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[Música] Olá, estamos aqui de volta, né? Como está passando rápido esse mês. Vocês perceberam? Rápido, já estamos em abril, bem dizer, né? Como passou rápido esse mês! E foi muito bom estar com vocês e estar com vocês durante esse tempo. Eu, como sempre digo, a minha maior preocupação, além de expor o conteúdo da disciplina, da disciplina, é compartilhar algo que Deus tem em nosso coração. Acho que é muito precioso. Eu não sei quando terei por oportunidade de poder me dirigir a vocês e compartilhar essas, essas verdades. Então, sempre oro muito a Deus para que, antes de qualquer informação, antes de qualquer conhecimento compartilhado, que o próprio Deus seja compartilhado, né? Que a palavra dele, a direção dele, o cuidado dele seja aquilo que é de nortear os nossos encontros, as nossas aulas, nossos vídeos; enfim, quando estivermos pessoalmente. Esse é o meu desejo profundo. E meu desejo é que Deus fale ao seu coração. Sabe, não há alegria maior, não há satisfação maior do que se sentir um instrumento nas mãos de Deus para alcançar tantos corações e tantas vidas que precisam do amor, do cuidado dele. Às vezes nós, nós sabemos, até o conhecemos, mas o sentir… às vezes alguém precisa nos lembrar de quem é Deus, o que ele pode fazer por nós.
Então eu quero começar mais uma vez com uma reflexão, e a minha reflexão nesta, neste momento, é sobre a grande descoberta. Sabe, nós estamos em busca de descobrir algo extraordinário e maravilhoso para nossa vida. Sempre estamos em busca; eh, mudamos de país, eh, mudamos de lugar, às vezes mudamos de profissão em busca de algo. Às vezes sabemos o que queremos, às vezes nós não sabemos. Mas aí eu me pergunto: qual é a maior descoberta que um homem pode ter? Qual é a maior descoberta e experiência que alguém pode ter durante a sua jornada na existência humana, nessa terra? E, e aí não depende de quantos anos você tenha vivido, vai viver, mas o que vai caracterizar a sua vida é a descoberta real; é o encontro com você mesmo; é a descoberta de Deus, quem ele é; enfim, qual é essa maior descoberta?
E quando o apóstolo Paulo escreve na sua carta aos Romanos, capítulo 12, versículos 1 e 2 – gosto muito, muito desse texto, muito desse texto – porque Paulo, ele começa dizendo: “Rogo-vos, né”, olha, eu peço a vocês encarecidamente, vejam bem isso. Paulo tá dizendo: “Rogo-vos, pois irmãos, pela compaixão de Deus que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” E olha bem esse versículo de número dois: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Para dizendo: “Olha, eu peço a vocês, eu digo uma coisa para vocês, eu suplico a vocês que vocês possam, ah, por compaixão, por amor e por paixão a Deus, que vocês apresentem o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. E a gente tá estudando sobre culto; o que é o culto racional? Quando eu entendo com minha mente e sinto com o meu coração aquilo que estou fazendo. Não é manipulação, não é uma generalização, tá? Eh, mais do que isso, é na minha individualidade com Deus, em meio a tantas pessoas. E: “L não vos conformeis; não tome a forma deste mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que, para que…” Quando a gente tem essa renovação, a gente possa experimentar o qual seja boa, agradável e perfeita vontade de Deus. A vontade de Deus sempre é boa, perfeita e agradável. A vontade de Deus é um mistério incompreensível, ou é algo que podemos de fato saber e conhecer? Muitos não conhecem a Deus, nunca tiveram experiência profunda com Deus, por mais religioso que seja, e não consegue entender qual é esse plano bom, perfeito e agradável.
