Transcription
[Música] Branca de óculos. Eu sou preta, favelada, venho de Belo Horizonte, moro em São Paulo. Que eu não sou fã do Oruan, já para dizer de antemão. Eu defendo a vivência dele, porque eu cresci com pessoas que passam pelo mesmo.
>> Não, você não cresceu. Você cresceu com algum chefe de traficante que mora numa mansão de R$ 35.000?
>> Eu tinha o dono da boca no meu vizinho de frente. Mas eu acho sobre isso que eu quero falar aqui. Quem era criminoso desde o início era o pai.
>> Você não é, você não tem certeza. Então eu vou te trazer um conjunto de coisas. Tava pedindo ajuda numa mansão de R$ 35.000, milhões de reais. Ele tava pedindo ajuda quando ele falou assim: "Aqui é o filho do chefe. Quero vir me buscar, me prender aqui no Complexo do Alemão da Penha." Aliás, você acha que ele tá pedindo ajuda quando ele faz uma música falando aqui: "É que na selva do urso, sabe que nós é o assunto?" Você sabe quem é o urso? O urso tem mais de 100 homicídios no currículo dele, que é o cara que tava com, ó, chamada de vida com ele e ele foi preso por mais de 100 homicídios, inclusive com criança no meio. Então você ainda tem dúvida se o Oruan ele é algum tipo de criminoso? Você tem alguma dúvida disso? Os fãs do Oruan não saem da favela com uma mansão de R$ 5 milhões de reais. Isso que você não tá entendendo. Oruan, ele vai com uma mansão falando que a favela venceu, quando na verdade quem venceu foi ele. As maiores vítimas dos crimes do Oruan e do Marcinho VP são mulheres negras como você. Tenda só, o branco rico hoje ele anda de carro blindado, ele mora num condomínio, ele tá cagando para lei anti-Oruan. Quem tá se [ __ ] é o cara que tá no ponto de ônibus numa escala 6 por 1, passa o speed bike, rouba um celular para vender pro crime organizado. E este cara, infelizmente, hoje ele tá desamparado. Você pergunta para as pessoas, as pessoas querem acabar com o crime organizado. Nós vivemos uma guerra, um probleminha específico, não. Nós vivemos uma guerra com o crime organizado. Crime organizado tem exército, símbolos, músicas, muitas pessoas na mídia apoiando eles. E esses caras não podem ser tratado com contra-agente. Esses caras são um exército criminoso estrangeiro que está matando as pessoas pretas do país.
Quando a gente tá jovem, né, minha gente? Boa noite para vocês. A segunda-feira começando aqui no Exposed Brasil, implacável. Como é que tá a segunda de vocês agora às 20:35 da noite? Meu Deus, a gente tá no meio de um furacão aqui no Rio de Janeiro e muitas coisas acontecendo. O desdobramento disso e como a gente tem uma arrogância quando a gente é jovem, né? Mas não é uma arrogância. Eu não tô falando no sentido ruim, não. Na verdade, são certezas, né? Mas a expressão é um pouquinho de arrogância, né, da jovem. Como se a gente tá impregnado de discursos industrializados, embalados aí, entregues pra gente, em alta quantidade, o tempo inteiro nas redes sociais. Então, a gente já vai para um debate achando que a gente venceu ele, porque nós consumimos certos debates que, na verdade, na hora que a gente vai argumentar, a gente não dá conta se alguém tiver realmente preparado. E eu não fiz nem questão de saber se esse rapaz aí que tá falando com essa moça é deputado, se é senador, se é vereador, se não é coisa nenhuma. Eu não sei. Eu fui só no discurso dele, justamente para ficar livre de qualquer tipo de ideologia, que é o objetivo aqui desse canal. Apesar de que hoje eu tenho as minhas críticas, como tive na última live, né? E eu vou começar fazendo a minha matéria. Boa noite para você, boa noite pro senhor e pra senhora que tá chegando aí. Deixa o seu like, por favor, pra gente.
Sobre a matéria do dado do Dolabela, o que acontece? Eu coloquei a matéria do Dolabela e outras coisas foram acontecendo na sociedade mais importantes do que o dado Dolabela. A pauta dele é de extrema importância, de suma importância, só que tem coisas mais urgentes e é colocado no nosso grupo, né, que tem tipo um crio e elas preferiram e essa pauta hoje, assim como preferiram na quinta-feira também. Eu que trago lives aqui segundas, terças e quintas às 20:30 para você, tá? Então esse foi a situação do Quem tá perguntando aí sobre a live do Dolabela, ela vai sendo procrastinada, adiada, tá bom? De repente ela acontece, de repente ela nem acontece mais. Vamos ver o que vai acontecer amanhã no Brasil, tá bom? E o que acontece são os desdobramentos da mega operação no Rio de Janeiro, que aconteceu na terça-feira, dia 28 de outubro, nos complexos da Penha e do Alemão, né, que amanheceram aí soberbados, onde foi anunciado, eu tinha o dono da boca no meu vizinho de frente.
>> O áudio agora, foi anunciada a ofensiva policial, né, a maior da história, do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho, que é a facção que predomina aqui. Mas surpresa não houve, porque este país, infelizmente, não é para amadores, né? A operação vazou, sim, vazou, né? Alguém de dentro, simpatizante do crime, traidor da própria farda, decidiu avisar o outro lado e com isso promoveu a fuga do principal alvo da ação, o Doca, um dos líderes da facção. Urso, que esse senhor falava aí para essa moça bonita, foi também responsável pelas mortes de policiais. Esse vazamento talvez tenha sido responsável pela morte de policiais que estavam ali por um ideal, a paz, aquela paz que muitos fingem defender, mas poucos realmente querem manter. E se essa operação não tivesse vazado, será que o Doca estaria preso ou morto? Será que dezenas de policiais teriam sido feridos? Quatro teriam sido mortos? Um delegado teria perdido sua própria perna? Essas perguntas ecoam nos bastidores da corporação e aqui também. E é por causa desses oficiais do diabo, os que vendem informações que o Brasil não encontra paz. Gente que se vende, depois chora, se perguntando por que a violência bateu a porta da sua própria casa. Por que uma filha ou neta se torna vítima do mesmo mal que ajudaram a alimentar? A vida é cíclica, a conta ela sempre chega e você é responsável pelo que você planta, mas pelo que você colhe, como eu já disse aqui muitas vezes, jamais.
