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Lavoura Limpa: Como Vencer o Caruru e o Pé-de-Galinha com Inovação no Manejo

Sumitomo Chemical Brasil1:10:55

Transcription

Boa noite, pessoal. Eu sou Fabiano Rios, gerente de desenvolvimento de mercado na Sumitomo Chemical. Sou também doutor em Plantas Daninhas e hoje estamos aqui para falar um pouco sobre o manejo de plantas daninhas. Estou na companhia de vários especialistas que compartilharão suas experiências e lançarão luz sobre nosso tema: lavoura limpa. Como vencer o caruru e o pé-de-galinha com inovação no manejo.

E a vocês que nos acompanham de casa, quero avisar que, ao final deste videocast, abriremos um espaço para perguntas. Então, mandem seus questionamentos que responderemos com todo o carinho. É lógico que não conseguiremos responder a todos, mas selecionaremos as perguntas mais interessantes e as comentaremos, batendo um papo, certo? Ah, também não se esqueçam de preencher o formulário disponível no QrCode. Ele está aparecendo aqui embaixo na tela. Além de receberem conteúdos exclusivos da Sumitomo se cadastrando, vocês também concorrerão a um kit exclusivo ao final da live. E vem coisa boa por aí!

Pessoal, primeiramente, é um prazer estar aqui com meus companheiros de jornada, alguns há muitos anos, e dizer que realmente é um prazer bater este papo com vocês. Espero que nossa discussão seja descontraída e, primeiro, gostaria que vocês se apresentassem. Eu já conheço todo mundo aqui, mas muita gente nos acompanha de casa e também quer conhecer. Professor, por favor.

Obrigado, Fabiano. Boa noite a todos. Muito obrigado pelo convite, uma oportunidade muito boa para compartilharmos nosso conhecimento. Eu sou o professor Dr. Jamil Constantin. Dou aula nos cursos de mestrado e doutorado em Agronomia da Universidade Estadual de Maringá e trabalho na empresa de pesquisa COMPE. João, à vontade.

Boa noite a todos. Eu sou o João Luiz Ferre, sou agricultor e engenheiro agrônomo, formado em Londrina e atuo na região de Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná. Boa noite a todos. Gostaria também de agradecer à Sumitomo pelo convite. Vamos trocar bastante informação sobre o manejo do pé-de-galinha e do caruru.

Meu nome é Elésgueno, sou pesquisador e coordenador do Centro de Pesquisa Celeiro do Norte (CPEN), vinculado à COACEEN, uma cooperativa na região da BR-163 em Sorriso, Mato Grosso. Também faço parte da mesma cooperativa como produtor rural e espero contribuir hoje à noite com vocês. Estou muito feliz pelo convite e vamos em frente.

Boa noite a todos. Eu sou o professor Mauro Antônio Lizard, professor da Universidade de Passo Fundo. Agradeço a oportunidade de estar aqui e, acima de tudo, rever algumas lendas da área de plantas daninhas, como o professor Jamil, com quem é sempre bom interagir. Além de trabalharmos na universidade, temos um site, o UFPB, onde disponibilizamos informações gratuitas para quem se interessa em se aprofundar na arte do controle de plantas daninhas. Obrigado, pessoal.

Para aproveitarmos nosso tempo, gostaria de pedir ao professor Jamil que fale um pouquinho do panorama brasileiro, o que ele vem enxergando nas lavouras do Brasil, com o que o produtor está mais preocupado hoje em dia e como ele está enfrentando esses problemas que, a cada ano, adquirem novos ares, digamos assim.

É verdade, Fabiano. Parece que às vezes vamos perder a luta, que os problemas estão aumentando cada vez mais. Mas, de maneira bem simples, praticamente em todas as regiões do Brasil temos hoje buva e amargoso. Isso é uma constante em todas as regiões. Claro que a intensidade da buva, principalmente, é maior no Centro-Sul do país. Há maior concentração na região de Goiás, em áreas mais úmidas, mas a buva está mais concentrada na parte sul do Brasil, mas existe em todo o país. O amargoso também está em todo o Brasil. E no Sul, na área do nosso grande amigo Mauro, temos o AZM também, com resistência não só aos inibidores de ALS, desculpe, ao glifosato, mas também aos inibidores de ALS, ACCase, um problema sério para o pessoal do Sul.

Bom, fora isso, de maneira geral, temos picão resistente aos inibidores de ALS e também, recentemente, com resistência ao glifosato, um problema sério, mas ainda restrito a algumas áreas, não disseminado em todo o Brasil. A questão do picão resistente ao glifosato e o leiteiro resistente ao glifosato também são problemas. E aí temos os problemas mais recentes. E o que nos assusta violentamente é a questão do pé-de-galinha, que começou, antes da pandemia, a apresentar infestação razoável na região da BR-163. Um ano e meio depois, a área estava toda tomada. Temos visto muitas áreas no Brasil todo tomadas pelo pé-de-galinha em dois anos. Realmente impressionante, com resistência ao glifosato e aos inibidores de ACCase, e ainda temos que comprovar a resistência ao glufosinato.

E outra questão que nos preocupa, mas ainda não está disseminada em todo o país, é a presença do caruru. Tivemos o problema do Palmer amaranth, mas ele ficou restrito ao Mato Grosso. Hoje, nosso problema são os amarantos híbridos com resistência ao glifosato e aos inibidores de ALS. Essa planta vem crescendo de maneira preocupante. Com lavouras normais, só RR, você só fica em cima do problema para fazer o controle. Então, você tem que lançar mão de outras tecnologias.

