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[Música] E aí, gente, vamos pro bônus? Vamos falar mais sobre tarot, Tarô e religião. Eu achei muito importante dar essa conversa, essa aula bônus, porque vocês vão estar lidando com uma egrégora muito poderosa e religião. Por que eu vou falar sobre isso? Porque a gente tá lidando com uma egrégora demonizada. Vanessa, o que que é demonizado? Tudo que a sociedade não entende, não compreende, porque alguém vai perder o poder se essas coisas forem compreendidas. A gente demoniza o que a gente não conhece, a gente tem preconceito e demoniza. A primeira reação do homem é o quê? Rejeitar. Então, se eu não conheço, se eu não entendo, se eu não tenho essa, essa habilidade, eu demonizo. Se parece muito longe, distinto e sobrenatural para mim, eu demonizo. Porque tudo tá aqui, tá entre o véu. Tudo que tá muito distante do meu pensamento, tá muito longe de mim, tudo que é sobrenatural é demonizado. Por isso é cultural. A Igreja Católica mandou por anos e dominou por anos essa terra. Inicialmente, ela fez tudo por quê? Poder político e poder. Domínio sempre foi um jogo de poder, e nós sabemos que, por conta disso, muita gente perdeu. Desde a época que todas aquelas bibliotecas da Alexandria foram queimadas e muitos documentos foram queimados, quem fez toda essa demonização? Muitos teóricos afirmam que a humanidade poderia estar 1000 anos mais avançada se não fossem as destruições de bibliotecas e registros de antigas civilizações. O maior símbolo dessa perda é a Biblioteca de Alexandria, que armazenava vastos conhecimentos de astronomia, matemática, medicina e filosofia acumulados por civilizações como egípcios, gregos e babilônios. Sua destruição entre os séculos I, V, I, D e C representou um apagamento irreparável de informações valiosas. Além disso, registros de civilizações mais antigas e enigmáticas, como Lemúria e Atlântida, teriam sido apagados por desastres naturais e conflitos. Esses povos, segundo tradições esotéricas, possuíam avanços tecnológicos e espirituais que poderiam ter transformado o desenvolvimento da humanidade. O Egito, herdeiro de parte desse conhecimento, também sofreu com invasões e a perda de textos sagrados. A destruição desses arquivos fez com que civilizações posteriores precisassem redescobrir conceitos que talvez já fossem conhecidos há milênios, atrasando progressos científicos e filosóficos. Assim, muitas teorias sugerem que estaríamos muito mais avançados tecnologicamente e espiritualmente se essas informações não tivessem sido apagadas da história. Sei que sobre política e religião ninguém deve discutir, mas aqui a gente tá num curso de tarot. Tarô é religião? Não. Ele é religioso também? Não. Ele é a mistura de tudo. Eu tenho no Tarô astrologia, Cabala, eh, cristianismo, tudo, todo tipo de coisa tá dentro. Moo astrologia, tudo dentro do Tarô. Então ele não tem religião, ele é uma mistura de tudo. Por quê? Simples. A grande Torre de Babel. Deus tá aqui no topo da montanha, tá aqui no topo, e a religião é uma ponta de cada montanha. Cada um com a sua religião na ponta, cada um tem uma visão do topo da montanha, mas ninguém tem a visão da montanha inteira. Então cada um vai falar do que sente, do que vê, da onde que tá, do seu ponto de vista, e aí é criado as bases da sociedade. Mas todo mundo tá falando de uma posição que está da montanha, mas não tá falando da montanha inteira. A montanha é o todo, e o topo é Deus, na esfera maior. Deus, o universo, as energias superiores que controla tudo, e a gente tá bem aqui embaixo, na base, cada um vendo de um prisma diferente, e todo mundo querendo ter razão. É uma loucura querer ter razão. Para mim, é isso que acontece quando a gente quer ter mais razão que um outro: a gente se segrega, não se une. E para mim, na minha vida, não é isso que a religião fez e faz com a nossa sociedade, e que demoniza tudo que desconhece. Isso é antigo, né, gente? Então o Tarô, eu tenho que falar sobre Tarô e religião, primeiramente por quê? Primeira parte: preconceito. Tudo que a gente desconhece ou não aceita ou é muito distante, muito diferente de nós, a gente tem preconceito, invés de entender e olhar com ponto de vista sem julgamento, respeitando a liberdade e a vontade do outro. E a sua, outro não é só eu, não é através do meu ponto de vista e o todo. Então, se eu não compreendo, se eu não entendo, quem sou eu para dizer alguma coisa? Sou ninguém. Mas ninguém vê assim, todo mundo acha que tem que dar um