📱

Get Our Mobile App

Take your business learning on the go!

Download on the App StoreGet it on Google Play

MAJUR (CANTORA E COMPOSITORA) - Tapioca Podcast #31

Tapioca PodCast53:05

Transcription

Oi, boa noite, senhoras e senhores. Boa noite, José. Oliveira do nada, do nada, do nada, já te vi, já notou, não era eu. Ai, tipo Tik Tok transição, tá ligado? Aí tirou, quando voltou, ele abrange. Eu vou comer.

Exatamente, vou chegando a vocês já. Deus, Zé Carlos, mesmo você já sabe, então vamos acelerar o que? Nosso papo que hoje tem muito que a gente conversar com ela. Boa noite, mas você já, mais uma vez, bem-vinda. Boa noite. Obrigado. A gente tava conversando agora sobre as coisas que estavam acontecendo, exatamente. Mas vamos lá, gente, tem muita coisa também. A gente começa sempre perguntando ao nosso convidado, a nossa convidada seguinte: como é que você tá? Então me conta aí, como é que você tá, Maju? Faltando para Salvador, como é que você tá aí agora?

Foi realizado em relação à minha carreira, assim, todas as coisas que eu tenho plantado desde quando iniciei aqui em Salvador, tem sido colírio agora, de verdade, sem, né, o a fé e Arthur tem, tem sido uma das coisas mais surpreendentes para mim. Relação à conexão com as pessoas e como elas se jogam em relação a isso, eu queria entender os significados, significados das minhas músicas em relação às outras pessoas. E agora eu percebo isso ao vivo, quando você lá nos shows, eu vejo a galera gritando, chorando, rindo; e no final, sempre têm algo a dizer. Eu vou lá falar com alguns fãs, eles sempre têm muita coisa para falar, de coisas diferentes que bateram neles. Sim, eu acho que essa tem sido uma das maiores experiências da minha vida, tá?

Que bacana. Eu queria que a gente começasse, mas vou fazendo uma pequena retrospectiva, né? Porque assim, então, pessoal que está te conhecendo agora, que tá vendo como a Ju tá, do álbum novo, do sucesso que eu já escuto aqui no Spotify, da música do Emicida. Sim, se tivesse os cantos diferentes do povo que vai se conectar com você, mas poucas pessoas sabem que a Maju é da cidade baixa de Salvador, né? Isso, mais ou menos. Ficou desde quando eu comecei a lançar coisas, eu sempre falo exatamente de onde eu venho, e todo mundo sabe, assim, pelo menos falar, tá? Não sei se sabem, mas pelo menos está lá, sem, da CBX com muito orgulho. Bairro do Uruguai, na Sílaba. Estudei na cidade baixa quase a vida inteira, me criei lá. Os meus cursos, inclusive o primeiro curso de música, 15 anos, foi lá no Abrigo César Borges, que fica ali em Roma, vence Granada. Que eu amo! Você vê se você vê se tem Roma, Uruguai, Terminal da França. É verdade, da França, sair daqui, é verdade. Você conhece? Você sair, mas muito orgulho, assim. Não tem muita gente que vem, que vem de lá, ele tem, faz parte da cultura que fomenta a cultura aqui em Salvador, e hoje inclusive tem muito mais pessoas do que antes. Exato. E é uma coisa massa. Eu, quem está falando que meu, antes de começar, né, o senso de pertencimento do morador da CBX, né? Ele gosta da Cidade Baixa, defende a Cidade Baixa, e muitos não querem sair de lá, não. Quer às vezes comprar uma casinha um pouco melhor, pede para sair da quebrada, para ir para a rua da frente, para a rua principal, mas não sai de lá, não.

Vamos lá. A gente tem um convite para a dor da cerveja aqui, ó. Marcos Moutinho é morador da Ribeira, né? Ai, meu Deus, da Ribeira, as praias. Exatamente, tudo é um morador da Cidade Baixa, gosta de morar na cidade de baixo, e eu acho um lá gostoso, assim, sabe? É um lugar que tem praias bonitas, as praias são muito bonitas. É um lugar que você não precisa ser, você não precisa vir para o lado de carregar meu, vamo lá dentro das mais rapidamente. Eu acho lindo quando você pensa assim: "Ah, eu preciso comprar alguma coisa, eu vou lá no centro". Não, você vai na calçada, então ali você acha tudo. É muito surreal se viver na CBX que você não consegue, não precisa, na verdade, sair de lá, né? A menos que você tem alguma coisa a fazer fora de lá.

Você acha que essa vivência de bairro, no bairro, só no celular, mas o contorno mexe, não quer só, acha consistente com o jeito que você canta, o jeito que se comunica, tal?

Com certeza. Primeiro porque existiam muitos padrões, estamos falando de favela, mas ainda assim, dentro de cada núcleo de pessoas, têm seus padrões, e eu era completamente fora do padrão lá dentro. Então eu, eu meio que tive que subir, vergir, submergir a todas as coisas que estavam dispostas lá para mim o tempo todo. Eu tive que observar muito todas as pessoas para poder conseguir andar e falar no meio, no meio dela, sem ser julgada através do preconceito, algo do tipo. Eu acho que sei lá, se observa muita coisa, mas eu tenho uma coisa específica, e eu falo da música na cidade de baixo aqui. Eu vi os vasinhos antes de chegar na Barra, lá na CBX, no Mai. Tá? Mais uma vez que tinha muita música e muita a falar, falar não só ali, mas também ali nos bares, a da Boa Viagem, né? Enfim, próximos à lei, todos tinham música. Eu acho que desde criancinha, assim, passando por esses lugares também, e observando essas coisas, isso veio me ver, trazendo assim que as possibilidades do meu ser, não é de ser que vai ficar.