Bom, e temos plantas que não são resistentes, mas são de difícil controle. Na região do Cerrado, vassourinha-de-botão. No sul do Rio Grande do Sul, também temos a vassourinha-de-botão. Mais ao sul, temos a cravorana, que não podemos desprezar, pois não é resistente, mas é de difícil controle. Temos também no Cerrado o capim-colonião, que tem aumentado ano a ano e o controle está sendo muito difícil, uma questão de tolerância ao glifosato, não de resistência. E a trapoeraba, mais uma planta tolerante que está aumentando. Sempre escutamos produtores reclamando da trapoeraba.

Resumindo, no Cerrado, os principais problemas são capim-pé-de-galinha e vassourinha-de-botão. E aqui no Sul, capim-pé-de-galinha, algumas áreas com cravorana, algumas com azevém, mas o capim-pé-de-galinha também encabeça a lista. E, com muito susto, temos o caruru, presente em todas as regiões do país, apesar de problemas específicos em algumas regiões.

OK. Professor, realmente, a cada ano a complexidade do sistema aumenta. E fico pensando como o produtor se vira. João, você que está em Campo Mourão, como enfrenta esses problemas? Você faz algo diferente? Rotação de culturas, rotação de herbicidas, usa pré-emergente? O que você faz para superar esses desafios que aumentam a complexidade do sistema produtivo?

Pois é, Fabiano, como bem dito pelo Jamil, a cada ano temos novos entrantes. A agricultura é extremamente intensa, você colhe uma safra e entra com outra, e a diversidade de culturas na minha região é grande: soja, milho, trigo, milho safrinha e muitas plantas de cobertura no outono ou pós-milho safrinha. Então, temos muitos momentos para o controle de plantas daninhas e temos que saber qual é o problema, andar na propriedade, levantar informações e tomar cuidado com o estágio da planta. Produtores se atrapalham e, se pegam a planta em estágio avançado, têm mais problemas.

Mas, de maneira geral, na minha propriedade, fazemos rotação de culturas e, há cerca de sete anos, usamos pré-emergentes, uma grande ferramenta, principalmente para evitar a competição com as plantas daninhas. Sabemos que, no início, essa competição leva grande parte do lucro do produtor, e muita gente não olha para isso. Muita gente ainda acha que o glifosato resolve quase tudo e acaba se dando mal. Mas hoje o uso de pré-emergente é fundamental, principalmente com esses novos entrantes que o Jamil mencionou. Temos que levantar informações, andar na lavoura, fazer aplicação correta e tomar cuidado com o pré-emergente a ser usado. Temos novas misturas no mercado, produtos antigos com novos. Temos que avaliar bem e usar o produto correto na hora certa.

Você tocou em um ponto interessante: a competição com as plantas daninhas. Muitas vezes o produtor está interessado em controlar, controlar, controlar, mas o importante é a produtividade. E, nesse quesito, a competição com as plantas daninhas é extremamente importante. Com o uso de pré-emergente, o produtor tem segurança para fazer o pós-emergente sem perder produtividade. Esse é um ponto interessante. Para complementar, se pensarmos no pré-emergente, a principal vantagem é que a planta daninha que mais compete com a cultura é aquela que emerge antes ou junto com a cultura. O pré-emergente tira essa competição inicial. Acho que essa é uma grande vantagem, além de deixar a planta em tamanho adequado para usar o pós-emergente.

Concordo. A principal função do pré-emergente é preservar a produtividade em função dessa interferência inicial. Por isso, nunca deveríamos ter deixado de usar o pré-emergente. Ficamos muito tempo sem usar e agora temos problemas.

E há outra grande vantagem: uma janela maior de aplicação do pós-emergente. Sem pré-emergente, você tem uma janela curta e qualquer condição climática complica. Acho que, já que todos falaram de pré-emergente, o último ponto é o manejo da resistência. Grande parte do que o Jamil comentou, o que deixamos de usar e agora pagamos o preço, foi por termos esquecido o uso de pré-emergentes. Eles oferecem diversidade de mecanismos que não temos no pós-emergente. Muitos mecanismos que não podem ser usados em pós-emergente devido à resistência podem ser usados em pré-emergente. Isso pode ser aliado a misturas ou produtos comerciais com diversidade de ativos, controlando melhor o espectro de plantas daninhas e preservando os herbicidas pós-emergentes, que são poucos e pontuais. É pelo pré-emergente que conseguiremos que isso dure mais tempo.

Assusta, porque se pegarmos os herbicidas no Brasil, temos muitas opções para controlar o caruru em pré-emergência e mesmo assim ele está aumentando rapidamente. Fazemos uma lista grande de herbicidas que controlam o caruru. Por que está aumentando? É impressionante. Não consigo entender. Acho que é uma das plantas que mais tem opções de controle em pré-emergência.

Só aproveitando, desculpe, boa parte dessa resposta tem a ver com a dinâmica da planta daninha. Muitas vezes nos preocupamos somente com a estratégia de controle, sem conhecer a planta em si, sua dinâmica e capacidade de multiplicação. Se tiver 100 sementes, 100 sementes vão germinar. Ela tem capacidade fantástica de se multiplicar rapidamente. Isso dificulta o processo.

Queria aproveitar que muita gente falou de pós-emergente e resistência. Quem está em casa assistindo tem alguma planta daninha não controlada por algum pós-emergente, devido ao uso indiscriminado. Agora estamos adotando novamente os pré-emergentes. Há tecnologias novas, misturas de ativos, mecanismos de ação. O que o produtor pode fazer para não acontecer com o pré-emergente o que aconteceu com o pós-emergente? Mauro, fique à vontade.

