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São Jorge / Ogum / Pixinguinha / Cerveja. Live

Luiz Antonio Simas1:00:00

Transcription

E aí, e aí, e aí! [Música] E aí o trem, o guerreiro! E aí a imagem boa! Oi, oi! O vinho! E aí, oh, alô minha gente! É isso aí! Salve São Jorge! Salve Ogum! Já tem a tua mensagem dizendo que tá com sede! Nós estamos juntos! Só aprontar tecnicamente aqui, o meu tripé, eu acho que tá bom! Oi! E aí, minha gente! Um minutinho! Vamos começar a falar um pouquinho sobre São Jorge, Ogum, cerveja, Pixinguinha! Pixinguinha! E cheguei! Hoje ele ficou vendo essa cerveja aí, deu uma sede danada! Vou beber uma ampola também! E é rapaz, o ponto da terra fria tava cantando isso na lá que eu participei agora! Oi, boa tarde a todo mundo! Alô! Salve São Jorge! Como a gente vamos começar a nossa, nossa ao vivo aqui, tá? É de cara, vamos dizer uma coisa interessante, né? O dia 23 de abril, ele é um dia muito peculiar, né? Porque o dia 23 de abril, um dia muito peculiar! Primeiro, porque um dia 23 de abril, hoje é o dia de São Jorge! E diz a tradição que São Jorge teria sido sacrificado por Diocleciano no 23 de abril! Então, é dia de São Jorge! E o 23 de abril é o dia nacional do choro! A conta de Pixinguinha! Pixinguinha nasceu no dia 23 de abril! Alfredo da Rocha Viana, o nosso Pixinguinha! E por conta de Pixinguinha, alô, construir eu o dia nacional do choro! Hoje é o dia da cerveja, senhoras e senhores! Porque a lei de pureza da Baviera, a lei de pureza falando da água, do lúpulo, né, do malte, é do dia 23 de abril de 1516! Então, olha que coisa interessante! Hoje nós temos São Jorge! Hoje nós temos Ogum! Hoje nós temos Pixinguinha! Hoje nós temos cerveja! Tudo no mesmo dia! Por isso que eu digo que um dia 23 de abril, ao dia internacional do macumbeiro! Para a gente começar o nosso papo, eu já vi que lutaram algumas perguntas aqui, né? Então, para a gente o nosso papo, eu quero ler só o início de um trecho do "Corpo Encantado das Ruas", chamado "Guerreiro Patacori"! Então, a gente começa com o "Guerreiro Patacori"! E a partir do "Guerreiro Patacori", a gente começa a discutir! Tá! Vamos trabalhar então! E olha aí! Então, vou começar a ler esse trecho do "Corpo Encantado das Ruas"! É um trecho anunciado por um ponto de Ogum! Da na porta da romaria, eu vi um cavaleiro de ronda! Na porta da romaria, eu vi um cavaleiro de ronda! Para ter um escudo no braço e uma lança na mão! Guerreou, venceu a guerra e matou o dragão! Trazia um escudo no braço, uma lança na mão! Guerreou, venceu a guerra e matou o dragão! E aí o trecho começa assim: "As ruas no mês de abril celebram no dia 23 uma data simbólica dos encontros que deram ao Rio de Janeiro um caldo de cultura capaz de restaurar em tempos difíceis a fé na vida!" Hoje é o dia do nascimento de Pixinguinha! E por isso mesmo, dia nacional do choro! É ainda um dia da cerveja alemã! A lei de pureza do Duque da Baviera é de 23 de abril de 1516! Da festa de São Jorge! E no norte europeu, da celebração de Sigurd, o grande caçador de dragões da saga islandesa dos Volsungos! Bom, então veja que coisa interessante! Hoje você fala de Sigurd! Hoje você fala de São Jorge! Hoje você fala de Ogum! Hoje você fala de Pixinguinha! Hoje você fala de cerveja! E eu já começo dizer uma coisa muito curiosa, né? Esse aqui, eu mostrei ontem! Esse aqui é um livro chamado "Guerreiro", com fotos do César Fraga e textos meus sobre o culto a São Jorge no mundo inteiro, né? E é um detalhe que é muito curioso! Aí vou começar a falando de São Jorge! Vocês vão perguntando, a gente vai respondendo! A vida de São Jorge é um mistério! Na própria geografia, a geografia, para quem não sabe, é o estudo da vida dos santos! Na porque o que se diz é que São Jorge teria sido um atleta de Cristo! Atletas de Cristo era como você chamava os militares romanos que se converteram ao cristianismo! E, e São Jorge teria sido isso! Mas não detalhe que é muito curioso! Existem coisas muito nebulosas sobre a vida de São Jorge! Inclusive, aqueles historiadores da religião que questionam se de fato teria existido um Jorge da Capadócia! Então, é um mistério! De qualquer forma, é interessante perceber o seguinte! Na saga dos Volsungos, da mitologia nórdica, o Sigurd, né, ele é um ferreiro! E ele é aquele que tem uma espada! E ele é aquele que mata o dragão da maldade! Então, é muito interessante a gente imaginar, né, que a figura de São Jorge é uma espécie de ressignificação! Vamos lá! Uma palavra da moda! Na da saga dos Volsungos e da figura de Sigurd! E o mais interessante! Hoje, 23 de abril, é a data também que, na mitologia nórdica, você comemora a figura de Sigurd! Então, veja que coisa interessante! Sigurd, o guerreiro nórdico, que tem uma espada, que mata o dragão, né, o dragão da maldade! Jorge da Capadócia, o guerreiro cristão, que tem uma espada e em sua mitologia mata o dragão, o dragão da maldade! E eles! São Jorge é padroeiro! Olha só! Da Inglaterra! O padroeiro da Catalunha! Padroeiro de Moscou! Padroeiro da Lituânia! Padroeiro da Geórgia! Padroeiro do Canadá! Padroeiro de Portugal! Padroeiro de Portugal! Da! Ele é padroeiro do estado do Rio de Janeiro! Padroeiro da Etiópia! Dia do livro! Por conta do cheio de espírito, né? Tanto que acostuma na Catalunha, você trocar livros no dia de hoje! Gente, ir lá se morre no mesmo dia, né? Então, ainda tem um jeito simples! Quer dizer que você pode botar tudo nessa coisa na gama! Um seria o império romano! Dragão é uma metáfora, né? De qualquer coisa que represente o mal! Samba bem, tá perguntando! Então, tá! A verdade, o dragão