Transcription
Nesse vídeo, eu quero responder de forma respeitosa, né, ao Lucas. Ele é um tomista, né? Eh, estuda muitas obras aí de São Tomás de Aquino, de seus discípulos, né? Estuda Aristóteles. E ele levantou alguns questionamentos em relação ao meu vídeo, eh, "Resposta ao Desafio do Guilherme Freire em relação à Primeira Via do Motor Imóvel", né?
E por ele ser um estudioso de São Tomás de Aquino, por ele ser um tomista, e trazer muitos questionamentos que podem levar algumas pessoas ao erro, ao engano, em relação ao que eu disse no vídeo e em relação à refutação que eu fiz ao argumento da Primeira Via de São Tomás de Aquino, eu quero fazer esse vídeo resposta justamente para esclarecer todos esses pontos e mostrar para vocês que não existe equívoco nenhum por parte minha. E, muito pelo contrário, existe por parte dos tomistas que simplesmente não querem aceitar que essas questões tomistas e aristotélicas já estão ultrapassadas. E já temos coisas na filosofia da física moderna que já conseguem, né, de certa forma, sobrepujar todos esses conceitos. É uma questão mais de ideologia, né, e conceitos pessoais, como vocês vão ver aqui nesse react, que ilustra muito bem todos esses pontos.
De antemão, quero deixar que eu não tenho nada contra a pessoa do Guilherme Freire, não tenho nada contra a pessoa do Lucas. Muito pelo contrário, eu converso com o Lucas no, no, no Facebook, eu tenho contato com ele. E fica aqui o meu respeito, meu carinho para todos eles. Aqui é somente na questão das ideias, tudo bem? Então é isso, vamos dar início aqui ao nosso react. Espero que vocês gostem. Se acomodem, esse vídeo vai ser longo, porque só o vídeo dele tem 37 minutos, tá? Então, para eu argumentar cada ponto, vai levar bastante tempo. É um vídeo que vai valer a pena, pois você vai sair daqui com muita informação, tá? Ok, vamos embora.
Aqui, aos 44, 45 segundos, ele vai dizer o seguinte: "Antônio, eu sei que você tá assistindo o meu vídeo, não leva mal que eu vou falar para ti, mas, cara, pelo amor de Deus, tenta dar o trabalho de estudar melhor, ah, os seus oponentes. E olha só, você tem um canal com 100.000 inscritos. Se não fosse esses 100.000 inscritos, você praticamente não seria nada, só seria um pai de família, teu que estivesse de mulher, sei lá o que você faz. E então, tem um pouco mais de respeito pelo seu público para estudar melhor um assunto e então ensinar eles, ensiná-los. Então, tem um pouco mais de respeito pelo seu público para estudar melhor um assunto e então ensinar eles, ensiná-los. Porque não há maior desrespeito que você pode ter com alguém a senão ensinar ignorância, ensinar desconhecimento, né? Ciência, que é o que você tá fazendo."
Primeira coisa, eu não quero levar em consideração essas questões de ataque pessoal, né? De que se eu não fosse meus 100.000 inscritos, eu não seria ninguém, seria só um pai de família, teu, coisas do tipo. Tá? Desconsidera esses ad hominem, tá? Essas falácias. Eu não vou levar em consideração. Mas ele, eu quero que vocês prestem atenção que ele disse que eu passo, eh, desinformação para o meu público, que eu não estudei os tomistas direito, que eu não fiz um argumento após estudar as questões, os pensamentos tomistas. Preste atenção nisso, porque eu vou mostrar que é ele quem não faz isso, e são os próprios tomistas que não fazem isso, tá? Eu vou mostrar isso durante o vídeo. Então, é importante esse ponto para você ter isso em mente, tá? Ok.
A partir de 2:10, 2:11, ele vai começar a criticar o Guilherme Freire por ele dizer que, caso o argumento que o levou a ser crente, que é o do primeiro motor imóvel de São Tomás de Aquino, fosse refutado, ele deixaria a fé cristã, ele deixaria de ser crente, né? Ele vai criticar o Guilherme Freire por isso. Então, vamos acompanhar aqui, depois vamos comentar.
"Mas o Guilherme Freire falou que se alguém conseguisse lhe provar que a primeira via está errada, ele iria rejeitar sua." Guilherme, não sei se você está assistindo esse vídeo, talvez sim, talvez não. Mas essa fala sua, não sei se você falou exatamente isso ou se foi editado, é uma completa estupidez. Mil perdões, minhas maximamente sinceras desculpas por ter que falar isso, mas a sua fé não pode ser embasada em argumentos. É claro que a fé não é acreditar sem ter razão nenhuma, mas é acreditar sem ver. Isto é, ainda que não existisse nenhum argumento que provasse a existência de Deus, ah, que toda a Suma Teológica fosse refutada, você ainda deve permanecer católico, porque sua fé não depende disso, entendeu?
Então, para eles, por mais que você refutasse que Deus não existe, para eles não importa. O negócio é você continuar crendo de forma cega, de forma enviesada, de forma doutrinada, porque a fé é crer de de forma absoluta, né? Sem questionamento, sem razão, sem reflexão. E nesse caso, eu quero dar aqui os meus parabéns para o Guilherme Freire, que disse que, caso a primeira via fosse refutada, ele deixaria a fé cristã, porque ele teria ali evidência suficiente de que esse argumento que sustenta para ele a visão de que Deus existe é falso, está derrotado, né?
Mas assim, eu não quero que, após a refutação da primeira via, via do motor imóvel, o Guilherme Freire deixe a fé dele. Não, nunca foi o intuito. O intuito é mostrar apenas que esse argumento não sustenta a existência de um Deus, e que o argumento tá errado, e o argumento tem falhas e premissas ali que não se seguem, tá? Então, isso foi demonstrado muito bem. E as críticas a esse argumento, eu vou refutar ao longo desse vídeo.
Vamos ver aqui a partir de 4:17 do vídeo dele para a gente poder fazer um comentário. "Para começar, no momento, no minuto 2:42 do vídeo dele, onde ele falou: 'Santo Tomás usurpou o argumento do motor em móvel de Aristóteles', eu pergunto Antônio Miranda, ele, ele, o Antônio Miranda já falou coisa assim parecida que São Tomás de Aquino plagiou Aristóteles há uns anos atrás. Tenho até um vídeo no canal falando isso. Eu pergunto a Antônio Miranda, onde foi que São Tomás de Aquino falou que esse era, era o argumento dele? Onde foi que São Tomás de Aquino falou: 'Essas são as minhas vias'? Ele falou que são cinco maneiras, cinco meios de prova da existência de Deus, mas nunca falou: 'Essas são as cinco vias'. Tomás de Aquino não, não, as cinco vias já existiam na Escolástica. São Tomás de Aquino apenas as reuniu, e ele tinha ciência que elas são embasadas no, no, na metafísica de Aristóteles. São Tomás comentou Aristóteles. E mesmo quando em outros livros, como na Suma Contra os Gentios, em que ele vai expor essas provas, ele sempre fala: 'O filósofo prova dessa forma, o filósofo é no seu determinado livro', etc. Então, não, não pense que São Tomás de Aquino plagiou Aristóteles e apenas está seguindo a linha dele, a linha, a linha escolar dele."
