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Você trabalhou na escala? Você nunca trabalhei, mas tenho certeza que faz mal pra população. Tenho certeza que faz mal pra população. Acho que trabalha quando eu estiver falando. Você não me interrompe quando você estiver falando, eu não te interrompo. Pode ser que vamos. Então vamos lá, rebatendo, estamos debatendo ali a câmera, a reincidência de menores de idades quando vão para FEB, ela é muito alta e é muito alta por por um simples motivo. E pessoas adultas quando falar, eu acabei de falar: “Lula traiu os seus eleitores”. Meu Deus do céu, faça meu apoio. Desculpa, mas você falou, falou reconhecido internacionalmente como bando de vagabundo que deveria estar tudo na cadeia, é uma organização criminosa, deveria ter tipificado como organização. Deputado G. Zacarias, coordenadora do MBL. Hoje eu estou cercado de 20 esquerdistas, vamos debater alguns assuntos pertinentes. B para nossa primeira questão: a escala 6 por 1 deve ser mantida. Quem quer discutir isso aí pode ir, foi, vai liberada. Vamos dar um start aí.
Bom, primeiramente, bom dia. Sou o Guto. Como que é seu nome? Bom dia, Renata Rangel. Renata Rangel, você é filiada a algum partido? PT. Você é filiada ao PT? Já disputou a eleição pelo PT? A vereadora recentemente. Quantos votos você fez aqui? Qual cidade? Não, Caxias do Sul. De Caxias, sem verba, 93 votos. Uma campanha única, difícil fazer campanha no Brasil, né, Renata? Ainda mais com a venda de votos. Com certeza, inclusive, enfim, mas a gente deixa essa discussão para uma outra história. Vamos lá, ah, essa pauta que a gente tá discutindo é uma pauta que ganhou o debate público nos últimos dias, né, nas últimas semanas, talvez foi a maior pauta da política brasileira no pós-eleição, que foi uma PEC da deputada do PSOL, a Érica Hilton, que é lá do meu estado, lá do Estado de São Paulo, que ela queria basicamente proibir a escala 6 por 1. E no projeto dela, que é um projeto como vários projetos que ela faz, cheio de erros. Inclusive tem um erro matemático no projeto que confunde ali as horas trabalhadas. Ela, além de proibir a escala 6 por 1, ela também ah, coloca como obrigatória a escala 4x4. Se você quiser trabalhar não na escala 6 por 1, mas em outra escala, se essa PEC fosse aprovada, ela seria proibida, né? Mas a escala 6 por 1, para mim, deve ser mantida, por quê? Porque a produtividade do brasileiro hoje é muito baixa. Um dado muito importante que eu gosto de provar é que os Estados Unidos não é dos países mais produtivos do mundo. Tem produtividade alta, mas não é dos mais produtivos do mundo. Um trabalhador americano tem a produtividade de quatro trabalhadores brasileiros. Que a gente tem que fazer urgentemente aumentar a produtividade do brasileiro para que ele possa, com mais produtividade, trabalhar menos e ganhar mais. Enquanto a gente não mudar essa questão da produtividade, não vai ser com uma canetada de um político lá de Brasília que a gente vai fazer as pessoas trabalharem menos e ganharem mais. A gente viu recentemente, ah, há 10 anos, inclusive esse ano faz 10 anos, ter a aprovação lá na, no, em Brasília da PEC das domésticas. Provavelmente foi apoiado por você. Com certeza foi apoiado. Não foi, mas deveria, e com certeza foi. Eu ainda não era afiliada. Com certeza foi apoiado pelo partido, trabalhadores, partidos de esquerda. Após 10 anos da PEC das domésticas, é um completo fracasso. Nós avisamos lá atrás que esse projeto seria ruim. Foi aprovado faz 10 anos, ou seja, já dá pra gente… Você tem empregada doméstica? Desculpa, pergunta direto, mas você tem noção de como funcionava a carga horária de uma empregada doméstica? Porque eu fui doméstica. Uhum. Então assim, você não tem hora nem para entrar nem para sair. Uhum. Assim, desculpa, eu sei que a gente tá fugindo um pouco, mas como você tocou no assunto das domésticas, eu sou servidora federal do Ministério do Trabalho e eu cansei de ver empregadas domésticas sem ter direito a três parcelas de um salário mínimo do seguro desemprego porque era opcional o empregador recolheu o FGTS. Uhum. Essa PEC, a ideia inicial dela não era do jeito que ela foi. Você sabe, né, como funciona, a gente joga pro alto e espera que alguma coisa seja convertida. Aí era, era obrigar o FGTS a ser recolhido por todos os patrões e você manter uma escala de horário que elas tivessem direito a todos os adicionais noturnos, horas extras. A ideia inicial era essa. Porém, quando a gente vê a forma como que nós brasileiros fazemos com a legislação, a gente tenta torturar você. Você vê empregadas com uma hora de almoço de 4 horas, onde ela não vai ter acesso ao voltar para casa ou fazer outra tarefa, só para que ela chegue às 6 da manhã no trabalho, pare às 10, entre o almoço e volte quando a criança volta da escola. Todos esses direitos que você acabou de citar que as domésticas teriam…gras afet das domésticas, as domésticas não têm. Essa é a grande questão. Sim, mas é isso que eu tô falando, ide…porque o ponto principal, por isso que eu entendo esse tema é: os políticos de Brasília, eles vão lá, vão dar uma canetada, cheio de benefícios, cheio de coisas bonitas e essas coisas não funcionam. A ideia inicial da PEC das domésticas, o que a gente falou, o que tá acontecendo? Vai ter informalidade de doméstica, o que tá acontecendo? Vai ter desemprego de doméstica, o que tá acontecendo? Vai ser… não vai ter aumento salarial das domésticas. Vocês foram lá, aprovaram esse projeto, o… foi lá, o seu partido foi lá aprovou dizendo que as domésticas teriam todos esses direitos. Deu 10 anos, hoje 3/4 das domésticas continuam na informalidade sem esses direitos todos. O salário das domésticas nesses 10 anos só diminuiu e a informalidade só cresceu, ou seja, era um projeto cheio de coisas bonitas na hora principal, deu errado. E a mesma coisa da escala 6 por 1, é um projeto cheio de coisas bonitas sobre ah, a saúde do trabalhador. Eu, por exemplo, minha opinião sobre a escala 6 por 1… Com certeza faz mal para a população. Com certeza as pessoas… já trabalhou na escala 6 por 1? Nunca. Mas tenho certeza que faz mal pra população. Tenho certeza que faz mal pra população. Acho que atrapalha, atrapalha, atrapalha o lazer de quem trabalha 6 por 1, atrapalha você conseguir até aumentar sua produtividade, que você não consegue fazer um curso profissionalizante porque você tá trabalhando 6 por 1. A questão principal é a solução para acabar com isso que eu acho ruim, que é a escala 6 por 1, não é a gente dar uma canetada em Brasília, é aumentar a produtividade. Deixa eu entrar logo no assunto. Vamos começar. Você nunca trabalhou na escala 6 por 1 para entender o que é uma escala de trabalho árdua, pegando 4 horas de transporte público em no Rio? Sim. Já começa por aí. Com certeza, por isso mesmo acho ruim a escala… Sua escala é 3 por 4? Como é que você sabe? Minha escala… Porque você não é deputado. Sou deputado estadual. Os deputados trabalham de quando a quando? Somente na Câmara? Você bate ponto? Assembleia. Eu trabalho na Assembleia, eu bato ponto. Eu trabalho… Que horas você bate o ponto? Depende do dia, se tem alguma comissão que começa às 8, eu bato ponto às 7, 7:30. Se tem alguma comissão que começa às 10, eu bato ponto às 9. Já levantou às 4 da manhã e pegou duas horas de transporte para saber se é benéfico ou não você ter dois dias em casa de lazer? E eu tô falando da escala 5 por 2, mas Renato… Deixa eu só repetir. Não, mas deixa só repetir um ponto para você… tá com medo? Eu sou… Não, não, eu nunca peguei… Não é que eu não vou responder, eu não trabalhei… já tá falando… eu tô dizendo o que a escala 6 por 1 faz mal pra população. Quem trabalha como você sabe se você nunca nem trabalhou nessa escala? Faz bem a escala 6 por 1? Exato, eu concordo, mas eu quero saber de você. Estatísticas mostram que a escala 6 por 1 faz mal pra população, a atrapalha o lazer de quem trabalha 6 por 1, a pessoa não consegue estudar, a pessoa… a produtividade quando você diminui a carga trabalhista não faz isso? Não faz menor sentido. Por quê? Ah, tem um detalhe, você falou dos Estados Unidos. Por que a gente então não muda a escala 6 por 1 e derruba as patentes pra gente ter mais tecnologia, pra gente ser mais produtivo, por exemplo? Pode fazer isso, não tem nenhum problema com isso. Uda meu problema é o projeto da PEC que a gente está discutindo, que é a PEC da, da Érica Hilton. Além de proibir a escala 6 por 1, ou seja, imagina que a pessoa quer trabalhar 6 por 1, ela não pode, tá proibida. Imagina que a pessoa quer trabalhar… o que eu… você acha que vai passar com a proibição? Você sendo congressista, você sabe o que a gente… eu não sou congressista. Você não é do Legislativo? Estar do Legislativo é uma coisa… congressista, quem tá no Congresso. Eu não tô no Congresso. Você é estadual, deputado? Desculpa, eu pensei que fosse federal, por isso que tá… Caramba, os deputados estaduais trabalham bastante lá em São Paulo, inclusive os daqui do Rio, uma negação. Eu imagino lá em São Paulo, inclusive os do PT trabalham bastante. E você todo o tempo fala que os do PT… a gente não tem maioria para conseguir formar a PEC da mesma maneira. Obrigado, Renato. Fala, irmão. Seu nome é Davi? Davi, prazer, meu amigo. Você é filiado a algum partido? Sou filiado ao PDT, Partido Democrático Trabalhista, PDT. Já estou eleição? Não, ainda. Ainda não. Daqui do Rio de Janeiro, da cidade do Rio de Janeiro, aqui do Rio de Janeiro. Vamos lá, a minha informação, a minha afirmação é: a escala 6 por 1 deve ser mantida. Você, como bom trabalhista, tem que dar os seus pitacos. Com certeza discordo, né, meu amigo. Então estamos aqui reunidos nesse debate. Queria falar para todos um bom dia. Vamos debater, muito legal debater. Então vamos lá, o trabalhismo é responsável, você sabe muito bem, né, pelos direitos trabalhistas. Então a CLT, que é muito importante, imagino que você valorize, né? Vamos ver, vamos discutir eh, e também o décimo terceiro salário, que quando foi implementado, todos diziam que seria muito ruim para a economia, que seria uma coisa negativa e hoje em dia nós vemos que é uma coisa muito positiva, né? Tá, Davi? Davi, eu sei que você é do partido Ciro Gomes, adora ficar conversando longo e longo sobre a escala 6 por 1 deve ser mantida ou não. Vamos chegar lá. E a última vez, a última vez que nós tivemos uma redução na jornada trabalhista foi com a Constituição de 1988. Então a jornada de trabalho é de 44 horas semanais. O nosso cara, deputado, falou assim: “tem que ter mais produtividade”. Então vamos lá, a Alemanha… ele não estou na Alemanha, né? Alguém viu ele estou na Alemanha? Não, não estou na Alemanha. A Alemanha, que tem uma jornada de trabalho menor que a do Brasil, tem uma produtividade mais alta. Então a gente vai cair no seu argumento. Qual foi o seu argumento? A produtividade é baixa por quê? Vamos às raízes dessa baixa produtividade, por exemplo, a falta de educação, a falta de formação técnica e teórica