Agora me conta uma coisa, mas quando é que você, que está na Cidade Baixa, se torna Maju artista? É como é que essa transição funciona com você? E olha, eu sempre falo assim: "Eu preciso acreditar muito em mim para poder vestir", porque se ninguém disse que você existe, como que você começa a partir se você não tem um ponto de partida? Então, meio que isso não é triste para mim; para mim, o desafio foi: precisava entender como que poderia existir a partir do zero. Eu acho que quando eu exijo, quando vem o vaso é quando eu chego na universidade. Eu tava estudando semiótica, e essa matéria me levou a uma dissertação muito louca sobre mim. Isso é uma coisa que era uma atividade da, na faculdade, eu fiz a atividade, e quando percebi, estava escrevendo uma coisa que eu estava procurando há muito tempo. Ela já era ali, na Cerro Azul. O encorajamento de fora da caixa, ele tava fora da cidade baixa, e o espaço que não era meio também gigante, maior do que imaginava, que era maior do que a gente não conhece e se torna maior, né? E eu estava lá, e lá eu descobri outras possibilidades de ser. E aí eu entendo que agora eu preciso encontrar todas as oportunidades de mim mesma e potencializar elas, que potencializem as melhores coisas que eu tinha de mim mesma. Design é uma delas. A primeira coisa que eu amava, assim, amava o desenho, amava o projeto, pensar o projeto é uma aba. Isso eu fui lá para aprender, cheguei até o 4º semestre aprendendo todos os detalhes de como criar uma imagem, e depois o último, o trabalho era eu criar eu mesma. Inclusive a última marca que eu criei na universidade foi a minha marca, que era uma azul e onde explicava todas as coisas de quem é o Eric. Eu me tornarei, a partir daí, será artista, já na faculdade, porque sim, porque já fazia, já cantava no barzinho. Ele cantava no Brasil a noite para acabar de manhã. Depois eu troquei e para noite, mas tinha na sexta, no sábado e domingo. Eu tava saindo da faculdade, ia para o barzinho, era muito louco. De uma vida adulta, hoje de manhã, design, de leite, cantora, que faz agente secreto, tá ligado? Tá ligado? Do eu lhe vi um tempo, eu sou música, tocava em bailes. Eles não têm com essa coisa de, e os dois são trabalho, mas só que o bar do que vai [ __ ] vai em frente de show, né? Porque a pessoa tá muito perto, a pessoa só quer se divertir. Você tem uma função diferente na vida da pessoa, quer tirar o estresse. É uma pessoa vem uma sexta-feira, fui ele, aí o cara fala assim: "Só toca Evidências", aí eu falo: "Não, toque porque eu não tô no repertório". Quer falar na moral, irmão, fala, velho, faz um sentido. E a dinâmica do baixo assim, pode virar uma grande festa, a pode virar uma briga a qualquer momento, e o baú, essa coisa caótica daqui é o bairro, é o alimento vivo, e de manhã, aerodesign, que eles são usados até hoje. Eu não tô mais no baile. E aí você fica pensando: só um trabalho tão diferentes assim? Essa dinâmica do, o que ao aprovar, o que é o chefe, do que o cliente, o que é o patrão? E no bar é todo mundo aqui na mesma altura, é o músculo da cabeça do garçom e todo e é [ __ ] que você fica pensando: é tudo trabalho, mas é, eu acho que se comunica diferente com, eu acho que sempre também, o que forma a gente vê se faz arte, tem que ver da arte do, a cada diferente fala, depois escreve, escreve uma pessoa, é um aprendizado. A cor é porque você olha no olho, como você falou assim: quando você olha no olho das pessoas, você precisa passar, não se aprende. Na verdade, eu passar a verdade a partir dali, você precisa se comunicar com ela de jogo de alguma forma, e a única forma que eu posso me comunicar naquele momento através do microfone. Então a emoção, a intenção, olhar, a forma de, de mexer o corpo, quais são os movimentos do meu corpo naquela canção para aquela pessoa perceber que eu preciso que ela sinta. Eu acho que isso é um aprendizado gigantesco, todas as várias barzinhos são aprendizados para pessoas que querem ser cantores, assim. Acho que a maioria já fez, eu já passei por essa escola. Eu acho que quando não passa, perde, aqui para mim é a malícia, sabe? Porque o bar dá uma lista de você sentir: "Poxa, agora o público tá esperto demais". Sim, então agora tá todo mundo bebendo demais, talvez ela bota essa música aqui agora, tipo: "Como é que eu faço para captar a atenção de?". Bom, então se vai ganhando e aprendendo a usar as ferramentas ao seu favor para chamar atenção. Por exemplo, eu não sou músico, mas eu gosto do, quando eu vou no bar, eu gosto do cara que ele sabe usar o público ao favor, tá ligado? Às vezes é na música, a gente vai sim, sei lá, tá esperto, é tipo assim: "É só uma técnica que sempre fecha o grupo, está disperso, aí o cara vem, bota a mainha, né? Evidências, Evidências, todo mundo ir, né? Sala, ahn, na hora de cantar, ele para de cantar, ela descobriu cantando com você, a partir dali, ele ganhou público, né? E aí qualquer coisa que ele cantar, você já autoral ou não, o público já está pensando em falar [ __ ] esse cara já sabe. Eu tipo assim: "Ah, o bar dá uma malícia", que às vezes o cara, que a mulher que tá na tela, viu de Studio, ver na internet, tá fazendo um pouco aí, fui diretamente para o show, botei empresário, tal, às vezes não tem, assim, vai para um show, no sente isso. Sabe? Às vezes sou daquela barrigada, não sabe como avisar ela, e assim, quando você veste de fora que pega trio elétrico, tá faltando tudo, nego. Tá faltando 1 unidade com o acidente, o inesperado, né? Tá ligado? Porque o que o outro é um barco e fica dando, porque você tá no trem, verdade, meu zíper é só, todo mundo tá bebendo embaixo. Nossa, mesmo é, e, e não consegue mostrar, tipo assim: "Humana, você, tipo assim, é o melhor de pessoas, vai aí, irmão". Você, pessoa, tocar da Constituição e fazer toda a seguir, é uma coisa quanto bonita, os caras assustados olhando, porque o palco se mexe, e não por um lado, sabe? O dinheiro nunca foi um dia, gente, para [ __ ] aquela agonia. Aí do nada chegamos lugar de outra rua que vem aí, né? A maior e os caras assim: "Falar, mano, aqui assim, aqui pensa dificuldade, né? Não é tipo, eu cortei ela, tá tudo paralisado, ficar no meio da noite, filmar é assim, você já parado, nada o que ela vai conversar com a TV, e eles viajam muito e tudo assim, justo pagar muito novo não ficar, tipo: "É verdade". Evento é tipo, então no mesmo camarote, não, o negócio não aquele, né? É muito louco, lugar nenhum, só aqui que uma outra tática é assim que é muito, muito legal de falar sobre o base que é muito falta. Eu acho que quando você, quando o baile se, ele se propõe a escutar um artista, ele se propõe escutar o artista, então ali ele sabe que não vai ouvir exatamente a canção perfeita como vai ser. Então aquela pessoa, ela pode brincar com tudo, e uma das coisas que eu fazia era mudar as canções, não tem uma quer que eu cante hoje que fez a idêntica ao cantou, porque eu aprendi lá que é passe na piorado a oitava. Eu tava, eu mudaria um pouco a intenção e tornaria aquilo uma interpretação minha, a pessoa ia dizer: "Ah, não é só canta assim". Aquela pessoa que cantou naquele dia, naquele lugar, isso aí acionada para tentar isso. Eu gosto para, eu amei a música, né? A música da igreja, verdade para vocês, uma coisa por favor, ela tem uma música que é muito previsível, mas se você, todo mundo que eu estaria, mas eu tenho que completa muita diferença, como pode ser gostar de alguém e esse tal alguém não ser seu? Fico desejando, fico desejando, nós, nós gastando mar outro, só postar mais ninguém, meu Deus do céu, Josélia, e também não pega o direito autoral do exato, cobra YouTube, tá falando, você sabe que assim eu ouço a música, gosta quando eu gosto da música, eu ouço ela até brinquinho, até arranhar a sua cabeça, não tem mais CD, né? A minha cabeça, e aí assim, quando eu acabo o enjoo e vou para o cover, só que eu gosto do, como é que faz isso aí? Eu não gosto do corpo vai ficando exatamente igual ao cara que tá cantando, você já sabe até que vai ter a respiração, sabe? Agora o como é que dá, tipo assim: "Lembra que eu esqueci o nome dos casos, mas nos caras que só americanos vão chover, não, eles pegam a uma versão da música e canta em Guanambi, tá ligado?". Putz, meu Deus, que vocês, você mesmo mostrou dos músicas sertanejas, sertanejas, cara, canta demais também. Eu sinto, posso falar muito aqui, quando eu falo com galera de um e assim vamos tudo, você pode lavar, se eu consigo. Obrigada, acha que eu vou passar uma coisa e, por exemplo, tem muita no Brasil, o Brasil muito mais violão, né? Eu acho fora cancelar Joaquina canta mesmo. Eu quero falar assim: "Pega uma música que tem uma vez ele falou, vou contar, eu já vou só teatral brasileira, 5 ano, tem tudo a gente vai fazer aí que bateu o carro, violão, falo [ __ ]". Que rico é isso aí, o que é muito real, assim que a gente tem violão. Até um amigo que tem um carro on, eu acho massa, música cheia. Ela falou para o meu amigo: "Não tocar trompete da música, não toca". De falando sobre isso aqui, o Rio de Janeiro pelos funk da forma que produz e tal, porque é mais fácil você tem o meu PC em uma pessoa, então acho massa, tem mais camada, mas às vezes tipo assim: "O que é a melhor música viável, sacou?". Meu pai, isso com que eu tenho a solução que eu tenho que eu tenho a hora que eu tenho, vou fazer uma lancha, o que rolou, parceiro? E por incrível feio, velho, seu abraço, saudade com ele, jogo de que baixou e ficar bom, porque tem que ter uma música que você não esperava, você não lembra daquela música, é meio rádio, né? Alguém pede falar [ __ ] essa é [ __ ] vamos lembrar para o burra, aquela música é [ __ ] no bairro, o bagulho hoje uma outra pessoa da casa da mãe, eu fiz casa de mãe, tá deitando por aquela casa vermelho, cantei tanta, tentei tanto naquela casa em vazia, aquela ali, terça-feira, que era o dia do karaokê, do nada sobre entrava, eu tava aí, é isso e fazemos assim, eu sempre que eu tava quatro, cinco músicas, atrair consideravam alcance ali, boas, isso aí galera, existem muitas coisas aqui em Salvador que fomentaram assim toda minha carreira. Eu acho que eu dou valor a cada coisinha porque realmente é que São Pedro e mesmo assim, sabre, meu Deus, tudo meu aqui, vai ser aqui, minha família mora aqui, eu vou me casar aqui, é Josué, tapioca, fofoca, é Maju vai casar, senhoras e senhores. Depois vai poder misturar, poder me acabar, certo? Para casar, depois a gente fala sobre essa virada de chave da Maju cantora de bar, Maju hoje o fenômeno que é você de fato, mas vamos falar um pouco, ela também fala de festividade que importa essas pessoas pretas que estamos nos amando. Então me conta aí um pouquinho aí nesse casamento, mulher que eu quero casar, né?

