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Trígono Connection: conheça a Tegma, uma das maiores operadoras logísticas da América Latina.

Trígono Capital1:34:31

Transcription

Olá, boa noite a todos. Bem-vindo a mais uma live do nosso Trigno Connection. Hoje temos o prazer de trazer, pela primeira vez, a Tegma, né, apresentando aqui o Evaldo Tuba, CEO; Ramon Pério, CFO e DRI também; e o Guilherme. Não é o Pedro, mas o Guilherme. Pedro teve uma indisposição, pegou uma gripe muito forte, mas o Guilherme também acompanha, né, conhece bastante a companhia e está nos ajudando aqui no chat.

Vamos focar mais na companhia, né? Sei que o pessoal gosta de fazer perguntas fora aqui do tema, né? Aí eu respondo uma coisa aqui no chat, mas vamos focar aqui na Tegma. É uma empresa há bastante tempo na bolsa, né? Já são 18 anos, mas às vezes não é tão conhecida, né? A gente queria trazer então a oportunidade para vocês conhecerem melhor a companhia e entender porque a Trígono também é acionista, né? Hoje foi até o dia de assembleia da companhia, né? Então, a gente tem assim a honra aqui de estar trazendo a companhia. Espero, Nivaldo e Ramon, não seja a primeira vez; muitas vezes, várias companhias já vieram aqui de forma continuada. Então, Nivaldo e Ramon, muito obrigado pela presença, Guilherme.

Antes da gente começar, queria até que o Nivaldo fizesse uma introdução sobre a companhia, a história da companhia; depois falasse sobre si mesmo, né, sua história; e depois o Ramon também contasse, né, quem que é o Ramon, o que que fez antes, né, quanto tempo na companhia, para conhecer os seus principais gestores, né? Então é isso. Evaldo, bem-vindo.

Muito obrigado, Werner, pela pelo convite. Uma honra estar aqui com vocês, Guilherme, para a gente poder falar um pouquinho da Tegma, falar um pouquinho da nossa trajetória, falar um pouquinho da nossa estratégia, do nosso desenvolvimento. Sou administrador de empresas, né? Estudei aqui em São Paulo, sempre com MBA na Getúlio Vargas, na área de negócios e várias especializações aí fora, dentro da área de logística. E a minha vida profissional sempre ministrando trabalho dentro da área de logística há 43 anos, aproximadamente. Qual que foi o primeiro emprego? O primeiro emprego meu foi uma empresa chamada Intercf. Ela era uma empresa estatal portuguesa, né, e que exportava produtos aqui pro Brasil, produtos NPK, produtos que misturados faziam o fertilizante. Então nós operávamos lá na região de Cubatão com os antigos misturadores e, na época, eu, com 20 anos de idade, fazendo a primeira faculdade, foi quando eu comecei nesse mundo de logística, transporte, armazenagem, e aí se deu, né, minha trajetória se deu, como eu falei, no grupo União Fabril lá de Portugal, no grupo Dreifos, um grupo muito grande de commodities, e no grupo Colúmbia, onde eu fiquei por 20 anos e fui presidente. E agora no grupo Tegma estou há 5 anos; 2 anos fui presidente da GDL, uma controlada da Tegma lá no Espírito Santo, e agora há 3 anos como presidente da Tegma aqui.

Falando um pouquinho da Tegma, como você bem disse, 55 anos de trajetória, né? Tegma foi fundada pelo Francisco Creso e pelo Fernando Esquetino no Rio de Janeiro, numa rua chamada Sinimbu. Então, quando ela começou, ela chamava-se Transportadora Sinimbu, né, que era o nome da rua. E durante 2 anos ela se prestava ao transporte de carnes, tá, vislumbrando alternativas de transporte e empreendedores que eram à época. Esse refrigerado já era refrigerado, já era refrigerado. Eles vislumbraram o transporte de veículos, numa oportunidade que tinha do transporte da GM de São Bernardo para Niterói, de São Bernardo pro Rio de Janeiro. E aí evoluíram chegando até o que é hoje. Ao longo dessa trajetória de 55 anos, algumas aquisições aconteceram, um grande merger aconteceu, associaram-se e compraram transportadoras como uma Schlter, como uma Transfer; na sequência, o grupo Axis, o grupo americano, né, e aí deu origem à Axis Sinimbook, que foi o nome da transportadora, aí sim já muito caracterizada como cegonha, que nós chamamos, né, como transportador de carro. E com a saída da Axis da sociedade e entrada do grupo Itavema e do grupo Coimex, a empresa passou a se chamar Tegma, né, que é originado do grego, aí é tecnologia em movimento, né? Essa essa é a explicação, né? Tecnologia em movimento. Crescendo bastante, atendendo as várias montadoras nacionais, né, tendo sempre como um carro chefe a GM. Ela, em 2007, abriu seu capital, então aí abriu o leque efetivamente de atendimento do transporte, mas havia necessidade de uma diversificação. Então ela passou a ter operações também de logística integrada com algumas aquisições, né, e com o desenvolvimento dentro da área química, dentro da área de linha branca. Ela teve uma grande mudança em termos de aquisição quando ela juntou-se à Silotec, uma empresa lá do Espírito Santo, e constituíram a GDL, que nós vamos ter a oportunidade de falar um pouquinho à frente. Ela teve a iniciativa também de criar uma empresa de inovação que é a TEGAP. E agora, no mais recente prazo, a Festline, que é uma empresa também de transporte, mas mais voltada ao transporte de veículos usados, né? Então essa é a trajetória da Tegma, que iniciou efetivamente como uma transportadora de veículos novos, né, e hoje é um operador logístico com uma concentração ainda bastante grande no transporte de veículos novos, mas com derivativos de logística integrada.

Perfeito. OK. Muito obrigado aí pela pela oportunidade da gente falar um pouquinho sobre sobre a nossa companhia, sobre a minha experiência. Então, junto com junto com o Nivaldo são 83 anos: 43 seus, 40 meus. Então a gente, enfim, bastante experiência. Eu passei por diversas empresas desses 40 anos; os primeiros 14 eu trabalhei na no grupo Roddia, no Brasil e na França, na área financeira, na área de fusões e aquisições. Também passei pelo setor elétrico; também participei, na época, da abertura de capital da CPFL Energia; eu trabalhava na VBC, VBC Energia. E aí com Monforte, exatamente. Eu cheguei e o Monforte estava saindo. Na verdade, Monforte foi que me levou no City Bank. Eu tava na área do corpo, né, de crédito, foi que me levou pro mercado de capitais, para corretora, né? Cside Deva estava guiando. Estou aqui, estamos aqui por causa do Monforte, provavelmente não estarei aqui se não fosse Monforte.

Exato. É, a presidente era o Marcelo Correiro, presidente da VBC Energia. Ah, e eu participei, enfim, da abertura de capital da CPFL. E depois eu, da CPFL Energia, eu passei 5 anos lá e fui trabalhar no grupo Coimex. E é importante frisar porque a minha história com a Tegma começa no grupo Coimex. Coimex é um dos grupos controladores, né, da tem cerca de 20% do capital da Tegma. E meu primeiro desafio lá como diretor de desenvolvimento de novos negócios foi participar da abertura de capital da TEG. Então, embora hoje eu esteja há 8 anos na Tegma como diretor financeiro e diretor de relação com investidores, a minha história com a TEGMA começou lá em 2006/27, quando eu, representando a Coimex, com outros sócios da, participei da abertura de capital da companhia e participei de de de comitês e da governança da companhia. Então, então são muitos anos já ligado à TEG.

Legal. Então, de certa forma, né, eu tinha envolvimento antes, né, coincidindo que o mundo gira e acabou se aproximando aqui. Chegamos aqui juntos.

Chegamos juntos, né? Eh, e assim, comentou rapidamente, né, que que Tegma faz. Então, poderia caracterizar, né, o modelo de negócio, né, que a gente chama asset lights, né? Ah, mas a Tegma tem caminhão, né? Como é que funciona a questão? Ah, mas é tudo caminhoneiro autônomo, né? Pensa não, não é, né? Só explicar pro pessoal como é que que é tecnicamente, né? Mais ou menos o tamanho da frota e quanto pertence à companhia, quanto é terceirizada, né? Acho que é bem interessante, né? Porque você vê muito na estrada, olha quanto caminhão da T1, né? Na essência, nós somos uma empresa asset light, né, dentro da da atividade de transporte de veículos novos, que são as cegonhas. Temos por volta de 100 agregados, né, ou seja, empresas exclusivas que prestam serviço para Tegma dentro de um contrato de exclusividade. Temos também por volta de 110 implementos e cavalos próprios, né, que se prestam a determinadas rotas, né, e em especial as exportações ao Mercosul. Isso no trabalho que nós fazemos do transporte de carro novo, né? E aí nós temos a nossa divisão química, né, onde nós temos por volta de 80 implementos que são silos que transportam produtos químicos, em especial a barrilha, né? É um tipo um pó branco, né, que se presta à indústria vidreira e à indústria de detergentes, né? Esses detergente é para piscina, não sei se usa ainda em piscina.

Usa em piscina? Já tem coisas melhores para piscina.

