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Cortes CRCSP - Impactos da Reforma Tributária do Consumo na Governança Corporativa ... Parte 03

CRCSP10:33

Transcription

[Música] governança dos créditos também eh tributários. Então, a ideia de que temos que antecipar a monetização do crédito de CMS, nem se diga, porque senão você vai demorar 20 anos para receber os créditos CMS. Se você ficar com saldos de CMS lá, você vai eh, na verdade se complicar.

Então, a gente tem que buscar formas de consultoria tributária, parcerias, criar aqui a a nossa rede de contatos entre contadores para tá eh prestando essas consultorias de modo ético, né, para ajudar as empresas a monetizar, né, esses valores. A gente tem que ter um mapeamento de riscos e oportunidades da reforma tributária para as várias áreas da empresa. Ter um cronograma, porque não é uma virada de chave, né? Para chegar em 2033, eu tenho que ter as ações que vão acontecer em 26, em 27.

A gente vai ter que matar um leão por dia, né? Então primeiro a gente tá preocupado lá com 1º de janeiro de 26 com 1% lá que vai ser pago na CBS, tá? Mas isso é só a ponta do iceberg, porque o nosso o nosso cronograma ele vai ter ter que ter várias etapazinhas, né? Eh, pra gente conseguir fazer chegar no dia 1º de janeiro de 203 para chegarmos vivos, né? Nesse dia. Todos chegaremos bem e espero que bem remunerados também, né? Depois de de um longo trabalho.

O implementar eh treinamentos internos também, né? para para que os nossos funcionários, a equipe do departamento contábil fiscal estejam bem antenados, né? Atualização tecnológica. E o contador bom não é um contador operacional, né? É um contador inteligente que vai discutir, né? Eh, a estratégia lá com os donos da empresa, com a diretoria, né? A gente não quer, né? a gente, o CRC com certeza São Paulo quer os contadores dinâmicos ali que vão eh discutir com a empresa estratégia, que que ela vai fazer, montar cenários, tá? Que isso é uma oportunidade muito grande pra gente profissionalmente, tá? Então é isso, é uma mudança profunda de processos, sistemas e também eh de estratégias, tá? Eu até peço desculpa porque eu acho que a palestra ela é mais problematizadora do que solucionadora, né? Mas a gente tá aqui para contribuir também porque faz parte do processo de construção do conhecimento também.

É, na realidade, né, professor, eu até marquei alguns pontos aqui muito interessantes, porque se fala muito em complexibilidade, incerteza, desafios. O leão eu tirei, porque nós já passamos pelo leão nesses últimos dois meses, então eu tirei matar um leão. Esse daí já foi. Então vamos pros demais.

Considerando o fim gradual de incentivos fiscais até 2033, como que o senhor sugere que empresas regionalmente beneficiadas reavariem suas estratégias logísticas e operacionais para preservar essa competitividade? É, pessoal, esse é um desafio enorme que a gente tem para vocês, né? Eu tenho certeza que não é a maioria, mas existe aqui uma gama de contadores que t esse problema e não desse problema ou a solução, né? Ou você, né? Ou mas também você vai cobrar para essa solução, ou você tem uma oportunidade aí de vender uma solução.

Você é contador de uma empresa que tá num setor que tem muitos benefícios fiscais. Então, o que que acontece? Eh, na minha opinião, né? Não, não, não é que eu tenha resposta para tudo. A gente tem que mapear o que que vai acontecer em 27, 28 e 33, quando você não tiver mais o benefício. Por exemplo, será que a minha margem de lucro ela vai ser tão reduzida que isso vai inviabilizar? Se a gente chegar à conclusão que isso inviabiliza, eu já tenho que tomar uma decisão de, por exemplo, mudar o centro de distribuição até 203 para outra região. Mas vai ter que fazer muito cálculo, né? e e que não é o o só o cara do tributário que vai fazer isso. Tem que ter eh a gente tem que mapear onde que tá o fornecedor, quanto que custa trazer essa matériapra, onde que tá o cliente, pra gente chegar num ponto logístico melhor do que a gente tá hoje, tá?

