📱

Get Our Mobile App

Take your business learning on the go!

Download on the App StoreGet it on Google Play

HOF - T21/22 - 25/10/22

Instituto Experts3:52:51

Transcription

Buenos dias classe, como estão todos? Vamos para o nosso segundo dia de aula. Hoje, mais um pouco sobre anatomia. Temos um dia longo, muitos assuntos a serem abordados. Nós vamos fazer uma, uma pequena revisão do que a gente conversou ontem. Na parte da tarde, nós teremos uma atividade. Quero que vocês [Música] façam essa atividade de uma maneira que vocês consigam colocar em uma maneira mais palpável, né, tudo aquilo que vocês viram até então, né, durante essa aula e durante as aulas dos próximos dias. Vocês não têm um complemento de tudo que a gente tá conversando e vai formar como se fosse um quebra-cabeças, né? Tudo vai se encaixar em algum determinado momento, porque a gente está seguindo uma sequência lógica dentro da harmonização, para que vocês tenham, tenham uma, um entendimento de tudo que a gente está falando, tá?

Então, o nosso, o nosso tema agora, na parte da manhã, nós vamos falar sobre estratificação em camadas, né? Esse é um conceito muito interessante, muito abordado por diversos autores. Harmonização, ela traz para nós essa necessidade do entendimento de camadas da pele, como a gente conversou ontem, né? Todos os tecidos estão envelhecendo e eu preciso ter esse entendimento. Acha essa imagem é muito bacana porque ela simula as camadas da pele como se fosse um bolo, né? Um bolo, né, feito às vezes em várias camadas, né? Eu tenho a massa, tenho recheio, tenho uma cobertura, né? São todas as camadas que compõem todo aquele, aquele doce, né? Aquela torta, né?

Cinemas para os telhas, tortas. Acertou? Estes não levou para mim. [Risadas] Então, a gente tem de ter esse entendimento de camadas. Bom, como a gente pode ver, essa camada mais superficial seria a pele, né? Epiderme, derme, subcutâneo. Abaixo dessa camada de epiderme, derme, deixa só apontar aqui para vocês. Então, nós temos aqui: epiderme, derme, tecido subcutâneo, né? Onde nós temos o manto hidrolipídico, que é uma camada essencial para manutenção e manutenção das estruturas, né? Abaixo dessa camada de tecido subcutâneo, nós temos aqui essas estruturas, né? Esses compartimentos de gordura, tá? Que nós chamamos de coxinha superficial ou compartimentos de gordura superficiais. Tudo bem? Nós vamos entender um pouquinho mais sobre eles. Abaixo ou ao lado, junta esses compartimentos e muitas vezes estão interligados, nós temos os ligamentos falsos, né? Que são os ligamentos cutâneos. Eles ligam, eles saem, se originam do base do músculo e se inserem na derme, tá? Eles vão se inserir, eles passam a camada do subcut e se inserem na derme. Essas estruturas são fundamentais para manutenção e o equilíbrio no processo de envelhecimento, tá? Assim como essa fina camada branca, percebam acima do músculo, essa fina camada é bem delgada, bem fininha, né, esbranquiçada, que recobre tanto os músculos, né, quanto os vasos que estão sobre essa região. Essa pequena camada é o sistema muscular aponeurótico, né? Que é o SMAS, que nós chamamos, né? E os mas, ele, ele tem uma importância muito grande porque ele tá completamente relacionado com os compartimentos de gordura superficiais, que por sua vez, esses compartimentos estão relacionados com a derme, com a epiderme e com o tecido suítero. Abaixo da musculatura, nós temos os compartimentos de gordura profundos, tá? São essas estruturas em cima desse, desse tubo azul, que são os vasos mais calibrosos, tá? São vasos de maior calibre, geralmente eles estão em uma camada mais profunda, né? Geralmente justa óssea, ali. Então, aqui eu tenho vasos mais calibrosos, juntamente com o tecido, esses compartimentos de gordura profundos e todos eles apoiados no tecido ósseo. Juntamente com esses compartimentos de gordura profundos, nós temos os ligamentos de retenção verdadeiros, né? Ou os ligamentos osteocutâneos, que tem origem em osso e se inserem na derme também. Então, esses ligamentos osteocutâneos, eles promovem e causam efeito de sustentação de todas as camadas que nós temos acima dele.

A palavra estratificar, né? Para nós, não sei se tem o mesmo conceito para vocês, é estratificação, mas é como se eu tivesse trabalhando em partes, né? Eu tivesse se dividindo essa pele, esse tecido facial em várias camadas, né? Assim como, por exemplo, na odontologia, que nós praticamos no dia a dia, como uma faceta, né? Uma faceta em resina, o mais restauração em resina composta. Nós temos aqui na turma uma colega que é especialista, né, em lintística. E como profissionais trabalham com dentista, a gente sabe que para fazer uma restauração como essa, eu preciso ter diferentes tipos de resina, né? Eu preciso ter uma resina que vai fazer o fundo, que é uma resina que geralmente pode dar um efeito de pacificar, né, diminuir a translucidez. Eu tenho resina de corpo, eu tenho resina de esmalte, eu tenho resina que cria um halo opaco, que dá translucidez, que define muitas vezes a sua disposição dos mamelos dos dentes. Então, o entendimento dessas camadas, de cada particularidade, de cada característica desses tecidos dentários, me permite recriar um dente, né? Uma restauração muito próxima ao original. E quando eu tô falando de harmonização, quando eu entendo que todas essas camadas envelhecem, né, de uma maneira conjunta, eu consigo também trabalhar todas as camadas para imitar ou retornar para uma posição, para um período onde aquelas camadas estavam mais naturais. Tudo bem? Então, a gente tem esse entendimento de estratificação por planos, que é muito próximo do que a gente já faz na nossa prática clínica, quando eu vou, por exemplo, fazer uma restauração.

Então, conforme envelhece o osso, o que que eu uso para substituir isso? Preenchedor a base de ácido hialurônico ou a base de hidróxi para conseguir mimetizar, né, imitar aquela capacidade óssea, né? Eu vou substituir aquele osso que foi perdido na região. O tecido subcutâneo, ele sofre um processo de envelhecimento. A derme, como vocês viram, sofre um processo de envelhecimento e eu preciso, né, eu devo trabalhar nessas estruturas a fim de reestruturá-las em camadas e nunca somente pensar em resolver uma ruga. O processo de envelhecimento, ele é multifatorial e eu preciso ter essa dimensão e essa visão tridimensional sobre ele. Então, como eu disse para vocês: pele, coxinhas adiposos, ligamentos, músculos e ossos. Todas essas camadas em conjunto estão envelhecendo. Tudo isso a gente tem de a criar um conceito, né, e a entender um conceito muito bem difundido na literatura, que nós chamamos de fisiologia do envelhecimento. Ou seja, tá tudo envelhece em conjunto. Todo envelhecimento em camadas, né? Nós todos vamos envelhecer. Isso é algo que a gente não consegue mudar, né? Todo mundo vai envelhecer. Se a gente tem uma certeza na vida, é que nós vamos ficando mais velhos, mais velhos, mais velhas. Porém, o entendimento de saúde hoje, pela Organização Mundial da Saúde, pela OMS, é não somente a ausência de enfermidades, não somente a ausência de doenças, mas sim um complemento de bem-estar físico e emocional. Meu paciente, para ele estar bem, para eles se sentir bem com ele mesmo, ele tem que estar socialmente bem, ele tem que ter um bom convívio no trabalho, ele tem que ter relacionamentos, ele tem que ter um bom convívio social. E a aparência estética, né, a maneira com que ele se apresenta, isso também interfere no convívio dele, né? Por exemplo, uma pessoa que aparenta ser muito mais velha, né, tem que ter muito mais idade do que ela realmente tem, tende a ter mais dificuldade de arrumar um emprego, né? Tende a ter mais dificuldade em se relacionar com outras pessoas, porque se cria também uma questão psicológica na pessoa. Então, hoje a gente tende a usar muito essa terminologia com os pacientes: "E assim, todo mundo vai envelhecer, mas de que maneira você quer envelhecer?" Então, a harmonização, ela vem para gente como uma opção de retardar, diminuir, né, esse processo de envelhecimento. Eu não quero transformar ninguém, né? A rofe, a harmonização, ela não é uma opção que eu vou mudar a face do meu paciente, eu vou mudar que tem aquela pessoa, é não, eu vou melhorar o que ela já tem, eu vou prevenir que ela envelhecida muito rápido. Então, por isso que a gente fala daquela pirâmide, né? Daqueles três conceitos: prevenção, hábitos e reestruturação. Então, a harmonização é para todos os pacientes, desde os pacientes mais jovens até os pacientes mais velhos, só que eu vou ter abordagens diferentes em cada indivíduo, porque eu tenho diferenças no processo de fisiologia do envelhecimento. Por exemplo, a fibra colágena, que vocês viram ontem, que tá lá presente na derme, né? Ele deixou até [Música] voltar aqui um pontinho para vocês entenderem um pouco melhor. A fibra colágena, que é uma das matrizes essenciais que nós temos presentes na derme, é ela diminui a sua produção a partir dos 25 anos. Então, o indivíduo que tem ali seus 23, 24, 25 anos, ele tá tendo uma produção de fibra colágena tipo 1, né? Que é o colágeno bom que nós queremos, que tá lá na camada da derme reticular. Então, quando essa fibra colágena, né, esse fibroblasto, ele diminui a produção de fibra colágena, a partir dos 25 anos, eu tenho também a presença de outras estruturas como as metaloproteinases da matriz. O nome até um pouco difícil: metaloproteinases da matriz. São estruturas que degradam o colágeno tipo 1. Então, a partir dos 25 anos, aquele que o fibroblasto já não produz mais tanto fibra colágena quanto deveria, as metaloproteinases da matriz, que eu tenho duas específicas, que é MMP2 e MMP9, são as responsáveis por degradar, ou seja, reabsorver esse colágeno. São elas que vão chegar naquela região e começar a absorver esse colágeno tipo 1. Então, esse paciente precisa, né, trabalhar com bioestimulador, talvez não. Talvez precise somente uma sessão, enquanto o paciente que está envelhecendo muito mais rápido ou que já está no processo de envelhecimento mais avançado, eu vou precisar de mais sessões de tratamento, eu vou precisar de associações de tratamento, tá? Então, tudo isso é está dentro desses conceito de fisiologia de envelhecimento. Quando eu entendo esse envelhecimento do corpo humano e principalmente da pele, vai me auxiliar na tomada de decisões e na individualização dos tratamentos em camada, tá? Então, vocês vão ter durante até esse modo agora, que essa semana, amanhã, vocês vão ter uma aula de formatologia, uma aula de anamnese, para vocês terem um entendimento dessa primeira parte, e que é de fundamental importância, né? Nós vamos ter aula de fotografia e nós vamos fazer aula inicial de tratamento de pele, microagulhamento. Nós vamos falar um pouco sobre intradermoterapia, que são opções de tratamento para camadas mais superficiais, até a gente chegar nas camadas mais profundas dos planos da pele. Tudo bem?

Esse artigo do Crotofana, ele traz um levantamento, né, do entendimento do processo de envelhecimento. Olha que legal! Ele traz uma linha do tempo ali, desde 1800. Olha lá! 1801, bucal fatpad, né? A bola de Bichat foi descoberto, foi relatada pela primeira vez. Olha quanto tempo atrás, pessoal! Já existia relatos e um entendimento dessas estruturas e a gente vem evoluindo, né? Então, a gente entende depois, ali em 1909, o Ruff, né? O Ruff é o compartimento, é orbital profundo, tá? Que nós temos ali. Desculpa, o compartimento da bochecha profundo. Nós temos o Ruff e nós temos o SURF. O SURF foi descoberto em 1995, tá? Foi somente nessa, nessa época que ele foi relatado. O SMAS teve o seu descobrimento em 1976, né? Os ligamentos zigomático foi descoberto em 1959. Nós já vamos conversar um pouquinho. Então, muitas dessas estruturas foram descobertas lá atrás, há muitos e muitos anos atrás, só que somente depois dos anos 2000 para frente que se foi entendendo a relação dessas estruturas com o processo de envelhecimento. Em 2010, o ligamento da região de tear trough, essa região aqui, ó, que eu estou demonstrando, a região de olheira ou goteira lacrimal, calha lacrimal, que se foi ninguém do que essa região. Eu tenho que ter um material preenchedor específico e devo preencher essa região também de uma maneira específica, né? O espaço da pré-maxila, né? O espaço de Risso, que foi descoberto em 2008 e foi reformulado em 2018. Então, a anatomia, ela vem sofrendo essas mudanças, ela vem sofrendo essas alterações conforme o passar do tempo, tá? Então, a gente precisa entender que a gente precisa trabalhar com essas camadas todas juntas.

Aqui, esse corte histológico, ele mostra para a gente uma questão muito importante. É um corte histológico da região de sulco nasolabial, tá? Uma região que a gente tem ali também a inserção. Isso é de uma espécime, tá, pessoal? Isso não é de um ser humano vivo. Testes e cortes histológicos em pessoas vivas não são muito bem aceitos pelos comitês de ética, tá? E esse artigo do Cotofana, ele mostra para gente algumas estruturas, né? Eu tenho ali um zigomático maior, eu tenho um músculo bucinador, eu tenho músculo orbicular da boca, né? E eu tenho também alguns vasos, alguns nervos passando naquela região. E eu tenho a formação da dobra nasolabial, né? O sulco nasolabial é essa ruga, né? Essa seta que vocês vem aqui ao lado, que mostra essa depressão na região. Então, o que que ele quer mostrar para a gente? Que muitas vezes não adianta eu simplesmente chegar e começar a preencher essa região com ácido hialurônico, porque o que está formando essa dobra nasolabial, que está formando essa marca no meu paciente, é exatamente os músculos que estão na região, que muitas vezes estão hipertrofiados, são músculos que estão mais fortes, mais rígidos, né? Que conforme eles estão, tem isso, eles vão formando essa do nasolabial. Então, se eu entendo que não adianta simplesmente preencher, eu entendo que não adianta simplesmente bioestimular colágeno, às vezes eu tenho que relaxar a musculatura, às vezes eu tenho que tratar a camada mais superficial da pele. Então, eu preciso começar a olhar, preciso que vocês comecem a abrir a mente de vocês, a ter esse olhar mais multidisciplinar, né? Do entendimento das camadas num conjunto, onde eu vou ter várias alternativas e não vou ficar preso a uma única técnica para tratar, para tratar todos os meus pacientes, né?

Outro artigo que estuda e fala muito bem dessa relação em camadas, esse artigo do Fitz-Gerald, ele mostra para a gente, né, as cinco principais camadas: pele, que a gente pode interpretar como epiderme, derme, subcutâneo, sistema musculoaponeurótico, então eu tenho músculo e tem o SMAS, ligamentos de retenção, né? E o periósteo e fáscia profunda, que estão sobre o osso, tá? São cinco principais camadas ou layers, conforme traz para gente. E nós temos aqui também a divisão dos ligamentos de retenção, que estão estruturas que nós vamos ver um pouquinho à frente aqui na aula, né? Mas são estruturas de extrema importância para nós. Nós temos também os septos, tá? Que são estruturas que dividem os compartimentos de gordura. Então, tenho septo temporal superficial, superior e inferior, tem o adesão temporal e adesão lateral da órbita, e tem os ligamentos verdadeiros, tá? Que é o ligamento zigomático cutâneo, o ligamento massetérico e o ligamento mandibular. Tudo bem? Então, são os ligamentos principais e que nós vamos trabalhar. Vocês vão ter um entendimento do processo de envelhecimento e da ação desses ligamentos na face.

Então, aqui eu entendo, né? Eu vejo esse esquema, né? Desde a base óssea, passando lá pelo pelo pela face profunda, pelo periósteo, sistema musculoaponeurótico, tem os ligamentos ali, eu tenho compartimento de gordura e eu tenho a camada mais superficial da pele. Nessa região, mais um artigo também, como vocês viram, a anatomia está mais conceituada hoje, juntamente com o cirurgião plástico canadense chamado Arthur Swift. Ambos têm aí muita experiência e muitos estudos que são estudos que mudaram a abordagem da estética facial, mudaram o entendimento para nós de todas essas estruturas e principalmente essa abordagem dos compartimentos de gordura e dos ligamentos de retenção, né? Então, essa revisão, esse artigo, ele traz para gente uma revisão sobre anatomia desses compartimentos, que são essas estruturas aqui, ó. Então, aqui eu vejo os compartimentos superficiais, tá? E abaixo do músculo, vejo os compartimentos profundos. E nós temos a bola de Bichat, ah, nem eu tinha comentado ontem com vocês, que é uma estrutura que ela não tá envolvida nesse processo de envelhecimento. Então, a bichectomia, ela não envelhece o rosto mais rápido, né? Não promove um processo de envelhecimento mais agudo do meu paciente, conforme é relatado por muitas pessoas, né? Mas não na literatura. A literatura embasa a gente de uma maneira muito segura de que o bucal fatpad, né, ou a bola de Bichat, que nem chamada, ela não interfere no processo de envelhecimento do meu paciente.