para o nosso povo, que depende do quê? Investimento público, investimento do estado, que o MBL obviamente é contra. Além disso, a gente precisa de capacidade de escala porque a China tem uma capacidade de escala gigantesca. Porque tem uma população muito grande. A gente tem uma população muito grande, mas já vou fechar o argumento, calma, meu amigo, já vou te dar a palavra. Vamos chegar lá, então, calma, sem se afobar. Quero essa escala 6 no limite. Então vamos, a escala 6 por 1. Qual é a ideia, conforme a nossa colega falou aqui? Você faz a PEC e você é um deputado, você tem obrigação de saber isso. A PEC, ela é o processo, ela vai chegar no final, ela tem que passar pelo legislativo. Então o que que a nossa gloriosa deputada fez? Ela colocou a PEC assim: a escala vai ser 4x4, mas nós sabemos que o covil de ladrões que é o parlamento brasileiro, chefiado pelo Arthur Lira, é extremamente contrário a essa pauta, extremamente favorável às ideias neoliberais que o nosso camarada defende. Com certeza, o dia que o Arthur Lira for liberal, eu sou mar… Então vamos debater, não o… o Arthur não é liberal, ele é comunista. Não é? Tu acha isso? Não é comunista, comunismo fantasma do comunismo. Acho que… então vamos lá, vamos… Eu acho que o Lira é um deputado fisiológico do Centrão, só isso. Fisiológico do Centrão que defende as pautas neoliberais, sempre a favor do mercado, porque todas as pautas do mercado passam no congresso e a escala 4 por 4 não vai passar. Conforme você falou, então ele não é favor do trabalhador, ele é favor… escala que… a escala… a escala 6 por 1 não vai… a PEC da escala… posso falar, Davi? Deixa eu terminar. Posso terminar? Vou te dar a palavra, você tá sempre terminando, eu nunca tô conseguindo falar. Você pergunta qual é a posição do Arthur? Falou Arthur… vamos lá, escala 6… você disse que você é contra a manutenção da escala 6, exatamente. Então qual é o acordo que a gente pode chegar? Por exemplo, diminuir a escala eh, para 5 por 2 e colocar 40 horas semanais? Qual? Proibir a escala 6 por 1 e instituir a escala 5 por 2? É isso? Esse é o debate, não? Deb… eu estou defendendo, tô perguntando. É isso? Diminuir, mudar de 6 por 1, 4 horas só, 4 horas de 44 para 40, é uma diminuição ok, que não afeta a produtividade e a gente proíbe que as pessoas tenham que trabalhar necessariamente seis dias na semana, coloca cinco dias para você ter uma folga para você não achar que o domingo vai ser o pior dia porque você sabe que na segunda-feira você vai ter que trabalhar muito para ganhar pouco, porque o salário mínimo no Brasil é extremamente desvalorizado. Não é o salário mínimo do JZ, é um salário mínimo de 1412. Normalmente quem trabalha na escala 6 por 1 recebe R$ 1200, porque é a tragédia do povo brasileiro, certo, meu camarada? Já posso? Posso falar? Vai, que vai, sem interromper. Então a gente vai diminuir um dia de trabalho de uma porcentagem grande da população brasileira que trabalha na escala 6 por 1. Estamos juntos. Qual é o impacto financeiro disso? Vamos trabalhar no impacto financeiro. Qual que é o impacto financeiro? Então vamos lá, qual seria o impacto financeiro? Não estou perguntando para você, quem tá pedindo, eu falei… cara, tu me interrompeu para falar… f… o meu ponto é… vai, você garante que não vai ter impacto financeiro disso? Não. Tu quer falar ou tu quer deixar eu falar? Eu vou falar do impacto financeiro. Então, mas vou fazer o argumento… vou perguntar… não vai ter impacto financeiro… faz com que a produtividade… a gente vai… não vai… não vai aumentar… vou falar… vou… se eu puder falar um pouquinho, né? A gente não vai aumentar a produtividade do brasileiro até lá, com certeza não vai aumentar. A gente vai aumentar a produtividade do Brasil até a aprovação dessa PEC. A maioria da moça que já queria ter sentado aquela hora. Vamos lá. Bom dia, deputado. Como que é o seu nome? Nicole. Filiada a algum partido? Não. Tá bom. Nicole, eu defendo que a escala 6 por 1 deve ser mantida. Sim. O senhor perguntou qual o impacto financeiro disso? Pois eu, como dona de casa e mãe, vou te explicar pro senhor. A o fim da escala 6 por 1 seria benéfico para a sociedade brasileira porque as pessoas teriam mais tempo para, por exemplo, cuidar da casa, fazer comida, então isso melhoraria a economia doméstica das famílias mais vulneráveis e seria muito positivo pra nossa sociedade, inclusive pra saúde, porque você poder cozinhar em casa e comer a sua própria refeição traz mais saúde. O Nicole, eu concordo que a escala 6 por 1 atrapalha tudo isso da população. A minha discordância com isso é que não vai ser com uma PEC, que é com uma canetada lá de Brasília que a gente vai aumentar a produtividade do brasileiro e fazer ele trabalhar menos e ganhar mais, não vai ser, como eu provei na PEC das domésticas. O que a gente tem que fazer para aumentar… sen… a produtividade, ela é medida da, do quanto que é produzido em um determinado espaço de tempo. Corretamente. Então, então é só você colocar mais pessoas dedicando seu tempo ao trabalho. Nós temos muitas pessoas na sociedade brasileira que não trabalham, então o que você disse… colocar mais pessoas no mercado de trabalho seria mais justo que mais pessoas trabalhassem e que mais as pessoas que trabalham mais hoje que carregam a nossa sociedade… vai acabar nosso tempo, então antes… Deixa eu só perguntar para vocês de novo, que é a pergunta que, que não quer calar. Inclusive a Érica Hilton não respondeu isso. Se a gente tá defendendo que tenha menos as pessoas trabalham em menos, em menos dias e você tá dizendo que tem muita gente querendo trabalho, então a só contrata mais. Quanto custa isso pro capitalismo brasileiro com toda a, a, a burocracia que a gente tem, com a burocracia que a gente tem… como é que a gente contrata mais gente sem ter impacto financeiro? O senhor concorda que normalmente o empresário tem mais dinheiro do que o trabalhador que ele contrata? Com certeza. Então ele contratar mais trabalhadores é a trazer mais justiça social. [Aplausos]. Próxima pauta: cotas raciais para negros são racistas. Sentamos juntos, vamos lá. Como que é o seu nome? Eliana. Eliane? É… Eliana, sem partido nenhum, tem 52 anos, sem partido… vamos lá, cotas raciais para negros são racistas. Você concorda ou discorda com essa afirmação? Não, não, eu… eu discordo, sabe por quê? Eh, há alguns anos atrás eu tive câncer, não tinha um médico negro eh me atendendo. Tudo bem que era clínica particular e toda a vida eu passei por vários tipos de clínicas. Há pouco tempo eu me fiz… eu passei por uma situação num posto de saúde e eu me enchi de orgulho pelo fato de ter um médico negro e tava cuidando da minha mãe e graças a esse projeto de cotas sociais ele pode entrar na faculdade e eu tive motivo de orgulho porque se eles conseguiam chegar lá, isso prova que qualquer pessoa pode, pode ser… e acontece que tem que ter cota assim porque… vamos lá, como que é seu nome? Luciana. Luciana, você é filiada a algum partido? Tudo bem, sou filiada ao PT, mas mais que isso eu sou uma pessoa de esquerda, sou militante. Que pena. Em causas de esquerda. Tadinha de você, hein? Mas vamos lá, qu… assass… são cotas raciais para negros são racistas? Concorda ou discorda? Não, você tá afirmando. Tô afirmando. Por quê? Exclamações. Então me diga por quê? Porque para mim é impossível a gente instituir um sistema de cotas raciais no Brasil sem você instituir o que é o apelido de tribunal racial hoje nas universidades, nas maiores universidades do Brasil. Após você ser aprovado por cota racial vai uma bancada avaliar, em São Paulo na USP, por exemplo, a bancada racial, que eu chamo de tribunal racial, um termo bem parecido com que acontecia na Europa nos anos 30, ela vai medir a espessura do seu lábio, vai medir o tamanho do seu nariz, vai ver a cor da sua pele ou não para ver se você é negro ou não. Isso para você é algo racista ou não? Medir a, o tamanho do nariz, o tamanho dos lábios para saber… não, não é racismo. Porque além da gente ser negro, a gente tem… a gente tem a imagem do negro, né? Que… que é imagem… eu… você olha aqui, nós, nós temos negros, tem o negro preto retinto, como eu, como você e tem outras pessoas que não… que são negras e também não são retintas. Agora, racismo conta para negro, não é… R… só terminar de novo, só o meu argumento antes. É racismo, cotas para negros não é racismo porque o sistema de cotas ele faz o contrário, ele escancara que a sociedade é racista. Quando você fala que a cota é racista, você tá querendo dizer que estabelecer racismo é considerar inferior. Ah, o negro é inferior, não é estabelecer igualdade de oportunidades na Constituição, igualdade de oportunidades… somos todos iguais na Constituição. Tá, mas um outro artigo da Constituição também tem, diz que tem que haver igualdade de oportunidade. Isso não havia… querido, não havia mesmo antes da lei de cotas, antes da UERJ, que foi pioneira a estabelecer a lei de cotas para negros, tá? Primeira… mentira. Você diz que as cotas raciais não são racistas porque elas são o inverso do racismo, é combater o racismo, não combater o racismo, não. Ela é uma lei inclusiva. Quando a gente vai ler a legislação, ela é reparadora. Ela expõe que o Brasil é racista e que por isso, conta de 400 anos de escravidão que a população negra foi considerada inferior e a ela foi… a essa população foi negado todos os espaços, espaços intelectuais, espaços de trabalho digno. E para essas pessoas, elas deveriam ser… ter sim alguma ferramenta que estabelecesse para elas alguma igualdade de competição. Tá bom, então vamos lá, eh, quando a gente vai ler na legislação de cotas, tá lá escrito: discriminação positiva, ou seja, até para quem vai fazer a lei de cotas coloca que é uma discriminação, só que é uma discriminação positiva, é uma discriminação do bem. Eu sou contra discriminação. Mas tudo bem. Vamos lá. Agora você citou a questão da… práticos… quant… quant… deixa… terá 250% de estudantes negros ocupando os espaços universitários. Isso é cotas. Com certeza. A lei de… isso, para mim, é racismo por, pelo simples fato de que para mim, se os negros não ocupavam bem menos os espaços intelectuais por conta de falta de oportunidade… perou por… eu…
Vou responder, posso, se você deixar. Vamos lá. Por que, para mim, é racismo? Que, para mim, negros e brancos são iguais? Não, não somos. Somos sim, somos humanos iguais. Só que humanos, posso resumir, humanos iguais. Nós não somos iguais em oportunidades, querido. Exatamente. Então, o que que a gente tem que fazer? Dar as oportunidades. Hoje. Por que que se dá oportunidade? Se você não cria legislação, ninguém faz bondade, tá fazendo. Se fosse para fazer bondade, a gente não tinha sido escotado, querido. A gente não tinha sido assassinado, jogado no mar, entendeu? Milhões de negros, navios negreiros trazidos, mortos. Tiveram que morar nas piores moradias. Depois da Princesa Isabel, que você tanto exalta, assinar a Lei Áurea, foram largados à própria sorte, entendeu?