Você quer que eu falei duas horas? Não é muita coisa. Eu acho que eu vou das maiores sensações que um ser humano pode sentir e sentir amado e sentir amado é algo fantástico, porque médico a sua autoestima, mexe com o que você pode ser, o seu dia, qual energia do seu, dos seus dias, de como você tá vivendo, afeto, né? Reto é uma das coisas que são mais necessárias, acho que seria a base para todas as relações, é necessário ter afeto para gente se comunicar com as pessoas, a gente precisa ter empatia, observar para dar um momento da pessoa falar, ouvir, então tudo isso é um exercício também de amor, de uma construção amorosa. Eu estou vivendo muito feliz, amada, e aconteceu agora recentemente a capa da Vogue, onde eu disse para o mundo inteiro o quanto estava sendo amada. Eu, ele me pediu em noivado, na verdade, levamos juntos no dia 28 de Junho, c do ano passado, foi, mas na verdade a gente já tava junto, você tava morando, sei como São Paulo e assim, a várias relações acredita, né? A gente não vai mostrar para exata. Não, meu amor, jamais, como minha mãe fala. E como é que a gente falou hoje? Eu tenho income, tenho income, o que come, queda que eu voltar como duas vezes, aí fique com alguém que tinha comer duas vezes e calada, calada vem calada, ficar mais cada vez mais muito. Pois é, então agora sim eu posso estar realizar isso e muito mais, como forma de representar ele vai mesmo sentimento para outras pessoas. Que bacana. Quando a gente fala de pessoas pretas, a gente fala de é necessário construir isso, é necessário construir imaginárias de pessoas pretas amando pessoas pretas, e eu tô falando porque nós dois somos, que somos um casal preto, é importante a gente desconstruir o padrão estético que foi criado em relação a como devíamos ou devemos nos relacionar. A gente pode escolher se relacionar com qualquer pessoa, mas hoje existe uma defasagem, né, de espaço de privilégio entre pessoas brancas e pessoas pretas. Pessoas brancas realmente se casam a hora que elas quiserem, quando elas quiserem, e algo o mercado para elas, pessoas pretas não, não é planejado isso. Então eu acho que com uma referência desse momento que é tão importante para mim, vai ser também muito importante para imaginários e outras pessoas, e aí especificamente mulher estranhos, que meu Deus, nem existem, gente. Quer dizer, existem, mais atos fingem que a gente não existem, é isso.

