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Call de Resultados Raízen | 3º trimestre da safra 24'25

Raízen58:31

Transcription

k [Música] C [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] [Música] Bom dia a todos e obrigada por aguardarem. Sejam muito bem-vindos à apresentação dos resultados do terceiro trimestre do ano safra 2024/25 da Raízen. Esta videoconferência está sendo gravada e o replay poderá ser acessado no site de relações com investidores da companhia, ri.raizen.com.br, e no canal do YouTube da Raízen.

Para escolher o idioma de sua preferência, basta clicar no botão "interpretation", através do ícone do globo na parte inferior da tela, e escolher entre inglês ou português. Após, você poderá escolher mutar o áudio original. To choose your preferred language, simply click on the interpretation button through the glob icon at the lower part of the screen and select either English or Portuguese. After that, you can choose to mute the original audio.

Destaço que o vídeo da apresentação será em português com tradução simultânea em inglês. Informamos que todos os participantes estarão apenas assistindo à videoconferência durante a apresentação e, em seguida, iniciaremos a sessão de perguntas e respostas, quando mais instruções serão fornecidas. Antes de prosseguir, aproveito para reforçar que as declarações prospectivas têm como base as crenças e suposições da administração da Raízen diante das informações atualmente disponíveis para a companhia. Essas declarações podem envolver riscos e incertezas, tendo em vista que dizem respeito a eventos futuros e, portanto, que dependem de circunstâncias que podem ou não ocorrer. Investidores, analistas e jornalistas devem levar em conta que eventos relacionados ao ambiente macroeconômico, ao segmento e a outros fatores que podem fazer com que os resultados sejam materialmente diferentes daqueles expressados nas respectivas declarações prospectivas.

Estão presentes hoje os executivos da companhia: Nelson Gomes, CEO; Rafael Bergman, CFO; e Felipe Casali, diretor de relações com investidores. Gostaria agora de passar a palavra ao Senhor Felipe, que dará início à apresentação. Por favor, pode prosseguir.

Bom dia a todos, sejam bem-vindos à apresentação de resultados da Raízen. Vamos agora aos principais destaques do trimestre, começando pelo segmento de açúcar e renováveis. Com a moagem da safra praticamente encerrada, tivemos impactos em nossos indicadores agroindustriais em relação à safra passada. O clima seco e as queimadas que atingiram boa parte da região Centro-Sul afetaram o desenvolvimento e a produtividade dos canaviais. A piora da qualidade da cana gerou desafios para a cristalização e produção do açúcar, resultando em um mix menor na comparação anual. Apesar da redução do volume produzido em açúcar equivalente e a menor contribuição dos resultados de trading nesta safra, o ritmo de vendas de açúcar e metanol próprio foi intensificado no acumulado do ano, contribuindo para a expansão do EBITDA ajustado. No mercado de açúcar, aceleramos nossos embarques, capturando os benefícios do nosso posicionamento. Seguimos com uma visão construtiva, avançando na fixação de açúcar em níveis de preços que devem contribuir para a manutenção de um patamar saudável de rentabilidade para as próximas duas safras. Em renováveis, apesar da redução no mix de etanol especial em decorrência dos menores volumes exportados, os preços no mercado doméstico evoluíram nesse trimestre. A paridade com a gasolina já se aproxima de 70%, e devemos observar um aumento na demanda com eventual elevação da mistura para 30%. A redução da informalidade com a monofase de impostos sobre o biocombustível e a maior fiscalização e punição para o não cumprimento das metas do RenovaBio. Nossa estratégia visa agregar valor ao etanol, expandindo as vendas de etanol especial para clientes globais a preços diferenciados. No E2G, estamos próximos de inaugurar duas novas plantas de etanol de segunda geração que estão em fase final de comissionamento. Outras duas plantas estão previstas para serem inauguradas nos próximos anos, com o ritmo de construção alinhado à gestão da nossa estrutura de capital. Agora, o foco é garantir a estabilidade, consistência e segurança operacional, expandindo a produção já na próxima safra e ganhando maior relevância os resultados da companhia em energia elétrica. A movimentação dos preços compensou o menor volume cog gerado devido à redução da disponibilidade de bagaço nesta safra.

Agora vamos aos destaques de mobilidade [Música]. Estamos fortalecendo nossas operações de distribuição de combustíveis, priorizando a centralidade da nossa rede Shell e dos nossos clientes para sustentar um nível saudável de rentabilidade, tanto no Brasil quanto nas operações na Argentina e no Paraguai. Nas operações latinas, este foi mais um trimestre de resiliência. Nós expandimos a rede de postos Shell e os volumes vendidos em relação à comparação do ano anterior. A nossa gestão eficiente de suprimentos e comercialização manteve margens saudáveis do negócio, agregando resiliência à dinâmica do mercado. O EBITDA ajustado foi menor na comparação anual devido à forte base de comparação do ano anterior, que foi impulsionada pelo início de repasse de preços e melhora do ambiente de negócios na Argentina. Nós seguimos direcionando a geração de caixa do negócio no país para modernizar a refinaria de Buenos Aires, além de ajudar e contribuir com a redução do endividamento. No Brasil, nós enfrentamos um ambiente de negócios desafiador, com maior competitividade no mercado de diesel. A alta no preço do biodiesel impactou a estratégia de suprimentos, gerando um aumento da informalidade e da competição desleal relacionada ao não cumprimento da mistura obrigatória. Mesmo assim, nossa rentabilidade permaneceu saudável. Nós avançamos na implementação da oferta integrada Shell, fortalecendo a competitividade da nossa revenda e contribuindo para a expansão das margens em relação ao trimestre anterior. Já em relação ao ano passado, a redução da rentabilidade reflete principalmente a menor contribuição das operações de trading de derivados neste ano, além da forte base de comparação diante da conjuntura de escassez de diesel do terceiro trimestre do ano passado.

