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[música] Seja muito bem-vindo, muito bem-vindo ao nosso podcast Mesa Certa. Aqui eu sempre trago convidados especiais para estarem sentados na mesa certa e trazendo aquele conteúdo exclusivo que vai mover o ponteiro do seu negócio.
E hoje a convidada que eu tô trazendo aqui, não é a primeira vez que ela vem, mas o tema que nós vamos falar hoje, se você ainda não está preparado, se você ainda não está atento aí no seu negócio, você corre um sério risco. Estou sendo muito franco com você. Se você não tá preparado para 2026, se prepare, porque senão o bicho vai pegar pro seu lado.
E antes de apresentar minha convidada de hoje, quero agradecer aqui aos nossos patrocinadores, agradecer a Broad Factor, aquela fintec que tá sempre ali disposta a nos ajudar com os nossos contatos, nos ajudar financeiramente falando, né? Droctor, uma empresa especialista nessa parte de crédito. Então, se você tá precisando fazer uma antecipação de um empenho, tá precisando aí de uma ajuda aí capital de de capital de giro, às vezes usando seu empenho como garantia, conversa lá com o pessoal da Broad Factor que eu tenho certeza que eles vão ter uma solução aí sobre medida para você.
E também agradecer ao Siga Pregão, na minha visão, o melhor software de licitações do Brasil, que tá sempre aí nos ajudando a faturar alto nesse mercado, nos ajudando a prospecção, com inteligência artificial, enfim, siga pregão também ajuda aqui o nosso podcast.
E hoje tô aqui mais uma vez com ela que já veio aqui, acho que é a segunda ou terceira vez, né, Daane?
>> Terceira vez.
>> Terceira vez que veio aqui. E o nosso tema de hoje, hoje nós vamos falar sobre a reforma tributária. Daane, se apresenta aí para quem ainda não te conhece.
Olá, eu me chamo Dayane Dayane Silva. Eu sou contadora, uma contadora especialista no mercado público, estrategista de empresas que vendem para governo e empresária. Eu atuo como contabilidade há mais de 10 anos, empreendo há mais de seis e hoje eu faço atendimento para empresas no Brasil todo e sempre focando em trazer eh estratégia para que a empresa seja mais competitiva e tenha maiores chances de efetivar uma licitação.
Maravilha, Daiane. Na minha visão, né, Dayane tá com a com a Biologia contabilidade, maior contabilidade de hoje, né, focada em listantes do Brasil. E eu vejo que as estratégias que a Daane traz, elas são muito assertivas nesse sentido de contabilidade.
A, analisando 2025, né, 2025 e 26 vão ser ano anos totalmente diferentes,
>> complexos.
>> Mas analisando 2025, o que que tu viu aí que funcionou bem em 2025 nessa parte de contabilidade? Que que as empresas utilizaram em 2025 que deu muito resultado?
Olha, 2025 foi um ano desafiante. Muitas empresas tiveram impacto muito grande do mercado. Eh, algumas empresas tiveram redução de margem de lucro nas licitações. Então, coisas que eu vi os clientes fazendo para poder continuar sendo efetivo, é desde cliente comprando mercadoria à vista, sangrando um pouco mais o caixa, mas comprando mercadoria à vista para conseguir um preço menor e consequentemente conseguir ser mais competitivo na hora de vender aquele produto a empresas que usaram estratégias tributárias para reduzir a tributação e assim também ser mais competitivo. Então, foi um mix de coisa ali. Eu digo que não teve o certo e o errado. Eu digo que tem o que faz sentido e funciona para aquela empresa e pro objetivo dela.
Maravilha, Dane. E aí fiz essa questão de fazer um pouquinho de 2025 porque 2026 é que o negócio, as empresas têm que ficarem, os empresários têm que ficarem atentos, né? Quem tá acompanhando aqui tem que ficar atento. O que que muda de 2025 para 2026, né? Qual que é a grande novidade que nós temos aí em 2026?
2026 a gente vai ter ali o a reforma tributária, né? Nós vamos ter os primeiros impactos reais no dia a dia da reforma tributária. A reforma tributária é uma mudança totalmente estrutural no nosso Brasil. a forma que as empresas serão tributadas, são tributadas, vai mudar a a estratégia do negócio, porque a empresa vai precisar se reajustar com essa carga nova de imposto, de tributação, para poder continuar existindo. Então, eu digo que vai mexer com todas as caixinhas do negócio. Eu vou explicar isso aqui de forma bem clara, como que vai funcionar. Então, eu vejo muito isso. A reforma, ela vai mexer em todas as caixas do negócio. O empresário, ele vai ter que se movimentar. Não que ele nunca nunca teve que se movimentar, mas eu vejo que é um momento que todas as empresas vão estar no mesmo barco, mas nem todo empresário vai estar no mesmo barco, porque a diferença da sua maturidade empresarial, do perfil de empresário que você é, vai fazer muita diferença pro ano que vem.
>> Eu olho dessa forma.
>> É. E o que que muda assim de fato com essa reforma tributária? Eh, tem mudança na na parte de tributos, tem unificação de impostos, alguma coisa assim, né? O que que muda de fato?
>> Tá, vamos lá. O que que acontece? Hoje no Brasil a gente tem um emaranhado de tributos. Cada empresa tem um regime tributário. No Brasil são três, o simples nacional, o lucro real e o lucro presumido. Cada regime de tributação é eh é cobrado diferente o imposto. Cada regime tem uma alíquota diferente, a forma que o tributo é cobrado, o prazo para pagamento. Então é tudo diferenciado. Em média a empresa paga ali de seis a oito tributos, pegando tudo. imposto sobre produto, sobre serviço, sobre o o lucro da empresa, tem a parte trabalhista ali. Então é uma sopa de letrinha.
>> Eu falo que é uma sopa de letrinha. Aquela [risadas] aquela doideira
>> e aí o que que acontece? a gente sempre eh foi muito falado sobre eh a diferenciação, a guerra fiscal que existia e existe ainda entre os estados, pois tem o IMS, que é um imposto estadual e cada estado tem uma alíta diferente e sempre teve muita questão de um estado eh providenciar, gerar um benefício para atrair aquela empresa para aquele estado, para gerar arrecadação pro estado. Então a gente sempre falou muito sobre isso. a gente falou é o meio, né, dos contadores, os advogados, juristas ali. Então, sempre teve essa conversa dessa diferenciação. Então, o que que a reforma está fazendo? Ela vai botar todo mundo na mesma régua. Ela vai medir todo mundo com a mesma regra regra, só que a gente entra com um problema que no nosso Brasil a gente tem muita desigualdade entre as regiões, entre os estados. Eh, então isso vai impactar muito, porque a gente vai medir todo mundo com a mesma regra, né? com a mesma régua e como que vai funcionar a reforma tributária, ela está fazendo o quê? A proposta não é reduzir carga tributária, na verdade é trazer simplificação. Em que simplificação vai ser essa? Nós vamos substituir alguns tributos que é o PIS e a COFINS e o IPI, que são tributos federais, o ICMS e o ISS, o ICMS é estadual e o ISS é municipal. Então nós vamos trocar ali seis tributos por três novos. Na verdade vai ter o IVA dual, que é a CBS e o IBS, e vai ter o imposto seletivo. Então a reforma ela faz isso. Eu vou pegar seis tributos diferentes. Eu estou focando nesses aqui porque teve outros também que a reforma mudou as regras de como que vai ser cobrado, que entra mais eh impostos sobre o patrimônio, né, como IPVA, IPTU. Então não vou trazer esse foco aqui, eu vou focar mais no que é da empresa, no negócio. Então a gente fala que é uma reforma do consumo. Como assim? Porque todos esses tributos que eu falei aqui, o PIS, a COFINS, o ICMS, o ISS e o IPI são impostos que são cobrados em cima do produto ou da prestação de serviço e são repassados diretamente pro consumidor final. Então, por isso que quando você vai comprar um produto no mercado ou quando você contrata um serviço, aquele produto ou serviço ele tem um valor maior, né, devido à carga tributária que é absorvido. Não está errado, né, porque a empresa ela precisa ter lucratividade e ela tem lucratividade à medida que ela embute todos os custos e tributos e uma margem de lucro para poder ofertar aquele produto ou serviço pro mercado. Então, a gente fala que a reforma do consumo, porque vai mexer nesses tributos aí que estão ligados diretamente no preço final do produtor do serviço e é repassado pro consumidor final. Então a gente fala que é essa reforma, então a gente vai substituir o PIS, a COFINS e o e o IPI pela CBS, que vai ser de competência federal, e o ICMS e o ISS pelo IBS, que vai ser de competência subnacional, dividida ali entre os estados e municípios. E nós teremos um imposto seletivo que vai ser cobrado em cima de produtos ou serviços que oferecem risco tanto paraa saúde, né, da população, quanto para risco pro meio ambiente.
>> Então não é toda todo toda a empresa, todo produto que vai ter esse último imposto IBS, né?
>> O imposto seletivo não são todos. Isso.
>> O IBS e a CBS que é o IVA, vai ser para todas as empresas, né? Mas o seletivo, o imposto seletivo somente para algumas atividades. Então, de forma simples, né? A reforma é isso, é uma simplificação de todos esses tributos aí. Então, a gente vai reduzir seis para três. Não significa redução de carga, pelo contrário, tem algumas atividades, alguns segmentos e mercados que vão ter aumento de carga. Então, a grande questão é essa. Daí a gente sabe que todo mundo já paga muito imposto hoje no Brasil. A questão é que para os próximos anos mais empresas, né, dependendo ali do segmento, vão pagar mais ainda e principalmente as empresas de serviço. Então assim, a gente fala que a balança ela precisa ser compensada. Então, se eu vou reduzir carga tributária em um determinado segmento, eu preciso colocar isso aqui em outra caixinha. E quem foi escolhido para poder pagar a conta da reforma são as empresas de serviço,
>> que aí seria esse o IVA, né? IVA. IVA. o IVA.
>> IVADUAL
>> não, mas o que que acontece quando eu falo que são as empresas de serviço que vão pagar a conta da reforma, é no seguinte, sentido, o que que a reforma vai fazer? Ela vai trocar esses impostos, reduzir de de seis para três e essa nova essa nova tributação, esse novo imposto que vai ser, né, que foi criado, ele vai funcionar na modalidade não cumulativa. O que que é isso daí? Não cumulativa? Nós já temos essa modalidade hoje, né? E aí, como que funciona essa modalidade? Ela usa o aproveitamento, ela funciona na modalidade de compensação de débito com crédito, que isso faz com que você pague somente o valor líquido do tributo. Por isso que a gente chama de IVA, sabe? Você sabe o que que é IVA? [risadas]
>> O IVA, o IVA significa imposto sobre valor agregado. O que que isso quer dizer? Você foi lá, comprou um produto. Esse produto, por exemplo, ele custa R$ 1.000. Dentro desse valor de R$ 1.000, nós já temos ali o imposto embutido. E supondo que tenha, por exemplo, R$ 200 de imposto embutido. Esses R$ 200 é o crédito. Quando você pega esse produto que você comprou por R$ 1.000 e você revende ele por R$ 2.000, em cima dos R$ 2.000, você vai pagar um imposto, por exemplo, de R$ 400.
