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Olá pessoal, tudo bem? Pedro aqui novamente.
Como terapeuta cognitivo comportamental há quase 10 anos, eu sei que às vezes quem tá começando nessa abordagem, seja porque tá se formando agora, seja porque atendia por uma outra abordagem e decidiu dar uma chance para TCC e começar a atender por ela, se sente meio perdido, porque número um, existem muitas técnicas terapêuticas. É uma imensidão, uma vastidão de técnicas terapêuticas. E número dois, atualmente não existe só a terapia cognitivo comportamental, existem outras abordagens que são desdobramentos da TCC clássica do AONBC e que também tem técnicas específicas, né? Por exemplo, terapia dos esquemas, abordagem de aceitação e compromisso, a dialética comportamental, enfim, cada uma dessas abordagens que alguns vão chamar de terceira onda, outros vão chamar de terapias contextuais, vão ter técnicas terapêuticas também.
E aí eu decidi fazer um uma tist, né, o ranking. Eu adoro fazer esses vídeos, vocês já devem saber se vocês já me acompanham há mais tempo. E aí eu pensei, por que não ranquear 20 técnicas, ferramentas, né, eh, estratégias terapêuticas que a gente usa em cada uma dessas abordagens. Então, eu peguei 20 técnicas, como vocês podem ver aqui, né? Técnicas em preto são aquelas que são de abordagens de terceira onda, seja a, seja a FAP, a DBT. Em branco as abordagens clássicas, né, mais de segunda onda, né, ali do Aron Beck mesmo, que foi desenvolvido por ele pela filha Judit na TCC mais clássica.
Então, como é que vai funcionar? Eu separei quatro prateleiras, né, quatro tias. A primeira essenciais e só podem ter três técnicas no máximo, né? E na minha opinião é o top três, né? O o a tríade ali das que você não tem como não saber aplicar, não tem como você não saber executar se você for um terapeuta cognitivo comportamental, certo? Em segundo, né? na segunda prateleira tem que saber. É aquela que assim é é muito importante, são técnicas poderosas, não tão no ranking do top três, mas poxa, tem que saber. Boas ferramentas são aquelas técnicas que assim elas são muito úteis, mas elas não são as melhores, ou melhores, não é bem a palavra, elas não são as mais importantes e as que você vai utilizar com mais frequência. Pronto, eu acho que é isso. E em último lugar, né, a última tier, eh, eu coloquei aquelas que são úteis em contextos bem específicos. Nenhuma das técnicas que eu vou falar aqui, elas são inúteis ou irrelevantes ou descartáveis. Não, inclusive se você souber aplicar no contexto do consultório as 20 técnicas, é sinal de que você é um terapeuta muito experiente e muito versátil, né, muito completo. Então você pode muito bem eh atender uma vasta gama de transtornos mentais, né? Mas convenhamos, a maioria aqui eu já conheço, eu já sei aplicar no consultório, mas demorou muito tempo para eu aprender. Então a gente sempre tem que focar em algo, né? A gente tem que começar por um caminho.
Os meus vídeos aqui no canal, eles buscam ensinar para você que é estudante de psicologia ou psicólogo recémformado ou até psicólogo mais experiente mesmo, qual o caminho seguir em determinada área ou em determinada direção. E aí eu falo sobre carreira, né, e falo também sobre abordagem terapêutica, especialmente a que eu atendo, que é a TCC. Então, se você não me acompanhava e tá chegando por aqui agora, já aproveita e se inscreve no canal e se você já me acompanha, sabe que esse vídeo vai ter qualidade, deixa aí teu like já na confiança, beleza? Então vamos começar sem perda de tempo.
