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Aula Gravada. CICEP Cursos.

CICEP CURSOS OFICIAL1:35:24

Transcription

Olá, tudo bem com você? Sejam bem-vindos a mais uma disciplina da pós-graduação em psicomotricidade. É só Gabriela. Tiverem, a gente vai falar um pouquinho aí sobre as teorias da educação psicomotora, a sensação... resumo de currículo para você conhecer um pouquinho melhor essa formada em educação física, em pedagogia. Tenho pós-graduação em psicopedagogia clínica e institucional, especialização em arteterapia, educação especial, em psicomotricidade clínica e institucional, em neuropsicologia, transtorno de aprendizagem e intervenção ABA e deficiência intelectual. Finalizando agora meu mestrado em educação.

Eu não sei se vocês já ouviram: quando vocês falam que vocês estão fazendo um curso de psicomotricidade, alguém faz assim: “fica o quê?” E quando eu iniciei, ficou a cidade toda mais para fazer o comentário, né? Aqui eu estava fazendo essa pós-graduação e tudo mais, eu sempre escutava... Engraçado que assim, para ti, os relatos dos dois anos a todos os meus colegas, em algum momento que vivenciaram alguma coisa nesse sentido: “a ser psicólogo então não consegue psicomotricista coqueiro, mas o que que você faz?” É porque, apesar de não ser uma área de atuação que nasceu a meses, anos atrás, até um, um século aí na desistência, ela é pouco difundida, pouco divulgada no Brasil. Umas pessoas pouco conhece. Só realmente quem busca a reabilitação, a intervenção terapêutica dentro da psicomotricidade é que acaba pesquisando um pouco mais para entender, e ainda assim alguns confundem com aula de Educação Física, infelizmente, né? Mas aí a gente vai ver onde surgiu essa ciência, como ela surge, quais são as principais colaboradoras e a teoria psicomotora e como é que ela está atualmente aqui no Brasil.

Bom, então antes de mais nada, a gente precisa entender que assim a ciência psicomotricidade, ela que fazia e quase que sem por cento no estudo da evolução, tanto do planeta e como das espécies, né, dos seres vivos que temos para a gente chegar na espécie humana, para começar a compreender essa relação de desenvolvimento, de crescimento, a marcos de desenvolvimento, da maturação do sistema nervoso. Enfim, boa parte dos teóricos, senão a totalidade deles, o utilizam dessa perspectiva da evolução. Não no sentido de confrontar ciência e religião, não é isso, né? Mas é na perspectiva de compreensão de alguns movimentos que o ser humano faz e que são observados em outras espécies. E a gente vai dar um pouquinho disso: a filogênese, que é o estudo, né, da evolução das espécies, e passa por uma hierarquia, estação morfológica, ou seja, uma hierarquização de movimento, né? A inicialmente o movimento no meio aquático, depois a libertação desse movimento do meio aquático, a libertação de cabeça, a locomoção quadrúpede, a postura sentada e o bipedismo. Então, tem nomes cada uma dessas, e a gente consegue ver aqui na lateral Zinha wictool morfismo que essa, esse equilíbrio para se viver em seis quatro. Quando a gente está no processo intrauterino, nós estamos no meio aquático; nós vivemos e durante 40 semanas no meio aquático, e por... é por isso dessa relação evolução das espécies e do desenvolvimento humano, porque há uma relação de percepção. E depois disso a gente tem essa libertação do meio aquático, o anfíbio morfismo, que é quando esses direitinho ali sai desse meio aquático e se torna um novo ser, que não deixa de ser o que a gente passa também. A gente sai do nosso meio aquático, do líquido amniótico ali, e a vem por meio terrestre. E o Sauro morfismo, então, que é essa libertação de cabeça, quando a gente começa a separar, né, cabeça e tronco, para poder ganhar amplitude e perceber aquilo que nos rodeia. O tero morfismo, que é quando a gente já tá nessa locomoção quadrúpede, então andamos de quatro, apoio nos rastejamos com quatro apoios, aí se dá o início do engatinhar do bebê, nessa primeira locomoção. O piteco morfismo, que quando a gente já consegue essa postura sentada, quando o bebezinho instalar decoração que ele fica, que naquele ensaio, né, vou não vou, vou não vou para dar os primeiros passos, e enfim o bipedismo, que é a grande diferenciação, é intencional do ser humano. E compreendendo essa relação, não é, da filogênese, a gente e pode perceber a descrição teórica da perspectiva de evolução.

Então, a gente tem o desenvolvimento dos membros como órgão de preensão, desenvolvimento dos membros anteriores como órgãos de exploração e desenvolvimento dos sistemas herbívoro e carnívoro, digestão, consequentemente uma estrutura crânio dental diferenciada, né, já que somos onívoros e comemos de tudo. Com a redução nesse sentido olfativo, porque a gente vai perdendo essa capacidade de percepção por não ter a necessidade de usá-los. Quando a gente pensa lá, né, nos homens de neandertal, por exemplo, e a necessidade do uso do sentido olfativo e até mesmo da questão visual era primordial para a sobrevivência; sem esse, eu não tinha como sobreviver pela questão dos demais predadores, do mais a própria alimentação. Com o fato, eles percebiam se a comida estava boa ou o suficiente para o consumo ou se poderia gerar algum tipo de dano ao corpo. E é porque pensa, né, não sei existia geladeira, conservantes nem nada assim que permitisse que aquele animal, aquele pedaço de caça, aquela fruta, aí aquilo, aquela raiz, aquele que eles estavam consumindo ali fosse mantida por um período mais extenso. E com o passar do tempo, com essa evolução na, com essa questão ontogênicas, evolução da espécie humana, e a gente vai perdendo essa capacidade olfativa porque a gente não tem mais a necessidade de uso constante. Eu não preciso ficar cheirando a comida para saber se ela vai poder; eu olho a data de validade, mas é para o banal. Mas é nesse sentido, é a mesma questão que o desenvolvimento da atividade visual, o campo perceptivo visual e ele era muito mais requisitado nas espécies anteriores do que nós hoje. A gente tem câmera que a... é lógico, percepção da gente consegue enxergar quilômetros de distância com a câmera. Nós temos o ganho da evolução com os óculos, as lentes de contato, que não resgatando o nosso desgaste ocular, os distúrbios que a gente tem de processamento visual. A gente não precisa se esconder e ficar buscando informação do perímetro, porque pensando em questão predatória na... nós não somos mais presas constantes, e só tá falando de questão de animais, tá? Não vai entrar nos méritos sociais. E aí é, mas é isso, a gente vai evoluindo e perdendo o uso de alguns desses sentidos porque eles não se fazem mais tão essenciais como eram para os nossos antepassados. Existem mudanças no nosso esqueleto, principalmente no pós-craniano, né? E aí tem um resgate lá da teoria loriana da evolução desse cérebro, desse encéfalo, desse crânio, dessa massa, vai dando mais condições de adaptação, previsibilidade e desenvolvimento de um mecanismo, as ferramentas, elementos que sejam benéficos à vivência humana em sociedade. Nós temos o desenvolvimento do cérebro, então, que vai impactar diretamente as questões de aprendizagem, linguagem, a fabricação de instrumentos, de elementos e objetos que são benéficos à nossa vida. A redução do número de descendentes por nascimento, o devido à dependência maternal e organização social. E imagina aqui pensar em questão de evolução e a cada década e a cada nova perspectiva social no contexto de organização sócio-política e financeira, as famílias se organizam para reduzir o número de descendentes. Tão difícil, nem lá no homem de neandertal, a gente pegar as nossas avós, nossas abelhas, gosta, era comum ter dez, doze, quinze filhos. E com o passar do tempo, isso diminuiu a seis, quatro. Hoje, boa parte das famílias... e aí a gente entra no mérito também das questões de esclarecimento e formação, né? Aí isso tem um grande impacto social. Quanto mais esclarecido, quanto mais a, quanto maior o nível acadêmico de informação, e a tendência das pesquisas atuais mostra que a tendência é que as famílias tenham menos filhos por uma questão de organização financeira, de organização social, a e de qualidade de vida; enfim, por várias perspectivas. Aí a tendência aqui, os casais atuais, os casais da década de 80, a década de 90 e esses agora, né, pós-2020, a cada vez mais se diminua isso, né? Ao ponto de os casais optarem por não terem filhos, né? Por seguirem uma vida aí sem reprodução humana. E tudo isso faz parte desse processo de evolução, porque são questões de perspectiva na, conforme a sociedade muda, as condições mudam automaticamente, o investimento familiar também vai se alterando, as demandas, né, as mazelas... essa questão da dependência maternal, organização maternal. Até tempos atrás, as mulheres não... essa perspectiva do ser mãe é do estar em casa, ser mãe e cuidar de família. Hoje, e pelas questões de organização social, você tem é um processo na de dupla, tripla jornada. Então, cada vez mais essa tendência a diminuir a quantidade de filhos até por essa questão de responsabilizar, de responsabilidade da organização é menor, né? Aí, sumindo de contexto.