>> Uhum.
>> Só que você não paga os R$ 400. completo, você subtrai, você compensa, aproveita os R$ 200 da entrada como crédito. Então, por isso que a gente chama de IVA, porque você paga o imposto somente sobre o valor a mais que você gerou ali na operação. Então, você comprou por 1000, vendeu por 2.000. Então, você compensa o crédito do impulso da entrada com o impulso da saída. Então, quando a gente compara a mesma alíqua, então comprei ali por 1000 uma alíquota de 20%, os R$ 200, vou vender os R$ 2.000, 20% Alquta, R$ 400 e no final eu pago somente o valor de R$ 200 por
>> só a diferença. E se eu pegar os R$ 200 em cima dos R$ 1.000, que é a diferença do valor que eu comprei pelo valor que eu vendi, é exatamente isso. Eu eu paguei no final, né? O valor total que está embutido dentro do produto é os R$ 400. Foi o cliente ali que pagou na volta.
>> Mas hoje, hoje como é que funciona? Hoje antes dessa reforma tributária, né? Como é que funciona a dinâmica de impostos para pr para pr aquela pessoa que tá começando agora, né? Tá tá entendendo, quer entender mais sobre essa parte de emissão de de nota fiscal, de tributo, como é que funciona hoje a grande diferença de hoje pro pro futuro,
>> tá? Hoje uma pessoa quando ela vai abrir um negócio, ela tem que fazer a opção do regime tributário.
>> Ela vai optar ou no simples, ou no lucro real, ou no lucro presumido.
>> Pergunta, o MEI, o MEI ele entra onde nessa jogada aí?
>> Ele entra ali na dentro do Simples Nacional, tá?
>> Eh, então a empresa ela tem que optar esse regime tributário. Daane, qual regime tributário que eu vou optar paraa minha empresa? Depende. O interessante é que você opte pelo regime tributário que tenha a menor carga final de imposto para você pagar. Como que eu descubro isso? Através de um planejamento tributário. O contador, ele faz um planejamento tributário que é uma ferramenta utilizada, é uma ferramenta estratégica que a contabilidade pode fazer para que você empresário, entenda onde que você vai ter uma um uma carga menor, onde você pague menos impostos. E isso tudo dentro da lei a gente fala que é a elisão, né? A elisão fiscal que é diferente da evasão, que é quando você sonega,
>> elisão, você [risadas] usa a lei a seu usa a lei a seu favor. Então a gente faz isso, o planejamento tributário e aí a gente consegue identificar aonde que a empresa vai conseguir pagar o menos possível de imposto e com isso ela ter uma competitividade maior, ela tem uma margem maior. Então a contabilidade pode fazer isso, o contador, advogados tributaristas também. E aí, como que vai funcionar cada regime ali? No Simples Nacional, a gente separa as empresas por anexos, que esses anexos são relacionados à atividade que você faz. Por exemplo, você que é uma empresa, você tem uma empresa de licitação, né, que eu sei, conheço já várias, tem a B2G Saúde também, que é voltado para saúde. E eu tenho uma empresa de contabilidade, eu sou contadora e eu sou uma empresária, também tenho uma empresa de contabilidade e a minha empresa é prestação de serviço. Você no Simples Nacional, como empresa de produto, sendo uma empresa que revende produto, você é enquadrado no anexo um do Simples Nacional, que você paga 4%. E quando você paga esses 4%, você já tá pagando todos os impostos ali da empresa, todas aquelas roupas de letrinha lá que eu falei, inclusive a parte do INSS patronal da empresa, o que você pagaria, a parte seria apenas FGTS ali sobre folha de pagamento, né, a parte trabalhista, mas ali nesses 4% você já está pagando todos os tributos, tá? Então o simples nacional não é só imposto, é a conjunção de é a conjunção de todos esses tributos que a
>> simples, né? Você pega aquela aquela dificuldade toda, hein? Sim, paga só isso aqui, meu filho.
>> O conceito é é o conceito é de ser simples, mas não é
>> não necessá não é pr paraa contabilidade, quando a gente vai fazer a apuração do Simples Nacional, tem várias coisas ali no meio que que tornam o processo complexo muitas vezes. Então é isso. No simples é isso. Eu pego, enquadro a empresa num anexo. Eu, por exemplo, como empresa prestadora de serviço, o meu anexo é o anexo 3, que é começa em 6%. E esse percentual ele não é fixo, ele vai aumentando à medida que aumenta o faturamento da empresa. Quando eu vou para o lucro real e o lucro presumido, eu pago todos os tributos separados. Eu pago SMS com Alquot, por exemplo, a depender do estado de 20, 22%, aqui em Brasília é 20% de ICMS. Só que aí o ICMS ele já usa essa sistemática da não cumulatividade. Você compra o produto, você tem o crédito, você vende o produto, você tem o débito e a gente faz a compensação no final para fazer a apuração do imposto.
>> No simples não tem isso.
>> No simples a gente não faz isso, tá? No simples é o a alíquota direta em cima do faturamento. Se você foi lá e faturou R$ 10.000, 4% em cima dos R$ 10.000. Eu serviço, se eu fui lá e faturei R$ 10.000 R$ 1.000 é o 6%, tá? Isso sai em cima do valor cheio da nota fiscal. Não tem desconto de despesa, não tem desconto, não tem dedução e desconto de nada, é limpo direto em cima do faturamento percentual do tributo. Por isso que é importante não fazer o o justamente o planejamento tributário, né? Que às vezes o cara tá no simples, acha que tá pagando menos imposto, mas tem essa questão do débito crédito que ele poderia estar se beneficiando, não tá? E às vezes no final das contas ele pode estar pagando mais. te dar um exemplo, só finalizando a explicação do lucro real, do lucro resumido. Então, quando a gente vai para esses outros regimes, a gente calcula tudo separado. Então, o ICMS, a gente tem essa possibilidade da não cumulatividade, já é uma realidade. A questão é que com a reforma isso vai ser muito mais ampliado. O PIS e a COFINS também no lucro real a gente tem a não cumulatividade também. Aí no lucro real a gente paga o imposto de renda e a contribuição social em cima do lucro efetivo que a empresa tem, que aí eu posso deduzir despesas, o custo da mercadoria. No lucro presumido eu faço a presunção de lucro, que aí, por exemplo, para produto é 8% de presunção de lucro e em cima desses 8% que eu pago o imposto, né? Então eu presumo que a empresa que vender um produto, ela vai ter 8% ali de lucro e em cima desse lucro eu pago o tributo. Eh, então são sistemáticas diferentes, né? E aí sobre a questão, ah, eu tô no simples nacional, mas talvez se eu fosse pro outro regime era mais interessante, porque eu tenho todas essas questões aí. O lucro real mesmo, por exemplo, é um regime tributário que é muito amplo. Tem muita coisa que a gente consegue fazer, que a gente consegue utilizar de estratégia. Inclusive, para você que está acompanhando, ó, fica ligadinho, porque eu vou dar várias estratégias aqui que pode ser usada para o ano que vem, pensando em redução de carga tributária, tanto pra empresa, pessoa jurídica, quanto pra pessoa física. Por quê? Nós estamos falando da reforma do consumo, que é da Lei Complementar 214. Só que nós tivemos também a reforma da renda, que é na Lei 15.270. Ontem saiu um, né, foi aprovado também uma alteração de um do de um tributo que a gente já tem hoje, que é no regime do lucro presumido, o imposto de renda vai aumentar a alíquota. Ou seja, está acontecendo várias e várias mudanças. Só agora em dezembro teve muita aprovação de projeto de lei, muita coisa que mudou a parte tributária. O ano que vem não vai ser brincadeira. Essa parte tributária tem que tá no checklist mensal ali semestral como prioridade pro empresário olhar dentro do negócio.
>> Se não tiver atento, o negócio dele pode quebrar.
É, eu eu falo que antes o planejamento tributário ele era visto como um artigo de luxo que só grandes empresas fazem, né? Porque as grandes empresas já fazem planejamento tributário, só que ele vai se tornar obrigatório para todas as empresas e pro pequeno empresário que nunca olhou para isso, que nunca olhou pra contabilidade como uma ferramenta estratégica dentro do negócio, ele vai ter que olhar para isso.
>> Para quem quiser se manter vivo, né? Quem quiser mant você vai ter que fazer uma estudação.
>> Exatamente. E aí sobre essa questão que você perguntou, ah, às vezes eu tô no simples nacional, não é interessante, vou mudar para R$ 1 real da vida ou para um presumido. Depende, tá? Vou te trazer aqui um dado real, número real, que eu fiz essa semana, uma avaliação de uma empresa do Simples Nacional, pegando ali uma média de faturamento de 100.000 mensal. 100.000 mensal. eh, tava fazendo umas simulações justamente para já ver estratégias pro ano que vem pros nossos clientes. E aí, que que eu tava observando? Essa empresa no cenário atual, com essa média de 100.000 de faturamento mensal, no simples ela pagaria ali 8.30 8.88 de simples nacional. Isso. Por
>> quando eu fui marorar no lucro real e no lucro presumido, gente, marorar é o quê? Eu fui simular, eu fui fazer uma simulação dessa mesma empresa com as mesmas características, pagando o imposto no lucro real ou no lucro resumido. O planejamento tributário é justamente isso, tá? A gente olha na lei, tudo que é permitido em cada regime projeta cenários, né? E aí a gente faz a apuração ali conforme cada cenário projetado e no final a gente testa a carga total da tributação, tá? Aí no nesse cenário que eu fiz, para essa empresa ainda compensava ela ficar no simples nacional, não compensava ela mudar pro real ou pro presumido. Nas regras atuais projetei também paraa reforma tributária, né? E aí como que fica a reforma tributária pra empresa que tá em cada regime? Então eu trouxe aqui como funciona o hoje, quais são as opções que o empresário tem para poder escolher um regime tributário paraa empresa dele. E aí eu vou trazer aqui uma visão geral de como vai ficar o depois da reforma, porque o que a reforma vai fazer é isso. Eu troquei seis por três e eu saio de uma situação de não cumulatividade, né? Hoje a gente já tem a a gente tem a não cumulatividade, que é o débito e o crédito para alguns tributos e com a reforma a gente vai ampliar mais ainda essa não cumulatividade.
>> É, e esse lance de débito e crédito, né? Por exemplo, quem quem gera esse débito e crédito é são as empresas. A empresa ela tem que recolher o imposto, certo? Para eu ter acesso ao débito crédito. Que eu tava dando uma olhada e o que que eu entendi dessa relação de débito crédito? O que que o governo fez? Ele criou um monte de fiscal de empresa.
>> Exatamente.
