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A Chanel lançou um prêmio literário. A Dior tá vendendo bolsa com capa de livro por mais de R$ 20.000. E a geração Z é a primeira geração em mais de 100 anos a ser menos inteligente do que a anterior. 100 Milleni vocês venceram. Tudo isso junto. Só me diz uma coisa, ser inteligente virou o novo luxo. E você pode e deve usar isso para construir a sua marca pessoal.
Oi, meus queridos. Sejam muito bem-vindos a mais um episódio do Confissões Estratégicas. Eu sou Elena Bezã, estrategista de marca e criadora de conteúdo. E neste podcast, sempre de uma maneira bem descontraída, tomando um cafezinho com vocês, a gente fala sobre marketing, negócios e outros temas que estão relacionados com esses dois, ou seja, comportamento no geral, né? Porque tudo tá relacionado com marketing e negócio ou tudo a gente pode observar por essa ótica.
Hoje eu queria confessar para vocês que eu efetivamente acho que a inteligência virou o novo luxo e o novo símbolo de status. E eu tô tão obsecada por esse tema que eu fui atrás de pesquisas, estudos para entender esse fenômeno. E agora eu vou dividir tudo isso com vocês, porque eu tenho certeza que esse episódio vai mudar a forma como você consome as redes sociais, como você escolhe os criadores que você vai seguir ou não e como você constrói a sua marca pessoal para que ela seja mais forte, mais reconhecida e mais valorizada. Porque sim, ser inteligente vai fazer você ser mais valorizado. Dito tudo isso, vamos começar.
Eu peguei todos os meus livros para poder fazer esse começo, tendo aqui um estímulo visual, mas pasmem, eu não tenho muitos livros porque eu leio tudo no meu Kindle. Vou tirar os livros do meu colo, tá? Pra gente começar oficialmente.
Como uma boa marqueteira que sou, eu adoro estudar sobre tendência de comportamento. Por isso que a gente fala tanto sobre comportamento aqui no podcast, né? Porque querendo ou não, o marketing nada mais é do que você usar o comportamento humano para evidenciar coisas que são boas em você e isso te ajudar a divulgar e mostrar o quão útil ou o quão desejável aquilo que você vende é. E é muito engraçado porque desde que eu comecei a criar conteúdo, uma coisa me incomodava. Existem muitas pessoas que fazem muito sucesso, mas o conteúdo delas é absolutamente raso. Elas não agregam em nada na sua vida. Elas só estão ali para te incentivar a comprar mais coisas, viver uma vida que tá muito longe da vida que você pode viver, que é a vida real.
E tem uns dois anos que eu venho falando para vocês sobre essa nova linguagem do digital, que nada mais é do que uma consequência do comportamento, né? As pessoas elas saturaram dessa vida vazia. E foi por isso, inclusive que o termo brain rot veio à tona como a palavra do ano de 2024, que nada mais é do que cérebro podre. A gente nunca consumiu tanta informação, mas ao mesmo tempo a gente nunca esteve com a memória tão ruim, com a saúde tão ruim em termos psicológicos. E isso é muito louco, porque a gente nunca teve tanto acesso à informação, mas também a gente nunca teve acesso a tanto conteúdo superficial. E aí as pessoas começaram a falar sobre isso. E aí a gente começou a observar, a gente começou a perceber que, nossa, a gente precisava de algo um pouco mais profundo, que era muita informação, mas a gente não sabia nem qual tipo de informação a gente ia reter. Na verdade, a gente quase não retém informação. A gente sabe muita coisa aleatória, mas a gente tem uma memória horrorosa. A gente não consegue lembrar nem o número de telefone da nossa mãe de cabeça. Vocês terem uma noção, olha essa pesquisa da Microsoft de 2015, tá? 15. A tensão humana nos anos 2000 era de 12 segundos. Em 2015 já estava em 8,25. Então já teve entre 2000 e 2015 uma queda de 25%. Eu fico imaginando como que tá a atenção hoje. Quando eu penso nas redes sociais, eu sei que assim, ah, antes tinha a regra dos 3 segundos, hoje você vai passando o feed assim, ó, você nem vê. Às vezes é menos de um segundo que você tem para chamar a atenção das pessoas e isso saturou.
