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Boa noite, pessoal. Estamos aqui em mais um episódio do Lifecast. E hoje, como a pessoa maravilhosa que vai trazer muita luz, muito conhecimento, muito autoconhecimento para todos nós, é uma honra ter ele com a gente: Lucas Scudeler. Tenho certeza que vai ser um bate-papo de muito valor e que vai poder estar aí somando com a gente, como você já faz. Gratidão, Cíntia querida.
A gente tem propósitos alinhados, né? Por isso mesmo que, quando você me convidou, eu falei assim: vamos fazer assim, podcast, porque a gente vai agregar e iluminar a vida das pessoas, dentro da nossa capacidade, das nossas limitações também. É, eu tô, eu também acredito muito nisso, né? Tem que fazer sentido o que nos dá, o que dá Gaza a gente, né? Quando a gente entende que precisa tocar no outro, e é o que você faz muito bonito.
Uma das coisas que mais me chamou atenção é a forma que você fala de Deus diante dos seus ensinamentos. Porque, para mim também, Ele é minha base. Nos conte: quem é o Lucas? Escuta ela, quem que é o Lucas, galera? É um pai da Mariana, minha princesinha linda; marido da Luciana. Essas são as minhas principais funções e deveres, né? Filho da Lurdes e do Valter; uma professora de português e de inglês e engenheiro; irmão da Maria Fernanda, também arquiteta; hoje trabalha com arquitetura. Todas essas pessoas são especiais na minha vida, no círculo íntimo que eu convivo muito e acompanham minha jornada desde o começo, desde momentos de muitos tropeços até momentos recentes de muitos acertos também.
E hoje, o Lucas é principalmente um professor. Que o Lucas faz a atividade não é o que define o Lucas, mas a atividade pode ser dada, atribuída a nomenclatura de ser um professor. Porque, para mim, o que é ser professor é compartilhar conhecimento e ser apaixonado por aprender. Então, eu sou apaixonado por estudar, sou apaixonado por aprender, e sempre que eu estudo e aprendo algo novo, eu tô sempre buscando algo novo para me desafiar, porque isso traz significado, como você mesmo está falando, né? A vida com significado, a vida que vale a pena ser vivida, é isso. Enriquece a minha rede neural, a minha rede mental de compartilhamento e, de alguma maneira, cria-se energia com os conhecimentos que eu já tenho. Eu acho que isso aumenta a minha potência, aumenta minha amplitude, aumenta a minha capacidade como professor. Então, o que eu mais gosto de adotar na vida é de aluno, é de ser aluno, é de me colocar no papel de aluno para absorver, e isso é o que faz eu aumentar a minha qualidade como professor. Então acho que seria essa definição que eu daria para o Lucas hoje.
Eu acho que quando a gente se propõe, né, se colocar nesse lugar, que a gente parte muito também da humildade de olhar para si mesmo e entender que a gente não sabe, que a gente precisa aprender todos os dias um pouco mais. Eu acho que isso é realmente transformador. E você, como um professor que ensina várias mulheres, ajuda várias pessoas, né, no geral, falar isso, que vocês colocam no lugar de aprendizado, realmente faz com que o propósito se concretize dentro daquele trabalho que você já faz, porque aquelas pessoas também estão aprendendo com vocês. Isso é muito, é o que faz sentido verdadeiramente, né? E ter isso tão conectado. Então, claro, porque a sua linguagem é muito clara. Tenho certeza que você também tá sendo um grande instrumento de Deus mesmo aqui com todos nós.
E de onde que partiu esse interesse em levar esse conteúdo para a internet? Sinceramente, foram, foi o clamor, na minha visão hoje, na minha interpretação hoje, tá? Foi Deus clamando através das minhas alunas que estudavam filosofia, que estudavam espiritualidade, de teologia comigo no passado. Eu ensinava sobre várias áreas da vida, só que elas clamavam para que eu ensinasse mais relacionamentos, porque elas tiveram resultados substanciais nessa área da vida, tiveram resultados em várias áreas com a prática da filosofia, da teologia, mas em relacionamentos era a… Eu acredito que a dor delas era mais aguda, mais intensa. E quando elas tiveram resultados nessas áreas e sentiram muito significado, né? Principalmente porque, para a alma feminina, o relacionar, ele tem uma altíssima prioridade; para o homem também, mas para a mulher é mais alto ainda do que para o homem. É principalmente em níveis de maturidade ainda não tão sofisticados. Elas insistiram, insistiram, insistiram, insistiram, até que um determinado momento eu resisti durante bons anos, porque eu falava assim: não, eu sou um professor de Filosofia, sou um professor de Teologia, de Espiritualidade, eu vou ficar ensinando isso, né? Até hoje, por exemplo, um dos meus primeiros cursos, as Ciências Espirituais, que é Ciências Espirituais, é o curso que eu dou toda, toda terça-feira, né? E elas foram, por exemplo, alunas desse curso, Ciências Espirituais, que é um curso de teologia, de teologia ecumênica que eu chamo, né? Uma análise lógica das dos sistemas de fé, do sistema religiosos e como ele se entrelaçam e qual denominador comum por trás de todos eles, né? Esse foi um dos meus primeiros cursos. E essas alunas, desses primeiros cursos, começaram a ter resultados substanciais em relações. Fala: Lucas, ensina sobre relacionamento, que quando eu aplico esses conceitos em relacionamentos, minha vida mudou.
E aí eu tive um processo de digestão que eu tive que fazer, que foi compreender que Deus estava falando para mim que: Lucas, tudo é relacionamento. Finanças é relacionamento, carreira é relacionamento, saúde é relacionamento, propósito é relacionamento, autoestima é relacionamento, e relacionamento conjugal, relacionamento de amizade, relacionamento era relacionamento também. Então, tudo é relacionar. Eu estou me relacionando, sem, com algo ou alguém o tempo todo. Então, aquilo que eu estava ensinando já era relacionar, é como me relaciona com determinado assunto. A única diferença é que eu me ancorei mais nas nomenclaturas de: eu estou ensinando relacionamento, eu sou um professor de relacionamentos, só que eu ensino tudo. Tem muitos alunos, por exemplo, de negócios, é que eu não, eu não mostro isso às vezes no meu canal, mas muitos homens, eles às vezes vêm fazer mentoria comigo, eles querem ativação de fúria, querem ser mais masculinos, ter uma menos feminina e, naturalmente, gerar mais prosperidade. E negócios também é relacionamento, sim. Então, quando a gente fala de relacionamento, eu falo muito sobre os princípios e muito de relacionamento conjugal, porque é uma dor muito aguda. Muitas pessoas querem, mas relacionamento é tudo.
Exatamente, tudo. E se um desanda, você desanda em todos os outros tipos de relacionamento, né? Tem isso também, que é incrível, como um tipo de relacionamento às vezes interfere no outro que você tá tendo. Isso vem muito também dos pais, né? A gente adquire, né, isso dessa, dessa questão. E o que que você vê, por exemplo, uma mulher que ela não teve um pai presente, como ela age nos relacionamentos? Vai depender muito de como a mãe dela criou essa mulher, né? Então, se essa mãe criou uma mágoa com os homens e colocou na cabeça dessa filha crenças de que homens não prestam, de que não dá para confiar em homem, de que os homens abandonam, essa menina vai se tornar uma mulher com essas crenças também adquiridas, porque no começo da vida, pai e mãe são Deus, sim, na própria psique da criança, né? O processo de se tornar adulto é você abandonar pai e mãe e colocar Deus no lugar dos pais. Esse é o processo de se tornar adulto psiquicamente falando. A pessoa que traz ainda as crenças de pai e de mãe não virou adulto. Isso é, isso é uma realidade psíquica que a maioria das pessoas não entende. A pessoa que ainda busca aprovação de pai e de mãe não é adulto; pode ter 80 anos de idade, não é adulto. Adulto é autônomo nas suas decisões, toma as decisões e arca com as consequências. Agora, se ela teve uma mãe que, apesar de não ter tido um pai presente – o pai biológico dela não estava presente, mas ela teve relacionamentos saudáveis com outros homens e ela não teve crenças de escassez, limitantes ou de ódio que vem de um complexo de ódio com relação aos homens – ela vai ter um caminho mais fácil afetivo, porque ela não viu um exemplo de ver os homens como inimigos. Então, o caminho afetivo dela tá um pouco mais com menos obstáculos. Ela ainda não teve o exemplo de um relacionamento que funciona, mas ela não tem os obstáculos, por exemplo, de ódio que a mãe poderia ter encutido na cabeça dela se tivesse ficado magoada, por exemplo, com o pai dessa, dessa menina que abandonou as duas quando ela nasceu, quando ela engravidou, né? Então, vai depender muito dos padrões à qual ela foi exposta, aos traumas, porque esses padrões de ódio que, por um adulto, às vezes pode ser uma coisa: ah, sentir ódio, raiva de alguém; para uma criança, isso é muito impactante, isso é muito chocante, porque imprime na mente da criança, né? E quando uma criança visualiza ou vê ou presencia um padrão de ódio assim, de pai e mãe, principalmente, aquilo fica marcado para sempre na pessoa, porque a base, né, é a base, porque aquela referência, papai e mamãe, é tipo o centro do universo da criança. Então, quando você não tem um papai, mas você tem uma mamãe, é uma carga dobrada. Porque daí a mãe é duplamente importante, porque quando você tem um pai e uma mãe presentes, a carga de responsabilidade de criação dos filhos, elas são atribuídas de maneira diferente. O pai tem uma função – fiz uma aula até sobre isso ontem, expliquei um pouco sobre isso ontem, os arquétipos – e a mãe tem outra função. A mãe, ela tem que trazer a sensibilidade para os filhos; o pai tem que trazer a autoridade e o limite, porque porque o mundo vai fazer isso. Então é a função do pai preparar os filhos, tanto homem quanto mulher; o homem com mais severidade, a mulher com menos severidade, tá? Então, criação de homem e de mulher é diferente. Então, o pai vai tratar o filho com mais severidade, ensinando como o mundo vai tratar ele, gradualmente aumentando essa severidade conforme a idade dele vai aumentando. Claro que, no começo, muito um bebê, você não vai tratar um menininho de 3 anos com uma severidade do que você vai tratar um, um quase homem de 18. Mas esse pai tem a função, dever de honra, de ser ligeiramente severo com aquele menino de 3 anos, porque o menino, a gente vai ver, ele desafia autoridade. Quando você vê uma criança, um menino, um menino homem ou uma menina mulher, por exemplo, eu chego para minha filha e falo assim: filha, cuidado que ali tem um buraco, você vai se machucar, faz dodói. Passou um minuto, ela, ela dá a volta no buraco, ela tipo passar longe, e ela começa a falar para as pessoas ali: dodói. Exatamente. Uma, o priminho dela, filho do meu primo, né, primo de segundo grau, tem tipo um ano a mais que ela, tem dois anos e meio, três anos, acho. É, o pai dele falou a mesma coisa para ele: não vai ali que você vai se machucar. Ele começou a pular o buraco, aquele que tipo tentando colocar o pé no buraco, tipo assim: eu não vou cair, pai, eu não vou cair. Aí o que que o pai teve que fazer? Pegou ele, colocou um pé dele dentro do buraco e aí falou assim: agora tira. E ele não conseguia tirar a perna porque a perna prendeu porque tinha ferragem dentro, era super perigoso, caramba, entendeu? Não é para você ficar pulando buraco, porque se você cair e eu não tiver aqui, você vai se machucar. Aí, depois que o pai fez isso, um menino de 3 anos, aí ele entendeu: tá bom, entendi, pai. Ele desafia, entendeu? O homem tem esse ímpeto de desafiar. Eu acho importante a gente tá falando isso, porque a gente, quando a gente se coloca no lugar de filho, é porque muitas vezes a gente já passou por esse tipo de trauma, mas quando a gente vem com essas explicações, a gente consegue levar uma mensagem para os pais, e aí a gente consegue transformar na base também. Isso é muito legal, né? Essa conscientização também tem que vir para quem é pai, para quem é mãe, para que realmente possa as coisas, né?
