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Roteiro & Chat GPT

Bárbara Torres1:00:35

Transcription

Começar aqui porque a aula de hoje é um pouco longa, mas ela é muito necessária para a gente, tá bom?

Iniciando aqui a nossa aula que a gente vai falar um pouco sobre roteiros, na verdade bastante sobre roteiros, sobre chat GPT e um pouquinho de filosofia, como que a gente eh como que a comunicação surgiu, como que a retórica surgiu, como que a gente utiliza disso até hoje, sem perceber.

Eh, vocês sabem que eu amo esse assunto, então eu nada mais justo do que eu mostrar para vocês quais são as minhas raízes, as minhas fontes ali para que eu eh tenha chegado nesse modelo da minha metodologia, tá? Então, vou compartilhar aqui com vocês todo o caminho que eu trilhei.

Os pontos que a gente vai conversar aqui são, primeiro, eh, estrutura de roteiro genérico, que muita gente acaba caindo nisso, acaba passando desapercebido porque acaba replicando aquilo do outro, mas não entende a fundo alguns ganchos, alguns pontos necessários, os erros comuns, né, que, enfim, são erros que muita gente olha para eles e fala assim: "Ah, mas eu não caio nisso, por exemplo, sou muito prolixo, mas será que não é? Será que numa sequência de stories não tá sendo? Será que a gente não consegue ser mais impactante falando menos?" Então a gente também trabalha isso, os ganchos, né? Os ganchos são importantes pros nossos roteiros, mas também de nada vale um gancho sensacionalista se a estrutura não faz com que alimente cada vez mais essa tensão da pessoa. Algumas estruturas para vocês testarem e a gente finalmente entra no universo de chat GPT, inteligência artificial para que a gente consiga fazer esse. Eu ia fazer uma aula separada só de IA, mas eu acho muito pertinente, porque a gente utiliza, né, para revisar um roteiro ou até mesmo alguns aí para fazer um roteiro do zero, mas no geral é bom a gente amarrar tudo isso para que fique mais claro e depois a gente pode se aprofundar, tá? Inclusive em breve vou fazer um convite ao marido da da Carla para dar uma aula de IA pra gente, sem dúvidas. Ah, ele já topou e essa semana já ele me deu eh um não são agentes. Você consegue colocar no próprio WhatsApp o Perplex, o chat GPT e mais um de imagens no próprio WhatsApp. Eu vou eu vou passar o link para vocês e aí vocês já conseguem colocar.

>> Ótimo. Ótimo. Como eu gosto quando a gente vai se ajudando nesse processo, né? Então, IA, eu confesso que eu ainda tô entrando e a IA ainda tá se renovando, crescendo, aparecendo e é difícil às vezes acompanhar com tanta demanda, né? Então, quando tem alguma ajuda assim, é muito bem-vinda.

Agora, pensando na questão do roteiro, qual que é o grande ponto, né? Eu quero trazer para vocês as bases, porque muitas vezes a gente se preocupa com outros elementos e se esquece daquele basicão que funciona e que a gente poderia estar focando nele, tá? Então o bom roteiro, ele precisa ser sempre estruturado pensando em levar o seguidor, o lead, seu cliente que seja para o próximo e próximo parágrafo, ou melhor, pros próximos segundos.

A gente vê que existe uma crescente de vídeos um pouco mais longos nas redes sociais. Eu não sei se vocês têm notado isso. Os grandes experts, eh, Ícaro de Carvalho, Leandro Ladeira, Summer Age, todos eles estão utilizando, estão fazendo vídeos longos e que estão performando muito bem. Eh, eu sei que muitas vezes a gente passa aqui alguns conteúdos, mas que às vezes quando tem um bom repertório, quando tem um bom alcance e uma boa comunidade, vídeos longos acabam indo bem. O que eu acho ótimo, eu sinto falta desse desse aprofundamento, né? Mas o ponto é como ser mais estratégico para levar essa pessoa para gerar mais essa curiosidade, esse desejo, que você realmente traga um um conteúdo de valor.

Então, o roteiro é basicamente isso que eu gosto de fazer, tá? Eu olho para um roteiro, o meu roteiro, eu leio ele inteiro e eu penso assim: "Nossa, será que eu não tô muito morosa nesse nesse parágrafo? Será que eu não tô explicando demais? Não, tá chato isso?" E olhar com os olhos de fora, né? Ah, por será que eh isso aqui é interessante, ó? Para vocês não perderem, ó. Fiz tudo bonitinho aqui, o roteiro, os assuntos e agora sim o roteiro. [risadas]

Então, é basicamente isso. Olha para seu pro seu roteiro e pensa assim: "O que que no começo desse parágrafo está gerando uma curiosidade a mais? O que que no começo desse o o que que eu tô deixando um pouquinho em aberto para entregar no próximo. Então, sempre pense de uma forma mais estratégica sobre isso, tá?

Agora entrando na minha base, né, de onde surgiu todo esse meu pensamento de estruturação, como funciona. Então, Aristóteles, né, um dos principais nomes aí, se não o principal que fala sobre retórica, inclusive recomendo o livro para caso alguém tenha esse interesse, que é como se fosse a minha Bíblia da comunicação. Então, ele falou eh ele falou diretamente sobre o que torna um discurso impactante. E eu vou mostrar para vocês aqui de uma forma breve quais são todos esses elementos.

E uma curiosidade para vocês, eu sei que foge um pouco da aula aqui, é o seguinte. Eu coloquei esse quadro por trás, essa obra de Ribrando, que fala algo, é uma das minhas obras preferidas. Eu queria explicar para vocês, dedicar um tempinho até de repertório, que é o seguinte, quando a gente olha para esse quadro, o que que ele está representando? Ribran, esse artista que que fez o quadro, ele fez quase que uma crítica assim para Aristóteles, que é o seguinte: quem tá, quem é Aristóteles, a gente pensaria que seria esse, essa escultura aqui no canto, mas na verdade é esse homem. que a gente olha e pensa: "Nossa, não imaginaria Aristóteles com vestes tão elegantes, tão bonito, tão vaidoso dessa forma". E aí que começa essa crítica sobre o quadro, que é: que que adianta ter tanta vaidade? De que que adianta se preocupar com essas vestes tão elaboradas assim? E o ponto principal aqui é essa corrente de ouro que finaliza na mão dele. Que que ele quis, né? Que que as explicações, os cientistas falam sobre essa obra? é que Aristóteles ele quando a gente olha pro olhar dele é um olhar mais vazio, é um olhar mais confuso. E quando a gente olha para essa mão, ela representa muito esse universo mais materialista das coisas do mundo. Então é toda essa essa composidade, todos esses elementos que chamam tanto atenção, eles são representados nessa mão que finaliza nessa corrente dourada. Só que a confusão começa quando a gente vai pro outro lado do quadro, que ele está um pouco mais claro, mais iluminado. Então a gente vê que os elementos aqui estão mais claros. Existe uma luz por trás e ele está com a mão em cima do busto de Homero que fez Ilíada. E quando ele olha para Homero, ele vê muito conhecimento, ele vê muita profundidade e ele pensa: "Nossa, um homem tão pobre, cego, mas que teve um alcance, um impacto tão grande na humanidade e muitas vezes não precisou de nada. Ele é reconhecido hoje por conta do seu conhecimento. Então, existe uma confusão aqui de alguns elementos que a gente pensa. Muitas vezes a gente fica tão, tão apegados nesse ponto materialista do mundo que é importante, sim, não estou negando, a gente quer ganhar dinheiro, sim, mas a mensagem principal, o impacto, aquilo que está longe da vaidade, a gente se esquece, né? A gente deixa em segundo plano, sendo que deveria ser o principal.

Então, fazendo uma análise aí, adaptando para os tempos atuais, eu imagino que seja assim essa questão das redes sociais. Então essa questão da ostentação, mostrar muitos ganhos, mostrar muitas vendas, sendo que na verdade o que que você está trazendo no fundo das coisas? Qual que é a sua mensagem? Você está impactando, transformando ou você só está focado no mundo materialista, que é uma consequência? Então fica de recomendação essa obra para vocês. Tem mais explicações, né, mais aprofundamento. Se eu não me engano, tem algum museu em Nova York que vocês queiram também.

E aqui entrando nessa estrutura do discurso, eh, a gente tem três elementos para Aristóteles. Não achem que isso é chato, isso é muito pertinente e a gente utiliza isso sem até mesmo imaginar que veio dessa fonte. Primeiro é o etos, é o principal quem fala. Quem fala é a questão da credibilidade, do caráter, a autoridade moral de um orador. Ou seja, as pessoas elas acabam acreditando antes na pessoa do que nas palavras. Isso é bom e isso é ruim. Então, se você para Aristóteles, essa questão da credibilidade, de você cuidar da sua imagem, não na questão só estética, mas questão moral, ela era tão fundamental quanto o conteúdo. Então, quero trazer para vocês essa provocação que é muitas vezes a gente age, a gente fala no ímpeto de de repente viralizar, de repente foi naquele naquela explosão, mas no fundo o que a gente precisa pensar é: será que eu sou essa pessoa ou será que essa pessoa está me manchando? Está manchando a minha comunicação, a minha imagem? Mas ao mesmo tempo, quando a gente olha para os extremos dessa história, a gente pensa o seguinte: existem pessoas que elas têm uma boa reputação, mas no fim das contas, quando você observa de fato, de uma forma mais profunda, aquele conteúdo em si é negativo, mas a nossa admiração, ela é superior ao conteúdo. Isso é muito perigoso. Então a gente precisa prestar atenção nisso, em quem a gente segue, em quem a gente recomenda, que no fim das contas, será que esse cara, a pessoa pode errar? Todo mundo erra, né? Todo mundo está nessa nesse meio, só que a gente olha para um erro muito como juízes, né? Esse erro não é um erro que fala sobre o caráter da pessoa, é um erro bobo, é o erro que passa. Imagina se eu estivesse no lugar dessa pessoa. Então, sempre fazendo esse contraponto sobre a sua imagem, a sua comunicação e se pergunte se isso é algo que tem a ver com a sua com a sua moral ou não.

