Transcription
Olá, família. Boa noite. Boa noite a todos.
Eu tô com a sensação de que tá chegando a justiça e que o mês de outubro vai ser um mês de justiça. Agora, dia 27 de outubro, segunda-feira, teremos o início de um julgamento que eu aguardo há anos, tá? Há anos, juntamente com a mãe, tá? Com a Cátia Gular. Um garoto que tinha a vida no seu olhar e que, por coincidência do destino, teve o seu algoz, o seu tio, irmão da Cátia. Uma luta por justiça que ultrapassou fronteiras que vocês vão ver agora. A polícia não quis acreditar, mas teve um anjo, uma promotora muito aguerrida, que vocês conhecem bem, Dra. Lúcia Calegari, que teve papel importantíssimo nesse caso.
Hoje vamos ouvir a Cátia, tá? A mãe do Andrei. Uma mulher ímpar, ímpar, que não parou em nenhum momento no pedido de justiça, que foi atrás de todas as formas, não se acovardou. Então, vamos receber hoje com muito carinho e acolhimento Cátia Gular, mãe do André Gular.
Nossa, coração tá aqui. O Andrei. Vamos conhecer o Andrei através da sua mãe, da Cátia. Cátia, nos apresente.
O Andrei. Respirar, Marc. Falar do Andrei é muito bom, é muito fácil. O que dói é a saudade, é a falta do abraço dele, a falta do calor do corpo dele, a falta do Andrei. Falar do Andrei é muito prazeroso. Ser a mãe do Andrei é um motivo de muito orgulho.
O Andrei é o filho caçula de três irmãos, né? Tenho mais dois filhos mais velhos que o Andrei. E o Andrei, na época do assassinato, ele tinha 12 anos. Andrei, uma criança alegre, feliz, gremista, bem resolvida, personalidade muito bem definida, de fácil fazer amizade, uma criança íntegra e uma criança com seus conflitos de 12 anos, né? Não querer tomar banho, escovar dente, não fazer tema. Uma criança normal e um normal, mas muito especial por ele ser o meu filho.
E no dia 30 de novembro de 2016, o meu irmão, um tenente da Brigada Militar, acabou com o sonho do Andrei. Acabou com o sonho dele ser, de repente, um jogador de futebol, um médico, um... engenheiro. Alguém ligado na área da gastrostomia, de que ele gostava de fazer comida. Então, ali foi interrompido o sonho do Andrei, o sonho, o meu sonho de mãe do Andrei, dos irmãos do Andrei. E a minha busca foi nesses quase 9 anos, Marconde. Foi pela justiça e eu, do Andrei, sendo meu irmão ou não, eu busquei a luta por justiça, né? Então, dia 27 de outubro agora, nós teremos o júri popular.
Andrei hoje teria 21 anos. No dia 30 de novembro, né? Vou voltar um pouquinho no tempo para poder contar ali a partir do dia 30. Eu sou uma filha. Nós somos cinco irmãos. Eu sou irmã de mais quatro irmãos, né? Nós somos filhos de brigadianos. Morávamos no interior de Porto Alegre, aqui no Rio Grande do Sul. Viemos para a capital pequenos ainda. E meus pais já faleceram agora. E um dos meus irmãos, eu tinha um ótimo relacionamento com todos os meus irmãos, né? Nós entre nós cinco, nós sempre, a gente estava bem como irmãos, né? Cada um cresceu, seguiu sua vida, construiu sua família, mas nós mantínhamos um relacionamento, contato, né?