A primeira técnica que eu vou falar vai ser a mindfulness, atenção plena. E eu vou colocar eh a Mindphones como eu tô em dúvida se eu coloco entre tem que saber porque ela realmente é muito interessante ou boa ferramenta. Eu vou colocar como boa ferramenta a princípio, depois se for o caso, eu mudo, né? Mindfulness ela é muito útil, sabe pessoal? Porque eh inclusive existe até uma terapia baseada em mindfulness, né? Porque ela ajuda, principalmente pessoas com algum tipo de transtorno de ansiedade a se reequilibrar, a voltar pro seu eixo, a sair de uma crise. Só que assim, ela não é útil somente para isso. Principal aplicação delas talvez seja essa, né? Controlar crises de ansiedade, mas ela é útil para melhorar o foco, a capacidade atencional, ela é útil para te deixar mais estável, vamos colocar dessa maneira. eh, inclusive em aspectos de humor também. Então, ela é uma excelente ferramenta. Saber eh aplicar uma sessão de mindfulness é muito interessante para uma vasta gama de possibilidades terapêuticas, não somente para tratamento de ansiedade, tá bom?
Cartões de enfrentamento, essa é uma habilidade ou uma técnica que tem que saber. Por quê? Porque primeiro é simples, né? é muito fácil eh utilizar os coping cards, que a gente chama, né? Os cartões de enfrentamento, eles vão ser muito úteis novamente para uma uma diversa gama, né, de demandas terapêuticas, porque nada mais são do que pequenos lembretes, né? A gente escreve pequenos lembretes contendo pensamentos alternativos, estratégias de enfrentamento ou até mesmo mensagens encorajadoras pro nosso paciente, né? E aí o paciente ele pode consultá-los em momentos de dificuldade, em momentos e de crise. Então é uma técnica muito simples. Eu até tô pensando aqui, na verdade, em colocar em úteis em contextos específicos. Eu vou eu vou descer ela de tem que saber para úteis em contextos específicos. Não porque, tipo assim, ela não seja muito importante. Note, é uma técnica muito importante, mas porque eh muitas vezes não vai ser necessário você utilizar os cartões de enfrentamento, tá? Eu diria que eles serão mais úteis em atendimentos de compulsão alimentar, né? Inclusive tem um livro muito bom que é o Pense Magro da Judit Beck, que ela fala muito sobre cartões de enfrentamento naquele livro, em contextos de catastrofização, em contextos em que o paciente tá fazendo muitas distorsões cognitivas. Ela ela é bem útil, mas eu vou colocar úteis em contextos específicos, porque eu também tô com medo de botar muita técnica lá em cima e depois, né, ter que mudar. Mas é isso.
A próxima, relaxamento muscular progressivo. Eu vou colocar como uma boa ferramenta, tá? Eh, o relaxamento muscular progressivo, inicialmente desenvolvido por Jacobson, ou melhor dizendo, eh, Jacobson foi o o autor dessa técnica que ficou mais conhecido, mas existem outros autores também. Ela é uma técnica que envolve contrair e relaxar os músculos, né, grupos musculares de uma forma sequencial, no intuito de reduzir a tensão física e também a ansiedade. Ela é outra técnica muito útil para ansiedade e ela ajuda o paciente a reconhecer estados corporais de tensão e também a desenvolver maior controle fisiológico em situações de estresse, certo? Então, por conta disso, eu vou colocar como uma boa ferramenta, tá?
Vamos agora para mais uma técnica de terceira onda, análise funcional do comportamento, né? Essa é uma técnica, ã, da FAP, né? Eu vou colocar como também boa ferramenta, tá? Eu vou colocar também como boa ferramenta. Por que que eu vou colocar como uma boa ferramenta? Porque ela é uma estratégia muito utilizada pra gente poder compreender como um comportamento do nosso paciente é mantido. Ela examina antecedentes, comportamentos e consequências. Ela ela se baseia naquele modelo ABC, né, de a eh de pensamentos, comportamentos e emoções. Então, ela permite identificar funções do comportamento. Por que que nós fazemos um determinado comportamento mesmo que às vezes esse comportamento seja disfuncional? E ela ajuda muito a planejar intervenções mais precisas pro caso do seu paciente. Então, ela é muito útil para casos mais complexos, né? Eh, em que o paciente fica, digamos assim, muito desregulado, né? Então ela é uma excelente ferramenta. Eu vou colocar aqui por enquanto.