Já tem, já tem para corrigir o pH.

É exatamente. Mas a aplicabilidade dela é especialmente na indústria vidreira, ou seja, está muito atrelada à construção civil e na fabricação do detergente em pó, né? Hoje também vamos falar um pouco, né, um dos principais clientes nossos aí, o grupo Unilever, ele tem no Brasil a maior fábrica de detergente em pó do mundo, que é o Omo lá em Dairatuba. Esses implementos também são próprios, são nossos, né? E temos um ou outro sider que nós também fazemos o transporte, né? Então nós estamos falando aí, a grosso modo, de da ordem de 100 cegonhas e cavalos terceiros, né? Estamos falando da ordem de 80 a 90 cegonhas de cavalo próprio, tá? E por volta de 80 implementos, ou seja, os tanques que também são nossos. Essa é a nossa frota.

Uhum. Tá. E assim, em termos de de mercado, né, a Tegma é dentro do negócio de cegonha, né, que transporte de veículos, ela é vice-líder, né? Como é que como é que tá muito pulverizado esse mercado, assim? Como é que tá fragmentado, tá consolidação? Vamos entender um pouquinho como é que tá. A gente tem historicamente aí uma participação de mercado que vai de 25 a 27% do market share. Nós somos vice-líder, né? A gente tem no grupo SAD, o grupo mineiro, o nosso principal concorrente, vamos chamar assim, né, e que ocupa a primeira posição e ele tem um market share aí da ordem de 42%, aproximadamente, com algumas variações, né? Temos aí uma terceira e uma outra só, só é um modelo parecido com a Tegma ou mais frota própria? Um modelo bem parecido com a Tegma, muito parecido com a Tegma, tá? Aliás, grande parte dos do da atividade cegonheira é muito parecida com a Tegma, ou seja, asset light, utilizando-se carreteiros autônomos, utilizando-se empresas que têm desde uma carreta, um implemento, às vezes até 10, né, tá? E aí tem terceiro e quarto colocado, vamos chamar assim, dentro de um patamar de quase dois dígitos e o restante aí pulveriza.

Uhum. Tá. E no transporte do químico nós podemos dizer que existem três grandes transportadoras para esse tipo de de produto, né? Esse esse esse pó, essa barrilha, ela ela é carregada no tanque através da gravidade, né? Ela desce dentro do tanque e ela é descarregada através da pressurização do tanque e aí o pó sai, tá? É um é um é um implemento bastante específico. E aí nós somos três grandes no Brasil.

Legal. Se aproveitando esse gancho, né, você comentou dessa complexidade da barrilha, mas você, muita gente que está assistindo pela primeira vez, né, parece que é acha que é simples, né, o transporte de cargas. Você puder comentar um pouquinho assim sobre a complexidade, né, de transportar em longas distâncias e muitas vezes você faz parte de um caminho crítico do cliente, né? Então o cliente precisa daquele produto naquele tempo, né, para fazer gestão de estoque dele. Então acaba que você é uma parte muito importante do do business do seu do seu cliente, né?

Sem dúvida alguma. Inclusive dessa complexidade, né, imagina levar um carro para Manaus, né? Quantos dias tem hora para chegar, né? Tem navio, né? Já está tudo emendado. Primeiro que o carro não chega direto em Manaus, né? Ele tem, ele sai daqui de São Paulo, da de alguma montadora, Gravataí. Vai sair de Gravataí. Pode acontecer. É GM de Gravataí. Ele vai até Belém por rodovia. Em Belém, a cegonha é desacoplada, né, é colocada numa balsa e aí sobe o rio Amazonas durante seis dias, né? Alguma coisa assim, sobe. E depois lá em Manaus essa essa cegonha, essa carreta é acoplada novamente num cavalo nosso e a partir de lá é feita a distribuição de Manaus e grandes cidades. Então é muito complexo, né? Ou seja, você depende, vocês acompanharam tempos atrás aí a a a baixa do rio Amazonas, né, que as as barcaças não podiam circular, os contêiners não podiam circular. Então é um é um impedimento e é é muito específico. E aí, indo para sua pergunta, Guilherme, a questão do transporte do químico, a gente não faz simplesmente o transporte, no caso para esse cliente especial para nós. Nós fazemos o recebimento do navio. Esse é um produto importado que chega em Santos. Nós fazemos o recebimento da mercadoria do navio, removemos pro nosso terminal de Cubatão. Lá essa mercadoria é armazenada e ela é transferida através dos nossos caminhões silos para a planta, né, quase que num just in time. O estoque do cliente está conosco, né? Ele tem um estoque pulmão no silo de lá da ordem de 2 dias, 2 dias e meio. Então há um fluxo constante de abastecimento, né? Nós ditamos, nós temos o gerenciamento desse abastecimento da linha de produção dele. Então, tão importante quanto o transporte é você ter a rastreabilidade, a segurança, né, e todo o cuidado para que não falte mercadoria lá. E e a tanto a carga quanto a descarga, em especial a descarga, ela tem uma tecnicidade bastante sofisticada, né? Ele é assim, perigoso? Não tem periculosidade, né? Não não tem, não não é agressivo, não é nada. Tanto é que, como você bem falou, usa na piscina, não agride, não tem problema.

Então vocês têm um tipo um buffer, né, um estoque próprio, né? Isso. E aí qual assim a a frequência desses navios, né? De quando em quando que você tem que fazer esse, imagino que seja cargas enormes, né? Então não não não são vários clientes, né? São vários clientes.

Um navio vai atender todo mundo. É, um navio chega com 40.000 toneladas, 50.000 toneladas em Santos, é removido pro nosso terminal e a partir dali faz o abastecimento das várias fábricas, seja da área vidreira, seja da área de detergentes, tá? Isso fica uma área fechada, pilha.

É uma pilha, fica em armazém fechado.

Não, armazém fechado. É ele não, ele ele não gosta de umidade, né? E ele fica em galpão fechado e é carregado através de e é descarregado em basculantes que descarregam lá na pilha e é carregado com p carregadeiras que colocam em esteiras carregadoras nossas que abastecem o nosso silo.

Uhum. Berner, se você me permite, eu queria só acrescentar algumas informações sobre a questão do transporte de veículos, porque a gente falou sobre tecnologia e eu acho que é importante para quem está conhecendo a Tegma, porque a gente pensa muito no transporte simplesmente a carreta, uma vez que ela já esteja com a carga, os 11 carros normalmente. Mas o que a gente faz também é consolidar essa carga. Então, normalmente uma carreta, para que a gente possa utilizar da melhor maneira possível aquele ativo, nós recebemos de maneira geral, obviamente, mas veículos que a gente vai buscar nas montadoras, trazemos pro nosso pátio. Nós temos pátios espalhados aí pelo pelo Brasil todo. E quando a gente vai levar um carro para Manaus, no seu exemplo, para qualquer outro lugar, na maioria das vezes a gente compõe a carga com diversas marcas diferentes, porque você imagina se a a montadora decidisse ter a sua própria frota e levar só veículos da sua própria marca. Nem sempre ela ia para uma determinada localidade levar 11 veículos, ela levar três veículos, quatro veículos, rota, né? Então a gente a a importância é que a gente faz justamente essa harmonização de destinos e de embarcadores. E os nossos parceiros, né, os os carreteiros que são muito importantes para nós, para nós e nós estamos tão próximos deles como nós estamos os nossos clientes também. Toda a tecnologia que a gente usa para desenhar o melhor caminho, né, para fazer a determinar qual é o caminho que vai ser que vai ser utilizado. Você imagina um um um pátio em que você tem 10, 15.000 veículos e quando você vai numa concessionária e você vai comprar um veículo, você compra um chassi. Então a gente precisa localizar aquele chassi e encontrar aquele carro dentro do pátio. Então eu só queria aproveitar para destacar esses aspectos que eu acho que são muito importantes, porque às vezes a gente pensa: "Não, mas eles transportam veículos, mas o que que tá por trás desse transporte de veículos?", né? A gente teve, né, com Pedro também, visitamos lá o centro, né? São Bernardo. Isso, nós vimos a complexidade. Por exemplo, você vai lá, um exemplo aqui, vou Sumaré, Jundiaí, Campinas, né? Uhum. Três marcas diferentes ou quatro marcas diferentes, né? E aí aquele pátio, né, enorme, tem que pegar, localizar, e aí qual carro entra primeiro, que vai ser o último a sair? Então você tem que, né, colocar uma inteligência um a um para saber no roteiro, né? Porque não pode perder muito tempo.

Putz, nesse carro tá o primeiro lá, o primeiro tem que vai ter que tirar tudo, botar de novo, quem vai manobrar e se riscar o carro, né?

