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A HISTORIA DE TUDO - TERRA - HD - PORTUGUES

Lauren Martins1:30:51

Transcription

Planeta Terra, até onde sabemos, é o único planeta do universo onde existe vida. Por que torna o nosso planeta tão especial estão escondidas no passado remoto da Terra. Para descobri-las, precisaremos voltar no tempo para ver os primeiros humanos povoarem a terra, pegar uma carona nos continentes em rota de colisão, encarar dinossauros assassinos, mergulhar em oceanos repletos de formas de vidas bizarras, sentir o frio intenso das eras glaciais globais e conhecer a fúria dos ataques de mísseis cósmicos. Precisamos voltar no tempo ao momento em que a Terra nasceu. Só assim poderemos montar o quebra-cabeça da incrível história do nosso planeta e descobrir porque tudo isso e todos nós estamos aqui. Construindo o planeta Terra, versão brasileira, bravo!

Estudos. Nossa jornada começa quase 5 bilhões de anos atrás. Mas deve ter alguma coisa errada, não? Não há sinal algum do nosso maravilhoso Planeta Azul, somente uma estrela recém-nascida, o nosso Sol. Chegamos cedo demais, antes mesmo da origem da Terra. Se avançarmos no tempo, poderemos ver a gravidade puxando a poeira para dentro de minúsculas rochas. Parece quase impossível que algo tão complexo como um planeta seja formado por nada mais que poeira e rochas. Durante milhões de anos, a gravidade juntou essas rochas para formar o planeta Terra, um dos, pelo menos, 100 planetas que orbitam o Sol.

Mas, 4 bilhões e 54 milhões de anos atrás, nosso planeta aparece mais com o inferno do que com o nosso lar. De perto, a temperatura ultrapassa 1200º. Não existe ar, somente dióxido de carbono, nitrogênio e vapor d'água. É tão quente e tão tóxico que, se nos aproximássemos um pouco mais, seríamos incinerados e sufocados em segundos. O planeta recém-nascido é uma esfera de magma em ebulição. Superfícies sólidas praticamente não existem, somente um oceano infinito de lava. Um jovem planeta chamado Teia está vindo em nossa direção. Ele tem o mesmo tamanho de Marte e está viajando a uma velocidade de 15 km por segundo, 20 vezes mais rápido que uma bala. A gravidade do planeta intruso está deformando a superfície da Terra.

A onda de explosão percorre o planeta. É como se os dois jovens planetas se chocassem. Trilhões de toneladas de detritos da explosão são lançados no espaço. Mas, ao longo de apenas 1000 anos, a gravidade faz a sua mágica e transforma a massa de detritos em um anel de poeira e rochas quentes e avermelhadas que passa a circular a Terra. O anel origina uma esfera com mais de 3000 km de diâmetro. Estamos presenciando o nascimento da nossa Lua. Está muito mais próxima do que da Lua que conhecemos, apenas 22000 km de distância, em vez dos cerca de 400000 km.

O Sol nasce sobre um planeta Terra em resfriamento e se põe só 3 horas após nascer. O impacto faz a Terra girar tão rápido. Horas podem passar num piscar de olhos, mas a Terra muda lentamente. Para entender como nosso planeta se formou, precisamos avançar alguns milhões de anos. Uma tempestade de meteoros. Estamos a 3,9 bilhões de anos e sendo atacados por detritos que restaram da formação do sistema solar. Reparem nos estranhos cristais dentro dos meteoros: grãos de sal, o mesmo sal que você coloca na batata frita. E dentro desses grãos, minúsculas gotas de água. Parece que esses mortais poderiam carregar o ingrediente vital para a vida na Terra.

Há somente uma pequena quantidade de água em cada meteorito, mas como eles estão bombardeando a Terra por mais de 20 milhões de anos, imensas piscinas d'água são formadas. A água se acumula no solo. Núcleo da Terra. A infusão. Mas a superfície esfriou cerca de 70 ou 80 graus, o suficiente para a formação da crosta. No futuro, poderemos ingerir essa água ao tomarmos uma bebida. Cada gole, cada poça, cada gota de água em cada oceano tem bilhões de anos de idade e pode ter percorrido milhões de quilômetros para nos alcançar dentro de um meteoro. A Terra parece mais familiar, mas ainda é um lugar perigoso. O vento é tão veloz, talvez mais veloz do que o mais devastador dos furacões. É uma mega tempestade provocada pela rápida rotação do planeta. A Lua está tão próxima da Terra que a sua gravidade é devastadora. Ela provoca enormes marés que percorrem a superfície do planeta.