O governo do Rio de Janeiro passou meses planejando essa operação, meses de inteligência, cálculos e cruzamentos de dados para tentar capturar Doca e outros líderes de facções da facção, do Comando Vermelho, mas de outras de outros estados que se escondiam nas comunidades dessas comunidades citadas aqui da Penha e do Alemão. E era para ser uma ação cirúrgica, precisa, estratégica, mas o vazamento sabotou tudo. E sim, estamos falando de criminosos, de pessoas que fizeram uma escolha dentro de um contexto onde muitas vezes não havia escolha. A gente sabe, a sociedade, gente, ela é desigual, precária, faltam escolas, oportunidades. Esses são os discursos que vêm sendo despejados na gente nesses últimos dias, né? Falta de oportunidade, faltam escolas, faltam políticas públicas que cheguem onde o estado nunca chegou. Esses meninos crescem sob o domínio de facções, onde a autoridade do crime é mais concreta do que a presença da polícia. E essas mães, mães exaustas, que tentaram tirar seus filhos dali, provavelmente, mas não tiveram força, nem tempo, nem rede de apoio. Trabalhavam o dia inteiro, muitas vezes sozinhas e voltavam para casa já derrotadas pelo cansaço, pela miséria, sem babá, sem estrutura. Os filhos acabaram aliciados cedo, encantados pela ilusão do poder, da arma, do dinheiro rápido, da validação que o crime oferece a quem nunca teve voz.
Mas colocar tudo isso, gente, apenas na conta da desigualdade hoje é meio raso, raso demais, na verdade, porque assim, a exclusão é o terreno fértil, mas o que floresce ali é cultivado também pela impunidade, pela corrupção e pela hipocrisia política de quem lucra com a manutenção desse ciclo aí. E é nesse ponto, vocês estão me ouvindo bem, que a mega operação mostra sua face mais incômoda que a gente tá vendo aí, né? Não é apenas uma guerra entre o estado e a facção, é o retrato de um país que falhou e que mesmo quando tenta acertar acaba revelando o quanto ainda está contaminado por dentro, né? A era do vazio, da falência moral. É claro que tudo isso existe, gente, como o Luciano Huck falou, como tantos outros vêm tentando falar, alguns melhor, outros pior, né? A desigualdade existe, o abandono, a falta de política pública existe, o Estado ausente, mas existe também um caráter, sabe? Desculpa, mas existe também o caráter. O caráter que nasce com a gente, ele é moldado até os 7 anos de idade, dizem os especialistas, que eu não sou especialista, né? Depois disso que vem a escolha. Por que justificar o assassino com o fuzil na mão como mero produto da sociedade é uma meia verdade? É esquecer que há um limite que separa o erro da perversidade. Tirar a vida de alguém por um celular, por um troco, é mais do que um desvio social, é uma ruptura moral. Gente, esses indivíduos são sim vítimas da sociedade, mas são também vítimas de suas próprias escolhas e do seu próprio caráter. Matar, roubar, espancar inocente nas ruas, executar pessoas em tribunais do crime com crueldade calculada, e a gente vai ver aqui hoje. E depois, quando são abatidos, vestir esse discurso cansado de vítimas da sociedade, isso já não convence mais. Não convence mais.
A gente tá vendo que não convence mais um governador de um estado, um governador totalmente sem carisma, como eu disse aqui, parecia tão apático, né? Ganhar aí mais de 1 milhão de seguidores, 1 milhão e meio de seguidores em uma semana, né? Quer dizer muita coisa, muita coisa. E não é gente de extrema direita só não. Não é, tá? Eu posso dizer para vocês que não é. Eu não sou de extrema direita. E o mais cruel é que os grandes responsáveis por essa engrenagem, eles continuam intactos. Governos federais que mudam de legenda, sim, para todo mundo isso aqui, mas não de conduta. Nada fazem, nada resolvem. Pelo contrário, eles lucram com o crime organizado. O dinheiro do tráfico circula livre, está nos postos de combustível, na nas casas de câmbio, na Pavuna, na Faria Lima, no Boticário da esquina. O crime não é mais o morro, é o mercado, gente. E o esclarecimento social que deveria servir para compreender, acaba sendo usado para absolver o indefensável. Porque quando você aplica a mesma régua para tudo, você cria um estereótipo, uma caixinha, sabe? E eu não gosto dessas caixinhas. Essas caixinhas, elas não são exatas. Nessa tragédia social nada é exato. Tudo é feito de camada, de nuance, de contradições que nenhum discurso militante é capaz de resolver.
Como disse o Mano Brau lá no Circo Voador, na época da prisão do Lula, quem lembra? Aqui no Circo Voador, aqui no Rio de Janeiro, a esquerda perdeu a mão, perdeu o jeito de dialogar com os jovens. E ele estava certo e continua certo, porque inclusão é diferente de transgressão e acolher é muito mais difícil do que romantizar o erro. Quer transformar? Então vai até lá, até o território, e diz: "Você quer sair dessa vida? Eu te acolho." Crie projetos sociais que disputem o imaginário desses jovens com a mesma intensidade que o tráfico, o luxo e as redes sociais disputam hoje. Porque esse jovem aí da favela de 2025 não é o mesmo dos anos 2000. Ele vive a era dos betes, dos influencers, do sucesso rápido, da ostentação duvidosa. É o tempo da Bia Miranda, do Carlinhos Maia, do Gato Preto, dos meninos do Trap, que acreditam estar repetindo os Racionais, serem uma continuação, evolução, mas eles mal conseguem conjugar uma frase. Os Racionais, do qual o Mano Brau faz parte, ele era pensamento, estrutura, letra de 6 minutos sem repetir estrofe, dor transformada em crítica, revolta transformada em poesia. Hoje o que se vê é a área vazia da arte do morro. Ah, mas eles não têm oportunidade de estudar, não conseguem conjugar uma frase mesmo. Eles não têm oportunidade. O Demen Crime, que é uma banda, é uma banda que é um grupo de rap também paulista, eles não sabiam conjugar uma frase com concordância, mas a revolta e o discurso deles genuíno tava ali, assim como do Adoniran Barbosa, que também não conseguia lá na época dele no samba, mas ele conseguia, ele era genuíno, tinha ali a realidade dele. O Menos Crime trazia ali a realidade deles. Trap parece que faz parte desse consumo dopaminérgico instantâneo, sem arcabouço, sem reflexão, sem propósito. A gente vive a era mais rasa da história, onde ninguém entrega nada além da própria imagem. E essa falta de profundidade, gente, corroeu e corroeu o morro também. O jovem aliciado ali perdeu o senso, perdeu o limite, perdeu o escopo da própria violência. Matar, punir, quartejar, como aconteceu com Tim Lopes, para quem não sabe, um aí o Mano Brau no discurso dele, no discurso dele lá na no Circo Voador aqui no Rio de Janeiro. Então eles fizeram isso, esquartejaram, incineraram o Tim Lopes, um jornalista investigativo. Eles fizeram isso com ele, para quem não sabe, jogaram ele no microondas, o famoso microondas. E vamos lá. Incinerar qualquer um por qualquer motivo virou rotina hoje, virou banal. A era da ostentação matou a filosofia do M. E o vazio agora fala mais alto do que a esperança. Ah, sim. Coitada das mães dos traficantes mortos, não é mesmo? Elas não têm culpa. Elas não têm culpa. Mas e as mães dos que eles matam? Tem as mães dos que perderam seus filhos por um celular, por um tênis, por uma discussão banal. Essas mulheres merecem continuar chorando sozinhas porque o governo não deu oportunidade a quem apertou o gatilho. Até quando essa narrativa vai se sustentar? Até quando a sociedade vai continuar fingindo que todo criminoso é uma vítima e que todo inocente é apenas uma estatística inevitável?
