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Olá, tudo bem com vocês? Sejam bem-vindos a mais uma disciplina. Na disciplina de hoje da pós-graduação em psicomotricidade, nós vamos falar sobre desenvolvimento e aprendizagem. Meu nome é Gabriela Gimenes, para quem não me conhece. Sou professora há algum tempo. As máquinas de slide vão para vocês. Meu e-mail, caso tenham alguma dúvida, sugestão, reclamação, fiquem à vontade para encaminhar, tá bom?
Nós vamos ver um pouquinho dos assuntos referentes ao estudo da relação de crescimento e desenvolvimento humano, o controle de movimentos, alguns fatores que interferem nesse processo e algumas questões consideradas distúrbios psicomotores, né? Que aí vai falar um pouquinho dessa questão do desenvolvimento infantil normal e aquilo que é considerado patológico ali e o indivíduo humano. Então, ele se comunica sempre por meio da linguagem, seja ela verbal ou não, seja utilizando aí de gestos, movimentos, da própria libras, da libras tátil, do Pepsi ou qualquer outro elemento que fornece a possibilidade de comunicação. E o gesto, e somente ele, é a maneira que a criança acaba utilizando para se comunicar, principalmente nos primeiros dias de vida, até que ela tem aí a aquisição da sua linguagem verbal.
Os movimentos, eles vão se constituindo nessa expressão global e automaticamente gerando a possibilidade de satisfação das necessidades básicas, né? Então, do desconforto com a fralda, da fome, do incômodo gerado pela dor ou por alguma questão física ali do bebêzinho, né, que não dá para ser expressada verbalmente. O movimento também se torna essencial nesse desenvolvimento porque ele está intimamente ligado às nossas emoções e ele se torna o vínculo, não é, um processo de transmissão mesmo daquilo que eu sinto, entra na mente e que eu posso externalizar para o mundo, para o ambiente, para a família, para os meus interlocutores. Conforme a criança, o bebêzinho, vai crescendo, também vai se organizando essa capacidade motora de percepção e resposta, de acordo aí com a sua maturidade nervosa, né? Agora, sua maturação nervosa, desculpa, e também com os estímulos, obviamente, que ele recebe do meio no qual está inserido. O fato é que a organização motora ela é fundamental para esse desenvolvimento de funções cognitivas e também da percepção dos nossos esquemas sensório-motores. E a motricidade humana, ela é sempre repleta de intencionalidade e de significado.
E aí, e para nós profissionais, né, ligados ao estudo do desenvolvimento do comportamento motor, da resposta motora, da articulação com a condição cognitiva e afetiva, explorar esse potencial formativo, né, observar as atividades motoras que contribui em prol da maturação, do crescimento, do desenvolvimento humano, também nos torna capazes de oferecer diferentes possibilidades para que a aprendizagem ocorra e para que aí a gente entenda a importância de transcender o movimento pelo movimento, para que esse movimento não se finde nele próprio, mas seja base, né, seja ganho para que as outras dimensões, sejam elas cognitivas, afetivas, de interação social, elas se estabeleçam e também se desenvolvam, né, se processem de acordo com a capacidade, com o marco educacional, com o marco intelectual, com o marco motor e também com a própria apropriação desses marcos para que haja uma integralidade de sistemas e a criança compreenda o porquê ela está se movendo, o que ela quer ali naquele momento, o que ela vai pegar, o que ela vai brincar ou o que ela vai depositar em algum lugar, enfim, né? Para que, conhecendo todo esse potencial formativo do corpo, e aí, né, automaticamente também oferece as possibilidades e propostas mais coerentes possíveis, que a gente consiga sair dessa ideia de mover-se só pelo mover, né? Que esse mover seja intencional, seja gradual, seja factível para a criança, seja coerente com a sua condição motora e cognitiva, seja pensado para ir em conjunto com ela.
Ao estudar o universo da criança por meio dos nossos comportamentos e por meio dos comportamentos da criança, também por meio das suas condutas e reações, nós conseguimos compreender etapa por etapa do seu desenvolvimento. E durante todo o processo de evolução física, intelectual e emocional, as primeiras evidências do desenvolvimento sadio e harmonioso são manifestados através do ato motor. À medida que acontece essa maturação do sistema nervoso central, principalmente, a gente percebe com maior facilidade a resposta comportamental de cada indivíduo, assim como a sua capacidade cognitiva de estruturar a resposta que será dada verbal ou expressivamente. Inicialmente, a gente consegue perceber essa coordenação da criança de forma mais desengonçada, né, com menos ajustes posturais ou menos condição de se estabilizar, né, se equilibrar e, ao mesmo tempo, manipular um objeto, interagir com outra criança, segurar a mamadeira. E a gente consegue perceber que essa coordenação mais ampla, mais geral, zona, ela precisa, né, de segmentos grandes, sempre dos maiores. E conforme a gente vai amadurecendo o sistema nervoso, né, integrando, realizando sinapses mais efetivas, automaticamente a gente passa a responder de forma mais adequada e sem a necessidade de grupos musculares tão grandes sendo requisitados. Aí a gente passa a direcionar melhor, né, para o nosso organismo, qual parte dele precisa de fato ter maior gasto energético, maior empenho para aquela realização, e quais grupos musculares, por exemplo, vão ficar ali só possibilitando a instalação, né, vão ser acionados aí os nossos grupos antagonistas e agonistas, né? Essa sinergia muscular, ela vai ocorrer, não necessariamente a gente vai pensar em tudo isso, mas o nosso corpo vai entender já essa demanda e dar as informações da melhor forma possível, né? Daqui a partir daí a gente consegue cada vez mais, e aí, com um desperdício energético de gamas assim, né, a menor e mais coerente com o grupo específico que a gente vai utilizar, até mesmo pensando aí nesse desenvolvimento da coordenação motora mais fina, né, mais sutil, mais delicada.
Para que ocorresse o desenvolvimento motor mais adequadamente possível, é sempre necessário que aconteça o amadurecimento tanto neurológico como o muscular e automaticamente e simultaneamente que esses grupos desempenhem da melhor forma possível os seus papéis, né, nessa nessa troca com esse indivíduo, com essa criança, com esse jovem. É porque, pensando assim, existem crianças que passam muitos e muitos e muitos anos sem qualquer tipo de estímulo e somente na adolescência é que se faz essa investida, né, para que a criança, e aí já não criança, que adolescente, perceba a condição do seu corpo e tente adequar as respostas da melhor forma possível. No geral, esse desenvolvimento motor ele se completa por volta dos 8 ou 9 anos. Aí, e a partir daí é que a gente inicia-se o refinamento da integração de percepção de sentidos e direcionamento para o ato motor, né, dando base para a efetivação da nossa demanda cognitiva e intelectual. Aí, e nós podemos dizer que esse estudo da psicomotricidade sempre busca compreender como que o controle mental, como é que esse controle do sistema nervoso central interfere positiva ou negativamente na nossa expressão motora, na nossa condição, na nossa capacidade de adequar o gesto motor frente a uma demanda, responder da melhor forma possível aquilo que está sendo solicitado. Por que que esse controle neurológico, esse controle do sistema nervoso central, dele, tem assim impacto tão grande na nossa expressão? Porque, veja bem, o número um, eu preciso compreender o que está sendo solicitado; o número dois, por vezes eu preciso ter a capacidade já desenvolvida, né, de mediar as minhas sensações, né, os meus afetos, porque talvez aquela solicitação específica, feita durante uma aula de educação física, e de alguma forma ela seja ofensiva para a criança, não necessariamente a coisa do ser agressivo, de xingar e nem nada assim, é isso, mas é de fazer com que a criança, por exemplo, perceba: “Oi, tia, naquele momento ela não consegue fazer aquilo e se sinta insegura para realizar”. E se esse comando, né, se essa experiência não for adequada, não for fragmentada para que a criança perceba que sim, ela dará conta, não necessariamente na primeira tentativa, naquele primeiro instante, mas se ela realizar, né, olhando para o próprio corpo, para a potência, para a condição, para a capacidade, ela dá conta. A essa própria emoção, né, da da insuficiência, né, da ausência de percepção de auto-suficiência, aí compromete bastante a capacidade de expressão motora da criança, porque a criança vai racionalizar e ela não consegue fazer esse afeto, vai ser racionalizado de forma negativa, impactam diretamente na resposta da criança.