>> Porque se eu vou comprar, por exemplo, da tua empresa e eu sei que a tua empresa não tá recolhendo imposto, então quem vai ter que pagar o imposto sou eu. Até uma coisa mais avançada. Então explica essa questão e aí depois tu responde a pergunta que quero te fazer. Como é que funciona essa relação de débito e crédito que vai acontecer com a nova com a reforma tributária nas empresas?
>> Perfeito. Aí o que que acontece? Então a gente vai trocar os tributos e vai ter os débitos e o crédito. Como é que eu vou acompanhar isso? Via nota fiscal. Então, já, por exemplo, uma das mudanças pro ano que vem é sobre isso, a emissão de nota fiscal. Os layouts para emissão de nota fiscal todos estão sendo alterados e vai ter lá no campo específico para que a empresa informe o valor do IBS e da CBS. Então, todas as empresas que emitiam a emitiam a nota é uma saída da empresa dela e quando essa nota chega na outra empresa é uma nota de entrada. Então, através dessas amarrações nas notas fiscais, eu vou, o fisco vai conseguir fazer esse mapeamento dos débitos e dos créditos. [risadas]
>> E aí, se você empresa não pagar o imposto, você trava o crédito. E aí, qual que é uma uma conversa que já está se tendo entre os empresários? Inclusive, foi algo recente. Eu fui pro encontro com o empresário há umas duas semanas atrás. Tinha uma média ali de quase 30 empresários reunidos aqui em Brasília. É um grupo de mastermind que eu participo de uma mentoria empresarial. E a conversa, eu saí de lá e a conversa de 100% deles é: segunda-feira eu vou ligar na minha contabilidade para poder falar com o meu contador e pro ano que vem eu vou olhar para todos os meus fornecedores e os meus clientes e já vou buscar saber como é que ele vai ficar com a reforma, se ele vai mudar o regime dele para atender o regime da minha empresa. Se ele não for mudar, ele vai reduzir o valor do contrato, do produto ou do serviço que ele trabalha comigo, porque é isso que vai acontecer. Se você não passar crédito paraa empresa, primeiro, se você não pagar o imposto de forma correta, você não passa o crédito. E, por exemplo, se a sua empresa é uma empresa que ela passa crédito, ela tem maior competitividade no mercado, porque aqui não passar crédito, eu como empresária, quando eu for contratar uma empresa, por exemplo, eu vou pensar, essa empresa aqui, o serviço ou o produto dela eu pago R$ 1.000, essa outra também eu pago R$ 1.000 ou às vezes eu pago até um pouco mais. Só que essa primeira não me gera crédito. Essa
>> explic melhor, né? Essa questão do do crédito e débito, assim, o como é que como é que funciona na prática, assim? Beleza, o cara vai lá, vai fazer uma venda,
>> né? Ele vai fazer uma venda e aí essa venda vai gerar um imposto
>> para pro empresário que tá vendendo pagar, certo?
>> Exato. Esse imposto que gerou é crédito pro outro.
>> Isso aí vira crédito pro outro. Então eu, vamos supor que eu vendi pra Dayane, né? fiz uma venda de R$ 1.000, eu tenho que recolher R$ 200 de imposto. Se eu não recolher os R$ 200, eu não vou gerar o crédito
>> Dayane. E o que que vai acontecer? A Dayane, na hora que ela for fazer o pagamento, vai ter que pagar o crédito meu, que eu não paguei, mas o valor que ela vai pagar. Então essa essa relação.
>> E aí o que que eu vou querer fazer? Eu vou falar para você, vou virar para você falar assim: "Olha só, Rodolfo, eu vou desescontar isso aqui da sua fatura porque você não pagou o imposto, então você reduziu meu crédito, eu vou descontar da fatura. Se você não, se você quiser receber o valor 100% integral, paga o imposto que tá em aberto." O fisco vai botar todas as empresas para fiscalizarem uma a outra e cada empresa vai ser um um campo.
>> Exatamente. Vai ser um campo hostil para todas as empresas. Agora você quer que eu te traga uma outra coisa aqui [risadas]
>> que vai bugar a cabeça de muitas pessoas? muitas pessoas, não, muitos licitantes. E vai ser uma temática muito forte pro ano que vem,
>> que é justamente sobre essa questão do crédito. No mercado privado, as empresas têm livre livre negociação. Eu tenho a minha empresa e eu decido qual que é a política dentro da minha empresa e como eu quero me relacionar com os meus clientes e como que eu me relaciono com o meu fornecedor. E isso parte exclusivamente da minha pessoa e da gestão que eu quero pro meu negócio. E assim a gente vive no mercado privado, no mercado público, o órgão público ele não tem essa liberdade, ele é travado por regulamentações, o gestor público, ele tem regras ali. E aí o que que vai acontecer no mercado privado? As empresas têm essa liberdade. Eu decido se eu quero comprar de você ou não, assim como outra pessoa vai decidir se quer comprar de mim ou não. E eu vou muito me basear nessa questão do crédito. O governo ele não tem previsão legal para fazer isso. O órgão público, ele tem imunidade tributária, não paga imposto. Então, para ele, essa questão de aproveitar crédito ali do imposto não vai ser impactado porque ele não vai ter tributação, ele não tem a tributação, mas a empresa pública, como por exemplo Petrobras, a Caixa, são empresas públicas, elas são tributadas pelo lucro real, o lucro real faz o aproveitamento de crédito.
>> Hum. Então eles podem exigir que os fornecedores
>> Não, qual é a regra numa licitação? O que que a lei 14133 fala sobre a escolha do fornecedor?
>> Baseada em documentação, preço, de imposto. A escolha, a escolha do forneced proposta vencedora, ela é baseada em menor preço, menor desconto. Então, na regra que tá na lei 14.133 133 é o menor preço, mas não necessariamente o menor preço que o fornecedor ofertar paraa empresa pública é o mais competitivo pra empresa pública, porque a depender do regime tributário do fornecedor, ela perde porque ela não aproveita crédito. Se for uma empresa do Simples Nacional, que ela continua com o IBS, CBS, tudo dentro do Simples, ela não passa crédito, enquanto que se fosse uma empresa do regime normal, regime normal com regime normal passa crédito. Ou seja, eu como empresa pública, quando eu for escolher um fornecedor, para mim empresa faria diferente se eu fosse negociar com um fornecedor do mesmo regime. Só que a 14.133 O 133 não traz essa previsão legal ainda. [risadas]
>> A lei da reforma tributária, ela também não dá essa diferenciação. O que que ela fala? Ela fala que as empresas vão poder solicitar o reequilíbrio econômico. E esse reequilíbrio econômico pode ser feito de duas formas. Eh, mas ela não prevê diferenciação de fornecedores para administração pública, né? No caso, empresa, a empresa pública, por passar crédito ou não. E aí a administração pública vai assumir o o custo de às vezes contratar um fornecedor sem aproveitamento de crédito porque ele tem um valor menor ou ela vai ser se flexibilizar?
É, mas me explica, vamos dar um dois passos para trás, me explica como é que é essa questão do do crédito baseado no regime, né, que tu tava falando lá do lupo real, l presumido, mas eh quem tiver no simples nacional não tem essa questão de crédito, débito, como é que é essa relação?
>> Perfeito, vamos lá. A empresa do Simples Nacional com a reforma tributária, ela vai ter dois caminhos de opção. Continuar no simples nacional e continuar apurando na regra normal do simples. E aí lá no PGD, quem aqui tem a empresa do Simples Nacional, se for olhar, façam essa essa essa essa essa questão aí, essa análise. Pega lá o seu PGD, que é a guia do Simples que você paga, né? O dentro lá tem todos os tributos discriminados, né? é o o tributo e o valor. Com a reforma tributária, ela pode continuar dessa forma e lá em vez de vir de vir com ICMS, PISCOFINS, vai vir com IBS, CBS e não vai aumentar tanto a carga ali no Simples Nacional. E ela tem o segundo caminho que é o seguinte: eu mantenho no simples nacional, só que eu vou pagar esses tributos aí por fora como IBS, CBS, fazendo o aproveitamento de crédito. Então a empresa na guia do simples dela, ela pagaria só o imposto de renda, a contribuição social e o INSS patronal. E todos esses que foram substituídos, ela faria apuração separada,
>> que aí ela faria o aproveitamento do débito e do crédito. Aí o que que acontece? Se a empresa do Simples Nacional optar por esse segundo caminho, que é fazer a apuração do Simples com o IBS e o CBS por fora, ela vai ter que passar a cumprir as obrigações dessa apuração por fora, que é uma apuração mais complexa. A empresa tem que passar a enviar eh as obrigações na contabilidade que a gente fala que são obrigações acessórias. Isso tudo traz traz complexidade pra empresa do Simples Nacional. E ela traz um agravamento paraa licitação, que é o seguinte: se ela não enviar todas as obrigações de forma correta, se ela não fizer o aproveitamento do crédito de forma correta, se ela não pagar o imposto de forma correta, o que que vai acontecer com ela? Ela vai ficar com a certidão bloqueada. Se ela certidão,
>> todas, certidão da Receita Federal, certidão estadual, ela vai ficar com a certidão positiva. Se ela fica com a certidão positiva, ela fica inabilitada para listar. Ou seja, a decisão da empresa de ficar no simples nacional e continuar tudo dentro do simples, ela pode levar uma ela pode perder a competitividade.
>> Se ela for apurar separado, além dela trazer uma alta complexidade pra empresa, ela aumenta a carga porque eu fiz. Eu simulei apurar no simples nacional normal e apurar fora do simples. No cenário que eu fiz, a carga ficou maior, a empresa,
>> mas fica menor do que um lucro real, lucro resumido ainda, né?
>> Fica menor.
>> O meu é o meio termo ali entre os dois.
>> Não, não fica menor. Na simulação que eu fiz, por exemplo, no lucro real, a carga tributária ficaria menor do que no simples. Por quê? Lá no lucro real a gente faria o aproveitamento de do crédito em tudo. Por quê? Hoje o lucro real ele já faz o aproveitamento de crédito, mas ele faz eh não são todas as despesas, tem algumas algumas limitações ali com a reforma é tudo. Tem nota fiscal, tem crédito. A única coisa que não vai gerar crédito é folha de pagamento. Se você tem um funcionário registrado, carteira CLT, e você mantém o vínculo ali com aquele funcionário e paga ele nesse regime de contratação, esses pagamentos não vai gerar crédito para você. Por isso que eu falei que a conta da reforma quem vai pagar é a empresa de serviço. A empresa de serviço, por exemplo, no lucro presumido, eu fiz uma simulação também, ela vai sair de uma carga média ali de 16%, 15, 16% na regra atual, com a reforma, ela vai para quase 32%. Lá no Instagram da B2G tem um post falando sobre isso e tem a simulação e os valores. Quem quiser entender um pouco mais pode ir lá no nosso perfil que a gente tem, né, vários conteúdos atualizados sobre a reforma tributária. Ou seja, a empresa de serviço, ela vai pagar a conta porque a empresa de serviço, a maior despesa dela é folha de pagamento. Eu eu sou uma empresa de contabilidade, eu tenho estrutura física aqui em Brasília, tenho duas salas comerciais, tenho uma equipe de 18 pessoas, a minha folha de pagamento é a minha maior despesa mensal. E uma empresa de serviço, ou ela tem pessoas ou ela tem tecnologia e pessoas ou ela contrata vínculo CLT ou ela contrata prestador de serviço.