As pessoas começaram a ficar cansadas de um conteúdo tão superficial, de uma vida tão irreal que as blogueiras e os gurus começaram a mostrar, de pessoas que não são boas, de pessoas que não são éticas, tomando lugares de muita riqueza, muita abundância, porque isso não parece justo. E sendo bem sincera, eu também não acho isso justo. É óbvio que essas pessoas que construíram riqueza, na maior parte delas elas são inteligentes, mas também tem uma parte dessas pessoas que é manipuladora, que ela é inteligente, ela sabe como manipular o outro e ela vai lá e ela te vende uma mentira e ela enriquece em cima de uma mentira e aí as máscaras começaram a cair. As pessoas verdadeiras, principalmente com o TikTok chegando, elas começaram a falar: "Olha, mas a minha vida CLT é assim, ó. Mas eu não acordo com 5 da manhã, não. Olha, não se sinta culpada se você tá sempre com a cabeça em outro lugar, porque a vida da mulher ela é assim. A gente tá sempre pensando em outras coisas. Não se sinta culpada. Nenhuma experiência é individual. Essa é uma frase muito forte dentro das redes, né? Nenhuma experiência individual.
E tem um termo que eu gosto muito, que pior tudo isso, que é que a gente vive em um mundo vu inglês, n? A tradução é volátil, incerto, complexo e ambíguo. Então, no meio de tanta informação, de tanta coisa, a gente vê um monte de conteúdo superficial que não ajuda a gente a entender a nossa existência, que não ajuda a gente a responder perguntas mais complexas, mais profundas, mais filosóficas. E aí a gente olha e fala assim: "Isso não está me nutrindo, isso não está me alimentando, isso não tá fazendo eu ser uma pessoa mais legal, isso não tá fazendo eu ser uma pessoa mais feliz". Pelo contrário, isso tem me feito ser uma pessoa mais superficial, isso tem me feito ser uma pessoa menos interessante, eu me sinto focada na vida dos outros. Então, são essas as coisas que passam pela cabeça do ser humano. Eu me sinto ansioso, eu não me sinto evoluindo.
E aí começa a nascer alguns movimentos, principalmente no TikTok, que começam a levar a gente para esse lugar onde ser inteligente é um novo luxo, onde o capital cultural pode importar muitas vezes mais do que o capital financeiro. O capital cultural começa a ser uma moeda de troca. Então, às vezes você não tem dinheiro, mas você é uma pessoa interessante e isso faz com que você possa ingressar em alguns grupos que você não ingressaria antes se você não tivesse dinheiro. Por exemplo, quem já leu o livro Coisa de Rico? Ali no livro o Michel, ele conta que a virada de chave para ele foi quando ele postou, né, publicou uma matéria falando sobre coisas de rico, o estudo que ele estava fazendo sobre a sociedade brasileira. E foi naquele momento que os ricos que antes não aceitavam ser entrevistados por ele, não estavam dando nenhuma abertura para ele, começaram a convidar ele pras coisas. Por quê? Porque ele virou o antropólogo do luxo. O Michel se tornou um especialista que dizia se isso é luxo ou isso não é luxo. Isso não é um capital financeiro, isso é um capital cultural. Ele se tornou perante os olhos da elite brasileira. E ele realmente já era. Eu digo se tornou por quê? porque ele já era um antropólogo, ele já era um estudioso, ele já era um especialista, mas a elite brasileira ainda não enxergava isso nele. E aí naquele momento onde ele publica aquilo, ele se torna, pela visão da elite brasileira, um especialista. E um especialista, ele é muito valioso porque ele tem o capital cultural.
O Pierre Burget, que é um sociólogo que se eu pudesse dizer para vocês que eu aprendi uma coisa na minha aula de sociologia, eu aprendi muitas, tá? O Thiago, que era o meu professor, ele era um professor maravilhoso. Inclusive, eu tenho um desejo muito profundo em mim de, isso daqui é confissões estratégicas mesmo, de voltar a fazer aula de sociologia com ele por hobby, assim, porque essa foi uma das coisas que transformou a minha identidade. Eu sou fissurada em tudo que eu aprendi sobre o Burdier, porque ele é um sociólogo muito maneiro. Ele me ensinou muito do que eu vejo hoje no mundo. E basicamente o Burger, em palavras bem simplistas, tá? Ele diz que a gente forma os nossos grupos de acordo com os nossos hábitos tus com o mesmo, tá? E que existem três tipos de capital. O capital econômico, que são recursos financeiros, dinheiro, propriedade, que é o que eu chamei de capital financeiro, tá? o capital social, que é a sua rede de relacionamento, as suas conexões, a sua influência e o capital simbólico. O capital simbólico tem tudo a ver com o que a gente chama de capital cultural, tá? Que é o prestígio, a honra, o reconhecimento, o status social. Às vezes você não tem o capital econômico para ingressar em algum grupo, mas você tem um amigo que tem e aí você consegue entrar naquele grupo. Então você não tem o capital econômico, mas você tem o capital social. Às vezes você não tem nem o econômico nem o social, mas você tem o simbólico. Então você é uma pessoa culta.
