📱

Get Our Mobile App

Take your business learning on the go!

Download on the App StoreGet it on Google Play

Caso Gisele: mensagens indicam relacionamento tóxico | Jornal da Band

Band Jornalismo3:30

Transcription

Que diminuirá muito interesse poucos dias antes de ser assada. PM Gisele disse numa mensagem de celular ao marido que queria o divórcio.

O Tenente-Coronel Geraldo Neto foi preso ontem, acusado de feminicídio. O que virou real.

O relatório final da Polícia Civil traz as provas do feminicídio da soldado Gisele Alves. Detalhes das perícias e tudo.

Nos dias que antecederam a morte da PM, nas conversas dos celulares do Tenente-Coronel Geraldo Neto, a polícia evidencia relacionamento marcado por abuso psicológico do marido. No início de fevereiro, Gisele escreveu: "Você me desrespeita, não sabe conversar, começa a gritar comigo." Neto responde: "Dei bom dia carinhoso." E ela retruca: "Não dá direito de gritar, de enfiar o dedo na minha cara. Fala que quero divórcio. Não confio em você, você não me respeita."

No dia 13 de fevereiro, cinco dias antes do assassinato, Renato, a soldado, reclama que o marido está entrando no Instagram dela. "Não mexe no meu", e Neto pergunta: "Você está acionando machos por quê?". Gisele responde: "Que está solteira."

Tenente-Coronel conclui: "Jamais, nunca será."

As imagens demonstram um comportamento de controle, posse e negação. São do fim do relacionamento.

O relatório também apontou que Gisele já havia relatado agressões. E revela detalhes técnicos que desmentem a versão do de que ela teria se matado. A simulação diz que o disparo que matou Gisele foi feito a curtíssima distância. Existe uma trajetória de baixo para cima e de trás para frente. Com habilidade técnica de suicídio.

O pescoço da soldado tinha marcas de dedos, indicando que ela foi imobilizada antes do tiro. Neto disse que não teve contato com o sangue dela, mas foram encontradas manchas no box do banheiro, em uma toalha e na bermuda dele.

Outras contradições foram encontradas na simulação do crime, que teve a do oficial da PM em cima de um guarda-roupa, facilmente alcançada. Nada por Neto. Segundo os peritos, Gisele não conseguiria alcançar a arma na parte de cima do móvel sem qualquer objeto de apoio. E nenhum foi encontrado no quarto.

O comportamento do após também chamou a atenção dos. Em minutos, foram 19 ligações feitas ou recebidas. Ele chegou a ligar para e depois de falar por quase um minuto com o seu superior na polícia, foi que ele voltou a ligar para ligar para emergência e pedir: "Minha esposa se matou com tiro na cabeça. Era policial militar. Feminino. Ela ainda tá viva?" Ela é compatível com a de quem presenciou o suicídio da esposa.

O relatório aponta que o comportamento do após o crime era organizado e voltado à sua própria proteção. A defesa alega que Neto nega o crime.

O Tenente-Coronel foi detido na manhã de ontem. Ele cumpre prisão preventiva.