ela não tiver culpa, ela vai gritar, ela vai chorar, ela vai se indignar. Mas olha a frieza dele. Vamos, vamos dar uma olhada aqui na cara dele, na frieza. Olha aqui. Dá para ver a frieza aqui no olhar dele. Ó, boca para baixo, olhar de raiva, olhando diretamente para a câmera, encarando, né? Curto e a resposta dele: não, não, não, não. É como se fosse uma pergunta trivial que fosse feita a ele, não fosse uma vida de uma criança de 4 anos.
Aí desse crime... não... mataram a menina. Você movimenta, você matou essa menina. Você acha que eu não me engano o Fernando, né? Se alguém puder me corrigir, se eu estiver, eu acho que eu estou certo. Fabiano primeiro e Fernando segundo. Quem está acompanhando o caso, escreve para mim se eu estou certo dos nomes, está?
Estava bebendo com a mãe dela antes. O que você fez? O que você fez isso? Você planejou o bebê da mãe dela? O pior é pensar que a criancinha, o outro filho, ainda falou: "Olha, ela está ali naquela casa", avisou antes. Porque o fulano falou isso? Porque o fulano falou que ia fazer... aconteceu com a criança. Está aí. As pessoas podem até pensar, nossa, eles foram tão burros, né? Tão burros de colocarem na cisterna de casa. Mas se não fosse a outra criança, ninguém teria visto. Ninguém teria visto. Vocês acham que esconderam o corpo da criança? Foram vocês? É uma frieza absurda. Absurda. Me chocou demais.
Mas sabe o que me choca, gente? Sabe o que me choca mais hoje? Sabe o que é? É sempre falar desses casos, é sempre essas notícias horríveis. E, por exemplo, no caso da menina Vitória, hoje vejo uma bolha, que é uma bolha, né? Uma bolha que está acontecendo na internet, como aconteceu em vários outros casos que eu já fiz, de pessoas que não querem acreditar que um assassino não é assassino, prefere botar a culpa de uma investigação da polícia para defender o cidadão. Eu queria que essas pessoas que defendem um assassino, um bandido, nunca precisem da polícia, nunca tenham a necessidade de entrar em uma sede policial. E quando a polícia apresentar o assassino, vejam um movimento de pessoas defendendo. Tomara que essas pessoas nunca precisem passar por isso, que os filhos dessas pessoas nunca sejam alvo. Porque inventar, falar, discutir, criar... é dolorido demais para essas famílias.
Então, ver um processo como o da Vitória, como este, tantos outros, que as pessoas criam detalhes para saber se transforma em novela, que não é, é uma vida real, são vidas perdidas. Um pai como esse, ou no caso do seu Carlos, ou outros, tantos outros, que perdem seus filhos e filhos que querem justiça, veem pessoas ainda duvidando. Uma justiça que já é precária, precária demais.
Eu estava sem coragem, nem ânimo, porque perturbado. Aí eu fui, desci para resolver. Quando eu cheguei aqui, aí conversei com os moradores, os moradores todos me conhecem, conhecem minha filha, conhecem minha história. Aí comecei a ligar fatos a fatos, fizemos uma greve, né, para poder ter a reação da polícia, ter reação de...
Quando ele fala greve, na verdade, ele piora as palavras, quer dizer que eles fizeram uma manifestação, está, gente?
...meio para poder ajudar a gente a procurar. Procuramos, procuramos, mas nada, nada, nada, nada. E cada vez a gente preocupado, preocupado, preocupado. Chegava um, dava uma versão, chegava outro, dava outra versão e nada da minha menina. Aí, do nada, apareceu um morador de uma casa lá, né, dessa casa que a gente também soube da situação e não investigamos nem nada. Cadê aí? Baixa...
...toda a solidariedade, todo o sentimento, todo o pêsame a esse pai que, dentro de uma dor, ainda consegue atender as pessoas e falar o que aconteceu. Mas eu quero que vocês prestem atenção nesse ponto aqui, ó. Vou colocar aqui.
Chamo a abafar, né, que a gente estava mais preocupada sobre a minha... aquele outro também. Eu também não acreditei, fiquei meio... Aí agora o mais caçulinha, que ele já está aí de 7 anos, tinha repassado para minha esposa: "Chora, mãe, eu vi..." A criança de 7 anos, 7 anos, ninguém acreditou nela. "Esther entrou na casa desse fulano de tal aqui, né? Fulano de tal falou que ia segurar, que ia matar, que não ia deixar sair, não." Aí só que, menino, a gente não, a minha esposa não acreditou, né? Não acreditou e foi para lá, foi para cá. Aí, do nada, meu irmão, ele está...
...se tivesse acreditado no momento em que a criança falou, menos de 7 anos, talvez desse tempo, talvez desse tempo de encontrar essa criança com vida, porque não foi na mesma hora que esses dois canalhas cometeram esse crime.
