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Como fazer uma conceitualização cognitiva de caso | Psicólogo Fernando Rainho

Mundo Psico - Wainer 45:50

Transcription

Olá a todos, sejam bem-vindos. Sofrendo, rainha, psicólogo. E essa fala é dedicada aí aos estudantes de Psicologia para melhor ajudá-los a ver como montar uma conceitualização cognitiva de caso, tá bem?

Antes de iniciar, deixa o seu like aqui no canal, dá um joinha, divulga para os colegas também, psicólogos que estão aprendendo e querem saber mais sobre conceitualização cognitiva. É de grande ajuda aí a manter o canal aberto, né, e com cada vez mais conteúdos que ajudem psicólogos e também pacientes. Tá bem?

Vamos lá, então. Conceitualização cognitiva de caso, certo? Aqui, vou pegar o modelo Beck que eu mandei, o tradicional, para ensinar para vocês como faz. Paciente, antes de mais nada, a gente tem que entender qual o propósito de uma conceitualização cognitiva e por que que ela é tão importante. Ela é um mapa que a gente vai ter do nosso paciente, um mapa mental que a gente vai ter entendimento do caso, né, sobre como o paciente funciona, como é que ele opera, quais são suas crenças, quais são suas estratégias. A gente precisa saber se uma maneira clara para saber como intervir e onde intervir. Se não, o terapeuta cognitivo-comportamental fica simplesmente um aplicador de técnicas, né? Técnicas motivacionais, técnicas comportamentais: "Acorde cedo e faça, sei lá o quê, tente dessa forma". E muitas vezes, isso por si só, ela não é o suficiente e não ajuda, né? É porque, porque vão barrar resistências em processos internos cognitivos que o terapeuta vai ter que decifrar, entender a partir da história do paciente, a partir das estratégias que ele, uma das crenças que ele tem sobre si, o outro e o mundo.

Então, é tão simples a coisa quando sair aplicando técnicas. A gente tem que aplicar a técnica, mas a técnica correta e adaptada ao nosso paciente. E é o seu caso, sua acontecer, sua conceitualização e ao entendimento de mundo que esse paciente tem. Tá bem? Então, ele é um mapa. Ele vai nos guiar a navegar junto com o nosso paciente. Para explicar isso nos próximos slides, como e pensa, então, uma conceitualização cognitiva, uma forma simplificada, uma espécie de árvore, né?

Então, onde nós temos as folhas da árvore seriam os pensamentos, os pensamentos automáticos, aquilo que está à luz do consciente, o pré-consciente que o paciente consegue acessar se pensar um pouco, se analisar um pouco, né? Para quem quer entender um pouco melhor sobre pensamentos, pensamentos automáticos, dá uma olhadinha no vídeo que eu tenho chamado "Aprenda como fazer registro de pensamentos", tá bom? Dá uma olhadinha lá e depois volta aqui. E para aqueles que já tenham conhecimento ao pensamentos automáticos, registro de pensamentos, a lógica é a seguinte: nosso paciente, ele vai conseguir acessar a forma como ele está pensando a situações, né? Forma como ele está interpretando a situações diz muito de como é que a gente vai sentir e se comportar, né?

A terapia partiu da premissa, eu vou repetir várias vezes, que não são os eventos em si, mas a forma como a gente interpreta os eventos que nos causa sofrimento ou não. Tem muitas vezes as pessoas vão passar por eventos parecidos, mas a forma como elas estão enxergando esse evento vai fazer ela ter uma determinada motivação e emoção ou não, né? Isso eu sou um. Esses pensamentos automáticos, toda vez que a gente está diante de uma situação, a gente está interpretando essa situação e tendo pensamentos, né? Esses são mais acessíveis à consciência, seriam as folhas da árvore. Mas esses pensamentos não vêm do nada, né? Simplesmente vem uma entidade e joga pensamentos. Não funciona assim. É esses pensamentos vêm de crenças, né? Visões e padrões que a gente tem desse, dos outros e do mundo, que é constituído na nossa infância.

Então, as os galhos laterais, vamos dizer assim, dessa árvore que sustentam as folhas, serão o que a gente chama de crenças intermediárias, que depois a gente vai com um pouquinho mais de calma. E o tronco, a base, a estrutura dessa árvore que mantém ela de pé, algo mais forte, mas enraizado, são as crenças centrais, tá bem? Eu vou explicar com calma o que que é cada uma delas no modelo de conceitualização. Aqui é só uma analogia e eu não metáfora para conseguir identificar a lógica de que nós vamos ter pensamentos automáticos e vão vir mais ou menos de como a gente opera no mundo, que são as crenças intermediárias ou crenças regras. E mais enraizado, nós vamos ter as crenças centrais, é com base nas necessidades emocionais e nas vivências que a gente teve lá na infância, tá bom?

Então, transpondo aqui, então, da analogia da árvore por um diagrama de conceitualização cognitiva, né? Aqui nós vamos ter então as crenças nucleares lá em cima, né? Elas vão vir também a partir de pressupostos ou regras que a gente cria para navegar no mundo, para sobreviver no mundo durante a nossa infância e também não tem a ver com as estratégias enraizadas que a gente utiliza, né? Estratégias podem ser de evitação, de resignação, de compensação em relação à crença central. E eu vou explicar com mais calma, tá? Mas o diagrama de conceitualização cognitiva acontece esses elementos, e claro, dados relevantes da infância, né? Para a terapia cognitivo-comportamental, modelo Beck, aqui não vai se, não vai se investigar cama, fundação, infância. São dados curtos e importantes para a gente ter entendimento do paciente, tá lá. Mas assim, se é leve e não é o foco do trabalho do terapeuta cognitivo-comportamental, modelo Beck clássico, tá?