Mas, com o passar do tempo, a Lua vai se afastando, as ondas se acalmam e o planeta passa a girar mais devagar. 700 milhões de anos após o nascimento do Planeta. Água, com a capacidade de criar a vida, cobre a sua superfície. Mas não é só água. Há algo mais lá embaixo: pequenas ilhas que parecem ter surgido do nada. Até que rochas em fusão atravessam a crosta terrestre e emergem do oceano. Com o tempo, a lava esfria e dá origem a ilhas vulcânicas. É dessa forma que essas ilhas são formadas. No futuro, elas vão se juntar para formar os primeiros continentes. Água e terra compõem o jovem planeta. Está começando a aparecer o planeta que chamamos de lar. Porém, a atmosfera é tóxica e a temperatura é escaldante. Nada sobreviveria aqui.

Meteoros. A Terra não para desde a formação do planeta, mas 3,8 bilhões de anos atrás, o ataque entra em uma nova e violenta fase. Alguma coisa perturbou a órbita desses meteoros. Eles já trouxeram água para o planeta, mas estão carregando algo mais também. Conforme os meteoritos se dissolvem, eles liberam minerais e transportam carbono e proteínas primitivas, os aminoácidos, do espaço para o fundo dos oceanos. Está escuro. Os raios de sol não conseguem penetrar além dos 300 m e a temperatura está perto de congelante. Deve ser alguma miragem. Uma cidade de chaminés submarinas. Não é fumaça, mas algum tipo de líquido em ebulição. A água do mar penetrou a Terra pelas fissuras na crosta, tornando-se mais quente e coletando minerais e gases pelo caminho. É essa poderosa mistura que está sendo expelida, formando essas torres. Acrescente a isso minerais e substâncias químicas dos meteoritos e a água se transforma numa sopa de substâncias químicas. É impossível saber como e onde, mas de alguma forma essas substâncias químicas se reuniram para dar origem à vida. Agora, a água está repleta de organismos microscópicos. Essas bactérias unicelulares são as primeiras formas de vida na Terra. É um momento decisivo na formação do planeta. A vida microscópica está a caminho. No entanto, por centenas e milhares de anos, nada muda. Não há progresso algum, nenhum avanço na evolução. Os únicos seres vivos eram as bactérias unicelulares. Para encontrarmos formas de vida mais complexas, precisamos avançar no tempo para 3,5 bilhões de anos atrás. Em um oceano raso, essas estruturas parecem rochas ou até plantas. Cada estrutura é um amontoado de bactérias vivas, uma colônia chamada estromatólito. Como se fosse mágica, essas bactérias convertem a luz do sol em alimento. Esse processo, denominado fotossíntese, utiliza a luz do sol para transformar dióxido de carbono e água em glicose, um tipo de açúcar simples e semelhante ao que colocamos no nosso cafezinho. E essa transformação mágica libera um subproduto, um gás chamado oxigênio. Submersos, os estromatólitos vão aos poucos suprindo os oceanos com oxigênio. O oxigênio transforma restos de ferro na água em ferrugem. A ferrugem vai parar no fundo do oceano para formar depósitos de rochas ricas em ferro. Algum dia, nós vamos usar esse mineral para construir pontes, navios e arranha-céus.

Ao lado das ondas, o oxigênio modifica a atmosfera. Os estromatólitos estão produzindo o elemento mais importante para a vida na Terra. Sem eles, praticamente todas as outras vidas não existiam. Quando respiramos, fazemos isso graças a essas antigas colônias de bactérias. Nos próximos 2 bilhões de anos, o nível de oxigênio continua aumentando. E, à medida que o planeta gira mais devagar, os dias se tornam mais longos. Agora, os dias duram pelo menos 16 horas, descobrindo que demora um tempão para se formar um planeta. 1,5 bilhão de anos atrás, 3 bilhões de anos após o nascimento do planeta, e ainda não existe nenhuma forma de vida complexa, nenhuma planta, nem dinossauros e nem humanos. Mas a Terra tem algo que nenhum outro planeta tem: uma força capaz de modificar qualquer coisa. Durante milhões de anos, podemos ver que alguma coisa estava reorganizando as ilhas escondidas sobre o oceano. A crosta terrestre se dividiu em enormes placas. Mas, no fundo, o núcleo da Terra está em atividade. É mais quente que a superfície do Sol, tão quente que provoca o movimento das rochas sob a crosta. Esses movimentos puxam e empurram placas, a rocha global e carregam com elas os oceanos e as ilhas. Milhões de anos se passaram. Desse ponto de vista, parece que o nosso planeta está ativo e em transformação, vivo. Ao longo de 400 milhões de anos, um novo e vasto supercontinente é formado: o Rodínia. Nas águas rasas que banham o Rodínia, os estromatólitos fazem sua mágica, há mais de 2 bilhões de anos, lançando oxigênio na atmosfera. A temperatura é de 30º C e os dias têm 18 horas de duração. Mas isso se parece mais com Marte do que com a Terra. Para encontrar vida aqui, precisamos avançar no tempo.