Vamos falar agora sobre o treino de habilidades sociais. Aqui eu já vou colocar em tem que saber, tá? Por que que tem que saber? Porque uma vasta gama de transtornos mentais, seja TDH, espectro autista, transtornos de ansiedade, transtorno bipolar, transtornos de personalidade, vão fazer com que a pessoa fique muitas vezes sem capacidade, né, de interagir socialmente da maneira mais adequada, né? Então, o treino de habilidades sociais, eu diria que é um grande guarda-chuva que engloba várias coisas. Engloba treinar o paciente a se regular emocionalmente, a ser uma pessoa mais assertiva, né? A saber colocar limites, a saber dizer não, a saber, por exemplo, como identificar quando uma pessoa tá sendo maldosa ou não. Isso é muito útil para tratamento de pacientes com transtorno do espectro autista nível um de suporte, né? e também outros tipos de transtornos, como eu já falei. Então, treinamento de habilidades sociais é muito útil. Eu colocaria como tem que saber, se você é da TCC, vai ser importante você aplicar essa técnica para diferentes contextos.
Aceitação psicológica, eu colocaria em útil, em contextos específicos, o que que é essa tal de aceitação psicológica? Aceitação psicológica é uma técnica da ACT, né? uma das principais, inclusive, que basicamente permite a presença de pensamentos e emoções difíceis sem a gente tentar ficar controlando eles. Porque uma coisa muito comum, tanto no caso de pessoas com transtorno de humor, quanto de pessoas com transtorno de ansiedade, é ficar querendo eh controlar o pensamento e isso gera ainda mais ruminação mental. Isso é muito presente, por exemplo, no toque, né, no transtorno obsessivo compulsivo. Então, essa técnica te ajuda o paciente a a evitar eh ficar tentando evitar os pensamentos, né? Ou seja, você só aceita que eles vão estar ali e que algumas vezes eles serão desconfortáveis mesmo. Então você para de lutar contra experiências internas e aí o paciente ele começa a abrir espaço para que elas continuem presentes, só que ao mesmo tempo ele continua fazendo as coisas que ele precisa fazer. Ele não para de fazer as coisas, ele não para de trabalhar, ele não para de se relacionar. E ele vai começar a agir com aqueles pensamentos, mas em direção aos seus próprios valores. Valor é uma coisa que a ACT, né, trabalha muito, né, quais são os valores do paciente. Enfim, então essa é uma técnica bem interessante, eu colocaria eh útil em contexto específico.
Reestruturação cognitiva. Olha só, reestruturação cognitiva eu coloquei aqui como uma técnica, mas eu sei que ela não é exatamente uma técnica. Na verdade, a reestruturação cognitiva é o resultado do processo terapêutico, né? Então, quando um paciente ele vem paraa terapia cognitivo comportamental por uma demanda, seja ela qual for, né? É, provavelmente ele vem buscando melhorar emocionalmente ou melhorar de alguns comportamentos, só que ele não entende a princípio, né, que os comportamentos e as emoções que ele sente ou os comportamentos que ele faz muitas vezes são consequências dos pensamentos que ele tem. Então, a reestruturação cognitiva, ela busca basicamente melhorar, digamos assim, a qualidade desses pensamentos. Mas em alguns livros vai ser chamada, vai ser classificada como uma técnica, né, e não como o resultado necessariamente. Então eu acredito que essa técnica, levando em consideração que ela pode ser considerada uma técnica também, ela é essencial porque ela é basicamente o objetivo da terapia cognitivo comportamental. é trazer mais pensamentos funcionais pro paciente, é deixá-lo eh mais funcional, mesmo com pensamentos mais adaptativos e melhorar a qualidade desses pensamentos que estão causando sofrimento, seja a nível emocional ou comportamentos disfuncionais. Beleza?
