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A Realidade sobre Roupas e Mulheres Cristãs | Entrevista com Natalie Campos

Fé e Tulipas35:40

Transcription

Você já se perguntou sobre como que a mulher Cristã deve se vestir? Essa é uma questão que faz parte do cotidiano da vida de todas nós. Então, a gente precisa saber como que a gente deve se vestir e como que nós podemos ajudar outras mulheres a saberem se vestir também, de uma forma que glorifica a Deus.

Então, para isso, nessa entrevista, a Natalie vai estar conversando com a gente sobre princípios bíblicos acerca da modéstia, sobre como podemos exortar outras irmãs em amor, para que elas possam também encontrar a modéstia e alguns princípios que podem nos ajudar na nossa busca por uma beleza interior que será refletida no nosso exterior também.

Então, essa é a segunda parte da entrevista com a Nathalie Campos. A Nathalie é palestrante, esposa de pastor, mãe, e a gente vai estar tendo essa conversa maravilhosa sobre beleza interior e indo num pouquinho aqui, Natalie, pro lado também dessa forma como transparece no nosso exterior também.

A questão de como que entender essa verdadeira beleza, essa beleza interior, nos dá sabedoria pra gente também escolher as nossas roupas. Como que você vê que essa beleza interior molda a forma como a gente se veste? Mais uma vez, não vou dar aqui uma lista de coisas que você pode vestir ou não. Qual o cumprimento da saia? Qual o tamanho do decote, né? Não, não é isso.

A modéstia, sim, também começa no coração. Não adianta eu, por fora, me vestir com uma roupa toda larga que aparentemente não modela o meu corpo, se por dentro o meu coração é invejoso, é maledicente, é adúltero. Então, não é uma beleza. O externo não está refletindo lá. E o que Deus vai ver é o nosso coração, né? O Senhor conhece o nosso coração mais do que a gente conhece.

Então, por isso que a gente precisa se voltar pra palavra, para que a gente possa conhecer os seus desejos, conhecer as ordens do Senhor pra gente, a vontade de Deus pra gente, para obedecê-lo de acordo com a sua palavra, né?

E quando a gente se arruma, a gente precisa tomar muito cuidado. Nós, mulheres. Olha, difícil, viu? Porque a gente se arruma para causar inveja, a gente se arruma para causar desejo em outras pessoas, em homens, em especial. A gente se arruma para parecer, para ter privilégios, para ter sucesso, né? Enfim.

E a gente precisa ter em mente para quem que a gente se arruma. Por que que eu tô colocando essa roupa? Eu tô colocando essa roupa porque eu quero chegar lá e eu quero parecer ter destaque mais que todo mundo? Eu tô indo com esse coração? Já tô saindo com pé errado, né? Tô dando o primeiro passo errado.

As casadas, elas se vestem para agradar o marido? Elas vestem coisas que o marido gosta ou não? Ah, veja que Provérbios fala muito da mulher adúltera, que ela se vestia de uma maneira sensual que atraía os homens, e ela era uma cada, porque na sua casa tinha morte, tinha adultério, né? Só tinha desgraça.

Eu tô me vestindo como uma mulher adúltera que sai por aí para atrair olhares de outras pessoas, sejam homens ou mulheres? Será que mulheres solteiras, moças solteiras, estão se vestindo de uma maneira que é adequada? Ou elas estão se vestindo também para para atrair outros olhares, né? Vocês estão se vestindo porque elas querem aparecer e de repente pescar alguém ali pelo caminho, atrair olhares que não lhe pertencem, atrair os olhares de maridos de homens casados?

Será que a gente, então, tá se portando como aquela mulher em Provérbios, que quer chamar a atenção de vários homens? Ou nós estamos nos arrumando, nos ataviando, a começar pelo coração, arrumando de dentro para fora? Então, a arrumação de dentro para fora, ela não começa nem no espelho, ela começa na palavra do Senhor, entendendo o que eu falei agora há pouco, o que que Deus quer da minha vida.