Esse é o estado de Washington, 750 milhões de anos atrás. Alguma força das profundezas do próprio planeta está rasgando a crosta em pedaços. É como se o mundo estivesse se fragmentando e só existe uma força poderosa o bastante para fazer isso: o calor. Ele escapa do núcleo terrestre em fusão, esticando e enfraquecendo a crosta, centímetro por centímetro, ano após ano. O imenso supercontinente está se dividindo em dois. A intensa atividade geológica deu origem a um conjunto de vulcões. Os vulcões lançam dióxido de carbono na atmosfera, a fumaça e gás por toda parte. O dióxido de carbono se mistura à água, formando a chuva ácida. As rochas absorvem a chuva ácida, inclusive o dióxido de carbono presente nela. E existem muitas rochas na Terra agora que foram expostas após a fragmentação do continente. Foram tantas que grandes quantidades de dióxido de carbono são absorvidas fora da atmosfera e ficam retidas nessas rochas terrestres. Não existe dióxido de carbono suficiente na atmosfera para bloquear o calor do Sol ao redor do planeta. Em poucos milhares de anos, a temperatura despenca para menos 50º C. Esse deserto congelado é o sul da Austrália, 650 milhões de anos atrás. É o começo de algo que alguns cientistas chamam de Terra Bola de Neve. Um extenso paredão de gelo com milhares de metros de altura. É impossível conter o gelo. Quanto mais gelo, mais luz solar ele reflete para fora do planeta. Consequentemente, o gelo se espalha mais rápido. Além disso, existe uma segunda camada de gelo, tão alta quanto essa. As duas camadas se afastaram dos polos, uma em direção à outra, para se encontrarem no Equador. Agora, uma camada de gelo de 3 km de espessura já no planeta Terra. Primeiro, o planeta era uma bola de fogo em fusão. Agora, é uma bola de gelo. Praticamente toda a luz solar e o calor são refletidos para o espaço.

Mas isso não pode durar para sempre. Alguma coisa precisa libertar a Terra dessa prisão glacial. E quando isso acontecer, ninguém sabe se existirá vida. Só o gelo. A superfície está congelada, mas o núcleo ainda está mais quente que a superfície do Sol. Desde que o mundo começou a esfriar, mas até agora, nem o calor nem a força gerados por eles tiveram impacto no gelo. Os vulcões lançam bilhões de toneladas de dióxido de carbono. Antes da era glacial, as rochas da Terra absorviam a maior parte do gás carbônico, mas agora, com as rochas asfixiadas pelo gelo, não existe nada que absorva esse gás. Dessa forma, ele invade a atmosfera. Ele envolve a Terra como um lençol, impedindo que o calor do Sol penetre. As temperaturas aumentam. Após 15 milhões de anos, o gelo começa a derreter.

Acredita-se que durante a Terra Bola de Neve, o gelo empurrou a crosta para baixo. Agora, conforme ele vai derretendo, a crosta volta a subir. Isso provoca fissuras e pontos frágeis, além de mais e mais vulcões. Tais vulcões liberam mais dióxido de carbono, o que faz a temperatura subir ainda mais. Os níveis de oxigênio aumentam vertiginosamente. Através de uma série de reações químicas, o gelo produziu oxigênio. Enquanto o planeta estava congelado, os raios ultravioletas do Sol reagiram com as moléculas de água no gelo para produzir uma substância rica em oxigênio: o peróxido de hidrogênio, a mesma substância química que se usa para descolorir o cabelo. Agora, conforme o gelo derrete, o peróxido de hidrogênio se decompõe e libera enormes quantidades de oxigênio.

A Terra está despertando e é um lugar muito diferente. Neste momento, 600 milhões de anos atrás, a atmosfera está mais quente. A sensação é de um dia de verão. Os dias agora duram cerca de 22 horas. Acrescente toda essa água e teremos a receita perfeita para a vida. Antes da Terra Bola de Neve, bactérias primitivas surgiram nos oceanos, mas certamente elas não poderiam ter sobrevivido a uma era glacial 75 vezes mais longa que todo o período da história humana. Se alguma coisa conseguiu sobreviver, então a nossa melhor chance de encontrá-la é onde vimos vida pela última vez: no oceano.