É claro que alguns desses jovens talvez quisessem sim uma segunda chance, mas vamos ser franco, né, gente? Seria mesmo uma unanimidade? Será que seria? Será que todos diante de uma oportunidade largariam o poder, o dinheiro fácil, a vaidade de mandar um pouquinho ali num cantinho daquele morro e serem chamados de sei lá o quê por ostentarem um fuzil na mão? A verdade é que o problema é mais profundo, mas mais profundo do que a igualdade social, do que a oportunidade, do que educação e a cultura na comunidade. É muito mais profundo hoje do que isso. É mais profundo ainda e vai ficando cada vez mais difícil de a gente conseguir atingir essa profundidade toda, mas nem sequer sequer, né, atingir o discurso de estrangular a origem. Ah, porque a gente tem que matar a origem. Não adianta matar esses caras aí. Não adianta punir eles e levar preso. É bonito, né, o discurso de estrangular a origem, mas de nada adianta matar os soldados se os generais continuarem livres, sentados nos seus tronos invisíveis, controlando o tráfico, a política, o mercado e até as instituições. E o objetivo da mega operação era qual então? Era esse de pegar o Doca, os cabeças, os líderes. Era esse o objetivo, gente? Era, mas vazou. Vazou como sempre vaza. E cadê o estado agora para assinar embaixo o discurso da própria segurança pública? Cadê a coragem de liberar os blindados da Marinha, os únicos capazes de atravessar aquelas barricadas ali do Comando Vermelho? O governo teve ali uma chance rara de transformar a retórica em ação, de provar que aquela guerra, essa guerra declarada contra o crime é real. Mas o que fez? Silêncio. Porque no fundo a manutenção das facções interessa. Interessa a política, ao poder, aos acordos subterrâneos que mantêm o sistema respirando, não é? E podem acreditar, se o governo tivesse a certeza absoluta de que os chefes do Comando Vermelho estariam reunidos em uma única sala, ainda assim o governo não enfrentaria. Sabe por quê? Porque alguém ligaria antes, vazaria tudo e aquela sala ia estar vazia ou cheia de laranjas, esses meninos aí do cabelinho do Oruan, pro estado exibir como troféu. O discurso seria preservado, o teatro ia continuar e a guerra seguiria rentável. E é por isso que eu digo, com toda a justiça que cabe em mim, que há sim muito que elogiar num governo de esquerda, mas essa pauta não é uma delas. Nesse momento não é, ela já tá desgastada, velha, inadequada, obsoleta, por mais boa vontade e romantismo, ela tá obsoleta.
O governo Cláudio Castro demonstrou aí, uma tentativa de colaboração com o governo federal, ele mostrou que qualquer tentativa de colaboração morreria antes mesmo de nascer. Porque o crime organizado no Brasil não é um erro do sistema, é o sistema. Foram 20 anos, 16 sobre gestões de esquerda. E o que que mudou? A revolução cultural, educacional nas comunidades mudaram? Mudou, gente. Aconteceu. Aconteceu. Aí, ó, o problema está nas políticas públicas. Aconteceram nesses 16 anos de governo de esquerda. Aconteceu, gente? Não me coloque no esquerda, nem de direita, mas sempre tive mais simpatia com a esquerda, mas não é o caso aqui. Então, assim, a educação, a revolução não aconteceu em quase 20 anos de governo de esquerda. Aquela bandeira prometida nunca aconteceu. A TVE, vocês lembram da TV Educativa, que já foi símbolo de transformação para a educação, ela foi sucateada pelo próprio Lula. Vocês podem conversar com a família Amado, a família Amado que era a TV Educativa, a Camila Amado que faleceu e me disse isso, teve a oportunidade de falar pro próprio Lula isso. O Lula sabe, né? Famílias que viveram isso de dentro podem contar essa história em primeira pessoa. O Lula acabou com a TV educativa. O discurso da inclusão da cultura da educação, que deveria ser o tripé da erradicação da criminalidade, foi esvaziado. Virou slogan, virou palanque. No fim, a justiça social que nunca veio, não veio da esquerda, não veio da direita, nem do centrão. Ela simplesmente nunca veio. Enquanto isso, a bala continua com o endereço certo: a cabeça do pobre, a esperança do trabalhador e o coração da mãe de qualquer lado do morro. A falta de oportunidade social é um fato, mas não será resolvida por um político solo e estatal. A este caberá decretar uma luta incessante contra sua própria vulnerabilidade, que é o governo federal, que não quer, que prefere gastar milhões em postagens para descredibilizar o governador do Rio de Janeiro do que usar essa mesma verba para estrangular a origem do problema que eles falam tanto, pois não lhes interessa.
Disse uma vereadora. Ali entre os 130 jovens mortos havia trabalhadores como qualquer outro. Gente que entrou para o tráfico porque as drogas não são legalizadas. Se fossem, a violência acabaria, disse a vereadora. Ela falou isso daí, vocês viram, né? Então, gente, a comparação é simplista e revela pouco entendimento sobre o problema. Não se pode equiparar fármacos tarja preta usados com critério médico às substâncias como cocaína, craque, êxtase, cuja função é terapêutica. Qual o uso medicinal dessa farinha branca ou do craque do MDMA para resolver crises de saúde pública? A confusão entre o medicamento e entorpecentes apenas embaralha esse debate. Aí você quer comparar com o álcool, não sei. O canabidiol, por exemplo, já tem aplicação comprovada e é legalizado para usos específicos no Brasil, mas seu acesso é caro. Um tratamento mensal com canabidiol custa R$ 800. R$ 800. Esse é a tabela, tá? É tabelado. Muitos pacientes recorrem à maconha para controlar ansiedade e crise, justamente porque tratamentos regulamentados e efetivos são inacessíveis. Então, a discussão deveria ser sobre políticas públicas, preço, distribuição, não sobre slogans ideológicos. Não dá para tratar tudo como pauta política rasa. Se queremos responsabilidades reais, precisamos encarar complexidades sociais e médicas e não reduzir tudo a chavões, a estereótipos, a ideologia. A agenda woke ou qualquer agenda ideológica não substitui políticas públicas sérias que atendam quem sofre e evitem a entrada de jovens no crime.