O segundo elemento é o patos. Então eu gosto de trabalhar muito nesse, é um dos principais que eu gosto de trabalhar, que é como você faz o outro sentir. Para mim, a criação de conteúdo, a forma de impactar as pessoas e formar uma comunidade tem muito a ver com um sentimento que eu desperto nela. Seja um um sentimento de inspiração, um sentimento de indignação, um sentimento de curiosidade, qual for o sentimento, porque senão, qual que seria o oposto disso? Só ter um caráter informativo. Eu já caí nisso, tá? Eu já fiz alguns conteúdos assim e que eu fiquei muito numa numa caixa que é: poxa, mais uma vez estou sendo uma professora aqui nas redes sociais, mais uma vez estou parecendo mais jornalista e sendo neutra. Então, quando eu coloco mais sentimento aflorado no outro é o que faz o outro querer compartilhar, engajar que seja. Então esse o apelo emocional é importante. Se a gente for reparar os discursos mais memoráveis da humanidade, eles têm eh esse âmbito, né, do do sentimentalismo muito forte. Então, seja eh aqueles discursos muito inspiradores, aqueles discursos que abraçam um povo, que abraçam o seu público, faz com que a aquele público em si queira ficar próximo a você. Então, o Aristóteles dizia que a emoção não anula a razão, na verdade, ela abre caminho para ela. Então, significa que eu só vou fazer um conteúdo emocional? Não, a gente precisa trazer a razão para aquilo, senão a gente só fica floreando, só fica eh fazendo alguma poesia lá. E a ideia não é essa, né? A ideia é através dessas emoções que eu te levo pra razão. Então que eu eu pego um pouco daquilo que você já sabe e te mostro o outro caminho.

Agora, no terceiro elemento, tem logos, né, que é o que você diz. Aí sim a gente fala sobre o conteúdo em si, a estrutura lógica do seu pensamento. Então o argumento ele precisa ser muito bem construído. Eh, e eu gosto muito desse pensamento de Aristóteles. Depois a gente vai ter um encontro só sobre eh persuasão, que muitas vezes a gente olha pro paraa persuasão e fala assim: "Nossa, eu acho que isso é manipulação". Sendo que na verdade a persuasão para Aristóteles, a melhor de todas é quando você fala a verdade. A verdade ela não tem curva, a verdade não tem outras interpretações, a verdade simplesmente é. E quando ela é, você não precisa ficar convencendo a persuasão. Ele tem, eu achei isso muito ético da parte dele. Claro, achei, eh, muito incrível. Então, eh, muitas vezes a gente pensa: "Poxa, mas eu não tô sendo muito assim, muito assado." Mas se essa é uma verdade para você, pode confiar que não tem curva, não tem outro caminho se você está seguro daquilo que você está falando, tá?

Aqui só um resumo para vocês que é sobre esse básico que eu falei, esse básico que funciona. Então, fazendo essa adaptação para as redes sociais, a gente coloca o etos, né, que seria fale com calma, seja coerente, não fique forçando o impacto. Então, quando a gente fica fazendo muito personagem, se a ideia não for ser um personagem, eh, se você é uma pessoa que tem convicção daquilo que está falando, que está dividindo, fale com calma, seja coerente, não fique forçando nada. Essa é a função do etos. Agora o patos é toque em experiências humanas reconhecíveis, que é eh o patos traz esse elemento da conexão com o outro, que não estou apenas informando, mas estou trazendo ele para perto. E a comunidade se dá muito nesse lugar também, não só. E tem o logos, que é organize tudo isso que você tem dentro de si, sem pressa, mas também sem excessos.

E fazendo uma ligação direta com essa questão de excessos, a gente vai pro ente mema. Poxa, aqui palavra difícil, mas o significado é sempre simples. Eh, a gente poderia colocar de uma forma um pouco mais banal, que é não seja prolixo, né? Eh, às vezes esse é um um desafio muito grande, que por mais que você faça um conteúdo grande, não necessariamente você será prolixo, né? Você vai impactar conforme aquele tempo que você tem disponível. Então, entregue apenas o essencial, desde que o público complete. Vou falar um pouquinho mais sobre mema, porque eu utilizo muito na minha comunicação, principalmente nos stories e não só comigo, tá? Toda vez que eu falo eu uso muito comigo, é porque eu já validei com clientes passados, com outras marcas e que funciona muito bem. Quando a gente fala sobre o ente mema, ele é um argumento incompleto. Mas Bárbara, como assim? Eu vou deixar em aberto alguma coisa? Não necessariamente. Vou vou explicar um pouco melhor que é. Deixe algumas partes subentendidas. Eu utilizo muito disso na minha caixinha de perguntas. Eu, por exemplo, tenho uma grande dificuldade em fazer caixinha de perguntas falando. Não sei se vocês já perceberam, eu sempre escrevo. Por quê? Quando eu abro a câmera e quero falar, eu quero trazer aquela profundidade, eu quero explicar todos os possíveis caminhos. Eu já percebi que quando eu uso ente mema, que é pequenas frases, não abro várias lacunas para explicar coisas diferentes para não ficar aquela coisa tão ah, estou me preocupando, estou não, se você entendeu isso, se não entendeu, beleza, eu quis falar isso e seja bem-vindo ou não, porque isso traz essa questão de ser mais sucinto, mais objetivo e a pessoa olha para aquilo e são, se vocês repararem, as menores frases que a gente tem, elas são extremamente impactantes que realmente marcaram a humanidade. Então, quando você coloca essas pequenas frases, seja num gancho curto, numa resposta curta, e deixa com que o outro interprete o resto, isso já fica já fica mais fixo na memória do outro.

E aqui, até aqui ficou alguma dúvida, gente, sobre essa parte da minha da minha base? Beleza, vamos seguir aqui que a gente já vai aterrizando um pouco mais, já sai dessa parte um pouco mais abstrata. E eu gosto muito, muito dessa frase de Aristóteles, que é: "É preciso falar de modo que as pessoas já saibam em alguma medida daquilo que você falou, o que estamos dizendo." O que que isso significa? Que falar na linguagem do outro, partir da experiência do outro e conduzir para um novo entendimento. Então, muitas vezes a gente, por exemplo, eu sou publicitária e às vezes eu falo sobre comunicação, falo sobre algumas marcas, mas eu entendo que o meu público ele não tem tanto desse conhecimento, né? Algum outro tem. Mas beleza. Se eu começasse falar as palavras do universo do marketing, né, das agências, aí o briefing brainstorm, não sei o quê, todas aquelas palavras em inglês que até caiu no entendimento das pessoas, mas algumas outras não, isso só pertence a mim. Eu estou sendo uma pessoa muito vaidosa, né? Porque eu não porque eu sei, porque eu falo bonito, porque eu falo termos difíceis, mas a comunicação ela precisa ser entendida. Então, muitas vezes a gente fica floreando demais e Aristóteles falava sobre esse perigo de ficar buscando sempre palavras bonitas.

Então, quando a gente pensa, pode falar. Eh, vou só ilustrar aqui isso que a Bárbara está falando, que eu acho que todo mundo aqui, não sei o Pedro porque o Pedro é mais novinho, mas eu acho que vocês lembram de quando teve o lançamento da primeira versão do Alto da Compadecida. E eu lembro, eu era, eu era adolescente, eu assisti esse filme e foi uma loucura porque todo mundo ficou enlouquecido nesse filme. Por que que todo mundo ficou doido nesse filme? Porque o filme é um filme extremamente simples. Ele é um filme que fala da nossa cultura. Ele é um filme escrito por um por um senhorzinho Ariano Suassuna, extremamente culto, mas com uma linguagem muito simples. E até hoje esse filme é lembrado como um dos melhores filmes do nosso país, escrito com uma linguagem extremamente simples. Não tem nada rebuscado nesse filme. Não, né, não, né, não, >> não, não tem nada rebuscado nesse, nesse filme. Então, assim, um, isso é para ilustrar isso que a Bárbara está falando. Não precisa de de florear tanto, não precisa de colocar tanta coisa assim, porque as pessoas que estão vendo o vídeo de vocês, eles querem se identificar com aquilo ali, eles querem olhar pro vídeo e sentir que eles fazem parte daquilo. Quando vocês colocam linguagem muito rebuscada, muito mesmo, a pessoa olha naquilo e ela não tem vontade de assistir, ela não se sente pertencente à aquilo. Então toda vez que vocês forem fazer, lembra desse do auto compadecida, traz essa simplicidade pro discurso que facilita, que que traz mais as pessoas eh para dentro do vídeo.