E aí, quando a gente começa a se arrumar de dentro para fora, eu não vou me arrumar para sensualizar, uhum, para atrair olhares, olhares indevidos. Hã, e assim, eu sei que moças às vezes mais jovens são bonitas e querem se arrumar bem e acabam sendo atraentes mesmo sem querer. Mas é preciso ter sabedoria.

E aí, é importante, de novo, voltando em alguns assuntos, o corpo de Cristo. Uhum. É importante termos irmãs mais velhas que chegam pra gente e falam: "Olha, você não acha que essa saia tá um pouco curta?". E a gente olhar, né? Digamos, alguém vai falar para mim, e eu humildemente ouvi essa pessoa.

Ou uma vez, eu não tinha me dado conta. Eu estava usando uma blusa de de linho, mas era um linho assim, uma linha, na verdade, né? Linha mais grossa, assim, né? E eu não tinha percebido que, quando a gente coloca, às vezes a gente olha, você vê uma coisa, as pessoas olham e vêm outras, né? Vêm outra.

E aí, uma irmã chegou, falou assim: "Nossa, essa blusa é tão bonita, mas acho que da próxima vez você podia usar uma camisetinha por baixo". E eu assim, falei: "Nossa, né? Eu eu não tinha me dado conta disso, não tinha passado pelo meu radar que aquilo estava de alguma forma indecente". Mas a partir daquele dia, então, aquile ficou: "Nossa, quando eu usar essa essa blusa aqui de novo, eu vou colocar uma regatinha por baixo".

Porque, apesar de para mim estar tudo bem, eu chamei a atenção de uma irmã que veio amorosamente, né, falar, me dar um toque. Então, acho que o corpo de Cristo é importante quando a gente, eh, escorrega, né? Você ter alguém que venha e fale com você.

Então, essa beleza interior, ela pode sim nos ajudar, né, mudar a nossa maneira de vestir. Mas, ainda assim, a gente continua em queda, continua pecadora, e a gente pode cair. E a gente pode ainda não ter os olhos totalmente desvendados para o que é modesto e o que não é.

Às vezes, a gente se apega às coisas da moda, e aí é um grande perigo, né? Quando a gente alinha o nosso, o nosso pensamento com a moda, porque a gente sabe que as modas não são feitas para honrar ao Senhor, são feitas para agradar os olhos humanos, né?

Então, a gente precisa tomar cuidado e aceitar, eh, o cuidado, o carinho e as palavras de outras pessoas. E se você for a irmã mais velha que vai falar com outra, chegue com carinho, com cuidado, com amor, para exortar a irmãzinha mais nova, que nem talvez nem precise ser mais nova de idade, né, mas que precisa ali de cuidado.

E isso é uma coisa tão importante, Rebeca, na igreja, principalmente, né? Que é onde a gente tem, tem que ter liberdade. A gente precisa cuidar uns dos outros com mais, com mais proximidade. Isso é tão, eh, comum das pessoas olharem umas para as outras e não, e não terem coragem de exortar. Uhum.

Mas o não ter coragem de exortar não significa que a pessoa não vai deixar de falar. Então, as pessoas falam da irmã, mas elas não falam com a irmã. Exato. Isso é um problema, é um terror, porque você não promove crescimento do corpo, você promove divisão, você promove rupturas. E aquele dedinho lá vai ficar doente, vai ficar machucado, vai ficar sozinho. E aí, se um dedinho tá machucado, todo o resto do corpo padece.

Então, é um alerta para nós, como mulheres, para cuidarmos umas das outras nesse sentido. Uhum. Isso é tão importante, Natalie, porque você fez o ciclo perfeitinho de explicar esse assunto. Eu já tive pessoal perguntando de como é que eu chego na pessoa e falo sobre isso. E é justamente isso que é chave, né? Natalie, falar com carinho, falar em amor, amando, muitas vezes, muito mais aquela pessoa do que a si mesma.

Não ficar pensando demais no que ela vai achar de mim, mas realmente pensando: "Como que eu posso ajudar essa irmã a se parecer mais com Cristo?". E também não ser aquela pessoa que fala assim: "Ah, eu vou falar a verdade mesmo, se doer, doer também". Não ir para esse extremo. A gente tem que, igual você falou, falar com carinho. Amei a forma como você colocou, Natalie.

