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Agora vamos ver. Que delícia. Conseguem me ver? Eu consigo te ver. Ah, eu não consigo. Te ouvir. Quando o corpo inteiro começa a de alegria. Ufa. Ufa. Isso me faz lembrar a primeira live que eu fiz, que que eu vi na vida, foi a live eu fazendo com você e com Saf lá no início da pandemia em que eu, meu Deus do céu, nem sabia, não mudou muita coisa um pouquinho.
Eu lembrei disso ontem, acredita? Eu tava assistindo um pod, escutando um podcast seu e você fez esse comentário, eu lembrei, eu falei assim: "Nossa senhora, né, como é gostoso escutar sua voz, eh, como eu me sinto feliz, eh, tá com você aqui, né? E eu falo pras pessoas que você foi a minha professora, né? E e que eu tenho um imenso carinho, assim, amor e respeito por você, né? E obrigada por estar aqui conosco. Uma alegria estar aqui com vocês. Delícia. Delícia. Eu também. Meu coração tá quentinho. Apesar de eu não tá vendo sua imagem, mas eu tô sentindo a sua presença, né? Isso para mim já é, já aquece.
E eu queria hoje pensando nessa live, eu me dei conta assim, né, de que você, Liana, é a pessoa que me deu que que me deu a passagem pro Body Namic, né, que me que me fez chegar no Body Namic. que eu fiquei tão feliz com essa lembrança, né, na primeira turma lá em 2012, lá em na Salvador, a primeira turma do Foundation e que você de alguma forma tava organizando, ajudando na a outra pessoa a organizar e e aí a turma tava completa e eu liguei para você e você falou: "Poxa, a turma tá completa, mas a primeira pessoa que desistir, a vaga vai ser sua". E aí uma amiga minha desistiu porque viajar para Salvador e tal. Eu te liguei, você falou: "A vaga é sua". E lá eu entrei tão certo assim lá em Salvador, né? E dali foi que tudo aconteceu. Eram duas turmas, uma das turmas veio pro Rio, aíb deu essa possibilidade e e os caminhos foram foram, né? Então tenho profunda gratidão a você por isso, né? E por vários outros momentos que você me ajudou. E eu já aprendi muita coisa com você. Você é uma referência para mim, né, no aprendizado, no afeto, no respeito. E é uma honra para mim est nesse espaço com você e com a Tárica, né, a gente podendo conversar um pouco sobre coisas que a gente ama tanto.
Sim, verdade, querida. A sensação aqui é da gente estar sentada assim num banco, podendo compartilhar algumas coisas dessa aventura desde então, 2012 para cá. o que nos tocou, o que nos moveu, o que nos transformou. Uhum. E e me encanta também saber que a gente tá juntas alinhadas com o senso de serviço, de propósito, de poder oferecer um pouco das coisas que são relevantes pra gente, como inspiração, quem sabe para outras pessoas também, não é?
Excelente. Excelente. Esse é o caminho. Esse é o caminho. E é a partir dessa fala, Lia, que eu gostaria de apresentar vocês duas de uma forma diferente, né? Então, em vez de ler o currículo, né? Então, todos nós sabemos eh que você, André, né? Vocês têm uma longa jornada aí de trabalho, de estudo, de né? e uma caminhada com com muitas realizações. Eh, eu gostaria, Lia, eh, que você falasse um pouquinho da jornada, mas desse lugar de o que te motiva a acordar todos os dias para fazer o que você faz, que é um bocado de coisa, né? Qual que é essa força, né, que te fez a construir essa jornada de estudo, de trabalho, de serviço, né? e e que você faz aí constantemente.
Uhum. O senso de propósito, ele ele vai mudando ao longo do tempo, né? Hoje eu me dou conta que eu tenho muito mais passado do que futuro e e tenho muitas pessoas que que amam, que vão estar carregando esse futuro que hoje nós fazemos parte. Hoje, eh, temos também algum saber construído e, e ao mesmo tempo um sentido de esperança obscura com tudo que a gente tá vivendo. Eu eu confesso assim, eu acho que quem não sente as dores de viver esse tempo em que a gente tá vivendo ou não tá vendo ou tá tomando um remedinho muito bom ou tá super medicado. Uma das duas, ó, uma das duas possibilidades, ou tá super medicado ou então tá super dissociado. Então, dentro desse lugar de dor, eh, eu já sou uma mulher menopausada, já me sinto sentada no conselho das anciães, já olho para minha filha, paraa geração da minha filha e digo: "Meu Deus, essa galera jovem tá pegando destroços do mundo que a gente viveu." E eu me sinto responsável de compartilhar um pouco do que eu vou aprendendo para novas gerações. Então, todas as vezes que eh eu conecto com pessoas jovens, ao mesmo tempo que eu sinto o quanto eu preciso aprender com a renovação e a revolução que essas pessoas vêm trazendo de olhares, de saberes, de de nomes, de legendas que a geração, né, de onde eu vim não tinha. Por outro lado, também assim, formas de estar no mundo que isso isso é atemporal, isso é imemorial, né? Essas formas que à medida que a gente vai amadurecendo, vai aprendendo, isso eu quero entregar, né? Desse lugar do conselho da anciã, isso eu quero entregar. Então, desperto todos os dias com uma um desejo de servir para mim, assim, estar viva, tem uma relação direta com servir, aprender através desse servir e tá pronta para me despedir, sem dívida da vida.