Uma outra coisa que eu queria falar, só para não interromper a Bárbara de novo daqui a pouco, não, >> é sobre a importância da leitura de crônicas para poder desenvolver eh bons discursos e bons roteiros. Então, e por que crônica? Porque a crônica nada mais é do que a história de algo que acontece no cotidiano de alguém. Então, tem um livro aqui, ó, até deixei ele separadinho, as 100 melhores crônicas brasileiras. Por que as melhores crônicas brasileiras e por que não crônicas de Nárnia? Porque eh são escritores que entendem o cotidiano do nosso país. Então nós estamos produzindo conteúdo para quem mora aqui no Brasil. Se você pega e tem o hábito de ler crônicas, esse livro aqui é um ótimo livro bater de cabeceira. Se você tem um hábito de ler isso aqui, você entende mais ou menos como funciona o cotidiano do brasileiro que está ali vivendo todos os dias, que está ali vendo as coisas no cotidiano dele. Então isso aqui ele alimenta o teu repertório, tá? Você lê isso aqui não para escrever o teu roteiro no formato de uma crônica, mas você lê isso aqui para que você tenha repertório suficiente numa linguagem que seja acessível. Mas não seja uma linguagem simplista para quem está assistindo, né? Simples, porém não simplista. A crônica faz isso. Para quem é mais polêmico, tipo Pedro, tem o Nelson Rodrigues, que o Nelson Rodrigues, né, ele vai escrever uma crônica um pouco mais ácida, né? E a Clarice tem a Clarice tem uma coleção que chama Todos os essa aqui é todos os contos, mas para roteiro eu não recomendo os contos, tá? O conto ele é muito muito sensível, ele é ele é mais rebuscado. Então eu recomendo todos os contos da Clarice, todas as crônicas da Clarice, não sei onde está o meu aqui, mas eu recomendo. Depois eu vou mandar foto desses livros lá no grupo, >> mas era só para realmente ilustrar e mostrar meio que na prática isso que a Bárbara está falando, da simplicidade, simplicidade do discurso, como que isso conecta com as pessoas, tá? E o que que vocês podem fazer para alimentar o repertório de vocês de maneira simples e acessível para que vocês tragam essa questão de de brasilidade mesmo. Não gosto muito dessa palavra, mas é importante trazer porque nós estamos falando com as pessoas que são do nosso país, tá?

Muito bom, muito bom. É, eu gosto muito de um cronista que faleceu tem, sei lá, uns dois meses, Luiz Fernando Veríssimo, mas eu recomendo muito crônica porque é uma leitura mais tranquila, não precisa prestar tanta atenção, são pequenos contos e ajuda bastante a ver esse um pouco mais do cotidiano que a gente tem, né? Então é isso, é muito nesse ponto de como que qual que é a necessidade do outro. Eu lembra que eu falei é sempre o outro, nunca o nosso ego, nunca essa nossa vaidade de ficar alimentando e conduzir a pessoa a pensar de certa forma, a esclarecer alguma coisa ou até mesmo somar em alguma informação que antes ela não tinha.

E aqui eu quero deixar sempre esse ponto frisado que é muitas vezes a gente se preocupa com alguns outros elementos que eles são bacanas de serem eh vistos, né, na nossa estratégia, mas não necessariamente é isso que vai conduzir você nesse universo digital. Então a gente muitas vezes fica preocupado com designer, com formato, ai a tela dividida, não é, o tempo de vídeo tem que ser um minuto e meio, o horário, a produção profissional, o volume. Eu sei que isso pode até parecer um pouco contraditório, porque a gente fala sobre esses pontos, mas eu quero trazer para vocês que a grande estratégia, né, tudo que você precisa ter de mais afinco ali, é a sua verdade mais o seu repertório. Porque a gente sabe que hoje nas redes sociais, eu até coloquei essa frase que é: "Há muito barulho e pouca voz, muita fala e pouca comunicação". A gente vê demais isso. Então, a gente vê pessoas com eh parece produções assim gigantescas, mas quando você olha e você gosta daquilo, aquilo chama atenção, é um excelente elemento. Eu uso, né, câmera profissional, um monte de profissional, porque é uma coisa que eu gosto, que eu sei que chama atenção logo de cara, mas o que vai te sustentar é o seu repertório e a sua verdade aliada a uma boa estratégia, sempre se perguntando o porquê de cada coisa, entendendo se aquilo transforma, se aquilo traz algum impacto. Ou seja, sempre que a gente tiver um pouco perdido, volta para esses dois elementos e vá se perguntando: "Isso aqui está me sustentando ou eu estou só nessa maré me preocupando com outros pontos aqui?" Mas não, não deixem isso de lado. O design é importante, o horário é sempre bom observar, mas no fim das contas quero que vocês analisem isso. É uma provocação.

Agora, finalmente, a gente vai para as estruturas. Estruturas que eu desenvolvi, peguei bastante daquele livro Story Brand, fica de indicação para vocês, mas que eu fui testando e que deu muito certo, principalmente naquele início dessa apresentação que eu falei, como que eu fiz uma estrutura para que levasse a pessoa a ir sempre somando, né, no conteúdo dela, interagindo cada vez mais e ficando ali até o fim.

Primeiro é a estrutura mais comum, né, a estrutura que as pessoas utilizam demais hoje em dia, que é uma chamada extremamente sensacionalista ou alguma pergunta muito genérica. Ai, você já se sentiu assim? Você já não sei o quê, então aquela coisa muito aberta e depois já vem com toda a informação e no final das contas pede: "Siga, comente, compartilhe". Mas Bárbara, todo mundo faz assim, tudo bem, a gente até funciona, mas eu sei que vocês também estão aqui para ir para um próximo nível de comunicação e de estrutura, de estratégia que seja. Então, se você faz dessa forma, eu acho que a gente pode eh aquecer um pouquinho mais e deixar um pouco mais estratégico.

E aqui eu coloco um exemplo prático. Eu peguei um exemplo como se fosse uma uma pessoa que fala sobre recolocação no mercado de trabalho que, sei lá, alguma coisa mais sensacionalista. Eh, um chefe acabou com a vida de um funcionário. Que que você pensa? Caramba, acabou assim quase que, sei lá, tirou a vida, humilhou, sei lá, justa causa aí que seja, não sei, ou alguma coisa muito aberta que é: "Você já se sentiu perdido no trabalho?" Isso aqui, se vier uma frase sustentando um pouco mais até melhora, mas no geral não é um bom gancho que a gente fala aí na estruturação, né? No né? Você já sentiu perdido no trabalho? Se sim, eu tenho algo para te contar. Se você eh está perdido, tem um errinho aqui, passa isso aqui. Está vendo que eu estou deixando cada vez mais moroso o negócio, que eu estou demorando, que aqueles três primeiros segundos que são importantes, né, no para fixar a atenção da pessoa, eu estou deixando muito moroso, muito chato. Aí eu já rodei, infelizmente o nosso cérebro já derreteu e dificilmente eu ficaria. Ou aquela aquela estrutura que começou muito, o gancho começou muito sensacionalista e seguiu para um chefe demitiu uma funcionária no seu primeiro dia porque estava endividado e precisou rever sua folha de pagamento. Poxa, muito chato, né, o que aconteceu com o funcionário, né, mas assim, você não acabou com a vida dele. Então, está vendo o contraste que tem? Não dá para fazer esse tipo de conteúdo, né? A gente precisa também ter uma certa, eu colocaria até no âmbito de ética aqui para para com o seu seguidor. Então assim, uma situação chata, tal, que daria para colocar um gancho bacana, porque o empresário tem alguma dificuldade relacionada a isso, já passou por isso e dá para fazer de uma forma mais estratégica e no fim pede para comentar, compartilhar, que seja.

O que eu quero trazer aqui é sempre penso o seguinte, o seu gancho está cumprindo o papel dele, né? Ele está fazendo alguma chamada totalmente relacionada, no mesmo tom, na mesma emoção, no mesmo afinco da sustentação que eu vou fazer depois? Se sim, eh, tudo bem, acho bacana. Muitas vezes o que eu faço é analisar todo o meu roteiro e às vezes eu coloquei uma frase tão bacana no meio dele que eu falo assim: "Poxa, isso daqui seria um ótimo gancho." Fica de dica para vocês isso. E às vezes tem pessoas que até gravam tudo, pega só esse gancho que ficou bacana no meio, corta, joga lá pro início e ele repete depois no meio do seu do seu roteiro. Não tem problema nenhum. É muito mais assim, tem que ser coerente. A minha, o meu incentivo aqui para vocês sempre é esse. Ou se você olhar para aquilo e analisa o seguinte, será que esse gancho ele ficou abstrato demais? Está muito entre linhas? Ou ele está exagerado em relação ao conteúdo genérico ou até mais. Ele depende dos próximos parágrafos para que a pessoa entenda. Então, aquela coisa mais morosa que demora, que já começa na história. Então, se você falou assim para alguns, algumas dessas perguntas, talvez esteja na hora de revisar o roteiro e só fazer algum ajuste fino ali no finalzinho.