Difusão cognitiva. Onde é que eu coloco a defusão cognitiva? É mais uma técnica da ACT, né? Aceitação e compromisso. Eu vou colocar como boa boa ferramenta clínica. É, mas uma boa ferramenta clínica, na verdade uma excelente ferramenta clínica, né? Eh, a defusão cognitiva é uma estratégia que ajuda o paciente a perceber pensamentos como eventos mentais transitórios e não como verdades absolutas, né? Então, é muito comum também que a gente, em alguns contextos específicos, assuma o nosso pensamento como se fossem fatos. Pensamento não é fato. Pensamento é uma construção mental que nós criamos da realidade a partir das interpretações que nós fazemos daquela realidade. Muitas vezes ele pode sim revelar a realidade, ele pode sim demonstrar fatos, mas muitas vezes também não, né? Quantas vezes você já pensou uma coisa e era outra a respeito de si próprio, a respeito das outras pessoas. Então, a ideia aqui com essa técnica é criar uma certa distância psicológica entre a pessoa e os pensamentos dela. Então, eh, você tenta fazer com que ela se distancie um pouco do que ela tá pensando, né? E isso reduz a influência automática desses pensamentos sobre o comportamento, porque ela consegue racionalizar melhor esses pensamentos. Enfim, é uma boa ferramenta, sem sombra de dúvidas, tá?
Hierarquia de exposição tem que saber, é mais uma técnica que você tem que saber o que que é hierarquia de exposição, né? É na verdade você eh ajudar seu paciente a enfrentar um pouco seus medos. Tem um pouco a ver com densilização sistemática, com exposição gradual, mas não é exatamente a mesma coisa, certo? Porque a hierarquia de exposição, ela difere dessas outras no sentido de que não necessariamente ela vai envolver fobias, não necessariamente ela vai envolver medos, né? Muitas vezes ela pode envolver simplesmente hipóteses mentais, hipóteses racionais, né? Então é uma outra técnica que você tem que saber porque mais uma vez envolve a reestruturação cognitiva, né? Quando você expõe seus seu paciente a a certos pensamentos ou a certos cenários, certos contextos e ele mesmo percebe que aqueles cenários e contextos não são muito realistas, isso ajuda a nível cognitivo a fazer com que ele consiga reformular aquilo que ele tem pensado sobre ele mesmo, tá?
Regulação emocional, se fosse sobre técnicas da DBT ou técnicas de terceira onda, certamente seria essencial, tá? Mas como a gente tá falando aqui de um compilado mais geral, né, de um geralzão, eu colocaria a regulação emocional como tem que saber, não, como boa ferramenta. Acho que boa ferramenta tá de bom tamanho quando a gente coloca, né, a regulação emocional junto com o o todo, né? Por que que eu coloco como boa ferramenta? Porque a regulação emocional é um conjunto de habilidades que é voltada para compreender, nomear e modular emoções muito intensas do paciente, né? Então, inclui algumas estratégias como identificar vulnerabilidades emocionais, aumentar experiências positivas e utilizar comportamentos que vão reduzir a intensidade emocional sem recorrer à impulsividade ou à evitação que é muito presente em transtorno de personalidade borderline, mas também em pacientes com o nível de impulsividade muito alto, como pacientes com TDH, pacientes e eh com bipolaridade em fase de mania. Então essa técnica, ela realmente é uma excelente ferramenta.