Aqui nós temos, né, o modelo virtual da face, mostrando esses compartimentos de gorduras superficiais, né? Nessa face lateral, tá? E nós temos também a relação, né, do SMAS, porque todos esses compartimentos de gordura estão sobre o sistema musculoaponeurótico. Então, conforme eu tenho contração muscular, eu tenho reabsorção óssea, eu tenho uma disposição diferente, tá? Desses compartimentos de gordura. Nós temos aqui a nomenclatura de cada um deles, né? O compartimento nasolabial, compartimento medial superficial, a gordura da papada, né? Que essa região do jowls. Então, são compartimentos superficiais da face central. E aqui nós temos as suas classificações, né? Então, esse artigo do Jeloff, um artigo de 2012, que foi sendo readequado e estudado por muitos e muitos autores, inclusive Cotofana, nesses artigos mais recentes, ele mostra para gente os compartimentos ou os coxins adiposos superficiais. E aí nós temos do lado esquerdo da tela aqui, um paciente jovem, né, com os compartimentos de gordura todos em posição, todos próximos, todos unidos. Vocês se recordam das aulas de história, de geografia, principalmente, né? Quando existia um continente antes de existirem os grandes, os grandes continentes, os continentes, a gente tinha lá Pangeia, né? A Pangeia era o quê? Era toda a união de todos os continentes que nós temos hoje: Europa, África, Ásia, né? Era tudo unido. E com o passar do tempo, esses continentes foram se afastando, né? Eles foram saindo de perto. E com o processo de envelhecimento da face, acontece a mesma coisa. Esses compartimentos de gordura, que é quem dá essa estrutura facial que a gente tem hoje, com o passar do tempo, eles vão migrando, eles vão se afastando, porque eles vão sofrendo o efeito de ptose, que é o "melting" facial que a gente fala, e vão ocupando outras regiões distantes aquelas originais desses compartimentos. Então, a gente tem também uma subclassificação desses compartimentos, de eles serem superficiais e profundos, a respeito do que eles acontecem com eles com o passar do tempo. Os compartimentos superficiais, eles hipertrofiam, que significa isso? Eles aumentam de tamanho. Ou seja, um paciente jovem que tem aqui, ó. Vamos dominar essa nomenclatura, porque é importante. Eu tenho o compartimento ou coxim têmporo-lateral, certo? Que é esse coxim superficial que está aqui na região da têmpora e na parte anterior ou lateral aqui ao trago. Tudo bem? Eu tenho o coxim orbital superior. Então, aqueles pacientes que tem sobra de pele dessa camada aqui da pálpebra superior, muitas vezes eu não consigo trabalhar com a Hoff. Eu não tenho ferramentas suficientes para trabalhar com harmonização somente. Eu preciso muitas vezes lançar mão de uma cirurgia, encaminhar esse paciente para cirurgião plástico para que ele remova o excesso de pele e também remova essa gordura que está nessa região, porque essa gordura do coxim orbital superior, ela começa a romper os septos que estão nessa região e começam a formar essa ptose. Então, numa cirurgia de blefaroplastia superior, o profissional que faz, ele tem que remover uma faixa de gordura. É importantíssimo que seja removida uma faixa de gordura. Nós temos o coxim orbital inferior, é esse aqui, ó, tá? Que está abaixo da pálpebra inferior. E muitas vezes, quando eu vejo um paciente com processo de envelhecimento, eu vejo bolsas, ó, nessa região. E por que que eu vejo essas bolsas aqui? Porque esse compartimento, ele aumentou de tamanho. Reparem a diferença no volume dessa gordura aqui, ela tá menor, e aqui essa gordura tá um pouco maior, né? E além disso, o osso da cavidade orbital, lembra que a gente falou de sistema esquelético ontem? O sistema esquelético, ele sofre envelhecimento. Então, o osso que está abaixo e suportando essas estruturas, ele também envelheceu. Então, o compartimento de gordura que estava acima aqui, ele sofreu uma ptose, ele sofreu uma queda, ele foi parar numa região mais inferior da face do meu paciente, formando a bolsa, formando aquela cavidade que muitos pacientes se queixam: "Estou com olheiras ou com aspecto de cansado", né? E tá vendo como não é só uma única região que eu tenho que trabalhar, tá? A gente ainda vai falar de mais uma estrutura importante. Nós temos o coxim orbital lateral. Então, eu tenho três coxins orbitais: o superior, o inferior e o lateral. Tudo bem? É esse que tá nessa porção lateral aqui. E aí, nessa região de terço médio da face, eu tenho coxim nasolabial, tem o coxim malar medial e tem o coxim malar intermédio. Esses três compartimentos de gordura formam em uma área, né? O coxim malar. Apesar de ser um entendimento de três estruturas distintas, o processo de envelhecimento, ele em conjunto, é uma região que sofre o envelhecimento para frente e para baixo, tá? Não somente para baixo, é para frente e para baixo. Vocês vão entender mais um conceito um pouco à frente. Então, a gente vai ter essa disposição. O bigode chinês, a linha de marionete, né, de ventríloco, que forma aqui esse sulco lábio marginal, né, nas margens do lábio, ele se forma por conta que esse coxim nasolabial, ele saiu da sua posição original e caiu para cá. O coxim é uma armadilha, ele desce e forma o coxim do jowl aqui embaixo, que informa o jowl. Quem pesa aquela bolsinha de gordura é o coxim malar medial junto com uma área intermédia. E aí, pessoal, entra uma questão muito importante que eu preciso reposicionar, né? Esses compartimentos de gordura, seja inicialmente com um material preenchedor, tá, com ácido hialurônico, que eu vou devolver o volume ósseo perdido para que essas estruturas tenham onde repousar, tá? Não adianta simplesmente ouvir, por exemplo, e tracionar com fios, né? Os fios de tração promovem, não é feito de tração superior, mas somente eles não é suficiente para conseguir o resultado efetivo. Então, eu preciso ter uma associação, né, dos materiais preenchedores com os fios para reposicionar esses compartimentos. E além disso, a pele, a derme perdeu estrutura, tá? Mais flácida, a pele tá mais elástica, porque eu perdi fibra colágena, eu perdi fibra elástica. Então, eu preciso reposicionar esses investimentos. Tudo bem? Grave bem a nomenclatura desses compartimentos superficiais. Outra coisa, questão de prova: nos compartimentos adiposos superficiais, dos coxins adipos superficiais, eles sofrem ptose e hipertrofia. Essa é a dinâmica, né? Quando a gente fala em processo de envelhecimento sobre essas estruturas, ele sofre ptose e hipertrofia. Já os compartimentos profundos. Aqui nós temos quatro principais, né? A gente pode falar de cinco. Nós temos quatro principais. Nós temos o coxim suborbicular medial, tudo bem? Tá? O coxim suborbicular é esse aqui. No dia seguinte, na queda, uma flacidez. Em inglês seria como "melt". "Melt", uma queda da face, uma flácida, um processo de derretimento. Sinta aquela pele está derretendo, certo? Aí uma migração dos compartimentos, certo? Que vão para outra região. Para nós, a ptose e queda, como derretimento. [Música] Isto mesmo. Então, conseguimos enxergar. Deixa eu só mudar aqui para vocês. Aqui nós temos. Deixa eu só corrigir esse disco aqui, porque ele está fora de posição. Aqui. Pronto. A gente consegue corrigir. Então, aqui a gente tem o coxim suborbicular medial, tá? Lembram dos nossos planos que nós conversamos ontem, né? Os planos faciais. Medial é esse mais próximo à linha média. Lateral é esse que mais lateralizado em relação à orelha, né? Indo para a região mais lateral da face. Então, nós temos aqui o coxim suborbicular medial, que é o SURF, tá? Nós temos o coxim suborbicular lateral, tá? Que também, com o passar do tempo, eles são importantes porque eles são profundos, tá? E com o passar do tempo, esses coxins sofrem uma queda, tá? Eles vão sofrer uma queda, uma ptose, um derretimento e vão atrofiar, ou seja, eles vão diminuir de tamanho, eles vão ficar bem pequenininhos, né? Eu perco essa capacidade desses compartimentos, que são como se fossem estruturas de suporte para movimentação muscular, de dar essa resistência para a musculatura, tá? E isso para mim é algo muito negativo, porque eu preciso substituir esses compartimentos profundos também. Tudo bem? O coxim malar medial, nós temos aqui, ó, próximo. Ele está abaixo do coxim nasolabial. E nós temos o coxim malar lateral. Então, com o passar do tempo, essas estruturas vão se desprendendo, vão pitosando, vão migrando e vão ocupando uma região mais posterior na face do meu paciente. Tudo bem? E aí, eu consigo ter o entendimento de como cada uma delas vai agir nesse processo de envelhecimento, que é multifatorial, tá? Então, eu vejo aonde vai ser posicionada, que é o coxim malar medial, aonde vai ser posicionado o coxim suborbicular lateral, e onde estão posicionados os coxins malar medial e malar lateral, tá? São os quatro principais que nós temos aqui no processo de envelhecimento da face. E aí, essa, esses compartimentos, né? Desde foram muito bem relatados pelo Garloff, né? Vocês têm lá no grupo um livro bem bacana. Deixa até ver se eu consigo abrir aqui para vocês. São bastante. Tem lá no grupo de vocês no WhatsApp um livro que chama MAP, MAP. Ele é um livro da criado pela Galdermia, tá? Que ele fala exatamente sobre o processo de envelhecimento. Então, se vocês virem aqui, ó, deixa até abrir aqui, ó. Lá no grupo de vocês no WhatsApp, nós temos um mapa aqui, ó. Livro MAP final, tá? Tá escrito Galdermia lá em cima. Vocês vão clicar, vamos abrir esse livro, e é um livro de leitura muito fácil, muito fácil de vocês entenderem, que fala exatamente o que a gente tá vendo, né? Sobre os compartimentos de gordura, sobre os ligamentos de retenção e sobre todo esse processo de envelhecimento que a gente tá conversando, tá? Além disso, um outro, um outro livro bacana aqui para vocês é esse Atlas aqui, ó. A Face, tá? Tá lá no grupo, é só fazer o download dele. É um Atlas super completo que a gente consegue, né, visualizar todas essas camadas, entender esse processo de envelhecimento. É um livro do professor Ralph Lansky, alemão. É um livro realmente fantástico para quem quer se aprofundar nessa, nesse universo, né, da estética facial. E também esse outro artigo aqui, que eu citei ontem na aula de anestésico, que mostra para a gente, né, as principais inovações e as principais regiões que eu posso fazer anestesia. É floral. Então, ele mostra as técnicas de bloqueios supraciliar, supraorbital, tá? Mostra para a gente anestesia do infraorbital, intraoral e extraoral, tá? Mostra anestesia do nasal externo, que é um ramo do etimologia. Então, aqui vocês vão ter um complemento, tá, de tudo aquilo que nós vimos ontem, dentro artigos idênticos nesses livros, tudo bem? Então, vai ajudar bastante que vocês complementar com essas leituras que são aí bem bacanas, tá?

E aí, como eu falei para vocês, a gente entendendo esse processo de envelhecimento, né? Desde lá do Berloff, de outros autores, é os autores mais recentes, como por exemplo, esse autor que fez esse artigo, que é simplesmente fantástico. Esse entendimento, porque até então, os compartimentos de gordura sempre foram relatados como estruturas distintas, né? E eles realmente são estruturas distintas. Olhem, por exemplo, essa tomografia computadorizada, né? Uma imagem 3D dos compartimentos superficiais que mostram a disposição de cada um desses compartimentos. Então, gente fez o que? Ele pegou alguns espécimes, né? Ao todo foram 30 espécimes, tá? 30 cadáveres, sendo 13 homens e 17 mulheres. E ele fez tomografias e pintou, né? Esses compartimentos de gordura, porque ele queria entender a dinâmica, né? Dessas estruturas na face. E ela pode secção extremamente difícil, extremamente complexa de fazer, tá? E ele conseguiu demonstrar para gente nesse vídeo. Olha que imagem incrível! Olha como as estruturas, apesar de serem estruturas distintas, como elas estão correlacionadas, ó. O fato de eu fazer uma elevação do terço médio da face, olha como melhora o contorno, né? Do terço inferior, porque ela, por que que isso acontece? Porque os ligamentos de retenção, os ligamentos de união dessas camadas, promovem esse mecanismo em conjunto. Então, todas as vezes que eu receber um paciente que quer melhorar o contorno mandibular, eu tenho que inicialmente olhar para a região de terço médio e região de têmpora, porque eu vou conseguir melhorar a ptose ou a queda dos tecidos da face do meu paciente. Então, vocês conseguem ver que na imagem aqui no vídeo, deixa eu enviar. Vocês conseguem ver que a gente tem aqui o coxim nasolabial, o coxim malar medial, o coxim malar intermédio, uma área lateral, nós temos o coxim têmporo-lateral e nós temos aqui também o coxim orbicular superior, né? O supraorbital, o infraorbital, coxim orbital lateral. E o que que entre essas estruturas eu tenho aqui, ó? Essa parte branca que eu tenho entre essas estruturas são os septos. Os septos são estruturas fibrosas formadas por colágeno, né? Que unem e ligam todas essas camadas da face do meu paciente. Então, para quem já faz, né, harmonização, você tem que ter alguns colegas que já fazem e respondam para mim aí, já que você já tiveram essa sensação quando eu estou passando com uma cânula no subcutâneo, eu sinto uma resistência, né? E aí quando passa aquela resistência, parece que faz um clique, um "craquezinho" assim, né? Então, eu vou rompendo esses septos para alcançar outras áreas.

Então, a pergunta da Catherine, lá, graças a Deus, estaria em compartimento superficial e tênis profunda? Não. A bola de Bichat, a estrutura do compartimento de gordura do corpo adiposo da bochecha, ela não é classificada como um compartimento superficial nem como compartimento profundo. Ela é uma estrutura anexa que está entre o músculo bucinador e o busto e o músculo masseter, tá? Então, eu não classifico a bola de Bichat como uma estrutura ou um compartimento de gordura superficial ou profundo, porque ela não está envolvida no processo de envelhecimento. Eu vou até abrir. Muito, muito interessante sua pergunta, porque a gente consegue entender um pouco mais. Vamos olhar um pouquinho aqui para a bichectomia. Deixa eu abrir uma aula aqui para vocês entenderem. Isso é uma dúvida muito comum e muitos pacientes, provavelmente você já tiveram pacientes que chegaram em seus consultórios perguntando: "Ah, mas a bichectomia vai fazer no rosto ficar mais envelhecido? Se eu fizer bichectomia, meu rosto vai ficar mais..." Isso na verdade existe um erro muito grande de interpretação, porque a bola de Bichat, ela é composta por três partes, né? Então, deixa eu abrir aqui rapidinho para vocês verem. A bola de Bichat é composta por três porções, tá? Eu tenho a porção bucal, tem uma porção pterigoide e tem a porção temporal. Essa daqui é a bola de Bichat, a porção bucal, a porção pterigoide e a porção temporal. Abaixo da bola de Bichat, eu tenho compartimento profundo da bochecha, tem um compartimento de gordura profundo nessa região. Então, ela está. Eu tenho um compartimento superficial, tem um músculo, tem uma bola de Bichat, tem um músculo e abaixo eu tenho os compartimentos profundos, tá? É Ângela, está perguntando, a gente já responde sua pergunta, a gente já vai voltar naquela outra imagem, eu já faço, já respondo ela. Deixa só finalizar da bichectomia para vocês entenderem. Então, quando eu removo somente a porção da bola de Bichat, quando eu removo somente essa parte bucal, tudo bem? Quando eu removo somente a parte bucal, eu não vou acelerar o processo de envelhecimento. Agora, se eu removo essa porção temporal, eu vou sim acelerar o processo de envelhecimento. Por isso que a bichectomia, a gente deve se limitar a remover somente a parte da bochecha, na parte bucal, nunca a parte temporal, porque a parte bucal, ela representa 40% do volume, a parte temporal 25, é a parte pterigoide é 20. Então, se eu removo só esse volume da região bucal, é aí que eu consigo dar uma definição e um contorno para minha face. Então, a bola de Bichat, ela é uma estrutura anexa entre músculos, não é, tá? É um compartimento de gordura. Então, não classifico ela como um compartimento de gordura superficial ou profundo. Essa imagem é perfeita, aqui eu consigo ver compartimentos superficial, músculo, ducto da parótida, músculo, abaixo desse músculo tem mais compartimentos e a bola de Bichat, tá nessa porção, tá? Bucal fatpad, tá nessa posição aqui. Tudo bem? Então, não classificam, não reconheça a bola de Bichat como um compartimento de gordura.

Agora, deixa só ver aqui a pergunta da Ângela. O compartimento supraorbital é superficial e o SURF é profundo? São distintos? São distintos, Ângela. Perfeito, né? O compartimento supraorbital, ele é superficial. E o SURF, ele é muito profundo, tá? O SURF, ele está apoiado lá no osso, ó. Então, eu tenho aqui, ó, SURF medial e tem o SURF lateral. E eu tenho como compartimento superficial aqui, ó, o coxim orbital superior e o coxim orbital inferior, assim como lateral. Então, são estruturas distintas, tudo bem? São estruturas diferentes que sofrem um processo de envelhecimento diferente, porque o superficial, ele vai hipertrofiar, e o profundo, ele vai sofrer atrofia, tá? O Ruff também é profundo. Perfeito. O Ruff também é profundo, tá? O que também é profundo. Todos que tem essa nomenclatura de SURF, SURF, são estruturas que estão mais profundas, tá? São estruturas que estão bem mais profundas, muito mais próximas a osso. Combinado? Maravilha. Isso aí, pessoal. Vamos perguntar. Ah, não vamos ficar com dúvidas. E aqui a gente consegue enxergar exatamente essa disposição, né? Desse tecido, desses compartimentos superficiais, né? Essa é uma dissecação extremamente difícil de se fazer, né? É uma dissecação extremamente delicada e que traz para gente essa qualidade, né, de visualização desses compartimentos de gordura. Então, no artigo do Chen, que vocês vêm as estruturas pintadas separadas e às vezes septos. Aqui, nessa outra imagem do artigo do Moradi, a gente consegue enxergar essa estrutura como ela é. Então, quando eu passo uma cânula, OK? Quando eu estou passando a minha cânula, eu estou geralmente passando entre esses septos, entre esses compartimentos de gordura, tá? Então, quando eu sinto uma resistência, eu estou entre essas camadas, aí tudo bem.

E aí, falando sobre septos, sobre ligamentos, né? Nós vamos entrar numa parte que eu acho que hoje, se você tem o entendimento, se você consegue realmente absorver e aprender isto, você está à frente de muitos profissionais que trabalham com estética facial, porque é o entendimento da linha ligamentar, ela mudou totalmente a abordagem do que a gente faz hoje. Aqui no Brasil, por exemplo, eu me recordo das seis, oito anos atrás, quando a gente ainda estava engatinhando na estética, né? A gente estava dando ali os primeiros passos, ainda fazendo uma coisa certa, outra coisa, é um pouquinho melhor. Nós não tínhamos esse entendimento ainda, né? Nós estávamos muito crus ainda nessa relação. E muitos casos ficavam bons, mas alguns casos ficavam péssimos, né? Alguns pacientes, em vez da gente trazer uma melhor estética, a gente acabava criando volume na face dos pacientes, né? Deixando ali um resultado que esteticamente não era agradável, né? E quando o passar do tempo, com os estudos, né? E principalmente com a associação da cirurgia plástica com a dermatologia, que isso daí foi fantástico, porque as duas áreas, é, tiveram a ganhar muito com isso. E com o entendimento do cirurgião-dentista cada vez mais envolvido na estética facial, foi a hora que a gente teve o complemento de tudo. Então, esse artigo, ele é de 2018, tá? É um artigo escrito pelo Sebastião, e ele traz para gente o que eles chamam de a linha dos ligamentos, ou conceito da linha ligamentar. Percebeu que além dos ligamentos de retenção, nós tínhamos os ligamentos de união? E aí essa classificação, ela já existia, né? Eu tinha os ligamentos falsos, que eram os ligamentos de união, e os ligamentos verdadeiros, que era os ligamentos de sustentação. E o Cotofana entendeu o seguinte: a cirurgia plástica, uma cirurgia de ritidoplastia, que é o lifting cirúrgico, o cirurgião plástico faz uma incisão, né? Um corte pré ou pós-auricular, né? Antes aqui da região da orelha ou depois da orelha, e ele acessa os tecidos fazendo uma liberação de todas as camadas, né? Ele vai liberando todas essas camadas de tecido. E aí ele chega um determinado momento que ele encontra estruturas mais rígidas, né? Como a placa de McGregor. A placa de McGregor é o ligamento zigomático cutâneo, que é o ligamento mais forte e o que mais resiste, né, a força, a falha final, né, dos testes biomecânicos sobre esses ligamentos. Aí é muito grande, ele aguenta uma quantidade de carga muito grande. Então, o que sustenta os tecidos, o que sustenta os ligamentos de retenção, são os compartimentos de gordura, são os ligamentos de retenção. E nós temos três principais, tá? Nós temos a adesão temporal, aqui na região frontal, no osso frontal, entre o osso frontal e o osso parietal, aqui e o temporal. Nós temos uma crista, tá? Nós chamamos de crista temporal, tá? Então, vocês vão palpar em vocês aí, ó, palpem vocês a testa e vão vindo em direção a têmpora, vocês vão sentir uma elevação, é uma crista realmente, tá? A crista é o limite da crista temporal com a região frontal, tá? Aqui nessa crista, eu tenho a adesão, tá? A adesão temporal. Se eu seguir uma linha, uma parábola, que é uma linha com uma leve curva, tá? Eu vou ter a retenção orbicular, tá? Que está em volta do músculo orbicular. Retenção orbicular. E vou achar aqui, ó, nesse ponto, nos zigomas, eu vou achar o ligamento zigomático cutâneo, tá? Então, lembra ontem, quando eu tracei com vocês as linhas de Fendres, né? Que era aquelas linhas de conexão que ela sair, ela do trago até a asa do nariz, ó, desenhar aqui, ó. Trago, asa do nariz. Depois ela sai do canto do olho ao canto da boca. Quando eu traço essa linha, mais ou menos na intersecção delas, eu tenho o ponto de eminência ou proeminência malar, que coincide onde está o meu ligamento zigomático cutâneo. É o principal ligamento que eu tenho de resistência na face. Só é possível eu ter esse movimento aqui, ó, dos compartimentos de gordura, porque quem sustenta essa região é o ligamento zigomático. Quem sustenta praticamente o terço médio, terço inferior inteiro, é o ligamento zigomático. Ele é um ligamento de extrema importância para nós, tá? Então, se eu tenho entendimento da sua posição e do qual importante ele é, eu consigo entender de que maneira eu vou estruturar. Quando esses ligamentos são jovens, eles são todos estendidos, eles ficam retos na região, né? Eles ficam todos tensionados. E esses ligamentos de retenção, sejam eles verdadeiros, que são esses de origem em osso, ou seja, de um, eles falsos, de origem músculo, todos são formados por fibras colágenas, fibras elásticas, que são essas estruturas que dão a retenção, que dão a sustentação para os meus tecidos. Então, entendendo isso, né, o Cotofana também localizou o ligamento mandibular, que está à frente do coxim do jowl. Então, é uma análise, né, feita. Ele entendia que os compartimentos de gordura sempre pitosavam atrás de uma região, atrás do ligamento zigomático. E aí ele fez uma linha descendo aqui e localizou o ligamento mandibular, tá? Está nessa região de bridgeous. Então, através dessa linha ligamentar, tá? Quando eu uno essas linhas, eu tenho o conceito de face estática e de face imóvel. Então, tudo que está atrás dessa linha ligamentar é face estática, face de retenção. Qualquer produto que eu fizer atrás da linha ligamentar, qualquer preenchimento que eu fizer atrás da linha ligamentar, promovem efeito lifting na face. Tudo que eu coloco à frente da linha ligamentar, promove peso, promove volume na face do meu paciente. Então, quando eu entendo isso, e quando a gente teve esse entendimento, a gente começou a preencher menos bigode chinês e preencher mais justa ósseo, atrás da linha ligamentar, preencher têmpora, preencher arcos zigomáticos, preencher ângulo de mandíbula para sustentar mais os tecidos. E tudo que tá à frente dessa linha, a gente bioestimula. Eu posso subir o bioestimular atrás da linha ligamentar. Devo, tá? Devo. Muitas vezes, posso fazer na mesma sessão, Alan, preenchimento com ácido hialurônico.

Estimulador, posso, desde que eu faço em camadas diferentes. Em camadas profundas, o preenchedor com ácido hialurônico em camadas no subcutâneo e o estimulador. Porque tudo que eu colocar atrás da linha ligamentar vai promover um efeito de lifting na face do meu paciente.

Recentemente, nós tivemos aqui no Brasil e até para os colegas do Chile, eu acho que vocês vão ter disponível em meados de dezembro, tá? Mas já teve um lançamento de um produto chamado Harmony. Já ouviram falar nesse produto? É um, é um mais um tipo de preenchedor que a gente tem disponível no mercado, que é uma mistura de ácido hialurônico com hidroxiapatita de cálcio. Então, Harmony, ele veio até com uma indicação muito específica, onde eu devo respeitar a linha ligamentar. Então, basicamente, todos os pontos que eu faço, né, de aplicação são atrás dessa linha dos ligamentos de retenção para conseguir promover um efeito lift. Basicamente, isso aqui, ó. Eu desenho ali em ligamentar no paciente e bioestimulo e faço o preenchimento somente nessa camada, somente para reestruturar e reposicionar os tecidos, promovendo o efeito lifting nessa região.

Então, é um produto muito bacana que vocês vão aprender, inclusive, durante a especialização, onde que a pós-graduação, que ele traz para a gente a capacidade do ácido hialurônico de promover hidratação e hidroxiapatita de cálcio de promover bioestimulo de colágeno. Então, eu tenho uma ação dois em um. Ao mesmo tempo que eu preencho, eu estimulo. E se eu faço isso atrás da linha ligamentar, os resultados têm sido fantásticos, pessoal. Realmente, resultados muito, muito, muito bacanas com esse tipo de produto. Ele valoriza, tá? Ele tem sim capacidade de dar volume porque ele tem reticulação, né? Então, a grande sacada desse produto, que é um produto comercializado pela Allergan, né, que é a mesma fabricante do Juvederm, do Botox, ele dá a capacidade de volume, tá? Então, tudo que eu faço atrás da linha ligamentar me promove efeito lift. Tudo que eu faço à frente me promove volume na face, muitas vezes aumenta o processo de ptose naquela região. Combinado, então, é isso que a gente tem de entendimento dos compartimentos de gordura, do desligamento de residência.

Nessa imagem, a gente consegue ver perfeitamente. Vejam aqui no canto direito inferior esse esqueminha no corte coronal que a gente vê. A gente consegue enxergar o número um é um ligamento verdadeiro, ligamento de retenção, tudo bem? Ligamento de retenção são ligamentos de origem no osso e que se inserem na derme. E eu tenho o número dois aqui, ó, que são ligamentos. O que são ligamentos de união? Ele tá tendo a origem lá na musculatura e tá se inserindo na derme, no tecido subcutâneo. Os ligamentos de união também promovem um efeito importante porque, olha aqui, ó, que a gente consegue enxergar uma pequena ruga, uma pequena depressão nessa região. Porque conforme esses ligamentos de união e esses ligamentos de retenção, eles perdem estrutura, eles perdem a sua sustentação, eu vou tendo uma maior formação de rugas estáticas na região, tudo bem? Então, eu preciso entender que essas estruturas também envelhecem, tá? E eu preciso conseguir modelar esse processo de envelhecimento.