E aí, então, um dos meus irmãos, que hoje em dia é réu pelo assassinato do Andrei e réu também pelo estupro, entrou em contato comigo e perguntou se ele poderia ficar uns dias aqui em casa, porque ele já era um tenente da brigada aposentado e recebeu um convite do Ministério Público para trabalhar aqui em Porto Alegre e, nesse período, ele residia no Rio de Janeiro. Eu não vi problema nenhum, Marconde, de acolher ele porque era meu irmão, né? Eu disse para ele ainda: "A gente é família, a gente se ajeita." Meu apartamento é pequeno, né, de dois dormitórios, então, para deixar mais confortável para todos na casa, né? Ficou meu irmão e meus dois filhos gurias num quarto e ficou eu e minha filha no outro quarto. E meus filhos estavam contentes que ele estava aqui, porque ele também era padrinho dos meus três filhos, eu era madrinha das filhas dele, para mostrar que nós tínhamos um relacionamento normal de família, né? E ele disse: "Não, K, vou ficar só um período aí, porque depois eu vou trabalhar no Ministério Público, eu vou alugar um apartamento para mim e agora é período pequeno e depois eu vou entrar em recesso." Eu não vi problema nenhum, Marc, de acolher ele, porque ele não era um... é meu irmão, ele não era um estranho. Estranho é o marido, a esposa que tu encontra no caminho da tua vida, né? Porque meu irmão já era do meu núcleo familiar antes mesmo de eu nascer. Ele é mais velho que eu. Não vi problema. Ele estava aqui em casa, as crianças estavam gostando dele, ele também, né, dentro da condição aqui que a gente estava, né, pro apartamento ser pequeno, estava tudo correndo normalidade.
Aí, na noite do... da noite anterior, o Andrei faleceu na madrugada do dia 30. Na madrugada anterior, teve a tragédia da Chapecoense, que foi um marco bem triste, né, que apareceram vários jogadores ali dentro do avião. Exatamente. Então, nós estávamos bem comovidos com a tragédia da Chapecoense.
Na terça-feira pela manhã, que seria 29 de novembro, a nossa rotina na família seguiu. E eu tinha feito uma cirurgia, estava em casa, né? Eu trabalho, eu sou enfermagem num hospital aqui de Porto Alegre já 31 anos. Naquele período, eu tinha feito uma cirurgia, então eu estava mais por casa, fiquei em casa e o Andrei foi e a Andressa foram para a escola. Era umas 10 horas da manhã, 10 e pouco, talvez, o Andrei voltou da escola sozinho porque a minha filha foi para a casa de uma colega fazer um trabalho escolar. E o Andrei chegou da escola e disse: "Eu estava tomando chimarrão." Ele tomou umas cuia comigo, ele adorava tomar chimarrão. E ele perguntou: "Mãe, tu não tá vendo o teu jornalzinho?" E eu disse: "Filho, hoje está muito triste, né? Porque tinha acontecido a tragédia da Chapecoense." Eu disse: "Filho, quando uma mãe sofre, todas as mães sofrem juntas." E ele fez uma carinha de triste assim, estava sentado no sofá assim com as perninhas cruzadas, me olhou e disse: "Que triste para essas mães, né, perder os filhos desse jeito." Essa frase dá para demonstrar o quanto o Andrei era carinhoso, afetivo, se preocupava com a dor alheia.
Então, eu quis evitar que ele visse essa tragédia, acompanhasse o noticiário. Eu não estava assistindo a TV. E aí eu falei: "Filha, olha a tua... tuas férias aí, olha o teu desenho, sei lá, o que tu quer ver na TV?" Porque eu não... eu quis poupar ele de ver as notícias da tragédia. E eu disse: "Filho, vamos dormir." Aí a gente dormiu bem agarradinho assim. E eu digo, muitas vezes eu faço esse movimento, Marconde, e eu sinto como se eu tivesse o corpinho dele junto a mim, como eu tive naquela tarde, né? E eu não sabia que aquele sono que nós tivemos foi o último sono, né, que eu consegui ter com Andrei.
Aí nós dormimos. Eu acordei ele e falei: "Filha, levanta para te tomar um café porque eu pensei se não de noite tu não dorme, né?" No outro dia tinha aula de manhã, aquelas coisas de criança que estuda de manhã, eles não querem dormir depois do almoço, mas depois que dorme não querem acordar, né? Eu falei: "Filho, levanta." Daí eles não querem mais acordar. Ele até às vezes eu dizia assim para ele, né? "Filho, levanta, senão tu não dorme." E ele dizia: "Oi, eu não te entendo. Tu quer que eu durma? Quando eu durmo, tu não quer que eu durma?" Aí eu me... eu te respondia: "Filho, tu tem que dormir meio termo, nem muito, nem pouco, filho. Tu tem que dormir um pouquinho para tirar o sono, mas não pode ficar totalmente sem sono." Mas dentro daquela força de criança, eles não entendem, não entendem, né? Só quando se tornam adultos eles conseguem ter a noção do que é importante aquele soninho, né?