E por que que a gente fala de tudo isso com a nossa amor? Que que tem a ver, né? Ter filho, não ter filho, aumentar a produção, no aumentar e se desenvolveu... tudo isso tem a ver com a perspectiva da teoria psicomotora. Porque é simples: quando a gente fala de psicomotricidade, a gente está falando de todas as dimensões humanas, não só do aspecto motor, mas o aspecto cognitivo, prospectivo, do aspecto social, da estruturação familiar. Afinal de contas, somos seres completamente dependentes, né? Nós não somos passarinhos que a mãe joga domingo e a gente sai tudo bem, cada um vai com a sua vida. Nós temos uma dependência muito... e não é à toa que a nossa maioridade, a nossa autonomia legal vem após os 18 anos. É porque compreende-se que o ser humano ele tem uma dependência maior dessa relação familiar, essa construção social. Então, por isso que toda essa perspectiva vai impactar no desenvolvimento psicomotor do ser humano. E aí tem diversos autores que vão falar uns mais da perspectiva motora, outros mais da perspectiva emocional, outros mais da perspectiva cognitiva, porém sem perder o eixo central de compreensão, que é: as várias dimensões formam um único ser. Então não dá para falar da comissão é falado aspectos motor e do aspectos afetivos e vice-versa. Oi, aqui é um padrão de resumo. Então, a lenda da filogênese, da ontogênese e do estado aqui tá estádio, por uma questão de tradução, tá bom? Isso é uma tradução do português de Portugal, Vítor Fonseca. Ele para falar contigo, tem tanto que ele tem muita risada, né? Pirogênese, ontogênese e retrogênese para falar exatamente dessa perspectiva de desenvolvimento da espécie humana em comparação às demais espécies de vida no planeta. E na filogênese vai criar essa perspectiva de desenvolvimento das espécies: peixes, répteis e mamíferos, primatas, até chegar no que hoje conhecemos como homo sapiens sapiens, né? A nossa geração de um ano. As questões da ontogênese, então, esse desenvolvimento dentro da espécie humana, então a fecundação, feto ou recém-nascido, a perspectiva, né, por marcos de desenvolvimento. Então até os dez meses, depois até os 24, até os seis e acima disso. Oi, e aí aquilo que é descritivo desse desenvolvimento. Então, quando a gente tá falando lá da primeira etapa, que a gente faz essa comparação entre os peixes, répteis, o feto e recém-nascido, que essa questão, né, da libertação do meio aquático, da sobrevivência nele, da libertação dele, a gente vai falar da próton motricidade. O que é? É o ganho, né? Esse desenvolvimento da hipotonia axial, da hipertonia de extremidades e da recaptação ventral, porque eu vou começar a conhecer os elementos do meu corpo, começar a estrutural... é o bebezinho, quando a gente pega ele, é todo molinho, todo hipotônico. Eu, a gente vai criando condições de maturar esse sistema muscular tônico para ter um pouco mais de força e ganho para realizar os primeiros movimentos, as primeiras ações humanas. Aí a gente entra na fase mamífera, né, de compreensão e comparação entre o ser humano e os animais mamíferos como um todo. A gente entra aí no tônico, nessa parte de maior controle da motricidade, e no palio motricidade, que é onde a gente faz essa comparação com o quadro, porque porque a gente entra, anda, né? E entrar nessa aspectos da motricidade de quatro apoios, não há quadro pedia, simetria funcional e a bimanualidade. Aos poucos a gente ganha a compreensão cerebral, né? Não necessariamente conceitual, mais cerebral, que a percepção de que temos dois sistemas funcionando. Então a gente tem a bimanualidade; eu tenho sempre dois funcionários, dois pés, duas pernas, duas mãos, dois braços, dois hemisférios cerebrais. Aí a gente vai para evolução pensando aí já no primeiro, né? E na evolução humana, dá um tom gene sair para adquirir os primeiros movimentos jamais intencionais, porque aí a gente já ganhou controle de costura, uma segurança gravitacional, então para vencer a lei da gravidade, né? Para nos manter o império eretos. Aqui é aquela imagem do bebezinho ali de, com coisas... ganhando esse impulsos para bebê dia. A gente começa a ter uma lateralização mais funcional, então eu uso a direita e outro à esquerda, não necessariamente com conceito é, mas eu vou dar sozinho informações motoras para estruturação de esquemas neurofuncionais e eu ganho a independência de polegar, eu começo a fazer movimento de preensão consciente. Então aqui aonde o bebê já pega o brinquedo, já manipula, já da funcionalidade. A partir dos seis anos, então a gente entra na fase perceptiva motora neck, a percepção do meu ato ele se torna cada vez mais consciente, mais autônomo. Eu tenho um maior desenvolvimento da sua locomoção; eu aprendo os movimentos elementares, os movimentos fundamentais começam a me especializar em alguns movimentos aqui, e também começa-se a especialização hemisférica, ou seja, e o lado do meu cérebro que vai dominar o meu corpo também começa a se especializar, então ele ganham é como você ligar um pouquinho mais de força, a vulgarmente falando, tá? Comumente fala é isso. Daí a gente entra na perspectiva da psicomotricidade, porque a partir do 7, 8 anos subir intense que o organismo humano já está pronto com toda sua base estruturada para que cada vez mais a gente se especialize em movimentos, ações, compreensões. Porque daí eu envolvo todas as questões, né, motoras, cognitivas e afetivas, para que eu tenha o melhor desenvolvimento possível. Ah, e por que que a gente fala de tudo isso? Porque a psicomotricidade, ela essa certeza que vai estudar o homem através do seu corpo em movimento com o mundo externo e interno a partir de todas as suas possibilidades de perceber, reagir, sentir, atuar sobre si, sobre o outro e sobre os objetos que o rodeia. Nas, a psicomotricidade ela tá relacionada ao processo de maturação também, onde esse corpo vai dando origem às aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas, essa soma, né, que é o corpo vai ganhando novas características, novas funções, novas demandas de acordo com as vivências e experiências que a gente segue. O SSBP aqui é de Sociedade Brasileira de psicomotricidade. E a psicomotricidade instalar sempre, sempre, sempre, sempre, sempre vai envolver, independente da teoria que a gente utiliza de base, né, para nossa atuação, todas elas vão pegar essa perspectiva, né, tribuna em movimento, cognição são e a fat ou emoção, depende do teórico aí, porque tudo isso nos dá um ponto de equilíbrio, nos dá uma condição de ter um desenvolvimento mais harmônico, funcional e com qualidade. Essa ciência que estuda o homem através do movimento do seu corpo, lindo as aquisições cognitivas, afetivas e orgânicas, nos dá condição de cada vez mais ser autônomo e de contribuir com a sociedade, né, como meio com a cultura na qual a gente está inserida. E é por enquanto impreciso e monte de dimensional. A psicomotricidade parece ser uma ciência em que todos têm seu conceito, seu diagnóstico original e as suas estratégias de intervenção. Por quê? É porque a psicomotricidade, ela por sua base, pela sua própria criação, pela sua própria ideologia de gamas assim, e ela tende a concentrar cada vez mais as pessoas da necessidade que a gente tem que respeitar aquilo que é individual. Só tô falando de indivíduo, eu tô falando de várias possibilidades. Afinal de contas, cada indivíduo tem um processo diferente: o processo de desenvolvimento, um processo de maturação, um processo de crescimento, um processo de vivência, um processo de integração de sistemas. Enfim, então por isso que a gente para para pensar que a senhora é multi-dimensional, né? Ela é imprecisa, porque aquilo que é verdade para um pode ser verdade para o outro, porque são corpos diferentes, necessidades diferentes, entendi? É nesse sentido de olhar o único para cada indivíduo que depende da ciência para sua educação, habilitação ou reabilitação psicomotora. E a psicomotricidade em termos filogenéticos tem, portanto, um passado de vários milhões de anos, porém uma história restrita apenas a 100 anos. Isso a gente tá pensando lá em 87 em... agora ela já tem um pouquinho mais. E aí agora a gente entrar propriamente no histórico, né, da teoria psicomotora, daqueles que contribuíram, onde ela nasce e as pessoas que vão contribuindo mais efetivamente a para sua construção para a gente vivenciá-la da forma que a gente conhece hoje.

