📱

Get Our Mobile App

Take your business learning on the go!

Download on the App StoreGet it on Google Play

Aprenda a Estudar de Verdade Antes Que Seja Tarde Demais (A maneira correta de estudar)

Irmão Mais Velho13:46

Transcription

Você passa um tempo enorme estudando, mas depois não lembra quase nada. Isso acontecia comigo direto. Pensa em quantos exercícios você fez sobre a fórmula de Báscara. E se eu pedir para você falar ela agora, possivelmente você vai ter dificuldades em lembrar.

Isso acontece porque você estuda do jeito que a maioria dos alunos faz e assim desperdiça 80% do seu tempo e nem percebe. Acha que se fizer a mesma coisa que a maioria, uma hora vai dar certo, mas a questão é: não vai. A maioria dos estudantes aprendem a estudar do jeito certo, tarde demais, e muitos nem aprendem. Mas existe uma forma certa de estudar que você pode começar a aplicar agora mesmo e te poupar anos de frustração para que você não descubra isso tarde demais.

O que a maioria dos alunos faz quando estuda? Ficam horas tentando absorver conteúdo, mas o cérebro não guarda quase nada. Parece que ele vê uma informação nova e joga fora. E o pior, muitos nem percebem que isso está acontecendo. E aí que entram os maiores erros que tornam o seu tempo de estudo quase inútil.

O erro número um: marcar o texto e reler. A maioria dos estudantes acha que destacar no livro e reler as anotações é o caminho. Mas olha só, a verdade é que os estudos mostraram que reler tem uma taxa de retenção de só 10%. Ou seja, se você reler um capítulo hoje, na semana que vem, vai ter esquecido 90% dele. Parece que você está entendendo e aprendendo conteúdo, porque o seu cérebro reconhece as palavras na página, mas reconhecer não é a mesma coisa que entender ou memorizar. Pensa bem, se você assistir o mesmo filme várias vezes, isso te torna um expert em cinema? Não. Você só vai ficar familiarizado com a história. E é exatamente isso que acontece, apenas fazendo a leitura e a marcação.

Já o erro número dois é estudar tudo de última hora. Quem não tem aquele amigo, ou até mesmo não é o próprio amigo, que se orgulha de dizer: "Estudei tudo ontem à noite e tirei uma nota alta"? Cai aqui entre nós. Muitas pessoas já ficaram acordadas a noite toda tomando café ou energético e enchendo a cabeça com um monte de informação, como se fosse uma mala que a gente tá tentando fechar. Mas decorar tudo em cima da hora não funciona a longo prazo. Pode até ser que você lembre de alguma coisa na hora da prova no dia seguinte, mas em alguns dias você não vai lembrar de mais nada. E sabe por quê? Porque o nosso cérebro trata essa informação de última hora como se fosse algo pouco importante e simplesmente joga fora. Porque, devido ao seu comportamento, ele acredita que você não precisa daquilo, só está forçando a entrar sem dar um motivo claro pro seu cérebro guardar aquele conhecimento. E se você pensa: "Ah, eu só preciso disso pra prova". Aqui vai uma verdade nua e crua: os estudantes que realmente dominam o conteúdo sempre vão se sair melhor no longo prazo, seja na escola, na faculdade ou na carreira.

E já o erro número três é estudar passivamente, ou seja, só ler, assistir ou ouvir, sem realmente fazer nada com aquele conhecimento. Imagina, por exemplo, que você quer aprender a nadar. Você iria ler um livro sobre natação e depois pular no mar achando que já sabe nadar? Obviamente que não, porque você sabe que não tem a menor chance de isso dar certo. Mas quando se trata de estudar, a maioria dos alunos faz exatamente isso. Elas leem um livro, assistem uma aula e acham que já aprenderam conteúdo. Só que, a menos que você se envolva de verdade com a informação, testando a si mesmo, ensinando para alguém ou praticando, o que aprendeu não vai fixar.

Então, agora que a gente já entendeu quais são os principais erros, qual que é, afinal de contas, o jeito certo de estudar de verdade? A questão de estudar certo é o seguinte: não é sobre quanto tempo você passa, mas sobre o quanto você consegue guardar. Não adianta você dobrar o tempo que passa estudando se você estuda errado. Não vai fazer você aprender o dobro. Tem gente que estuda 3 horas e no dia seguinte esquece tudo, enquanto outros estudam uma hora e lembram da maior parte pro resto da vida. A diferença está justamente em como eles estudam.