Reparem bem a confusão que ele faz em relação ao meu dito, né? O que eu tô dizendo é o seguinte: o Deus da Bíblia judaico-cristã, ele vem de uma ramificação que nada tem a ver com os conceitos gregos, que nada tem a ver com os conceitos aristotélicos, tá? O Deus judaico-cristão, ele vem de um politeísmo, onde inclusive YHWH, o Tetragrama, ele era um Deus subordinado, ele era um Deus menor, que vem ali, talvez, da região de Edom, por ali, né? Um Deus que, que ele é introduzido depois ao panteão cananita, onde ele era o Deus principal, onde até na Bíblia, onde eu até mostrei no vídeo, Deuteronômio 32, eh, a partir do 8 e do 9, você verifica que El, então distribui as terras. YHWH, então. Assim, o conceito judaico-cristão, esse Deus nada tinha a ver com o conceito grego. Os cristãos, tardiamente, após as reformas helenísticas, né, que vão ter início a partir ali de Ptolomeu, né, da conquista macedônica, que vai depois culminar na fusão do cristianismo ali com os romanos, tudo aquilo, você vai verificar que depois desse processo, os conceitos que antes eram um na Bíblia, né, dualístico, né, que tem influência, pera, tardiamente, que vai passar ali pela monolatria, mais tarde, vão ganhar os ares que são desses deuses filosóficos gregos. Esses conceitos gregos passam a internalizar o conceito do Deus judaico-cristão. É isso que eu estou dizendo. Mas eles não têm capacidade para entender isso. E é isso que eu estou informando ao meu público. Você consegue entender, Lucas, Guilherme Freire, os demais tomistas? Se não entenderam, eu posso fazer um vídeo só explicando a trajetória do Deus judaico-cristão até os conceitos gregos. Mas eu acredito que com essa explicação ficou fácil de entender quando eu digo que ele está usando um conceito que nada tem a ver com as origens do Deus judaico-cristão, né, com o Deus judaico, com o YHWH, nada tem a ver com a sua origem, e sim pegando uma outra fonte, uma fonte pagã, uma fonte externa para endossar esse Deus dele, entenderam? É isso que eu estou me referindo.
5:50, 5:50 do vídeo dele. Vamos ver o que ele fala. "No minuto 3:7, o Antônio Miranda fala que os cristãos empacotaram Deus filosófico provado por Aristóteles é o Deus judaico-cristão." Isso é o que eu acabei de explicar. Os cristãos empacotaram aquele Deus filosófico grego e chamaram de Deus judaico-cristão. Foi isso, isso que aconteceu. É um processo histórico, tá? É um processo de transformação que ocorreu na história, de um politeísmo para ali uma monolatria, para depois você ter esse monoteísmo trinitário com conceitos gregos embutidos. É isso. Tá vendo como é que não é difícil entender? Inclusive, é um erro dos próprios de alguns apologetas a pensar que o Deus judaico-cristão, o Deus, esse nome judaico-cristão, Deus abraâmico, pode ser provado a partir de argumentos. Não, não pode, não pode. Isso Antônio Miranda mesmo faz uma correção boa. "É, obrigado, obrigado, Lucas, gostei, né?" Então, ele não poderia ser provado através de argumentos lógicos. Então, por que se tenta provar ele com argumentos lógicos? Contradição, isso aí, né? Estranho. Porque o Deus cristão, o Deus católico, ele possui em si certas mistérios que são próprios dele. Não pode, eu não sei harmonizar para você essas contradições. Logo, é um mistério, né? Esses mistérios não podem ser explicados, entenderam? Podem ser provados pela razão natural? Por exemplo, a doutrina da Santíssima Trindade, a doutrina, eh, de que o mundo teve um início, é um início no tempo, de que Jesus Cristo encarnou como homem, que morreu pela nossa salvação. Isso aí não pode ser provado pela razão. E São Tomás de Aquino mesmo sabia disso. A intenção dele, com as vias, não é provar o Deus católico, não é provar o Deus cristão, mas meramente refutar os ateus. Então, então, não, um minuto, não me parece bem isso, não, cara. Que a intenção dele não era provar a existência do Deus católico, né, do Deus cristão? Porque na Suma, ele tá falando de conceitos católicos e de conceito cristão, né? E vamos ver se a intenção dele não era provar a existência de um Deus. Vamos ver isso. Olha aqui, ó: "Por cinco vias pode-se provar a existência de Deus", né? Ele tá dizendo aqui que por cinco vias pode se provar a existência de Deus. Então, a intenção dele era provar a existência de Deus. E durante toda a obra dele, ele vai elencar coisas que dão a entender que é o Deus católico, que é o Deus cristão. Aqui, ó, por exemplo: "Canta a igreja, tu só és Altíssimo, Jesus Cristo", né? Aí, mas encontrar a solução, "só o Pai é Deus". Aí traz aqui uma contradição. Ele vem defendendo aqui essa questão de não contradição, né? Ele vem aqui expondo essa questão. Então, tem vários trechos na obra de Aquino mostrando que ele tá tratando sim do Deus judaico-cristão. Então, que papo é esse de que na Suma Teológica, né, de que Tomás de Aquino não está tentando demonstrar que esse Deus é o Deus judaico-cristão? Eu não entendia a sua colocação nesse sentido. Se for um outro caso, você pode vir e explicar o que que você quis dizer, porque para mim não ficou claro, porque na Suma Teológica tem em vários momentos ele trazendo questões de de anjo, de Deus, de Jesus e de de apóstolos, etc. Tá? Então, falar que Aquino, ele não tá defendendo o Deus judaico-cristão é complicado, hein? É complicado, hein?
2:9, depois de Antônio ter exposto o jeito dele, né, a primeira via, ele fala: "É uma falácia que todos chamem a esse de Deus, pois você poderia falar que para ti, teu, o primeiro motor imóvel poderia ser o espaço-tempo." Eu pergunto Antônio Miranda, como que o primeiro motor imóvel seria o espaço-tempo se o tempo é medida do movimento e se o próprio espaço e o tempo podem se dilatar, podem mudar? O espaço pode crescer, pode, digamos, se dilatar pela gravidade nele? E a própria gravidade é uma dilatação do espaço-tempo? Então, como que o espaço-tempo é mutável, sendo que ele pode ser mudado, ele pode ser alterado, pode receber uma certa mutação em si, sendo influenciado por corpos que nele existem? E como que o tempo vai ser mutável se ele é medida do movimento?
O Antônio Miranda depois vai falar no momento 9:17: "Porque o que vai mover o tempo? Olha só, o tempo não é movido, mas é aquilo com o qual algo é movido. Se a gente, digamos assim, reputar o tempo como a mesma coisa que o movimento, então assim como o movimento não é movido, mas é aquilo com o qual a coisa é movida, achamos também o tempo não é movido, mas aquilo com o qual a coisa é movida. Só que assim como o movimento ele procede de um motor como causa dele, assim também o tempo é causado pelo motor do movimento. Novamente, eu repito, não é como se o movimento fosse movido, mas sim causado pelo agente como aquilo pelo qual alguma coisa é movida. Por exemplo, não existe ação para a ação, senão existem infinitas ações uma atrás da outra, mas a ação é aquilo causado pelo agente com o qual a coisa é movida. Então, ainda que, sei lá, o tempo, segundo você, não fosse movido, ainda assim não significa que ele não viesse de alguma causa. E Aristóteles mesmo vai falar isso. Eu vou falar isso depois."
