📱

Get Our Mobile App

Take your business learning on the go!

Download on the App StoreGet it on Google Play

Episódio 03 - Pensamento Além das Fronteiras - Parte II

Inova CPS10:09

Transcription

Bom, o design pink é importante. A gente deixa muito claro que essa forma de pensar dos designers, ela reúne o que é desejável do ponto de vista humano e reúne isso com o que é viável do ponto de vista tecnológico e econômico. Por quê? Eu penso no usuário, eu tenho um problema e eu busco a solução conectada com quem vai usar, com quem vai me dar o feedback e com quem vai dizer se a solução, o produto ou o serviço é bom ou não é. Aliás, isso é fundamental. Não adianta a gente ter uma super invenção se ninguém vai usar, se às vezes até a ideia é legal, sabe? Quando a gente conta, as pessoas falam: "Puxa, isso é interessante, mas não tem usabilidade, a gente não vê aplicabilidade." E para ser uma inovação é importante ter aplicabilidade.

A inovação, vamos só trazer algumas coisas aqui que são fundamentais. Ela tem a ver com, óbvio, criar coisas novas, mas que sejam aplicáveis, criem valor do ponto de vista do usuário, de quem vai usar. Por isso que a gente fala que o design thinking é a forma de pensar dos designers, sim, OK? Acho que isso vocês já entenderam, mas que ela busca trazer, agregar valor na ideia, porque é isso que é importante.

Bom, vamos lá falar do processo, então, e como a gente faz isso. Bom, a gente, você pode encontrar por aí várias etapas num processo de design thinking. Nós vamos utilizar aqui e eu vou compartilhar com vocês aqui nos materiais, fiquem bem tranquilos, aquilo que é mais usual a gente utilizar, que são cinco etapas do processo.

O primeiro é a empatia, fazer um trabalho de empatia neste usuário, no público alvo desse meu produto, desse meu serviço, enfim. E aí a gente pode utilizar várias técnicas. Eu posso fazer entrevistas, eu posso fazer pesquisas, eu posso até perguntar para esse usuário como que ele vê o concorrente, sabe, de produtos similares. Eu posso perguntar como ele percebe essa tecnologia que eu tô entregando, essa solução que eu tô entregando. Então, pode fazer um mapa de empatia, inclusive de uma forma um pouco mais aberta. Ou seja, eu mergulho no meu usuário, independente da solução. Eu não vou buscando soluções neste momento. Eu vou procurando saber mais sobre esse meu usuário, sobre quem é essa minha persona que eu vou entregar a minha solução, porque assim fica mais fácil pra gente ir pra segunda etapa do nosso processo, que é a definição.

Então eu começo a definir quais são então os problemas que a gente vai buscar as soluções. Então a gente começa a definir ali todo, além dessa persona do meu usuário, né, uma coisa um pouco mais modelada, a gente vai definindo ali o que a gente realmente vai resolver. E aí eu vou para a terceira etapa do meu processo, que é a ideação. Neste momento, a criatividade é o limite, que é onde a gente começa a pensar quais são as soluções para esse problema que a gente definiu lá. Então, todas as ideias são super válidas e depois a gente vai refinando quase que num processo de brainstorming. Tem algumas pessoas que defendem que não é um brainstorming, mas a gente pode utilizar essa ferramenta também para esse processo. Então, vamos ali ideando e modelando a nossa ideia, ou seja, a nossa solução.

Quando a gente chega na nossa solução, a gente vai pro quarto passo do nosso processo, que é a prototipação, que é quando a gente vai criando e a ideia ela vai, a gente vai tomando forma, a gente vai visualizando melhor. Depois de prototipado, a gente vai para o teste. Teste e iteração. O que que isso quer dizer? A gente testa exaustivamente. Eu pergunto, eu volto lá pro meu usuário e falo: "Olha, isso aqui tá legal." E ele é interativo, por quê? A gente vai melhorando a cada etapa. A melhora é sempre contínua, porque lembra, a gente às vezes fica tão imerso no problema que eu não olho pro meu usuário. Lembra que essa é a nossa máxima? Então eu vou testando e buscando saber o tempo todo, pegando os feedbacks desse meu usuário, se realmente tá resolvendo. É isso mesmo, até a gente ter o produto.