Enquanto isso, a violência nas ruas prossegue. Pessoas são assassinadas por um celular, um carro, um cordão ou por disputa de território, como foi o caso da Bárbara. Ela estava passando de Uber na Linha Amarela, mas havia uma disputa de território entre o TCP e o CV e ela morreu. Uma menina excepcional, disse a própria sogra. A sogra, imagina. Complicado, né? A bala que atravessa uma cabeça poderia atingir qualquer família, qualquer. A sua, a sua também. Essa é a realidade nua. Vulnerabilidade cotidiana que ideais fáceis não resolvem. A estratégia do governador Castro expôs uma hipocrisia cansativa de oportunistas que politizam a tragédia em vez de propor soluções. E essa crítica não é monopólio da direita. Parte da própria esquerda e do centro-esquerda também rejeita oportunismo. Não precisa ser extremista para estar exausto do discurso vazio. Não posso falar isso para vocês. A violência no Brasil cresceu a olhos vistos e a sensação de insegurança já é parte da vida de milhões, tá? Da vida de milhões. Tudo tem limite, gente. A operação ostensiva mostrou uma exigência social clara. Há quem não queira mais tolerar o estado de coisas atuais. O governo federal, por sua vez, precisou por hora aceitar o apoio ao Rio para não perder terreno político com Lewandowski vindo aqui falar com o Cláudio Castro. Mas, né, mais atenção, alianças circunstanciais não resolvem a questão estrutural, muitas vezes servem apenas à lógica do desgaste político. Para recuperar credibilidade, destrói-se do outro. Se queremos avançar, é preciso menos retórica, gente, mais ação concreta, acesso a tratamentos, políticas sociais que ataquem causas profundas e estratégias de segurança que respeitem direitos e protejam vidas, tá? Então, o discurso cansado do Luciano Huck é tão cansado como do extremista de direito e não resolve nada, nada, tá? A gente precisa conseguir entrar no debate de hoje, né, dessa questão social com as redes sociais junto e com outras questões como essas que eu trouxe aqui hoje e tantas outras, né, que eu não tive tempo de trazer.
Os filhos dessas mães, segundo a inteligência da polícia, deflagrou nessa semana um outro local, dessas mães que choram a 130 vítimas da polícia. O Cláudio Castro, a inteligência da polícia localizou um, como que se chama? um, digamos assim, um setor, utilizado pelo Comando Vermelho para tortura no Complexo da Penha. Não, não é aquele cemitério, aquele aquele lugar lá que acharam vários ossos e tudo tal, é outro, onde os criminosos do Comando Vermelho chegavam a alimentar jacarés com corpos de rivais. Eu tenho aqui as imagens, tenho as imagens aqui, tá? Aí, ó. Essas são as imagens reais desse lugar que esses meninos vítimas da sociedade, esse nível de crueldade, de perversidade, a gente adquire assim, porque não teve oportunidade social. A gente se torna tão cruel, mas tão cruel, psicopata.
[Música] Por conta do roubo de um celular, você dá um tiro na cabeça de alguém e depois a sociedade te chamar de vítima, porque você não teve oportunidade. Teve, teve tantas pessoas que passaram pelo mesmo que você, mas tinham mais força de vontade. Sua mãe, por exemplo, a sua mãe que acorda 5 da manhã para ir trabalhar na casa da madame da zona sul, volta sei lá que horas, da noite, não pode ficar com você, não tem como colocar uma babá para você, mas a sua mãe é mais forte que você, menos deslumbrada, talvez menos idiota, de achar que vai ser isso ou vai ser aquilo, não vai, meu amor. Você é só um soldadinho do Comando Vermelho. Você vai tá ali para morrer para eles. Você não vai desfrutar. Você são pouquíssimos os que vão desfrutar. Você só está ali para morrer para eles. Então, lute, lute um pouco mais por você. É divertido ficar jogando pessoas para na boca de jacaré, raspando cabelo de menina, matar porque a menina não quis ficar com você, não quis ser tua namorada ou sei lá por quê, ficar achando que manda no morro, que você é um governo paralelo. Mas a verdade é uma só. Você continua sendo um ninguém. Se o governo quiser, ele acaba com você em segundos.
Essas imagens reveladas aí, repercutidas nessa segunda-feira, mostram então espaços usados para violência e intimidação de desafetos na comunidade, evidenciando aí a brutalidade das práticas adotadas pela organização criminosa, o Comando Vermelho. Segundo as investigações, os locais serviam para consolidar o domínio da facção e desencorajar qualquer tentativa de traição ou avanço de grupos rivais, tá? O material integra o dossiê que embasou a mega operação realizada nos dias 28 e 29 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, que mobilizou cerca de 2.500 policiais civis e militares. Então não foi uma coisa feita assim. Oi, vamos lá matar os meninos vítimas da sociedade. Não foi assim que aconteceu. Esse discurso tá cansado. Eu cansei desse discurso. Eu já tive ele, mas eu cansei. Ele não, ele não tá mais atual, sabe? Ele tá obsoleto, tá? O romantismo da esquerda já não me encanta mais. A gente, a esquerda é mais romântica, é, mas tudo tem limite também, tá?
A cúpula de segurança pública do estado do Rio divulgou a identidade de 109 suspeitos mortos na mega operação da polícia. Eu tenho essas imagens também, será? Não sei se eu tenho aqui. Vamos ver se eu tenho essas imagens aqui. Tenho aqui. Estamos completos hoje.
>> A cúpula de segurança do estado do Rio de Janeiro divulgou a identidade dos mortos em mega operação. Dos 117 mortos, 109 já foram identificados, sendo que 78 com históricos de graves crimes, incluindo acusações de homicídios e tráfico de drogas. 43 foram foragidos, 54 de outros estados, 26 com antecedentes criminais, três com anotações de infrações de quando era menor de idade, sete não tinham histórico criminal, mas atuação em redes sociais corroboram com o envolvimento com tráfico de drogas.
>> Então tá aí, gente. Fica difícil, né? Vai ficando difícil e cansativo. Segundo informações, outros 113 suspeitos foram presos e 1/3 deles são de outros estados do país. E muitos líderes foram presos também desses estados que ficavam aqui escondidos no Rio, no Complexo do Alemão e também no Complexo da Penha. Deixa eu voltar as outras imagens aqui, deixar elas rolando aqui.
Então, aí, gente, escolhas, as situações difíceis e desfavoráveis para todos, inclusive para as mães desses meninos. E elas não sucumbiram ao tráfico. Elas não sucumbiram. A influência do Oruan. A influência do Oruan, filho do Marcinho VP, né? O fundador do Comando Vermelho, sobrinho do assassino do Tim Lopes, do Elias Maluco. Muitos traficantes que vestiam roupas camufladas na mata, acho que vocês viram isso, algumas pessoas viram essa informação, tinham esses cabelos aí, ó, como o Ravel, né? O Ravel, que tiraram a cabeça dele, acho que foi o próprio Comando, no caso, né? Segundo a polícia, ele tinha o cabelinho igual do Oruan e essa influência digital acabou ajudando a polícia, porque era fácil reconhecer quem tava ali na mata camuflado com o cabelinho do Oruan, né? Isso facilitou também, sem dúvida, a execução de muitos. Então fica aí a reflexão até que ponto vale a pena não ter personalidade, seguir uma manada de os brothers da facção. Ideal não existe, gente, nesse aspecto aí, tá? Existia enriquecimento e não é o seu de um soldado do Comando Vermelho. O que existe aí é crime organizado para poucos lucrarem. Esses poucos não é você. Não são você. São políticos que vão te usar como bandeira ideológica para seduzir os mais romantizados e os traficantes cabeça para alimentar o sistema. É caríssimo. É caríssimo perder o que não tem preço. Você entende isso? É caro perder o que não está na prateleira do supermercado, nem na vitrine de uma loja do shopping. A gente gasta tanto tempo correndo atrás do que tem preço, que esquece de cuidar do que tem valor. Vive acumulando coisas e perdendo pessoas. E quando percebe o tempo já levou que o dinheiro nunca traria de volta. Então, por favor, cuide de quem te ama, cuide de quem te escuta, de quem te espera, de quem te quer bem. Não negligencia o essencial, porque o que tem preço a gente recupera, recompra. A maioria das coisas que perdemos a gente não recupera, mas pessoas a gente não recupera. O que tem valor quando vai embora leva um pedaço da gente junto. E acredite, é caro demais perder aquilo que não tem preço.