Uau! Uau! Lia, perfeito, perfeito. Andreia, e para você como chega essa pergunta?
Uhum. É, eu é uma pergunta realmente bem interessante, né? Eu o que me motiva é a conexão, né? E e na trajetória eh que eu, né, tô fazendo também já tô aqui nesse, nesse conselho, né, dos anciões junto com a Liana e com tantos outros. Eu acredito que eu fui aprendendo coisas que são pérolas, né? Dentre elas os recursos e tantas coisas que Borinamic me ensinou. Então o que me move dentro dessa dessa trajetória é passar isso adiante, né? Eh, porque eu acredito que, embora a gente esteja deixando destroços, a minha esperança continua viva, né? E eu acredito que é possível transformar. Aí eu acho que essa nova geração vem com uma visão, vem com uma uma com uma, né, de uma forma diferente da nossa, sabe? Então eu acredito que eles vão receber realmente estão recebendo um grande desafio, mas eu acredito que é possível, né, dar essa virada. E eu imagino que quanto mais eles estejam com recursos para isso e quanto mais inteiros eles estejam enquanto indivíduo na sua dignidade, né, e exercendo a conexão mútua com o outro, maior é a chance deles eh a partir do que a gente do nosso legado, somando aquilo de novo que eles trazem a fazer algo melhor, né, a partir daquilo que a te entrega. Então é isso que me move.
Uhum. Uhum. Muito legal escutar vocês, né? Quem me fez essa pergunta ontem foi a professora Lael e eu fiquei muito surpreendida e reflexiva. Ela me mandou um áudio, ela Tica, eu gostaria de saber. E aí eu parei, eu falei: "Uau, a Léel, né, Nossa Senhora, né?" E me veio. Eu falei: "Tá, mas o que que eu faço mesmo, né?" Uhum. E e eu pude responder hoje, hoje eu eu tô muito mais atuando como dentro do empreendedorismo, né? Como que eu utilizo o conhecimento empresarial do empreendedorismo para para cultivar o ambiente onde as pessoas possam florescer? Eu me sinto uma jardineira às vezes, onde começa a a a mexer com o solo, a a, né, e plantar sementinhas. E aí quando eu vejo as pessoas florescendo, é isso que me me traz essa esse pulso de vida, é ver esse florescimento, esse crescimento. Quando eu vejo o professor, a professora ensinando, os alunos aprendendo, as pessoas crescendo, as pessoas tocando a vida dos outros, né? Eu acho que eu me descobri e me entendi nesse lugar de utilizar o empreendedorismo como um caminho de tocar almas, né, de reunir pessoas para que as pessoas possam se fortalecer e ir tocando eh o coração de outras pessoas, né? E eu não tinha me dado conta disso até chegar essa pergunta, né? E me despertou essa curiosidade de saber das pessoas, né? o que te motiva, o que te faz fazer o que você o que você faz, né? Qual o que que te alimenta, né? O que alimenta a alma, né?
Uhum. Então, é muito eh algumas perguntas elas chegam para acordar coisas, né, dentro de nós, né? E Ilia, eh, eu lembro que em alguns momentos eu li várias vezes um artigo que você escreveu, eh, falando sobre trauma de desenvolvimento, né? E o tema da nossa live é o trauma de desenvolvimento por uma pessoa leiga, né? Então tem muitas pessoas que já te conhecem, que conhecem André, que, né, conhecem, mas tem algumas pessoas que não. O que que é trauma de desenvolvimento? E hoje você, com o trabalho que você faz com a experiência somática, como esse olhar e esse conhecimento pode trazer eh ferramentas e até um olhar diferenciado dentro de uma prática clínica?
