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Episódio 05 - Quanto a tempestade chega

Filipenses Quatro Oito31:59

Transcription

Ah, que bom tá aqui de novo. Mais uma quarta-feira. Dessa vez, para mim, pelo menos, uma quarta-feira diferente. É diferente que eu tô de férias, ou melhor, é verdade, licença-prêmio. É quase igual, melhor, um pouquinho diferente. Seja como for, seja como for o nome que a gente dá para esse período, eu estou alguns dias oficialmente sem pensar muita coisa do trabalho, antes do próximo semestre começar aqui na Unicamp.

Por conta das adequações que a gente teve que fazer por conta da pandemia, a gente vai começar o segundo semestre no dia dezesseis de setembro. Então, agora é um período que a gente está considerando como férias fora do período letivo. Então, eu tirei uns diazinhos para descansar. Lógico que sim, ainda tinha que trabalhar um pouquinho ontem, outro pouquinho hoje, provavelmente. Mas depois disso, a ideia é realmente conseguir parar e desligar as coisas do trabalho. Vamos ver, né?

E falando em desligar, bom, então assunto importante que estava em alta na semana passada, principalmente. Desligar. E aí eu queria saber como você escreve. Aí eu, você me conta depois. Como foi a semana? Desculpa, como foi a semana depois das telas? Eu espero que todo mundo tenha conseguido, ou pelo menos se mostrar um pouco mais consciente no pensar sobre o uso das telas, né? Ou fez o detox, ou conseguiu minimamente ficar mais consciente sobre o seu uso dos celulares ao longo do dia.

É, eu acabei fazendo o detox. Inclusive, a gente, eu acabei fazendo uma estratégia que eu também recomendo, principalmente se você tem algum grupo no WhatsApp que é extremamente comunicativo. A gente combinou no grupo qual ia ser o dia que, assim, todo mundo tava fazendo esses detox no mesmo dia. E aí a gente não teria grandes dificuldades de, no dia seguinte, ter que ler 640 mensagens que ficaram em aberto. A gente combinou de fazer no mesmo dia e foi muito bom. Acho que é definir o dia dessa semana. De novo, eu só entrei no WhatsApp para avisar meus pais que eu estava saindo para ir na casa deles e depois para avisar quando eu tinha chegado.

E é interessante quando a gente faz um exercício como esse, o quanto a gente se torna mais, ah, mais voluntário, mais, mais vontade, mais consciente do quanto tantas vezes é involuntária a gente pegar o celular. E no momento que a gente está ociosa. Então, foi interessante que para mim, no sábado, a hora que eu acordei, ele já tinha acordado as crianças, já estava escutando o movimento aqui na sala. E eu acordei, abri o olho assim, primeira coisa, eu já virei para o lado para pegar o celular. Eu sou, temos, nossa, não faz outra coisa, descansa mais um pouco, levanta, vai ficar com as crianças, vai fazer alguma coisa. Temos, foi interessante no tal, quanto às vezes a gente nem pensa e a gente já está com o celular na mão. É um site que são, são aprendizados para a gente se manter consciente e ver que muitas vezes o nosso, o nosso tempo está indo embora e a gente não sabe por quê, mas está. Então, e motivos Camões, né?

E aí eu quero lembrar vocês do e da Isto é Concílio. Lembram disso? Duas maneiras que seu celular está transformando você. Aí eu consegui para vocês um desconto pela Editora Concílio. Para que encontrar no site o livro físico, é se você colocar o cupom Filipenses 48 até dia trinta e um de outubro de dois mil e dez, você leva dez por cento adicional do desconto que já está em vigor lá no site deles, tá bom? Excelente livro. Cupom vale até trinta e um de outubro de dois mil e vinte. Obrigada pela correção.

Vamos lá, então. Vimos sobre a questão de prioridades. Também vimos sobre o que que a falta delas revela sobre o nosso coração. Falando sobre orgulho, que por tantas vezes nos impede de dizer esse tão necessário não. E a gente viu como, acabou de falar, o quanto os celulares têm roubado o nosso tempo e a nossa atenção daquilo que realmente é importante. Então, o tema hoje é: "O Duro Desativar". Comentar que acho que não tem nenhuma data para frente, mas se eu falar alguma data errada, depois da hora, aqui nos comentários, tiverem liberado de novo, vocês me corrijam. Não era dois mil e oito, dois mil e dezoito, enfim. Vamos lá.