Bom, então essa ciência ela nasce por volta de 1900 na França. O do Pré que ela no charco foi o primeiro lá em 1902 a evidenciar a síndrome da habilidade motora, que é uma das bases do termo que a gente conhece hoje como psicomotricidade. A, explique a relação que une as anomalias psíquicas e as motoras e que são a expressão de uma solidariedade original e profunda entre o movimento e o pensamento. Quem vai falar bastante sobre movimento, pensamento, Avalon também, porque ele vai trazer a experiência dele de pesquisa entre o diálogo tônico, né? Ou seja, o diálogo que eu tenho com a tonicidade do meu corpo, com a regulação de movimento entre certas alterações mentais e as alterações motoras correspondentes. Existe uma união tão íntima que parece construir verdadeiras paralelas psicomotoras. E essas pesquisas elas vão evoluindo do eixo neurológico e psiquiátrico para as questões mais filosóficas e psicanalíticas respectivamente, porque todos os primeiros relatos que a gente tem acerca da psicomotricidade tem relação direta com psiquiatras, com médicos, com neurologistas que estudam o desenvolvimento infantil e vão pegando os aspectos principalmente do que hoje a gente conhece como deficiência, né? Então todas essas descrições, quando vocês virem de debilidade psicomotora, instabilidade psicomotora, tudo isso tem relação com aquilo que hoje a gente denomina como deficiência, né? Eram os casos que fugiam aos marcos de desenvolvimento padrão e que eram observados por esses indivíduos. E aqui também a gente pode enquadrar, por exemplo, transtornos como TDH. Hoje a gente tem várias descrições, né? Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, transtorno de dislexia, transtorno específico de fala, transtorno específico de linguagem, transtorno opositor desafiador, enfim, hoje nós temos vários, vários se diz, né? Esse Fi códigos internas de funcionalidade. Porém, para a época, nada disso existia; existiam-se alguns conceitos para dizer que aquele indivíduo não respondia como os demais. Não é à toa questão do retardo mental, da debilidade, da doença mental. Todos esses termos são termos bastante antigos, né? E surgem aí entre 1800 e 1901. E aqui aquele devido aquela pessoa não é normal. Bom, e com o passar dos anos, tudo isso vai se modificando. É só para a gente ter claro como tudo isso vai evoluindo para a gente pensar nessa constituição de ser humano, essa constituição de ser psicomotor, né? Então, saindo um pouco desse jeito mais neurológico e psiquiátrico, mais médico, a gente entra nas questões mais filosóficas e psicanalíticas dessa constituição do indivíduo humano. Então, o Head em 1911 traz a sua noção de sistema postural, a fundamentando nessa perspectiva mais filosófica e também nessa estruturação mais psicanalítica no sentido de compreender e determinados mecanismos da mente voltados à questão de comportamento em relação... tem muito a ver com a percepção que eu tenho do meu corpo e o uso que eu faço dela. Bom, curtiu dar, então entra com essa imagem também de corpo e uma visão um pouco mais psicológica dessa constituição. Afinal de contas, à nossa imagem de corpo ela é construída a partir da relação social que eu tenho. O esquema é um só, brincando vulgarmente: cabeça, ombro, joelho e pé, né? É aquilo que meu corpo tem, então as estruturas, os elementos, os sistemas. Onde eu falo de imagem, eu tô falando da representação mental e afetiva que eu tenho do meu corpo, e essa representação ela é construída, ela é promovida a partir da interação que eu tenho com meu... afinal de contas, é a visão do outro sobre o eu que vai me permitir construir essa imagem mental. Porque a visão do outro, porque a gente tá numa sociedade e numa sociedade que tem a regras, padrões, situações, comentários, enfim, perfis, e a gente tende a internalizar como normativos, e isso fundamento a imagem que a gente vai criando. Com a gente dá um cheiro dele, ele vem fazer essa análise inicial não tão complexa assim como a gente tem hoje, é porque né? Tava lá em 1901, a forma de estudo, de compreensão era outra; os aparatos tecnológicos de relação com o meio, de observação de outras culturas, outros fenômenos também eram outros. Em 25, valor então faz uma correlação de caráter e motricidade, classificação, classificando as síndromes e tipos psicomotores. Dão valor, uma fazer a primeira descrição do relato dele sobre essa perspectiva que a gente tem do nosso ato motor, nosso pensamento e a relação afetiva para com o outro. Em 32, ele evolui essa primeira perspectiva dos tipos psicomotores de uma forma mais neurológica por uma, é por uma questão mais dialética de relação, né? Associando então o movimento as relações afetivas e emocionais do sujeito com o meio e enfatizando essa relação do tônus e emoção. O valor tem um livro que chama Do Ato ao Pensamento. Nesse livro, ele vai falar bastante dessa relação tônica, a porque o ato inicial do humano é o ato de dependência: eu dependo do outro. Então, os movimentos são realizados pelo outro, os que eu realizo são de puro reflexo, né? São extintos, são primitivos para minha sobrevivência. E a partir do momento que eu começo emitir a movimentos um pouco mais intencionais, eu faço a primeira estruturação de pensamento. Então, para reagir ou para agir, eu penso. E todo pensamento é carregado de emoção. Então, o valor vai fazendo essa relação através dos seus trabalhos sobre o que fez.

Ouvir a voz da segunda etapa de motricidade, a do nascimento de uma disciplina mais terapêutica, trabalhando essencialmente com os indivíduos e pensando no desenvolvimento psicomotor normal e patológico, né? Então, existe sempre esse marco, aquilo que eu observo, indeterminado o grupo que eu vejo que acontece com todas as pessoas dentro de determinada faixa etária, dentro de determinado período, dentro de determinado marco. E aí o estudo de um outro grupo, um outro indivíduo que seja, para poder verificar a ausência, a falta de; ou seja, a falta de realização daqueles elementos que eu marquei dentro da minha descrição teórica de marco, né, de padrão, e que o indivíduo não chega naquela faixa, naquele momento, naquela perspectiva, naquela compreensão. É nesse sentido, tá bom? Então, é aquele, essa cena, desvio padrão ali. Eu tenho um padrão, e tudo aquilo que ocorre além, tá fora disso que eu dito como normal. Então, toda essa base teórica é pesada nesse sentido de normalidade e aquilo que é patológico, que tá fora da normalidade. Hoje a gente já consegue questionar um pouco mais disso, consegue elucidar novas teorias que abrangem um leque maior sobre as questões de desenvolvimento, e que essa normalidade ela é quase inexistente, né, quando a gente fala dos seres humanos, é porque estamos falando de características completamente distintas umas das outras, e tudo isso vem reformulando a teoria psicomotora que tem esses grandes construtores da base, né: Valla, Le Boulch, e outros. Mas hoje a gente já tem novas perspectivas desse processo psicomotor. E ao mesmo tempo em que o Valla vai desenvolvendo lá a teoria dele, nós temos na área da Educação Física o Le Boulch, que esboçava a relação entre o movimento e pensamento. Cuia, um titular da cadeira europeia, psiquiatra infantil, utiliza o termo de psicomotricidade para designar a associação estreita entre o desenvolvimento da motricidade, do ato motor, da inteligência e da afetividade. Pensando isso aqui mais uma vez, né, lá em 1900, planejou-se na Europa; é o berço da psicomotricidade. [Música]