Nós temos aqui, ó, três principais ligamentos: ligamento massetero-cutâneo, tá, que tem origem no masseter e se liga na derme; ligamentos buco-maxilares, nessa região entre maxila e mandíbula; e os ligamentos auriculo-plastiais, tá? Desculpem, os ligamentos auriculo-plastiais mais ligam essa região do platisma, essa região pré-auricular, tudo bem? E esses ligamentos, conforme eles vão envelhecendo, eles vão se rompendo, né? Eu perco essa conexão entre essas estruturas e os tecidos começam a envelhecer. Então, se esses ligamentos são feitos de fibra de colágeno, como é que eu devolvo para eles a sustentação e a estabilidade, de manterem os tecidos na posição correta? Com bioestimulador, seja ele injetável, como, por exemplo, a hidroxiapatita, o próprio Harmonique, que eu acabei de citar, né? Nós temos o Sculptra, que é um bioestimulador. Nós temos os fios de PDO, né, os hilos de PDO, ilusilos para estímulo de colágeno. Então, nós temos várias alternativas para devolver a sustentação desses ligamentos. É como se eu tivesse um elástico, pessoal. Imagina um elástico novo, né? Um elástico que eu traciono, ele é novo, ele tá bem firme, ele vai esticar e volta. Com o passar do tempo, se eu usar muito esse elástico, ele começa a ficar frouxo, né? Ele começa a ficar mais sem tanta resistência. E é isso que acontece com esses ligamentos. Eles perdem a resistência e começam a aumentar esse processo de envelhecimento, começam a deixar que o tecido ptose, que o tecido caia.

Porque são, e dando esses compartimentos, a gente chegou em dois conceitos bem legais, tá? São importantes. O primeiro conceito deles é o conceito de reconexão tecidual. Ou seja, deixa eu voltar aqui. Da Catarina perguntou se todos os ligamentos na imagem anterior, vocês estão ligamentos verdadeiros. Deixa eu voltar aqui, Katrine. Não, nem todos são ligamentos verdadeiros, tá? Por exemplo, o ligamento massetérico, tá, que é esse que a gente vê aqui, ó, são ligamentos falsos, OK? O ligamento mandibular e o ligamento do platisma são ligamentos verdadeiros, tá? Por exemplo, não sei se vocês conseguem enxergar aí, ó, se eu faço força aqui no platisma, olha como marca essa região aqui do ângulo da mandíbula, porque esse liga é muito sincero em osso, então ele tem uma força muito grande, tá? Nessa imagem lateral aqui na esquerda, o ligamento de Trofe é um ligamento verdadeiro, tudo bem? Tá? Ele tem origem lá na base óssea. O ligamento massetérico, tá, não é um ligamento verdadeiro, então, ligamento falso. O ligamento zigomático-cutâneo, esse é o ligamento verdadeiro. Ligamentos septo-adesão temporal, verdadeiro. Ligamento de retenção orbicular, falso, porque origem em músculo, tudo bem? Então, vai depender da região, eu vou ter ligamentos falsos e ligamentos verdadeiros, tá? Todos que têm origem em osso, são ligamentos verdadeiros. Todos que têm origem em músculo, são ligamentos falsos.

Então, como eu estava dizendo, a reconexão tecidual é eu promover um estímulo, né, para que meu organismo reconecte esse tecido através dos septos, né, dos ligamentos falsos. Então, eles que vão reconectar essas camadas, seja como preenchedor, seja com bioestimulador de colágeno, né? Eu tenho alternativas para trabalhar diversas camadas diferentes. Agora voltou. Pronto. Deu uma oscilada na internet aqui. Então, a reconexão tecidual é quando eu consigo promover a reunião, né, reunir esses ligamentos aqui. Porém, o excesso de preenchimento, né, colocar muito produto, trouxe uma condição que foi classificada também pelo Cotofana como overfilled syndrome, né, ou a síndrome do excesso de preenchimento. O que que isso quer dizer? Se eu preencher demais uma face, se eu colocar muito produto numa face jovem, por exemplo, eu corro o risco de desvendar esse ligamento de tal maneira que ele não tem capacidade de retornar à sua posição original. Ou seja, a gente entendeu que a harmonização hoje tem um conceito de que menos é mais. Ou seja, quanto menos produto colocar, mais natural, melhor vai ser o meu resultado, tá? Eu vou conseguir controlar muito bem esse processo de envelhecimento sem causar um problema no meu paciente.

Então, aqui no Brasil, por exemplo, a gente teve durante um tempo, né, muitas filosofias de trabalho que eram de exageros, de muito produto. Pacientes que eram preenchidos com 50, 70, eu já vi casos de 80 seringas numa face jovem. Isso não é natural, pessoal. Isso não é aceitável pelo meu organismo dessa maneira. Se eu coloco muito material preenchedor, eu vou distender demais esses ligamentos de retenção, sejam eles verdadeiros ou falsos, e desligamentos de conexão, e eles não vão retornar. Então, depois que aquele material preenchedor foi reabsorvido, o ligamento não volta. Então, eu peguei uma face jovem e causei uma flacidez exagerada nela, tá? Isso não é bom para mim, tudo bem? Então, eu tenho que evitar ao máximo esse tipo de situação.

Aqui nós vemos o ligamento de retenção orbicular, tá, um ligamento verdadeiro com origem lá no osso, tá? Nós temos aqui o músculo orbicular, nós temos o SOOF, tá, que é o compartimento profundo, e a região espaço pré-zigomático, né, essa região mais lateral da região dos zigomáticos. E aqui a síndrome do pillow face, que eu falei para vocês, uma face muito preenchida, né? Eu vou acabar causando desprendimento. Mas eu consigo ver nessas imagens e entender um pouco melhor esse mecanismo, né, do processo de envelhecimento desses ligamentos.

Então, aqui nessa imagem, ah, é um paciente jovem, né? Reparem como os ligamentos estão bem esticados, né? Já de origem no osso, ele tá lá em cima promovendo sustentação. Já o ligamento falso, aqui, ó, conforme ele vai envelhecendo, olha como forma uma flacidez exagerada, né? E aí eu preciso, em camadas distintas, né, com a quantidade certa de produto, conseguir reorganizar esse tecido. Então, eu acho que essa ilustração, ela é perfeita para vocês entenderem como esse processo de envelhecimento ocorre nessa região de terço médio, de outras regiões, e como eu consigo, com vários tipos de materiais preenchedores diferentes, com várias técnicas diferentes, reestruturar todas essas camadas e devolver o suporte para esses ligamentos que estão presentes, tudo bem?

Bom, pessoal, finalizamos essa parte dos ligamentos de retenção, dos compartimentos de gordura. Eu queria saber se alguém tem alguma dúvida sobre essas estruturas. Ainda vamos falar um pouquinho sobre sistema muscular, tá? Nosso foco vão ser os músculos da cabeça e do pescoço. Nossa área de atuação, né? A principal diferença dos músculos que nós temos na face, diferente dos músculos que nós temos no restante do corpo, é a principal função, né, dessa musculatura é a contração da pele, né? E não a contração óssea, né? Não a movimentação óssea como a gente tem em outros músculos no corpo todo. Então, a gente vai ter aí uma disposição dessa musculatura, com exceção de alguns músculos, né, para contração muscular. Então, a gente vai ver a ação dos músculos da face na pele, na epiderme, na derme, e nós vamos ter, por conta dessa contração, dessa disposição desses músculos, a formação de rugas dinâmicas e, consequentemente, com o processo de envelhecimento, rugas estáticas. Então, nós vamos ver desde o terço superior, passando pelo terço médio, até a gente pegar no terço inferior da face, e também vamos falar um pouco sobre pescoço.

Bom, a divisão que eu tenho em relação aos músculos, eu vou ter os músculos da mastigação, tá? Vou ter os músculos da expressão facial, os músculos anteriores do pescoço, os músculos laterais do pescoço e os músculos posteriores do pescoço. Em relação aos músculos da mastigação, os principais que eu tenho é o músculo temporal, músculo masseter, músculo pterigoide medial e músculo pterigoide lateral. São músculos que vão fazer, né, uma grande maioria deles, elevadores da mandíbula. Então, são músculos que vão sim fazer atração óssea, diferente dos músculos da expressão facial. Entre eles, nós temos o músculo occípito-frontal, tá? Occípito-frontal. Então, sempre quando eu for falar dessa região, eu tenho que falar o nome sobrenome. Músculo occípito-frontal, ventre frontal, que é esse músculo dessa região frontal, tá? O vetor dele é superior, formando essas rugas horizontais. Músculo orbicular dos olhos ou músculo orbicular das pálpebras, tá? É esse músculo que é um esfíncter, nomenclatura de músculo, que ele fecha num único sentido, tudo bem? Músculo corrugador do supercílio, está nessa região. Músculo, tá aqui no centro, ele é responsável por abaixar essa região da tabela nasal da boca. Levantador do lábio superior, zigomático menor, zigomático maior, bucinador, levantador do ângulo da boca, risório, abaixador ou depressor do ângulo da boca, abaixador do lábio inferior, mentoniano e platisma. Aí a gente tem mais alguns que não foram citados aqui, tá? Mas a gente tem o levantador da asa do nariz e do lábio superior, o levantador da asa do nariz, o depressor do supercílio, tá? Mas a gente vai focar nos principais músculos que nós vamos trabalhar, principalmente com o uso da toxina botulínica, tá? O Botox, principalmente os músculos que formam as expressões faciais do terço superior, médio, inferior, e naqueles músculos que vão também, muitas vezes, causar uma tensão, hipertrofia. E aí nós vamos ter o tratamento funcional. Você usa toxina, né, que vai ser para o relaxamento da musculatura e por uma ação de inibição da liberação de neurotransmissores.

Músculos anteriores do pescoço: nós temos o platisma, tá? Platisma é um lençol músculo grande que recobre toda essa região do pescoço. O esternocleidomastóideo, né? Nomenclatura da posição dele, esterno, cleido, mastóideo, origem, inserção, tudo bem? Músculo supra-hióideos: nós temos o digástrico, o milo-hióideo, o gênio-hióideo e o estilo-hióideo. Estão acima do osso. E nós temos os músculos infra-hióideos: o esterno-hióideo, o esterno-tireóideo e o omo-hióideo, tá? São os músculos que estão abaixo aqui da cartilagem tireóide, abaixo também do osso hióide, infra-hióideos. E os músculos vertebrais anteriores, que é o reto da cabeça, o longo da cabeça e o longo do pescoço, está mais regiões das vértebras na região anterior do pescoço.

Na porção lateral, nós temos os músculos escalenos anterior, médio e posterior, tá? Nessa porção lateral do pescoço. Nós temos os posteriores do pescoço: trapézio, o esplênio da cabeça, o esplênio do pescoço, o semi-espinhal da cabeça, o semi-espinhal do pescoço, o reto posterior maior da cabeça, o reto posterior menor da cabeça, o oblíquo inferior e oblíquo superior da cabeça, tá? Então, aqui nós temos toda a musculatura principal para que a gente faça mastigação, para que a gente faça movimentação, né, com o pescoço e para que a gente faça expressões faciais com esses músculos. Aí os vetores musculares também são questões importantíssimas para a gente entender para onde esse músculo está tracionando, né? Qual é o sentido de tração desse músculo? Porque se eu entendo os vetores musculares, eu vou entender também aonde vai ser a formação da minha ruga.

Então, por exemplo, o músculo occípito-frontal, o ventre frontal dele, ele tem um vetor de elevação, então ele eleva, né, essa região da fronte, formando rugas horizontais aqui. Nesta rugas são horizontais nessa região da fronte. Já na região da glabela, nós temos os corrugadores, que são dois, um de cada lado, os depressores do supercílio e o músculo prócero. Os corrugadores, depressores, vai fazer um sentido, um vetor para baixo, mirando para baixo nessa região. Se vocês olharem aqui, ó, quando a gente faz cara de bravo, né, o bravo faz assim, os corrugadores puxam para baixo e para o centro. Já o prócero puxa somente para baixo, OK? O músculo orbicular dos olhos, ah, esse músculo aqui grande, o vetor dele é para o centro, em direção ao globo ocular. Esse músculo fecha em direção ao centro, em direção ao globo ocular. Nós temos aqui um músculo levantador da asa do nariz e do lábio superior, nós temos o levantador do lábio superior, que é um vetor para cima. O nome já fala, levantador, então ele vai levantar, tá? O zigomático menor e os zigomático maior, que ambos vão elevar numa porção mais lateral, tá, da face. Nós temos um músculo risório, tá? O risório, ele que puxa essa porção da comissura labial para o lado, tá? Então, o vetor dele é horizontal para o lado. E nós temos aqui embaixo o depressor do ângulo oral, do ângulo da boca, depressor do lábio inferior e o músculo mentoniano. O mentoniano, diferente de quase todos os músculos do terço inferior, ele eleva, ele ajuda no selamento labial. Então, é o único músculo do terço inferior da face que faz um sentido de vetor para cima. Ele ajuda a gente a projetar aqui, ó, a pele do mento para cima e o lábio inferior também para cima, para ajudar no selamento labial. Então, basicamente, são esses principais vetores musculares que nós temos, tá? E aqui nesse esqueminha, a gente consegue ver a nomenclatura: corrugador do supercílio, o prócero, o orbicular do olho, músculo nasal. Nasal, vamos ter duas porções dele, tá? Vamos conversar um pouquinho sobre esse músculo. Levantador do lábio superior, zigomático menor, elevador do ângulo da boca e o músculo mentoniano ou músculo mental. E eu consigo ver nessa imagem ao lado como é que se formam as rugas, como se dispõem as rugas conforme os vetores musculares que eu tenho em cada região, em cada terço, em cada músculo envolvido, tá? Aqui nós conseguimos ver uma ilustração bem bacana mostrando, né, a fáscia, né, o movimento da face muscular e a relação dos músculos da face com a pele. Então, eu vejo um músculo relaxado nessa primeira imagem, né? Eu tenho a pele, eu tenho a gordura, tenho músculo, tenho osso, né? E eu tenho a inserção desse músculo lá na pele. Ele se insere na pele e conforme o paciente faz a contração muscular, eu tenho a formação das rugas dinâmicas, tudo bem?

Turma, então, como a gente estava conversando, nós temos aqui os principais vetores, né? O direcionamento de cada um deles, né? Então, dependendo da região e da direção de tração, eu vou ter os vetores formando as rugas dinâmicas e, consequentemente, com o processo de envelhecimento que nós vivemos, com a perda, né, de estrutura da pele, né, fibras elásticas e as fibras colágenas, não perdendo alimentação, a gente vai tendo a formação das rugas estáticas por conta disso, né? Então, a formação das rugas, ela passa por diversas camadas, é o que a gente está falando desde ontem, né? O tecido assim envelhece, eu estrutura, o ligamento envelhece, eu perco sustentação, a gordura superficial aumenta de tamanho, causa peso na face, o músculo contrai excessivamente, ou a contração muscular, eu deixo de produzir tanto colágeno quanto deveria, né? E começa a ter absorção desse colágeno, formando aí as rugas estáticas nessa região da camada mais superficial da pele, tá?

Então, nós vemos aqui a diferença do músculo da mastigação para os músculos da expressão facial, né? Então, os músculos da mastigação, ele se originam e se inserem no osso, tudo bem? Origem, inserção é no osso. Já os músculos da expressão facial, ele se originam no osso e se inserem na pele, tá? Na derme, diretamente na derme é a inserção dessa musculatura. Bem, essa é a principal diferença que nós vamos ter nos músculos que nós temos na face. Os músculos da expressão facial se inserem na derme, promovendo os movimentos que criam as expressões. São pequenos, são superficiais, desprovidos de fáscias e frequentemente se entrelaçam, ou seja, na região de músculos de expressão facial, eu não possuo fáscia, tá? Eu vou ter fáscia numa certa, eu vou ter fáscia no masseter, eu vou ter fáscia no temporal, principalmente duas fáscias, né? Fáscia, aquela camada branca que recobre o músculo, né? Eu tenho a fáscia superficial e tenho a fáscia profunda. E esses músculos muitas vezes eles estão entrelaçados, eles se sobressaem um sobre o outro, entrelaçam para dar também um pouco de resistência para a região. A contração dos músculos provoca, com o passar dos anos, as rugas, né, pelo fator da movimentação, da movimentação da pele sempre na mesma direção. Então, eu preciso, já nesse paciente que tem uma contração excessiva, controlar esse processo de formação de rugas estáticas. Eles servem tanto para manifestar emoções, tá, como para a função e a mímica, que seria o movimento da gente fazer as expressões faciais, de maneira geral, ajudar também no processo de sucção, no processo de mastigação, né? Eu tenho muitos orbiculares com uma função importante de vedar os lábios e evitar a entrada de ar, né, durante o processo de mastigação, seja mais tranquilo possível. Assim como o músculo orbicular do olho, né, ele também tem uma função de ajudar a gente a piscar, apesar dele não ser essencial nesse movimento, porque eu tenho um párpado superior, tá, inferior que ajudam, né, nesse movimento durante o movimento de piscar, me ajuda a lubrificar também o globo ocular.

Superficiais, a gente tem o zigomático maior e o zigomático menor, levantador do lábio superior, levantador do lábio superior e da asa do nariz, depressor do ângulo da boca e os orbiculares. Já os músculos que estão profundos, e quando eu digo profundo, ele está bem profundo, a gente tem o levantador do ângulo da boca, depressor do lábio inferior, o bucinador e o mentoniano, que estão mais superficiais em relação aos outros. Nós temos alguns que estão intermediários, como, por exemplo, o risório. Ele não está nem tão profundo, tá, e nem tão superficial comparado com esses todos aí que a gente acabou de ver.

Esta imagem, vocês têm na apostila de vocês, é uma cola, tá, para atividade que a gente vai fazer hoje. Então, nós temos aí evidenciados os principais músculos que nós temos na face, no pescoço, tá? Todos eles enumerados em três visões diferentes: uma visão 90 graus, a primeira imagem de perfil, numa vista frontal e numa vista 45 graus. Pessoal, entender a disposição desses músculos, saber o seu trajeto, saber a sua origem, sua inserção, é de extrema importância para eu conseguir fazer o uso da toxina botulínica de uma maneira mais efetiva, tá? Onde eu tenho músculo presente, aonde eu tiver musculatura ativa, eu posso trabalhar com toxina. Então, tem casos de pacientes que possuem muitas vezes paralisia facial, e a toxina botulínica é uma excelente alternativa para a gente trabalhar e equilibrar a face do paciente, para a gente conseguir trazer uma uma harmonia e uma estética melhor para a face do meu paciente.

Bom, vamos começar falando sobre o terço superior da face, tá? O terço superior, a gente vai falar especificamente do músculo occípito-frontal, ventre frontal. Nós vamos falar dos músculos corrugadores. Nós temos dois. Nós vamos falar do músculo prócero, do orbicular dos olhos e do músculo nasal, parte transversal, porque o músculo nasal, ele tem duas porções: ele tem a porção transversal e ele tem a porção alar, que é essa porção mais anterior na asa do nariz, que ajuda a dilatar, certo? E aí as narinas por conta disso. Então, nós vamos começar falando sobre esses músculos, dos principais vetores, sua origem, inserção, a vascularização que irriga cada um, a inervação de cada um que a gente vai ter aqui. Vamos lembrar o seguinte, ó: todos os músculos da expressão facial são inervados, tá, pelo sétimo par craniano, que é o nervo facial. Então, quem dá motricidade desses músculos, tá, dos músculos da expressão facial, é o sétimo par craniano, que é o nervo facial. É que a gente vai ter aí. Quando eu quero identificar esses músculos, eu posso fazer desenhos. Esses desenhos vão auxiliar vocês lá na frente, quando a gente for falar de toxina botulínica, porque eu consigo entender, por exemplo, porque no occípito-frontal eu tenho uma inserção da gálea aponeurótica, eu tenho uma reentrância da gálea aponeurótica nessa região central aqui, ó, forma um V nessa região da testa do meu paciente, e muitas vezes eu não devo, porque eu não vou ter ação sobre musculatura, aplicar toxina nessa região, tá? Os corrugadores, por exemplo, são músculos que eles têm um comprimento pequeno, tá? Além de serem especiais, são músculos com comprimento pequeno. Eles vão ter a sua origem aqui e inserção na cabeça do supercílio e vão até a metade do supercílio também.

Bom, vamos começar falando sobre o músculo occípito-frontal, tá? Ele tem a sua origem no ventre occipital, certo? Então, a origem desse músculo, os nomes dos músculos, pessoal, sempre levam primeiro a origem, tá, até a sua inserção, tá bom? Ventre occipital, fibras tendíneas curtas com origem na linha nucal suprema do osso occipital. Então, nessa parte superior, a gente vê aqui ao lado, essa linha verde que a gente vê nessa terceira imagem, é a linha nucal suprema do osso occipital. Essa é a origem do músculo. O ventre frontal não possui inserção óssea. Suas fibras mediais são projetadas do músculo prócero, ou seja, o músculo occípito-frontal, ele tem a origem lá atrás no osso e, dentre as fibras, na região do músculo prócero e do músculo depressor do supercílio, tá? Sua inserção é do ventre occipital na aponeurose craniana, posteriormente à sutura lambdoide, lambdoide, desculpem. O ventre frontal na aponeurose epicraniana, em plano ventral à sutura coronal, nessa parte mais superior, tudo bem? E a gente tem aqui o músculo têmporo-parietal, que é na aponeurose epicraniana, é uma das inserções da parte frontal do músculo occípito-frontal. Sinérgicos ao músculo occípito-frontal, tá? Nós temos antagonista: o corrugador do supercílio, o prócero, o abaixador do supercílio ou depressor de supercílio e o orbicular do olho. Ou seja, toda ação que o que o occípito-frontal faz de elevar aqui a testa, ela sofre uma ação antagônica de antagonismo do corrugador, do prócero, do abaixador do supercílio e o orbicular. Essa informação é de extrema importância para a gente, porque? Porque ela mostra para a gente que muitas vezes não adianta eu simplesmente querer trabalhar com toxina em um único músculo. Eu tenho que trabalhar em um conjunto. Então, trabalhar no frontal, trabalhar nos corrugadores, trabalhar no abaixador de supercílio e também no orbicular. Por isso que sempre, tá, já guardem isso daí, nas próximas aulas e principalmente para aula de toxina, sempre que eu for tratar um paciente com toxina botulínica, eu tenho que tratar em todo o terço superior da face, OK? Eu tenho que tratar ele em todo o terço superior, que corresponde a exatamente esses músculos que vocês vêm aqui: frontal, prócero, corrugador, ou orbicular e o nasal, porque estão todos músculos que agem, de certa forma, como antagonista da ação do frontal. E se eu não relaxar esses outros músculos, eu não vou ter um resultado tão eficiente da toxina, podendo causar, às vezes, tá, o que a gente chama de compensação muscular. Os outros músculos compensam a ação desses daí que a gente está vendo, né?