Bom, agora vamos aos destaques dos resultados consolidados e financeiros da Raízen. A retração do EBITDA ajustado neste trimestre, também no acumulado do ano, reflete principalmente a conjuntura menos favorável em mobilidade que mencionamos anteriormente e a menor contribuição dos resultados das operações de trading, tanto de açúcar, de etanol e de derivados. Falando sobre o fluxo de caixa, os principais efeitos no trimestre vieram da menor geração operacional, da gestão de capital de giro, incluindo o posicionamento de estoques neste período da safra, e da redução da linha de convênios com fornecedores, além também da variação do saldo de atendimento de clientes. Como consequência, o nível de alavancagem e do endividamento ao final do trimestre decorre da menor geração de caixa operacional e do EBITDA ajustado nos últimos 12 meses, da sazonalidade e variações nas linhas de capital de giro, e pelo maior nível de investimentos para a conclusão de projetos que demandaram mais capital até aqui, mas que já devem apontar para uma redução a partir da próxima safra. Vale ressaltar que a concentração de amortizações neste fim de safra se refere, em sua maioria, a linha de capital de giro contratadas anualmente para suportar a sazonalidade típica do negócio de açúcar e renováveis. Esses vencimentos serão endereçados com a geração de caixa usual do último trimestre e via refinanciamentos que já estão em andamento. Com isso, nós iremos manter o equilíbrio entre o perfil de liquidez e o endividamento da Raízen. Nós reiteramos o nosso compromisso com a otimização da estrutura de capital da Raízen, com a redução do endividamento, garantindo assim uma geração sustentável de valor para os nossos acionistas.

Obrigado a todos pela participação. Antes de darmos início à sessão de perguntas e respostas, passo a palavra ao CEO, Nelson, para suas considerações pessoais.

Bom dia, bem-vindos ao Q&A de resultados da Raízen. Obrigado pela participação aí de todos. Antes da gente seguir para a sessão de perguntas e respostas, eu gostaria de fazer alguns comentários iniciais, falando um pouco mais sobre esses primeiros 90 dias aqui desde que eh nós chegamos aqui na Raízen. Tá eh eu acho que a a a história da Raízen, ela ela vem se dividindo ao longo do tempo em alguns ciclos, e é importante a gente reconhecer esses ciclos e destacar algumas características de cada um deles. E eu gostaria de começar eh falando sobre o primeiro ciclo, né, que começou com a formação da Raízen lá em 2011 e que durou ali até mais ou menos 2016, que foi um ciclo de integração onde a gente criou um novo modelo de negócio focado em sinergia, focado em integração de dois negócios bastante diferentes e, principalmente, na criação de uma cultura organizacional eh bastante única, juntando né traços eh culturais de Esso, de Shell e de Cosan. Naquele momento, nós focamos a nossa operação eh na excelência operacional e na execução, e sem grande foco em crescimento.

Quando a gente passa pro segundo ciclo, e a gente já começa a ver nesse ciclo que começou lá em 2017 e que durou até o o ano passado, 2024, a gente vê um grande ciclo de crescimento, né, que passa pelo IPO em 2021, mas que basicamente foca numa diversidade muito grande de aquisições eh que complementaram o nosso portfólio. E aí eu cito algumas aqui eh como exemplo, né. Nós adquirimos a operação da Shell na Argentina, no Paraguai; depois nós adquirimos lubrificantes; fizemos a joint venture com o Grupo ; nós fizemos a ; fizemos a ; eh fizemos aquisição da Biosev; também expandimos o nosso negócio de power através da aquisição da Gera e da WX. Além das aquisições, nós entramos em novas frentes de negócios, como, por exemplo, eh o E2G e o biogás, eh e ampliamos bastante o nosso portfólio de trading. Nós também, ao longo desses últimos anos e nesse ciclo, nós investimos muito na recuperação da produtividade do nosso canavial, na área agrícola da Raízen. Tudo isso nesse ciclo trouxe pra gente, trouxe pra nossa organização muita complexidade, muita distração, um aumento da nossa estrutura organizacional e, por consequência, um aumento dos nossos custos eh e, no final, um aumento da nossa dívida, que foi amplificado obviamente pelo cenário macro com a ascensão eh muito rápida da taxa de juros. O que nos traz nesse momento um senso de urgência bastante grande para que a gente possa tomar as ações eh necessárias e trazer essa companhia de volta ao equilíbrio, tá. Agora, com tudo isso, nós também eh encontramos eh aqui nesses últimos 90 dias um negócio de mobilidade com uma ótima performance, ativos de altíssima qualidade, pessoas talentosas, também muito capacitadas, e uma produtividade agrícola que é resultante dos investimentos de fato que nós fizemos nos últimos anos. E com tudo isso em mente, a gente inicia um novo ciclo, né, que é um ciclo muito mais focado na geração de valor. Então, na próxima safra, que começa em primeiro de abril, a gente inicia um novo ciclo dessa companhia que começa com uma mudança cultural, começa com uma forma de fazer as coisas de uma maneira muito mais simples. Então, simplificação faz parte do nosso traço cultural daqui para frente: simplificação da nossa estrutura, simplificação dos nossos processos internos, do nosso portfólio e até da forma como a gente se comunica com o mercado. A gente também vai focar em eficiência operacional, a gente vai focar em execução, tanto na área de segurança, mas também na disciplina com os nossos investimentos, e a gente também vai focar em colaboração. A gente vai trabalhar cada vez mais, muito integrado e muito junto eh aqui dentro da companhia, do lado do negócio. Essa geração de valor significa foco no nosso core business, significa revisão do nosso portfólio de ativos, significa mais geração de valor pros nossos acionistas e significa também uma otimização da nossa estrutura de capital. E o que que a gente tem feito, né, nesse último trimestre, nesses últimos 90 dias, e o que que a gente tá fazendo ao longo desse trimestre que nós estamos? A gente concluiu a reestruturação do primeiro nível da organização, trazendo as pessoas que a gente precisava trazer. E aí já tem uma grande simplificação, inclusive do número de reporters que eu que eu costumava ter antes e agora eh venho a ter. A gente tem muita clareza em três linhas de negócio dentro do dentro da Raízen: então uma delas, o negócio de açúcar e de renováveis ou de EAB, como a gente vem chamando aqui internamente, etanol, açúcar e bioenergia; ah, mobilidade Brasil e mobilidade Argentina; eh a gente já reduziu o nosso escopo de trading, interrompendo algumas das operações fora do nosso coro. Nosso core daqui pra frente passa a ser açúcar, etanol e a originação dos derivados necessários para a distribuição na nossa rede de postos. A gente já iniciou uma revisão bastante profunda do nosso portfólio, tudo isso em busca da redução do nosso endividamento. Então, acho que isso de alguma maneira mostra, pelo menos para nós aqui, de maneira muito clara quais são os ciclos que a Raízen passou desde a sua formação lá em 2011 e mostra também uma perspectiva do que será o próximo ciclo dessa companhia, iniciando aí em primeiro de abril de 2025 com a próxima safra. Eu acho que com isso, então, eh a gente pode passar para a sessão de perguntas e respostas. Muito obrigado.