E na parte de baixo da conceitualização, a gente vai ter situações que a gente vai, ou paciente vai trazendo, ou a gente vai experienciando com paciente no consultório, e a gente vai preenchendo. É uma espécie de registro de pensamentos, só que em vez de estar na horizontal, está na vertical. Perceba uma situação, um vai te despertar uma determinada emoção, e aí o paciente vai treinar se fazer a pergunta: "O que que estava passando na minha cabeça que é o pensamento automático naquele momento que me gerou aquele estado emocional?" Então, o paciente vai começar na terapia, nas primeiras sessões de tratamento, após anamnese, a tentar identificar os seus pensamentos automáticos. Não vai ter uma situação, vai ter outra, vai ter outra. E o treino é: "Olha, que emoção sentiu? Vamos treinar pegar o que que tu pensou? Como tu interpretou? E o que que estava passando na tua cabeça naquele momento te gerou aquele estado emocional?" E fez ter um comportamento. E o paciente, aos poucos, vai preenchendo essa, essa, esse registro de pensamentos na vertical, né? Então, é uma situação, é despertar o pensamento, que vai sim despertar a emoção, que vai despertar um comportamento. E a gente vai preenchendo isso com paciente. Em são uma situação, outra situação, outra situação, até o ponto que a gente começa a pegar um padrão de pensamentos automáticos que o paciente tem. Esse padrão de pensamentos automáticos que o paciente tem, ou o significado de um pensamento que o paciente traga diretamente, vai nos dar pistas das crenças que ele tem, da maneira como enxerga o outro e o mundo.

Então, Fernando, como é que eu preencho um diagrama de conceitualização? Bom, se preenche de baixo para cima. Primeiro, a gente vai preencher aqui, e esses RP10, esses registros de pensamentos. Paciente, ou em uma vez a fazer um, talvez a gente vai trabalhar aquele pensamento automático e tentar corrigir aquela distorção, ou ver se esse comportamento ajudou ou não, ou validar que a emoção, enfim, tem vários pontos de trabalho aqui. Aí, depois, uma outra, uma outra sessão, para a gente vai trazer outra situação, a gente vai trabalhar da mesma forma, tentando fazer com que ele identifique o que que ele pensou e o que que me senti eu. E assim, na terceira, quarta, quinta sessão, daqui a pouco a gente vai ter um padrão de pensamentos que vai nos levar a hipóteses do que são as crenças do paciente, né? Como é que ele enxerga as coisas. Tá? Então, a gente preenche de baixo. Com base nessa informação embaixo, a gente começa a ter hipóteses. Da parte de cima do diagrama de conceitualização, ele é preenchido ao longo do tratamento. Vocês não precisam ter o diagrama preenchido na primeira sessão, na segunda seção. São hipóteses que a gente vai fazendo, refinando, é perguntando ao paciente. Que eu faço, hein? Tirou, não? Então, uma construção, esse mapa, a gente vai construindo há um dia, é navegando com paciente, tá bem? Junto com ele.

O que pode ser compartilhado com paciente? Eu sempre gosto de compartilhar com paciente. Alguns terapeutas mostram aqui: "Olha, que está o diagrama, ver se está sentindo". Mas pode ser uma maneira conversada, né? "Olha, eu tô pensando que, né? Já percebeste que ele tem o padrão de pensamento que sempre que acontece uma situação, coloca a culpa como tua, dito sendo insuficiente? Concorda com isso ou não? De onde tu acha que vem essa ideia? Como é que era na tua infância?" Se a gente vai perguntando para o paciente e vai montando isso junto com ele, porque a gente tem que ter a elegância de saber que a gente não sabe nada sobre a vida do paciente, né? Ele vem ali 50, menos uns 50 minutos, e nos traz um relato breve, é do que ele consegue externalizar o mundo interno dele. Então, ninguém sabe mais do que paciente, ou seu parceiro, ou namorado, namorada, pai, mãe, do que o próprio paciente. A gente só tem um recorte. É então que a gente vai auxiliar é tentando ajudar o paciente a montar a sua conceitualização, mas ele vai dizer se isso faz sentido ou não. Então, a gente vai, sem frase, um tom como laborativo, montando com o paciente. Tá bem?

Vou trazer alguns exemplos. Aí, sim, as estratégias compensatórias que a gente vai ver aqui, elas vão ser formas que o paciente aprendeu no passado a lidar comportamentalmente com a sua crença central, né? Então, digamos que eu tenho uma crença central de não sei, de efetividade, né? No sentido assim, eu tô falando em termos de esquema, sabe? Defectividade é do tipo: "Ah, eu não tenho valor. Eu acho que se os outros me conhecerem, não vão gostar de mim. Tem algo de intrinsecamente errado comigo, né?" Eu posso, ao longo da minha infância, como é que uma vender com essa visão que foi sendo construída e eu comigo mesmo, né? Eu posso fazer, existem adotado estratégias de evitar situações. Então, por exemplo, evito me relacionar com os outros, porque eu senti que daqui a pouco eles vão ver, como vão me conhecer e não vão gostar. Então, eu evito situações. Eu evito, e no jogo de futebol lá, porque vão achar que eu sou ruim. Eu evito, daqui a pouco, se ela menina tá afim de mim, o menino tá afim de mim, eu evito me relacionar com ele, mas não encontro por medo dele me conhecer, né? Então, é evitação.