A psicomotricidade dentro do processo de educação, além de estudar o movimento pelo movimento, também coloca em jogo as funções da nossa inteligência e a própria associação do ato motor e do ato cognitivo aos processos afetivos, né, as condições de relação com o meio, a estruturação da minha personalidade, da minha autopercepção. É através dessa integralidade que o indivíduo acaba utilizando do seu corpo para expressar o sentimento, é porque passa a entender que o meu corpo não está ali só para brincar, não está ali só para correr ou para escrever no papel, né, ou para me alimentar; meu corpo, ele também expressa aquilo que eu sinto, aquilo que eu percebo, aquilo que eu vivencio no dia a dia. O bueno, o crack, não existe uma série de implicações envolvidas nesse processo de estimulação e também da exploração dos movimentos. A própria escrita, a fala, a leitura, o desenho, o recorte, a colagem, todos eles podem ser seriamente prejudicados se nós não tivermos a devida atenção durante a aplicação de cada atividade voltada a cada dimensão, seja ela física, intelectual, afetiva. Porque a criança vai relacionar a sua inabilidade ao movimento, né, à concretização, à realização. E vejam só: se pedirem para vocês a 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª, 9ª, 10ª vez que vocês realizem algo e, por quaisquer motivos que seja, vocês não conseguem realizar esse algo, é aquele sentimento de insuficiência, de incapacidade, né, de incoerência dentro do meio, da proposta, da relação grupal, ali vai tomando conta. É um de nós quem sabe trabalhar melhor com isso, ajustando-o de quando, né, e buscando possíveis soluções. Outros abraçam essa sensação de insuficiência, de incapacidade, né, de incoerência com a proposta do mar e dizem que não consegue e acabou, e aí já não tem como, já não se dispõe mais a realizar. A sua criança não é diferente. Nós temos uma capacidade de racionalizar maior que a criança, obviamente, porque nós temos mais vivências que a criança. Muitas vezes não é um padrão absoluto, né, mas generalizando uma situação, nós teríamos mais capacidade de articular e estruturar essa relação, né? É daí que não é que eu sou incapaz, não é que eu sou insuficiente, é que aquilo ainda não faz tanto sentido aqui para mim, sentido assim para que eu execute. Então, eu vou pensar em maneiras, situações para resolver. A criança dá um tempo todo esse processo racional, internalizado de forma a beneficiá-la. Então, por vezes ela vai associar o movimento, a execução, a sua realização ali, a sua incapacidade, a sua ausência, né, de eficácia, por exemplo. Bom, então a gente tem que tomar muito cuidado com as atividades, com as propostas que a gente apresenta dentro desse processo de desenvolvimento visando a aprendizagem de cada um desses indivíduos, por quê? E se a gente oferece sempre algo que está muito além daquilo que a criança já consegue, automaticamente a gente fortalece esse sentimento de incapacidade, esse sentimento que não é condizente, porque, por vezes, a questão é que uma criança ainda não atingiu o marco de desenvolvimento tão claro. Estimular para que ela chegue lá com certeza, porém de forma adequada. E os estudos, no geral, eles consideram que após a idade de oito anos aproximadamente, inicia-se esse refinamento da capacidade básica e sempre partindo desse ideal de integridade da condição motora, intelectual e emocional. Se qualquer uma dessas bases estiver numa situação aquém do esperado, automaticamente essa probabilidade de refinamento aos 8 anos ela já cai por terra, porque haverá, né, falta de algo ali, algo estará faltando, a criança não estará na sua integridade, assim, para atingir o marco.
De acordo com a potência, e a criança, ela parametriza essa percepção do mundo de acordo com a própria existência dela e a relação que ela passa a estabelecer entre a existência dela, dos outros, a condição física, as suas possibilidades ou na sua limitação física, principalmente. E quando a limitação é intelectual, por exemplo, no caso da deficiência intelectual, não são todos os indivíduos que percebem essa limitação, essa condição presente, essa característica do seu desenvolvimento. Alguns passam batido e eles realmente não fazem essa essa ponte, esse nexo, que aquilo que eles estão produzindo não é igual ao do outro, igual no sentido assim de responder à demanda, né, que é necessário, por exemplo, uma adaptação, uma flexibilização, um outro contexto para que ele realize. Não são todos que têm deficiência intelectual que conseguem perceber. Encontra a partir daqueles que têm a questão da consciência física de si próprios e têm esse padrão de racionalização dentro da faixa etária esperada, dentro das condições ali pré-estabelecidas de desenvolvimento humano, é automaticamente, ao perceber essa limitação para realizar um ato, um gesto, uma situação, esse parâmetro que vai sendo estabelecido de demanda e resposta nem sempre é positivo também, porque o indivíduo percebe que ele não conseguiu realizar, percebe que ele não deu conta, isso também é prejudicial para ele. Por isso é sempre importante que todas as atividades, que todo contexto seja acessível a todos, porque assim todos poderão fazer dentro das suas condições. Essa consciência que vai sendo, não é criada, que passa a existir, e ela permite que o indivíduo explore a potencialidade e também vai dimensionando, dando escopo ali, né, um peso, um parâmetro para sua própria capacidade e utilizando essa capacidade para interagir e intervir não só com as necessidades do seu corpo, né, mas nessa relação com o outro, com os objetos, com o espaço, com as propostas e tudo mais. Então, é essa percepção, essa consciência estabelecida a partir do ato motor, da capacidade cognitiva e tudo mais, e o indivíduo passa a dimensionar a sua capacidade e interagir e intervir quando necessário no universo e na realidade, né, no seu meio social ali. E além disso, a forma como esse sujeito se expressa com esse corpo traduz sua disposição ou a sua indisposição nessa relação. Também tem impacto na sua vida. Esse aspecto mais psicológico, ele é muito importante e ele ajuda o profissional que estuda essa relação, né, a tríade psicomotora, a ajudar esse indivíduo a identificar as perturbações devidas aos fatores ali afetivos, cognitivos e motores. Também chama atenção para uma possibilidade de melhorar a condição social, afetiva, relacional e motora daquele indivíduo dentro das capacidades já atingidas, tornando tudo isso informações precisas e preciosas para que se estabeleça a noção de corpo e automaticamente, né, me dê condição de perceber, desenvolver testes e nada mais são que atmosferas com um quê de cada um de nós. O gesto é esse ato motor que representa a essência de cada um. [Música] O pular é um ato motor e as sutilezas, o peso corpóreo colocado nesse ato, no pular, é o que vai caracterizar o gesto de cada um. E pular é um ato relativamente simples, né? Ou você impulsiona seu corpo para cima, salto para no lugar, ou você impulsiona seu corpo à frente e sai do lugar através de um salto. É relativamente simples. O porém, a forma como esse corpo vai responder a esse ato é o que caracteriza esse gesto mais preciso e adequado. Adequada porque adequado para o indivíduo, tá bom? Não dá para generalizar essa adequação a não ser, claro, quando você estabelece algumas metas ali a serem alcançadas, por exemplo, como nas olimpíadas, né? Você tem uma pontuação para cada salto, para cada impulso, para cada sustentação ao encontrar o solo novamente, tudo mais. Segundo, em 2002, durante sua pesquisa, ele correlaciona esse pensamento, e aí que a gente viu até agora, de integralidade dos sistemas, juntamente à ideia do Briks. O que é um criador de método graduado para idades determinadas para observar esse desenvolvimento motor considerando uma perspectiva histórica. A própria ciência psicomotricidade também surge dentro desse contexto biomédico, e a partir daí que alguns estudos estabelecem e passam a olhar para a relação essencial do desenvolvimento humano, sua maturação e a necessidade social, de contribuição social para que essa maturação se de fato complete no sistema do ser humano. Com essa concepção, essa ideia que surge aí a partir do padrão evolutivo e também que acaba corroborando para esse padrão evolutivo, escrito da melhor forma possível. É dessa forma que a gente passa a olhar para as capacidades corrente, esse processo