Começaremos agora a sessão de perguntas e respostas para investidores e analistas. Nesse trimestre, a sessão de perguntas e respostas será realizada em português com tradução simultânea para o inglês. Se você deseja fazer uma pergunta, basta clicar no botão "levantar a mão", localizado na parte inferior de sua tela. Se a sua dúvida já foi respondida, você pode sair da fila clicando em "abaixar a mão". Também há a possibilidade de fazer sua pergunta através do ícone Q&A, também na parte inferior da tela. Basta clicar e escrever a sua pergunta. Por favor, pedimos que cada participante faça apenas uma pergunta por vez. Caso sobre tempo, abriremos para perguntas adicionais. Nossa primeira pergunta vem do Senhor Gabriel Barra do Citi. Por favor, senhor Gabriel, pode prosseguir.

Olá pessoal, eh Nelson, Bergman, Casali. Obrigado por pegar minhas perguntas num só, né? Eu acho que vou talvez focar aqui, talvez no ponto mais, talvez mais importante aqui da discussão. Acho que bem interessante ouvir o Nelson assim. Acho que as prioridades a gente já vem discutindo com o time já um bom tempo sobre isso, e importante ver esse momento de "turn" da companhia. Eh, acho que o principal ponto aqui que eu gostaria de entender, acho que acaba envolvendo muito a questão da alavancagem da companhia, né, que acho que é o grande foco de vocês hoje, eh ajustar a estrutura de capital, acho que no momento mais difícil, né, de juros mais alto, serviço da dívida aumentando. Eh, acho que você já falou bastante aí sobre a estratégia e como que vai ser feito isso dentro da companhia daqui para frente. Eu queria ouvir de você acho que dois pontos: acho que o primeiro, qual o timing disso, né? Quanto tempo a gente deveria eh pensar aqui nesse processo de "turn", quanto eh demoraria para acontecer esse processo, e como a gente deveria olhar a dívida daqui para a frente, né? Eu acho que eh olhando hoje para a alavancagem da companhia, parece uma alavancagem um pouco mais alta, né, do que vocês se sentem confortáveis. Você falou sobre venda de ativo, sobre corte de custo, sobre voltar "back to basic" aqui da companhia eh daqui para a frente, mas com esses juros mais altos, a gente olha pra companhia num cenário um pouco desafiador na geração de caixa eh e olhando para até para a valuation da própria companhia hoje, o próprio desinvestimento talvez não traria, no curto prazo, dependendo do tamanho, dependendo do valuation, a alavancagem pro nível ideal. Então, se você pudesse falar um pouquinho mais sobre isso, como fazer essa alavancagem voltar para um nível ideal e e qual o nível e vocês se sentiriam confortáveis, né? No ano que vem, né, isso ajudaria muito. Eh, são esses pontos. Obrigado.