pitaco, dar uma opinião, criar vários discursos de ódio de coisas que você não conhece, e aí, daí vem um preconceito. Quando eu comecei a jogar o Tarô, eu percebi assim, ó, simples assim, que muita gente queria jogar Tarô, mas ninguém me divulgava. Eu estava lá naquela rede, no Instagram, primeiramente, que foi onde eu comecei, e no Facebook. O Facebook me ajudou muito, mas no Instagram, que é a rede da invejinha, onde todo mundo quer mostrar que é e não é, que ótimo, né? Que acontece, sei lá, os meus amigos, pessoas íntimas e conhecidas, elas queriam muito jogar Tarô. Inclusive, eu vou falar sobre isso na aula de monetização. Todo mundo queria jogar, e a maioria queria jogar de graça. Por quê? Porque existe o preconceito da cartomante, né? Porque a gente tem essa coisa da cartomancia. O cartomante ou a pessoa que trabalha com alguma coisa espiritual, ninguém vê essa pessoa como uma pessoa rica ou letrada ou uma pessoa que tá ali num, numa posição maior na sociedade. Tratam você como subumano. Tratando você como subumano, estou falando de um movimento inconsciente. As pessoas faziam isso e não estavam percebendo. Elas achavam que eu merecia menos. Então eles vão achar que a cartomante tem que ganhar pouco, que ela tem que ganhar menos, o que ela nem tem que ser paga, que se ela nasceu com dom espiritual, ela tem que ajudar os outros. Ajuda os outros, não tem que ter nada. Eu não sou a Madre Teresa de Calcutá, tô longe de ser freira. O que eu vendo é o meu tempo e a minha energia. Eu preciso comer, pagar minhas contas para poder fazer mais, entendeu? A prosperidade é de Deus e está a serviço de todos. Então, se você merece, eu mereço também. E além deste preconceito, além de todo mundo queria jogar tarô comigo porque era uma novidade. Como assim a Vanessa jogar Tarô? Quem me conhecia sabia do meu passado, da minha essência. Sempre fui BR. Você não precisa ser para jogar Tarô, você pode aprender, você pode desenvolver a sua mediunidade, você pode desenvolver a sua espiritualidade, você pode desenvolver. Pode, claro, nós estamos falando de magia aqui, mas eu nasci esquisita, eu nasci diferentona. Minha família sabe, não foi nenhuma novidade pra minha mãe, pelo menos, que passou por várias situações comigo na infância. Ela só falou assim: “Meu Deus, você encontrou o que você precisava”. Por quê? Porque a minha ancestralidade é rock and roll. É vidente, bruxo, tudo. Car, vidente, pai de santo, mãe de santo, chaman, tem todo mundo. Tá todo mundo lá. É vô, é bisavô, é tataravô, todo mundo doido. Eu ia fugir disso? Não tem como. Eu tentei, eu fugi a vida inteira. A espiritualidade me pegou no pescoço: “Fala, agora chegou o seu momento”. E as pessoas, algumas, para algumas pessoas muito íntimas não era novidade, mas para muitas pessoas era novidade. Falo o que eu mais precisava. No começo, era que as pessoas me divulgassem. Eles me divulgavam, alguns. Alguns me divulgavam, mas a maioria, aqueles que mais queriam, aqueles que mais precisavam, eles pediam de graça, não me, me divulgavam, não compartilhavam as minhas postagens, não fazia nenhum comentário, nem indicava para outras pessoas. Essas pessoas que mais me enchi o saco, que mais queriam, não me divulgavam, por quê? Elas estavam em ambientes profissionais ou a vida, a família, que elas iam ser julgadas. Como assim o Fulano joga Tarô? As pessoas são julgadas porque estão fazendo jogo de Tarô. Eu entendo porque ela não queria passar por esse constrangimento no trabalho. A pessoa lá num ambiente completamente profissional contribuindo. Como assim ela joga Tarô? Como assim? E o medo do julgamento. Mas eu fui lá, mostrei minha cara no canal, mostrei minha cara pra sociedade, sabe por quê? Porque eu enfiei o medo lá, porque o medo não me, a sociedade não me controla, o que as pessoas pensam não me afeta. Eu tenho que falar sobre isso, sabe por quê? Porque vocês vão se decepcionar com muita gente se vocês resolverem monetizar, se vocês resolverem expandir, mostrar a cara e falar sobre, estudar mais, trabalhar com isso, usar isso ao seu favor. Às vezes numa conversa: “Ah, eu descobri no Tarô...” Alguém vai falar: “Nossa, você joga Tarô? Eu tenho medo”. Quantas eu ouvi: “Ai, eu tenho medo, não jogo”. Para essas pessoas não joga, elas jogam energia negativa para você, porque elas estão cheias de medo na vibração delas, cheias de preconceitos e crenças limitantes. Aquela energia pode envenenar você, a sua aura, as suas coisas, o seu trabalho. Corre pra luz, as pessoas