E como é que foi essa sua, essa tua só trajetória mesmo que assim, e ainda é difícil encontrar, mas hoje uma adolescente que está nesse processo de transição encontra muito mais referências não é do que há dez anos atrás. Você deve ser contemporânea mim, então a gente deve ter dado muito parecida, é assim, por exemplo, enfim, várias mulheres no mundo da música. A gente tem que apresentar Linn da Quebrada que fez um Big Brother, tá ligado? A gente, influenciadora sair para [ __ ] falando sobre isso, que até literatura falando sobre isso, coisas que imagina que na sua época era muito mais difícil, amigo. Ele tá comendo, esse é o macho, tá? Porque até onde eu encontro Aline, que em 2018 a única imagem possível sobre isso é a Pepita, Pepita, assim que todo mundo sabia lá em São Paulo, mas era muito regional, e a segunda imagem aqui na Bahia era Leo Kret. E a, e aí vem uma imagem a música de uma de uma pessoa na época ela não binária, que era Linic, uma mulher trans. Então assim, 2018 eu sou a primeira pessoa não binária a aparecer na mídia dizendo: "Sou não-binária". Kilocura. Esperança, tamos entrando. Eu comecei, pulverizei a marca Renner, 2018, finalzinho 2018/2019. Você tem noção que a gente tá falando dos 22, vocês é muito recente, porém vem de uma crescente de um caminho que há muito que venha muito tempo, né? Até chegar nessa aparição da gente, existiram outras e foram encorajando e levando a gente aparecer, mas especificamente para mim, assim, quando vi ali Nica foi um ponto de start para mim, eu me vi, eu falei assim: "Caramba, ela tá ali, então eu posso estar, esse sonho que eu tenho de cantar ele pode ser real". E aí eu fui. Não temos nem 10 artistas trans no Brasil, então estamos falando das principais artistas trans. E aí uma frase só cabe todas elas, mas isso é muito evolutivo, muito revolucionário. Hoje temos milhares de crianças estranhos, pessoas trans, adolescentes, adultos que se descobriram, inclusive mais velhas, ou na verdade não se descobriram, mas tiveram a coragem de reagir mais velhas, e esse movimento é muito mais do que imaginava que poderia ser, mas a internet, a informação, especificamente na academia que foi quando a gente olhou para si próprio foi...