O tema hoje é: Administração do Tempo Quando a Tempestade Chega ou Quando Ela Não Passa. Situações difíceis. Situações difíceis que tomam não apenas o nosso tempo, mas viram o nosso tempo de ponta-cabeça e impedem que a gente consiga fazer aquilo que a gente priorizou, que a gente colocou como essencial. E no planejamento, em que a vida seguia mais ou menos de uma forma normal, previsível, digamos assim. Então, o desafio de saúde, uma doença que a gente enfrenta, ou alguém muito querido e próximo de nós, o desemprego, a sobrecarga de tarefas natural que vem do fato de você ser mãe de crianças pequenas, ou mãe solteira, ou viúva, ou cuidar de alguém que está muito debilitado, ou qualquer outra situação difícil ou de sofrimento que você esteja enfrentando nesse momento.

E falando em sofrimento, são a Elisabeth Elliot no seu livro maravilhoso, "O Sofrimento Não Querem Vão", já recomendado outras vezes em outras séries, e aqui ele vem com força total também. Ela definiu o sofrimento de uma forma que eu achei excelente. Ela disse que sofrimento é ter aquilo que você não quer e não ter aquilo que você quer. O sofrimento é ter aquilo que você não quer, ou não ter aquilo que você quer. Eu achei ótima essa definição, porque, como ela mesma diz, essa definição, ela vai abranger desde a máquina de lavar louça que parou de funcionar e você ficou totalmente na mão, até a falência da empresa, até o desemprego seu do seu cônjuge, ou até a doença ou a morte de alguém muito querido. Em situações como essa, remir o tempo parece algo que é especialmente desafiador.

Será que é diferente? Talvez quem tem ouvido tudo isso até agora, nesses últimos episódios, e pensado: "Bom, acho que tudo isso se aplica quando a vida tá ok, mas a minha vida está de ponta-cabeça, ela não está ok. E não é porque eu não tô administrando o meu tempo direito, mas é porque eu tô cuidando de alguém doente, porque eu estou doente, que eu tô lidando com uma situação de sofrimento, de desemprego, seja qual for o que você está passando." E aí você pensa: "Bom, eu, na minha situação, como é que eu vou escrever, definir as prioridades?" Quando um pãozinho você diga aí, né?

Então, enfim, hoje a ideia é reconhecer. Não quero ser insensível a isso. Por isso, a ideia é realmente é reconhecer que aproveitar o máximo todas as oportunidades em meio às tempestades da vida, em meio às circunstâncias difíceis, é sim, extremamente desafiador. E por isso cabem alguns lembretes adicionais. Porque, por mais que seja extremamente desafiador, não existe circunstância da vida que a gente esteja que Deus não nos tenha colocado nela. Ainda não disse, vai voltar para cá hoje de novo, essa, essa definição e essa, essa citação do Chaves, por nós, mas sintam-se, e se ele nos pede fidelidade e obediência em qualquer circunstância da vida, mesmo em meio ao sofrimento, é possível remir o tempo e é possível aproveitar ao máximo todas as oportunidades para a glória de Deus e serviço ao próximo.

Só que em situações difíceis, em situações de sofrimento, existem alguns lembretes que acho que é importante, como fazer para essa série, para se lembrar disso, tá bom? E o primeiro deles é o seguinte: você não está sozinha, você não está sozinho. E Deus quer o seu bem maior. Esse bem maior é conformar você à imagem de Cristo. As aflições e circunstâncias difíceis, elas têm a capacidade maior do que outras de nos fazer sentir sozinhas, de nos fazer sentir isolados. E por vezes, pode ser até que a gente pense que Deus se esqueceu de nós, porque o que está acontecendo com a gente já está demorando muito tempo para passar, parece que não resolve, não resolve. E o nosso coração tem carinho, tem a tendência a começar a pensar que Deus se esqueceu da gente. Só que isso não é verdade. E a gente precisa lembrar da onipresença e da soberania de Deus.

