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5 Comportamentos dos ULTRARRICOS sobre Dinheiro

Felipe Mendes5:23

Transcription

Existem cerca de 2.600 bilionários no mundo. E aqui nesse celular tem um contato de 94 deles. Calma, não fui eu que disse isso. Foi exatamente assim que um corretor de móveis lá de Nova York começou o vídeo ensinando as seis lições que ele aprendeu com os bilionários ao longo da vida. E é claro que eu fui lá e assisti o vídeo. Interessante, profundo e inteligente, mas sinceramente não condiz nem um pouco com a realidade brasileira.

Nesse vídeo aqui eu vou compartilhar com vocês um pouco mais da minha visão sobre a mentalidade dessas pessoas ricas, milionárias, aquilo que permitiu com que elas construíssem esse patrimônio todo. E talvez isso faça mais sentido para você do que lições de bilionários americanos que estão completamente desconectados com a realidade brasileira. Vamos lá.

São cinco comportamentos principais. O primeiro é que eles medem o resultado em poder de compra e não em saldo bancário. A maioria das pessoas apenas olha pelo extrato da conta e vê aquele número crescendo. Sente que tá indo bem, mas quem constrói patrimônio de verdade faz uma pergunta que é bem diferente: Quanto desse crescimento é real? Já descontando a inflação, a a perda, né, do valor da moeda? No Brasil, essa é uma distinção crítica. O real perdeu 88% do seu poder de compra desde 1994. Um portfólio que cresce 13% ao ano com uma inflação de 8% está na verdade crescendo R$ 5, e não 13%, como muitos talvez achem. E quem não faz essa conta tá vivendo muito provavelmente uma ilusão de crescimento e não um crescimento real.

Segundo, eles questionam o ambiente antes de escolherem o instrumento. Qual é o melhor ativo para investir? Pouco importa. A pergunta certa é: onde está o meu patrimônio? No ambiente que favorece o crescimento dele ou aquele que corrói? E não é coincidência que mais de 1200 pessoas com mais de 1 milhão no Brasil saíram do nosso país em 2025, que representou uma alta de 50% em relação a 2024, por exemplo. E elas não fugiram de um investimento ruim, elas fugiram de um ambiente que é nitidamente hostil ao capital privado, com uma carga tributária 50% acima de outros países emergentes, uma dívida pública que basicamente tem uma trajetória sem teto, principalmente regras que mudam sem qualquer aviso, com jogo correndo normalmente. Quem constrói patrimônio de verdade lê o ambiente antes de alocar, não depois.

Terceiro, eles diversificam a jurisdição e não só o ativo. A maioria das carteiras brasileiras têm ações, fundos imobiliários, renda fixa, tudo denominado em real, no mesmo ambiente fiscal e, claro, dependente das decisões lá de Brasília. Bem, eu pelo menos não acho que isso seja diversificação. Me parece mais uma concentração com nome diferente. Quem pensa em patrimônio de forma séria aloca fora desse ambiente. E não porque ele é pessimista com o Brasil, mas porque ele entende que patrimônio sólido algum pode depender exclusivamente de uma nação.

Quarto, eles tomam decisões lentas sobre estrutura e rápidas em oportunidades. Contar a arquitetura do patrimônio, onde alocar moeda, nível de exposição, exe tempo, análise e consistência. Não se muda toda semana, mas quando surge uma simetria, aqueles que têm uma estrutura já preparada aproveitam mais rápido. E quem não tem, fica lá estudando enquanto a janela vai se fechando. E um exemplo muito claro para mim de uma assimetria gigantesca que existe no mercado é o Bitcoin. Sim, Bitcoin, pelo simples fato de existir um gap de conhecimento, de informação gigantesco ainda sobre ele. Quem chega com uma análise antes da maioria vai capturar e já está capturando, de fato, a diferença entre preço e valor.

O quinto é que eles pagam pelo conhecimento que eles não têm. A pessoa que tenta economizar dinheiro com consultoria, advogado, um aconselhamento de fato especializado, depois, na maior parte do tempo, paga três, cinco vezes mais para corrigir os erros que ela cometeu sozinha. Quem constrói patrimônio de verdade entende onde termina a sua competência e começa a de um especialista. E, claro, paga por isso sem ficar pensando, chorando muito o custo, porque ele considera como investimento com retorno mensurável.

Agora pensa, esses cinco comportamentos não dependem de ter bilhões, dependem de mudar a forma como você pensa, em qual moeda está o seu patrimônio, em qual ambiente ele está operando. Você tem estrutura para agir rápido quando uma simetria aparecer? Consegue aproveitar as boas oportunidades desse mercado?

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