A maioria trata o estudo como uma repetição automática, mas o aprendizado de verdade acontece quando o seu cérebro é desafiado de verdade, quando ele se esforça, faz conexões e busca a informação sozinho. E aí que reter mais do que consumir? Em vez de buscar informações sem pensar, você precisa focar em reter de um jeito que realmente fixe aquele conteúdo.

Você com certeza já viu essa imagem. Ela é a pirâmide do aprendizado e ela é a chave para estudar de forma mais inteligente. Esse conceito simples pode mudar a forma como você estuda para sempre, pro resto da vida. Na pirâmide temos a leitura, que tem uma taxa de retenção de só 10%. Ou seja, se você só lê o livro, acaba esquecendo 90% do que viu. Depois vem as aulas. Quando você fica na sala de aula e ouve um professor falar, você só lembra de uns 20% em média. Assistir a demonstrações já ajuda a fixar uns 30%. Mas convenhamos que não é muita coisa ainda.

Mas é aqui que a coisa começa a ficar interessante. Quando você se envolve de verdade com a informação, a retenção dispara. Praticar um conceito faz você lembrar de uns 75% pelo menos, e ensinar 90%. Isso quer dizer, então, que se você realmente quer lembrar do que estudou, precisa parar de só ler e começar a lembrar ativamente, ensinar e aplicar o que aprendeu.

E é exatamente isso que vamos estabelecer: um passo a passo para você aprender do jeito certo e economizar mais da metade do seu tempo e aprender muito mais.

O passo número um: revisar ativamente e se testar. Se você quer lembrar mais da metade do que aprendeu, precisa de uma estratégia chamada revisar ativamente. Ela faz o seu cérebro trabalhar de verdade, em vez de só absorver informações de maneira passiva. Você puxa a informação de memória e isso que faz ela fixar. Usar essa técnica é como levantar um peso na academia. Quanto mais você força, mais forte o músculo fica. No cérebro, cada vez que você tenta lembrar, os caminhos neurais se fortalecem e ficam maiores, como se estivessem malhando a memória. E assim aquela informação fica grudada na sua cabeça.

A melhor forma de fazer isso é com duas técnicas comprovadas pela ciência.

A técnica um: o método Feynman. Se você não consegue explicar algo de forma simples, é porque não entende direito. Escolha um conceito e tente ensinar para uma criança de 5 anos. Se você tiver dificuldade, volta àquele tópico que teve dificuldade e estude novamente as partes em que você travou. Isso mostra exatamente onde estão as suas lacunas no seu conhecimento. Melhore a sua explicação até ficar bem clara. Isso funciona porque ensinar obriga o seu cérebro a organizar as informações, facilitando com que você lembre depois. Se você não tem ninguém para explicar, ou até mesmo você tem vergonha, você tem duas opções: mandar um áudio para si mesmo no WhatsApp ou gravar um vídeo de você explicando e depois assistir.

Já a técnica número dois são as provas antigas e o autoteste. Um fato é que os melhores alunos não estudam mais, eles se testam mais. Até porque todo mundo tem as mesmas 24 horas. Então, em vez de só reler, eles se desafiam ativamente usando flashcards, provas antigas ou até mesmo o próprio que eles fazem sozinhos. Um estudo de caso, inclusive do mundo real, mostrou isso: estudantes que se testaram antes de estudar tiraram 50% a mais nas provas do que aqueles que só leram as anotações. Ou seja, antes de você estudar, se você tentar fazer um teste de conhecimento, você consegue reter ainda mais aquele assunto.

Entendido isso, a gente pode ir pro passo número dois, que é a repetição espaçada e a curva do esquecimento. Sabia que a gente esquece 50% do que aprende em uma hora? Isso mesmo. Se você estudar agora, em uma hora você vai esquecer. Essa é a tal da curva do esquecimento de Ebbinghaus e explica porque estudar tudo de última hora simplesmente não funciona. O nosso cérebro é feito para esquecer o que não usa. Ele faz isso para economizar energia. Pois, já pensou, se todas as informações que ele processa precisassem ficar guardadas, tantos rostos, tantos conhecimentos, tantas notícias? A gente ia ter que ter uma cabeça do tamanho do mundo.

Mas a boa notícia é que dá para hackear a memória e lembrar de mais coisas, gastando menos esforço e menos energia, em vez de tentar decorar tudo de uma única vez. Mas como que você faz para usar essa repetição espaçada? A gente tem três passos simples. Então você liga e já anota:

O dia um: aprenda o conteúdo. Então, estude aquilo que você quer aprender.

Já o dia 3, espaçando, você vai fazer uma revisão rápida de uns 10 minutos. Então, você vai dar uma olhada lá nos teus resumos, naquilo que você anotou.