É um lembrete importante quando o sofrimento bate na nossa porta, quando o sofrimento insiste em não passar. E a gente precisa ser um bom administrador do nosso tempo. E a gente precisa se lembrar que Deus conhece todos os dias da nossa vida. Como já está escrito e já foi falado assim em duas ou em todas as séries, esses versículos sempre voltam, que é o Salmo 139, versículo 16, que diz o seguinte: "Os teus olhos viram o meu embrião; de todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer um deles existir." Isso vale não só para o número dos nossos dias, como a gente também já viu em séries anteriores, mas para todos os detalhes de cada um deles. Deus nos conhece por completo e ele está no controle de todas as situações. Que atributos de Deus, quem tá aqui desde a primeira, que atributo de Deus isso te lembra? Soberania. A Soberania Divina é um atributo sempre muito, muito valioso, de aplicações muito práticas e presentes para nossa vida diária. Não deixa de ser a soberania e essa, e essa, essa consequência da gente pensar nela. Aqui, Deus está no controle da sua situação. E se ele te colocou nela, é porque é possível glorificar o nome dele, mesmo em meio a isso que você tem passado, que eu tenho passado, que nós temos passado. A gente começou inclusive, quando discutiu soberania, falar isso no contexto da pandemia, do isolamento social. É possível a gente glorificar Deus, extrair o melhor dessa situação no sentido de nos tornar mais parecidos com Jesus Cristo, mesmo em meio a essas limitações e restrições que a gente está exposto. Porque se tivesse qualquer outra situação que fosse melhor para a gente, Deus já teria colocado a gente nela. Já vimos isso muitas vezes. E ele não só conhece cada um dos nossos dias detalhadamente, como ele tem por objetivo maior nos conformar à imagem de Jesus Cristo. Romanos 8:28 e 29. Por isso, Deus, na sua Providência, a todos os acontecimentos, tudo o que acontece, cada um dos nossos dias, em direção a esse propósito, é para lá que ele está nos levando. Definição de Providência: Deus orquestrando todos os acontecimentos da nossa vida, sejam os bons, sejam os ruins, para o seu propósito maior de nos tornar mais parecidos com Cristo. E lembro uma vez, eu falei já, não lembro mais em qual das séries, acho que não é de contentamento, uma frase que a princípio choca a gente, mas que Deus não está tão interessado na nossa felicidade terrena, mas ele está interessado na nossa santidade, na nossa santificação, para que quando a gente chegar no nosso destino, porque a nossa pátria não é aqui, e a gente chega lá, a gente desfrute de uma felicidade que nada nesse mundo é capaz de comprar ou é capaz de fornecer para a gente. Então, a felicidade eterna, passe aqui, quer que a ausência do pecado vai trazer para nós de uma forma definitiva, ela vai vir no céu. Enquanto a gente tiver, e a gente vai passar por sofrimento. E reconhecer isso, muitas vezes, é o ponto de partida para o contentamento e para uma boa administração do tempo, por saber que nada do que acontece aqui, nem as situações de sofrimento, estão fora do controle divino e soberano do nosso. Diz tudo que a gente vive, então, é soberanamente orquestrado e organizado por um Deus bondoso e amoroso que deseja ver os seus filhos cada vez mais parecidos com Cristo. E essa é uma verdade que deve nos trazer esperança, esperança em meio ao turbilhão que as circunstâncias adversas fazem com frequência na nossa agenda e que nos impedem de fazer, de produzir da forma como a gente gostaria. A gente parece que nessa situação e se sente meio que vivendo num plano B. Quer ser meu plano A, esse aqui, mas agora alguém da minha família está doente, então deixa lá, vou cuidar. Só que como se você tivesse vivendo num plano B. Mas a mercadoria é muito esperançosa para a gente considerar que não é que a gente está vivendo um plano B. O nosso plano é o B. A gente, sem saber, a gente faz um plano B, porque Deus já tem o plano A para nós. E é isso que a gente precisa se lembrar. O plano de Deus para nós é o plano A. E nada faz com que a gente migre para o plano B. O plano de Deus está sempre perfeitamente em execução, ainda que a gente não entenda. Então, não estamos sozinhos, não estamos isolados. Deus está conosco. E em meio às situações difíceis, ele vai orquestrar cada circunstância da nossa vida para o nosso bem. E aí, no nosso papel de exercer obediência e fidelidade em qualquer circunstância da vida, a gente pode se lembrar de se administrar o nosso tempo da forma como for possível. E que a gente vai ver daqui para frente, como isso se configura. Tão soberania, vamos lembrar disso, porque esse é um atributo que tem que coar aí, tem que estar presente nas nossas mentes e na nossa vida. Tem que todo o eu.