Oi, Gabriel, é Rafael aqui. Obrigado pela pela tua pergunta e suas considerações. Eh, acho que esse é um é uma jornada aqui que começa Eh agora no início do ano safra de 2025/26, como o Nelson comentou. Eh, acho que as prioridades tão bastante claras, né? Então, um foco muito grande em eficiência, eh simplificação. Eu acho que tem uma questão aqui também da gente reconhecer que o ponto de partida dessa jornada é um ano particularmente duro conjunturalmente falando, né? A gente teve aqui um impacto severo climático afetando aqui a nossa eh a nossa atividade agrícola. Eh, então a gente vai ter aqui o efeito ao longo dessa jornada tanto de uma recuperação operacional como também do do resultado das iniciativas de de eficiência e de revisão de portfólio Eh que que o Nelson comentou. Eh, revisão de portfólio, obviamente, é algo que a gente faz eh a gente tá fazendo aqui de uma forma bastante eh diligente, né, para garantir que a gente vai ter eh no caso da decisão de de venda de ativos eh o valor adequado pros ativos. A gente tem bons ativos no portfólio. Então a gente vai buscar aqui o melhor valor para eles. Eh, então é uma jornada que que se inicia, e a gente tem aqui um um não é uma jornada de curto prazo, tá, Gabriel? Acho que é importante eh mencionar isso. Então a gente vê aqui no ano de 25/26 o início dessa jornada, o foco muito grande em diminuir a queima de caixa da companhia. A gente vem aqui de um ciclo eh de muito investimento eh então a companhia teve, como resultado disso, o aumento da alavancagem eh que vale mencionar que nesse ciclo que se inicia a gente não pretende iniciar novos projetos de crescimento, né? O que tá aqui no nosso foco para 25/26, por exemplo, é simplesmente a continuidade da construção das duas plantas de etanol de segunda geração que já tiveram a sua construção iniciada. Então a gente eh segue com o processo construtivo eh e a segunda fase do investimento na refinaria da Argentina, que é um bom negócio, tem se mostrado um negócio rentável. Eh, então esses são os projetos de crescimento que a gente vê para 25/26 sem abertura de novas iniciativas. Então acho que eh isso já representa aqui uma, se a gente for eh olhar para os grandes números da companhia, isso já vai representar uma redução do desembolso de CAPEX que obviamente tem sido um dos motivos para queima de caixa da companhia. Acho que vale ressaltar também, Gabriel, para completar aqui a figura do ponto de vista de eh foco na otimização da estrutura de capital, né, que envolve então a eficiência, revisão de portfólio, eh não começar novos projetos de crescimento e também vai ser um ciclo que se inicia com eh eh com uma decisão também de não priorizar distribuição eh para os acionistas, né, já que a gente tá eh no momento de preservar caixa e melhorar aqui a estrutura de capital da companhia. Então, uma série de iniciativas Eh simultâneas que que começam a gerar efeito ao longo aqui da safra de 25/26 eh com foco efetivamente de reduzir a queima de caixa e a gente começar a vislumbrar aqui com o efeito dessas iniciativas uma geração de caixa livre para que a gente tenha uma redução do total de endividamento da companhia. Te dei uma resposta um pouco mais abrangente aqui. Eh, me avisa se se tiver algum follow-up. Obrigado.

Super super claro. Mas só só um ponto que até curiosidade assim. Acho que eh você mesmo falou sobre CAPEX, né? Acho que CAPEX expansão, a gente deveria pensar num número bem menor do que foi nos últimos, foram nos últimos anos, mas na no CAPEX de manutenção, vocês eh ajustaram, talvez até por um ano, dois anos, o CAPEX de de manutenção no açúcar, etanol, a fim de talvez aqui até salvar um pouco desse fluxo de caixa, ou isso está fora do radar por agora?

Oi, Gabriel, eh assim, a gente entende também eh decisões do passado que geraram consequências não eh desejadas aqui em termos de produtividade. Então acho que a resposta para a sua pergunta é não. A gente vai manter o patamar de CAPEX corrente no patamar saudável aqui pra gente ter a segurança e a produtividade dos ativos do jeito que eles estão. Eh, então isso vale para ambos os negócios, tanto eh negócio de etanol, açúcar e bioenergia e também o negócio de mobilidade eh que a gente vai preservar, né, o o tamanho do negócio com a segurança do negócio e a produtividade. Obrigado, Gabriel.

Super claro. Obrigado, pessoal. Nossa próxima pergunta vem do Senhor Mateus Enedite do UBS. Por favor, senhor Mateus, pode prosseguir.

Bom dia, Nelson, Rafa, Casali. Obrigado pelo tempo. Eu queria focar, talvez um pouco no que eu falei da pergunta anterior, mas por por outra perspectiva. Eh, se a gente pegar os números do mercado, sim, o mercado tem uns R$ bilhões de reais de debêntures para para Raízen. Olhando pra frente, eh com CAPEX de 10 e com uma dívida líquida que fica aí nos 40 bilhões, com adiantamento de de clientes, uma taxa de juros de 15%, são 6 bilhões por ano. Então 14 - 10 - 6, o mercado espera que a companhia consuma quase que recorrentemente eh 2 bilhões de caixa por ano, sem contar impostos, sem contar custo financeiro, outros custos financeiros, né? Eh, e daí, na nossa visão, são são três caminhos. Acho que o Barra abordou bem na pergunta, parece caminhos, mas na minha cabeça são são três aqui para para virar esse jogo. Eh, o primeiro é ganhar eficiência em OPEX e em CAPEX, e parece que vocês têm andado bem nisso já no já nos primeiros 90 dias de de gestão, eh mas quero entender de quanto que desse custo que vocês tiveram de de melhora de OPEX, ele vira efetivamente geração de caixa, talvez olhando para 25/26, né? Porque a gente só viu o lado ruim disso no resultado, a gente não viu como como isso vira caixa do lado positivo pro pro ano que vem. Segundo ponto, acho que tem desinvestimentos que vocês já abordaram bastante na pergunta anterior, então vou focar menos aqui, e tem o potencial aumento de capital, acho que saíram algumas notícias, como ventilado pela mídia, eh que, dependendo do tamanho, pode ser uma diluição, sabendo que hoje vocês precisam cortar dívida de de maneira relevante para ficar no zero a zero naquela continha que eu falei que o mercado espera. Então, só para finalizar a pergunta, eh se tem algum ponto aqui que vocês que vocês acham que o mercado tá com expectativa muito errada, se tem uma melhora de OPEX, de CAPEX que eh pode surpreender positivamente e que já dá para já dá para passar alguma ordem de grandeza nesse sentido, eh e como é que vocês imaginam que esses três caminhos podem destravar valor pra companhia, eh talvez colocar um pouquinho de de de mais visão para 25/26. Obrigado.