Uhum. H, só uma um detalhe, eu uso muito da intervenção da experiência somática, mas o arcaboo teórico que eu me baseio para o trabalho com trauma de desenvolvimento é um arcaboço que envolve neurociência, neurobiologia do vinco, Daniel Seel, a Bodynamic, a bases analíticas também, apego. Eh, então tem um uma confluência de saberes que me orientam no trabalho com desenvolvimento. Um, um dos elementos muito importantes que a experiência somática me traz é o mapa de atividade do sistema nervoso, que orienta a minha intervenção. Então, só para eh incluir aqui outras referências, Peten também, então, só para incluir outras referências. E como eu eu hã como eu defino trauma de desenvolvimento, são experiências que acontecem ao longo do nosso período formativo e depois eu trago um pouco mais de palavras sobre o que eu entendo sobre o período formativo, eh, nas quais experiências de negligência, ou seja, não só experiências de violência, que são as experiências mais óbvias que vem na nossa mente, né, os atravessamentos de violências interpessoais, de situações de emergências, mas situações de violência, de negligência e de inconsistência. Ou seja, não fomos encontrados em sintonia por nossos cuidadores primários, de maneira que não fomos percebidos em nossas tensões básicas, nossas tensões, né, estruturais. E isso, de alguma forma não são apenas experiências eh como as experiências de choque, mas são as experiências que vão modelando a estrutura formativa e as grandes decisões ou orientações de sobrevivência que modelam essa base identitária de quem eu sou, como eu me sinto, como eu vejo o mundo, como eu percebo as pessoas e e meu script relacional. Então, vai modelando muito da nossa forma de estar no mundo. Eh, violências estruturais também podem acontecer em período formativo, igualmente trazendo junto com as experiências de choque, junto com as experiências de apego, trazendo interferências que modelam essas decisões ou essas orientações de sobrevivência. Quando eu falo decisão, eu coloco, entre aspas, para pra gente saber que não é uma ação voluntária, uma ação eh orquestrada pela consciência, porque a consciência ela vai se desenvolver muito tempo depois que o nascimento biológico aconteceu, né? E antes da consciência acontecer, eh, nosso corpo e a inteligência do nosso corpo já vai organizando estratégias adaptativas diante dos atravessamentos que nos ocorrem. Então, voltando para aquilo que eu falei sobre o período formativo, a neurociência nos fala que a gente tem três períodos de mudanças epigenéticas muito significativas. Período gestacional é uma grande janela de oportunidade/ravulnerabilidade. Então, a gente vai considerar experiências ocorridas ainda no período gestacional como experiências também informativas dessa base sensório, motora, emocional, que organiza as impressões ou os imprints a partir das quais a gente vai construindo nossa personalidade. Então, experiências gestacional. a primeira infância, né, com todos os padrões de desenvolvimento, especialmente relacionados aos padrões eh dos nossos que os nossos cuidadores primários estabelecem conosco. Isso é uma perspectiva muito interessante que a ciência do apego traz em relação ao que as as teorias analíticas, psicanalíticas, trazem de que o indivíduo nasce com uma natureza. E os padrões de apego, a ciência do apego diz: "O indivíduo, ele não é estruturado por uma natureza, ele é estruturado pela natureza de uma relação. forma como eu fui encontrada modula e modela a maneira como minhas habilidades e até mesmo como a minha expressão genética, esse conteúdo da epigenética vai desenvolvendo para formar quem eu sou, essa pessoa, né, essa personalidade, essa forma de agir no mundo. Então, a gente tem o período gestacional, o período a primeira infância e a puberdade é um outro momento super importante de janela de oportunidade ou vulnerabilidade, em que essas experiências elas se tornam eh altamente impregnadas. Essa impressão ou esse imprint se torna bastante estruturante. Não significa que pro resto da vida a gente não tenha a capacidade de remodular, mas isso requer intencionalidade, trabalho feito sobre isso, consistência, especialmente nos padrões de vínculo. E isso toca de uma maneira muito significativo eh o a nossa clínica. Então, quando a gente pensa de uma maneira clínica, isso impacta diretamente a atitude clínica que a gente vai ter com as pessoas que viveram traumas ao longo do seu período formativo, do seu período de desenvolvimento.
É, au, nossa senhora. Muito bom. André, você quer trazer algumas palavras?
Eh, o aluno que eh começa a estudar Bodynamic também navega por esses temas, né? Uhum. Sim. Então, trazer algumas palavras sobre o trauma de desenvolvimento na perspectiva do Borinamic, né? Isso. É. Então, então na, então, na perspectiva do Borinamic, os pilares fundamentais do desenvolvimento humano são dignidade e conexão mútua, né? sendo a dignidade, a ela tando relacionada à nossa experiência de individualidade, de autoestima, de respeito às nossas normas e a nossa ética profunda e conexão mútua, descrevendo a relação genuína que existe entre as pessoas que eh que envolve a autenticidade e a própria dignidade. Então, esses são os pilares eh que estão realmente norteando o desenvolvimento humano nessa perspectiva. E partindo desse princípio, o trauma do desenvolvimento é definido, né, dentro do boriname que como sendo uma interrupção, uma quebra, um bloqueio ocorrido no processo natural do desenvolvimento da criança. Isso envolve o o desenvolvimento psicoemocional, psicomotor, social. Isso vai tá acontecendo a partir da experiência da quebra da dignidade e da conexão na relação com seus cuidadores ou com outras pessoas significativas. Bem, então, nessa perspectiva, o trauma do desenvolvimento é causado por experiências relacionais que são contínuas ocorridas na infância, onde a criança tem que escolher entre dignidade ou conexão com o outro ou a relação com o outro. E dessa forma, para minizar o desconforto, a dor causada por essa escolha, ela vai eh desenvolver mecanismos de defesa no seu ego, que ficam registrados na mente, ficam registrados no seu corpo e que são levados até a vida adulta, se nada for feito, na forma de padrões. padrões na forma de sentir, de pensar, de se comunicar, de se comportar e padrões corporais, né? Então aqui os padrões corporais vão ter uma relação assim direta, né, como consequência dessa ruptura que é que ocorre no trauma do desenvolvimento.
Legal. Legal, excelente. E falando um pouquinho mais, né, Lia, eu fico eh curiosa, né, eh como o corpo guarda traumas infantis, como que é essa dinâmica, né, eh, a partir desse lugar da infância.