A resignação é realmente tu se resignar àquela crença, o esquema. Então, daqui a pouco, eu tenho essa, e essa crença que tem algo errado comigo, eu acho para ser os críticos, time avacalhar, um peixinho que me criticam, que não me aprovam, né? Que daqui a pouco eu me coloco em situações é além da minha capacidade, justamente para provar para mim mesmo que eu não tenho capacidade de fazer aquilo. Eu resgino aquele esquema, né? E a compensação é o tentar fazer o contrário daquele esquema, tentar lutar contra aquele esquema, né? Então, se eu tenho uma grande defectividade, esquemas de efetividade, defeito, de menos valor, eu tento buscar aprovação das pessoas. Eu tenho que ser o melhor aluno. Eu tento fazer algo que prove o contrário. Eu tenho que ser gostado, alguma coisa nesse, nesse sentido, né? Claro, todo mundo vai ter um pouco dessas estratégias, em menor, maior ou menor grau. Isso não significa que necessariamente vocês vão ter as crenças e os esquemas que eu tô trazendo aqui, é só um exemplo, né?

O que vai trazer a estratégia compensatória adaptativa não é o quanto tu aplica ela, a rigidez, né? De todas as situações. Eu tenho que ter aprovação das pessoas em todas as situações. A tem que ser o melhor e o destaque. Aí é uma estratégia que tu usa para compensar uma crença que tu tem, né? Agora, se eu não importa, daqui a pouco, só participar do jogo de futebol e não ser necessariamente o melhor jogador, porque isso me diverte. Mas em compensação, no trabalho, eu quero ser a melhor pessoa, dar o máximo. Aí tudo bem. É, tem que ser analisado caso a caso. Mas já percebe que não é tão rígido esse teu padrão, né? Enfim, só que as compensatórias são formas como as pessoas lidam para compensar a visão que elas acreditam ter sobre si mesmas. Também o evita, regime, compensa. É mais ou menos a lógica que se opera assim na natureza: luta, fuga ou paralisia. Tem um leão na minha frente, uma ameaça. Algumas pessoas lutam contra esse leão, tentam compensar. Algumas pessoas podem desse leão, evitam, e três residem, né? Comparados a ele, digam: "Ai, meu único homem, e eu sou um homem, ela mesmo, né?" Então, é mais ou menos essa lógica que a gente vai fazer de acordo com as nossas crenças centrais. Eu vou dar um exemplo no próximo slide, acho que isso vai ficar um pouquinho mais claro, tá bem?

Então, vamos lá. A importante, e esse pressuposto, essas regras entre crenças intermediárias, que a gente chama, né? Crenças regras, elas vão ser uma lógica de ser. Então, por exemplo, elas vão ser regrinhas que a gente vai navegar no mundo, né? Então, assim, se eu me vejo como defectivo, como uma pessoa falha, eu vou colocar isso numa regra, usando a estratégia compensatória de compensação. Quer ver, ó? "Se eu sou alguém de menos valor, então preciso ser sempre o primeiro para que as pessoas gostem de mim." Vai ser sempre uma condicionalidade. "Já que eu não sou digno de receber amor e carinho, eu sou uma pessoa meio e nada, eu preciso me então fazer algo para compensar isso de alguma forma." Então, na verdade, é a crença intermediária, ela vai juntar elementos da crença central, que é como eu me vejo no mundo, e a estratégia que eu vou usar. Vai ser um ser. Então, "se eu, se relacionamentos são instáveis, então eu preciso agradar muito meu parceiro para ele não me abandonar." "Se eu me vejo como uma pessoa falha, não digno de receber amor, então é melhor eu não me relacionar." Ou então, "é melhor eu super a querer agradar, me me subjugar o meu parceiro." Percebam quanto a elementos de como me enxergo e da estratégia que eu uso para lidar e tentar não ativar essa crença de como eu me enxergo, né? No fundo, a gente sempre tenta fazer subterfúgios e maneiras da gente não se sentir é falho, de efetivo, o nado, seja qual for a sua crença, né? Os valores, amor e de desamparo, mas a gente acaba utilizando estratégias que ficam condicionais, que sempre reforçam aquela crença, né?

Então, por exemplo, "já que eu tenho uma crença de defectividade e esquemas de festividades, não valor, resolvi não me relacionar com as pessoas." Vai vir um pensamento automático dizendo: "Olha, eu nunca tive relacionamento, nunca tive uma namorada, namorado, e isso prova então que tem algo de errado comigo." Então, não percebo que a estratégia de evitar da pessoa, ou seja, depois ela dizer: "Olha, viu, eu nunca me relacionei. Isso prova que tem alternado comigo, né?" Então, é a gente sempre tentar fugir do problema, vamos dizer assim, da nossa crença central, ou paciente. E quanto mais a gente pode, mas a gente meio que confirma ela. Eu vou trazer exemplos aqui que vai ficar mais claro esse funcionamento, tá bom? Vamos lá, então.

Um paciente hipotético. A gente vai preencher um histórico de vida relevante para terapia com C, e tal. Também não é assim, ai, todos os dados. É uma coisa bem breve. Então, vai diz assim: "Ah, filho único, o pai era agressivo verbalmente, era exigente quanto a colégios, notas, ausências, as coisas assim do colégio, era pouco afetivo. A mãe trabalhava o dia todo fora. É um relacionamento era mais importante, era mais significativo de gramas e temos de afeto com o pai. A mãe não era muito presente e um avô paterno tinha depressão." Esses são pontos importantes a serem considerados. Vamos começar de baixo para cima com esse paciente, tá bem? Se ponto que a gente não tem essa parte de baixo aqui, a gente vai começar a preencher de baixo para cima. Quer ver? O paciente vai vir numa, a gente tá conhecendo o paciente agora, fez anamnese, pegou esses dados aqui, ouviu a queixa do que ele quer trabalhar. E a gente vai começar a navegar com o paciente.