vão pisar, subestimar você ou zombar da sua cara de vidente, como se vidente fosse uma coisa ruim. Uma coisa incrível. Quantas pessoas que eu tive feedbacks maravilhosos, que resolveram coisas maravilhosas na vida. Eu só lembro delas quando alguém zomba de mim. Eu falo: “Gente, zomba aí, você? Eu não tô nem aí para você”. Então vai existir muito preconceito, existe muito preconceito. Porque, por mais que as coisas avancem, e a gente tá num momento de regressão agora, tem gente que vai começar a te tratar diferente porque você joga Tarô, e na sua frente vai te amar também, vai te adorar, vai falar: “Ai, vamos fazer um jogo”. Nas suas costas, ridículo, você vai ser zombada, você vai falar: “Ela é louca”. Ai, aquela aí vai começar a misturar você com outras religiões e zombar das religiões e de você. Tá, bruxa, e vários outros nomes. E bruxa é uma coisa tão legal, adoro me chamarem de bruxa, mesmo. Mas as pessoas vão falar disso com desdém, e é assim essa sociedade. Você tá pronto para mostrar sua cara? Você pode aprender essa habilidade e guardar essa para você e usar ao seu favor, mas se você resolver abrir isso pras outras pessoas, entenda que existe muito preconceito, que você tá lidando com uma egrégora demonizada. Eu peguei exemplos de alguns jogos, né, de alguns, eu chamo de comunicadores espirituais, de uma tecnologia ancestral. Foram demonizadas. Por exemplo, lembra da bola de cristal? Por que que usam tanto a bola de cristal? Da onde veio isso? A bola de cristal foi famosa ali em 1500, 1600, 1800, mas tem algumas escrituras que dizem que a bola de cristal veio ali do ano 200, 100 depois de Cristo, lá na China. Na China? Como assim, Vanessa? E quem popularizou isso depois foram os romenos, ciganos. Como assim, Vanessa? Como o negócio sai de lá e foi para lá? Que negócio é esse? Pois é. A prática de vidência na bola de cristal, chamada cristalomancia, tem origens antigas, sendo usada por druidas celtas, egípcios e gregos. A ideia é que a bola serve como um portal para acessar visões do passado, presente ou futuro, funcionando como um espelho para a mente intuitiva. A demonização dessa prática começou com a ascensão do cristianismo, que condenava formas de adivinhação como heresia e bruxaria. Durante a inquisição, vidência e outros métodos esotéricos foram associados à feitiçaria e ao diabo, o que gerou perseguições. No entanto, a cristalomancia nunca desapareceu e ainda é amplamente usada em práticas esotéricas. E ainda é usado em muitos desenhos e fotos. Você vai procurar referência, parece aquela mulher com a bola de cristal e as cartas de Tarô. Ai, a bruxa adivinha. Mas tem a ver com a terceira visão, o terceiro olho, com pessoas especiais que têm dons especiais. Que que eu faço para enfraquecer o adversário? Eu demonizo ele, eu enfraqueço ele, eu faço ele ser rejeitado para eu ganhar poder. Foi isso que muito, que fez, não só a Igreja Católica, mas muitas coisas que vieram depois pro poder, gente. E aí, demonizar muitas coisas, e até hoje demonizam, porque essas pessoas, elas estão em 2025, mas muita gente ainda vive em 1500, e a base da sociedade tá lá no museu. Tem uma outra coisa que foi super demonizada e ainda é, ainda mais depois de um livro, “O Exorcista”, que nasceu mais ou menos lá em 1890. Ouija, é assim que fala o, o que é sim em francês ou alemão. Ouija, é assim, é um tabuleiro, tá, que foi criado por esses, esses caras que adoram espiritualidade, adoram conversar com os espíritos. Tem muita, tem religiões de lá, entre 1800, 1900, que foram criadas de pessoas que acreditavam que dava para conversar com os mortos. Eu acho legal essa coisa de conversar com gente morta, não gosto muito não, também não é preconceito, só acho que assim, existem regras no mundo espiritual. Se tá ali atrás do véu, eu não tenho que mexer. Acabou. Às vezes aparece uma coisinha, outra, capí, um sinal, outro, mas eu não vou lá me envolver muito, porque eu acredito nas regras espirituais. Regras espirituais, eu digo, no mundo espiritual existem leis também. Se nada foi mostrado pra gente com 100% de certeza, é porque não é para você saber. Por exemplo, como que eu vejo os homens diante a espiritualidade? A gente fala de sexo pra criança não, porque ela não vai entender e compreender, porque são duas coisas que assim, tem que estar afastadas. São crianças, elas não estão prontas para esse assunto. É assim que Deus vê a gente: a gente não tá pronto para muita coisa, o nosso cérebro ainda não alcança o nível que