E quando a gente fala de Deus, é que você fala muito… Eu acredito que Deus, Ele mora no nosso autoconhecimento. Ontem eu falei no outro podcast com o menino que eu entrevistei que eu comecei a sentir verdadeiramente Deus quando eu comecei a praticar o meu autoconhecimento. Então, a forma como, como que você vê as pessoas que ainda não conseguiram desenvolver esse lado espiritual? O que que elas têm que buscar para conseguir alcançar isso? Porque eu acredito que nós somos mente, corpo e espírito, né? Não adianta ter uma mente blindada, um corpo atlético, mas se o espírito não tá sendo trabalhado, né? Então a gente tem até a etimologia da palavra espírito, né? Vem de vento, da palavra hebraica que é ruach, que é, que é inspirar. Espírito vem de inspirar. Então, quando nós temos a conexão com o Espírito, nós vivemos de maneira inspirada. Isso é viver em espírito, que é similar a viver com significado, tá? Então, o grande problema da maioria das pessoas que estão desconectadas desse, dessa fonte inspiradora de viver, que é o motivo de viver, é porque elas estão focando muito em uma aquisição externa, em agentes externos. E aí o que acontece? É, ela tá sempre focando em um objetivo externo em vez de buscar um objetivo interno. E aí ela sempre vai culpabilizar um agente externo, que é um obstáculo para chegar naquele objetivo. Sempre vai ter uma pedra no caminho, sim. E aí a culpa de quem? Que eu não cheguei no objetivo? Da pedra? Não, a culpa é que você não tem capacidade de vencer a pedra. A pedra é pedra, ela simplesmente está lá, faz parte do caminho, essa pedra. E depois que você passar essa pedra, sabe o que vai acontecer? Você vai encontrar outra pedra, depois outra, e depois outra, e depois outra. Eu ensino isso nas Ciências Espirituais, com princípio de ciclos. Os ciclos se repetem infinitamente. As pessoas surtam quando elas ouvem pela primeira vez: só assim? Então significa que o desafio que eu tenho vai repetir para sempre? Sim. Mas isso é horrível? Não, não é horrível, porque você tá olhando de um lado onde você só tá vendo o desafio. Só que, se você olhar para dentro e desenvolver um desafio, de cada vez que você passar por esse ciclo, você tá com mais, mais estria. Cada ciclo, cada vez que você vai pular a pedra, você vai fazer isso de uma maneira muito mais fácil, muito mais leve, até que chega a um ponto onde você se torna tão proficiente em se desviar da pedra que você vira um mestre. Aí, a partir daquele momento que você alcançou aquele nível de maestria com aquele tipo de pedra, aquela pedra nem é registrada mais, ela continua aparecendo na sua vida, mas por você ser daquilo, para você ter desenvolvido, lapidado um talento – as pessoas até chamam de dom, né? Só que, na verdade, dom é, é a gente, a gente vem para a vida com aptidões que vêm por graça de Deus. As aptidões são, são desenvolvidas por disciplina em habilidades; as habilidades são refinadas em talentos com sofisticação. E quando você alcança o nível máximo de domínio, você alcança maestria, que é o dom. As pessoas acham que dom é uma coisa dada por Deus, não é, é fruto de virtude. O ciclo continua a infinitamente repetindo, a diferença é o nível de proficiência e a habilidade que eu tenho para vencer aquele ciclo. Se eu tô num nível básico, eu sou ali um faixa branca, é muito difícil, é muito dolorido, eu não tenho as habilidades ainda para fazer, mas na hora que eu vir um mestre, um faixa preta, aquele desafio que para mim lá atrás era super difícil, hoje eu faço com uma mão nas costas, eu nem registro mais. E é muito legal quando você traz isso falando, né? Porque o dom é uma coisa que caiu pronto e você vai brilhar por causa daquilo. É sobre eu trabalhar duro em cima daquilo, né? Atitude. E quando a gente fala de atitude, a gente fala de olhar para dentro. Às vezes as pessoas buscam só o externo, o curso perfeito, a casa perfeita, o trabalho perfeito, e a magia tá dentro, né? Que eu vejo que quando a gente fala disso, o que você passa, por exemplo, você traz com que as pessoas se conscientizem mais e ela se destrava, né? Consegue se destravar mais em relação a isso.
E o que seria matriarca, que você fala? Uma mulher com altíssimo grau de conexão consagrada, ela vive para Deus e por Deus, e ela não troca isso por nada. Quando ela vive para o sagrado, ela cuida dela por causa de Deus; ela não cuida dela por fins estéticos, ela cuida dela porque ela sabe que Deus ama ela e dá todo dia um presente chamado mais um dia. Mais um dia que ela recebe todo dia que ela acorda, ela agradece. A matriarca, ela se cuida por honra a Deus. Conforme essa mulher se cuida e essa mulher está conectada com o Divino, ela vai se tornando uma mulher cada vez com mais domínio da sensibilidade dela. Quando ela chega no ponto de dominar a gestão de objetos materiais e de recursos materiais e ela fez a jornada do espiritual para o material, ela abre uma ponte para entender o masculino e ela começa a entender o que que é fúria. A matriarca, então, é essa mulher que tem uma conexão fortíssima, consagrada, que se cuida porque Deus a ama e que é extremamente sofisticada na sua sensibilidade, porque a sensibilidade é uma, é uma habilidade sutil, né? A sensibilidade, ela, ela tem de aquilo que é mais sensível, aquilo que é mais delicado, aquilo que é mais elegante, aquilo que é mais subjetivo. Então, o grande, o grandioso desafio da sensibilidade é a gestão da matéria, é a gestão do material. Quando a matriarca alcançar esse nível de domínio, de sofisticação da sensibilidade, que é gestão material, ela começa a entender como uma menção, aí abre, é meio que como se desvelasse a mente masculina, começa a ficar óbvia para a matriarca, e ela começa a entender porque que os homens fazem o que fazem. E aí essa mulher, ela consegue ver a alma do homem, ela consegue ver a intenção do homem e ela consegue ver quais homens estão em quais níveis de maturidade, sim. E é a partir desse ponto que ela se torna uma matriarca, que ela começa a entender quem é o patriarca. Ela só consegue ver o patriarca, que é o homem que vive por honra, quando ela aprende esse último nível de sofisticação na sensibilidade, que é a sensibilidade com a matéria, só que não pode pular nenhuma das etapas, tem que fazer etapa por etapa, não dá para pular. Então eu vou fazer uma faculdade de administração de empresas, vou aprender a gerir recursos ou fazer uma faculdade de economia, de Finanças, para me tornar matriarca? Não funciona assim, é o caminho da trilha da sensibilidade. Ela precisa, através da graciosidade que ela recebe de Deus, densificar elegância, depois densificar indelicadeza e depois densificar a ingestão de recursos. Quando ela faz esse processo nessa ordem linear, elas se tornam uma matriarca. É extremamente árduo, é extremamente sacrificante, extremamente difícil. Muitas mulheres são loucas: eu tenho capacidade de gestão de recursos, só que você faz isso com energia masculina. Tem muito isso, né? A questão da, ela não faz, quando ela não faz gestão de recurso quando ela já feminina, ela faz gestão de recurso com energia masculina. Esse processo é um processo de inversão de polaridade. Ela simplesmente observou modelos masculinos fazendo gestão de recurso. Ela copiou, não teve maturidade espiritual, sim, não teve amadurecimento, porque quando você entende que Deus é o centro, você solta o controle, né? Se você entende que aquilo para até de te doer tanto, quando você não tem o espírito dentro de você, né? E essas mulheres que agem com o masculino mais ativado ali dentro delas, automaticamente elas também atraem homens mais sensíveis, mais fracos, que é um perigo, né, para uma relação. O problema não é uma mulher usar o masculino, um homem usar o feminino; o problema é você ser tomado pela energia oposta. Porque quando uma pessoa tá usando, por exemplo, planejar masculino em uma mulher usando energia masculina, normalmente ela não está consciente que está usando a energia masculina, ela simplesmente está masculina, e aí ela nem sabe que ela tem que voltar para a feminina. Ela tá no modo operante, ela tá totalmente identificada como energia masculina. Mesma coisa dos homens que estão femininos. Eles estão no modo operando de vida, o estilo de vida, ele até constrói um estilo de vida daquela energia onde ele está extremamente sensível e feminino e delicado, só que ele tá tomado por uma energia feminina, não é, não é o alcance do feminino através do domínio da fúria do Patriarca, é uma inversão de polaridade para não arcar com as consequências de ser homem, ser mulher. Na verdade, é um processo de fuga, é uma neurose. A pessoa, ela não quer arcar com as responsabilidades de ser um homem ou ser uma mulher, e aí ela inverte a polaridade para cumprir um papel que não é um papel principal dela, sim. Então o que isso gera? Disfunções. Como por que que isso não é saudável? Porque quando a gente vê uma mulher com uma polaridade invertida ao longo de muitos anos, o que a gente vê é que ela fica estressada, ela fica cansada, ela fica, envelhece mais rápido, ela vai perdendo a graciosidade dela e a beleza inata que ela tinha, ela vai, ela vai envelhecendo mesmo, e ela sente isso, ela sente que ela tá embrutecida. É um processo de, quando uma mulher usa o masculino sem ter a contraparte feminina elevada e sofisticada como ela matriarca, ela vai se engrossecendo. A mesma coisa com esse homem, quanto mais ele usa o feminino, mais ele desliga a fúria dele, ele vai ficando cada vez mais feminino, mais feminino, mais feminino, nem sabe mais o que é ser homem. Caramba, isso é extremamente disfuncional. Esse homem é o homem que tem mais tendência a entrar num processo depressivo, é um homem que tem mais tendência a ter patologias psiquiátricas, que tem ter assuntos não resolvidos, de não, não sentir que a vida tem significado, que é uma das causas espirituais da depressão. Então são estados extremamente disfuncionais de inversão de prioridade. Agora, quando você usa a polaridade oposta através de uma ponte de maturidade virtuosa, o patriarca, por exemplo, ele consegue ser feminino e voltar para sua masculinidade porque ele é um homem muito forte. A matriarca, ela consegue usar uma energia masculina e voltar para o feminino porque ela é uma mulher muito forte. Só consegue usar a energia oposta sem ser tomado por ela porque você tem um alto domínio da sua energia natural. A matriarca, essa mulher extremamente feminina que consegue usar doses de masculinidade sem se perder, então ela tá em equilíbrio, ela tá em equilíbrio masculino e feminino dentro dela, tá em equilíbrio.
E qual seria o, quando você nessa situação, que a mulher ela consegue usar essa energia masculina com equilíbrio, em qual ocasião seria importante essa energia, por exemplo? Principalmente no trabalho. Porque quando nós falamos de mundo, a energia, cosmovisão – o Jung, ele tem uma tecnologia chamada cosmovisão. Cosmovisão significa visão de vida, tá? E cada, dentro da cosmovisão, existe uma divisão muito clara entre o que é mundo e o que é lar, tá? Lar é esse ambiente seguro; todos os ambientes que são seguros é o que o Jung denomina como lar. Todos os ambientes que são hostis são ambientes que o Jung denomina como o mundo, ou masculino. A energia predominante no lar é feminino; a energia predominante no mundo é masculino. A gente é, predominante no seguro, no lar, é o feminino, tá? Quando a mulher vai, ela sai de casa, ela vai trabalhar, ela vai gerar renda, ela tá no ambiente hostil, sim. Isso é uma coisa que eu falo para várias alunas que às vezes vêm com certas distorções de lógica de pensamento. Quando ela tá ali, por exemplo, numa reunião de gerentes, numa reunião de diretores numa empresa, não morde, né? Ali é um ringue, ali é um, é um, é um ambiente altamente hostil, masculino, que ela quis entrar. Quando eu falo isso para ela, ela fala assim: ó, o que você, o que vai acontecer ali dentro? A porradaria que vai acontecer com os diretores não é machismo. Aquilo é masculinidade na sua essência. Você entrou numa arena masculina, você não vai mudar essa arena, porque essa arena, que é a marina do mundo, essa briga tem uma função, que é o quê? A melhor ideia vencer para virar uma diretriz empresarial que vai gerar mais lucro e sobrevivência da empresa. Então é briga de macho alfa para ver quem é que tem a melhor plano, estratégia de negócio para que a empresa sobreviva. A empresa sobreviver é do interesse dos colaboradores, todos, do presidente e dos clientes, sim. Ou seja, se esse ambiente virar um ambiente seguro, lar, cafezinho da tarde, a empresa fale, não funciona, a empresa fale. E eu já, muitas mulheres vêm, às vezes fazer mentoria comigo, que são CEOs, vice-presidentes ou também diretoras de empresas ou VPs multinacionais. E algumas chegam para mim falando isso. Eu falo assim: ó, esse ambiente masculino que acontece ali não é machismo, porque ele ataca você, ele ataca o cara também, é que você não tá vendo. Quando ele fez o ataque a você é porque a sua ideia tava contradizendo a dele, e ele queria que a ideia dele para dominasse. O que você tem que fazer é aprender a brigar dentro do ringue, se você quiser ficar nesse ambiente. A maioria das mulheres passa 10 anos, ela tá, não se leva lá, ela fala assim: eu não aguento mais, eu não quero isso. A gente até explica uma das grandes diferenças de presença de mulheres em cargos de corporações, que é 70/30.