Oi, gente, pensamento. Aí o paciente vai dizer: "Olha, Fernando, essa semana me senti muito triste, desapontado." É uma emoção. A gente vai perguntar: "Olha, Fulano, o que que aconteceu? Uma situação que te deixou triste? Tu lembra?" Aí vai dizer: "Olha, eu tirei B numa prova da faculdade." Então, "tu estava numa prova da faculdade, tirou B, e esse te deixou muito triste. Que estava passando na tua cabeça naquele momento?" Ele vai dizer: "Olha, se não sei, será que eu fiquei me questionando? Será que eu sou bom o suficiente?" Ou, se a gente fosse colocar no sentido afirmativo essa frase: "Acho que não sou bom o suficiente." Este pensamento fez ele sentir essa tristeza. E com base nisso, ele teve comportamento de chorar escondido, porque não pode mostrar as emoções. E instantes depois, ele já começou a perceber, tentar compensar. Ele começou a rever toda a matéria, como a maneira de "Tá, eu vou aprender isso de uma forma ou outra."

Depois, um outro dia, em sessão, e traz uma outra emoção. Essa semana me senti com muita vergonha. Que que aconteceu? Que situação era? Aí eu fui reprovado no exame de motorista. Ou contrário, paciente vai trazer: "Fernanda, fui reprovado no exame de motorista, e eu percebo que ele tá com vergonha. É pronto. Olha, percebo que ficou e vergonha que tu sente vergonha de me trazer isso. Que passa na tua cabeça nesse momento, né? Que que tu interpreta sobre o fato de ter sido reprovado?" Ele vai dizer: "Raio, todos estão vendo meu fracasso, inclusive tu tá vendo que eu sou um fracasso, que eu não sou tudo isso." E esse pensamento gera vergonha, né? E aí o comportamento dele com os outros foi de compensação, né? De arroba, foi tentar arranjar uma desculpa, ou daqui a pouco agredir os outros. Que eu vou trazer outro exemplo aqui, que é ele tenta arranjar uma desculpa, dizer que o carro estava com problema, que embreagem não estava funcionando legal, coisas que não colam, né? Que tu vê se a pessoa está tentando dar uma, uma desculpa qualquer, né? Sim.

O paciente vai trazendo essas situações. Primeiro trabalho, a gente é mostrar para ele que existe essa lógica de que não é a situação em si, mas a maneira como ele está interpretando a situação que gera a emoção. E aí, ao passo que a gente vai fazendo esse trabalho, às vezes pegando, dá para não também, não a sessão, pegar o pensamento e trabalhar ele sobre distorção cognitiva, ver aí sobre a questão de ele ser reprovado. Quantas pessoas são reprovadas no primeiro exame? Um número alto. Que quis tu diz a teu respeito? Hum? Será que realmente o que peso isso vai ter daqui a 5, 10 anos na tua vida? Olha o quanto isso, na verdade, o que que é ser um fracassado, né? No sentido, as outras coisas que tu faz bem, falhar em alguma coisa, no falhar na prova de motorista específica, significa então que tem um fracasso geral? Nada que faz certo? Enfim, existem muitas coisas que podem ser trabalhadas para corrigir esse pensamento. Isso também pode ser feito em sessão, né?

E aí começa, mas a ideia que eu quero apresentar aqui é que, à medida que o paciente vai trazendo os RTDs, a gente vai pegando os pensamentos, e isso vai ter um padrão, tá? Então, última situação, ele leva um fora de uma menina em um encontro. Oi. E aí, a gente fala mesma lógica. E o pensamento é: "É, ela não tem noção de quem eu sou, do que tá perdendo." Desfazer ele sentir raiva. E aquele compensa ele, é grande, vê-lo, aumente a menina, né? Comportamento até abusivo. Da para sim mostrar para ele: "Olha, Fulana, eu percebo das situações que tá trazendo, a gente já tem um mês de trabalho juntos, que um pouco da maneira como tu vem interpretando a situações vem às vezes que causando tristeza, às vezes vergonha, às vezes raiva, né? Percebe algum padrão na forma de dos teus pensamentos que estão notou durante a semana? Vamos tentar analisar junto." E aí vai se chegar à ideia de que ele pode trazer uma linguagem popular: "Já é, eu tenho baixa estima ou não confio muito em mim, só inseguro." A gente pode ser Thomas e o que que tu acha que essa insegurança diz a teu respeito, né? O que que tu acha?

E aí, voltando aqui, e na gente, é aqui no primeiro slide, o pensamento automático. Se a gente vai um pouquinho mais adiante, numa técnica chama seta descendente, que é o que espaço. Partimos do pressuposto que esse pensamento automático é automático, trouxe a verdadeiro. O que que ele diz a teu respeito? A gente vai pegar o significado desse pensamento. Muitas vezes, o significado desse pensamento vai dizer respeito a uma crença central que o paciente tem, ou seja, uma visão, é o que que ele enxerga que ele tem a respeito dele, né? Então, é por exemplo, quando ele diz: "Ah, eu acho que eu não sou bom o suficiente. Olha só, todo mundo tá vendo meu fracasso." Se a gente perguntasse: "O que que isso diz a teu respeito? É isso partindo do pressuposto que tu não é bom o suficiente, o partindo do pressuposto que tu fracassou, que tinha isso desistir?" Ele vai trazer algo do tipo assim: "Ai, tem algo de errado comigo. Eu não sou digno de ser gostado. Quem é que vai se interessar por mim?" As coisas que, aos poucos, ele vai trazer, acessando o significado desses pensamentos, né? Então, isso vai trazer mais ou menos o esquema ou a crença central que esse paciente tem, tá bem? Essa é uma técnica que se chama seta descendente. Em outro momento, também vou gravar um vídeo de técnicas, né? Mas vocês podem procurar no Google, é como aplicar lá, né?