>> Uhum.
>> Aí eu vou te trazer uma abrir uma outra caixinha aqui. Vocês estão percebendo que eu tô abrindo várias caixinhas? buraco aí, [risadas]
>> eu tô abrindo várias caixinhas aqui da reforma. Então eu como empresa de serviço, eu vou começar a pensar, talvez faz mais sentido eu ter uma pessoa para prestar serviço para mim como CLT ou como PJ,
>> desde que é seja possível, porque não não eu não posso ir lá demitir a pessoa, contratar ela como PJ, sendo que o vínculo sendo que o vínculo é de é de CLT, tá? Se você vai para um, se você faz isso, muito risco,
>> você toma risco, né? Você pode, o colaborador pode ter assim, não, não, não é seguro, né? Não, não, nem toda situação vai caber isso, mas, por exemplo, eu tenho certas atividades hoje na empresa que eu trabalho com pessoas que são prestadoras de serviço. Eu tenho equipe que é funcionário registrado CLT e eu tenho equipe que é PJ, é um prestador de serviço que eu contrato.
>> Uhum.
>> Só que eu como empresária, diante desse cenário que eu prestadora de serviço e com uma folha alta e sem crédito e o meu imposto aumentando, eu vou começar a repensar, mas pera aí, talvez eu vou ter que mudar aqui, vou ver o que que eu posso tirar, que não necessariamente precisa ser uma pessoa CLT e contratar um prestador de serviço. Por exemplo, na minha empresa, área de vendas, eu já tive experiência que eu tive vendedor que era PJ, ele tinha, né, fiz um contrato com ele, né, dentro do contrato amarrei essas questões totalmente legal, totalmente resguardado pela nossa área jurídica. Então, o empresário pro ano que vem ele vai ter que começar a pensar fora da caixinha. Então, voltando pro nosso contexto lá do [risadas] do débito e do crédito,
>> só fazer uma pergunta antes, só para pegar o o gancho.
>> Aham. Como que o MEI fica nessa daí, Dan? Porque o MEI ele ele vai teoricamente, ele tá ali dentro do Simples Nacional.
>> Uhum.
>> O MEI ele não precisa de um contador, teoricamente.
>> Uhum.
>> Mas se eventualmente ele optar por essa, por esse movimento, não, eu quero recolher o o os outros impostos porque eu quero ter direito a débito e crédito.
>> Uhum.
>> Como é que ele fica nessa nesse nesse movimento? Ele vai precisar ter um contador, ele ele vai continuar conseguindo fazer tudo sozinho? O que, qual que é a tua visão do MEI nessa nessa?
>> Minha visão não só pro MEI, minha visão para qualquer pessoa que decida empreender e ter um CNPJ o ano que vem. Não começa sozinho, você vai precisar começar assessorado, tá? Porque você começar sozinho, o risco tá muito alto no mercado, o mercado tá muito hostil pro empresário com essa reforma que vem aí. Então a minha recomendação é qualquer pessoa, se você vai começar ou se você já tá no mercado, você vai precisar ter bons profissionais do seu lado e um e a contabilidade é uma dessas desses profissionais aí. Então o MEI, sim, ele por lei, o MEI não tem a obrigação de ter contabilidade, mas por visão do da pessoa que é MEI e se ela quer entrar no mercado e ter uma uma assistência mais direcionada, ela vai precisar ter uma contabilidade, tá? Eu falo isso porque eu tenho na minha empresa, eu tenho na minha carteira, na minha carteira eu já tive quase 400 clientes. Aí esse ano eu fiz um movimento diferente que eu saí de quase 400 clientes em janeiro e reduzi os meus clientes. E no final do ano agora eu vou fechar com mais ou menos 300 clientes na carteira. Então eu troquei a qualidade do meu cliente. Alguns clientes menores a gente acabou encerrando o contrato e hoje eu atendo empresas maiores. Mas eu tenho empresas meio na minha carteira. Não é o meu cliente principal, não é o meu foco de atendimento, mas eu tenho empresas ME. E hoje as empresas que eu atendo, que são empresas maiores, muitas delas começaram como empresa MEI, desde o início, tendo a minha assessoria. em média, né, de resultado de média de cliente que eu tenho no escritório, empresas MEI elas mudam de regime, desenquadram do MEI com até três meses. Então, a pessoa começa como MEI, performa, em três meses, ela já migra do meio e vai pro simples nacional, tá? Então, a pessoa, qualquer CPF que quiser empreender ou que já empreende o ano que vem, vai precisar estar muito bem assessorado por uma contabilidade, tá? e principalmente uma contabilidade que entenda do seu mercado, do seu modelo de negócio. Por quê? É humanamente possível a contabilidade atender todo mundo. Você tem uma empresa de contabilidade que consiga atender todo o perfil de cliente, porque as regras são muito diferentes até com a reforma. A reforma ela vai colocar todo mundo com a mesma regra regra, mas vai ter as exceções. Tem segmento, por exemplo, que vai ter redução de base de cálculo de alíquota. a gente ainda não tem a alíquota definida da da desses novos tributos, tá? A lei que saiu a 214, ela normatizou, trouxe as regras como que vai ser, mas a alíquota não tá definida certinha ainda. Eh, mas a estimativa de mercado que o mercado fala e até
Por algumas comunicações que o governo fez, tá ali estimando mais ou menos um IVA de 28%, tá? 28, 29, 30%, dependendo da atividade. E já tem eh atividades, mercados que receberam redução de base de cálculo já na lei. Por exemplo, o meu mercado de profissional liberal, todos os profissionais liberais, advogados, contadores, médicos, engenheiros, vão ter 30% de redução de base de cálculo. Que que é isso, Dani? Redução de base de cálculo. Por exemplo, se na a minha alíquota ficar eh fixada pro meu serviço, a minha prestação do serviço fixada em 28%, eu vou ter uma redução de base de cálculo de redução de base de cálculo, não, redução de alíquota de 30%, então a minha alíquota cai ali para 19%, de 28 vai para 19. Tem produtos da área médica e medicamentos que vão ter redução de 60% da alíquota. Cesta básica vai ser zerada.
>> Mas alguém vai pagar essa conta, né?
>> Exatamente. Então, da mesma forma que esses segmentos aí vão ser beneficiados, outros segmentos vão vão ter que pagar a carga. [risadas]
>> E aí, voltando lá a questão do débito crédito,
>> Isso aí vamos voltar lá pro nosso cenário que a gente tava falando da empresa do Simples Nacional, como é que ela vai ficar, com a reforma. Então é isso, a empresa do Simples Nacional, ela vai ter dois cenários: continuar do Simples da forma que ela tá ou pagar IBS, CBS por fora. Aí ela tem aproveitamento do débito e do crédito, tá? Só que ela vai trazer uma complexidade maior e essa complexidade ela pode impactar diretamente na empresa ser uma concorrente ali na licitação. Por quê? Se ela não tiver muito bem assessorada pela contabilidade, se a contabilidade não tiver esse cuidado com ela, pensando que ela é uma empresa de licitação, ela pode ser inabilitada por certidão bloqueada, tá?
>> É, é um ponto, é um ponto que o pessoal,
>> Que que acontece? As empresas, na verdade, Rodolfo, as empresas hoje do mercado privado, elas vão ter que olhar muito pro que as empresas do mercado público já olham, que são os fornecedores do governo, que é essa parte de certidões, porque pro ano que vem o mercado privado vai começar a fazer isso. As empresas vão puxar ali os fornecedores que elas se relacionam, puxar a regularidade delas na Receita Federal e vai falar: "Olha, esse fornecedor aqui não tá regular, a certidão dele tá bloqueada, não pagou o imposto, não é um fornecedor interessante para eu ter na minha na minha carteira livre".
>> Mas me explica uma coisa, porque olha só, na no meu entendimento, eu vou fazer um pagamento para você,
>> Pegar o nosso exemplo lá do da venda de R$ 1.000.
>> Aham.
>> Teoricamente você vai ter que pagar R$ 200 de imposto, certo? O que que vai me garantir que você pagou os R$ 200?
>> O que que vai garantir?
>> Como que Como é que eu analiso isso? Porque na minha visão é, beleza, a Daine tem que pagar os R$ 200. Se a Daine não pagar, vai sobrar para mim lá. Só que hoje as empresas elas não não fazem esse confrontamento de informações. Hoje a gente apura o débito e o crédito dentro da contabilidade. Quando você é é que você perguntou, né? Como é que funciona esse crédito? Até engraçado que teve um cliente que ele me perguntou assim: "Daine, esse crédito é um boleto?" [risadas] Não é boleto, tá?
>> Posso posso resgatar na minha casa, um pix também mesmo?
>> É, quando você emite a nota fiscal, dentro da nota fiscal a gente já tem os campos ali destacados com os impostos. Então esse imposto teoricamente é o imposto que é para ter sido pago. Então hoje quando você compra um produto que o seu fornecedor manda nota ali na nota já tá discriminado os impostos. Esse imposto é o imposto que ele tem, é o imposto dele que ele tem que ter pago, né?
>> Tem que pagar. É só que aí, por exemplo, se você compra de um fornecedor, ele não paga o imposto para você tá tudo certo, né? A depender, é, a depender do tributo que for, tá tudo certo, porque não vai impactar a sua apuração ali, ali é a responsabilidade do fornecedor. Ele emitiu a nota, vai gerar o tributo para ele pagar e depois a receita vai cobrar dele. Se ele não pagar, vai para uma dívida ativa, vai ficar lá em aberto com a reforma. Não, isso já lá na com a reforma vai tá amarrado na nota fiscal, o campo destacado ali do tributo. E o governo ele tá criando um sistema para poder fazer uma apuração assistida, que é o quê? O próprio fisco fazer essa apuração, o próprio fisco confrontar, porque a gente vai ter todas as notas amarradas ali, a nota que você emite e a nota que eu emito. Então ele vai conseguir confrontar de todo mundo. Então todo mundo vai olhar por ação de todo mundo, basicamente assim, né? Então todos os todas as empresas vão poder fazer essa conferência ali dentro do sistema. Eu ainda não vi, tá? Eu tava conversando, tava falando com um amigo contador que ele já viu o sistema, teve uma uma fase de teste do governo com o sistema. Ele tava participando dessa dessa parte lá de teste e aí ele até falou: "O sistema até bonitinho, né? [risadas] Que aí esse sistema vai fazer vai trazer esse amarramento ali dos débitos e dos créditos, tá? Hoje não, não tem isso. A reforma ela vai trazer isso.