Nesse esquema, tá, sua inervação, tá, principalmente do ventre occipital, é pelo nervo auricular posterior, que é um ramo do nervo facial, tá? E o ventre frontal tem a sua inervação pelos ramos temporais também do nervo facial, que é do sétimo par craniano. A drenagem linfática ocorre pelos linfonodos auriculares cervicais superficiais, os linfonodos submandibulares e os cervicais superiores. Toda a sua vascularização acontece principalmente no ramo frontal pelos ramos da artéria supraorbital e da artéria oftálmica, usamos frontais da artéria temporal superficial, que é um ramo da artéria carótida externa. Já o ventre occipital recebe toda a sua vascularização pelo ramo occipital da artéria aurículo-posterior e do ramo descendente da artéria occipital, que é um ramo da artéria temporal superficial, que por sua vez é um ramo da artéria carótida externa, tá? E a drenagem venosa é realizada pela veia angular, tá, que continua com a veia facial e veia occipital, tá? E une-se à veia auricular posterior, que seguem para a veia jugular externa, tá? Então, essa toda comunicação que nós temos do retorno venoso, tá, dessa irrigação sanguínea que ocorre na região do músculo occípito-frontal, ventre frontal e ventre occipital.

Fatores importantes aqui, a gente tem um resumo sobre ele, né? Origem, inserção, as principais ações, né? Então, ventre frontal tem como ação elevar as sobrancelhas e enrugar a pele da testa. Então, quando nós temos uma situação de espanto, estou espantado com alguma coisa, eu elevo as sobrancelhas. Quem ajuda nessa elevação é o occípito-frontal. Quem faz uma ação antagônica são os músculos da glabela e o músculo orbicular dos olhos. Aqui nós vemos a diferença, né, nessa contração muscular do músculo occípito-frontal. E reparem que as fibras musculares, elas não são extremamente retas, elas são um pouco lateralizadas. Esse ponto vermelho que nós vemos aqui, ó, é o fascículo lateral do músculo frontal ou fascículo temporal do músculo frontal, que ele leva essa região para o lado. Então, a gente consegue ver, na segunda imagem, o nosso modelo fazendo essa elevação da cauda da sobrancelha, e nós percebemos a contração muscular aqui lateralizada, somente, tá? Então, é muito legal a gente entender essas diferenças, né, da contração e dos vetores dos músculos para conseguir saber para onde está indo.

Existem alguns estudos e tem um estudo muito bacana também do Contorno, não mostra que em alguns casos, né, nós temos um músculo frontal agindo em duas direções diferentes. E essas direções diferentes vão formar o que é considerado hoje a zona de convergência C. A zona de convergência C, ela vai se localizar nesta região aqui, ó. Vou passar uma linha para vocês conseguirem enxergar. Então, em alguns casos, vocês vão reparar isso na prática clínica de vocês, o paciente vai ter uma ruga gigantesca, muito forte, muito marcada nessa região, porque? Porque ele vai ter o músculo occípito-frontal, a parte do ventre frontal elevando nessa porção inferior, e nós vamos ter essa parte superior do occípito-frontal abaixando. Isso é o que nós chamamos de variação anatômica. Nem todos os pacientes vão ter essa condição dessa linha de convergência, tudo bem? E o que a literatura mostra para a gente é que muitas vezes, quando eu vou fazer a minha toxina botulínica, eu tenho que trabalhar em planos mais profundos. E quando eu digo profundo, não é justa ósseo, porque aqui a espessura de pele é muito fina, tá? A espessura é extremamente fina. Vocês vão ter aula de ultrassonografia, mas eu quero só mostrar uma imagem para vocês, vocês vão conseguir entender um pouquinho melhor a espessura dessa região frontal. É muito delicada, é muito, muito delgada, muito fininha, né? Então, a gente consegue entender o plano de aplicação sabendo o que eu quero relaxar e o quanto que eu quero relaxar essa musculatura.

Então, aqui a gente vê, deixa eu abrir aqui um pouquinho mais à frente na região frontal. Aqui, esta imagem, essa imagem é uma imagem de ultrassonografia. Vocês vão ter aula para saber interpretar, saber utilizar, saber manusear um equipamento como esse na clínica. E aqui a gente tem as camadas, ó. Essa imagem mais branca aqui na parte mais superior é a epiderme, tá? Aqui eu tenho a epiderme, abaixo eu tenho a derme, tá? Essa região aqui mais escura é o músculo frontal, tá? Frontal. E aqui eu tenho ligamentos, eu tenho tecido subcutâneo profundo, e eu tenho aqui o osso frontal. A gente fez medições, ó, se vocês repararem aqui, ó, foram feitas medições em todas essas camadas, e tudo isso somado não passa, pessoal, não passa de 9 a 10 mm. Ou seja, é muito fino, é muito pequena a espessura de tecido nessa região. Então, quando eu falo em aplicações superficiais de toxina, porque o músculo não está profundo, é extremamente especial. E quando eu digo profundo, não é enterrar a agulha, que só em uma camada um pouco mais profunda para poder trabalhar.

Então, essa zona de convergência C, ela se dá porque muitos pacientes, né, apresentam aí essa disposição, né, em dois sentidos diferentes: um sentido elevando e outro sentido deprimindo o músculo occípito-frontal nessa população, tá? Então, é uma variação que alguns pacientes podem apresentar. E aí eu vou ter a formação das rugas também de uma maneira diferente. Outra classificação interessante do músculo frontal é em relação à força muscular. Alguns pacientes apresentam essa daqui, essa disposição. As rugas ficam somente na região medial, tá? Então, a gente tem aqui uma região que nós chamamos de "strength", seria de força, na região medial, ou "waves", né, "waves" de ondas, né, as ondas do mar, né, que se formam ali, que tem aquela aquele comprimento maior, e aí as rugas se formam de uma disposição bem maior. Músculo frontal aqui, OK. Uma vista lateral, onde nós vemos os músculos auricular superior e o têmporo-parietal, que são músculos nessa porção lateral que tem como ação elevar a orelha. Então, muitas vezes a gente consegue fazer uma contração de elevação da orelha, tá, é por conta da ação desses músculos, além do occípito-frontal. Quase toda essa extensão do parietal aqui, ó, dos parietais, é distribuída por gálea aponeurótica, tudo bem? Eu só vou ter músculo mesmo aqui nessa região occipital e nessa região frontal do músculo occípito-frontal, tudo bem?

Aqui uma vista superior, onde nós fizemos a porção do occípito-frontal, ventre frontal, né? A sutura coronal, suturas sagital. Nós temos aqui os dois ossos parietais, osso frontal, osso occipital, e aqui o músculo occípito-frontal, ventre occipital, tá? Lateralmente, nós temos o auricular superior, tá, que tem como função aí uma elevação da orelha. Esse é o principal vetor do músculo, a parte ventral, parte frontal. E aqui uma disposição dos principais músculos que nós temos em todo o terço superior, terço médio e terço inferior da face dos nossos pacientes. Aqui o paciente fazendo a expressão, né, ele fazendo uma cara de espanto, conforme as rugas vão, o músculo vai contraindo, as rugas se formam nessa região mais central.

E agora, a gente vai falar um pouquinho sobre o músculo prócero, tá? O prócero, esse músculo no centro da glabela, ele é um dos principais responsáveis pela formação daquela ruga horizontal que se dá aqui na parte superior do nariz, tá? Então, quando forma aquela ruga horizontal aqui, quem está agindo é o prócero, tá? Sua origem é no osso nasal, na parte superior da cartilagem nasal lateral, tá? Então, osso nasal, esse osso que nós temos aqui, ó, essa parte superior. Sua inserção se dá na pele da glabela, tá? E as fibras do ventre frontal do músculo occípito-frontal. Então, ele vai se inserir nessa região do occipital e na pele, essa pele que a gente tem nessa região de glabela. Sua ação é rebaixar a extremidade medial da sobrancelha, tá? Então, quem promove essa depressão, esse rebaixamento da porção medial ou da porção da cabeça da sobrancelha, então a gente classifica como porção da cabeça e cauda da sobrancelha, tá? Por pressão mais distal aqui na porção medial, é quem faz essa ação é o prócero de abaixar. Sua inervação é dada pelos ramos temporal, zigomático inferior ou bucal do nervo facial, sétimo par craniano, tudo bem? E a sua irrigação, sua vascularização se dá da artéria angular e nasais laterais da artéria facial. Então, artéria angular e a artéria nasal lateral são as principais fontes de irrigação, né, através da vascularização do músculo prócero.

Músculo, ele é um músculo bem forte, né? Ele é como se fosse um triângulo nessa região central da glabela. Se o vetor é totalmente para baixo, então ele é um músculo que deprime essa região glabelar, tá? Então, esse é o principal vetor que nós vamos ter desse músculo, tá? Ele vai fazer depressão dessa região da glabela, OK? Essa é a principal ação dele, e ele é um músculo com uma espessura bem grande, pessoal. Então, é um músculo forte, por isso que alguns pacientes, principalmente homens, tendem a ter essa protuberância frontal mais avantajada e, consequentemente, essa musculatura mais forte, mais enrijecida, né? O que acaba dando uma força e muitas vezes criando rugas estáticas, né, aquelas famosas rugas do 11 nessa região do músculo prócero, tudo bem?

Corrugador do supercílio, né? Os músculos corrugadores estão de extrema importância para nós, para o nosso conhecimento, tá? Ele tem a sua origem na extremidade medial dos arcos superciliares, tá? E as fibras do músculo orbicular dos olhos. Então, ele está se originando em toda aquela região, mas ele tem, ele tem origem óssea, tá? E a sua inserção é na pele acima da margem da margem média supraorbital, ah, então ele vai se inserir aqui nessa região. E a sua principal ação é criar rugas verticais na glabela, tá? Então, quem forma a famosa ruga do 11, tá, aquela ruga do 11 que se forma na glabela, é a ação do músculo corrugador e lateralmente. Então, eles fecham, eles contraem para o centro e formam a ruga do 11. A inervação, né, desse músculo é pelos ramos temporais, tá, do nervo facial, do sétimo par craniano. E a sua irrigação, sua vascularização se dá da artéria oftálmica, da artéria temporal superficial, principalmente dos ramos que vêm aqui zigomático-orbital.

Aqui nós temos a disposição dos músculos corrugadores, né? Eles são como se fossem gotas nessa região aqui, e eles contraem para o centro, tá? Juntamente com o prócero, que deprime essa região. Trabalhar sobre esse músculo com toxina botulínica é de extrema importância até para o resultado melhor na região frontal, né? Porque conforme esse músculo contrai para o centro, né, e o prócero puxa para baixo, eu puxo o frontal também para baixo. Então, muitas vezes, eu vou aliviar essa ação do frontal, impedindo a formação de rugas horizontais aqui e a formação de rugas verticais nessa região da glabela, tá? Ele está profundo em relação aos outros músculos. Qual a profundidade encontramos a artéria nessa região, Catherine? Aqui, nessa região, a artéria está bem superficial, tá? É quando a gente vai enxergar, por exemplo, artérias supra-proclear, que nós temos aqui, além da supraorbital, tá? São as principais artérias nessa região. Elas estão bem superficiais. Se a gente avaliar aqui, ó, essa imagem dá para ver, ó, esse músculo aqui é o corrugador, tá? As artérias estão sobre esse músculo, tá? Artéria supra-proclear passa por cima do músculo corrugador. Então, muitas vezes, quando eu vou fazer uma toxina botulínica, eu passo por esse músculo. Aí entra uma outra questão: o fato de eu passar por esse músculo com a toxina, existe risco? Vocês acham que existe risco trabalhar com toxina nessa região? Vocês puderem responder aí no bate-papo, só para a gente poder tirar uma dúvida que é muito comum, tá? Existe risco trabalhar com toxina botulínica nessa região por conta da presença dessas artérias mais superficiais? Ou isso não interfere em nada para mim, com trabalho para toxina botulínica? Vai ter alguma diferença?

Perfeito, Ângela. O único risco que eu tenho com a toxina é de ter um hematoma, tá? Em relação às artérias, mas como nós utilizamos, utilizamos uma agulha bem fininha, uma agulha bonita, uma agulha menor, não existem riscos de complicações maiores. Hematomas muito grandes são hematomas bem controlados, mas não existe risco de comprometimento vascular, né? Essa toxina cai na corrente sanguínea, né? Ela só não vai chegar no músculo e eu não vou ter o resultado esperado. Perfeito. Exatamente isso, tá? O que eu quero, muitas vezes, nessa região, quando eu trabalho perto aqui no músculo corrugador, é evitar, OK? Evitar uma proximidade dessa toxina com essa estrutura que vocês enxergam aqui, ó, mais esbranquiçada, que é o septo orbital, tá? Então, o risco que eu tenho de trabalhar com toxina nessa região de glabela não está relacionado com o comprometimento vascular, mas está sim relacionado, tá, com o risco de uma ptose palpebral. O hematoma é uma complicação comum, tá? Mas eu quero sim evitar uma ptose palpebral, por quê? Porque o músculo corrugador, ele está intimamente relacionado ao septo orbital. E o septo orbital é uma película fininha, branca, tá, que recobre toda essa porção do músculo orbicular, que ela está abaixo, na verdade, do músculo orbicular, e ela está relacionando-se com o músculo, com o músculo elevador da pálpebra superior, ou famoso músculo de Müller, tudo bem? Então, aqui a gente consegue enxergar a disposição dessa região da glabela, né? O prócero, os corrugadores, o depressor do supercílio, frontal, né? E a movimentação de cada um dependendo da área que ele for contrair e formar.

Então, aqui eu tenho uma disposição conforme o desenho dos corrugadores do supercílio. Lembrando que o corrugador está profundo, e esse músculo aqui que eu enxergo, esse desenho que eu vou fazer aqui para vocês, esse é o corrugador. Só que acima do corrugador, eu tenho outro músculo que está aqui, ó, que é o depressor do supercílio, tá? O depressor, ele está bem superficial em relação ao corrugador, tá? Ele está acima do corrugador, está nessa posição exata aqui, ó. Aqui eu tenho depressor do supercílio, abaixo eu tenho o corrugador, e aqui eu tenho músculo prócero, tudo bem? E o depressor, ele é responsável por baixar bem, tá, essa parte da cabeça do supercílio do meu paciente, tá? Então, nós temos corrugador, prócero e depressor do supercílio presente nessa região de glabela, tá? Então, aqui nós temos um pouquinho mais sobre o corrugador, sua origem, né, a extremidade medial dos arcos ciliares e na fibra do músculo orbicular. Sua drenagem linfática pelos linfonodos submandibulares, né? E a gente viu ali que a sua irrigação se dá principalmente pelos ramos da artéria angular, supraorbital e supratroclear.

Cadeirinha, o músculo que pode causar ptose palpebral é o músculo elevador da pálpebra superior. Acontece o seguinte.

Como esses, todos esses músculos aqui da mímica facial, eles estão todos próximos e muitas vezes entrelaçados. O fato do músculo corrugador estar profundo, tá? Nessa imagem a gente vê bem, ele está bem profundo, tá? Esse é o corrugador do supercílio.

Nós temos uma outra estrutura. Eu vou conseguir achar melhor. Aqui nós temos essa estrutura aqui, ó. Essa imagem é perfeita. O corrugador e nós temos o septo orbital. Eu aplico a toxina no corrugador, eu não aplico toxina superficial aqui na glabela. Precisa atingir esse músculo, ele é o principal responsável pela contração muscular da glabela. Então, muitas vezes, se eu não faço uma aplicação correta nessa região, eu posso ter uma migração dessa toxina para o septo orbital. E esse septo orbital funciona como uma, uma, como se chama? Como se ele ampara os tecidos. É uma esponja. Uma esponja que tem o poder, nas facilidade, ele dos líquidos, certo?

Então, um septo orbital é como se fosse uma esponja. Ele absorve essa toxina e joga essa toxina numa porção mais inferior. E aqui, ó, nós temos nessa imagem, nós conseguimos ver esse músculo aqui, ó, que eu estou destacando no contorno. Tá? Ele se músculo é o músculo tarsal superior, tá? E além disso, nós temos um outro músculo, um pouquinho mais atrás, que é o levantador da pálpebra superior, que é esse músculo aqui, ó, tá? O levantador da pálpebra superior, ele está próximo ao músculo tarsal e eles estão se correlacionando.

Então, se a toxina que eu aplico aqui no corrugador do supercílio, ela cai, atinge o septo, o septo vai espalhar essa toxina nesses músculos aqui. E aí eu vou ter uma ação sobre o músculo levantador da pálpebra superior. E eu corro o risco de ter, então, uma ptose palpebral por conta disso. Tudo bem?

Então, o risco de ptose palpebral se dá por conta da ação da toxina, de um espalhamento dessa toxina sobre o septo orbital, atingindo o músculo levantador da pálpebra superior, tá? Então, quem causa ptose da pálpebra é o levantador da pálpebra, mas uma aplicação errada, tá, no corrugador pode causar essa ptose palpebral. Tudo bem?

Então, eu preciso ter esse entendimento nessa correlação, tá, de todos esses músculos envolvidos aí nessa região, porque eles são todos pequenos, né? São todos músculos pequenos com uma ação em conjunto, muitas vezes, né? São todos eles enervados pelo nervo facial, sétimo par craniano. E ocorre esse risco de atingir altura indesejada.

O depressor do supercílio, ele está localizado medialmente à órbita, tá? E a sua natureza é controversa. Existem poucas descrições anatômicas impressas, tá? E em muitos estudos que consideram-se como parte do músculo orbicular dos olhos. Ou seja, existem artigos, existem livros, existem atlas de literatura que consideram esse músculo como uma parte do orbicular. E outros autores, e eu concordo, tá? Eu concordo com os autores que classificam como músculo independente.

Porque o orbicular, ele fecha para o centro. Tudo bem? O músculo orbicular, ele é concêntrico, ele vai ter o formato de esfíncter e vai fechar para o centro do globo ocular. Já o depressor do supercílio, ele vai ter uma forma de puxar para baixo, tá? Então, numa direção mais local, para baixo, e não em direção ao globo ocular, tá?

Então, por conta disso, né, muitos autores classificam ele como músculo distinto e individual sobre o movimento da sobrancelha e da pele da glabela. Mas ele é tão fino, ele é tão espesso, é até difícil em uma dissecação, né? Agora, vocês viram ontem que o Maurício, professor Thiago, comentou sobre o curso de Nova York que nós vamos agora em novembro, né? Então, estamos há poucos dias aí de estar lá em Nova York, num curso de anatomia topográfica. Então, nós temos uma revisão anatômica, nós fazemos a dissecação nas espécies, nos cadáveres, nós podemos passar os fios, podemos passar os preenchedores, podemos fazer bichectomia, fazer lipo, tudo no cadáver e depois fazer a dissecação para conseguir aprender onde estão as cânulas, onde estão tudo isso.

E em muitas dissecações que eu já tive a oportunidade de realizar, é muito difícil a gente conseguir enxergar o depressor do supercílio, né? É um músculo muito fino, muito superficial, tá? Ele está intimamente, suas fibras se confundem com o prócero, se confundem com o frontal. Mas eu tenho que entender que ele está ali e ele está presente também nessa contração.

Então, nessa imagem, nós vemos aqui, ó, no canto direito inferior, nós vemos claramente o depressor do supercílio, tá? Corrugador e o prócero. OK? São os três principais músculos nessa região. Mas muitas vezes, quando eu trabalho no corrugador, ou o fato de relaxar este músculo aqui, eu já possuo uma ação sobre o depressor do supercílio, tá? Eu já consigo impedir que esse músculo tenha uma movimentação excessiva e que muitas rugas se formem.

A gente vai ver um pouquinho da disposição do movimento, né, de contração desse músculo e na formação da ruga. Sua origem é na porção nasal do osso frontal, tá? Nessa porção nasal, o processo nasal do osso frontal, no ângulo medial do olho, tá? Nessa parte mais lateral. Existem até alguns estudos. Eu vou mostrar para vocês na aula à tarde, alguns estudos, por exemplo, você baixa um contorno que ele fala que a aplicação de toxina pontual aqui, ó, nessa região mais interna, no ângulo medial do olho, é mais efetiva do que nos corrugadores.

Eu acho que tudo depende de uma curva de aprendizado, né? Para quem tem experiência, pode fazer esse ponto. Para quem está começando, vamos fazer os pontos com segurança para ir evoluindo na de aprendizado, tá? Então, sua origem na porção nasal do frontal e a sua inserção na pele do supercílio, tá? Assim como os outros músculos, eles se inserem na pele do supercílio, nessa região. Sua principal função é a depressão da pele da fronte e do supercílio. Então, ele vai deprimir essa pele da fronte do supercílio, fazer uma depressão, certo?

E a sua principal vascularização se dá por três ramos, tá? Artéria supraorbital, tá? A supraclear em alguns filamentos, algumas arteríolas e ramos da artéria angular. E a sua drenagem venosa através da veia facial, que vai seguir todo aquele trajeto até chegar na jugular externa. Tudo bem?

Então, essa é a principal, as principais informações, né? Origem, inserção, vascularização e inervação do músculo depressor do supercílio. Então, aqui nós conseguimos ver a ação desses músculos em conjunto, tá? Nós temos ação dos corrugadores, conforme a gente faz cara de bravo. E essa imagem aqui, ela é perfeita, né? Olha que bacana como a gente consegue ver o músculo se desenhar, pessoal. Olha o desenho da musculatura aqui, né?

