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Em vocês se consomem? Para quem vocês se envelhecem? Já pensou nisso? Não. Para quem que a sua vida vai sendo consumida? Porque a medida que nós temos, nos foi dado um tempo certo, não é assim que tá escrito aqui na parábola? Deus pega a vinha, planta, protege, viaja e deixa a turma para cuidar da vinha, e depois ele manda as pessoas para poder pegar o fruto da Vinha. Essa vinha é quem? Você, sua vida. Deus nos deu tudo, ok? Nos deu a vida, nos deu todos os dons, nos deu todos os talentos, nos deu tudo, nos enxertou nele pelo batismo. Nós não somos enxertados em Deus, então não é a imagem da videira com ramo; ele é Videira, nós somos os raminhos que foi enxertado nele pelo batismo. Então, a seiva que passa é nele. Tem que passar em nós para que a gente dê fruto. Essa seiva é o Espírito Santo, certo? E nós temos que – vai chegar o momento de pegar os frutos. Então, a gente não pode parecer aquela Figueira. Lembra quando Jesus – Jesus estava com fome, que viu aquelas Figueiras bonitas, cheias de folha? Ele falou: “Vou lhe pegar um figo.” Chegou lá, não tinha nada. Porque às vezes a gente aparenta ter uma vida que dá fruto, mexe, faz um tanto de coisa e não tem nada. Já falamos sobre isso: que a nossa vida, quando é plantada – Deus nos plantou, nos deu tudo – é para que a gente dê fruto. Esse fruto é para alimentar o outro. A minha vida tem que dar fruto para o outro. Eu preciso matar a fome do outro. A fome é de comida? A fome é de quê? De Deus. Então, às vezes as pessoas chegam até nós com fome dele e saem com mais fome do que chegou, porque a gente não soube dar a palavra certa, pegar aquele que tá batido, que tá deprimido, levantar e falar: “É possível começar de novo.” Pode imaginar Maria Madalena com sete espíritos nela? Eu não consigo nem imaginar como é que ela devia estar, em frangalhos. Aí, quando ela encontra com Jesus, que ela a liberta. Essa mulher se encontra. Não somos nós que vamos fazer nada; quem faz é Ele. Nós vamos levar para Deus, porque nós não somos capazes de nada e sem Ele, então é nada. Compreendem?
Quando Ele vier buscar esse fruto, por quem eu tô envelhecendo? Por que eu estou sendo consumida nesse tráfico da vida alucinado que nós estamos? Para quem você se consome? Você correu o dia inteiro hoje para quê? Foi para construir o reino de Deus ou foi para construir o seu reino? Compreendem? Porque o reino de Deus nos pede a vida inteira, e o tempo que Deus nos dá – às vezes 20, 30, 40, 50, 60 – é curtinho demais para salvar almas, para levar as pessoas para Ele, para contar para as pessoas de verdade que andar com Deus não tem preço, de verdade, alimentar o outro com a coragem de buscar aquele que tá – que tá achando que a vida é perdida, aquele que está eh angustiado, aflito, ansioso, porque o coração dele ainda não confia em Deus. Aquilo que tá escrito na carta de São Paulo aos Filipenses, que nós lemos domingo: “Não vos inquieteis com nada; não fiquem aflitos com nada; leve as suas orações a Deus.” É assim que a gente faz. Não. O coração aflito, ansioso, é um coração que não confia, que sempre acha que Deus vai fazer alguma coisa. Então, o tempo, a gente não pode fazer como aqueles vinhateiros que a gente já discutiu, aquele povo que ficava à toa, parado na Praça. “Por que vocês estão parados aí até agora? Porque ninguém nos chamou para trabalhar.” Eu não posso receber o talento que Deus me deu, ter medo dele, enterrar a nossa vida. Tá a serviço Dele. Ele nos criou para