Uhum. Bem interessante a sua pergunta, porque normalmente a gente pergunta como essa memória ela é reservada e talvez algumas pessoas pensem que a memória ela se estabelece apenas a partir daquilo que eu posso acessar cognitivamente e declarar. Então, quando você traz a pergunta, como o corpo guarda essa experiência, intrinsecamente na sua pergunta já tem esse reconhecimento de que as memórias que são armazenadas de nossas experiências, elas são muito mais amplas do que aquelas memórias que eu posso acessar cognitivamente, posso organizar cronologicamente como as memórias biográficas daquilo que eu vivi. Então, as experiências que o corpo guarda, né, como memória, elas podem, a gente pode entender que, eh, elas vão estar em todo o nosso sistema nervoso, tanto o sistema nervoso periférico, nossos tecidos de memórias, pele, fác, músculos, ossos, víceras, todos esses espaços do nosso corpo são sótans de memórias, são porões de memórias implícitas, assim como o nosso sistema nervoso central também vai ter o registro dessas memórias que, como eu falei, acontecem, começam a acontecer num período anterior à nossa capacidade de organizar uma fala simbólica, uma fala linguística, como no período gestacional, os primeiros meses, os primeiros anos de vida, a gente não tem linguagem, não tem a capacidade de simbolização, não tem ainda maturação no hipocampo para organizar a memória de uma forma declarativa, mas isso Isso não significa que a gente não tenha memórias, muito menos significa que essas memórias não acessadas são memórias irrelevantes. Não, essas memórias, na maioria das vezes, são memórias que governam, que eh definem, que conduzem grande parte das decisões mais significativas. se eu confio ou se eu não confio nas pessoas com quem eu vou criando intimidade, o quanto eu posso eh o quanto eu posso estar disponível para entregar minha vulnerabilidade na relação. Andrea falou de um tema que a Bodinâmica me inspirou muitíssimo, essa perspectiva de de uma relação dinâmica entre dignidade e mutualidade, né? Ou seja, o quanto eu posso me sentir no direito de afetar outras pessoas, de ser afetada por outras pessoas, de receber o suporte das outras pessoas. São coisas tão estruturantes, governam de formas tão significativas nosso comportamento no mundo, mas a gente não se dá conta disso, né? Então, o corpo guarda as memórias daquilo que a gente viveu através de das memórias implícitas. Então, como por exemplo, nossos músculos, eles organizam tensões ao longo da nossa estrutura, que eu chamo tensões de resistência, ou então como os nossos músculos eh desistem, colapsam, são as tensões de desistência. Então, tem a resistência, tem a desistência como formas que vão estruturando esse corpo biográfico, esse corpo contador de histórias. A gente tem no nosso corpo um grande contador de histórias, né? Então, cada pessoa que vai ter esse corpo único, singular, vai ter o tempo inteiro uma narrativa feita dos atravessamentos de histórias, de desenvolvimento, de choque, experiências eh estruturais, de violências estruturais, experiências transgeracionais que vão organizando essas decisões onde músculos colapsam, eh, desistem músculos enrijecem, resistem, organizam, então articulações pouco móveis ou hipermóveis. Então, tudo isso vai moldando a maneira como a gente se expressa no mundo, as expressões eh de como a gente se posiciona no mundo. Gosto de pensar nisso. Eu me posiciono no mundo, eu estou falando de uma perspectiva cognitiva, teórica ou de uma perspectiva física postural, né? eh estrutural ou ou tem alguma possibilidade de divorciar uma coisa da outra, né?
Au! Nossa, maravilhoso, excelente. Andréia, eu tive algumas experiências muito interessantes com você quando eh você me explicou. Nossa, até lembro a experiência eu senti no corpo, né? Agora deixa eu ver como coloco em palavras essas essa experiência, né? Bem curiosa. Nós tivemos uma conversa muito interessante, Andreia, onde você tava me me explicando mais sobre o body map, né? Aham. Falando sobre os músculos, né? Eh, dentro do que a Lia tá trazendo, você compartilha um pouquinho com a gente mais essa visão do body.
Uhum. É, o Bodymap, na verdade, uma ferramenta desenvolvido pela Lisbet Master, né, que é a fundadora do Body Namic. E essa ferramenta eh foi utilizada na grande pesquisa que ela fez treinando uma equipe de 12 eh colaboradores, uma ferramenta de teste da responsabilidade muscular dentro dessa ideia do que desiste e do que colapsa, né, e o que fica tenso. e todos foram a campo fazer essa testagem e depois de muito, muitos, alguns anos vieram com dados emidos em através de mais de 13.000 fichas. Elizabeth fez esse cruzamento dessas informações, né, dessa testagem toda e ela foi vendo que existiria existia uma eh uma uma um um padrão de resposta muito semelhante nos mesmos músculos, no sentido do conteúdo psicológico, que os conteúdos psicológicos têm um endereço em diferentes músculos. ela foi percebendo que nesse sentido que cada músculo, a pessoa fala daquele mesmo tema, pessoas eh tá eh falando aquele tema, vai testar o músculo, aquele músculo tá eh de alguma forma ou mais tenso ou mais desistido. Então ela foi vendo que, nossa, existe uma repetição de de conteúdo nos mesmos músculos. E aí ela foi vendo que existe um mapeamento corporal onde os diferentes conteúdos psicológicos têm cada um