Em 1935, o Ajuriaguerra, o pai da reeducação psicomotora, demonstra a necessidade de um exame não apenas mensurável, mas de diagnóstico e prognóstico, construindo um método de avaliação apoiada nos conceitos existentes até então; ou seja, ele se baseia nesses caras aqui, né, no Hécaen, no Schilder, no Vallon, no próprio Valla. A partir da descrição desses caras, ele pensa assim: poxa, do que que adianta só eu ver se o cara tá ali dentro de um padrão de normalidade? Eu preciso dizer o que esse cara tem, tá bom? Ele não tá no padrão de normalidade, então o que que ele tem? E a partir disso que ele tem, o que que eu posso fazer para melhorar a… qual é o padrão de melhoria que eu consigo atingir? Que está pensando ainda tudo isso, um aspecto muito rudimentar da prática da psicomotora, na prática de reabilitação. Na mesma década de 30, surgem vários outros testes: Ozeretsky, de Vallon, que vem falar sobre a idade motora; o teste de imitação de gestos do Berge, o lezine; o perfil psicomotor do Picq e Vayer, dentre outros que ainda são bases para nossa avaliação psicomotora atual. Seja a da Fonseca, seja do Rosa Neto, seja da Vera Matos, enfim, qualquer avaliação psicomotora a gente utilize hoje, 2022, tem por base os testes desses caras aqui; por isso eles são tão importantes para as teorias psicomotoras e o olhar da psicomotricidade nessa época. Então, volta-se para habilidade motora, cuja prática focava a atividade tônica, controle, né, com os exercícios de atitude, de equilíbrio, atividade por esse controle motor, com alguns exercícios de inibição e desinibição, de relaxação, com exercícios de dissociação e coordenação motora para tornar um corpo um pouco mais hábil. Vão pensar assim, ó: crianças, por exemplo, que na época nasciam e hoje recebem, né, o CID, o diagnóstico de paralisia infantil – que na época não recebia esse nome –; essas crianças que nasciam com menos qualidade tônica, no sentido de controle, com menos condições de realizar alguns movimentos, essas crianças passavam por essa intervenção de reeducação psicomotora e para ter o maior controle, uma inibição dos espasmos, por exemplo, e do desequilíbrio e tudo mais, para ter um corpo um pouco mais hábil, mas funcional, para conseguir manipular um objeto, para conseguir, enfim, ter um controle motor. A ideia era essa nesse procedimento de trajetória. Houve uma influência da… de alguns psicólogos, principalmente pós-guerra, entre 40 e 70, e aí a gente tem a influência principalmente da Gestalt, da perspectiva fenomenológica e dos teóricos desenvolvimentistas, né? Então, Lewin, Merleau-Ponty, o próprio Valla, re-significa algumas questões; o Gesell, Piaget, Vygotsky e outros tantos que a gente conhece. E aí entram algumas contribuições neurobiológicas, principalmente do Luia e do Ajuriaguerra. O Ajuriaguerra tem um livro, para essa turma, o chama manual de psiquiatria infantil; ele vai descrever cada um desses levantamentos teóricos referente às questões da ausência de funcionalidade do ser humano, né? Então, ele vai fazendo, e é como se fosse um esboço do que a gente conhece hoje como manual dos distúrbios mentais, né. [Música] Como o próprio CID, classificação internacional de doenças. Então, ele vai fazendo esse levantamento e descrição das observações de longo prazo que ele tem no atendimento humano e vai classificando algumas questões, né? Ele vai dar nessa primeira categorização da debilidade psicomotora. E trouxeram à tona, então, a constatação de que um corpo afetuoso, um corpo que recebe movimento, um corpo que recebe informações cognitivas, um corpo que consegue executar comandos com qualidade, tem uma compreensão maior, que consegue se comunicar, mesmo que sem a expressão verbal; ele se torna, além de um corpo Abreu, um corpo consciente. Então, além de realizar coisas, eu realize essas coisas com qualidade, pensando nelas, executando-as com um pouco mais de autonomia. E eu não digo nem formação no sentido de… o que significa conhecimentos externos, mas informação interna do meu próprio corpo, né? Aquelas informações que eu vou aprendendo do como eu funciono.

Um, há entre 47 e 72, então nasce uma disciplina aí após a Segunda Guerra Mundial, uma equipe constituída entorno do Ajuriaguerra que vai fazer nesse levantamento mais criterioso de informações para construir o seu manual de psiquiatria infantil, né, com a ajuda da Suzanne Rouchy, da Gisele Soubiran, também uma psiquiatra; eles criam em Paris o primeiro serviço de reeducação psicomotora. Por quê? Porque ela, “olha, eu já avaliei e eu já elenquei lá no meu manual de psiquiatria infantil, eu já dei, escrevi algumas questões. Então, agora eu consigo pensar no prognóstico. Se eu já identifiquei que esse indivíduo tem tal, tal e tal característica, agora eu consigo também pensar naquilo que eu preciso fazer para desenvolvê-lo, para melhorar essas características que ele apresenta”. Em 63, o Ministério de Educação Nacional criou o hospital em Russo, no serviço para professores e emitiu o primeiro certificado de capacitação em reeducação psicomotora. Mais uma vez, tudo está acontecendo lá na Europa. Em 67, a Soubiran cria o mestre, o Instituto Superior de Relaxação Psicomotora. Toda a teoria de relaxação psicomotora é da Gisele Soubiran. E aí, junto com a sua equipe, alguns colaboradores antigos, alguns novos teóricos, novos pesquisadores da área, eles dão origem à segunda etapa da psicomotricidade, que já está mais próxima do que a gente conhece hoje como ciência psicomotora. Vale aqui destacar, né, a grande contribuição do Le Boulch, professor de educação física também na França; ele traz a importância dessa perspectiva psicomotora de observar o desenvolvimento humano na primeira e segunda infância para dar as melhores contribuições possíveis para esse desenvolvimento, tanto nos aspectos motores quanto nos aspectos cognitivos e afetivos. Em 67, graças à sua luta, ele consegue um decreto, né, nacional aí, que incorpora 6 horas de educação psicomotora na prática escolar, igualzinho a nossa realidade, né? Conta da gente; super tem seis horas de práticas psicomotoras na nossa educação, né?