Tenho comigo que controlar planta daninha é diferente de manejar plantas daninhas. O manejo envolve várias práticas. A integração de práticas é importantíssima. Há produtores com menos problemas porque adotam boas práticas agrícolas. Quimicamente, tenho algumas questões. Primeira: desde o surgimento da resistência, alertamos para a rotação de mecanismos de ação, não repetir sistematicamente. Nem estou falando de herbicida, mas de grupos químicos. É um primeiro passo para diminuir a evolução da resistência. Além disso, associar herbicidas, associações com efeito sinérgico, potencializando o controle e diminuindo a evolução da resistência. Não é misturar só para ampliar o espectro de controle, mas para ter sinergismo. Junto com isso vem o pré-emergente. O pré-emergente é uma ferramenta com diversidade de mecanismos. Colocamos no ambiente um produto absorvido por estruturas diferentes da planta: pela semente, pela radícula, parte aérea emergente. Isso faz com que consigamos controlar alguns mecanismos de resistência que em pós-emergência são mais fáceis de selecionar. A dificuldade de selecionar resistência em pré-emergência é maior devido à diversidade e interações com o ambiente.

Outro ponto fundamental: usar doses recomendadas na bula. Temos propensão a diminuir ou aumentar a dose. Outro ponto: o pré-emergente é colocado em uma condição inadequada da planta. Se alguém quiser me desafiar, procure indicar dois herbicidas que controlam planta adulta. Encontraremos plantas controláveis por alguns produtos, mas não há recomendação na bula para controlar planta adulta. É duas, quatro, seis folhas, fase inicial. Colocamos o produto em planta muito desenvolvida e, mesmo com dose adequada, estamos dando doses diferentes para uma planta muito desenvolvida.

O sexto ponto importante é a tecnologia de aplicação. Pecamos muito, seja na regulagem do pulverizador, seja na falta de cuidados. O operacional às vezes atropela o técnico, impactando muito. Cuidar com a aplicação, horário, condições ambientais, doses adequadas. Isso é fundamental para dar vida mais longa aos produtos, além de outras práticas culturais preventivas.

Realmente, há muita coisa que podemos fazer. E, como estamos falando em voltar a usar pré-emergentes, há regiões com alta adoção, outras não. Elésgueno, quando o produtor usa pré-emergente, o que ele deve levar em consideração? Dose, umidade do solo, cobertura, isso muda a performance? Ele tem que trocar o pré-emergente?

Não é tudo igual. Exige precisão na escolha do herbicida pré-emergente. Começa pelo alvo: o herbicida correto para a planta daninha correta. Como Mauro disse, às vezes associamos ativos, para buscar sinergismo ou ter espectro maior. Não há molécula isolada com controle satisfatório acima de 80% para as principais plantas daninhas. Todo herbicida tem seu ponto fraco. Partimos da premissa de que teremos que associar produtos. Fatores relacionados à atuação no solo, matéria orgânica, pH, textura, tudo influencia na dose. A bula já dá informações suficientes. Situações relacionadas a culturas sucessoras, período de carência, tudo deve ser levado em consideração. Mas o fator predominante é o que você quer controlar. É necessário ir ao campo, levantar o que tem na área e o histórico. Sem histórico, é impossível fazer qualquer posicionamento.

Certo? Obrigado, pessoal. Quero lembrar que este é um videocast da Sumitomo Chemical para apoiar o produtor rural. Façam suas perguntas no chat. Responderemos ao final. Acessem o QrCode na tela, façam o cadastro para receber informações da Sumitomo e concorrer a um kit exclusivo.

Seguindo a conversa, queria perguntar ao João, que escolhe o produto a ser usado, vai ao campo, vê as plantas daninhas, analisa o clima. O que você leva em consideração na hora de escolher um herbicida, um pré-emergente? A cultura que vem depois, carryover, o preço, a qualidade?

Basicamente, como Elésgueno falou, temos que levantar informações, qual o alvo e os pré-emergentes com melhor performance. Avalio muito a performance. Outra coisa: a parceria, a empresa que traz informações de qualidade. Dose, período de carência para implantar a cultura seguinte. Alguns produtos demandam diferença de dias, alguns são plante e aplique, outros não. Isso deve ser levado em consideração. Falo para meus colegas que temos que levar informações de qualidade. Eventos como este ajudam muito. Outra questão delicada com pré-emergente: tomar cuidado com o que fica no tanque para não ter problema depois. Como Mauro falou, boas práticas de manejo, limpar a máquina, usar o bico certo, adjuvante, volume de calda, tudo isso garante o sucesso no uso do pré-emergente.

Elésgueno, queria acrescentar uma questão sobre a escolha do produto. Quando o produtor escolhe pelo preço, normalmente a conta não fecha. Temos várias empresas no mercado, chinesas, portuguesas, alemãs, indianas. Muita oferta de produtos com o mesmo ingrediente ativo. O fato de ter o mesmo ingrediente ativo não significa que terá a mesma performance. Se um produto é mais barato, o que fazer? Primeiro, experimentar lado a lado com o que você já usa, para não ter surpresa desagradável. Não existem dois produtos com a mesma formulação, mesmo ingrediente ativo, feitos por empresas diferentes, que serão iguais. Isso nunca vai acontecer. Compre o produto mais barato, teste primeiro.

OK, pessoal. Elésgueno, no Cerrado, o clima é diferente do Sul. Isso dificulta a escolha do pré-emergente, devido à pouca umidade do solo?

Impõe um desafio a mais. Brinco que plantamos na previsão do tempo. Não há umidade adequada para a maioria dos pré-emergentes. Só isso já dificulta usufruir do benefício desses produtos. Alguns conseguem trabalhar com menor umidade, mas a maioria depende de umidade adequada para ter desempenho. Em anos em que a chuva não se estabiliza cedo, isso nos limita. Associar ativos é o que vem nos ajudando, principalmente em pré-semeadura da soja, que na minha região começa no final de setembro. O pessoal tem operação rápida, 10 a 15 dias estão semeados. Querem terminar o plantio até 10 de outubro para garantir janela para o milho safrinha ou algodão. Nesse momento, a chuva não está regularizada. É pela associação de ativos que conseguimos garantir controle residual adequado para ter todos os benefícios do pré-emergente.

