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ICARAÍMA

MARCONDI MARQUES CORTES E NOTÍCIAS URGENTES 17:53

Transcription

Então eu quero falar com o promotor substituto, porque o promotor substituto precisa nos atender. Nem que nós tenhamos que esperar, mas nós vamos ficar aí, o promotor vai nos atender.

Daí me chegou resolução, ofício, enviaram falando que o promotor substituto estaria em Curitiba fazendo um curso. Falei: "Pronto, agora o negócio ficou feio. Por quê? Se o titular tá de férias, o substituto tá fazendo curso, a lei orgânica do Ministério Público e a nossa lei não permite que uma comarca fique sem um promotor de justiça responsável por aquela comarca, por aquele local. Não existe isso. Eu falei: "Então, eu quero falar com o responsável, eu quero saber quem é o substituto do substituto".

>> E aí?

>> Não existe. Não apareceu nenhum promotor.

>> Nossa Senhora.

>> E daí eu fico pensando, não tinha promotor na comarca. E daí os os processos, os flagrantes, os processos, as cautelares de urgência, quem que tava quem que tava se manifestando, para quem tava indo com vista, né? E eu fico me perguntando com relação a isso e se realmente tinha alguém ali, se não tinha, como que tava aquela comarca, mas para nós, né, eh, não foi informado, inclusive mandei, falei com relação à lei orgânica do próprio Ministério Público que não permite. Eu falei: "Olha, tá muito estranho, não tem ninguém". E o silêncio prevaleceu mais uma vez.

Então isso para nós, nós estamos falando não só da polícia investigativa, mas nós estamos falando agora de questões relacionadas ao nosso próprio judiciário.

>> Sim, com certeza.

Questões relacionadas ao próprio judiciário que coaduna com o entendimento do delegado de polícia e mantém esse inquérito mais durante mais tempo em sigilo absoluto. Então, Marc, realmente, enquanto nós não tivermos intervenção, seja da Polícia Federal, né, dos nossos ali, eh, governantes, né, de de outras autoridades, eu falo para você que cada vez mais nós iremos continuar correndo risco, porque nós não nos calamos, mesmo diante de tudo isso, nós não nos calamos, né? Não, não é cara feia, ligação, ameaça que vai fazer com que a gente pare de falar. Tá ficando muito feio. Vai chegar um momento que vai ficar insustentável pro próprio estado, pra secretaria de segurança e pro nosso país, porque é um caso que tomou repercussão nacional, né?

Engraçado, que o que eu mais fico assim pensativo, é porque nós não vemos qualquer fala do próprio governador, né, do Paraná com relação a esse caso, porque foi um caso que chocou o Brasil inteiro e nós não temos a fala dele.

Com relação ao Dr. Ricardo Lewandowski, eu acredito que eu acredito que eu tenho um amigo que possa facilitar o seu contato com ele. Eu vou depois,

>> eu agradeço. Toda ajuda muito bem-vinda. Agradeço em nome da família também, não só da família Marcod, mas eu agradeço em nome da sociedade. Nossa,

>> tá? Porque esse tipo de crime, esse tipo de crime, ele não interfere somente com relação à família, mas ele interfere em toda a sociedade. A injustiça contra um, é injustiça contra todos. E a gente precisa aprender isso,

>> com certeza,

>> né? Então eu agradeço em nome de todos aí, todo, toda a ajuda é muito bem-vinda e certamente nós iremos utilizar todos esses canais, todos esses caminhos aí para que a gente consiga que realmente a justiça seja feita, né? A gente não quer vingança, Marconde, a gente quer justiça, que cada um pague exatamente pelo crime que cometeu e perfeito, tá? É isso que nós queremos, é isso que a família precisa. A família precisa de respostas e que cada um pague exatamente por aquilo que cometeu.

>> Exato. Perfeito.