No minuto 10:17: "Então, lembra que eu falei para vocês lá no começo do vídeo que eles próprios não estudam aquilo que eles estão falando e me acusam disso? Então, tem um pouco mais de respeito pelo seu público para estudar melhor um assunto e então ensinar eles, ensiná-los. Pois bem, chegou o momento de provar, né? Vamos verificar comigo o que que diz o próprio Aristóteles em relação a isso. Pois se nós estamos falando de substâncias primeiras, de coisas primeiras, logo o tempo, ele está incluído nisso? Ou o tempo, ele é suscetível de destruição? Ou seja, o tempo poderia não ser o caso? E olha que eu coloquei isso no meu vídeo, hein? Vamos verificar o que que o próprio Aristóteles diz."
"Dado que eram três as essências: duas naturais e outra não suscetível de movimento. A respeito desta última, desta última, qual a que não é suscetível de movimento, devemos dizer que necessariamente, ou seja, não com forma contingente, mas de forma necessária, ela é uma essência não suscetível de movimento e eterna. De fato, as essências são primeiras entre os entes. E se todas, ó, o condicional aqui, ó, se todas elas fossem suscetíveis de destruição, tudo seria suscetível de destruição."
Uma pausa aqui para explicar para o Luquinha algo que ele não entendeu naquilo que ele estuda e que ele quer criticar os outros que estudaram de forma correta. Bom, Aristóteles está falando aqui das substâncias primeiras, né? Substâncias, ou seja, as camadas primeiras, né? As camadas que vão, no caso, eh, exprimir, né, tudo aquilo à existência. Quando ele tá falando disso, que tem coisas que são necessárias, ou seja, que não podem ser suscetíveis de destruição, nesse caso, ele tá falando que o tempo, ele é o quê? Pois é, se o tempo não é suscetível de destruição, ele não pode não ter sido o caso, ou seja, ele não poderia falhar em existir. Então, o tempo, ele tem que ser, segundo Aristóteles, metafisicamente necessário. E quando eu falo metafisicamente necessário, não tô falando de mundo suprassensível, eu tô falando de instâncias primeiras. É disso que eu estou falando. A primeira camada, o, aquilo que não é mais movível por outro. É disso que está falando aqui o próprio Aristóteles.
Mas será que é isso mesmo? Vamos confirmar aqui. Vamos confirmar. "No entanto, é impossível que o movimento venha a ser ou deixe de ser, pois sempre existiu, assim como o tempo, pois não é possível haver algo anterior a algo posterior se não há tempo. Ora, o movimento é contínuo, do mesmo modo que o tempo, pois este é a mesma coisa ou é certa afecção de movimento."
Então, o que que Aristóteles está falando aqui, Luquinha? Eu coloquei isso no vídeo. Luquinha, você não leu isso? Luquinha, e calma que vai ter mais, tá? Então, de forma parcimoniosa, de forma tranquila, de forma respeitosa, eu quero que o Luquinha e os demais tomistas leiam a própria obra de Aristóteles, tá? Leiam a Metafísica, leiam a Física, livro 4, por exemplo, onde vocês vão entender esses conceitos, onde o tempo e o movimento, eles não são passíveis de destruição, eles não poderiam não ter sido o caso, segundo aquilo que vocês próprios estão usando para defender a existência de Deus. Logo, sim, de fato, verdadeiramente, segundo o próprio Aristóteles, o tempo e o espaço, né, que ele fala de movimento e também tá falando de lugar, e eu vou provar isso para vocês, é sim necessário, necessário e não contingente, não é passível de criação ou destruição, tá? Entenda isso.
Física de Aristóteles, livro 4, capítulo 11. "Assim pois, enquanto limite, o agora não é tempo, mas um acidente seu." Opa, como é que é? Então, o agora, né, e a gente pode expandir isso pro passado, pro futuro, para as diferentes relações de de tempo, né? Ele seria um acidente do tempo. E aí pode ficar um pouco complicado para os telespectadores. Então, vou dar aqui um, abrir uma H para poder diferenciar essa coisa de essência, acidente, tá, galera? A essência, por exemplo, assim, vamos pensar em mim, tá? Eu, Antônio. Eu continuo sendo eu. E como essência, eu continuo sendo a a essa pessoa, o meu eu, ele se preserva em essência, independente, por exemplo, se eu tiver cabelo ou se eu for careca, independente se eu tiver barba ou não, independente se eu ficar moreno de sol ou ficar igual um vampiro, né, por não ter tomado sol nenhum. Essas coisas, esses outros fatores são acidentes e não definem um ser enquanto ser, ou a essência do ser em si, tá? Então, só essa diferenciação. Então, Luquinha, quando Aristóteles fala que essas alterações de agora, essas percepções diferentes que nós temos do tempo, isso é um acidente e não uma essência do tempo, você entendeu isso ou não? Vocês tomistas conseguem entender essa diferença acidental de essencial do tempo que o Aristóteles fala? Então, quando você fala que o tempo, ele é percebido de forma diferente em determinado lugar por causa de um princípio da equivalência, vocês sabem o que que é princípio da equivalência, né? E porque que a Einstein cunhou esse princípio? O que que existe a relatividade geral? Acho que não, né? Então, existe ali no universo a questão da equivalência da informação. A informação que ela é delimitada muito da, às vezes, pela constante da luz. Você não pode ter ela sendo burlada devido ao princípio da equivalência. Por isso você diz que o tempo, ele vai moldar conforme, por exemplo, a velocidade e conforme a massa de um objeto. Isso que está dizendo, então, é um efeito acidental e não efeito essencial. Então, só nisso aqui, você já está completamente refutada nesse ponto, entendeu?
"Porém, enquanto numera é número, porque os limites são só os daqueles dos quais são limites, enquanto o número deste cavalo, 10, por exemplo, é também o número em outra parte, é evidente, então, que o tempo é número do movimento segundo o antes e depois, e é contínuo, porque é número de algo contínuo." Galera, ou seja, o que que Aristóteles está falando aqui? Que o tempo é número. Ele tá falando o seguinte: existe a distinção, por exemplo, do número 10, né? Você pode contar, por exemplo, 10 cavalos, 10 maçãs, 10 peras. Tudo é 10. Só que as coisas às quais o 10 está enumerando são diferentes. É isso que Aristóteles está dizendo. E que, pelo visto, os tomistas e muitos outros que se dizem entendedores de filosofia não entenderam.
Física de Aristóteles, livro 4, no capítulo 12, ele vai confirmar isso, onde ele vai dizer o seguinte: "Além disso, o tempo é simultaneamente o mesmo em todas as partes. Porém, aqui é uma adversativa, né? O tempo anterior não é o mesmo que o posterior, porque ainda que a mudança presente seja uma, a mudança que já aconteceu e a mudança por vir são distintas, o tempo é número, porém não como aquilo mediante o qual [Música] numeramos, senão como que é numerado enquanto acontece antes e depois é sempre distinto, pois os agoras são distintos. O número é sempre um e o mesmo, seja o de 100 cavalos ou o de 100 homens, porém as coisas das que é número são distintas. Os cavalos são distintos dos homens. Além disso, assim como o movimento pode ser um e o mesmo uma e outra vez, assim também pode ser o tempo, como um ano ou uma primavera ou um outono, etc."