Mauro, sobre o caruru, presente no Rio Grande do Sul, essa escolha do pré-emergente muda? Todos os mecanismos de ação têm a mesma eficácia? Há algum melhor? E a biologia, como influencia?

O caruru, devido à sua dinâmica, grande quantidade de sementes, fluxo de emergência, começa a emergir em outubro e a emergir em março. Em regiões mais quentes, começa antes e vai mais tempo. Depende da umidade. Se pensarmos em soja, o plantio é em outubro e a colheita em março/abril, justamente no fluxo todo. Se escolhermos um pré-emergente, temos diferenças na eficiência para o caruru, na questão da residualidade. Temos que colocar produtos com máxima residualidade para tirar o primeiro fluxo, que afeta a produtividade. É importante chamar a atenção para isso. E há um ponto fundamental para o caruru: o fluxo de emergência, as sementes são superficiais. A semente não consegue emergir com 3 ou 4 cm, fica na superfície. Então, não precisamos de um pré-emergente com solubilidade muito alta. Precisa atingir a camada do solo onde está a semente. Isso é um desafio importante. Na escolha do pré-emergente, temos que cuidar da formulação, comportamento em termos de fotodecomposição e volatilização. Há formulações bem estruturadas que, mesmo em condição seca, permanecem mais tempo na superfície do solo ou da palha. Isso é fundamental. E um ponto fundamental é que o caruru tem distribuição uniforme na área, não em manchas. Temos que ter um pré-emergente com distribuição uniforme. Para o caruru, os herbicidas protox têm melhor desempenho. Historicamente sabemos e percebemos no campo. Às vezes, um produto tem menor eficiência isolado, mas em associação aumenta o nível de controle. Para o caruru, a escolha do produto é importante, mas acima de tudo formulações adequadas e misturas que complementem o controle de outras espécies e potencializem o controle do caruru.

Elésgueno, sobre o pé-de-galinha, o que é importante levar em consideração? Há algum mecanismo de ação ou ativo mais indicado?

Acho que vai na mesma linha do Mauro para o caruru. Temos diversidade de mecanismos de ação para trabalhar em pré-emergência do pé-de-galinha. Em certos momentos, notamos fluxo escalonado, o que dificulta, mas o mercado nos municia com opções para melhorar o controle residual, estender o tempo dentro da cultura e pegar os retardatários que emergem depois. Temos estratégias de complementação de controle residual em pós-emergência. Isso já vem sendo implantado para soja, milho e algodão. Estamos depositando maiores esperanças no controle residual. Se o pré-emergente funciona, é o que vamos fazer, até mesmo em pós-emergência, desde que bem estudado e seguro para a cultura. O caminho vai partir para isso, mas há opções no mercado. Temos protocolos com efeito residual, inibidores de ALS.

Posso aproveitar aquela imagem que está aparecendo? Claro. Isso. Você acha que é possível controlar uma situação dessas? Faltou algo antes. Faltou. Acompanhei. É de um produtor da nossa cooperativa, que não fez o manejo adequado para a semeadura da soja. Um ano em que o clima foi desafiador, choveu, ele entrou plantando com pressa, confiando no manejo da pré-semeadura. Não foi pela questão de... Teve pré-emergente, mas é difícil ver na foto porque foi tirada de longe, mas você pode reparar que são muitas plantas adultas, não emergiram junto com a soja, escape da dessecação. Mas foi uma situação em que não teve o que fazer. Não teve que replantar, mas o pé-de-galinha conviveu com a cultura até o fim do ciclo e competiu muito com a soja. Nesse caso, não há o que fazer. Eram áreas com resistência múltipla, ao glifosato e a graminicidas. Não havia opções.

Falamos de caruru e pé-de-galinha, mas nem sempre o produtor está restrito a essas duas plantas daninhas. Professor Jamil, o produtor muitas vezes tem folhas largas e estreitas na área. Como fica a escolha do pré-emergente? Era fácil no passado, como está hoje?

Acho que todo mundo percebeu que esta live é para levar informações importantes. Vocês terão uma ideia do que pode ser feito. Consultem seu consultor, agrônomo, porque é impossível dar uma recomendação que todos possam usar. Mas vocês terão ideia dos caminhos. O que vimos até agora? Planta grande é muito difícil. Uma trapoeraba grande é só com sequencial. Uma vassourinha-de-botão grande é só com sequencial, desde que haja seca. Se for na época chuvosa, nem com sequencial vai. Capim-pé-de-galinha, várias sequenciais, depende do produto. Hoje conseguimos controlar o pé-de-galinha, mas os custos são elevados. Toda vez que há planta grande, há problema de controle, mais aplicações, doses maiores. Qual a saída? O uso de pré-emergente para minimizar esses pontos. Temos que resetar a área, zerar a área e lembrar de usar o pré-emergente. Folha larga, folha estreita, temos muitas opções, pelo menos dois ou três mecanismos de ação para cada planta daninha. Você vai escolher um produto, tem folha larga, folha estreita. Normalmente, um pré-emergente é bom para folha larga e dá um pouco de controle em folhas estreitas, e vice-versa. O que fazer? Começar na base. Escolher pré-emergentes, misturas, associações de herbicidas pré-emergentes, um complementando o outro para os controles de folha larga e estreita. O que é importante? A definição de dose. Quando você faz associações, não trabalha com a dose máxima da bula. Pode haver reduções, testes com doses menores na associação e bom controle. Por que isso é importante? A seletividade para a cultura. Quando você faz associação, a planta tem que se desintoxicar. Quanto mais mecanismos, mais a planta sofre. Tem que fazer isso de forma equilibrada e na dose equilibrada. Lembrando que a maior tentação é aumentar a dose para ver se tira o pós-emergente. Isso não vai acontecer. Você vai aumentar a dose, não vai conseguir tirar o pós-emergente e vai dar uma cacetada na lavoura. Qual o seu limite? O mínimo que você precisa, 15 dias de residual, no mínimo, dependendo da região. Mais ao sul, talvez um pouco mais. Quer residual maior, vamos falar de 30 ou 40 dias, mas você vai ter que usar o pós-emergente. Em pós-emergência, temos que entrar com associações. Se for planta grande, fica complicado. Quais os cuidados? Por exemplo, você entra com glifosato mais um 24D, controla folha larga e estreita. Tem composições com sais potássicos, quantidade de água que pode causar precipitação. Você tem que saber se vai causar precipitação ou não. Tem que fazer sua composição e pensar em produtos que se ajudam, sinergísticos. Temos sinergismo no mercado. Um clodin isolado para amargoso, com glifosato, fica melhor, mesmo o amargoso sendo resistente ao glifosato, porque o glifosato é um carreador. Um protox, você usa um protox na mistura, o clodin funciona melhor, o 24D funciona melhor, o triclopir funciona melhor. Porque o protox potencializa a mistura. Essas misturas sinergísticas precisam ser estudadas. E não tem como, se você não trabalhar com misturas, conseguir chegar lá. E lembrando do adjuvante, de extrema importância. O pessoal do Cerrado trabalha com vazão de 40 a 50 L/ha, usa muito óleo. Quanto menor a vazão, maior a quantidade de óleo. O pessoal do Cerrado deveria trabalhar com pelo menos 750 ml. Quando chega na questão do pé-de-galinha, na dessecação pré-plantio, mesmo vassourinha-de-botão, trabalhamos com 1 L/ha. Não fazemos mais proporção. Porque se você colocar 0,5% de 50 L dá 250 ml. Então...