E aí a gente vem para o Brasil, e os primeiros registros daqui são de 50. Ele escreve com seus trabalhos terapêuticos, enfocando o movimento associado a algumas avaliações neurológicas do grupo com a psiquiatria infantil, utilizando as técnicas de Mission, os tratamentos motores. E aí ele já mencionava em relação a esse tratamento e aos distúrbios de aprendizagem é que nesses distúrbios com lesão mínima, né, já estão caracterizados como distúrbios psiconeurológicos, além das funções intelectuais isoladamente, devia-se realizar alguns exercícios psicomotores para coordenação, ritmo e relaxamento da musculatura; ou seja, relaxamento tônico, para eu ter um maior controle também, e aí conseguir fazer uma melhor integração das minhas vias neurossensoriais. Ou seja, quanto mais eu relaxo meu tônus, relaxar conscientemente, tá? Não é no sentido da hipotonia, é no sentido da relaxação mesmo. Eu relaxo miotonos para perceber no meu corpo, no meu ativo esse corpo, e aí eu tenho mais condições de perceber as informações que estão me sendo dadas pelo meio. E aí eu faço uma melhor integração de vias aferentes e eferentes do meu sistema nervoso central. E na década de 60, então, aparecem as primeiras técnicas reeducativas no Brasil. Em 67, é um trabalho precursor atribuída a Guimarães Peixoto. Quando ela retorna da sua formação na Itália e na França, ela faz lá no primeiro Instituto de psicomotricidade, ela organiza um precioso documento sobre psicomotricidade no Brasil, né? Ainda tem esse viés eurocêntrico, ainda tem esse olhar marcado pela perspectiva de desenvolvimento eurocêntrica em comparação com a população do Brasil, o que obviamente a gente sabe que não dá muito certo, né? A gente tá falando de condições sociais, de investimento e intervenção que se nós não temos hoje, em tirar lá na década de 60 e na década de 70, foi quando é que pode de fato a psicomotricidade no Brasil ter uma contribuição muito grande aqui do Le Boulch, que partes da Costa lá e do próprio… e aí o fugiu o nome dele, eu já lembro, já volto com vocês. Ele vai falar para gente da… para vocês como outra cidade relacional, né? Ele é o pai da psicomotricidade relacional. Eu já lembro da conta para vocês; me fugiu o nome dele agora. E na década de 80, então, o salto é ainda maior, e surgem inúmeros trabalhos aí, palestras, seminários, determinando a psicomotricidade pelo país como um todo. E a partir dessa década inicia-se em alguns estados, né, essa perspectiva de formação mais profissional para psicomotricistas nessa perspectiva mais psicomotora. Entre essas contribuições, é que eu fiquei com impulso ele na cabeça; peço desculpa mais uma vez, mas o nome dele é Lapierre; é o grande pai da psicomotricidade relacional, e ele sai da França e vem para o Brasil exatamente para disseminar esse conhecimento. Oi! E aí hoje, 2022, a gente pode falar: somos psicomotricistas, porque em 3 de janeiro de 2019, a psicomotricidade ela é regulamentada através da lei 13.794, é publicada no Diário Oficial da União; é um momento histórico de conquista e beneficia todo e qualquer estudante de psicomotricidade, seja a formação em graduação ou especialização. E aí dá condições para que a gente exerça no país, né, reconhecidamente essa profissão. Hoje a psicomotricidade também já está inserida no código nacional de categorização de profissão, né? Então, já podemos ser contratados, reconhecidos como psicomotricistas. Esse nosso saber, e inclui o… em expressões como agenda de cuidados necessários à prevenção de saúde, à educação de qualidade. A Associação Brasileira de psicomotricidade, que foi fundada lá em 80, tem um grande papel de representatividade da sua luta, porque esse projeto de lei ele data de 2003, né? Não é algo recente, algo que demorou minimamente aí 16 anos para ser aprovado em congresso. Então, desde 2019, nós temos esse reconhecimento. O que eu vou fazer só um resumão com vocês, então, de toda essa parte teórica que a gente viu. Então, os segundos marcos filosóficos, né? Depois que a gente parte dessa questão neurológica e psiquiátrica da psicomotricidade, um dos marcos fundamentais é a teoria do dualismo cartesiano do René Descartes, para compreender como substâncias que interagem entre si, que não são os associados, né, às… às descobertas da neurofisiologia, o esquema anatomo-funcional, a própria teoria do Vallon, quando ele inicia essa perspectiva da debilidade motora; a contribuição do Valla, falando dessa construção de uma cidade a partir da relação afetiva do sujeito; depois é o ganho da ótica mais filosófica, os estudos sistemáticos da neuropsicologia e da neurologia para utilização do termo psicomotricidade; as algumas informações que vão sendo agregadas mais no sentido fisiológico e neurológico; o novo diálogo, né, do Vallon, de representatividade tônico-emocional; depois o Ajuriaguerra com seus protocolos para mensurar, diagnosticar, né, e pensar nessa perspectiva prognóstico; a contribuição do Ajuriaguerra com o seu novo conceito de debilidade psicomotora, os seus transtornos neurológicos e psiquiátricos que fomentam, né, a… a primeira evolução de observação, tratamento e reabilitação psicomotora; e as novas pesquisas voltadas para todos esses elementos, unindo e utilizando dos saberes da neurologia, da psicologia, da psiquiatria, da pedagogia e de toda e qualquer ciência que estude o ser humano. A prática pedagógica, ela passa a visar e contribuir para o desenvolvimento integral da criança dentro dos processos de ensino e aprendizagem, sempre pensando nessa perspectiva de favorecer o físico, o mental e o afetivo-emocional. E aos poucos a gente ganha essa nova perspectiva da psicomotricidade na educação e não só na reabilitação ou na habilitação daquilo que não se tem. A psicomotricidade ganha um novo campo de pesquisa, estudo, que são os problemas de aprendizagem específicos: então, leitura e escrita, raciocínio lógico-matemático, que a gente compreende que nascem no corpo, na ausência de estímulo. Ganha-se uma nova perspectiva de interpretação dessa relação de domínio corporal, de especialização hemisférica e do próprio processo de construção de cognitivo, de cognição, né, do conhecer humano. E inicia-se aí os níveis de correlação daquilo que terapêutico e preventivo e de habilitação de educação psicomotora. E a psicomotricidade, então, tendo por base todos esses teóricos e essa teoria que vai se renovando a cada nova perspectiva científica da evolução da construção humana na sociedade, com as suas culturas, valores, crenças, aspectos políticos, financeiros, econômicos e tudo mais, ela se divide para atuação em três categorias: então, a reeducação psicomotora, a terapia psicomotora e a educação psicomotora. E na educação a gente está falando de estimulação, prevenção, detecção de possíveis problemas de aprendizagem que estejam relacionados com as questões de corpo, a cognição, são e aperto emoção. Então, a psicomotricidade, ela vai atuar nessa perspectiva de observar, elencar – e eu não vou dizer que diagnostica no sentido médico, porque se não existe tá só te dar o diagnóstico médico é o médico; o nosso diagnóstico numa outra perspectiva de elencar essa percepção, essas informações que a gente consegue do indivíduo a partir da avaliação psicomotora, para que a gente pensa em um processo de estimulação que seja coerente com as necessidades desse indivíduo. Que a gente faz um diagnóstico nesse sentido de levantar informações para compreender aquilo que está em falta ou aquilo que está muito além, que é exacerbado, por exemplo, a… e a falta, né, do controle tônico, no sentido do freio inibitório. Eu preciso ter freio, eu preciso conseguir controlar meu corpo para prestar atenção, para destinar atenção a algo dentro da escola; é isso. Eu preciso controlar meu corpo para prestar atenção na disciplina, na informação, na leitura, enfim. E eu não tenho esse controle tônico, esse freio inibitório, dificilmente eu vou ter um bom desenvolvimento acadêmico, porque vai me faltar algo, porque eu tenho além do que eu devia, né, uma energia que não me permitiu voltar para o eixo, por cento, não é nesse sentido que a psicomotricidade vai atuar dentro de educação, pensando em estimulação para aquilo que tá muito abaixo do que ser necessário ou muito acima do que se é necessário para ter um bom desenvolvimento. E marcações terapêuticas: diagnóstico, prognóstico e tratamento de distúrbios psicomotores e patologias. Aí a gente já está falando em questões mais… digamos, então, normalmente esse indivíduo recebe um áudio, né, ah, e busca a reabilitação, né, ou habilitação de alguma questão, porque ele já vem com esse diagnóstico mais clínico, né, para que a gente pensa intervenções enquanto psicomotricista. E dentro da saúde a gente trabalha numa questão de que a estimulação precoce mesmo, né, nos casos, por exemplo, onde já se percebe bem no início, pós-termo ali, né, pós-nascimento ou da criança que nasceu a pré-termo, nasceu antes do que devia, e aí para evitar qualquer possível dano, inicia-se a estimulação precoce daquilo que se compreende como essencial, como elementar para o desenvolvimento de qualidade do indivíduo, mano.