é uma metáfora na mitologia nórdica, né? O dragão representava a maledicência! Na mitologia cristã, o dragão pode ser o paganismo! E não pode ser um império romano! Tá! Isso tá, tá, tá muito presente nos mitos! Dragão! E essa coisa do dragão também, o negócio muito curioso! Por conta de um pequeno detalhe! A história do dragão de São Jorge é extremamente parecida com a história do dragão de São Marcelo de França, que teria defendido Paris do ataque de um dragão, né? Então, as coisas vão se misturando, gente! A coisa! As coisas se misturam! As coisas não são fixas! O campo da cultura é um campo de rasura, né? É um campo em que as coisas vão se encontrando! Mas eu vou começar a tentar responder algumas perguntas aqui! A primeira pergunta que me fizeram, que eu vi aqui, é uma pergunta sobre a questão do sincretismo! Eu faço uma leitura do sincretismo! E eu, na verdade, nem uso propriamente o conceito de sincretismo! Eu prefiro falar de "cruzo", que é um conceito desenvolvido por Luiz Ruffino! E no livro chamado "Fogo no Mato", a ciência encantada das macumbas! Então, a gente trabalha com a ideia do "cruzo"! Né? O que que seria então esse "cruzo"? As culturas elas se contaminam! As culturas se encontram! As culturas são rasuradas! Não existe na nossa percepção a pureza de uma cultura! Não existe na nossa percepção a essência de uma cultura! Porque todo o contato humano pressupõe uma experiência entre troca! Então, a ideia do "cruzo", né, que está vinculada à ideia de você enxergar a encruzilhada como o lugar em que a cultura acontece! Em que os caminhos se encontram, né? Eu acho que é uma ideia mais potente para a gente! O sincretismo! Sincretismo, lá, em última análise, também uma incorporação de força vital! Você incorpora aquela vitalidade ao seu panteão! Os Bantos, né, e a maioria esmagadora dos escravizados no Brasil foram Bantos! Os Bantos trabalhavam com a ideia! Um princípio da cosmogonia Banto! Olha que bonito que é a cosmogonia Bantu! A cosmogonia Bantu trabalha com o princípio que é o princípio do "moluo"! O "moluo" é uma energia vital! O "moluo" é a vitalidade! O "moluo" é a força! É um que o Jurema Baixo chama mais ou menos de axé! É parecido! O tempo que os Bantos, você pode incorporar "moluos" ao seu campo espiritual! Você pode incorporar forças ativas! O acúmulo de forças vitais só te fortalece! Então, na percepção de mundo de um Banto, você comprar um deus e você pegar outra divindade e você trazer aquela divindade para o teu panteão era absolutamente normal! Aquela visão do sincretismo como uma mecânica de disfarce, ele é muito pobre, gente! Ele é muito pobre! O sincretismo é um "cruzo"! Né? E aí me fazendo duas perguntas aqui interessantes! Porque o "cruzo" com Ogum! E porque o "cruzo" com Oxóssi na Bahia! De São Jorge! Olha, eu tenho uma suspeita ligada ao "cruzo" com Ogum! Eu tenho uma suspeita! E a suspeita é a seguinte! Esse é um detalhe que é muito interessante! Eu não acho que seja só a ideia da guerra, tá? Porque São Jorge guerreiro e porque Ogum guerreiro! Então, se aproximava! O buraco é mais embaixo! Você quer dar uma coisa interessante! São Jorge é o padroeiro de Portugal! Reza a tradição portuguesa que São Jorge protegeu os portugueses nas guerras de Reconquista contra os muçulmanos! Por isso Afonso Henriques de Borgonha consagra São Jorge como padroeiro de Portugal, padroeiro de Lisboa! E você tem a criação, inclusive, da Ordem de São Jorge de Lisboa! O Castelo de São Jorge, o tá lá em Portugal, né? E não nos deixa mentir! E aí tem um detalhe interessante! Olha que coisa interessante! A Ordem de São Jorge de Lisboa! E em Portugal, na transição da Idade Média para os tempos modernos, ela era ordem que protegia a sociedade secreta dos ferreiros, a sociedade secreta dos barbeiros, dos cuteleiros, né, aqueles que fazem facas! Então, São Jorge de Lisboa é o protetor dos ferreiros! São Jorge é o padroeiro de quem trabalha com metal, trabalha com ferro, trabalha com a faca, faz obstruir! Isso é fascinante! Porque o que essa tradição de São Jorge como padroeiro dos ferreiros, padroeiro dos cuteleiros, padroeiro dos barbeiros, na! E é muito interessante! Porque! Porque o culto a São Jorge se fortalece muito no Brasil com a chegada da corte de Dom João VI! Dom João era devoto de São Jorge! Os Bragança eram protegidos por São Jorge! E o culto a São Jorge, ele é introduzido com muita força como um culto oficial no Rio de Janeiro! Por aí, você imagine! Aí você tem no Rio de Janeiro um link Bantu, que é um próximo Cumbe! E próximo Cumbe que seria correspondente no Candomblé Nagô, Ogum! E são ferreiros! Protegem quem trabalha com a metalurgia! Protege quem faz o otelo, quem faz assim guitarra, quem faz a faca! Eu acho que a aproximação de São Jorge com Ogum, esse "cruzo", passa muito pelas sociedades secretas de ferreiros, né, corporações de ofício de ferreiros na Europa! As sociedades secretas dos ferreiros na África, entre o Senhor Baixo, entre os Congos! Então, você tem "cruzo" ligado ao ferro ao magma! Aí que é muito interessante! É muito interessante, né? Já na Bahia, o culto de São Jorge é mais próximo à figura de Oxóssi! Eu acho que entra muito nessa história! O caçador do mal! É uma impressão que eu tenho! Porque Oxóssi, para quem não sabe, ele se transforma num grande orixá quando ele consegue matar o pai! Uma das feiticeiras, que era o pássaro da maldição! A flecha de Oxóssi é a flecha que mata o pássaro no feitiço! O pássaro da desgraça, o pássaro da dor, o pássaro da seca, das péssimas safras, que tinha pousado no telhado do palácio do rei! A lacinho Oduduá! A