Mais ou menos, e existem muitas campanhas sociais para aumentar essa porcentagem. E não dá, até na política tem lei de cota de 30% nos partidos das mulheres. Os partidos não conseguem cumprir. Por quê? Porque não? As mulheres não querem? Porque outra arena que é extremamente hostil, política. Na hora que a mulher entra ali, ela vê toda a sujeirada que é; ela vê a falta de sensibilidade que é. Cara, isso não faz sentido pra minha vida, eu não quero isso, eu não quero ficar em guerra. Sempre tem algumas mulheres são vocacionadas para isso, né? E aí tem umas que entram lá, e aí dão um pau e mão de homem ainda hahaha. E é muito legal mesmo, porque são grandes matriarcas, né? Pra ela conseguir entrar naquela arena altamente masculina, ela vai ter que ser uma matriarca, senão ela vai envelhecer muito mais rápido. Mas aquilo é uma coisa que eu gosto de desmistificar e dar nome correto, as nomenclaturas corretas. Aí vem aos eventos, o que acontece dentro daquele ambiente não é machismo. Aquilo é masculino predominante, né? Porque aquele ambiente é masculino. Imagina, não adianta você entrar, por exemplo, num campo de futebol e falar assim: “Ai gente, vamos todo mundo agora abraçar o adversário e vamos é tomar café da manhã e não vamos falar palavrão no jogo de futebol”. Os caras vão falar assim: “Cara, não é futebol, exatamente, entendeu?” Bom, é xingar, futebol é zoar o outro. Os meninos, eles são criados desde da infância através desse bullying entre os amigos. Porque? Porque a tribo, os homens da tribo ancestral – estamos falando de ancestralidade aqui, tá? – eles testavam o nível de resiliência, a estabilidade emocional do parceiro de batalha através da zoação. O cara que perde a cabeça, ele não pode ir para frente de batalha com você. Então, quando tá em momentos de paz, os homens eles ficam se atacando e se zuando, porque eles se respeitam, não é porque eles são inimigos. Xingou seu amigo é porque ele é legal, porque eu gosto dele. “Você é um filho da…”, porque eu gosto dele. Porque na frente eu xingo ele, mas nas costas eu elogio. Porque? Porque quando ele recebeu um xingamento, ele nem ligou, ele falou assim: “É você que é…”, devolver um pior, entendeu? Então essa troca é extremamente masculina para testar resiliência, fortitude entre os homens, para que o grupo de homens saibam quem tem força para tá na frente de batalha. Porque o cara que se desestabiliza, ou ele entra num mimimi, ou ele é sensível, ele não… ele é expulso do grupo de homens, sim. Então você tem que estar ali, você tem que tomar porrada, você não pode reclamar.
Então, quando uma mulher entra no ambiente masculino, até os comportamentos masculinos mudam, né? Quando você tá, por exemplo, às vezes numa festa e tem uma roda só de homens, os assuntos são normalmente zoação e vai para baixaria e sujeirada, porque eles estão se testando. Quando chega uma mulher, muda totalmente a matemática. Exatamente, você nem escuta. Então, só que no ambiente corporativo, quando uma mulher entra num board de diretoria, não vai mudar o assunto e a pancadaria vai continuar. Se ela entrar lá e ela tiver sensibilidade, ela vai ser expulsa, sim. Porque para estar ali não pode ser sensível, tem que ser insensível. Para você ser um conselheiro de uma corporação multinacional, você tem que ser insensível, você tem que ter um nível de análise racional, uma frieza, suspensão emocional para que você consiga fazer a empresa sobreviver. Aquelas dezenas de milhares de empregos e famílias são sustentados para aquela empresa, e aí milhões de consumidores sejam beneficiados com a existência daquela corporação. Se aquelas pessoas ficarem emocionais, a decisão destrói a empresa. Aquele ambiente não é um ambiente de sensibilidade, aquele ambiente é um ambiente de fúria controlada. É quem tem a fúria mais dominada. Então é briga de macho alfa para ver quem é mais masculino, quem tem mais domínio. E normalmente quem ganha é quem é o homem mais maduro, porque ele consegue prever todos os ataques de todos os homens, ele consegue se defender de todos os ataques e ele ainda faz um movimento que derruba todos. Isso vem tudo, a gente volta isso tudo para o equilíbrio, né? Essa busca desse equilíbrio que a gente precisa ter na vida, a gente como ser humano. Quais são os principais pilares? Se você pudesse falar, vamos, três, cinco pilares que as pessoas precisam desenvolver para conseguir buscar isso e se conscientizar também, porque eu acredito que a nossa comunidade, ela tá indo por um caminho que não tá fácil. Então eu acho que conscientizar, né? Quais são os pilares que você acha que a gente precisa desenvolver mais para conseguir alcançar esse equilíbrio, para que a gente consiga, né, tá alcançando relações cada vez mais legais, né, mais harmônicas?
Eu ensino, tenho um conceito estruturante dentro do meu método que chama os princípios relacionais. Os três princípios relacionais que é: verdade, respeito e diálogo, tá? Verdade, respeito, diálogo é relacionamento. Se não existe verdade, se não existe respeito, se não existe diálogo, não existe relacionamento. Isso eu falo para vários alunos meus, várias alunas minhas. Quando uma, um cônjuge, quando um namorado, uma namorada, um noivo, uma noiva diz respeito, ele não está se relacionando. Quando mente, não está se relacionando. Quando usa de luxúria, de ganância, não está se relacionando. Isso significa que não existe término, porque não existe relacionamento. As pessoas, muitas às vezes têm: “Ai, mas eu vou ter que terminar esse relacionamento”. Você não vai ter que terminar, porque nem existe um vínculo afetivo, porque você, você criou expectativas com essa pessoa, mas a pessoa não está refletindo com verdade, respeito, diálogo. Então na prática, vivência da coisa, o relacionamento não existe na realidade, na realidade. Então não existe término, porque não existe relacionamento. Isso é algo que é reconhecido também no direito canônico, na nulidade matrimonial. Quando você tem violência, quando você tem traição, quando você tem abandono, não existe relacionamento nem matrimonial. E aí o matrimonial é anulado, porque a autoridade eclesiástica de várias religiões diferentes reconhecem que não tem matrimônio ali, é impossível. Então não é ele é dissolvido, na verdade, porque nunca existiu. Isso é algo que eu ensino também: quando não tem verdade, respeito, diálogo, não existe relacionamento, então não tem término. Você só tem que se afastar dessa pessoa, sim. O que mantém as pessoas dentro de relacionamentos são as expectativas, histórias que elas criaram na cabeça delas. Exatamente. Mas relacionamento é verdade, respeito, diálogo. Se não tem isso, não é relacionamento, não tem nem como, a gente não pode falar nem de amor, né? Muito menos de amor, né? E esse conhecimento, né, você conseguir entender isso, fica muito mais fácil você se afastar, né? Porque também tem a diferença ali do apego. O que que seria o apego? Porque às vezes nem tem amor, nem tem admiração, mas você está apegado àquela situação, é aquela ilusão. O que seria o apego para você e como fazer com que a pessoa se distancie, ela se conscientize disso?
Eu não vou falar o que o apego significa para mim, eu vou falar o que os grandes pensadores trouxeram pra gente ao longo dos milênios sobre o apego. É um de expectativa, numa narrativa mental que eu chamo de expectativa dramática, que nada mais é do que possessividade afetiva. Porque eu criei uma expectativa, uma narrativa com aquela pessoa na minha cabeça, uma história. Eu criei uma história com aquela pessoa na minha cabeça. A história não aconteceu, eu criei na minha cabeça. “História: ah, essa aqui vai ser a mulher da minha vida, ah, isso aqui vai ser o homem da minha vida, vai ser meu marido perfeito, que eu vou construir uma família linda, vou ter bebês lindos e vou ser feliz para sempre”. Aí eu tento… Ó, mas quando as mulheres fazem isso e criam uma fantasia na cabeça, Disney… a pessoa, ela coloca tanta fé nessa narrativa mental que é uma fantasia, eu chamo de expectativa dramática, porque é um drama, só que não, drama na cabeça dela. Quando não existe uma correlação entre o drama mental e a realidade dos fatos vividos, ela tenta forçar a pessoa real a se enquadrar na fantasia. Imagina, nada. Esse apego, eu tentar controlar a realidade para se conformar com o molde fantasioso que eu criei, só em sanidade, isso é totalmente insanidade. Apego é insanidade, é falta de clareza. Apego, na verdade, é fruto da ignorância, que é um estado de negação. A psicanálise explicou isso já: como a primeira porta das doenças psicopatológicas é a neurose. Como que nascem as neuroses? Através de um ato de negação. Quando não aparece, por exemplo, uma raiva em mim, eu nego a raiva e eu não me permito sentir raiva. Quando aparece uma vaidade em mim e eu nego essa vaidade e coloco embaixo do tapete, porque eu sou uma pessoa humilde, então eu não posso me… invadir… o personagem que eu criei de mim mesmo não permite que tenha aquele sentimento, aquelas emoções. E aí automaticamente vem decisões de negação. Essas decisões de negação são neuroses, já as negações são neuroses. Neuroses se concretizam como apegos ao que a fantasia, as… criadas, o personagem que eu criei na minha cabeça. Tenho uma história para ser aquele personagem. O meu apego com essa história, junto com todas as neuroses que eu precisei criar para esse personagem existir, faz com que eu tente controlar a realidade dos fatos da vida e fazer as pessoas que convivem comigo se adequarem à minha história imaginada. Uma loucura, sinceridade. E é por isso que muita das vezes você tá num relacionamento ali que você tá idealizando isso, você tá criando aquilo, passa um tempo você amadurecer um pouquinho, aí você olha, você fala: “Meu Deus, não é nada do que eu tava imaginando”. Que eu estava fazendo comigo, né? Que que eu tô fazendo com essa pessoa, sim. Exatamente. E normalmente isso acontece, muitas pessoas elas fazem um processo de triagem, de escolha de pretendentes totalmente errada. Eles vão… e eu acho que esse é um dos pontos mais diferentes de outras pessoas que ensinam sobre relacionamento, porque eu não ensino sedução. Eu não ensino sedução, porque sedução é uma ferramenta que é válida para casais, para principalmente no matrimônio. Para você quebrar a rotina, para você quebrar a mesmice, para você quebrar o tédio, você usa a ferramenta da sedução dentro de um projeto de casal muito maduro. Isso não é uma ferramenta para solteiros. Solteiros precisam escolher pretendentes de maneira racional. E o que as pessoas fazem? Elas vão pela química. Só que o problema é que a neurociência sabe que a gente é compatível geneticamente com 60% da população mundial. Então você vai ter química com 60% das pessoas. Se você for sair com um monte de homem, de cada 10, 6 dá química, entendeu? Esse não é um filtro. Como que eu vou escolher um marido se de cada 10, 6 tem química? E a vida é tão maior do que isso, né? Muito mais. E aí o que acontece quando a pessoa escolhe um pretendente por sedução e por química sexual? Ela entra no estado de apaixonamento químico que dura de três a 18 meses, onde ela não consegue ver as falhas do outro. É tipo um acordo não verbal entre os dois apaixonados: tipo, “eu não vejo as suas falhas e você não vê as minhas, enquanto a gente fizer isso, a gente se mantém apaixonada”. No momento que teve maneira crítica, o estado de apaixonamento quebra. E aí vem para a realidade. Quando a realidade volta e a poeira baixa e sai o véu da ilusão do apaixonamento, a pessoa às vezes olha para ela e fala assim: “Que que eu tô fazendo com essa pessoa? Você não tem nada a ver comigo”. Só que o problema é que passou 18 meses, e aí passou um ano e meio. E aí a pessoa sai desse padrão, ela buscou o último parceiro por química sexual, certo? O que que ela vai fazer agora? De novo que ela terminou, ela repete, ela repete o padrão. Aí ela vai e fica mais 12 com o próximo. Aí ela termina de novo pelo mesmo motivo, porque na hora que sai o apaixonamento, ela olha pro lado e fala assim: “Que que eu tô fazendo com essa pessoa?” Ela sai, ai, ai, padrão de novo. Isso é neurose, e a pessoa coloca aquilo como um relacionamento ideal. Não é. No começo é tudo lindo, tudo perfeito. Ela fala para todo mundo que vai casar, né? Ele trata ela super bem, tudo mais, e daí do nada você descobre que o casal terminou. De falar: “Mas o que aconteceu?” “Ah, não deu certo”. Não deu certo porque o processo de triagem lá no começo, os valores espirituais, intelectuais e afetivos não eram alinhados já. Cara, isso é muito real. Eu sou uma pessoa assim, que valores espirituais para mim, ele tem que estar muito alinhado, senão eu vou… mesmo inconscientemente, você bate de frente, seja qualquer um deles, né? É porque é sobre visão, é sobre o que você quer. Eu acho que a gente como mulher, quando a gente decide o que você quer, tudo fica mais leve e você… mas você decidir também não é fácil, você entender que você: “Poxa, eu mereço, eu sou digna disso”, né? E é um processo muito árduo, doloroso, porque muitas vezes a mulher ela quer tomar decisão por ela. A decisão tem que ser tomada por Deus, tá? Então quando você coloca a decisão na mão de Deus, não tem… não é água, é simples, é fácil e leve, o fardo é leve e tudo faz sentido, né? Tudo faz sentido. Eu acho que quando a gente coloca Deus assim… uma coisa que eu aprendi a desenvolver até mesmo para me fortalecer foi isso. Agora eu entendi, eu tô passando às vezes por um momento muito complicado, fala: “Caramba, obrigada, Deus, tem um propósito, eu sei que ele vai passar e vai ter