precisa para entender muita coisa entre o véu, entre o céu e a terra, entre o universo. Então a gente vai captando sinais, vai aprendendo uma coisinha ali, vai juntando as pecinhas, mas o Todo, todo, todo, a gente não vai ter aqui não, nessa 3D. Mas não adianta ficar julgando ou demonizando ou criando teorias malucas. Segue o baile. A prática do Ouija ou tábua espírita tem origem em métodos antigos de comunicação com espíritos, como o espiritismo de Allan Kardec, no século XIX. A tábua moderna foi patenteada em 1890 nos Estados Unidos como um jogo de salão, mas logo foi adotada por médiuns para comunicação espiritual. A demonização começou com o crescimento do cristianismo conservador, que via qualquer contato com espíritos como invocação demoníaca. Filmes de terror, como “O Exorcista”, 1973, reforçaram essa visão, associando o Ouija a possessões e entidades malignas. Apesar disso, muitas tradições esotéricas ainda utilizam como ferramenta de comunicação espiritual. O Ouija é um tabuleiro de comunicação que depois do filme “O Exorcista” e depois do livro, aí o filme lançou muito depois, né? Eh, foi demonizado muito. Todos os filmes de terror. Eu cresci com pavor desse tabuleiro. Tanto eu fui numa festa de Halloween esse ano, tava lá o tabuleiro. O Tarô, lançaram um filme esse ano, Tarô do terror. Ai, meu Deus, eu dei risada. Nem fez muito sucesso por aqui, graças a Deus. Bizarro como que tratou o Tarô, uma coisa tão bonita que pode mudar vidas, daquele jeito. Mas é isso, eles têm que usar a criatividade deles, eles têm que se divertir, né? Tá tudo bem, mas é um saco, um pé no saco, porque é uma demonização. Então a nossa sociedade tem mania de demonizar, principalmente tudo que vem dessa referência, que também vem dos egípcios, né, que eram pretos. Eles não eram brancos, né? Principalmente na fase onde as coisas aconteciam, eles eram bem pretos, muito próximos aos etíopes. Depois eles foram se misturando, e tudo bem, mas os egípcios eram pretos. Tá, assim, para quem não sabe, uh. Vamos aprender um pouquinho, né? Vamos, vamos parar de fazer a Cleópatra branca, que eu tô cansada dessa referência. Além do Ouija e a bola de cristal, a meditação e o terceiro olho que expande a sua visão, e muita gente expande, expande tanto, abre tanto o terceiro olho que consegue ver coisas atrás do véu e experiências sobrenaturais, mas tem gente já demonizando isso, de fazer meditação, em buscar espiritualidade. Por quê? Porque você fica sensível, você consegue ter sinais. Muitos começam a enxergar coisas, ouvir coisas, de tanta, da profunda imersão espiritualidade. E aí a gente tem outras práticas, né, que as pessoas demonizam, tipo o ayahuasca, que abre muito o seu campo energético, espiritual, que é uma medicina da floresta, chamanismo, muito demonizado, né? Que mais é demonizado? Regressão. As religiões africanas, todas elas, tá? O Candomblé, a Umbanda, sabe? Tudo demonizado. Ele entra no, é uma, uma energia tão maravilhosa, é uma coisa tão maravilhosa e é demonizado, tá? E eu tô falando disso porque tudo que as pessoas desconhecem, que é muito sobrenatural, que é muito místico e mágico, foi demonizado anos e anos, e a gente ainda vive dessa demonização que vem sim da Igreja Católica e dos cristãos muito obcecados, e de também de outras religiões, de gente muito obcecada e extremista. O extremo em todas as religiões, para enfraquecer um, fala mal do outro. Então, uma guerra entre eles, mas para mim não passa de política. Por isso que eu não me considero uma pessoa religiosa, e por isso acredito que o Tarô não é religião. Ele não é, porque ele é uma mistura de signos, não dá para definir uma religião dele. Ele é realmente um alfabeto. Enfim, quem ainda tiver dúvida, volta nas aulas, aprende mais, mas é disso que eu queria falar para você. Aguenta firme no preconceito, pensa direitinho se essa habilidade você vai usar só para você ou você vai abrir para as pessoas. Quem quiser tiver essa coragem no peito, faça. Quanto mais gente compartilhar e entender, quanto mais a gente puder ensinar, quanto mais a gente puder explicar, a gente tira aí, quebra tabus, tira as máscaras da cara das pessoas e tira os uniformes, e cada um vai poder ser o melhor da sua essência. Quanto mais pra luz você trabalhar, mais iluminado você fica. Então escolhe: se você quiser abrir o seu coração e se abrir pros outros, se compartilhar mais isso, compartilha também o meu canal, compartilha esse curso e se abra de coração, e eu tô torcendo por você. Ya.