lacinho Duas! Então, o que que vai acontecer? Esse Oxóssi, né, que mata o pássaro da maldade! Ele tem o seu "cruzo" em São Jorge! Aquele que mata o dragão, né? Existe uma referência aí que eu acho parecida! E na Bahia, a figura de Ogum, como os fechou em algumas linhas, é mais aproximada de Santo Antônio! Porque Santo Antônio é o Santo Antônio de batalha! É o Santo Antônio que participa de guerras, né? Diz a tradição que Santo Antônio protegeu os baianos na lu! O jogo dos holandeses! Pode! Os holandeses tentaram invadir a Bahia pela Ilha de Itaparica, né? Então, tem uma tradição entre Santo Antônio e a guerra, tá? Que é muito interessante! Então, Ogum é mais aproximado a Santo Antônio! E Oxóssi, que matou o pássaro das feiticeiras, é mais aproximado a São Jorge! Agora, esse "cruzo", gente, acontece em função da natureza da cultura, né? Nem todo mundo sabe que Ogum não é São Jorge! Que não é São Jorge! Ogum é um orixá preto, né? São Jorge, essa construção de um santo a partir, né, das histórias que contam na terra dos cavalos! A Capadócia, aliás, Capadócia e a significa a terra dos cavalos! Então, vai tudo coisando, né? Não, não é possível! É claro que a noção de "cruzo" está relacionada às noções de poder! A maneira como você articula está muito vinculada às noções de poder, né? Porque o "cruzo" é problemático! O "cruzo" não é uma solução, né? Hibridismo! Quando eu prefiro "cruzo", eu prefiro "cruzo" a partir da ideia da encruzilhada! Da epistemologia da macumba, onde as coisas se encontram, né? Mas é evidente que esse processo do "cruzo" ele é um processo que está inserido numa dinâmica de disputa, numa dinâmica de rasura, uma dinâmica de tensionamento! Evidente que em relação a São Jorge, você tem um processo que me parece muito interessante, em que o sagrado e o profano, eles vão se lambuzando! São Jorge, talvez, seja o santo cujo culto é se encontra com mais propriedade, pelo menos entre nós, naquele espaço entre o profano e o sagrado, onde você sacraliza o profano e onde você profana o sagrado! Tô tomando a minha cerveja, né? Se eu, por exemplo, estivesse numa situação normal, se nós estivéssemos longe da pandemia, né, eu certamente teria tomar minha cerveja na porta da igreja de São Jorge em Quintino, onde sempre tomo! Você tomar um gole de cerveja e para se preparar para entrar numa igreja, é você está profanando o sagrado! E ao mesmo tempo, você tá sacralizando o profano! Você tá sacralizando o ato de tomar cerveja! Você tá ritualizando aquilo, colocando aquilo na dimensão do sagrado, tá? Então, o sagrado e o profano se misturam o tempo todo! Sagrado e o profano tão aí! Isso eu comecei a falar! É está presente no "Pedrinhas Miúdas", que é esse livro aqui, que é um livro que é lançado em 2013, né? Aqui tem o texto, inclusive, alguns e hoje técnicas e artes, em que eu falo sobre esse encontro entre Ogum e São Jorge! E isso está presente no "Corpo Encantado das Ruas"! E está presente nos dois trabalhos que eu tenho com Luiz Ruffino! "Fogo no Mato", se encantará das macumbas, e "Flecha no Tempo", que são dois livros, é fruto da tabelinha que a gente faz no bate-bola que a gente faz! Eu conheci Ruffino por causa do "Pedrinhas Miúdas"! Ele amou "Pedrinhas" e me procurou! O que ele achou a perspectiva do "Pedrinhas" uma perspectiva bem interessante! Esse aqui é o "Pedrinhas Miúdas", né? E a gente trabalha isso no "Fogo no Mato"! A gente trabalha isso no "Flecha no Tempo"! Eu trabalho isso no "Corpo Encantado das Ruas", né? O equivalente São Jorge, Oxóssi na Bahia! Eu tô falando aqui que Ogum e São Jorge "cruzo" no Rio de Janeiro! Na Bahia, você tem uma equivalência entre São Jorge e Oxóssi! Como eu estava falando! Eu acho que é muito forte no Rio de Janeiro! Não tem a chegada da corte! Isso daí tem muito a ver com a corte! E tem muito a ver com a macumba carioca! Com Omolokô! E que a figura de Ogum é muito forte, né? Eu acho que tudo mais! Se não houvesse esse "cruzo" que São Jorge, Ogum, santo guerreiro, seria até um pouco! Lá no livro! Então, não! Eu acho que é um processo que começa com a chegada da corte! Se populariza muito com a construção da macumba carioca! E a macumba carioca, que seria Omolokô! A feijoada! Feijoada é uma comida de Ogum dos Candomblés! Mas a feijoada na Unopar! Eu via São Sebastião! São Sebastião é padroeiro da cidade do Rio de Janeiro! São Jorge é muito mais popular do que São Sebastião na cidade! E é o padroeiro do estado do Rio de Janeiro! Não é padroeiro do estado do Rio de Janeiro! Você sabe que a feijoada é muito curiosa! Porque a feijoada é feita com feijão trepador, o feijão preto! E o feijão preto é americano! É o que se diz na história da culinária! É que o feijão preto teria sido domesticado a raiz do feijão trepador pelos índios Guaranis! Então, feijão preto é Guarani, né? O feijão preto é indígena! Mas ele vai, né, ganhando conotações muito distantes desde a sua origem indígena! Os portugueses, por exemplo, esquece uma lenda da feijoada com o resto de porco! Isso daí não historicamente não se sustenta! Mas o que os portugueses falam! Fazem é preparar o feijão preto com as carnes à moda de um cassoulet francês! Então, feijoada é muito curioso, né? Porque a feijoada é um cozido de feijão e carne! Isso é o cassoulet da culinária francesa! E essa feijoada chega aos terreiros! Não é a princípio do Rio de Janeiro! Depois se espalha como uma comida motivo de Ogum! A feijoada! E veja só! Você veja que coisa interessante! Como o milho, né? O milho é americano! E o milho viajou a ponto de hoje você ter como comidas ligadas ao milho, o as Odes de Oxóssi! Os