Concordo com quase tudo isso que tá dizendo. Vamos lá. Vamos estimular uma coisa assim: quando você deixar eu falar, você não interrompe mais. Quando for a sua vez de falar, eu não te interrompo. Pode fazer assim. Senão vai dar o tempo, ninguém vai falar nada. Negros e brancos são iguais. Por que que, quando a gente vê o quadro das universidades brasileiras, a gente tem mais brancos do que negros? Por quê? Não é racismo, desculpa, não é racismo. A questão é porque a educação de negros e brancos é diferente. E por que a educação de negros e brancos é diferente? Porque a escola pública brasileira, que é majoritariamente composta por pardos e pretos, a escola pública brasileira tem uma... acabou o argumento, tamb... fal... vamos lá. Acabou de estimular o palra... a... as escolas públicas brasileiras, elas são majoritariamente por pretos e pardos. E as escolas privadas brasileiras, as de elite, são majoritariamente para pessoas brancas. Quem tem quem tem educação melhor entre escolas públicas, escolas privadas? As escolas privadas. Não que te garante, as estatísticas mostram. Você acha que a escola pública brasileira é melhor? Es de escola pública, Colégio Pedro II, colégio ótimo, maravilhoso. Entrei pro colégio, e entrei pro colégio lá, a gente estimou TR... do um já quas... sociais são racistas. Como que é o seu nome? Ana Cristina. Já foi filiada a algum partido? Não tá... Ana, concorda ou discorda da minha afirmação? Discordo, porque as cotas raciais nas escolas, em todos os movimentos educacionais, elas dão um nivelamento, entendeu? Ela nivela, ela proporciona que os indivíduos negros, aí sim, os indivíduos negros e os indivíduos brancos ou não negros têm uma uma uma igualdade, estabelece-se um nivelamento. Então não existe mais aquela questão, por exemplo, você falou da das escolas serem melhores, as escolas particulares, onde a predominância é branca, e as escolas piores são as escolas públicas, e a predominância de pardos e negros. Por que isso? Hoje, o Brasil investe quatro vezes mais no ensino superior do que no ensino básico. Se a gente inverter essa lógica, ou seja, no ensino básico a gente tem as pessoas mais pobres, né, nas escolas públicas, e no ensino superior a gente tem as pessoas mais ricas. Se a gente inverte essa [Música]... pirem... vem... bom dia, bom dia. Como seu nome? Já fui filiada. Gabriele. Nunca fui filiada. Discorda da minha afirmação? Provavelmente. Por quê discorda? Por nós sabemos que a desigualdade no Brasil é o principal fator para a maioria dos problemas que nós temos na nossa sociedade. A desigualdade, ela prejudica principalmente pessoas que foram desfavorecidas pela pela desigualdade social no Brasil. Então, por que que a gente não pode acabar com a cota racial e instituir então uma cota social? Nós temos muitas ações sociais que favorecem os mais desfavorecidos, as pessoas que não têm oportunidade. Se a gente, para mim, se a gente acaba com a cota racial e instituir a cota... quem vai ser beneficiado são os... eu tô dizendo, para mim, para mim, se a gente acaba com a cota racial e instituir a cota social, quem vai ser favorecido são os mais pobres, socialmente mais pobres. Nessa parcela da sociedade, a maioria são pretos e pardos. Então, em tese, a maioria de quem vai entrar com as cotas sociais são negros e pardos. Para você, as pessoas brancas vão ganhar dos negros na cota social. Nós não temos apenas pessoas pretas, e não é sobre o que você acha, mas é que eu quero ter mais pobres nas universidades, e para mim vai acabar entrando mais negros, porque no BR são os pessoal mais pobre, as pessoas que saíram da... sim, as pessoas com a cota social, quem vai entrar na na universidade. Posso terminar de falar? Uhum. As pessoas que foram desfavorecidas socialmente e pelo diretamente pelo racismo, sim, mas somos nós quem sofremos. Não adianta a gente querer fazer ações só sociais sem ter um combate direto ao racismo para ter uma equidade. Não é TR... do um já... não adianta. Não... cotas sociais para negros são racistas. Discorda? Concorda? Na verdade, eu queria entender o porquê. Tem até para ser deputado, senador, vereador, a gente tem cota até PR... legislação eleitoral. Se isso, para mim, deveria acabar... se isso fosse uma coisa tão irrelevante, a gente não teria cotas em todos os as versões, né? Como assim? Como assim? De escola até o cargo mais alto do nosso segundo cargo mais alto do nosso país. Mas a minha pergun... para mim devia acabar a cota racial em todas... a minha pergunta é a seguinte: manda bala, gente. Já teve cota para branco? Ah, é, sim. Você não lembra, não? Em 1840, a gente começou um projeto de eugenia trazendo os europeus brancos, dando um Bolsa Família para eles, a gente dava terras, a gente bancava a escola. Escola pública que tem hoje era pros brancos europeus, tá? E você concordava com essa cota? Você concorda com essa cota para brancos? Eles ainda ganhavam terras. O que que nós, pretos, ganhamos com a alforria, com a libertação dos escravos? Ficamos aqui próximos, jogados, e depois fomos excluídos e jogados mais para dentro ainda da nossa cidade. Cota tava errada naquele momento. Por que que não fizeram alguma coisa para nós, pretos? Você tem teve uma cota branca lá atrás que foi errada, e você acho que você não concorda com tudo isso que tá dizendo sobre cota para branco. Aí agora que a gente vai fazer é uma cota para negro para limpar o erro do passado, a vai ficar fazendo assim. O que você hoje vê no cedge é: além de ser preto, ser indígena. Você tem uma renda, então a cota que você disse já é contemplada, só você que não sabia. Não existe cota social, e existe a cota racial que eu quero, o que eu defendo é acabar com a cota racial. Você sabe por que que você quer que acabe com a cota racial? Porque tem um monte de branco, como o ACM Neto, que fingiu de preto para usar a cota na eleição, inclusive. Postei um vídeo criticando. Todos os políticos fazem isso. Então a gente concorda em alguma coisa. Mas você vê, vocês, eles vão lá, colocam cotas em vários setores, inclusive na cota das eleições. Aí, no fim do dia, a sua cota vai beneficiar o ACM Neto, tá vendo? Exatamente. Você não sabe, eu não recebi o valor porque uma branca recebeu minha cota de preto. Mas aí acho que a gente vai falar outra discussão, a gente disc... discussão. Se você tem uma cota, então respeite a cota e pare dos brancos usarem as... se começa rolar aqui. Então, seu Giovani tem 37 anos, sou professor de Niterói. Vamos lá, então, Giovani. Cotas raciais para negros são racistas. Você discorda, né? Com certeza, eu... tá bem. Eu fico feliz quando o pessoal discorda de mim. Eu admito, não é meu lugar de fala, que eu sou uma pessoa branca. Só que, de qualquer forma, fiz... por favor, próximo. Não, não, mas eu posso... pelo que eu aprendi como aliado. Então, nesse caso, n... seu lugar de fala deve ser o meu. Então, se tudo que eu falar sobre cota racial você vai acreditarem... nem sempre, né? Existe... existe LGBT, LGB... f... porque existe preto racista? Calma, calma. Preto racista existe. Preto racista, ó, existe. Mulher machista. Agora eu fiz uma... concordo, você... eu fiz uma breve pesquisa. O seu bisavô foi um dos principais militantes pretos do Brasil, jornalista. Você... Dev... José Benedito? Não é José Corre. Então, para você tá aqui hoje, certamente seu avô lutou muito para que você estivesse aqui. Então as cotas são importantes porque muita gente lutou lá atrás para que tivesse um pouco de espaço na sociedade. Eu sei pelos meus amigos, pelas pessoas que eu acompanho na militância, pelo o pouco de espaço que ainda tem, é porque muita gente lutou lá atrás para que você, inclusive, tivesse aqui hoje podendo falar. Você tem 25 anos apenas, tem muita coisa para aprender. Eu sou um pouquinho mais velho que você, sou professor. Muita gente, muita gente lutou lá atrás pelas coisas que o seu partido hoje tenta destruir. No BR... ela foi professora também, professora da rede estadual de São Paulo. Na verdade, fiz uma breve pesquisa sobre você. Ela sabe como é difícil, certamente uma mulher preta na sociedade sofre muito para conseguir levar o sustento para casa, para conseguir ser respeitada, conseguir emprego, conseguir o estudo, seus filhos. Aí, inclusive, entraria a questão da escala... se por um... que eu não consegui falar, não deu para falar... asal... meu avô falou do P... falou da minha mãe falando... importante justamente para fazer uma reparação, como algumas pessoas falaram aqui. Tenho certeza que as pessoas não gostaram PR... não, isso não existe, isso. Isso é uma invenção sua, é o nome que você tá dando, isso não existe. Isso é o nome que você deu, tá? A bancada racial da USP existe ou não existe? Existe. Uma bancada. Óbvio que, assim como tem que ter a bancada LGBT, tem que ter a bancada LGBT, sim, porque a gente não tem voz ainda hoje, a gente ass... precisa ter bancada, precisa ter representatividade em qualquer espaço, seja na universidade, seja na câmara de deputado, onde você onde onde você trabalha só três dias por semana? Assembleia. Eu trabalho todos os dias, inclusive tô gravando no sábado, vou gravar no domingo, segund... TR dias, quatro dias, às vezes... D... viajar. São os parlamentares vagabundos do seu partido. Eu trabalho todos os dias. A dien... entre nós... você tem que respeitar, não tem [Aplausos]... respeito. Próxima pauta: lugar de bandido é na cadeia, independente da idade. Quem quer? Caramba, só alegria. Como que é o seu nome? Leandro Rocha. Leandro Rocha. Fui filiado a algum partido? Olha, eu fui filiado à Rede, mas eu tô na justiça contra eles, eles me expulsaram, eu ganhei na primeira instância, tô esperando o julgamento do recurso, e a Rede já não pode perder tantos quadros, tá? Não tem... vamos lá, vamos lá. Então, só estabelecendo a minha posição aqui antes de você possa discordar dela: é, eu defendo que o lugar de bandido é na cadeia, independente da idade. É isso. Tem que ter, evidentemente, cadeias diferentes para gradações, mas eu acho o que a partir dos 16 anos de idade que é administ... da maade pedal... aí ele tem que andar na cadeia dos adultos. Porque a partir dos 16 anos de idade a população, ela já tem o discernimento do crime que tá cometendo, já tem o cometimento de crime, tem cometimento de crimes extremamente violentos, e eles já têm vários direitos que adultos têm. Ou seja, porque que a partir dos 16 anos de idade o cara pode