maturacional e que podem ser mensuradas por meio dos testes, direcionando ferramentas, estudos e aplicando e aplicando a várias faixas etárias ao longo da vida. A essa concepção de motricidade humana, ela vem sendo traçada de uma forma mais linear, o que evolui aí e partindo desses marcos estabelecidos através dos testes, dos índices, dos padrões já estabelecidos dentro da ciência, o e passa a ter esse olhar para todos os indivíduos. Olá, sejam eles considerados dentro desse padrão traçado de normalidade ou não. Quem são esses marcos? Essa concepção traçada a partir desses ideais de normalidade também vão conduzindo o trabalho da psicomotricidade porque nos faz olhar para essa condição humana, né, de se atingir ou não determinado marco, por exemplo, na sustentar-se e caminhar, manipular objetos com sustentação de tronco, tudo isso tem um marco, né? Tem ali mais ou menos a faixa etária com a qual a criança já consegue realizar: 4, 6, 8, 10, 12 meses, dois anos, três, quatro, cinco, seis, sete. Cada um dos marcos destinados a essa autonomia do indivíduo, né? Tem a lista, o padrão estabelecido dentro da área médica, principalmente, e vão contribuindo para que a gente tenha esse olhar não só por essas questões na normalidade, ausência de, mas dá para ver o quanto de estímulo falta para aquele indivíduo atingir a sua potência, né, ou com o que foram esses existir que acabaram sobrecarregando esse indivíduo que também acabou não atingindo sua potência. A segunda. Bueno, esse enfoque funcional dentro da psicomotricidade, ele pode ser expresso ou mensurado, é de perceber, né, e acabar contribuindo para essa formação da integralidade humana dentro de espaço e tempo previamente estabelecidos. Por que previamente estabelecidos? Que cada vez que eu olho para o indivíduo, eu vou olhar para essa capacidade cognitiva, motora, intelectual, afetiva dentro de um contexto social, né? Seja o contexto da família, a escola, a pracinha do lado da minha casa, a igreja que eu frequento, a padaria onde eu vou comprar pão. É por isso que ela é previamente, né, escrita e estruturada para a gente pensar. É através dessa travessia entre essa descrição, né, desses marcos, que a gente consegue observar de fato se há uma funcionalidade de movimento, se há uma funcionalidade de resposta cognitiva, se há uma funcionalidade da capacidade mesmo de adaptação comportamental, por exemplo, né? Existem algumas respostas que são previamente esperadas dentro de um contexto social, por exemplo, e as crianças menores, sim, e elas não mudam o colega quando querem o brinquedo do colega ou a atenção do colega, né? Essa é a resposta socialmente aceita e esperada desses indivíduos, porém não necessariamente é a resposta que esse indivíduo consegue dar naquele momento. Então, sabe as ações, as propostas, né, tudo aquilo que já foi percebido daquele indivíduo, ser usado em prol de favorecer que ele compreenda essa regra, esse esperado dele, né, e responda funcionalmente. Ou seja, o que ao desejar algo ou ao ser raçado, incomodado por alguém, que ele ou outra que ele informe à própria pessoa o quanto está confortável ou incomodado naquela situação ou procure um adulto mediador ali, né, que vai favorecer a sua fala e consiga colocar ele numa posição de expressão, né, integrando a esse sistema sua condição. Desse por isso, pensando nas questões funcionais dessa atividade psicomotora, quando a gente olha para a psicomotricidade relacional, ela engloba uma série de outras estratégias e intervenções visando essa ação pedagógica e vai servir como meio de ajuda e evolução dos processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança, né? Em vez de orientar simplesmente a criança a fazer algo, eu vou observando as relações que esse indivíduo estabelece com esse algo, né, com esse alguém, com esse objeto, e a partir dessa observação de relação é que eu traço as possíveis intervenções, as possíveis interferências que eu farei nesse processo, visando sempre a melhor maturação, melhor crescimento, melhor processo de desenvolvimento e aprendizagem. Em ambas as perspectivas, tanto funcional quanto a relacional, elas vão convergir sempre no que tange o desenvolvimento da criança, o que ambas buscam, o máximo desenvolvimento da criança, dos jovens, dos adolescentes, do adulto, sempre partindo, né, desse referencial de desenvolvimento psicomotor, ou seja, o circo afetivo, cognitivo e afetivo do ato motor dentro de um contexto socialmente, né, estruturado, organizado, descrito ali assim como também a forma que este desenvolvimento vai possibilitando essa interação e os ajustes necessários para realização do desafio, adaptação e participação. Incluindo aí um simbolismo dessa giro, né, expressão que Lapierre, grande pai da psicomotricidade relacional, e Ajuriaguerra, que é o grande pai da psicomotricidade funcional, né, trazem, sintetizam enquanto expressão corporal, e o gesto, o movimento, o agir se torna uma significação simbólica, é a própria ação de desejo profundo e autêntico. Esse pensamento de ambos os autores traduz um pouquinho desse julgamento fundamental desse papel do corpo na relação entre criança e ambiente, em criança e mundo. E existem algumas questões que são estruturantes para esse olhar para que isso ocorra da melhor forma possível, né? O próprio estudo do desenvolvimento do eu corporal, então do meu corpo em ação com o meio, o estudo dessa organização, né, de espaço e tempo e da própria investigação das questões temporais, né, visando a resposta que eu dou, que eu adequo de acordo com tudo aquilo que está acontecendo, que está ali caminhando na. E a criança, ela precisa ter o conhecimento adequado do próprio corpo, porque afinal de contas esse próprio corpo que é um intermediário entre ela e o mundo que a rodeia, né? Esse estudo da criança, esse estudo mediado pelo adulto ou por outra criança mais velha, mais capaz de realizar, ou de dar informação, tem sempre o princípio de compreender aspectos fundamentais, aqui no caso três aspectos de bases: a imagem corporal, o conceito do meu corpo e a...
Elaboração de sistemas corporais dentro da minha cabecinha, e tudo isso vai se fundamentar através das atividades sensório-motoras, motoras e percepto-motoras. As interpretações que eu faço para a sensação que eu recebo e as atividades motoras, no geral, é uma das atividades mais globais, onde o corpo em movimento requer maiores ajustes, né? O [Música] é uma investida maior de energia, gasto energético muito maior, é o que eu estava fazendo até então. Bom, então essas atividades mais globais que vão embasando, né, e a necessidade do corpo, seja na expressão, na realização, o que são conceituadas dentro desse procedimento motor. Tô saindo da SARH, a necessidade de mover pelo governo é o ato motor. Atividade motora sem um objetivo é um claro, assim, tão coeso com harmônico. Nós temos a nossa relação com as atividades que são sensório-motoras. Ou seja, que me trarão ligações diretas com os meus canais sensoriais, seja eles a audição, visão, olfato, paladar, tato. Essa é a recepção que eu tenho dessas lições aprendidas pelos canais que vão me dando condições de perceber o meio. Então eu percebo o meio tocando, eu percebo o meio respirando, eu percebo o meio ouvindo, eu percebo o meio por vezes trazendo as coisas à minha boca, não necessariamente porque eu vou comer lá, né, mas essa percepção que a boca traz é muito rica para a criança. Essa criança não tem outros canais ali estruturados, explorados para fazer essa manipulação e ter as informações necessárias. A outra, a base muito importante que preciso de movimento é o treino mesmo, nas sensações, das aprendizagens percepto-motoras, aí onde o organismo vai fazer análises profundas da condição intelectual relacionada à resposta motora e a própria análise de percepção e integração de sistemas para ofertar a melhor representação mental possível, né? Me vendo referência com toda a qualidade de informação que meu corpo já consegue ter. E aqui nesse contexto, a percepção motora aí destaca-se principalmente para quem tem visão. Antigamente, as questões da percepção visual, né? Então essa coordenação óculo-manual, por exemplo, de pegar as coisas, levar até próximo ao olho, né? Eu deixar uma angulação aí que eu tenho um campo de visão que consiga explorar todos os detalhes é muito importante para essa percepção motora. Eu vou pausar aqui rapidamente porque eu vou mostrar