Segundo lembrete, talvez mais um conselho, esse, mas mais um lembrete também. A importância da gente priorizar. E junto com isso, nas situações difíceis, simplificar. Parece a mesma coisa, mas isso cria formas de ação diferentes. Se o conceito de prioridade, de prioridade, escolher as principais coisas e se ater a elas, já era importante quando a vida andava sem grandes turbulências, em situações difíceis, em situações de sofrimento, mais ainda. E aí, além de priorizar, a gente precisa pensar em simplificar. E esse foi um conselho ao qual eu realmente me apeguei muito em diferentes momentos da vida e ainda hoje penso muito nisso. Em fases diferentes da vida, além da questão de prioridade, vem: simplifica. Na cabeça, simplifica, simplifica. Em especial, eu consigo lembrar quando o João nasceu. E quando eu mudei com eles pequenos para aqui para Jundiaí. O que a gente mudou para cá, e o João era pequenininho, a Ester também, que ele tem uma diferença relativamente pequena de idade. E muitas coisas que eu gostava de fazer de uma forma mais complexa ou mais, mais completa, eu tive que simplificar em prol de uma agenda minimamente dentro do que dava organizada e sem colocar em risco a minha saúde mental, espiritual e a da minha família também, né? Ainda preciso muito lembrar disso. Na verdade, não é algo que já domino. A gente precisa pedir para Deus que nos dê sabedoria para ele executar aquilo que é mais importante e primordial na nossa vida. Talvez esteja numa fase em que os seus filhos pequenos, aliás, estava conversando sobre isso com uma pessoa essa semana. Talvez esteja numa fase em que os seus filhos pequenos vão exigir tanto de você, a tal ponto que os ministérios que vocês têm na igreja, vou ter que desacelerar um pouco. Ou talvez os seus ministérios, têm que ser os seus ministérios, têm que ser revistos e reduzidos a um ministério, porque agora os seus filhos têm exigido de você energia, atenção que você não consegue dar para eles com excelência, se você tiver que dividir isso em muitas atribuições fora de casa. E se sol, e de novo, exemplo de coisas boas, são coisas boas, são de maternidade. Estamos falando de ministérios na igreja. Eu trouxe esse exemplo meio de propósito para a gente pensar que esse exercício é importante, mesmo quando a gente tem várias coisas boas na nossa mão, a gente ainda precisa escolher. E esse é só um exemplo, dentre muitos momentos diferentes da vida ou circunstâncias difíceis nos fazem constantemente ter que voltar para as nossas prioridades e ter que repensar não só se a gente está fazendo com que elas tenham uma primazia, mas que talvez seja o momento da gente se ater somente a elas por um período. Por isso, aquela folhinha do "Direto ao Ponto", ela não é para ser feita uma vez só. Já disse isso algumas vezes e quero encorajar você nesse exercício, encorajar vocês nesse exercício. Não é uma folhinha que a gente faz uma vez, coloca ali, fala: "Bom, é isso aqui, então fechou." É, a gente precisa voltar nela constantemente, porque a vida muda, as prioridades mudam. E a necessidade, então, de avaliação e de reavaliação contínua, para que a gente possa priorizar nas diferentes circunstâncias e situações e fases da vida.