Giram até o Paraná contratadas para fazer a obraça. Então, quando ele traz essas informações, Marcold, ele não só ofende a memória das vítimas, mas também ofende a família que teve acesso a essas informações. a filha do Rafael, as amigas da escola, ela mesmo teve acesso a esse tipo de informação eh pela internet. Fatos ali que se o pai praticou, praticou mesmo antes dela nascer, antes de se casar. E agora nessa idade eles têm que passar por tudo isso, né?

>> Sim.

>> E o delegado em nenhum momento explicou o por que ele fez isso.

>> Mas doutora, doutora, eu eu entendi o que o delegado fez. Ele quis mostrar que o Robsley, o Rafael, o Diego e o Alencar são os responsáveis por perderem as vidas. Eles são os próprios responsáveis. É isso que ele quis dizer. Não, não tá difícil. Eu acredito até que daqui a pouco,

>> é, não, mas eu acredito até que daqui a pouco vai vir uma uma ramificação da investigação dizendo que foi um confronto entre os quatro. Os quatro se balearam e balearam o carro. Eu acredito que que exista uma uma investigação desse ponto. Eu acredito.

>> Marconde. Quero ver como que ele vai fazer isso.

>> Porque se fosse uma disputa, uma guerrinha ou mesmo somente um assassinato, que já é coisa seríssima, já teria andado, já teriam prisões. Ou vocês acham que 12 pessoas saem de uma casa e ninguém acha? Fica aí a pergunta que vocês podem conjecturar a resposta.

Então, doutora, eu vou conversar com esse amigo, vou ver se eu consigo facilitar aí para vocês vão a Brasília para falar com o Dr. Ricardo e aos viúvas, nossos sentimentos, que nós vamos continuar de todas as formas aqui acompanhando o caso.

Aquela cidade em específico, eu não conhecia o nível da criminalidade, né? O problema tá que essas pessoas que o que contrataram os os as pessoas que eu represento, as famílias que eu represento, eles sabiam de tudo isso, né? Eles sabiam de todas essas informações e eles omitiram porque certamente com base a a esposa de uma das vítimas já disse com base no valor que eles ganhariam era muito pequeno para correr o risco de morte, ir para uma região desconhecida e correr risco de morte, né? Então eles vieram ali achando que seria uma cobrança muito fácil, foram fazer a cobrança e acabaram perdendo ali a vida de forma extremamente cruel e pode ser que ainda tenham sido torturados, né? A gente tá aguardando aí ansiosamente o laudo de necropsia, que também tá demorando um monte. Foi questionado pro delegado de polícia como que vai finalizar um um fazer um relatório final de uma investigação sem o mínimo, que é o laudo de necropsia, pra gente saber quais são as qualificadoras que ele vai colocar, né, para indiciar essas pessoas, se tem um cruel, se tem tortura, né, tem tantas coisas ali, a gente precisa, né, desse desse laudo de necropsia, né?

Então, e ali é uma região que agora, depois que tomou toda essa proporção esse caso, nós sabemos que a criminalidade ela reinava ali, né? E que certamente com a anuência, porque o difícil é dar a cara, colocar a cara lá na imprensa, fazer uma coletiva e explicar agora o por que ele fez, por que que ele não fez isso? Por que que ele não dá entrevista e não explica qual foi o motivo dele fazer isso? Qual era a pertinência do que ele fez? Por que que ele não veio falar agora o por que ele disse que fazia a cobrança era relacionada ao maior crime? Por que que agora ele não vem dando nomes?

>> É qual?

>> E pior, por que que ele disse, nós sabemos que várias pessoas são envolvidas e o delegado que presidiu o inquérito sabe, esses nomes foram repassados. A investigação já mostrou o por que o nome dessas pessoas é mantido em sigilo até hoje, por que que não tem novos mandados de prisão? Era, é uma pergunta que eu faço, por que que não tem? A gente já sabe de alguns nomes, né? Não, não tô nem falando, eu não tô, eu não tô nem falando do da família Voscariolo, do dos outros, dos outros envolvidos. Tô nem falando deles, tô falando dos outros.