Alguns erros muito comuns e até mesmo alguns sabotadores. Não importa qual seja o seu nível de experiência na produção de conteúdo. Eu tenho, várias pessoas têm, porque isso acontece mesmo. Então, primeiro é ter medo de desagradar e cair em abordagens muito genéricas, tentando preencher todas as possíveis lacunas. Então acontece muito, né? Eu tive uma uma mentorada que tinha essa dificuldade que ela pensava: "Não, mas e se problematizar isso? Mas se o grupo X, né, chegar aqui e começar a falar, começar a militar um monte, você olha para aquilo e fala: "Não dá. Se se você ficar olhando para todos os grupos possíveis, para as pessoas que não têm uma maturidade emocional, talvez você já parou para pensar que não é esse público que você queira alcançar e está tudo bem se eles não gostarem. É muito sobre isso. A criação de conteúdo a gente desagrada para conseguir também agradar aqueles qualificados que a gente quer próximo de nós, né?

Outro ponto também muito claro que é cair em conteúdos extremamente informativos sem gerar uma conexão. Então sem uma personalidade, sem um borogodó seu ali, só colocando informação para fora, como eu já frisei aqui, não somos grandes professores. A gente está aqui muito para mostrar que somos possíveis guias para esse público, o que seria excelente para pra sua pra sua comunicação.

Outro ponto que muita gente acaba caindo, acho que esse grupo não tem isso, mas é um excesso de autopromoção, né, o tempo todo. Ai, olha como eu sou demais, como eu ganho, como eu faturo, como a minha vida é dos sonhos. Sendo que um público muito bem qualificado, ele não é bobo, né? Quem cai nisso hoje em dia é muito bobo. Desculpa o português sincero aqui, mas não é um lead qualificado, não é um lead que realmente olha por trás, ele precisa ser um pouco mais convencido para consumir o seu conteúdo. Então acho que a gente não tem esse problema, mas é importante frisar.

Outro ponto, roteiros muito longos que acabam ficando confusos e eh acho que não tem nenhum grande criador eh de conteúdo aqui no sentido de publicidades, mas caso isso comece a acontecer, tome cuidado. A publicidade em excesso, eu faço uma brincadeira que é a internet dá, mas a internet tira. Então, quando a gente é jovem, né, pensa: "Nossa, que sonho esse tanto de produtos, esse tanto de presentes das marcas, mas se você pecar nesse nesse excesso aí, o público não vê com bons olhos um público bem qualificado. Então é sempre, mas é bom, né? Porque se está crescendo tanto, é porque a gente está fazendo dinheiro desse lado e a gente está comprando as as próprias coisas, então acaba tentando não ser tão ganancioso assim, tá?

E no final, outro erro comum é demorar para prender a atenção e esquecer do ritmo. Eu tenho esse problema. Eu tenho esse problema, porque a minha comunicação muitas vezes ela pode cair nesse nessa entonação um pouco mais monótona, um pouco mais linear. A gente precisa sempre cuidando da entonação, essas idas e vindas para eh chamar a atenção do público em si.

Então aqui são alguns erros que são importantes e fica de incentivo aqui para frisar mais uma vez que é: "Feche todas as abas que carregam esses preenchimentos disfarçados de medo. Ah, não, porque eu vou me justificar aqui, porque eu vou incluir não sei quem aqui eu vou olhar para esse público e no fim das contas você fica mordendo e assoprando no seu no seu roteiro. Você não vai para um lado nem pro outro. Então e aí quem que a gente está querendo agradar no fim das contas? Então cuidado se isso não é um medo. É importante sempre nomeando os sentimentos nesse processo, tá?

Agora, as minhas estruturas de roteiro que se encaixam em qualquer lixo, em qualquer eh exemplo que a gente tem aqui, eu não tenho medo de entregar o ouro do conteúdo. Eu não tenho medo de colocar logo no gancho o ponto principal. Às vezes eu coloco até um resumo com um pouco mais de de interesse ali, de curiosidade, no que eu vou dizer: "Ah, mas as pessoas não vão perder interesse". Não, porque elas querem saber mais. Como assim? Sabe aquele sentimento de parar e falar: "Não, quero saber mais. Explica mais sobre isso aí que você falou". Só que, como eu falei, né, no na estrutura genérica, no próximo passo a gente já entraria contando o caso. O que que eu faço? Eu dou um breve contexto sobre a história. Aqui eu não estou entregando totalmente o que aconteceu. Eu deixo um pouquinho mais em aberto, mas eu dou eh mais essa mais algumas informações para a pessoa. E aqui eu quero que vocês prestem atenção no tamanho de cada um desses blocos, porque é o tempo que eu demoro em cada um. Então, o gancho é uma frase, o contexto, duas frases. Aí na história ou no desenvolvimento que seja, aí sim eu coloco mais força. A gente já, não sei se a gente já falou sobre isso, mas as histórias prendem muito o ser humano. Então, às vezes é uma história super longa, as pessoas gostam disso, elas querem ficar lá, claro, que seja uma história que tem muitos detalhes, muitas informações para passar. E aqui tem que tomar cuidado com a entonação. Como é o lugar que a gente vai eh depender, vai doar mais do nosso tempo, vai cuidando para não cair tanto energia, não perder. Eu, né, estou falando isso para mim é quase que um desabafo, não ficar tão monótono ali o que eu estou dizendo. E no fim das contas, no penúltimo parágrafo, eu gosto de fazer alguma ligação direta com a profissão ou com o meu assunto em si, trazendo uma provocação, uma reflexão e coloco o CTA. Às vezes eu confesso que eu deixo passar o CTA, mas é importante, tá?

Agora, uma estrutura dois, um pequeno ajuste só, é uma frase impactante e provocativa. Às vezes, acho que até conversei com Pedro sobre isso, quando a gente começa com uma frase que já traz esse impacto, eh, acho que foi um vídeo do Pedro que a gente fez a revisão que era: "Não me peça de graça, a única coisa que eu tenho para cobrar". Acho que era algo nessa linha. Então, é uma frase impactante. Foi isso? >> Sim. >> Hum. Foi como você sugeriu, não lembro como eu tinha escrito, mas eu tinha escrito de um jeito mais diferente e seu conselho deu certo. >> É, foi um conteúdo que foi muito bem, né? E então é isso. Às vezes você coloca uma frase impactante, alguma frase de algum pensador que é muito bacana, funciona muito bem para você continuar. Não necessariamente você entregou o ouro, mas você conseguiu chamar a atenção, tem que ir adaptando pro seu roteiro.

Outro ponto também de estrutura que é você pegar uma dor ou uma crença comum entre as pessoas no seu público. Então, pensando em um exemplo mais prático que eu tive recentemente, foi hoje que eu postei até, eu falei sobre traição. Traição é um assunto que grande parte dos seres humanos tem medo de passar por uma, né? É um, acho que é um grande medo aí da humanidade. Então, quando eu falo sobre essa palavra, eu já sei que é uma dor muito grande entre o público e eu sempre vou pensando que que tem de explicação por trás disso? Tem alguns caminhos, tem algumas soluções, como que o público encara isso. Então, é ótimo, né? As pessoas acabam ficando mais próximas ali e nem sempre você vai eh falar sobre alguma história em si. Às vezes você vai passar de fato uma informação, mas sempre coloque uma história por trás. Teve uma mentorada minha que estava falando sobre eh utilizar camisa, eh colocar camisa da da empresa, algo nesse sentido, só que estava muito genérico. E quando ela colocou exemplos práticos de pessoas que passaram pelo mercado de trabalho, se doaram e no fim das contas quem foi promovido foi o colega que era mais puxa-saco, aí sim a gente vê essa discrepância no mercado de trabalho que seja. Então sempre ilustre com exemplos. Eh, tem coisas que a gente aprendeu na nossa vida. Ah, tive um bom professor. Por quê? Porque ele era dinâmico, porque ele dava bons exemplos. Retomando, não seremos professores, mas tem alguns elementos que fazem sentido a gente colocar na nossa comunicação sim para prender atenção e fazer com que a pessoa lembre de você depois do seu vídeo.