Vamos aqui falar sobre, na minha opinião, a mais importante, digamos assim, e a mais útil e a mais frequente e a mais de todas as ferramentas, de todas as abordagens, não só da TCC e das terapias contextuais, mas tipo de outras abordagens de outras escolas da psicoterapia, né, como psicanálise, abordagens humanístas, etc e tal. A psicoeducação, tá? Por que que eu coloco a psicoeducação? Vou até colocar ela aqui assim. Por que que eu coloco a psicoeducação como a principal eh ferramenta técnica terapêutica de todas? Porque independente do escopo teórico que você tá atendendo, o teu paciente ele vai melhorar à medida que ele se entende melhor, se conhece melhor, conhece melhor o seu funcionamento mental, né? E isso só vem através da psicoeducação. Então a psicoeducação nada mais é do que educar psicologicamente o paciente, né? é a base de praticamente toda e qualquer intervenção em TCC, porque sem ela, pessoal, o paciente dificilmente ele vai entender o modelo cognitivo, né, que nós temos pensamentos automáticos, crenças centrais, né, estratégias compensatórias que nós temos pensamento, emoção e comportamento, que essas coisas elas interagem uma com a outra. Então, basicamente, a psicoeducação, ela vai consistir em explicar tudo isso para o nosso paciente, né? E vai ajudar também a normalizar alguns sintomas que ele possa sentir, alguns episódios de culpa ou, enfim, vai também aumentar a adesão ao tratamento, porque como o paciente vai se entender um pouco melhor e vai perceber que você o entende também, ele vai se sentir mais engajado em fazer a terapia. Enfim, frequentemente psicoeducação é o primeiro passo de qualquer processo terapêutico, de qualquer abordagem, porque vai permitir que esse paciente ele compreenda a lógica das intervenções que vão ser propostas para ele. Por conta disso, né, eu coloco como a mais técnica terapêutica, tá?
Clarificação de valores, mais uma abordagem da ACT. Eu vou colocar aqui, ó, como úteis em contextos específicos. Por que que eu coloco clarificação de valores como úteis ou útil, melhor dizendo, em contextos específicos? Porque quando a gente vai falar sobre terapias contextuais, especialmente a aceitação em compromisso, a clarificação de valores é um elemento central paraa mudança comportamental. A acte só vai mudar a partir de um entendimento ou de uma maior compreensão de quais são os valores importantes para ele. Então é o processo de identificação do que realmente importa para uma pessoa em diferentes fases ou em diferentes áreas da vida, como relações, trabalho, crescimento pessoal. Aquela técnica roda da vida, né, vem muito disso aqui, dessa abordagem de clarificação de valores. Então, os valores eles muitas vezes vão funcionar como direções paraa vida de uma pessoa. Eles vão orientar as escolhas, os comportamentos. E essa técnica é útil porque ela vai ajudar o paciente a a entender como é que ele pode agir melhor com base nos seus propósitos e diante das suas dificuldades emocionais. Por isso eu coloco como úteis em contextos específicos.
Se você é um terapeuta cognitivo comportamental mais clássico, assim como eu, que tá aprendendo um pouco mais das terapias contextuais agora nos últimos anos, seta descendente é uma técnica que você tem que saber. Ponto, tem que saber. E é difícil, tá? Não é uma técnica tão simples de ser aplicada, não. Eu diria que quando a gente fala sobre terapia cognitivo comportamental de Aon Beck, a seta descendente é uma das técnicas mais difíceis de serem aplicadas. Por quê? Porque se você não souber fazer, você pode repelir o teu paciente, você pode fazer com que ele se sinta muito invadido. São perguntas que a gente costuma fazer para identificar crenças nucleares do nosso paciente, né? Então é uma estratégia para você alcançar níveis mais profundos da psiquê do teu paciente. E aí a gente frequentemente pergunta: "E se isso fosse verdade? O que o que que isso significaria para você? O que que isso diz sobre você?", né? para que a gente estimule o paciente a refletir um pouco mais sobre o próprio pensamento dele, né? Então esse processo ele ajuda a revelar significados mais profundos que sustentam emoções intensas e padrões cognitivos disfuncionais. Porém, quando o terapeuta cognitivo comportamental vai fazer de forma muito afoita, tá? Ele muitas vezes pode se embananar e o paciente pode se sentir mal com a abordagem do terapeuta, tá?