Daine, como que vai funcionar? Tem muita coisa em aberto, mas a a proposta é para que seja dessa forma, que é a apuração assistida, onde o governo vai ter o sistema que vai fazer todo esse amarramento aí de débito e crédito e aí não vai ter como segar e não vai não vai ter como não deixar de pagar o imposto. E outra coisa que tem ainda, né, que é o split payment, que é a retenção do imposto ali já na fonte pelo governo. Então assim, todas explic como é que vai ser isso aí. Explica isso daí que agora ficou curioso.
>> Todas as as mudanças que estão sendo feitas agora são mudanças para ficar tudo amarrado para quê? Você não tenha como sonar o imposto, que é deixar de declarar, e que você não tenha como não pagar o imposto. Então tá tudo amarrado. O que é o splint payment? É uma é uma ferramenta que eles querem implementar, uma plataforma. Inclusive o fisco tá, né, falando com todas as as operadoras de pagamento aqui no Brasil, as as instituições bancárias. E começa em 2027 que eles vão montar uma estrutura para quê? Quando você receber o pagamento na própria instituição bancária, já seja separado, apartado o valor do tributo e vá só o líquido para você, para você empresa, tem ainda que ser estruturado, não, plataforma ainda não tá não tá pronta, não tá funcionando ainda, mas é isso que vai acontecer. Isso aí vai ter impacto no caixa da empresa. Aí entra na questão da gente olhar pra precificação, porque se você não, você como empresa, né? Isso tudo que a gente tá conversando aqui, Rodolfo, eu tô trazendo, tem, eu tô trazendo o foco maior no impacto na empresa de licitação, porque é o mercado que eu atuo. A especialidade do meu escritório é atender empresas que vendem para o governo. Mas tudo que eu tô falando aqui serve para qualquer empresário. Você que é empresário, que tá assistindo aqui o nosso nosso podcast, tudo isso que eu tô falando aqui vai servir para todos os empresários, do menor que seja uma empresa MEI até a empresa maior que tá ali no lucro real. Vai pegar todo mundo, vai botar todo mundo na mesma régua. O nosso foco tá sendo aqui mais falar para estou trazendo mais impacto para a empresa de licitação porque é o meu a minha área de domínio. Não que eu não entenda da área privada, eu tenho amigos que são da área privada, ten alguns clientes da minha carteira que atuam na área privada. Eu estou na área privada, por mais que eu atenda o, assim o o meu foco é um mercado público, o meu cliente é da área, né? O meu cliente é uma empresa, então eu atendo empresas privadas que vendem para o governo. Então por isso que eu tô trazendo esse foco maior, trazendo os impactos, mas isso aqui serve para todo mundo.
>> É, então aquela questão de, ah, eu não vou pagar o imposto, vou deixar acumular, vou esperar um refiz da vida para refinanciar e não vai ter mais.
>> Não vai ter mais, não. Tem muitas empresas no mercado privado que fazem isso para poder alavancar, né? A empresa às vezes tá passando um momento de dificuldade ou ela quer fazer um reinvestimento ali na empresa, quer fazer algo, não tá com caixa suficiente, não conseguiu pegar ali um capital dígido no mercado, ela usa essa opção, deixa de pagar um imposto seguro, deixa de pagar o imposto por um tempo e depo e aí ela pega o valor, faz o que precisa fazer, depois ela vai lá, faz um refiz com desconto de juros, parcelamento 60 vezes. Então assim, tem muito, tem coisa que dá para fazer, não. O empresário ele não pode fazer isso de forma desordenada, sem receber orientação. Agora, se ele fizer de forma ordenada e planejada com um profissional assistindo ele e deixando tudo estruturado, é válido fazer, tá? As empresas que vendem para o governo não tem essa prerrogativa, não. Não é possível, porque se não fez o pagamento do imposto no mês, no próprio mês, a certidão já tá ficando positivada ali. E se você vai entrar numa licitação, você não consegue ser habilitado.
>> E se você não tiver, né, notas de empenho para poder receber, o pagamento fica travado também. Mas o mercado público, que eu conheço de empresas, eu já usei isso em algum momento da minha [risadas] jornada também, tá? Nunca deix nunca só neguei. Tudo na minha empresa, tudo que entra, tudo que passa pela conta da empresa ou em dinheiro que a gente já recebeu lá atrás, tudo eu sempre declarei, sempre fui muito correta com isso dentro do meu negócio. Então, para mim é tudo certinho. A gente paga tudo, toda a nossa folha de pagamento, funcionário, tudo em dia, INSS, FGDS, tudo em dia. Então, assim, na na minha visão, essa questão do débito e crédito, eventualmente eh eu vejo uma empresa que ela não recolhe ali o o não paga o imposto.
>> Uhum.
>> Então, ela tá teoricamente com uma certidão eh comprometida. Se eu for eventualmente comprar dessa empresa, eu posso pedir um desconto no mínimo ali do crédito, né, que o crédito ser gerado. Então é um ponto pro pessoal já começar a pensar também nessa questão de de procurar a empresa. E na minha visão isso prejudica muito, né, quem tá ali no simples, por exemplo, e não tem essa questão do crédito débito. Porque eu como empresário, eu se eu tenho um cara aqui que tem o débito e crédito, tem outro cara que não tem o débito crédito, eu vou querer comprar desse cara aqui. Embora os dois sejam o mesmo preço aqui, teoricamente eu vou ter um desconto maior imposto.
>> Por isso, por isso que a reforma é uma mudança estrutural tão grande, porque ela impacta todo mundo. Por mais que você é empresa no simples, não, digamos que o o que o pessoal falou foi isso, né? o o os parlamentares ali, a reforma não vai pegar o simples mas, ó, a empresa do simples ela não vive isolada, ela faz negociação, ela faz negociação com o mercado, ela compra de empresa grande, ela presta serviço. Por exemplo, eu tenho alguns clientes que prestam serviço na área privada pra empresa que é multinacional. Ela tá no simples nacional e presta serviço para essa empresa que é multinacional. O que que essa empresa multinacional geralmente são empresas bem grandes? Então, o regime de tributação é o lucro real e elas tomam crédito. O que que essa empresa vai fazer? Ela vai olhar para todos os fornecedores dela e vai analisar. A empresa, é, a empresa ela só não vai trocar o fornecedor se for uma coisa muito específica, um produto um serviço que, tipo assim, ninguém entrega, então ela não vai deixar de comprar daquele fornecedor. Mas a não ser isso, as empresas vão começar a olhar e vai, você vai ser empurrado, por mais que no seu regime, que é o simples e que é o MEI, não seja impactado de forma direta pela reforma, mas você vai ser impactado por causa do seu cliente. Seu cliente vai te forçar a se mexer. E olha só como é uma coisa feita tão cascata, porque tem muito, muitas pessoas que t uma mentalidade mais fechada e são funcionários de empresas e pode pensar assim: "Ah, tô nem aí, a empresa que vai pagar o imposto, o empresário que vai se lascar". Mas o empresário ele nunca fica com a conta, ele repassa pra frente. Então, você que é funcionário, fique atento que você pode perder seu emprego por causa da reforma. E outra coisa, a reforma tributária, ela vai fazer o deslocamento da apuração. O que que é isso? Hoje uma empresa, ela paga o imposto, por exemplo, ICMS para o estado que ela a empresa está sediada. E o IC e o ISS também é para o município que a empresa está sediada. Com a reforma vai mudar, vai ser para onde o produto vai ser entregue ou a prestação de serviço vai ser feita. Ali vai ser feita a arrecadação e um posto vai ser para aquele estado. E aí se eu tô num estado e eu vendo muito para outro estado, outro estado e se eu tô vendendo para lá, arrecadação vai ficar para lá, aquele estado vai ser beneficiado, por que que eu vou ficar onde eu tô hoje? Porque a maior tem muitas empresas que ficam no Sul. Por exemplo, a B2G B2G saúde tá lá no Sul, porque de benefício incentivo fiscal não vai ter mais benefício incentivo fiscal. Inclusive a reforma, ela já prevê um fundo que vai ser criado e gerenciado para que depois o ente federal faça o repasse esse valor do fundo pros estados e municípios poderem reinvestir em estrutura para poder trazer a atratividade para a empresa ficar ali. Porque eu como empresária, se eu tenho uma empresa que eu tô no estado, que eu tô ali somente pela carga tributária reduzida, mas a minha logística é alta, a minha mão de obra é escassa, muitas vezes eu tenho que contratar um profissional mais qualificado de um outro estado e trazer ele para lá, isso me gera um custo maior, eu vou falar: "A conta não fecha, já que não o que me prendi aqui não me prende mais, eu vou sair daqui, eu vou migrar, vou migrar a minha sede para aquele outro estado, porque que a maioria das minhas vendas são concentradas lá, então o meu tributo vai ser utilizado lá, o estado vai fazer é para se fazer melhoria e beneficiamento em estrutura, para ter um comércio mais atrativo e mais estrutura para as empresas, eu vou mudar para lá. Então, prevejo que com essa transição da reforma também a gente tenha uma migração aí de empresas, empresas saindo de um estado e indo para outros. É porque é justamente esse setivo, né, de, ah, eu vou abrir em outro estado porque eu vou ter algum incentivo fiscal, não vai mais ter. Então estica, estica. Eu posso ir para um lugar que às vezes seja mais barato eu montar um um galpão ou eu tenho uma logística melhor. Ah, vou para São Eu na minha cabeça, né? Eu vejo que vai ter um movimento muito grande ali pro pro Sudeste, n? Vai todo vai todoção para lá,
>> vai todo mundo para lá.
>> basicamente por isso, porque é onde estão os grandes players lá, onde estão os grandes e fornecedores, a logística é muito boa.
>> Logística.
>> Então assim, é um movimento que eu acho que vai acontecer nesse sentido com muita força. Às vezes, ah, não vou trazer de volta aqui para Brasília porque dá no mesmo, vamos supor.
>> Mas assim, e eu como governador desses estados, eu estaria pensando, caramba, e agora? Eu acho que é o que eles pensam, e agora? Porque às vezes eu o incentivo que eu tinha é para trazer, por exemplo, aqui em Anápolis é um grande polo de medicamento por conta de incentivo. Às vezes perde o o a atratividade por conta disso. Aí vai ter que ter outros fatores, logística,
>> eu acho que o que eu penso é ser mais logística, né? investimento em educação pra população local para trazer para ter um
>> bons profissionais que é muito carente hoje. Assim, eu como empresário e com todos os empresários que eu convivo, a grande dorf é contratação, é você contratar mão de obra qualificada.
>> Então assim, muitas caixinhas estão sendo mexidas aí.