Mas a minha pergunta, doutora, eh a minha pergunta, nós sabemos que essa orquin e da família Buscariolo, se nós colocássemos assim numa hierarquia do exército, família Buscariolo estaria ali como cabo, nem como sargento, estaria como cabo, né, o Tonhão. E a para eles fazerem esse crime, eles como cabo, eles tiveram que pegar autorização com o sargento e o sargento teve que pegar com o capitão e o capitão teve que pegar com o coronel. Uma pergunta, a senhora acha que pelo menos o sargento vai ser preso? Porque o coronel já sei que não,

>> Marcondde, nós estamos em luta para isso. No entanto, é muito difícil que nós estamos vivendo. É muito difícil porque nós estamos lutando contra o sistema, né? Nós estamos lutando contra algo que já tá rumificado há muito tempo. E eu questionei isso porque nós sabemos que existem vários nomes e várias pessoas.

Com relação um dos pontos, né, se nós formos falar ali de uma hierarquia média, né, nós sabemos que uma máquina retroescavadeira grande, que são poucas na cidade,

>> duas

>> que ela esteve lá para

>> são duas máquinas, duas máquinas

>> colocar o veículo naquele local e por isso eu não me calo, tá? E por isso eu não me calo se a gente tem receio, pode acontecer alguma coisa, se a gente saber, né, que a gente tá propío

>> acontecer alguma coisa, porque são pessoas extremamente perigosas. Olha a forma que eles tiraram a vida desses homens.

>> Mas,

>> né, olha, olha o modos operante que eles utilizaram para tirar a vida dessas pessoas. Então, acredito que eu que agora com o nosso requerimento de intervenção, caso não ocorra essa intervenção, tá? Eh, daí é mais estranho ainda, porque em crimes como esse que envolve eh até crime internacional, porque o contrabando, tráfico internacional, a gente já sente quem é responsabilidade.

E é muito estranho que eles não tenham passado a competência para outra pra polícia competente fazer essa identificação. como se eles quisessem segurar, dificultar a fiscalização por parte da acusação, dificultar para que a gente não consiga eh ter acesso à aquilo que foi produzido ou aquilo que eles não produziram. Só que eles imaginavam, Marcondes, que assim como vários crimes que aconteceram na região, o o dos filhos do Antônio Buscariolo, ele foi preso por vários crimes, ficou pouquíssimo tempo, tava solto.

>> Sim,

>> né? E tava solto. Eh, eu acredito que eles estejam fazendo isso para ver se a gente desiste, tá? Porque em vários outros crimes que aconteceram não tinha essa repercupção, porque as pessoas não corriam atrás, não divulgavam, esqueciam, confiavam na autoridade policial, mas infelizmente de nossa parte não tem mais essa confiança.

E eu falei pro delegado de polícia Marconte, a as minhas clientes estavam juntos, estavam dois delegados, estão aqui, inclusive a Fabrícia, Meire, eu só não vi a Denise, mas a Fabrícia tá aqui. as clientes, a Fabrícia e a Meira, elas estavam, nós estávamos juntas, sentadas no mesmo sofá e o delegado de polícia começou a falar que sentia muito, mas que não podia passar mais nada. Nossas autoridades fazendo nada. E não é só aqui, Marcondde, eu falo para você também com relação a São Paulo. Ah, a polícia não pode intervir no estado do Paraná por questão de competência. Isso eu sei, mas eu já vi em outros casos onde secretário de justiça, prefeito, onde pessoas se manifestaram de outros estados, pelo menos dando a sua opinião e falando: "Vou fazer requerimento, vou fazer requerimento, vou pedir prestação de de informações com relação a isso." Mas nesse caso, o silêncio, reina, ele prevalece sobretudo.