esse vídeozinho para vocês, um cantinho aqui para mostrar o vídeo. Preciso sair da forma como tava compartilhando o Martin laranja. Deixa eu ver se você sabe qual é o laranja. Cadê o laranja? É muito bem. E o azul? E o azul. Eu acho na cor azul aí para mim. Aí você colocar junto com outro azul. E aí é sem vergonha, é para comer. É, eu pego vermelho. Então coloca o vermelho lá junto com o vermelho para mim. E isso é um verde. Cadê o vermelho? E aí? E aí, quanto os amarelos juntos? Agora tem um rosa. E aí? E isso é uma rosa. Aí ele achou outro amigo rosa e foi morar na boca da Maria Eduarda. Meu tio Lu. O que é um videozinho para a gente pensar, eu voltar para formas de compartilhamento padrão. E aí? E aí? O que é um pontinho? Isso é um pouquinho para a gente pensar exatamente, né? Nossa educação, o corpo. Tô passando pelas questões motoras aí, né, Eduardo, pelo WhatsApp, e o ato motor ali é o segurar, é simplesmente segurar o, e a balinha que parece MM, mas não é MM, aquelas balinhas inscritas. E aí, vou pegar aquela balinha, exige uma finura, né, dessa pinça, porque ela é mais escorregadia, porque ela é meio côncava, então ela não favorece a minha pinça. Muitas vezes é preciso tomar muito cuidado para ir lá e fazer. É um ato motor, pelo ato motor, ele estar comendo aqui, olha só. Pegar e levar. Vou pegar e levar. Vou pegar e levar. Isso seria um ato motor. E quando a gente pensa na ligação, Max, tem da etapa sensório-motora, eu já passo até um outro olhar, e é a própria estimulação. Oi, nega o sentido do paladar, aí sentido gustativo. Então ao pegar aquelas balinhas e levar até a boca, eu tenho sabores diferentes. Cada cor ali me dá um sabor diferente. Eu tenho cheiro, aquelas balinhas é um cheirinho bem docinho. Então aqui eu já tenho trabalho sensório-motor acontecendo. E, e, e aqui especificamente, que era a proposta de fato, né? Porque olha só, a mesma proposta ela pode ter vários “sims” e pode ter metas distintas em momentos distintos. Nessa proposta em específico, a ideia que era percepção motora, porque a criança, claro, alínea existem e as nuances de compreensão e de execução de movimento, mas a ideia aqui principal era que a participante da atividade pudesse através do ato motor, né, através da certeza de conhecimento do que, o que é que tá ali naquela, que ela sabia o que era. Eu já tinha trabalhado com isso antes, né? Mas eu te amo sentir o cheiro. Nossa, tinha comido por comer, nós tínhamos feito outras coisas com essas bolinhas em outros momentos. Ali especificamente, a ideia era dessa análise, né, da percepção, principalmente dessa percepção visual, porque através do ato motor, né, ah, eu solicito que ela organize de acordo com o bom, né, faça esse clareamento. Então ative essa atenção e direcione para favorecer a concretude da proposta. Claro que vira bagunça porque é mais gostoso comer, e a gente insiste, obviamente, a gente tenta de outras formas. E essa atividade não aconteceu uma vez só. Essa menininha atende por alguns anos, a gente fez em outros momentos com água, com corante, com algodão pintado, enfim, até conseguir chegar de novo nessa proposta, onde primeiro ela ia classificar as cores para depois eu estimular o sensorial do gosto, né, de sentir na boca. Então fazer essa percepção intelectual sem necessidade dos sentidos mais primitivos, né? A é do nosso organismo também é um progresso, também é o princípio de desenvolvimento do indivíduo com o surgimento da psicomotricidade enquanto ciência. O tá bastante fundamentada e vinculado, né, às questões da neuropsiquiatria, principalmente. É isso da psicomotricidade que a gente conhece hoje, né? Porque inicialmente aí, se olhar psicomotor, ele se dá lá principalmente na Segunda Guerra e após a primeira, e principalmente na segunda guerra, com tudo o que acontece aos indivíduos que participam e chegam com seus portos aí sem alguns membros em funcionalidade, ficou alguns danos neurológicos e tudo mais. E o Negrini vai fazer esse levantamento e afirma e esse estudo mais voltado à neuropsiquiatria, principalmente ao estudo do Pré, trás. Esse estudo se torna possível de observar é através de informações correlatas e do distúrbio psicomotor e na se tu olhar pedagógico para esse distúrbio e também de se olhar mais motor esse desenvolvimento motor do ato da realização motora por meio da contribuição da Educação Física. Então do Pré vai trazer que e essa psicomotricidade que a gente conhece quando a gente olha para a criança está muito clara que se observado ali, porque eu consigo olhar exatamente essa capacidade cognitiva, essa condição afetiva e relacional e a resposta motora de todos os padrões. E além da contribuição do Pré, claro, assim como outras tantas e a influência da psicanálise, dos estudos psicológicos de um valor e as contribuições neurológicas, né, do desenvolvimento biológico do ser humano através da teoria de Piaget, depois outros psicanalistas, como Melanie Klein, Lacan, Winnicott e outros tantos, e acabou um passando, né? A e a própria teoria psicomotora favorecendo que ela tem a sua identidade própria, seu caminho próprio seguido. E essas contribuições no geral, tanto da área neurológica, biológica, na tônica psicológica, no geral de todas as ciências que contribuem para a psicomotricidade. Olá, tudo gira em torno dessa compreensão de que a criança tem capacidade de interagir, se expressar, se ela tiver ao seu alcance utensílios, materiais, atividades, a conceitos linguísticos e receptivos e expressivos. Na e para atingir o seu “whats”, se a criança tiver a informação coerente, espaço propício, objetos condizentes com sua necessidade e a possibilidade de se expressar, de questionar, na e clareza de informações, ela se desenvolve da melhor forma possível. E esses assuntos todos trazidos lá pelo do prêmio, pelo balão bigode. Viajei a todos os outros que já contribuíram e são assuntos estudados até hoje, porque parece que até hoje a gente não entendeu a potência, a capacidade, né, da criança se desenvolver e a partir das suas próprias necessidades e não daquilo que o adulto estabelece o único e exclusivamente. E a criança, ela assume o papel importante no estudo do desenvolvimento humano, porque sem essa infância não seria possível identificar, padronizar, sistematizar as etapas pelas quais a gente tem que passar, né, deve passar para atingir o nosso “apps” de qualidade nos quesitos motores, cognitivos, afetivos e de relação social dentro da condição, né, de cada um, obviamente. A e a criança, quando ela é exposta a essas situações e favorecida em prol do desenvolvimento, ela assume esse papel de sujeito de ação, né? Ela também interage, intervém na sua própria condição e automaticamente contribui para do outro. Ao explorar alguns objetos materiais e a própria relação com o outro, ela transforma essa visão de mundo, ela modifica a própria opinião, ela contribui para a opinião do outro. E quando possível, quando lhe permitido, ela também acaba por modificar situações já estabelecidas no meio. Essas ações e da infância propriamente ditas, nessas possibilidades de exploração da infância propriamente ditas e são tema principal da pesquisa, por exemplo, de uma Lagos, quando ele destaca a sua proposta de fundamentação regia a essa estruturação de experiências e vivências em prol da criança, para criança, pela criança. Corroboram com esse olhar psicomotor porque traz, enfatiza, classifica, sistematiza essa necessidade da criança de explorar o meio, eu já acordo com a sua capacidade atingida, né? Então se a criança tem 1,3, consegue pegar coisas até 1,10 de altura porque a onde os seus braços alcançam, nós vamos estruturar um espaço onde essa criança possa explorar objetos, situações, interações com até 1,10 de altura. A peça a criança já estabelece a relação bom dia, liderança entre seus pares, nós vamos estruturar situações onde ela possa exercer essa liderança de forma justa, né, de forma colaborativa e numa cultura de paz, numa situação onde ela se permita a falar, mas também aprenda a escutar. Bom, então veja só, e era só olhar para a infância, é contemplar toda a teoria psicomotora, é contemplar a necessidade do corpo de ser movimento, mas também de ter sensação e ter sensação, né? É contemplar a necessidade do corpo de afetar e de afetar o outro e também já adequar respostas, ajustes necessários na interação com o outro para que o outro me favoreça, mas para que eu também compreenda