Pode perguntar se quiser mandar por áudio, fica à vontade, tá? Pode ligar o microfone e perguntar. Já tá digitando, só esperar ali mais um pouquinho. Tudo bem? Pode escrever, se você quiser, pode escrever. Tudo bem? Pode deixar aí, a gente vai dando sequência. Assim que você escrever, a gente já tira sua dúvida, tá?

Então, a gente consegue enxergar perfeitamente aqui a disposição dos músculos. Então, reparem esta ruga aqui, ó. Deixa eu destacar com uma seta. Reparem essa ruga que se forma aqui, ó, aqui embaixo, tá? Essa ruga eu vou colocar aqui uma cor vermelha. Essa ruga é formada pelo prócero, tá? Que forma essa linha horizontal. É o prócero. Porque o músculo prócero, ele tem essa disposição aqui, ó. Ele tem essa disposição. Ele se insere aqui nessa região. Ele está dentro dessa região aqui. Eu tenho o prócero. Então, vou colocar em vermelho o que for do prócero para a gente conseguir entender.

Então, ele vai fazer o movimento para baixo, tá? Ele vai deprimir essa região, formando essa ruga que está aqui, destacado pela seta vermelha. E nós temos aqui ao lado o músculo corrugador e também o depressor do supercílio. Se eu fizer exatamente esse desenho aqui, ó, eu tenho o corrugador. O corrugador, ele termina mais ou menos no centro da pupila do meu paciente, tá? Então, o músculo que termina aqui nessa região. E é ele quem vai formar essa ruga aqui na cabeça da sobrancelha, tá? Então, ele vai formar essa ruga na cabeça da sobrancelha, porque o sentido dele vai ser para o centro, tá? Ele vai ter esse sentido de contração.

E acima do corrugador, eu tenho o depressor do supercílio, tá? Que está nessa região aqui, vindo um pouco mais no ângulo, tá, da cavidade do olho, aqui da cavidade orbital. Tudo bem? E aí, ele ajuda a deprimir e a formar essa região. Essas pequenas outras rugas que se formam aqui são pela ação do depressor do supercílio, tá? Essas rugas menores.

Então, quando eu trabalho com toxina nessa região, eu tenho que trabalhar sobre toda essa musculatura que a gente tem nessa região. Então, claramente, o que a gente replicou no desenho aqui embaixo é o que a gente tem aqui em cima. Então, eu tenho depressor do supercílio abaixando e indo para o centro, corrugador jogando tudo isso daqui para o centro, formando a ruga horizontal e formando essas rugas oblíquas nessa região, tá?

A elevação da zona medial, né, da sobrancelha é por contração de qual músculo, tá? É posterior à aplicação da toxina. Então, quem é responsável pela elevação dessa porção medial da sobrancelha é o próprio frontal, tá? Hoje, o conceito de aplicação de toxina é que a gente trabalha de uma maneira mais leve. Eu tenho que lembrar que a toxina, ela não vai agir em todo músculo, ela vai vir porções que vão diminuir a contração. Mas quem continua elevando, tá, a sobrancelha, principalmente nessa parte medial, tá, é o próprio músculo occipitofrontal, por uma ação muitas vezes compensada do ventre occipital.

Para quem já faz toxina, sabe que às vezes é comum o paciente relatar após aplicação cefaleia de cabeça. Por que que acontece isso? Porque dois motivos: o primeiro, ansiedade e dor da aplicação. E o segundo motivo principal deles é porque, conforme eu relaxo o músculo occipitofrontal, eu tenho uma compensação dos outros músculos. Então, o auricular superior compensa o occipital, né? O ventro occipital compensa. Então, eu consigo mesmo assim ter uma leve contração do frontal, mas eu compenso a ação muscular desse músculo relaxado com os outros, tá?

Então, quem faz a elevação da sobrancelha nessa região medial é um músculo occipitofrontal. Ele ainda relaxado permite a elevação dessa região. Tudo bem? Ficou claro, Catherine? Tirou sua dúvida? Maravilha. Gracias. Isso aí, pessoal. Me perguntem porque vocês não podem identificar com dúvidas, tá? Ter todas as dúvidas são importantes para que a gente esclareça tudo isso, tá?

Então, aqui a gente vê a disposição desses músculos. Músculo levantador, tá, da pálpebra superior, é um músculo importantíssimo para nós, porque a gente quer evitar uma ação da toxina sobre ele, que a gente já conversei com vocês há pouco. Ele está localizado na cavidade orbitária, acima do globo ocular, e é um músculo triangular que se estende do teto da órbita, tá, até a região, até a região mais anterior da cavidade orbital. Sua origem é na asa menor do osso esfenóide, tudo bem? E a sua inserção na placa tarsal superior.

Então, lembra que eu mostrei naquela outra imagem a relação que um pouquinho mais à frente, aqui, ó, a relação do músculo levantador da pálpebra com o músculo tarsal superior é porque a sua inserção se dá nessa placa tarsal, que permite a elevação, o movimento do globo ocular de uma maneira geral. Então, eu tenho uma conexão muito grande em todos esses músculos aqui nessa região. A gente dá pouca importância para os músculos dessa região orbital, mas eles, eles são músculos interessantíssimos de a gente estudar e conhecer mais, porque eu evito muitas intercorrências com toxina botulínica, né?

Uma das mais comuns, comuns entre aspas, né, porque a gente evita o máximo, é ptose. E entre elas, a gente tem também a diplopia, quando o paciente começa a perder, né, aquela sustentação do globo ocular e tem um movimento involuntário, então, da região. Então, a gente tem a inserção do músculo levantador da pálpebra superior. Vocês vão encontrar na literatura este músculo com outro nome, tá? Ele apresentar como músculo de Müller. É uma outra nomenclatura que esse músculo pode apresentar, tá? Músculo de Müller ou levantador da pálpebra superior.

Ele se insere na placa tarsal superior, tá, com tecido conectivo da pálpebra e da pele. Função: ele eleva a pálpebra superior. Quem fecha a pálpebra é o músculo orbicular dos olhos. Quem faz movimento de fechar, de abaixar, é o orbicular dos olhos. Então, eu tenho que tomar cuidado também para não ocorrer um relaxamento excessivo do orbicular, o que que vai causar um peso na pálpebra. E aí é muito, muito comum, muito comum, muitos profissionais confundirem uma queda em bloco, queda em bloco, e quando eu tenho relaxamento excessivo desses músculos com uma ptose palpebral, certo?

Então, ptose palpebral é quando perco o movimento do músculo da pálpebra superior, elevador da pálpebra. E queda em bloco é quando eu relaxo ou demais o frontal ou eu relaxo de mais o músculo orbicular do olho, tá? Sua inervação se dá pelo nervo oculomotor, então é um nervo de função praticamente motora. Essas fibras são praticamente motoras, tá? E a sua vascularização se dá pela artéria oftálmica e pela artéria supraorbital, que irriga esse músculo. É artéria oftálmica e a artéria supraorbital. Lembrando que a artéria supraorbital ela tem duas bandas, e a banda lateral.

Aqui nós temos um movimento que mostra, né, o músculo da pálpebra superior, ele funciona como se fosse um anzol, a ponta dele, né? Eu tenho uma ancoragem, tem lá na asa menor do esfenóide, né, que é a origem desse, e a sua inserção na placa tarsal. Então, conforme eu tenho a contração desse músculo, ele eleva a placa tarsal para trás, uma região mais posterior, tá, permitindo a abertura da pálpebra superior, tá? Esse é o movimento que faz o músculo elevador, tá, o levantador da pálpebra superior.

E aqui nós vemos um exemplo, né, de um paciente com músculo relaxado, né? O paciente com olho aberto. E conforme ele aumenta essa abertura dos olhos, tracionando esse músculo mais para trás, é possível a gente fazer isso quando a gente arregala, né, aumenta os olhos, né? Eu tenho um olhar mais aberto, uma cara. Eu tenho uma ação conjunta do frontal e de todos esses músculos aqui, permitindo a abertura do olhar. OK?

Além desses, nós temos outros músculos que estão envolvidos, né, nessa porção dos olhos, na cavidade orbital e também no globo ocular. E existem algumas intercorrências que se dão por conta da toxina atingir esses músculos aí. Então, nós temos um músculo superior, o reto superior, o reto lateral, o reto medial, tá, e o reto inferior, além do músculo superior oblíquo, o inferior oblíquo e o levantador da pálpebra superior. São todos os músculos que vão permitir o movimento, certo? O movimento do globo ocular.

O músculo reto lateral, ele permite uma visão lateral. Quando eu estou olhando aqui para vocês, para a câmera, e giro o meu globo ocular para o lado para enxergar aqui a minha lateral, quem faz esse movimento de translação lateral é o músculo reto lateral. Se eu aplico toxina e eu, infelizmente, relaxe um desses músculos, principalmente o reto medial, porque o músculo reto medial, ele está próximo a essa porção mais medial aqui da cavidade orbital, e se minha toxina migrar e atingir esse músculo, eu posso perder esse movimento do globo ocular. E eu perco um pouco a visão lateral e a visão medial, tá? O que dá a famosa diplopia.

Diplopia é o nome dado quando o paciente perde o controle do globo ocular. Eu perco, ele começa até ter uma visão mais embaçada por conta disso. Não é amaurose. A amaurose é a diminuição do fluxo sanguíneo. E eu tenho embaçamento, né? Ficar visão meio embaçada, um pouco como se fosse na neblina, um pouco. Não é muito fácil enxergar, certo?

Então, eu tenho por conta disso. Já o músculo superior, o reto superior, ele permite três quartos da visão para cima. Ou seja, permite que eleve, veja a região mais superior junto com o levantador da pálpebra superior. E quem permite que essa elevação, né, da placa tarsal, uma visão inferior, é dada pelo músculo oblíquo superior, tá? Ele quem permite essa elevação para baixo. Ele gira o globo ocular para baixo. E pelo reto inferior. O reto inferior contrai, puxa o globo ocular para baixo, enquanto o oblíquo superior gira o globo ocular para uma visão mais inferior, tá?

Então, é muito importante ter esse entendimento, né, dessa ação desses músculos em conjunto, sem citar, talvez para mim, o músculo mais importante dessa região, que é o orbicular dos olhos. Então, orbicular dos olhos tem a sua função de contração, uma função de esfíncter, de fechar nessa região, permitindo fechar a pálpebra e permitindo uma lubrificação do globo ocular também. Combinado?

Então, nós vamos encerrar a nossa aula da manhã. Agora, são 11:50. Nós voltamos à tarde, na, agora são 11:50. Nós voltamos às 13:30, mesmo horário que nós voltamos ontem, para a gente continuar, tá? E falar um pouco mais sobre os músculos do terço médio, do terço inferior e do pescoço de uma maneira geral. E nós vamos ter uma atividade onde eu vou passar para vocês alguns modelos, tá? E vocês vão responder para mim. Então, eu peço que no período da tarde, se vocês tiverem uma folha de caderno ou uma folha sulfite, folha A4 e uma caneta para que vocês possam escrever. E aí vocês vão fazer essa atividade juntamente. Nós vamos fazer em conjunto aqui e vocês vão encaminhar para uma foto lá no grupo, tá? Uma foto simples para que a gente possa armazenar essas atividades de vocês. Tudo bem?

Então, agradeço a sua atenção de vocês, a participação hoje. Acho que vocês estavam um pouco mais participativos, isso é muito importante para o nosso fluxo de aula, né? Eu preciso também ter um retorno de vocês em relação ao entendimento, a como vocês estão recebendo as informações, tá? E aí, à tarde, a gente retorna às 13:30, tá bom? Bom almoço a todos. Obrigado pela atenção e a gente se vê em breve, tá? Boa tarde, turma.

Todos bem? Consegui entrar? Minha internet está oscilando um pouco, então, caso eu, eu desapareça aqui, Nati, eu já conecto em seguida. Eu já deixei aqui. Qualquer coisa, nós vamos dar sequência na nossa aula. Então, nós paramos de falar aqui sobre os músculos da região orbital, tá? Os músculos principalmente envolvidos no processo de movimentação do globo ocular e da cavidade orbital, tá? São importantes.

Aqui, a gente vai falar um pouquinho sobre o músculo orbicular dos olhos, tá? Como a gente realmente já citou anteriormente, o músculo orbicular, ele exerce um papel importantíssimo, né, na contração muscular, na lubrificação do globo ocular. Eles exercem um papel também no fechamento da pálpebra, tá? E nós temos dois, tá? É um músculo que a gente trabalha geralmente com toxina botulínica, principalmente para tirar essas rugas na porção lateral, né? Essas rugas que se formam nessa região lateral dos olhos, que também, né, possuem o nome que para gente, "pés de galinha" ou para vocês, "patas de galinha", a nomenclatura utilizada também para dar essas rugas formadas por conta dessa contração excessiva do músculo orbicular.

A sua origem é na parte medial da órbita, então ele surge aqui dessa parte medial da órbita. Por isso que muitos autores confundem, até associam esse músculo com o músculo depressor do supercílio, né? Porque eles têm a origem muito próxima ali, as suas fibras acabam se entrelaçando em determinada região. Ele tem uma margem orbital medial próxima ao do osso lacrimal, tá? Nesse ligamento palpebral medial é onde ele tá emergindo, tá? E tem sua origem, sua inserção na parte palpebral, tá? Na pele da pálpebra superior e inferior.

Na parte orbital, ele espalha-se amplamente para fixar a pele da órbita, fronte e na bochecha. Então, quando a gente faz, dá um sorriso, né? Quando a gente aperta os olhos assim para dar um sorriso, a gente percebe que sobe, né, bem esse volume da região da bochecha, porque porque é o músculo orbicular que tem, né, também aqui na sua, na sua parte mais inferior da órbita, a origem de alguns outros músculos, né, que estão ligados a esse músculo orbicular, né? Por isso que ele acaba elevando essa região. E ele corre em frente ao músculo corrugador do supercílio, né, com irradiação em direção a medial e para a pele da fronte, tá? Então, toda a direção dele é mais para medial. Apesar de ele ser um esfíncter, ele tem uma direção mais para o centro da face, tá?

Sua função: a porção superomedial, tá, é a depressão do segmento medial do supercílio. Então, ele ajuda a deprimir essa parte mais medial do supercílio. A sua porção superior, essa parte superior, adução do supercílio para o sentido medial, ele ajuda a fechar mais o supercílio, tá? A porção lateral, a formação das rugas peripalpebrais e essas rugas laterais. E a porção ínfero-lateral, a elevação acessória do terço médio da face. Ou seja, quando o corrugador ele deprime, o frontal eleva, o orbicular tende a abrir. Se eu tô fazendo uma exposição, né? Então, além daquela ação do frontal de elevação, eu também tenho o orbicular agindo. Isso, por exemplo, diferente do que a Catherine perguntou anteriormente para a gente, nessa porção medial, tá? É ele quem ajuda na porção lá, é o frontal que eleva. Na porção lateral, é o orbicular que ajuda na elevação.

Então, por exemplo, quando a gente faz toxina botulínica e eu quero arquear a cauda da sobrancelha do meu paciente, eu relaxo muitas vezes o músculo orbicular, porque o relaxamento dele promove uma abertura do olhar nessa porção da pálpebra mais lateral, tá? Sua porção inferior promove sustentação da pálpebra inferior, tá? E sua porção intermedial traciona a região ou sorrir e favorece o aparecimento de uma ruga angular medial inferior, que a gente também pode chamar de sulco palpebromalar, que também está correlacionado no processo de envelhecimento com a reabsorção óssea dessa região do osso da região da maxila e também com a ptose ou a queda do sulco. O sulco tende a ter uma queda inferior, formando essa linha. E essas linhas finas na pálpebra inferior devem ser um estreitamento da fissura palpebral com as partes da pálpebra da órbita.

Então, essas linhas finas que se formam por dois motivos: por conta desse estreitamento, desse fechamento dos olhos, tá? A gente estreita aqui, forma essas rugas. Então, tem paciente que se queixa: "Nossa, doutor, mas tem umas rugas que não saem daqui, mesmo com botox." E não vai sair, né? Não vai sair porque é uma ruga que se forma naturalmente, é uma ruga que se forma por conta da contração natural do músculo articular. A gente tem como formação normal aí do movimento da contração dos olhos a formação dessa ruga, tudo bem?

As duas partes, a parte palpebral e a parte orbital. Então, tem a parte da pálpebra que está próximo a essas cavidades tarsais superior e inferior, e a região orbital que atua um pouco mais aberto. Ambas as partes atuam no fechamento da pálpebra. Quem atua no levantamento do músculo levantador? Quem atua no levantamento é o levantador da pálpebra superior. Foi aquele mecanismo que a gente viu de ancoragem. Eu sustento numa região e puxo o músculo levantador da pálpebra para cima para abrir, mas o olhar. Tá?

Os seus antagonistas é o músculo levantador da pálpebra superior, tarso superior e tarso inferior, tá? Os músculos superiores e inferiores. Tá? É sua inervação pelos ramos temporal e zigomático do nervo facial. Então, eu tenho os zigomático facial e zigomático temporal. É ele que inerva toda essa região do músculo orbicular do olho, tudo bem? Já a drenagem linfática dessa região se dá pelos linfonodos submandibulares e os linfonodos cervicais superiores. OK?

A vascularização dessa região se dá pela artéria angular, né, que é um ramo da facial, artéria angular, e irriga nessa porção mais medial, anastomose com as arteríolas, né, e ramos da artéria oftálmica, tá? Que é proveniente da artéria maxilar e artéria temporal superficial. Superficial envia o ramo transverso da face, que pode estabelecer anastomose com outros ramos da artéria facial, tá? Então, toda essa região, eu tenho diversas anastomoses. Anastomoses, como nós vimos, são aquelas conexões entre diversos vasos sanguíneos que vão promover essa troca gasosa.

O retorno venoso dessa região se dá pela veia angular, tá, que é a veia facial, e ela pode se comunicar com o seio cavernoso por meio de anastomose com os ramos das veias oftálmicas, tá? Então, todo esse plexo aqui é enervado por diversas artérias, né? E tem seu retorno, sua drenagem venosa feito por algumas veias também que vão se comunicar entre si em diversos porções e diversos segmentos.

Então, aqui a gente consegue ver claramente, né, as duas direções do músculo orbicular, tanto a direção da parte palpebral, ele fecha, quanto à direção da parte orbital, que ele vem para o centro, né? Sempre em direção à parte medial ou a parte lateral, mas numa maneira que seja um esfíncter. Então, a gente pode sim dividir o músculo orbicular em duas porções. Sua origem se dá nessa região mais medial do osso lacrimal, aqui com a fronte e do rebordo da maxila, do rebordo da órbita, tá? E eu tenho alguns ligamentos de retenção que são ligamentos importantíssimos que ocorrem nessa região e são os ligamentos que a gente consegue unir melhor essa musculatura para reter.

Importante: quando tem ação do orbicular, eu vou ter ação conjunta de outros músculos, tá, que atuam juntamente com ele em toda essa região, formando, né, essas rugas frontobrais, essas rugas periorbitais, aqui, né, rugas laterais e muitas vezes elevam também a bochecha do meu paciente, OK?

O septo orbital, como eu falei para vocês anteriormente, quando nós estávamos estudando o músculo corrugador, né? O septo orbital é uma estrutura fina de origem, é uma membrana fina de origem colagenosa, tá? Que auxilia a gente a lubrificar o músculo orbicular, tudo bem? Mas ela também acaba trazendo uma parte negativa, que é essa proximidade dela com o músculo levantador da pálpebra superior.

Aqui, uma vista onde a gente consegue ver todos esses músculos e a espessura de cada um deles, né? Então, aqui eu vejo o músculo occipitofrontal, ventre frontal, vejo epiderme, beijo derme, subcutâneo, coxins profundos e o tecido ósseo, né? Aqui a gente tem o seio frontal. Lembre-se que o osso frontal é o nosso pneumático, que tem a presença de cavidade de seios aqui, tá?

Nós temos aqui o músculo corrugador do supercílio, nós temos o prócero numa região mais central, tá? E nós temos aqui reto superior, reto inferior, oblíquo inferior, nós temos o levantador da pálpebra superior, né? Todos atuando em conjunto em toda essa porção, né? É uma trama de músculos que estão agindo juntos ali, que a gente tem que ficar bem atento onde estão localizados um desses músculos.

Aqui a gente vem de uma dissecação, né? Que seria um corte transversal aqui para a gente enxergar e sagital para conseguir dois cortes numa mesma imagem para eu conseguir enxergar um pouco mais essa região do globo ocular, né? A gente vê o cristalino, que é essa região firme, dura. O cristalino é muito duro, pessoal. Alguns colegas falam assim: "Nossa, eu tenho muito medo de trabalhar com cânula nessa região da pálpebra." Não tem um medo, né? É uma região. Se você for trabalhar seguro no plano correto, vocês trabalham tranquilamente, tá? Sem ter muito risco.

A gente vê aqui o tarso superior e tarso inferior. A gente vê também ali a divisão de algumas regiões. Tá? A Catherine tá perguntando nessa. Vou espelhar aqui para todo mundo ver. Catarina, acho que está para todo mundo enxergar, né? Essa imagem que você me mandou. Sua dúvida é: quem promove essa elevação após o uso da toxina seria isso? Isso, perfeito. Entende como se produz essa elevação, tá? Após a ação da toxina.

Então, imaginem o seguinte. A gente vai entender um pouquinho melhor sobre essa situação quando a gente fala sobre toxina botulínica, mas só para vocês entenderem a disposição. Então, vamos voltar aqui no músculo frontal. Músculo frontal. Essa imagem aqui, acho que é perfeita para a gente poder secar um pouquinho mais. Então, nós temos aqui no frontal, certo? Se eu faço uma divisão no centro da pupila do paciente, coloco uma divisão no centro da pupila, eu tenho a porção medial e tenho a porção lateral, certo?