E do outro lado que ele deu entrevista também, a gente fez outra greve de novo, aí convocamos bombeiros, aqueles negócios todos. Aí, do nada, inventamos de entrar nessa casa. Quando entramos nessa casa, meu irmão pulou dentro do... do... verificou lá uma cacimba, viu umas roupas queimadas, uns pedaços de roupa, que tirou a tampa que...
...na verdade, essa casa tinha sido averiguada primeiro e tinha sido descartada, mas depois foi revisitada pelo tio da criança.
E foi na cacimba que a mãe passou e encontrou o corpo da minha menina tão perto. O menino tinha falado a verdade, mas a gente, como pai, não acreditou, como pai e mãe, não acreditou. E muita gente fica querendo botar culpa em cima da minha esposa, dizer que foi minha esposa a responsável e a atitude dela, porque estava fazendo isso e isso. Mas vocês têm que prestar atenção, gente. Menino cega qualquer um. Menino cega qualquer um.
E minha esposa, ela já era acostumada a deixar minha menina junto com os irmãos, os irmãozinhos dela, dar uma brincadeirinha no campo, porque todo mundo é vizinho, todo mundo é comunidade, só por causa da atitude desse cabra safado de pegar e fazer uma atitude dessas com confiança e agir de má-fé. Aí eu pergunto, onde é que vai a impunidade desse jeito? Certo que os homens seguraram, mas se dependesse da comunidade lá, ele não estaria vivo, não. Nenhum dos dois estaria vivo, não. Sairia vivo, não, porque o que fizeram com a minha filha foi uma barbaridade.
Esses homens são conhecidos de vocês? Olha, conhecido meu, não. Nenhum dos dois. Nenhum. Nenhum. Nenhum dos dois. Eu já vi assim, em um... eu vi assim, por uns dias, na minha casa quando eu estava folgando. Meus filhos brincando no terraço. Teve uma discussão lá com os vizinhos. Ele passou, ficou encarando meus meninos, ficou olhando com o olho meio... Aí dali eu já peguei meus meninos e botei para dentro. Outra vez foi a mesma coisa. Eu fui, peguei meu menino e botei para dentro, mas parece como se fosse uma coisa já planejada.
...já estaria de olho ali. E não nos meninos, não no menino, mas na minha menina, minha menina de 4 anos. E pela atitude da comunidade, a comunidade repassou para mim. Preste atenção agora nessa parte, gente,
...que eles gostam de fazer ritual, gostam de fazer coisa com magia negra. Isso eu não tenho certeza, eu não estou afirmando. É uma... ritual, magia negra, ...coisa que repassaram para mim essas informações. Aí eu estou repassando para vocês agora. Se eles fazem ou deixaram de fazer, eu não posso afirmar nada. Eu só sei que o estado em que encontraram minha menina, encontraram minha menina toda aberta. Encontraram minha menina toda aberta. Encontrei minha menina pendurada de cabeça para baixo dentro de uma cacimba. Tamparam a boca da minha menina, rasgaram o rosto da minha menina.
A gente ouviu falar que eles chegaram a fazer um sinal de uma bruxa no corpo dela. Eu não posso. É isso. É isso, gente. Eu não vou nem fazer o nosso momento de interatividade hoje. Eu acho que nem dá. Acho que nem dá hoje para esse momento de interatividade... é complicado, dolorido demais, da ânsia, né? Da ânsia, da ira, de tudo, todos os sentimentos ruins que nós podemos ter para acompanhar esse caso, nós temos, infelizmente. Infelizmente, ao ver essa situação, ao ver aqui o que o ser humano é capaz de fazer, nós pensamos, nós pensamos e oramos, né? Pedimos a Deus para nos livrar desse mal.
Eu peço, peço muito a Deus para Ele livrar todos nós aqui desse mal e que nós nunca encontremos um demônio como esse na terra, que nós não sejamos alvo desse tipo de pessoa e que seja um desejo que talvez renasça um amor ao próximo, que isso aí é falta de amor. É, hoje eu vejo tanto, mas tanto, mas tanto ódio sendo destilado na internet, que às vezes até penso, será que vale a pena eu mesmo continuar aqui? Os danos psicológicos que eu estou sofrendo com vocês? Ou temos que passar por isso para evoluir, para que nossas gerações futuras não passem por isso, né?
Hoje, daqui a pouco, eu vou estar falando de outro caso lá no TV Nordeste Vida às 9 horas. A Fernanda vai entrar com outro caso falando de youtubers e crianças, e sempre crianças. São sempre crianças. Hoje, às 21 horas, eu vou estar lá no canal Nordeste Vida, eu, Dr. Roberto Gostelli, e nós vamos falar exatamente sobre lei, porque lei tem que mudar, né? Tem que mudar mesmo.
Família, obrigado por ficarem aqui. Obrigado por estarem juntos aqui nessa luta. Meus pêsames, meus pêsames a essa família, nossos sentimentos e que a justiça seja feita, de um jeito ou de outro. É isso. Muito obrigado a todos e fiquem com Deus. Até amanhã. Sem permitir quiser.