casar, pode casar, definir a sua própria sua esposa ou seu marido, e não pode ir pra cadeia por cometer um crime? Além disso, a gente tem crimes hediondos. Imagina se um cidadão de 16 anos vai lá e estupra, estupra alguém. Esse cara não pode ser preso? Não tinha discernimento do que do que teve. Então, olha só, vamos lá. Primeiro, a maioridade sexual no Brasil hoje é 14 anos, artigo 217-A do Código Penal. Então o entendimento hoje é que, por exemplo, uma pessoa que não completou 14 anos, ainda se ela fizer sexo, entre aspas, com uma pessoa maior de idade, ela não po... o cara de 16 anos estou pra uma maior de idade. Então, mas olha só, o raciocínio é seguinte: se a gente entende na legislação que uma pessoa, por exemplo, com menos de 14 anos, ela não pode, por exemplo, discernir sobre o ato sexual, como é que você quer que uma pessoa menor do que isso possa responder igual como se fosse adulto? É meio incoerente. Entendi. Se um cara de... vou repetir. Então, se um cara de 16 anos estuprar uma adulta, ele não pode ser preso para você? Não pode ir para cadeia. Eu acho que deveria poder ir para uma cadeia específica para pessoas menores de idade. Então, mas já tem isso, né? E não me parece que tá funcionando. Os caras, as pessoas, os criminosos de 16 anos, além do aliciamento gigantescos que a gente tem do tráfico, os aviõezinhos que a gente sabe, eles são aliciados no tráfico justamente por conta dessa legislação leniente com a com a criminalidade, leniente com os vagabundos que aparentemente você tá defendendo. Porque eles sabem que com essa legislação leniente é mais fácil você aliciar o menor de idade, porque ele vai poder cometer esse crime, e isso não vai ser... então, vou repetir a pergunta para você: um cara de 16 anos que estuprar uma mulher adulta, ele não tem que ir para a cadeia junto com outros adultos? Junto com outros adultos? Não, ele ele poderia até ir para uma cadeia separada. Qual o problema? Qual seria o problema dele estar numa cadeia com adultos? Porque existe uma existem uma questões assim, e até fisiológicas do cérebro da pessoa não tá totalmente formada. Eu acho. E fora que a pessoa... a questão TR... [Música]... do Nicole. Vamos lá. Lugar de bandido é na cadeia, independente da idade. Eu fiz a gradação que para mim, cadeia de adultos a partir dos 16 anos. Em relação ao argumento das cotas raciais, o senhor falou em Tribunal das cotas ou tribunal da raç... tribunal racial. Eu eu falei porque existe isso, não... e agora, em relação ao bandido, termo bandido, nós temos também tribunal, sim, e aí tem o julgamento, e o ser humano é falho. Então, ao meu ver, o maior problema hoje se encontra no julgamento, e não, né? Quer dizer, o sistema prisional tem vários problemas, mas com certeza um deles é o tribunal. Acho que dos maiores problemas do sistema prisional brasileiro é não ter pessoas acima de 16 anos para cima lá dentro, né, ou antes dos 18 anos. Acho que isso é o maior problema, porque a criminalidade de menores de idade, que é o famoso menor infrator, ela é gigantesca. Porque a minha diferença de tribunal racial? Porque eu critico o tribunal racial e porque eu defendo um tribunal para julgar os menores infratores. Porque o tribunal racial é muito difícil da gente descobrir. Nome: Alexandre Guaranis. Já foi filiado a algum partido? Sou PT, e nasci na elite do teu país, sou bisneto do primeiro presidente da república, minha família comandou o DOPS, e eu sou herdeiro de... Mends... está... sai... corre... de... me admiro muito eu defender a cota. Uhum. E vocês não... não... mas as coisas que você defende pelo PT é só vagabundagem. Ainda bem que você é... mais uma coisa que você que você critica. Mas vamos lá. Lugar de bandido é na cadeia, independente da idade. Sim, sim. Aí eu começaria falando sobre a indústria do crime, tá? Então, assim, independente da gente de nós termos uma condição de 16 anos, eu concordo com 16 anos na cadeia, mas eu sou contra a indústria do crime que você tem, e sou a favor da legalização das drogas, por exemplo, porque vamos privatizar as drogas, né? Em vez de privatizar o meu minério que dá autonomia e gera hegemonia pro meu país, entendeu? E e eh eh desde 68 que você passou a fabricar bandidos, e é engraçado porque o alijamento do negro direcionou ele pro tráfico de drogas. Por quê? Que gera um dinheiro. Porque foi pra favela, da favela foi introduzido a droga com as armas que são administradas pelos traficantes. Então você defende a redução da maioridade penal para 16 anos? Defendo sim, mas concomitantemente, concomitantemente há uma ação. Então acho que não tem debate aí. Então, não... cara... a proposta, independente da idade, de você tirar o... sabe, amigão... diminuir o trá... você tirar o trá... você tá produzindo do... vamos lá, Davi, vamos lá. Meu nobre deputado falou aqui que podia ser qualquer idade, qualquer idade, ah, 9 anos vai pra cadeia. Então quer dizer, não tem critério, né? Falou aí depois ele reviu, falou: então vamos pro 16. Então vamos jogar... foi interrompido. Davi, a tua proposta é para acabar com a criminalidade? É isso? Não, não, não. Eu quero prender vagabundo, só só prender. Dev... acab... mas você não vai acabar com a criminalidade, ou vai? Essa proposta para quê? Qual objetivo? Acho que eu tenho várias outras propostas pra segurança pública pra gente diminuir a criminalidade. Agora, o objetivo da redução da maioridade penal é claro, é uma é uma finalidade penal para prender gente que deveria estar na cadeia, gente que inclusive pode te assaltar a qualquer momento, assaltar um familiar seu. E aparentemente você defende que esse cara que se se assaltar, se não tiver 18 anos de idade, ele não pode ir pra cadeia. Se esse cara estuprar um familiar seu, por exemplo, usando aquele famoso ar... existe punição ou não existe punição? Se o cara cometer um crime com 16 anos, ele vai... existe punição. Então existe punição, mas a punição completamente falha, que ele vai sair da cadeia... punição. Ah, é falha porque ele vai sair da cadeia muito pouco em muito pouco tempo. Ele vai pra cadeia então com 16 anos, vai, mas por muito pouco. Qual cadeia que ele vai com 16 anos? Cadeia de menores de idade. Cara... cadeia... essa... todo mundo sabe qual é a cadeia em São Paulo. A gente chama de FEB em São Paulo. A gente chama de Feben. Feben. Ele vai para a Feben. O cara de 16 anos ou 17 anos, ele vai acabar indo para FEB. Fe... tá resolvendo o problema? Ele entra na FEB e sai melhor do que ele tava? Não, porque ele... então não resolve o problema. Então, reduzir a maioridade penal não resolve o problema. Não tô dizendo isso... ão... V... sem banana, meu deputado. Vamos lá. Vamos estabelecer, vamos estabelecer aqui: quando eu estiver falando, você não me interrompe; quando você estiver falando, eu não te interrompo. Pode ser? Vamos, então, vamos lá. Rebatendo, estamos debatendo ali a câmera. O que eu acho, o que eu acho... a reincidência de menores de idades quando vão para FEB, ela é muito alta, e é muito alta por por um simples motivo: e pessoas adultas quando res... F... out. Mas aí que tá, mesmo que a reincidência seja grande para pessoas adultas, pelo menos esse vagabundo vai ficar mais tempo longe da sua família. É isso que eu quero. Aí a gente tem aí a... aí eu acho que uma uma... Grand... então o problema não foi resolvido. Falta é... vai resolver o problema? Não resolveu para mim. Aí a gente vai discutir em uma outra discussão que é como é que a gente vai mudar o sistema carcerário brasileiro. Isso aí é uma outra história. Eu acho que vai botar todo mundo na cadeia e não resolver o problema. O sistema brasileiro é muito ruim. Então, pra PEC do do 6 por um... você não pode fazer a PEC porque tem todo o sistema para mudar. Agora, você reduzir a realidade penal, resolver os problemas do Brasil... o deputado é bravo, parabéns. Ele ele sabe muito... resolver o problema... muito... Zacarias para presidente... reduzir a maioridade penal... tudo vai se resolver no Brasil? Posso falar? Vai que vai, BR, sem ser interrompido. O tempo é seu, sem ser interrompido. Vai que vai, PR. Para mim, a diferença é muito clara. Ah, eu acho que a gente tem que mudar sim o sistema carcerário brasileiro, para a partir do momento que esse cara entra na cadeia, ele poder sair melhor. Só que, enquanto a gente não mudar, para mim, tem que prender vagabundo. Pelo menos ele vai estar longe da sociedade. Para mim, ele não vai estar estuprando, não vai estar roubando, não vai estar matando. O que vai acontecer com ele na cadeia, para mim, a gente bonaro... agora é só não matar, é só não roubar... muito bom. Vai que vai. Você poderia falar assim também com pessoas que matam, roubam, estupram. Mas aparentemente você tem uma leniência com vagabundo aí. Uma aí é uma questão moral. Nossa, aí é uma questão moral. Nossa. Próximo. Lá do um já... nome. Meu nome é Elso da esquerda. Elso da esquerda. E você é filiado a algum partido? Filiado ao PT, partido da guerra, M... salão do petrolão também, é o... sou... vamos lá. Para mim, eh... lugar de bandido é na cadeia, independente da idade. Olha, se o lugar de bandido for pra cadeia, a gente já teria o Bolsonaro, né, galera? Já teria o Bolsonaro, já teria os coronéis. Então, que na verdade é seu amigo Bolsonaro, né? Você sabe muito bem, ele é seu amigo, você protege ele. Então você deve concordar com a cadeia do Bolsonaro. Para mim, o Bolsonaro tem que estar na cadeia. Com certeza. Esconde joias, falsifica cartão de vacina. A gente não tem presídio para capacitar todo mundo, né? Ó, aí já essa tese tua já acaba. Como assim? Qual tese? Porque os presídios estão superlotados. Como é que você quer diminuir? Primeiramente, tem que fazer uma reforma nos presídios, tem que mudar a legislação. Então você defende que a gente crie então mais presídios? Não, eu defendo que crie mais escolas. A mais escola pra nossa população, e isso vocês não têm feito, vocês não têm trabalhado em prol disso. Eu não tenho um deputado bolsonarista, extremista, trabal... acabei de falar que eu quero Bolsonaro na cadeia. Continuo sendo deputado bolsonarista, mas vamos continuar. Eu sou deputado estadual que mais invisto na educação. Já enviei R$ milhões de reais para educação. A maioria das minhas leis aprovadas são na área da Educação. Jovem capitalista, que é de educação financeira nas escolas, é minha lei. Robótica, programação, é minha lei. R$ 8 milhões de reais investidos em...