Então, o que acontece, galera? O o ente acidental do tempo é o que o Luquinha tá querendo usar para rebater o ente essencial do tempo. Então, novamente, de forma respeitosa, né, de de forma apenas no campo das ideias, eu quero enunciar o erro que muitos tomistas, inclusive o Lucas e e também o Guilherme Freire, parecem cometer ao não fazerem essa distinção acidental do tempo em relação a à sua contraparte essencial, tá? Então, eles querem eh vislumbrar o tempo por acidente como tempo em essência. Aí fica complicado, né? Então, eles não estão entendendo os próprios conceitos de Aristóteles. E é isso que eu estava expondo em meu vídeo, tá? Ok.
Agora vamos verificar se o tempo é necessário segundo Aristóteles ou não. Acompanhem comigo. Física de Aristóteles, livro 4, capítulo 12. "Enquanto para o tempo, o movimento há uma implicação o quê necessária para o que é no tempo, quando existe, tem que haver o quê necessariamente um tempo. E para o que é no movimento, quando existe, tem que haver necessariamente um movimento. Porém, posto que ser no tempo é como ser no número, deveremos admitir um tempo maior que o de tudo que é no tempo. Por isso, todas as coisas que são no tempo têm necessariamente que ser contidas pelo tempo, do mesmo modo que todas as outras coisas que são em algo, com as que existem em um lugar, pelo lugar."
Galera, depois dessa explicação, depois dessa leitura, eu acredito que não tem como mais os tomistas, aqueles que seguem a física aristotélica, negarem que para Aristóteles o tempo era necessário e que contém tudo que existe nele, tudo que existe para subsistir no tempo, para vir a ser, tem que existir dentro do tempo. Inclusive os referenciais inerciais existem e podem ser numerados pelo tempo. O tempo para Aristóteles não é passível de destruição. O tempo para Aristóteles não poderia não ter sido o caso. O tempo para Aristóteles, ele é necessário para conter tudo aquilo que está dentro do tempo, para ter um um antes e um depois. Você está tendo categoria de tempo. Então, o tempo, ele é contínuo, ele não tem fim. Ou seja, o tempo para Aristóteles seria algo eterno. E existe o tempo maior, onde esse tempo maior vai trazer os seus acidentes nos tempos menores, assim como para o lugar, algo que subsiste no lugar, tem que haver o lugar. Ou seja, o que ele tá falando aqui é basicamente o espaço-tempo é metafisicamente necessário. Pronto. Sou eu que estou falando? Não, eu acabei de ler Aristóteles para vocês.
Será que o tempo, como eu disse no meu vídeo, também refere-se a questões inerciais? Vamos verificar em Aristóteles. "E posto que o tempo é a medida do movimento, será também a medida do repouso, já que todo repouso é no tempo." Ou seja, galera, mesmo que você falasse de um antes onde não há movimento, tá? Esquece movimento, não há movimento. Esse não movimento, esse repouso, ele também seria contado pelo tempo, porque para você falar de repouso, você tem que ter o tempo passando. Porque, porque o tempo é um referencial dimensional, é uma referência dentro das quatro dimensões. Será que o Lucas, será que os tomistas, será que o Guilherme Freire consegue entender o básico disso ou não entenderam? É complicado, hein?
Então, até mesmo referencial de um repouso, ou seja, de um não movimento, né, ele também é contabilizado pelo tempo. Por isso eu digo para vocês que para você falar de antes e depois do tempo, você está falando de uma categoria temporal. Logo, para Aristóteles, o tempo é metafisicamente necessário. Logo, o tempo é um movente que não é movido. Não existe referencial. Você pode falar de infinitos antes, mas nunca ele vai chegar a mover o tempo. Vocês entendem isso ou não?
Mas vocês devem ter falar assim: "Não, Antônio, não é possível. Será que Aristóteles, ele fala do não ser, daquilo que não existe, e que para existir tem que existir no tempo? E o que não existe, não existe no tempo?" Vamos verificar. Física de Aristóteles, livro 4, capítulo 12. "Portanto, tudo o que não existe, nem em movimento, nem em repouso, não existe no tempo, porque ser no tempo é ser medido pelo tempo, e o tempo é a medida do movimento e do repouso. É evidente, então, que tudo o que não é, ou seja, tudo o que não existe, né, galera, aqui tá falando tudo o que não é existente, né, tampouco é no tempo. Em geral, se o tempo é em si mesmo medida do movimento e indiretamente é medida de outras coisas além do movimento, é claro, então, que aquilo cujo ser seja mensurável pelo tempo terá que existir em repouso ou em movimento. Portanto, quando é suscetível de destruição e degeneração, e em geral tudo quanto às vezes é e às vezes não é, terá que ser necessariamente no tempo, porque há um tempo maior que supera sua substância, um tempo maior que supera sua substância, e o tempo que mede sua substância."
"Agora, das coisas que o tempo contém, porém que não são, algumas já existiram, por exemplo, Homero, que existiu em um tempo. Outras existirão, por exemplo, qualquer acontecimento futuro, segundo que o tempo contenha a umas ou a outras, se ambas, ambas existiram e existirão. Contudo, se o tempo não as contém de nenhum modo, então não existiram, nem existem, nem existirão." Rapaz, essa foi forte, hein, galera? Essa daí deve ter subido um nervoso aí nos negacionistas tomistas, né? Nos negacionistas aristotélicos, que negam a própria física, a própria visão de Aristóteles em relação ao tempo e espaço, e que queriam dizer que eu estava errado em relação ao tempo metafisicamente necessário, em relação ao tempo poder ser sim o motor não movido, né, do tempo, ele instanciar todas as coisas que existem. Agora, se tudo que existe, se tudo que é contingente tem que obrigatoriamente subsistir dentro do tempo, e agora, meus queridos, e o pior de tudo, ó, eles é bem claro quando ele diz: "tudo aquilo, tudo aquilo que não existe no tempo de modo algum", né? Ou seja, essa coisa, esse ser, ele nunca existiu, ele não existe e ele nunca existirá quando ele não é abarcado pelo tempo. Não sou eu quem estou falando, quem falou isso foi o próprio Aristóteles. Então, dentro da visão aristotélica, eu não tô pegando ciência, não peguei aqui relatividade geral, não peguei nada. Peguei a própria visão de mundo de vocês, o próprio autor de vocês, o Aristóteles, o filósofo, para mostrar para vocês o meu ponto de vista dentro de uma epistemologia filosófica coerente. Acabou, acabou, show.
