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Parceria Escola E Familia Desafios e Solução

Daniella F de Faria24:28

Transcription

Olá, gente! Aqui quem fala é Daniela Freixo de Farias, a psicóloga infantil. E hoje, vou responder à pergunta da Tabarro, que pediu para falar sobre a relação dos pais com a escola. Vamos falar sobre isso. A gente vai fazer uma série, gente, de pelo menos três vídeos com esse tema. Espero que você goste.

Então, minha gente, eu recebi essa mensagem da Tabarro, se falando pra mim: "Dani, fala um pouco da relação com a escola." Eu acho que esse é um tema muito importante, muito interessante, até porque estamos voltando às aulas. Mas é muito importante que a gente se localize com relação a essa parceria tão importante com a escola. Há muitos anos atrás, eu fiz um vídeo a respeito da parceria entre família e escola. Acho que eu penso ainda de um jeito muito semelhante, no sentido do quanto a escola e pais precisam estar parceiros, no sentido de juntos somarem forças no acompanhamento com os filhos.

Mas só queria trazer um ponto importante, talvez um ponto que só depois que o modelo Estados Unidos, eu tive a plena consciência do quanto a gente aí no Brasil, e eu aí no Brasil, vivia também sobre essa perspectiva nas escolas particulares. E, óbvio, que aqui também existem escolas particulares. Mas acho que na situação que a gente vive no Brasil, a gente escolhe a escola que eu quero que meu filho estude, e essa escola ser paga. Eu tenho visto acontecer o movimento, tanto papo por parte das famílias quanto por parte da escola, que eu acho que vale a pena a gente repensar. Muitas vezes, nós estamos tratando a escola como um lugar que me presta serviço. E, óbvio, que a escola presta um serviço, principalmente porque você tem um pagamento nesse sentido. Mas perceba que muitas vezes, neste lugar da escola me prestar um serviço, muitas vezes, quando as crianças sentem qualquer tipo de desconforto na escola, o trato a escola como alguém que é opaco e que deveria fazer ou agir da forma que me agrada.

E muitas famílias, eu já joguei assim, provavelmente você também. Você chega lá naquela escola, descendo a banca, reclamando, querendo que as coisas sejam do nosso jeito. Principalmente, esse vídeo vai ficar forte, né? E lá, e caramba, mas tá bom. Vamos lá. Principalmente porque a gente tenha a pretensão, a intenção, o objetivo de que as crianças não sofram. E principalmente, quando a gente está entendendo que desconforto e sofrimento são duas coisas que andam juntas. E como a gente não quer que as crianças sofram, e como a gente se sente responsável nesse processo de educação que está tão pesado de carregar, a gente sente responsável pela felicidade geral da nação dos nossos filhos. A gente estende essa pressão e essa carga para as escolas.

A gente vem fazendo um trabalho, gente, muito profundo no curso online. Eu sempre estou falando isso para vocês aqui, porque eu coloco algumas coisas e eu não quero que você fique pensando: "Tá, mas e aí? Faz o quê com isso?" Então, a ideia é que no curso online, a gente compreende toda essa dinâmica e compreende, principalmente, as nossas atitudes frente às escolas com mais profundidade, com acolhimento e com muita responsabilidade. Mas já te convida para fazer essa reflexão aqui. Então, eu coloquei meu filho na escola e eu quero que tudo, absolutamente, ande do jeito que eu quero. A gente está se relacionando com a escola de uma forma.

Agora, existe o lado da escola, que eu também tenho visto acontecer bastante. A escola também, porque essa por ser paga, acaba entendendo que esta família, ela é um consumidor. Ela consome o que essa escola tem a oferecer. E porque nós temos escolas particulares no Brasil, na maioria dos casos, essas particularidades são os diferenciais que fazem com que uma família escolha uma escola ou outra escola. Obviamente, o que acontece? Se a gente for agora passar uma régua, tanto nas escolas particulares quanto nas escolas públicas, obviamente, a gente está pedindo hoje, gostaria que houvesse respeito, que gostaria que houvesse um ensino de qualidade, que houvesse espaço à diversidade de opiniões, espaço de aprendizado, escuta, tanto por parte dos alunos quanto por parte dos professores e tudo mais. Mas ele não pode esquecer que esse ambiente é um ambiente onde seres humanos imperfeitos se encontram.