Oi, Mateus, é Rafael aqui. Obrigado pela pela tua pergunta. Eh, acho que o direcional do que você colocou, né, sem eh colocar novos números aqui eh pro mercado, acho que o direcional que você colocou é o desafio que a gente tá enfrentando. E aí as ações eh correspondentes para enfrentar esse desafio. Então, sim, a gente tá trabalhando aqui nas iniciativas de eficiência que tendem a beneficiar tanto o lucro operacional, né, o nosso EBITDA, mas também o próprio CAPEX, né? A gente tem oportunidade de buscar eficiência no nosso CAPEX. Então, no final das contas, o que a gente tá olhando é o total de benefício de caixa que a gente pode ter com as iniciativas de eficiência. Eh, estamos aqui calibrando o patamar de investimento para o ano que vem, né, em função dessa desse direcionamento. Então a gente eh ainda tá aqui no processo de discussão com, né, interna e o início dessa conversa com os nossos conselheiros também. Bem eh obviamente com o patamar de juros, né, e na ausência ainda de de eh procedimentos de caixa de desinvestimentos, eh a gente tem aqui ainda um desafio de de caixa para o ano de 25/26. Por isso também a decisão da gente intensificar aqui a jornada de revisão de portfólio, porque é isso que pode eh trazer, além das ações de eficiência, um o alívio de de caixa, né, e de endividamento mais no curto prazo. E aí vai depender muito da das decisões que a gente tomar e o horizonte de tempo para que a gente implemente essas decisões de forma que gerem valor pros acionistas, tá? Eu acho que para não deixar sem comentário, você mencionou sobre eh especulação sobre aumentos de capital. O que a gente pode dizer que nesse momento a gente tá focado aqui no nosso dever de casa, né? Tem bastante coisa pra gente fazer eh nessas vertentes que eu comentei. Então acho que é um momento agora da gente organizar realmente a casa pra gente entregar essas eficiências, eh essa mudança de estratégia, essa mudança de cultura, eh enfim. Então acho que esse é o momento nosso eh antes de pensar em em outras alternativas aqui, tá bom? Obrigado, Mateus.

Certo, obrigado. Nossa próxima pergunta vem da Senhora Monique Grigo do Itaú. Por favor, Monique, pode prosseguir.

Oi, pessoal. Bom dia, Nelson, Rafael, Casali. Eh, Rafael, vou fazer uma pergunta sobre CAPEX, né? Você tá falando muito de buscar eficiência em CAPEX, né, redução de CAPEX dentro de casa também. Eh, nesse contexto, como que foi a cabeça para a tomada de decisão de continuação das duas plantas que estão em construção, das plantas de E2G que ainda estão em construção? Assim, existe a possibilidade, a companhia considera a possibilidade de eventualmente parar esses projetos até atingirem um nível de otimização maior da estrutura de capital? E um pouco a cabeça sobre a a decisão de continuar, e se você puder, na sua resposta, citar o quanto vocês esperam de CAPEX ainda nessas duas plantas, seria muito legal. Obrigada.

Oi, Monique, obrigado pela pela tua pergunta. Eh, acho que assim, a gente eh chegou aqui na na companhia faz eh três meses, e a gente revisitou todos os projetos em andamento eh sem dogma, né, e inclusive os os ativos aqui de E2G eh que estão em construção, né? Então, talvez para deixar mais explícito aqui, né, a gente tem duas plantas que estão atualmente em processo de comissionamento, né, então com a expectativa de entrar em operação em breve, e a gente tem outras duas plantas que já estão em processo de construção em diferentes estágios e também com grau de contratação de de equipamentos e serviços. Eh, e o olhando para essas duas plantas em construção, não seria uma decisão eh que geraria valor a gente interromper eh no meio do caminho a construção dessas duas plantas. Ah, vamos lembrar que o o o etanol de segunda geração, ele segue eh sendo uma oportunidade importante aqui pra companhia. São ativos aqui, essas plantas eh na maturidade vão gerar eh o caixa que vai beneficiar a companhia. Agora, também a gente reconhece que, consistente com o que eu comentei na na resposta aqui pro pro Mateus, não é o momento da gente iniciar novos projetos, né? Acho que esse é o momento da gente digerir o portfólio que a gente herdou aqui nesse início de terceiro ciclo, tomar as decisões de desinvestimento pros ativos que a gente concluir eh que não tem tanto fit pro portfólio, e tem mais valor para um terceiro do que do que pra gente. Eh, e eh reforçando aqui, a gente não tem a intenção nesse momento de iniciar a construção de de novos ativos. Obrigado.

Oi, se eu puder só... você consegue dar pra gente uma estimativa de CAPEX para essas duas plantas em construção? Quanto falta, Monique? Acho que ordem de grandeza eh e e não tudo agora no ano de 25/26. A gente tem ainda um CAPEX estimado para essas duas plantas da ordem de de 1 bilhão e 600 milhões.