Agora vamos ver o Luquinha, ele se autorrefutando nessa questão que vai vir a seguir. Vamos lá. "E ele poderia dizer assim, ele disse, na verdade: 'E ainda que se dissesse que com outros argumentos pudesse justificar que este primeiro motor imóvel é Deus, ainda assim, dentro desse argumento da primeira via, isso ainda não é evidente'." Eu digo que isso é virtualmente evidente, porque se virtualmente evidente, não é evidente pelas premissas, Luquinha. Tá? Isso aí, para você falar que algo é virtualmente evidente, você tem que pegar coisas externas. Então, aquela, aquela premissa ali, aquela argumentação, ela não traz a evidência per se. E é o que, o que eu falei no vídeo, eu falei isso no vídeo. Tá? Mas vamos ver, vamos deixar ele se refutar. Vamos lá. "Se você analisar o significado do que que é um espaço-tempo, qualquer coisa natural, e o significado do que é imutável, você vai ver que é imediatamente evidente, não precisa nem de argumentos para provar isso, mas é imediatamente evidente que uma coisa natural não pode ser um motor imóvel." Por rapaz, complicado isso aí, Luque. Porque que eu acabei de ler o Aristóteles meio que refutando isso, né? Dando a entender que tudo para a gente chamar de ente existente tem que subsistir dentro de uma condição espaçotemporal, né? Aí é complicado, hein? Aí você já tá refutado, meu querido. Aí não tem como brincar. Aí foi o Aristóteles que falou, não fui eu, né?
"Primeira coisa, por seu significado, a própria coisa natural por seu significado, por sua natureza, é mutável e mutável em acidente, não em essência." Lucas, você tem que estudar para falar para a sua audiência. Lucas, não foi isso que você falou para mim? Então, tem um pouco mais de respeito pelo seu público para estudar melhor um assunto e então ensinar eles, ensiná-los. Então, você tá trazendo questões acidentais como se fossem questões essenciais. E aí tá o seu erro. Então, você tá sendo, eh, ignorante dentro daquilo que você se julga ser especialista, né? Então, é virtualmente evidente na primeira via de que que este motor imóvel é Deus, posto que já seja sabido que, eh, todas as, não, em nenhum lugar das premissas você vai tirar a conclusão de que o primeiro motor imóvel tem que ser um ente suprassensível. Você não tira isso de nenhum lugar. Você precisa de questões externas para endossar isso. As coisas naturais, todas as coisas, eh, corpóreas são mutáveis. E novamente, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Então, o Luquinha, ele esquece das mudanças acidentais, né, e não as essenciais. Tudo em essência tem as mesmas substâncias. Por exemplo, a nossa massa, né? Todo objeto que possui massa, nós, né? Ou seja, nossa existência em si, toda essa massa vem do espaço vazio, da energia do espaço vazio, do campo de Higgs, que também é espaço vazio, que subsiste ali dentro dos nossos átomos, dentro das nossas moléculas. Tudo isso daí é composto de energia do vácuo, é onde vem a nossa massa, por exemplo. Então, todos nós, em essência, somos energia do vazio. Então, você tá confundindo essência com acidente. Aí é complicado, né?
Ainda aqui, outra forma de responder isso, que na primeira, na Suma Teológica, já se pressupõe daquele que a lê um certo conhecimento em física. Ah, como é que é? Então, ah, na física, na cosmologia tomista, então, já fica subentendido que de fato esse primeiro motor imóvel não pode ser nada natural, mas algo sobrenatural. E para justificar isso, São Tomás de Aquino levanta outra questão: "Se a imutabilidade própria de Deus", ou seja, ele tá trazendo, né, questões externas e não internas do argumento. Então, novamente, o que eu falei no vídeo, segue a conclusão, não segue das premissas do argumento da primeira via. Tem que ter coisas externas, entenderam? Ele se refutou no minuto 10:53. Antônio, ele fica até cansado, né? "Miranda fala: 'E Aristóteles mesmo dá o respaldo epistêmico disso na Metafísica, onde diz que o movimento, assim como o tempo, sempre existiram e não são suscetíveis de destruição'." Não, você é ler o Metafísica com os olhos? Se você ler o Metafísica, eu li com quê? Eu, eu acho que você tá lendo com outra coisa que não são os olhos, né, Luquinha? Porque eu acabei de demonstrar aqui para você, não só com Metafísica, mas também com Física. E Metafísica é um nome que Andrônico de Rodes deu para os livros que estavam depois dos livros de Física. Não significa que Metafísica é algo suprassensível, não, como alguns querem vender por aí, tá? É essa origem do nome Metafísica, além dos livros da Física. É isso, porque não tinha nome. Aí ele falou: "Ah, aqui tá o livro da Física, né? Esses aqui são livros que vêm depois do livro da Física." E nesse livro da Metafísica, ele tá falando das causas primeiras. E uma das causas primeiras, ele tá falando justamente do movimento e do tempo, que essas são as causas primeiras, as essências, eh, eh, últimas da natureza. Que com mais atenção, Aristóteles diz que pelo fato de que o movimento é eterno, o que ele não assume como algo certo, mas meramente como provável, partindo desse dessa [ __ ] algo provável, algo provável. Não, ele fala. Eu já mostrei aqui para vocês, né, que o tempo, ele não é passível de destruição, que ele tem que ser contínuo. Capítulo 6, referência 1071 B3, vai dizer o seguinte, ó: "A respeito desta última, ou seja, das coisas que não são suscetíveis de movimento, devemos dizer que necessariamente ela é uma essência não suscetível de movimento e eterna." Acabou, acabou. Ele está falando sim que são eternas. "De fato, as essências são primeiras entre os entes. E se todas elas fossem suscetíveis de destruição, tudo seria suscetível de destruição." No entanto, é impossível que o movimento venha a ser ou deixe de ser, pois sempre existiu, assim como o tempo. Ou seja, Luquinha, você está novamente, eh, informando de maneira errônea o seu público. Então, tenha um pouco mais de respeito pelo seu público para estudar melhor um assunto e então ensinar ele, ensiná-los. Você não estudou Aristóteles, você não leu com os olhos, como você falou. Por qual motivo você tá falando que Aristóteles não está definindo o tempo como necessário, o tempo como eterno, o tempo como não passível de destruição? Por qual motivo, Lucas? Eu queria saber de coração, de forma nas ideias, tá? Não, não, não por ofensa, não por por outra forma, mas eu quero que você admita que você errou. Fala: "Ó, errei. Realmente, ele tá falando aí que o que o tempo é metafisicamente necessário, ele tá falando aí que o tempo é eterno." Pronto, acabou.
Vamos ver mais uma argumentação em relação a isso do Luquinha. Vamos lá. No minuto 14:47, "Antônio Miranda vai dizer: 'E Aristóteles parte do movimento contínuo das coisas em que o movido depende simultaneamente de um movente para justificar o primeiro motor'. Ora, isso é falso, porque já Isaac Newton, Galileu Galilei, a doutrina do movimento retilíneo uniforme provariam que o movente não requer tal dependência simultânea em razão da inércia, onde o corpo está em movimento, ainda que haja, não haja concurso simultâneo do movente."