540 milhões de anos atrás, em um oceano repleto de oxigênio, as bactérias primitivas evoluíram. Um punhado delas deve ter conseguido sobreviver à longa era glacial. Plantas por todo lado e algo mais. Parece uma espécie de lesma com armadura. Ela é chamada de Eldonia. É uma das novas gerações de organismos pluricelulares complexos. Estamos entrando em um dos períodos mais dinâmicos da história da Terra: a Explosão Cambriana. O aumento do nível de oxigênio permite que as criaturas cresçam mais e desenvolvam esqueletos ósseos. Existem minhocas. É o momento do derretimento. E essas criaturas, os trilobitas, parentes distantes dos insetos, das lagostas e até dos escorpiões. A vida nos oceanos está florescendo. Bactérias microscópicas. Há um monstro como este. Este Anomalocaris tem cerca de 6 cm de comprimento. Repare nos olhos grandes, nos dentes afiadíssimos e nos apêndices em forma de garra. Tudo que o Anomalocaris precisa fazer é escolher a sua presa. O trilobita não consegue se virar e seu frágil tórax fica exposto. Estes são os Pikaia. Só medem uns 5 cm de comprimento. Possuem o que pode ser a primeira coluna vertebral. Ao longo de milhões de anos, essa estrutura simples vai se desenvolver e dar origem à coluna vertebral que nos mantém eretos. Nós mergulhamos no oceano esperando encontrar a vida em ruínas. Em vez disso, entramos num mundo cheio de vida, onde os trilobitas buscam alimentos e os monstros ficam à espreita. As criaturas estão começando a adquirir uma aparência mais familiar. Sob as ondas, já existem centenas de milhares de espécies de plantas e animais. O avanço da vida parece incontrolável.

Estamos em busca de vida em terra, 460 milhões de anos atrás. E as placas estão movimentando novamente. Abaixo, repousa um novo continente, o Gondwana. A temperatura é de 30º C e o nível de oxigênio está próximo daquele em que vivemos. O terreno deveria estar coberto de plantas e infestado de criaturas, mas não há muita coisa por aqui, além de alguns fragmentos de alga. Só existe uma explicação: o Sol. Sua radiação mortal acaba com a superfície. As formas de vida complexas que vimos nos oceanos não têm a menor chance de sobreviver em terra. 50 km. Para onde os raios penetram na atmosfera terrestre, algo estranho está acontecendo. Quando a radiação do Sol encontra o oxigênio, ele se transforma em outro tipo de gás, denominado ozônio. Esse gás forma uma capa ao redor do planeta. Essa camada de ozônio absorve a radiação mortal. Ao longo de 120 milhões de anos, a camada de ozônio espessa e impede cada vez mais que a radiação atinja a superfície da Terra. Sem essa camada, a vida em terra firme simplesmente não existiria. Agora, protegida da radiação, a vida prospera. Esses pequenos amontoados de musgos são as primeiras plantas terrestres. Eles liberam mais oxigênio na atmosfera, fazendo o nível aumentar vertiginosamente.

Tem alguma coisa lá embaixo na água e está se mexendo. Nadando. É um peixe esquisito chamado Tiktaalik. O pescoço permite que ele se erga. Ele usa as nadadeiras como se fossem pernas e se locomove para fora da água, onde as plantas estão dominando. Ao longo de 15 milhões de anos, essas criaturas chamadas tetrápodes evoluíram. Desenvolveram apêndices mais resistentes e passaram mais tempo fora da água. Até 360 milhões de anos atrás, eles fizeram da terra o seu lar. É de uma criatura como essa que todos os vertebrados tetrápodes vão evoluir: dinossauros, aves, mamíferos e, por fim, você e eu. Há musgos e samambaias por toda parte, alguns chegando a alcançar 30 m de altura. É uma semente levada pelo vento. Até agora, as plantas se reproduziram através de esporos, estruturas unicelulares que necessitam de água em abundância para sobreviver e se desenvolver. Esta semente, porém, está a quilômetros de distância da água. Esse embrião tem sua própria fonte de alimento e água. Essa pode sobreviver longe da água por meses, até anos. A pequena semente espalha a vida pelo planeta e todas essas árvores e plantas liberam ainda mais oxigênio.

Nós poderíamos ficar aqui e respirar. Poderíamos viver aqui. Agora, percorremos um longo caminho de um amontoado de rochas e poeira incandescentes a um planeta azul e verde repleto de vida. Os humanos ainda não apareceram, mas há peixes, plantas e uma libélula. Uma libélula do tamanho de uma águia. Esse gigante é chamado de Meganeura. O que antes eram pernas evoluíram para asas, ampliando o território de caça da libélula para uma área mais extensa. Existem diplópodes, aranhas e todos os tipos de insetos por lá. Essas criaturas chamadas artrópodes foram uma das primeiras a pisarem em terra firme. Elas já existem há milhões de anos, são idênticas aos insetos que invadem as nossas casas hoje em dia, a não ser por uma grande diferença. Assim como a Meganeura, essas criaturas são monstros. Nós caímos no mundo perdido dos gigantes, onde os diplópodes chegam a 2 m de comprimento e os escorpiões são do tamanho de lobos. Todo o oxigênio presente na atmosfera torna o sistema respiratório dessas criaturas mais eficiente e libera espaço para que o corpo delas se desenvolva. Uma criatura semelhante a um anfíbio chamada Hylonomus. As criaturas que vimos até agora depositam seus ovos na água, mas esses ovos contêm toda a água e todos os nutrientes de que o Hylonomus em desenvolvimento necessita. Os filhotes estão crescendo no seu lago particular. O ovo é um grande marco na evolução. Agora, os animais podem deixar a água para trás e conquistar a terra. Esse filhote de Hylonomus vai liderar essa conquista. Surge uma nova criatura. Inevitavelmente, a vida é acompanhada da morte. Há tanto material vegetal morto que isso vai se acumulando e se decompondo em densas camadas encharcadas. Ao longo de centenas de milhares de anos, as rochas vão cobrir essas camadas. Sob o centro da Terra e a pressão das rochas sobrepostas vão transformar as camadas de plantas em decomposição em minas de carvão. Cada pedaço de carvão queimado hoje para aquecer nossas casas e abastecer as usinas é feito de plantas que morreram há 300 milhões de anos.