É isso mesmo. Então eu acho que a gente viu lá vocês têm um sistema, né, um um software que faz acho que nossa torre de controle ali, né? Contar como é que esse sistema, nós vimos, tem um um painel bem maior do que esse aqui, né? Real time, né? Cada caminhãozinho lá, cada cegonha andando ou não, onde está todo o controle unitário dos veículos. A partir do momento que nós recebemos a ordem de carregamento dos das determinadas montadoras, né, esse nosso sistema faz a escala, né, levando em conta a rota, roteirização que o Ramon citou, né? Quais as cidades que serão percorridas e quais as marcas que que irão compor aquela carga. Então esse sistema tem toda essa inteligência, e aí a partir desse carregamento ele faz toda uma rastreabilidade dessa carga. À medida que você deve ter visto no nosso painel lá, a nossa cegonha no Brasil inteiro andando, se mexendo, olha, entregou tal carro em tal revendedora, tal hora, tal dia, bonitinho, né? Então, eh, e ele faz de ponta a ponta e a gente tem um sistema que anda junto com ele, que é o sistema do nosso pateamento. É o que o Ramon falou, o chassi, a carteira de identidade do carro, nós sabemos exatamente a localização dele naquele pátio, né? Existe até uma otimização dos manobristas dos pátios. Qual carro ele vai buscar primeiro e qual que ele vai buscar depois, onde ele está mais perto. Existem carros de apoio circulando nos pátios que carregam os motoristas, né, que também têm um roteiro. Ó, você pega primeiro esse, depois esse, depois esse. E eles já vêm de tal forma que sobem na cegonha numa ordem que vão descer após, né? É meio que um...

Isso é o contrário, né? Ao contrário, entrou primeiro, vai sair por último.

É isso mesmo. Eu gosto de comparar a nossa indústria, de certa forma, ela é parecida, por exemplo, com um navio de contêiners. Você imagina você parar num porto e descobrir que o contêiner que você tem que entregar é o último que está lá no porão.

No porão. No nosso caso, você imagina você chegar numa concessionária e você tem que tirar quatro ou cinco carros para pegar o que está lá na ponta. Então toda essa inteligência tem que ser aplicada nos nossos sistemas.

Irmão, essa eficiência, né, essa inteligência já, né, vocês já, não sei quanto tempo tem esse sistema. Isso ainda, você consegue melhorar ainda, de repente, puxa vida, eu tenho ainda tem para melhorar, de repente eu consigo e fazer um melhor roteiro de alguma forma, né? Não sei até, às vezes você pega ter uma estrada mais longa, né? Uhum. Mas não tem congestionamento, né? Você às vezes tem menos pedágio, né? Gasta menos combustível porque não tem tanta subida e descida. Quer dizer, como é que é? Eu gosto sim, eu gosto...

Bom, primeiro eu acho que é uma boa oportunidade para dizer que a Tegma foi a primeira empresa de logística do Brasil que investiu, na época, numa aceleradora de startups. Então tecnologia é muito importante para a gente. Nós temos um braço de inovação, né, que é a TEGAP e que já investiu em diversas startups e que já fez contratos de de de prestação de serviços com outras, porque muitas vezes a a solução pode vir de quem está pensando, desculpa usar uma expressão que está meio batida agora, mas fora da caixa, né? Ou seja, que tem que que pode nos ajudar a enfrentar os nossos problemas. Isso se aplica na questão da roteirização, mas para pegar um exemplo concreto, recentemente foi o desenvolvimento de uma de um sistema justamente pro parqueamento, para você colocar, fazer a gestão do pátio e aproveitar e inclusive as viagens, como o Nivaldo estava mencionando, de quem vai deixar o carro e pegar o carro que está mais próximo. Esse sistema inclusive ganhou um prêmio, não é isso, Nivaldo? Num prêmio da da de um dos nossos clientes da da General Motors. Então sim, sempre pode ser melhorado, né? O interessante sobre a questão das rotas é que eh eh as rotas precisam ser pensadas não só por conta da questão eh de do melhor caminho ou do mais curto, mas do caminho em que você possa passar uma cegonha que tem um produto que custa R$ 100.000, R$ 150.000 e que não está embalado, né? Então você imagina um dos maiores indicadores que nós temos é o nível de avaria, né? Uma das maiores preocupações que a gente tem é entregar o produto no no estado que ele que é aberto, né? Que é aberto, não é embalado, né? Não é um baú fechado.

Exatamente. Eu eu eu eh eu acho oportuno a gente gosta muito e dá muito valor à questão da inovação tecnológica. E tem dois produtos, né, eh que nós nós nós já utilizamos, como é o detector de altura. É uma das nossas áreas de carregamento. Talvez você tenha visto lá a cegonha passa e ele diz até a altura que tem, ele checa com o roteiro que vai andar para ver se não tem viaduto, se não tem árvore, o que que tem ali para ele poder andar.

E fio, né? Isso. O outro é a questão do afrouxamento das amarras do carro, né? Esse carro na cegonha, ele sobe, ele é travado, ele é amarrado, mas essas amarras, às vezes as cintas, né, elas soltam, né? Ou ficam frouxas ou realmente arrebentam.

Pode acontecer, né? É imediatamente o motorista é alertado através do C, tem um controle eletrônico ali de cada ex, ele é alertado e a nossa torre de controle é alertada. Olha, a roda tal de tal carro de tal cegonha soltou. E aí o que que faz para... E ele vai lá e para imediatamente e tenta reparar ou vai até o primeiro posto onde nós temos postos credenciados, né? Existem cintas sobressalentes, ele tem que amarrar. E sobre isso e assim é o você tem o caminhoneiro, né, motorista, eh, mas você tem uma manobrista também, é a mesma pessoa, eh, ou tem um sempre um auxiliar, eh, se falou tem que amarrar ali. Quem, como é que é? Um, no caso do, no caso do carregamento, nós temos as pessoas especializadas que fazem e é o nosso subidor, amarrador, vamos chamar assim. São pessoas especializadas, né, que fazem isso diretamente. Quando o carro é entregue em alguma concessionária, em alguma loja, alguma coisa assim, o próprio motorista é habilitado para soltar o carro e manobrá-lo, pode sozinho. Então não pode dois, né? Vai ganhar consciência, né, de produtividade, sozinho, vai sozinho. E tanto é que quando do carregamento sempre a gente tem três, quatro subidores da mesma carreta que sobe um atrás do outro, né, até da... É muito interessante, né? Quem puder se interessar pela companhia, né, fazer uma visita, você pode contar como é que é a carreira de quem começa na Tegma aqui, como como o eh primeiro trabalho, né, e onde pode terminar, qual assim a perspectiva de evolução. Eu tenho um exemplo muito bom lá dentro, né? Um um um rapaz, ele começou como um auxiliar de pátio, passou a ser eh subidor de carro, ele precisa ser habilitado, aí passou a ser conferente, passou a ser encarregado de turno, passou a ser supervisor, coordenador, gerente, e hoje ele é um diretor eh de operações de relação com eh eh eh institucional da DLV, que é a nossa divisão de logística de veículos. Então ele fez toda uma carreira e a grande vantagem, hoje ele lida com as montadoras, ele ele vende o produto, ele operacionaliza o produto e sentiu na mão, né? Uma carreira de 25 anos lá de vida lá dentro. E e a Tegma, mas sem dúvida alguma é um celeiro, né? Nós temos muitas pessoas lá, muitos meninos que hoje eh têm cargo gerencial. É, nós vimos, né, a habilidade deles, né? Você entrar de marcha ré olhando, não usa nem olha para trás ali e tem que ser rápido, né? As mulheres são muito e digamos assim cuidadosas, mas não são tão rápidas, né? Às vezes são, mas são cuidadosas.

São cuidadosas, né? Então às vezes a mulher tem menos avaria, né? Menos avaria.

É proporcionalmente é um pouco menos. Acho que essa complexidade e criticidade da operação pro cliente, né, eh tornam vocês um parceiro essencial assim eh pros seus clientes, né? E como que vocês trabalham esse relacionamento, né? Porque...

A gente vê, pô, AGM é um cliente que você comentou desde o início da Tegma, né? Então você tem um relacionamento muito duradouro, né, com com essa montadora específica. Mas se você puder comentar também, né, de outros casos de relacionamentos grandes e como vocês fazem para reter o cliente, né, e e que eles eh vejam a importância do serviço que vocês agregam, né, para eles? Sempre buscando uma melhoria processual, sempre discutindo, né? Hoje nós temos um número limitado de montadoras no Brasil, então existe uma proximidade muito grande deles, né, eh onde os problemas são discutidos. O Ramon citou a várias, né? Nós temos reuniões constantes de análise crítica do processo, do saber o que que aconteceu, o que que pode ser melhorado. Então, eh é a proximidade, é a discussão de casos, né? No caso da cegonha, e e em caso de transporte, eh ou mesmo operações logísticas com outros clientes da mesma maneira, é buscando a inovação tecnológica, buscando melhoria de processo, né, buscando trazer mais inteligência ao processo e é claro buscando sempre uma uma otimização de custos, né, que no final das contas isso é muito importante pro cliente.