Eu respondo dizendo que isso já era debatido já na época de Aristóteles, mas o debate se tornou mais resoluto na Idade Média. João de São Tomás vai tratar sobre os corpos, os, os, perdão, os corpos projetados, ou seja, os projetos que são jogados e aparentemente não existe nenhuma movente que move continuamente o corpo para ele continuar. Então, alguns, na época mesmo de João de São Tomás, que é um, um dos alunos da escola tomista, e com isso justificaram que bem, São Tomás não estava errado, não existe isso. Enfim, João de São Tomás, no seu volume 2 do Cursos Filosóficos, Teológicos, lá pelo na comentário ao livro oito de Aristóteles, e ele vai tentar e resolver isso da seguinte maneira: embora, é claro, o movido, ele não tem uma dependência essencial com o movente simultâneo que esteja lá sempre presente, ele ainda assim tem uma dependência essencial com a força que este movente imprimiu no movido. E a força que este movente imprimiu neste movido na sua origem dependeu essencialmente do do movente. Então, o raciocínio é: embora, é claro, que o movente, o movido, perdão, o projétil, não depende essencialmente de um movente, depende essencialmente de uma força que na sua origem foi, dependeu essencialmente de um movente. E assim, pelo menos de maneira indireta, é mantido esse axioma da primeira via, que tudo. Galera, olha a confusão que esse rapaz ele tá fazendo. E até o o próprio aluno do São Tomás também fez. Ele não entendeu a primeira via. A primeira via, ele fala de uma cadeia de de ações, uma cadeia de movimento essencialmente ordenada. Isso significa que o fluxo de movimento, ele tem que ser contínuo, tá? Ele não pode parar. Por exemplo, eu gerei o meu filho, mas se eu morrer, o meu filho continua sem mim. Ele não depende essencialmente da minha existência para ele continuar existindo. Ou seja, nesse sentido, eh, o meu filho, ele tá numa relação de uma cadeia acidental e não essencial, diferente, por exemplo, de uma cadeia, né, essencial, que vai depender de um motor, né, como, por exemplo, um trem, onde o motor, a locomotiva do do trem, ela pode puxar uma infinita cadeia de de vagões, né, mas todos os vagões subsequentes dependem de serem puxados continuamente pelo vagão, tá? Tanto essa era a ideia de Aristóteles, que eu vou mostrar para vocês agora.
Física de Aristóteles, livro 4, capítulo 8. "Além disso, os projéteis se movem ainda o que os impulsionou não esteja já em contato com eles, ou bem por antiperistalticos, né, continuamente, porque o meio, ele torna-se mais denso à frente, né, e o meio atrás, ele se torna meio denso, e isso faz com que o influxo desse meio denso para o menos denso mova o objeto, né? Eu movo o projétil para a frente, né, empurrando o projétil." Então, esse influxo contínuo por antiperistalse faz com que o objeto se movesse. E existe um outro movimento também, como supõe alguns, ou bem porque o ar que foi impulsionado os impulsiona com um movimento mais leve que o que os desloca desde seu lugar próprio. Porém, no vácuo, nenhuma destas coisas pode ocorrer, nem algo pode deslocar-se a menos que seja transportado."
Então, assim, galera, para o Aristóteles, o movimento no vácuo era impossível, pois ele teria que ter uma continuidade, teria que ter algo impulsionando ele de forma contínua. E você tem essa questão de de movimento contínuo até você chegar no primeiro motor imóvel, porque tem as esferas cristalinas, galera, que o Lucas não comentou no vídeo dele. E para essas esferas cristalinas terem um movimento essencialmente contínuo, você teria que ter um motor imóvel movendo essas esferas aqui, entendeu ou não? Ou seja, Lucas, para Aristóteles, o movimento no vácuo era impossível, pois ele teria que ter uma continuidade, teria que ter algo impulsionando ele de forma contínua. Tanto para Aristóteles como para Aquino, numa cadeia acional essencial e não acidental, o que você confunde, me parece ser o caso, com algo proposto na segunda via, tá bom?
Vamos ver agora o próprio Lucas explicando isso que eu acabei de explicar. Vamos lá. "contexto ex duas existe duas espécies de causalidades que são utilizadas nessas duas primeiras vias na primeira e"
Trata-se de uma causalidade essencialmente subordinada, enquanto que na segunda é uma causalidade acidentalmente ordenada. Uma causalidade essencialmente ordenada é quando o efeito não pode agir senão sobre o influxo da causa sobre o efeito, assim como, por exemplo, a minha mão não pode mexer os dedos a menos que já seja também movida pelo braço, que tem que ser movido pelo ombro, movido pelo cérebro, e este movido pela alma, até chegar no primeiro motor. E então, se a minha alma não age, nem também os meus dedos vão se mover.
Após que, na causalidade acidentalmente ordenada, é por exemplo, o filho, ele é causado pelo pai, ele é, ele é feito pelo pai, mas ainda que o pai morresse, o filho poderia gerar outro filho, porque o pai, ele não é necessário neste caso pro filho causar, mas sim pro filho vir da existência. Então, nas causalidades essencialmente ordenadas, a causa é causa do ser e do agir, enquanto nas acidentalmente ordenadas, a causa é só causa do vir a ser. A primeira via trata dessa primeira, como eu disse, e a segunda trata dessa segunda.
Então vamos lá, galera. Então a gente viu que para Aristóteles, o movimento era contínuo, e a gente viu que a primeira via, ela trata de um influxo contínuo de causalidade, né, de um influxo de uma, de uma cadeia causal que ela é contínua. Pelo próprio Luquinhas, explicando. Então, logo, se você tem, né, uma partícula que ela surge do, do vácuo quântico, né, ela se mantém em seu movimento, em sua atualização, sem que, sem que você tenha um influxo contínuo de algo imprimido nela, que esteja sendo imprimido nela, logo você já não tem mais a cadeia essencialmente existente. Tá refutado. E até agora eles não entenderam isso. Até agora eles não entenderam que a cadeia essencial é diferente da cadeia acidental.
Então, se por exemplo, digamos que eu chutei a bola, né? Eh, aquela bola para passar o seu, o efeito para outro, não depende mais da minha existência. Aquela bola tá no vácuo, né? Já que depois que eu imprimi a, a força, né? Deu um chute tão forte que ela foi pro espaço, aí ela tá lá no espaço em movimento retilíneo uniforme, para ela se chocar com um, um asteroide, por exemplo, transmitir parte da sua força para o asteroide, o asteroide também vai partir, vai, vai, vai imprimir uma ação contrária, né? Toda ação tem sua reação. Aí eles esquecem disso. Aí também na, na bola. Logo, isso não depende mais da minha existência. Eu posso morrer, eu posso deixar de existir, pode acontecer um monte de coisa comigo. Para a bola transmitir aquele efeito, por exemplo, numa cadeia correlacionada ali, ela não segue mais o influxo necessário para ocorrer o movimento. E aí o Luquinhas esquece disso, e aí ele se refuta. Entendeu?
Ainda assim, no caso desse, a energia de ponto zero é o mínimo de energia que é naturalmente devido a uma substância, que por sua vez foi causada por um, por um agente, por uma causa eficiente, através da causação da própria substância, da qual. Então, a energia de ponto zero é a própria energia do vazio, é a própria energia do espaço, o próprio espaço-tempo, a dimensão espaço temporal, tá? As, as quatro dimensões elas têm ali, né, contida uma energia, a energia do vazio. Segundo o princípio da incerteza, que é o que eu falo para você, que o espaço-tempo, algo físico, ele é meta-fisicamente necessário. É devido à incerteza que faz a energia de ponto zero subsistir naquele campo do incerto, né, que flutua dentro das dimensões espaço-temporais. Entendeu, Luquinhas?