Em meio à decomposição, longe dos olhos, a vida está evoluindo. Em breve, as sementes vão germinar, as plantas vão crescer e este deserto vai voltar à vida. A vida parece ter conquistado o planeta. Um bando de criaturas pasta pelas planícies siberianas. Não são dinossauros, eles só vão pisar na terra daqui a pelo menos 20 milhões de anos. Mas são grandes. A evolução deu um salto enorme para a frente. Os pequenos lagartos que vimos anteriormente se transformaram em répteis gigantes. Estes são os Escutosauros, parentes distantes. Eles são herbívoros. E se os herbívoros parecem tão imponentes, os carnívoros devem ser realmente bravos. Um Gorgonops, uma máquina assassina pré-histórica perfeitamente projetada. Os dentes de sabre do Gorgonopsid feriram o escamado. O predador observa enquanto a presa perde sangue e enfraquece. Até que momento ele está recuando. Algo estranho está acontecendo. O solo está ficando quente. Deve haver muita pressão sobre a superfície. É lava, mas não é de um único vulcão. A paisagem inteira está em erupção. É uma erupção de basalto. Um enorme manto de magma está emergindo das profundezas da Terra, empurrando magma em fusão pelas fissuras da crosta terrestre. O exuberante paraíso agora é um inferno sem vida. Os Escutosauros e os Gorgonops estão mortos. Eles são as primeiras vítimas da grande extinção em massa que o mundo já presenciou: a extinção do Permiano. Do outro lado do continente de Gondwana, é como se nada tivesse acontecido. Neve? Mas a temperatura é de aproximadamente 20º C. Não é neve, são cinzas das erupções que ocorreram a 16.000 km de distância. As cinzas queimam, sufocam e matam os animais pelo mundo. A atmosfera está contaminada com o dióxido de enxofre das erupções. À medida que chove, o gás se transforma em ácido sulfúrico e queima tudo que vê pela frente. A princípio, parecia um desastre local, mas agora se tornou global. As erupções na Sibéria aumentam os níveis de dióxido de carbono. A atmosfera esquenta, a água evapora, a vegetação morre. Pensamos que a vida tinha finalmente encontrado um lugar para se desenvolver. Agora, parece que estávamos errados. Não há sinal de vida em terra, mas nos oceanos? Não é possível. Os oceanos estão ficando rosados. As plantas, os trilobitas e os predadores, tudo se foi. Tudo, menos essa alga corosa. A atmosfera quente que acaba de se formar deve ter esquentado os oceanos e acabado com o oxigênio. Agora, nada além das algas consegue sobreviver na água parada. As erupções na Sibéria estão transformando todo o planeta. Nada, nem o chão do oceano mais profundo, está fora do alcance delas. Vejam bolhas, mas não é oxigênio, é metano vazando de imensas bolsas de gás metano sobre o fundo do mar. O metano é um gás do efeito estufa, pelo menos 20 vezes mais mortal que o dióxido de carbono. Até agora, o gás esteve congelado, mas conforme a temperatura do mar aumenta, o gás começa a derreter. Quando liberado na atmosfera, esse poderoso gás eleva ainda mais a temperatura. Pode chegar a 40º, 6 graus mais quente do que antes das erupções na Sibéria. Agora, até as criaturas que conseguiram chegar aqui estão condenadas. Faz 500.000 anos desde que as erupções começaram e, durante todo esse tempo, por meio milhão de anos, a lava está sendo expelida. Neste momento, ela cobre uma área do tamanho dos Estados Unidos com uma camada de magma com quase 6 km de profundidade. 95% da vida foi dizimada. Pouquíssimas criaturas sobreviveram, se enterrando embaixo da terra e se alimentando de qualquer coisa, mas todo o resto está morto. 250 milhões de anos atrás, e voltamos à estaca zero, um planeta sem vida. Quase 50 milhões de anos desde que praticamente toda a vida na Terra foi dizimada e o planeta está sendo transformado.