Essas foram as palavras da Bárbara. Elisa e a Beta Borges, de 28 anos, recém-casada, que levou uma bala na cabeça porque passou no lugar errado no Rio de Janeiro dentro de um Uber. Não corre dela, menina excepcional, disse a própria sogra. Ela compartilhou essas palavras que eu li para vocês aqui nas redes sociais, uma mensagem sobre o valor das pessoas e da vida horas antes de ser morta durante o confronto entre as facções que eu falei para vocês na Linha Amarela aqui no Rio de Janeiro, na tarde de sexta-feira. O registro foi publicado nos stories dela no Instagram, onde a Bárbara contava com mais de 10.000 seguidores, e fazia ali as suas publicações, suas viagens com o marido, vários destinos, Machu Picchu, Peru, Disney, 28 anos. Bárbara é descrita pelos amigos como uma profissional dedicada, positiva, generosa, sempre disposta a ajudar. Entre os mais próximos, costumava ser carinhosamente chamada de Barbie, por seu jeito doce e alegre. A jovem era bancária e havia sido promovida no início deste ano a uma nova função em uma agência na zona sul do Rio. Ela era apaixonada por esportes, por viagens, compartilhava nas redes sociais momentos de alegria e conquistas pessoais e filosofia também, né? A morte de Bárbara causou uma grande comoção entre amigos, colegas, artistas que estiveram ali, como Bochecha, por exemplo. Uma cantora chamada Marvela, não sei se é assim que se fala, lamentou nas redes sociais: "Você estava tão radiante, princesa. Você não merecia isso. Descanse em paz."
De acordo com a Polícia Militar, o tiroteio que resultou na morte da Bárbara ocorreu nas proximidades do Complexo da Maré, na zona norte da cidade, durante um confronto entre facções rivais. Ela estava no banco de trás de um carro de aplicativo e seguia da Ilha do Governador para o bairro do Cachambi, ambos da zona norte, quando foi atingida na cabeça. Ela chegou a ser socorrida e levada para o Hospital Geral de Bonsucesso, mas ela não resistiu aos ferimentos. Uma segunda pessoa também foi baleada, encaminhada à mesma unidade, mas não há informações sobre a identidade e nem o estado de saúde dessa vítima. E ainda, segundo a Polícia Militar, equipes do 22º Batalhão foram acionadas para o local e apreenderam um fuzil, carregadores e munições. O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia de Bonsucesso. A tragédia acontece na mesma semana da operação mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos, entre eles quatro policiais, na mega operação das forças de segurança contra o Comando Vermelho nos complexos da Penha e do Alemão.
Um outro caso também aconteceu em São Paulo, gente. Um outro caso aconteceu em São Paulo. Eu não coloquei as imagens dela aqui, mas tem as imagens do que aconteceu depois, infelizmente.
>> Deixa eu achar aqui. Essas são as imagens do que aconteceu e está acontecendo, que foi aconteceu com a Beatriz Munhoz, que foi baleada na cabeça e morta durante um assalto na frente do namorado dela e do pai dela. Eles disseram que os criminosos fizeram uma emboscada. Eles se passaram por compradores de um drone avaliado em R$ 27.000 para atraí-los. Cuidado, gente, todo cuidado é pouco. Até São Paulo. Eles atraíram eles até São Paulo para roubar o equipamento e levar seus pertences. Foi uma emboscada, foi um golpe, mas a gente tinha entregue tudo porque o cara atirou na por que que esse cara foi atirar na cabeça da minha filha? Perguntou o pai dela. Eles não têm o mínimo de discernimento por nada, de consideração com o ser humano. Não tem nada. A declaração foi dada no domingo, dia 2, ontem, na capital paulista. A morte da Beatriz ocorreu no sábado, primeiro, em Sapopemba, zona leste de São Paulo. Lucas, Beatriz, o namorado dela, Leonardo Jesus da Silva, saíram de carro de Sorocaba, no interior paulista, para vender o equipamento. Em vez do comprador que havia negociado a aquisição do produto pela internet e faria o pagamento em Pix, eles encontraram dois criminosos numa moto que o abordaram na rua Professor Fonseca Calessa. Lucas e Leonardo estavam do lado de fora do veículo. Em seguida, Beatriz, que estava dentro do imóvel, abriu a porta e disparou um spray de pimenta. Cuidado, gente, ao reagir. Cuidado ao reagir. Na direção de um dos criminosos para tentar defender o namorado dela, que ela achou que pudesse acontecer alguma coisa com ele. O criminoso, mesmo com spray de pimenta na frente, nos olhos dele, que é horrível, ele atirou na cabeça dela. Ela morreu na hora. Ela tinha 20 anos. Ela só queria vender o drone. Os assaltantes fugiram com o celular do pai da vítima. Eles mataram ela. Eles deram tiro na cabeça dela porque ela spray de pimenta neles. Porque ela reagiu. Foram implacáveis. Foram implacáveis. Não tem flor, não tem pedra. Não tem. O crime é implacável. Ele tá em todos os lugares. O caso foi registrado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. O boletim de ocorrência não informa se o drone foi levado pelos ladrões, tá? Um suspeito foi preso, apontado como o piloto da morte usada no crime. Da morte, desculpa, usada no crime. E o autor do disparo que matou a jovem ainda não foi identificado. Não se sabe se é esse rapaz. Eu tinha colocado as imagens dele falando aqui para vocês verem o naipe, gente, para vocês verem o naipe desse rapaz. Deixa eu ver se eu consigo achar aqui para vocês, porque eu tinha baixado esse vídeo para vocês. É, é, é complicadíssimo. É complicadíssimo. É uma criança que matou essa menina. É uma criança aqui, ó. Caindo, ó. A saída do Lucas. Vocês decidiram pela abordagem, mas você estava na abordagem. Que que você fez? Foi eu não, senhor. >> Por que que você tá preso então? >> Fi não, senhor. Minha moto, eu dei pela nos caras. Minha moto, abandonei desesperado, senhor. Mas não fui eu não, sen. >> E o garupa, quem é? >> Não foi eu, não, senhor. >> Quem é o garupa? >> Eu não sei, senhor. Não foi eu, senor. >> Você não sabe quem estava lá? Nem a quem você emprestou? >> Eu não emprestei minha moto não, senhor. Eu eu trombei a Rocan e acelerei, senhor. Minha moto estava sem placa, senhor. Mas não foi eu, senhor. >> Se a moto não estava com você e não era você, quem é que estava com a moto? >> Era eu, senhor, que estava com a minha moto, senhor. Porém, eu acelerei da Rucan, senhor. Não era eu, senhor. >> No momento do crime, quem estava? Não era eu no momento do crime, senhor. >> Quem que é o garupa? >> Você não se arrepende de ter feito isso com uma moça de 20 anos? Ô >> Joel, na hora que a polícia chegou lá, ele pegou um bebê de colo e usou como escudo humano, né? >> Você pegou o bebê do teu amigo lá para como usar como escudo humano. É isso. >> Faz favor, faz favor. Deixa a gente só levar para ele levar. >> É isso, Joel. >> Então vocês estão vendo? Não tem critério, não tem ideologia, não tem uma lógica, né? Uma ética no crime como a gente achava que tinha. Não tem. Eu não sei se esse rapaz é faccionado ou não, mas não importa, entendeu? Vocês viram a vulnerabilidade que a gente tá? Dois rapazes que saíram das fraldas numa moto armando um golpe e mataram uma mulher de uma moça de 20 anos por conta de um drone, por conta de um spray de pimenta, pela sensação de poder, né? Ah, você me atacou spray de pimenta, então deixa eu dar um tiro aqui no meio da sua cara.