O que acaba acontecendo muitas vezes na marcação da toxina botulínica, que a gente vai distribuindo esses pontos, né, para aplicar toxina. Toxina, ela é uma droga que age de maneira neuromuscular. Então, onde a gente aplica, nós vamos ter um halo de ação, né? Então, apliquei toxina aqui, apliquei toxina aqui, sempre intercalando esses pontos, né? E aí existem alguns pacientes, principalmente mulheres, que querem arquear a cauda da sobrancelha, querem promover esse efeito. Nessa imagem que a gente viu que a Catherine mandou, esse efeito de arqueamento.

Então, se eu aplico muita toxina, se eu faço, por exemplo, aqui, ó, dois pontos de toxina nessa porção lateral da cauda da sobrancelha, esse músculo não vai elevar. Eu não vou ter força de elevação nesse músculo. Mas vocês concordam que aqui, ó, onde eu tô mostrando aqui embaixo, ainda é o músculo frontal? Mas muita gente ensina que que aqui é uma zona de risco. Tá errado? Não tá errado, tá certo. É uma zona de risco porque eu tenho um orbicular aqui embaixo e eu tenho uma proximidade com o músculo elevador da pálpebra superior.

Então, em casos que acontecem essa elevação, é que a dose de toxina aplicada aqui foi pequena. Então, foi o suficiente para você evitar a contração muscular. Deixa eu abrir a imagem de novo aqui, ó. Você evitou a contração muscular, mas esse arqueamento se dá por esse fascículo, tá? Que é uma faixa de musculatura, fascículo temporal do músculo frontal, num primeiro momento. E no segundo momento, se dá pela elevação do músculo orbicular. Então, é um conjunto de fatores.

Então, isso traz para mim uma situação que é a seguinte: eu não paralisei o suficiente essa musculatura, porque talvez eu tivesse que fazer pontos mais baixos para isso, tá? E eu tenho uma ação secundária do orbicular elevando essa porção da cauda da sobrancelha, enquanto o frontal não relaxou o suficiente. Então, quem promove essa elevação, que você perguntou, a Catherine, é uma ação do músculo frontal, porque eu não tenho relaxamento total das fibras. Lembre-se, eu tenho essas fibras corrigindo e eu tenho essas fibras agindo. O que eu não tenho é formação de ruga dinâmica, porque o músculo, apesar de ele continuar tendo contração, ele não tem potência. Eu diminuí a potência muscular.

Então, essa parte aqui, ó, essa parte, essa parte temporal do músculo frontal, né? Esse fascículo, fascículo quer dizer que as fibras são direcionadas para essa porção, ele promove ainda um arqueamento dessa região. Ou o músculo orbicular, que está compensando essa ação e está elevando a cauda da sobrancelha. Então, não é somente o frontal nessa região. Agora, na região central, eu não tenho ação do orbicular. Quem permite ainda um arqueamento, fazer o movimento sem ter rugas, continua sendo frontal, porque eu não bloqueio 100% das fibras desse músculo, tá? Essa é a parte mais importante para quem quer entender.

Então, não sei se respondeu sua pergunta, Katherine, mas quem faz essa ação de elevação é o frontal, juntamente com o orbicular, por conta dessa ação que a toxina não foi totalmente eficaz, porque eu tenho fibras que ainda estão funcionando na região, certo? Gracias.

Então, vamos seguir aqui. Nós estávamos falando do orbicular dos olhos, onde a gente consegue enxergar, né, todas essas porções aqui subdivididas, essas camadas subdivididas em toda essa região. Fatos importantes sobre o músculo orbicular dos olhos, tá? A sua origem na parte nasal do osso frontal e no processo frontal da maxila. Sua inserção na pele da região da órbita, na raf palpebral lateral e na placa, nas placas tarsais superior e inferior, tá? Sua ação: parte orbital, fechar pálpebra. Parte palpebral, fechar a pálpebra suavemente, enquanto a outra fecha com firmeza. E na parte palpebral profunda, comprime o sulco lacrimal nessa região. Tudo bem?

Então, eu tenho todas essas ações aí em conjunto nessa região, tá? Que eu vou conseguir identificar um pouco melhor. Inervação: ramos temporal e zigomático do nervo facial. E a vascularização pelas artérias maxilar, artéria temporal superficial e artéria facial e oftálmica.

Aqui nós vemos o músculo orbicular, né? Outro músculo próximo a ele ali, que é o músculo levantador da asa do nariz e do lábio superior e o músculo nasal, parte alar, parte transversal. Temos aqui em cima frontal, corrugador, prócero e depressor do supercílio. Aqui os vetores desses músculos, principalmente do terço inferior, são os músculos envolvidos na dinâmica do sorriso. Isso é de extrema importância que vocês saibam muito bem quais são os músculos envolvidos na dinâmica do sorriso, tá? Porque muitas, muitos pacientes, a gente vai ter como opção de tratamento tratar um sorriso gengival com toxina botulínica, tratar um sorriso gengival com mil modulação. Minimodulação é o nome dado para uma técnica onde a gente, através do uso de preenchedores densos, duros, firmes, nós comprimimos a musculatura e diminuímos a contração muscular na região, impedindo a exposição excessiva de uma faixa de gengiva, né, melhorando o sorriso gengival do meu paciente, tá?

Aqui a gente consegue enxergar um pouquinho a relação, né, de tecido adiposo, de coxinha de gordura, de septo orbital, tá? E aqui a imagem que fala para gente sobre o músculo orbicular e o músculo corrugador estarem intimamente relacionados com o septo orbital. Tudo bem?

Vamos falar um pouquinho sobre o músculo nasal. E aí nós encerramos praticamente o terço superior da face e vamos falar sobre o terço médio e inferior. O músculo nasal, ele possui duas porções, tá? Ele possui a porção transversal e possui a porção alar, tá? É a porção alar é que é capaz de dilatar as narinas do meu paciente, tudo bem? Sua origem se dá porções transversal e alar. As fibras da porção transversal se originam na axila, acima e lateralmente à fossa incisiva, nessa região, tá? E a saliência alveolar do canino. Enquanto as fibras da porção alar se originam na fossa incisiva, na maxila, superiormente ao incisivo lateral, bem nessa parte mais inferior aqui.

Sua inserção se dá na poderosa do dorso do nariz, na porção transversal, e na asa do nariz, na porção alar. Então, se origina nessa região mais inferior e tem a sua inserção nessa região mais superior, no dorso do nariz, ou radix, como vocês vão encontrar em muitas nomenclaturas, né? O radix, nessa região, e na asa do nariz, nessa região mais abaixo. Que que eu tenho cartilagem ali, de osso nessa região mais inferior? Mais se insere em pele, em derme, tudo bem?

Ele tem nenhum antagonista, tá? Ele é sinérgico ao músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz. Quando eu contraio, quando eu faço uma expressão de cheiro ruim, elevo o nariz, formam essas rugas no dorso, e o elevo o músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz e o depressor do septo nasal também funciona em conjunto. A gente vai ver um pouquinho mais sobre o depressor do septo, porque também é um músculo que nós trabalhamos na hora de fazer, na hora de fazer um movimento de sorriso ou durante a mastigação.

Sua inervação se dá por conta do nervo facial, tá? Do sétimo par craniano, das ramificações que ele tem ali nessa região. Sua vascularização se dá pela artéria septal, pelos ramos da artéria labial superior, tá? Que a gente tem os ramos que vêm aqui, né? As artérias do pilar do filtro, as artéria colunar, a artéria dorsal nasal, que é o último ramo da artéria oftálmica, e também é uma ramificação da infratroclear, da infraorbital e da infratroclear, tá? Além disso, a gente tem também ramificações com artéria angular, que é um ramo terminal da artéria facial.

O sangue venoso é drenado pela artéria facial, por meio de pequenos vasos nessa região, né? Então, se a gente relembrar a vascularização do nariz, a gente lembra que ela é extremamente rica, né? É uma região de muito cuidado. Então, toda a atualização dessa região se dá pela nasal, ramos da lateral, ramos da infraorbital, ramos da labial superior, subnasal. Então, é totalmente, né, muito bem vascularizado. E o retorno venoso se dá, né, por arteríolas menores, por pequenos vasos nessa região.

A contração, né, da parte transversal ajuda durante a sensibilidade, a parte olfatória para a gente no nariz, né? E a parte alar ajuda a dilatar as narinas para aumentar a entrada de ar. Então, o músculo nasal, parte transversal e parte alar, além de ter principalmente as suas funções relacionadas a expressões faciais, ele também tem funções que estão relacionadas à respiração propriamente dita. Tudo bem? Então, eu também tenho essa ação de respirar envolvida nesse músculo.

Fatores importantes, tá? Aqui a inervação dele, ramo bucal do nervo facial, tá? O principal que a gente tem como vaso, como inervação. E a vascularização que a gente viu anteriormente. Parte alar tem como função abaixar a letra nas aulas lateralmente, tá? Vai deprimir essa letra nas aulas lateralmente, dilatar as narinas. Enquanto a parte transversal enruga a pele do dorso do nariz e ajuda de maneira secundária a gente a permitir a entrada de mais ar, permitir a entrada também que a gente faça uma captação, né, na parte olfativa nessa região, que nós vamos ter também, que é importante para o funcionamento do organismo.

Aqui nós conseguimos ver o direcionamento desses músculos, né? O músculo nasal eleva, tá? Então, ele tem a sua origem para baixo em inserção lá em cima, na direção da inserção, ele vai elevar, tudo bem? Aqui nós conseguimos enxergar a parte nas partes transversal, né? E as três subdivisões da parte alar. Então, eu tenho um músculo compressor menor da narina, que é o mais superior, ele ajuda a comprimir a narina quando eu quero fechar ainda por sentir algum cheiro ruim ou fazer alguma expressão específica, né? O compressor menor. Eu tenho dilatador anterior da narina, aquele dilata para as laterais, tá? E eu tenho músculo alar propriamente dito, que ele ajuda a dilatar totalmente a nariz.

Além disso, eu tenho cartilagem nessa região. Nessa região toda revestida por cartilagem, eu tenho o ramo medial da cartilagem alar, tá? E tem um músculo depressor do septo nasal. O depressor do septo nasal está abaixo dessa região. Lá onde eu tenho espinha nasal anterior, vou ter o vômer, vou ter o esfenóide, né? Todos juntos ali formando aquela lâmina. E abaixo dessa região tem o depressor do septo, que ajuda a baixar a ponta do nariz. Tudo bem? Uma baixa ponta do nariz, quem faz essa ação é o depressor do septo nasal.

Aqui a gente consegue ver, né, a parte transversal do músculo nasal, a parte alar do músculo nasal, né, com as suas três subdivisões, os três músculos envolvidos aqui, né? Um muscular, o músculo da parte das al menor da parte nasal e o intermédio, e cada um com as suas funções respectivamente. Aqui uma vista inferior, onde a gente consegue entender um pouco mais essa disposição. Essas duas cartilagens aqui, ó, no nariz são chamadas de domo, tá? O domo, ele forma o que a gente tem, entende até essa parte mais bubosa do nariz, né? Esse é o domo. É ele responsável por dar essa sustentação. Aqui eu tenho a columela, tá? A coluna, ela é formada por cartilagem, tudo bem? E lá atrás eu tenho espinha nasal anterior, só lá atrás, tá? Aqui é cartilagem. E eu tenho um músculo que é o depressor do septo nasal, tá? Que ele vai abaixar essa ponta do nariz, me ajudar a baixar a coluna para um vetor mais inferior.

A relação dos três músculos que eu tenho em todo dorso, ponta e base nasal, tá? Próscero, músculo nasal parte transversal e músculo nasal parte alar. E aqui os principais músculos que eu tinha comentado anteriormente, os principais músculos envolvidos na dinâmica do sorriso, tá? Eu tenho um músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz, ele age em conjunto. Tem o levantador do lábio superior somente, que é esse músculo aqui, ó. Não confundam, tá? Levantador do lábio superior e esse aqui é o levantador do lábio.

Superior e da asa do nariz. Tá, eles têm uma ação conjunta em duas regiões: levantador do lábio superior e zigomático menor. Ele leva esse nome por conta do seu tamanho. Tá, zigomático maior, risório, risole denso. Origem na parede anterior de uma seta. Tá, e o músculo levantador do ângulo da boca. Então, quando eu dou um sorriso, quando eu estou dando um sorriso, eu estou agindo sobre esses seis músculos que vocês estão vendo aí: levantador do lábio superior e da asa do nariz, levantador do lábio superior, zigomático menor, zigomático maior, risório e o músculo levantador do ângulo da boca, ou do ângulo oral, também é uma nomenclatura aceitável. Tá, e muitas vezes descrita em muitos atlas anatômicos.

Aqui uma vista lateral, a gente vê como esses músculos se dispõem de uma maneira oblíqua, né, em relação ao músculo orbicular, em relação ao lado. Ele tem um formato mais oblíquo, aqui como se fosse uma parábola, porque eles querem elevar o lábio superior e jogar ele para o lado. Então, é um conjunto de músculos agindo durante o processo do sorriso.

Músculos zigomático maior. Tá, sua origem se dá na superfície do processo temporal do osso zigomático, na região lateral da face, posteriormente ao músculo orbicular dos olhos. Então, ele tá mais posterior ao orbicular, né, na superfície do processo temporal do osso zigomático, na região lateral. Essa informação é importante, porque, pessoal, porque a gente tem aqui, ó, o músculo orbicular dos olhos e muitas vezes, né, essa é uma imagem, então, um desenho, mas muitas vezes, quando a gente vai fazer aplicação de toxina botulínica, o profissional tende a colocar muito para baixo, né, a aplicação, e isso pode travar o zigomático menor. Tá, porque a sua posição nessa região, zigomático menor ou maior, a sua posição se dá muito próximo a essa região do orbicular. Então, tem que tomar muito cuidado, sempre quando for fazer a aplicação de toxina, aqui, que ela venha para o centro e nunca para baixo, na direção do arco zigomático.

Sua inserção se dá nos feixes de fibras do músculo levantador do ângulo da boca e no levantador do lábio superior. Então, elas se inserem juntamente a esse músculo. Tá, então se dá nessa porção lateral aqui do ângulo oral. Sua função é levantamento do ângulo da boca para cima e lateralmente, expondo os dentes posteriores. Então, então, se eu avalio um sorriso, eu vejo que o paciente tem uma exposição excessiva dos posteriores, pré-molares e molares, e eu quero diminuir essa exposição excessiva, é sobre o músculo zigomático maior que eu devo trabalhar. Tá, então eu tenho que sempre levar em consideração que eu tenho que avaliar aonde estão os vetores desse músculo e para onde eu quero que ele me leve. Então, aqui a gente consegue ver, por exemplo, deixa eu voltar uma imagem anterior. Aqui, nessa imagem, a gente vê o zigomático maior aqui nessa região, e a gente vê que ele traciona, né, traciona o músculo mais lateralmente nessa porção aqui, tá, mais lateral, expondo os dentes posteriores, mais para uma porção lateral, tá, para cima e lateralmente. Essa é a principal função do zigomático maior.

Sinérgico com o zigomático menor e com o risório. Ambos não. Também tracionar. O zigomático menor vai agir mais sobre o canino, né, e os pré-molares. E os pré-molares. Antagonista ao músculo depressor do lábio inferior e o ângulo da boca. Tá, são dois músculos que nós temos aqui nessa parte do terço inferior da face: depressor do lábio inferior, depressor do ângulo da boca. São antagonistas à ação dos zigomático maior.

Sua inervação motora pelas fibras nervosas, tá, provenientes do ramo zigomático do nervo facial, e sensitivo do nervo do nervo aurículo temporal. Tá, é o principal responsável por inervar essa parte sensitiva aqui do músculo zigomático maior. Drenagem linfática desse região é conduzida para os linfonodos submandibulares. Tá, e a sua vascularização se dá pelos ramos das artérias labiais superiores, ramos colaterais da artéria facial e ramos terminais descendentes da artéria infraorbitária. Tudo bem? Então, são os principais ramos que vão vascularizar toda essa região.

Então, aqui a gente vê a disposição do zigomático maior. Olha como ele se insere próximo, né, como ele tá inserido próximo aonde o orbicular passa aqui, ó, né? Então, se eu tenho uma toxina muito profunda nessa região, eu posso agir aqui, né, na origem do músculo zigomático maior e diminuir, né, essa exposição do sorriso do meu paciente nessa porção. Tudo bem? A gente vê a relação dele aqui na sua inserção, que se dá na pele, aqui principalmente nas fibras do músculo orbicular e no músculo risório. Tá, eles agem em conjunto aqui, e a gente consegue entender um pouco mais sobre essa dinâmica do zigomático maior.

Aqui nós temos o zigomático menor. Tá, o zigomático menor, ele tem sua origem na superfície do osso zigomático, à frente da origem das fibras do músculo zigomático maior. Então, ele está mais anterior. Tá, ele está mais anterior do que o zigomático maior. No logo, subposterior às futuras zigomático-maxilar. Tá, ele passa por cima dessa estrutura, fazendo uma curvatura em direção à face medial, está inferiormente, né, ao músculo orbicular dos olhos. Ele está abaixo da orbicular, mas também é outro músculo que eu devo tomar cuidado durante uma aplicação de toxina, porque ele ainda está mais próximo, está abaixo do orbicular. Olha como ele está intimamente relacionado. Então, numa aplicação nessa porção lateral, cuidado para que vocês não atinjam esse músculo aqui.

Sua inserção se dá, né, na porção subcutânea da pele do lábio superior, juntamente com a comissura oral, entre o elevador do ângulo da boca e o zigomático maior. Então, ele está entre dois músculos aqui, sua inserção, tá, fazendo essa elevação, tá, do lábio superior e auxilia na elevação do ângulo da boca, acentuando o sulco nasogeniano, o sulco nasolabial. Então, pessoal, lembra que eu mostrei lá no comecinho da aula de hoje, mais cedo, que eu mostrei esse corte histológico aqui para vocês? Ó, não adianta eu simplesmente preencher, muitas vezes, um bigode chinês, se eu tiver o músculo zigomático menor agindo. Então, tem pacientes que chegam com queixas para nós, e eu tô fazendo uma analogia do nosso dia a dia clínico. Tem pacientes que chegam com queixas para nós que eu não vou conseguir resolver somente com preenchimento ou somente com bioestimulador. Eu tenho que ter a mão, né, alternativas, ferramentas para trabalhar, né, também com toxina botulínica nesses músculos que podem estar hipertrofiados, podem ter uma dinâmica muscular, tipo, por conta de sofrer numa hipertrofia por conta de uma disfunção, né, mastigatória, de uma disfunção têmporo-mandibular também. Então, como é um conjunto, né, a gente tem o sistema estomatognático todo, ele funciona em conjunto. Então, uma região que está sofrendo ali um pouco mais, eu vou ter as outras regiões afetadas por isso. E isso é muito importante para eu conseguir trabalhar de uma maneira mais segura.

Sinérgico, tá, com o músculo zigomático maior, com o levantador do lábio superior e da asa do nariz e com o levantador do lábio superior. Sua inervação se dá pelos filetes nervosos dos ramos zigomáticos e bucais superiores do nervo facial. Tá, e a sua vascularização se dá pelos ramos da artéria labial superior e pelo ramo da artéria facial, além de ramos que são ramos da artéria carótida externa. Tá, sua drenagem venosa é realizada pela veia facial.

Como assim? Quase todas as estruturas que a gente tem aí na face. Aqui nós conseguimos ver uma ação conjunta, né, do músculo nasal, né, do depressor do septo nasal e do levantador da asa do nariz e do lábio superior, que esse músculo em amarelo destacado aqui, ó. Então, nesse movimento de elevar as narinas, esse músculo que é um L é o levantador do lábio superior e da asa do nariz. Tudo bem? Aqui, azul, nós temos o depressor do septo nasal. E aqui, nós temos o músculo dilatador ou elevador da asa do nariz, somente. Tudo bem? Esse é o principal músculo que nós temos nessa região nasal, que vão ser importantíssimos para nós quando formos realizar uma uma rinomodelação, quando formos realizar uma toxina nessa região para tratamento do sorriso gengival. Tá, então aqui vamos falar um pouquinho dele.

Músculo levantador do lábio superior. Tá, o levantador do lábio superior tem a sua origem na margem inferior da órbita, tá, posteriormente ao músculo orbicular dos olhos e ao sulco, e acima do forame infraorbitário. Ou seja, ele está posterior ao orbicular e ao sulco. Ele está profundo, tá, e acima do forame infraorbitário. Sua inserção se dá na pele do lábio superior, predominantemente, e na asa do nariz. Ele se insere na pele do lábio superior. Então, quando ela levanta o lábio assim, ó, quando expõe os meus incisivos centrais laterais, eu estou usando o músculo levantador do lábio superior.

Sua função é levar o lábio, né, como o nome dele já diz, e projetar levemente para frente. Então, quando eu faço essa projeção aqui, ó, além do orbicular dos lábios, eu tenho ação do levantador do lábio superior do lábio. Ok. Sinérgico com o músculo levantador do lábio superior da asa do nariz e também com o orbicular dos da boca. Tá, que funciona às vezes como antagonista na sua ação de elevar, porque o orbicular da boca ajuda a fechar essa região. Mas quando eu faço uma posição de projeção, quando eu projeto, ambos os músculos trabalham em conjunto.

Inervação: as fibras nervosas expressas provenientes do ramo temporal e bucal superior do nervo facial. Tá, então eu tenho ramificações, algumas fibras que estão ali do temporal e do bucal. A sensibilidade é proporcionada pelos ramos terminais dos nervos infraorbitário e bucal, e ramos do nervo maxilar e mandibular, além de ramos do nervo trigêmeo. Tá, são todos eles que competem e dão a sensibilidade dessa região do músculo levantador do lábio superior. A vascularização dessa região se dá por ramos labiais superiores, tá, que são provenientes da artéria facial de ambos os lados. Eu tenho também aqui algumas ramificações da artéria angular, que também vão vascularizar esse músculo. Tá, além de outras ramificações. Toda a drenagem venosa é realizada pela veia facial, tá, que recebem ramos da veias labiais superiores e inferiores. Tá, então através da veia labial superior e inferior, desse sangue tem um retorno até ela cair na veia facial propriamente dita.