E trazer exemplos concretos, Rebeca, porque eu já tive oportunidade. Não, não é uma conversa boa, tá? É uma conversa difícil, mas não deixa de ser uma oportunidade de Deus trabalhar no nosso coração, no meu temor de homens, trabalhar no coração da irmã que eu vou conversar e trabalhar no corpo da igreja de alguma forma. Se eu tô fazendo isso com realmente intenção de vê-la crescer, de vê-la mudar, a gente tem que fazer isso com, com coração realmente no lugar certo.

Então, quando eu tive a oportunidade de fazer isso, já fiz algumas vezes, e como eu disse, não é, não é prazeroso, mas eu tive que dar exemplos concretos para a irmã que sentava lá na frente para tocar o teclado. Falava: "Sabe a blusa tal que você usa? Então, ela é de renda, ela tem um decote, ela é transparente". E aí você senta lá na frente para tocar o piano, para tocar um teclado, e aí a blusa sobe e a calça é baixa.

Então, às vezes, a gente tem que falar coisas concretas, porque para, para ser real para a pessoa. Não adianta só ela entender também. Exato. Porque já me falaram assim: "Ai, vem fazer uma palestra aqui sobre modéstia, porque tem umas meninas da igreja que precisam ouvir". Aí eu falo: "Vai falar com as meninas". "Ai, não, mas eu não tenho coragem".

Daí, "se você fizer uma palestra". Daí, não tem nada a ver fazer uma palestra. Daí, faz todo um movimento para que três meninas da igreja assistam a palestra no dia. Elas não vão. E aí, ou então, pior, vão, ouvem tudo e acham que não é para elas. Uhum. Muitas vezes, até concorda com tudo, mas não se tocou ainda.

Porque acha que tá bom, bonito. Ah, poxa, todo mundo usa esse tipo de roupa, por que que eu não vou usar? É o que eu ouço aqui em casa. Mas mãe, minhas amigas usam. Mas mãe, é a moda. E daí? Então, suas amigas não são minha filha, né? Não, não vai usar, né? Então, mas como a gente não é mãe, eu não sou mãe das outras, né? Eu sou mãe de três aqui. Com esses três, eu dou ordem para as outras, eu faço exortações mais amorosas. Tá certo.

E porque é uma questão de amor, né? Mães ensinando suas filhas a andarem em modéstia. Muitas vezes, igual você falou, muitas vezes a gente não se toca, muitas vezes a gente não percebe, e a gente precisa do olhar de outra pessoa que vai ser corajosa para conversar com a gente. E às vezes, até essa pessoa vai correr o risco de nos desagradar um pouco, mas que a palavra do Senhor não volta vazia.

Com certeza o Senhor vai estar agindo no coração dessa pessoa. E Natalie, indo um pouquinho aqui na questão de como muitas vezes, né, às vezes a mulher, ela se sente insatisfeita com o seu estado civil, então ela vai colocar uma roupa para tentar chamar atenção de algum homem. Ou então, a mulher, ela está insatisfeita com alguma coisa no rosto dela, e ela vai tentar fazer um procedimento, só na questão de porque ela está insatisfeita com isso.

E tantas coisas que a gente vê que são fundamentadas, né, nessa questão da insatisfação. Como que você vê que isso tem impactado o que é a cultura e muitas vezes, até moças cristãs pensam sobre beleza? A insatisfação, ela, ela mora no nosso coração de uma maneira assim, é bem irritante, muitas vezes, né? A gente tenta botar para fora e ela volta, né? Tá sempre retornando ali.

E o que mais pega a mulher, geralmente, é insatisfação com aparência, via de regra, assim, 100% das mulheres, 99 vai, são insatisfeitas com alguma coisa da sua aparência. E eu costumo dizer assim, se a gente quer, às vezes, mais disso, mais daquilo e tal, tem uma coisa que a gente sempre quer menos, que são os quilos, né? Né? Ninguém quer gramas, quilos, né, a mais.