algo ali na frente que é muito maior”. E quando a gente se coloca nesse lugar, né, acho que tudo transforma a vida, você passa a enxergar com mais gratidão, com mais leveza. E a gente volta para aquilo que você falou: vocês colocam todos os dias em lugar de aprendizado, perfeito, porque tudo é permanente, as coisas passam, né? A gente passa, a gente passa também… essa semana eu tive a tristeza de um, de um falecimento de um amigo com a minha idade, né, um marido de uma, de uma amiga minha. E a gente… eu tenho o hábito, por seguir a filosofia histórica também, que é uma das minhas bases, né, fazer a prática chamada “memento mori”. “Memento mori”, relembro da sua morte, e eu pratico, eu pratico quase todos os dias, para eu não mentir, falar que é todos os dias. Tipo, às vezes a cada 10 dias, talvez eu fale um dia, a cada 20 dias eu fale um dia, mas todos os dias eu lembro da minha morte, que eu sou evanescente, que eu vou passar, que não existe imortalidade na carne e que eu preciso viver todos os dias com significado. E aí quando acontece esses eventos que a gente sabe que são possíveis… e no caso desse meu amigo, foi algo provável… que Deus abençoe ele agora nesse momento e a família dele, dele… é a gente é convidado. E por que que é tão difícil o luto quando de uma pessoa amada, né? Porque nós somos obrigados a refletir sobre a morte, a fazer um momento mole, porque no momento que você vê, principalmente uma pessoa da sua idade ou às vezes mais novo do que você é falecendo, indo embora, e simplesmente… tudo aqueles planos, aquelas histórias, todas as suas expectativas ou seus sonhos, seus desejos, você fala assim: “Cara, pode acontecer comigo, e tipo amanhã pode ser que eu não esteja aqui”. Então, quais desses planos, de sonhos que realmente fazem sentido, tá investindo minha hora e meu dia hoje? A minha vida vale o que eu tô fazendo agora? Se eu morresse daqui a cinco minutos, eu mudaria o que eu tô fazendo agora? A gente tem que responder. Na grande maioria das vezes eu não mudaria. Eu posso, eu posso morrer nas próximas horas, que eu vou morrer em propósito, eu vou morrer com significado. Eu não tô dizendo de morrer sem dor ou de morrer feliz ou de morrer com prazer, porque essas coisas todas são inerentes na vida humana, né? Tem pessoas que vão morrer com dor, tem pessoas que vão morrer dormindo, né? Todo mundo quer morrer… eu quero morrer dormindo… algumas vão morrer com… algumas vão morrer rápido, algumas vão morrer lentamente, outras vão morrer muito com idade avançada, outras vão morrer com, com idade na juventude ainda, né? E isso é inerente da vida humana. Nasceu, vai ter que morrer. Isso faz parte do ciclo. Então, nasceu, vai ter que morrer. Qual que é o propósito do ciclos iniciar e terminar? É extrair o aprendizado, significado do ciclo. Qual que é o significado do ciclo nascer e morrer? É para que que você veio? Que que você tá aqui? Você veio aqui para fazer o quê? Só ficar assistindo, né? Se ficar assistindo só Netflix, você é um observador da vida, é ou você tá aqui para servir? Você tá aqui para dar significado para sua vida. Porque quando você serve… porque quando nós, a gente vem para, para cá, e a gente ganha a nossa vida através de Deus, a gente vem com aptidões, várias aptidões são sementes de luz. Aí vai da minha autodisciplina, das virtudes que eu desenvolvo, dessas sementes de luz florescerem, frutificar em ou não, que são os talentos. A passagem bíblica dos talentos, né? Algumas pessoas praticam a autodisciplina, olham para dentro, olham para cima. Falam de olhar para dentro e olhar para cima, que é viver uma vida de objetivos internos. E aí uma vida abundante externa é fruto de uma vida abundante interna, perfeito. Só que a maioria das pessoas, elas focam fora, na abundância externa, elas querem ter conforto, conveniência. Só que uma vida externa de conforto é porque você vive internamente em estado de desafio constante, você tá sempre colocando a barra mais para cima. Do ponto de vista espiritual é: “Eu preciso ser mais gentil, eu preciso ser mais amoroso, eu preciso ser trabalhar mais o respeito, eu preciso ser mais verdadeiro”. Apesar do que… uma aliança com a verdade tem micro momentos onde eu conto tipo micro mentiras, eu não fui exatamente verdadeiro, eu fui verdadeiro até um certo ponto, depois de uma certa maneira distorcer a verdade. Quando você pratica essa disciplina, a, o seu olhar vai ficando cada vez mais aguçado para perceber distorções, e isso é a virtude de discernimento. Discernimento é a fundação sólida da sabedoria. Não tem como você ser sábio sem ter discernimento. Discernir é saber, é ser sábio. Então esse processo de olhar para dentro o tempo todo, se auto conhecer, se mergulhar, olhar para suas sombras, vigiar a sua sombras é o que lapida o seu olhar de discernimento para que o caminho da virtude, da sabedoria se desenvolva. Se não, não tem como. O oposto disso, não fazer esse caminho que é um caminho árduo, é um caminho muito largo, é você viver buscando prazer, é você viver por instinto. Não vivo por propósito, né? Você vive por instinto, você precisa escolher a vida de propósito, porque se você não escolher a vida de propósito, você vai cair automaticamente numa vida guiada por instinto. E aí você vai viver uma vida tão importante quanto é de um animal, é uma vida muito no reativo, né, totalmente não é completamente inconsciente. Que quando você tá ali no reativo, você não tá conseguindo olhar para dentro, né? De forma alguma, essa… aquela emoção… e a gente volta a falar, né? É um processo largo muito… e o que seria propósito para você? Encontrar um propósito… todo mundo fala, né, dessa… o que que é, o que que é propósito? Não significa… da essência de propósito… que é o propósito para o Lucas, não… o que é um propósito? Uma pessoa que ainda não encontrou o propósito dela de vida. Porque eu acredito que a gente só consegue alcançar, só consegue destravar a mente quando você entende o sentido, né? E o que seria… como a pessoa poderia, né, alcançar ou encontrar o seu próprio propósito e levar a vida com mais sabedoria, discernimento? Pronto, vamos lá. Propósito, ele tá vinculado diretamente com significância, com relevância, tá? Relevância, significância, significado. Tá vinculado com servir, porque o processo de servir… quando a gente entende a máquina mental, a máquina psíquica… e a psicanálise é uma ferramenta excelente para isso… e você entende todas as partes constituintes da psique… quando você tem esse ato que é extremamente simples de você servir o outro, um mecanismo que é sempre operante, que é um mecanismo da projeção, ele vai diminuindo e você vai entendendo a projetar menos. E através do servir um outro ser humano, você vai resolver nos seus problemas. Nos servir, o maior beneficiado não é quem recebe o serviço, é quem faz. Porque o processo de servir desconstrói a máquina de sofrimento interno, que é o ego, que é um processo da negação, repressão, projeção. Isso significa que quanto mais eu sirvo, menos eu projeto. Quanto menos eu projeto, menos o mundo para de ser um espelho de mim e eu começo a ver o mundo como ele é. Isso significa que o servir revela para mim como o mundo é, e eu começo a discernir o que que é o mundo real do que que é o mundo imaginado do ego. Isso é sabedoria. E esse propósito de servir é universal, todos os seres humanos têm o mesmo propósito, é que cada um vai encontrar através de uma trilha diferente. Aí você tem que olhar para dentro, ver os talentos que Deus te deu, as habilidades que Deus te deu, e você tem que colocar essas habilidades a serviço, porque senão elas se tornam tóxicas, elas podem te derrubar. Os seus talentos, se não forem colocados a serviço, te envenenam. Feitos com o propósito de serem compartilhados, são luminosidades. Luz é feita para iluminar, ela não é feita para ser guardada na gaveta. Se você pega uma lâmpada e guarda lá na gaveta, você tirou a função da lâmpada. Aí o que acontece é que essa lâmpada, ela vai apagar eventualmente, ela vai virar um objeto que você vai ter que limpar, virou um lixo. Esse processo de luminosidade, não usar o meu talento, ele acaba voltando para mim como um algo tipo: “Agora você vai ter que pagar um preço para você não ter usado esse talento, porque esse talento foi dado para você para você usar, iluminar a vida dos outros”. E aí iluminando a vida dos outros, você ia encontrar significado. Como você não fez isso, agora você tem uma dívida no universo de não ter usado esse talento e ter iluminado a vida de várias pessoas que precisavam desse talento. Você não tirou várias pessoas do sofrimento porque você é egoísta, porque a sua luz… se você tivesse simplesmente colocar na sua luz a serviço, você teria tirado inúmeras pessoas da sombra, e você não fez isso. E agora você tá num estado de banimento e de ignorância maior. É isso que significa metaforicamente no Gênesis, a terra de Node. No momento que o homem morde da, do fruto do conhecimento e ele é banido para a terra da ignorância. Não é de… significa ignorância quando você não usa o conhecimento para algo produtivo, você entra na ignorância automaticamente, não tem como, né? Não falar que não existe isso, porque a lei natural é uma lei natural. Então o talento que você tem… isso é uma coisa também que explica… é tem muitas pessoas que chegam para mim e fala assim: “Ah, Lucas, eu me incomodo muito com religiões que pedem dízimo, que pedem dinheiro e tudo mais, como é que eu lido com essa situação? Eu gosto do que o pastor me ensina, que o padre me ensina, mas eu não gosto que eles ficam pedindo dinheiro”. Fala assim: “Você tem que contribuir com o que você tem de talento. Se dinheiro não é uma coisa que hoje está em abundância na sua vida, não contribuiu com o dinheiro, contribua com o que você tenha abundância”. Porque quanto mais eu contribuo, significa que para mim aquilo que eu estou dando está em abundância. E quanto mais eu vejo aquilo em abundância, mais a fonte de luminosidade… então quanto mais eu sirvo, mais aumenta a luminosidade. E tudo que eu não tenho na minha vida de alguma maneira ou não é nada necessário para o meu propósito, ou é porque eu não estou servindo suficiente naquela área. E isso volta muito para os relacionamentos, né? Porque se você não serve… qualquer relacionamento… serve… qualquer relacionamento sério são dois egoístas que querem servir a si mesmos, né? E aí eu entro num relacionamento porque eu quero que a outra pessoa me faça feliz, mas eu não faço nada. E a outra pessoa também entra querendo que o outro faça ela feliz, mas ela também não faz nada para que isso aconteça. Quando duas pessoas entram no relacionamento para fazer o outro feliz de livre espontânea vontade, e os dois todo dia levantam para sacrificar… a gente não acerta 100% do que o cônjuge quer, mas o processo não é acertar, o processo é se disponibilizar para servir. Então o processo matrimonial, principalmente no homem e numa mulher, porque… porque a cosmovisão feminina é oposta da cosmovisão masculina. A maneira como as mulheres veem o mundo é oposta da maneira como os homens veem o mundo. Isso significa que as demandas femininas são opostas às demandas masculinas. Então quando você se disponibiliza para servir a sua esposa e a esposa se disponibiliza para servir o seu marido, você começa a entender a cosmovisão do outro. Isso vai gerando um equilíbrio interno que vira maturidade espiritual, a pessoa amadurece. A gente volta para a lei natural. Mas o que que você acha, por exemplo, a gente está vivendo numa sociedade que fala muito sobre… eu tenho visto muitas mulheres falarem a seguinte frase, né: “Não estou aqui para servir a macho, não estou aqui para isso e aquilo”. O que que você vê? O que que você acha disso, né? É uma visão bastante preconceituosa e um rótulo, né? Ela colocou um rótulo na vida afetiva dela que esse rótulo vai ser…
Uma autolimitação, porque ela serve o macho chefe que paga o salário; ela serve o macho que se ou que é o dono da empresa, mas o macho que tá dentro de casa compartilhando a vida com ela, que é o parceiro de vida dela, ela não vai servir. A questão não é “eu não vou servir macho”; a questão é: eu tenho que buscar uma pessoa que tem valores iguais aos meus. Eu sou uma – eu escolhi ser uma pessoa que serve, porque eu entendi que os meus talentos me foram dados de graça para que eu compartilhe. Eu vou compartilhar com meu parceiro; se ele não é uma pessoa honrada, que também compartilha os talentos dele comigo e me honra e me respeita, eu não sou um parceiro compatível com essa pessoa. A gente volta para aquela questão: não existe relacionamento; não existe relacionamento. Então, no momento que ela chega e fala: “eu não vou servir macho”, ela é compatível com que tipo de homem? “Eu não vou servir fêmea” [Risadas]. Então ela vai encontrar com esses homens que tratam as mulheres mal. Sim, por quê? Porque ela tem uma crença de não servir. Se a vida é servir, ela vai encontrar pessoas que têm as mesmas limitações; porque o homem que serve, ele não vai aceitar ser desrespeitado e não ser honrado. Ele simplesmente vai perceber que aquela mulher não vai se disponibilizar afetivamente para o relacionamento; ele vai falar: “não me interessa, não quero continuar”, e ele vai cortar o relacionamento logo no começo. Quanto mais sofisticado, mais maduro esse homem é, antes ele detecta que aquela mulher vai ser problema para ele. Mesma coisa com a mulher: uma mulher altamente sofisticada percebe um nível de maturidade, de serviço de um homem; esse homem vai ser problema: “não quero me relacionar com ele”.