Tá gostando do vídeo? Deixa o like, né? Não se esquece, isso fortalece demais o canal. Eu sei que esse vídeo tá esclarecendo muita coisa para muita gente, então me ajude a fazer com que esse vídeo chegue mais pessoas. E um recadinho importante antes de falar das sete últimas técnicas, eu tenho um clube de leitura de terapia cognitivo comportamental e contextuais, em que eu vou discutir cinco livros e da TCC, terapia dos esquemas, ACT, DBT e FAP. E esse clube de leitura vai rolar até o final do ano. São 10 meses, vai incluir aulas gravadas em que eu vou explicar para vocês alguns capítulos mais confusos, né, mais difíceis de serem compreendidos dos livros que a gente vai, que a gente já selecionou, melhor dizendo. E esse clube de leitura vai custar apenas R7,90 por mês. É uma assinatura mensal de menos de R$ 50. Então eu super acho que vale a pena você querer fazer e entrar nesse clube de leitura. Beleza?
Vamos seguindo aqui, né? Identificação de crenças nucleares tem que saber fazer também, porque quando a gente pensa em TCC clássica, uma condição cinequanol, né, para o paciente melhorar a nível mais profundo. É, não dá pra gente querer só trabalhar com o nosso paciente a nível superficial, né? a gente realmente precisa eh ir um pouco mais a fundo na na psiqu dele. Então eu direi que é uma outra técnica que você tem que saber se você for da TCC clássico.
Tolerância ao mal-estar DBT. Novamente, se a gente tivesse falando sobre DBT, seria essencial. Se a gente tivesse falando com que a gente, por exemplo, atende pacientes com ideação suicida, novamente, essencial. Mas ah, como a gente tá falando aqui num contexto mais geral, eu vou colocar em boa ferramenta. Por que tolerância ao mal-estar aqui? Por quê? Porque a tolerância ao malestar vai ajudar o paciente a não desregular demais quando ele for contrariado, frustrado ou quando ele estiver em crise, né? Então, é um conjunto de habilidades destinadas a lidar com momentos de sofrimento intenso, sem recorrer a comportamentos impulsivos ou autodestrutivos, como autolesão ou até mesmo o máximo ápice que uma pessoa pode chegar. Eu não vou falar para não desmonetizar o vídeo, né? Então, inclui estratégias de aceitação, distração saudável, manejo de crises emocionais, ajuda o paciente a atravessar períodos difíceis de forma muito mais segura, né? Então, se você atende pessoas com ideação, né, eu acho que é essencial, mas se não, eu colocarei aqui como uma boa ferramenta. Beleza?
Diálogo socrático. O diálogo socrático, eu fico na dúvida. Eu fico na dúvida se eu coloco ele como essencial ou tem que saber. Mas eu vou colocar como tem que saber porque eu já vi ali que tem uma outra técnica que talvez seja, talvez não, com certeza mais importante do que o questionamento socrático, né? Então, o diálogo socrático ou o questionamento socrático é uma ferramenta fundamental para conduzir a reestruturação cognitiva, né? Então, um método de questionamento guiado no qual o terapeuta ele vai fazer algumas perguntas estratégicas pro paciente, né, para que o paciente consiga examinar melhor suas próprias crenças e conclusões, né? Então, em vez de confrontá-la diretamente, o terapeuta tenta, através de perguntas estratégicas, fazer com que o próprio paciente perceba que a qualidade dos pensamentos dele não tá tão legal. Então, eu colocaria aqui como tem que saber, eh, mesmo que você seja mais de uma terapia eh de terceira onda, tá?
Disposição gradual, boa ferramenta, seria essencial a gente tivesse falando aqui sobre sobre transtornos eh fóbicos, né? Mas falando no geral, eu vou colocar como uma boa ferramenta, porque vai de forma sistemática e acompanhada fazer com que o paciente enfrente, né, os medos, as fobias e aqueles estímulos ansiogênicos para ele. Novamente, não é exatamente a mesma coisa de hierarquia de exposição, né? Porque na hierarquia de exposição é um aspecto mais racional, mental, cognitivo. Aqui em exposição gradual é uma questão mais comportamental mesmo do paciente ir lá e enfrentar em última instância, né, em último em último estágio aquilo que ele tem medo. Então, por exemplo, se é um paciente com medo de elevador, você vai fazendo exposição gradual através de vídeos, através de de simulações, inclusive existe muita e muito profissional utilizando óculos de realidade virtual para ajudar nesse nesse processo de exposição gradual e tem sido muito útil, embora ainda seja uma ferramenta cara, né? Mas eu coloco aqui como uma boa ferramenta.