Candomblés! O Ebo! A canjica de Oxalá! O Ebo que você faz com melaço para Iemanjá, né? Você faz comigo uma série de comidas para os Orixás! Então, olha que coisa interessante! O milho é americano! O milho foi africanizado de uma forma magnífica! E hoje o milho está presente nos Candomblés! O dendê é da costa da África! O dendê é o que nós chamamos de Epo, né? Entre os Yorubás, você chama o dendê! E por! E o dendê, além do óleo, o fruto do dendê, né? O caroço do dendê é usado como um instrumento adivinhatório profundo, na! E eu tô vendo pergunte! Tem perguntas estão fugindo aqui, gente! Me desculpa que tu quer passando tudo isso, na! Fica passando tudo isso! Mas o fato é que, no fim das contas, você tem esse tipo de coisa que é fascinante! E aí você pode pensar no na cerveja! Porque olha que coisa interessante! A cerveja é uma bebida votiva de Ogum! Toma-se muita cerveja para Ogum! Em algumas Umbandas, a cerveja preta para Ogum! Essa coisa toda! Hoje é o dia da cerveja alemã! 23 de abril é o dia em que o Duque da Baviera lança lei da pureza, né? A lei da pureza! 23 de abril! Então, é cerveja! O Pixinguinha, que é filho de Ogum! E ao mesmo tempo é um baiano! Pixinguinha é um músico teórico espetacular! Escreveu a música! É de uma geração de músicos que sabiam ler a pauta! Aquela turma começou a ser formada pela banda do corpo de bombeiros, lá na Cleto de Medeiros! Aquela coisa toda! E o Pixinguinha era um craque nos contrapontos, né? Aquela técnica do contraponto do bar! Pixinguinha era um paquerando! A gente faz! Ele fazia uns contrapontos com a flauta aqui! Lei Honra Sebastian Bar! Na feia! Tão Pixinguinha, irmão do Bar! Pixinguinha e Bar são irmãos, tá? O Bar, botequim! E o Bar, Iorran Sebastian Back! Aliás, tem uma história sobre Pixinguinha que me pediram para contar! A história sobre Pixinguinha aqui! É a famosa história no Pixinguinha, em que dizem que o Pixinguinha estava! Ia ser assaltado! Né? O pessoal para assaltar o Pixinguinha! Pixinguinha morava ali em Ramos! Aí quando o pessoal foi assaltar, o Coxinha reconhecer! Não, o Pixinguinha! Né? Ela se eu Pixinguinha, me diz o fim da conversa! O Pixinguinha levou a turma para casa! Os ladrões que ele estava com fome, não sei que! Então, quando a mulher gol Pixinguinha, acorda! O Pixinguinha diz: "Não, você viu uma coisinha para esses rapazes que ele estava necessidade?" Aí foram me assaltar! E Pixinguinha ficou ali bebericando com os ladrões a noite inteira! Eu cheguei ao pai do arranjo brasileiro! Não tenha dúvida nenhuma! E dizem que era filho de Ogum! Cheguei era filho de Ogum, tá! Tem essa questão! Você sabe! Junto detalhe muito interessante sobre São Jorge, que a bacana! Essa voz! Tem muita coisa interessante! Muita coisa curiosa sobre São Jorge, que chega a se chega a ser surpreendente, né? São Jorge é muito respeitado pelo Islã! Nesse livro aqui, eu vou ler um texto que vai surpreender vocês! Um trecho do meu do "Guerreiro"! E para vocês verem como uma coisa é interessante! Porém, um trecho do "Guerreiro"! Aqui! Estou procurando aqui! Vou achar em breve! E estou lendo a emoção na cara! O cavaleiro do crescente! 82! Eu vou pegar aqui, minha gente! Segura aí um pouquinho! E olha aqui! Olha aqui! Olha aqui! Olha que coisa! Esse capítulo é! O "Cavaleiro do Crescente"! É um capítulo que eu só! Que eu quebrei a cabeça horrores para pesquisar São Jorge no Islã, né? Então, eu vou ler um textinho para vocês, tá? Olha só! Olha como São Jorge escapa a todas as limitações que a gente pode imaginar! E é porque é um país de maioria muçulmana, em que quase a totalidade da população se declaram adeptas da religião anunciada pelo Profeta Maomé! E a presença islâmica na região remonta ao século 11, quando tribos de todos os nômades passaram a ocupar a Anatólia! E a grande que fusão islâmica, porém, ocorreu apenas a partir do final do século 18, quando os Mandei Seguti, também conhecido como os Vam, primeiro o tomar, declarou Anatólia independente do Império Seljúcida e fundou o Sultanato Turco Otomano em 1299! E aí eu vou falando sobre o Islamismo na Turquia! A chega no momento que eu falo o seguinte: "Gente, olha só que coisa bacana! Neste país secular e ao mesmo tempo marcado pela forte presença do Islamismo, o culto a São Jorge encontra abrigo entre uma parte da população islâmica que estabelece ligações entre o santo guerreiro e Al-Khidr, personagem mencionado no Alcorão, que teria, segundo a tradição, convivido com Moisés!" Conta o livro, o Alcorão, que durante anos, os anos em que os filhos de Israel vagaram pelo em busca da terra prometida, Moisés conheceu e conviveu certo tempo com Al-Khidr, que o aconselhou! O nome que é associado ao termo árabe "Tara Verde Al-Akhdar"! Segundo o Alcorão, o Profeta Maomé relata que o sábio, ele recebeu o nome de Al-Khidr porque se sentou em um pedaço de terra seco e árido e repentinamente se tornou verde! Entre os muçulmanos, há quem diga que é o que ele foi um dos profetas! Outros o veem como um servo de Alá! Exploradores adotam a hipótese de Al-Khidr seria Botar, assim, personagem da mitologia ugarítica, capaz de com grande sabedoria dominar e matar dragões! Viria daí o mito que associa criação Jorge, o caçador de dragões da mitologia cristã! Em Istambul, no dia dedicado ao santo, é costume que cristãos e velas para o guerreiro e coloquem pedidos nas árvores que cercam o Monastério de São Jorge! A tradição, muito popular entre os ortodoxos, acaba por ser seguida também por vários muçulmanos! Para alguns, guerreiro cristão! Para outros, sabe o que instruiu Moisés! Duas das diversas faces fascinantes