dentro da minha condição, dentro da minha capacidade intelectual ali que eu não posso ferir o outro, por exemplo, eu não posso colocar o outro em risco. E no fim, esse olhar para a infância, né, essa compreensão, essa integração. O que é estudo psicomotor? É ciência psicomotora, porque tudo isso prevê esse favorecimento do desenvolvimento em prol da aprendizagem humana. As atividades psicomotoras que acabam objetivando na e proporcionando aí processos mentais, processos físicos e a integração de sistemas são as próprias vivências, estímulos sensoriais a que permitam aí a criança crer na parte do seu corpo e exercitar o controle sobre essas partes, assim como identificar essas placas no corpo do outro, porque obviamente quando a gente tá nessas passagens está numa situação espelho, né? É a minha mão direita é a minha mão direita, se o outro tivesse de frente para mim, não é a mão direita do amor esquerdo do outro. A minha mão direita está na direção da mão esquerda do outro. Agora se o outro está com as costas voltadas ao meu rosto, aí sim a minha mão direita é a mão direita do outro. Então essa relação e obviamente o início das estimulações sensoriais é o tocar mesmo, tocar o respeito o corpo do outro, é ser tocada pelo outro com respeito, né, com cuidado, com um gesto sutil. E essa interação é por meio da brincadeira, cuidado, né, das experiências da Educação Infantil, por exemplo. E a vivência por meio de utilização do próprio corpo e a relação com os objetos. Então aquilo que está à minha frente, aquilo que está acima de mim, aquilo que está do meu lado direito, meu lado esquerdo, para baixo, em baixo de alguma coisa, atrás de alguma coisa, abraço meu corpo em toda essa exploração, toda essa vivência também me dá condições de perceber o meio, né, o tempo que meu corpo gasta, a relação espaço-temporal, né? Então se eu preciso me dirigir até a próxima porta em determinado segundos, eu preciso mais lentamente ou mais rapidamente, eu vou estabelecendo essas relações, eu vou estruturando esses mecanismos no meu corpo e para aproveitar da situação da melhor forma possível. E também auxiliar o outro que está ali experimentando e vivenciando a mesma situação. E as vivências de situações o que levam, né, à leitura e à escrita. Então a própria alfabetização motora, a criança ela só vai entender que ela precisa escrever naquele espacinho e no músculo que a gente chama de linha, era chorar, mas não pode sair da linha, não pode pintar fora. A criança já estruturou fora e dentro, a criança já compreende o que é a restrição de espaço, né, de forma gráfica ali. A criança já consegue manipular o lápis com qualidade, a criança já entendeu o padrão de escrita e leitura da esquerda para direita, de cima para baixo. E então vejo como essa alfabetização motora, esse desenvolvimento motor coeso, harmônico, inter-relacionado com a minha percepção, com as minhas sensações, com as minhas interpretações de contexto, é, e essa habilidade motora de me estabelecer no meio, de responder da melhor forma possível, garantem o que eu terei e os pré-requisitos aí para o início do processo de alfabetização, por exemplo. A mas o indivíduo tem questões neurológicas que impedem a escrita. Opa, mas se o corpo tá bem estruturado, bem dimensionado, esse indivíduo pode escrever de outras formas, e ele não precisa reproduzir o desenho da letra com perfeição, na ele pode identificar o desenho da letra no teclado de computador, no tablet, no celular, numa letra móvel, enfim, de outras formas que ele não precisa de traçar o motor a mente, mas que ele compreenda, né, a direção de cada letra, a posição de cada letra quando se junta ou se separa esta letra dando espaço para formar outra palavra e assim por diante. E o pensamento, ele vai se construindo a partir dessas atividades motoras permitidas à criança, essa exploração do ambiente externo que vai proporcionando experiências concretas indispensáveis para a estruturação da nossa cognição. A compreensão objetiva da psicomotricidade se dá, se estabelece, se concretiza quando entendemos que é nessa infância, nesses primeiros anos, e a motricidade e o psiquismo estão estritamente ligados, da mesma forma que nós passamos a compreender, né, que hoje sabemos que esses desenvolvimentos motor, afetivo, intelectual são inseparáveis no humano. É claro, a gente fragmenta para explicação, obviamente, por vezes é mais fácil de compreender, mas isso não acontece sem o outro. E aqui tem um exemplo dessa questão objetiva, não é da infância, essa questão mais concreta para ir, eu passar para o abstrato e conseguir vincular, né, a capacidade motora estabelecida ali e a compreensão cognitiva e mesmo a relação afetiva que eu estabeleço. O objeto de estudo aqui são crianças da Educação Infantil explorando espaços de parque. Bom, e nós nos deparamos com uma lagarta e com todo cuidado, nós levamos essa lagarta até próximo algumas folhas da árvore. E depois disso, a gente vai pesquisar o que essa lagarta em específico poderia vir a ser. Culturalmente, obviamente, essa é uma das lagartas que vira borboleta depois, e por isso vocês veem aqui vários exemplos de borboletas traçados com a massa de modelar, a lembra-la do nosso caminho, eu voltar ao sensório motor, o motor perceptivo-motor. E essas crianças da Educação Infantil tiveram a oportunidade motora de experimentar o ambiente, o espaço. Então foram correr para o lado de cá, tirar, cair, botar um ao outro, aquela coisa bem de educação infantil, é onde tiver essas atividades mais globais ali experimentando o movimento do corpo e por alguma razão, em algum momento, uma dessas crianças percebeu a lagarta próximo aos brinquedos e começou a chamar os outros, os outros coleguinhas, prestando atenção, começaram a redirecionar para o ambiente, né, que tava ali traçado da da lagarta, o e analisar, fazer essa análise mais profunda. Que bicho é aquele? Vamos matar? Vamos pisar nele? Ah, não, não pode matar. Afrodite, que não pode matar, não pode pisar no bichinho. A então vamos chamar pro, chama professora, aí venha professora. E aí a professora começa a fazer essa análise perceptiva, o que que eles tinham percebido até aquele momento, né? Que bicho era aquele, o que que esse bicho fazia, que cor esse bicho tem, e subs, tem pé, tem boca, tem olho, até cheiro, a gente pode encostar. E aí que a gente pesquisar sobre esse bicho, que informação que vocês acham que a gente vai achar? E nessa brincadeira, né, esse espaço tempo aqui a gente estrutura uma atividade perceptivo-motora, né, onde essas crianças também trazem depois essa folhinha aqui para perto para a gente tirar essa lagarta, levar ela mais perto da árvore. E aí vamos construir motor a mente um, projetando a vida futura dessa lagarta depois de sair do casulo na sua borboleta interna. É um, vejam. Teve muita interação, especulação, estímulo, né, dos canais sensoriais aí, e para que a gente chegasse ao final dessa atividade compreendendo a importância é de respeitar esse ato motor, mas também afetivo e cognitivo e certamente aliados ligados, né, parceiros. E se o Negrini, ele traz que o Vygotsky, a partir também de estudos assim no meio, e descreve três enfoques principais para que ocorra desenvolvimento e processo de aprendizagem. No primeiro, Vygotsky determina que em dois dos princípios e na King of a nossa vida, desenvolvimento e aprendizagem, eles são independentes um do outro. Ou seja, eu me desenvolvi sem necessariamente aprender, e eu aprendi sem necessariamente desenvolver. Lesão dependem um do outro. E dessa forma, aprendizagem, ela se dar num nível mais, tem relação direta. E no segundo pote traçado pelos bigodes, e ele afirma que a aprendizagem ela se constitui através do desenvolvimento. Oi, e aí entra em contraponto à argumentação inicial. E essa teoria vai sugerir que a aprendizagem ela é progressiva, natural e espontaneamente de acordo com cada etapa do desenvolvimento. Ou seja, conforme eu me desenvolvo, eu estou apto a aprender uma coisa mais complexa. Conforme eu desenvolvi um pouco, eu ganho maior aptidão para maior complexidade de informação e aprendizagem e assim por diante. No terceiro enfoque no ar, o bigode que percebe que existe uma conciliação necessária aí desses dois extremos, que de fato tem hora que eu simplesmente desenvolvo, cresce, para furo, não necessariamente aprendo. Tem hora que eu aprendo aquilo que não era previsto dentro do meu