Voltando aqui, então, nós vamos ter, na verdade, mini registros de pensamentos. A ideia é a gente tentar pegar o padrão de pensar, de funcionamento, a lógica que o paciente pensa, né? Então, independente da situação, ele meio que vai sempre pensando na mesma forma. E tentar ver qual que é o significado desse pensamento. Isso vai cair normalmente numa crença, uma crença central de terapia cognitivo-comportamental. Beck fala crença central de "os valores, amores, amparo". Se vocês forem pensar em termos de, há mais ou menos a mesma lógica. Mas vai lá, esquemas, primeiro domínio: abandono, defectividade, privação emocional, abuso, é isolamento social, né? Esquema segundo: mini competência, vulnerabilidade, e mãe, emaranhamento, para caso, e assim por diante, né? Algum desses todos nós vamos ter. Cabe a nós tentar, junto com paciente, entender quais as crenças centrais que esse paciente tem, né? Quais as visões de mundo, as lentes que ele enxerga a realidade. E a gente só vai conseguir descobrir quais são essas lentes, né? Colorido que ele dá para realidade, a partir das vivências que ele vai trazer. E a gente vai colocando isso no nosso quebra-cabeça da conceitualização e mostrando para o paciente: "Olha, é independente das várias vivências, me parece que interpreta sempre com a mesma cor. Por que que será que isso acontece? Com essa cor, né? Com essa crença? Vamos tentar entender juntos." E aí o paciente, não tão colaborativo, vai junto com contigo navegar nessas ondas de ver é como que ele se enxerga, como ele enxerga o mundo, e como e deixar os outros.

Tá? Percebo uma lógica. Esse paciente aqui, por ter um histórico de vida que o pai exigia muito dele no colégio, e daqui a pouco, quando ele é bem, o pai demonstrava afeto e carinho. Quando não ia bem, o pai criticava, não demonstrava emoção. Ele começou esse paciente a criar uma condicionalidade que assim: "Olha, eu não sou gostado pelo meu pai por quem eu sou. Eu sou gostado pelo que eu desempenho." Percebe então que o histórico de vida é importante, né? Ou seja, o pai era um corretivo, de fato, ele tinha um tipo de reforço. Quando ele é bem, ele começou a criar as estruturas, a crença central: "Como eu me vejo alguém defectivo, alguém que não é digno de ser gostado, mas quando eu vou bem, meu pai gosta de mim." Ou só quando eu vou bem, meu pai gosta de mim. Se ele começou a criar uma regra que é: "Eu tenho que ir bem para ser gostado." E essa é a regra que tens intermediário. "Se eu tiver sucesso, vão gostar de mim. Se as pessoas me invejar em através do meu sucesso, então significa que eu tenho valor." Então, a estratégia que ele vai criar é realmente a gente tentar compensar, de tentar ter sucesso, estampa mostrar o seu valor através do desempenho dele e não de quem ele é como uma pessoa. Perceba como tudo encaixa numa lógica. De cima para baixo, fica mais fácil de visualizar isso, mas a gente não vai conseguir montar de cima para baixo. A gente vai primeiro que as informações aqui debaixo e a partir de baixo, a gente vai tentar gerar hipóteses com base na história de vida, mas muito dos pensamentos que o paciente está trazendo e do significado dos pensamentos que passam está trazendo para bolar as crenças centrais, as crenças de áries e que estratégias que ele vai usando. Essas estratégias vão sair dos comportamentos, do padrão de comportamento que o paciente tem, não é para a gente saber se ele compensa as coisas, se ele resina ou se ele evita, tá bem?

Vou trazer mais um exemplo aqui, então. Percebam uma outra paciente hipotética. Vamos juntos um histórico de vida, né? Ela não conheceu o pai, que abandonou uma grávida. É a mãe era inconstante emocionalmente, passava muito tempo longe de casa. E Juliana, que é o nome hipotético da paciente, passava então muito tempo, muito tempo sozinha em casa, enquanto a mãe estava trabalhando. Lembro que ela não conhecia o pai, né? E hoje em dia, ela toma remédio para depressão. São os dados relevantes. Essa paciente, onde baixo para cima, a gente tá conhecendo a paciente agora. É, traz: "Fernando, eu me relaciono com homem, o Netinho. Daqui a pouco, na última semana, a gente marcou uma janta, eu fui no restaurante, ele não apareceu, porque ele disse que a esposa dele ligou para ele precisando de alguma coisa e deu preferência para esposa e não para mim. Isso me deixou triste." E a gente acessando o pensamento dela, ela disse: "Isso sempre acontece. Eu não sou o desejável." Então, esse pensamento gerou tristeza nela. Ela foi e chorou em sessão.

Outra situação: o amante da IDS, às vezes que vai largar tudo para ficar com ela, e já faz 10 anos que ele disse isso. Quando ele dizia isso, ela sente esperançosa, mas também sente um pouco de aflição. A esperança que ela sente, o reforço positivo que ela sente ao pensamento: "Aí, ele me ama. Significa que tem algo bom em mim. Ele gosta de mim, né?" O comportamento que ela tem para tentar fisgar esse cara é tentar, daqui a pouco, agradar ele sexualmente, em todos os requisitos, todos os desejos dele, enquanto e ele não faz os desejos dela na cama. Ou seja, ela super tenta se doar, se é o sacrificasse, subjulgar para agradar ele, como uma forma de tê-lo, ser gostado, né? Comportamento que ela tem.