Vamos pegar um exemplo bem rápido agora. Vamos pensar, por exemplo, que nós estamos com problema em um site de delivery de comidas. Bom, então os usuários dessa plataforma, desse delivery, estão dizendo que, olha, tá tendo muita demora para a entrega. Se a gente não pensa como designers, a gente fala: "Ah, então vamos diminuir o tempo de entrega. É o motoboy, enfim, é o entregador, alguém tá demorando ou é a produção. Vamos ver isso logo." Mas se eu começo a pensar no meu usuário e eu vou lá e vejo, mas por que que ele tá com a sensação de que está demorando? Como que isso está acontecendo? Onde que está tendo essa demora? Será que a demora é na hora dele fazer o pedido? Será que a demora realmente é do motoboy? Qual que é essa sensação? Porque tudo isso é uma sensação que a gente tem.

Então a gente começa a perceber que desde quando a gente faz toda essa imersão e aí a gente acaba descobrindo, vamos supor aqui, que na verdade é que sabe o nosso site, o nosso app, enfim, nossa plataforma é que ela é tão difícil, ela não é muito, ela não entrega muitos recursos para esse meu usuário, ela tem uma navegabilidade muito baixa. Ela não é uma plataforma onde os meus usuários, meus clientes, né, neste caso, navegam tranquilamente. Então, por isso, ah, desde o momento que ele começa a fazer o pedido, até a entrega demora mesmo, mas ele demora muito na escolha, porque ou o meu cardápio, eu tenho tantas opções que ele se perde no meu cardápio, sabe quando eu tenho produtos muito parecidos e ali vai dando uma sensação de que, nossa, qual que é a diferença desse cachorro quente, desse lanche, desse prato de massa, desse espaguete para esse pene, sabe essas coisas assim?

Então eu acabo descobrindo nessa minha imersão que é o tempo da plataforma da navegação e do pedido e não da minha produção e não da minha entrega. E aí quando eu faço essa inversão, eu descubro isso, o que que a gente começa a fazer? Começa a prototipar. Então a gente começa a pensar, bom, vamos primeiro aí definir qual que é o nosso problema. Vamos deixar uma navegabilidade melhor, mais intuitivo, site ou app. Legal. Então a gente começa a fazer esses testes, começa a perguntar pro meu usuário: "Olha, o que que você prefere? Você prefere um cardápio com muitas opções ou com menos opções? Com mais sessões, o botão de outra cor?" E aí ele começa a me demandar respostas. É muito mais fácil quando eu tenho esse contato e esse canal direto com o meu público.

Então eu começo a prototipar, eu pego, faço um cardápio, teste, chamo alguns usuários, alguns clientes para testar, eles testam aí eles vão me dando feedbacks e aí eu vou pro teste, coloco à disposição ali dos meus clientes, deixando sempre um canal aberto para que eles nos retornem com sugestões até que a gente chega realmente num app, num site, numa plataforma em que eu consiga entregar mais valor e de forma mais rápida.

E aí, se eu fosse apenas pensar problema, solução, sabe o que eu ia fazer? Pedir para minha produção ser mais rápida. Ia falar que os lanches, as massas, enfim, os meus pratos estão demorando demais. Ou ia falar pro motoboy que olha, ele tá demorando muito. Olha só que perigo, né? Até ia colocar em risco a vida dos meus entregadores. E é isso que o design thinking ele nos entrega valor. E quando a gente começa a pensar com esse pensamento mais com a perspectiva maior, eu entrego muito mais valor e eu tenho melhores produtos e serviços.

Utilizem isso o tempo todo da ideação do projeto de vocês, que eu tenho certeza que as ideias, que as entregas serão muito melhores. Eu vejo vocês aqui na nossa plataforma ainda, onde a gente vai fazer alguns testes, vamos fazer alguns exercícios e tem o material aqui com muito mais exemplos para vocês, com muito mais informações e que vocês vão entender muito melhor o design thinking. Até logo nos nossos exercícios. [Música]