Agora, estamos 200 milhões de anos e há somente um supercontinente chamado Pangeia, se expandindo de um polo a outro. As temperaturas estão se estabilizando, a chuva ácida está sendo neutralizada e a vegetação está crescendo novamente. Com 95% da vida na Terra extinta, o caminho está aberto para o aparecimento de uma nova espécie, uma que vai dominar como nunca antes nem depois: os dinossauros. Esses dinossauros são chamados de Hylaeosaurus. Como todos os dinossauros, eles evoluíram dos poucos répteis que sobreviveram à extinção do Permiano. O tamanho deles os torna lentos e vulneráveis. Um Dilophosaurus. Dois deles. Eles são pequenos e rápidos. Um Hylaeosaurus é uma refeição grande demais para um único Dilophosaurus, mas não para dois. Os dinossauros repovoam a Terra. Porém, nenhuma espécie é capaz de domar esse incansável e instável planeta. A crosta terrestre está ficando mais fina, está expelindo lava e tremendo com os terremotos, como se estivesse sendo esticada por alguma força oculta. Está acontecendo a mesma coisa em toda a extensão que se transformará na costa leste da América do Norte. As placas tectônicas estão se movimentando novamente. Há 190 milhões de anos, o supercontinente Pangeia se separa. Um enorme bloco de terra se separou e formou um abismo. Esse abismo é preenchido por um novo oceano chamado Tetis, sobre o qual se formará o Oriente Médio. As correntes estão levando nutrientes para as águas costeiras, percorrendo o que seria a Arábia Saudita, o Iraque e o Irã. Esses nutrientes atraem milhões de peixes e, com tanta vida, também vem a morte. Peixes e plânctons em decomposição cobrem o fundo do oceano. Ao longo dos próximos 10 milhões de anos, camadas de rochas vão enterrar e fermentar as criaturas mortas. Os peixes e os plânctons do passado vão virar óleo. Cada litro de combustível dos carros, cada pedaço de plástico no planeta, as pinturas nas paredes, o tapete em que pisamos e até mesmo o sabonete que usamos, quase tudo se originou dessa forma.

Milhares de anos e mais a oeste, a placa norte-americana ainda está se afastando das placas europeia e asiática. O processo é lento, cerca de 2,5 cm por ano, a mesma velocidade com que as nossas unhas crescem. Mas se avançarmos, um novo oceano vai se formar bem baixo de nós, assim como novos continentes. Montreal se afasta de Marte e Nova York se afasta da África ocidental. O mundo como o conhecemos está sendo formado. O abismo entre os dois continentes está se preenchendo para originar um grande oceano: o Oceano Atlântico. E lá, no meio, acumulando. Já vimos as placas se deslocarem antes e sabemos que isso é causado pelas correntes presentes sobre a crosta terrestre. Esse processo está acontecendo lá embaixo agora. Mesmo o fundo do mar foi dividido em dois e empurrado para cima, dando origem a montanhas e vulcões. Está crescendo mais que o Himalaia e é mais extenso que as Montanhas Rochosas. A água aqui é quente. A lava derretida está abrindo caminho para fora das profundezas da Terra. Conforme a lava esfria, formam-se novas cadeias de montanhas vulcânicas e novos fundos oceânicos. É isso que está empurrando as placas, dividindo o Pangeia e reorganizando o nosso mundo. É essa atividade geológica que faz da Terra um planeta criativo e único. E toda vez que o planeta se reinventa, os seres que nele vivem devem se adaptar e evoluir. Seres como estes. Estes são os Ichthyosaurs. Seus ancestrais répteis eram terrestres, mas conforme o planeta foi se modificando, eles também se modificaram. Desenvolveram nadadeiras e se deslocaram para o recém-formado Oceano Atlântico. Este tem 6 m de comprimento e é rápido. Ele nada a uma velocidade de 40 km/h. É o maior e o predador mais eficiente que vai dominar os mares do planeta por 50 milhões de anos. Mas agora existe um novo rival: o Pliossauro. Ele é maior que um ônibus e tão pesado quanto um caminhão. Suas mandíbulas são enormes, mais de oito vezes mais poderosas que as do tubarão branco, e os dentes têm 30 cm de comprimento. A Terra e as criaturas que nela vivem mudaram tanto que estão irreconhecíveis. Isso já foi terra firme, agora é o Oceano Atlântico. Foi nesse exato local que paramos e observamos os Ichthyosaurs se alimentarem e os Pliossauros perseguirem suas presas. O mundo dos dinossauros pode ser diferente, mas eles estão dominando como nunca. Eles parecem invencíveis.