amá-Lo, servi-Lo, e atravessou o mundo para nos contar que fomos feitos para o – para o amor e não para a dor, apesar da nossa vida ser atravessada por momentos de sofrimento, mas isso tem a última palavra? Não. Mas vocês têm que ter convicção disso, senão vocês não vão ajudar ninguém. A última palavra da nossa vida não pode ser dor; é amor. E não pode ser morte; é ressurreição. Compreendem? Se vocês não acreditarem nisso, se essa não for a grande verdade que te motiva, é isso que te põe de pé pela manhã, que fala: “Nó, tô com tudo no lugar, nada doendo”, pula da cama, fala: “Senhor, seu dispor, meu filho, firme!”, porque não pode ser o último dia. Pode? Quem dá garantia? Ninguém. Mas nós temos a nossa vida, nosso tempo. Semana passada eu falava isso com vocês: o tempo é seu, não é de Deus, mas Ele te deu esse tempo. Como diz São Tomás de Aquino: Deus nos dá um tempo para que depois, quando estivermos diante Dele, o tempo te pergunte o que que você fez de mim. Eu fiquei sentada lá lamuriando, chorando, ou voltada só para mim mesmo, falando: “Ó vida, ó céus, ó luta!” Arregaça as mangas e vai fazer algo que a sua vida faça valer.
É tão interessante isso, porque quando você é capaz de responder essa pergunta: “Por quem você está sendo consumido? Para quem você envelhece? Para quem você corre o dia inteiro, se consome, se gasta?” Se você for capaz de responder: “Por Deus, meu Senhor, meu Pai”, você vai entender a outra pergunta: que a sua vida tem sentido, porque você vive para Ele, e tudo que você faz você faz com amor por Ele. Aí você vai entender qual é o papel do outro, e você vai saber responder: “Quem é você?” “Quem é você? Sou um filho amado de Deus.” Mesmo que tenha momentos na nossa vida que a gente acha que não é amado, mesmo naquele momento a gente duvida desse amor, mesmo que a gente questione a nossa vida e seja pelo avesso, é preciso que a gente tenha essa disposição de – de trabalhar pelo reino, a – sempre ter uma oportunidade de fazer com que a nossa vida ela seja sempre revitalizada, sempre. Como que a gente revitaliza a nossa vida? Como falei, que nós estamos enxertados em Deus, que a seiva Dele, da árvore, corre em nós, e por isso nós podemos dar fruto. Se eu me – se eu me perder da árvore, o ramo fica seco e é – é para nada. Mas se eu tô enxertada Nele, como é que eu revitalizo isso? Como que vocês acham que vocês fazem isso? Muito bem: pela Eucaristia. A cada Eucaristia nós revitalizamos, porque vocês imaginam: a gente não tem essa dimensão, que a gente recebe Jesus vivo, é o sangue Dele que corre em nós, gente. Isso é uma coisa louca! Naquele momento, qualquer problema estaria sanado; você está com Ele naquele momento, é você e Ele. E naquele momento você fala com Ele: “Jesus, me renova as minhas forças, me ajuda, restaura as – as minhas forças. Me dê coragem. Me dê coragem para – para assumir o seu reino. Me dê coragem para poder te anunciar, mas muito mais com a minha vida do que com a minha palavra. Me dê coragem de estar presente na vida do outro. Me dá coragem de encontrar algum Zaqueu, né? ‘Desce, Zaqueu, Deus quer te encontrar hoje, meu filho, desce dessa árvore aí, volta, Zaqueu, pra sua casa.’ Não é assim? Foi isso que Jesus falou com ele. ‘Hoje eu estarei na sua casa.’ Daí, eu saí da árvore, volta pra casa, volta pra sua casa, volta para dentro de você, reveja seu caminho e reveja porque que você tá onde que você tá, desperdiçando tanta energia que às vezes no fim do dia você tá morto e fala: ‘Eu fiz o quê mesmo hoje?’ Correu para quê, de verdade? Será que as coisas de Deus nos preocupam? Será que de verdade eu levanto de manhã e penso assim: ‘Eu preciso não perder nenhum minuto do meu tempo hoje; eu não posso perder nenhum segundo, porque o tempo é muito curto.’ Imagina o dia de hoje, já tá acabando; ontem já passou. Será que hoje eu conquistei alguma alma para Ele? Será que hoje eu consegui levar para alguém? Será que de verdade eu me sinto compromissada com Deus? Vocês se sentem compromissadas com Ele? Vocês se sentem que essa missão que nós continuamos, essa missão corredentora de Jesus no mundo, ou não? Não fala não, Filó, só vem à missa, tá ótimo, aí vem aqui no grupo de oração, você dá uma chacoalhada na gente, a gente vai embora, chega na porta e esqueceu. Nós continuamos a missão corredentora de Jesus. Nós não somos cristãos? Por que que surgiu o nome de cristão? Porque quando os – as pessoas viram os cristãos, falaram: “Como é que eles se parecem com Cristo!”, passaram a ser chamados de cristão. É sim. Então nós precisamos nos sentir corresponsáveis com o outro, com a salvação do outro. O que que Nossa Senhora falou numa das últimas aparições lá em Fátima? Que muita gente ia pro inferno porque as pessoas não – não aceitavam fazer nenhum sacrifício para que o outro não fosse para o inferno, que é uma realidade, né, que a gente pula. Mas é verdade. Será que eu estou disposta a fazer um jejum pelo outro que não crê, pelo outro que tá morrendo numa situação difícil, que tem risco? Será que eu faço um sacrifício? Então, os meninos, né, a – a Jacinta, ela pegava umas frutinhas que tinham um monte de espinho, apertava na mãozinha e andava com ela e falava com Jesus para que ninguém possa – para que pelo menos uma pessoa não vá ao inferno hoje. Ela ficou muito apavorada; foi o que mais deixou ela mexida era o inferno. Tanto que quando ela tava doente, ela falou com Jesus: “Eu ainda dou conta do sofrer mais um pouquinho para que alguém – para que algumas almas não possam ir pro inferno.” Então ela foi transferida de – de Porto de Fátima para Lisboa sozinha, sem a mãe e sem o pai. Claro que não sozinha, porque Deus não ia abandoná-la. Já Francisco ficou impressionado com a tristeza de Jesus, e ele falava: “Eu vou fazer companhia para Ele o dia inteiro.” Cumprindo. Essa é uma realidade. Então nós precisamos – se o seu coração já foi amado, se você já é – tão interessante, porque Jesus fala que o reino vem em nós com violência. Por que que Ele tá falando isso? Vocês acham que porque Ele quer o sofrimento? Ele quer a morte? Ele quer que – que a gente se machuque nisso? O que que Ele tá querendo dizer? Que nós precisamos ser lapidados, convertidos. Eu tenho que diminuir meu Ego, diminuir o eu para que Jesus cresça. Vocês podem imaginar o que que foi a vida daqueles Apóstolos, que – que eram homens do mar, sabiam pescar, mas nunca andaram sobre as águas; que sabiam montar pão, mas nunca imaginou que podia multiplicar? Pode imaginar como é que Jesus transformou? Pode imaginar o que que Ele pode fazer através das suas mãos, do seu olhar, do seu sorriso, do seu andar? Então, cada um de nós tem uma responsabilidade na construção do Reino de Deus. É essa vinha que eu não posso desprezar, que sou eu. Se o Senhor hoje me chamar: “Qual o fruto que eu – que eu dei? De fé? De coragem?” Peguei alguém e disse para alguém: “Não desista. Não desista. Deus tem um projeto para sua vida.” Tem umas coisas que acontecem com a gente que é muito interessante, né? Não sei se tem um ano ou