do cavaleiro da lua! Olha que coisa interessante! Você encontra São Jorge referenciado até! Tá entre muçulmanos que remetem o mito do santo que mata o dragão à mitologia ugarítica! Dizer interessantíssimo, gente! O "cruzo" direto é é contato! É contaminação! Não é cultura! Isso é que é bacana, né? E aí a minha tia falando aqui que é de Deus, jogou um de Oxalá, de Maria de Amarrar! Eu sou de qualquer coisa também, minha filha! Eu sou de tudo! Olá! Eu sou de qualquer coisa, né? E isso é fascinante! E eu ainda por cima, seu filho de Ogum, devidamente feito na! O que não pode faltar no dia de hoje, mesmo tempo de pandemia, como sustentar as tradições quando não se pode socializar? Olha, eu tô tentando! Já que a rua está desencantada, encantar o ar, né? Encantar a casa! Então, eu tô tomando a minha cerveja! Eu vou comer uma feijoada! E vai ser entregue pelo bar Madrid! Eu vou encantar minha casa! Não tem outra alternativa nesse sentido, né? Que história linda essa história do Islã! É linda mesmo, né? É muito bonita! É muito bonita! É muito bacana! É a ideia das culturas de flecha! Onde compra o livro? Livraria Folha Seca! Esse livro é mais caro! Chama-se "Guerreiro"! Esse livro é um livro só com um texto sobre o culto a São Jorge no mundo inteiro! Todos os textos são meus! E as fotografias lindíssimas são do César Fraga! Você compra também no site do César! Um fotógrafo que viajou o mundo para fotografar o culto a São Jorge! Temas que o poema Samurai! Na Gol! Foi um tapa! Legal! Você sabe que eu tenho música! Tem! Sabe que eu tenho uma parceria com Moisés Marques para Ogum! Eu e Moisés Marcos! Eu acho que vocês conhecem Moisés Marcos! E eu e Moisés! Livraria Folha Seca! Rua do Ouvidor, 37! E aí tu vai perguntar! Você pode falar um pouco sobre a questão que o sincretismo na sua coisa ruim! E ele vai! Sincretismo uma coisa ruim ou boa? Um fenômeno da cultura! E eu não lembro da cultura! É um fenômeno da cultura, né? O João do Rio, por exemplo, ficava horrorizado porque achava que o Cristianismo estava sendo africanizado no Rio de Janeiro! Então, o sincretismo, um jogo de mão dupla! Você tá cristianizando, né, os cultos afro! Que você tá fica rezando o Cristianismo! Desde o Congo era assim! A Bianca está mandando um abraço para Benjamin! E apresenta a música! Que música! Toda religião sincrética de leite! Todo fenômeno cultural e sincrético! E a música minha com Moisés! Vou tentar cantar à capela! Se você tiver em dúvida da letra, vocês falem! Eu não sou cantor! Essa música! Eu faço música e letra! Moisés faz música e letra! Mas nós temos quatro parcerias ligadas a Orixás! Em algumas delas, inclusive, vão ser gravadas no próximo trabalho da Fabiana Cozza! Grande cantora! Mas eu fiz com Moisés! O "Grande Ogum"! Nós usamos uma canção para Exu! Né? O Brasil onde ela é bárbara! Nós temos uma cantiga para os Orixás! Nós temos um canto de São João! Na! Essas músicas são reais! Não me acostumo! Moisés inéditas! Porque elas vão ser gravadas agora! Eu posso na página! Jogando de Ogum! Vou tentar! Então, escutem aí! O "Grande Ogum"! Eu e Moisés Marques! Moisés Marques e eu! Vamos concentrar aqui que tá lembrar letra! Cantar a canção! Minha com Moisés Marques! A canção é assim: "E o Ade do rei é o Mario Alá! Curou unir e guerreia! Coçe Mukunda Bantu com a fome e mora na lua cheia! E o Ade do rei é o Mario Alá! Curou unir e ferreira! Coçe Mukunda Bantu com a fome e mora na lua cheia! O grande Ogum do ventre dum tumbeiro ver! É o grande Ogum do ventre de um tumbeiro ver! O fraldinha deixou agora virei deixou ar! Abrirei! Trouxe o bebê para defender seu povo! E quem vai nascer de novo chorou! Chorou! É balé banhado de sangue! Rio ao toque do adarrum! Axé! Traz o cara e põe! E por para temperar e para refrescar! O ori pede um padre para bar! Ar! Um arco pó! E uma coité dioti! O meu pai me diz que sempre vai morar em mim! Papa cure! E o Ade do rei é um Mario! Ao a cor! Ou unir e guerreira! O próximo cumbia! Planta um iPhone e mora na lua cheia! O grande Ogum do ventre tumbeiro veio para aldeia!" E sou eu, Moisés Marcos! O grande Ogum! O gordinho Gomes! Música minha com Moisés! Mas Moisés canta pra [ __ ]! Moisés cantando isso é lindíssimo! O grande Ogum do ventre de um bombeiro vem aí! Abre from teia e assar! O que é essa samba-enredo para São Joaquim! O estágio de show com São Jorge perto da Tijuca! Deixou com São Jorge! Outro dia eu cantei um samba aqui de Beto Mussa comigo, né? É para Ogum! Cantar! Mas tem um samba-enredo! Ele é muita coisa, né? Muita coisa! Ogum tem um detalhe muito curioso! O pão aí! Paulão, meu mestre! Aquele abraça daí! A minha com Moisés! Vou ligar Folha Seca! Duas horas começa lá! Que da Folha Seca! Em homenagem a Pixinguinha! Mas você sabe de uma coisa que é interessante! Porque o Ogum! Na África, ele é muito ligado à agricultura! O tanto que eu tenho um texto do "Pedrinhas Miúdas" que chama-se "Ogum, o Senhor das Técnicas e Artes"! Esse é o texto de 2011! Então, ele é o texto antigo! E eu retrabalho e esse texto! E ele foi publicado em 2013! É nesse livro aqui, o "Pedrinhas Miúdas"! Tem quem acha que esse é o texto mais bonito do livro! Na! Mais bonito do livro! Ó! Pergunta que rápida! Sabe se as cores da estação é uma relação que São Jorge! Não! A Estácio tem relação com as cores do antigo União Faz a Força! E da antiga! Deixa para lá! Quero vermelha e branca! E na! Não! Essa música inédita! Essa música vai ser gravada pela Fabiana Cozza! O "Grande Ogum"! E a música inédita, né? Mas tem o texto do "Pedrinhas Miúdas" que chama-se "Ogum, o Senhor das Técnicas e Artes"! Porque