Daí nós levantamos ali... naquela cesta, aquela soneca. É aquela cesteada ali. Aí nós levantamos, tomamos café. Ele falou: "Mãe, eu vou lá no mercado buscar guisado." Eu não vi problema. "Vai lá, filho, busca guisar tal." Daí buscou. Enquanto isso, eu me arrumei para ir no aniversário, né, num familiar amigo nosso. E eu tinha convidado. "Vamos, filha." Ela falou: "Não, mãe, eu vou ficar em casa, vou fazer um chimarrão pro padrinho e aí nós vamos tomar." E aí lá é só aniversário. Não vou ir, eu vou ficar em casa porque ele estava muito contente que o meu irmão estava aqui. E o Andrei era muito acolhedor assim. Chegava as pessoas aqui em casa, ele gostava de fazer chimarrão, gostava de fazer uma janta, de gostava de fazer uma comida, fazer um agrado pra visita, né? E mesmo ele sendo novinho, assim, ele tinha essa percepção de tratar bem as pessoas.
Lá no aniversário, eu mandei uma mensagem pro meu irmão, porque o Andrei estava de castigo do celular porque estava com a nota, com as notas ruins na escola, né? Estava baixa. E eu mandei mensagem pra minha filha, pro meu irmão: "Avisa o Andrei que Dedé estamos aqui, daqui a pouco a gente está em casa. Meu irmão, está tudo bem." Eu aviso ele. E nós chegamos em casa, eram umas 11:30 por aí, 11:25. E aí eu cheguei num apartamento, estava o apartamento com as luzes desligadas, né? Só a luz do quarto, onde eles estavam deitados, só a luz da TV. E eu bati no quarto, entrei, né? Meu irmão me cumprimentou assim, né, dando boa noite. O Andrei numa triliche, né, já estavam deitados assim numa triliche, o Andrei na cama de cima do triliche, meu irmão na cama do meio e a cama auxiliar que era que o meu outro filho usava, estava recolhida porque estava trabalhando nessa noite, né?
E aí eu cumprimentei eles. O Andrei, eu perguntei: "E aí, tomou banho?" Porque ele não queria mais que tu mandasse ele tomar banho. Então nós tínhamos um código assim. E aí ele fez: "Ó, tô cheiroso." Eu mostrei a camisa do Grêmio que eu havia saído para comprar também. Ele perguntou, só que eu comprei uma azul e eu tinha dito para ele que ia comprar uma rosa. Ele só fez uma cara e perguntou: "Não era rosa, mãe?" Eu disse: "Ah, gostei mais da azul." Mas ele conversou pouquíssimo comigo. Bem, muito pouco. Meu irmão, e o meu irmão só falava assim, ó: "Eu tô com sono, K, amanhã eu tenho uma missão importante, eu quero dormir. Ai, tô cansado, né?" E ele não, e ele só falava isso. E eu vi que a minha presença naquele momento estava importunando, incomodando. Estava incomodando ele. E o Andrei quase não falou, só perguntou da camisa, falou que tinha tomado banho e a TV ficava em direção assim em frente quando Andrei estava olhando para a TV. E eu pensei: "Ah, vou deixar eles dormir, né? Amanhã o Andrei tem aula cedo, meu irmão também tem esse compromisso que ele está dizendo."
E quando eu puxei a porta, eu pensei: "Ah, amanhã eu vou mexer com Andrei que ele nem deu bola para mim." Porque eu e ele tínhamos essas brincadeiras, né? Ele esticava o braço e falava assim: "Dá um abraço." E aí eu abraçava ele, eu falava: "Um, não, a gente dá um monte de abraço." E ele também retribuía, né? Aí ele passava por mim assim pela casa e dizia: "Me dá um abraço." E aí eu... e eu pedi e ele me dava, né? Ou então ele dizia assim, ó: "Ah, faz 6 horas: 23 minutos, 30 segundos que uma mãe não diz que ama seu filho." E aí ele me abraçava e eu também dizia, né? "Ah, faz 5 horas, 13 minutos que um filho não diz que ama a sua mãe." Ele era muito afetivo, muito carinhoso, gostava muito de dar beijo e abraçar.