Educação, muito mais que os deputados, beleza. Valeu, galera! 4:30. Luciana, para mim, lugar de bandido é na cadeia, independente da idade. É você que defende que a pessoa menor de idade, pela legislação que é considerado menor de idade, menor de 18 anos, vá pra cadeia comum? E quando comete um crime? Eu fiz a argumentação que, a partir dos 16, 17 anos, cadeia comum; abaixo disso, pode continuar aí. Você trouxe para 16 e tal, que é na verdade a afirmação anterior a qualquer idade, mas ainda assim, man, essa afirmação... ah, se mantém a posição. Então, uma pessoa de 12, 13 anos também deve se juntar à população carcerária brasileira? Que as estatísticas, a ciência mostra que o indivíduo, quando é preso, ele vai pro... vai pra cadeia e ele sai de lá pior do que ele entrou, porque os presídios brasileiros são escola de fazer, de formar bandidos. As pessoas às vezes entram por... por... por uma causa pequena ou menor, ou até que seja julgado; ainda tem isso.
Uhum. E projeto de lei que eu tenho em São Paulo, que é o Anti escola do crime, para colocar pessoas de facção em celas diferentes de pessoas de facção. Mas vamos lá, eh, que aparentemente tem seu apoio já... nada que você faça tem meu apoio. Desculpa, mas você falou... você falou: nada que você faça. Não sou a favor de que pessoas com menores de 16 anos não podem para cadeias... menores de 16 anos, dá para a cadeia comum? Ele vai sair... sou a favor. Eu sou a favor de que as pessoas sejam punidas pelos atos, dentro do que estabelece a legislação, apesar de a lei não ser igual para todos, que ela não é. Mas você depende que o voto... o voto tem que ser a partir dos 18. Não, a gente tá falando de voto. A gente tá falando de voto, não. A gente tá falando de cadeia. Você depende que a gente não pode casar antes do 18? Não, esse negócio de casar também é outra. Por que não pode ser preso então? Por que que não pode ser preso antes do 18? Não, não, querido, você tá querendo trazer uma outra questão para você. Um cara de 17 anos que rouba alguém... 17 anos... um cara de 17 anos que rouba alguém não tinha discernimento do que tava fazendo? Não, não, ele vai pra cadeia. Mas a nossa legislação, e é o que eu defendo, hum, se mantida, é que ele vá para reparação, e não para um presídio, os presídios tradicionais que nós temos aqui, os convencionais, que nós sabemos como o sistema carcerário está, entendeu? Superlotado e com pessoas doentes. E não é... não é para isso o sistema de reparação que em São Paulo... é... tem funcionado para você? Não. São Paulo... São Paulo, eu não sei; no Rio, o sistema de reparação para... tem funcionado? Não, também não tem funcionado. Mas a cadeia também não tá funcionando, não, querido. Assim, pro que você tá querendo dizer então? Não pode ir para lá. Ó, primeiro, o indivíduo, ele é inocente, tem que se provar o contrário, certo? Todo... todos eles... se o... o camarada cometeu uma infração... camarada é só o seu pessoal? Pessoal. Se um... eu tenho direito de falar, você aceita se quiser. Se o camarada, para você, e o vagabundo, para mim, cometer uma infração... você tá falando vagabundo o tempo todo e ninguém tá entrando. Eu chamo de camarada. E qual o problema? Algum, não né? Então, se a pessoa comete... se a pessoa... se a pessoa comete algum tipo de infração, ela tem que ser punida assim, mas não ir pra cadeia comum com 16 anos. Que você acha que um cara de 16 anos... que um cara de... eu acho que ele não... não tá com a... com a... com a... com a mente formada o suficiente ainda. Você vê que pessoas com 25 anos ainda não sabem o que estão fazendo. Aí, quantos anos você tem? Quantos anos você tem? 55. Ela saiu! Então, para você, é quando?
[Aplausos] Se um criminoso de 16 anos estuprar uma mulher e não tinha consciência do que tava fazendo, é possível? Que não é possível? É possível que ele não tivesse... não é a consciência. Eu acho que aqui, olha só, eu acho que aqui... acho... eu acho que a gente não tá batendo na consciência. A gente tá tendo uma legislação que eu defendo, que é a que a gente tem atualmente, e eu defendo que a pessoa vá para o presídio convencional do Brasil. Eleitor do Bolsonaro, eleitor do Lula, dos brasileiros, segundo IBGE, defendem a redução da idade penal, porque eles conseguem entender que um pilantra de 17 anos já pode ser... mas as pessoas não têm muita consciência, não votaram em Bolsonaro, querido. Votar Bolsonaro no poder... essas... então... ainda bem, né? Conseguiu 37% da população, pois consegue discernir isso. A próxima pauta é: criança trans não existe. Quem quer discutir?
[Música] Nós tivemos recentemente lá na Assembleia uma CPI que investigou o Hospital das Clínicas de São Paulo, fez o relatório, o relatório foi aprovado, virou um projeto de lei sobre criança trans. Meu ponto é: Nicole, criança trans não existe. Meu ponto é: criança S existe. Posso terminar? Criança trans não existe. Ah, a gente tem vários estudos que eu posso citar. Eu peguei apenas um estudo de Harvard para a gente detalhar, e eles falam dos problemas dos bloqueadores de puberdade. Além disso, tem uma taxa de desistência altíssima para... para pessoas que começam a transição. Cerca de 80% das pessoas que dizem ter a disforia, elas, quando chegam na puberdade, elas mostram que elas não têm essa disforia na puberdade. O termo disforia por si só, ele já é bem problemático. Você... e como o senhor colocou no termo o que seria então disforia? Você não sabe. Vou admitir que eu não sei. Para se eu puder... disforia... disforia é quando você quer mudar, quando você tem o desejo de mudar de sexo, antes de mudar ou depois de mudar, você ter o desejo... disforia, segundo o dicionário... com certeza não é disforia é você ter vontade de mudar. Boa noção de gramática e ortografia, e posso dizer pro senhor com certeza, com 100% de certeza, que disforia tecnicamente não significa isso que o senhor diz. Mas vamos lá, você tá dizendo que o termo disforia ele é um tema muito problemático, que muitas pessoas não entendem. Então, quem tem que tomar uma decisão sobre isso é uma criança? Não, você... você tá falando... termo disforia é muito problemático, muita gente entende. Beleza, beleza. Uma criança com disforia é ela que vai discernir? Uma criança? Você não pode dizer que uma criança tem disforia. Isso é errado. Então essa criança não tem disforia de gênero, ela não tem vontade de mudar de sexo ou se sente no corpo que ela não é dela. Por que que ela vai transicionar? Porque ela quer. E se ela quer é porque ela tem desejo, vontade, e o desejo de mudar de sexo se chama disforia de gênero. É muito simples, não é? Ninguém vai mudar de sexo. Senhor concorda comigo? É uma grande discussão. A gente pode discutir isso no outro episódio. A gente deixa crianças fazerem coisas complexas? Grande sim, eu deixo, assim... se a mãe é... tenho dois filhos, e eu permito que os meus filhos tenham decisão... tomem decisões sobre a vida deles, que não vão causar impactos que eu acredite, né? Porque aí é isso. Quando a gente é mãe, a gente tem que tomar decisões de Estatuto da Criança e do Adolescente, asso esse ví... he, não tenho medo nenhum disso, sou uma ótima mãe. Você deixaria o seu filho fumar, por exemplo? Não, porque vai fazer mal para ele, né? Sim. E a disforia de gênero, se você transiciona disso, não vai fazer... tentar convencer meu filho a não tomar uma decisão...
[Música] Dessa, voltei. Tô achando que esse tema... a galera tá... não, normal que eles acham que criança trans não existe. Irmão do PSOL vai lá, só para começar, vou perguntar se você é LGBT. Mais eu não. Então já fica mais complicado para você realmente falar com propriedade do assunto, que você não é uma pessoa LGBT. Não sei se você convive com pessoas LGBT. Valendo discussão de cota racial não, né? Não. Então eu falei para você que eu era aliado. A criança realmente precisa de um acompanhamento da família. Então, disforia... realmente você deu uma distorcida ali, porque disforia realmente é uma palavra complicada, porque parece uma coisa ruim, e isso não é... isso não é ruim, porque a criança tá se desenvolvendo, se descobrindo, tem que ter liberdade de poder se perceber, se descobrir sem poder ter limite, por exemplo, chegar uma ministra da... da... dos direitos humanos e falar que homem veste azul e mulher veste rosa. Mulher veste rosa, né? E o homem veste azul. Tipo uma bobeira. Mas é uma bobeira que parece uma piada que muita gente levou como chacota, mas carrega um peso. Eu, como LGBT, eu sou um homem gay, eu sei o que eu passei por piadinha, por bullying na escola, por preconceito dentro de casa. Então você não gostou do... da passagem da ministra da... Maris pelo Ministério? Óbvio que não, né? Inclusive ela tem várias denúncias complicadas lá, né? Então eu, só para dizer que eu também não gosto. Então, como a gente não discorda desse tema, a gente pode ir pro tema que a gente discorda, que a criança trans... pessoa que... que é... eu acho que vocês foram contra a vacina, né? Então, um grupo MBL, tradicionalmente negacionista, que... que fez uma campanha... vocês, Bolsonaro... vocês sempre andaram junto, né? Vocês, Sérgio Moro, sempre andaram junto, né? Então, uma parte de vocês foi... pelo menos uma parte de vocês foi... vocês têm uma campanha de direita negacionista. Vou lembrar o nome de vocês que eu não fico vivendo a vida de vocês, não. Vocês são negacionistas, não têm muito compromisso com a verdade. Você tá mentindo. O MBL nunca... você me chamou de vagabundo agora, né? Você é tão desrespeitoso que ainda agora você me chamou de vagabundo. Aí isso, inclusive, poderia caber um processo, você... isso poderia caber um processo, você, já que você falou... tá gravando? A gente tá gravando. Você me chamou de vagabunda. Exm... a gente pode debater sem ofensa. Bom, na pandemia, pediu a prisão do Bolsonaro. Na pandemia, a gente pediu a prisão do Bolsonaro, pediu impeachment do Bolsonaro e defendeu a vacinação. É que o partido do cara não tem muito compromisso com a verdade. Eles querem arrotar as coisas, e é...