A gente sempre tem alguma coisa para mudar, alguma coisa para diminuir, para tirar e tal. Seja o tamanho do nosso nariz, seja o seu tipo de cabelo, seja o formato do seu corpo, o seu pé, né? Eu, por exemplo, sempre olho pro meu pé, falo: "Gente, Senhor, graças a Deus, Deus deu pés bonitinhos pros meus filhos, né?".

Agora, é é justo a gente reclamar do que nos foi dado, do que foi graciosamente formado? É justo, não é? Foi graciosamente dado, né? Foi nos foi formado pelo Senhor do Universo, que formou todas as coisas, e ele nos fez assim. E assim, nesse mundo, é muito comum a gente encontrar pessoas que transformaram os seus corpos, né, mas não as suas mentes.

Tem corpos transformados e mentes conformadas com esse mundo. Tira um pouco daqui, estica ali, põe lá, injeta aqui, não sei o quê. E e é uma coisa que às vezes não tem fim. E eu vou falar de novo, o problema não é o procedimento. Não sou contra cirurgia plástica, não sou contra procedimentos estéticos. Não tem nenhum lugar da Bíblia que eu tenha lido, que eu tenha estudado, que me diga que eu possa ter essa base, falar que é pecado, que é errado. Não tem, não existe. Não consegui encontrar ninguém também que consiga comprovar isso, né?

Mas o problema não está no procedimento. Está enquanto eu coloco o meu coração naquilo, enquanto eu acho que é aquilo que vai me fazer feliz. E aí, tanto faz o tamanho do procedimento, tá? Se ele é invasivo ou não. Pode ser uma picadinha de botox, pode ser uma cirurgia que te estica inteira, ou pode ser um, hã, progressiva.

Se você acha que você só vai ser feliz, você só vai ser bonita se você fizer aquilo, você pode estar colocando seu coração no lugar errado. Está colocando o seu contentamento em coisas aqui que passam, que morrem, que a traça come, que o ladrão rouba, e que acaba não tá investindo na sua vida eterna com o Senhor.

E e uma coisa que a gente pode ter como termômetro, né, desses procedimentos, tal, da satisfação, do contentamento, é as pessoas que fazem, né? Geralmente planejam o próximo. Então, principalmente assim, falando de de cirurgias, né, plásticas. Por quê? O nosso corpo está em constante decadência. É é ladeira abaixo, não tem jeito, né?

Então, se eu puxo aqui, ano que vem tenho outra coisa para puxar, eu tenho outro lugar para endurecer, para modificar, né? Então, a gente precisa tomar cuidado, porque é um constante descontentamento, né? E é uma busca pela satisfação em coisas que não satisfazem, em coisas que passam, em coisas que acabam, em coisas que não são eternas.

E aí, as pessoas ficam, eh, entristecidas, muitas vezes, porque fizeram o procedimento, mas aquilo não trouxe felicidade. Poxa, eu achei que eu fosse agora ser feliz. Eu achei que fazendo isso agora, eu ia arrumar alguém para casar, que eu ia ficar mais bonita. E não é isso, né? Não é necessariamente isso que vai te trazer a beleza. E com certeza não é isso que vai trazer beleza interior.

E Isaías 45:9 diz assim: "Será que o barro pergunta o oleiro: 'Que que você tá fazendo?' ou diz: 'Esse seu vaso não tem alça?'". E Salmo 139:13-13 diz assim: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe". Eu sabia que eu ia ter o pé feio, que eu ia ter o pé do jeito que eu tenho. Na próxima vez, agora que as mulheres me encontrarem, vão querer olhar para o meu pé, né?

Mas Deus sabia disso, e ele me fez assim, porque ele quis me fazer assim. Deus sabia que meu filho seria milpe e que ele precisaria de óculos, porque ele não ia conseguir enxergar a partir de uma certa idade. Mas é são resultados da queda, são. Mas Deus quis criá-lo assim, quis fazer você com os olhos castanhos, a outra pessoa com os olhos azuis. Ele quis que a gente fosse assim.

É errado, então, eu fazer procedimentos para corrigir erros? Não, não é errado. Qual o problema? Onde que está o seu coração? É nisso que está sua felicidade? É só depois disso que você vai ser feliz? Qual é o fim principal do homem? Será que você não pode cumprir o seu fim principal, que é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre, sem ter feito botox? Pode.