E aproveitando esse gancho, como que normalmente são os contratos? São de longo prazo, curto prazo? Qual tem mecanismos de repasse? Normalmente são de longo prazo, né? Com as montadoras são de médio e longo prazo. Eh, na indústria eh química e também da linha branca, de médio e longo prazo, em especial das montadoras, existem eh normas de gatilho, uma vez que existe uma dependência de custo eh muito próxima à variação do preço do combustível, né? Então vou te dar um exemplo: Eh, o combustível alterou para cima 10%, e dispara-se um gatilho naquela tarifa. O combustível abaixou 10%, dispara-se um gatilho a favor da montadora. Assim, esse custo, né, que é o combustível, pedágio, sei lá, refeição, é a companhia que assume o né, o a cegonha, né, o motorista. A companhia que faz o transporte, ele ganha um valor fixo mais os custos, né? Como é que é a divisão de custos, né, pelo pelo serviço? O o preço sempre é por rotas pré-determinadas, né, em função do do veículo que é transportado, né? Então nós temos o preço que nós pagamos pro nosso cegonheiro, no caso de uma de um cegonheiro não próprio, né, eh e aí nós temos o nosso market share e market share, o nosso markup, né, e montamos o nosso preço. É no caso da carga própria, do transporte próprio, aí sim tem todo o custo da depreciação do bem, o custo do combustível, o custo do salário do motorista e outros custos envolvidos, né, uma estrutura de custo normal, né?

Verner, um fato interessante que eu acho que para quem tá conhecendo a empresa também é a gente mencionar que, de maneira geral, transportar um carro com valor de R$ 60.000 ou um carro com valor de R$ 200.000 é o mesmo valor, ou seja, vai depender muito mais da distância que a gente vai levar, né, eventualmente do embarque, desembarque que possa acontecer na na metade do caminho por algum um redespacho, coisa parecida. Mas isso é interessante: você transportar um carro de um valor muito elevado a um carro de um valor, ele tá ocupando espaço, a gente tá fazendo o transporte da da mesma maneira. E também dentro do curso, né, o Nivaldo documentou sobre avarias, né, como você tem: ah, riscou, né, ou senão eh acidente acontece, né, eh roubo, não sei se se acontece também, né, mas a gente sabe que no Brasil tudo, inclusive veículos, né? 11, né, veículos você põe lá uns 150.000, você tem 2 milhões de carga ali numa numa carreta, fora o próprio caminhão. Eh, como é que é o seguro, né? A companhia tem seguros, né, cobre tudo, né, é ou a montadora que cobre? Como é que funciona essa questão de seguros? Nós nós temos os nossos seguros. Hoje, por lei, nós precisamos, o transportador, ele precisa ter o seguro da carga. Eventualmente, no passado, você decidia: ou é o próprio a própria, então a companhia que assume, negocia com as seguradoras, né?

Exatamente. Exatamente. A gente tem a pólice de seguro para pro transporte de veículos e temos uma pólice geral também de operador logístico que cobre também as outras operações da da da companhia. Aliás, já há alguns anos, além disso, a gente também tem um seguro eh de risco ambiental também para eventuais danos ambientais que a gente possa causar no transporte das nossas cargas, embora a gente não transporte produtos perigosos, como o Nivaldo já já explicou, mas você sempre pode ter um problema ambiental. Os os nossos caminhões transportam combustíveis pro seu próprio uso, né, eh e além disso ainda temos também, já há alguns anos, um seguro para riscos cibernéticos também.

Uhum. Eu acho interessante vocês comentarem da Fest Line, né? Então, se puder comentar um pouquinho, né, eh é um business que é muito importante, você sempre rodar com cargas cheias, né, rotas bem adensadas. Eh, como que vocês estão posicionados nesse mercado de veículos usados, né? É recente, vocês têm sido mais vocais em em falar, comentar desse mercado, né, nas últimas teleconferências? Então, se puder comentar um pouquinho o posicionamento de vocês, o que que vocês enxergam desse mercado? É no ano passado nós adquirimos 17% de um de um sócio que nós tínhamos na Festline. Então, hoje a Festline ela é 100% controlada pela TEGMA, né? Ela se presta exclusivamente ao transporte de veículos usados e motos. Vou explicar um pouquinho esse transporte de motos, né, eh e para ilustrar o o movimento de carro usado no Brasil, ele é da ordem de cinco a seis vezes o movimento do carro zero. Então, daí você já vê a a o horizonte do possibilidade de crescimento, mas ainda assim é uma operação extremamente informal, e eu vou exemplificar o porquê: nela atuam os guincheiros, as plataformas, aquelas cegonhas que não são uma transportadora com uma configuração eh eh extremamente formalizada, né? Então há muito que se fazer em termos tecnológicos, em termos de governança nesse mercado. Eh, é um mercado que tem margens ainda não como as do carro zero, mas estamos caminhando para isso, né? Estamos confiantes de que é um mercado bastante promissor. Eh, o nosso cliente, diferente do carro zero, em que o nosso cliente é a revendedora, é a montadora, lá o nosso cliente são leiloeiros, instituições financeiras, locadoras, né? É um público diferente também. E aí eu, quando eu falei de moto, existe um um um modal transportador que eh motos de baixo valor agregado que entram no Brasil, motos utilizadas aí no transporte urbano, Manaus via Manaus via Manaus, essas motos vêm eh semidesmontadas da Índia, né? São montadas em Manaus e de Manaus são transportadas pro mercado consumidor que é o eixo Rio São Paulo Minas Gerais, né? E a gente traz isso em cegonhas, né, devidamente eh amarradas da parte do baixo. São as mesmas que vão normalmente. Sim, você consegue adaptar. Ela vem amarrada embaixo, né? Vêm 80 motos embaixo. São motos pequenas, né? Tá? Então é uma é uma é um é um transporte que vem vem crescendo também, tá? Agora o nosso principal negócio é o transporte de usado aqui nas nas áreas urbanas e nas movimentações das locadoras, eh tendo em vista as sazonalidades eh do Brasil, né, né? Por exemplo, carnaval, você precisa de carro no Rio de Janeiro e na Bahia, tira do Sul e leva para lá. É de férias, vai pro Nordeste, nordeste no frio, vai para a Serra Gaúcha, vai para Porto Alegre, né? E assim vai. E aí é um transporte de carro usado, né, eh e agregado a isso a gente tem uma prestação de serviço que era uma grande preocupação das locadoras, que é você fazer a higienização desse carro, você fazer pequenos reparos e até deixá-los preparados para a venda, né? Hoje as locadoras do carro tem 30.000 km, 40.000 km, vai embora, vai para a venda. Se você pegar um Toyota, ninguém quer alugar um Toyota que é um carro, vamos dizer assim, de de nível de locação mais quase classe A, ninguém quer um Toyota com 40.000 km para lugar. Você quer um Toyota de 8.000. Então esse Toyota de 20.000 km, que é muito comum nos nossos pátios, ele passa por um recondicionamento, por uma limpeza, um um martelinho de ouro, e a gente faz. E esse não é o core business da locadora e é um core business nosso, né? A gente otimiza as nossas áreas espalhadas pelo Brasil, como o Ramon falou, nós temos mais de 20 unidades ao longo do Brasil, eh com pátios e com estrutura para fazer isso.

Legal. Vocês estão observando assim algum movimento maior de comércio entre estados, por exemplo? Eu não sei se até agora placa, se não consigo identificar antes. Ah, o cara não vou comprar um carro do litoral, né, placa de Fortaleza, Salvador, por causa de maresia. Então você tem, você não sabe onde o carro é, Brasil, né? As placas novas, mas você pode ter, por exemplo, picap, né? Mercado interior lá, região Centro-Oeste que demanda muito. E aqui a picap, né, é um carro urbano e estão com muito pouca quilometragem. Só que a pessoa que tem uma picap aqui quer sempre trocar uma SUV lá, uma Hilux, né? Eu quero uma mais nova, só que tá com 20.000 km, 20.000, 1000 km é zero lá para quem roda 400.000. Então existe essa, o cor, não, essa região gosta mais do branco, aquela gosta mais do vermelho. Você tem essa regionalização, né, de preferências e de modelos também. Aí você começa, é o seu exemplo do Centro é bem bem importante, né, eh picaps e eh efetivamente você pega as as Fords, pega essas RAM, todas estão indo migração, centroquinho aqui e vai falar agora de maneira relevante no usado. A gente nota uma uma vinda de carros eh do do Nordeste para cá, de baixo valor agregado para venda aqui, e uma ida para o Nordeste e Norte de alto valor agregado para venda lá. E quando eu te falo de carro de alto valor agregado brasileiro, eu tô chamando um cor, um ônix lá de para cá, vem de aqui.