Fazer acompanhamento político também, né? Eh, ou seja, será que o governador do seu estado vai implementar alguma coisa para vocês ficarem lá? Por exemplo, ah, eu tenho uma estrada esburacada, quando sai da empresa, o caminhão passa em um monte de buraco lá. Agora é o momento de falar pro governador. Olha, a estrada aqui tem que tá redondinha, meu caro governador, porque assim, ó, não vai ter benefício fiscal, então o custo logístico ele tem que ser menor. Não pode ter pneu do caminhão estourando, não pode tá demorando, entendeu? E e só que assim, é complicado, complicado, né? o público é é complicado. E você vai ter que colocar tudo isso na conta do lápis para ver se se compensa, né? Então é um desafio gigantesco, né? E é complicado. Eu fico até pensando até nesse exemplo, né? Você imagina, ah, aqui eu tô nesse nesse município, esse município ele não faz ele não faz aí eh o direcionamento das verbas para a infraestrutura. Então vou para outro município que eu não todo município eu tenho mais escoamento de produção, não tenho muito problema com buracos, etc, etc e etc. Olha que ponto que chegamos. Mas tem que ser tem que ser analisado todos esses pontos, não é verdade? E não só na questão tributária, não é verdade, Robertson? É porque daí a gente vai ter que no detalhe, né? Como o tributário ele vai ele vai, o incentivo fiscal vai perder a relevância, daí a gente vai ter que no detalhe da operação até o buraco lá que tem na estrada que você sai da empresa, ele vai influenciar o meu custo.

Caso de pagamento de mercadoria em dinheiro, como será o processo? Caso o adquirente seja pessoa jurídica? Como que será esse acerto dos tributos? É, aqui a gente ainda tem que aguardar exatamente como que vai ser o detalhamento do split payment, né? Mas uma preocupação, claro, que tem no mercado é que não, espero que não aconteça, né, esse fenômeno de você transformar tudo em pagamento em dinheiro, porque isso seria, né, um problema até, digamos assim, de compliance, de Banco Central, de tudo isso, né? Por exemplo, se tiver uma brecha para eu comprar tudo em dinheiro e daí não ter o split payment, né? A gente tem que ver isso como que vai ser regulamentado, porque eu sei que já tem gente pensando, ah, então tá bom, então não vai ter transferência bancária, não vai ter Pix, não vai ter cartão de crédito, vai ser pago em dinheiro e daí não tem o split pent. Mas a gente, na verdade, tem que aguardar uma regulamentação. Eu não posso bater o martelo que a gente vai escapar desse desse recolhimento dessa forma, tá? Porque eu acredito que o governo vai encontrar mecanismos para que isso não aconteça, né?

Porque, por exemplo, eh, se a gente começar a pensar em históricos tributários, eu lembrei da pergunta aqui do do Flávio, eu lembrei de uma coisa que chamava CPMF, né? Nossa, que daí que que acontece? você começa a não depositar o cheque. Então eu sou um logista, recebi um cheque, mas tem o tal do CPMF, né, que é um negócio que o pessoal novinho, pessoal aí de 20 e poucos anos deve est dando risada, né? Eles não devem nem saber que que é a CPMF. Mas quando eu tinha CPMF, o que que eu fazia? Eu endossava o cheque sem depositar o cheque, porque eu tinha que transacionar o menos possível com aquele cheque para não pagar a maldita da CPMF, né, para a parte de de prestação de serviços, tá? Eh, seja de engenharia civil, entre outros, né? Eh, que tenham a onde que tem as retenções e que fala que será no local da prestação de serviço ou no local da sede da empresa. Ainda foi assim uma é uma pergunta que que é dividida aqui entre a Tatiane Kelly de São Paulo e o Roberto também de São Paulo, tá?

Fala que a partir do ano de 2026, né, tal como tal imposto já como o IBS, deverá ser pago no local de destino. É, eu claro que caberia, talvez eu abri aqui a legislação do do a nova legislação na lei complementar, mas mas já me parece que o que o que os próprios demandantes da pergunta já oferecem de certa forma a resposta, porque que acontece? A IBS e a CBS, ela vai ter a característica de você ter uma tributação no destino, né? Inclusive essa característica da tributação de destino, ela vai mudar o alguns parâmetros. Até aproveita a deixa da pergunta inteligente para pensar também na questão. Eh, é que claro, o serviço de engenharia ele tem uma peculiaridade, tá gente? Eu digo no ISS, né? No ISS os serviços de engenharia, no geral eles já são devidos no local, tá? Mas isso é é é isso é um detalhe que é uma exceção da lei do ISS. Regra geral, paraa maioria do serviço no ISS, o imposto é devido da origem, por isso que tem um monte de empresa em Barueri, entendeu? Então, por exemplo, se eu se eu fosse prefeito de Barueri, eu já ficaria preocupado, tá, lá com a Alfaville, porque que que acontece? Será que vai, será que vai ser tão legal mesmo Alfaville depois da reforma tributária ou não? Ou as pessoas vão querer fazer reunião na Faria Lima e na Avenida Paulista. É, é e esse também é o X da questão, porque a carga tributária não é a não vai ser do município de Barueri, vai ser do do município tomador do do serviço, entendeu? Então, me parece aqui que no caso da engenharia civil, como ele já era uma exceção, ele já era no local, ele vai permanecer no local, mas pra maioria ele vai, né, eh, a responsabilidade e a carga tributária vai ficar pro município e pro estado do local, tá?