Eu li uma frase uma vez que eu achei o máximo. Que a frase diz o seguinte: "Não aconteça antes dessas frases minhas cortinas que depois viram quadrilha, tá? Não deixe para amanhã o que você pode deixar para lá." Máximo! "Não deixe para amanhã o que você pode deixar para lá." Eu acho que tem tudo a ver com prioridade, com organização. Situações difíceis fazem a gente repensar o que realmente importa constantemente. E não é diante dessa avaliação para a gente olhar o que realmente importa, fazer o que realmente importa. E para as outras coisas que a gente acha que não é prioridade no momento, a gente falar: "Depois eu faço." Para as coisas que simplesmente podem não ser feitas. Então, não deixar para o que a gente pode deixar para lá, nesse sentido, é muito valioso para nossa administração do tempo. É para deixar para lá. Não é para a gente limpar, limpar a bancada da escrivaninha e deixar uma pilha da estante. Você não resolveu, você só mudou, mudou bagunça de lugar, né? Então, é para não fazer, entender que isso não é prioridade agora e não está nem sequer na lista do que vai ficar eventualmente em suspenso, vai simplesmente não ser feito, porque agora não é hora de fazer. Então, não vai ser feito. Não deixe para amanhã se você pode deixar para lá. E junto com isso vem a ideia do simplificar. Para aquilo que você não pode deixar para lá, sempre fica. Sempre fica. Tudo bem se o seu cotidiano normalmente você consegue preparar as refeições na hora, porque você é muito fã do arroz fresquinho, porque você tem um valor assim de que, de que, de que a sua família só come feijão feito na hora. Tudo bem, não tem problema. Quando a vida tá ok, não tem problema nenhum. Mais bacana você ter esse tipo de título, mas no bom sentido, mucosa intestinal da palavra. Mas quando a vida aperta, simplificar sem culpa essas coisas, essas coisas que vão realmente livrar a gente, nosso tempo, pode ser algo de muito valor, de muito valor para o bem-estar espiritual da sua família. Sim, espiritual. Esse é o termo. Tá? Congela comida, congela o arroz, congela o feijão, peça comida, mais lanches por algum tempinho. Alimentar bem essa família é uma prioridade. Mas você pode fazer isso de uma forma mais simplificada. Quando a vida está caótica. Aliás, a gente pode simplificar muita coisa, mesmo fora da tempestade. Uma avaliação honesta do nosso dia certamente traria isso. Não vai fazer tudo de qualquer jeito, mas existem coisas que a gente pode fazer para simplificar. E depois de cinco, seis meses de pandemia, muita coisa você provavelmente já simplificou, ou você estava à beira do colapso. Certo? Se a gente precisa simplificar, e muitas vezes a gente não simplifica a nossa rotina, as nossas coisas, nossas mãos, o nosso dia a dia, por algum orgulho, temor dos homens também. Mas hoje o assunto é outro. Chega de orgulho, chega de livrinho. Mas é importante a gente pensar que muitas vezes, que está por trás, hoje que a gente está falando é da circunstância difícil. E nelas, a gente pode e deve simplificar a nossa rotina, o simplificar o nosso dia, como um recurso importante para manter o que é prioritário no seu devido lugar, quando a tempestade chega. Então, aliado a isso, nas circunstâncias difíceis, a importância da gente simplificar.