Quem assistiu Bridgerton? Bridgerton é uma das séries mais famosas da Netflix, que conta a história das famílias tradicionais ali da Inglaterra e se passa ali em torno de 1800, tá? Nos anos 1800. E a série retrata a Alta Sociedade Londrina. E aí, na última temporada, eu não vou dar muitos spoilers, mas só para vocês entenderem, tem uma filha bastarda de um cara que era nobre, que era da elite, mas ela é bem a história da Cinderela, tá? Ela vira uma funcionária, uma empregada doméstica da casa da madrasta quando o pai falece. Isso eu posso contar para vocês, porque tem tudo a ver com a Cinderela. E aí, em um determinado momento, ela sai dessa casa e vai trabalhar em uma outra casa. Tô tentando não dar spoilers. Quando ela faz isso, ela chega lá e ela vai pouco a pouco mostrando de uma maneira muito espontânea que ela sabia falar outras línguas. Aí uma pessoa tá lendo um livro, ela vai lá e fala assim: "Nossa, eu adoro esse autor. Eu já li todos os livros dele. Eu adoro o livro tal". E aí pouco a pouco a série vai mostrando como ela deixa de ser uma criada qualquer, que é como eles chamavam, né? Uma empregada qualquer. E ela participa mais das conversas. No geral, quando você observa, principalmente as outras temporadas, as empregadas, elas são ignoradas. É muito estranho, porque é como se eh quando a pessoa da elite entra na sala, a empregada não tá ali, como se ela fosse invisível. Qualquer empregado não está ali. E a Sofi, que é essa mulher, né, que eu falei para vocês, que é a filha bastarda, ela tem uma presença, ela é reconhecida, ela se torna, ela sai do invisível, ela se torna visível. E isso acontece porque ela tem o capital simbólico. Ela mostra através da cultura dela, então ela sabe falar outras línguas, ela sabe discutir sobre aquele livro, que ela pode ser valiosa porque ela tem o capital simbólico. Isso faz com que ela conquiste o capital social, então ela consegue ter conexões ali dentro da elite. É óbvio que nos anos 1800 isso é muito mais difícil do que hoje em dia. E aí eventualmente vamos supor e vamos jogar a Solf Pro que existe aqui hoje. e ela começa a se mostrar especialista em alguma área, ela começa a vender isso como o serviço, essa construção da marca pessoal. E aí com isso ela constrói o capital econômico. Você não consegue ter o capital econômico, você não consegue ter o capital social muitas vezes, mas você consegue desenvolver o capital simbólico. Só que para isso você precisa de tempo, você precisa de trabalho, você precisa ir lá e se mostrar valioso.
Em uma era onde as redes sociais, os influenciadores, eles são todos superficiais ou quase todos, porque eu também sou me influenciador e eu tô aqui trazendo esse conteúdo para vocês. A gente começa a perceber que a elite, o luxo, olha e fala assim: "Beleza, dinheiro já não é mais um problema, porque tem um monte de gente que não é inteligente, como sempre teve, tá ostentando aí carros, viagens, luxo." Essas pessoas, por terem dinheiro, conseguem acessar alguns lugares, só que elas não têm, como muito bem é mostrado no livro Coisa de Rico também, elas não têm o pedigri. E o pedigri vem do capital cultural, vem do capital simbólico. E aí, hora que o novo rico ele não consegue o pedigri, você consegue dividir. Você nunca vai pertencer se você não tiver o pedigri. E aí é muito engraçado porque aí a gente começa a observar o porqu ser inteligente, ser culto, se torna um ponto de diferenciação.