E eu queria confrontar vocês a conhecer esse Deus maravilhoso, poderoso, que tem todo o poder nos céus e na terra, que conhece o nosso pensamento, o nosso sentimento, que tem o controle de tudo. Queria convidar a você: que pensamento vem à mente quando mencionamos a vontade de Deus? O que que vem à sua mente quando a gente fala da vontade de Deus? Sua resposta é grande parte moldada por sua compreensão do Senhor, da sua experiência com Deus. Então, se a minha experiência é pequena, eu jamais vou ter condições de entender essa vontade de Deus. Então, a vontade de Deus é simplesmente o seu próprio propósito e plano especificamente para cada um de nós. Deus tem um plano específico. Quando Deus nos criou, e o Salmo 139 fala sobre um Deus que é onisciente, porque ele começa dizendo assim: “Ah, que o Senhor conhece o nosso levantar e o nosso deitar; de longe o Senhor entende os nossos pensamentos, antes que haja uma palavra em nossa boca o Senhor já conhece.” Então, ele conhece o que pensamos; não adianta esconder. E diz que, e ele é onipresente; ele diz: “Para onde fugiremos da tua face? Se eu for ao lugar mais elevado, Senhor, está; se eu descer ao lugar mais profundo, Senhor, está; eh, se eu, eh, à noite, se eu, está; durante o dia, o Senhor está presente; ele é onipresente.” Ele diz: “Mas o Senhor também é onipotente.” Ele, Senhor, eu fui criado de uma forma tão extraordinária e tão maravilhosa; o Senhor me viu quando estava sendo criado no ventre da minha mãe. E o salmista disse: “E todos os dias os meus dias foram escritos quando não havia nenhum deles.” Eu sempre digo que Deus tem um propósito, um plano específico. Por isso Deus nos fez como somos, com as habilidades que temos, com o jeito que temos, com a forma que temos, porque é do jeito que somos que, que nós nos encaixamos perfeitamente no plano de Deus. Porque quando Deus nos fez assim, Deus nos fez para que possamos nos encaixar no plano dele. E às vezes a gente tá tentando se encaixar em outro lugar, em outro momento, sem entender a vontade de Deus. A gente não consegue, eh, se sentir – a gente chama em inglês “belong”, pertencente – ou a gente se encaixa; a gente, a gente fala, a gente, a gente não “fitel” naquele lugar, por quê? Isso porque jamais vão entender. Então, a vontade de Deus é simplesmente o propósito, o plano específico dele para cada um de nós. Aí eu te pergunto: você sabe qual é o plano de Deus?
Eh, até eu acredito que a gente, para gente cultuar a Deus, a gente tem momentos difíceis; a gente vai cantar louvores ao Senhor, mas quando eu entendo a soberania e o poder de Deus, aí sim eu posso louvá-lo, louvá-lo porque entendo quem ele é e como ele é. E ele quer se revelar a nós, e, e o plano dele a nós também. Então, a vontade conhecível de Deus, posso dizer assim, né? Existe muitos conceitos errados a respeito da vontade de Deus, por isso precisamos de um entendimento claro das Escrituras para fazer boas e acertadas escolhas e entender a vontade de Deus. A vontade de Deus não é um conhecimento místico reservado para algumas pessoas, é para todos que desejam se submeter a ele. A vontade dele não é um conhecimento cognitivo, mental, intelectual, não é; não é um conhecimento emocional, não é; é a própria manifestação dele e em nós. As escrituras nos fornecem orientações sobre a vontade dele. A vontade de Deus de forma profunda nesse texto que a gente leu, quando Paulo escreve aos Romanos, orientando aquela igreja – e essa é uma carta muito lógica e sistemática, mais de todas que a gente encontra no Novo Testamento – o Paulo diz o seguinte: ele começa dizendo: “Apresente seu corpo como sacrifício de adoração a Deus, porque nós já somos, já somos dele, né? Pedro diz que nosso corpo é o templo do Espírito Santo. Então, o meu corpo, eu começo oferecendo. Às vezes eu quero oferecer o invisível e o abstrato, mas não quero oferecer o meu corpo. E, e, e eu não me direciono, eu me movo em direção a Deus. A primeira coisa, quando eu quero viver na presença do Senhor e oferecer um culto a ele, eu ofereço o meu corpo, a minha vida ao Senhor, porque o meu corpo é o veículo que conduz o espírito; o meu corpo, o espírito habita no meu corpo, e eu sou o veículo que trafega em todos os lugares, ah, levando o espírito. Então, a primeira coisa que eu quero – porque muitos querem adorar ao Senhor em espírito, mas não vão oferecer o seu corpo ao Senhor; o meu corpo deve ser entregue ao Senhor, e este corpo deve ser consagrado ao Senhor. Você entende o que eu digo? Ah, não, eu entrego o meu espírito ao Senhor, mas o meu corpo de qualquer forma, não! Isso não é verdade, não pode, eh, ser