Isso. Isso. Agora é um movimento assim velho que a gente não tem essa essa essa fineza, né, de de particularidade de detectar da picap. Sim, picap é relevante. E o até, né, vocês estão muito próximo, né, do mercado, né, eh então quase no início, né, trás da montadora, vai pro pátio. Eh, o acho que chamo, né, em inglês o leading indicators, né, por exemplo, e eh o usado ele é um leading pro novo, quer dizer, começa a ter um movimento maior no usado, isso vai disparar a maior demanda por novo, e aí vai disparar mais o teu negócio. Consegue antecipar de repente algum movimento assim de usado, ele vai eh logicamente quem vende o usado às vezes quer comprar o novo, né? Então você começa a ter muito comércio usado por gente que quer comprar o novo, né? Vocês têm alguma relação? Olha o que eu posso comentar a respeito, o que me ocorre comentar, e o Nivaldo pode completar depois, se lhe ocorreu alguma coisa, mas é o seguinte: eh a gente tem sentido um uma movimento no mercado de veículos novos de aumento do valor daquele veículo de entrada. Então, em muitos casos, o veículo de entrada virou um carro usado. E quando o Nivaldo fala sobre a relação de venda, né, o múltiplo de venda dos veículos eh eh usados em relação aos novos, né, o que a gente tem sentido é um é um aumento. Ou seja, esse mercado que já foi quatro vezes maior, hoje tá tendendo mais a ser seis vezes maior, né, eh então essa essa é uma percepção que a gente tem em relação ao que está acontecendo com ele, comeu o novo e ele comeu um pouco a entrada do básico daquele que antigamente a gente conhecia, aquele sem acessórios, sem qualquer acessório, até por até por questões hoje de segurança, de de normas de segurança, você é obrigado a ter um carro que ele já vem completo, no sentido de que o que no passado e uma um ABS poderia ser um um acessório, hoje não é mais um acessório, é um airbag ou coisa parecida. Então ele acabou elevando o preço, o preço dele e fazendo com que o veículo de eh usado virasse o antigo entrada novo, né? Não sei se tem algum comentário com relação a isso, mas esse é o sentimento que a gente tem.

A gente explica, né, o colhimento do nosso mercado, logicamente o carro zero ficou mais caro, né, talvez os juros, né, é eh inibe, né, você financiar, e aí combina um monte de coisa, né? Você não sabe exatamente se é juros, se é essa questão do carro, né, o valor unitário, e também a história, né, de ter um carro mais pé de boi, né, que se chama assim, boi. Eu eu ia falar essa, mas se eu entregar muito a idade, né, eu ia falar justamente o pé de boi. Então assim, eu prefiro um Corolla com 3 anos do que comprar um zero, né, que não tem nada, meio pelado, que peladinho, ele já vem com várias coisas, né? Mas você tem um um carro, né, que já tem eh eh digamos acessórios, né, de fábrica que não não são aqueles que você coloca, mas no nível melhor do que um de fábrica.

É verdade. Eu acho que é interessante pegar esse gancho e e enfatizar essa questão do nosso interesse de crescer no no no mercado de veículos usados, né, porque como o Nivaldo bem pontuou, né, se você acompanhar, né, quem tiver interessado em conhecer aí o histórico da TEG em pegar as nossas demonstrações financeiras, apresentações de resultado, você vai encontrar uma certa estabilidade em termos de market share. Então a gente cresce, né, o nosso market share ali por volta de 24, 25, já chegou a 27, como já falou, mas ele é mais ou menos estável, então a gente cresce e decresce com o mercado. Mas quando você olha pro potencial que a gente tem de operações no mercado de usados, esse mercado, à medida que ele for se eh for, vou dizer, formalizando, na falta de uma outra palavra, enfim, eh você, por exemplo, passar como a gente percebe que acontece em mercados mais desenvolvidos como os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, você passar a vender o seu usado não no um a um, né, ou seja, para um outro particular, mas através de web motors, né, através de de leilões ou de web motors, a gente vai ter uma capacidade, a gente tá pronto para atender essa capacidade de movimentação desses veículos, né? Então a gente vai usar o expertise que a gente tem para esse mercado que é o mercado maduro, vamos chamar assim, que a gente tem uma estabilidade de market share, tem resultados resilientes, mas tem um potencial de crescimento muito grande no setor de de usados. É meio até contracíclico, né? Se você cai muito a venda do novo, estímulo, né, usado vai pensar.

Isso explica, né, a compra dos 17% da Festline também. Essa vocês estão vendo uma um potencial. Explica, a gente viu nesse nessa eh desde o início da sociedade havia a previsibilidade dessa aquisição a partir de um determinado período, né? Então, e isso foi um cumprimento de um de um acordo inicial, mas também porque nós acreditamos no negócio e entendemos que a Tegma eh estando sozinha, né, ela vai poder fazer os aportes necessários no sentido de estruturação, de melhoria de processo, principalmente de melhoria tecnológica, né, eh que vai de encontro a a informalidade citada aí pelo Ramon, né, eh eh você comentou no início, né, que eu perguntei do mercado dos concorrentes, né? Tão somando primeiro, segundo, mais ou menos 70% do mercado, 6 volta disso, por volta disso. Quando a gente olha lá, ó, quem conhece moporter, então assim, puxa a vida, mercado, né? Dado o resultado, eu não sei se a outra companhia assada é público, né? Então assim, puxa vida, na tag é um negócio bastante rentável, né? Pagar dividendos, quero entrar também, né? Porque assim, logicamente sempre tem a. Só que aí explicar um pouquinho, mas não é tão simples assim, n ah parece que é simples, né? A barreira de entrada que que impede que entre alguém e queira uma parte do seu mercado? Qual que é essa grande barreira de entrada? Equipamentos.

Uhum. Né? Você eh eh tem um investimento grande em equipamentos, caso ele queira entrar, né, eh eh hoje a frota está teoricamente eh ocupada, vamos chamar assim, né, eh você tem a barreira de entrada dos contratos com as montadoras já existentes. Difícil furar, entrar. Eh, esses contratos são de longo prazo, né? Eles são eh eh existem garantias de de performance e tudo mais. Então, eh existem essas barreiras no caso das da do transporte de veículos. No caso do transporte de químico, existe toda uma especificidade do silo. Então você tem também a parte de investimento no equipamento, né? É é feito aqui, esses silos, é feito aqui no Brasil.

É feito aqui no Brasil. Sim. São eles são de ácido, carbono, alumínio, né? São feitos aqui no no Sul ou em Minas Gerais. Existem cinco, seis provedores grandes aí. Eh, e no caso da linha branca, onde temos a especialidade das embalagens, aí sim existe toda uma expertise, todo um processo de controle dessas embalagens. E mais do que isso, né, eh a TEGMA suporta o estoque de embalagens, ou seja, ela faz o aporte financeiro, né? Então é uma barreira de entrada bastante grande.

Hum. Eh, perguntar pro Ramon, até aproveitando o gancho que a gente comentou da alta de juros, né, eh com essa alta vertiginosa que teve nos últimos anos, né? Acho que o mercado até esperava que o mercado de automotivo sofresse um pouco mais. Ele se manteve até de certa forma robusto, né? O que vocês atribuem a isso? Como vocês enxergaram esse movimento, né? Assim, a gente tá indo agora para ajuda de quase 15% ao ano, e a gente ainda continua com números bons de vendas de veículos seminovos, usados, eh leves, né? 15, assim, sei que você financeira que é 27, 28, não sei se 295, quase 30%, quase 30%. Mas eh bom, sem querer eh dizer qual é a a verdade absoluta sobre isso, até porque a gente não tem certeza, mas tem um um componente importante que pode explicar porque mesmo com essa elevação de de de juros a gente continua tendo, por exemplo, eh uma baixa inadimplência, né, e e e as e as e as as empresas que as instituições que financiam continuam eh concedendo o crédito e mantendo o prazo. Primeiro, a a questão de que existe um novo marco das garantias que possibilita a retomada do do do bem de uma maneira mais mais rápida, né? As taxas de juros, embora elevadas, o financiamento de veículos é uma das mais baixas entre os as taxas de financiamento pela garantia, né? Então isso isso de fato eh eh ajuda a manter esse mercado aquecido. De qualquer forma, esse é um leading indicator para nós eh em termos de acompanhamento de mercado, ou seja, eh a gente tá sempre acompanhando o quanto isso pode influenciar na na demanda por novos eh por novos veículos. E ainda tem muito aquela coisa de a prestação caber dentro da sua da da pro consumidor final, a prestação caber dentro da do seu do seu salário, dentro da, e isso ainda ainda tá funcionando. Isso, o mercado ainda tá bastante eh eh aquecido e baseado nessa no financiamento de de veículos, né? Legal.

Eh, Ron, eh questão do da prestação, né, o marco de garantias, né, que você se cabe no bolso. Eh, eu não sei quanto próximo vocês estão no mercado, vocês estão vendo um alongamento, porque assim, já foi 60 meses, aí voltou para 36, né? Se é até eu um indicador, não li indicate, ó, quando começa a aumentar o prazo, né? Então os bancos começam a sentir mais seguros que a economia, né? Quando reduz o prazo, eu tô com medo que a economia dete uma percepção de como é que tá isso aqui, não tem uma certa estabilidade com relação ao. Hoje, que que é o prazo médio? Prazo acho que cerca de 35 a a 40 meses aproximadamente, tá, eh e o principal indicador que a gente tem acompanhado é a questão deada de imprensa, porque a primeira luz amarela que a que acende dizendo que você pode ter uma restrição, uma redução de de de prazo, né? Então sim, a gente acompanha de de perto isso.

Vou pegar a pergunta do chat aqui, né? Então o Hernand Siqueira pergunta assim: "Tegma já paga dividendos?" Então, assim, não acompanha. Gostaria que explicasse um pouquinho como é a política de dividendos, né? Esse ano como é que que passou só para dar uma ideia, né, do ILD, e se a gente pode esperar, né, uma continuidade dessa política, né, nesses níveis.