Desde que o mundo é mundo, gente, isso eu acho muito legal, que eu também aprendi na minha aula de história. Hoje eu tô cheia das das coisas da escola, né? Desde que o mundo é mundo, a sociedade se comporta assim. A sociedade se comporta como se fosse uma pirâmide. Para quem tá me vendo em vídeo, vai desenhar aqui a pirâmide. No topo da pirâmide, tá a nobreza, depois vem a burguesia e aí vem o povão, os plebeus, pessoal comum. O estatus sempre pertence à nobreza. Então a nobreza começa a usar salto alto, por exemplo, a burguesia vai lá e copia. Não sabe exatamente o porque tá fazendo aquilo, mas é um símbolo e os nobres estão usando, então eu vou usar também. E aí de repente o plebeu olha o burguês e fala: "Nossa, eu queria ser como o burguês". E aí ele começa a usar também na hora que o salto alto chega no último estágio da pirâmide, aqui no fundo da pirâmide, a nobreza olha e fala assim: "Quê? Tá todo mundo usando? Não, vamos trocar." E aí a nobreza troca. E é assim que as tendências acontecem hoje em dia também, tá? Tendência sempre vai funcionar dessa maneira. Hora que chega na massa, acabou, a nobreza vai mudar, porque a nobreza, ela tá buscando a diferenciação.
E aí é muito engraçado, outro dia eu li um livro que eu achei muito legal essa história, vou contar aqui para vocês, que muitas vezes a gente nem sabe porque que a gente tá fazendo. A gente só está fazendo porque aquilo ali representa algo que a gente deseja ser. Então, tem um uma história que eu li segredo da mente milionária que ele fala sobre os padrões que a gente copia. E aí, basicamente assim, uma amiga dele cortava as duas pontas do Peru na data de Thanksgiving, né, que é o dia de ação de graça lá nos Estados Unidos. E aí o marido dela uma vez perguntou: "Por que que você faz isso?" Ela falou: "Sabe, eu não sei. Minha mãe fazia e aí eu decidi fazer também porque eu achei que era o jeito certo de fazer". A mãe chegou pro Dia de ação de graça e eles falaram: "Nossa, gente, dá para te perguntar, por que que você corta as duas pontas do Peru?" A mãe falou: "Você não acredita que eu não sei te responder? Eu só faço porque minha mãe fazia". E aí ela liga pra avó e fala assim: "Vovó, por que que você faz isso, né? Por que que você corta as duas pontas do Peru?" E a avó responde: "Ué, eu sempre cortei porque não cabia na minha assadeira". Às vezes a gente replica padrões que não fazem sentido, porque se você tem um forno maior, uma assadeira maior, você não precisa desse trabalho extra de cortar, simplesmente porque as outras pessoas fazem. E aí os nossos pais, os nossos avós, né, da nossa família tem muita influência nisso. E ele traz eh esse conceito para falar sobre como muitas vezes a gente replica crenças financeiras e aí a gente não consegue ganhar dinheiro por causa disso ou a gente não consegue guardar dinheiro por causa disso. Então é um livro muito interessante nesse sentido. E aí trazendo isso pro luxo, é assim que as tendências acontecem. Ah, tá. Ailey Bber tá tomando smoothie. É, então vou tomar também. Por quê? Porque deve ser saudável. E aí você nem olha a tabela calórica, você nem sabe olhar. E aí no momento onde isso ganha proporções na rede social, você começa a replicar padrões sem nem saber o porque esses padrões existem.
Em algum lugar, isso também começa a te incomodar. Se você é uma pessoa que reflete um pouco mais sobre a vida, isso começa a te incomodar, porque você pensa assim: "Será que eu preciso comprar tudo isso? Será que eu deveria estar gastando todo esse tempo que eu gasto com um videogame ou com a rede social? Eu não devia estar vendo uma série que já é mais culto que uma rede social. Eu não devia estar lendo um livro para trabalhar minha cabeça para evitar ou postergar o meu Alzheimer, porque a leitura e o movimento cerebral ajuda. E a gente começa a ficar com medo porque era pra gente tá mais inteligente, a gente tem muito acesso à informação, mas a sociedade tá ficando mais burra. Olha essa pesquisa que um neurocientista publicou agora em 2026, o Jar. A geração Z é a primeira geração em 100 anos a pontuar menos que a anterior em QI. Os millenniums são mais inteligentes que a geração seguinte. Declínios confirmados em atenção, memória, leitura e matemática. E teve também um estudo noroeguês com 730 homens que mostrou que o declínio não é genético. Até irmãos da mesma família mostram diferença. O declínio acontece por causa do ambiente, por causa do comportamento. E aí, olha a frase que o Jared traz na pesquisa. Os humanos são biologicamente programados para aprender de outros humanos e pelo estudo profundo, não foliando telas em busca de resumos em bullet points.