assim. Então eu preciso ter um estilo de vida. Às vezes nós queremos ver a religiosidade como se fosse algo totalmente ambíguo ou, ou dúbio. Então eu, eu vivo, ah, vou adorar a Deus, canto louvores da igreja no domingo, mas durante os outros dias eu, eu vivo de outra forma. Deixa eu dizer uma coisa para você: o meu culto a Deus no domingo é fruto do meu corpo oferecido a ele todos os dias durante a semana. Então, eh, quer conhecer a Deus profundamente, quer que ele, ah, aja de forma poderosa em sua vida, ofereça o seu corpo ao Senhor; diga: “Senhor, esse corpo é teu, eu quero consagrar ao Senhor, eu quero fazer as coisas para tua honra e para tua glória.” Outra coisa: viver de forma santa. O, o que significa viver de forma… Se eu entrego o meu corpo e vivo pro Senhor, a minha vida é totalmente do Senhor. Paulo disse: “Quer comamos, quer bebamos, quer façamos qualquer outra coisa, façamos tudo para a glória de Deus.” O meu corpo vai ser usado para a glória dele; eu não vou usar o meu corpo de forma promíscua; eu não vou usar o meu corpo de forma a destruí-lo; eu vou usar o meu corpo como instrumento de Deus, e ofereci, o meu corpo pertence ao Senhor; não apenas a minha mente, o meu espírito, mas o meu corpo pertence ao Senhor. E viver de forma santa. O que é santo? É separado. Santo não é uma pessoa que morreu e então foi uma pessoa quase perfeita. Santos são pessoas separadas. Então nós somos o corpo dos santos. Como assim, pessoas separadas por Deus? Quando eu, eu separo, eu distingo o que é de Deus e o que não é de Deus; o que não for de Deus, que não agrada a Deus, eu tiro da minha vida. Uma vida de santidade é tirar da nossa vida – e a gente entende isso porque somos seres inteligentes – aquilo que não agrada a Deus. Então eu vou viver para Deus; é uma vida de santidade. Se eu quero adorar a Deus em espírito e em verdade, eu tenho que viver uma vida aceitável para com Deus. E o salmista disse: “Agrada-te do Senhor, ele satisfará o desejo do teu coração.” Então eu começo a viver uma vida que Deus tem alegria no meu viver. Sabe quantas a gente vive as migalhas de uma experiência espiritual ou, do poder de Deus em nossas vidas, quando a gente podia viver de uma forma muito mais intensa, muito mais extraordinária, muito mais maravilhosa, muito mais realizável. É, então é isso. Outra coisa: o texto diz: “Não tome a forma”, dizendo assim: “Não se conforme com este mundo”. E o que esse texto quer dizer? Não sabe o que tá acontecendo hoje com as igrejas, com o evangelho? Antigamente as pessoas elas tinham uma experiência, porque as igrejas hoje vivem por adesão e não por conversão. E conversão vem da palavra “metanoia”, que significa dar uma guinada na sua vida e em direção oposta à aquele que você estava. Paulo disse: “Aquele que”, Paulo diz: “Aquele que está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, e eis que tudo se fez novo.” O que mentia, não minta mais; o que roubava, não roube mais; o que adulterava, não adultere mais. Na verdade, tivemos e temos momentos de pecado em nossa vida, porque somos pecadores, mas o pecado é um acidente; agora a continuidade na vida, nesta vida, que não agrada a Deus, não permite que Deus possa agir e realizar em nós o plano que ele tem. Então, quando digo: “Ah, não se conforme com este mundo”, não dá forma a nossa vida aos conceitos… Eh, o texto da palavra de Deus diz que: “Filhinhos, João diz: ‘Não ameis o mundo, nem o que no mundo há; se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.’ ” Amar o mundo são os conceitos, os conceitos equivocados, eh, de uma sociedade que a Bíblia diz que já é do maligno. E o texto da palavra diz que o deus desse século – não falando de Deus, o Deus desse século, falando do príncipe das trevas – cegou, cegou o entendimento das pessoas para que não vejam a glória de Deus. E mesmo na igreja as pessoas não conseguem contemplar. E o inimigo das nossas almas tá até alegre porque as pessoas que estão na igreja não estão mexendo com aqueles que estão indo para o inferno, por a forma que a gente vive, né? Sabe de uma coisa? Outra coisa: seja transformado pela renovação da sua mente. Tudo começa na sua mente. A mente é onde começa a nossa vitória, nossa derrota, a nossa, nosso sucesso, nosso insucesso. Então eu começo na minha mente a renovar a minha mente. Como é que eu renovo a minha mente? A renovação da mente ela não vem com um diploma acadêmico; a renovação da mente ela não vem simplesmente com conhecimentos ou com aulas de coach; a revelação e a renovação da mente só pode acontecer de forma profunda e total no poder do Espírito Santo de Deus, no