Assim, o bom porque lá dentro de casa todo mundo vê a mesma informação. Então, se hoje no Twitter ou nos trend topics era falar sobre ser trans, todo o Brasil inteiro estava dentro de casa e todo mundo ia saber sobre aquela informação. Assim sobre racismo, assenta sobre todas as questões sociais, e a gente discutiu durante a pandemia na internet. Tudo aquilo foi importante, todas as discussões foram importantes para esse resultado. Agora, porque agora a gente… agora as pessoas erram o pronome, elas pedem desculpas. Hoje mudou, e esse é um processo evolutivo. As coisas vão se alterar, assim não tem como; o mundo é diversidade, né? Eu não consigo acreditar em algo que não acredita em mim. E se eu estou viva, porque me questionar a minha existência? Eu já estou viva, assim como você. Então não faz sentido você querer se tornar minha existência. Eu acho que existe um único poder que todo ser humano deve ter: respeitar-se e respeitar o outro. Você não sabe. Ninguém é igual a ninguém, né? A gente precisa conhecer o outro. Esse da baixa… fora porque a gente que vem… o celular dele tá… você… percepção… pode… lavanderia que a gente foi em casa, né? Não vai discutir, já estava tudo… eu sempre me perguntei… eu não estou com saudade de conversar com alguém que é tipo assim… essas dinâmicas, você acha que elas são piores quando você vai para o nome do Brasil, no São Paulo, Rio e tal, ou de baixo lá tá massa? E eu digo porque assim: eu vim de favela, e no bonde a gente ainda não tá falando o que ser trans. Assim, já ouviste o pessoal falar assim: “Ah, é em Salvador”, e aí a gente adora porque a gente é clubista, ou então coloca no mesmo lugar. Não é [__] sim, e aí na chaminé coloca voz porque você é [__] também. Porque assim, tem um lugar muito estranho que eu notei quando… quando eu te vi na luta de William, só convoco… me falaram assim: “ó, como brigar com todo mundo, ser pó”, fala: “Meu filho é gay, mas o outro, ele, ninguém vai tocar no meu [__]”. E você fala assim: às vezes o velho, ele é uma forma no texto, mas ele é bem intencionado, porque falar essas pessoas vão saber… vou te falar, né? Aí eu fico me perguntando: será que no meio artístico em São Paulo, talvez por ter mais essa grana, o de baixo é diferente? Que eu, começando… minha mãe, eu faço: “ó, eu não meto na vida de ninguém”. Que ela falou: “se quiser isso, já é um grande passo”. Ficou só que ela é evangélica. Evangélica. E aí tipo assim, muitos evangélicos… a lembrança pior… aí você me pergunta… aí esse meio que cria a figura da Aline que queria dar ação e tal… eu não sei como é… eu queria ter… vestindo… tem diferença do que é o meio São Paulo, Salvador. Eu acho que essa percepção de Salvador… em meu Deus, quiser vai chegar aqui porque talento é algo que é um problema de Salvador. A Bahia é o estado que mais mata pessoas LGBT no país. Estão falando, vi uma referência mundial… o país do caos do mundo, né? Exatamente… solução… o estado que mais mata no mundo pessoas LGBT… ia mais psicologicamente por causa da fala e de toda essa vivência, e também fisicamente. Então, amor, você acha que é que você faça essa discussão? Jamais. O último lugar que se pensa realmente reagir é aqui. Inclusive a gente sempre fala sobre o quanto é massivo. Não é à toa que a primeira vez que eu me apresentei sendo amazur do Brasil aqui em Salvador… ah, e tô falando de respeito, via acesso às redes, de estar em todos os lugares. Eu fiz as pessoas respeitarem, eu fiz as pessoas me colocar em telas. Não tem como mais não deixar que eu acesse, porque eu estou em todos os lugares. Elas podem ligar a TV e vão me ver. Então é uma coisa que foi criada justamente para furar e tentar furar essa bolha, principalmente aqui na Bahia. Bahia, lá fora aí você fala assim: como é que tá então no Brasil? No Brasil… vou falar uma porcentagem: seria sessenta por cento hoje do Brasil sabe sobre a existência de pessoas trans, discutem. E essas pessoas já começam a se comportar de forma diferente. Forma diferente… o Jair… eu trago trinta por cento dessas pessoas que para mim estão… elas estão aqui, que estamos muito longe de pensar sobre… ok, e o restante são pessoas que ainda estão no início, talvez não queiram… tenho dúvidas… e feijão, aí uns vinte por cento. Mas essa… essa é uma assim, por cima, mais ou menos que eu tô… eu tô dizendo, mas são fatos assim reais. E olha por isso essa dificuldade aqui. Assim, você sente… sabe que eu acho que assim como o debate racial aqui no… aqui na Bahia também sim, existe uma… uma falsa sensação da hospitalidade boa do baiano, sabe? Assim, disfarça às vezes a nossa maldade. Entendi? Assim, a gente… meu, que normaliza algumas violências… não alisa… todas as vezes estão… alisa o atendimento… um lugar… som, por exemplo… a gente vai… Marisa… com é o jeito do baiano, cê sabe disso. E às vezes fica a sensação que aqui não tem debates sociais, que aqui não tem… e esse… ah, eu quero ver… é porque parece que ela não… a Bahia… todo mundo… a gente boa… rapaz, tá maluco na Bahia… na Ásia… eu acho que essa sensação deixa um… me livre muito pedido assim, sabe? Me falar se o nosso é só nosso… nosso carnaval… muquirana é um absurdo, porque parece um culto à liberdade. Mas é violento, é… só você… no meu Deus… porque tem muita coisa de ir… a gente sabe mexer daqui, né? Que parece carnaval… parece ser a maior festa de inclusão, mas não custa paralisia porque quarta-feira define. Acabou, acabou, e tudo volta ao normal. E o senhor é preto, o que é você? Esse burro… anomalias… olha o cara… amo do meu cara… raça… estão… se fosse chá… rapaz [__] é essa Salvador das contradições. E essa camisa aí… deixa eu falar uma coisa que é legal, eu sei… aí, mas aqui dentro… as pessoas… eles… vai ter que ia mais bem dentro daqui. Bom dia… ela se movimentar… aí eu falo tipo sobre aparição de novas pessoas, sobre o entendimento de outras novas pessoas na internet. Não só na internet, mais pessoas, inclusive anônimas, que aumentaram os números, tantos adolescentes quanto de adultos. Claro, são… falamos… velocidade que respiram candomblé, mas tem muita… tem muita gente evangélica aqui dentro, e é barril… é barril porque essa galera não aceita de jeito nenhum. Eu acho que essa é por isso que… que mora aqui… um… o câncer da morte dessas pessoas… ajusta vez… porque é isso… existe uma forte inclusão da crença na vivência e na educação dos filhos de uma forma muito direta, é muito bizarro como isso atravessa o Deus, né, que eles acreditam… atravessa tudo isso e obriga a pessoa a ser exatamente o que está se dizendo ali, o que eles querem… muito louco. Mas aí existe muita gente também que combatem isso… os grupos… aumentar… como aumentar… eu só não sei enquanto tento… a gente vai conseguir falar do Nordeste como a gente fala do Sudeste? Sudeste você trouxe… quando você trouxe suas referências na socialcred, que é talvez aí um dos símbolos de maior resistência assim… essa… na… essa bandeira. Porque ele é o corte, já… ela é o clash há muito tempo. Leo Kret… ela conseguiu ser dançarina de um grupo de pagode em um momento onde tinha como referência as dançarinas do Tchan. Então você pensa [__] dançarina de pagode, onde as musas eram Carla Perez, Scheila Carvalho, outras referências na Roseni Pinheiro… ela quebra tudo isso, né? E ela… seu nome é… eu acho, né? Não posso tá falando besteira aqui, mas eu acho que ela é a primeira dançarina que tem esse passo para pegar o microfone também, ou uma das primeiras, né? Que ela cantava lá, fazer as vezes no público… exatamente… papapa… e ela é o crédito do Brasil, e eu acho incrível isso. Fica assim quando a gente olha lá… o cara conseguiu ser vereadora… assim… rodas, né? Eu quero te… consigo se conectar com a favela… o ponto de ser vereadora… a primeira vereadora do Bradesco, sabe? Exatamente… que coisa louca isso é. E além disso, tipo assim, a gente vai… vai voltando… voltando até chegar hoje, por exemplo… hoje a gente tem… talvez… talvez não, com certeza… a maior revolução… revolução transdreg do país, né? A gente tem mais… tem clínica… tem LGBT quebrada… tem Gloria Groove… tem Pabllo Vittar… Gloria e Pablo batendo recorde de seguidores… tem que tentar… um… coisas que a gente nunca viu, né? Como é para… e a segunda então, né? Como é isso? Mas vamos do Brasil nessa revolução, sabe? Porque assim, tem muito pouco ainda quando a gente compara o musical que o Brasil, né? Aos homens… três brancos x fazendo sucesso… as mulheres também fazendo sucesso… as mulheres… as mulheres… é trouxe se, né? É quando a gente… as brancas também… não… sertanejo está aí fazendo, né? Escola… mas como é você se enxergarem essa revolução? Como é que tá de fato? Vocês estão fazendo a história, não é que você está olhando para trás, vocês nesse momento estamos sendo a história, testando, escrevendo essa história, carregando isso para frente. A gente vai estudar essa revolução, sabe? Como a gente de lá viu o movimento da bossa nova, o movimento do funk… vocês vão escrevendo hoje a revolução da música 3drag no país. Sabe aquela questão… a gente tem o… é uma liberdade criativa muito grande, e ela não tem os padrões, paradigmas, as sociedades, os estereótipos… a gente não tá nem aí para os estereótipos. Da real, a gente brinca com tudo que é existente, e isso só a gente consegue fazer. Eu não tem como… o que aconteceu foi uma grande movimentação de voz e imagem, coisas que um hetero cis vai conseguir entregar, porque é uma liberdade artística de uma pessoa LGBT, uma pessoa de obter… consegue abrir a sua mente em espaços maiores do que as pessoas imaginam, e vão para outros lugares, pensam colorido, pensam rosa, e não pensa que o rosa só as meninas podem usar. Os meninos podem usar de boa, sem ninguém tá nem aí também para nenhuma dessas cores ou qualquer signo de representação estereotipa. Não existe. Então a gente cria tudo. É tudo novo, é tudo incrível. As pessoas acabam entendendo a qualidade de cada… de cada entrega. Claro, não estou falando que as outras… enfim, os outros estilos não tem os seus alcances. Claro que a gente olha agora… tenho sertanejo lá no primeiro lugar com 35 milhões de players, um vídeo dele e é só ele cantando com a pessoa tocando no fundo. Tá tudo bem, mas no Brasil, esteticamente falando de futuro… e o