As câmeras de segurança gravaram essa ação dos criminosos. Esses vídeos estão, acho que também no nosso Instagram. Um dos suspeitos de participar do assassinato da Beatriz Munhoz, durante esse assalto aí, então foi preso hoje em São Paulo, esse rapaz que vocês viram, tá? Esse indivíduo aí que também é um X9, né? Porque não foi ele, foi o garupa, o colega dele. Ele tá jogando tudo no colega dele. Deixa eu ver se esse é o nome dele aqui. Após deixar a delegacia. Não, o Lucas Cauã da Silva, de 18 anos, negou o crime. Não é ele mesmo. 18 anos. Não fui eu, senhor. 18 anos, o Lucas. Minha moto eu abandonei desesperada, mas não fui eu, o senhor, disse. De acordo com as autoridades, o jovem capturado era piloto da motocicleta que abordou o carro em que a jovem estava com o pai, o namorado. Ele foi reconhecido por uma das vítimas. Mais cedo, nessa segunda-feira, o delegado Walter Sérgio, da oitava seccional, informou que o criminoso preso tem passagem por roubo, cometido quando era menor, e também receptação e lesão corporal, já adulto. Eu entreguei meu celular, o namorado da minha filha, que estava junto comigo, a gente não sabia o que fazer. Falou: "Vamos pegar o equipamento que os bandidos já tinham conhecimento e queriam", afirmou o Lucas. Daí minha filha acabou no ímpeto de proteger o namorado e tudo mais, meio que foi para cima e o bandido deu um tiro na cabeça dela na frente do Leonardo. Falou: "Lucas, após o disparo, o namorado tentou impedir a fuga do assaltante, segurando a bolsa térmica de entregador que ele usava. Muitos usam bolsa térmica de entregador, muitos, muitos. Mas o criminoso conseguiu se soltar, abandonou o objeto e fugiu com o parceiro. A investigação então será feita pela oitava central especializada de repressão a crimes e ocorrências diversas. Acerco, acho que fala. É isso.
Hoje, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, esteve aqui no Rio, esteve com o nosso governador. Essa foi a vereadora que falou lá sobre são vendedores, comerciantes, como qualquer outro, né? Enfim. Hoje, cadê as imagens? Cadê as imagens? Deixa eu ver se eu tenho imagens aqui. Bom, hoje o Alexandre de Moraes esteve aqui com o Cláudio Castro, falando sobre a operação, para tratar sobre a operação. Ele fez uma série de reuniões com as autoridades do Rio de Janeiro e nessa segunda-feira na aqui na capital. O objetivo é colher informações sobre a operação contenção, da de terça-feira, que deixou os 121 mortos. Na verdade, Moraes se tornou relator temporário da arguição de descumprimento do preceito fundamental 635, mais conhecido como ADPF das Favelas. Após a aposentadoria do Barroso, do ministro Barroso, a ação estabelece regras para diminuir a letalidade policial no Rio de Janeiro. E pela manhã, o Moraes se reuniu então com o governador do estado, Cláudio Castro, e com a cúpula de segurança pública do Centro Integrado de Comando e Controle. Nenhum dos participantes falou com a imprensa. Ele aí espera o relatório, relatório, ver todas as imagens para analisar e decidir o que será feito.
Eu quero agradecer aqui, Jana P, por se tornar membro. Pessoal, deem likes, inscrevam-se no canal e, se possível, se tornem membros. Gratidão pela presença de cada um. Obrigada, Janaína. E Marilena, muito obrigada pelo super chat, gente. É muito importante pra gente, tá? Se você gosta do nosso trabalho, o que a gente pede para você deixar um like pelo menos, porque daí a plataforma vai entender que o nosso conteúdo é relevante para a gente continuar fazendo conteúdo aqui na plataforma, que hoje tá muito difícil com vídeos longos, tá? A plataforma tá privilegiando, dando prioridade aí para shorts e vídeos mais curtos, então é um pouco mais complicado se manter nessa situação aqui. Então eu peço ajuda de vocês, compartilhem, curtam, comentem. Quem tá sendo desinscrito.
Tenta interagir mais com com o canal, porque às vezes a plataforma desinscreve as pessoas que ficam muito tempo sem interagir. Apesar de muitas pessoas estarem falando que foram desinscritas estando, né, interagindo aí constantemente com o canal, então não sei o que dizer para vocês, tá?
Eh, galera, o que mais dizer, né, depois de tudo aqui, de tudo que foi dito aqui? Então, essa foi a minha reflexão, não sei, reflexão para vocês, tá? Mas o que tava aqui um pouco engasgado na minha garganta, esses discursos, essas ideologias, elas estão muito obsoletas. Para mim não convence mais. Não tenho como ter romantismo mais por nenhum nenhum nenhum por esses meninos que escolhem ser serem cruéis, cruéis e perversos por qualquer bobagem. Só para dizer, eu tenho mais poder que você, então eu vou tirar a sua vida. É isso.
Vamos, deixa eu tirar uns 2 minutos aqui para ler um pouquinho o que vocês estão colocando aqui para mim, tá? Eu quero ver o que vocês estão lendo, eh, escrevendo. Vamos lá. Eh, esse aqui eu já li. Esse aqui eu já li. Tânia, é de dar nojo os políticos idolatrando bandidos, passadores de pano pro errado. Na verdade, dizem que foi a esquerda que fundou o Comando Vermelho. Eu não vou falar sobre esse mérito, não. Tá bom, gente?