poder do Espírito Santo de Deus. Então eu preciso renovar a minha mente porque entreguei a minha vida ao Senhor e deixando que ele seja o Senhor absoluto da minha, da minha vida. Pense bem nisso: apresentar-se ao Senhor como um sacrifício vivo na fé é um evento único e singular, mas precisamos de um ato diário, às vezes de hora em hora, da submissão da vontade, ou a vontade de Deus em todas as áreas da nossa vida. Se você estiver se afastando do altar, confesse e volte atrás; se você está, por alguma razão, não vivendo a profunda experiência com Deus, procure vivê-la; se você, ah, sente que Deus tá te querendo algo mais de você, vai em direção a Deus, porque coisas extraordinárias estão para acontecer. A maior de todas as descobertas da minha vida e da vida de qualquer homem é quando nos submetemos à vontade de Deus e descobrimos a vontade de Deus para nossa vida. A vontade de Deus, ela traz primeiramente uma alegria que nada pode comprar; essa alegria, nada pode acontecer fora, ah, dessa vontade de Deus que nos traga essa alegria, prazer, satisfação, nada. Então, primeira coisa que a vontade de Deus traz é alegria, a realização daquilo que estamos a cumprir. Segunda coisa é a paz que excede todo entendimento. Quando eu tô na presença de Deus, caminhando com Deus, eu tenho uma paz que ela não é circunstancial; nada pode afetar a minha paz com Deus. E o terceiro é a convicção profunda da vitória, da certeza que Deus está me conduzindo a vitórias que ele tem preparado para mim. E termino como o salmista no Salmo 23, que disse: “O Senhor é o meu pastor, e nada me faltará; deitar-me faz em verdes pastos; guia-me mansamente as águas tranquilas; refrigera a minha alma.” Sabe quem pode sentir isso de fato? Aquele que conhece a vontade de Deus. Você conhece a vontade de Deus para a sua vida? Você quer ser um verdadeiro adorador? Se quer que o culto não seja apenas um ajuntamento de pessoas onde a gente se reúne, mas que seja a manifestação, o encontro de Deus, cada momento que ali você se encontra com os outros irmãos para adorar a Deus, conheça a vontade de Deus, pois ela é a maior descoberta que você pode ter enquanto estiver nesta terra e neste mundo. A vontade de Deus é o melhor para mim e o melhor para você. Amém. Deus abençoe você, tá bom?
Hoje se fala muito em culto gospel, encontros gospel, enfim. Eu queria apenas trazer algumas informações para que haja um entendimento melhor sobre o significado, ah, do culto gospel, e depois apresentar algumas músicas para vocês. Ah, então na próxima aula eu quero trazer os vários estilos de música, mas trazer exemplos dessas músicas, tá bom? Eh, na história da música gospel é muito interessante o termo “gospel”, né? Que o termo “gospel”, ele deriva de duas palavras, né? É “god” e “spell”, né? É interessante, “god and spell”, né? Que significa “boas novas”; quer dizer, do evangelho. O evangelho, boas novas, que significa, eh, “gospel” significa boas novas, evangelho. Esse gênero musical emergiu, eh, de uma forma única de expressão religiosa, tá certo? Social e cultural que ultrapassou a comunidade originais e passou a ser parte integrante dos cultos norte-americanos, expandindo assim para todo o mundo. Porque ela, ela começou mesmo nas igrejas, ah, afro-americanas, nas igrejas negras, né? A raiz da música gospel, na verdade, pode ser encontrada nos – a gente chama “Negro Spiritual”, né? – cânticos religiosos dos escravos africanos nos Estados Unidos durante mesmo o século, eh, XVI e o século XIX. A gente vê a origem: os escravos desenvolvendo canções que combinavam tradições musicais africanas e hinos cristãos, que, que refletiam a fé deles. Então, para viver os momentos difíceis de escravidão, eles uniam cultura com a fé que eles tinham. Essas músicas, muitas vezes entoadas durante o trabalho forçado nos campos, eh, expressavam a dor, a esperança e a busca pela liberdade espiritual e física. Então, nessa busca pela, pelo poder de Deus, pela liberdade em Cristo Jesus, eles almejavam a liberdade também física, né? Os “Spirituals”, né, o “Negro Spiritual”, era geralmente cantada a capela, não tinha instrumentos; incorporavam a chamadas e resposta, ou seja, um líder cantava uma linha e o coro respondia. A gente vai ver isso muito… Começou com coros, né? Então, empuxável, o povo respondia. A letra frequentemente fazia referência à história bíblica e simbolizava a libertação e esperança, como a fuga de Israel no Egito. E eles comparavam a, a experiência e a realidade deles à, ao povo de Deus quando estava escravizado, ah, seja pelos babilônicos, pelos assírios, enfim, era sempre desta forma, tá certo?