Você está acima do peso? Você pode glorificar a Deus e gozá-lo para sempre acima do peso? Pode. Então, se Deus quis me fazer assim, por que que eu acho que eu só vou ser feliz de outro jeito? Se eu posso glorificá-lo da maneira como eu sou hoje, por que que eu invisto tanto do meu tempo e do meu dinheiro? E a gente investe, a gente investe achando que só depois é que eu vou ser feliz.

E a gente deixa de viver o agora, deixa de honrar o Senhor com o que ele tem nos dado agora, pensando que o futuro. E olha só, não é um futuro com Deus que a gente procura, tá? É um futuro construído com a força do nosso próprio braço. Por que que eu não posso, então, voltar a esses olhos e falar: "Ok, Senhor, eu até posso fazer o procedimento, mas agora eu já me contento com o que o Senhor tem me dado agora. Já glorifico o Senhor, já quero ter alegria, gozar do Senhor, das bençãos do Senhor agora, com 5, 10 kg a mais, com, né, o cabelo enrolado, cabelo liso, o que quer que seja".

Então, eu, eh, a insatisfação, ela é constante na nossa vida. Só que a nossa luta contra ela também tem que ser constante, também tem que ser constante em buscar o Senhor e falar: "Senhor, como que eu posso honrar o Senhor hoje da maneira como o Senhor me fez hoje?".

Mulheres casadas que às vezes querem mudar coisas nos seus corpos, mulheres, às vezes usam desculpa: "Ai, meu marido vai gostar melhor de mim". Você acha que você vai, ele vai te amar mais ou não? Ele não liga. Eu falei: "Então, então não use essa desculpa de que, ai, pro meu marido". Uhum. Ele casou com você, ele já te conhecia desse jeito antes e e sabia do seu corpo.

Então, não é isso. Não. A beleza não está nessas coisas externas. Não, não é errado fazer uma cirurgia, às vezes, por assimetrias muito extremas ou por, enfim, tem milhares de casos aí, né? Mas a gente precisa pensar onde que a gente está colocando o nosso coração, que a gente está investindo.

Eu achei muito cirúrgico, Natalie, isso que você colocou de como que realmente a gente tem que olhar para o nosso coração. E isso que você fez usando o nosso fim principal, né? A gente pode fazer isso de tantas formas. A gente não precisa de de ficar colocando a nossa identidade, a nossa felicidade nessas coisas tão temporárias, né? Isso muda a nossa mente para a gente conseguir realmente glorificar a Deus com coração tranquilo e contente, que é uma coisa que muitas vezes a gente falha em ter, né?

É, é por isso que o contentamento é um, é um exercício diário, né? E você é lembrada de que Deus nos formou, criou cada parte do nosso corpo, e que esse corpo vai passar, sim, ele vai ser transformado, né? E e assim, além de ele nos criar, ele tem os nossos dias contados nas suas mãos.

Eu acho que isso me traz um conforto assim, saber que ele me conhece e ele me ama, a despeito, né, do meu peso ou de qualquer outra coisa que eu tenha, que eu tenha insatisfação no meu corpo. A gente vê isso muito claro em artistas que sempre estão fazendo procedimentos na questão de buscar sempre estar rejuvenescendo. Isso que você tinha falado de às vezes puxa um pouquinho mais, já cai de novo.

E como que muitas vezes, né, uma visão errada da beleza, do envelhecimento. O nosso mundo se perdeu e muitas vezes os cristãos pulam nesse barco e vão junto. Como que você acha que mulheres cristãs deveriam ver, Natalie, o envelhecimento como uma forma bela, como algo natural depois da queda? Porque veja, essas pessoas querem viver uma juventude eterna através de bisturis, de cremes, de lasers e tal, mas não investem em uma vida eterna com Cristo, porque esses procedimentos vão passar, vão acabar.

Mas a nossa vida eterna com Cristo permanecerá. Envelhecer tem sido visto como ruim, não como um troféu. Recentemente, nós tivemos o falecimento de uma, de uma jornalista muito famosa aqui no Brasil, e que ninguém sabia da sua idade, porque ela não falava. Bem, ela parecia, sei lá, 20, 30 anos mais jovem do que ela realmente era.