Então, se eu tiver esse lugar, enquanto família, do lugar de exigência de expectativa, provavelmente, quando essa frustração chegar à frente da exigência, expectativa, você vai lá chegar na escola exigindo, brigando, julgando, não dando espaço para a escola e para você de construção desse relacionamento. E isso pode fazer com que você saia da escola, por exemplo, que você mude a criança de escola, porque é inadmissível tal coisa que aconteceu. Ao passo que a escola, que também é esse ambiente onde, sim, as crianças estão vivendo as primeiras relações sociais, as primeiras relações fora da família, as primeiras relações de convivência de regras estabelecidas, é muito importante que a escola perceba que papel fundamental ela também tem. Por quê? Porque se a escola estiver preocupada em não perder famílias, muitas vezes, ela vai começar a alterar suas próprias regras para que as famílias fiquem satisfeitas. E aí, quem está dizendo para as famílias: "Eu estou aqui para fazer e satisfazer todas as suas vontades"? É a própria escola. Faz sentir isso para vocês? Estão conseguindo se ver nessa situação?

Mas não vá para vender. E tudo bem. Mas aí ficou difícil. Como é que a gente sai disso? A gente entende que a gente está tendo a oportunidade de viver, enquanto família, enquanto escolhem, enquanto criança, uma oportunidade de aprendizado, tanto com relação às obrigações, com relação às tarefas, com relação ao desconforto e não aparecer, com relação às amizades que vão aparecer fáceis e difíceis. A gente vai falar se no próximo vídeo. A gente entende que em parceria com essa escola, nós juntos vamos lidar, convidando a criança à sua responsabilidade com toda e qualquer situação que acontecer. Obviamente, gente, eu tô falando de escolas responsáveis, não estou falando de escolas descuidadas e coisas graves que a gente às vezes escuta acontecer. Mas dentro desse espectro de escolas que sim, estão fazendo seu melhor, que sim, são responsáveis, percebam o quanto às vezes o nosso pedido de ajuda para essa escola, ele precisa ser muito cuidado. Porque se eu chegar lá exigindo que essa escola precisa me atender, muitas vezes, a gente não vai construir essa ação íntima, a gente não vai construir essa ação corresponsável, é para que a criança receba a ajuda que ela realmente precisa.

Eu tenho visto algumas, alguns relatos, tanto de pais querendo que a escola abre exceções, quanto de escolas é burlando suas próprias regras para que pais fiquem satisfeitos, quando, na verdade, às vezes isso não é nenhuma situação ou uma necessidade de fato das próprias crianças. Nosso imaginário como pais, muitas vezes, a gente entende que a criança vai entrar em sofrimento porque tal coisa aconteceu. Por exemplo, porque ao invés de ir para o recreio, ela ficou fazendo a lição atrasada. Então, essa professora não podia ter feito isso. Percebe o quanto, nesse sentido, todo o processo de responsabilidade da própria criança vai sendo colocado fora do processo de aprendizado?

E o ponto central dessa história, dessa conversa, muitas vezes entre escola e pais, é evitar sofrimento, tanto de um lado quanto de outro. Mas quando a gente entende que desconforto é que o nosso grande apoio, enquanto a comunidade, para as crianças, é exatamente ajudar a perceber o que se diz confortável, dizendo que necessidade ela tem, o que ela pode fazer a respeito. Então, faz dá voz a essa criança, ajudá-lo a falar. E lendo muito, eu levava as meninas na escola e falava: "Professora, olha, hoje a adulta tem uma coisa que ela quer falar com você. Eu vim aqui só pra apoiar ela no que ela quer dizer." Fazer: "Professora, ela quer falar com você." Mas ela falava, e eu estava lidando uma sustentação. Se vai ter pra mim, Dani, sempre a professora recebeu bem? Não, às vezes não. Mas o ponto é isso, diz sobre ela e sobre o aprendizado que ela também está tendo.

Agora, se eu não confio nessa instituição como oportunidade de crescimento, e se eu contrato essa instituição como mãe para o absoluto conforto, a gente está realmente colocando nesse espaço da escola uma carga que muitas vezes não pertence a ele, e muitas vezes não é possível. Por quê? Porque nesse embate, nesse encontro, nesse choque que nós temos nas nossas relações humanas, é exatamente nesse choque, nesses barro, que a gente vai se esbarrando, que a gente vai aprendendo convivência também. Quando a gente fica imaginando esse mundo ideal, que tudo que aconteceu de forma ideal e da forma que eu espero, que percebam, cada um tem um temperamento, cada um tem uma necessidade. A gente vive esses barramento dentro das nossas próprias casas. Tô muito acelerada, né? Respira. Dentro das nossas próprias casas.