seu endereço, né? Esse foi o resultado da grande pesquisa eh em campo. E aí a partir disso, ela fez um trabalho de observação de crianças ao longo do seu desenvolvimento. E ela foi eh isso entre a gestação, o período segundo trimestre de gestação e os 12 anos, né, de de vida. E ela foi vendo que a cada etapa ela ela dividiu esse esse esse estudo, né, sobre o desenvolvimento infantil em sete etapas. Cada etapa existe um tema central psicológico, o qual a criança tá absolutamente interessada e curiosa por experimentar, ao mesmo tempo que ela tá experimentando novos músculos, novos movimentos psicomotores, cada vez com níveis mais complexos de desafio e que existe uma relação entre o conteúdo psicológico, portanto, que é o centro de atenção da criança naquela faixa etária, com aqueles movimentos que ela tá aprend aprendendo e treinando a executar todo mundo, né? São movimentos universais. A criança sustentar a cabeça, né, do beço, né, deitadinha no beço, a criança sustentar o tronco, rastejar, engatinhar, ficar de pé. São movimentos universais, independente de independente da cultura que a criança esteja, ela vai est vivendo esses movimentos. Então ela foi vendo que a personalidade ela é formada exatamente a partir dessas desse dessa eh dessa experiência, explorando temas diferentes ao mesmo tempo que a criança vai fazendo movimentos dentro daquela faixa etária. E o quanto que é importante, portanto, nesse processo tão incrível de formação da personalidade, que a criança seja encontrada pelo cuidador, que ela seja apoiada na sua exploração. Isso é o exercício da dignidade da criança, porque cada tema central é um tema que faz parte da sua dignidade a medida que tá constituindo ele enquanto um indivíduo, né? numa relação de conexão mútua, o o cuidador ali dando suporte e presença para que a criança faça a sua experimentação. E esse é o processo de formação dessa personalidade. A medida que eh existem eh falhas nesse processo e que a criança não tem a experiência de ser encontrada e apoiada, vai haver uma ruptura, como eu já falei, e isso eh vai causar na criança eh no mínimo desconforto. E a depender, né, da constância e da repetição, esse desconforto pode se transformar numa ameaça e de forma que ela vai est desenvolvendo mecanismo de defesa dentro do seu ego para lidar com isso. E a nível muscular ela vai estar ou desistindo ou enrijecendo. Então um exemplo disso, o bebê na fase da necessidade, que é entre o mês e um ano e meio, ela tá, uma das coisas que ela tá aprendendo é a esticar o braço e pedir o colo. É necessidade, né? Eu tô buscando aquilo que eu preciso, que eu necessito. Eu dependo do meu cuidador e eu vou aprender. Isso é um processo. Bebezinho não nasce sabendo fazer isso. Ele aprende nessa fase a fazer isso. Se ele é atendido, tá tudo certo, né? Ele vai ter o registro nesse músculo que quando eu busco, eu tenho aquilo que eu consigo, que eu busco, aquilo que eu preciso. Eu posso buscar as minhas necessidades porque eu consigo atendê-las. Mas nem sempre é assim. Muitas vezes ela busca e ela não é atendida. A mãe não tá ali ou não tem, né? Não tá, não tá ali, mas tá ali, mas não tá com presença. Que que vai acontecer? esse bebezinho que busca e não tem, busca e não tem, ela vai desistir. E tem um músculo que faz esse movimento, que é a parte anterior do deltóid, que vai ter essa marca e esse registro na desistência que vai tá escrito: "Não adianta eu buscar, porque eu não tenho, não vou ter o que eu, o que eu preciso". Ah, então é mais negócio eu ficar ligado no outro, na minha mãe, para eu ter o que for possível do contato com ela. Então, meu ponto de referência vai ser desenvolvido no outro e o que for bom pro outro enquanto adulto, tá bom para mim. Então, vou ser aquele adulto, né, que se minha família tá bem, eu tô bem. Se você tá bem, eu tô bem. No restaurante, vamos que que você vai pedir, né? Na hora de fazer um programa, você escolhe. Eu nem sei o que eu preciso, porque eu não aprendi quando eu estava treinando a reconhecer o que eu preciso, buscar o que eu preciso. Aliás, ela vai aprender isso nesse exercício, na conexão com o outro. De outra forma fica uma lacuna, fica uma ruptura, fica um vazio. Eu não sei o que eu preciso. Mas se isso acontece, porque é interessante que o baram trabalha com fases longas, né, de um mês a um ano e meio. Isso é riquíssimo, porque muita coisa acontece aqui. Um bebezinho lá mais novinho, ele tá aprendendo a fazer isso, mas se ele já tá com quatro, 5, 6 meses, ele já sabe fazer isso. Mas se a mãe acabou a licença maternidade dela, né, os 4 meses ela volta ao trabalho, né, um momento de muita dor paraas nós mães, né, que tem que se afastar nessa fase. É, e ela, o bebezinho fica com a babá ou na casa da avó ou na casa de outro cuidador que não tem a mesma qualidade de presença. E o bebezinho vai buscar e não tem, vai buscar e não tem, ele vai ter outra resposta diferente da desistência, porque ele já tem o registro de que eu posso buscar, que eu vou conseguir. Ele já tem esse registro. Então ele não vai desistir porque ele vai ter uma outra resposta que é a resposta da raiva, irritação. Ele vai lutar, ele vai se tornar aquele adulto agressivo, crítico, que vai est apontando, que vai estar reclamando e que nunca vai estar satisfeito. E, aliás, ele não facilita o outro porque ele não vai falar o