Então, vamos continuar aqui. Qual resultou essa propriedade natural dela? A energia de ponto zero, ela tem essa propriedade natural. E aqui você está confundindo que mesmo que ela fosse causada acidentalmente, né? Vamos botar aí o, a causa, né? Realmente seja a estrutura do espaço do tempo que causou ela, ela persiste. Ela não pode ser aniquilada, ela não pode ser destruída. O momentum dela não pode chegar, não pode chegar a zero. Você não pode zerar o delta t e o delta e ao mesmo tempo. Isso é imanente da própria estrutura da realidade espaço-temporal. Você não pode ter delta t e delta e ao mesmo tempo verificado. Isso não existe. Isso não é impossível, tá? É impossível segundo o princípio da incerteza. Logo, a energia de ponto zero, ela persiste, persiste sem um influxo causal, como é, ou seja, sem continuidade, sem o influxo contínuo, como é demonstrado na primeira via. Por isso ela tá refutada. E algo pode sim ser e não ser ao mesmo tempo, como por exemplo, a gente vê na superposição quântica. A superposição quântica, ela demonstra que você pode ter potência e ato ao mesmo tempo. Algo pode ser e não ser ao mesmo tempo. Pode ser algo que é em potência e ato ao mesmo tempo, simultaneamente. São efeitos quânticos que nós observamos. Luquinhas, aí você pode ser negacionista e contra a realidade física nos apresentada.
Então, esse argumento do motor imóvel, ele tá mais do que refutado. Depois, no minuto 23:36, eu vou até pular isso aí. 24, 24, o número do hum. Eh, como um Deus que já tem todas as suas potencialidades realizadas, poderia vir a criar algo se já possui toda a perfeição? Como ser autossuficiente, carece de amor e de adoração? O primeiro mandamento, por exemplo, já é um puro narcisismo, para que só ele seja adorado. O Antônio Miranda, ele acho que uns 2, 3 anos atrás, fez uns shorts querendo falar sobre atualidade pura. Ele falou que o ato puro é quando alguém, um ser, tem todas as suas potencialidades realizadas. Eu olhei para isso e falei: "Meu Deus do céu!". Antônio Miranda, de uma vez por todas, eu digo: ato puro não é quem possui todas as suas potencialidades realizadas, mas quem não possui potencialidade nenhuma. O ato puro é puro de toda a potencialidade, porque a potência está na imperfeição, ao passo que o ato está na perfeição. E então, olha como é que é difícil a interpretação de alguém para fala do outro, né? Quando eu falo que ele já tem todas as potencialidades realizadas, por isso ele é perfeitíssimo, maximamente grande, ele nunca poderia ter falhado em não ser a máxima bondade, ele nunca poderia, por exemplo, não ser a máxima justiça, não ser excelentíssimo, né, em todos os seus atributos. É nesse sentido que eu estou falando dele ter suas potencialidades realizadas. Tá? Eu sei que se for falar que uma primazia, o termo correto seria é que não tem potencialidades a serem realizadas. Piorou, piorou a situação. Mas vamos continuar aqui. Que Deus tem todas as suas potencialidades realizadas, mas que ele é o ato puro que não tem potencialidade para ser realizado. Então, Deus, no caso, ele criou o o universo por pura misericórdia, não porque ele precisasse. Da gente criar o universo por misericórdia é realizar uma potencialidade. Ele poderia ser misericordioso ao criar o universo. Isso é realizar uma potencialidade. Ora, pois, se ele não criasse o universo, olha a contradição aí, ele não seria misericordioso. Então, para ele ser maximamente misericordioso, logo ele teria que, né, realizar a criação do universo. Então, existia uma instância de misericórdia a qual Deus não possuía, a qual ele passou a ter depois da criação do universo. Então, isso é realizar uma potencialidade. Olha como é que você se refuta. Olha como é que você se refuta, Luquinhas.
Vamos verificar aqui. Mas em razão da sua própria bondade, porque a bondade, como diz o Dionísio, no capítulo 4 dos Nomes Divinos, é difusa de si. Ou seja, a bondade, por sua própria natureza, procura se difundir, se comunicar, porque ela é aquilo que é desejável. Então, ela é aquilo que é desejável. A bondade é aquilo que é desejável. Mas como é que ele vai desejar algo se ele já tem tudo? Se ele já é algo que não tem potencialidade a desejar a realizar? Se ele deseja, porque é algo que ele não tem, se ele carece de algo, o problema da carência divina é porque ele não é perfeitíssimo, ele não é excelentíssimo, ele não tem todas as potencialidades realizadas, porque ele tem que realizar aquelas potencialidades. Entendeu, Luquinhas? Olha, você se refutando aí.
Deus possui sua bondade para comunicação, a difusão da sua bondade. Ele criou o mundo para participar da infinita felicidade dele, não como se Deus precisasse do mundo, não como se fosse uma resultância natural de Deus. Não, ele desejou. Eu quero desejar é novamente a ausência de algo a qual você não possui. Novamente é uma potencialidade a você realizar. Por exemplo, eu desejo ter uma mansão, por quê? Eu desejo ter uma mansão porque eu não tenho a mansão. Porque se eu a tivesse, eu não a desejaria, pois eu já a possuo. Entendeu? Novamente você está se refutando.
Criar criaturas para serem felizes para mim, ou seja, não é para ele adquirir a perfeição, mas para ele comunicar sua perfeição, porque próprio daquele que é perfeito tentar repetir-se em outro, como Aristóteles disse no Mete. Mas se ele já é perfeito, ele quer repetir a perfeição, mas por causa da bondade dele ou por causa de sua misericórdia. Logo, ele está atingindo instância a qual ele não atingia antes. Novamente, tá refutado.
No caso, até porque isso é um critério que tem que ser atingido, ao qual ele não atingia antes para compreender aquela instanciação da perfeição a qual você acabou de falar. Logo, novamente são potencialidades a qual ele tem que realizar para cumprir certas características a qual ele ainda não cumpriu. Essa repetição dá modo de participação. Deus criou as criaturas para participarem da sua felicidade. Depois, e aí entra outra contradição, porque esse Deus que cria isso para participar da felicidade dele, né, criou as criaturas, teriam que ser criadas dentro da perfeição de Deus. E aí você tem uma corrupção, porque as criaturas não são perfeitas, o mundo não é perfeito. Você tem a maldade. Você entra em problemas de compatibilidade. Como é que um Deus perfeito vai criar algo feito? Como é que um Deus que é todo bem, o o sumo bem, o o ato do próprio bem, né, ele vai criar a maldade ou o mundo que é capaz de gerar maldade, mundo que é capaz de de se corromper, o mundo que não é perfeitíssimo? Entra em contradição novamente, incompatibilidade.
Depois, não é que ele careça de adoração, não, mas porque tudo que ele deseja, ele deseja para si. No sentido de que eu quero tudo que ele deseja, ele deseja para si. Ou seja, como é que um ser que já tem todos os desejos plenos, né, realizados, está desejando algo? Me explica você que está assistindo, como é que ele vai desejar algo se ele já possui tudo? Então é uma potencialidade que não tá realizada, que ele tem que realizar. Entendeu?