Aqui eu coloco um exemplo prático de como seria esse essa aplicação. Teve um tempo atrás o Detal e que a manchete era a seguinte: o amargo gosto do balanço final do Detal e a virada para o Rock in Rio. Aqui confesso que foi uma chamada meio ruim, tá? Mas aí lendo a notícia eu entendi melhor e fiz essa adaptação. Que que eu coloquei aqui logo no início? Detal. Um festival gigante, uma produção milionária e mesmo assim o público não apareceu como prometido. Esse era o ponto do da notícia tal era um é um grande festival e não supriu as as expectativas na questão de público, de volume. Isso acaba sendo eh acaba eh sendo ruim pro bolso, né, da da produção que seja. E aí, que que eu observei disso? Quando a gente fala sobre dinheiro, dinheiro é algo que chama muita atenção do ser humano. A gente sempre está procurando pelos prazeres, pelo dinheiro. E quando a gente coloca algo que foi, né, uma ação milionária, só que não foi bem assim, né, não supriu as expectativas, chama um pouquinho mais atenção. E aqui o breve contexto, com shows gigantes e expectativa lá em cima, o festival não conseguiu lotar como planejado e acabou reunindo menos pessoas do que a sua primeira edição. Aqui dá aquela sensação de, ah, entendi que aconteceu, mas como assim? Por que que isso aconteceu, né? Eu estou colocando algumas interrogações na cabeça da pessoa. Aí sim eu explico tudo, faço a pessoa imaginar, imagina você compra ingresso caro, organiza a viagem, eu coloco a pessoa nesse universo imaginativo, né, dentro dessa história, dentro desse desse contexto. Então você espera para viver o evento do ano, chega lá e percebe que o espaço não está tão cheio, que está faltando algo ali. Só que eh parece do isso eu faço bastante nos meus conteúdos. Parece que eu vou falar muito sobre só o lado negativo pro próprio projeto, pro próprio Detal, só que pro consumidor foi ótimo. Imagina, você vai para um show para um festival e está vazio. É o sonho. Só que pra produção foi um sinal de alerta. Então eu apresentei os dois lados, né? Eu mas eu não deixei de lado aquele olhar também pro consumidor, que seria o meu caso. Então eu vejo isso, um retrato claro do que acontece também no digital. Está vendo? Eu fiz o gancho pro meu universo. Não basta entregar um produto ou um serviço de qualidade. É necessário ser estratégico na venda. Então aquela expectativa de um produto, de um lançamento, aí putz, torrei caixa, estou no prejuízo e no fim das contas só vendi um sonho e o meu sonho foi por água baixa. E no fim das contas eu peço para comentar aqui o que você achou, eh, o que você acha que faltou no Detal. Não deixei uma abertura tão tão genérica nesse CTA. Quando você pergunta algo específico também vai bem. Então, o que você acha que faltou? Eh, o que que você acha que qual quais seriam as soluções dentro desse contexto? Isso ajuda bastante.

E aqui eu faço um comparativo, né, de ganchos bons e ganchos ruins dentro desse contexto. Vou pros ganchos ruins para a gente já ficar bem fixado na nossa cabeça sobre o que não funciona muito bem, que é, hoje eu vou falar do Detal, um festival que aconteceu em São Paulo, ou o Detal foi um evento de música com shows e atrações para o público. Estou parecendo uma jornalista, né? Chato. Parece que ai abri o jornal lá da Globo e estão falando alguma coisa. Até o a Globo deve ser melhor nessas chamadas ou teve o Detal esse ano e

Foi interessante acompanhar os números. Ai, que chatice isso, né? E, por fim, nesse vídeo, eu vou contar um pouco sobre como foi o detal. Chata também, já perdi o interesse, passa pro próximo, né?

Então, sempre vamos prestar atenção nesse, nesse pontinho e da temperatura. Quero reforçar. O gancho é para te fazer sentir. Então, seja uma curiosidade, uma indignação, seja para você reforçar as suas crenças ou seus valores, algo que seja surpreendente, algo que você tá agregando informação na vida da pessoa que é bacana. Até mesmo, eh, quando a gente traz uma informação nova pro público, ele tem esse sentimento de querer fazer parte. Ele, o ser humano por si só, ele não quer ficar sem informações. Então, é muito chato, né? Parece que desde a infância, quando alguém fala sobre algo que a gente não sabe, a gente fica meio sem graça. Então, quando a gente vê algo que uma pessoa que traz algo novo ali, alguma informação bacana, a gente quer participar. Ou seja, para chocar, para paralisar, para trazer uma euforia, sempre pense nesse sentimento. O que que você tá trazendo ali? É muito, muito bom.

Erros comuns, só para frisar um pouco mais para vocês, que é já começar na história, ser muito abstrato, ser exagerado e demorar para entregar o contexto do principal que você vai falar. Isso aqui, eh, eu sei que muitos de vocês, tá, quero até destacar essa parte, que pensa: "Ah, mas beleza, já entendi isso". Não, eu não, eu acabo não errando nisso. E eu vou falar para vocês que quando a gente tá muito no olho do furacão, produzindo sem parar, é bom que a gente olhe, porque essas coisas passam. Até o mais experiente acaba deixando, até eu, vira e mexe, deixo alguma coisa passar. Eu olho para aquele conteúdo e falo: "Putz, acho que foi isso aqui que não foi tão legal".

Aqui, sempre se pergunte sobre a sua produção: o que vai fazer a pessoa ir para o próximo, segundo, pro próximo parágrafo? Então, todos esses pontos que a gente foi falando, eu gosto de trazer, eh, de forma resumida em alguns outros slides para vocês, porque vocês têm acesso a esse material, né? Só para vocês irem consultando de uma forma mais fácil, tá?

Agora, finalmente, a gente vai entrar na parte do ChatGPT. Qual que é o ponto aqui? O futuro da produção de conteúdo não tá em deixar o ChatGPT pensar por nós ou qualquer outra IA. O ponto não é esse, fazer com que a IA trabalhe por nós, mas em nos tornarmos grandes editores. No meu penúltimo, na penúltima agência que eu trabalhei, a minha, a minha chefe falou isso e me chamou muita atenção, porque ela falou o seguinte: a gente estava numa fase de relatório anual das empresas e aí a gente teve um feedback de um cliente falando assim: "Ah, mas tá fazendo pelo ChatGPT, alguma coisa assim". Eu nem cuidava dessa parte, ficava em campanhas. E aí eu lembro que a minha chefe recebeu esse e-mail, eu pensei assim: "Vixe, ferrou, ela não vai gostar de, de ter visto isso, né?". Só que ela falou assim: "Gente, todo mundo tá usando ChatGPT para correção de texto, no fim das contas, a gente todo mundo vai se tornar editores, né? A gente vai produzir o nosso texto, claro, a gente vai pedir pro ChatGPT dar uma revisada, melhorar alguma coisa ou outra, mas no fim das contas, essas edições que vamos fazendo, que vamos aprimorando, é que vai se tornar o ser humano, né?". Se eu concordo, se eu gosto, se não, não sei. Mas a gente tá caminhando para esse lado.

Como que eu utilizo o ChatGPT ou qualquer outra para os meus roteiros? Eu gosto de escrever no Word, né, com a minha linha de raciocínio, às vezes não com tanto afinco, com tanta preciosidade assim, mas eu nunca jamais deixo com que o ChatGPT crie toda a estrutura para mim. Se for criar, eu vou editar tudo. Então, eu vou deixar no meu tom. Eu fui aprimorando esse olhar para sempre pegando aquelas coisas mais genéricas que ele sempre utiliza. E você olha para aquilo e algo que eu gosto de fazer é fazer esse meu texto, pedir para ele: "Ah, deixe com um ar um pouco mais de curiosidade, melhore isso, melhore aquilo, tem alguma matéria, tem alguma informação, tem algum estudo que fale sobre o que eu falei?". Porque assim, eu vou aprimorando. Mas o que eu quero incentivar vocês é para que vocês não sejam preguiçosos. Eu até peço desculpa pela palavra, porque eu sei que vocês não são, é porque vocês trabalham muito, mas muitas vezes a gente fica nessa correria e a gente acaba caindo nessa comodidade, né, que tem o ChatGPT. É maravilhoso, ele ajuda mesmo. Só que quanto mais a gente se entrega para isso, menos nós nos enxergamos dentro da nossa produção de conteúdo. E por mais que a gente tenha social media, agência por trás, no fim das contas, só você sabe quem é você, né? No fim do dia, só você sabe o impacto, o seu dia a dia, o seu trabalho. Então, não deixe todo o seu processo na mão de outras pessoas. Elas ajudam. Eu incentivo que vocês tenham, mas não peque por essa comodidade, tá?

Então, utilizo assim, ou, eh, o que você pode fazer para ter um pensamento um pouco mais rápido, que você já tá um expert ali, já domina toda a sua comunicação, que é pedir pro ChatGPT desenvolver um roteiro corrido, sem separações, com a estrutura sugerida aqui, propondo o gancho e objetivo. Você, propondo o gancho, qual o objetivo da sua mensagem? Onde você quer chegar com isso? E depois você vai ter que editar mais. Então, no fim das contas, não sei qual que é mais ou menos trabalhoso, mas, eh, eu quero incentivar vocês aqui para que não caiam nisso. Não faz parte da minha metodologia. Comecei a escrever há muitos anos, eu tenho 36 anos e eu escrevo desde os 11, então não tinha inteligência artificial. Então, eu, eu quando eu pego o ChatGPT para construir alguma coisa, eh, eu fico muito insatisfeita, porque a entrega dele não chega nem nos pés do que a capacidade humana pode fazer. Então, assim, é uma ferramenta maravilhosa, é uma ferramenta maravilhosa, mas tenho o hábito de escrever qualquer coisa à mão todos os dias. A Carla tá aqui, ela entende o que eu tô falando. É bom pra cabeça. Por quê? Porque quando você escreve à mão, você tá acionando um outro mecanismo de criatividade no teu cérebro. Quando você escreve qualquer coisa, acorda cedo, escreve que você não queria ter acordado, que se você queria fazer qualquer outra coisa, menos trabalhar, menos escrever, menos gravar o roteiro. Mas não, eh, deixem o ChatGPT criar tudo para vocês do zero. Tenham esse hábito de fazer uma escrita, que eu chamo de escrita artesanal mesmo. Você fazer aquilo ali, você ter o hábito, tua cabeça para pensar, escrever sobre qualquer assunto que seja, que você detestou ficar no trânsito, que seja que você brigou com a tua esposa, brigou com teu marido, qualquer coisa.