É muito importante. Óleo não é para calda de pulverização. O óleo é para o produto, para fazer o produto penetrar melhor, não é? Então não é para calda. Então precisa, no mínimo, de 500 ml de óleo. Pessoal do cerrado, 750 ml de óleo. E se for problema de pé de galinha, eu sempre repito isso, 1 L de óleo por hectare, certo? Tomando esses cuidados, vocês vão ver como o controle vai melhorar. Pré-emergente, manejo bem feito, plantas menores, menor número de aplicações e sucesso. Escutaram, pessoal?

Tem muita coisa para a gente fazer e, como o professor disse aqui, é importante vocês sempre estarem conversando com o seu engenheiro agrônomo, com seu técnico, porque ele de fato conhece a sua propriedade junto com você. Então, é muito importante essa troca de informação no campo entre o produtor e o agrônomo para realmente ter assertividade, não é? Vou dar um tempinho aqui para o pessoal tomar uma água e convidar vocês que estão assistindo a gente aqui para aproveitar que a gente está nos últimos minutos. Então, deixem as suas dúvidas e se inscrevam no sorteio, tá? O QR code está aí na tela. Vai ter um kit que vai ser sorteado aqui no final.

E falando um pouquinho aqui da Sumitomo, é uma empresa globalmente reconhecida pela sua inovação e pesquisa. É uma empresa que está na vanguarda no desenvolvimento de produtos, tem mais de 100 anos de história e um compromisso muito forte com a sustentabilidade. Foi responsável pela descoberta de importantes moléculas originais. Hoje a Sumitomo Chemical é referência em inibidores de protox ou PPO, como queiram, e tem soluções eficazes e confiáveis para o produtor rural. Estamos sempre ao lado do produtor oferecendo soluções inovadoras que entregam valor para o produtor e a gente está em busca de promover essa agricultura mais sustentável. Para saber mais sobre as soluções da Sumitomo Chemical, em especial sobre um novo padrão de controle, entre nesse QR code que está aí na tela, vai levá-los para a página da Sumitomo, vocês vão ter mais informações sobre alguns produtos e vai proporcionar para vocês uma maior tranquilidade no que diz respeito ao manejo de plantas daninhas, lógico, dentro de todas as premissas que a gente colocou aqui, não é? Isso é muito importante deixar claro.

Está chegando a hora, se inscrevam, vai ter o sorteio daqui a pouco e a gente vai bater um papo também sobre as perguntas. E falando nas perguntas, o pessoal já mandou alguma coisa para mim aqui no celular, então, de alto nível. O pessoal da equipe aqui fez uma seleção muito boa, então eu vou ler algumas aqui, tá? Algumas estão direcionadas, outras aí eu acho que fica mais para a gente bater um papo aqui, certo?

E o primeiro aqui que fez a pergunta, ô Jamil, não é perseguição, tá? O Felipe Teixeira mandou aqui para você: nesse cenário em que o glifosato em pós-emergência já não resolve, o uso de pré-emergentes é viável? Qual a diferença entre antecipar o controle para o pré-emergente ou realizá-lo todo em pós-emergência? Antecipar, ó, qual a diferença entre antecipar o controle para o pré-emergente ou realizar o controle todo em pós-emergência? Se eu entendi a sua pergunta, Felipe, se você deixar tudo para pós-emergência, você não vai conseguir, tá certo? Então, antecipar o controle, antecipar as dessecações, para você fazer uma dessecação sequencial, você não vai mudar a sua época do plantio, simplesmente você vai começar um pouco mais cedo, não é? Então você vai conseguir fazer o quê? Diminuir a infestação nessa área e usar o pré-emergente. Aí você começa o quê? Um ciclo virtuoso de plantas menores, menos produtos. Certo? Então, se eu entendi a sua pergunta, realmente, sem pré-emergente, deixar tudo para pós-emergência, sem chance, vai perder produtividade e não vai controlar a planta daninha.