É um mamífero parecido com o musaranho que evoluiu de um pequeno número de mamíferos que conseguiu sobreviver à extinção em massa há 185 milhões de anos. É também uma presa para os dinossauros. É por isso que a maioria dos mamíferos vive nas árvores ou debaixo da terra e se aventura pouco. Os mamíferos não são uma ameaça para os dinossauros. Nada no planeta Terra pode ameaçar o seu reinado. Nada no planeta Terra. É um fragmento de rocha espacial, um dos grandes. Esse asteroide tem pelo menos 10 km de extensão, é maior que o Monte Everest. Está viajando a mais de 70.000 Km por H, direto para a Terra. Está indo para o Golfo do México, em direção à Península de Yucatán. Segue tão rápido que, se você piscasse, perderia o impacto. A não ser que reduzíssemos a velocidade do tempo. É uma fração de segundo que vai mudar o mundo para sempre. No momento do impacto, a parte superior do asteroide ainda está a quase 11000 M, mesma altura que voam os aviões. O asteroide cai com tanta força que destrói tudo que está no caminho. Até o próprio asteroide é destruído instantaneamente. O impacto libera energia de milhões de bombas nucleares. Nenhum lugar é seguro, nem mesmo aqui em cima. Algumas dessas pedras são tão grandes quanto um quarteirão de uma cidade. A onda de choque parte da zona de impacto como estilhaços da explosão de uma bomba. Minutos após o impacto, há milhares de quilômetros da queda do asteroide. A Terra é atacada por todos os lados. Há uma tempestade de pedras, terremotos abalam o solo e tsunamis castigam a costa. Mas o desastre está apenas começando. A nuvem de magma e poeira se espalha e engole o planeta. O céu inteiro está se comportando como um sol gigante. A temperatura da superfície da Terra atinge 527 graus e a vegetação começa espontaneamente a pegar fogo. Mesmo meses após o impacto, fumaças e cinzas ainda bloqueiam os raios solares. Os animais queimam, morrem de fome. Depois desse ataque devastador, é difícil acreditar que alguma coisa consiga sobreviver. Há 6 milhões de anos, o impacto massacrou, apedrejou e incinerou os dinossauros. O reinado de 165 milhões de anos dos dinossauros chegou ao fim. Mas o desaparecimento dos dinossauros é uma oportunidade para outras espécies. Os mamíferos vivendo sobre a superfície, eles evitaram o calor e os incêndios e, ao se alimentarem de qualquer coisa, eles prosperaram enquanto os animais mais seletivos morriam. Eles são os surpreendentes herdeiros do reinado dos dinossauros. E quando um acaba, outro começa. Com os dinossauros fora do caminho, pode ser a oportunidade dos nossos ancestrais. Os dinossauros morreram há muito tempo. O planeta está em paz. Neste novo mundo, nossos ancestrais mamíferos estão evoluindo. Este lago de 47 milhões de anos atrás e que um dia será a Alemanha deve ser o lugar perfeito para observá-los. Esses mamíferos não são como aqueles que vimos antes. Os olhos e o cérebro são maiores. Este é o Darwinius massila, ou Ida. Ele não se parece nada conosco. Porém, evidências fósseis do nosso tempo nos mostram que essas criaturas poderiam evoluir para macacos, símios e, por fim, humanos. Estamos olhando para 47 milhões de anos de evolução para o que pode ser um dos nossos primeiros ancestrais conhecidos. Este lago está sobre uma cratera vulcânica que libera um gás tóxico. Agora, o lago que o matou vai preservá-lo nas profundezas pobres em oxigênio. Algum dia, quando a água secar e o Ida se fossilizar, nós vamos encontrá-lo e identificar neste primata primitivo o que pode ser o começo da nossa própria história: a história da vida humana.

A 47 milhões de anos, a atmosfera é parecida com a nossa. A temperatura é de 24º C e o dia dura um pouco menos de 24 horas. A Terra que estamos vendo agora é quase idêntica ao planeta que chamamos de lar. Quase. As placas tectônicas estão se deslocando novamente com os continentes em suas costas. A Índia está indo em direção à Ásia. As placas indiana e asiática estão travando uma batalha de titãs. Nenhuma das placas está ganhando. As duas começam a se deformar. O que antes era fundo oceânico se deforma para cima. Ao longo de 2 Km, uma enorme cordilheira é formada. 1500 M, 4500 M, agora mais de 8000 M. É a Cordilheira do Himalaia. E lá está ela, a maior montanha de todas, o Monte Everest. Seu cume alcança a corrente do jato da Terra, a mesma altitude em que voam os aviões. Quando a neve está no cume, derrete, ela alimenta grandes rios como Ganges, Indo, Brahmaputra e o Amarelo. O Himalaia é como uma enorme torre de água. Um dia, seus rios vão fornecer água para quase metade da população mundial.