Então você conversa, fui conversar com o promotor de justiça, Marcã, só para você entender como o negócio é é sério, no dia que nós fomos para lá, eu queria conversar com o promotor de justiça responsável aí que é o titular da ação, que é a pessoa mais importante, Ministério Público. Toda da investigação, ela é feita única e exclusivamente para formar a opinião do Ministério Público, não é? Sim,

>> para ver se ele denuncia, se ele não denuncia, é ele o titular da ação. E eu pedi para conversar. Eu já havia conversado com esse promotor de justiça algumas vezes e eu queria conversar nesse momento porque a gente já tava engasgado juridicamente falando, tecnicamente falando, mas psicologicamente por conta da família também engasgados. E eu entrei em contato e eu queria conversar com o promotor de justiça e levar as minhas clientes para falarem com ele. Ele é um representante da sociedade, não é a voz da sociedade,

>> não é o fiscal da lei. É para isso que serve o Ministério Público.

>> E eu peguei e requeri a um atendimento com o promotor de justiça. Nesse momento me foi informado de que o promotor ali da responsável pela Vara Criminal da cidade de Caraíba, ele estaria de férias. Eu questionei, mas de férias de novo? Mês passado ele tava de férias, ele tá de férias agora de novo. Ele estava de férias.

Daí eu falei, nós não vemos qualquer fala do próprio governador, né, do Paraná com relação a esse caso, porque foi um caso que chocou o Brasil inteiro e nós não temos a fala dele.

Com relação ao Dr. Ricardo Lewandowski, eu acredito que eu acredito que eu tenho um amigo que possa facilitar o seu contato com ele. Eu vou depois,

>> eu agradeço toda ajuda, muito bem-vinda. Agradeço em nome da família também, não só da família, Marco, mas eu agradeço em nome da sociedade. Bom,

>> tá? Porque esse tipo de crime, esse tipo de crime, ele não interfere somente com relação à família, mas ele interfere em toda a sociedade. A injustiça contra um, é injustiça contra todos. E a gente precisa aprender isso,

>> com certeza,

>> né? Então eu agradeço em nome de todos aí, todo, toda a ajuda é muito bem-vinda e certamente nós iremos utilizar todos esses canais, todos esses caminhos aí para que a gente consiga que realmente a justiça seja feita, né? A gente não quer vingança, Marconde, a gente quer justiça, que cada um pague exatamente pelo crime que cometeu e perfeito, tá? É isso que nós queremos, é isso que a família precisa. A família precisa de respostas e que cada um pague exatamente por aquilo que cometeu.

>> Exato. Perfeito.

Doutora. Eh, eu agradeço a participação por hoje. Acho que foi perfeito a informação. Acredito que todos hoje aqui tenham entendido que não estamos falando em pés de chinelo, não estamos falando pura e simplesmente deste bárbaro homicídio quádo. Estamos falando muito além disso. E se Deus permitir, e a justiça do homem também, né, permitir, em breve, eh, nós teremos aí os culpados atrás das grades, pagando pelo que cometeu.

>> É isso. Obrigado, doutora. Obrigado. Obrigado mesmo por hoje. A casa é sua, senora, doutora já sabe. E assim que tiver qualquer informação ou qualquer cobrança, voltaremos aqui.

>> Obrigado.

>> Fique com Deus, doutora. Igualmente a

>> família, é isso, né? Informações aqui que chocam e que são necessárias e que precisamos da ajuda de vocês para esse caso não ser esquecido e ser compartilhado ao máximo para chegar na Brasília. Vai chegar, só depende de cada um de nós. Então, meu muito obrigado a todos. Fiquem com Deus. Se puderem, ao saírem daqui, vão pro canal da Esposa de Brasil. Fazer uma matéria incrível agora. E é isso, nos vemos amanhã com atualizações do caso Marina Saberoli e Kinakin King ou K, tá? o nosso adolescente sul-coreano que está desaparecido. Graças a Deus, Cidade Alerta hoje fez a matéria do Kenny e amanhã fará a atualização da Marina e do Ken para continuidade. Muito obrigado a todos mesmo por isso. Fiquem com Deus e até amanhã.

[Música]

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