E aí a gente pode olhar isso como uma catástrofe. E eu acho que é, eu fico triste com essa informação, mas a gente também pode olhar como uma oportunidade. Eu posso vir aqui e ser a sua influenciadora. Inclusive, se eu sou a sua influenciadora, se você gosta do meu conteúdo, já aproveita e comenta, por favor, dando um feedback sobre esse podcast. Que que você tá achando desse episódio? Eu sempre falo para vocês, o podcast é meu formato preferido. Tomar café com vocês as quintas-feiras é uma delícia. Então me conta o que você tá achando nos comentários. E já vou aproveitar também para falar, pausa um minutinho e já me segue se você tá me assistindo pelo YouTube. E me segue também se você está me ouvindo pelo Spotify. Vou te dar 2 segundos aqui pr você fazer isso. Um, dois, voltamos. Se você não conseguiu esperar, saiba, a inteligência artificial tá te fazendo mal. Essa é uma baita oportunidade. Por quê? Porque você pode ser o influenciador preferido de alguém.
Estamos entrando na era da curadoria e agora a gente vem pro ouro, pra nata da nata desse episódio. Eu já fiz um episódio falando sobre a era da curadoria. Escutem lá, é um dos meus episódios preferidos. Com tanto excesso de informação, a gente precisa escolher em quem a gente vai confiar para filtrar as informações pra gente. E a gente não quer ser burro. Ninguém quer ser burro, tá? Então, a gente escolhe pessoas que parecem ser inteligentes. Escutem essa frase que eu falei. Ó, ó, ó. Vamos lá. Presta atenção. Vou vir pertinho. Parecem ser inteligentes. Nada no mundo das redes sociais é o que é. Tudo que é construído é pelo que parece ser. Se você é inteligente, me faça o favor de mostrar isso para que as pessoas percebam, porque tem gente que não é, que parece que é, só porque faz um trabalho de comunicação melhor que o seu. Então, quando a pessoa consegue mostrar isso, ela é escolhida pela sua audiência para ser esse curador. Porque a relação entre influenciador e audiência cada vez mais, é aqui, gente, eu uso o termo influenciador, mas é criador, tá? Criador de conteúdo. Se você tem uma marca pessoal, se você tem uma marca empresarial, você tá criando conteúdo na internet, se você não tá, você deveria. Então, esse é o recado para você. Porque faça esse favor para mim, para você e para todo mundo. Eu tenho certeza que você tem algo para compartilhar. O papel do influenciador cada vez mais vai ser filtrar o mundo para você e o que torna ele valioso a visão de mundo dele. Essa visão de mundo, ela é o que ele pensa, o que ele acredita, mas além de tudo isso, o que ele decide mostrar e como ele decide mostrar. E por isso que eu falo tanto de construção de marca pessoal, porque não é construir um personagem, mas é olhar para o que você é, porque eu tenho certeza que você é muito e muitas coisas diferentes. Eu mesma sou muitas versões de mim mesma e escolher quais recortes dessas versões eu vou mostrar na rede social que mostrem que eu sou o melhor filtro pra minha audiência e ao mesmo tempo seja mesmo o melhor filtro pra minha audiência que me ajudem a mostrar o meu valor para eu entrar no jogo, para eu poder concorrer, para eu poder ter mais oportunidades.
E por que que eu digo que essa é uma baita oportunidade? Porque as pessoas estão sedentas por isso. E eu trouxe números para provar isso para vocês. A #booktk, para quem não assiste TikTok, é basicamente é vídeos de indicação de livro, review de livro, ou seja, leitura. Ela teve 239 bilhões de visualizações no TikTok em 2024. Imagina quanto já cresceu. Eu li uma matéria que tinha essa frase aqui, vai virar moeda social falar sobre os livros que você tá lendo. E é verdade. Você quer parecer culto? Fala de um livro. Eu já percebi que as pessoas querem parecer cultas, elas falam de livros. Por quê? Porque elas querem se diferenciar dos burros, dos sem embasamento. Só que é difícil porque o nosso cérebro ele tá agitado e a gente às vezes não consegue nem se concentrar para ler. E é por isso que eu falo com muita convicção, ter senso crítico vai ser diferencial.