Mas quando se trata de um filho chegar desconfortável, chorando, com com do cuango ncia, a gente chega no leoa paleão e você quer que tudo aquilo se resolva para que seu filho não sofra. Quando ali, a gente tem uma oportunidade assim única e riquíssima dessa criança aprender nessa história o que foi ruim, o que ela precisa e o que ela pode fazer a respeito. E usar desse ambiente da escola, seja do ambiente com os próprios amigos, ou seja um ambiente com os próprios professores, orientadores, para exatamente exercitar todo esse processo.

Então, se você falar pra mim: "Dani, o que você acha que hoje é mais importante dentro desse processo da escola?" Que essa escola é possa ser entendida como um espaço de oportunidade, aprendizado, que é isso que a escola sim oferece aos nossos filhos. E não como uma continuidade da minha casa, onde eu quero que essa criança permaneça confortável e absolutamente atendida, como talvez eu tenha a ideia de que precise ser. Porque eu tenho a ideia também, dentro da minha casa, de que essa criança plenamente confortável está segura e feliz. A gente já trabalhou em outros vídeos, e a gente conversa muito sobre isso lá no curso online, o quanto esse extremo conforto, essa criança atendida, é fragilizar nossos filhos, tiram eles um espaço de responsabilidade, deixam as crianças frágeis e responsáveis e folgadas. Porque ela começa a entender que da mesma forma como eu sou atendido dentro de casa, deveria ser atendido pelos meus amigos, pela escola, pelo professor. E aí, essa postura é não ativada por fazer a sua parte, e sim ativada por: "Eu espero que alguém faça a minha parte." Começa a acontecer. Vai sentir isso para vocês?

Então, gente, eu acho que um dos grandes pontos para a gente criar essa parceria com a escola, e a gente entender que o desconforto vai existir. O desconforto comunica necessidade, tanto das nossas crianças quanto nossa como pais. E o quanto nós podemos, junto à escola, colocar as nossas necessidades, da escola e da escola, a oportunidade de ver o que ela pode fazer a respeito disso. Isso é muito diferente da gente a chegar e exigindo, ameaçando. Muitas vezes, a gente faz isso querendo que eles resolvam para ontem essa história toda, porque você não admite. E assim por diante. Na hora que a gente entende essa parceria, quem ganha com isso, gente? Primordialmente, são as crianças, que estão sendo convidadas à responsabilidade, sim, e que estão sendo convidadas, principalmente, ao crescimento.

E da parte da escola, eu tenho um convite pra fazer pra você que é professor, pra você que é orientador: coloca também as suas necessidades, sinto desconforto dessas a agência que às vezes chega de nós pais. E perceba o quanto, a hora que você entende esse desconforto como informação importantíssima a respeito da necessidade do outro, mas a respeito do como está chegando dentro de você, você pode convidar esse pai, esta manhã, a uma parceria, ao invés de ficar muitas vezes no lugar que eu imagino muito sem saída de deixar esse outro adulto satisfeito. É uma é uma engrenagem muito linda que essa essa grande parceria nos oferta.

O livro, uma situação, uma vez que a Malu estava vivendo na escola, e que eu tive, graças a Deus, a oportunidade de falar com a professora dela, de um lugar de quem sabia que eu não estava lá dentro, que lá dentro da sala existem regras, que minha filha está nas regras, tanto quanto todas as outras crianças, e que ela detém a presença dentro desse ambiente. Mas, é óbvio, em casa recebi uma solicitação, um um desconforto, uma necessidade da minha filha. Eu escrevi uma carta, uma vez, falou a professora, já morando aqui nos Estados Unidos, de que a minha filha menor, acabado de chegar, estava assim, sem amigos na escola, ainda não falava inglês. E um começo, ela tinha muita atenção a prestar atenção, porque é a única coisa que eu tinha para fazer. E conforme o tempo foi passando, ela foi começando a criar um espaço de comunicação com as outras crianças. Ela foi sentindo a dificuldade natural de que agora tem amigos, de prestar atenção e conseguir lidar com os amigos perto dela.