>> E aí, deixa eu te perguntar uma coisa. A gente falou da da das empresas, a gente falou agora dessa questão que é é um ponto muito importante, né, desse planejamento, que é uma coisa que muitas contabilidades fazem, né, a o planejamento para você abrir uma empresa, onde é melhor você abrir, né, hoje para qualquer lugar que teoricamente é tudo a mesma coisa. teoricamente, mas tem outros aspectos tem que ser analisados como logística e tudo mais, mas tem um ponto que assim às vezes o empresário ele não tá atento, mas ele é extremamente relevante. Como é que fica daí na questão dos dividendos nessa jogada toda? Pagamento de dividendo, tributação de dividendo, o que que muda com essa reforma tributária?
>> Boa pergunta, tá? Isso aí foi uma mudança muito importante também. Deu deu muita movimentação para é muito, muito pano para manga. Vai [risadas] dar muito pano para manga, que é a tributação dos dividendos. Que que aconteceu? Foi aprovado a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5.000. Na verdade, foi atualizado, né? Porque a a faixa de de tributação ali do imposto de renda tinha anos e anos que tava defasada.
>> Teoricamente, teoricamente, né? Se fosse seguindo, acho que era ajustado pela inflação. Eu acho que a faixa de renda deveria ser até R$ 10.000 R$ 1000, alguma coisa assim.
>> Exato. Então isso aí foi uma coisa boa, porque, por exemplo, uma pessoa que ganhava R$ 3.000, R$ 4.000, pagava imposto de renda. E assim, Brasil de hoje, pessoal, 2000 Brasil de hoje, 2025, R$ 3.000, R$ 4.000 de salário, você sobrevive.
>> Uhum.
>> E muito mal. Você não tem uma vida com qualidade. Então isso eu achei um ponto bom. Quem ganhar até R$ 5.000 vai ter a isenção ali do imposto de renda. Só que isso vai gerar um déficit de arrecadação. Aí novamente a gente precisa equilibrar a balança, quem que vai pagar a conta, quem tem as chamadas rendas altas, né? E aí como que fica isso? A lei ela trouxe a redução da da isenção, né? Ela trouxe a redução, não, trouxe o aumento da isenção do imposto de renda e determinou que as empresas que distribuírem dividendos acima de 50.000 para CPF, esse CPF que vai receber vai ter uma tributação de 10% em cima do dividendo pago. Hoje não é tributado, tá? Hoje uma estratégia que a gente usa na contabilidade, inclusive eu uso na minha empresa, comigo, pessoa física, os meus clientes, é a seguinte: a empresa é um investimento. Todo empresário que tem o negócio, ele tá tendo um investimento ali, tá aportando e esse investimento vai trazer retorno de volta. E o retorno é através de prolabore, que é a renda do sócio, é o salário do sócio, esse é tributado pelo imposto de renda tabela progressiva normal e 11% do INSS. E tem a distribuição de lucro. Você pagava toda a tributação na empresa e fazia a distribuição de lucro isento. E foi isso que mudou. Hoje, a partir de 2026, não vai ser mais isenta, você vai pagar 10%. Se você foi lá e retirou da sua empresa R$ 50.000, que foi registrado como distribuição de lucro, você vai pagar 10%, 5.000. Tirou 55.000, 10%, 5.500. Tirei 49, não paga porque tá abaixo da isenção.
>> Mas esse esse é uma dúvida que eu tenho, esse valor e esses 10% não deveriam ser em cima do que sede,
>> não é? Em cima do total, não vai ser só da do do que ia CD, não. É em cima de tudo.
>> Uhum.
>> Se você tirar 49.000 é abaixo, não paga nada. 50.000 você paga os 10% e paga em cima de tudo.
>> Entendi. Mas então, no caso, só se exceder os 50.000. Só se exceder. Receber 50.000 vai ter essa preocupação, vai ter que buscar uma outra alternativa aí para passar por esse não pagar o imposto. Mas quem recebe abaixo de 50.000 não tem essa preocupação na na distribuição de dividendo.
>> Isso aí o que
>> Mas é 50.000 mensal.
>> 50.000 mensal e por CPF, tá? Por exemplo, isso é interessante porque eu, por exemplo, hoje eu tenho um único CNPJ que tá vinculado no meu CPF. Você, por exemplo, tem várias empresas dentro do grupo, né? Tem o grupo, tem várias empresas, tem uma organização ali, né, dessas empresas por CPF. Então, se você que é empresário e tem mais de uma empresa vinculada e cada empresa distribui para você 50.000, 1000, você vai pagar os 10% em cada empresa. Então é a ter uma a ter uma questão que talvez o empresário vai ter que re talvez não vai ter que reorganizar, né? Pro ano que vem todo empresário ele vai ter que botar. O interessante seria já agora pro final do ano, tá? Então, por exemplo, o que que eu observei muito agora pro final do ano? A maioria dos empresários já se antecipando para fazer o planejamento estratégico pro ano que vem. Eu faço todo ano da minha empresa, então todo ano eu faço planejamento estratégico. Quando chega ali outubro para novembro, dezembro, esses três meses finais, eu já começo a olhar para fazer projetal pra frente. Então dentro do meu planejamento estratégico, eu olho o fluxo de caixa, eu faço o meu planejamento tributário, porque eu tenho conhecimento de contabilidade, então eu já faço a a o nosso projeto ali, vejo qual que é o melhor cenário tributário para a empresa e aí eu já deixo tudo projetado. Vi muitos empresários fazendo isso com todas essas mudanças. Aí começou ali em novembro, finalzinho de outubro, novembro, começou esse burburinho do projeto de lei, vai sair, não vai aprovar e começou a falar. Então vários empresários já começaram a olhar e fazer o e projetar o planejamento e quem nunca fez já começou a olhar para isso.
>> Já tá atrasado, né?
>> Já tá atrasado. Por exemplo, a terça semana eu sentei com a minha área comercial e eu falei assim: "Olha, janeiro a gente já vai começar com dois pés na porta". O ano que vem não é um ano para brincadeira, não é um ano pro empresário perder,
>> mas mas é um ano de adaptação também, né, Daane? Assim, eu vejo que tem muita coisa que vai começar em 2026, mas vai começar a valer de verdade 2027, não é isso? Per de transição.
>> Exato. Exato. O que que acontece? 2026 é um ano que o empresário não pode perder tempo porque tem eleição, tem Copa do Mundo, tem feriado, inclusive eleição, de certa forma para quem tá no mercado público é interessante porque movimenta, as compras públicas aumentam, tá? Eh, então isso é interessante, mas é um um ano de imprevisibilidade, de ansiedade no mercado com a, né, a definição ali de um novo presidente pro país. Então, o ano que vem é olhar para dentro. E até engraçado que se a gente for olhar por questão de numerologia, esse ano é o ano nove. Ano que vem é o o ano um. Então, ano um é o recomeço. Então, para mim o ano que vem é o ano de olhar para dentro, olhar para a casa, tanto pra empresa quanto para você empresário. Por quê? Para você lidar com os próximos anos, você não pode ser o mesmo empresário que você foi até hoje.
>> Uhum.
>> Você como empresário vai precisar desenvolver novas habilidades. Então eu olho dessa forma, o ano que vem é um ano de reestruturação, um ano de foco, foco e eficiência nas empresas. É um ano que você não pode, digamos, errar e para você não errar, você precisa de pessoas que te tragam visão e cortem o caminho para você. Então eu vevo muitos empresários pro ano que vem buscando, investindo em desenvolvimento, né, pessoal e pro negócio. Eu, por exemplo, o ano que vem, já tenho três profissionais específicas que eu quero contratar para trabalhar o meu desenvolvimento como pessoa e um profissional específico pro meu negócio.
>> Uhum.
>> Hoje é muito caro errar, as pessoas não querem errar. Hoje elas pagam pessoas que chegaram onde elas querem chegar para mostrar o caminho e a visão de como chegar lá, porque ela não quer errar, porque o erro sai caro e caro ou em dinheiro ou em tempo. Você perde tempo.
>> É assim, dependendo do erro que você comete, pode comprometer o seu negócio, né? pode quebrar ou
>> pro ano pro ano que vem é isso. Um erro que talvez em outros anos você só sofresse um desequilíbrio ali, é um erro que pode fazer seu avião cair. Então o ano que vem não é ano de brincadeira.
>> E voltando nesse ponto da da tributação, eh no caso ela não é cumulativa, né? Então, por exemplo, é 50.000 por mês. Se eu forar lucro no final do ano, vamos supor, eh, teoricamente eu tenho R$ 100.000 para apurar de lucro. Em dezembro eu vou fazer essa divisão, então eu vou ser tributado porque eu não estou fazendo mês a mês,
>> não. O que que acontece? A lei fala que é na distribuição mensal, então as empresas elas podem fazer a antecipação, a a distribuição do lucro antecipada de forma mensal. Inclusive isso tem que tá em contrato no e para, por exemplo, as empresas de licitação, a gente coloca algumas cláusulas específicas no contrato contrato social da empresa para poder trazer competitividade para ela. E uma das cláusulas que a gente coloca é essa questão da distribuição de lucro antecipada, fazer levantamento de balancete mensal e fazer a distribuição de lucro ante procura ali o procuro mínimo e o restante tira a distribuição de lucro antecipada. Então o que que acontece? Tem muito empresário que às vezes ele ele tem ele tem essa distribuição de forma não é linear, tem mês que ele tira um valor a mais, tem mês que ele tira um valor a menos. No mês que ele tirar o valor a maior que 50.000, ele paga o imposto. Se no outro mês ele tirou a menor, ele não paga. Quando virar o ano, a gente faz o ajuste lá na declaração anual do imposto de renda. Então, por exemplo, ah, e um detalhe importante, mas depois eu falo esse detalhe, só concluindo o raciocínio do da distribuição de lucro. Então, a partir de janeiro, todo mês ali tirou distribuição, foi maior que 50.000, tributa, foi menor que 50.000, não tributa. Quando chegar lá em 2027, a gente vai fazer a declaração do imposto de renda, a declaração anual de ajuste. E aí a gente puxa o valor total dos rendimentos que o empresário teve. Inclusive se ele tiver várias fontes de renda ali, vários, várias empresas que trazem distribuição de lucro para ele, aí a gente faz o ajuste lá no final, no ano seguinte.
>> Se se a empresa tiver apurado o imposto a mais, ela restitui. Se tiver a mais para pagar, ela paga. O detalhe muito importante pro empresário poder preservar lucro sem tributar. A lei fala que é só a partir de 2026. Então todo o lucro que a empresa tiver acumulado de períodos anteriores ou então agora de 2025, ela precisa fazer uma ata de deliberação, registrar na Junta Comercial, informando o valor do lucro e esse lucro ele pode ser distribuído até 2028. Então, se você tem a como anos, né,
>> 2027 28, então você pode fazer isso para se resguardar e não pagar imposto sobre esse sobre esse lucro acumulado aí. Mas pergunto, para você que é uma empresa que vende para o governo, é interessante fazer isso?