[Aplausos] Isso, cara! Filho do... é o partido dos trabalhadores. Senta aí para falar o que é fascismo. Que... que é fascismo? É o deputado afirmou aqui que o PT é um partido fascista. Ó, ele não... ele não entende do que tá falando, porque ele não sabe o que que é fascismo. Então, o que que é fascismo, deputado? Afirme. Então, fala o que você afirma que é fascismo. Ele falou que o meu partido... Davi, eu afirmei que criança trans não existe. Vamos lá, a pauta agora vai ser criança trans, porque o nobre deputado não quer discutir o que é fascismo. Ele vai ficar um pouco aborrecido. Caso ele queira discutir, podemos discutir depois. Tá filmando, né? Então, até o tema da discussão... você disse que eu falei que o PT é fascista. Tô dizendo, não disse isso. Mas mesmo assim, não tá bom. Vamos lá. Os outros... nós vamos falar sobre isso. C... é muito importante que a gente entenda isso, é fundamental a gente fazer com que a criança tenha assistência médica, que a criança tenha educação, que a criança tenha escola integral. Você acha que isso é uma coisa fascista? O quê? Criança trans é uma coisa fascista? Criança trans existe ou não? É fascista? Criança trans existe ou não? Uma criança trans pode ser fascista? Estamos falando sobre criança trans. Vamos então... vamos lá... vamos debater a pauta. Você sentou porque você... f... a... pa... é cri... a pauta é: criança trans existe ou não existe? Certo? Para você, só pode existir essa possibilidade de uma criança transicionar. Estudos mostrando que não tem nenhum problema para ela, assim como, por exemplo, uma criança não pode fumar, porque tem estudos que mostram que faz mal para ela. A partir do momento que não tem... claro que a gente tem que... estamos junto, tô concordando. Se tiver um estudo a favor... tiver um estudo a favor, tem um problema. Como é que isso... estado... esse o debate? Você não é deputado, como que isso vai virar um debate? Porque senão é só... é só lacração da internet lá. Pessoal, continuando aqui a nossa conversa nesse sábado de 35 graus no Rio de Janeiro. A próxima pauta é: Lula traiu os seus eleitores. Meu Deus do céu! Olá, Nicole. A pauta é: Lula traiu seus eleitores. Eu fui uma das eleitoras do Lula e não me senti traída. O Lula era um dos candidatos... eu achei ali, no momento, que era o menos pior, por isso votei nele. Não quer dizer...
Então você votou no Lula apenas porque ele era o menos pior? É o sistema que a gente tem, na verdade. Eu nem sou a favor, né, dessa forma como a gente... Sean... olha, se meu eleitor me defender igual Nicole defendeu o Lula, pelo amor de Deus, hein? Desculpa, gente. Partida, né? Com certeza. Lula traiu os seus eleitores? Você, como do PT, tem que dar um banho de governo. Lula traiu o povo? Foi o Bolsonaro quem traiu o povo. Foi o Bolsonaro, não foi o Lula. Por que que eu acho que o Lula traiu seus eleitores? Porque boa parte das pautas e propostas que ele defendia em 2022, muita coisa ele tá fazendo o exato oposto em várias áreas da... da sociedade, seja na área da economia, seja na área da cultura, seja na área de segurança pública, seja na área da Educação, seja... então, na área da política, várias pautas. Então, por exemplo, quem votou, como a Nicole fez, votou no Lula para tirar o Bolsonaro. Várias coisas que o Bolsonaro fazia, o Lula tá fazendo também. Por exemplo, uma das pautas do Lula, e vocês não vão me deixar mentir, era acabar com os sigilos do Bolsonaro. Concordo. Para mim, os sigilos do Bolsonaro, completamente... tinha que tirar, não tem nada a ver. Critiquei ele quando ele fez... o Lula, foi primeiro decreto dele, acabou com os sigilos do Bolsonaro. E desde então, o Lula já colocou quase uma centena de coisas em sigilo também. Então ele acabou com os sigilos do Bolsonaro e colocou coisas dele em sigilo. Uma das pautas do Lula: acabar com o orçamento secreto. Tem que acabar com o orçamento secreto. A RP9, RP12, sei lá, para mim é um absurdo, tem que ter transparência no dinheiro da população. O Lula não acabou com o orçamento secreto. O Arthur Lira, que foi criticado agora há pouco aqui, tá completamente turbinado pelo Lula, teve o apoio do Lula na eleição para presidência da Câmara, e o sucessor do Lira vai ter o apoio do PT também, e vai continuar com o orçamento secreto. Você só tá criticando o presidente Lula, é sua posição, né? Não. Ok, mas aí você só tá falando algo que você acha que é ruim. Agora eu vejo o seguinte: você já teve um relacionamento? Se um cú... o Lula isentou o trabalhador de pagar... mas essa não é a pauta, não. Se você tá falando... vou falar o que o Lula fez... relacionamento... no relacionamento, você não mede o conceito de traição no tempo que a pessoa não tava te traindo? É quando tem uma traição que você fala: ó, me traiu. Não é tipo... aí os dias que ele não tava te traindo, né? Assim que funciona. Olha só, a única coisa que o Bolsonaro fez em 4 anos... eu não fazia nada. É isso aí. É não fazia nada, e vocês apoiaram o Bolsonaro. Vocês apoiam Bolsonaro... agora vou dizer uma coisa para vocês: o Lula botou o Desenrola, o Lula botou... a ideia foi fiel, isso ele fez ajudando o pobre. O Lula tirou o pobre da fila do osso... mais uma vez, o dia... fila do osso. E você foi contra isso? Você foi contra o Lula exentar o trabalhador de pagar... de pagar um imposto de renda quem ganha até R$ 5.000? Não respondo. Eu sou dessas também, não é? Sim, Renata. Lula traiu seus eleitores em 2003? Nesse ponto eu concordo. Continua? Bom, então acho que traiu... e aí você... em 2003... apenas porque o que ele tem feito... você votou nele depois disso? Sim. Você tem relacionamento com ele há 24 anos. Então vamos lá, se é para falar de relacionamento... todos os dias, né? Sou fiel há 24 anos, sem trair, nunca, nunca. Aí, quando trair, você vai falar: me traiu. É isso que é meu... o...a é fidelidade para você? Você prometer alguma coisa e você cumprir essa coisa. Ele conseguiu a maioria no Congresso para conseguir cumprir o que ele prometeu? Eu creio que sim. Como? Ó, tem uma coisa chamada... tem uma coisa chamada orçamento secreto. Não, eu te fiz uma pergunta. Eu vou responder. Tem uma coisa chamada orçamento secreto. O Lula não acabou com o orçamento secreto, que era uma proposta dele. Não sei se vocês concordam ou não. Eu defendo o fim do orçamento secreto. O Bolsonaro criou o... Man... sou contra... deputado falar sobre o orçamento do... do executivo... mas eu sou deputado estadual... mamento de Brasília... não, isso que eu tô te falando... você não me deixou concluir. Se eles determinam que X vai para alguma coisa, vai fazer exatamente o que ele ia fazendo com a escola... disse que Bolsonaro tinha ministérios demais, e eu concordo. Para mim, tinha que ter menos ministérios. Você... você defende como a gente muda a quantidade de ministérios sem fazer isso no legislativo? Renato, é que no... no ministérios... o Lula faz... não tem... o legislativo faz... não, não. Você falou para diminuir... para diminuir... você tem que realocar recursos... defendendo... tem muito ministério agora. Meu ponto é: posso continuar? Você me interrompeu. Tá. Vamos lá. Desculpa. Se você fala em diminuir, você tem que realocar serviços e pessoas, vai mudar alguma coisa na quantidade de ministério? Se eu vou continuar prestando o mesmo serviço e tendo a mesma quantidade de pessoas trabalhando e tendo o mesmo orçamento, minha resposta: sim. Mas para você, não. A questão é: o Lula já... posso chegar a discutir sobre ministérios daqui a pouco. Só que o ponto é: o Lula disse que Bolsonaro tinha ministérios demais, o Lula assumiu a presidência e aumentou em 60% o número de ministérios. Isso é trair ou não? Ele só voltou para a quantidade de ministérios que ele já tinha antes. O Lula exatamente. E o Lula disse: o Bolsonaro tem ministérios demais. Então logo, o Lula ele tinha ministérios demais ou apoiadores demais no ministério. Que eu lembro que a fala foi direcionada para pessoas, tanto é que a gente tinha um ministro da Educação que recebia propina em barra de ouro. Vamos falar de Educação também. O Lula acaba de cortar R$ bilhões de reais de saúde, Educação, Ciência e Tecnologia... cumprir a cota, né? Só na Educação... no Ministério da Economia... no... acho que estão cortando... é você, não é a gente? Davi... Davi, a pauta é: Lula traiu os seus eleitores. Você votou no Lula, provavelmente acho que não, né? Votou no segundo turno. Ah, tá. Você está se sentindo traído no governo Lula? Não, não tô me sentindo traído. Vamos lá. Vamos argumentar, a partir do que o deputado falou, né? Sem fugir de tema, sem tangenciar... eh, o argumento que ele usou foi o orçamento secreto. É possível o presidente da República, numa canetada, acabar com o orçamento secreto? Deputado, via decreto. Via decreto, é isso possível? Não. Então vamos lá. Então existe uma coisa chamada presidencialismo de coalizão, correto? Se não é possível, porque o Lula foi lá e disse que acabar com o orçamento secreto... não, vamos lá. Tá falando que ele traiu porque ele manteve o orçamento secreto, certo? Se não é da alçada dele acabar com o orçamento secreto... então... então... existe uma... se ele não tem maioria no Parlamento, ele precisa curvar a maioria. Todo mundo sabe disso. O MBL é contra o orçamento secreto igual o Lula, né? O MBL não tá na presidência da República, mas o MBL tem um deputado... com um deputado, ele vai acabar com o orçamento secreto. Claro que não, porque você precisa ter maioria no Parlamento. Significa o quê? Existe uma técnica... existe uma forma de você estabelecer a política dentro da engenharia institucional. O Lula é o cara da ruptura, o Lula é o comunista, como ele foi acusado, que ele vai subverter a legalidade e vai instaurar a revolução? Não, ele tá lutando dentro dos marcos da Constituição de 88, dentro do presidencialismo de coalizão, que quem organizou foi o Fernando Henrique Cardoso, não foi ele. Você é a favor do Fernando Henrique Cardoso? Ele tem ideias e pautas neoliberais muito parecidas com o MBL. Ele organizou esse sistema político, o Lula está seguindo isso. Isso é traição? Não, isso é seguir o modelo político, não é traição. Posso então... vou falar o de sempre, que eu sei que não vai adiantar, mas eu... quando eu falar, você não vai me interromper, né? Forma alguma... aguardam, né? Sua... vamos lá. Então, o Lula disse que ia acabar com o orçamento secreto e não acabou. Segundo você, não tem como ele acabar. Então, ele traiu ao dizer que ia acabar com o orçamento secreto. Não, ele falou que ia ser eleito, não falou que ia ser eleito o tempo inteiro, falou que gostaria muito de ser eleito com maioria para o seu partido, igual qualquer presidente da República. Agora, quando você chega lá na cadeira, você tem que lidar com a realidade. Agora, o MBL vai ser o defensor da teoria: não dá para mudar tudo, é muito fácil. Mas claro, você não tá lá. Ele chegou lá, ele... ele é o presidente, o partido dele tem quantos deputados? Deputado tem 90, o PT mais de 90, né? Não é maioria, concorda comigo? Então como é que vai fazer? Então você tem a proposta, como é que acaba com o orçamento secreto sem ter maioria no parlamento?