senhor das técnicas de arte! Porque é um detalhe muito interessante! Ogum africano! Fui Ogum Yorubá! Ele não é apenas um guerreiro! Ela é muito mais do que o guerreiro! Ele é um orixá da tecnologia! Ele é o orixá da forja! Ele é o orixá que cria, na, os instrumentos para arar a terra! Ele cria o arado, né? Ele cria inchada! Então, a uma relação muito forte entre Ogum e agricultura! Na diáspora! Na diáspora, essa relação com a agricultura, ela diminui muito! Eu digo no texto! O Ogum, o senhor das técnicas e artes, né? O que é essa relação diminui! Porque na diáspora, agricultura estava muito ligada ao imaginário do cativeiro! Ao imaginário da escravidão! Então, agricultura não vai ser uma coisa boa, né? O arado não vai ser um símbolo bom! Como ela na África! O arado vai ser um símbolo do horror! Do horror da escravatura! Então, Ogum na diáspora, ele vai perdendo, né, esse perfil mais vinculado à agricultura! Tá! E ele vai ganhando um perfil mais vinculado a o guerreiro! Eu vou contar uma história agora! Eu tenho autorização para contar! Então, posso contar! Que eu acho muito bonita! É mais fora minha! E me comovi perfeitamente! Tem parente meu assistindo essa live que podem confirmar, inclusive! Eu sou filho de Ogum! Oi! E eu fui devidamente iniciado! Eu tenho a cabeça feita para Ogum! Depois eu me iniciei como Babalaô! Eu tenho um cargo que é o cargo do Roberta! Com a Nado como Babalaô! U-neck! É um direito que eu tenho que usar os instrumentos de Ogum! E tem um detalhe que é muito interessante! Na minha casa, a gente podia fazer isso! É! Eu nasci a fórceps! Eu nasci a força! Que eu nasci um pacto meio complicado! E eu tive que vir ao mundo com fórceps! Lá! O foco é! Pois é! Um negócio de ferro que você encaixa na cabeça da criança e puxa a criança porque ela não quer sair! Então, eu nasci conforme eu vim trazido ao mundo pelo ferro, né? Foi o fórceps! Aqueles que me trouxe! Primeiro contato com o meu olho! Com a minha cabeça! Foi o ferro! Oi! E aí, quando eu fui iniciado para o meu orixá! Orixá te dá um nome, né? Você quer se abre o nome do orixá! E esse nome é dado na consulta oracular, na! E o meu nome! O nome que Ogum me deu é "Ogum de Mim"! "Umbie" significa simplesmente o seguinte: "o nascido por Ogum"! "O nascido pelo ferro"! Porque Ogum é o ferro, né? Então, a coisa muito interessante! Foi o ferro que me trouxe ao mundo! A mão que me trouxe ao mundo foi o magma de Ogum! Passa cure! É bom! Então, tem umas coisas interessantes! É bonito! É bonito! As cores são bonitas! E na chover aqui! Não é o rosa! Nasceu a força aqui também! Só que o Noel deu azar, né? Porque na hora de puxar meu Noel, o fórceps quebrou o maxilar do Noel! Então, não é um! Dava a impressão de que não tinha maxilar! O queixo! Mas é porque o fórceps quebrou o maxilar do Noel, né? O maxilar foi quebrado! Aí aconteceu isso! Beira mar! Rompe mato! São caboclos de Ogum! Na Umbanda! Se! Mas você é do Candomblé e da Umbanda? Eu sou Babá Lá! Eu sou sacerdote de Ifá! Eu bati muito Umbanda! Sou feito no Candomblé! E o cargo que eu recebi, ao cargo de Babalaô! O cabo de Babalaô da trânsito para circular por tudo isso! Eu fosse sacerdote de Ifá! Essa é a minha relação com a religião! Eu sou sacerdote de Ifá! Bola! É um sacerdote! Com isso, eu tenho trânsito no Candomblé! Na Umbanda! E eu gosto de macumba! Gosto de Jurema! De Catimbó, né? Gosto de fé! Acho fé interessante! Na! Gosto de procissão! Procissão do Senhor Morto! Gosto desse pros futuro! Essas formas de encantamento do mundo! Agroboy! A mochila! É isso aí! Tô fazendo esse ano! Dezembro desse ano! 20 anos de Babalaô! 20 anos de iniciado! Há 20 anos de iniciado! O que eu fiz meu Aba Wilfredo Nelson Bobagem, já falecido! E tem muita pergunta aqui, gente! Já amor! Meu Babalaô! E Tatá Curí! Uma salvação para Ogum! Para cuidar do ori! Cuida da nossa cabeça! Cuida da nossa cabeça! Mas eu sou macumbeiro! Gosto de tudo! Eu vou adorar o irmão Catimbó! Mas macumba daquela! Eu acho bem interessante! Acho bem bacana! Mas acho bacana a igreja de São Jorge! Igreja de São Jorge! O curioso a do Rio de Janeiro fica em Quintino! A mais famosa, né? Tem um detalhe que é bem interessante! A igreja no centro da cidade do Rio de Janeiro! O que é a igreja de São Gonçalo Garcia! Não é de São Jorge! São Jorge ali tem um altar que é imprestável! E é um altar que é emprestado, né? Mas São Jorge é tão mais popular do que São Gonçalo Garcia! Que a igreja acabou ficando São Jorge! Você falar! Vou para igreja que São Gonçalo Garcia! Ninguém nem sabe quem é! E ninguém sabe quem é! Porque São Jorge! E esse é um detalhe interessante que eu falo no vivo! Não é que São Jorge crédito! Até falei numa live que eu fui convidado a pouco! Não é que São Jorge tenha sido descanonizado! Ele não foi descanonizado, né? Seu Adilson de Oxalá! Claro que era o dono do Leão Xavier no Mercadão de Madureira! Era a melhor loja de macumba que tinha no mercado! Era o seu Adilson! O Bárbara! Mas olha só rapidamente! Como perder essa questão! Eu sou muito interessado no cristianismo popular, né? É! Eu gosto muito do cristianismo popular! Eu gosto das festas no cristianismo popular! Eu adoro o Círio de Nazaré! O corte da Festa da Penha! Eu gosto de São Jorge, né? Eu gosto de tudo isso! E aí a dois detalhes aqui que eu quero mencionar! Esse é o primeiro detalhe é o seguinte! A São Jorge não foi descanonizado! Acontece que na década de 60, o Papa Paulo VI, ele fez uma reforma no calendário litúrgico católico! História do cristianismo! Eu gosto muito desse negócio! Então, o Papa Paulo VI, ele fez uma reforma do calendário litúrgico