que ele precisa, porque ele tem a certeza completa de que ele não vai ter o que ele precisa. Então, nesse sentido, essa é a formação da personalidade a partir dessa dessa dessa dessa desse casamento, tema e movimento psicomotor, né? né? Eu dei um exemplo da fase da necessidade, mas isso vai est acontecendo nessa janela entre o segundo trimestre de gestação e os 12 anos dentro da perspectiva do Borinamic, onde a Lisbeth foi estudando cada movimento típico em cada uma das fases, qual o tema, o tema geral, central em cada uma dessas fases, começando pela existência, que o grande tema é o direito de existir. E a criança vai estar nesse dilema, né, de que eu posso descer, encorpar, que você me segura e eu vou estar ah a seguro na minha existência ou eu me recuo, né? Então, assim, se ele não é, e aí como a Liana falou, isso já começa na gestação por um momento de crise da mãe, de de estresse, de crise na família, o que for, e esse esse esse útero, ele não tá eh eh passando segurança e acolhimento para essa criança, esse bebezinho, ele vai experimentar isso como ser uma ameaça profunda ao seu a sua existência. Então, ele vai ser aquela pessoa que ele vai estar recolhido nessa descida. Ele não vai descer por inteiro, uma parte vai ficar lá, né? Então, são os mentais que estão mais nos pensamentos, que são super sensíveis, que t uma leitura do campo, mas e que tão mais nesse nível do que um pé lá, outro pé aqui como defesa, né? Eles podem, isso é é uma possibilidade, outra possibilidade de se agarrar. Depois vem a necessidade que o grande tem a existência. Então, a depender de do quanto a criança é vista, reconhecida, decodificada nas suas necessidades, mais equilibrada ela vai est e se transformar um adulto equilibrado, que se ele não encontra o que ele precisa naquela pessoa, ele não vai tomar isso como pessoal, ele vai buscar em outro lugar e vida que segue, porque a referência é: "Eu quero atender o que eu preciso, se o outro pode ou não pode, isso é uma outra questão, não é pessoal, é uma impossibilidade do outro, né? E aí a gente vai pra terceira etapa que é a autonomia, que é entre 8 meses e 2 anos e meio, que é quando a criança já tá engateando, ficando de pé e explorando o mundo. Então, claro que esse ficar de pé tem uma postura típica. E aí a gente vai falando, né, desse dessa forma que as posturas vão tomando e a criança vai eh adotando, né, uma uma fixação naquela postura e a gente a gente vai sabendo de qual cada etapa, qual é essa essa tendência a essa postura corporal. A autonomia vai ter a ver com a forma de estar em pé. E o o grande tema é a criança aqui tá começando a descobrir, a fazer as coisas por ela, né? Então, e como é que os pais vão lidar com isso? Como é que os cuidadores vão lidar com isso? Vão atropelar a criança e vão sufocar, até porque eles não suportam o cuidador ver a sua, o seu filho crescendo e indo. Isso acontece. Então, muitas vezes sufoca super protegendo. Isso é uma invasão. Ou às vezes empurra e a pra criança ir mais do que ela pode ir, até porque muitas vezes já tá com outro filho no colo, um bebezinho, né? Então vai lá na geladeira que você já pode pegar, você já é um rapazinho e por aí vai. E e indo mais rápido, né, por conta do tempo, nesse autonomia, vontade. O grande tema aqui é a força. A criança tá carregando objetos cada vez mais pesados e tendo muito prazer com isso. O risco aqui é se ela entra num lugar, a família disfuncional, onde ela acredita com essa potência toda que eu posso salvar a minha família. Então, é se transforma no Salvador, né? E a questão da culpa vai tá girando nesse tema. Muitas vezes eu sou culpado ou eu culpo o outro. Depois a gente vai pro amor e sexualidade entre 3 e 6 anos. O grande tema é integrar, né, o amor que eu sinto pelo meu pai, pela minha mãe, com as minhas descobertas genitais. Vamos paraa opinião. E aí é legal porque aí são duas fases que são pouco exploradas, né? Porque a partir dos 5 anos e opinião nessa fase, a partir dos cinco, o universo cognitivo tá se se explodindo pra criança. Então, ela tá elaborando opinião. Então, na a forma como os cuidadores vão lidar com isso vai fazer com que essa criança se torne um adulto, que tenha lide com as diferentes opiniões de uma forma equilibrada ou não. E finalmente solidariedade performance onde a criança já tá em grupos maiores. E a questão aqui é poder ser bom e continuar pertencendo. E esse é um grande tema. As crianças já estão aqui exercendo isso na escola, nos clubes, no bodyic. O, na adolescência é a oportunidade, é a segunda chance dos pais. Eu tenho muita sorte que eu peguei meus filhos, eu já tava, ele já tava nas na adolescência quando eu body dinâmica entrou na minha vida, então pude consertar muita coisa, né? né? Então, a segunda chance que a gente tem de consertar aquilo que não foi muito bom, eh, que não foi legal, né? E na adolescência a criança, o adolescente vive todas as etapas de uma forma caótica para fazer uma integração da sua forma. Então, é uma é uma etapa muito importante pra gente tá tentando encontrar o adolescente, né, já numa, né, numa outra, no outro desenho, não é mais uma criança, mas a a nossa tarefa de cuidador continua ali sendo muito importante, embora numa postura já bem diferente das etapas anteriores. Então, se esse é um resumo assim bem rapidinho por conta do tempo, né? Mas é isso.