Sim. Bom, a empresa tem, é importante que eh quem tá conhecendo a empresa agora saiba que ela tem uma política indicativa, né, de de um payout de 50%, tá. Eh, a gente, como já foi, nós tentamos explicar aqui um pouco, a empresa é uma empresa que no seu principal negócio é a setlight, tem uma baixa eh alavancagem operacional, né? Por isso gera muito caixa, e a gente tem um histórico recente de um de payout entre 70 e 80%, tá. Eh, obviamente tem determinados negócios que requerem algum investimento. Esse ano a gente tá com um investimento um pouco mais elevado. Eh, a gente falou aqui sobre diferenciais eh competitivos no no na parte do transporte de veículos, né? Eu acho que ter pátios bem posicionados ao ao próximo das montadoras e dos mercados é algo importante também. Boa parte desses pátios são alugados, mas boa parte, acho que eu diria hoje que cerca de metade deles são são próprios também, então a gente também faz eh investimentos nessa área. Então, eh sim, a empresa é reconhecida como uma boa pagadora de de dividendos, né, e eh a gente vai ajustando o nosso payout à medida da necessidade de eh de de mais investimentos ou eventuais movimentações de crescimento inorgânico que podem acontecer ao longo do do tempo. Então, para quem não conhece a companhia, né, qual o valor de mercado hoje, né, eh e qual foi os dividendos dos últimos 12 meses para gente ter uma ideia, né, do que seria o né, o é sobre um ano atrás, né, praticamente ação valorizou. Se a gente pegar o preso de hoje, o Yild caiu, mas olhando para trás, qual teria sido o para quem investiu o ano passado, como é que tava? É o último cálculo do valor, tá, tava em torno de 2.3 bi de reais. Precisa ver aí como é que fechou o mercado. A gente pagou o ano passado, a gente teve 270 milhões de lucro líquido, e a gente teve um payout de 66%, 67%. Então 270 dividendos. Quanto que dá isso aqui? Então a gente pagou 67%, 50, 160 milhões, sub 2300, uns 8% mais ou menos, daria hoje, né? Então, eh hoje tivemos aqui mais cedo, né, meu sócio Fred, eu a gente comentou a nossa palavra do gestor, né, desse mês, quem quiser entrar no nosso site lá que era o que explica a valorização das ações de longo prazo. A gente pegou, né, os últimos 5 e 10 anos, as empresas, as c e tantas empresas que mais valorizaram e chegamos à conclusão que o ROI, né, é um fator muito importante, dividendos outro fator importante, né, e o crescimento às vezes não tão importante. Quando o é feito um bom investimento que vai ser traduzido num bom roik, aí ele é importante. Quando você faz mau investimento com ROIK baixo, destrói capital. Às vezes o custo de investimento retorno maior do que o custo financeiro, né? Então, eh e o terceiro, né, depois eu queria que Nivaldo, Ramon comentasse que nosso é nossas três vértices que é o SG ou G. Então, entendendo da companhia, eh se vocês eh como é que vocês avaliam essa questão do ROIK, né? Puxa vida, eu tenho um capital disponível, não tô gerando caixa, que que eu faço? Pago mais dividendos, vou fazer uma aquisição, amplio minha frota própria, né, ou novo negócio e o crescimento, né, já que a gente depende no mercado de veículos, né, basicamente não é um mercado acelerado, né? Ele vai crescendo um pouco, mas que que tem oportunidade de crescimento pra companhia, né, além dos próprios negócios que já existem, de repente, né, são outros novos negócios que a companhia, experiência aí do novos negócios.

Vamos lá, bastante coisa, coisa, vamos por parte. Vamos lá, vamos vamos falar do do ESG, né, dividendos, né, já explicou. Então vamos lá. Isso. A gente fala do ESG um pouquinho. Existe uma eh uma grande preocupação, uma grande atenção a esse tema, né? Nós estruturamos de maneira bastante adequada essa área já há 3 anos atrás, e ela vem um processo muito dinâmico de estruturação. Obviamente que eu não preciso falar da governança. Nós seguimos os ditames eh eh da CVM, né? Então temos eh eh isso totalmente estruturado. A parte social, Werner, hoje nós somos 2.000 colaboradores diretos, né, eh e mais 100 carreteiros que são empresas que nos prestam serviços, né, eh e mais uma gama de terceirizados. E esses 2000 colaboradores diretos estão alocados aí ao longo do Brasil. Então nós nós convivemos com eh diversidades culturais, diversidades sociais muito grandes, desde o Rio Grande do Sul até o Amazonas, né? Então existe uma preocupação da Tegma, né, eh no sentido de prover eh as localidades com cultura, com educação e com saúde, né? Então nós temos muitas atividades nesse sentido, sejam elas incentivadas através de de de aproveitamento tributário nosso, sejam elas através de aporte direto da TEG. Então é uma preocupação muito grande da nossa área de RH, que o S, né, que quase ninguém fala, né? Só e e o S fica que né, a sociedade somos nós, que é talvez o mais importante, mas o é o que vem na frente.

Exatamente. Exatamente. E e o nossa nossa família Tegma que eu gosto muito sempre de falar, eh nós temos pessoas muito humildes, pessoas do interior do Brasil e que a gente tem que cuidar, né, eh

Na questão ambiental, é: nós não somos uma fábrica poluidora, mas nós temos um caminhão movido a diesel, né, que exala CO2. Tá. Então nós temos testes; temos a evolução de trabalhos no sentido de buscar a a a convergência desses caminhões a combustível, né, por um biodiesel, por um gás, né. É uma conta difícil, não só ela por si só, não só ela absoluta, mas a conta da infraestrutura das rodovias do Brasil, abastecimento, né? Abastecimento biometano; você não tem onde abastecer. Temos essa preocupação; temos um plano aí de 5 anos que vai desde os nossos carros que nós utilizamos, né, para que sejam especificamente com com álcool ou elétricos, né, até chegar na ponta das 15 carretas, né. O que eu te digo é uma preocupação constante, né, do conselho de administração, minha, do Ramon, de toda a direção da companhia, de tratar o assunto.

Uhum.

Planos de crescimento, né? A gente sempre fala que a indústria automobilística cresce uma vez e meia, desculpe, uma vez e meia o PIB, 1,6 o PIB, né. No primeiro trimestre de 25, as vendas de automóveis cresceram 7% em relação ao primeiro trimestre de 24. Ou seja, foi muito maior; ou seja, foi um um movimento muito grande com esse jurão aí, com esse jurão, nem a Anfavea imaginava isso, né. Achamos que foi um um desvio que bom, né, fôlego positivo. Não quer dizer que a Tegma cresceu tudo isso, porque existe variáveis aí de rotas, variáveis de mix de marcas e tudo mais, né. Mas nós sempre trabalhamos com esse com esse horizonte, né, do crescimento de uma vez e meia o PIB do Brasil como crescimento da indústria como um todo.

No crescimento da nossa área química, é o crescimento do detergente, o crescimento, eh, aí assim é muito orgânico, né? É o crescimento da população, tá, e o crescimento atrelado à construção civil. E a gente tem notado que a construção civil, apesar de estar no melhorando um pouquinho, porque construção por é o vidro, ah, por causa do ah, da barrilha, é da barrilha do vidro. Isso. Ela tá muito mais voltada a um desenvolvimento muito maior da construção civil de, eh, pesada, vamos chamar assim, das infraestruturas de pontes, estradas e tudo mais. E aí o vidro não é o não é onde onde mexe, não enxove, mas tem vidro, né? Não tem.

E o terceiro ponto, eh, vamos chamar assim, é a indústria de embalagens, né, onde nós tratamos na linha branca, né, e ela está com alguma dificuldade em função desse juro alto em cima do que o Ramon falou: o brasileiro compra o bem em função do valor da prestação, então não está trocando a geladeira com tanta facilidade como trocava. Explicar melhor, né? Quem não conhece, não o que que tem a ver com gel, transporte, veículos, né, que tem a ver com geladeira? Eh, é é uma divisão nossa de logística, né, em que nós temos um processo de controle de embalagens da fábrica da Electrolux. Isso é público, tá. A Electrolux, ela recebia na linha de produção dela por volta de 200 e poucos tipos de embalagens com as peças que faziam a montagem da geladeira, da máquina de lavar, do ar condicionado. Nós fizemos um trabalho e reduzimos esse número de embalagens para algo por volta de 20 padronizadas. Então nós levamos essa embalagem, pro as caixas, os caixas plásticas, é tipo um contêinerzinho ali para isso.

Minhas partes que vão ser utilizadas para montagem.

Aham.

Aí nós levamos essas caixas vazias nos fornecedores da Electrolux. Outro caminhão. É um baú, é um caminhão. É um cider. Um cider. É como uma Milky Run, né? Isso é um Milky Run. Nós deixamos a embalagem vazia e depois recolhemos a cheia e fazemos o abastecimento de linha. São 100 fornecedores aproximadamente, né? 100 fornecedores. Essas embalagens são ativos da Tegma. Nós compramos a embalagem, depreciamos o valor, você, nós compramos a embalagem, ou seja.