Eu não sei se ele não está querendo perguntar, talvez a respeito da antecipação do controle de plantas emergidas, mas em pré-semeadura da área para proporcionar um ambiente melhor pré-plantio para o pré-emergente, algo semelhante talvez ao manejo outonal, manejo de entrelinhas, só usar algum erradicante ali no período para limpar. Só se for com certeza também esse manejo outonal seria perfeito. Eu vou dar um exemplo com a buva que a gente tem feito no Rio Grande do Sul. O fluxo de emergência de buva, no nosso caso, começa lá no mês de abril, no outono. Se a gente trabalha lá no outono, eliminando a planta que sobra da cultura da soja eventualmente e coloca um pré-emergente naquele momento, você vai entregar uma área mais limpa para a soja que vai ser semeada lá em outubro. Ou seja, você consegue diminuir o banco de sementes em vários momentos do ciclo das culturas em si, não deixar para trabalhar somente no pré-plantio de uma determinada cultura. Acho que um pouco também dentro dessa área do manejo outonal que ele colocou. Não, eu concordo. Se for antecipar o controle desse jeito, está mais certo ainda. É o ideal, não é? Seria o ideal.

Tem uma pergunta aqui do Sidney, inclusive pelo nível da pergunta, acho que eu conheço esse Sidney e alguns aqui também conhecem. Em relação ao pé de galinha, gostaria que comentassem sobre a melhor forma de manejar plantas resistentes a múltiplos herbicidas nos sistemas de produção, citando exemplos de sucesso. Então é pé de galinha com resistência múltipla. Ele quer receita. Ai, ai. Esse Sidney todos conhecem, né? É. Um abraço, Sidão. Eu acho que nós temos experiência, né, Eli? Bom, ô Eli, nós já temos casos de sucesso, tá certo? Pensando em plantas de quatro, seis folhas, se você usar os sistemas aí de amônio glufosinato, inibidores de protox, duas aplicações sequenciais, normalmente você resolve sem problema nenhum, ainda mais se você utilizar esses protox de grande potência, como é o que vocês vão lançar aí, o Epirrefine nasceu, né? Então você consegue controlar quando são plantas maiores, por melhor que seja o sistema com esses protox de alta potência, é mais difícil você controlar. Provavelmente você vai ter que ir para três aplicações, mas tem alguns produtos que estão entrando dentro do sistema que estão auxiliando com elevadíssimo nível de controle. Nós não vamos dar a receita aqui agora, mas vamos mostrar a nossa experiência, né? E você viu lá, né? O Elizeu Leser acho que viu várias áreas depois daquele evento que nós tivemos na rua, que é colocar dentro dos sistemas produtos como Nicofuron e como Metribuzin que, se bem posicionados, realmente têm dado um efeito impressionante para plantas de pé de galinha, certo? São sistemas que requerem conhecimento, que requerem questão de plant back, né? Então são coisas que não é que, quando a gente fala que é técnico, não é que é difícil de fazer, é que é assim que funciona, certo? Não é porque o produto é técnico, não, não tem nada de… é assim que tem que ser feito, respeitar o intervalo de plantio, ver qual é a dose que você vai utilizar. O pessoal do cerrado tem uma benesse porque tem o período de seca que pode ser usado dentro do sistema de manejo. Então, hoje com esses dois produtos aí, foram Metribuzin junto com essas moléculas de alta potência, realmente fica uma coisa impressionante controlando pé de galinha no cerrado. Não sei se tem mais alguma coisa para você observar. Tem o brinco que fala que tem males que vem para o bem, né? Para a semeadura do milho, em situações em que o produtor perdeu a mão um pouco na soja, colheu aquela área com a presença de pé de galinha, mas causou aquele dano mecânico na planta ali, ele pode usufruir daquele dano que ele causou, aquela roçada da plataforma para utilizar alguns manejos. Então, a gente está trabalhando, tem o Nicosulfuron, tem entrado nesse momento e também as associações aí de HPPD mais fotosistema II tem contribuído muito, inclusive com possibilidade mesmo numa janela muito curta, antes desse milho emergir, fazer duas aplicações encaixando sequenciais como glufosinato associado a inibidores do protox. Isso vem nos ajudado bastante a nível da nossa cooperativa. Há dois anos a gente já vem implantando esse manejo e quando a planta realmente está muito entorpecida, uma dessas duas aplicações não tende assim a ser o suficiente, mas ela vem muito bem debilitada e favorecendo com que você termine de controlar já em pós-emergência do milho, dispondo pode ser dos mesmos HPPD e fotosistema II que você utilizou no começo, ou em situações onde o milho permite a aplicação do glufosinato, você fazer uma segunda aplicação e tem entregados bons níveis de controle, mas o mesmo não vale quando você vai para o algodão. Algodão hoje que na 63 já até passou a região de São Gabriel do Oeste, Campo Novo, é o Mato Grosso é dos 2 milhões poucos de hectares que tem no Brasil, 1.600.000 tá no Mato Grosso. Então assim, é uma cultura de grande interesse econômico para a região, mas ao mesmo tempo por ter um crescimento inicial muito lento e uma falta de diversidade de alguns mecanismos, a gente já não consegue encaixar esse manejo num sistema só de algodão, ele vem se tornar a principal planta daninha e até mesmo para trabalhar com os herbicidas residuais, o controle residual está ficando curto. Então, se você não manejar muito bem na soja, não é o algodão que vai limpar. O milho ainda te traz essa alternativa. Algodão não. Algodão plantado em cima de resteva de soja suja não tem quem limpe. O milho ainda por algumas situações você consegue, algodão não. Então ele não permite erros. Você tem que manejar muito bem. Talvez um manejo outonal esse ano, pelo fato de ter chuvas fora de época, aí o manejo outonal vai ser muito importante para o Mato Grosso. Muita gente está antecipando o problema, controlando aquilo que se encontra já emergido na área, fazendo uma boa aplicação, debilitando a planta e depois deixando com que ela se defina com a seca e terminando com a seca, meio que tornando sua aliada, sabe? O processo de controle. Fica bom.