futuro é esse. Não tem como… futuro é… roubar os… fico… o futuro são cores, o futuro é tecnologia, e nós que mexemos muito com isso. Então a única coisa que a TV tá fazendo é jogar para frente o que que a gente quer para o futuro, só que só tem a gente. Então é isso. Então vai ter travesti, bença, drag queen fazendo coisas tempo todo. É por isso que aparece tantos artistas um atrás do outro. Agora apareceu a Gretchen, e tá vindo com a Gloria Groove com a música incrível também. Toda hora aparece uma pessoa, mas é justamente por essa necessidade do Brasil andar. Você saiu daqui agora e vou para Nova Iorque… meu Deus… o Brasil é tipo assim… tá brincando atrás, porque não vai… aqui já tá lá na frente. Já tá pensando em outras coisas… tem uma bunda de uma mulher com uma… um fio dental enfiado, e ela tá falando: “eu sento… sento… e Kiko… eu jogo na cara dele”, e tá assim na Times Square… acabou… aqui não se botar… se isso… meu Deus… meu Deus… que desistem… como pode uma mulher gostosa… família tradicional… família… então é isso aí… a… a mídia… e é por isso que eu vou falar mal de Bolsonaro aí… não é por isso… não posso dar uma rosa… quer acabar exatamente com… com essa pulverização de informações que agora… quer dizer que a Globo está errada para mostrar diversidade? Porque isso a Globo também entendeu que se ela não se responsabilizar pela imagem, porque ela aqui produz a imagem e faz as pessoas de casa pensarem diferente, então não vai mudar nada. Só vai mudar essas pessoas mudarem também. É incrível esse movimento, é algo que foi puxado através das lutas sociais na internet. A gente lutou… muita gente pediu… você falou: “não tem como vocês não colocarem a gente lá… vai ter que colocar seu bebê… o que é que tem um programa… não tem uma [__]… todo mundo reclamando o tempo todo”. Então é isso. Acabou acontecendo… está acontecendo… enfim, está acontecendo e é muito doido assim, é um paradoxo gigante. Eu tô falando isso e fez… e ao mesmo tempo nesse exato momento a gente tem Linn da Quebrada que é uma [__] e tá no topo ou na… no… diário… aborrecendo… positiva… muito tempo com indústria baby… se for… é muito louco, entendeu? Então assim, para mim existe uma euforia de tudo isso acontecer mais rápido. Não é uma… como é que eu vou dizer… uma colonização de pessoas LGBT… isso queremos que todo mundo sejam eles… não é tão grande que a literatura gay… meu Deus… mas é um furo… vai ser o entendimento do pertencimento de todos os copos… de todo mundo está livre e estando em todos os lugares, porque se precisa representar o povo, então represente todos os povos… todas as pessoas, principalmente indígenas. E aí aqui a gente tem um umbigo gigante no Brasil que não se cansa, né? Gente, tá discutindo todo ano… não vejo nada acontecer… toda hora joga um… 13 tópicos falamos sobre alguma coisa que tá acontecendo com os indígenas… todo mundo vê, compartilha, mas nada muda. Então assim, enquanto a mudança realmente não acontecer através dos brasileiros… porque único para os estarmos exatamente nesse lugar agora somos nós mesmos… porque não entendemos que não abrimos a cabeça, que não abrimos o diálogo para entender o que pode ser o novo… não vai acontecer nada. Então assim, a gente tá batendo na porta, quebrando a porta, sabe? Para tentar alcançar pessoas que querem, sabe? E a partir delas a gente conseguir juntar uma força e tentar quebrar mais outras coisas. É algo que, como eu disse, evolutivo, assim, passo a passo… coisa de louco… não perceber um processo afora… porque você falou… é parte de uma volta do seu que a gente fez. E aí tá acontecendo… a gente se dá conta do que tipo assim… tá acontecendo… a gente pode… curso… bem… forma de usufruir também… de parar com esse assim… velho… eu fiz coisa para [__] e porque eu vou tá muito ruim… mas é pior… e até o fim de cinco anos o mundo que vai… aqui tem um filme só que eu encontrar… é muito de festa… bate o resto de ter… eu vejo você… percebe essa coisa que você falou de Estados Unidos é muito diferente… é uma passada lá em casa… não drop assim… bebendo sozinho… falei: “velho”, e ela falou [__] para que o meu dinheiro… aí vocês falaram assim que isso é real… quem é essa música no Brasil? É a gente que não tá pegando perguntas… tá [__] no pé porque não quer cantar, ela nem quer lá… aí você vai brigar com seu inglês macarrônico… disse aí no Twitter… baiana causa e não responde… tá do seu lado e é [__] existe e tá ali… fala mais… não é… não é o musical falando das drags, das mulheres trans… se a gente falando da hipocrisia… a gente é um país que mais consome pornografia… pornografia trans… pois é… tá todas mais engraçado aí que vai… quer dizer… não escondendo e querem se divertir com a gente… não é louco esse cara aqui? Paradox veículo… eu acho que na verdade é um amor incubado… a real é uma vontade louca de pegar pela mão… dizer que a sua mulher… mas aí não tem… não tem coragem… coragem… não é isso aí… pela foto… falta tudo aí… agora uma coisa que assim… eu gosto muito de saber… gosto muito de ficar na posição de escuta… porque assim, às vezes quando a gente é chamado para um lugar… para ficar aqui… apenas um recorte racial que eu posso fazer… às vezes incomoda… se fala: “pô, não quero falar também só sobre isso… eu quero falar… tipo assim, eu sou preto… sou preto jornalista… não quero ser chamado para falar qualquer assunto no jornalismo que seja sobre racismo”. Eu tenho um amigo meu que… o Marco Lucas Valentim… que ele era só chamado uma época para falar sobre racismo no esporte… esporte… futebol… sei tudo sobre o UFC, seu… não me livrei, tá ligado? Eu sei falar sobre tudo isso… pô, pelo amor de Deus… aí o racismo… aí racismo… aí exatamente… exatamente… hoje eu só que assim eu acho que também eu sou dois lados, tá? Ao mesmo tempo que movimentos que estão hoje em pauta exigem… exigem também… trazer para mim… bater no peito… para levantar essa bandeira, né? Como é que você lida com isso? Assim, você sente que às vezes você tá em algumas pautas pela bandeira que você carrega… isso às vezes te incomoda? Ou você às vezes usa isso também um favor para… sim… para trazer mais gente, tá ligado? Você conseguir fazer… claro… a gente fazer… claro… eu sou muito pontual assim… eu sei exatamente o momento que eu posso ou não falar sobre o que… também existe um limite do que pode me machucar ou não… eu detesto aí se alguém chegasse me chamasse para conversar sobre… co… eu não vou passar aqui duas horas falando… comecei… porque ele não vai mudar nada na sua vida… você vai ser experiência para você de uma pessoa que você nunca vai ser, e isso tipo… eu jamais… ali… só porém em momentos necessários… e eu falo… de eu andando em qualquer lugar… o meu corpo é político antes mesmo de eu falar… as pessoas já viram, já sabem o que tá ali. Então não preciso falar muito sobre… meu Deus… vou falar sobre… quanto é triste cê trans do Brasil, e eu morro todos os dias… você que é muito… todo mundo sabe o que eu preciso trazer é um novo… então eu sempre utilizo dessas oportunidades para criar outros imaginários. Eu sou uma mulher trans que tive acesso ao estudo… então eu estudei… eu preciso que outras meninas vejam… é isso… naquelas também percebam que elas podem estudar e falar como eu falo, por exemplo… como várias formas em elogiam a minha eloquência… mas tipo… que vejam e sintam também na vontade de estar ali… é uma forma de impulsionar elas em momentos específicos. Eu venci… detesto tipo… esse ano de… é o mês vem da visibilidade trans que é… foi janeiro… eu estava fazendo uma coisa muito importante para mim mesma e o… realmente me abstive assim de estar em alguma propaganda… porque tinha um milhão de marcas já… mas sempre vem nessa mesma… nesse mês… um mês… parece que só acha vocês de Janeiro… Neto… eu… eu já trabalhei dois anos fazendo a mesma coisa… Janeiro… o mesmo circuito de… de marcas específicas… mas gente, quando eu percebi que na real eu tô quietinho ali na mãe e vem uma pessoa só buscar o título, e na verdade não existe nenhuma mudança porque quando eu chego lá não tem pessoas trabalhando lá naquela empresa, então acho que não mudou nada… então para mim, Lu… não faz sentido… então eu preferi não ganhar dinheiro e ter a minha sanidade mental… está resolvendo coisas pessoais do que está ali por dinheiro e me machucar… as abelhas… é muito louco… e uma coisa que eu acho que a gente precisa dessa forma… entendo… um exemplo… eu tava assistindo agora… vai lá… TV… a gente tem todas as televisões, né? Mostrando todos os canais. E aí foi a primeira vez que o BeGê… Big Brother foi ao encontro com Fátima… e aí apresentou ele… o primeiro assunto que o deixa… ele falou… primeiro assunto foi do caso da mulher preta que… que sofreu racismo no metrô… de uma mulher que disse que o cabelo ia passar doença… são esses graves… ou se a primeira VG não teve a capacidade de falar assim: “ó, o Big Brother foi massa”, o primeiro assunto que deixa falou foi sobre o caso que ele nem tá lá, tá ligada? E aí às vezes eu acho que isso que você traz é muito bacana, porque assim, a gente também tem que ter a ciência… entender que algumas coisas estão por detrás… assim… a empresa que… ela… não vamos botar aqui Josué para fazer no Novembro Negro uma campanha… mas a minha empresa tem negro só no serviço de limpeza e não tem um gerente preto, né? O preto lá de tratado… quando a Vera… minha loja… o segurança segue… tá ligado? Que assim, na internet eu sou bonitinha, mas na prática, irmão, tá ligado? Na praia que tá fazendo o quê? Desgraça… aí, tá ligado? Eu acho importante… muita gente quando vai ocupando espaços dessa… males… porque também assim, a gente também tem que estar no sistema, jogar o jogo… para a gente também tá no lugar, sabe? Não pode ser pouco sozinho… sabe disso, mamãe… vamos ter aqui assim… só que assim, eu tô entrando sabendo que eu tô entrando, tá ligado? Tô entrando para ser massa de manobra… penetrante… vacina… vamos hackear que o sistema… ou trazer mais gente… e vou falar aqui… eu já está aqui presente… açougue… não funciona… funcionar… cicatrização… não fui em muitos lugares que eu me senti sozinha… eu cheguei… eu tava lá… gente… se tem lugares que eu nunca pensei que poderia ir, eu já fui… pessoas que eu nunca pensei que poderia conhecer… e eu…