Mas quando eu falo: “eu decidi ser uma pessoa que serve, que se coloca a serviço em todas as áreas da minha vida, sabendo dizer não também, quando tem que dizer não”, às vezes servir é dizer não. Então tem muitas pessoas que acham que servir é sim, sim, sim, sim, não; isso é capacho. Servir muitas vezes é ser severo. Por exemplo, quando você tá criando seu filho e você tá se colocando a serviço de educador, de criador de um outro ser humano, e você chega e fala: “você não vai sair de casa hoje, porque você não cumpriu com seus deveres durante a semana; então esse final de semana você está de castigo”. Isso é serviço. Você fez algo como pai, como mãe, que é desagradável; quase nenhum pai, nenhuma mãe gosta de fazer isso com o filho, mas faz porque é necessário. Isso significa que serviço engloba o que é agradável e o que é desagradável também, porque tá buscando um fim melhor; o meio, ele vai ser desagradável. Então essa mulher que não se coloca a serviço: “ah, eu não vou...” Mas você não vai servir seu marido porque ele é um macho? Ele também acha, ou você vai casar com uma mulher? Você não vai casar com macho; aí você vai se ver uma mulher. Então não tem jeito. Nossa, é porque a vida – a gente volta pra essência da vida: é sobre servir. Quando a gente coloca nesse lugar de “eu não vou”, no fundo você tá assim, roendo, né? Você tá indo contra a vida, contra a lei natural das coisas. Por isso que eu tento passar essa programação, transformar em obsoleta, primeiro ensinando que você vai servir a Deus. Você vai aprender a servir primeiro. Porque? Porque Deus te dá tudo de graça todo dia. Você não vai servir a Deus? Acho melhor você ver a Deus. Deus é o criador; me dá a vida todo dia; todos os talentos que eu tenho foram dados por Ele; todas as oportunidades que eu tenho foram dadas por Ele; todos os desafios que eu tenho foram dados por Ele. Como é que eu não vou servir o Meu Criador? Quando eu aprendo a servir o criador, aí eu tenho que aprender a servir a mim mesmo; eu tenho que saber me autocuidar. O jeito que a mulher se cuida, se serve, é diferente como o homem se serve. A mulher, ela precisa aprender a adoçar o bem-estar com sacrifício. As mulheres se sacrificam com muita facilidade; ela se doam muito; ela se doam excessivamente. E aí o autocuidado, o serviço a si mesmo, para a mulher é aprender a dizer não. É tipo: “não, porque porque eu não estou bem hoje para cuidar dos outros; cuidar de mim antes”. Deus está me pedindo para cuidar de mim hoje; eu não tô fazendo isso por mim, tô fazendo isso por Deus. O homem é o oposto; o homem é assim: como é que o homem serve a si mesmo? Ele serve a Deus, por seu Criador. E aí ele serve a si mesmo se colocando em combate, ao confronto com a dor; porque a masculinidade cresce quando ela confronta com a dor. O homem tem um instinto de busca de prazer infinito; ele não tem instinto de sacrifício; ele tem que treinar o sacrifício. A mulher tem um instinto de sacrifício; ela tem que treinar a busca de bem-estar, de prazer. Então o processo de servir a si mesmo para o homem é ele se confrontar com a dor e aceitar uma vida onde ele vai ser mestre da dor. A mulher precisa aprender a não se sacrificar pelos outros quando ela não está bem; porque você só consegue cuidar dos outros quando você consegue cuidar de você. Ela coloca limites; tem regras para o cuidado; cuidado não é incondicional; porque senão você começa a cair em mim, chantagem. Elas vêm sutis, né? Elas vêm muito sutis. Nessa situação também envolve os relacionamentos até com homens narcisistas, sem dúvida. Essa mulher que não sabe colocar limites e dizer não, elas são vítimas perfeitas para abusadores; são predadores. Eles, na verdade, esses predadores, eles têm um faro para identificar quem é a vítima perfeita; porque quando uma mulher, ela é muito forte espiritualmente e ela percebe que ele tá invadindo territórios que ela não deixou, ela corta esse cara no começo; não tem oportunidade; porque no começo a caça do predador... Vamos dizer, a pessoa mais doente do planeta, um psicótico; essa pessoa é um psicótico com tendências de assassinato, né, de homicídio. Essa pessoa, no começo, ela vai ser sedutora; vai ser extremamente sedutora. Então tem várias permissões que a vítima vai dando para se colocar no estado de extrema vulnerabilidade. Aí o predador se mostra como predador; se a pessoa, quando ela é madura espiritualmente, ela identifica o padrão de microdesrespeito; porque ela percebeu que ele invadiu um espaço que ela não deixou. Sim; o diálogo acabou de quebrar o respeito; ele tá me contando uma história linda, ele tá dialogando comigo, mas ele acabou de me desrespeitar, que vem de forma sutil. Dá para você perceber no início, né? E as muitas vezes, acho que por conta da vulnerabilidade, você deixa passar aquilo. E às vezes muitas mulheres, elas vão para um relacionamento com um pretendente; ela sai com um homem, por exemplo, um homem que tem essa, uma doença psiquiátrica dessa maneira, né, sociopata, por exemplo, que é uma pessoa extremamente carismática. Ele tá contando uma história: “não, porque semana que vem a gente vai pra Itália, e nós vamos ficar lá na costa amalfitana, e eu já comprei um cruzeiro pra gente, e aí a gente vai casar, a gente vai ter três bebês lindos que vão ser italianos, a gente vai morar numa mansão à beira-mar, não sei o quê”. Cara, ela, se ela se deixar levar por essa, por essa, por esse drama afetivo, presta atenção: ela entra numa fantasia mental onde ela, ela se coloca muito mais fé na história dramática, na expectativa dramática que ela criou. No momento que ela falar: “encontrei meu marido!”, esse homem é exatamente o marido que eu sempre quis ter; na verdade, ele é melhor – sou seu patrão – vai ser melhor; não é melhor, é melhor, é melhor do que ela mais imaginou. Esse “melhor do que ela mais imaginou” é a bandeira vermelha. Por isso que eu falo: homem, quando ele entende demais, é porque ele tá num processo de caça. O predador é ainda mais, é mais intenso; sociopata ou psicopata, ele é mais intenso ainda, porque ele quer atingir um grau de perfeição aos olhos daquela vítima, para que a vítima se vulnerabilize totalmente a ele. Então, na hora que ela se coloca em um ambiente de vulnerabilidade, ela se torna presa; ele revela quem é. Então ele, primeiro, ele faz o processo de caça, de conquista, para desarmar a vítima; na hora que ela se desarma, ele entra no processo abusivo; e eles já têm esse perfil, né? Eles conseguem ver aquela pessoa que é dependente emocional; porque eles vão dando sinais, vão fazendo sondagens, né? Eles vão tirando a temperatura conforme essa vítima reflete isso. Homem e mulher; é que normalmente a vítima tá na energia feminina; a vítima tá na energia feminina, porque a energia feminina é receptiva; mas quando a energia feminina tá hiperfeminina, tá desequilibrada, ela tá querendo agradar demais, e ela vê esse homem que é encantador, que conta uma história maravilhosa, que conta um drama, que é sensível, que entende as demandas dela, que tá contando uma história maravilhosa de projeto de futuro, ela perde a racionalidade, a cautela, e ela simplesmente fala assim: “encontrei meu marido!”. Ela que decidiu que ele ia ter sucesso com ela; foi ela, não foi ele; ele só contou uma história que soou muito bem, e ela decidiu: “encontrei meu marido!”. Porque, porque ela é imatura; ela não tem capacidade de discernimento do que é fantasia, do que é realidade; ela tá com o predador na frente dela, ela tá achando que é um marido, o príncipe encantado. Que a gente volta muito para aquela situação, né? E quando essa mulher resolve amadurecer, quando ela demora – que não é fácil – vai para um processo de autoconhecimento de tudo, aí às vezes você olha assim, sem identificar claramente aquele perfil, né? E por que que que faz as pessoas às vezes repetir os mesmos padrões? A neurose, o complexo psíquico não está desenergizado, não estar curado. Quando você tem um complexo – que são os complexos; complexos são energias psíquicas, ideias ou afetivas de evitação – que que é isso? Aparece uma energia na minha vida, por exemplo, sei lá, de luxúria; aí o homem que eu quero casar é um bilionário, dono de uma multinacional, que tem um jatinho, que vai me dar uma vida de conforto, de luxos, que eu posso postar no Instagram. Na hora que aparece exemplos desse homem na vida dela, ou aparece no Instagram um homem que tá tipo ostentando alguma coisa, ela deposita, faz um depósito de fé naquilo; ela fala assim: “nossa, eu queria muito esse para mim!”. E aí ela volta para a realidade, fala assim: “não, mas não dá”, e ela reprime. Todas as vezes que ela faz esse processo, por exemplo, com a energia da luxúria, de desejar esse homem que ela quer, que ela imaginou, e ela fala: “não, isso aqui eu não vou ter na minha vida”, e coloca embaixo: “não vou ser uma mulher rica”, ela vai criando um complexo, e der o afetivo de evitação da riqueza. E é exatamente esse complexo neurótico, ideal afetivo de evitação da riqueza, de “esse príncipe encantado nunca vai ser meu”, que gera uma personalidade feminina amargurada; porque a personalidade feminina amargurada é o exalador perfeito para esse complexo reprimido. Como é que eu faço para manter esse complexo do príncipe encantado bilionário preso no inconsciente, não vazando para minha consciência? Porque se tiver na minha consciência, eu vou ter que lidar com aquilo. Se ela sentar e só que eu sou uma mulher da periferia, que mora no interior do Brasil, eu nunca vou encontrar um homem bilionário que queira casar comigo; e tem várias outras mulheres que eu acho que são mais bonitas do que eu, por exemplo, pensamento dela, né? Se ela tiver que lidar com isso, é muito dolorido. E tem muito isso, porque ela vai ter que matar a fantasia; ela vai ter que matar a fantasia; ela vai ter que lidar com a realidade dos fatos. Em vez dela matar a fantasia, e ela lidar com os pretendentes que estão aparecendo para ela na vida dela, ela reprime. E para reprimir esse complexo de “eu queria casar com bilionário”, ela cria uma personalidade feminina amargurada, que a angeladora. Isso significa que sempre a personalidade consciente vai ser o ninja ao lado dos complexos reprimidos. Então esses complexos reprimidos fazem com que essa angeladora comece a entrar em relacionamentos com homens que ela projeta que parecem ser esses homens bilionários, mas eles não são. Eles simplesmente sabem montar o personagem que desarma a angeladora, sou Don Juan expert em fazer isso. É uma síndrome; é um transtorno de personalidade. Esse homem é um homem que tá com complexo de Édipo mal resolvido com a mãe; é praticamente não tem cura quando ele entra numa síndrome Don Juanismo. E aí o que acontece é que essa mulher amargurada, que fica imaginando o príncipe encantado que é um bilionário que ela nunca vai ter, quando aparece um homem de um certo status, de um certo poder aquisitivo, de uma certa simbologia que aquele príncipe encantado tem, ela desarma a angeladora amargurada; ela fala assim: “eu vou poder viver o meu sonho!”. E aí aquela energia de fantasia toma ela inteira; porque ela tava reprimida; imagina aquela fantasia reprimida, tipo assim: você não tá deixando eu viver! Porque a energia de vida, energia de libido em formato de fé que foi depositada numa história dramática onde ela negou; ela negou energia de vida. Então tem muita energia de vida negada, gente. Na hora que ela desarma a angeladora, ela tipo solta a fera. E aí o que acontece? A fera toma conta da consciência; ela fala assim: “cara, eu vou viver o meu sonho; encontrei meu príncipe!”