Andrei é uma criança muito sociável assim e os grupos acabavam acolhendo, gostando dele, porque ele era uma criança querida, conversava, né? Não tinha problema de timidez. E com a minha filha também, eles eram muito próximos de idade. Então, ela dizia assim: "Ah, o Andrei rouba meus amigos." Porque daí os colegas, né, tanto menino quanto menina, os amigos da dela de aula acabavam se sendo amigo dela, dele também, né? Então, o Andrei era assim para contar um pouco como era o Andrei, a vida social dele, né? E isso tudo foi encerrado, né, Marconde, de uma maneira trágica.
Quando eu puxei a porta do quarto e disse: "Ah, amanhã eu vou mexer com Andrei que não me deu muita atenção." Eu fui dormir. A minha filha tomou banho, a gente se ajeitou e fomos deitar nós duas no outro quarto do lado. Só é mais ou menos antes da meia-noite, né? E 2 horas da manhã, meu irmão entrou no quarto gritando: "Acabou de acontecer uma tragédia." Eu levantei rápido assim, cheguei no quarto, era uma cena de terror. Andrei deitado assim na triche, tapadinho até aqui, assim, tapado, com as mãos tapadas embaixo do cobertor, com rasgo aqui assim e já em óbito em cima da cama, né? Como eu falei, eu sou de enfermagem, então dava para ver que a cor do Andrei já era de óbito, né? E eu não entendi. Gritei. A minha filha ouviu o meu grito, que era um grito de desespero, também veio. Aí ela estava do meu lado, eu queria proteger que ela não visse aquela cena toda. Meu irmão falando o tempo todo: "Eu não sei o que aconteceu. Eu vi um... eu ouvi um barulho de bateria de celular estourando e meu celular está carregando ali. O Andrei está de castigo, né?" Então, ele diz que acordou com barulho de um som que até hoje, Marconde, eu nunca ouvi pessoalmente e até hoje também não encontrei alguém que tenha dito: "Ah, eu vi um... um barulho de uma bateria estourando e eu reconheço." Então, tu identifica sons que tu já ouviu acordado. Tu não vai acordar identificar um som que tu nunca ouviu acordado. E ele falava, falava. E aí eu fui destapar o Andrei para entender o que que estava acontecendo, porque menos de duas horas eu tinha saído do quarto e meu filho estava vivo. E aí ele disse: "Não, Kátia, não, não mexe no Andrei para não... mexe nele para não alterar a cena do crime." E me marcou de aquela hora ali não fechar com a história que eu estava vendo, vivendo ali, né? Eu estava com meu filho morto, mas eu não via como... eu não entendia como minha irmão.
Sim. Trazer aqui uma luz. E eu lembro, eu lembro que ninguém se... ninguém conhecia o Andrei, ninguém, ninguém conhecia aqui na internet. Nós falamos, foi na rede de Rio TV, eu e a Fernanda, e que começamos a falar. Foi uma, duas. Conversamos com a Dra. Lúcia, conversamos com todos. Conversou com o Luciano, com a promotora e com o Dr. Marcos. Exato. É, tu deu oportunidade para nós todos contar a história do Andrei. Então, tu tem um lugar muito reservado aqui no nosso coração.
Marcon, eu queria... eu queria poder falar assim: "Olha, no final a justiça vai ser feita e o Andrei vai voltar." Mas não posso falar isso. É, mas a justiça nós vamos conseguir, se Deus quiser. E Deus é bom. O Andrei dizer: "Mãe, Deus é bom, né, mãe?" É, filho, Deus é bom. Então, eu nunca briguei com Deus, Marcone. Agradeço a Deus todos os dias eu ter sido escolhida ser a mãe do Andrei e as pessoas do bem que ele colocou na minha vida.