Eu nunca vou esquecer a tristeza dela quando ela chegou em casa com as notas de comportamento, que são diárias aqui, e que a nota de comportamento dela, tanto prestar atenção quanto respeitar os espaços de silêncio de conversa, com uma nota baixa. E ela chorava e rezava: "Mamãe, eu estou realmente é tentando, mas eu estou sentada perto de uma amiga que é muito falante." E, obviamente, eu tinha, naquele momento, a total impossibilidade de cair na armadilha de botar minha filha de vítima, a menina falante de vilã, e eu tenho que salvar ela dessa situação. E a professora não percebe. E tudo aquilo que a gente conhece muito bem de como essa conversa acontece dentro da gente.

Mas nessa hora, eu falei pra ela: "Mas vamos fazer o seguinte, eu vou mandar uma carta para sua professora." E na carta foi assim: "Olha, a gente está num novo momento. Pelo que estou percebendo, vejo que você percebe. Europa, faça essa pergunta. Eu estou percebendo, mas eu não sei se você percebe. Vejo aí, como é que tá parecendo pra você?" E foi muito lindo. E eu falei pra ela: "Olha, agora, nesse momento, ela está tendo um desafio grande, que é continuar prestando atenção e conseguir administrar uma amiga que sentavam à mesma mesa, dos amigas juntas. E ela está com muita dificuldade em fazer isso. Eu não sei avaliar o que é melhor, até porque eu não tô aí dentro da sala. Mas veja o que a senhora acha melhor fazer: ou mudar de lugar para ela não ter esse desafio agora, caso você pensa que não é um bom desafio nesse momento, ou caso ela fique no mesmo lugar, ele seja um bom desafio para administrar, eu dividiria algum tipo de ajuda para ela conseguir falar: 'Amiga, agora não é hora de a gente conversar.'"

E foi tão lindo, gente, porque nesse dia, a minha filha, depois que voltou da escola, contou pra mim que o as regras na sala era uma troca de lugar, acontece uma vez por mês. Ela tinha trocado a as crianças do lugar, fazer acho que dez dias em que ela não estava na hora de trocar. Minha filha contando, foi tão lindo que eu quis compartilhar. A filha contando que ela pegou aquela carta, que leu e releu. As crianças assentadas, já projetando, nem ela pegou a cap leu, nem leu. Não foi, mãe? Ela olhou pra mim e fã e ficou alguns minutos quieta, fico pensando se eu estava pensando. Mf, a sete anos, gente. Aí ela, uma hora, gol falou: "Turma, surpresa! Nós vamos mudar todo mundo de lugar." Com ela em som. E se nessa possibilidade, dentro dela, e ela foi além. Ela não trocou a minha filha de lugar, ou não trocou essa mídia de lugar. Ela tirou todo mundo de novo para frente da sala e ela realocou todas as crianças para que não houvesse ali, nessa divisão das duas, nenhuma questão, para que não se criasse nenhuma questão.

E a minha filha chegou em casa falando: "Mamãe, aconteceu tal coisa." E ela me respondeu numa outra carta, dizendo: "Nossa, eu não tinha percebido que realmente a gente entrou em outro momento. Agora, não só tem que prestar atenção nas aulas, mas ela tem o desafio de agora ter amigos que a gente conversa com ela, o que antes não acontecia. Então, é obrigada por ter percebido isso, por terem escrito. Tomei essa decisão aqui. Vão ver, a gente vai falando se é parceria. Ela é tão maravilhosa, porque o aprendizado aconteceu em mim. Eu tenho certeza que o aprendizado aconteceu na rua professora, que é muito querida na minha vida, muito especial e muito especial na vida da minha filha. Eu tinha certeza que esse aprendizado aconteceu dentro da minha filha também, que entendeu que ali existia uma necessidade, existe uma necessidade sendo contada por um desconforto. E o quanto nessa escuta, ela pode sair da situação, não porque ela tinha que ser salva da situação, mas por uma atuação de todo mundo. Obviamente, ainda não tinha recurso para falar com a professora, porque era inglês e tudo mais, mas ela conseguiu colocar em palavras pra mim. Eu consegui colocar em palavras pra ela. Essa professora depois sentou com ele, conversou e fez um combinado com ela de que: "Olha, tudo o que você precisar, o que tiver desconfortável, conversa comigo. Vamos tentar resolver juntas." Porque, porque eu me importo, porque isso é importante, porque eu quero ouvir o que você precisa.