Aqui nós vamos falar um pouquinho sobre o músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz. Tá, ele está lateral a essa gordura da gordura malar, que é formado por aquele conjunto de compartimentos de gordura. Tá, sua origem se dá na parte frontal da maxila, no processo frontal da maxila. Tá, ele se insere, se divide em dois fascículos. No primeiro fascículo, se insere na cartilagem alar e na pele do nariz, juntamente do músculo alar. Aqui, essa imagem fica bem evidente para a gente. Olha aqui como a gente consegue ver, ó, dois fascículos. O primeiro fascículo se insere nessa parte alar. Tudo bem? E na pele do nariz. E o segundo fascículo vai se inserir no lábio superior, tá, na pele do lábio superior, porque ele, juntamente com o levantador do lábio superior, ajuda na exposição do sorriso. Mas aqui é um sorriso mais agressivo, porque eu tenho a levantar, eu tenho levantamento, né, a elevação da asa do nariz em conjunto. Ele é sinérgico, né, com partes nasais do levantador do lábio superior, um músculo zigomático maior, zigomático menor. E como antagonista, tá, eu tenho abaixador do ângulo da boca e o orbicular da boca. Tá, são todos os músculos que vão agir de maneira antagônica ao levantador do lábio superior e da asa do nariz.

Sua inervação se dá pelos ramos bucais superiores, tá, na parte motora, e a parte sensitiva se dá pelo nervo infraorbitário e pelos ramos do nervo bucal, tá, nervo mandibular e ramo do nervo trigêmeo, especificamente. Lembre-se que o bucal divulgar, eu tenho duas porções dele, né? Tem um bucal do quinto e do sétimo par. DNA. Drenagem linfática são os linfonodos submandibulares. E a vascularização dessa região se dá pela o ramo da artéria labial superior, ramos da artéria facial, e a drenagem venosa se dá pela veia facial propriamente dita. Tá, então é um consenso de quase todos esses músculos recebem essa região.

E aqui a gente vê, né, as disposição do músculo levantador do lábio superior, o levantador do lábio superior e da asa do nariz, tá, e nós vemos aqui o músculo zigomático menor. Tá, o zigomático menor, que forma essa tríade nessa região, que auxiliam, tá, na elevação do lábio superior. Tá, Então, nesse, nessa dissecação, fica bem claro para a gente. Nós temos aqui embaixo os zigomático maior. Tá, a gente consegue enxergar zigomático menor, zigomático maior, e esse ponto branco aqui em cima, que vocês enxergam, é o forame. Dando uma disposição um pouquinho mais lateral, mas aqui nós temos o forame nessa porção.

Depressor do septo nasal. É um músculo que a gente às vezes ignora a presença dele, mas ele é de extrema importância para que a gente tenha resultados mais longevos, mais satisfatórios. Tá, o depressor do septo nasal tem sua origem na saliência alveolar do incisivo da maxila, incisivo central, tá, na fossa incisiva. Então, ele tá inserido, tem sua origem aqui embaixo, e ele se insere nos ramos mediais das cartilagens alares e do septo móvel do nariz. Então, se vocês tiverem curiosidade, se vocês pegarem o nariz de vocês, ele é móvel. Eu tenho uma habilidade na coluna, né? É uma região que tem que ter mobilidade para que eu possa preencher com ácido hialurônico, para que eu possa colocar fios nessa região, fios, né, porque vocês aprenderão uma técnica que a gente pode fazer sustentação da ponta do nariz utilizando os fios. Né? É muito legal, dá um resultado muito bacana.

Sinérgico, tá, com o músculo risório, tá, e elevador do lábio superior. Ele tem como função abaixar a extremidade anterior do septo e do ápice do nariz, além de estreitar as narinas. Então, quando o paciente sorri ou ele está falando, e a ponta do nariz fica baixando aqui, ó, eu posso aplicar toxina na base da espinha nasal, aqui, ó, que eu vou acertar a origem desse músculo e eu diminuo a contração da ponta do nariz.

Sua vascularização se dá pelo ramo da artéria facial, ramos das artérias septais e alares, e ramo lateral supra-asa do nariz, do dorso da asa e do dorso do nariz. Tá, a drenagem venosa segue para veia facial propriamente dita. Então, o paciente em repouso, a ponta do nariz fica um pouco tensionada, mas durante o sorriso, o depressor do septo puxa para baixo, enquanto o orbicular, eles estendem, né, o risório puxa, zigomático menor também. Eu tenho essa contração desse músculo para baixo. Ok. Dúvidas até agora sobre esses músculos que nós conversamos? Tudo tranquilo? Estão conseguindo entender bem?

Vamos falar um pouquinho sobre o músculo levantador do ângulo da boca. Tá, é um músculo importante para nós, porque alguns pacientes, alguns pacientes vão apresentar é uma necessidade de trabalhar sobre esse músculo, principalmente quando eu tenho assimetrias da face. Tá, deixa eu até mostrar aqui para vocês. Deixa eu abrir uma aula aqui. Alguns pacientes, né, podem apresentar paralisia facial por alguma neuropraxia, por alguma ação sobre ramos do nervo facial propriamente dito, né, e eu perder a contração, a contração muscular nesses músculos, e o paciente ter um derretimento da face, né, um lado da face ficar imóvel, enquanto o outro lado fica móvel. E isso traz para alguns pacientes, né, uma certa, uma certa questão estética, né, porque esteticamente não fica legal. Eu tenho uma parte da face com mobilidade, a outra assim. E nós buscamos um equilíbrio facial através do relaxamento da parte móvel da face. Então, eu posso relaxar a parte móvel, tá, e dessa maneira, eu consigo melhorar um pouco essa disposição em questão dessa assimetria facial. Tá, então o músculo levantador do ângulo da boca, eu vou, tô abrindo aqui a outra aula, já mostro para vocês.

O músculo levantador do ângulo da boca, ele tem sua origem na superfície anterior da maxila, tá, abaixo do forame infraorbitário. Então, ele está abaixo do infraorbitário, diferente do elevador do lábio superior, que se insere acima do infraorbitário. Deixa eu abrir aqui para vocês rapidinho. Esse caso aqui, no caso de uma paciente, chegou para mim em 2018. Ela teve um tumor na glândula parótida, tá, e esse tumor fez com que ela, foi preciso, né, passar por uma cirurgia para remover a glândula, né, e nessa remoção da parótida, do lado do lado direito da face dela, né, foi removido uma parte do nervo facial. Isso causou essa, essa ptose, essa paralisia, né, que é permanente do lado direito da face dela, sem que ela conseguisse mexer. Então, o lado esquerdo, para compensar essa paralisia, ele acabou ficando hipertrofiado. Então, percebam o sulco nasolabial dela na foto inicial, nessa foto da esquerda, tá, a disposição do músculo mental, né, a disposição dos olhos na parte superior, né, como ele estava mais fechadinho, a gente quase não via a íris, né, do lado direito. A gente tinha o olho mais aberto, mas porque todo esse lado direito aqui, toda essa porção aqui, ela era funcional. Só que ela era funcional sozinha. Eu não tinha tecido, aquilo não tinha funcionalidade de músculo. Olha como o bigode chinês não marca, porque que não marca ela? Porque o músculo não tá agindo aqui, né? Então, a gente olha muitas vezes o bigode chinês e tem essa dimensão tridimensional e só quer preencher, só que é bioestimular, mas às vezes eu preciso relaxar o músculo. E olha como a gente conseguiu suavizar a face dela desse lado, permitindo até que ela conseguisse abrir a boca. Então, a toxina foi aplicada totalmente do lado direito da face dela, nos músculos que estavam funcionando. Então, se eu fizer aqui, ó, vou fazer uns pontinhos de marcação, só para exemplificar o que foi feito. Então, foi feito toxina somente do lado funcional, né? Foi feito toxina aqui em cima no frontal, foi pego essa parte do fascículo temporal, foi feito toxina no orbicular, foi feito toxina no músculo levantador da asa do nariz, do lábio superior, no levantador do lábio superior, no zigomático menor, no zigomático maior, no risório, no mentual, no depressor do ângulo da boca e no abaixador do lábio inferior, fazendo vários pontos de toxina. Dessa maneira, a gente conseguiu esse resultado aqui, de dar um relaxamento na face dela, permitindo que ela abrisse mais a boca, porque a musculatura estava tão atrofiada que ela não conseguia movimentar. Ela passou com cirurgião plástico para fazer uma blefaroplastia depois dessa imagem. Tá, pessoal? Passou com cirurgião plástico. Nós fizemos algumas sessões de bioestimulador para devolver o volume dessa região, porque com a recepção da parótida, né, que a remoção da parótida, ela acabou ficando com uma deficiência aqui nessa região. Tá, aqui mais, a gente consegue enxergar, seja onde a gente teve melhora, né? O olho ficou mais evidente, a boca como era bem fracionada, reparem que a câmera bem jogada para o lado. A gente relaxou a diminuição do bigode chinês pelo relaxamento da musculatura. E aqui alguns outros casinhos, né? Paciente tinha muita dificuldade em movimentar, né? Um lado movimentava, o outro não. Com um relaxamento da toxina, a gente trouxe simetria para a face da paciente. Tá, aqui um caso extremo. Olha só como a gente tinha uma paralisia de todo o lado direito e foi aplicada a toxina do lado esquerdo para conseguir equilibrar as duas e trazer uma sinergia maior. Tá, então, quando a gente entende, por que que eu quis trazer isso para vocês? Quando a gente entende onde estão os músculos, para onde eles estão tracionando, qual região que ele vai, é, melhorar, eu consigo trabalhar com qualquer ferramenta que eu tenho disponível. Eu sei onde está a anatomia, eu conheço aquela anatomia, né? Isso é muito importante.

Então, como a gente está falando, a principal função do levantador da boca é elevar o ângulo da boca. Né? O abaixador do ângulo da boca é fazer essa elevação. Ele é sinérgico com o levantador do lábio superior e da asa do nariz, e ele é um antagonista. Tá, ele funciona, ele possui alguns antagonistas como abaixador do ângulo da boca, tá, e o orbicular da boca. Propriamente dito. Sua inervação se dá pelas fibras motoras dos ramos bucais do nervo facial. Tá, e a sua vascularização por ramos da labial superior, tá, e a sua drenagem é feita pelos ramos venosos da artéria, da veia, desculpem, facial.

Músculo orbicular da boca, orbicular dos lábios, né? Pode ser literaturas que vocês encontrem assim, a mais aceita para nós aqui é como orbicular da boca. Tem a sua origem na mandíbula e na maxila. Tá, ele tem duas origens distintas. Esse músculo tem sua inserção labial superior e sua inserção labial inferior. Tá, ele atua como um esfíncter, assim como o orbicular, tá, promovendo fechamento da boca, o selamento da cavidade oral, além de projetar os lábios para frente e comprimi-los contra os dentes. Né? São movimentos que eu consigo fazer com o músculo orbicular: projetar os lábios, como se fosse mandar um beijo, certo? Ou comprimo sobre os dentes. Aqui, e ele também ajuda no franzimento dos lábios ao assobiar. Né? Vou promover um assobio, é ele quem me ajuda a selar e me ajuda também na questão silábica, né? O movimento do orbicular, eu vou aprendendo, né, conforme a pessoa vai, vai envelhecendo, ela vai crescendo, né, ela vai aprendendo a utilizar de uma maneira melhor os movimentos do músculo orbicular junto com a língua para promover sons, né, sons específicos. Tudo bem?

Então, nessa imagem, a gente vê em verde aqui, ó, a gente vê em verde aqui o orbicular da boca, em roxo, mental, tá, e a gente vê o bucinador aqui nessa porção mais posterior. Tá, bem, ele é sinérgico ao músculo bucinador, principalmente no movimento de sucção. Quando eu fecho o bucinador, eu projeto o músculo orbicular. Como ação antagonista, são todos os músculos da expressão facial que tracionam o lábio ou ângulo da boca para lateral, para cima ou para baixo. Ou seja, todos os músculos que se inserem nessa região do terço médio, eles são antagonistas ao músculo orbicular da boca. Tá, e em alguns casos, são sinérgicos. Tá, sua inervação se dá pelo ramo bucal marginal da mandíbula, tal nervo marginal da mandíbula do nervo facial. Tudo bem? É eles quem inervam. Então, alguns casos, vocês vão ter aula de de lipólise submandibular, lipo de papada, em alguns casos, no pós da lipo de papada, nós temos um edema excessivo e excedeu, ele pode comprimir essa inervação, principalmente o nervo marginal da mandíbula, que é um nervo de função motora, e o paciente vem a ter uma ptose, né, uma paralisia transitória, uma parestesia transitória nessa região. Tá, a sua vascularização se dá pelos ramos arteriais do da artéria labial superior e inferior e os ramos da artéria facial propriamente dita. Tá, o seu retorno venoso se dá pela veia facial.

E aqui nós temos um esquema onde nós conseguimos enxergar a região do terço inferior, onde nós temos o músculo mental empurrando o lábio superior para fora. Ele leva. Eu tenho depressor do ângulo da boca, depressor do lábio inferior, tem o platisma. Tá, e tenho aqui nessa região mais lateral, inserção do platisma. Todos puxando para baixo. Aqui nós temos a disposição do orbicular em relação ao bucinador. A bola de Bichat está exatamente aqui, ó. Então, essa imagem é perfeita para a gente entender. Então, se eu tenho uma estrutura que preenche essa cavidade aqui, porção bucal, por ser um local, e eu tenho aqui subindo a porção pterigoidea, que passa por trás aqui do arco zigomático e continua até a porção temporal, que vai sair aqui em cima, tá, e eu tenho aqui, então, a bola de Bichat, um pouco mais aqui, eu tenho a bola de Bichat, e ela está mais lateral, mais lateralmente ao bucinador. Tá, e mais medialmente posicionado em relação ao masseter. Tá, então, masseter vai ser o músculo que vai estar aqui. Ele tem sua origem, inserção no arco zigomático e na borda da mandíbula, e a bola de Bichat está entre esses dois músculos. Bucinador, masseter. Ela está posicionada aqui, acima de uma certa. Eu tenho compartimento superficial, abaixo do bucinador, eu tenho um compartimento de gordura profunda. Tá, então a gente consegue entender muito bem a disposição, né, da bola de Bichat.

Nessa imagem, a gente vê o músculo bucinador perfeitamente bem. Continuando falando sobre o orbicular, ele vai conseguir promover para a gente, né, essa contração, e essa contração tende a formar rugas estáticas aqui em cima, que nós chamamos de códigos de barra ou rugas periorais, que são rugas estáticas, né, por conta da contração e do relaxamento nessa região. Aí, então, nós podemos hidratar, melhorar, estimular colágeno em toda essa área, preencher com fio, com subcisão, subcisão é o nome de uma técnica que a gente descola todas essas rugas aqui e promove o estímulo de colágeno nessa região. Tudo bem?

Músculo risório. O risório, ele tem um papel importantíssimo para nós, né? Ele ajuda a puxar a nossa a comissura da boca para trás. Tá, sua origem é na face do músculo masseter. Ele não tem origem óssea, tá? Ele se insere no ângulo da boca, passando pelo nódulo tendinoso. O nódulo tendinoso tem um outro nome que é chamado de módulo. Já ouviram falar no módulo? Modízio é esse entrelaçamento de músculos que formam quando dão um sorriso ou a famosa covinha, né? Por um lado, essa depressão aqui, ó, quando dão um sorriso, aqui é o nódulo tendinoso ou módulo, é onde todos esses músculos envolvidos na dinâmica do sorriso, no abaixamento do lábio inferior, estão inseridos na sua grande maioria, tá, e se entrelaçam ali com outros músculos que se inserem nessa região.

Sua função principal é atuar promovendo tração lateral do canto da boca. Tá, e ele tem uma ação sinérgica com os músculos zigomáticos maior e zigomático menor. Já como ação antagonista, ele tem os feixes do músculo platisma. Tá, os feixes do platisma, as bandas posteriores puxam para baixo. Ó, o platisma, pessoal, a gente vai ver um pouquinho mais sobre ele, mas ele é um músculo grande que cobre todo o pescoço, que se insere aqui na base da mandíbula. Tá, sua inervação, a parte motora se dá pelos ramos bucais inferiores do nervo facial, e a parte sensitiva pelos ramos maxilar e mandibular do nervo trigêmeo. Tá, o nervo trigêmeo vai promover a parte sensitiva dessa região. A vascularização, suprimento arterial é proporcionado pelos ramos das artérias labiais superiores, na artéria facial e da artéria transversa da face. São essas três artérias, entre elas se comunicando, vão vascularizar toda a região do músculo risório. Tá, o retorno venoso na drenagem venosa se dá pela veia labial superior, tá, em direção à veia facial.

Na base da mandíbula, aqui nós conseguimos enxergar numa vista lateral quase todos os músculos e estruturas que nós vimos hoje. Tá, o risório, tá aqui, ó. O risório é essa curva, esse músculo mais curvilíneo que tem aqui. Ele não se insere na base da mandíbula como esse desenho. Tá, esse desenho, ele está um pouco equivocado. O limite do risório, tá, a origem do risório, ela será aqui, pessoal, na parede anterior, tá, na face de uma seta. Ele tem face, é porque um músculo que tem origem e inserção óssea, tá? Então, o risório, ele sai daqui e se insere aqui no módulo. Tudo bem? Então, essa é a direção que eu tenho do risório nessa porção aqui. Ok.

Depressor do lábio inferior. Depressor do lábio inferior ajuda a expor os dentes inferiores quando eu aciono eles para baixo. Tá, é um músculo quadrilátero, de forma larga e achatada. Ele tem uma disposição diferente na questão do seu, da sua disposição, né? Suas fibras originam-se na área superior da linha rugosa de inserção do músculo platisma. Essa é a origem dele na mandíbula, medialmente à origem do músculo depressor do ângulo da boca. Ele está mais medial, tá, mas no centro, a comissura. Tá, aqui o depressor do lábio inferior está mais no centro, tá, sua função é promover a depressão da porção central do lábio inferior de uma maneira sinérgica. Tá, como ele é sinérgico com o depressor do ângulo da boca, ele se insere na parte tegumentar do lábio inferior, ou seja, na pele do lábio inferior. Tá, isso é inervação se dá pelas fibras motoras do ramo marginal da mandíbula do nervo facial. Tá, ramos nervo facial, e as fibras sensitivas do nervo mental, tá, e terminal do nervo alveolar inferior, que a gente vai ter a sensibilidade aí por conta dos ramos, são ramos do nervo trigêmeo, que é do quinto par craniano. Tá, como antagonista, a gente tem o elevador do lábio superior. Tá, o elevador do lábio superior tende a ser antagonista à ação desse músculo. Tudo bem? E a sua vascularização se dá por ramos colaterais da artéria labial inferior e ramos colaterais da artéria facial. Tá, além disso, aumenta e artéria alveolar inferior também estão presentes nessa região. Todo o retorno venoso se dá pela veia facial e pequenos vasos. Tá, então o músculo depressor do lábio inferior, depressor do lábio inferior, tem de abaixar a pele do lábio para baixo. Imagem aqui do canto, ela é linda, a gente consegue ver com uma riqueza de detalhes, né, essa porção aqui, o orbicular abaixo, né, o orbicular está por baixo de todos eles. Tudo bem? Então, a aplicação de toxina, por exemplo, nessa região é bem mais superficial do que em outros músculos.

Nós temos aqui o depressor do ângulo da boca. Tá, músculo depressor do ângulo da boca, o depressor do ângulo oral. É um músculo que a gente trabalha bastante com toxina, porque através dele eu consigo promover, né, um relaxamento da comissura. Tá, às vezes, quando a comissura está invertida, tá, puxando para baixo, comissura puxa para baixo, relaxa e promovo um levantamento da comissura da boca. Tá, então o músculo depressor do ângulo da boca tem a sua origem na borda inferior da mandíbula, em posição da cauda. Sua inserção se dá no ângulo da bochecha, no ângulo da boca, próximo à região de módulo. Ele é sinérgico com o platisma. Toda vez que o platisma puxa para baixo, eu puxo o depressor do ângulo da boca para baixo também. Tá, além de uma ação conjunta com o músculo abaixador do lábio inferior. Como se antagonista, nós temos o zigomático maior e o levantador do ângulo da boca. Tá, então nós temos maior e levantador do ângulo da boca como antagonistas do músculo depressor do ângulo. Sua inervação se dá pelo ramo marginal da mandíbula do nervo facial, sétimo par craniano, tá, motricidade, e a sua vascularização principalmente por ramos da artéria labial inferior, tá, e ramos artéria labial inferior anastomose com os ramos contra laterais da artéria da artéria labial superior. Tá, assim como artéria mental.

Músculo mentoniano. É um músculo importantíssimo para a gente numa avaliação tridimensional do processo de envelhecimento. É o único músculo do terço inferior que eleva em vez de deprimir. Então, conforme ele puxa para trás, ele leva o lábio superior. Essa imagem é perfeita. É um músculo, tá, inserido lá na fossa mentoniana, tem origem na musculatura, tem origem óssea e se insere na pele. Tá, e aí ele contrai o mento para dentro. Quando ele contrai essa parte do músculo para dentro, o lábio inferior tem de vir para fora. Quando eu faço isso no lábio, quem ajuda a projetar o lábio inferior para fora é o mentoniano, é o músculo, o mento, mente quadrado, de aumentou, né, também na forma de dizer. Sua origem, como eu disse, na fossa mentoniana e acima do tubérculo mentoniano. Ele se insere, né, na margem inferior do músculo. Apresenta um relevo de forma cristalina e suas fibras se inserem na porção subcutânea da pele do mento. E a sua principal função é elevação da pele do mento, projeção para fora do lábio inferior. Tá, ele é sinérgico com abaixador do lábio inferior e o abaixador do ângulo da boca, e tem como antagonistas os zigomático maior e o levantador do ângulo da boca. Sua inervação se dá por fibras do ramo marginal da mandíbula do nervo facial, e da parte sensitiva por ramos do nervo trigêmeo, tá, alveolar inferior, mental e nervo mandibular. Tá, a vascularização se dá pelo ramo inferior da artéria facial e ramo mental da artéria maxilar. Então, a gente vê aqui o músculo mentoniano, tem dois feixes. Tá, ele possui dois feixes musculares que ajudam na contração dessa pele no mento. E a gente às vezes tem que olhar com mais carinho para esse músculo, porque ele consegue promover para a gente uma contração, né, que forma muitas vezes aquelas, aquelas rugas, né, aquela celulite nessa região do mento, por exemplo, aqui, ó. Deixa eu abrir, vocês vão enxergar um pouquinho melhor. Então, aqui, ó, eu tenho um paciente, essas, essas rugas que formam aqui, as rugas mentais, é pela contração do músculo mental. Olha como ele é um músculo forte, e a gente consegue promover o relaxamento dessas, dessas rugas que formam com o uso de toxina, sem impedir e às vezes até liberando um pouco mais movimento do músculo orbicular e o movimento do lábio. Tá, então eu consigo trabalhar de uma maneira uniforme nessa região.