E aí você pode falar: "Meu Deus, esse mundo tá perdido". Ou você pode virar e falar: "Meu Deus, ser diferente, ser melhor, ser bom, nunca foi tão fácil". A concorrência ela tá fraca, meus queridos. Eu falei com o Gustavo, falei: "Eu vou fazer um podcast telando sobre como ser inteligente é um novo luxo, porque que ser inteligente tá na moda e como ter sêno crítico é um diferencial, mas eu não sei exatamente como que eu vou desenvolver esse episódio, o que que eu trago." Aí ele falou: "Ué, é muito simples". Fala assim: "É todo mundo burro, então ser inteligente é diferente, né?" A gente deu boas risadas porque ele não falou desse jeito, ele falou de um jeito mais engraçado que eu não sei replicar. E aí foi isso, porque o recado é esse. A maior parte das pessoas é burra e não tá interessada em se tornar inteligente ou se tornar interessante. Maior parte das pessoas quer atalho e não os atalhos inteligentes, tipo fazer um bom curso, uma boa mentoria, que eu acho que o a educação, eu sempre falo isso para vocês, é um atalho inteligente. Elas querem um atalho mesmo, que é como que eu engano as pessoas do jeito mais rápido possível. Tem um influenciador que lançou um curso faz um tempo que cara catástrofe, catástrofe. Eu não posso falar o nome dele porque obviamente eu não quero ser sei lá multada, não quero receber um processo. Mas assim, eu olhei para aquele lançamento e eu falei: "Cara, é isso, vende muito, tá? Faz muito dinheiro, mas as custas da sua ética, as custas da sua paz, eu não acredito nisso. Eu acredito que a vida ela tem um propósito maior do que fazer dinheiro, né? que é ajudar os outros, é contribuir.
E essa semana eu postei nos meus stories falando que eu tava muito feliz, porque eu tenho sentido que eu tenho conseguido contribuir muito. Eu tô muito próxima da minha comunidade, eu tô muito próxima das minhas mentoradas. E eu recebi duas mensagens que me emocionaram. Uma que é uma mentorada mandando no grupo falando: "Meu Deus, obrigada, que comunidade maravilhosa, porque ela postou um vídeo e já tinham assim seis mentoradas lá comentando, porque elas se tornam amigas mesmo. E uma outra, uma mentorada nossa que indicou uma outra pessoa que entrou na mentoria também. A gente agradeceu a indicação e ela respondeu pro Gustavo. O Gustavo me mandou, falou: "Imagina, esse é o mínimo, vocês mudaram a minha vida". E eu olho pra história dela e a gente efetivamente ajudou ela a mudar a vida dela. Assim, uma grande transformação. Eu fico emocionada mesmo. Que que patético chorar em podcast, mas eu fico emocionada mesmo, porque, gente, o dinheiro entrar na conta e às vezes a gente nem lembra dele. Ele é bom, ele é maravilhoso, tá? Mas no dia a dia eu falo muito disso com o Gustavo. Eu faço as coisas por dinheiro e eu quero ter um negócio lucrativo. Eu não mto para ninguém. Eu faço por dinheiro, sim, também. Mas o dinheiro ele não te motiva assim a fazer. Então se você é uma pessoa que quer se motivar, você precisa ter algo a mais ali pr você conseguir fazer todos os dias, inclusive porque senão é muito fácil você só falar assim: "Beleza, tá confortável?" E é muito fácil você se acomodar e o dinheiro ir embora a hora que você se acomoda. Então o que move é a transformação do outro, sabe? Pelo menos eu acho que deveria ser isso.