. Mas ela só ficou suscetível a esse cara que é – ele não é o príncipe, é o Don Juan. Porque ela ficou ao longo da vida dela toda criando essa história, essa narrativa dramática mental: “já eu vou casar com um cara rico, ou um cara bilionário, ou com um cara que tem status, ou com caras x, y, z, que é o príncipe encantado”. Por isso que eu chamo ilusão da princesa. E ela sempre olhava para a vida dela e fala assim: “eu nunca vou ter esse cara”, e reprimia. E aí essa negação de “príncipe encantado, não vou ter príncipe encantado, príncipe encantado, não vou ter o príncipe encantado”, essa negação constante ao longo dos anos criou um complexo nela, afetivo de príncipe encantado; que no momento que ela se desarma, e o Don Juan – não é o cara perfeito – que sabe fazer isso, que é o caçador, ela é tomada pela ilusão da princesa totalmente; aí ela é a vítima perfeita. Nossa, porque ela vê o que ela quer ver nele; aí ela começa a passar pano até quando ele começa a fazer besteira. Sim; ela fala: “não, mas ele, ele vai ser meu marido; então isso não tem tanta importância; foi só um errinho aqui; e tipo, ele, ele vai melhorar convivendo comigo; ele vai aprender algumas coisas melhores; e tipo, você é uma boa esposa; ele vai parar de fazer isso”. Não, ele não vai; ele vai piorar. Aí o neurótico e ele já tem toda a intenção, né, também; ele é doente. Só que essa pessoa doente, quem é a presa mais fácil? É aquela pessoa que terapeuticamente está mal resolvida; a pessoa que tem complexos terapêuticos, traumáticos não resolvidos. Por exemplo, usando a princesa, é um complexo arquetípico universal; são vítimas perfeitas. Por isso que eu ensino as minhas alunas como que as energias, a ilusão da princesa para de criar; porque senão qualquer coisinha que te aparece ali, você cai, né? Assim, qualquer mínimo detalhe que você idealizou se torna tudo, sendo que às vezes é 1% do que você, né? E o pior disso é que assim, ela vai dar em mete com o doente mental, sociopata, narcisista, com um homem de verdade, um homem maduro, vamos dizer até um patriarca ou um homem adulto, maduro, não neurótico. Quando ela começa a se relacionar com ele, e ele tem alguns pontos do checklist, não tem outros; e às vezes ela começa a dar afeto porque ela falou assim: “pô, esse cara até que é legal, baseado no meu checklist; esse cara é legal; então eu vou dar afeto para ele”. E ela começa a dar afeto porque ela decidiu dar afeto para ele, que ele é um cara legal; só que ele não tá fazendo nada para receber esse nível de afeto. O homem é movido a conquista, não é movido a afeto. Quando ela começa a dar afeto para um homem masculino, maduro, não neurótico, sem ele merecer, porque ele não fez nada, ele perde interesse e fala assim: “não tem que conquistar nada; ela tá dando afeto porque ela quer, não é porque eu mereço isso”. Não faz ele se sentir homem na relação. E aí o que acontece? Sufocamento afetivo; e o homem se distancia. As minhas alunas quase universalmente: “Lucas, por que que o cara vem, conquista, seduz, e aí depois passa alguma semana, se afasta e some?” Exatamente por causa do sufocamento afetivo; porque ela criou na cabeça dela se relacionando com checklist; eu não tava me relacionando com homem; ela tava dando afeto para ele porque ele batia os requisitos do checklist, não é porque ele merecia como homem real, pelos atos dele. Por isso que eu falo: não ouve o que os homens falam; só acredita no que eles fazem. A mulher, a matriarca, ela enraizada na realidade, é claro, né? Ela tá no momento presente; ela tá olhando o homem como ele é; ele é cautelosa; ela é inocente e assustadora ao mesmo tempo. Isso significa que ela olha as atitudes daquele homem, e ela condiz; ela reflete o afeto merecido baseado nas atitudes que ele tomou de comprometimento. Aí ele, ele deu atenção para ela; ela refletiu com afeto correspondente; ele fala: “pô, gostei disso aqui; vou dar mais atenção para ela”. Aí ela reflete com mais nível de afeto; isso para ele, o homem percebe que essa mulher é coerente, que ela está entrando no relacionamento baseado no nível de investimento que ele tá fazendo; e é exatamente isso que encanta o homem. Ele vai falar: “eu quero mais, eu quero mais, eu quero mais presença dessa mulher; eu quero mais familiaridade dessa mulher”, e ele vai investindo cada vez mais. Se ele entra no relacionamento mesmo com homem adulto saudável, ele dá um pouco de atenção; ela dá um tantão de afeto; o próximo ciclo já saiu; então ela engata com o doente, mas com o saudável ela não engata por causa do exagero; por causa do exagero da falta de autoconhecimento, da falta de equilíbrio interno, por causa da neurose, da ilusão da princesa. Da mesma forma que se a mulher – então uma mulher que já passou a se conscientizar mais em relação a essas coisas, quando ela depara num relacionamento que ela viu que o homem ele já deu uma afastada, ela automaticamente aquilo nem tem graça mais, né? Perde a graça na hora. Sim; ela segue. Quando o homem se afasta, eu falo: isso é universal para as minhas alunas; eu falo: “se afaste e vá cuidar da tua vida; vai focar em Deus; vai ficar em você”. Porque, porque ele tá se afastando provavelmente porque tá vindo afeto demais que ele não consegue processar. Os homens não querem afeto; eles querem conquista. Imagine os homens ao longo das décadas: eles foram criados, forjados em dor. Homem de verdade do nada, ele agora que afeto que é ursinho de pelúcia fofinho? Não é isso que eles querem; é claro que eles vão aceitar o afeto de uma mulher feminina assim dentro da masculinidade dele baseado no nível de atenção de investimento que ele fez; porque é assim que funciona a mente do homem. O único homem que tem uma tolerância alta a afeto é o patriarca; os outros homens não têm; porque, porque o patriarca entendeu o sistema mental feminino; e aí a tolerância dele ao afeto é muito maior; que ele sabe a língua; é como se ele tivesse aprendido a língua das mulheres; e a matriarca aprendeu a língua dos homens; e aí ele entra no modo de operação de afeto, porque ele sabe que ela tá no momento de afeto, a matriarca. E aí ele aceita, recebeu o afeto dela. Um homem que não é um patriarca, se essa mulher tenta dar afeto para ele quando ele não quer afeto, ele se afasta. Eu falo: “entra na caverna”, e aquilo deixa de ser um desafio e passa a ser uma soma, né, entre um homem e a mulher. Sim, porque um entende o outro, né? Exatamente; porque eles são complementares ao mesmo tempo. Quando ele tá numa energia muito masculina, se ela tentar vir como energia muito feminina para interagir com ele, isso aqui provavelmente não vai harmonizar. Aqui é a melhor; ela conversar com ele como amigo, por exemplo. Ele tá falando de batalhas ou desafios que ele tá tendo, por exemplo, na vida profissional dele. Quando uma mulher vem interagir com o marido dela, a matriarca, ela vai entrar numa linguagem de combate também, de guerra; ela vai falar assim: “você tem que fazer isso, tem que fazer aquilo; eu acho que essa pessoa tá tentando te dar uma facada nas costas; tem que tomar cuidado com fulano”. Essa linguagem é uma linguagem de guerra; só que ela é uma linguagem de guerra de uma aconselhadora que tá no quartel-general; ela não vai pra frente de batalha. Ele que vai. Uhum. Ela não vem falar assim: “não, amor, vai lá e tipo, seja gentil com ele, tipo dar um abraço; porque abraço sempre resolve tudo”. Não, não resolve; todo mundo dos homens não resolve com abraço; resolve com murro na cara. Então essa linguagem, se ela for superfofinha com ele para aconselhar, ela não vai dar um bom conselho; ela tem que entender a língua de guerra que ele tá; porque ele está numa guerra. Você chegar hoje e falar assim: “ah, como é que a gente resolve a guerra da Rússia com a Ucrânia? Ah, vamos tentar na mesa de bar, e vamos tomar uma cervejinha, e vamos dar abraços e um aperto de mão, e a guerra acaba”. Isso é uma linguagem tipo ultra fofa, sensível feminina, que é o oposto do que o Putin vai aceitar. Ali vai tomar cerveja com você; vai levantar da mesa e dá um tiro na sua cabeça na hora que você me raspas, nem precisa virar. Exato. O que tá acontecendo até a traição que teve dos grupos, do grupo mercenário que ele contratou, que não tá recebendo o apoio que ele disse que ia dar; o grupo mercenário virou contra e começou a invadir a Rússia. Quando você está com sucesso essa semana, sua treta monstra. Nós estamos falando de caças, de tanque, de míssil antiaéreo, de 75 mil soldados, tudo; um homem com fuzil, metralhadora na mão para matar outros homens; aí você fala que vai lá dar um abraço? É impossível, né? Isso é natural, né? Essa linguagem não existe na selva. Sim; você não abraça tigre. A não ser que você seja um domador de tigre que se criou com o tigre desde que você, desde que ele é bebê; porque ele criou um vínculo afetivo com você; você foi o primeiro ser que o tigre viu. Tem um efeito mãe, materno; qualquer animal tem isso. Se você tem um pato, você tem uma fazenda, nasceu um patinho; se o patinho ver você primeiro, você é a mãe dele; é perfeito; aí você pode abraçar o tigre. Mas é uma exceção da exceção da exceção da exceção. Eles, ilusionistas que tinham tigres, eles pegaram tigre nascendo, saindo do tigre e pegaram no colo; eles eram tipo a mãe do tigre; o tigre os via como mãe; por isso que não atacavam. Só que no final ele... Porque, porque como que eu tinha que demonstrar amor comendo o outro? A demonstração de um predador, máxima de amor que ele consegue, é consumir o outro. O Freud explicou isso até também no tabu do canibalismo, onde o processo de canibalismo é você absorver o outro dentro do seu ser. É uma visão muito primitiva, porque só tá focado na materialidade; muito mais fácil aprender com o outro em vez de comer a carne do outro. Comer a carne do outro não vai fazer nada; mas você ouviu o outro ensinar o que ele sabe, vai mudar o seu ser. E essa... Só que o animal, o ser humano passou por isso; o canibalismo é a prova disso. O tigre, ele não tem essa capacidade evolutiva; significa que o tigre até come tigre; leão come leão; tem, é normal na savana. A leoa, ela protege os leãozinhos do leão macho; porque ele vai lá e vê uns bichinhos, ele fala assim: “eu vou comer; que fofo! Isso é uma delícia!”. É a maneira como ele demonstra a ferocidade dele. A mãe, por ter um vínculo afetivo, é a que defende, que protege; e várias vezes o leão consegue comer os filhotes dele; ele come: “não tô nem aí!”. Então esses complexos predatórios estão num inconsciente coletivo também, como arquétipos no ser humano; e a gente não pode negar. E aí na hora que a gente chega, a gente fala assim: “ah, vai dar um abraço no [___], em que a guerra termina?”. Só é um nível de ignorância tão absurda, psique humana, que a esquizofrenia é uma pessoa que tá fora da realidade. Eu acho que quando a gente entende, né, que somos seres também; quando a gente, né, nas nossas relações homem e mulher, quando a gente entende que somos diferentes, aí que a coisa acontece, sim, né? Porque ele não é obrigado a me entender logo de cara; a gente só entende o outro nessa situação com convivência e com autoconhecimento; conhecimento é muitos anos. Por isso que o relacionamento monogâmico é exponencialmente superior ao relacionamento poliamoroso; tá tendo muita gente querendo vender esse negócio de poliamor, amor fluido e tudo mais; só uma regressão, não é, não é uma evolução; porque, porque quando você decide ter uma vida poliamorosa, por mais que você tenha amor verdadeiro pelas pessoas, a tendência instintiva das pessoas naquele, naquele trisal, naquele quarteto, naquele quinteto...