E a psicomotricidade, então, ela tem duas grandes divisões: a da funcionalidade e a da relação. E em muitos momentos e muitos aspectos, elas duas se unem. Aquilo que é funcional é aquilo que é diretivo, né? Aqui onde eu vou trabalhar exercícios para dar função: função de movimento, função de compreensão, função de comportamento e função de relação; relação eu e outro. Mas eu também posso fazer uma intervenção psicomotora que não seja diretiva por meio do brincar, da questão mais lúdica, onde a criança explore, onde eu não tenho tanto comando os técnicos a serem desenvolvidos. A criança ela vai se desenvolvendo a partir daquilo que ela própria vai explorando nessa perspectiva mais relacional, o que é do Lapierre. O psicomotricista, ele é só um mediador; ele não traz nada pronto, claro, né? Ele conhece da base psicomotora, ele sabe aquilo que tem que ser desenvolvido, porém ele não traz nada que seja diretivo com gran para criança, né? Ele vai fazendo pequenos ajustes conforme a criança vai dando informações de necessidade, e essas informações necessidade aparecem na brincadeira, no jogo, na interação, na conversa, e aí o profissional vai fazer algumas pequenas mediações. E essas são as duas grandes bases de diferenciação. E a psicomotricidade ela sempre vai trabalhar com o sujeito, que é um corpo que tem um corpo, né? Então, o movimento para psicomotricidade é muito importante; ele é compreendido como o resultado, né, da junção de todos os componentes que vão fazer e vão criar e vão fomentar esse sujeito que posteriormente se torna um indivíduo que sai desse aspecto mais comum de grupo e se torna um com suas características, condições, habilidades e ineficiências. Se torcem para que a gente tenha movimento, a gente precisa ter íntegro ou o melhor uso qualitativo dos aspectos cognitivos, afetivos e sociais de relação e motores. E a psicomotricidade, então, utiliza o movimento como meio e não como um fim a ser atingida, né? Ele é uma construção, ele… o que é algo e vai sendo modificado, alterado conforme quem precisa, não é? Conforme eu quero, eu terapeuta, mas conforme… conforme a demanda que observa daquele que vem ser atendido. É um suporte básico e vai auxiliar a… eu divido adquirir sensações, percepções, com sei e vão dando condições de conhecimento sobre o seu próprio corpo, o meio e o mundo que o rodeia. Em todas essas teorias, né, vão sair do re-significados, a remodelados, referenciadas sempre em busca do desenvolvimento qualitativo do ser humano. E aí a gente vai pensar nesse desenvolvimento em tudo aquilo que refere-se a grandes mudanças qualitativas, aquisição, aperfeiçoamento de capacidade de funções que vão permitir a criança realizar novas coisas progressivamente, cada vez mais complexas, uma habilidade cada vez maior, lembrando mais uma vez dentro da capacidade de cada corpo, dentro da condição de cada indivíduo apresenta. Eu não vou exigir do indivíduo aquilo que ele não tem; não é no sentido de não ter e não estimular, né? Aí ele não tem essa condição hoje, essa capacidade de hoje, do estilo; não é isso, é no sentido de pensar: ó, Neide, por exemplo, eu não tenho como forçar o indivíduo que nasceu com ausência de membros superiores, com ausência de braço, para que ele tenha uma benção de lá, certo? Até porque tem ausência de… a devida a deformidade, ele nasce com o cotoco só aqui em cima; é só um exemplo. Então, eu não tenho como pensar nesse desenvolvimento, nessa progressão complexa de habilidade; eu preciso pensar naquilo que ele consegue desenvolver. Então, se ele precisa usar o lápis, se ele precisa de fato usar lá, eu posso pensar nos outros componentes do corpo que podem vir a ser utilizadas para esse fim. Então, eu vou fazer um treino de boca; ele segura lá com a boca, escreve. Vou fazer um treino de pé para que ele faça uso do pé, desenvolva a ideia consciente de utilizar o pé para a escrita, entendeu? É nesse… nesse sentido é a psicomotricidade vem atuar, né, de dar condições para que o corpo realize sempre da melhor forma possível, com os aspectos, com os elementos, com as condições que esse corpo apresenta. Eu sempre vou me basear também na questão de crescimen, né? Porque o crescimento ele tá aí, rodeados e mapeados de marcos, marcos de idade biológica; existe um cronograma. Eu não vou pedir coisas para criança de 2 anos que eu sei que só maturam, que só estão presentes no organismo a partir dos nove, por exemplo. Por isso eu preciso conhecer das bases psicomotoras, né, das relações anatomo-funcionais, fisiológicas e neuropsicológicas do desenvolvimento humano para entender quando é que esse indivíduo tá pronto para me dar essa informação, essa condição, essa resposta que eu estou pedindo para determinada atividade, determinada ação, determinada situação. E não tendo por base disso, a gente compreende que crescimento e desenvolvimento são coisas diferentes, não só na teoria psicomotora, mas como processo humano mesmo. Os fatores que vão influenciar esse desenvolvimento e hoje a psicomotricidade considera como fundamentais de serem observados para que a gente tem um bom desenvolvimento: a família, seu nível sócio-econômico, as questões de peso, religioso e cultural, as questões de casamento, divórcio, relação afetiva entre os responsáveis daquele indivíduo, as formas de comunicação entre os pais e filhos, entre avós, tias, enfim, demais envolvidos nessa relação afetiva daquele ser humaninho que a gente tá ali investigando dentro da terapia psicomotora; a escola, os professores, os colegas, as respostas pedagógicas, a forma de ensino, o processo de avaliação, o processo de comportamento e respostas dentro da unidade e fora dela, nos… nos demais ambientes e circunda, né? E tudo isso vai influenciar esse processo de desenvolvimento e o agente da psicomotricidade, o psicomotricista.

Precisa ter esse olhar mais atento às vezes. Por isso que lá no comecinho da nossa aula a gente inicia pensando nesse processo de investigação de gênese, filogênese, ontogênese. Por quê? Porque é o que eu disse, né? E a família: senhor, dez filhos passaram a ter cinco; hoje tem um. E as mães cuidavam da casa; já passaram a trabalhar e a cuidar da casa. Tem dupla, dupla, tripla jornada em A. Uma outra perspectiva que não a distorcer: mãe a distância, dona de casa. Então tudo isso muda também esse esquema sócio-econômico, essa visão religiosa e cultural, a visão de valores, de construção, de formação do indivíduo. Automaticamente vai impactar no comportamento em relação social desse indivíduo que está sendo aí investigada na psicomotricidade.

Um outro aspecto importante é o olhar que o desenvolvimento cognitivo na o processo do pensamento, a compreensão dos fatos, recepção, decidi ambiente, percepção de semelhanças e diferenças, o processo de memória, tanto de criação como de resgate dessas memórias, a execução de algumas ordens, a compreensão de conceitos, a compreensão de tamanhos, para compreensão do espaço, aquisição de conceitos, estabelecimento de relação, compreensão de tempo e a relação de conceitos entre si. Por quê? Porque eu estou falando de tudo aquilo que é potência humana. Tudo isso que está aqui são características que o ser humano apresenta no seu processo de evolução para a interagir e intervir no seu meio social; ou seja, para contribuir em sociedade, para se desenvolver, para ter as melhores respostas possíveis dentro das suas condições cognitivas, motoras e afetivas e de relação de meio. E é papel da psicomotricidade olhar para tudo isso, né? E é base da psicomotricidade, da perspectiva teórica de construção de ser da psicomotricidade, a gente precisa ter um olhar atento a tudo isso também. E aí a gente pode partir de várias percepções teóricas, né? Depende da linha que a gente se enquadra, que a gente se encaixa, que a gente compreende como mais adequada para nossa atuação e o desenvolvimento psicomotor.

Então essa capacidade de realizar os movimentos por determinação da própria vontade, tá repleta de habilidades. Então dessa posição ereta, do caminhada, da coordenação, manipulação, é produto de um amadurecimento do nosso sistema nervoso central, sempre partindo da perspectiva cefalocaudal e próximo-distal. Está intrinsecamente relacionado ao estímulo e ao processo de aprendizagem. E aí aprendizagem do indivíduo não é de ensinagem, né? Não é como a gente quer ensinar, mas é do como indivíduo aprende. Então é sobre todo esse processo de desenvolvimento que a psicomotricidade se debruça para explicar, para contextualizar e pensar em hipóteses, em possibilidades de solução daquilo que é apresentado, né? Como ao e como falta, como atraso de desenvolvimento. E a psicomotricidade, então, ela vai sendo definida pelos seus precursores e cientistas. A gente tem várias frases, várias explicações, vários contextos em relação ao psicomotricidade. O Ajuriaguerra, por exemplo, traz que a psicomotricidade ela se conceitua como ciência da saúde e da educação, pois indiferente das diversas escolas psicológicas condutivas, evolutistas, genéticas, ela avisa a representação e a expressão motora através da utilização psíquica, mental e cognitivo do indivíduo. A subir hum. Ela traz que a psicomotricidade em seus meios e fins jamais se esquece dessa união psicoafetiva e motora; ou seja, da tríade psicomotora. E ela atua sobre um conjunto. Hoje os transtornos psicomotores tem as mais diversas manifestações. E a Costal e Dalila Costa, lá trás, que a psicomotricidade é uma ciência de síntese e com a popularidade de seus enfoques procura velocidade problemas que afetam as inter-relações harmônicas que constitui a unidade do ser humano e a sua convivência com os demais. Esses são alguns teóricos, algumas perspectivas desse teórico, né, acerca daquilo que constitui a ciência psicomotora.