desenvolvimento. Bom, e tem hora que conforme eu vou desenvolvendo eu vou aprendendo, o conforme eu aprendo eu me desenvolvo. E o que isso faz mais sentido para a vida humana. E nesse terceiro imposto, o bigode a motivada a discutir alguns pontos primordiais aí e escreve aqui, e não há uma total discrepância dos dois primeiros em Forks, uma vez que um não exclui o outro e vice-versa. E ele também observa a interdependência dos dois primeiros em focos, determinando o desenvolvimento como processo, o produto dessa interação de aprendizagem e desenvolvimento. E no terceiro grande enfoque, ele encontra pedagogicamente a aprendizagem nesse nível mais distinto da educação formal, significando aí que conforme eu proporciono situações que desenvolvam o aluno, paciente, cliente, é automaticamente eu contribuo para a aprendizagem dele. E conforme esse indivíduo aprende dentro da proposta, automaticamente ele também desenvolve sentidos mais amplos da sua infância, atingindo os marcos já relacionados e descritos anteriormente. E vice-versa. Então Vygotsky, ele chega aí nesses três em Fox, nesse três pontos de vista primordiais para descrever o próprio processo dele de observação da zona de desenvolvimento proximal potencial. E o Oliveira traz que esses estudos são baseados no Vygotsky sempre vão apontar essa afirmação de que a parte cognitiva e intelectual não se constitui somente da capacidade de observação, memória, atenção, raciocínio e tudo mais, mas um todo o prospect pay das capacidades de menor ou maior grau de complexidade e que são independentes umas das outras, mas também interdependentes umas das outras. Ou seja, não dependem da outra exclusivamente, mas se relacionam muito bem com a outra para favorecer, né, então uma característica e não depende cem por cento da outra para existir, né? As questões de atenção, por exemplo, se relacionam com a memória, é, mas e não necessariamente ao ter atenção processo eu vou gerar uma memória e vice-versa, né? Ao ter uma memória de alguma situação, eu vou destinar atenção para aquele processo intenso. Assim elas se inter-relacionam, mas elas são independentes umas das outras. E ainda lembra que os signos, os símbolos, significados dados aos instrumentos criados e aperfeiçoados no decorrer da vida humana são essenciais para essa construção de pensamento e favorecimento dessa relação de desenvolvimento e aprendizagem, seja ela independente uma da outra ou inter-relacionada uma para com a outra. E além dos autores citados atrás, né, Tua Oliveira e dos demais também, a gente pode perceber Story cronicamente falando dessa evolução que é dada aos enfoques o básico motores dependendo do autor de escrito aí, porque todos vão considerar e cada uma das ciências já estabelecidas pelo homem acabam influenciando e favorecendo essa compreensão do desenvolvimento humano, automaticamente colabora, né, torna mais rica a nossa possível atuação enquanto psicomotricista pensando em indivíduos que vão a estudar a teoria, à prática, propor, sugestionar aí práticas e vivências. Oi, Valdecir, desenvolvimento humano. Corello traz à tona uma discussão em 2005 das importâncias do olhar psicomotor a todo tempo, ao mesmo tempo de se faz necessário refletir, fala sobre a ausência dessa prática psicomotora dentro da prática pedagógica. Apesar que a gente tá discutindo sobre psicomotricidade já alguns anos, o campo psicomotor ter ganhado, né, olhar mais atento da sua potência, é nós ainda colocamos crianças de 6 anos para copiar a lição da lousa, achando que isso por si só basta para que ela aprenda sem destinar um tempo, por exemplo, e a investigação de os aspectos básicos do desenvolvimento motor, essa criança já tem.
Controle tônico: essa criança já estabeleceu relação espaço-temporal; o ambiente no qual está, a sala de aula, no caso. Se ela entende o que é esse ajuste postural, é tônico para que ela destine sua atenção àquilo que a professora está dizendo, e ela já entendeu esse processo de escrita da esquerda para a direita para direcionar seu lápis, sua caneta, seu pincel, seu lápis nesse processo de escrita, entre outras situações. Todas então, beijão, sol, apesar do Oliveira, do Bigode, está bueno em e agir, valor, tanto os outros falarem que todas essas questões e necessidades desse corpo em movimento, né, desse corpo sentido, percebido e atuante, oi, para que a aprendizagem de fato ocorra, né? Ah, se estabeleça e se concretize dentro da prática diária pedagógica docente, dentro das salas de aula no geral. Nós ainda não temos essa prática coerente; nós entendemos a mente superior ao corpo, a mente em detrimento ao corpo, a necessidade corporal, a moldura do indivíduo humano. Nós ainda não estabelecemos a importância do ato, né, do movimento motor para a vida humana, e nós somos movimentos, da fecundação ao último suspiro; nós somos movimento. Essa falta de atenção da escola ao movimento do indivíduo se fundamenta na concepção mais dualista do corpo, e isso é para, né, corpo e mente, que é da era filosófica aí, nos grandes debates motivadores dos filósofos chamados pré-socráticos até os mais contemporâneos.
Bom, então olhar para tudo isso é muito importante, até para a gente pensar na nossa prática pedagógica. Será que nós estamos coerentes com aquilo que nós estudamos? Será que nós destinamos tempo das nossas aulas, das nossas vivências, para observar a relação estabelecida com o corpo dessas crianças, a necessidade de movimento, de ajuste, de adequações posturais, né, de comportamento e mesmo de resposta, flexibilidade cognitiva dentro das atividades propostas ali? Será que nós temos prestado atenção nisso, destinado tempo a isso? E como resultado desse entendimento, Colello vê que a grande preocupação dos educadores durante o processo de ensino-aprendizagem acaba se limitando assim: o treinamento da habilidade, né? Então a mesma praxia fina, ela ganha um patamar, um realce, um destaque muito maior do que as questões mais globais da motricidade, para que o indivíduo aprenda a traçar a letra A, a letra B, a letra L, sem necessariamente ter domínio ali do seu corpo e da sua relação espaço-temporal e do seu desenvolvimento como um todo, né? Então essas habilidades mais restritas e específicas do aspecto durativo da escrita, da coordenação, a discriminação, organização, acabam tendo o impacto e um peso muito maior nas propostas pedagógicas, nas propostas docentes, do que de fato o que é necessário para aquele indivíduo, para aquele grupo, para aquele ambiente. E as restrições causadas nesse ato de educar acabam levando crianças a dificuldades de aprendizagem e percurso, obviamente, né, no processo geral de desenvolvimento e aprendizagem.
O Negrini afirma que essas dificuldades vivenciadas pelas crianças são decorrentes de todo esse processo vivido no próprio corpo, não necessariamente apenas dos problemas específicos de aprendizagem de leitura e escrita relacionados às questões mais neurológicas, né? Assim se compreende que esses aspectos psicomotores exercem profunda influência na aprendizagem, considerando as limitações apresentadas pelo grupo de crianças na tratativa da sua relação espaço-temporal e nos fatores determinantes desse desenvolvimento, dessa aprendizagem e das possibilidades de relação entre a relação. É um proporcionar à criança a livre criação, a exploração de materiais, o contato natural, o recorte com a mão, não necessariamente a tesoura, a colagem, o jogar à bola, chutar a bola, buscar a bola, o correr, subir, descer, pular; tudo isso favorece esse processo de leitura e escrita que é tão enfatizado no fundamental, em detrimento a todas as outras necessidades do corpo da criança. Considerando que esse movimento é princípio integrador, está vinculado às atividades da criança no seu cotidiano e nas expressões, nos permite essa visão de integração, compreender que os desejos íntimos e necessidades prementes do corpo relacionadas ao corpo da criança têm papel fundamental na infância. Uma das linguagens mais importantes é o vínculo consigo próprio e com o mundo. Se eu não tenho esse vínculo com o meu corpo, com a relação necessária do meu corpo, eu também não estabeleço relação para com os outros, ou eu passo a internalizar que a relação do meu corpo para com o corpo do outro, objeto, meio, é mais importante do que as necessidades do meu próprio corpo. Aí a gente tem os abandonos psicológicos; de qualquer forma, a tríade está comprometida, né?