Mas perceba que nesse sentido, ela fez sim uma alteração de regra, mas foi ela fez. Percebe? Ela não fez para me agradar. Ela fez porque ela teve total condição, naquele momento, de fazer uma avaliação do que realmente valia mais. E na minha observação, naquele dia, eu lembro que não tinha certeza do que era melhor, sabe? Não tinha certeza. Será melhor separar? Considera melhor ajudá-la a colocar um limite na criança do lado dela? Eu não tinha realmente essa noção, até porque não sabia o volume disso, quando estava atrapalhando ela aprender, porque eu não estava lá.

Então, tudo isso para dizer para vocês, tanto pais quanto escola, que toda vez que a gente impõe algo, seja de um lado ou seja de outro, ou se a gente exige algo, seja de um lado, seja de outro, muitas vezes, a gente perde essa comunicação. E a hora que a gente tem essa comunicação de um lugar de aprendizes, principalmente todos nós, e a gente sabe a função da escola, sim, tirar esse espaço, é que têm esses barro, que têm esses e se essa esse encontro com o outro, a gente, na verdade, está proporcionando nessa grande experiência que a vida escolar, o desenvolvimento de recursos, desenvolvimento de percepção de si mesmo, a percepção do outro, a percepção de como é que a gente convive. E esse é um processo riquíssimo em. E tu, obviamente, todo o desenvolvimento de responsabilidade com relação às lições, com relação à tarefa em sala, com relação à construção dessa postura do estudante, que também já tem muitos vídeos aqui no YouTube sobre isso, aqui no canal, e sobre principalmente esse lugar de entrega do melhor possível.

Esse é um vídeo que talvez você não tenha esperado, você que me inscreveu, tá? Mas assim, eu acho muito importante a gente entender que a escola não está aqui para atendendo os pais, que a escola não está aqui para atender às crianças, mas que a escola está para atender um processo de crescimento. E é muito bom que a gente se coloca neste lugar também como pais, para que juntos, a criança seja nessa grande parceria, de fato, a maior beneficiada. Então, tenha como eu tenho no meu coração, porque às vezes só de um negócio, né, gente? Quer a manhã e lá e brigar no seu que eu já fiz isso, tento, não é? Mas quem no seu coração, quanto toda e qualquer oportunidade traz em si a oportunidade de crescimento para todos nós. E o quanto o desconforto não precisa ser combatido, mas precisa ser ouvido, para que a gente perceba as necessidades nele colocadas, que a gente possa assim convidar todos nós, e principalmente a criança, para um movimento. Acho que quando a gente cuida disso, desse lugar, essa grande ida em parceria começa a acontecer. E esse grande período que a gente passa com os nossos filhos nas escolas começa a ser mais leve, saindo dessa premissa de que a vítima vilão, e a gente precisa salvar. A gente começa a abrir a possibilidade de diálogo. E talvez sejamos um dos diálogos mais importantes para a gente ter no processo de desenvolvimento dos nossos filhos. Porque, afinal de contas, todo dia de escola, todo dia essa convivência com os outros iguais, crianças, e também com esses outros adultos acontece. E quando a gente abre essa possibilidade de diálogo frente a qualquer desconforto, acreditem em mim, a gente abriu possibilidade de aprendizado para todos os envolvidos.

O vídeo tem essa ideia é convidar você a essa escuta um pouquinho atenta e talvez diferenciada dessas queixas e muitas vezes reclamações que chegam da escola. A gente poder olhar pela perspectiva do aprendizado. Você vê que nenhum dia se perde, mesmo os dias ruins faz parte da vida. É muito bom que a gente aprenda a lidar com eles também. Aí, na próxima, a gente vai falar como que a gente pode lidar ou receber esses momentos de dor, como é que a gente pode fazer dentro da gente para facilitar a conversa.

O vídeo foi esse. Eu agradeço essa pergunta. Pa, agradeço a Deus em primeiro lugar, no meu coração, por toda a sustentação, para o meu aprendizado diário. E agradeço muito a sua presença aqui. A gente vê na próxima. Você gostou desse vídeo? Se inscreva no canal, espalhar essa ideia, tá?