Conheci mais da mesma alegria de eu estar lá naquele espaço. Eu tô, eu fiquei triste por eu não ver outra pessoa como eu lá. Às vezes as pessoas pretas não tinham, as principalmente pessoas LGBT que ia mais, não tinha também. Então assim, isso é horrível. Não dava, não dava para mim assim. Eu acho que existe um limite também de onde eu posso chegar, mas existe uma ferramenta que é necessária para que outras pessoas também cheguem lá. Não tenho como, eu não me sinto feliz e bem se não tivesse com dois ou mais de mim, sacou? Então tem a impossível, não tem como andar sozinho, nem tem como fazer revolução sozinho. Todo mundo precisa de todo mundo, sabe?

Eu acho que provavelmente a junta for sobre seus problemas que você entendeu muito cedo. Que exato, o preço do topo é uma falácia intelectual bizarra. Que topo? O topo de onde? E beleza, tô no topo, que está embaixo, que o tanto que tu apresenta o que é o quê? E aí, rapaz? Tipo assim, quando a gente começou a trampar juntos, mostrar, acontecer. Já saiu do bojo. A minha mãe falou assim: “Você cresceu na vida”. Eu falei: “O quê?” Que ele sempre que esse League, alguém lá em casa, sem alguém fez a casa que o ritual, a gente consegue R$ 1000 a mais por mês. Não aconteceu nada, você costuma pobre, a polícia continua se tratando muito mal. Então, tipo assim, não se deslumbra com grana, pouca é essencial, porque a revolução não é sobre você ganhar das raças a mais, não. Essa é seu amigo, que que é transe, seu irmão que saiu da igreja e que era eficiente. Não tem nada aí dando, amigo nosso amor. Isso aqui vai no chão, não. Porque agora que eu sou rico, eu pensei rico, de querer meu celular perto dos outros ainda. Você não trabalha, e se você ainda trabalha, isso você dá um mole, nos pagarem, você não rico, você não trabalhador, senador, nenhuma ele produção, você nada de nada. É verdade, e a gente se engana com essa coisa do que topo primeiro. Se não tem, toma com a gente, não. Não tem, não tem porque o meu outro lugar, mano. Não a colonização do dono. Se você foi um grande ator, você passa direito a gruta, o dono lá. Vamos voltar com, com ele tá no meio, porque a Globo tem o dono e que você faz o filme para todos. Tipo assim, velho, não pode deslumbrar e largar tudo para trás.