Então ter esse olhar mais integral da criança: de que essa criança é intelecto; ela vai ler, vai escrever, vai aprender a contar, somar, subtrair, né, a reconhecer formas, cores e elementos e tudo mais, mas ela também é afeto, ela também é relação, ela também é espaço e meio, ela também é interpretação de informações, e ela é movimento. Sem movimento, essa criança não explora, aproveita, internaliza as melhores informações do meio e as melhores experiências fornecidas à sua missão. Não; essa valorização de todos os aspectos precisa ser igualmente identificada e favorecida para que a gente, de fato, tenha um desenvolvimento e uma aprendizagem significativa. O Arribas faz alguns correlatos de estudo já bastante estruturados sobre o desenvolvimento e aponta algumas questões muito necessárias. Número um: a intencionalidade do educador ao procurar suas ações por suas vivências para com a turma. Número dois: o cuidado que se deve ter ao elaborar o planejamento; e não dá para elaborar um planejamento de 1º de fevereiro se você não conhece uma turma. Não dá para eu ir lá encarar assuntos que serão tratados no ciclo, no ano letivo, mas para a turma. Eu só consigo elaborar um planejamento depois que eu conheço a turma, né? Ano letivo é uma coisa, turma é outra. Porque ano letivo é o segundo ano, e o segundo ano vai ser segundo ano para todos, e eu tenho conteúdos de base aliás, irei trabalhar agora. Como eu vou trabalhar esses conteúdos de base? Isso eu só sei quando eu conheço quem é a turma: é a turminha A do 2º ano do ciclo fundamental de aprendizagem, é a turminha B do ciclo fundamental do 2º ano. E veja a diferença, porque a turminha A tem o João, a Maria e o Pedro, a Marisa, a Antônia, o José, a Cleidiane, a Amaralina, e a turminha B tem a Beatriz, o Pablo, o Pietro, o João Miguel, a Virgínia, a Sofia, a Estela, o Victor, o Ailton e outros tantos. São turmas diferentes, com objetivos base do currículo para aquele ciclo, para aquele ano fundamental, né? Mas a turma em si é diversa, diferente; ela precisa também ter seu cuidado no processo de elaboração daquilo que vai ser abordado, o melhor do como aquilo vai ser abordado no decorrer do ano. A minha intencionalidade seja cada vez mais clara e objetiva, não só para mim, mas para todos.
A abertura dos interesses e as iniciativas das crianças trouxeram propostas estruturadas, e naquele momento percebemos que aquela proposta, aquela estruturação, aquela forma traçada não atingiu o grupo. É porque não vemos as crianças; quais seriam as melhores maneiras, as melhores investidas e os melhores estímulos para que eles aprendessem aquele conteúdo? Eles são as pessoas mais importantes do processo, as pessoas que mais nos trazem informação do como o processo tem que acontecer. O envolvimento de todos os adultos direcionados às atividades, não só do professor, mas do terapeuta (acompanha no caso de uma criança com deficiência), dos pais que se predispõem a acompanhar o processo de desenvolvimento e evolução daquele indivíduo, ao gestor, o coordenador, a moça da limpeza, a cozinheira, a moça da secretaria; todos os atores envolvidos precisam direcionar as atividades, porque o ambiente tem que ser acolhedor e propício ao desenvolvimento e aprendizagem. E o abdômen de estímulos voltados ao conhecimento, que esse corpo, essa motricidade, que são relevantes para as propostas de aprendizagem. A janela de alfabetização ou não é a base; Tavares traz o que é relevante, o que se considere ao lado de situações planejadas especialmente para trabalhar o movimento nas suas diversas dimensões. A instituição reflita sobre o espaço que é dado a esse movimento; espaço não só o espaço físico, mas o espaço de debate, os passos de construção coletiva para que esse movimento seja cada vez mais harmônico, efetivo, para o início prazeroso, né, construtor de aprendizagem. Porque só assim a gente consegue incorporar diferentes significados e atribuir, né, pesos, valores às propostas, situações e corroboram aí com a participação da família, da comunidade, todo o escolar. O Santos traz que nem ao menos a interação com outras crianças e adultos por si só ela é integradora; toda prática deve ter intencionalidade educativa, ou seja, deve ser coerentemente pedagógica, pensa daquilo que eu tracei para que assim ela, de fato, alcance, né, o meu objetivo, mas também o interesse da criança. E assim a gente consegue envolver todo o trabalho pedagógico. É só dessa maneira a gente consegue deixar com que as nossas crianças, nossos jovens, adolescentes sejam, de fato, protagonistas do seu desenvolvimento, da sua aprendizagem, dentro daquilo que o seu próprio corpo já o favorece.
Os estilos de aprendizagem, eles são múltiplos e vários; são formas que cada indivíduo utiliza para conseguir aprender. Esses estilos únicos, pessoais e singulares, né, apresentam em si próprios a capacidade da criança aprender e também nos mostram, nos apresentam ali possíveis limitações da própria criança. E através dessa observação que a gente consegue traçar novos caminhos, novas ferramentas, novos recursos que vão favorecer nesse estilo, já está refinando o processo de aprendizagem, se refletindo em cada um desses estilos, das ferramentas, das flexibilizações, dos espaços, dos momentos, das interações necessárias. Que a gente consegue compreender e detectar o estilo de cada um dos alunos das salas de trabalho. Com certeza, hoje a gente está numa clínica, no processo terapêutico, é sempre mais fácil você estar indo para um dentro de uma sala de aula, mesmo que a gente trabalhe colaborativo do psicomotricista, por exemplo, com o educador da sala regular, com a instituição. Mas é um trabalho gostoso observar, detectar esse estilo de aprendizagem de cada um, que são nuances que separam um do outro. Só aí para que esses estilos possam, de fato, se desenvolver, se inter-relacionar, entenderem-se, prescrevendo, fazendo com que a proposta se torne cada vez mais fácil, mais acessível, mais prazerosa. Esses estilos de aprendizagem podem perpassar em várias etapas, várias dimensões, vários cenários: então cenário da música, da dança, do teatro, do jogo, da competição, da colaboração, dependendo da lei da observação de cada grupo, é, podem atingir o extraclasse, o contraturno, podem ser pensadas enquanto projetos; enfim, não necessariamente precisam estar única e exclusivamente vinculada à proposta concreta e de planejamento letivo do ano regular, né? Elas podem transcender a sala de aula e ser aproveitadas nesses outros ambientes. E a parte de mãe fala sobre da medida de casas classificadas sistematizada, né, para que o professor aproveite do FIES para falar também de se compra turma dentro do seu currículo, dentro da sua proposta, dentro da sua sala de aula, com essa relação, né? E essa troca, esse favorecimento, né, da autonomia, do estilo, do surgir individual é muito importante. Aí sim, para que ocorra desenvolvimento e aprendizagem. Olá, tudo isso a gente fala pensando no padrão normativo, é aquilo que a gente tem dia a dia de escrever como normal no processo de desenvolvimento e aprendizagem; mas porém, todavia, entretanto, nós sabemos que o desenvolvimento humano por si só, ele não é absolutismo, ele não pode ser generalizado ao extremo, né? A gente generaliza algumas questões para pelos marcos, até a qualidade aproximada ali, e até mesmo para observar a qualidade dos estímulos que têm sido dados, a capacidade de resposta de cada um dos indivíduos. Porém, seja por um transtorno, uma deficiência, um defeito, um acidente, enfim, qualquer questão que afaste a criança desse marco, que boa tarde sua chegada nesse marco de desenvolvimento, e nós passamos a ter um olhar de reeducação psicomotora, de psicomotricidade terapêutica, onde as bases da psicomotricidade contribuem para que a gente estimule devidamente esse indivíduo, essa criança, e reconheça quais são os distúrbios psicomotores ali apresentados, né? E favorecer o escopo dessa criança, esse coisas, hidrelétrica, esse afeto, a interação para que ela se desenvolva dentro das suas capacidades.