Mas, eh, eu sempre fico assim, achando engraçado, por que que as pessoas querem mentir a idade? Quando você é jovenzinha, né? Eu lembro de ver isso na escola, as meninas falavam que elas eram mais velhas. Ai, tinha 16, ai, 17, tenho 18. E eu ficava pensando assim: "Eu não, eu tenho 13 mesmo, e é isso que eu tenho". Sabe? Eu já achava uma bobeira. Nem, nem um crente era ainda, mas já achava uma bobeira isso.

E agora, é uma bobeira eu falar: "Ai, não, não tenho 43, eu tenho 37, eu tenho, sei lá, né? Mudar a velhinha ali, 34 e tal". Por quê? Porque a idade que Deus me deu, Deus quis que eu nascesse naquele dia, naquele ano, e é isso que eu tenho. Então, o que o mundo vê como desonroso, que é: "Ai, você tá envelhecendo, passou já dos 40 e tal". Eu vejo como bom, como dias perante o meu Deus, perante o meu Senhor que me resgatou.

Cabelos brancos, às vezes são vergonhosos. Não são mais honrosos, né? Mulheres que querem deixar o cabelo branco, sei lá, não quer pintar o cabelo. Outras podem olhar e falar: "Ai, que desleixo". E outras falam: "Não, tudo bem, não é, não é um problema, eu quero assumir os meus brancos, né, as cãs".

Veja só, quantas e quantas histórias nós temos de honra aos pais na Bíblia, de filhos mais, eh, de filhos chegarem e honrar ao pai, honrar o irmão mais velho. Como isso é honroso? E a gente perdeu isso. A gente vai deixando de lado esses privilégios de crescer, de amadurecer, de ver que esses anos são bons, porque são anos que a gente pode amadurecer perante o Senhor.

As mulheres mais velhas ensinam as mais novas, e isso não é desonroso, isso não é vergonhoso, isso é um privilégio, né? Que que Paulo retrata ali. Então, eh, a gente pode olhar com esse olhar de: "Que honra eu estar envelhecendo? Que honra eu ter a idade que eu tenho, que Deus me deu todos esses anos até agora, né?".

E cuidar, a gente, assim, por um lado, eu falei lá de, eh, da gente tomar cuidado com os procedimentos, com as coisas assim, para a gente não se deixar enganar e achar que isso é o que vai nos trazer vida, né? Ou que vai nos satisfazer. Mas, por outro lado, a gente tem que se cuidar. A gente precisa, eh, cuidar da nossa saúde, cuidar do nosso corpo, investir no templo do Espírito Santo, que é o nosso corpo.

Eu costumo dizer, né? Eu brinco que eu faço pilates porque eu quero carregar meus netos, eu quero cuidar dos meus netos. E se eu continuar sem exercitar do jeito que eu estava antes, eu não vou durar muito tempo, assim, para ficar, eh, com muitos problemas de saúde. Então, eu falo: "Não, eu quero fazer exercício, eu quero fazer pilates, porque eu quero ajudar meus filhos com os meus netos, eu quero carregar a criança no futuro, na minha velhice".

O nosso cuidado com o nosso corpo é um sinal de bom zelo para com o nosso serviço para com o Senhor. É um sinal de que eu quero me cuidar para poder servir outras pessoas. Então, quem precisa usar óculos, usa óculos para poder enxergar, para poder ler, para poder servir outras pessoas. Eu faço academia não para ficar marombada e ficar, né, achando aí o que a última bolacha do pacote, não.

Mas para poder ter um corpo, eh, saudável. E e isso é uma coisa até que a gente precisa cuidar com o nosso vocabulário dentro de casa. Se você é mãe, se você tem filhos, cuidado com o que você fica falando. Aqui, a gente evita todo custo ficar falando dieta, ficar falando de algumas palavras assim, ai, emagrecimento, dieta e não sei o quê. Por quê? Porque eu não quero que os meus filhos fiquem com essa impressão de que a gente, eh, vive para isso.