dois, não sei, acho que eu tava chegando no consultório, estava no consultório, recebi um telefonema de um jovem, não o conheço, e ele virou para mim e falou assim: “Doutor, eu sou estudante de medicina.” Como que ele conseguiu meu telefone? Não sei. “Eu sou estudante de medicina, e eu tô te ligando, tô aqui sozinho no apartamento, que eu vou suicidar.” Falei: “O quê? Você vai fazer o quê? Suicidar? Você larga de – eu xinguei demais. Falei: “Você tem – você tem vergonha de me ligar para falar isso? Não. Você é uma pessoa perfeita que tem inclusive a oportunidade de tá fazendo medicina, tá dentro do apartamento que alguém tá pagando a faculdade para você, e tá pensando em quê mesmo? Suicidar? Você vai levantar agora, tomar um banho – quantos dias que você tomou banho? Vai tomar um banho. Tô esperando. Entra no chuveiro, vai tomar um banho agora, para comer alguma coisa. Você deve ter com – glicemia baixa, falando está de bobagem, já tá passando fome, vai comer, já tá pronto. E eu no telefone agora, você vai pra igreja e vai conversar com quem manda na sua vida, que você perdeu Ele, porque pelo fato de você ter perdido, você tá com estante de bobagem na sua cabeça. Vai – vai se alimentar do único alimento que te põe de pé. Você pode ir lá pra Boa Viagem, lá você deve encontrar agora o Padre Marcelo, que ele deve estar lá. Vai lá, que inclusive, além de Padre, ele é psicólogo. Vai lá, que vai ter uma conversa boa com você, e confessa, recebe a Eucaristia. Depois você vira a gente e vai trabalhar para Deus.” Claro que acabou a bobagem, tá trabalhando, tá bem. Que ele – eu nem ia imaginar que o Padre Marcelo tá lá, né? O fato foi que foi e virou gente. Depois ele me ligou, falou: “Não, doutor, aconteceu tudo que você falou.” Falei: “Mas é porque eu usei de autoridade de Deus daquela hora com você. Fica numa cama prostrada diante de um celular, vai colocar sua vida a serviço do reino, e para de bobagem, vai trabalhar para Deus, nosso Senhor. Tanto de gente doente precisando de alguém que dê um banho, que arruma a casa para ele. Vai colocar sua vida para ser útil. Fica dentro de casa, da muriana na vida, olhando no próprio umbigo. Acorda com – com disposição e fala com o Senhor: ‘A seu dispor. Aonde o Senhor precisa de mim?’ Ter coragem. Nós, como cristãos, temos que ser cheios da vitalidade de Cristo. Nós temos que carregar esse nome de cristão e cristã, mas a vida, a vitalidade de Jesus tem que estar em nós. Como é que a gente fala que é cristão? Parece um band morto. ‘Ó vida, ó luta!’ Acorda! Sacode! Vai acudir! Vai ajudar o quem tá com fome! Vai fazer alguma coisa de útil da sua vida! Vai dar fruto, que Jesus possa olhar, que o Pai possa olhar e falar: ‘Meu filho, minha filha, lá ó, doida, ó lá ó, lá que ela tá arrumando.’ É assim. É assim. Quanto é só você andar no quarteirão da sua rua, você vai ficar impressionado com tanto de gente que precisa de ajuda. Olha o seu vizinho de porta, vai olhar, bota reparo naqueles que de verdade estão precisando de conforto. Mas para isso é preciso que o seu coração já esteja convertido, porque o nosso processo de conversão é de uma vida. Começa a fazer as coisas pelo outro, você vai ver como é que a sua vida é tão interessante. Começa a ajudar a Deus nos trabalhos dos outros. Como é que os seus problemas – Deus cuida. É como impressionante. Cuidar, ajudar Ele no outro, e os seus Ele resolve, porque Deus é assim. Mas começa a colocar a sua vida para – que ela possa ter essa disposição, dessa alegria, essa vitalidade, para