Há 20 milhões de anos, este era o nosso planeta com todos os continentes e todos os oceanos, exatamente como conhecemos. Só está faltando uma coisa: nós. A humana. Para os humanos evoluírem, alguma coisa em algum lugar precisa mudar. Ao longo da costa leste africana, entre as placas que formam a crosta terrestre, uma fenda enorme se abre. A fenda se estende por quase 6.000 km. Ao longo de suas margens, montanhas crescem. Lá, parece um símio, não um humano. Ele pode ficar nessas árvores para sempre, mas o mundo está mudando. As montanhas que não param de crescer funcionam como uma parede e impedem que a umidade do Oceano Índico passe para terra. Mais quente e seco, a exuberante floresta tropical está se transformando numa savana árida. Esse novo clima destrói o habitat das criaturas. Elas são obrigadas a procurar alimento longe de seu habitat, a parar de arrastar as articulações no chão como os símios, a ficarem de pé. O passo mais na história humana. Essa cordilheira ao longo da costa leste africana poderia ser o motivo de sermos bípedes. Parece inacreditável, o movimento aleatório de duas placas pode ter sido o pontapé inicial de uma série de eventos que vai levar aos primeiros humanos.

Um homem e uma criança. Poderia ser uma cena do nosso próprio tempo, mas estamos a 1 milhão e meio de anos. Esta é uma espécie de hominídio chamada Homo erectus. E essas são as primeiras pegadas como as nossas. Civilizações do passado e do presente, todos que já viveram, as maiores invenções, as ideias mais brilhantes, a história humana com toda a sua complexidade e esplendor começam aqui e agora.

O clima mudou novamente. Há 70.000 anos, o nível do mar diminui. O espaço entre a África e a Arábia reduz para só 13 km. A África e a Arábia reduzem para só 13 km. O Mar Vermelho está estreito e raso, bastante para esse pequeno grupo atravessá-lo. Para fora da África. Esta é outra espécie de humanos conhecida como Homo sapiens. Eles conseguiram atravessar. Os cientistas acreditam que todos os homens, mulheres e crianças do outro lado da África descendem desses 200 e poucos indivíduos. Com o tempo, os nossos ancestrais se multiplicaram e se distribuíram pela Índia, Ásia e Europa. Mas, enquanto os humanos iam em direção ao norte, um enorme paredão de gelo percorria o sul da Europa. 40.000 anos atrás, nossos ancestrais Homo sapiens estão chegando, só para encontrar um mundo que está mudando rapidamente. Está esfriando. Deveria ser o auge do verão, mas as plantas e os rios estão congelados. Mudanças naturais na órbita terrestre, os níveis de dióxido de carbono e o fluxo de água quente ao redor do planeta conspiram para diminuir a sua temperatura. A Terra e os seus habitantes entraram na Era do Gelo. Geleiras tão altas quanto arranha-céus deslizam pelo Hemisfério Norte, 30 cm por dia. Lentas e poderosas, elas esculpem o cenário conforme vão se deslocando, cavando grandes depressões. O planeta nunca mais será o mesmo. Por volta de 20.000 anos atrás, elas param. A maior parte do Hemisfério Norte está coberta por camadas de gelo de até 2 km de espessura. Com trilhões de litros d'água em forma de gelo, o nível do mar diminui.

Anos atrás, uma ponte de terra emerge do oceano entre a Sibéria e o Alasca. É uma ponte entre dois continentes imensos, uma passagem que leva os humanos da Ásia para um novo mundo. A América é o último grande continente a ser colonizado e a última grande migração humana. E em algum lugar lá embaixo estão os primeiros americanos. 14 anos atrás, as mudanças que desencadearam a Era do Gelo fazem o processo reverso. Conforme o gelo recua, um Hemisfério Norte muito diferente vai sendo revelado. As geleiras deram origem a enormes depressões, agora elas se enchem de água para se transformarem nos Grandes Lagos da América do Norte.

6000 anos atrás, o gelo recua para os polos, para o Ártico e para a Antártica. Após uma jornada de 4 bilhões e meio de anos, nós conseguimos. Nós voltamos para casa. Este é o nosso mundo, o nosso tempo. Agora, pela primeira vez, podemos montar o quebra-cabeça da incrível história do nosso planeta. Podemos entender como e por que tudo que vemos ao nosso redor está aqui hoje. Do céu sobre nós, a água, o ingrediente essencial para a vida, o chão sob nossos pés e, por fim, a vida. O resultado é espetacular de uma cadeia de catástrofes e coincidências. Cada vitória e cada catástrofe são um passo na trilha que nos traz até aqui, a cada um de nós neste momento. Mas a história do planeta não acaba aqui. Muita coisa aconteceu, mas há muito mais por vir. A Terra vai viver por pelo menos outros 4 bilhões e meio de anos. Tudo que vimos ao longo da nossa jornada é só metade da história. Imagine as maravilhas, o terror e as criaturas estranhas que estão no futuro do nosso incansável e criativo planeta. O próximo capítulo da história da Terra ainda será escrito.