Quero que as criaturas sejam felizes comigo, porque eu sou a única forma de qualquer criatura ser feliz. Então, quando ele proíbe que as criaturas adorem outros deuses, é porque Deus sabe que elas não vão ser felizes assim, e por isso as proíbe. E se ainda assim elas vão lá, procuram outros deuses, elas incorrem numa falta com a justiça divina, e assim Deus está livremente autorizado a condená-las a um inferno. Não, [ __ ] [ __ ] entendeu?
Deus quer compartilhar o amor dele, a felicidade dele, mas se você não quiser compartilhar o amor de Deus, a felicidade de Deus, ele tem um local de fogo, enxofre, chamado inferno, onde vai ter dor e sofrimento eterno para você que não quis compartilhar a felicidade com Deus. E esse Deus é o sumo bem, que é o Deus que cria o inferno, lugar de dor, tortura, sofrimento, angústia, para caso você não queira mais de volta. Isso é narcisismo. Entendeu?
E ele, então, no caso, quer adoração exclusiva. Por que que ele quer adoração exclusiva? Porque ele deseja ser adorado. Se ele deseja, por que ele tem carência? Entendeu? Não é narcisismo, é justiça e liberdade. Ou é a ditadura celestial, né? Aqui nós estamos falando de um tirano intergalático, multiversal, que caso você não adore, né, dentro da justiça dele, né, ele vai te condenar ao inferno, né? Um tirano celestial, um ditador celestial. Entendeu? Amor e misericórdia? Oxe, Fade. Oxe, matar criança, misericórdia, né? Que nem Deus mata, né? Que nem Deus manda matar, né? Mandar matar os seres vivos, afogar todo mundo no dilúvio, matar os primogênitos do Egito, mandar espíritos de mentira para que as pessoas errem, predestinar o vaso de desonra. Tudo isso é justiça? Tudo isso é amor? Tudo isso é misericórdia? Mandar ofender mulheres grávidas ao meio, mandar com que a mãe coma os próprios filhos. Se é justiça, se é misericórdia? Caraca, então o conceito de justiça e misericórdia que vocês usam é bem diferente do que o que eu estou usando, né? Ainda bem, porque eu não acho isso daí certo, não, hein? Vai ter a infelicidade de estar fora dele. Agora, para finalizar. Graças a Deus.
Don Miranda fala uma outra opção é que o espaço-tempo seja o ser meta-fisicamente necessário em lugar de Deus, porque como própria eles dizem, o tempo não poderia ser destruído, logo é necessário. E a ciência moderna afirma que nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Logo, o tempo, que é um an natural, não pode ser criado nem perdido, sendo assim, entitativo necessário. A, como eu falei, Aristóteles, você vê quando ele, ele, pela atitude corporal dele, né, por esse negócio de "a graça", Deus já tá acabando, né, a atitude de corporado dele, e se respirar fundo, né, essa confrontação, você vê que está sendo muito angustiante para ele aceitar que ele foi refutado, que o tomismo foi refutado, que a primeira via de São Tomás foi refutada. Isso daí tá doendo dentro dele, né? Então, ele tá, tá com essa dificuldade, né? Ele apenas assume como provável que o tempo seja infinito no seu livro da, da Provável. Não, já mostrei aqui, já provei no vídeo que para ele o tempo é eterno, que o tempo é necessário. Já provei. Não fui eu que falei.
Então, o que é que você tem que fazer? Que você vai pegar a obra de Aristóteles e você vai ver se pode existir algum movimento, né, que possa ocorrer para criar o tempo e o espaço, e o que que move esse tempo e o espaço, e como isso se dá, porque o movimento tem que ocorrer, né? O movimento, algo, algo para vir da potência ao ato, ou de um não ser para um ser, você teria que ter um movimento, e esse movimento para existir tem que ter um antes e um depois, e o antes e depois é tempo. Então, aí você vai ter que explicar isso, como é que isso se dá, né, na visão aristotélica. Isso é impossível. Não tem como. O tempo, ele, ele é eterno e contínuo. Aí você vai ter que explicar isso aí, tá bom? Ele assume que a eternidade do mundo é uma das coisas que, pelo menos no seu tempo, não era provada, é uma coisa dificilmente provável, que só pode se aceita dialeticamente, ou seja, você aceita que o mundo é eterno, se sim, então eu uso esse argumento, se não, eu uso esse outro argumento. E para Aristóteles, o tempo não é meta-fisicamente necessário. [ __ ] Acabei de mostrar para vocês várias vezes, vários textos de Aristóteles falando que o tempo é necessário, que é necessário o tempo. O tempo, ele é sim, para Aristóteles, necessário. Acabei de mostrar ao longo do vídeo.
Então, nota-se aqui que o Luquinhas falou assim: "Antônio, você tem que estudar aquilo que você fala". E ele não estudou. Então, tenha um pouco mais de respeito pelo seu público para estudar melhor um assunto, então ensinar eles, ensiná-los. Estranho, hein, Lucas? Aí fica feio, tá? Meu corego ficou muito feio isso aí. Então, assim, galera, eu tinha achado que o vídeo que eu fiz em relação ao Guilherme Freire já estava muito bem explicado, só que eu vi que algumas pessoas simplesmente querem ter a fé pela fé. Mas a sua fé não pode ser embasada em argumentos. É claro que a fé não é acreditar sem ter razão nenhuma, mas é acreditar sem ver. Isto é, ainda que não existisse nenhum argumento que provasse a existência de Deus, ainda que toda a Suma Teológica fosse refutada, você ainda deve permanecer católico, porque sua fé não depende disso. Então, elas vão simplesmente negar até o que o próprio Aquino fala, o que que o Aristóteles fala, o conceito da, da primeira via, para defender os, os seus, as suas pré-visões, né, as suas visões preconcebidas, em relação à religião, né? Então, para eles, mesmo que toda a fé tomista, toda a fé, fé católica fosse refutada, eles continuariam crendo. Então, é uma questão ideológica e não racional. Tá? E eu não trabalho com essa questão irracional, trabalho com racional. Então, dentro da lógica racional, o argumento do primeiro motor imóvel está refutado. Está refutado. E esse vídeo foi necessário para poder respaldar, né, minha audiência e até a mim, em relação a todas as objeções que foram feitas, e que elas são facilmente refutadas, se a pessoa entender do que que se trata a via do motor imóvel, se a pessoa entender do que que se trata a obra aristotélica. Aí acabou, já tá refutado, já tá ultrapassado. Tá ok?
Então é isso, galera. Muito obrigado. Eu conto com você para o joinha, né? Deixa o like, por gentileza, para você compartilhar esse vídeo, fazer o boca a boca desse vídeo aqui, que esse vídeo aqui é muito bom, é muito esclarecedor. Muita gente que tem dúvida de como refutar a, a primeira via, via do motor imóvel, com esse vídeo, o vídeo do, o Guilherme Freire vai poder fazer isso de forma tranquila, tá bom? Então é isso, um abraço a todos vocês. Valeu, falou, fui. Tchau, tchau. Tamo junto.