Que seja o poliamor deles? Elas vão entender a fugir do da pessoa que não está num bom momento, porque é instintivo. Porque, se eu tenho, por exemplo: ah, tem um quinteto de três mulheres e dois homens, é uma zona, é uma bagunça. Tem três mulheres e dois homens, e eles todos estão num relacionamento afetivo. Quando tem uma pessoa que tá mal, vamos dizer que tem um homem que tá mal, aquelas mulheres vão evitar aquele homem. Vão buscar o homem que está forte, entendeu? Quando tem uma mulher que tá mal, que está precisando de ajuda, as outras duas mulheres vão evitar aquela mulher também. Isso significa que não pode haver amor. A primeira desvantagem é que você compartilha, mas você não é compartilhador. No relacionamento monogâmico, você está junto no prazer e na dor, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, e isso cria um vínculo de confiança extremamente profundo, que cria intimidade, que abre a porta para… Se você se transformar no patriarca/matriarca, é impossível se transformar num patriarcalórico num relacionamento poliamoroso, impossível ter uma vida verdadeiramente… né?
Eu escolho e muito das justificativas que eu vejo, que eu mesmo, eu já escutei, é que assim: ah, não, vocês são muito presos. Eu já escutei várias vezes assim, de pessoas que vivem assim: nossa, mas que mundo que você vive? Vocês ainda jogam para gente, né? Vocês que estão muito atrasados, não são livres. Eu sou livre. Eles cantam muito essa liberdade, né? Essas pessoas que estão nesse relacionamento com mais de uma pessoa, que eles são livres. Como que você enxerga essa liberdade? Não é liberdade, liberdade né? Na verdade, o que essas pessoas, elas estão justificando é uma racionalização barata, superficial, extremamente fácil de você desconstruir, onde ela tá justificando uma busca hedonista por prazer. Na verdade, o que ela quer é diversidade sexual, prazer sexual, e ela tá justificando isso como se fosse amor. Isso é amor? Isso é paixão? Entendeu? É carne. Você só quer ter o corpo da outra pessoa, e você quer ter diversidade de corpos. E por isso que você ainda não está num relacionamento poliamoroso. Você só consegue amar quando você conhece o outro ser, porque amor é aceitar o que é, sem esperar que mude, dando o seu melhor. Como que você vai compreender quatro parceiros na profundidade, num relacionamento que demora décadas, se você não consegue nem conhecer um direito num relacionamento a um? É difícil imaginar três, quatro ou dois; é quatro, é impossível. Você está pegando uma coisa que é extremamente difícil e elevando a potências a dez vezes mais difícil, cem vezes mais difícil, mil vezes mais difícil, porque você nunca vai conseguir conhecer as profundezas verdadeiras dos outros seres que estão dentro do relacionamento afetivo com você. Isso significa que você se predestina a relacionamentos rasos, e por isso que aí justifica-se com um conceito estruturante de ideólogos, intelectualóides, de amor fluido. Amor fluido simplesmente para dizer que é amor. Isso não é amor; isso, na verdade, é desejo carnal, não é amor. Amor é um estado de espírito. Quando você está do lado da pessoa na dificuldade, é que você realmente vai saber se você ama aquela pessoa. Porque, porque no momento de fraqueza, de vulnerabilidade, você está ali por valor, por honra, por acordo, porque você deu a sua palavra. É naquele momento que a intimidade é forjada. A neurociência sabe, já: nós não criamos vínculos afetivos em bons momentos; nós só criamos vínculos afetivos em momentos difíceis. Quando você passa por um perrengue com alguém, aquela pessoa tem um lugar especial no seu coração, é que você nunca esquece. Você, a pessoa pode estar morando em outro lado do mundo ou pode até já ter morrido, nem tá aqui mais, mas por ela ter passado por aquela experiência com você, ela tem um espaço no seu coração, tipo, real, real, né?
Quando você está falando de um relacionamento que foca em maximizar o prazer, você vai ter uma maximização da vacuidade do significado no coração; você vai sentir um vazio absurdo e rapidamente. Eu já peguei muitas pessoas que praticavam isso, fala assim: pelo amor de Deus, Lucas, me ensina outro caminho. Você vai voltar para o tradicional, clássico. Eu só ensino clássicos, para mim também é o real, é o que faz sentido, sabe? Isso é desde lá de trás, né? Eu acho que a gente ainda… eu acho que a sociedade de hoje, ela precisa muito aprender com os nossos avós, com os nossos bisavós. Nossa centralidade é isso. Esse é um dos conceitos estruturantes principais do Jung que eu mais gosto: ancestralidade. É que os outros psicanalistas nem reconheceram. O Freud, por exemplo, não chegou nesse nível de profundidade de entendimento, né? Que é um inconsciente coletivo que é herdado através das gerações, os arquétipos. Eu dei essa aula ontem até, é são complexos, ultracomplexos, infinitos de energias, de padrões de sucesso ancestrais que você pode acessar conscientemente. Por exemplo: padrão do guerreiro, padrão do herói, o padrão da mãe, materno, o padrão do pai. É muito legal você entender sobre isso, porque isso acontece no dia a dia. Eu estou falando de algo que parece algo teórico, mas na verdade, nós estamos falando da vida como ela é vivida, tá? Por exemplo: quando uma mulher lá engravida, e ela queria engravidar, ela queria ser mãe. No momento que ela está gestante, ela começa a sentir a energia maternal; ela começa a entrar na energia maternal, e ela começa a entender o que quer dizer ser mãe, que muda totalmente a psique dela. Uma coisa a mulher antes de ser mãe, outra coisa a mulher depois de ser mãe. Não estou dizendo que as mulheres precisam… estou dizendo que esse processo é um processo transformacional, né? Mesma coisa com homem: um homem antes de ser pai é uma coisa, um homem depois de ser pai é outra. Mesmo porque você pode passar pelo processo e negar o arquétipo. Você pode gestar um filho e negar seu filho. Você não vai vivenciar a experiência do que é ser mãe. Eu posso ter um filho, ser pai e negar meu filho, fala assim: não, não vou entrar nessa energia para treinar, não; se vira aí, entendeu? Que acontece muito em casos de abandono, que a gente tem inúmeros na sociedade, casos de pessoas que foram abandonadas por pai, por mãe. Como isso traumatiza todo mundo, todo ser humano, né? Que é um complexo de abandono. Só que quando nós aceitamos vivenciar aquele aquele padrão de sucesso, o arquétipo, é isso: são padrões ancestrais de sucesso. Você atrai uma energia, você incorpora uma energia dos seus antepassados, do que é ser mãe, do que é ser pai, por exemplo, dois arquétipos extremamente poderosos. Você sabe o que tem que ser feito. O arquétipo é um reservatório de sabedoria. Quando você pode falar assim: ah, eu não tenho a menor noção do que que é ser mãe, eu estou com medo, não sei o quê, como é que eu vou cuidar do meu filho? Calma. Quando seu filho tiver no seu colo, você vai saber o que você tem que fazer; você vai saber internamente, é inato, vai vir a você, é como se você simplesmente soubesse. Só que você tem que se render ao arquétipo. Se você negar, você pode negar o arquétipo também, e aí cria mais uma neurose, mais um trauma que vai ter que ser resolvido num processo terapêutico depois. E a nossa sociedade está perdendo essa sensibilidade, né? Você acha que está relacionada a ter muita informação? A gente está vivendo uma geração com muitos achismos, com muito… escutando várias opiniões diferentes. Você acha que isso afeta também a gente?
Eu acho que a diferença da nossa sociedade moderna para a sociedade antes da modernidade, vamos dizer antes, antes da interconectividade, é a velocidade, tá? A velocidade com que as coisas acontecem hoje é exponencialmente maior do que há 200 anos atrás. Há 200 anos atrás, você conhecer 200 pessoas era muito; você era uma pessoa extremamente sociável, era tipo a mais popular da vila, da cidade, uma pessoa conhecida. As pessoas hoje, até 200 pessoas seguindo no Instagram é tipo assim: é um ninguém, só tem gente melhor. Então o padrão de comparação é muito… e a neurociência sabe também que a gente só consegue criar vínculo afetivo com 150 pessoas. Então, toda vez que você cria um vínculo afetivo com mais alguém na sua vida, se você tiver já no topo dos 150, você vai ter que descartar alguém, e é automático isso. Não dá para ter vínculo afetivo com mil pessoas; é impossível. O ser humano não foi construído para ter vínculo afetivo com milhares de pessoas. Então, na hora que passa de algumas centenas, já não tem mais vínculo afetivo; na verdade, está lidando com multidões. Isso é lidar com multidões, e tem gente que tem o talento de lidar com multidões: são os líderes, né, os comunicadores. Eles falam uma linguagem que toca a multidão, porque falam de universais. Significa que eu não preciso conhecer a história do indivíduo, porque quando eu falo através de uma linguagem simbólica, essa linguagem simbólica toca aquele indivíduo, porque ele vê aquilo na vida dele. Só que você tem que entender os símbolos, que foi o processo que o Jung fez, e por isso que eu sou tão fascinado com Jung, porque até hoje eu acredito… eu nunca conheci alguém que dominasse Jung. Eu nunca conheci ninguém que dominasse Jung. Tem algumas pessoas que entendem partes da obra, partes, mas eu nunca conheci alguém que dominasse a obra inteira, porque a obra inteira é de uma genialidade tão ampla, então inalcançável, que ninguém ainda parou para empreender esse empreendimento de: deixa eu entender o que que ele quis dizer. A maioria das pessoas não sabe, não entende, e eu não estou dizendo que eu entendo, mas que eu aceitei o empreendimento. Eu estou nesse empreendimento de entender Jung até a última vírgula, e o processo é muito longo. Eu sei que demora, vai demorar décadas, talvez a minha vida toda, talvez eu não consiga nem concluir, porque ele dedicou a vida dele inteira para construir a obra dele; a vida dele é a obra dele. Caramba! Então eu vou ter que investir um nível de vitalidade, de comprometimento equivalente ou maior ao que ele fez para entender, e esse processo está em decorrência. E cada vez que eu vou revelando, eu vou descobrindo algo que ele descobriu, que ele não criou, ele só descobriu; ele tirou algo que tava coberto e descobriu. Na hora que eu descubro algo que ele tinha descoberto, que ninguém fala… ninguém fala sobre essas coisas, e você aplica num um processo de oratório, no processo comunicativo, uma terapia conversacional, e você vê a mudança na psique humana, você fala: meu Deus, isso aqui é genial, genial!
Tem um amigo meu que é um médico extremamente respeitado, o presidente de várias associações médicas fora no mundo, e ele chegou e falou assim: Lucas, o que me chamou atenção em você, que a gente tava falando de alguns negócios e business, me chamou atenção em você porque você consegue falar de uma maneira que entra na cabeça da pessoa. Mas isso, na verdade, é fruto de esforço, de eu me apoiar no ombro de grandes pensadores que trouxeram esses conceitos, mas extremamente claros, só que ninguém empreendeu o trabalho para entender que a verdade já está disponível, só que ninguém vai lá e pega a verdade para aplicar. E é exatamente por causa disso que, na minha visão, a psicanálise junguiana é tão superior a todos os outros tipos de forma terapêutica. Ela é muito didática, né? Você consegue… ela é extremamente difícil de compreender, só que quando você aplica na prática, de maneira correta, você amadurece a pessoa espiritualmente; você abre os olhos, é como se estivesse tirado um véu dos olhos. Eu sou apaixonado… eu acho que o significado exatamente o que o Jung explicou… foi explicado só por grandes santos, grandes místicos, grandes pensadores e filósofos na teologia, na filosofia, né, nas ciências, porque o Jung era um médico psiquiatra. Ninguém fez esse trabalho. Teve um outro psiquiatra também que é a base dos meus estudos, que, na minha visão, transcende Jung; ele está no nível de genialidade espiritual superior do Jung, que é o doutor David Hawkins, que até eu sou tradutor dos livros dele no Brasil. Então os livros que eu indico muito no meu canal: Poder vs. Força, Recuperação, e Paz Interior para Você, são best-sellers já no Brasil. Eu sou tradutor desses livros, e o que o doutor David Hawkins, também era psiquiatra assim como o Jung, excede a compreensão, porque ele entrou no domínio do espiritual, e aí ele conseguiu ver a ciência através do espiritual; ele conseguiu ver que, na verdade, o que é ser um cientista… que a maioria das pessoas que acha que é cientista não é. Ser cientista é saber que não sabe, e você está disposto a descobrir uma pequena parcelazinha da verdade. Aí você isola todas as variáveis ao redor daquela parcela, e você deixa só… mede uma variável. Se você fizer o experimento científico da maneira correta, você vai conseguir medir aquela variável, e se aquela variável é influenciável ou não, ou se ela tem… se ela tem influência no resultado. A maioria dos cientistas fazem hoje em dia, na verdade, é sempre achismo; eles criam uma teoria na cabeça deles, e daí eles vão para o laboratório para provar a teoria que eles criaram, e eles criam um arranjo científico, um estudo científico para provar a teoria que eles criaram na cabeça deles, que vai longe da verdade. O oposto, na verdade; eles estão, na verdade, tentando confirmar fantasias. Então a gente tem hoje na nutrição grandes fantasias, a gente tem na pedagogia grandes fantasias, na sociologia grandes fantasias, na filosofia grandes fantasias, em várias ciências médicas grandes fantasias. As ciências que menos foram afetadas por esse processo ilusório são as ciências exatas, porque… porque a matemática não dá para distorcer. Então a matemática é autoblindável, mas em todas as artes, demais, na arquitetura, todas essas ciências foram extremamente distorcidas nos últimos 100, 150 anos, e está distorcendo demais cada dia mais, transformando o que é feio, chamando o que é feio de belo, e o que é belo de feio.