E quando a gente começa a olhar para esse contexto, eu acho muito interessante porque nunca foi tão fácil você se tornar uma pessoa inteligente, porque nunca foi tão fácil acessar tanta informação. Antigamente, para você ter o capital cultural, e por isso que o capital cultural sempre foi um sinônimo de luxo e por isso que ter algum dos capitais sempre foi tão difícil, você tinha que ter dinheiro, porque você ia fazer viagens, porque você ia ter que comprar livros que eram mais caros, porque você ia ter que saber ler e isso não era tão tão fácil. Só que agora tá ficando mais fácil, porque primeiro é muito mais fácil você mostrar sua inteligência, porque você pode mostrar isso via rede social e para isso você precisa fazer um investimento de R$ 0. E ao mesmo tempo você pode ganhar repertório lendo um livro que tá disponível gratuitamente na internet. É, e eu não digo nem gratuito, tá? Eu eu imagino que você que esteja me escutando aqui, você tem um negócio, você me escuta sempre, então você pode fazer alguns investimentos e você pode escolher fazer investimentos que vão te dar esse capital cultural. A gente fechou um projeto esse ano que foi o maior investimento que a gente já fez em uma coisa assim educacional. E eu fiquei pensando muito porque dava para eu ter comprado algumas bolsas de luxo com esse dinheiro. Eu não vou dizer que eu não sou uma pessoa que nunca compraria uma bolsa de luxo, mas é que sempre entra a bolsa de luxo e um novo curso, entra a bolsa de luxo e uma nova viagem, entre a bolsa de luxo e vários livros. Eu sempre escolho as viagens, os livros, o que efetivamente vai me trazer um capital que me gera retorno. Eu gosto muito de fazer investimento que me traz retorno. Tem um cliente nosso que ele é movido a Roy. Eu brinco com ele que a palavra dele é ROI, que é retorno sobre o investimento. E em algum lugar eu sinto que eu tenho um pouco de uso também. Se eu invisto em algo, eu quero que aquilo me retorne. E às vezes a bolsa não vai me retornar, pelo menos não quando eu comparo ela com alguma outra coisa. Eu não sou contra a bolsa de luxo de jeito nenhum, tá gente? Mas é engraçado assim, porque eu olho e vejo que se tornar uma pessoa interessante, que não é interesseira, que é realmente interessante, é uma das melhores coisas que você pode fazer por você.
E é por isso que eu defendo que você deveria ser um especialista em algo. E é por isso que eu defendo que você não deveria viver só de publ, que você deveria vender a sua inteligência, que você deveria vender o seu serviço, que você efetivamente, e eu acredito, tá, que os negócios onde você vende serviço, eles são mais lucrativos. É claro, gente, que os negócios de produto eles também têm as suas grandes vantagens, mas se você tem inclusive um negócio de produto e você não tá consindo sua marca pessoal, você tá deixando um monte de oportunidade na mesa. E tudo bem que às vezes por alguns anos você vai focar no seu negócio de produto e vai deixar oportunidades na mesa. Mas olha que coisa louca, depois de um tempo você pode investir também na sua marca pessoal. A gente acabou de fechar um contrato com uma nova mentorada que ela tem uma marca de produto bizarramente bem feita, linda, maravilhosa, artesanal. É linda, assim, é a representação do luxo para mim. E agora ela veio para construir a marca dela, pessoal. E olha quantas oportunidades se abrem quando ela começa a falar do que ela vive, do que ela faz e o quão inteligente ela é e quão especialista ela é em algumas coisas, sabe? Então acho que é muito interessante esse movimento que o mercado tem passado. E as marcas de luxo, elas sempre são pioneiras em perceber isso. E é por isso que eu falei para vocês no começo do episódio que a Chanel ela tem um prêmio literário. É, agora as marcas de luxo tem clube do livro. Gente, que grande loucura. A experiência que a marca de luxo tem proporcionado e investido é um clube do livro, porque isso ajuda as pessoas a construírem o capital simbólico. Para você construir o capital simbólico, você precisa minimamente ali de um tempo. Porque é isso que eu falei, é esse tempo que as pessoas não estão dispostas. Só que o que as pessoas não entendem é mesmo que você não tenha 4 horas por dia, porque às vezes as pessoas não tm, se você tiver meia hora, você já consegue começar a construir o seu capital simbólico.
E aí eu fui atrás de dados para provar que é melhor você ser um especialista do que um generalista. É melhor você saber muito sobre algo e mais ou menos sobre as outras coisas. Eu acho que todo empreendedor precisa ser um pouco generalista também. E eu falo que repertório é tudo, porque às vezes você é generalista no sentido de você é uma pessoa curiosa, mas se você é especialista em algo, você consegue ganhar mais. E aí é como se fosse então um lugar do meio caminho, do meio do caminho assim, é você construir a sua visão de mundo e você ser especialista nisso. E o Michel falou isso no podcast que eu ouvi. Eu falei: "Nossa, engraçado, eu sempre falo sobre isso. O que é mais valioso dentro do hoje é a sua visão de mundo, que é a curadoria que você faz sobre o mundo de acordo com as referências, o erro repertório que você tem das coisas que você viveu. Só você viveu. E só você viveu não porque os seus irmãos não viveram a mesma experiência familiar que você. Eles viveram. Só que de acordo com a sua personalidade, cada um interpreta e usa aquilo de um jeito. Então eu acho isso muito maluco. Eu acho maluco quando eu vejo irmãos gêmeos e outro dia vieram uns umas crianças aqui em casa, né, filhas de amigos, tem um casalzinho que é gêmeo e gente, cada um é de um jeito. E aí eu falei, falei pra pra tia Jeta, que é a mãe deles, falei: "Incrível, porque um é de um jeito e o outro é de outro. Eles vivem as mesmas experiências, eles vão na mesma escola, eles são da mesma sala, eles têm os mesmos pais, os mesmos avós, tudo igual". Mas eles têm personalidades diferentes. E é isso que faz cada um ser único. E é isso que faz você ser você. E isso é construção de marca pessoal também. E aí quando você fomenta isso, você vai se tornando um profissional mais requisitado. Quando você olha para isso e você evidencia isso, porque você vai se tornando mais único e quanto mais único, mais valioso você é. Essa é a sacada do luxo. Quanto menos pessoas podem ter, mais aquilo se torna valioso.