Apesar de a gente assim, cuidar, tentar cuidar da nossa dieta, do que a gente come, e eu incentivo fazer exercício, mas isso não tem que ser assim: "Olha, você tem que fazer, porque esse é o fim". Não. A gente faz porque, dentro do pacote, isso serve outras pessoas. Se eu não cuido do meu corpo, se eu não faço meus exercícios, não tomo os remédios que eu tenho que tomar, eu vou dar trabalho para outras pessoas e eu não vou servir, não vou servir em casa e não vou servir no corpo de Cristo.

A brincadeirinha que eu falo dos meus netos pode ser brincadeira, mas é uma grande verdade. Eu quero perecer, eu quero ver meus filhos crescerem, casarem, e eu quero cuidar dos meus netos. Eu quero ter esse privilégio de ser avó presente. Só que se eu não me cuidar agora, eu não vou chegar lá.

Então, eh, a gente precisa olhar para essas coisas de uma maneira: "Como que isso pode me servir e servir a minha família, servir o corpo de Cristo?". Como que esses procedimentos, então, podem ser úteis, eh, de alguma forma para que eu seja útil no corpo de Cristo? Quando eu faço isso, então, eu quero servir. Na minha, se eu tô doente, se eu não me cuido, eu não tenho como servir na Escola Dominical, eu não tenho como ajudar no departamento infantil.

Eu preciso ser útil na casa do Senhor. Claro que pessoas doentes que têm dificuldades também podem ser úteis de outras maneiras, mas se eu posso cuidar hoje, zelar, por que que eu não vou fazer isso, né? E isso também é faz parte do pacote da beleza de dentro para fora, porque beleza, não quero me cuidar para mim mesma, eu quero me cuidar para ser hospitaleira, para fazer para fora, não só para o meu egocentrismo, pro meu próprio egoísmo, né?

Então, isso eu acho que é uma coisa importante das pessoas mais velhas pensarem: "Como que eu posso servir? Como que eu posso?". Porque as pessoas mais velhas, muitas vezes, ficam muito em si mesmas. É um problema de pessoas mais velhas, né, de idades mais avançadas. Mas elas podem servir de muitas formas ao corpo de Cristo, né? E isso é muito belo.

Como a gente pode um apoiar o outro também é uma motivação, né, Natalie? Quando a gente coloca essa lente de serviço, a gente encontra uma verdadeira motivação que a gente não vai às vezes ficar frustrado de: "Eu fiz exercício a semana inteira, não emagreci nem 100 gramas". Mas a gente vai pensar assim: "Mas eu fortaleci o meu corpo para eu poder servir outras pessoas".

Então, é uma coisa que encoraja demais nessa rotina que a gente pode desenvolver, de buscar uma vida saudável, realmente visando glorificar a Deus e servir o nosso próximo. Isso é maravilhoso. E para a gente ir para a nossa última pergunta, Natalie, o que que você diria para uma jovem Cristã que pode estar ouvindo toda essa conversa e percebeu que está tendo a própria mente muito moldada por este século?

O que que você diria para ela? Cuidado, né? Eh, ouça as suas irmãs mais velhas na igreja e lembre-se de que, enquanto a beleza desse mundo permanece sendo conquistada apenas por alguns, porque é é isso que acontece, a beleza que esse mundo impõe, apenas alguns conseguem conquistar. A beleza estabelecida por Deus é alcançável por todos. Todas nós podemos ser belas aos olhos do Senhor, se nós obedecemos à sua palavra, se nós cumprimos os seus mandamentos e nos agradamos do que Deus diz que é belo, né?

Todos que se dobram perante Jesus. Então, é uma beleza que todas nós podemos alcançar. Não é algo seletivo, não é algo só para algumas, as que conseguem, né, emagrecer ou fazer procedimentos, enfim. A beleza do mundo, ela é ditada por homens imperfeitos, homens gananciosos, porque não ache que eles querem o seu bem, eles querem o seu dinheiro.