Obrigada, Rafael. Obrigada, pessoal.

Obrigado, Monique. Nossa próxima pergunta vem da Senhora Isabela Simonato do Bank of America. Por favor, Senhora Isabela, pode prosseguir.

Obrigada. Bom dia, Nelson, Rafa, Felipe. Eh, obrigada pelo call. Eh, vocês têm falado, né, bastante sobre eficiências eh internas. Eu acho que eh uma das das linhas é é trading, né? Parece que tem um downsize importante aí de como o trading é visto dentro da companhia, e e parece também que isso é capaz de de liberar bastante working capital, né, bastante investimento que que são os low hanging fruits aí, talvez que vocês tenham identificado nesses últimos 90 dias dentro da companhia que seriam capazes de de liberar eficiência, de liberar capital e ajudar um pouco nesse processo de geração de caixa orgânico, né? Eh, acho que que em linha com as outras perguntas, passado o cenário macro diverso, baixando juros, baixando o custo da dívida, mas o que que consegue trazer a companhia pros trilhos, né, do ponto de vista de geração de caixa com esses três core businesses? Acho que isso que eu queria explorar um pouquinho mais. Obrigada.

Isabela, Nelson aqui. Eu vou eu vou começar aqui, se o Rafa quiser que ele ele complementa. Eu acho que em eficiências, quando a gente olha de uma maneira mais generalista, não tem uma bala de prata, tá? Tem oportunidades no negócio de trading, como você eh exemplificou. A gente pode, sim, estamos fazendo isso, reduzindo o nosso escopo e focando o escopo de trading, como eu comentei aqui eh em açúcar, em etanol e na originação competitiva dos derivados que a gente precisa eh para distribuir através da rede de postos. Então a gente tá saindo de uma série de de outras atividades de trading que a gente acabou eh entrando nos anos anteriores. Então tem oportunidade aí, sim, com isso. Eh, tem uma redução de estrutura que é que é importante, não só em trading, mas nas áreas de backoffice. Eu acho que tem muita oportunidade de integração, tem simplificação das nossas linhas de negócio, como eu também comentei. A gente tá focando eh em em simplificar cada um dos nossos negócios eh e e e entre eles, fazer com que fique muito clara essa divisão. Então a gente tem um negócio de açúcar e renovável, ou EAB, como a gente tá tá comentando aqui internamente, tem o negócio de mobilidade Brasil e tem o negócio de mobilidade Argentina. Em cada um deles, a gente vê claramente oportunidades de simplificação, e isso vem eh se demonstrando bastante verdadeiro nesses nesses 90 dias que a gente tá aqui e continua, né, nesse mês ainda de fevereiro e março, tem bastante coisa para fazer ainda ainda nessa área.

Isabela, eu vou complementar aqui o o Nelson. Eh, assim, a gente obviamente vê aqui a repercussão dessas decisões de trading. Talvez para deixar mais explícito como é que a gente enxerga essa atividade de trading, eh tem o potencial e o histórico de agregar bastante valor aqui pras nossas operações que a gente chama de operações core, né? Então, seja na maximização do valor dos produtos que a Raízen produz, né, principalmente aqui açúcar e etanol, e também numa originação competitiva, né, dos derivados que a gente precisa para a distribuição dos combustíveis eh aqui nas nossas operações. Então, trading Eh é uma operação importante pra gente. Agora, em retrospecto, acho que a gente eh tomou decisões que ampliaram o escopo dessa atuação para além do que é a agregação de valor da forma como eu comentei. Então, o momento pelo qual a gente tá passando é o momento de simplificação, para garantir que a gente tenha foco, né, naquilo que gera mais valor. Então, só para deixar claro que trading é um contribuidor relevante, obviamente não é todo ano que trading dá um resultado satisfatório. Até o histórico da Raízen, ele é bastante positivo, mas esse ano, como a gente vem comentando, não tem sido um ano bom para trade, mas a gente pretende, sim, ter atividades de trade mais compatíveis com aquilo que gera mais valor aqui pro nosso negócio. E aí, de forma geral, quando a gente olha para assim pro pro negócio da Raízen como todo, então a gente tem aqui um negócio de açúcar, etanol e bioenergia, um foco bastante grande na na eficiência, na produtividade, e também eu acho que com a revisão de portfólio, eventualmente a gente sai desse processo, né, com a melhor parte desse portfólio, do ponto de vista do que tem mais sinergia aqui pra gente eh sendo melhor operada. O negócio de distribuição de combustíveis, que é um negócio que tem sido bastante satisfatório, a gente tem um time muito bom, uma rede logística, né, ativos de infraestrutura e uma marca eh que são muito fortes. Então a gente consegue avançar valor desse eh desse negócio e, naturalmente, a Argentina, que é um investimento eh com o qual a gente tá bastante satisfeito, o time tá operando muito bem aquele ativo. Então, ele segue tendo aqui um potencial de de geração de valor relevante aqui pr pra companhia, tá bom? Obrigado, Isabela.

Obrigada. Nossa próxima pergunta vem do Senhor Thiago Duarte do BTG Pactual. Por favor, senhor Thiago, pode prosseguir.