que o reino de Deus aconteça aqui agora. É a nossa responsabilidade dar o fruto, porque nós já estamos enxertados em Deus, nosso Senhor. Não podemos permitir que a nossa vida seque. Que hora que eu acabar meu prazo aqui, eu falo para quem eu corri tanto na minha vida? Para que você tá adquirindo todas as rugas, envelhecendo? Fala para o meu Deus e Senhor. Verdade. A única coisa que tem pressa na vida, que você tem que correr para as coisas de Deus, hoje de verdade, a minha grande pressa na vida é para salvar almas, é para chegar atrás de pessoas e falar: “Você sabia que você não é fruto de um acaso? Que a sua vida não chegou aqui por acaso, mas se você só existe porque você é um sonho de amor de Deus?” Imaginou? Quer escutar isso? Você imaginou que sua vida tem um propósito, e que nesse projeto maravilhoso da salvação – que é um mistério para nós – quando você chegar diante Dele, e no momento da nossa morte nós vamos ter esse juízo particular, nós vamos chegar diante Dele, como dizia Madre Teresa: “Tá fazendo bem as pessoas? Falaram: ‘Continua fazendo, preocupa não,’ porque no fritar dos ovos é só você e Ele.” Que você chegar diante Dele e Ele pegar você e falar: “Vem cá, deixa eu te mostrar: esse era o seu papel no plano da salvação, era para isso.” Às vezes é uma coisinha de nada, mas esse é o que Ele pediu para cada um de nós. Não se guardem, não – não se fechem, se abram para quem? Para Ele. Receba a Eucaristia a cada dia, fala com Ele por sua conta: “Me leva aonde o Senhor precisar.” Não tem uma música que fala isso? “Leva-me aonde que eles precisam de Ti. Necessito ouvir a Tua Palavra, do seu abraço, necessita de uma palavra de coragem, de força pro outro.” É assim. Hoje você é a boca Dele, as pernas Dele, o olhar Dele, o ouvido Dele. Hoje o que que eu tenho que fazer por alguém agora? Quando você encontra com alguém na rua que te pede alguma coisa, você só tem aquele momento, é agora. Aí você lembra do que Ele falou assim: “O que você fizer ao menor é para quem? É para Mim, que você fez.” Então, a nossa vida cristã, ela tem que ser uma vida que as pessoas olham e se alimentam, às vezes só de olhar. Falei com vocês outro dia: às vezes nós somos a única Bíblia que alguém lê. Então, é preciso que a sua vida – da hora que você levanta, que você pede permissão a Ele para começar o dia, e na hora que você deita e fala: “Permissão para encerrar o dia”, porque sua vida está à disposição Dele. E Ele fala no livro – Eninho ou é com a Gabriele, um ou eu e Ele, ou é o ensino que você viva hoje. Quando você despertar, pense assim: “Hoje eu posso ser melhor do que eu fui ontem.” Isso é uma coisa extraordinária, porque é uma opção. Hoje eu posso ser melhor do que eu fui ontem, e a cada dia a gente pode ser melhor, e você pede pro seu espírito, pro seu anjo da guarda: “Me eleva cada dia um pouquinho mais, cada dia um pouquinho mais, para que eu possa chegar cada vez mais perto Dele.” Então, que a gente tenha coragem de anunciar a nossa vida, anunciar a nossa fé, anunciar que a nossa vida tem um – uma âncora, ela tem um centro, que nós não somos casca, nós não somos cebola que é só casca, casca, casca, mas que nós somos uma batata, né, que pode não ser tão bonita quanto a cebola, mas ela tem consistência, até tem um cerne. É isso. Se a gente sofre, passa o que tiver que passar, mas não estamos sozinhos. Jesus precisa ser desejado. O cristianismo, ele não é feito de ideias, ele é feito de uma pessoa, e o nome Dele é Jesus. É Nele que a gente aposta todas