do cristianismo! O e nessa reforma, os estudiosos para cá reformas feitas não encontraram evidências fortes sobre a vida de São Jorge! E aí o que fez o Paulo VI? Ele estabeleceu que o culto a São Jorge não seria mais obrigatório! Não é obrigatório! Ele deixou de ser obrigatório! Foi o Papa João Paulo II que reabilitou São Jorge! São Jorge foi reabilitado pelo Papa João Paulo II! Minha tia apareceu aqui! Minha tia, irmã da minha mãe! Você nasceu que a minha tia botou aqui! Você nasceu a bem dizer dentro da roça de mãe dela! Verdade! Nascer essa roça de santo! Ainda bem! O hino virou noite quando você vê ao mundo! Aí entrou a coité pelas mãos de Mundica e mamãe! E sua cabeça! Quem é bom já nasce feito por legal! É isso daí! Foi a minha primeira cerimônia! Meu umbigo foi enterrado em Nova Iguaçu! E é uma cerimônia na encantaria com a coité na cabeça! Eu fiz isso recém-nascido! Minha tia está falando aqui! O erro virou a noite! Sim! Essa cerimônia acompanhada no toque de tambores! Eu fui consagrado à lua, inclusive, no terreno grande em Nova Iguaçu! Minha tia está contando essa história aqui! É bom parente aparecendo que eu parente confirmo que você fala! Você não pode mentir com parente na praia! Bom Jesus de Pirapora! Adoro! Porque é isso! Samba de Bumbo Campineiro! Samba de Pirapora! Geral do filme! Eu era menino! Mamãe disse! Eu vou embora! Você vai ser batizado no Samba de Pirapora! Eu era menino! Mamãe disse! Eu vou me embora! Você vai ser batizado no Samba de Pirapora! Isso é bonito para caramba! Ah! E tem uma pegada aí também, que é a fronteira ali entre a africanização do cristianismo! A cristianização de ritos afros, né? E um tipo de samba muito peculiar que a gente chama de samba de bumbo de Pirapora de Bom Jesus! Samba Campineiro! Muito interessante! Muito interessante! O cristianismo! Religião e fé! O "cruzo"! Não item discrepância! Tem "cruzo"! São processo que não se exclui! Não! Ó! Tá vendo muita discrepância! Mas sim um processo que não se exclui! Aí! E claro! Importante! Se eu acredito a interessante! Olha que pergunta interessante! Se eu acredito nessas coisas todas! É isso aí! Para mim não tem importância! Eu visualizo a vida! Acreditar ou não é secundária! Eu acho bonito! E você sabe que uma vez! É um grande Babalaô que eu conheci aqui no Brasil, num congresso na UERJ! Babalaô! E o filho dele, o Oabê! Embolar! Veio! E Babalaô! Veio! E me lembro que fizeram uma pergunta para Babalaô! O Andreia! Me embolar! O nome! Olha o nome do homem! Ogum! Uma Andreia! Me embolar! Né? Que eu já vi embolar! Eles são da linhagem de Ogum! E olha isso que eu vou dizer para você! Para quem perguntou se eu acredito ou não! Perguntaram para Virgola sobre a questão da festa! Eu tinha feito! Tão! O Abimbola respondeu a coisa muito simples! "Até um problema que o Ocidente inventou! Então, ele que se vire com ela!" É tão questionamento colocado pelo Ocidente! A rigor, nós estamos falando de sociedades que ritualizam a vida! Então, quando eu falo de Ogum! Quando eu falo de São Jorge! Quando eu falo que São Gonçalo Garcia! Quando eu falo do Círio de Nazaré! Quando eu falo do barco de Pirapora de Bom Jesus! Né? Quando eu falo samba de bumbo Campineiro! Quando eu falo essas coisas todas! Eu tô na ritualização da vida! Que eu acredito! Não tem a menor importância! Eu visualizo! Eu não bato cabeça porque eu acredito! Eu desacreditei um barco porque é bonito! Eu gosto de ter ser a minha vida a partir dos encantamentos do mundo! De exercitar a encantaria, né? A loja existe! Tá em cantaria! Então, é isso! E daqui a pouco a gente tem a igreja neopentecostal! Exclusão! Contudo! A gente vai aprender! Hospitais! Ressignificar! Até hoje! Tuais! Demo! Ginga das Umbandas de descarrego de tudo! Cara! São espertos demais! Perto!

Demais, né? É perto demais.

[Música]

Como afinar? Eu não sou cantor, sou compositor. Tem muita música composta. Uma cantou? Não sou, não. Me achei que eu vou concluir daqui a pouco e depois nós vamos ter quatro, duas horas da Folha Seca. Vai fazer a roda de choro virtual, né? É, é sim, de atualizar vida, tá ligado ao sagrado e tá ligado a uma integração do ser com o natural, para natureza, né? Não é ser despedaçado. O ocidente despedaçou o ser, né? O corpo vai para um lado, o espírito vai para o outro, né? A razão vai para um lado, a ferro é que o outro. É um despedaçamento do ser. O ser integral é capaz de tudo. Se ele é integral, ele a função do que a gente tem, eh, eh, afirmar a vida. É a afirmação de vir. Isso tudo é a afirmação de vida.

A, e eu quero fazer uma live e vou convidar Luiz Rufino para fazer uma live sobre o fogo no mato. Falei até com ele ontem para a gente tentar fazer uma live na semana que vem aqui no meu canal sobre o fogo no mato. É porque eu conheci o Rufino assim. O Rufino gostou do Pedrinha Miudinha, ficou encantado com Pedrinhas Miudinhas e a maneira como Pedrinhas Miudinhas foi escrito, né? Que é um livro com uma linguagem encantada. Quando eu escrevi o Pedrinhas Miudinhas, eu falei que você não pode falar de um tema encantado sem encantar a linguagem. A linguagem tem que ser encantada, tem que ter um fenômeno de encantamento. E aí o Rufino bateu lá em casa, apresentado pelo Lúcio Sanfilippo, porque ele ficou muito seduzido pelo Pedrinhas Miudinhas. Eu e ele tava querendo fazer um trabalho, ficou berço e a pedagogia das encruzilhadas. E aí eu, como o Babalaô, o Babalaô que fez o Alphacan, ele é meu afilhado. Já vou facão. Rufino fez a primeira iniciação no Ifá. Quem fez a iniciação fui eu. E aí, e ele é meu afilhado de Ifá. Tem tudo para virar Babalaô.