Isso. E nós estamos eh já caminhando pro encerramento dessa dessa eu costumo dizer aula, né? Porque vocês estão compartilhando saberes, conhecimento, né? E a a Flavinha, ela colocou aqui, ó, estudar bodinâmica é apaixonante. Muitos conhecimentos se encontram ali. Me parece um ponto de encontro de vários saberes, um aliado. E e Lia, hoje você é uma professora internacional também. de experiência somática, né? Eh, participando de congressos, eu tô super curiosa e tantas coisas bonitas que você tá fazendo, né? Também dentro desse olhar eh do SE. Eh, qual é assim a a ferramenta ou um insight, algo que você queira compartilhar com a gente, que é algo que que fez muita diferença assim quando chegou o SE para você, né? E como que também o o esse conhecimento que você tem do Body Dynamic, né, eh eh somou eh naquilo que você faz hoje.
Uhum. Eh, uma das coisas mais significa, eu aprendi duas coisas que eu tenho muita reverência com Peter Levin, o criador da experiência somática. Uma é olhar pro trauma dignificando ele, porque na maioria das vezes a gente a gente reconhece o que é óbvio, o que é imediato do trauma, que é a o avaçalador, o terrível, disruptivo, mas olhar pro trauma e reconhecendo ele como grande mecanismo de evolução da vida, eh, da vida, de desde quando éramos seres unicelulares até a complexidade e diversidade de vida que temos hoje, assim também da nossa nossa vida biográfica que vai fazendo com que os atravessamentos e as dores nos tornem especialistas em habilidades para sobreviver, que se tornam a nossa medicina no mundo. Então, paradoxalmente, a nossa dor é a parteira dos nossos dons. Então, isso é uma das coisas que eu trago da experiência somática, o terrível e incrível do trauma. Mas eh em termos práticos, a experiência somática me traz um mapa de acompanhamento do sistema nervoso que me permite com muita cuidade, com muita sintonia, escutar esse emergente do corpo que muitas vezes a gente não tem a capacidade de colocar palavras simbólicas, linguísticas, nem declarativas. Então, esse é o grande o grande dom que Peter me trouxe e que eu sigo utilizando a ferramenta da experiência somática, que ela, a formação ela é muito de dirigida pro trabalho com choque, mas a ferramenta ela pode ser trabalhada, pode ser utilizada em traumas transgeracionais, em traumas estruturais, em traumas de desenvolvimento, precisam de outros arcabolsos que eu incluo um pouco daquilo que eu falei. falei no início da da nossa live, eh, da boinâmica, eu trago algumas inspirações cognitivas muito muito consistente. Por exemplo, essa capacidade de reconhecer que as funções motoras apoiam funções psicológicas que Andrea descreveu, né, em cada etapa do ciclo do desenvolvimento. Então, isso é algo muito interessante. Antes da boa dinâmica, eu tinha feito e várias formações de base somática, como bioenergética, por exemplo. E a bioenergética traz uma ênfase em compreender como a musculatura resiste, como ela tensiona compondo as corazças. A bodinâmica, ela traz essa compreensão mais eh mais complexa de que a musculatura não apenas resiste, mas ela também desiste. Então, ela vai sendo composta de lugares de rigidez quanto de lugares de flacidez, de colapso. Eh, então eu trago também essa noção muito significativa da da função maior da vida, que é combinar dignidade, mutualidade. Eh, e enfim, todas as pessoas que me escutam falar sobre trauma de desenvolvimento vão escutar, vão me escutar trazer a referência da boa dinâmica.
Hum, que gostoso te escutar, Lia. E e você, Andreia, fala um pouquinho. Eh, nós temos mais 5 minutinhos, né, pra gente começar de fato a encerrar. Eh, em poucas palavras para você assim, o que foi mais impactante de ferramenta eh da Bodynamic?