Sim, mas vocês que fizeram o desenho da embalagem.

Sim.

Sim, sim. Resolvemos o problema da da do nosso cliente de embalagens da diversidade. Você imagina numa linha de produção chegar, isso é tudo plástico. Caixa é plástico. Tudo plástico. Tudo plástico.

Uhum.

Tudo plástico. Então essa é uma é uma especialidade. Esse esse que eu te falei que é um contrato cuja barreira de entrada ela é bastante é forte. E você falou geladeira, né? Gelador, freezer, ar condicionado também. Quer dizer, uma das fábricas dele também. É porque esse mercado cresceu bastante, né? No final do ano passado foi o que mais cresceu. E aí tem um mercado potencial de novos negócios dentro dessa, a gente tem, eh, outras empresas que fabricam esse tipo de produto e que nós temos atuação, né, no sentido de levar essa tecnologia, levar esse processo a eles também.

Uhum.

Tá. Eh, eu acho que vale a pena a gente falar um pouquinho também da GDL, a nossa controlada lá de Vitória, que é uma área alfandegada, né, e que ela tem uma logística de veículos muito interessante. Hoje o estado do Espírito Santo é o principal estado que recebe veículos importados do Brasil, né. Tome como exemplo aí nos últimos anos a entrada dos veículos chineses, né? Entraram grande parte por lá. Esses veículos são removidos para a nossa unidade. Lá eles são armazenados e a partir de lá são distribuídos para o Brasil. E é lá e Suape, né, são os dois portos.

É, é, é.

Principalmente Vitória. Vitória. Depois Itajaí e depois Suape. É são os três principais polos de entrada do Brasil. Mas Vitória é o principal, tá. Então a gente tem na GDL lá essa logística de veículos e também a logística geral, né? Toda a carga importada que entra através do estado do Espírito Santo, remove para esse terminal nosso. Lá é feita a nacionalização e a distribuição. Até aproveitando esse gancho, a gente tem visto as montadoras chinesas, né, os híbridos, os elétricos entrando muito forte no Brasil, né? A gente vê diversas manchetes aí e de quando o navio chega, né, no Brasil e é até alguma lotação em alguns postos de de armazenamento. Então, eh, como que esse efeito a Tegma é uma oportunidade para ela, eh, como que ela se beneficia disso, se você puder comentar um pouquinho.

Sim, vamos lá. Eh, em especial no estado do Espírito Santo, quem faz a operação de pátio é a GDL, que é uma controlada da Tegma. Nós somos um acionista lá com 50%. Então, sem dúvida alguma, foi uma oportunidade, está sendo uma oportunidade e continuará sendo, né? Tanto é que nós tivemos que alugar pátios novos, alugar novas áreas para poder acondicionar esses carros, né. Os navios, eh, os chamados roros que trazem esses veículos estão cada vez maiores, né? Você ter ideia, haverá uma operação agora do próximo navio da BioID, que também é pública, né, chegando da ordem de 7.500 veículos nos próximos dias. Então você imagina chegar a 7.500 carros de uma vez só num porto, quanto tempo para descarregar isso aí? Dois dias é rápido até. 7.500 carros rápido, ele é rápido. E aí os mandobriças, quer dizer, e os mandobristas pegam de dentro do do navio, leva, boca da cegonha, a cegonha, a gente sobe.

Aham.

Então toda a operação dentro do navio já faz parte da GDL.

Não, não, não, não. Aí é o pessoal do Porto.

Ah, é o pessoal do Porto. Ele tira do navio e põe no porto. Põe no pátio. Aí ele põe num pátio na, e nós colocamos em cima da cegonha. Aí, aí é nossa.

E esse pátio de armazenamento que você comentou é é de vocês e da GDL?

Da GDL.

GDL.

No caso GDL.

No caso do Espírito Santo. Aí em Suape é nosso, Tegma. E lá em Itajaí, na verdade, eh, eh, tem mais de um lugar lá em Santa Catarina também é da Tegma.

Legal.

E aí, ô Ramon, assim, por favor. Vocês, além de fazer o transporte, né, vocês têm, eh, empresa de ficaram armazenando veículos, né? Quase que alugando o espaço ali, eh, e quanto, digamos, menos vender, chegou 75.500, então vou demorar 4 meses para, né, transportar. É relevante esse aluguel, né, a manutenção no pátio? Ou exige alguma manutenção, tem que lavar de vez em quando ou não? Fica ali no tempo. Como é que é? Fica, fica, fica no tempo.

É sim. É, é relevante. Mas, eh, você falou alguma agora há pouco, a gente tá falando sobre alguma coisa contracíclica, né? Então, e essa essa questão da receita que vem da armazenagem de veículos, ela é um pouco contracíclica no sentido que se você tem uma montadora que não tá performando bem do ponto de vista de venda dos seus veículos, a gente tá transportando menos. Se essa é uma montadora importante pra gente. Por outro lado, a gente tá conseguindo, eh, receber mais pela armazenagem. Ah, o ideal para nós, na verdade, é que a montadora venda bem, que a gente transporte e que a gente cobre um pedaço pela pela armazenagem. Mas, eh, isso compensa de certa forma a a a situação de algumas montadoras que podem não estar performando bem. E é interessante também é para dois dois aspectos só que eu queria rapidamente destacar para quem tá conhecendo a Tegma também e entendendo porque a gente já falou aqui de falou de distância média, a gente já falou sobre transportar um veículo de um valor menor ou maior, a receita é mais ou menos a mesma. É legal a pessoa entender também o seguinte: a embora a Tegma tenha 24 ou 25% de de market share, tem montadoras que ela tem uma participação maior naquela montadora. Então, se eu transportar mais para aquela montadora, se aquela montadora se performar melhor do mercado, eu vou ir melhor também. E tem regiões do país, a gente transporta pro Brasil inteiro, mas tem regiões do Brasil como, por exemplo, o sul do país, como o norte do país. Se você tem uma um crescimento, o negócio agora, né, exatamente diferenciado, você tem também um impacto sobre sobre os nossos os nossos negócios, né? E Nivaldo, a gente, você comentou, né? A gente começou a falar do dividendos com Ramon, você comentou, né, a questão do, né, todação social aí faltou o RO, né? Queria falar um pouco sobre assim, então se puder dizer qual que é o RO calculado, né, e se vocês têm um objetivo, né? Puxa a vida dá para melhorar, né? Ainda eu tenho como melhorar, né? O nosso conceito do IVA, fazer o ROIC melhor. Como é que é? Então, o que eu que eu posso falar a respeito disso, tá? Nenhum investimento nosso é feito sem a gente, eh, sem que esse investimento, sem que esse projeto, nenhum projeto, nenhuma proposta é apresentada para os nossos clientes sem que a gente faça uma análise, eh, do retorno sobre o capital empregado. Quando a gente fala do capital empregado, a gente não tá falando só do equipamento que eu vou comprar ou da, vai inclusive do capital de giro que eu vou utilizar naquele naquele projeto. A gente tem um cálculo do nosso capital médio, o custo de capital médio ponderado, tá, da da Tegma. Ah, quem tá conhecendo a empresa agora pode pegar relatório de analistas e vai ver que ele varia entre 14 a 15%, né? Obviamente esse esse esse custo de capital próprio ele é ele é ajustado, eh, à medida que você tem flutuações na na taxa de juros principalmente de longo prazo, no beta das nossas ações, enfim. Eh, nós fazemos o nosso próprio cálculo, a gente não divulga exatamente o nosso o nosso, mas gera em torno do que os analistas, eh, eh, eh, apresentam. E quando a gente vai fazer um projeto, a gente exige que a gente tenha um retorno sobre o capital empregado que seja superior ao custo médio ponderado do nosso capital para que a gente possa criar valor, que se a gente tivesse fazendo um projeto que rendesse exatamente o WACC, eu estaria, eh, remunerando adequadamente as minhas fontes de capital, mas eu não estaria criando valor para a companhia, como eu imagino que vocês já devem ter falado muitas vezes. Ainda tendo o risco de não remunerar, de repente dá uma recessão e aqui remunera hoje, mas amanhã você não sabe se remunera. Então o que eu posso dizer é isso: é garantir que todos os nossos projetos têm uma análise e a gente tem uma disciplina de de utilização de capital muito grande. Eu até diria, iria além. Você falou sobre crescimento, né? Talvez talvez a gente não olhando historicamente você não encontre um crescimento muito grande porque a nossa disciplina de capital é tão grande que a gente só aprova projetos que realmente são muito bons para gerar capital, para gerar criar valor pros acionistas. Então, e aí até de novo fazer o marque do nosso gestor, né? Então a gente mostra lá, exemplo na PR, né, que é a Petro, ant Petril, que não pagou nada de dividendos, mas ela investe muito bem, ela tem um retorno excelente, né? Tem um melhores ROIC e foi a ação que mais valorizou os últimos 10 anos. Aí você tem empresa do mesmo setor, a Petrobras, né?

Uhum.