Quem tá fazendo isso aqui do grupo é o Daniel. O Daniel, quando ele entrou na mentoria, eh, ele não tinha nenhuma experiência com roteiro, nada. O Daniel nunca tinha escrito um roteiro na vida dele. Ele tava conversando comigo, ele tava me mandando algumas coisas para eu revisar e ele me falou: "Tenho muita dificuldade, eu não sei o que que eu escrevo". Eu falei: "Então, você vai fazer o seguinte, você vai pegar um caderninho e vai escrever à mão". Na hora que eu falei isso, ele falou assim: "Gente, isso é a melhor coisa que eu poderia fazer, porque eu sou, eh, eu não sou digital, eu sou analógico". Que que ele fez? No dia seguinte, ele foi numa padaria tomar café da manhã. Ele mandou foto, ele levou o caderninho dele, caderninho brochurão. Ele mandou foto de três páginas que ele escreveu sentadinho na, na padaria. Eu fiquei arrepiada de falar que acontece. Isso deu um start de criatividade no Daniel que nunca tinha escrito um roteiro na vida. E ele começou a escrever, começou a entender como é que funcionava a estrutura. Por quê? Porque escrever à mão ativou nele uma criatividade que ele tinha lá quando ele era criança, quando ele tava na escola, quando fazia interpretação de texto, quando fazia essas coisas que são artesanais, que a gente tem essa lembrança nossa, né? Então, tem o hábito. É muito interessante aquele livro das Páginas Matinais. Eh, vou mandar depois lá no grupo, realmente ajuda muito. O professor Rodrigo Urgel tem também no YouTube um monte de conteúdo sobre a escrita à mão. E assim, eh, depois que vocês têm esse hábito, criem o hábito de fazer a escrita à mão, introduzir qualquer coisa que seja, ninguém vai ler isso, é uma coisa só de vocês. É um caderninho que fica guardado ali. Tem coisa que você tem esse...

>> Pode falar.

>> Não, eu vou falar aqui enquanto neuropsicóloga. Durante 23 anos, eu atuei na neuropsicologia fazendo diagnóstico diferencial de Alzheimer e reabilitando pacientes com Alzheimer. E um dos, dos grandes exercícios de reabilitação era a escrita, fazer o paciente voltar a escrever. E eu tinha assim, casos emocionantes de, de pacientes idosos e de alto nível cultural que falava: "Doutora, sabe quanto tempo eu não escrevo? Eu já tinha até esquecido como era a minha letra". E isso ativava realmente regiões límbicas do cérebro ligadas à emoção, né, e fazia muito bem pro paciente. E o efeito era o efeito secundário era o engajamento na reabilitação, né? Então, assim, além de, de toda a circuitaria motora que, que a escrita traz, né, e que te auxilia na consolidação da informação, aí já é um, um, uma outra parte, né? Eh, memória, aprendizado que se dá através da escrita. A gente vem de uma geração, eu de uma geração analógica, como muitos aqui, mas depois nós tivemos uma geração digital em que as crianças eram incentivadas a terem o, o iPad e tudo mais na escola. Eu sempre recriminei isso, porque a circuitaria motora, quando ela é recrutada pro aprendizado e codificação da informação, é a rede mais sólida de aprendizado do cérebro, entendeu?

Carla, ficaria horas te ouvindo.

>> É muito bom.

>> Então, eh, eh, escrever hoje, o meu projeto da Escrita Terapia é um outro projeto, mas que traz também toda essa minha, essa minha base, essa minha bagagem científica para fortalecer a escrita, o quanto ela é importante. E hoje as pessoas não escrevem, não sabem escrever, não sabem a própria língua e, consequentemente, não sabem se expressar.

>> Hum. Uhum. Isso é perigoso, né, na questão sentimental.

>> Sim, sim, demais.

>> Eu lembro que uma vez...

>> Pode falar.

>> Não, eu só ia falar que eu lembro que uma vez um, não sei se foi um psicólogo que eu passei que ele falou assim: "Não, você tá sentindo raiva, você não tá triste, você tem que aprender a nomear o que você tá sentindo para você, né, realmente tratar aquilo ali". Então, muitas vezes a gente, até pela escrita mesmo, é isso que você falou, Carla, é verdade, porque se a gente não tá, se a gente tá esquecendo de escrever, de colocar a nossa ideia para fora, de usar o nosso repertório, de se expressar, a gente não sabe nomear as coisas. A gente não tem esse... achei magnífico isso que você falou.

>> Bárbara.

>> É, quem não sabe nomear não consegue se instalar na realidade onde tá.

>> Você não sabe aonde você tá, porque você não sabe dar nome às coisas. E parte de dar nome às coisas vem dessa questão da gramática, da retórica que, que a Bárbara tava falando, da pessoa saber escrever, saber falar o que ela, como que você vai gravar um vídeo no Instagram, como que você vai passar a informação se você, se aquilo não tá dentro de você, se foi 100% escrito pela IA, você não é teu, a pessoa vai perceber que aquilo não é seu. Então, tenha esse hábito. Eu vou mandar para vocês no grupo o um vídeo que eu mandei pro Daniel que deu start nele, a gente começar a escrever à mão, tá? Um videozinho do YouTube super simples, mas pode ajudar, tá?

E um detalhe, a nossa avaliação premium de coeficiente intelectual no mundo inteiro, na escala Wechsler de avaliação de funcionamento intelectual, o subteste de maior peso é o subteste de vocabulário. E o que a gente percebe hoje é um empobrecimento de vocabulário da população. E o que que acontece? As pessoas têm um coeficiente intelectual mais baixo.

>> Sim. Sim.

>> Conta disso.

>> Eh, tem até uma pesquisa sobre analfabetismo funcional que tem crescido no Brasil e muitas vezes as pessoas acham que o analfabetismo tá totalmente ligado com pessoas que não tiveram acesso à educação, mas são pessoas com letramento, com formação, que não estão mais conseguindo interpretar um parágrafo básico, que não estão conseguindo finalizar um raciocínio. Então, eh, eu vejo que isso vai crescer cada vez mais, né, por conta dessa facilidade. O meu professor de filosofia, o Guilherme Freire, ele, ele é um pouco extremo, né, mas ele fala assim: "É, inteligência artificial é igual salgadinho. Todo mundo prometeu que ia ser mais prático pra nossa alimentação, mas é uma porcaria". Mas assim, eu gosto da IA, eu acho que ela vai somar bastante, como já tem somado, como a Carla sempre traz inúmeros exemplos assim magníficos dentro de empresa, em processos para facilitar treinamento de colaborador. Achei isso assim demais, muito, muito bom. Então é isso, é saber usar, é saber ponderar e não se esquecer ao longo desse processo. Inclusive, eu tô criando tanto ranço disso que eu tenho dado unfollow em criadores de conteúdo, em que é tudo ChatGPT. Eu olhava assim, falava: "Nossa, cinco, seis, sete postagens por dia". Na verdade, só tá ali aquilo que jogou no ChatGPT tá falando. Não teve um mínimo de profundidade ali, só quer alcançar cada vez mais. Nossa, ficou todo desconfigurado esse meu slide, não ficou para vocês? Deixa eu pegar aqui no Canva que eu faço lá mesmo, porque esse slide é muito, muito importante para vocês, tá?

Tá tendo até um golpe agora, não sei se vocês viram, ó. Eu fofocando enquanto a... [risadas] tá rolando. Eh, parece que no TikTok que você coloca lá, você tá no TikTok, de repente aparece uma propaganda para você de um velhinho que escreveu um livro romântico para a esposa dele que morreu. Aí você vai, você vai comprar o livro, R$ 10.

>> Aí todo mundo fica com dó porque a história é realmente bonitinha. Coitado, velhinho, a mulher dele morreu e tal. Escreveu um livro romântico para ela e todo mundo vai comprando, só que aí você recebe teu e-mail. Mas aí o que que acontece? Tem um monte de velhinho desse vendendo os livros e é tudo escrito 100% ChatGPT. A gente, o velhinho, ele é criado por IA, a história é criada por IA e os golpistas estão rachando de ganhar dinheiro em cima dos coração mole que tem do velhinho.

>> Você vê a Lara Nesteruk morrendo de chorar por conta disso?

>> Na hora que eu vi ela falar, eu falei: "Gente, coitada, ela caiu".

>> A Lara Nesteruk, gente, não sei se vocês conhecem ela, ela em prantos assim, gente, um velhinho, como pode até hoje amar com tanta profundidade? Ela falou: "Comprei três dos livros para ajudar, gente, tá, tá ruim para todo mundo, não é? Mas nossos pais, nossos avós, nossos tios, a gente tá caindo mesmo nesse nesse negócio de ChatGPT, inteligência artificial".