Exatamente porque quando a gente vê algo belo por fora, isso gera uma ordenação interna. O Jung conseguiu comprovar isso através da contemplação de mandalas. Mandala, em sânscrito, significa círculo. Quando você faz uma contemplação, uma meditação, uma oração num círculo – por isso que as catedrais têm vitrais circulares, para você contemplar – quando você faz a contemplação de formas circulares, isso gera integração psíquica interna; é um efeito terapêutico, que é a mesma coisa, por exemplo, andar no labirinto. Se você olhar as catedrais europeias antigas, tem sempre um labirinto fora da catedral, um labirinto de vegetação, e as pessoas que andavam naquele labirinto… porque que geravam efeito terapêutico? Normalmente os labirintos eles eram circulares, e essas pessoas faziam nesse percurso interno… era como se fosse uma analogia da vida dela, e aquilo gerava um processo reflexivo, de presença: eu vou para cá, eu vou para cá, vou para cá, eu vou para cá, e ela ficava presente. Esse estado de presença gerava efeitos terapêuticos também, assim como a visualização de mandalas, que são círculos. É muito importante você estar presente, que a gente está vivendo numa sociedade que está olhando muito para trás e muito para o futuro, e como uma pessoa buscaria estado de presença todos os dias? É um voto. Na hora que você abre seu olho pela manhã, você vota seu dia a Deus, agradecer, né? Estado de gratidão é um estado de presença, porque eu só consigo agradecer se eu estou reconhecendo as bençãos presentes. Então, no momento que eu agradeço o meu dia, e eu me coloco a serviço… quando eu me coloco ao serviço… é: eu vou usar os meus talentos para suprir certas demandas, correto? Para que eu supra essas demandas, eu tenho que entendê-las. Entender as demandas está presente. Então esse estilo de vida, de viver em verdade, que é viver por Deus, agradecer a Deus todos os dias pela sua vida, se colocar a serviço dele, vai trazendo você para uma vida de presença, que vai fazendo você cada vez idealizar ou imaginar menos uma fantasia mental que deveria estar acontecendo mas não está, que é o que gera o sofrimento humano. A gente está falando assim: ai, a minha vida tinha que ser tal jeito, mas não é, e é por isso que eu sofro. Na verdade, sofrimentos são expectativas frustradas; sofrimento é sinônimo de expectativa frustrada. Dramático é uma narrativa dramática mental. Saúde espiritual e psíquica é eu ter expectativa funcional, né, que é um estado de presença. Eu não posso ter expectativa… então, Lucas pode desde que ela seja funcional, que que é um estado de presença com expectativa funcional. Eu vou, por exemplo, numa cafeteria, peço um café com chantilly; eles anotam meu nome; dois minutos depois, a atendente me chama e fala assim: Lucas, é… eu não tenho chantilly hoje; o leite está estragado, e eu não vou conseguir te entregar um café com chantilly. Posso te dar uma água com gás? Não, compensação do chantilly que você pagou é o mesmo preço. Nesse momento tem uma bifurcação espiritual; tem que tomar uma decisão espiritual. Eu posso criar uma expectativa dramática de: putz, eu já sabia que meu dia ia ser ruim. Todo dia eu tomo café com chantilly, e agora você está me dizendo que é culpa sua que você deixou o leite estragar? Que tipo de cafeteria é essa que cobra R$ 10 um café e deixa o leite estragar? E agora eu chego aqui esperando que eu vou tomar café com chantilly e não tem chantilly? Que tipo de estabelecimento é esse? Tem que fechar a porta. Isso é uma expectativa dramática; estou dando chilique, o menino de 10 anos querendo o docinho dele. Ou eu posso ter uma expectativa funcional, onde eu falo assim: não tem problema, pode ser a água com gás. Eu tinha expectativa de tomar um café com chantilly; tinha, eu agi para tomar um café com chantilly; sim, a vida me trouxe uma nova informação: é, não tem chantilly. Você vai aceitar ou você vai negar? Se eu negar que não tem chantilly, entrar no estado de reclamação… a reclamação não vai trazer chantilly, não adianta nada ficar… eu já… eu já clamei uma vez no balcão. Quando eu clamar é pedir. Eu já pedi um chantilly, café com chantilly; a moça anotou, falou: eu aceito a sua aclamação, e eu vou te dar um café com leite ali. Só que depois ela veio com uma informação falando assim: ó, eu disse que eu ia te dar um café com chantilly, mas não tem chantilly. Reclamar, pedir novamente não vai trazer chantilly. Então a única opção que eu tenho é fazer um processo compensatório. Uma expectativa funcional para funcionar aquela situação: eu aceito água com gás em compensação da… ou não tem problema, hoje eu tomo café sem chantilly. Expectativa funcional é o que a pessoa amadora sabe fazer; expectativa dramática é o que o chiliquento e imaturo e maduro neurótico faz. É como a maioria das pessoas vivem as vidas delas. Não aconteceu o que ela estava imaginando que tinha que acontecer; ela dá um chilique para tentar chantagear Deus a fazer brotar chantilly do nada, do éter, no vácuo, tipo: brota, gente! Ele é Deus, senão vamos jogar no chão. Se jogar, porque não vai brotar, não. Deixa direito, ele vem do leite; não tem leite, não tem chantilly. Então ou você aceita ou você sofre. Quando eu nego a realidade, eu entro no estado de ausência. Quando eu aceito a realidade, eu me permaneço em presença. Então presença tem a ver com aceitação da realidade, dos fatos, do meu dia, do cotidiano. Quando eu tento não aceitar ou negar ou negociar ou resistir aos fatos, eu sofro. E a gente já falou, por exemplo, de espírito, a gente falou de mente, e como você associa Deus ao alto cuidado com o corpo, com alimentação. Porque para mim faz total sentido isso, que a minha vida, ela foi transformada através de um processo de emagrecimento… cantoneira que eu não sou… eu devo isso a minha vida, sabe? Foi através do esporte, foi onde eu realmente… desde pequeno sempre tive uma conexão com Deus, porque eu fui criado… né… eu escolhi isso, mas eu passei a viver dentro de uma academia… maravilhoso, ó… o nosso corpo… o nosso corpo não é nosso; o nosso corpo é de Deus. Ele foi emprestado para nós para que nós vivenciamos certos aprendizados, e enquanto esse corpo está emprestado, eu preciso pagar o preço do corpo. Cuidar do corpo é como se fosse o aluguel. Ó, Deus falou: eu vou te dar um corpo, mas você vai ter que manter, você vai ter que pagar um aluguel. Educação do sono, educação nutricional, educação física é o aluguel. Então eu só estou, na verdade, mantendo uma propriedade que não é minha, que eu vou ter que devolver depois. Então quando eu faço isso, eu colho bons frutos, porque eu estou honrando e respeitando essa propriedade que é de Deus, meu Criador. Quando eu desonro meu acordo, e eu trato mal meu corpo, que eu acho que é meu… eu posso fazer o que eu quiser, meu corpo, minhas regras, a famosa frase… eu vou sofrer, porque… porque eu estou depredando algo que não me pertence. No momento que eu deprecio algo que não me pertence, eu estou praticando autoviolência, estou praticando violência com a vida. Então o meu corpo não me pertence; ele pertence a Deus, e é por isso que eu tenho que cuidar dele, e é por isso também que uma gestante não é dona do corpo dela e não é dona do corpo do bebê; ela é só mensageira e veículo. Por isso que ela não tem decisão sobre a continuidade da vida do bebê. Quem decide é Deus. Ela não faz nada. No momento que a mulher se torna gestante, ela só aguarda. Porque… porque você não é dona nem do seu corpo, muito menos do seu bebê. Quem é dono do corpo do seu bebê? Deus. Quem é dono do seu corpo? Deus. Que que você pode fazer? Conversa com Deus: Deus, posso tirar esse bebê do meu útero? Não. A resposta sempre é a mesma. Eu estou vivenciando esse processo com uma aluna minha europeia que está passando exatamente por esse dilema, e ela… ela tem crenças espirituais muito fortes, mas ela está com muito medo de ser uma mãe solo e criar o filho sozinha. Fala assim: tenha fé que se você gestar esse bebê… eu sei que você não está vendo as soluções ainda, mas na hora que esse bebê tiver aqui, Deus vai providenciar soluções para você. Porque as soluções para o seu dia aparecem ao longo do dia. É isso que significa na frase final do Pai Nosso: uma das frases finais… o pão nosso de cada dia nos dai hoje… o alimento que você precisa é dado hoje; ele não é dado ontem. Ó, estou te dando um pão hoje que você vai comer daqui a 30 dias? Não. O pão nosso de cada dia nos dai hoje… esse desafio de não saber e viver cada dia sem saber é o que… perdoe seus erros, perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos aqueles que nos ofenderam. Então você vai viver de fé, você vai viver sem saber o que vai acontecer. Eu vou te dar o seu pão todo dia; confia. Eu nunca desonrei um compromisso; Deus nunca desonra; Deus é leal sempre. Eu vou providenciar para você com esse bebê, e aí… conforme você faz isso, você vai ver isso acontecendo, você vai ver a sua vida florescendo, e esse processo vai perdoar muitos erros que você cometeu. E conforme você se sente perdoada e aliviada porque você seguiu a minha vontade, você vai praticar isso com os outros, porque você agora sabe a benção que é ser perdoado. Perfeito, perfeito. E não nos deixe cair em tentação, que… ao final… porque quando você pratica o bem, você é atacado. É muito isso. Então, quando você pratica o bem, o mal, ele vem o tempo inteiro tentando te seduzir para você praticar o mal, que é o caminho da conveniência, não é o caminho do sacrifício, mas livrai-nos do mal; assim seja, amém. O código de viver está ali numa oração; é uma chave mestra, só que a maioria das pessoas… vamos rezar o Pai Nosso. Pai Nosso… quase, geralmente é uns print de 100 metros. Tipo: quem termina mais rápido o Pai Nosso. A pessoa, ela não ora; ela não olha… quando ela vai fazer uma reza, ela fala: pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome, venha a nós o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje… ela não faz isso; ela está… ela está… ela está orando de maneira inconsciente, ausente; não está sentindo, não está presente. Então o processo de presença é em tudo. É isso que significa amar a Deus sobre todas as coisas. Estamos encerrando, mas antes, eu queria que você… se você tivesse um poder de mudar algo nas pessoas, o que você mudaria? Se eu tivesse um poder de mudar algo nas pessoas, eu abriria mão, podendo entregaria para Deus. Perfeito. Foi inspirada pelo Mises, é um professor de economia que eu gosto muito, e ele destruiu a ideologia socialista comunista na sua obra, que muitas pessoas… também poucas pessoas… muitas poucas pessoas entendem Mises, onde ele fala assim: se você fosse um líder, ditador do mundo, e você pudesse corrigir todos os problemas do mundo com o seu poder, o que que você faria como seu primeiro ato de comando? Ele fala: eu renunciaria a uma democracia. Então, no nível espiritual, se eu tivesse poder de mudar a vida de alguém, eu renunciaria a esse poder, daria para Deus, porque eu não sei se é melhor… Lucas, muito obrigada por hoje. Tenho certeza que foi um dia maravilhoso. Eu aprendi muito. Que Deus possa estar continuando aí a boa obra na sua vida, porque no seu olhar, quando eu falo de Deus, dá para ver, sentir o brilho, e eu tenho certeza que você está seguindo o seu propósito para que outras pessoas alcancem os seus propósitos. Então sigam, continuem acompanhando o Lucas também, e é isso, gente. Obrigada, obrigada mesmo, Lucas. Obrigado pela conversa. Obrigada, gente! Beijo, beijo, beijo! Se inscrevam no canal, compartilhem e acompanhem o Lucas, que é Lucas.
Um beijo. Até a próxima. Tchau.