Outra situação que ela pode ter no trabalho: chefe responde e-mail dizendo que é um erro no cálculo feito lá que ela fez. Deve que ela seja contador e ela fez um mil cálculos e tem um só como é ruim. Ela sente uma tristeza enorme com pensamento de: "Ai, eu sou uma perdedora, sou um fracasso." Ela vai para o banheiro, chora no escritório, ou até pensa de repente um pedido de demissão, achando que não é, não está à altura do cargo, não é. Percebam aqui o qual que é o padrão de pensamento, né? É muito vai na linha de, se a gente fosse questionar para ela assim, ó, e aqui, ela às vezes o paciente no próprio pensamento automático já diz a crença, né? Ela diz: "Não sou desejável, sou uma perdedora, sou um fracasso." Né? Ou, e às vezes paciente automaticamente já gospel crença Central poderia ser essa daqui, né? Na ideia de defectividade, tem algo de errado comigo, as pessoas não gostam de mim por quem eu sou, sou uma fracassada, né? E também eu coloco a hipótese de abandono, porque ela não conheceu o pai, que, né? E a mãe era inconstante emocionalmente, às vezes dava carinho e afeto para ela, às vezes não dava, às vezes sair de casa, e daqui a pouco ela não sabia quando a mãe ia retornar. Isso gera na criança uma necessidade não suprida, né, de presença, estabilidade, que as relações são estáveis. Ela começa a enxergar o mundo como instável. Não à toa, percebam, ela se relaciona com homem casado, que às vezes dá para ela cair, às vezes não dá, emocionalmente indisponível, assim como a mãe era. Então, provavelmente tem esquema aqui de abandono, né, de relacionamento estável, eu posso perdê-lo a qualquer momento.

E percebam que com essa lógica, que que é paciente faz? Ela resina. Ela busca parceiros o que é uma busca parceiros em constantes, que hora diz que amam, ela diz que não ama, olha, tá com a esposa, não tá. E ela se resina ao esquema e a crença de defeito, né? Ela diz assim: "Ah, eu sou uma merda mesmo, eu sou indesejável mesmo." Ela fica no relacionamento que não sofria ela. Tudo isso é resignação. O que que seria resignação? Ela não entrar em nenhum tipo de relacionamento, por exemplo, ou ela não aceitar, daqui a pouco, a promoção que o chefe propôs por medo de ativar essas crianças, né? O que que seria uma compensação? O caso que a gente vê anterior, né? Então, eu ia tentar compensar, buscar aprovação, mostrar aquela grandiosa que ela é demais, né? Daqui a pouco ela ia abandonar o relacionamento, um relacionamento saudável, antes de ser abandonada. Então, ela ia fazer uma estratégia de compensação, lutar contra esse esquema, fazer o contrário de sistema. É sim, e a confirmar esse, esse, essa visão que ela tem dela é mesma, tá?

Então, percebam que eu passei tipo de novo, ele vai trazendo situações, a gente vai analisando as emoções e tentando pegar o pensamento ou padrão de pensamento. A medida que a gente vai navegando nas sessões com o paciente, isso não é uma sessão, é algumas sessões que a gente vai conseguir ter esse padrão de pensamento. E com isso, a gente vai conseguir bolar hipóteses, junto com a história de vida, de quais são as crenças centrais desse paciente, quais as regras que esse paciente usa, e qual a estratégia principal dele. O que que a gente tem mudarem terapia, no fim, é estratégia compensatória, né? Eu paciente mudar seu comportamento, mas a gente vai mudar isso através de uma mudança emocional, de como paciente se sente. A gente vai mudar as emoções, o paciente mudando a visão que ele tem de si mesmo, do outro e do mundo. Tá? Eu percebo essa paciente já vai ter o abandono, efetividade, e como é que são as crenças regras, a ser e as condições, o jeito que ela aprendeu a navegar no mundo, né?

"Olha, se eu agradar as pessoas, eu percebo então que eu tenho menos chances de ser abandonado." Então, super tenta agradar o parceiro para o parceiro ficar com ela, né? "Olha, se eu abrir mão das minhas necessidades, é imensa sacrificar pelos outros, eles vão gostar de mim." Então, daqui a pouco, ela fica horas extras com o chefe, nem pede, daqui a pouco no horário, daqui a pouco ela subjugue, sacrifica para o amante, faz coisas que não faria, né? Que negligenciam a sua vontade. Então, a teria vontade de daqui a pouco, sei lá, ver um filme X, e ela pergunta sempre para o amante: "Já não escolhe o que tu quer, o que tu quiser, tá bom? Eu gosto do que tu gostar." Como maneira de você, então, né? Seu agradar ele, e ele vai gostar de mim, né? Regras provavelmente ela criou ao longo da sua história, na sua infância. A terapia do esquema vai trabalhar um pouco mais melhor, assim, um pouco mais a fundo, e esses padrões infantis, não é tanto foco da terapia cognitivo-comportamental, mas sai gol que o passado tem influência no presente, mas a gente também pode trabalhar no presente esse passado. Que percebam que as estratégias que ela criou atrás, elas continuam alterando no presente. A gente pode modificar elas no presente. Essa é a premissa da terapia cognitivo-comportamental, tá? Em alguns casos, vai ser necessário ter que fazer essa viagem que o passado, em outros não, tá bem?