Então, no início do século XX, a migração levou milhões de pessoas do sul rural para as cidades norte-americanas, e, e essa deslocação resultou na fusão de diversas tradições musicais. Então, pessoas que trabalhavam na agricultura agora vêm pra cidade também, e aí houve uma, ah, uma fusão, ah, e isso foi no período da música gospel, quando ela começou a tomar forma. Então a gente vai ver, vai ver isto, tá? Ah, nos anos de 1940 a 1900 e a 1960 era chamada era, ah, de ouro gospel. A partir do século, a partir, na verdade, do ano de, vamos dizer, do ano de 1940, a música gospel começou a ganhar maior reconhecimento, porque se antes estava presa apenas à comunidade afro, ali ela começa a se levantar e ser aceita pela sociedade norte-americana. Esse período, muitas vezes referido como a era de ouro gospel, viu o surgimento de grandes artistas como a Mahalia Jackson, que é frequentemente chamada rainha da música gospel, eh, e aí depois eu vou até colocar uma música, uma música dela para vocês verem. E é um gênero totalmente diferente. Nos anos de 1970 em diante, a expansão e a evolução dessa música gospel; nos anos 70, a, dos anos de, de 1970 a 1980, a música gospel começou a incorporar a elementos de outros gêneros musicais, como soul, que é um estilo, como a música, a própria música pop, que a gente chama música popular, e até mesmo do funk. É interessante, né? Esse período viu o surgimento de artistas como a Andraé Crouch, que trouxe uma sensibilidade contemporânea à música gospel, e a gente vai ver, eh, esse impacto. Então, e nos anos de, a partir do ali nos anos de 1980 e 90, o gospel continuou a evoluir, expandindo-se globalmente. Artistas como Kirk Franklin revolucionou o gênero, incorporando ao hip hop e outras influências modernas, atraindo um público agora muito mais jovem, diversificado, e ajudou a levar a música gospel ao topo das tabelas das vendas de álbum comum, ah, por exemplo, aquele, deixa eu ver, o “The Nu Nation Project”, quebrando barreiras entre a música religiosa e secular, porque existia uma divergência. Hoje, até hoje nos Estados Unidos a gente vai perceber que nas rádios tocam músicas populares e gospel no mesmo, no mesmo, no mesmo tempo, né? Então ela começou a se incorporar e a ser tocado nas rádios no mesmo nível das músicas populares. Então isso impactou a sociedade. Essa música, a música gospel não é apenas um gênero musical, mas é também uma força cultural e social. Durante o movimento dos direitos civis, canções gospel eram usadas como hinos de protesto e resistência. A música gospel ofereceu conforto e esperança em tempos de adversidades e dificuldades, servindo como um veículo para expressão de fé, da dor e da resiliência de um povo, especificamente o povo afro-americano. Além disso, a música gospel teve um impacto significativo em, em outras, em outros gêneros e em outras gerações, tá? Influenciados pelo blues, pelo jazz, pela soul, pelo rock and roll, muitos artistas seculares começaram a cantar as músicas gospel, como Elvis Presley, falei antes; Ray Charles começou as suas carreiras a cantar música gospel. Interessante, levaram essas influências para a sua própria música. O estilo de música, as músicas gospel mais conhecidas, por exemplo, a canções gospel que se tornaram clássicos incontestáveis e ficaram na imortalidade da voz de alguns intérpretes mais populares. E a gente pode ver, por exemplo, uma das músicas, a gente conhece a “Amazing Grace”, a gente canta; é um hino cristão tradicional que transcede gerações e denominações. E canções fala da redenção. Uma das mais belas músicas que começou a, a ser tocada e cantada. O “Happy Day”, por exemplo, o “Happy Day” é uma bela música que a gente vai ver e conhecida, né? Foi popularizada pelo grupo de Edward… E essa canção tornou-se um hino de celebração. Começou com um hino escrito em meados do século XI por um clérigo inglês chamado Philip, eh, Doddridge. E em meados do século XIX recebeu uma nova melodia e um refrão. Em 1967, a adaptação tornou-se uma versão definitiva. Esta música inspirou, inspirou muitos músicos em criações extraordinárias. A gente pode ver várias canções, eh, aquela música, por exemplo, do “Precious Lord, Take My Hand”, é linda; é uma música composta por Thomas Dorsey; uma das músicas