as fichas. É por Ele, somente por Ele que você corre o dia inteiro; é somente por Ele que você se levanta animado para falar por sua conta; é só por Ele que você para e fala: “O que que Senhor quer que eu faça agora? Qual é a palavra que Senhor quer que eu fale para essa pessoa agora?” É assim. “Me dá a palavra certa para levantar o outro, me dá a palavra certa que pode alimentar o coração do outro. Faça de Mim, Senhor, a fonte, mostrar pro outro um caminho, mesmo que seja torto, meio – né, mais ou menos, mas que mostre o caminho pro outro. Me ajuda a levar as pessoas para Ti, porque nós temos que – nós não podemos chegar em casa sozinhos, nós temos que levar uns aos outros. É tudo irmão. Como é que nós vamos chegar lá? O Pai vai falar: ‘Cadê o resto?’ Você fala: ‘Tá vindo, tá tudo no caminho direitinho, tá chegando, cada hora chega um.’ Quando você encontra alguém angustiado e você fala com ele: ‘Vai lá, vai ler lá em Filipenses, vai lá, fala com Ele: “Não vos inquieteis com nada.”’ Isso é uma coisa maravilhosa. “Não vos inquieteis com nada, mas apresentai a Deus todas as suas necessidades e agradeça a Deus. Faça oração de Ação de Graças, louve ao Senhor, fala: ‘Obrigado, obrigado por esse sofrimento, tá duro, mas assim eu sei que Senhor vai me mostrar uma coisa espetacular.’ Apresenta ao Senhor as coisas todas com confiança. Aquilo que Ele falou: ‘Traga para Mim os seus problemas, porque a solução Eu as tenho.’ Compreendem? Mas com confiança. Vai lá, entrega e fala: ‘Senhor, eu trouxe aqui pro Senhor resolver para mim.’ Vocês vão ficar impressionados com que Ele fará. Mas à medida que vocês experimentarem isso, vocês irão poder ensinar isso pro outro. E aí São Paulo fala assim: São Paulo fala que depois que vocês entregarem isso, a paz de Deus, a paz que excede toda a compreensão – você tá na situação que você tá vivendo é uma situação dificílima, mas você está em paz. Essa paz vem de quem? De Deus. Dá certeza que a gente não está sozinho, tem certeza que Ele tá cuidando de tudo, inclusive das nossas dores. É uma paz, né? É paz, porque – e Ele fala: ‘Excede toda a preocupação, e a paz de Deus guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus.’ O dia que a gente entender que a gente passa os sofrimentos, mas a gente passa bem acompanhado – você podia imaginar que você ia dar conta de sobreviver à morte do seu filho, da situação como foi, um jovem como foi, e você tá aí na igreja de pé e dando conta de um tanto de coisa, e a vida continua, você, seu marido e a família. Por causa de quê? Por causa Dele, que te sustenta a cada dia. Sem Ele é possível? Não. Mas a certeza que você vai encontrar com Ele um dia, e que Ele vai te ser devolvido. Se a gente não tem essa certeza na nossa vida, né, então a gente passa a luta, chora e anda, anda e chora, mas anda por causa de quê? Por causa Dele, do Senhor que te põe de pé e fala: “Coragem! Não tenhais medo, porque Eu estou convosco todos os dias.” E Deus está de verdade conosco. Então, essa é a coragem que precisamos ter hoje. Você já é capaz de falar isso com outra mãe. Você conhece a dor e sabe que é possível continuar o caminho. Não é assim? É possível sem Ele? Impossível. Com Ele, não deixa de chorar, né, mas não deixa de caminhar, né? Então, isso é possível, isso é maravilhoso, porque Deus não disse que a gente não sofreria, mas Ele disse que a gente não estaria sozinho, né? E hoje nós temos uma grande intercessora que Nossa Senhora – Deus eh não permitiu que o pecado chegasse perto Dela, mas Nossa Senhora não foi poupada da dor, de sofrimentos inexplicáveis. Ela não foi poupada. Então, hoje Ela para nós é uma escola, porque Ela permaneceu fiel a Deus. Então, Ela pode nos ensinar esse caminho. É Ela que intercede por nós. Por isso que eu fico falando: “Vamos consagrar a Nossa Senhora para a gente aprender a estar agarrada Nela, debaixo do manto Dela, falar: ‘Vem, Mãe, se a Senhora parar, eu paro; se a Senhora andar, eu ando.’ Tá difícil? Dá colo, não é assim? Tá difícil? Quantas vezes você precisou de colo? É assim, assim que a gente caminha. Mas se vocês não viverem isso dentro do coração de vocês, vocês dão esse fruto para alimentar o outro que às vezes naquele dia precisa da sua palavra, de te lembrar, né? Tem hora que a gente tem que lembrar as pessoas assim: ‘Deus existe, confia Nele’, né? E é só para encerrar: esse final de semana que eu estava lá no Instituto, a gente almoçando, conversando, os lanches, a gente estava conversando com o Padre Duarte Lara, tinha quatro padres exorcistas e a gente estava junto, eu, meu marido e eles, a gente conversando, e alguém perguntou pro Padre Duarte Lara: ‘Padre, os primeiros exorcismos, o senhor não teve medo?’ Ele parou, porque ele ficou com – ele acompanhou o Padre Gabriele, a morte que foi o grande exorcista do Vaticano durante 10 anos, né? Então, ele parou, olhou pra gente, falou assim – olha a frase que ele disse: “O dia que vocês puderem experimentar, vivenciar o poder de Deus, vocês ficarão impressionados. Ninguém acima de Deus; o poder Dele é extraordinário.” Então, o dia que a gente puder presenciar isso – e falou: “O poder Dele é extraordinário, e Ele é nosso Pai.” De quebra, Ele é nosso Pai. Então, nós temos que viver como filho. Há algum pensamento, algum sentimento, alguma dor, alguma coisa que tá acontecendo na sua vida que Deus não saiba? Não existe. Ele é seu Pai, pé e colo quando precisar, chora com Ele se precisar, mas é nosso Pai, e o poder Dele é extraordinário. É para Ele que a gente vive, é para Ele que a gente se consome, é porque nós queremos trazer o reino Dele para todos aqui, porque o poder Dele é extraordinário e Ele é nosso Pai. Ele é meu Pai, Ele é Pai nosso. Ele vai desamparar algum filho Dele? Deus Pai fala para Catarina de Siena: “Catarina, Eu não posso decepcionar um filho que confia em Mim.” Então, coragem. Pense e lembre que vocês são corredentoras. Foi Maria com Ele, mas nós estamos aqui para trabalhar na vinha do Senhor. Nós estamos aqui; nós não podemos ser esses vinhateiros suicidas que mataram quem abriu a boca. Não. Nós temos que acolher a palavra de Deus, ser transformados, gerar frutos, alimentar o irmão e falar: “Coragem, eu te ajudo; se você não conseguir andar, te levo pra casa do nosso Pai.” Coragem. E que realmente a nossa vida, a nossa vida possa dar muitos frutos, que a gente nunca possa ser uma ilusão para ninguém, mas que de verdade, quando as pessoas te curarem, elas encontram a palavra certa, porque ela não é nossa, mas ela é do nosso Pai. É como diz o monge: alguém perguntou para ele: “Mas vocês não têm medo de quando chegar o sofrimento?” E ele respondeu: “Eu sei que o sofrimento vai chegar, mas quando o sofrimento chegar, eu espero estar lendo a palavra de Deus.” Então, que assim seja na nossa vida, que a gente esteja bem nutrido para poder gerar muitos frutos e alimentar aquele outro que nesse momento precisa da sua palavra, do seu abraço, do seu carinho. Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo para sempre. Seja louvado.