A beleza que Deus nos propõe é uma beleza altruísta. Como eu mencionei agora há pouco, né, de fazer exercício, de cuidar para eu ter um bem-estar, mas o que que eu faço com isso? Eu cuido de outros. Então, é uma beleza altruísta, é uma beleza que serve, é uma beleza que mostra o seu amor a Deus e ao próximo. Não é uma beleza que tem um fim em si mesmo. "Eu quero ser bela para mim, para que outras pessoas me sirvam e eu tenha prestígio". Não, é uma beleza altruísta.

A beleza imposta por esse mundo, exigida por esse mundo, ela passa, ela passa e ela nos engana diariamente, porque ela muda, ela muda de ideia, ela muda conforme quem paga mais, né? Mas a beleza que Deus nos incentiva a ela tem um valor eterno. A beleza que Deus nos incentiva a cultivar, ela tem um valor que é incorruptível, né? Um valor que é precioso aos olhos de Deus. E ela causa impacto na vida das pessoas ao seu redor, na vida de quem você cuida. Ah, e ela glorifica a Deus. É uma beleza que glorifica ao Senhor.

A beleza na, a beleza verdadeira, essa beleza que vem que vem do coração, né? Quando a gente busca o nosso valor, nossa identidade nesse mundo, a gente perde o que Cristo já conquistou por nós, porque a gente fica procurando as coisas aqui. Mas a nossa identidade não está nessas coisas daqui, não está no tipo de cabelo, no modelo de corpo, na roupa que eu visto, no meu trabalho, nos meus filhos. Não é o que Cristo me deu, a salvação que ele me deu, as obras de Jesus que que que ele fez em meu lugar.

Então, se eu começar a buscar as coisas aqui, eu vou desprezar o que ele me fez, o que ele fez por mim, o que ele já me deu, o que eu já tenho. Por que que eu vou procurar mais? E a gente não lembra disso, a gente não se satisfaz com essas coisas do Senhor, por conta da nossa satisfação do nosso coração difícil, pecaminoso, né?

Nós já temos valor em Jesus Cristo. Ele nos deu roupas novas, ele nos deu identidade, ele nos deu vida eterna, e já é nosso. A gente não precisa ficar buscando, a gente não precisa conquistar. Já é nosso. Falando numa linguagem que talvez não seja muito Presbiteriana, é: "Tome posse disso, perceba isso que isso é seu, você não, você não, você não vai perder".

Olha só que que graça maravilhosa, que mesmo a gente desprezando isso, o Senhor não vai falar: "Não, agora eu vou tomar de volta, não quero mais te dar". Não, é nosso. Aproveite disso. Tome posse nesse sentido de entender que é seu, essa beleza, essas roupas novas, essa identidade nova. Viva de acordo com isso. Isso significa do, do, "Tome posse", aí, não fique procurando em outros lugares.

Quando a gente busca a nossa beleza em Cristo Jesus, a gente encontra perfeição. No mundo, a gente não encontra. Uhum. A gente vai sempre achar defeito, vai ter sempre uma insatisfação, vai ter sempre uma coisa nova para ir atrás. Uma novidade em Cristo, nós temos satisfação, nós temos perfeição. Ah, e claro que isso não está manifesto em nós ainda de maneira completa, mas a gente tem a promessa de ter um corpo glorificado.

A gente sabe que o Senhor tem trabalhado em nós a nossa santificação diariamente, né? E a gente tem a promessa de sermos perfeitas como ele é um dia. Então, isso é tranquilizador saber que a gente tem essas coisas que a gente busca tão desesperadamente, né? E Cristo é o nosso padrão de beleza, e a gente sabe que um dia será como ele, porque ele já começou a boa obra em nós e um dia ele mesmo vai terminar. Não está nos nossos braços, não. Isso.

Então, até lá, eu rogo que o Senhor nos ajude, nos santifique e nos direcione, para que nós sejamos belas como Cristo é. Eu espero que você tenha gostado dessa conversa, tanto quanto eu. Eu sei que eu fui muito edificada por esse bate-papo. E se você quiser se aprofundar ainda mais na questão da beleza, clica nesse vídeo aqui que vai te abençoar, que vai te ajudar. E eu espero que você tenha gostado. Não esquece de dar o seu like, o seu comentário, de se inscrever e ativar o sininho. E com a graça do nosso bom Deus, nos vemos na semana que vem. [Música] Vem.