E pensando nisso nós temos algumas linhas e na que vão falar dessa psicomotricidade. Então a sociopsicomotricidade, Le Boulch, a relacional, de Lapierre, a sistêmica, a psicomotricidade, não é baseada na teoria do Ajuriaguerra que APPA e Abra, a psicomotricidade aquática. E aí a gente tem vários teóricos: Josiane Bueno é uma delas, Cacilda Velasco é outra, colabora muito para essa criação da psicomotricidade aquática. Temos a psicomotricidade relacional somática, o Agathon, a trans psicomotricidade e a psicomotricidade heurística. E hoje, recentemente reconhecida pela Associação Brasileira de psicomotricidade, nós temos a gerontopsicomotricidade que vai trabalhar na perspectiva da retrogênese; ou seja, daquilo que a gente vai perdendo e quando a gente chega na terceira idade, né, quando nos tornamos idosos, com a gente vai perdendo algumas características da nossa evolução e desenvolvimento, e é psicomotricidade vai trabalhar no sentido de dar qualidade para características que a gente preserva nesse processo. Eu vou mostrar para vocês agora uma revista de levantamento exatamente nessa perspectiva dessas formações em psicomotricidade. A esse último levantamento foi feito de 2018/2019. Nós tivemos um grande congresso da psicomotricidade e após ele seria feito um novo levantamento dessas informações, mas aí chegou a nossa pandemia, não é mesmo? E houve algum atraso aí nesse processo, mas eu vou já mostrar para vocês. Bom, então vamos lá. Essa é a revista que eu falei para vocês, eu vou mandar lá elas para vocês, tá bom? Para vocês terem mais ou menos ideia do como foi feito esse levantamento. Então é uma revista de comemoração, deve estar mosaico, e ela traz algumas informações sobre a psicomotricidade. Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida, é o que faz com que ela não seja nem curta nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. E o que que essa formação, então, em psicomotricidade normalmente era um curso de extensão, pode ser categorizados como uma pós-graduação ou não, porque para ser reconhecido como psicomotricista é pela Associação Brasileira de psicomotricidade a gente precisa comprovar algumas horas, bom né? Na psicomotricidade. E aí não é hora de curso no sentido da pós-graduação, da especialização, tão horas que nós destinamos a nossa evolução profissional, ao nosso autoconhecimento. Então pode ser por meio da terapia psicomotora, de workshops, de estágios, sem fim de conhecimento das outras linhas de pesquisa e tudo mais, entende? Então é esse aprofundamento necessário para que a gente compreenda a intervenção junto a psicomotricidade da melhor forma possível. E outra, identifique qual é a nossa linha principal de pesquisa e atuação. Bom, então tem algumas características aqui, né? Hoje nós somos reconhecidas como trabalhadoras da psicomotricidade, por isso o slide anterior. E a gente vai pensar em algumas linhas de formação, tá bom? Que são aquelas que apresentam no penúltimo slide: a sociopsicomotricidade da Aumont. Então ela deriva desse método francês ao qual ele é profundamente analisado, trabalhado pela Solange T. Hamann, é quem faz o método na França; Solange Tier é quem traz ele para o Brasil. E aí é uma psicóloga e psicanalista do grupo que aqui no Brasil atua por mais de 30 anos. Os alicerces teóricos do método estruturam-se a partir da teoria psicanalítica: Freud, Klein e Winnicott, e outras teorias de grupo como Bion, Pichon-Rivière, e outros tantos, né? Tudo isso a pensar no desenvolvimento de um trabalho de percepção corporal e sensibilização. Aumont trabalha muito com as questões de cores, de interação com linhas, pincéis, lápis. Ela se propõe a uma leitura de movimento numa ideia mais canalítica, né, de resgate de inconsciente, ego e superego para a integração psicomotora. O método utiliza a psicomotricidade como instrumento terapêutico que promove mobilização de conteúdos psíquicos do sujeito ou de um grupo em terapia. Tem como base a ideia de que o movimento humano, seja ele qual for, reflete conteúdos inconscientes de um sujeito, é demonstrado na produção humana e vai derivado esse movimento, e que considera antes como os reflexos do mundo interno. E é uma formação específica, né, a sócio psicomotricidade baseada na Aumont. Com base nesse canalítica, tem a duração mais ou menos de dois anos, um conteúdo teórico e técnico de 445 horas e a obrigatoriedade de 90 horas de estágio supervisionado e 150 horas de vivência grupal para você ser reconhecido como um terapeuta, né, como psicomotricista da Aumont. É se você precisa comprovar tudo isso aqui para a sociedade brasileira de psicomotricidade para você ter a carteirinha de sócio afetivo.

A psicomotricidade relacional, então, visa desenvolver e aprimorar conceitos relacionados ao enfoque da globalidade humana. Possui uma teoria de desenvolvimento próprio, momentologia, que favorece motivações inconscientes de relação. Essa é uma prática que permite crianças, jovens e adultos uma expressão e uma superação dos conflitos relacionais internos, principalmente os mais inconscientes, interferindo de uma forma mais clara, preventiva e terapêutica sobre o desenvolvimento cognitivo, motor e socioemocional. Essa é uma prática que ocorre através de jogos espontâneos, principalmente com corpo em todas as suas dimensões, privilegiando a comunicação não-verbal; ou seja, comunicação de couro, porque ela é baseada lá na interação do Lapierre, né, na teoria dele, de perspectiva relacional, mais Freud, Anna também. É uma terapia de base psicanalítica através das situações lúdicas e dinâmicas; então do uso do jogo, o corpo em movimento busca induzir situações onde possa se expressar aquilo que se sente e se teme, que se vivencia hora do ambiente terapêutico. E a terapia relacional ela possibilita uma expressão espontânea de sentimentos, um conhecimento de si, uma regulação de emoções, tem uma intervenção pensado em comportamentos mais proativos, né, desenvolvimento de objetivos pessoais, uma comunicação pessoal e Ellen enriquecida pelas questões de decodificação; ou seja, para tentar trazer à luz aquilo que eu não sei nomear, aquilo que me incomoda, que me afeta, que me amargura e ainda não sei dar nome. E é uma formação de 30 meses, 660 horas mais ou menos, e é reconhecida pelo Instituto do André Lapierre.

E aí a gente vai para a psicomotricidade sistêmica. É um caminho científico de aplicabilidade no estudo da relação humana, busca promover um desenvolvimento com qualidade harmônica, tem uma aplicabilidade de conscientização dos e com essa necessidade de olhar para si e para a relação com o externo como um todo, então animais, plantas, objetos, outros seres humanos. Tem uma base de análise para aprendizagem, desenvolvimento utilizando como mediação as formas mais naturais e os problemas de saúde do indivíduo, seja essa uma saúde física ou emocional. A formação tem uma visão sistêmica e não mecanicista, não técnica, tem como base as teorias da aprendizagem, desenvolvimento humano, da movimento, as questões da neurociência pensando nesse processo evolutivo, tem no Brasil o estudo de jogos e brincadeiras que são construídos historicamente pela humanidade, porque isso vai trazer um resgate de ancestralidade, comentando essa questão mais sistêmica de constelação de emoções e relações, projeções, tem uma arqueologia de alma baseada no Jung e também é da psicanálise, psicologia analítica que é da base, e Jung. E é uma formação, né? A, e se eu não me engano, ocorre só no Rio de Janeiro. Oi. E um outro curso ofertado por aqui como extensão, a prática psicomotora Aucoturier, né, APPA. Ela é mais conhecida como PPA, fundamenta-se nos princípios estruturais da prática do filósofo e tem há uma correlação de algumas correntes psicológicas de relação e prática. Tem uma proposta mais distintiva de integração e ajuda a criança evoluir pensando na sua existência, né, então questionando suas bases de existência de ser. E é uma formação de 400 horas, também acontece lá no Rio de Janeiro e é ofertada por uma associação específica, é que é o espaço Néctar.