mais emocionantes e poderosas. Eu vou, eu vou fixar essas músicas, eh, para que vocês possam ter uma ideia. Ah, por exemplo, uma das belas músicas é “Steal Away” do Mississippi McQu; é um coro afro. “Steal Away” é, é lindo. É um instrumento, instrumentos musicais usados na música gospel. A gente pode ver que, eh, começou um novo momento. E em outros gêneros que já tocavam, mas justamente os arranjos começaram a usar o piano fundamental como base para a música gospel, especialmente algumas composições de Dorsey. O piano proporciona a base harmônica e melódica; é a plataforma ideal para a majestade da presença de qualquer hino religioso. Então o piano, ele vem como a base, e aí a gente surge, eh, depois dos pianos acústicos, né, e os teclados. A bateria foi incorporada, a gente viu isto; acústica, assim, sala musical que não tinha antes nas igrejas. O próprio baixo, né? Então a gente vai ver mesmo o baixo, contrabaixo também, e trazido do, do jazz. E então a guitarra, tanto acústica como elétrica; a guitarra frequentemente utilizada adicionou a textura, a cor desta nova música. E a gente vai ver, então, o, a isso é extraordinário. A música gospel é uma forma de arte poderosa, espiritual, que continua a inspirar e mover pessoas em todo o mundo. E a música que nós, eh, usamos especificamente hoje tem profunda, eh, tem a base, né, e um profundo reflexo desse estilo de música. Então, o que eu vou fazer agora, eu vou colocar algumas músicas para vocês e desse estilo para que vocês vejam isto. E a gente continua falando sobre as músicas gospel até chegar à música dos nossos dias. Então eu vou continuar na semana que vem para que vocês possam, de fato, realmente, ah, ter uma ideia de como acontece. Depois eu quero também trazer as músicas, eh, evangélicas cristãs dos anos 70, dos anos 80, 90, até os anos 2000, e aonde nós chegamos, para ver a evolução e os vários tipos, estilos de música, como quarteto, coro, solos, então conjuntos. A gente vai ver, vai ver isso para ter uma ideia agora mais exata. Das músicas que Deus possa nos abençoar, e que a gente possa conhecer um pouquinho mais da história da música gospel até que ela chegou aos nossos dias, e essa é a influência, a influência… Eu tava estudando sobre as músicas mesmo, a música não tem nada a ver, que a música axé no Brasil, elas têm influência justamente da, da música, da música afro, do jazz e do blues. Como é que é interessante como o jazz e o blues teve um, sabe, uma influência tão grande nas músicas, né? Eu acredito que o espírito, o espírito dos irmãos africanos que, que viveram momentos tão difíceis, fizeram com que eles cantassem com um espírito tão profundo; eles encontraram nas canções a força para continuar a, a viver e a ter esperança que seus filhos seriam, seriam libertos e, e viveriam de forma como vivem hoje, na maior parte, né? Então, como a música cristã gospel tem uma influência tão grande no poder de um povo que continua a sua jornada, e essa música influenciou a todos nós pelo espírito, pela viva, pela experiência, pela própria manifestação do poder de Deus nas canções. Que Deus possa nos abençoar, e que ao entender a origem dessas canções, isso nos faça refletir sobre a origem da nossa canção, aonde…
Se origina o meu cantar e o meu adorar a Deus. Que Deus nos abençoe. Deixe-me orar com você agora. Pai, obrigado por esse momento em nossas vidas, pela tua palavra, pela construção da história da música gospel, pelas experiências que os nossos irmãos tiveram com o espírito, com o coração, sem momentos difíceis, tão difícil na vida deles, e trouxeram as inspirações que nós cantamos. E às vezes nós nem conhecemos, nem entendemos a origem das músicas que nós cantamos. Ó Pai, obrigado porque o Senhor pôde usá-los, e hoje nós podemos cantar músicas tão, tão lindas ao Senhor.
Que as nossas músicas sejam, Senhor, reflexo da nossa experiência contigo. Pai, por isso eu te agradeço. Senhor, abençoa cada um dos meus queridos alunos, em nome de Jesus. Amém. Amém. Deus abençoe. E agora eu vou deixar com vocês algumas dessas músicas, para que vocês tenham conhecimento. Assistam aí, eu vou deixar várias músicas da origem, do início da música gospel, e a gente dá continuidade na próxima semana, tá bom? Deus abençoe. Tchau. Fica com Deus.