É um terceiro lembrete. Então, aprenda esse também. É lembrete que já tem uma série toda falando sobre isso. É: aprenda a viver contente em qualquer situação. E aí, parece um conselho para quem está aqui pela primeira vez, parece um conselho que, que parece fácil, né? Mas vamos ver lá. Filipenses, capítulo 4, versículos 11 a 13. Vale a pena reler, reler, reler. "Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece." É como eu disse, nós já tivemos uma série inteirinha falando sobre isso, falando praticamente sobre esse trecho ou sobre Filipenses como um todo, né? Treze episódios em que pegamos a carta mais alegre da Bíblia, que é a carta de Paulo aos Filipenses, escrita por ele dentro da prisão, e entendemos que o contentamento é possível mesmo em meio às aflições. E o contentamento, ele influencia no uso do nosso tempo de forma direta. Isso é importante lembrar em qualquer circunstância, mas nas difíceis, de uma forma especial. Porque quando a gente não está contente, com o nosso coração está pesado, está cheio de murmuração, de insatisfação, inveja, ciúmes, ingratidão, o coração descontente permanece pensando naquilo que ele não tem. Ele permanece pensando no seu sofrimento, nas suas angústias. E isso paralisa o cristão descontente. O tempo que poderia ser bem aproveitado para glorificar a Deus e servir ao próximo, escoa pelos dedos do cristão descontente, porque ele fica parado pensando naquilo que ele não tem e que ele gostaria de ter. O contentamento, vamos relembrar, foi definido por Nelsons Wilson como sendo uma profunda satisfação na vontade de Deus. Paulo nos ensina que o contentamento é algo que a gente tem que aprender. É algo a ser aprendido, não é algo que já nascem alguns, em outros não. E na trajetória de Paulo, a gente sabe por outros trechos também, mas por esse, disso ele tem esses quatro de 11 a 13, a gente também vê isso. Aí ele aprendeu isso não na vida mansa. Ele enfrentou aflições, sofrimentos intensos por causa do evangelho. E ainda assim, aprendeu o segredo de viver contente em qualquer situação. E o segredo de viver contente em qualquer situação aparece no versículo 13: "Cristo, tudo posso naquele que me fortalece." Paulo: "Tudo posso naquilo que o fortalece." Ele pode aprender a viver contente, porque Cristo o fortalece. O mesmo para nós. É possível viver contente, é possível viver deleitando-se profundamente na vontade de Deus, quando a, e quem é que a força para isso? Não vem da gente, mas vem de Jesus Cristo. Nós podemos e nós devemos descansar, aprender a descansar no Senhor, na certeza da sua soberania, na certeza do seu cuidado zeloso por cada um de nós. Ele está no controle de todas as situações. E isso inclui as situações de sofrimento, as situações difíceis que eventualmente você esteja agora, ou já esteve, ou estará, que nós estamos imunes a elas. Então, é possível viver contente em toda e qualquer circunstância. Precisamos aprender isso, né? E isso nos capacita a fazer o último ponto de hoje. Também já falado em outra série, mas aqui falando um pouquinho com mais profundidade. Último ponto de hoje, último lembrete. Quando estamos com o desafio de remir o tempo em meio a circunstâncias difíceis, é: faça a próxima coisa. É porque, em todas as demais que nos é possível fazer, a próxima coisa é. Quando a gente reconhece que não está sozinha, se Deus quer nos deixar mais parecidas com Cristo, que reconhecemos as nossas prioridades, e quando temos uma verdadeira satisfação da vontade de Deus, é que nós podemos fazer a próxima coisa que temos para fazer. Essa frase "faça a próxima coisa" ganhou vida e um significado profundo na vida de Elisabeth Elliot, uma grande serva de Deus que enfrentou muitas aflições na sua vida, incluindo a morte do seu primeiro marido, Jim Elliot, que foi assassinado juntamente com outros quatro amigos missionários quando eles estavam se aproximando de uma tribo indígena no Equador. Alguns anos depois, o seu segundo marido também morreu, vítima de câncer. E no seu livro "O Sofrimento Não Querem Vão", que, que na verdade é um compilado de palestras dela, não é um livro que ela escreveu, mas é um livro que foi uma edição de uma série de palestras que ela, é, porque eu estou assistindo agora inclusive no curso Fiel de liderança, se você foi na série mulheres, está com acesso aos FL Procura lá, "O Sofrimento Não Querem Vão", que é a própria Elisabeth Elliot ministrando as palestras que deram origem, que deram origem ao livro. E então, nesse livro "Sofrimento Não Querem Vão", a Elisabeth Elliot mostra que a gente, com clareza, que foi no seu sofrimento mais intenso que ela aprendeu as lições mais profundas sobre Deus. E foram essas as lições que ela aprendeu sobre Deus que tornaram a, a Elizabeth Elliot capaz de tomar como meta, como objetivo, em meio ao seu sofrimento, só ver a próxima coisa. E essa é uma lição valiosa que a gente pode aprender com ela, quando o assunto é confiança em Deus e remir o tempo. E faça a próxima coisa. Faça a próxima coisa que você tem para fazer. E olha como ela coloca. Eu vou ler um textinho meio, um pouquinho mais extenso do livro, mas vale a pena. Presta atenção: "Não existe uma antiga inscrição, ouvi dizer, gravado numa casa paroquial na Inglaterra, em algum lugar do litoral, uma inscrição saxã: 'Faça a próxima coisa'. Não conheço uma receita mais simples para paz, para o alívio da pressão e da ansiedade, do que essa palavra de sabedoria tão prática e tão pé no chão: 'Faça a próxima coisa'. Isso me ajudou a ultrapassar mais agonia do que qualquer outra coisa que eu poderia recomendar. Quando descobri que meu marido estava morto, eu tinha ido à base aérea missionária, no lugar chamado Chelmer, no limite da floresta, para estar com as outras quatro esposas, enquanto esperávamos alguma notícia sobre os nossos maridos. E quando finalmente chegou a notícia de que todos os cinco homens haviam sido mortos com lanças, então, é claro, nós tínhamos decisões a tomar. Voltaremos aos nossos postos na floresta ou faremos alguma outra coisa? Eu decidi voltar ao meu posto na floresta. Jamais considerei qualquer outra opção, pois, para início de conversa, eu já era missionária mesmo antes de casar com Johnny Elliot, antes mesmo de ficar noiva dele. Mas eu tinha que voltar para um posto no qual não havia nenhum outro missionário e tentar fazer sozinha o trabalho que dois de nós vínhamos fazendo juntos. Então, não era como se eu não tivesse nada para me manter ocupada. Eu realmente não tinha tempo para me sentar, para refestelar-me com pena de mim mesma e afundar num lamaçal de autopiedade. Eu fiz a próxima coisa. E sempre havia uma próxima coisa depois dela. E eu descobri muitas vezes na vida, como por exemplo, de novo, depois da morte do meu segundo marido, o simples fato de que, embora vivesse numa casa bastante civilizada, eu tinha pratos para lavar, eu tinha o chão para limpar, eu tinha as roupas para lavar. E essa foi a minha salvação." É.