É, o Body Dynamic, bem, eu acho que a a tem algumas coisas, uma delas é a leitura das estruturas de caráter, né? Então, poder reconhecer no meu processo, no Fundation, né, eh, nessa nesse caminho que a gente vai fazendo, poder reconhecer essa minha forma de me estruturando em termos das minhas defesas, o que é que eu precisei desenvolver para poder ir adiante e a partir daí reconhecer quais são as minhas três defesas, né, mais presentes, que a gente tem uma tendência ter algumas mais presentes do que as outras, aquelas que pulam para salvar na frente até das outras que estão ali prontas também para pular. Eh, então, reconhecer os primeiros sinais antes de sair repetindo o padrão, sabe? E antes de sair repetindo o padrão, percebendo os primeiros sinais, que recurso eu posso usar aqui para que a minha a minha defesa não venha a meu favor e saia fazendo e novamente eu agindo da mesma forma em situações que necessariamente não cabem eu agir dessa forma. Não é necessário. Eu não tô sendo ameaçada, né, na minha existência. Então, eh, essas essa leitura de antes, né, de sobre as minhas defesas, onde antes delas entrarem em ação, eu perceber, eu saber o que eu preciso fazer e a partir daí, isso é o mais rico, abrir a a possibilidade de eu fazer escolha. Uma das minhas estruturas bem presentes é da vontade, né? E o Barinami que sempre diz, eu acredito nisso, cada defesa tem grandes recursos. A a vontade tem a força da vontade, isso é innegável, né? Agora, a força da vontade, se ela fica só atuando enquanto força de vontade, a gente morre, a gente adoece, né? Então, poder saber como que eu faço paraa minha força de vontade não ir embora e eu virar noite fazendo, preparando algo, eu, né? Eu não, eu não ter final de semana porque tô Então, hoje eu sei, eu sei fazer isso, eu posso fazer isso, mas eu escolho me organizar de outra forma, me planejar de outra forma para fazer as coisas de uma forma mais bacana, mais suave, mais suave. Progress, minha querida, você sabe, né? Você testemunha. O maior ganho. Funor do ego que são incríveis, né? Só para fechar meu um minuto. Meu expulsor do ego. Por quê? Porque me dá assim a autonomia, né? Eu posso, eu sei o que que eu que eu preciso praticar no meu dia a dia, né? Então, hoje quando eu caminho, eu caminho na lagoa, eu não caminho de uma forma automática como eu comiei e corri a vida inteira. Eu caminho sentindo meu ground, meu centramento, minhas fronteiras, não é? Fazendo conexão, presente, eu volto para cá. É uma meditação em movimento, né? Então eu sei quando eu vou para um momento difícil, uma reunião difícil, às vezes é até dentro do elevador, eu faço lá meus exercícios de fronteiras. Oteiro pode me achar, né, a a maluca, né, do pré, mas eu sei o que eu preciso, né, quando eu vou fazer um tem um momento difícil, o que que eu preciso ativar, que músculos eu preciso dar um oi e estamos junto, estamos junto para seguir adiante. Então isso me dá uma autoria, sabe, no meu processo que é muito interessante essa esse essa autonomia, essa autoria, né, e essa autoridade, né, sobre o meu processo de crescimento pessoal. Então, diria que essa a dança, né, dessas duas riquezas para mim são realmente assim muito muito muito eh eh interessantes e me fizeram realmente mudar muito como pessoa, sabe? Hoje eu sou muito diferente de a 12 dos anos de 1912. E eu acho que essa coisa aqui fez realmente a dança dessa, né, desses 12 universos fez muita diferença nessa nesses nesses anos.
Excelente. Muito bom. Muito bom. Antes da gente encerrar, né, eu quero fazer um convite para vocês que estão escutando a gente, né, a professora Aliana Neto, além de ser professora, né, eh, do curso de formação de experiência somática, ela tem eh cursos e workshops da própria autoria, né, Trauma Desenvolvimento, entre outros, eh trabalhos muito interessantes. E também tem o curso de formação de psicotrauma. Então é só entrar no site liananeto.com. Tem o o br, Lia? Tem tem o BR. Lianaaneto.br. Isso mesmo. E você pode também seguir a Aliana Neto nas redes sociais. E nas redes sociais ela também eh toda a equipe deixa atualizado com as informações e vale muito a pena eh estar junto do da Daliana Neto. Eu sou suspeita para falar, tá? fez parte de forma importante no meu caminho. Obrigada, querida. Quero só aproveitar para dizer se tem pessoas interessadas. Eu vou est dando aqui no Brasil, em Porto Alegre, um módulo de trauma e desenvolvimento. No Uruguai em agosto, o módulo de trauma e desenvolvimento. Em agosto, não, em outubro. Em Madrid, vou tá dando em outubro também trauma em desenvolvimento e final de outubro e início de novembro em Lisboa. Então tem aí alguns módulos. Aquele negócio do work in progress, aquele negócio fortemente entra lá, tem toda a agenda da Liana Neto no site dela organizadinha. O Beto, né, mandando ver. E também tem todo um planejamento de muitas experiências maravilhosas que a Andreia tá preparando, né? Então, workshop sobre apego, eh teremos aula, né? Eh, sobre apego, workshop introdutório de Bodynamic para você experimentar, saborear um pouquinho mais o que que é esse trabalho, né? Então, eh, é aquele momento onde eu sinto aquele sabor gostoso de poder compartilhar coisas interessantes com as pessoas, né? Ó. Aham. Esse é o caminho. Aham. Assim a gente começou e assim a gente se despede. Isso. E quem é e quem quiser entrar no grupo, entrar no grupo de WhatsApp para ter essas informações, né? É lá que a gente vai tá colocando as datas da aula a de apego e do workshop de introdução BAMIC para dar esse esse gostinho paraas pessoas decidirem se querem ou não entrar no Foundation. Exatamente. Bodynamic Brasil. Você entra no link da Bill, tem o grupo de WhatsApp e dentro do grupo de WhatsApp nós iremos eh toda a equipe da Andreia vai passar todas as informações. Lia, muito obrigada. Obrigada pelo tempo, por compartilhar seu conhecimento com a gente. Andreia, uma delícia. Eu me divirto com você. É muito gostoso aprender com você. Bonito ver essa jornada também. e a todos vocês que estiveram com a gente com descanso. Ana, muito obrigada. Adorei tá com você.Ada querida. Vamos continuar nos encontrando nas esquinas da vida, né? Isso vamos sim. Vamos sim coração. Nos quadradinhos e nas rodinhas. E nas rodinhas. Asistindos e nas rodinhas. Muito bom, super obrigada. Foi uma delícia. E obrigada a todos que estão aqui. Andr, obrigada, meninas. Tchau, gente.