A Dra. Ana Paula tá aqui. Obrigada, doutora. Sempre, tá, galera? Precisarem de uma psicóloga fazer terapia, se você segue o canal aqui, tem mais duas vagas para fazer piaia, terapia vida, terapia salva. A Dra. Ana Paula tá disponibilizando isso. Ela disponibiliza também para pais de vítimas aqui que a gente atende, trabalha em casos, né, que perderam entes queridos pelo homicídio de alguém. Então, ela tá disponibilizando duas vagas ainda para quem quiser fazer terapia. Você tem uma filha, um filho, uma sobrinha, uma neta, você, seu marido precisa fazer terapia, corre.
Eh, eh, eu vou colocar aqui o agora eu quis falar rápido, gg, né? Colocar aqui, ó, o contato da Dra. Ana Paula tá rolando aqui, tá? Eh, 3591973 952. Tá passando aí na tela. É só dar um print que vocês pegam o telefone dela, entrem em contato com ela e diga que vocês viram aqui no exposed de vocês querem aquela promoção, aquela promoção e vocês vão ter uma fazer uma terapia com uma profissional de ponta que é cara, gente, caríssima para um preço assim que vocês não vão encontrar em lugar nenhum de verdade, tá? Então corre, se você precisa de uma terapeuta, corre, segura aí sua vaga, porque só mais dois. Corra lá. Tá bom.
Voltando aqui. Comentários. Vamos continuar. Tá passando aí, tá? Eh, o Mata Rindo morreu chorando e não era o Ravel. O Mata Rindo era do Maranhão. Exatamente. Era um um dos chefes aí do Comando Vermelho no Maranhão. Tá dizendo José Alves. Pais da hipocrisia, diz o Leandro. Tô cansado de tudo por aqui. A gente tá cansado, Leandro. A gente precisa de outras coisas. A gente precisa de coisas se convençam porque não estão convencendo, né? Não dá, não tem como. Ah, não, gente, não dá. Sinto muito, tá? Desculpem aí qualquer coisa, mas não dá. Muito ansiosa, mas tá muito barulho por aqui, nem fone salvo. Muito ansiosa. A Tiquinha tava pela live. Espero que você tenha conseguido ouvir direitinho aí, tá? Espero que o som esteja bom hoje, porque outro dia tava com chiado. Outro dia eu usei um outro microfone que não tinha caixinha, não tava bom. Então espero que hoje esteja bom.
Aí Rio entregue é o crime organizado. Isso inclui policiais, corruptos e milícias. Existe também o outro lado. Exatamente, Bruno. A gente tem a milícia também. Não são esses policiais, mas a gente tem a milícia. Rio de Janeiro, gente, olha, mas assim, apesar de, eu não sei se tem milícia no no em Recife, eu não sei como é que tá a situação, tá um caos, assim, existem pequenas eh pequenos lugarejos já assim eh totalmente fantasmas hoje, porque o crime, o Comando Vermelho expulsou essas pessoas dali e elas tiveram que sair das suas casas, senão era bala, era bala, tá?
Eh, obrigada às minhas moderadoras que estão aqui. Obrigada demais mesmo, tá? De coração para vocês. Eh, vamos ver o que mais aqui para baixo. Deixa eu ver. Eu vi um monte de coisa. Por, cadê aqui, ó? Cadê? Cadê? Cadê? Cadê? Quanto mais jovem, mais agressivo e perigoso. É. A pessoa parece que tem uma, a pessoa tem uma marra maior, né? uma arrogância maior, então ela precisa se afirmar matando alguém. Nossa, se você chegar além dos seus 18 anos, que é raro aqueles que chegam, sabe, chegar aos 25, aos 26, que já é assim uma idade absurdamente eh elevada para uma pessoa que é soldada do crime. Você vai morrer com uma fuzil na mão, sentar um tstão naquele mesmo lugar. Mas se você conseguir chegar, sei lá, uns, se você conseguisse sair, chegar numa idade mais avançada, você fala assim: "Meu Deus do céu, como eu fui idiota! Como eu fui idiota! Infelizmente não vai dar tempo, eu acho, porque poucos chegam.
Eh, Leandro, querem conselho? Quem tem grana, mudem paraa Suíça, porque por aqui a coisa vai piorar. A gente viu hoje um dos maiores traficantes do mundo unido ao PCC, tá? O Primeiro Comando da Capital em São Paulo. Ele fez um vídeo eh prometendo eh coisas muito agradáveis pra sociedade brasileira. Então é disso aí que eu acho que o Leandro tá falando, tá? Então ele fez, acho que é é o é o traficante colombiano, eu acho, boliviano, um dos mais procurados do mundo. Ele já tá, né, ali fechado com o PCC e prometeu aí massacrar o Brasil nesse quesito violência urbana e social, caso eles venham para cima do PCC, o PCC venha sofrer represáalhas, tá bom? É complicado.
Eh, pessoal tá pedindo aqui para dar like. Eh, Denuzi, reportagem sempre muito bem feita, parabéns. Está na TV. Obrigada, obrigada mesmo. Gostaria de muito com respeito, doutora aqui. Verdade, Leandro, por isso que aquele fake new Pix para ajudar o crime organizado, movimentar dinheiro pelas fintex. Não sei o que o Bruno tá falando. Vitel preso, Pezão preso, Garotinho preso, Cabral preso. E a culpa será que tá só no Lula? O Lula não é governador do Rio. Você tá falando dos governadores do Rio, né? Mas o Lula tá quase 20 anos aí no poder. O PT, né? O Lula ficou 8 anos, depois veio a Dilma quatro, a Dilma ficou mais dois, que foi empichado, o Lula voltou, tá mais quatro. E então a gente espera acontecer alguma coisa no governo de esquerda. Nesse quesito, coisas aconteceram, muitas coisas boas aconteceram, mas essa a revolução da educação e cultura nas comunidades, que era a coisa mais esperada de um governo de esquerda, além da erradicação da fome, da pobreza, nunca aconteceu. Não aconteceu, tá? Deu tempo, já deu tempo, né? Então, aí aí você quer tapar o sol com a peneira e continuar vivendo esse essa ideologia romântica? Não dá. Para mim não dá mais não. Parabéns para você que consegue.
