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Psiquiatra explica a Ciência para ser FELIZ - Ana Beatriz Barbosa

Lugar da Mente4:12

Transcription

Quando a pessoa que tem tudo, ela chega a um ponto que ela já não sabe se quem está com ela é por afeto ou pelo que ela tem para oferecer. Por isso que, tipo assim, eu sou muito a favor de que a gente tenha relações afetivas um pouco fora do ambiente em que a gente subiu muito, porque aí a pessoa consegue te ver de outra maneira.

Por exemplo, um sonho que eu tenho, vou realizar até os 60 anos, é fazer um ano sabático em que eu vou para algum lugar, tipo Suécia, Canadá, onde ninguém me conhece. Você barista, eu estou começando a aprender a fazer drinques e fazer café, se não sei o quê lá, porque eu quero trabalhar num barzinho, você viu, um café para as pessoas e observando as pessoas. Esse é meu sonho de consumo. Se você me perguntasse: Bia, você quer uma lancha? Deus me livre! A gente aluga no dia, com marinheiro já dentro, para não ter que fazer nada, não. Eu quero passar seis meses num lugar que ninguém me conheça, nunca tenha me visto, e eu vou servir cafezinho, fazer espuminha, fazer tudo e ficar só observando a vida das pessoas.

Se você não tiver fazendo capital afetivo junto com capital financeiro, vai dar a história aí. Você vê que todo mundo que subiu muito rápido, o excesso de escolhas, de possibilidades para o cérebro evoluir, leva a duas coisas: excesso de drogas. Isso aqui a gente sabe que, conforme você vai melhorando materialmente, vai melhorando a sua sensação de felicidade até um certo ponto, até ali que você tem tudo básico, legal, entendeu? Você faz, você vai ao jantar que você quer, você está… tá. Quando isso passa a ser uma coisa que você já não sabe mais… tem cinco casas para quê? Que o cara vai ter cinco casas? Como a gente vê, tem gente que tem uma casa em Paris, uma casa em Los Angeles, uma casa no Rio de Janeiro… para quê? Vou querer ter uma casa no Rio, uma casa em Paris? É porque é um grande erro da nossa sociedade. Por exemplo, o Robbie Williams tinha várias casas; aquele cara que fez o Coringa, que morreu, que morreu naquele filme, o Corvo, por acidente.

Então, isso é uma coisa científica. O que a gente vê é que até certo ponto você vai adquirindo coisas, é bacana. Se você passar a poder tudo, ferrou! Dali para frente é como se o cérebro não dissesse mais graça em nada. Por que é que a gente curte uma coisa que você comprou, que você quis muito, porque você não podia? Se você passa a poder tudo, o cérebro não tem mais tesão em ter as coisas, porque o cérebro quer novidade. Para quem pode ter tudo o que é Deus, então assim, para que que você vai ter cinco casas se você fique com uma? Porque sabe quem vai usufruir das suas cinco casas? O caseiro. Que um dia você vai chegar lá por acaso, vai estar uma festa na piscina, churrascão… que você vai falando: “Não tô acreditando que eu pago todo mês uma fortuna…” E vai ser assim, vai ser assim… Você pode alugar a casa que você quiser no dia que você quiser. Então, faz um QG, quartel general, e o resto aluga.

Então, resumindo: a felicidade está nas pequenas coisas, não sei, tipo isso. As coisas… eu acho que não está no excesso. Excesso de coisas certamente vai te levar a um vazio. O cérebro não lida com excesso de coisas, é porque o cérebro é monotema. Esse negócio de “faço 10 coisas ao mesmo tempo”, faz uma coisa bem de cada vez. Pode ter várias coisas rodando, mas você sempre faz bem uma. Então, o cérebro é muito temático, é uma coisa de cada vez, bem feita. Muito obrigado por assistir a esse vídeo. Se você deseja melhorar a produtividade, a inteligência e o foco, confira o link na descrição. O guia foi desenvolvido pela equipe Lugar da Mente.