Que que eu trouxe aqui para vocês? Uma listagem com os termos que o ChatGPT mais usa, né, pra gente sempre ficar sempre dar uma limpada quando ele traz isso, que é até onde vai o limite, né, até onde vai o limite de não sei o quê, ou esse episódio revela tal coisa, esse episódio serve como alerta, isso aí é de pra outra coisa que o ChatGPT utiliza, que é ótimo para nossa comunicação, eh, comparativos, eh, e aprimorando cada vez mais, colocando vários exemplos, que é o X virou rotina, virou X, virou Y, virou Z. Isso aqui é pra outro. Não é sobre isso, é sobre aquilo, não é sobre não sei o quê, enfim, isso aqui tem demais. Eu acho que é um dos que as pessoas mais deixam passar. E essa situação ilustra não só X, mas também como Y. Esses comparativos têm bastante e revela, revelando. Isso significa que a gente não vai usar esses termos? Não, de forma alguma. Mas se tiver demais isso, dá uma limpada, substitui com algo que tem mais a ver com seu repertório. Então, ai, a gente não vai mais falar "revelando", não vai mais falar "revelando", não, de forma alguma. É muito mais, ó, deixa eu ir equilibrando aqui. E, e assim, agora é um parêntese. É desesperador ver o pessoal falando sobre, ai, ChatGPT usa tracinho, usa não sei o quê. Gente, isso faz isso, você abre qualquer livro. Nossa, eu usava e abusava disso. Eu peguei até ranço, parei de usar porque tudo é agora é ChatGPT quem escreve. Mas aqui ficam os exemplos para vocês.

Agora, eu quero trazer para vocês, até tinha até falado sobre sobre isso com Pedro, que é, poxa, mesmo assim, Bárbara, utilizei tudo isso, o conteúdo tá muito bacana, a mensagem tá muito bem estruturada, mas não sei porque não deu. Às vezes acontece isso e às vezes é porque realmente não era para ser no dia ali o seu conteúdo que você gostou muito. Só que existe uma última carta, é como se fosse um mistério, né, nas redes sociais que eu nunca utilizei porque quando alguma coisa floppa para mim, eu deixo passar. Mas às vezes você, é até um conselho que eu não gosto de dar, mas como existe, eu me sinto na obrigação de compartilhar para vocês, que é flopou, mensagem tá boa, estrutura tá boa, imagem tá boa, que é exclui o RS, até vergonha de falar isso, exclui o RS e muda o gancho, né? Tem, tem mentorado meu que às vezes já deixa pronto uns três ganchos só para encaixar caso não vá tão bem assim. Então, você exclui, pode ser na mesma hora, pode ser no outro dia, que pode funcionar, não é uma garantia. Eu tô jogando aí no colo de vocês porque eu sei que vários players utilizam e eu tô aqui também para mostrar esse outro lado para vocês, tá? Então, fica essa diquinha um pouco suja das redes sociais.

Agora, indo pro final, eu quero passar algumas lições de casa para vocês, que é depois vocês recebem isso, tá? Ficar lá na área de membros. Adaptar essas estruturas que eu mostrei para vocês para alguns assuntos dos Reels que vocês têm. Ah, eu quero incentivar vocês que muitas vezes você olha pro seu conteúdo e você fala: "Ah, não encaixa aqui um breve contexto, né? O início da história já é um breve contexto". Não tem problema, né? Isso aqui não é um negócio rígido, que é para seguir a finco, é muito mais de você ir adaptando e tendo um norte para você seguir. Outro ponto, edite esse seu roteiro do ChatGPT pelo menos duas, três vezes naquele roteiro que você já fez por conta própria, né? Outro, treinar principalmente o gancho dos seus vídeos. Mentaliza aquilo ali, vai refletindo, olha, volta. Eh, eu sei que a gente não quer que fique moroso, que o intuito da mentoria que facilite a produção de vocês, mas tem coisas na vida, gente, que não dá para abrir mão, né? Se a gente ficar pensando sempre em como facilitar o máximo, a gente vai se perdendo nesse caminho. Então, fica de recomendação para vocês esse outro ponto. E por fim, quero saber alguma pergunta, questão de roteiros, ChatGPT? Deixa eu parar aqui. Ah, Felipe entrou. Nossa, entrou um monte de gente que eu não tinha visto. O Crollou gente.

>> Ô Bárbara, eu tenho uma pergunta também. Eh, queria saber como que você faz a sua rotina de conteúdo hoje, assim, eh, você escreve uma vez semana, todo dia, você primeiro olha notícias, tem uma rotina ou simplesmente o que te inspirou e vai, como é que é seu fluxo?

>> Como é que eu faço? Eh, durante toda a semana eu vou coletando os temas. Então, eu salvo uma notícia ou outra, eu coloco na minha, nas minhas notas do celular alguns assuntos. Eu tenho Trello, mas eu tenho Trello muito mais para a empresa. Eu confesso que algo que eu quero sempre incentivar vocês é a forma que for mais fácil no seu dia a dia é a forma que vai funcionar para vocês. Então, por exemplo, meu marido não funciona com Trello, mas ele funciona muito bem com um grupo só ele no WhatsApp. Então, se funcionar para vocês também vale. Então, eu fico durante toda a semana, eu salvo uma notícia, salvo uma postagem, sempre tento evitar, eh, pessoas próximas a mim para não, que agora tudo é plágio, agora copia todo mundo, né? E depois disso, na sexta-feira, amanhã é o meu dia de escrever. Eu escrevo quatro roteiros. Eu tô postando quatro vezes por semana. Escrevo tudo na sexta porque é o dia que eu tenho menos trabalho. Eu organizei toda a minha rotina para que sexta-feira eu fique um pouco mais tranquila. Outro ponto que incentiva vocês é, quando vocês forem produzir conteúdo, texto, gravação, pegue um dia que vocês estejam mais tranquilos, porque se você tiver gravando, sei lá, 8 horas da manhã para sair às 9 pro trabalho, esquece, você vai fazer ali correndo, vai ficar no desespero, ah, posta isso mesmo, tá bom? Fiz. Então, é isso que eu faço, porque isso foi uma estrutura que eu fiz desde as agências que eu trabalhava, que é durante a semana não conseguia gravar, na sexta-feira lá na agência mesmo, ficava no cantinho escrevendo os roteiros e hoje eu confesso que eu estou gravando ou na própria sexta ou no próprio sábado e aí eu mesmo edito os meus Reels, porque eu acho que eu sou mais rápida, já tenho aquele jeito meu, né? Um pouco de, de crença minha. Sexta-feira escrevo tudo. Eu escrevo quatro roteiros em 1 hora, 2 horas. No sábado eu gravo e no domingo eu edito, mas eu tô tentando deixar o meu, meu final de semana mais livre, só que no final de semana eu tô mais tranquila, não tem trabalho, não tem tanta notificação, não tem tanto desespero. Então, como eu já acordo cedo e cedo não tem tanta coisa para fazer, a não ser treinar, então eu faço assim esse meu planejamento. No geral é isso, o planejamento que funciona para vocês será o melhor, mas sempre separe momentos mais tranquilos para fazer isso. Senão quem já gravou na aperreio, na correria sabe que é um saco que você começa a pegar um ranço da gravação. Então, eh, fica de incentivo também para vocês. Como que você faz, Tai? Conta pra gente como é que a sua organização. Fica curiosa.

>> É bem caótica, que meu não tem um dia livre certo, né? Então, por exemplo, eu vou gravar amanhã. Sextas normalmente eu gravo. Eh, mas aí eu vou escrever agora à noite, chegando na fazenda aqui.

>> Hum.

>> Escrever meio de noite, meio de madrugada. Então, hoje é assim que eu tô fazendo.

>> Hum. Entendi. Que que eu faço também de separação, já que eu utilizo alguns temas quentes, né, porque é o que dá aquele disparo, eh, de alcance de seguidor, de engajamento também. Eh, eu separo dois temas quentes, então se a gente for ver, não tem tanto assunto assim, né? A gente vai, eu vou salvando essas postagens de página de notícias, CNN, várias coisas que eu caio lá. E eu pego dois, agora, né, essa minha nova estratégia. Agora eu pego dois temas que eles são um pouco mais frios, mais ligados à leitura, que é uma coisa que em breve eu quero lançar o meu quatro ou cinco por dia, por semana, quatro postagens por semana.

>> É, desculpa, quatro ou cinco por... Não, não, não. Quem perguntou no dia para mim quanto quanto que eu gravo no mesmo dia. Aí eu falei que eu gravo quatro ou cinco no dia que eu vou gravar.

>> Então, que nem amanhã eu vou gravar, então vou gravar de quatro cinco vídeos.

>> E você vai trocando de roupa?

>> Aham. E vou trocando de roupa.

>> Boa. [risadas] Funciona bem também. Então é isso, eu pego dois temas frios, dois quentes, porque um me posiciona bem e o outro me dá mais alcance e vou fazendo esse esse equilíbrio. Quem mais, gente? Alguma dúvida? Pedro, Carla, Bárbara, Anelise, Sebastian, Croll.

>> Eu já mandei no grupo, tá?

>> Ah, você mandou?

>> Mandei, mandei o Perplexity, o ChatGPT e o Copilot de imagens. E aí é só você, é só você abrir a conversa com eles e pedir o que você quer. Dá para criar a gente no próprio WhatsApp.