E fica bom. Fica bom sim. Só, só para entender, quando você fala aquela aplicação rápida, você fala na dessecação pré-colheita da soja, você já faz essa associação, colhe a soja, aplica novamente, planta o milho, se vier faz mais uma aplicação. Seria isso. Depois, professor, colheu a área. Não, você não faz na dessecação pré-colheita. Pô, eu normalmente faço uma associação, né? Utilizo produtos que tenham efeito em cima do pé de galinha. Já nessa dessecação pré-colheita, eu junto as duas coisas. Há uma dificuldade operacional nesse momento que você já encontra com a soja toda dessecada, aplicando, você pode prejudicar um pouco, ajudar um pouco as plantas de soja e abrir algumas bases. Então, até por você perde a questão de ter o corte da planta da linha que ao meu ver é benéfico. Então nós entramos fazendo aquela primeira aplicação, essas associações HPPD fotosistema II, imediatamente após a colheita ali um ou dois dias, planta-se o milho. Antes do milho emergir, vem com a sequencial do grupo glufosinato mais protox. Daí entra um PPO que não tenha residual para você não comprometer a cultura, porque já passou alguns dias que foi semeado, correto? E o seu pré-emergente para o milho, ele entra lá na sua primeira aplicação. Aquilo que você elencou, escolheu para ser o seu pré-emergente, ele entra na sua primeira aplicação. Isso vem dando, é uma sequencial muito curta. Foi ideal que nós tivéssemos um período de tempo maior entre as duas, mas é o que é possível de ser feito, mas funciona. É mais funciona. Quando eu digo essa dessecação pré-colheita, eu falo vai, o pessoal normalmente no Mato Grosso desseca a soja para colher, né? Sim, sim. Então esse momento é possível você fazer associação que já pegue o pé de galinha. Aí você tem uma sequencial mais longa dentro do seu mesmo sistema, dá para ser feito. E inclusive na própria dessecação para soja agora tem novas moléculas entrando também que estão sendo registradas, né? E ter um pouquinho mais de opção também, né, para essa questão de dessecação de soja. É, mas você pode colocar um amônio glufosinato na dessecação de soja com inibidor de protox e tendo um efeito muito bom para a dessecação de soja e para o pé de galinha. Sim, né?

Eu queria fazer uma pergunta aqui para o João que mandaram. Ô João, aqui colocaram, como evoluir o manejo da sua lavoura depois da adoção do pré-emergente, né? E assim, você teve uma evolução também na adoção do pré-emergente? Você foi mudando ou é o mesmo pré-emergente que você começou a utilizar lá no início e você utiliza até hoje? Não, a gente teve que mudar porque teve uma mudança também no complexo de plantas daninhas aí, né? Como a gente tem usado o pré-emergente de maneira bem eficaz, alguns problemas que nós tínhamos antigamente eles foram sanando e a gente teve outras entradas. Então hoje eu uso pré-emergente diferente do que eu usei lá atrás, né? Até porque também o mercado trouxe várias novas opções, principalmente como nós já falamos aqui, né? Ativos, né? Vários ativos conjugados, né? Mistura de ativos aí que também ampliou esse leque de opção que nós temos, né? Inclusive, tanto, como o professor Jamil já falou muito bem, tanto folha estreita como folha larga, hoje nós temos essa opção de usar um pré-emergente que ataque essas duas frentes. Então, com certeza, essa ação de usar pré-emergente tem evoluído nos últimos anos e hoje nós temos grandes opções e é a melhor época, melhor momento para você iniciar o controle de planta daninha. É o manejo mais assertivo no meu ponto de vista como agricultor. E como a gente está falando aqui, é uma maneira de investir o seu dinheiro de maneira mais eficiente, porque é onde você vai ter melhor chance de sucesso de controle, vai ser no uso do pré-emergente.

É, tem bastante coisa para a gente fazer no campo, né? Mauro, aproveitando aqui, tem uma pergunta para você também, ó. Pergunta aqui se você já testou produtos com diferentes formulações, né? Se tem diferença, se a gente pode esperar diferença disso no campo e se é possível uma tecnologia de formulação tornar um produto mais eficiente no controle, né? Acho que vocês já falaram um pouquinho, mas se quiser entrar um pouquinho mais em detalhe, fique à vontade. Sem a menor dúvida, o Jamil pincelou um pouquinho isso numa abordagem dele e realmente é verdade. A gente tem vários ativos no mercado posicionados em produtos comerciais e que tem diferenças, né? Tem alguns grupos que é muito maior pegar os ACCAS, a gente tem variação muito grande entre os clodinafop que estão no mercado, tem muitas variações entre os amônios glufosinato que tem no mercado. Nós temos variações nos fluroxipir que estão no mercado. E é difícil para a gente testar todos esses produtos, o agricultor ter todos esses produtos na mão, mas ele tem que buscar informação. Eu acho que aquela dica que o Jamil deu anteriormente, ela é fundamental. Se eu já uso um produto, confio num produto, eu vou trocar ele, o que que eu tenho que fazer? Eu tenho que testar. Eu não vou trocar em área total, arriscar, porque tem diferenças. Uma outra questão importante nessa questão de formulação são as misturas formuladas e as misturas em tanque. Se eu tiver, de repente, os astros todos eles numa mesma linha, eu consigo numa mistura em tanque conciliar tudo. Antigamente eu tinha dois, três ativos, eu podia testar isso. O que que eu poderia misturar ou ter uma tabela de misturas hoje com a quantidade de ativos que tem, eu não sei o que que tem de inerte no A, B ou C. E isso vai refletir necessariamente na eficácia da associação em si. Então, acima de tudo, é assim, ó, a gente testar, avaliar e buscar informação. É como trocar o adjuvante. Eu tenho uma dificuldade nesses 35 anos de rodagem no campo aí de posicionar adjuvantes, os surfactantes em si. Por quê? Porque eu não sei o que que tem nele exatamente. Então o que que eu, a minha premissa básica, a primeira resposta é seguir o que o fabricante do herbicida está me indicando. A partir daí, se eu quiser trocar, eu tenho que ter segurança e testar para ver se ele vai funcionar ou não. Senão é uma tentativa de, como é que é? Acertar ou errar. Aí é jogar na loteria. E aí nós envolvemos dinheiro, custo, produtor. Então tem que tomar muito cuidado. E essas formulações hoje a gente sabe que tem empresas que trabalham com a Sumitomo e outras também que trabalham investindo em formulação, né? Essas formulações microencapsuladas, protegidas, formulações, ou seja, estruturas que permitem a gente ter uma segurança na utilização do produto. Teorias gerais, seria isso. Obrigado, professor.