Olá, bom dia, Nelson, Rafael, Felipe. Bom dia a todos. Bom falar com vocês. Eh, eu queria eu queria voltar no no na abertura do Nelson, né, falando dos ciclos da companhia, e e e trazer um um um dos ciclos que que você mencionou, Nelson, sobre esse esse último ciclo de de investimento forte em eh em trato e renovação de canavial, né? E e queria ouvir um pouco de vocês como é que vocês qualificam esse último ciclo eh em luz dessa dessa queda da da moagem e da da disponibilidade de cana, e sabendo que foi um ano bastante atípico do ponto de vista climático e com as queimadas, né? Mas queria entender, ouvir um pouco de vocês, o quão otimistas vocês olham para a safra que vem eh em luz dos investimentos que foram feitos, em luz do que parece tá sendo um clima de entressafra já bem mais favorável, eh pensando na recuperação dessa moagem, né? Essa queda em torno de 7% que vocês estão reportando para para a safra 25 não é muito diferente daquilo que a gente tá vendo no Centro-Sul como um todo, né? E para uma companhia que que fez investimentos relevantes, né, em renovação de canavial e e e trato. Então queria queria entender o quão otimistas vocês estão eh pensando num ano mais normalizado de clima e na recuperação dessa disponibilidade de cana para a próxima safra. Essa seria seria a primeira pergunta. E um follow-up sobre essa discussão de trading, eh eh mais no sentido, tá tá muito claro a intenção de vocês de, né, de de focar mais no core, né, e tirar um pouco o pé para aquilo que que não é exatamente o core eh de venda de açúcar, etanol e originação de derivados, mas eu queria entender como vocês enxergam isso impactando o o resultado da companhia, né? Tanto do ponto de vista de de geração de EBITDA, o Rafa já colocou aqui como esse último ano em particular não foi muito bom, mas historicamente foi, mas também do ponto de vista de de necessidade de capital, né, que vocês historicamente precisaram, principalmente quando vocês aumentaram o escopo do trade, né, olhando pro balanço. Então queria ver ouvir um pouco como é que vocês entendem esse esse impacto no resultado da companhia com uma operação de trading um pouco mais enxuta, que é o que eu tô entendendo aqui. É isso. Obrigado.

Oi, Thiago, Nelson aqui. Eu vou começar pela pela tua primeira pergunta do ciclo de investimentos aqui do da área agrícola e de produtividade aí. O Rafa complementa aqui a a a parte de trade, tá. Eh, o que a gente teve nesse ano, e eu acho que você mesmo já já citou aí ao longo da da tua da tua tua pergunta, eh foram eventos isolados climáticos que afetaram não somente a gente, mas o Centro-Sul todo, que foi foram as queimadas e e que foi a seca, tá? Então, comparativamente falando, a nossa visão para a próxima safra, ela é obviamente mais construtiva. Isso não quer dizer que a gente não tenha muita coisa ainda para fazer e muita oportunidade eh para atacar eh nesse início de safra, né? Agora, dito isso, os investimentos que a gente fez no último ciclo, né, principalmente na área agrícola, visando eh eh resgatar a produtividade dos nossos canaviais, eh foram investimentos, ao nosso ver aqui, muito bem feitos, e quando a gente olha aqui a os nossos números de primeiro, segundo, terceiro e agora de quarto corte, a gente vê uma produtividade já bastante boa, inclusive em algumas delas sendo benchmark. Eh, então isso eh traz para nós a indicação de que o investimento foi bem feito, no lugar eh adequado, no montante adequado, eh e até por isso a gente tem a intenção de manter o nosso CAPEX recorrente, porque a gente não quer repetir, né, erros do passado. A gente já reduziu o CAPEX recorrente há alguns anos atrás, e a

De can e de usina, como você comentou, e é principalmente aqui uma série de anúncios relacionados à venda de ativos de geração de energia solar. Eh, e alguns desses ainda estão em andamento; ainda vão gerar caixa, eh, à medida que os projetos estão sendo entregues. Eu acho que, além disso, direcionalmente, gente, falando, acho que a gente vai estar olhando aqui pro portfólio que tem menos sinergia com o que a gente acha que gera mais valor pra companhia. Então, sim, tem um estudo em andamento pra gente avaliar o portfólio de usinas, tá, pra gente garantir que o resultado eh dessas ações vai ser um portfólio eh mais forte, mais sinérgico aqui para a companhia. Eh, e além disso, acho que a gente não tem dogma, né? Então acho que isso é importante comentar, sem falar de de ativos específicos. Eu acho que é obrigação nossa olhar eh pro valor relativo dos nossos ativos, a contribuição para o portfólio eh e o valor de integração que que os ativos têm ou não têm para essa tomada de decisão. Eh, obviamente é um processo, tá, até que a gente não quer sair queimando ativo. Então vai ser um processo diligente pra gente buscar, no caso da decisão de desinvestimento, os melhores novos proprietários para qualquer ativo que a gente resolva desinvestir. Obrigado. Obrigada. Nossa próxima pergunta vem do Senhor Gustavo Sadica, do Bradesco BBI. Por favor, Senhor Gustavo, pode prosseguir.