É o Artur Lira. Então vamos voltar pro Artur Lira. O Artur Lira está no covil de ladrões; ele não é comunista. Ele atende às pautas do mercado, ele é neoliberal, e ele é que organiza o orçamento secreto. Quando começou o deputado errou; ainda o deputado falou que começou com Bolsonaro. Não começou com o golpista Michel Temer, que começou a fazer isso porque fez um golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, democraticamente eleita. Quem apoia golpe é o MBL; quem apoia golpe é a direita, tanto em 64 quanto em 2016. Como o Temer era um presidente fraco, era um presidente que tinha 3% de apoio popular, ele pesava o quê, do Parlamento? Como que ele ganhou o apoio do Parlamento? Com emenda, tome emenda, tome emenda, T emenda. Temer, SHC, Bolsonaro, 1964, Kataguiri, MBL, é a pauta aí, ó; vai lá. A pauta é: Lula traiu seus eleitores? Acho que eu tô dizendo: não traiu. Ah, tá, vamos lá. Eu tenho o argumento; rebati Lula. O Lula disse, ou não disse, que ia acabar com os sigilos? Vamos lá; aí ele pega aqui, vamos lá; ele vai falar do sigilo, porque claro, qual é a tática do MBL? Eu vou falar de uma questiúncula, bagulho de sigilo. Ah, claro que é muito importante, mas qual é o fundamental para melhorar o país? O fundamental é a economia. A economia com o Lula, tá melhor ou tá pior do que tava com Bolsonaro? Você falou que é contra o Bolsonaro. Então vamos ver se você defende o Bolsonaro aqui. Eu acho, a minha consideração, acho que meus colegas vão concordar comigo, que a economia está melhor no governo Lula. Portanto, ele falou assim: vai melhorar a vida do pobre, porque a vida do pobre, desde o Temer, desde o golpe, desde o neoliberalismo a partir de 2016, vinha piorando, piorando, piorando, piorando; agora deu uma melhorada. Dá para melhorar mais. Tomar da só mais uma vez. Vamos lá. O Lula, melh, que não ficou claro para mim. O Lula disse, ou não disse, que ia acabar com os sigilos? Eu entendi a estratégia lá. Então vamos voltar. Ele falou do sigilo, e ele falou do STF também. Ah, o Lula indicou alguém que era amigo dele. Vamos lá. Que que diz a lei? A indicação pro STF é uma indicação pessoal do Presidente da República; então ele tem a prerrogativa de indicar o ministro do STF, que não seja eh alguém que atue de uma forma que prejudique a institucionalidade e a República. Di, o, la. A gente pode fazer o seguinte: o deputado é, agora os ministros do STF vão ser eleitos democraticamente. É isso que você defende, ou você defende que o deputado, que o presidente, são eles já são eleitos democraticamente? Ministro do STF eleito democraticamente? A indicação do presidente passa pelo Senado; é uma coisa democrática, não é direto, não é democracia direta. Amigo, falou direto, falou não, eleito democraticamente é direto nenhum. Nenhum presidente do STF foi eleito democraticamente. O Presidente da República foi eleito democraticamente; é assim que funciona no Brasil. Deputado se enganou. Então vamos lá: você é a favor dos ministros do STF serem indicados pelo presidente, sim ou não? Sim. Então o Lula fez o que ele tinha que fazer. O Cristiano, ele é preparado para ser Ministro do STF; eu acho que ele é preparado. O Flávio Dino é um excelente Ministro do STF, muito preparado. Quando ele ainda era ministro, ele foi na Câmara de Deputados; Gastão anda para cima dos bolsonaristas que viam para cima dele. Então são excelentes indicações do presidente Lula, muito melhores inclusive do que do primeiro governo dele. Eu acho que agora essas indicações são bem melhores. Tô de acordo com o presidente; não me senti traído. Estamos junto, presidente Lula. Davi, Davi, mais uma vez. O Lula disse, ou não disse, que o lugar de indicação de presidente pro STF não podia ser amigo, não podia ser companheiro? Frase do Lula é mentira. Ah, entendi. Você quer pegar as contradições do Lula. Então o Lula é um político; sendo ele político, ele tem vários discursos ao longo da vida, certo? Ele tem várias contradições, como todo político tem, como o MBL tem. A você quer pegar a fala dele na campanha? E aí fala assim: ele traiu os seus eleitores? Não, cara, o argumento é fraco. Acho que o argumento é fraco. Acabar, o Lula disse que ia acabar com o orçamento secreto; não acabou. Independente, BOL, demais, aumentou em 60% o número desses ministérios. A questão, a questão, por exemplo, disse que ia acabar com sigilos; acabou com sigilos do Bolsonaro, manteve um monte de sigilos. Secreto como o orçamento secreto, como o exemplo. Dizia que ele ia defender a democracia; quando esteve defendendo democracia, só anda com o grupo terrorista. Ele não respondeu, meu povo. BTR do um. Daí vamos lá, continuando. Lula traiu os seus eleitores, sim ou não? Não, não traiu, não atraiu os eleitores. E eu queria ressaltar é o seguinte: a direita, sempre por falta de projetos e falta de conquista, ela sempre ataca a esquerda que fez. Você falou de transparência, portal das de transparência, portal dos ministérios, né? Eh, eh, o CNJ em 2004. Eu fico perguntando o seguinte: o que que falou? Você falou umas 35 vezes o nome de Lula nessa pauta. O tema é Lula, o Lula, o. E eu acho engraçado porque quando você não falar outras pessoas, só um momento, por favor. Quando você não tem história, quando você não tem conquista, né? O Lula tem, e e um um das maiores conquistas da terra, cara. Sim. Primeiro presidente do Brasil vai ficar 500 dias na cadeia? Não, não, não, não, não, calma. E eu, eu sou amigo de um dos advogados e te digo que não existe nenhum crime naquele processo. Tá, a gente pode discutir isso. Ele criou o CNJ em 2004; em 2005 tinham 25 processos investigativos em cima do trabalhador, ou não? Sim, sim. Fez pro Uni, pron, governo. Por que o governo? Só um momento. Eu tô falando, só um momento. Bom, ele criou toda uma estrutura, né? Vou te trazer uma, uma, uma, uma, uma informação da oficial. O Bolsa Família e a pacificação tirou 70% dos prospects pro tráfico de drogas para as escolas. Lula cortou o 13º do Bolsa Família, isso né? Traiu os eleitores? Ele é líder do G7, líder do G8, presidente do BRICS, presidente do BRICS, é presidente do Brasil; ele é o maior líder da terra. Fala de vocês, cara, fala de vocês da direita. O que que vocês conseguiram, porque vocês vivem atacando a gente, chamando a gente de vagabundo? O Lula cortou, ou não, o 13º do Bolsa Família? Do Bolsa Família? Se ele cortou o 13º, não vi. Se ele cortou o 13º, mas ao mesmo tempo ele fez o Bolsa Família. Amado, vamos para mais uma pauta aí. Continua muito calor aqui, aqui no Rio de Janeiro, e o debate tá muito bom, eu diria. Tá, o, a última pauta é o MST. Bar, MST é um movimento terrorista, eu tinha que ser, né? Tá. Por quê não? Eu acho que o, o direito à moradia é algo importante, tá na Constituição. Acho que o déficit habitacional e o déficit de moradia no Estado de São Paulo é brutal; no Brasil inteiro é brutal. A gente precisa, sim, de políticas públicas para, para a gente elucidar esse déficit habitacional, esse déficit de moradia, essas pessoas sem casa, essas pessoas morando na rua. Precisamos de políticas públicas. O que não dá para fazer é, antes de fazer tudo isso, a gente se juntar em bando, muitas vezes um bando armado, e ir tomar a propriedade de outras pessoas, independente da gente discutir se essa propriedade deveria estar na mão daquela pessoa ou não. O que não dá para fazer é se juntar em bando e ir para cima disso. Por exemplo, o Brasil tem um problema muito grande de fome. Tem muita gente que passa fome; tem muita gente que é miséria. A solução para isso é criar um movimento que a gente vai começar a saquear supermercados, ou fazer políticas públicas para a gente melhorar essa questão da forma? Ah, quem diga que o MBL também deva ser criminalizado, porque inclusive vocês fizeram uma campanha difamatória cont, contra o Padre Júlio Lancelote, uma coisa leviana, maldosa, covarde, com uma pessoa religiosa. Inclusive acho que você é uma pessoa religiosa que só faz o bem à população carente. Ponto. Outra coisa: a gente precisa mudar a denominação de invasão para ocupação. MST, MST faz ocupação de terras. A gente não, vocês já fizeram isso, vocês já chamam, faz ocupação de terras improdutivas, porque você sabe que as terras têm um, um viés social, prédios abandonados que seja, e terras improdutivas. Você deve ser uma pessoa, como vocês falam, cidadão de bem; você deve ter compaixão, você deve ter empatia por pessoas que estão passando necessidade, que estão na rua. Em São Paulo a gente vê muito disso; aqui no Rio de Janeiro também. Então essas pessoas que estão na rua, enquanto tem várias terras, vários prédios abandonados, vazios, pessoas que enriqueceram, você sabe que aí a gente tem que pegar a história do Brasil, da América Latina como um todo, né? Como é que essas pessoas conseguiram tantas terras no interior, até aqui mesmo? Quantas fazendas tem que explicar, tem que fazer um contexto histórico, você senão você faz só um recorte agora. A gente tem que ter uma explicação histórica. Empresário famoso, um dos mais, mais, mais ricos do Brasil, milionário, é que ele deu um golpe nas próprias contas da empresa, falsificou para poder enriquecer. Então essa lógica, gente, na Assembleia criou uma CPI para investigar isso. Aí essa, essa lógica que aí o, aí entra o MST, que ele, ele vem justamente com o papel, com o papel de ocupar