Sim. E o Andrei hoje ele está eternizado, não só no meu canal, não só aqui na internet, mas em muitos locais. E vocês vão ter sempre oportunidade de ver a foto dele que está aqui, que está ali atrás da Cátia, que está aqui através dessa foto que aparece aqui também, ó. Sorriso da mãe. Olha, é difícil, sabe, Marconde, porque cada dia que passa, tanto a saudade quanto o amor aumentam muito, né? E não ter o Andrei nessa luta e ao mesmo tempo saber que essa luta é por ele, né? Pelo que foi feito com ele me motiva, né? Eu penso, o amor me motivou, né? A minha estrutura, minha base é um amor ao Andrei. Eu tenho mais meus outros dois filhos também que são, nossa, maravilhosos, tão me apoiando o tempo todo, né? Amigos, amigas, colegas de trabalho. Eh, e chegar nesse momento, Marconde, me deixa muito frágil, porque é a ansiedade da resposta, né, dos jurados, o que eles vão responder, o que eles vão ver. E ao mesmo tempo, como tu falou, é uma vai ser uma grande conquista, assim como nós tivemos já grandes conquistas nessa luta, mas não vamos ter o Andrei que volta, né? E em nenhum momento eu imaginei: "Ah, eu vou fazer tudo isso para ter o Andrei." Eu sabia que não ia ter, mas eu sempre me senti no dever de... de pedir perdão.
É uma maneira de eu pedir perdão pro Andrei. Não, você não precisa pedir perdão para ele, Cátia. Você não precisa pedir perdão para ele. Você foi a melhor mãe do mundo. Você foi a melhor mãe do mundo. Você não... não carrega esse peso. Esse peso não é seu. Você não tem que pedir perdão para ele. Você foi a melhor mãe do mundo. Se o Andrei pudesse falar agora, ele ia te agradecer pela mãe que teve. Não faça isso. Esse peso não é seu. Vocês tiveram um encontro que Deus permitiu aqui na terra de 12 anos. Foram 12 anos que com toda a certeza de felicidade para ele e para você. Então, não, não faça isso, não peça perdão. Pelo contrário, agradeça o tempo que ele passou aqui com você, entendeu?
Eu agradeço todos os dias ter sido escolhida, né, Marc? Porque... Exato. O Andrei, uma criança linda, um filho maravilhoso, querido, amável. Foi sempre muito prazeroso ser mãe dele, amamentar ele, né, no início do colégio, levar nas escolinhas, apresentação de final de ano, trabalhinho, né? E o Andrei foi, fez muita... ele participava muito da minha vida. Eu ia no mercado, por exemplo, e aí a minha filha não gostava muito de ir junto e aí ele, não, ele cutucava ela e falou: "Não, vamos com a mãe, vamos com a mãe." Então, ele estava sempre muito ativo assim na minha vida, né? E de uma hora para outra, eu deixei de ter o Andrei. E eu tenho essa luta já há quase 9 anos. E tudo é pelo amor ao Andrei. A luta vai encerrar, mas o meu amor vai continuar para ele enquanto eu viver. Marc, essa luta vai continuar existindo. A luta... desculpa, esse amor. Esse amor e até a gente se reencontrar em outro lugar e eu poder abraçar ele.
Cátia, como eu queria estar aí para te dar um abraço, minha amiga. Como eu queria estar aí a distância, em pé, mas como eu queria te dar um abraço. E não sou só eu, todo mundo que está aqui. Kátia, que hora vai começar na segunda-feira? Tava marcado para as 9:30. Vai passar ao vivo, né, no YouTube. Eu vou passar aqui, vou transmitir aqui com toda certeza e vou acompanhar até o final. Dia 27, dia 28, e vamos estar aqui firme e forte cobrindo.
Mais uma vez, Marc, muito obrigada. Que Deus proteja a ti, a tua família, porque é o que eu posso pedir. Eu não consigo mais dizer obrigado, porque obrigado fica tão pequeno diante de toda a ajuda que tu deu, que as pessoas me dão. Então, eu acho que a maneira de eu agradecer é pedir que Deus proteja todas as pessoas que estão comigo nessa luta. Marcondi, não são poucas. É pessoas aqui, às vezes tem pessoas até do condomínio aqui onde eu moro que conhecia, já conhecia a história e não sabia que a gente morava aqui, pessoas da minha cidade, do meu trabalho, fora do Brasil, né? Então, o Andrei tem uma proporção enorme e isso mostra a grandeza dele, né? Carisma que ele sempre teve aqui.
Com certeza. Kátia, minha amiga, nos encontramos então segunda, dia 27, 9:30 da manhã. Tá bom? Se Deus quiser. Tchau, família. Nos vemos no caso André segunda-feira. Não esqueçam.