E aí, pra gente encerrando, eu queria trazer uma coisa para vocês que é muito legal. Quando a gente fala de inteligência, então esse episódio ele veio para te explicar o porquê ser inteligente é um novo luxo. Mas mais do que isso, esse episódio veio para te incentivar se tornar uma pessoa mais inteligente, a te motivar a fazer investimentos para otimizar sua vida numa maneira intelectual, mentorias, cursos. Eu acredito muito na educação. Eu tenho uma empresa de educação porque eu acredito nisso. E porque quando você consegue dominar muito algo, você consegue fazer aquilo virar simples pro outro. Eu estudei bastante para trazer esse episódio para vocês. Eu espero que ele tenha sido simples. Tem uma frase do Da 20 que eu adoro que diz: "A simplicidade é o mais alto grau de sofisticação. Quando você domina tanto algo, você consegue fazer aquilo ser simples. Quando você consegue fazer aquilo ser simples, fácil de entender pro outro, você tá muito apto a criar conteúdo dentro das redes sociais, que é o principal canal de aquisição de cliente, que é o principal canal para você construir sua marca, que é o principal canal para você gerar oportunidades para você ir pro seu negócio. As pessoas às vezes falam: "Mas você fala de conteúdo, né?" Ah, eu falo: "Não, eu falo de marca". Só que o jeito mais fácil de você mostrar sua marca pro mundo é através da criação de conteúdo. Então, também falo de conteúdo. Mas eu não falo de fazer conteúdo virar, eu não falo de você fazer qualquer tipo de conteúdo. Eu falo de você fazer um conteúdo que vai te gerar oportunidade, que vai te gerar cliente, que vai te gerar dinheiro, porque senão é hobby. E eu não ensino hobby, eu não tenho nada contra quem ensine, mas eu não ensino hobby. Eu amo hobby, por sinal. Acho que muita gente que ensina ótimo, mas quando você constrói negócio ou quando você vem para criar conteúdo e se dedicar horas e horas à aquilo que dê dinheiro, entendeu?
Exercício da semana. Voltamos, tá? Voltamos com o exercício da semana. Eu quero que você olhe fotos suas criança, olhando e pensando quais são as coisas que te interessam, que você seria muito inteligente nessas áreas ou que você já é muito inteligente nessa área. Quem sabe você não pode monetizar isso daí ou usar isso como um diferencial na sua marca pessoal.
Queridos, o novo luxo é ser inteligente. E diferente das outras coisas, esse é um luxo que exige tempo. Às vezes você não tem o maior tempo do mundo, mas se você fizer isso por tempo suficiente, mesmo que um pouquinho por dia, eu te garanto que você já vai estar na frente de muita gente. E nunca se esqueçam, não basta você ser inteligente. Para você ter uma marca pessoal valiosa, você precisa mostrar isso pro mundo.
Espero que vocês tenham gostado do episódio dessa semana. Eu adorei fazer ele. Eu senti que ele foi o mais profundo dos últimos tempos. De vez em quando eu venho, eu faço relato pessoal, uma coisa mais freestyle. De vez em quando eu venho e trago um conteúdo mais profundo. Hoje foi um dos dias que foi um conteúdo muito bem estudado. Afinal, estamos falando de inteligência, então não poderia fazer de outro jeito, né? Me conta o que você achou nos comentários. Não deixa de avaliar o podcast com cinco estrelas se você tá me escutando pelo Spotify, ok? E, óbvio, ficou iluminado com esse podcast, teve insites, então comenta aí também. Um beijo grande, queridos, e até quinta-feira que vem. Tchau.