Bom, então, pareciam umas crianças regras. "Se eu agradar as pessoas, então não vamos abandonar." "Se abre mão das minhas necessidades, mas sacrificar pelos outros, então vou gostar de mim." E qual é a estratégia compensatória? Resignação. Ela acredita ser defeito ou a falha. Ela fica em relacionamento com parceiros críticos ou indisponíveis. Ela abre mão das necessidades dela, achando que não são importantes, coisas desse tipo, tá bem?

Então, e a a importância, o que o Google mais destaque aqui é a lógica novamente. Terapia cognitivo-comportamental, modelo Beck. Esse é o grande. É a lógica de a maneira como eu penso, tinha a ver com como eu me sinto. Que a gente tem que entender quais são os pensamentos do paciente, conseguir mostrar para o paciente quais são os seus pensamentos automáticos e ao longo do trabalho, conseguir identificar um padrão desses pensamentos, quais são as crenças, e como gerar pensamento alternativos mais saudáveis, né? De novo, frase de de espírito: "Não são os fatos em si, mas a maneira como a gente interpreta os fatos que nos causa sofrimento." O segredo está aqui. Lógica de pensamentos. O terapeuta cognitivo vai trabalhar na comissão, na forma como o paciente está interpretando as situações que está gerando aquele estado emocional. O alívio emocional vem pelo trabalho nas comissões do paciente, tá bem?

E a, e como navegar com paciente em sessão, né? Uma dica que eu sempre duas vezes terá pelos iniciantes, sente meio perdido, sem: "Ai, Fernando, mais que que eu faço com o paciente em sessão?" Tenha em mente sempre um registro de pensamentos. Essa estrutura RPD: situação, pensamento, emoção, comportamento. De novo, se você não sabe muito bem que é isso, dá uma olhadinha no meu canal, na "Aprenda como fazer registro de pensamento". Super importante, porque a gente sempre vai ter em mente um registro de pensamentos na hora de atender o nosso paciente, nossos clientes. Quando o paciente estiver falando, então, se ele trazer emoção, a gente vai perguntar: "Situação e o que que ele pensou?" Se ele trazer a situação, a gente vai perguntar: "Emoção e como ele pensou, né?" Essa é a lógica. Sempre que o paciente também tiver muito genérico, uma dica que eu dou para vocês é pedir uma situação específica. A gente precisa acessar os pensamentos de uma situação específica, porque eles vão ser representativos. E todo nem trouxe para sentido: "Fernando, eu tô muito triste, as coisas são muito difíceis." A gente não vai conseguir acessar o suco, né? Qual é o pensamento automático paciente tem sobre as coisas? Uai, eu me sinto triste com quê? Aí, como tudo, tudo, tudo é miséria, tristeza. Me traz um exemplo específico de uma situação que estraga a tristeza. E aí a gente vai ter como pegar o pensamento que deu. Paciente diária: "Não sei, eu fui no mercado e não tinha laranjas e aí eu fiquei muito triste com isso." O que que tu pensou naquela hora que foi no mercado e não tinha o que queria? Percebam, a gente vai conseguir pegar o pensamento. E com base nesse pensamento, a gente vai conseguir trabalhar ele. Aí, alguns podem ser nacional, mas essa, mas não é uma situação muito específica. Sim, mas a gente conseguir trabalhar essa situação específica. Lembrem que vai ter um padrão do paciente pensar, seja para laranja, seja para o trabalho, seja por relacionamento, que ele vai interpretar as coisas da mesma forma. Então, eu vi uma situação específica para conseguir o paciente entender que ele tem esse pensamentos automáticos e a pensamentos alternativos. E isso será de modelagem para as outras situações. E esse é um grande, por isso que até ser funciona também no sentido de empiricamente comprovado, porque quem tudo abraça, pouco aperta. Então, a gente tem que apertar um pouquinho, pegar uma situação, trabalhar com estrutura de sessão de terapia cognitivo-comportamental, Black clássica, que a gente consegue trabalhar uma situação específica, consegue pegar o pensamento, consegue gerar uma pensamento alternativo, mostrar a distorção que o paciente, mostrar sua crença, e isso vai se generalizar, tá bem?

Então, sempre peça uma situação específica para vocês conseguirem pegar o registro de pensamentos. Essa é a lógica. Novamente, bato nessa tecla. Pensamento é não é que gera um estado emocional, ele altera o estado nas nossas emoções, né? Então, onde tu estava? O que que tu sentiu? E o que que passou pela sua cabeça naquele momento? Perguntas chaves. E depois, né, e reação, comportamento do teve. Aqui, novamente, o diagrama de conceitualização cognitiva, voltando aos pontos principais. A gente preenche ele de baixo para cima. Primeiro, preenchendo cada registro de pensamento, à medida que as situações vão acontecendo em uma sessão, outra sessão, outra sessão. E a gente pode pegar esse pensamento automático numa sessão, trabalhar em situações cognitivas, pegar as pensamento automático no outra sessão e trabalhar as vantagens e desvantagens, evidências, qualquer coisa que vocês acham que faça sentido naquele momento, né? Mas igual, ao longo do tempo, a gente vai ter um padrão, uma mostra como é que aquele paciente interpreta as coisas ao longo do tempo. E vocês vão ver que os pensamentos automáticos são se repetir. Quando eles começarem se repetir, as interpretações frente sempre as mesmas, tá? Na um pouco aprofundar isso e se questionar junto com o paciente: "Da onde será que isso vem? Que percebe que tá interpretando as coisas uma maneira X?" E aí a gente vai para cá, "Como será que vê assim os outros e o mundo? Que regras tu cria para navegar nesse mundo? E que estratégias usa?" As estratégias, elas sempre foram adaptativas no passado, por isso que o paciente tem elas, né? E ninguém mais o que está de fazer algo que não dá certo, né? Isso causa sofrimento, mas no passado era a maneira como ele tinha para lidar com as situações. Se live estava situações, porque sofrer sozinha era muito difícil. Ele compensava como uma forma de ter aprovação do pai e da mãe. Ele resignado, porque ele não tinha forças de lutar contra, e era mais, era o a zona de conforto, o local dolorido, mas conhecido. Então, as estratégias no passado sempre foram adaptativas, mas o paciente está em sessão de terapia com algum grau de sofrimento, é porque alguma dessas estratégias não está bom, né? Então, a gente tem que entender da onde isso vem. Isso vem das regras e das crianças que esse paciente tem, tá bem?