E existem algumas evidências de que o desenvolvimento sadio e harmonioso passa a ser considerado, né, manifestação normal, e é considerada por algumas expressões motoras que são os magros, já diz, e que essa ciência psicomotricidade tem seu olhar voltado aí para a totalidade para o indivíduo que apresenta o distúrbio psicomotor e a ligação direta com alguns problemas: o desequilíbrio de tônus, de lateralização, a dominância lateral, orientação espaço-temporal, organização e mental para reconhecimento da minha imagem corporal, e o pobre que mané, que são as partes do corpo; enfim, esses problemas, eles vão causando esse distúrbio psicomotor e tão difíceis de ser diagnosticado, principalmente quando estão relacionados a uma deficiência neurológica, a um transtorno do neurodesenvolvimento, enfim, porque, porque tu tem que saber ter esse filho, esse olhar mais treinado para identificar que aquilo que a criança apresenta até aquele momento é ausência de estímulo, e aí tu vai estimular para que a criança atinja, ou se é de fato uma condição, uma característica neurológica que a impossibilita, dentro, e aí tu vai para ter que pensar em outros meios para favorecer lá, né, para que ela se desenvolva da melhor forma possível dentro da sua condição, da sua característica. Uma hora, então, fazer esse trabalho, esse olhou para o distúrbio psicomotor e conseguiu separar aquilo que de fato é ausência de estímulo, né, falta de vivência, a é sim aquilo que foi negado à criança, daquilo que é condição, é do céu, a cor não é da sua estrutura anatômica-funcional, óleo. E os sintomas considerados por grandes especialistas, ainda escritos principalmente na a bateria de avaliação psicomotora do Vitor da Fonseca, pela avaliação psicomotora da Vera Matos de Kabarite, em algumas descrições do próprio pique vai dar, Gisele subir, hum, da Cacilda Velásquez, da Fátima da Justiça Bueno e outros tantos. Os sintomas mais comuns descritos como distúrbio psicomotor em relação ao ritmo e ao processo de atenção, as respostas adaptativas e comportamentais, tudo isso voltado às questões tônicas da ritmo, atenção e comportamento estão ligados ao tônus. Mas por que que o tônus tá ligado a comportamento? Porque é só uma criança que bate, que morde, que chuta, que empurra; ela não tem bem trabalhada nela o próprio freio inibitório, né? Essa condição do parar, parar e não fazer, parar, analisar e não fazer, isso tem a ver com todos os sintomas de alerta, se torna de sobrevivência, e esse tônus que vai despertar a atenção e direcionar ela para que a gente racionalize um processo de responder da melhor forma possível. E os distúrbios psicomotores também estão associados ao esquema corporal, tão a compreensão de que eu tenho partes, tirou a música da Xuxa, cabeça, ombro, joelho e pé; eu é esquema mesmo, é nome, estrutura, conceito e função é anatômico, né? É aquilo que o meu Stefano vai mapeando e a linguagem vai me trazer de enquanto conceito na minha relação humana. E a orientação espaço-temporal, né? A minha noção do ir e vir, dormir, relacionado com os objetos, com o espaço, com o corpo do outro; a própria lateralidade, tão é a minha noção de direito e esquerdo, embaixo e cima, frente e atrás, para que eu respondo aos comandos dados, e a própria maturação das ações, né, da estruturação de pensamento, raciocínio, expressão do meu pensamento, então, na própria comunicação.
Entre esses alguns sintomas descritos dentro do distúrbio psicomotor que pode ou não estar associado a questões neurológicas – questões neurológicas que eu digo: a deficiência ou transtorno, tá bom? Tem crianças que não tem transtorno do neurodesenvolvimento ou alguma deficiência veiculada, mas apresentam esses distúrbios psicomotores pela ausência de estímulo na faixa etária correta, e não é possível controlar os inúmeros fatores dos quais dependem o desenvolvimento saudável. Então o ideal é sempre proporcionar às crianças contextos que vão favorecendo suas vivências, suas explorações, experimentações e que enriqueçam e facilitem a sua aprendizagem, a prótese de movimento e o seu desenvolvimento, em prol da apresentar esse desenvolvimento motor esperado, até mesmo para análise, para observação, para avaliação, e ele está completo por volta dos 7 a 9 anos; você tende aí, né, do estímulo dado a cada um, a gente espera que até nove anos as bases psicomotoras estejam devidamente, né, alicerçadas, oi, para que a interação consigo e com o outro, com o meio, o indivíduo dê as melhores respostas possíveis. Nos casos em que não ocorra, nós temos caracterizados alguns distúrbios psicomotores, e esse processo ocorre posteriormente a esse aperfeiçoamento da interação perceptivo-motora, percepto-motora, e dependendo do autor, vai estar escrito com o céu, store motora mesmo, né, ou próprio receptiva associada a esse processo de racionalização e condição intelectual. Segundo a Leite, as crianças apresentam distúrbios psicomotores que podem ser descritos e caracterizados da seguinte forma: problemas de equilíbrio do corpo, dificuldades ao pular, saltar, as dificuldades de equilíbrio para andar de bicicleta, por exemplo; as dificuldades espaço-temporais de se localizar, interagir com o ambiente, com o espaço, com um objeto em movimento, gerais desajeitados para a idade, tem um baixo daquele que é esperado, e a dificuldade na própria execução de movimentos mais finos, né, mais sutis, como a própria escrita. E esses distúrbios psicomotores, eles correspondem principalmente à dificuldade do indivíduo na realização do movimento solicitado. Por que o indivíduo não percebe o seu corpo e menos ainda consegue compreender intelectualmente a ordem que lhe foi dada, o comando dado naquele momento, né? E assim interagir entre corpo, objeto e ambiente, na relação para com os outros, eu compreendo o ambiente, objeto ali, e assim ajustar a postura e dar a melhor resposta possível para o seu corpo, para sua condição.
Bom, então os estudos psicomotores no geral têm ligação direta com essa dificuldade de executar o movimento, de perceber o corpo e a planificar, planejar a informação recebida ali, né? Por isso não sabe estimular o movimento e de ações cognitivas na planificação de ação, resolução de problema, entre outras situações que vão favorecer o desenvolvimento e aprendizagem. E quando ocorre o distúrbio psicomotor, é sempre necessário que a gente também olhe para o processo de reeducação do movimento, e essa reeducação psicomotora que vai ser feita ao longo do processo terapêutico ou institucionalizado dentro da unidade educacional. Porque quanto antes a gente observar, diagnosticar e estimular esse indivíduo, melhores serão os resultados em prol do seu desenvolvimento, da sua aprendizagem e, no geral, em resumo, em síntese de tudo isso, todo desenvolvimento corporal é possível graças à integralidade psicomotora. Tu, indivíduos, estão às ações, as experiências, a linguagem, o movimento da percepção, a expressão, a brincadeira, o gesto, o sentido, né, o corpo em ação que proporciona ao indivíduo as bases fundamentais do seu desenvolvimento. Estudos, no geral, não só da psicomotricidade, mas diversas outras áreas, diversas outras ciências mostram a importância da gente estimular os aspectos psicológicos, afetivos, cognitivos, sociais e motores de cada uma das crianças, porque com essas são as bases fundamentais que vão facilitar a aprendizagem ao longo da vida, não só na infância, mas na adolescência e mesmo aqui, nós temos agora durante a sala, por exemplo, que ao longo da vida, né? E é por meio dessa consciência, dessa percepção, dessa relação, dessa expressão o que a criança integra os aspectos motores, intelectuais, socioemocionais, inter-relacionais e maturação do sistema nervoso, e cresce e se desenvolve e aprende e contribui por meio do social no qual está inserida.
Aqui ficam algumas indicações de leituras essenciais, né? Então porque vai: Le Boulch, Dalila Costa, Lapierre, Aucouturier, Lefevre e a Bueno, Vera Matos, Vitor da Fonseca, Hamann, a teoria da sociopsicomotricidade, Rairman-Thiers, né, que aí a leitura da Raman só que pela Elaine, pela Solange Diniz, que são brasileiras e adaptam essa teoria para o Brasil, a contribuição do Rosa Neto através da observação motora para publicidade, Cacilda Velásquez, próprio Luzia, o Arroio, Guerra, o sistema vai vim e outros tantos, bom né, que vão fomentando essa ciência psicomotora para que a gente compreenda como se dá o desenvolvimento e como ocorre a aprendizagem em cada uma das etapas da vida humana, tá bom? Aqui tem algumas referências caso vocês queiram pesquisar; vou mandar para vocês alguns artigos, algumas informações para que vocês estudem, e é isso. Espero ter contribuído para esse olhar ao desenvolvimento e aprendizagem humana, tende a paciência psicomotora; qualquer dúvida, qualquer comentário, qualquer sugestão, qualquer reclamação, fiquem à vontade e podem encaminhar um e-mail aí que a gente vai discutindo, conversando, construindo junto esse processo de aprendizagem, tá bom? Um grande abraço, se cuidem e fiquem bem, e até a próxima.