Ué, você falou, é a revolução é de muitos, é dois ou três, não mim, para você conseguir abater e pensar junto ali e observasse. Nossa, muito bom você falar isso, porque no Brasil eu acho que não tem uma família negra que seja tão bilionária, é bilionária contra as pessoas brancas do Brasil, tem. Eu já conheci pessoas extremamente, loucamente ricas e que eu jamais, mesmo estando no meio delas naquele momento, eu sabia da diferença. O que vestir em uma festa do Uruguai, tunability obra, mas estava ali me importando como e não costumo enquanto tal, qual ele tá, qual, mas é, é muito falta assim. Realmente não existe, não vai existir nunca esse topo de, porque quando você pensar no topo, você fala, sentar o que é o topo. Acho que para mim, o teu, eu estou satisfeita com as minhas coisas. Eu consegui comprar tudo que eu quiser, eu consigo viver bem, consigo viajar, consigo ajudar minha mãe, ajudar algum parente. Eu acho que ela está, não tô para mim. Talvez seja isso, mas tem muita gente aqui. Imagina que tem uma pessoa preta que cantou e ficou famosa no Brasil, ela simplesmente ficou muito rica e agora ela tem uma mansão, 33 mansões, dos jatinhos, da… Sabe aquele que tá longe? Mas tô tão longe, tão longe, principalmente que não se respeita ainda é dinheiro de preto e pagamento de pessoas pretas aqui no Brasil. Então é algo que é muito conquistado. ES o passado e Maju. Amanhã tem show no Pelô, né? Isso é o que eu vi, sim, mas primeiro sou né, aqui em Salvador hoje, unifeto primeiros ou para mostrar tudo que eu aprendi aqui é meu, é o meu primeiro trabalho com eles, você né, eu contando do início ao fim uma história. Eu falo sobre mim, falo sobre amor, sobre afeto, sobre autoestima, principalmente, principalmente o sol em se ele não é mais um show, ele é um espetáculo, porque existem muitas coisas visuais que acontecem no show que o vale a pena que ela vai convidar. Eu vou falar: “Não vai não, moço”. Você acha mesmo que eu uso uma cantora, designer, cantora, cantora? Vai lá, tem que ir, vai ser muito bom. A José, vamos puxar nosso bonde. Vou puxar, te falar, eu tô muito feliz porque a sua Black da Conceição. Então eu só no primeiro segundo que você fez além e tal e e ela me apresentou naquela época, é um dia, sei lá, na Barra, show do Rio Vermelho, eu passando a função aqui, ó, que eu te falei antes de tudo ali, mais ou menos, não lutava para ser solto logo no vermelho e eu te dei um grande abraço para seu trabalho é [ __ ] você também é muito obrigado pela atenção, abraço lindamente. E aí, como ela falou assim: “Velho, talvez não consiga vir agora, já tá aqui”. Eu falei: “Vou usar gente do trabalho, desculpa, mas eu trabalho pela metade ele, porque não sabe que eu tô feliz que eu falei que rolar, rolou, mas porque eu te conheci desse tempo e aquele tipo já é lindo, porque tem a verdade ali, mas só sobre técnica, sobre está bem ou mal, grama, tem verdade artística. Então veja lá, já ganhei que eu vi, falei [ __ ] isso é muito verdadeiro que eu acho que eu trabalho [ __ ] obrigado por ter vindo de verdade, nossa, muito grata surpresa aí, ó. Ai é muito, nossa, muito bom ter esse reconhecimento. Assim de verdade, e principalmente de pessoas daqui de Salvador. Eu tinha uma ansiedade muito grande de vir para cá. Tinha muita gente que ficar me perguntando assim: “Porque que eu mais e apareceu aqui ainda muito tempo, todo mundo já veio, ela não veio”. E sem obviamente transfobia. Mas eu vi dessa vez eu mesma vim com toda a minha equipe e trouxe todo mundo e a gente fazer esse show incrível. Eu não vou deixar jamais que me invenção a moça, filha de… Chegou o que é meu, já se na minha cabeça passa um fogo, uma água. Você acha mesmo que eu tenho medo de alguma coisa? Jamais, desafio para mim é como se fosse um jogo, eu adoro jogar. A cara de senhoras, muito bom. Olha esse papo incrível, maravilhoso com a Maju. Você pode acompanhar também no Spotify, tem um canal de corda também que você pode acompanhar. E aí, se uma joia também, muito feliz hoje, rodada dupla na estive na TV mais cedo e agora aqui também. É isso, desejar para você e sucesso, mais sucesso, não é por onde você for para você também que a gente possa, né? Você olha aí cada vez mais nós a esposa aí tem que ser que nem lembro, não tá ligado, que joga ali, me explica, tem que ser que nem essa e para ligar para a gente ter cada vez mais gente representando os nossos. Muito obrigado, é isso, tchau tchau para você trabalhar na segunda-feira aqui no Tapioca Podcast, tchau tchau.