E já no dia 7 você vai se testar mesmo sem usar as anotações. Então, nesse dia você vai tentar relembrar de algumas questões, você vai tentar resolver alguns exercícios para a partir disso você fortalecer mais aquele conhecimento.

E quanto a esses dias, já anota na sua agenda para não esquecer. Não adianta falar depois: "Ah, eu vou fazer, eu vou anotar". Você não vai fazer. A gente sabe que você vai procrastinar. Então, não deixa para anotar depois. Sempre anota o quanto antes, porque senão você vai postergar. Então, faça logo.

E já o passo número 13, o nosso último passo, é o seguinte: como transformar o estudo em um hábito diário? Esse é o verdadeiro desafio, que é para manter a sua rotina de estudos. A maioria das pessoas têm dificuldade porque procrastina. É normal, é do ser humano procrastinar, porque a gente é feito para ficar parado. Segundo a lei de Newton, um corpo que está em repouso, ele tende a permanecer em repouso. Então, isso é normal, porque a gente gasta energia para estar em movimento, estudando. Então, a gente fica sobrecarregado e acaba se esgotando.

Nesse contexto, a gente pode resolver isso com três truques simples de hábitos.

O truque número um: a regra dos 2 minutos. Esse é um truque psicológico que corta a procrastinação. Então, ao invés de você pensar antes de estudar que eu tenho que estudar por 2 horas, tenho que ler 50 páginas ou algo do tipo, você pode dizer para si mesmo o seguinte: que vai ler só uma página, ou vai fazer só um flashcard, ou vai ler só por 5 minutos. Mas daí, depois que você começou, o seu cérebro já vai entrar no modo: "Tá, já que eu tô aqui, já que eu comecei, eu vou continuar". E esse é o grande segredo. E o que era antes, ler só uma página, 5 minutos ou algo do tipo, se torna ler 2 horas, estudar por 2 horas. O que era 5 minutos se torna 2 horas ou até mais. Então, o grande segredo é começar enganando o seu cérebro achando que você vai fazer pouca coisa, quando, na verdade, depois que você começa, você consegue fazer tudo de verdade.

O truque número dois: empilhar hábitos, ou seja, colocar um depois do outro. Então, o que você tem que fazer é juntar o estudo com uma rotina que você já faz. Por exemplo, depois de escovar os dentes, reveja um flashcard ou um resumo. Depois do café da manhã, faça uns quizzes. Depois de jantar, resuma um conceito com as suas próprias palavras mentalmente, ou até mesmo escrevendo, ou até mesmo mandando no WhatsApp um áudio ou algo do tipo, tentando explicar para que assim você revise aquele conceito. Então, dessa forma você vai estar ligando o estudo a um hábito que já existe e isso torna ele automático e é tipo escovar os dentes. Você já vai ter que escovar os dentes mesmo. Então, associar vira algo automático a um novo comportamento. Por exemplo, eu tinha muita preguiça de lavar louça, mas daí eu associei lavar a louça a tirar as coisas da mesa, porque daí, como um eu já vou fazer obrigatoriamente, eu já associo e faço o outro também. Assim, eu sempre resolvo as coisas, sempre faço tudo como sendo um único hábito.

E o truque número três: evite o cansaço com a técnica Pomodoro. Se sentir que estudar tá ficando muito pesado, cansativo, se você tá sem energia, pensa em correr uma maratona. O seu cérebro vai querer desistir. Então, em vez disso, use a técnica Pomodoro: 25 minutos de foco total, daí você faz 5 minutos de pausa. Repete isso quatro vezes e aí faz uma pausa maior, por exemplo, de meia hora. Dessa forma você consegue reduzir o esforço, ter pequenos intervalos de descanso e assim tem mais energia para conseguir estudar de verdade.

Agora, a questão é essa: nem a melhor técnica de estudo funciona se você não usar sempre ou se ficar só na teoria. Não adianta de nada você assistir esse vídeo aqui, anotar essas coisas e não colocar em prática. Por isso, eu desafio você que está assistindo esse vídeo a começar a colocar isso em prática agora mesmo. Por isso, comente aqui embaixo que você vai colocar isso em prática. Eu vou colocar isso em prática porque a maioria dos estudantes fica grudado nos livros a noite toda antes da prova e depois fica se perguntando porque esquece tudo. E eu não quero que aconteça isso com você. Então, já começa a fazer diferente. O segredo mesmo é o esforço diário, pouco e constante, que vence a correria de última hora sempre.

Se isso te ajudou, curte e se inscreve para não perder nenhuma dica que vai mudar a sua vida.