Treino de autocompaixão. Agora eu tô percebendo uma coisa, né? Ou é úteis em contextos específicos ou é essencial. Então, né, como eu não quero mexer na estrutura que eu já montei, eu vou colocar treino de autocompaixão em úteis em contextos específicos. E o que que é afinal esse treino de autocompaixão? É uma intervenção que vem primeiramente da ACT, por isso que tá em preto, né? Eh, que ensina o paciente a responder ao próprio sofrimento com gentileza, compreensão e humanidade compartilhada, né? Então, ajuda a reduzir a autocrítica excessiva, a vergonha e promove uma relação mais saudável consigo mesmo diante de falhas ou dificuldades que esse paciente encontra. Então eu coloco aí como úteis em contextos específicos.
Ativação comportamental é a terceira essencial, tá, que eu coloco, porque é é uma uma técnica que você vai utilizar em todas essas abordagens e em todos os contextos terapêuticos, né? é uma das intervenções com maior evidência científica, especialmente pro tratamento da depressão, tá? E basicamente essa intervenção ela busca aumentar o engajamento do paciente em atividades significativas e que possam ser potencialmente reforçadoras, né? Parte da ideia de que a depressão e também a desmotivação reduzem comportamentos recompensadores, geram mais isolamento, né? Então, a ao reintroduzir ações, né, que sejam alinhadas a objetivos e valores, o humor do paciente, ele vai melhorando progressivamente, porque ele vai adquirindo mais funcionalidade. Então, novamente, é junto com psicoeducação e reestruturação cognitiva as técnicas essenciais da TCC.
E em último, né, mas não menos importante, né, registro de pensamentos automáticos. Cara, pior que essa eu acho que eu não merece estar aqui não. Eu vou ter que botar ela no mínimo em Tem que saber, pô. Ela tem que ser no mínimo, tem que saber, tá? Eu vou botar ela aqui em Tem que saber. Vou descer, vou descer treino de habilidades sociais para boas ferramentas, tá? E vou descer exposição gradual para úteis em contextos específicos, porque de fato você vai usar a exposição gradual muito mais em situações em que haja fobias e tudo mais. Por que que eu coloco registro de pensamentos automáticos em tem que saber? Porque como a gente já sabe, já tá careca de saber, né? O registro de pensamentos automáticos é uma estrutura prática que vai permitir a identificação de padrões cognitivos, né? Então, é uma ferramenta estruturada que ajuda o paciente a identificar pensamentos que surgem automaticamente e principalmente em situações emocionalmente relevantes, sabe? Sejam elas positivas ou negativas. Então, o registro geralmente inclui situação, emoção, pensamento e uma resposta alternativa a toda essa situação. Esse processo, ele aumenta a consciência cognitiva e vai servir demais para que a gente monte uma base para intervenções posteriores. Então, por tudo isso, não dá para não colocá-lo, né, como uma ferramenta que você tem que saber, especialmente se você for um terapeuta cognitivo comportamental.
Gente, é isso, né? Eu fiz o melhor que eu pude. Eu peço até perdão porque eu vi aqui que as letrinhas não ficaram muito visíveis, mas eu vou deixar na descrição ah cada uma delas. Então vocês vão poder ver eh no minuto que eu tô falando sobre elas, tá? E novamente, gostou desse vídeo, curte, né? manda para aquele colega que é da TCC ou para aquele paciente que de repente quer fazer TCC, fazer uma terapia em TCC e tem dúvida sobre como a abordagem funciona. Entendendo essas técnicas vai dar para ter um entendimento bem legal sobre a abordagem, tá bom? A gente se encontra no próximo vídeo. Um grande abraço.