essas terras. Mas, por exemplo, é o MST que julga tudo isso, tá dizendo, não tem que julgar nada. Ele só faz a função social dele, que é lutar, tem que lutar. Como é que a gente faz quando a gente, como seu, como seu bisavô fez? Como eu lembrei, fiz uma pesquisa sobre você, faz milit. A gente ocupa, a gente faz creve, a gente faz, a gente faz manifestação. Fez uma manifestação golpista lá contra Dilma, como lembrar. O que não dá para fazer é a gente pegar a arma e invadir o território de amiguinho. A gente faz maioria. TR do um. Ah, o Partido dos Trabalhadores, Renata. O MST é uma organização terrorista, deveria ser criminalizado? Discordo. Porque você gosta do Jango? Porque se você entende que eles são terroristas, você é a favor do Jango. Então você é contra o golpe de 64? Com certeza. Então me explica por que que não veio alguém na presidência. Vocês tiveram a direita na presidência desde 64 e não fizeram a reforma agrária e a reforma territorial. Eu sou absolutamente contra a ditadura militar. Brasileira foi um dos piores momentos do Brasil; sou contra o golpe de 64. Para mim, todos os presidentes militares deveriam estar na cadeia. Agora vamos, até o tema, o MST é uma ação criminosa, sim ou não, sem envolver o Jango? Não. Por que não? Jango, já que foi o único presidente que resolveu fazer reforma agrária. Ah, então a solução para você não é reforma agrária, tá? Então, então enquanto a gente não tiver fagar, a gente pode pegar armas e sair invadindo o terreno onde eles pegaram armas? Porque eu vi agora em Campos o pessoal que era, em tese, jagunço, prendendo as pessoas, a ponto da Marina do MST ir para lá para tentar soltar eles do jagunços. Jagunços pegaram a galera, pro cadeia pro jagunço. E quando o MST pega os jagunços é morrem? Sim. Se o MST pegar o jagunço, pode ser cadeia para MST. Quem pegar uma arma e atirar em outra pessoa tem que ir para a cadeia, e quem invadir terreno de outra pessoa, invasão de propriedade é crime. Pera aí, invasão de propriedade, mas você esqueceu da função social do terreno. Quem julga a função social do terreno depois que você entra, né? Porque antes você não vai. Não, não, mas quem julga é o MST. Quem julga de verdade, se você não invadir, você não entrar com o pedido para rever a posse, você não consegue. Pode ser ocupar, a palavra, a gente pode usar sinônimo esquisito. Maia, TR do um. Já a galera de trás realmente não chega nunca, dá visão? Concorda ou discorda? Eu acho que não. O que que eles fazem de terrorismo? Invadem propriedade de outras pessoas. Que tipo de propriedade? Propriedade, qual propriedade? Propriedade pode invadir, pode invadir, pode invadir prédio, pode invadir loja da bar, pode invadir shopping. Eles invadem várias propriedades. Agora chegamos no ponto excelente. O deputado começou argumentando, falando que o MST. Nossa colega aqui mencionou o Jango; fundamental mencionar o Jango porque ele tomou o golpe de 64 porque ele queria fazer reforma agrária. Se a reforma agrária não tivesse sido feita, não havia necessidade de ter o movimento social reivindicando a reforma agrária. Se o Jango tivesse acabado com a fome, eu não poderia ter uma quadrilha para chegar a supermercado. Mas assim é fácil. Eu digo que alguém é terrorista, eu digo que alguém é ladrão, aí eu vou colocar todas as coisas ruins naquela pessoa e falar: não pode existir. Claro, tem um movimento social necessário para a realização da reforma agrária. Quem tá ouvindo aí sabe, o Brasil é um tão grande que é tamanho de um continente, tem muitas terras improdutivas que podem ser desapropriadas para reforma agrária. Não é um movimento terrorista; está seguindo a Constituição de 1988. O deputado está errado. Você me ofendeu? Vai lá. O Davi não deixou falar, a segundos, rapidinho. MST é uma organização terrorista, sim ou não? Olha só, não, não é. Olha só, primeiro a gente tem que focar o seguinte: o que que é uma definição de terrorismo para você? Internacionalmente existem diversas definições de terrorismo. A da Constituição do Brasil tem uma. Então, mas a mais aceita internacionalmente, eu quero usar a da minha Constituição. Que que é, que que é, que que eu, se eu, eu acredito que, que, que é, eu acredito que é o grupo, o grupo que usa o terror contra a população civil como método principal, mata pessoas e tal. O que você tá falando que o MST faz, eu desconheço. Aí, aí a gente vai entrar num, que que o MST é, tenha por princípio de luta armada, entrar e matar pessoas. Isso aí eu nunca. O que eu disse é o MST, ele invade propriedades, muitas vezes mata, muitas vezes se, mas admito que pode ter acontecido, se informando no jornalzinho da Rede, aí tem que olhar outras coisas. Invade propriedade ou não? Olha só, não invade propriedade, mas, mas invade propriedade. Invadir propriedade não é definição de terrorismo, tá? Invadir propriedade é crime ou não? Não, necessariamente. Invadir propriedade é crime ou não? Mas a discussão não é essa; a discussão é se é terrorismo. Você, você não colocou se é criminoso. Ah, então, então, então você concorda que não é terrorismo? Não, para mim é terrorismo. Não, você acabou de falar que, que, que, que não, não. A, até a sua própria, nossa discussão aqui é de, é sobre ser, não é sobre ser crime, é sobre ser terrorismo. São coisas completamente diferentes. Sim, claro. Então pronto, na minha definição não é terrorismo. Agora, se é crime, para mim é terrorismo. Para mim, o MST, ele, ele invade, sim. Eu posso trazer a definição da Constituição, mas para mim, o, o, o MST é um movimento que ele invade propriedades, que ele leva o terror para a sociedade, e a partir do terror, da força, não é esse tipo de terror, a partir do terror da força e da violência, o MST tenta levar a pauta dele para a sociedade. Não entendo que essa definição. Agora trazer na definição que você falou, na que eu disse, na da Constituição, para mim é claro que o MSD e o MST também é uma organização criada casa ou teorista, e organização criminosa. Invadir casa ou terra que tenha função social, eu sou contra. Agora, se não é isso que o faz na prática, TR do um. [Música] Po, deixa ela aqui, 52 segundos. Então manda bala, eh, essa opinião que é terrorismo, né? Mas para mim não. Para mim, o MST é um movimento reconhecido internacionalmente por lutar por reforma agrária, por justiça social, tem reconhecido internacionalmente como um bando de vagabundo que deveria estar tudo na cadeia. É a sua esperada, nada diferente de você, o vagabundando de vagabundo, organização criminosa, quer que eu defini de organização criminosa? Que eu cons, o MST é o movimento social internacionalmente reconhecido de lutar por reforma agrária. Pessoal do seu partido, você não sentou nenhuma vez, você não sentou uma vez. Eu achei o debate de hoje muito bom, né? O debate acalorado, muita gente fala em democracia, mas quando a democracia ela aparece na prática, a pessoa não gosta, não gosta de ouvir a posição que é divergente. Felizmente essas pessoas não estavam no debate hoje. Foi um debate acalorado; deu para escutar o ponto de várias outras pessoas, deu para colocar meus, meus pontos também. Evidentemente, às vezes ficar bravo com alguém, ah, alguém fala alguma coisa que você não quer escutar, você fala alguma coisa que a pessoa não quer escutar também, e os ânimos acabam ficando mais à flor da pele, mais acalorado. Faz parte, faz parte de um debate, faz parte da discussão, principalmente com temas tão polêmicos. Tem algum ponto que o Guto levantou que você acabou concordando, ou você discorda de tudo que ele tinha para falar? Não, ele falou alguns pontos importantes, ele tem colocações boas. Mas no geral, eu acho que o deputado confunde, né, questões raciais; ele não tem um entendimento que bate com o meu. Esse foi o maior ponto de divergência entre nós. Eu achei, é um pouco difícil na forma da gente se colocar, mas eu acho fundamental, eh, esse, esse tipo de situação, porque o nosso povo, ele não tem a, uma, uma possibilidade de debate. Eu não vejo as pessoas debatendo; vejo as pessoas. Acho fundamental estudar história e teologia, pelo menos para você poder discutir política. Eu tenho um povo que entende tudo de política, mas não entende nada de história, então fica bem difícil, sabe? Mas assim, eu acho vital. Eu tenho uma frase que diz: sonho com um dia que meu povo discutirá e entenderá de política como discute e entende de futebol, entendeu? Então, assim, a gente precisa muito mais desse tipo de programa, de canais e de debates. Eu fiquei surpreso, na verdade, quando ele disse que é contra o Bolsonaro e que ele realmente é bom, diz ele que não é negacionista nem nada. Então nesses pontos que eu fiquei presa, porque pelo que eu conheço do, do movimento dele, MBL, sempre apoiaram essas pautas da direita, negacionistas, golpistas, entre outras coisas, né? Olha o Guto. Eu discordo de tudo que ele falou, até porque ele disse que o MST é um MST e terrorista, né? E ele esquece que a galera que apoiou o Bolsonaro invadiu Brasília e amarraram bomba no corpo, explodiu lá em Brasília. Então terrorista é quem invade Brasília; terroristas são eles que são extremistas, né? Como esse Guto e essa galera que apoia o Guto. Ah, eu discordo de 99% do que ele falou, mas ele, graças a Deus, falou que é contra a ditadura militar, como eu também. É pelo menos uma fita satisfatória, né? [Música]