Eh, Vera Lúcia do Rio de Janeiro. É, Vera Lúcia tá aqui vivendo, fazendo estágio, né? Tá fazendo estágio. Eu preciso feiter terapia. Então corre lá, corre lá, corra lá, porque de repente você ainda consegue, tá? A Tônia tá parabenizando o governador Cláudio Castro. Povo brasileiro está apoiando. Os policiais, é, os policiais agora tão estão sendo vistos como, né? A gente tem vontade de parar e abraçar um policial. Eu tenho vontade porque, gente, aqui eu coloquei para vocês com áudio. Deixa eu ver se eu coloquei aqui. Gente, eu fiquei chocada. Eu fiquei chocada com, vamos ver se aqui a vulnerabilidade que esses policiais estavam ali no momento desse dessa mega operação. A vulnerabilidade deles, gente, eh assim de chorar, viu? O vídeo tá lá na no Instagram. Eles tavam em seis ali, tinha um momento, um pedaço ali de não sei em que localização que estavam em seis, dois foram abatidos. caíram no chão, os outros foram se arrastando e saíram. Esses dois que foram abatidos rolaram pra área verde para tentar se ficar escondido ali, mais protegido. E aí veio o Rodrigo. Aí o Rodrigo veio para tentar salvar eles. O Rodrigo, aquele que tinha 40 dias de corporação. Aí o Rodrigo veio andando em pé, levou um tiro na cabeça. Se se o os caveirões da Marinha tivessem ali, gente, são os únicos caveirões que eles passam da barreira dessas dessas barricadas que o que o comando faz. Eu não sei se a realidade desse dessas pessoas, desses policiais, seria outra hoje. Eu não sei se o Rodrigo precisaria ter feito isso. Eu não sei se um delegado precisaria ter perdido a perna. Custava, gente, não custava. Não custava, né? Agora o que que vai acontecer? O governo tá se aproximando do Cláudio Castro, tá ficando meio que faz umas críticas mais paga para fazerem, né? paga aí, tá investindo pesado para tentar descredibilizar o Cláudio Castro, digamos assim, não diretamente, mas indiretamente. E eu acho que é isso que vai continuar acontecendo. O governo vai continuar investindo pesado para tentar acabar com a moral, com a credibilidade, com a popularidade que ganhou o governador do Rio para ver se recupera a sua, né? Porque quando a gente tem eh uma pessoa ganha credibilidade, ela é de oposição, a gente precisa que ela perca pra gente voltar a ter mais. Então é isso que eles vão fazer e o governo não tá economizando, tá? Isso é fato. Divulgado hoje pela Folha, ontem pela Folha. Então o governo vai tentar derrubar o governador, mas ali estamos juntos, não, não sei quê, vou instalar isso aqui agora, vou instalar isso aqui agora. Mas, né, nos bastidores tá investindo pesado ali para tentar descredibilizar e acabar com essa fama do Cláudio Castro. Então, aí a gente tá vendo, ó. Aí a gente tá vendo. Deixa eu ver se tá com áudio. Cabral segundos depois de entrar do complexo da Penha. Demais, gente. Aí, então ele vai tentar, eles vão tentar acabar com o Cláudio Castro. Vocês vão ver cada vez mais histórias do Cláudio Cáro agora surgindo aí na mídia. cada vez mais. São coisas espontâneas, são coisas, né, de pessoas assim que tem um blog que soltaram, não sei. Enquanto isso, do outro lado, no alto do complexo da Penha, o drone da polícia registra mais um confronto. Um grupo de seis policiais chega ao início da mata. Eles vão se aproximando, de repente parecem se deparar com um grupo de bandidos e são atacados com dezenas de tiros. Dois policiais caem no chão, rolam para se proteger. Um deles é ferido na mão, o outro na barriga e ele chama reforço por telefone. Os dois se arrastam tent sair da linha de tiro. Um outro agente chega para socorrer um dos colegas. O nome dele é Rodrigo Cabral. Segundos depois de entrar da mata, eles são atacados novamente e Rodrigo é baleado na cabeça. Ele fica caído e só é resgatado quando policiais do gope conseguem chegar rastejando até o corpo. Se abriga atrás de um carro e segue atirando. >> Percebe que um colega foi ferido. Demaisão. Calma aqui. Soltando aqui. Soltando. Me ajuda, cara. Calma. Vai virilha. O policial atingido é o sargento Wner Luiz Santana do Batalhão de Ação com Cs. O perigo é constante. A equipe arrisca a própria vida no socorro. >> O tempo é crucial para que o resgate seja bem sucedido. Bota na esquerda. Então bota na vida na esquerda. Pá pá pistola. >> Tudo estava sendo monitorado em tempo real pelo centro de controle. >> Não escuta, comandante, >> como é que é? São três disparos. >> Isso. Três disparos. Um na pelvis, um na at joelho ali pela panturilha e um de raspão pé. Entendi. >> Entendeu? Ó, acabei de falar com Cornel Luciano aí. Tá lindado tá a caminho. A equipe do BOP também junto. Tá todo mundo indo aí no resgate de vocês aí. >> Estamos observando vocês aí. Não tô sozinho não. >> Transportar o sargento Santana. O grupo usa uma lona que estava em uma obra. Vamos, vamos colocar logo ele >> quase 40 minutos depois que foi baleado, o sargento Santana começa finalmente a ser levado para o atendimento médico. >> Enquanto era atendido pelos médicos, mais um momento de tensão. >> Já tem um plano de distração para ele? >> Vamos criar um plano de extração agora. Vamos manter a calma. >> Ô, blindado não sobe aqui. Vai ter que descer. A gente vai ter que descer com ele. Então meio de fortuna tem muita gente aí parada. >> 2 3 levanta. Aí aí, solta, salta.
Esses policiais não podem trabalhar vulneráveis assim, né? a gente quer dizer, eh, precisa de ajuda, precisa de ajuda do governo federal, precisa de toda uma estrutura para que isso possa acontecer das próximas vezes. Eu, sinceramente, eu não vim aqui para ganhar isso ou aquilo de lado nenhum. Isso não me interessa. Não sou política, não sou jornalista ideológica, não sou jornalista de política. Eh, mas eu, sinceramente, eu não tenho um argumento, eu não tenho como vir aqui eh para defender bandeira ideológica. Eu não tenho, eu não tenho vocabulário, eu não tenho palavras, eu não tenho argumentação. Para mim isso já cansou. Isso cansou. Eu não tenho uma palavra sequer, ah, mas isso daquilo, daquilo outro. Eu não tenho, eu não tenho mesmo, eu não tenho mesmo. Se eu tivesse, com certeza eu traria o meu cartesianismo aqui, como sempre, mas infelizmente eu não tenho. Então, parabéns aí aos policiais e ao governador do Rio de Janeiro, enquanto as coisas estiverem acontecendo dessa forma, com esse cuidado, eh, sem elevar inocentes, né? E esperamos agora com mais cuidado em relação também aos policiais. A gente vai, eu vou estar apoiando o governador porque eu não aguento mais a violência. Não aguento mais a violência. Não dá. Não dá para ver eh torturando pessoas dentro da comunidade, para ver cobrando isso ou aquilo de pessoas dentro da comunidade para dar um tiro no meio da cara de de qualquer um por qualquer coisa, por arrogância, por prepotência, sabe? é difícil demais. Então, eu não tenho argumento de esquerda para trazer para vocês, eu não tenho mesmo, tá bom?
Então é isso. Eu agradeço muito a participação de vocês aqui. Quem gostou, por favor, compartilhe. Compartilhe muito, a gente precisa, tá? Vamos ajudar o canal aí. Eh, conheça também o nosso Instagram, o Teb Notícias da Exposed Brasil Notícias. Eh, me siga lá, se inscreva, você vai ver tudo que vai acontecer aqui lá também, tá? Amanhã eu volto às 20:30, se Deus permitir. Fiquem com Deus. Obrigada.
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