>> Às vezes, se você tiver a lucratividade, você só faz para ter ali o respaldo, né? você faz para preservar o lucro sem pagar imposto, mas se você for uma empresa que vende pro governo, talvez para você não é interessante porque você se prejudica na licitação. Como quando a gente faz essa quando for feita essa deliberação, geralmente o valor que fica acumulado de lucro, ele fica lá no patrimônio líquido da empresa, em reservas de lucro acumulado. Patrimônio líquido alto. É interessante pra licitação, porque a gente tem a regra dos 10% do patrimônio líquido para habilitar a qualificação econômica financeira. Se eu faço essa deliberação para distribuir o lucro, eu tenho que tirar esse valor contabilmente registrado do patrimônio líquido e colocar numa conta do passivo a curto ou longo prazo, a depender do que foi colocado na ata. Quando eu faço isso, eu posso prejudicar os índices de liquidez da empresa, porque eu reduzi patrimônio líquido é ruim, e eu posso gerar um índice de endividamento pra empresa.
>> Você troca um É, isso aí tem que ser feito uma análise bem feita, né? Porque às vezes o cara vai nessa e reduz os índices, perde uma licitação lá na frente, aí ele tem que botar na ponta do lápis que que é melhor para ele.
>> Aí é o ponto que eu quero trazer de profissionais que entendam do seu mercado. Tem muito empresário que às vezes viu isso na televisão, viu no Instagram, no noticiário. Ah, você que é empresário, tem que distribuir lucro para não tributar. Aí ele vai lá na contabilidade, chega lá pra contabilidade dele e fala: "Olha, quero distribuir meus luxos. mandata que eu quero distribuir. E a contabilidade, que não é uma contabilidade que é focada em atender o mercado público, que conhece o processo de licitação e sabe desses pormenores, vai fazer. Na verdade, nós como contabilidade, os contadores já estão fazendo isso, que é entrar em contato com o empresário, notificando ele e mandando a ata para ele poder fazer, para ser feito o processo para ele não tributar o a distribuição de lucro. Só que se a empresa de contabilidade não olha para a questão da licitação, ela vai ajudar o CPF, mas vai prejudicar o CNPJ. Então o empresário que atua com a licitação, ele vai ter que olhar, eu faço a distribuição e deixo de pagar imposto, mas em contrapartida isso vai refletir um cenário econômico para minha empresa que deixa ela menos competitiva na licitação. E talvez eu vou passar o ano todo com esses números ali no meu balanço e vou passar talvez um gap de um ano ou 6 meses menos competitivo na licitação. Quantos contratos você deixaria de ganhar por causa dessa jogada? Esses contratos que você vai deixar de ganhar, o lucro que você ganharia com esses contratos vai ser maior do que o imposto que vai ser menor do que o imposto que você pagaria na distribuição? Eu, como empresária, olharia dessa forma. Eu eu eu teria que olhar. Eu quero sacrificar o meu CPF ou o meu CNPJ. [risadas]
>> E aí, Rodolfo? E aí? Vou jogar para tu. Você você saiu? Eu faria uma análise mais profunda aí, tentaria ver o que que eu poderia encaixar nessa divisão de lucros, tentaria às vezes eh botar empresa pagar algumas curas, não sei, pensaria em alguma coisa. Daria, daria um jeito, né? Faria a nossa ilisão fiscal.
>> Tem [risadas] métodos, tem métodos. O, a bola que eu levantei aqui é para ficar muito muito nítida a questão de eu preciso ter profissionais que entendam as minhas necessidades como empresária e as necessidades do meu negócio, porque se não for assim pro ano que vem você corre grandes riscos no seu negócio.
>> Tem soluções mais complexas. Você abre uma holding, bota holding como sócio na, só que aí já é tipo, uh, aí nessa nessa questão que você falou da da distribuição de lucro, né, pensando aqui pro empresário que tá escutando a gente é um empresário que tem um negócio maior, que tem um negócio de vários múltiplos milhões ali por ano e ele faz uma retirada de 50, de 100.000, de 200.000 por ano da empresa para ele, ele vai precisar reorganizar, né? Por senão ele vai pagar a tributação ali. Esse valor que ele tira, ele pode criar uma hold, por exemplo, se o valor que ele retira da empresa, ele usa para poder investir em patrimônio como imóveis, ele pode criar uma hold distribuir esse valor para hold, porque de CNPJ para CNPJ não paga imposto. supondo que ele é o único sócio, ele pode talvez colocar mais um sócio na empresa, porque, por exemplo, você que é casado, você tem esposa, a Bárbara, conheço a família, você tira recursos da empresa, mas com certeza você tira recursos da empresa e essa e esse recurso que você tira é usado para custear a vida de vocês como família e casal, correto?
>> Adiciona mais um sócio na empresa.
>> Por que não adicionar sua esposa?
>> A mesma ideia da da hold. Às vezes a rood você pega e transfere para lá, aí você coloca lá seus filhos, aí os seus filhos têm as próprias despesas, aí você pode fazer a aquele lance do 50.000 para cada CPF, aí você dilui. Assim, tem muita jogada que dá para fazer, mas assim, aí também tem um outro ponto, né? fazer uma hold tem um custo, vai ter o custo mensal, vai ter o custo da abertura umas coisas assim, você vai ter custo para tudo. Você tem que analisar, cara, aonde que vai doer menos. A gente não tem para onde correr, não adianta ficar reclamando, chorando. Então vamos,
>> o ano que vem o empresário, ele vai ter que escolher assim: ou eu cortar, eu eu talvez tenha que cortar a mão para preservar o braço, que até uma expressão que a gente usa sistema político, eu dou a mão para preservar o braço, né? É, muitas mu o empresário o ano que vem ele talvez vai ter que tomar muitas decisões difíceis nesse
>> ano que vem não, né? Já era para ter tomado. Quem não tomou ainda já tá atrasado. Então, por exemplo, esses pontos a gente já tá vendo, tem aqui uns dois meses que a gente tá falando sobre isso já, pensando já no ano que vem, como que a gente vai fazer, qual a solução que a gente vai utilizar, se a gente vai eh abrir hold, não vai, como é que a gente vai fazer com com as empresas que a gente vai vai que a gente contrata serviço, se a gente vai reter o crédito ou se a gente vai pagar o pra pessoa e confiar. Então assim, são vários pontos que a gente já vem conversando, porque a gente sabe que se a gente não se planejar agora que vem se enrola.
>> Mas aí, Rodolfo, vou te deixar uma provocação aqui que é o seguinte: você é um empresário com nível de maturidade empresarial. você tem uma jornada como empresário e não só isso, você investiu muito em conhecimento e desenvolvimento como empresário, mas a maioria o empresário médio comum do Brasil que tá no Simples Nacional não fez isso.
>> Tá nem pensando aí,
>> ele nem ele nem sabe o que eu falo isso porque é real, tá? E essa semana eu entreguei uma minisérie chamada minisérie virada tributária. Foi uma coisa que eu fiz pros nossos clientes e convidei no pessoal no Instagram. Inclusive a gente tem um grupo, é um grupo que eu vou deixar para poder manter as atualizações da reforma, mas é tudo voltado pra licitação, tá? Quem quiser entrar nesse grupo, a gente vai deixar aqui abaixo o link, pessoal pode entrar. E aí isso é muito nítido. Maioria dos empresários, quando eu pergunto, pessoal, não sabe que tá vindo aí, que que é está sabendo da reforma, como é que você tá se antecipando? E não é nem só o empresário pequeno não, porque eu já sentei em mesa com muitos empresários que têm faturamentos altíssimos, mas ele não se desenvolveu como empresário. Ele tem uma empresa, ele tem uma estrutura, a empresa tem faturamento alto, mas ele como empresário não se lapidou. É, confia muito ali no nos profissionais, assim, se o cara, um cara maior, um cara que tem uma empresa maior, ele pode não estar por dentro, mas com certeza base que já
>> com certeza ela falar: "E não faço a menor ideia, quem vê a contabilidade, fala lá com eles". E a contabilidade está resolvendo, vai resolver.
>> Agora o cara que é pequeno, um lei, uma micro da empresa, até cara, vai ser pego pela onda. É, e eu que eu tenho falado muito isso com ali, cara, isso aqui vai dizimar muita empresa, o cara vai quebrar, o cara não vai estar atento, o cara que sonega, daquele jeitinho, dá meia nota, não vai mais ter isso, não vai mais funcionar. Eh, todas essas estratégias que os empresários usam não vai mais funcionar.
>> Não é estratégia, é gambiar,
>> é adaptação [risadas] técnica. Então, todos esses pontos que que os empresários estão acostumados a usar, se o cara se o cara monta o negócio dele em cima disso, o cara tá enrolado, vai quebrar, vai quebrar. Então assim, ele pergunta é só quando que ele vai quebrar, mas que ele vai sair do mercado. E isso casa muito com a questão das licitações, né? Como eu atendo e o foco é esse, eu tenho muitos empresários que eu converso que me falam muito isso, Diane, às vezes eu sofro muito ali na disputa na licitação, porque tem muito fornecedor amador que joga o preço lá embaixo. É um preço inexequível. Eu como uma empresa que tenho consciência, eu como empresário e fiz minha precificação adequada, eu sei que é inexequível, eu não vou abaixar meu preço, vou me manter ali na disputa às vezes em uma colocação de terceiro, quarto, quinto lugar. Eu tive, tem um cliente que já ficou em 10º lugar e ganhou licitação
>> e aí esses aí, esses fornecedores que são amadores, eles vão sair
>> porque não vai ser sustentável. já não é hoje, só que para os próximos anos, mais ainda.
>> É, eu vejo que essa questão do assim tudo tem conta, né? Então, um lado que eu vejo que é muito positivo nessa questão da reforma tributária é justamente a questão das certidões. Então, o cara vendeu pro governo, não pagou o imposto, vai se rolar, então vai tomar uma certidão negativa, naturalmente ele vai ser desclassificado um, dois meses, ele já tá fora do mercado. Certade,
>> o mercado privado vai começar a fazer a mesma coisa. Mas o mercado privado, eu vejo que vai ter muita questão do da do crédito débito, mas
>> é não assim o o mercado privado ele vai começar a classificar o fornecedor dessa forma. Se é um fornecedor
>> OK, tá em dias, posso confiar, vou fazer negócio com ele, que meus créditos não vão ser prejudicados.
>> E aí entra um ponto, por exemplo, que aí eu pensei já no mercado privado, o cara que vende para consumidor final, ele não tem essa questão de crédito e débito, tem também
>> não? O consumidor final não tem tem a questão ali dos cashback, mas é outra questão. Eh, o cliente final ele não usa crédito. Tem algumas situações, por exemplo, aqui em Brasília, crédito de nota legal, que o pessoal usa muito. Que que é o crédito da nota legal? O crédito da nota legal é o imposto que tá dentro do valor que você pagou. Então aqui em Brasília a gente tem essa sistemática, né, que você a depender do que você comprar ali, é alimentação, essas coisas, você pede o CPF, depois você vai lá e recupera e esse valor você
usa às vezes para bater no IPVA, né? Então, esse crédito aí que você CPF usa aqui em Brasília é a mesma coisa que as empresas vão fazer.