Bom, a gente já está indo aqui para o final. Antes de finalizar, eu queria agora falar do resultado do sorteio. Queria perguntar para a equipe se está tudo certo, tá? A gente pode seguir aqui. Então, já deixaram o envelopinho aqui do lado para mim, tá? Enquanto eu fazia as perguntas aqui, o pessoal respondia. Então, eu vou abrir aqui. Depois o pessoal da equipe vai entrar em contato com o ganhador, tá? Então, fiquem atentos aí porque vai ligar um número diferente no seu celular. É importante falar isso hoje em dia, né? E o ganhador foi o José Mauri Dani, de São Borja, Rio Grande do Sul. É aí, ó, o professor conhece por fronteira e os problemas vêm de lá, viu? Por isso que vai ganhar o prêmio. Escutou aí, José Amauri, mas obrigado aí pela sua participação, tá? O pessoal, como eu disse, o pessoal da equipe vai entrar em contato com você e vai te enviar o brinde aí. Bom, eu gostei muito do nosso bate-papo aqui. Acho que a gente falou de bastante coisa importante, né? Seja de planta daninha, seja de manejo, produto, qualidade, trouxe a experiência de cada um aí. E eu queria deixar o meu agradecimento aqui para o Jamil, João, Elizeu, Mauro, que participaram aqui com a gente e deixar um tempinho aí para vocês fazerem um fechamento ou só falarem boa noite para o pessoal, podem ficar à vontade.

Não, eu agradeço novamente a oportunidade e dizer para o produtor que realmente nós precisamos, né, trabalhar com tecnologia e vocês têm bons profissionais no campo, né? Então, realmente evitar aquele canto da sereia, né? Sempre estejam assessorados por um bom profissional, tá? OK. Muito obrigado. Deixar o meu boa noite a todos, agradecer a grande oportunidade da Sumitomo e dos nossos colegas aqui de ter esse bate-papo de alto nível aqui, muito aprendizado, né? E uma boa safra aí que se inicia daqui a poucos meses, teremos uma nova safra de verão aí, né? Uma boa safra para todos os colegas que estão nos assistindo. Digo o mesmo, agradeço à Sumitomo pelo convite, pela oportunidade. Desejo aí aos produtores também uma boa safra e busquem informação. O que não falta hoje é informação de qualidade, tal como a gente está disponibilizando hoje para vocês. E isso também é sempre replicado aí nas suas regiões. Então, busquem, pois há informação suficiente hoje para ajudar. Nós da pesquisa não paramos, estamos sempre indo atrás buscando algo para contornar alguns ajustes que são necessários, mas de modo geral as duas principais plantas daninhas hoje que foram bastante debatidas aqui, tanto pé de galinha quanto caruru, tem muita informação já de manejo para a gente trabalhar. Tudo bem? Então, obrigado a todos. Tenham aí uma boa noite.

Bom, eu gostaria também de agradecer a oportunidade e lembrar que a gente só soluciona ou busca enfrentar os problemas com conhecimento. O conhecimento ele é fundamental em todas as áreas e na nossa área, plantas daninhas, cada vez mais o conhecimento é fundamental. Eu gostaria de fazer um exercício com o produtor que ele lembrasse acima de tudo que planta daninha causa competição. Ele não está enxergando o dano, mas vou dar um exemplo de caruru. Uma planta por metro quadrado pode reduzir de 6 a 10% a produtividade. Uma por metro quadrado emergindo junto com a cultura da soja. Será que vale a pena eu investir num sistema robusto e num conhecimento para poder solucionar o problema? Deixo essa pergunta no ar para vocês pensarem um pouquinho. Obrigado aí pela oportunidade. Mais uma vez obrigado, pessoal. E para você, produtor, produtora, que nos acompanhou do início ao fim, nosso muito obrigado. Sua presença é que nos motiva aqui a trazer informações, eh, do dia a dia aí, né, na lida. E vamos juntos fazendo a diferença. Continue por dentro das inovações da Sumitomo Chemical, seguindo nossas redes sociais. Uma boa noite e um futuro de lavoura cada vez mais limpa. A agricultura nos une.

Já faz mais de 20 anos que essa história começou. Lá do Japão, a solução saiu e o oceano atravessou para o Mato Grosso competir, resolver com excelência, mudar o rumo da água e virar referência. Guarde bem essa verdade: o meu Fufanon original só tem um. Eu vou contar que Sumitomo Chemical. Afinal, você encontra Fufanon original. Só tem um. Eu vou contar que Sumitomo Chemical. Afinal, tem marca que diz que é original, mas na lavoura isso acaba. É bem mal. Leve a sério essa conversa. Plantas daninhas não dão trégua. Vai de qualidade de origem. Essa é a regra. Guarde bem essa verdade. O meu Fufanon original. Só tem um. Eu vou contar que Sumitomo Chemical.