Então, essa lógica, uma coisa vai encaixar na outra, né? Então, a história de vida vai dizer muito das crenças centrais, que vai dizer muito das regras que o paciente cria, que é um ser, então, que vai ser muito das estratégias que o paciente usa, né? Você, então, é a crença central: "Se eu sou um fracassado, então eu preciso compensar", por exemplo, né? Mas a gente só vai conseguir ver essa lógica assim pronta, se a gente começar a montar de baixo para cima.

Aos poucos a gente vai ter nesses elementos e vai construir neles junto com os pacientes, tá bem?

Bom, então, é como é que se navega com os pacientes? Retomando, né? Primeiro, a gente tem que vincular bem com esses pacientes, né? É empatia, é essencial. E tentar entender o diagnóstico desse paciente, né? Não foi foco desse vídeo, mas também algo importante. Entendeu o diagnóstico até a hora que eu desse paciente que tem depressão, ele tem ansiedade, ele tem algum transtorno de personalidade. E isso é importante.

E aos poucos, a gente também vai tentar, aí sim, na conceitualização cognitiva, um trabalho para todos os casos, independente do diagnóstico. Tentar ver o padrão de pensamento que esse paciente tem e o padrão de comportamento que esse paciente tem. Isso vai nos guiar para ver, então, as crenças e as estratégias compensatórias.

Com isso, a gente vai convidar o paciente a tentar ver esse padrão, perceber os pensamentos repetidos que ele tem, né? E ver a hora da um disco bem, né? Como isso faz sentido ao longo da história. Aí, a gente vai trabalhar para alterar a forma com o paciente processa esses eventos, né? Explicações alternativas ele pode ter. Então, olha, quando isso acontecer de novo, tenta identificar o pensamento que vem, tenta gerar um pensamento alternativo, tenta lembrar do que a gente conversou em sessão, né? Sobre o quanto isso representa um fracasso ou não, né? E também a forma de alterar agir diante dos eventos, né? Através de técnicas comportamentais que a gente vai trabalhar em sessão.

Disposição, seja lá o que é, né? E muito importante a relação terapêutica. Cada vez vão esse problema mais importante na terapia, né? Porque é uma relação humana, é uma relação que nós vamos dar ao paciente no sentido de suprir essas necessidades que ele não teve em algum grau. Então, se o paciente se vê como falho, defectivo, acha que vai ser abandonado, é que os relacionamentos são instáveis. Nós seremos uma base segura de relacionamento estável. Nós seremos uma voz acolhedora que vamos perdoar os pacientes pelas falhas do seu comportamento. Isso não significa que ele não tem valor. Ele vai sentir isso na nossa relação. Talvez é uma primeira vez que o paciente possa se sentir ter uma relação saudável. E isso também vai se generalizar para as outras relações.

A terapia é bacana, pessoal, porque talvez seja o único local que a pessoa, em algum grau, consegue trazer o seu interior, trazer o que ela realmente sente que pensa a seu respeito no seu íntimo, no seu eu. É como se eles muito complexos, com influências falhas. E seja o nosso parceiro, seja com nossos cuidadores, seja com nossos amigos, a gente tem muita dificuldade de saber por completo, né? De ser 100% honesto com alguém e esse alguém nos aceitar, né? Normalmente, a gente tem medo de não ser aceito. Se a gente for honesto, é muito difícil fazer esse movimento com as pessoas na nossa vida, porque as pessoas também têm suas dificuldades, seus problemas e também têm, eu não vão estar 100% focadas na gente, né? Elas também vão estar focadas nelas.

O terapeuta é uma pessoa perto, 100% focado em você, no que você pensa, no que você sente. E você, talvez, numa relação que não vai se repetir lá fora, você pode ser 100% o verdadeiro e o terapeuta vai aceitar, além de uma maneira incondicional, né? Então, essa é uma experiência bárbara, uma experiência única de ser vivenciada e te modifica por si só o padrão de como a gente enxerga as coisas. Porque no momento que eu me experimento, me coloco vulnerável pelo terapeuta e ele diz: "Eu tô aqui contigo, eu entendo, eu também tenho as minhas vulnerabilidades, eu gosto de ti assim mesmo", isso tem um peso emocional. A gente reparentalização que transforma a maneira como o paciente as coisas, né? Então, relação que era perca também é super importante.

Tá bem? Espero ter ter nos ajudado sair nessa breve explicação sobre conceitualização cognitiva. Não esqueçam de dar o like no canal, se inscreverem no canal para dar uma força, né? É para continuar produzindo esses conteúdos. Compartilhem com os colegas que acharam interessante, que estão estudando conceitualização. Coloquem dúvidas e comentários aqui, em que eu vou respondendo. É um grande prazer poder ter interagir com vocês também. Se cuidem e até a próxima.