Aqui nós temos também o uso, né, da toxina botulínica para melhorar o sorriso gengival. Como eu mostrei para vocês, trabalho no depressor, no elevador do ângulo da boca, no elevador do lábio superior, no elevador do lábio superior da asa do nariz, relaxando esses músculos aqui e promovendo uma melhora estética na região. Tá, então a gente tem que conhecer aonde esses músculos estão inseridos, né, para trabalhar de uma maneira mais assertiva nessa região com a toxina botulínica. Ok.

Aqui a gente vê uma dissecação mostrando as fibras do músculo mentoniano, né, músculo mentual, e do depressor do lábio inferior, que o músculo mental. Aqui a força que eu disse para vocês, ó. Conforme eu projeto o depressor do ângulo da boca para baixo, tem uma ação em conjunto do platisma, intenso em conjunto também do mentoniano. Tá, que a gente consegue ver. Orbicular da boca, o risório, abaixador do lábio inferior, depressor do ângulo da boca, do lábio inferior, posteriormente o platisma.

E vamos falar um pouquinho sobre ele. O músculo platisma, pessoal, é um músculo que ele tende a envelhecer bastante a região do pescoço quando você não dá uma atenção para ele. Tá, ele é um músculo que ele recobre, como se fosse um lençol, uma coberta, né, que envolve toda essa região do pescoço. Sua origem se dá na face, sobre as porções superiores do músculo peitoral maior e no deltoide. Então, se eu tracionar minha banda platinal, eu percebo que o deltoide aqui no ombro, eu tenho tração, eu sinto aqui, ó, porque a face, né, desses músculos está aqui, e a origem do platisma se dá nessa região. Se eu forçar a banda, forçar o pescoço e puser a mão aqui embaixo, eu sinto a contração do músculo. Tá, sua inserção se dá no limite inferior da mandíbula, nas fibras mediais, pele, tecido subcutâneo e músculos ao redor da boca. Tá, essa é a principal inserção dele. Porém, existem alguns artigos científicos, algumas dissecações recentes que mostram que mostram que eu tenho uma inserção do músculo platisma na base aqui, ó, do arco zigomático. Eu tenho inserção do platisma na base do arco zigomático. Às vezes, ele sobe até aqui em cima. Então, imagina um músculo forte que consegue contrair todo esse tecido para baixo. Se eu não relaxar o platisma com toxina num processo de reestruturação de face, eu não vou ter resultados efetivos. Vocês vão aprender na aula de toxina fazer efeito Nefertiti, toxina avançada no platisma para relaxar esse músculo, tratar a flacidez que ele pode gerar.

Sua principal função é tensionar a pele do pescoço anterior, ajudando a tracionar para baixo o ângulo da boca e abrir a boca. Então, quando a gente traciona, automaticamente eu abro a boca. Tracionei aqui, ó, eu tô expondo os dentes inferiores, porque eu tô agindo com o platisma juntamente com o ângulo da boca e com o músculo depressor da região bucal. Tá, sinérgico ao abaixador do ângulo da boca. Antagonista dele, o levantador do ângulo da boca. Inervação pelo ramo cervical do nervo facial, do sétimo par craniano. É ele que promove a motricidade do platisma. Não são os ramos cervicais do plexo cervical que vocês viram ontem. Tá, e a sua vascularização é irrigação é feita por ramos da artéria facial, da artéria tireoidiana superior e da artéria cervical transversa e artéria subclávia, subclávia, tá, que está nessa região mais inferior do platisma.

Aqui a gente tem a disposição dele. Olha como ele vai até o deltoide. Esse músculo que a gente tem aqui na região do da parte superior do braço, tá, o peitoral maior. Toda essa inserção, essa origem, na verdade, do platisma e a sua inserção em base da mandíbula, no risório, na seta, e às vezes ele chega até aqui, ó, até a base do arco zigomático.

Bucinador. A gente falou um pouquinho já sobre ele, mas vamos entender um pouco mais. É um músculo mais profundo da face que nós temos. Tá, sua origem a partir de duas linhas horizontais ao longo da base do processo alveolar da maxila, tá, e da mandíbula, e do ligamento mandibular. Tem origem lá atrás, na região medular, que o separa do músculo constritor superior da faringe. Sua inserção se dá nos feixes que convergem para o ângulo da boca. Tá, com muitas fibras que ultrapassam e invadem os lábios. Então, bucinador e o orbicular dos lábios, eles são quase que uma continuação do outro, apesar de serem músculos de fibras distintas, se entrelaçam muitas vezes, né? E a sua função principal é manter a bochecha durante a mastigação. Então, quando a gente mastiga, tô fazendo movimento de mastigação, ele deixa ela tensa, tá, para evitar que ela seja ferida pelos dentes, e traciona lateralmente a mistura lá. Ele age no sopro. Quando eu vou soprar, ele quem me ajuda, e também na sucção. Quando eu vou, né, chupar um canudinho, beber algum líquido com canudo, né, eu uso bucinador para ajudar. No recém-nascido, ele é um músculo responsável pela sucção. Então, lembra que eu disse, expliquei ontem sobre a bola de Bichat, da função dela com a sucção, juntamente com o bucinador. Então, é um músculo que tem aí a sua função. É um músculo importante, né? É ele que a gente atravessa, ele que a gente disseca para chegar na bola de Bichat. A gente tem aqui o platisma, né, o músculo platisma, essa disposição, essas bandas posteriores que nós temos, e a gente pode trabalhar com toxina em toda essa região. Cada ponto que vocês enxergam aí é um ponto de aplicação de toxina botulínica.

Bom, finalizamos os músculos da expressão facial, né, terço superior, médio, inferior e pescoço. E vamos falar um pouco sobre os músculos da mastigação. Tá, nós temos quatro: temporal, músculo masseter, músculo pterigóide medial e músculo pterigóide lateral. A gente precisa entender que eles agem sobre a mandíbula, tá, para manter a postura e para movimentar em todos os sentidos, a gente falar, a gente mastigar. Tá, e são compostos pelos músculos, como eu já disse para vocês: masseter, temporal, pterigóide lateral. Tá, vamos ver um pouquinho mais deles aqui.

A gente tem o temporal. Temporal, eu tenho dois feixes: o feixe profundo e o feixe mais superficial, assim como o masseter. Tá, eles têm aí duas camadas. É um músculo bem, lenço, bem grosso, um músculo bem extenso. Tá, o músculo masseter. Feixe superficial tem a sua origem no processo zigomático, tá, da maxila e na borda inferior do arco zigomático. Então, no processo zigomático da maxila, na borda inferior, e o feixe profundo no terço posterior da borda inferior e toda a superfície medial do arco. Então, tenho dois feixes do músculo masseter. O arco zigomático é reforçado pela face temporal para suportar a força que o masseter faz no arco. Ou seja, ele é um músculo muito forte. Vejam essa imagem aqui. Essa paciente, nessa primeira imagem, ela tem uma hipertrofia de masseter. Isso não é preenchedor, isso não é um abscesso bucal, isso é excesso de músculo, força mastigatória tensional. Paciente que aperta. E após aplicação de toxina, olha o resultado que a gente consegue, estético na face, além da parte funcional, né? Olha a discrepância que

Eu tenho de um lado para o outro da face. Ó, olha esse lado como é mais volumoso por conta dessa hipertrofia de uma certa. Olha esse outro caso também que é interessante, pessoal. Olha a diferença de um lado para o outro porque o músculo ficou muito mais forte, né? É um músculo muito forte, é o principal músculo aí que a gente tem na elevação da mandíbula, por isso que ele tem se reforçado o arco zigomático para conseguir suportar. A sua inserção se dá no feixe superficial, tá? O feixe superficial se dá no ângulo e na metade inferior da superfície lateral do ramo da mandíbula, e o feixe profundo da metade superior do ramo e superfície lateral do processo coronoide, tá? Então, ele ajuda a elevar a mandíbula para cima e para frente, fazer esse movimento de rotação, tá? Sua função principal é elevar a mandíbula, oclusão mandibular, tá? É um músculo mais potente da mastigação, como eu falei para vocês, e ele tem um sinergismo com pterigoide medial e com o músculo temporal. O antagonista dele principal é a gravidade e o pterigoide lateral quando contraído simultaneamente de ambos os lados da triagem, mantendo ele contraído, preso numa região para que ele não faça a movimentação de lateralidade. Sua inervação se dá pelo ramo V3, o ramo mandibular do trigêmeo, tá? A parte de inervação dele, a vascularização pela irrigação da artéria que vem da artéria é uma cetérica, tá, que é um ramo da artéria maxilar. Então, a gente tem aqui uma série. Nós temos um músculo temporal, músculo temporal, a gente enxerga bem nessa imagem. Olha, quando a gente remove o arco zigomático, a gente consegue ver, né, a origem e a inserção dele. A origem dele se dá em toda essa região, passando pelo frontal, parietal, é etmoidal, e a sua inserção lá no processo coronoide, tá? Nós temos aqui o pterigoide lateral e o pterigoide mundial, que são responsáveis pelo provimento de movimento de abertura de boca e pelo movimento de lateralidade da mandíbula. São músculos importantíssimos para nós no movimento mastigatório. Na aplicação de toxina botulínica, a gente não vai trabalhar no pterigoide medial e nem lateral. Nós vamos trabalhar quase que especificamente em uma série temporal, tá? Eu sempre trabalhar nesses dois músculos em conjunto, isso é de extrema, de extrema importância para mim, tá? Entender muito bem esses músculos por serem inervados pelo trigêmeo, né, por terem a sua parte sensitiva ali também no trigêmeo, eles têm a liberação de alguns fatores, né, de exposição à dor. Então, o paciente com cefaleia crônica, paciente com dor de apertamento, está relacionado principalmente com esse fator, né, de liberação de glutamato, cgrp, fator P, que são neurotransmissores que vão estar a dor na região. E aí é que a toxina age de maneira muito bacana, porque ela inibe a liberação desses transmissores e inibe a formação dolorosa na região. É todo um mecanismo fisiológico que ocorre para a gente ter esse processo de dor e de hipertrofia desses músculos. Aí, pessoal, nós finalizamos então nossa primeira parte da aula de anatomia, né? Nesses dois dias que nós tivemos aí, eu quero fazer uma atividade com vocês, é uma atividade rápida, tá? Eu peço que todos participem, todos interajam, porque é muito importante para vocês sedimentarem ainda mais o conhecimento em pontos importantes. Então, eu separei aqui três atividades onde vocês vão ter que destacar para mim os principais músculos que tem, que tem nessa nesse desenho, tá? Então, vocês vão pegar uma folha de papel, de papel normal, vocês vão enumerar essa folha de papel de 1 a 15, tá? E escrever atividade 1. Pode escrever em espanhol, né, na língua de vocês, castelhano, como vocês acharem melhor, não tem problema, a gente compreende, tá? Então, coloquem assim, ó, escrevam aí atividade 1 e enumerem de 1 a 15, tudo bem? Vocês vão ter 15 minutinhos para responder. Quais são esses músculos que estão descritos aí? Então, nós temos aqui, ó, número um, que músculo é o número um que tá aqui, ó? Qual o nome desse músculo? Nome e sobrenome, tá? Qual que é o número 2? Número 2 tá aqui, ó, que músculo é esse que está aqui? Número 3 é esse músculo lateral aqui nessa região? É o número 8, tá? Qual é o músculo que tá nessa região? Então, vocês vão descrever aí para mim, tá? Esses músculos. Fotografem depois essa atividade, essa folha, e se não se sentirem à vontade para encaminhar no grupo, pessoal, não precisa ter vergonha, né? A gente tá aqui para aprender, a gente tá aqui para se aperfeiçoar. Não tem certo e errado agora, não é uma atividade avaliativa, é uma atividade de fixação. Toda vez que vocês escrevem, toda vez que vocês colocam isso em prática, vocês tendem a fixar mais o conhecimento. Então, assim, vocês terminarem, quem se sentir à vontade pode enviar a foto da atividade no grupo, tá? Vocês vão ter 15 minutos aí para responder. Quem não se sentir à vontade pode lá no particular para Natassia, tá? No WhatsApp dela, que é o Educacional, que tá lá com o contato que manda mensagem para vocês no grupo, e ela encaminha para mim, tá? Então, eu aguardo todos vocês. Se tiverem alguma dúvida, perguntem, tá? Perguntem aqui no chat, abram o microfone, esse é o momento da gente interagir. Aí, depois nós vamos revisar todos juntos. Essa é a primeira atividade. Finalizando, nós vamos ter a segunda, que vocês vão descrever as principais artérias, tá, destacadas nessa imagem aqui. Tudo bem? Então, vamos iniciar com essa da musculatura. Agora são 15:05, tá? As 15:20 a gente segue para a próxima atividade e aguardo todos vocês enviarem para mim de 1 a 15, quais são os principais músculos descritos aí, tá? Eu vou deixar o telefone, o microfone fechado, mas eu estou aqui com vocês. Tudo bem? Antes de você fechar, a gente só vai para atividade 2 quando todo mundo entregar um? É isso? Isso, perfeito. Ah, tá, só para eu ficar atenta aqui, caso eu receba no privado alguma dúvida. Pessoal, vamos lá. Então, nós temos aqui atividade 1. Acho que vocês conseguiram ter um entendimento melhor, né? Os músculos já fazem parte da nossa rotina, né? A gente tem um entendimento sobre eles, tá? Então, o músculo número 1 é o orbicular dos lábios, tá? Músculo orbicular dos lábios, tá ali naquela posição. O número 2, levantador do lábio superior, tá? É muito comum o pessoal confundir esse músculo com o zigomático menor, mas ele se insere, tá, bem superior, tá vendo que ele tá abaixo? O desenho não fica bem claro, mas ele está abaixo do orbicular e se insere lá em cima, acima do forme faritário. Então, só quero reconhecer qual é o músculo, se é o levantador do lábio superior, se é o levantador do ângulo da boca. O ponto de origem vai ser importante para mim, porque o levantador do lábio superior se insere acima do forno informitário, e o zigomático menores, zigomático maior, eles têm como origem o processo, né, o processo zigomático ali do osso da maxila, tá bom? O número 3 é o levantador do lábio superior e da asa do nariz, esse que é bem lateral. Asa do nariz. Número 4 é o zigomático menor, ok? O número 5, ao levantador do ângulo da boca. O número 6 é o zigomático maior, tá? A gente vê pela diferença de comprimento e de largura do músculo, por isso que cada um recebe o nome de maior ou menor. O número 7 é o risório, tá? Porque eles, ele tá saindo a sua origem é na parede anterior do masseter e se insere na região do modelo. O número 8 é o músculo bucinador, que é o músculo mais profundo, abaixo do masseter. O número 9 é o depressor do ângulo da boca. O número 10 é o abaixador do lábio inferior, tá? Numa posição mais central para a gente não confundir depressor do ângulo da boca e abaixador do lábio inferior é a posição deles em relação à comissura. O depressor do ângulo está mais distal em relação à comissura, o abaixador do lábio inferior está mais medial à comissura bucal. Sim, depressor é depressor e abaixador do lábio inferior do número 10 é a mesma coisa, tá? Tem a mesma, a mesma característica, a mesma nomenclatura, tá? Então, depressor do lábio inferior também serve, tá? Então, está correto. O número 11 é o mental ou mentoniano. Lembra, a gente tem dois feixes musculares aqui presentes, tá? Nesse músculo. O número 12 é o platisma, tá? Esse músculo que recobre totalmente o pescoço, o platisma. Aqui recomendo, lembrem-se sempre que eu tenho banda medial e banda, duas bandas, né, mediais e bandas mais posteriores desse músculo, tá? Eu tenho uma banda medial e uma banda mais lateral, mais posterior em relação ao alinhamento orbicular dos olhos. Eu tenho dois músculos, orbicular dos olhos, músculo oxíto frontal, ventre frontal. Lembrem-se sempre, músculo tem nome e sobrenome, tá? E músculo prócero, tá? Próscero. Número 15, e a gente tem o 16 ali, tá, que não foi pedido para vocês, mas que seria o corrugador, e o 17, tá, que seria músculo nasal, parte transversal. Tudo bem? Então, esses são os principais músculos da expressão facial. Todos esses músculos são passíveis de receber aplicação de toxina botulínica para melhoras estéticas da face, tá? Então, esses músculos são os músculos da expressão ou da mímica facial. Tudo bem? Alguma dúvida nessa atividade? Tranquilo? Graças a Ângela. Então, vamos falar um pouquinho da atividade número 2, tá? As principais artérias destacadas aqui. Aqui confunde um pouco, né? Mas a gente precisa ter o entendimento que é o seguinte: a número 1 é a carótida comum, tá? Artéria carótida comum. Na carótida comum, a gente vai ter a subdivisão em carótida externa e carótida interna, tá? Então, essa que nós vemos aqui, ó, o número 2 é a carótida externa. Seguindo mais anteriormente, passando na incisura da mandíbula, nós temos artéria facial, tá? E ela vem subindo num trajeto sinuoso, fazendo várias direções. Ela limite seu primeiro ramo a labial inferior, continua subindo uma distância de uma polpa digital à comissura, nós temos artéria labial superior, tá? A facial continua subindo, ela vira artéria angular aqui, ó, o número 6, angular. Número 7, artéria nasal externa ou nasal lateral, ambas nomenclaturas são aceitas, tudo bem? Subindo, nós temos a infratroclear, ok? Artéria infratrocinar. Número 9, nós temos a supratroclear, que são ramos de qual artéria, pessoal? Alguém sabe responder? Infra, supratroclear e suprabital são ramos da artéria oftálmica, que por si é o principal ramo da artéria carótida interna, tá? Isso é uma coisa que tem que ficar bem clara para vocês, tudo bem? Muito, muito importante. Parabéns, Katherine. Carótida interna, tá? São ramos da carótida interna. Então, a gente tem ali, número 9, número 10, respectivamente, supratroclear e supraorbital. A número 11, a gente voltando aqui para o canto, a número 11 é a artéria temporal superficial, tá? Ela passa bem próxima à região do trago, ok? Essa é a temporal superficial. A número 12 é artéria transversa da face ou transversa facial, tá? Nós temos aqui ramos auriculares anteriores da temporal superficial, artérias zigomática orbital, essa número 14, e aqui a 15 e 16, respectivamente, é o ramo frontal da temporal da superficial e o ramo parietal da temporal superficial. Por baixo de todas essas aqui, nós temos a posterior auricular e nós temos a artéria occipital, tá, que também são ramificações da carótida externa. Tudo bem? Então, muito importante eu conhecer, tá? Eu saber a nomenclatura, saber onde elas estão localizadas, tá? A facial, ela passa na incisura da mandíbula, próxima região de mogi-lo, ela vai jogar o seu primeiro ramo, que é a labial inferior, na pele do lábio superior. Eu tenho a labial superior passando bem rente essa região, ela sobe virando angular. Eu tenho a dorsal nasal, que é a número 18 aqui, ó. Tenho a infraorbitária, que é o número 17, tá? Tenho a infratroclear, supratroclear, as artérias superior e inferior do supercílio, tá? O da pálpebra superior e da pálpebra inferior, tá? Então, a localização anatômica me ajuda a determinar qual é a artéria. O que eu preciso saber é para onde ela tá indo, tá? Então, todo esse fluxo sanguíneo, tá saindo do coração e indo para os tecidos. Então, muitas vezes, uma intercorrência, uma compressão vascular, uma o início de uma necrose, ele é evitado só por eu saber da onde essa artéria vem, para onde ela vai, né, e o que ela pode causar no meu tecido por conta disso, tá? Então, é muito importante vocês saberem isso. Tudo bem? Alguma dúvida nessa parte de vascularização aí? Eu quero deixar para vocês, tá, fazerem depois em casa com mais calma, esse, essa outra atividade, tá? Vocês podem fazer e enviarem quando vocês se sentirem à vontade, onde vocês vão determinar. Eu vou mandar essa imagem no grupo, tá, onde vocês vão determinar quais são os principais nervos destacados nessa região, tá? Então, nós temos aí uma possibilidade de fazer uma anestesia completa da face para que vocês consigam trabalhar promovendo uma anestesia nesses nervos aqui, que são todos ramos do quinto par craniano, do trigêmeo. Tudo bem, pessoal? Foi um prazer estar com vocês durante esses dois dias, tá? Eu sei que é muita coisa para uma aula online, eu sei que é um conteúdo muito extenso. Minha preocupação foi de trazer para vocês de uma maneira mais didática possível, que vocês pudessem interagir de alguma maneira, levarem esse conhecimento adiante, tá? Amanhã vocês têm aula com professor Caio. Aproveitem bastante, tá? É só o primeiro passo dessa caminhada que eu tenho certeza que vai ser um divisor de águas na carreira de vocês, tá? E nós estaremos juntos na quinta-feira. Nós temos uma aula marcada na quinta-feira juntos, tá? E eu tô super ansioso para conhecer todos vocês pessoalmente, para a gente ter aula presencial, né? Esse contato mais próximo que é tão importante e tão bacana, tá bom? Mais uma vez, muito obrigado pela atenção de todos. Tenham restante um bom restante de dia aí para vocês e qualquer coisa que vocês precisarem, qualquer ajuda, qualquer dúvida que vocês tenham, mandem mensagem, tá? É o grupo tá lá para a gente discutir casos clínicos, para quem já tem faz alguns atendimentos, em caminho para a gente sempre estar evoluindo juntos, tá bom? Muito, muito obrigado. Boa, bom fim de terça-feira para vocês. Amanhã e nos encontramos novamente na quinta-feira, tá bom? Gracias. Obrigada, doutor. Obrigado, pessoal. Até amanhã.