B: E tu vem mais algum ponto que seja relevante assim destacar em toda essa questão tributária que a gente já falou?
A: Ah, perfeito. Qual que é o ponto que o empresário, né, fazendo assim um olhar para 2026, que é o que a gente tá tocando muito aqui, né, como se vai parar pro ano que vem, o que que o empresário precisa fazer? É olhar pra base, é assim, é o básico bem feito, é o arroz com feijão, é ele olhar pro negócio dele, pra estrutura financeira do negócio dele, pra organização que ele tem, processo dentro da empresa dele. Por quê? A reforma tributária, ela não vai mexer só no tributo, ela vai mexer em toda a estrutura operacional do negócio.
Por exemplo, uma coisa básica que é a emissão de nota fiscal, que todo empresário faz diariamente ali dentro do seu negócio. As notas fiscais, elas vão passar pela mudança de adaptação de layout, né? Então, hoje a gente tem uma empresa de serviço, por exemplo, elas emitem as notas fiscais ou pelo site da própria prefeitura ou ela contrata um software para emitir nota. Tem agora o software nacional, né, que é o sistema emissor de nota de serviço a nível nacional, que todas as empresas vão corregir para lá. Quem é nota de produto ainda vai continuar emitindo num software separado. Mas isso é uma coisa básica de dia primeiro de janeiro, se o software que você usa ele não tiver parametrizado para você emitir a nota fiscal, a nota fiscal vai ficar travada.
Então, esse ano, esse ano de 2026, por exemplo, é o ano de teste para isso, os sistemas emissores de nota fiscal, essa validação se os campos que tá informando o valor do IBS, CBS, tá tudo indo correto à informação pro fisco. Então, o ano de aí entra naquela questão que você falou: "Ah, tem coisa que já é para agora e tem coisa que vai ser implementada um pouco mais." E como que fica a questão da transição da reforma toda e esses impactos pro ano que vem, que é o que eu acho importante o empresário focar e ter atenção.
Então, a transição da reforma, ela ela começou a a o projeto de lei que fez a emenda na Constituição foi aprovado em 2023, 24 e 25 saiu as leis para normatizar. Agora em 2025 saiu a lei 214, que é a lei da reforma. Mas ao longo dos próximos anos ainda teremos várias outras normatizações. E aí como que vai ser a transição? Agora em 2026 a gente começa esses períodos de teste dos sistemas, essas validações. Em 2027 já tem a carga efetiva, que aí a gente vai ter a extinção do PIS e da COFINS e do IPI e vai entrar a CBS. O ICMS e o ISS ainda vai ficar valendo 2027, 2028 e 2000. Aí 2029 começa a transição do ICMS e do ISS até 2032. Aí em 2033 já vai tá tudo concluído, a transição dessa reforma que foi a reforma do consumo.
Só que entre o meio tributário e os tributaristas, a gente fala que o governo vai fazer uma reforma geral, porque pensa o seguinte, a gente tem teve esses tributos aí que foi sobre o consumo, teve o da renda, só que ainda tem a parte trabalhista, então é como se fosse uma casa, cada área aí fosse um cômodo, ele o governo tá fazendo a faxina em um cômodo, mas os outros também vão entrar pra faxina, né? Então tem mais coisa que vai sair aí. Então, a transição da reforma vai funcionar nesse cenário, tá?
Para 2026, o foco é isso, olhar para dentro, para casa, para pra casa, pra empresa, que é o quê? Olhar para as suas notas fiscais. Você tem muito empresário que não sabe emitir a nota fiscal de forma correta. Ele emite, não coloca as informações certas no campo dos impostos, mas passa. Não é uma coisa que o, né, vai dar problema ali. Então a nota às vezes passa com a informação errada no campo ali da tributação. Pros próximos próximo ano, principalmente não vai passar. Se não colocar a informação certinha da do imposto, vai ficar bloqueada a nota. Então é uma coisa básica. Por isso que eu falo que a reforma não é só a tributação, é estrutural. uma nota fiscal, que é uma coisa que você já tá habituada a fazer, faz ali diariamente, não faz talvez da forma correta, você vai ter que olhar para poder revisar a questão do dos créditos, de ter o débito e crédito ali para não cumulativa fiscal.
Uhum. Para ter o desconto, sem nota, eu dou desconto. Sem nota X.
Compra com meia nota.
É, quem vende pro governo não não pode não emitir a nota de saída, né? Não tô falando a compra, tô falando a saída, porque a gente tem a entrada e a gente tem a saída. Então tem muitos empresários que na entrada não pega nota, pega meia nota. Na saída não emite a nota, faz a sonegação. Para quem é que vem, para quem vende para o governo, não pode fazer isso, porque o órgão público não vai receber a mercadoria sem nota. Então isso daí também o empresário ele vai ter que mudar. Só que qual que é a questão? é uma coisa que já tá enraizada dentro dele. Ele já ele sempre fez dessa forma.
Ele montou às vezes um negócio baseado nisso.
Aí você pega o empresário, que é um empresário que tá uns 10 anos no mercado e ele tá ali no Simples Nacional, então ele é uma microempresa e ele já faz isso há 10 anos. Eu falo isso porque eu recebo lá no escritório alguns clientes que já vê com CNPJ aberto de e já tem um atendimento em outra contabilidade e eles chegam com isso bagunçado. Então a primeira coisa que a gente faz com esse cliente, né, quando ele entra no escritório na nossa reunião, que a gente fala que a reunião de onboarding, é falar para ele: "Olha, tem que mandar as notas dessa forma, você tem que fazer essa organização financeira aqui."
Então, o básico do básico do empresário, olhar pra emissão de nota fiscal, olhar pra organização dele de compras, que é as notas de entrada, as notas de saída, fazer a organização financeira dele, que é o quê? Ter uma conta pessoa física e ter uma conta pessoa jurídica da empresa e fazer as movimentações sempre na conta pessoa jurídica. Só essas três coisas aqui que são coisas simples e básicas que assim é o básico do básico que a pessoa precisa saber para ter uma empresa. Ele e não sabe, não sabe sobre isso não. ou às vezes sabe e não faz.
Porque Rodolfo, sendo bem sincera, eu sou contadora, eu tenho a minha empresa com isso organizado, mas é uma coisa que é às vezes chata de fazer, dá trabalho, você tem que fazer processo, você tem que ter organização e tem pessoa que não gosta disso. Eu sou analítica, eu adoro uma planilha do Excel, eu adoro as coisas tudo organizada, mas tem empresário que tem a veia comercial, que tá ali na área comercial, se você falar para ele montar um processo e organizar o financeiro, acabou, você matou aquele empresário. E eu falo isso porque eu tenho uma amiga chamada Vitória, ela trabalha com a área do marketing e para ela é um parto. Ela foi olhar para essa parte financeira comigo, ela foi entender de número, ela foi entender de organização financeira pra empresa comigo. Ela é uma máquina de venda e de comunicação, mas quando fala na parte financeira, ela tem pavor. Eu já tive dias que eu fui sentar com ela dela ficar desesperada e falar: "Daí não quero, vamos parar que eu não quero olhar para isso aqui agora". Ela mudou, tá? Não, ela mudou. Hoje não é assim. ela entende a importância, ela faz, ela tem essa organização financeira, mas depois de deu muito trabalhar isso com ela e a maioria dos empresários é assim.
Então, para só essas três coisas aqui, que é o básico, que precisa ser feito pro ano que vem, que é o ano de ajuste e adaptação, porque quando chegar 2027 já tem a CBS, que é o imposto com alíquota cobrando já efetivamente, a gente já vai ter esse plint. Se o empresário não organizar isso aí, que é o básico do básico, chega, se ele não quebrar já em 2026 pelo ano, sobreviver até 27, se ele sobreviver quando foi 2027, ele vai pro voo de vai desce o avião.
[risadas]
Daane, papo tá muito bom, mas eu acho que a gente vai ter que fazer um novo papo ano que vem, quando tudo tiver funcionando, pra gente ter uma visão geral das coisas funcionando, porque hoje tá todo mundo tudo muito na teoria, ainda tem muita coisa que eu acho que vai ser normatizada ainda e tudo mais.
Eh, quem quiser te achar, quiser te dar alguma dúvida contigo, conversar, onde que o pessoal te acha aí?
Olha, quem quiser conhecer mais o meu trabalho, vai me achar lá no Dayane Silva CD, que é o meu Instagram pessoal, CD de contadora, ou então no @B2gconca, que é o do escritório. Vai tá aqui abaixo também no na no vídeo. E também a gente vai deixar um, vou pedir pro pessoal colocar um link de formulário que a gente pede pro cliente preencher com informações da empresa dele que a gente entra em contato para poder conversar, entender. Se você é um empresário que não conhece o mercado de licitação e quer entrar, se você é um empresário que quer fazer um planejamento tributário pra sua empresa, planejamento tributário, o planejamento estratégico alinhado com planejamento tributário e a gestão de fluxo de caixa da empresa são serviços que eu entrego dentro da minha empresa. Então eu tenho uma empresa de contabilidade que nós entregamos serviços de contabilidade complicada para a empresa que vende para o governo. Mas também temos esses outros produtos disponíveis, planejamento tributário e o planejamento estratégico. O cliente ele tem a opção de contratar tudo junto ou então a depender do perfil do cliente ele contrata o produto que mais atende a necessidade dele.
Maravilha. Então para te achar, te acha por aí. Se quiser tirar dúvida também lá no Instagram.
Instagram tem no no na nossa bio tem o link que você vai direto falar com o nosso número de contato.
Maravilha. E você também já sabe, né? Você me acha tá aqui no no canal. Se você ainda não tá inscrito, já se inscreve, curte esse podcast, esse aqui. Tenho certeza que sua cabeça tá fritando aí. Então já curte, se inscreve no canal e também você me acha, conhece um pouquinho mais dos bastidores das minhas empresas lá no meu Instagram @rodolfodosanjangosoficial.
Dayane, muito obrigado pelo papo, foi incrível. A minha cabeça tá fervendo, acho que do pessoal também, quem acompanhou aí também tá com muitas dúvidas, muita coisa aí para saber, mas tem que fazer, vai acontecer, é inevitável. Então é só se ajustar para conseguir sobreviver a 2026, sair mais forte, né, e conseguir escalar resultados. Então, mais uma vez, obrigado pelo seu tempo e é isso, Daniane. Obrigado.
Eu que agradeço e você que nos assistiu, comenta aqui abaixo o que você quer saber sobre a reforma, não só sobre a reforma, sobre como lidar melhor com a sua empresa nesse ano desafiante que nós iremos enfrentar juntos, de transição, juntos, porque eu também me coloco como empresária nesse nesse mercado aí, né? Então é isso, um grande abraço, até mais. Ciao. Ciao.