Olá. Eh, bom dia a todos. Obrigado por pegar minha pergunta. Eh, boa sorte, Nelson e Rafael, aí nesse novo ciclo. Eh, minha primeira pergunta sobre o o capital de giro, né? Quando a gente olha ali o as linhas de capital de giro da empresa, né? Eh, e to date, né, parece já ter um consumo de capital de giro de 15 bilhões, né, versus 10 no no ano passado. Eh, a gente entende, né, que boa parte disso é sazonal, né, e deve ser liberado ali no no último trimestre no safra, né? Mas, mas quando a gente olha as linhas especificamente, né, o nível de estoque de de açúcar e etanol eh caindo, né, ano contra ano, eh não parece explicar tudo, né? Então, se vocês puderem dar uma cor aí do que que a gente pode esperar de liberação de caixa no último trimestre, eh e o que que levou, né, a esse consumo de capital de giro mais alto aí nesse nesse ano safra atual. E e na minha segunda pergunta sobre distribuição, né, a gente olha a margem agora desse tri, foi foi muito dada as condições do mercado, né? Parece ter sido uma margem boa, né, talvez até acima do que o mercado tenha de expectativa para para as PS de vocês, né? Então, vocês puderem comentar aí o que que foi feito diferente em de combustível nesse trimestre. E se a gente deve esperar agora, né, com essa redução de trade, uma volatilidade talvez menor, né? Óbvio que tem uma velocidade natural desse business, mas eh a gente deveria observar uma velocidade menor de resultados para frente. Obrigado, Gustavo.

Felipe aqui. Obrigado pela pergunta. Cara, no fluxo de caixa, quando vocês olham até para o pro relas, a gente deu um pouco mais de de disclosure ali do que que do que que foram as principais movimentações. A primeira delas é no estoque, né? A gente sempre tem uma um um um estoque que é carregado entre o período que se encerra a produção que foi esse último trimestre e o próximo que é da entressafra. Neste ano, especificamente, a gente até acelerou um pouco mais as vendas entre o primeiro e o terceiro trimestre da safra. Então, tem um um um balanço um pouco mais eh eh linear entre os trimestres. Então, tem uma concentração menor, mas ainda assim tem a posição de estoques que geralmente a gente eh acaba fazendo as entregas, os embarques e vendendo neste último, né, trimestre da safra de janeiro eh a março. Então, esse é um dos efeitos que que tradicionalmente vocês vêm eh impactando o capital de giro. E aí as outras linhas que são as linhas de fornecedores e convênios que a gente também teve alguma eh eh mudança do do ano passado para esse em relação ao tamanho, né, dessa operação, também destacada lá na DF e e no relatório de resultados, além dos adiantamentos eh eh de clientes onde a gente teve e operações que foram feitas ao longo dos últimos anos, né, que contribuem aí para esse movimento na na linha de fluxo de caixa e que são olhadas, né, diariamente aqui pela companhia eh pra gente ter a estrutura de capital necessária e obviamente a posição de caixa necessária para para operar o negócio, tá? Então são as principais linhas aí que que variaram e obviamente para frente a gente vai continuar analisando dentro do escopo mais amplo aqui da estrutura de capital da companhia e necessidade dos negócios, né? Então, eh toda reformulação ali que a gente tá fazendo e e redução e na parte de trade passa por isso, né, porque tem também stocks ali que a gente carrega de outros produtos que não só açúcar e etanol; e e e isso também visa reduzir um pouco a volatilidade para frente do do do balanço, tá? Então é a análise que a gente vai vai olhar para frente também de todas as opções da companhia eh no espectro mais amplo aqui da estrutura de capital. Tá certo? Então, assim, quando a gente olha as linhas aqui, né? Eh, as linhas que talvez são mais sazonais seja aqui stocks, né, e e eh acho que mais estoques, né? Acho que as outras linhas talvez então não deveria ter, não deveríamos esperar, né, um um uma redução, uma liberação de capital de dinheiro grande, pelo menos no curto prazo. Certo? É isso. É isso. Acho que teve uma pergunta também sobre sobre as margens de mobilidade. Nisso, nisso, isso exatamente. Sobre mobilidade, a gente teve um trimestre ainda bastante impactado no diesel. Vocês viram a competitividade eh do diesel bastante afetada pela movimentação eh principalmente dos preços de biodiesel, e isso impacta em em aumento da informalidade por conta de alguns players que não fazem a mistura eh eh regulamentar, né? O que tá na lei, isso tira atividade eh dos players que obviamente jogam eh dentro das regras do jogo, e a gente acabou perdendo um pedaço ali de de de mercado de diesel, como vocês puderam ver, por conta desse aumento da informalidade. Mas ainda assim a gente conseguiu eh ver na ponta um aumento eh da nossa rentabilidade. Vocês viram as margens evoluindo no sequencial do ano eh e e isso obviamente contribuiu aí para para melhora do resultado eh eh no Brasil aqui com um foco muito grande em manter a nossa rede saudável, competitiva, com a melhor oferta eh integrada, né? A melhor oferta de produtos e de serviços, e isso é o que é o que é é o que é o que tá na nossa mão aqui, né? O que a gente controla é obviamente a qualidade eh da nossa rede e a garantir a competividade da rede na ponta pra gente continuar eh mirando aqui crescimento com rentabilidade nesse nesse segmento. Obrigado. A sessão de perguntas e respostas está encerrada. As perguntas escritas que não foram abordadas durante o call de resultados terão devolutiva por parte da equipe de relações com investidores. Gostaríamos de passar a palavra ao Senhor Nelson Gomes para que faça as considerações finais.

Pessoal, só para agradecer mais uma vez a a a participação aqui de todos. Eh, obrigado pelo call. A gente se encontra de novo aqui no call de fechamento da safra, que será em maio desse ano. Um abraço a todos. Obrigado. Encerrada a apresentação dos resultados do terceiro trimestre do ano safra 2024/2 da Raízen. A equipe de relações com investidores está à disposição para esclarecer dúvidas adicionais. Muito obrigada aos participantes e tenha uma boa tarde. [Música]