E aí a gente tem a psicomotricidade aquática. Essa gente encontra ela aqui em São Paulo e outros lugares do país. Ela é baseada principalmente na atuação da Josiane Bueno e é uma atividade, é uma proposta, né, que busca essa atividade psicomotora na água para fazer esse resgate, né, da vivência humana em água, dessas possibilidades do corpo e dessa relação que a gente tem desde o momento intra-uterino. É uma formação de 540 horas e essa especificamente das Luciana é dada no Paraná, mas aqui em São Paulo, por exemplo, a gente também tem algumas informações que são baseadas na Cacilda Velasco e que tem essa perspectiva mais de respiração e aquática no meio aquático. Oi, gente. É psicomotricidade relacional somática, Anthropos. Ela é baseada no estudo de relações de meio, pesquisa mais voltada para as questões sócio relacionais e somáticos, né, aquilo que o corpo expressa que não está tão claro, tão palco, abriu assim só que eu só que mais intelectuais que se manifestam nas formas no corpo. E é uma formação que ocorre no Rio de Janeiro, mas também, eu não tô enganada, tem um polo em Brasília na e outras formações que vão acontecendo no país mais curtas. Olá, aqui é o centro que tem a essa formação. Então o Anthropos é o centro de desenvolvimento do homem baseada na psicomotricidade. Nós temos a formação em transpsicomotricidade que vem falar dessa complexidade de transcender questões de dualismo corporal e mente, compreendendo a questões até mesmo da física quântica, né, dessa relação não só material, palpável, mas das relações que a gente faz com as questões mais espirituais, com as questões planetárias de tudo mais. Por isso que ela chama transpsicomotricidade, ela vai fazer essa leitura de um todo que envolve humano. Não existem as formações específicas, mas existem os cursos de extensão, né? E aí não é para aprender, mas para vivenciar os aspectos da trança psicomotricidade. Ela é fornecida no Rio de Janeiro e Goiânia e Fortaleza e Belo Horizonte. Aqui em São Paulo nós temos Agathon, é um estudo de sujeito alicerçado em bases mais filosóficas, observando o corpo, movimento, linguagem, neurociência, morfologia, psicologia e aspectos sócio-históricos e culturais. São vivências mais voltadas à sensibilização e organização dessa consciência corporal. E a psicomotricidade heurística, ela é mais voltada para grupo de terapias com com adultos e idosos, né, porque ela tem uma outra perspectiva de e não do desenvolvimento. Quando a gente tá falando de desenvolvimento a gente olha sempre mais para criança, para adolescente, né? Aqui a ideia é o resgate, né, o resgate desse, o resgate do autoconhecimento, o resgate da criança interior. Então ela é uma prática muito buscada também por terapeutas, por profissionais da psicomotricidade até para ter a essa supervisão é para eu me entregar ao processo terapêutico para conseguir exercer o meu papel de profissional terapeuta na psicomotricidade. E o Kurumin é uma formação de educação psicomotora. Então tá mais voltado para as questões de educação mesmo, as instâncias educacionais, as questões mais institucionalizadas nas hierarquias da Educação. Esse é um processo de formação baseado no Winnicott, no Vygotsky, tem como dois pilares metodológicos o teórico-prático, tendo esse olhar para a formação escolar, né? E aí traz essa perspectiva mais voltada também lá para o Lobo, lembra que a gente falou do ônibus e foi lá e brigou para que essa ciência psicomotora fosse reconhecida nas escolas, essas horas de práticas psicomotoras fossem organizadas a nível Nacional. Então essa perspectiva do Curumin também vai nessa prática profissional de tentar levar psicomotricidade pra dentro da educação formal. Oi, aqui é a forma da metodologia e esse segundo Pilar, então, né, dessa formação pessoal também é muito importante porque busca fazer esse resgate do profissional dentro da arte-educação para que se tenha compreensão da necessidade de relaxação, consciência corporal e expressão corporal do processo de desenvolvimento das crianças. Ah, pois eu vou mandar esse documento todinho para vocês, para vocês conseguirem ler e depois caso se interessa em buscar alguma dessas específicas especificidades, né, das linhas dentro da Psicologia cidade. O Aion é uma outra linha bastante recém que busca, né, a expressão corporal como vínculo maior da terapia psicomotora, e ela tem a sua base nessa perspectiva de resgate da infância, não só cronológica, mas das experiências que foram vivenciadas na infância e que marcaram esse corpo e que impactam na forma como ele se expressa. O que é uma formação que busca essa consciência crítica e reflexiva da nossa condição no mundo, estimulando esse olhar de libertação de padrões, formas absorvidos ao longo do nosso desenvolvimento. Esse é um livro de cabeceira para gente conhecer, né, essas diversas teorias chamadas psicomotricidade que pratica, é essa organizada pela Rosa e Lista, e, e se eu não me engano, distribuído pela Associação Vencer, né? Bem pequenininho, tem poucas páginas, mas vai trazer exatamente essa perspectiva de todas as teorias trabalhadas na psicomotricidade. Aqui só para vocês conhecerem.

Esse é o site da Associação Brasileira de psicomotricidade, onde pós-formados a gente busca se associar até para ter o reconhecimento hoje, né, de categoria da psicomotricidade. Então é aqui que a gente faz todo esse processo para quem não conhece, é isso aqui que dá base da nossa formação aqui no Brasil. É o quê? E agrupa todas essas teorias, ideologias e práticas psicomotoras que a gente viu no decorrer da aula. Aqui também dá, só tem até a informação sobre esse reconhecimento da gerontopsicomotricidade, tem algumas jornadas de estudo, alguns cursos teóricos e práticos para a vivência do psicomotricista, conta um pouquinho da estrutura, fala um pouquinho dos capítulos de construção na é de quem os comenta. Então Rio de Janeiro, na Bahia, aqui em São Paulo, aqui a gente consegue achar todo mundo quer associado, a gente consegue consultar todo mundo que é psicomotricista reconhecido. Oi, aqui é para gente se inscrever, e aqui fala um pouquinho das formações. Então traz um pouquinho dessa perspectiva, deixa eu ver se sai de Deus, é o diretor, vamos lá, de porta, é tão aqui as formações, né, nos estados que têm as que tem aqui em São Paulo, mas específicas é só mandar um pouquinho. E aqui tem um blog que traz as informações mais atuais em psicomotricidade. Tem um primeiro Congresso Internacional de psicomotricidade relacional realizado no Brasil, foi um congresso que ocorreu em 2019. A gente teve o prazer de receber o Vitor da Fonseca nesse congresso, entre outras referências da psicomotricidade teórica e prática. Assim como oh oh Júlia Mia que é do Uruguai, é um grande psicomotricista reconhecido internacionalmente, se com outras pessoas que falam das relações do autismo, por exemplo, como Estevão e vim a Vera Matos que é a nossa grande psicomotricista brasileira que funda o método Green-Up, que tem hoje um livro reconhecido de avaliação psicomotora, é um dos poucos reconhecidos no Brasil. Rita Thompson, entre outros que vieram aí para prestigiar o 1º Congresso Internacional ocorrido no Brasil. Era para ter acontecido ano passado outro, infelizmente por causa da pandemia não aconteceu, mas aqui se vocês entrarem depois vocês tem todas as informações do que está acontecendo a comunidade psicomotora, as inovações de teoria, dos marcos que estão sendo construídos, das re-significações. Como eu disse, de cursos, formações, a de terapias psicomotoras voltadas para terapeutas psicomotricista, se né, então tem tudo isso por aqui. Vale super a pena depois dá uma olhadinha com mais informações. Eu já vou tá o nosso slide, o hotel, a gente viu aqui a evolução da teoria da psicomotricidade e do seu campo teórico, de todos aqueles que contribuíram para que hoje ela seja reconhecida como ciência, né, humana de busca compreensão do nascimento, desenvolvimento e crescimento do ser humano, assim como dar evolução da sua espécie e da sua relação com o meio. E aí fica a reflexão da Romana: embragem reduzir ao forno a um conjunto de músculos, ossos, nervos e vasos. Seria o mesmo que reduzir uma planta a sua raiz, caule, folhas e flores. Quando a gente fala do corpo humano, do desenvolvimento humano pensando no aspecto psicomotor a gente tá falando do todo; então não só, né, do músculo, do osso, do nervo, do vaso, mas a relação que ele estabelece, da complexidade do seu processo de aprendizagem, das diversas sinapses picada organismo humano e a cada recebimento de informação. Então falar desse corpo seria muito mais, seria falar da luz, da seiva, da sombra, do tremor da folha, do trepidar ao balanço do bem, enfim, de tudo aquilo que está externo e se relaciona com o corpo. E é isso. Aqui fica algumas referências: então manual de psiquiatria infantil do Ajuriaguerra, né, o livro do Buscar ine, a Josiane Bueno que vai falar sobre a psicomotricidade aquática principalmente, a Costal, tanto esse da psicomotricidade utilizando relações quanto da intervenção, né, pensando na criança que tem debilidade psicomotora, que era o termo utilizado na época. A e o Fonseca com livro dele de filogênese, ontogênese e retrogênese, o Fonseca com próprio livro psicomotricidade, explicando que essa paciência, u Fonseca com o livro que chama manual da avaliação psicomotora, ou vocês vão achando a tradução, né, bateria de avaliação psicomotora, Hollybush o educação psicomotora e também com o desenvolvimento dos 0 aos 6 anos, o desenvolvimento psicomotor do zero a seis anos, a um livro Pelegos que fazer cabeceira, o livro do Luria sobre fundamentos da neuropsicologia, que vai falar das bases neuropsicológicas do desenvolvimento humano que são bases da teoria psicomotora, e o livro da Subir hum de reeducação psicomotora e relaxação. Bom, e é isso. Espero ter contribuído de alguma forma para que vocês conheçam um pouquinho da teoria psicomotora de todos esses autores que contribuem para que a nossa ciência hoje seja reconhecida como campo de pesquisa e intervenção e atuação. Qualquer dúvida estou à disposição lá pelo e-mail aplicada nos primeiros saio. Tá bom? Obrigada. Tenham todos uma excelente semana.