"Fazer a próxima coisa" é muito prático. É tão prático que às vezes choca. Eu já conversei com diversas pessoas que leram esse livro e foram muito impactadas por esse, por essa visão de, em meio ao sofrimento, você fazer a próxima coisa que você tem que fazer, em vez de ficar sentada sofrendo, sofrendo e se lamentando. É claro que existe espaço para descargas emocionais, mas ao fazer a próxima coisa, a gente está remindo o tempo, mesmo em meio a situações muito difíceis. E isso envolve, como eu disse no começo, todos os outros pontos juntos. A gente entende que a gente não está sozinha, a gente entende que o sofrimento não querem vão, ou seja, existe um propósito maior para tudo aquilo que a gente passa. E por causa disso, a gente pode aprender a viver contente, independente da circunstância, e buscar, mesmo no meio do sofrimento, honrar e glorificar a Deus. Quando a gente faz uma coisa, a gente olha ao redor, identifica o que é que a gente tem para fazer, a gente prioriza, a gente reduz as coisas ao que a gente consegue fazer com a ideia do simplificar. Mas a gente não deixa de fazer a próxima coisa. E depois dela, como Elisabeth Elliot bem coloca, e você vai ser sincera comigo, você já viu isso na sua vida também. Depois que a gente faz a próxima coisa, tem a próxima. E depois da próxima, tem a próxima. E a próxima, e a próxima, e a próxima. Esse é um belo conselho. Eu gostaria, e fico feliz de encerrar essa devocional com ele. Se Deus nos ajude a fazer a próxima coisa, remendo o tempo, mesmo quando as circunstâncias são difíceis, na certeza de que ele está no controle e no comando da nossa vida. Quanto a nós, que a gente possa tão somente fazer a próxima coisa que a gente tem que fazer, porque ele está cuidando da gente. E amém.

É muito bem, então é isso para hoje. Que Deus vos ajude, nos abençoe nesse desafio. Não são coisas fáceis, mas são coisas simples. Eu acho que é isso que a gente precisa ter em mente e pedir a Deus que nos ajude em situações em que a gente tem o que a gente não quer, ou situações que a gente não tem aquilo que a gente quer, que a gente se lembre de que ele está no controle, que a gente se lembre de priorizar, de simplificar, de aprender a viver contente em qualquer situação, porque Paulo atendeu e ele nos mostra que é possível. E que a gente faça a próxima coisa que a gente tem que fazer. Amém.

Maravilha, então semana que vem estaremos de volta. Tenho só uma palavrinha pequena, rápida, para quem está acompanhando o convívio. Na semana que vem, a gente vai fazer uma inversão de capítulo, tá bom? Então, a gente ia para o capítulo 6 na semana que vem, mas a gente vai começar com 7, ok? Então, semana que vem, capítulo 7. E depois, na outra, vocês. Beleza? Então, até semana que vem. Vou a semana para todo mundo. Que ele nos ajude a glorificar a Deus naquilo que a gente tem para fazer. Um beijo para vocês. Até a próxima. Tchau, tchau.