>> Uhum.

>> Já tá aí. É só abrir.

>> Sabe o que eu tô pensando no avanço da inteligência artificial? Que vai ter uma integração nas redes sociais, em todos os lugares, né? Mas nas redes sociais para, por exemplo, você comenta algo, cria um story, escreve e aí dá uma analisada e fala assim: "Ó, uma versão melhor para você". Eu acho que cada vez mais vai estar nesse.

>> Eh, você começou...

>> Você já pode, você já pode, você não precisa mais sair do WhatsApp. Já tá lá, né? E todo mundo tá no WhatsApp do que sair para ir um outro aplicativo.

>> Gente,

>> Eh, a Tai perguntou se eu comecei recentemente com um novo formato, se teve alguma razão. Sim, eu confesso que, eh, só para vocês terem uma noção, né? No começo desse ano, até março, eu tinha 7.000 seguidores, mas eu sempre trabalhei no por trás das câmeras com outros influenciadores, eh, Bruno, né, do Primo Rico, Dick, enfim, sempre com as agências, mas fazendo com que eles crescessem através das campanhas, enfim. E aí eu pensei assim: "Poxa, por que que eu não consigo crescer, né? Por que que eu não estou tão dedicada assim?". E aí eu percebi que esse formato da tela dividida ia muito bem, né? E por isso fui vendo que, poxa, alguns assuntos meio polêmicos, por mais que eu não trate de forma polêmica, eh, eles acabavam indo bem. Só que hoje eu já não me reconheço mais em tocar tantos assuntos assim. Eu me vejo muito mais, é porque eu sempre tenho o seguinte pensamento, agora entrando num âmbito mais profissional, daqui 10 anos, né, eu quero ser vista dessa forma, porque 9 anos atrás eu era social media, mas se eu não perdesse esse meu pensamento, eu não seria, eh, uma mentora, que era um sonho também. Então, sempre olhando, poxa, daqui 10 anos quero ser professora, quero ser mentora, quero ter o meu clube de livros. Então, eu fui aos poucos mudando. E a minha recomendação é, por mais que você, de repente, até falei com o Felipe sobre isso hoje, não se identifique mais ou queira mudar, não deixe de fazer aquilo que já foi validado até que você valide um novo formato. Então, tô fazendo esse equilíbrio, um pouco daquilo que eu sei que funciona e um pouco daquilo que eu quero que seja uma novidade e eu vou testando. Então, sempre bom ir ir testando e, é, e é difícil, viu, gente? É muito difícil testar algo novo porque flopa, né? O público não tá acostumado. Mas a gente precisa passar por essa curva de falar sozinho um pouco para depois ser notado. Isso independente de quantos números você tenha de seguidores, tem esse, essa dor.

>> Surpreso que você postava só quatro vezes. Eu achei que você postava mais. É engraçado, né? Eu eu me sinto culpado às vezes por postar, eh, não postar todo dia, sendo que na verdade às vezes é melhor se fazer eventualmente menos conteúdo, mas colocar mais energia neles, né? E fazer melhores conteúdos do que só a quantidade, né? Quantidade, quantidade, às vezes isso é uma coisa difícil de, talvez para mim, de entender, porque quando eu comecei, acho que nas redes sociais, tinha muito guru que batia muito nessa tecla, né, de quantidade melhor que qualidade e acho que isso mudou muito forte, né? Eu acho que isso talvez, acho que isso sempre foi, eh, quanto qualidade sempre importante, né? Mas, e, e às vezes quando a gente foca muito no, difícil fazer bons conteúdos, né? Então, isso foi uma, uma questão interessante que, eh, a gente, que eu tenho a sensação de que você produz mais conteúdo e agora vai ter, realmente são quatro conteúdos por semana e surpresas nisso.

>> É, então às vezes, sei lá, por exemplo, essa semana eu tava muito inspirada, né? Eu li bastante, tive alguns, algumas janelas e aí eu fiz mais um vídeo, mas esse vídeo eu posso postar tanto amanhã, mas para deixar pra segunda, então assim, o fluxo vai ficando um pouco mais tranquilo, sem perder essa profundidade. Então, eh, eu acredito que quantidade seja muito boa para quem tá começando, porque tá testando, começa a analisar, conserta rápido algum erro, vê algo ao invés de ser muito humoroso. Mas existem outros criadores, por exemplo, acho que, se eu não me engano, a Hana Franken comentou que ela posta duas vezes por semana ou uma vez e tá indo muito bem. Então, assim, volume é importante para ir testando e analisando, mas depois de validado, eh, enfim, eu gosto de postar bastante para as pessoas lembrarem de mim, mas tem gente que posta, é porque também eu divido minha atenção para outras coisas, né? Eu tenho o YouTube, tenho podcast que eu incentivo todos a terem também. Carla, analise um podcast de vocês, seria muito legal, muito interessante. Aí eu só queria aproveitar e pedir pro Craw, eh, não sei se o Craw tá aí, Craw, se não tiver, não tem problema, se apresentar um pouquinho, falar de você que ele é novo na turma e depois a Luciana, se ela tiver também. Vai lá, Sebastian. Oi. Oi.

>> Eu ia pedir só para você se apresentar porque você é novo.

>> Então, eu tô aqui hoje mais como ouvinte, né? Eu caí ontem e já tô aqui. Então, sou Croll, trabalho com seguros, né? Uma corretora, sou a sucessora já. A gente já tem mais de 35 anos e entrei aqui, acho que como a grande maioria para se desenvolver, né? Acho que tava faltando alguma coisa. E o cara acompanha a Bárbara aí, ela, a dinâmica dela, eu achava também que ela postava mais, mas não é o que a gente tá vendo. E eu quero ver se eu aprendo um pouco com cada um. Já dei uma olhada no Instagram da galera aí que nos membros. Vejo que a galera tá bem engajada.

>> Boa.

>> Espero aproveitar o máximo.

>> E de onde que você é com esse seu T, Crow?

>> Não tem como negar não. Campina Grande, Paraíba.

>> Hum, boa, boa. Bom demais. E Luciano também queria que se apresentasse. Seja muito bem-vindo, Crow. Olá, boa noite. Eu sou Luciana. Hoje é minha primeira aula, comecei essa semana, já mandei meus três textos para a Bárbara e bom, sou arquiteta e também tô aí com meus, agora começando, né, mas com os meus 7.000 seguidores. E eu, bom, eu gosto muito de falar, de criar conteúdo, tem um canal no YouTube também e pro meu segmento eu percebo que é muito bom, porque eu demonstro ali o que eu faço em tempo, né, assim, num tempo corrido. Então, eu acho até muito fácil gravar YouTube porque ele não tem ali muita estratégia, apesar que também por outro lado eu não tenho assim tanto engajamento, mas eu tenho ali uma validação do meu próprio cliente. Eu percebo que quando ele acessa e assiste o vídeo, ele sabe quem eu sou, como eu trabalho, como eu penso. E eu deixei agora, tô postando menos, mas eu posto de 15 em 15 dias, eu deixei o YouTube para voltar a minha atenção pro Instagram, porque eu venho percebendo que se posicionar, né, a partir de de pequenos textos, vídeos, não só vídeos estejam ligados diretamente com o meu assunto, é algo que consolida os relacionamentos, né? Eu percebo isso a partir de outros influenciadores e eu tinha essa resistência no início.

>> Hum.

>> De que por que que essa pessoa tá fazendo isso, sabe? Um empresário, por exemplo.

>> E fui percebendo que algumas pessoas estão tendo muito resultado. Uma pessoa até que eu vejo que tem muito, não sei se vocês conhecem, é a Sandra Chaio. Na verdade, ela é uma empreendedora, né? Uma empresária, dona, é uma das donas do grupo Hope e achava que tudo um pouco, eu me questionava assim até que ponto a pessoa realmente precisa de usar a rede social. e fui e fui quebrando ali um pré-conceito que eu tinha com ela própria, que é uma empresária. Então, eu comecei a acreditar nesse poder da realmente de diálogo, de comunicação a partir do Instagram, porque quando a gente fala de alguma coisa, a gente conecta ou não conecta, né? Então, o meu objetivo aqui é aprender a fazer isso um pouco mais sozinha para poder produzir mais, não é para postar tanto, não acho que é o meu caso, mas para criar um outro canal ali de comunicação com o meu público.

>> Então, gente, o perfil da Luciana é maravilhoso. Eu acho que é bem isso essa sensação que você falou, Luciana. O seu cliente vai lá, olha a qualidade do seu produto, mas talvez falte um pouco mais de conexão, alcance e a gente vai trabalhar nisso juntas. Mas um geral, vou colocar o perfil dos novos que entraram para você pra gente ir se seguindo. Fazer a listinha, né, dos perfis.

>> Tenho, tá desatualizada. Eu fica lá no descritivo do grupo, aí eu coloco lá os links de todo mundo. Mais alguma última pergunta, pessoal? Não. Então é isso. Foi ótima aula de hoje. Espero muito que vocês tenham gostado e qualquer dúvida, conte comigo e com a Bárbara, gente. Obrigada. Bom descanso e tchau. Tchau.

>> Obrigada. Boa noite.

>> Obrigada. Boa noite.