Eu sou católico. Eu também sou católica. Eu sou tudo. Eu for de todas as religiões. O livro de algum novamente, esse aqui, o guerreiro. Vocês podem entrar no perfil do César Fraga, tá, gente? Eu vou ler o Senhor das Técnicas e Artes para a gente fechar, tá? Ouvir meu samba. Vou ver onde eu tô. Cheio de samba para ouvir. As pessoas me chamam, me mandaram muito samba. Eu vou vir com calma. É que durante essa essa pandemia, rapaz, a minha vida tá uma correria, porque eu tenho muito texto para entregar, né? E tem criança em casa. Criança demanda as coisas. Pelo meu aluno, deve estimular. Aquele abraço. O mensageiro entre dois mundos. Lindo comentário sobre o documentário sobre RPG. Rodrigo da Folha Seca, se não me engano, seus primeiros artigos saíram da Roda de Choro. Saíram. Primeira vez que eu publiquei foi na revista Roda de Choro. Rodrigo Ferrari, Egeu Laus. Uma revista que marcou época nos estudos sobre o choro no Brasil. E eu tinha uma coluna nessa revista relacionado ao choro, outras manifestações culturais. E fechou. Carnaval, choro e maxixe, choro e samba, choro e futebol. Foram cinco artigos que eu fiz sobre o choro. Eu gosto muito de choro, né? E é isso aí. Instagram dessa Roda de Choro, Livraria Folha Seca. Bota Folha Seca no Instagram a partir das duas horas. A Folha Seca no Instagram. E na, a Folha Seca no Instagram. O futebol, acho que deve ser um qualquer coisa. Eu gosto de variar. Eu não sou um escritor de tema religioso. Eu escrevo sobre cultura popular. E eu escrevo, me cultura popular. Não me enquadro, não sou epistemólogo, filósofo, não faço ontologia. Eu sou um contador da cultura popular. E eu gosto das cabeças populares. Eu me interesso tanto por um terreiro de Candomblé, por um terreiro de Umbanda, como me interesso pelo Milagre do Ribeirão, no que deu origem ao Círio de Nazaré. E eu me interesso pelo Boi Bumbá. Eu me interesso pelas cantigas da Mãe do Mato. Eu me interesso por brincadeira infantil. Eu me interesso por brincadeira de roda. E eu me interesso por tudo. Eu sou um sujeito interessado. Eu sou curioso. E o meu horizonte não é fechado. É por isso que manda o alguém botou aqui: "Sou católico". Eu falei: "Eu também". Eu sou qualquer coisa. Quando eu entro na igreja, fazer ouvir o católico também. Eu adoro. Aliás, é, eu adoro.

No espera da Folha Seca, a diferença entre o samba paulista e o samba carioca. Armas demandaria uma live inteira. Samba paulista é mais puxado por aqueles, para aqueles samba duro, né? Do samba de bumbo. Carioca um pouco diferente, aquele samba urbano do Estácio, né? É por aí. A alvorada está mais ligada à questão militar de São Jorge, né? A referência dele como militar romano. O, e alvorada é uma característica marcante das formações militares. Se eu escrevo, e além de escrever, eu faço tudo. Eu escrevo música, eu escrevo um livro, eu faço poema. Eu gosto de tudo. Não me limito. E se eu tenho interesse, e na academia, tem um lugar para academia. Mas você acadêmico nenhum, nunca tive. E eu gosto de ser um aventureiro.

O lago sobre samba, eu já fiz uma, posso fazer outra. Olha, curso virtual, sim. Eu estou apresentando essa semana. Eu vou divulgar. Eu vou dar três cursos virtuais, três cursos na rede envolvendo cultura popular. Cês vão saber os sistemas em breve, mas são três cursos envolvendo cultura popular. Na, um deles vai envolver macumba. Um deles vai envolver carnaval e samba. Outro desses cursos vai envolver a questão da festa. Da festa. Outro desses cursos. Estão em breve. A gente vai fazer a divulgação desses cursos, tá certo? E é isso. Procópio. Jogo já estava sempre a feijoada para algum. Feijoada de seu Procópio. Já tá terminando a hora aqui, gente, mas eu vou anotar essas perguntas. A música é um ritual. Eu gosto muito de música, claro. Eu faço mais música hoje do que escrevo. E não, e sim, eu vou abrir esses três cursos que eu vou dar. Vão ser abertos para gente de outros estados. Vão ter a possibilidade de se inscrever, né? Vão ter a possibilidade de se inscrever.

Os próximos livros. Tem o livro pronto sobre o Maracanã, em que eu conto uma história do Brasil a partir do futebol, que é um tema que me interessa profundamente. Eu tenho um livro infantil que está pronto, ilustrações maravilhosas da Luciana Nabucco, em que eu conto para crianças histórias de caboclos, orixás, voduns. E em que esses eu estou escrevendo. Umbanda, uma história do Brasil. Lançamento previsto para 2021. E eu vou usar Umbanda como uma referência para contar a história do Brasil. Eu vou usar a história do Brasil como referência para contar a história da Umbanda. Em São Luís, o filme. O Luiz Rufino tem o eixo e a pedagogia das encruzilhadas, que ele lançou. Tenho memória jugueiros. E tem dois livros em parceria comigo: Fogo no Mato e Ciência Encantada. E o Flecha no Tempo. E quais são os meus rios? É um seu. Tem 18 livros. Eu já esqueci de alguns. Se eu for tentar ressuscitar aqui 18 livros de cabeça, eu vou esquecer. Hoje são 18. O 19º vem aí em breve. A todos eles sobre cultura popular.

Oi gente, eu vou ter que terminar porque tá acabando a nossa live aqui. Tá? É lá. A alvorada de Ogum tá muito ligada ao toque militar, muito ligado. Isso é uma coisa que eu até botei no livro. Aí tem a questão poética da alvorada, o dia ficar vermelho. Mas é a questão militar mesmo, tá, minha gente? Eu vou concluir lendo o Senhor das Técnicas e Artes. As três vão gostar dessa leitura como conclusão. Tá em algum. Senhor das Técnicas e Artes. E desde os orixás africanos mais populares no Brasil, em Cuba, países em que o conhecimento de Ifá se estabeleceu com significativa força, estará certamente Ogum. Creio também que Ogum é, por incrível que pareça, o orixá mal compreendido do lado de cá do Atlântico. Alguma culpa na mitologia Yorubá, a função do herói civilizador, senhor das tecnologias. Foi ele, por exemplo. Tá acabando. O que faltam 25 segundos. Não vai dar tempo de eu ler. Eu prometo que eu vou ler isso daqui. Vou deixar gravado no meu Instagram, tá bom? Porque senão vai dar, não vai dar tempo. Ela tá faltando 17 segundos. Eu vou ler, vou gravar, vou subir para o meu Instagram, minha gente. E valeu. Patacori Ogum! Ogunhê! Viva São Jorge! Viva cerveja! Viva a vida! É isso aí.