Que talvez porque não não tenha oportunidade de novos grandes investimentos, né? Os os campos maduros, ela paga dividendos muito mais dividendos. E no fim a Petrobras tá entre as cinco melhores, né? Valorização, a Roy, a PRI, o primeiro. Agora queria destacar aqui, eh, a Weg, então a Weg sempre foi tida com cara. Agora o mercado já que fal bita, né? Isso aí pra gente esse conceito aqui é totalmente furado, não, ela tá 20 vezes, n absurdo pagar 30 vezes o lucro, só que a Weg cresce, né? Olha o crescimento da Weg, ela tem um ROIC muito bom, portanto mostra que ela cresce com uma boa, eh, disciplina de capital, né? Eu investi em bons projetos, por aquisições orgânico, né, e paga menos dividendos e não tem dívida, né? Tem caixa, lei. Então assim, então não quer dizer que quem cresce valorizar mais ou quem paga dividendos melhor, que a questão é você combinar a questão do crescimento, né, do ROIC e dos dividendos, né? Porque às vezes o dinheiro tá sobrando, o dinheiro a gente fala, dinheiro na mão é vendal, venda na mão, né? Ah, vou fazer aquisição, vou comprar, eu não sei o que fazer com dinheiro, né? Então, entre você fazer uma aquisição, investir no seu negócio que às vezes é difícil, né? Não consigo mais ganhar uma casare ou pagar dividendos, né? Aí a gente entra sempre fala: é muito importante o conselho de administração, né? Que o conselho às vezes vai guiar, porque os executivos ele tem sempre o viés do crescimento, né? Eu quero crescer, quero fazer aquisição. O acionista, eu tenho, ah, eu quero mais dividendos, né? Mas quem que vai fazer essa, digamos, eh, essa moderação, né? Mais crescimento, mais, eh, dividendos, né? E como remunerar melhor o capital do acionista, que no fim o que interessa é o acionista ser bem remunerado, né, de uma forma adequada. Então assim, interessante que a companhia tem essa essa visão, e muitas companhias, né? Eu digo assim, não tem essa visão. Ebtida, né? Remuneração, não sei, né? No caso de vocês, o bônus, né? O bônus é o Ebtida, não é mais Ebtida, né? Ó, o dólar subiu, cara. Tá vendo? Olha meio bífido, né? Então assim, tem nada a ver com, né? Então interessante, eu falar, não, você tem que avaliar os conselhos, né, através do retorno de capital, né? E aí os executivos têm um papel importante é que você tem todo o equilíbrio dessas variáveis que você citou, sem dúvida alguma.

Humhum.

É a Tegma inclusive, né, Werner, é uma das poucas empresas listadas que divulgam o IVA no relatório, né? A gente acha bastante. É o vértice aqui da trigo, né? Isg, IVA, dividendos. Então acho que o que o Werner falou é e o Nivaldo também, né, é muito importante. Muitas empresas caem na tentação, né, de fazer por fazer, por empilhar a receita, né? Mas de você até aumenta seu EBIT, mas você pode não estar gerando valor pro seu acionista, né? Então, muitas vezes a melhor forma é não fazer nada, né, eh, devolver em forma de dividendos, fazer recompras, enfim, acho que que esse equilíbrio é muito importante e a gente viu, né, isso como a Tegma, eh, realizou nos últimos anos, né? E infelizmente muitas empresas acabaram caindo na tentação, às vezes do próprio mercado, né? Às vezes o próprio mercado fica no ouvido da empresa: ó, vai lá, cresce, faz um, eh, aumenta, faz um aumento de capital para você fazer um M&A. Então acho que é muito importante ter essa disciplina. É acho que 90% dos IPOs, né, que a gente recentes, né, eh, são empresas que tiveram um desempenho muito ruim na bolsa depois, né? Porque talvez aquele dinheiro, eu falo aquele dinheiro, né, que entrou, aquele caixa que entrou, ele não tinha assim um não tinha um bom propósito, né. Eh, aí saiu muitas empresas, era história de crescimento com aquisição, né? E isso se frustrou, talvez um um momento foi errado. Eu acho que pra gente a disciplina no capital é muito importante, né? Como melhor empregar esse capital, né? E a Tegma, né? Histórico dela é muito positivo. Eh, inclusive eu queria um mudar um pouquinho do tema, né? Eh, a gente falou muito da Tegma, né, em relação aos negócios. Eu queria, eh, até do Ramon que tá mais próximo aos vencedores, como é que tá o interesse, né? Estrangeiro, tem estrangeiro no capital, eu sei que tem um que tá muito tempo lá, né? Como é que o mercado, né? Aqui é mais pessoa física ou mais institucional? Como é que tá o o capital da companhia e como é que tá sendo o interesse, né? Por novos investidores ou aqueles que já talvez acompanhe, mas não o sell side também, né? Que às vezes ampliando o sell side, que é o pessoal que divulga a companhia para pro mercado.

Claro, né? Olha, eh, assim, a gente deve ter hoje pessoa física, aliás, a gente comentou hoje de manhã, 6, 7.000, 1 CPFs, né, de pessoa pessoa física, né? Investidores, acho que em pouco eu digo assim: é pouco pelo por ser uma empresa que pagou os dividendos, né? A empresa, eu acho que poderia ser mais conhecida, talvez a nossa capitalização de bolsa que é pequena e a gente, eh, sofre um pouco da questão da liquidez, né? A gente tem em dias normais algo em torno de 6 a R$ 8 milhões de reais, recentemente foi quatro, teve alguns picos, mas eu diria que se você pegar na média, talvez 6 a R$ 8 milhões de reais, ah, a gente tende a ser e o o nosso free float 50/50 entre estrangeiros e nacionais, mas agora eu acho que tá estrangeiro cerca de 40%, se eu não me engano.

Baixou, baixou um pouco.

Baixou pouco. H, quando a gente tem contato com com os estrangeiros, a gente, eh, eh, verifica alguns, eh, algumas dificuldades em função, eh, eles precisam que você tenha uma negociação diária mínima, né? Que você supere um determinado, eh, eh, valor para que eles possam. Então muitos querem investir, mas dizem: "Puxa, você não tem a liquidez suficiente, porque eu preciso ter um mercado para eu sair se eu precisar rapidamente." Isso aí, eh, Romão, vocês estão em algum índice, né? Hoje não, não estão, não tem. Então é um desafio entrar no, porque não paga dividendos, né? Porque eu não estou no índice, no div lá, eu sou um small caps, porque eu não tô no small caps, né? Eu não sei o que que tem que ser feito, né? É para poder entrar aí começa a entrar, entra no índice, entra em ETF também, aí começa a gerar mais liquidez. Isso, né? Pode ser feito a respeito disso, é é o que a gente procura fazer, é divulgar a companhia, né? Eh, nós padecemos também de uma situação que é, eh, a gente sofre um pouco do sucesso. Eu quero dizer o seguinte: nós temos dentro do free floating, que já é não é muito grande, né? Em termos de valor, nós temos dois investidores minoritários que têm mais de 20% de participação. É, então isso quer dizer, você já tem uma tira liquidez, já tira tira a nossa tira a nossa liquidez, né? Então o que a gente procura fazer é é o que a gente tá fazendo aqui hoje, né? Que mais pessoas conheçam a a a companhia, né? Entendam principalmente a companhia, entendam as oportunidades e os riscos da companhia também. Eu acho que isso é importante. A gente tem sempre essa essa preocupação também, né, eh, para que ela se tornando mais conhecida, ela desperte mais interesse. Às vezes as pessoas depois que conhecem a Tegma falam: "Puxa, mas eu sempre vi uma cegonha bonita, preto e laranja, e eu agora agora começa a ver mais, principalmente os nossos carros, é prestar atenção também." Então é isso, a gente tenta tornar a empresa mais conhecida, mostrar o nível de disciplina que a gente tem, o nível de de de resultados, né? As oportunidades e os riscos da companhia. Hoje então dentro são seis famílias ou seis controladores, né? Qual que é o percentual que esse grupo possui e mais esses dois grandes, eh, minoritários, quanto que sobra pro free float, qual que seria hoje o? É, eu eu diria que são na verdade são duas famílias, sendo que uma são dois ramos, então vamos dizer três três famílias. Tem a família Czer, né, que tem cerca de 20%, tem seis conselheiros, né? São os três. É, nós temos nós temos dois conselheiros da da família da família Czer, eh, da família Moreira Esquitino. Nós temos também dois conselheiros também essa família Moreira Esquitino, eles têm juntos 31%, tá? 23, um sete, o outro. Eh, então essas três famílias têm o controle da da companhia. Os outros o restante os outros 49%, assim simplificando, estão no mercado. E desses 49, hoje 22 a 23% estão com dois dois dois investidores institucionais. Os dois têm mais ou menos 10 ou 11%. Um deles é nacional e o outro é estrangeiro. O voltando para trás, né? Eu não lembro já do do IPO, eh, ele foi, eh, primário e secundário, os dois, né? Como é que foi o como é que o propósito do IPO, né? Foi remunerado, né? De certa forma o capital investido ou o IPO pro crescimento, né? Como é que foi aí? Foi primário, foi teve uma parcela de secundário pequena, mas ele foi basicamente primário. E lá no IPO a gente já fez o disclosure da nossa estratégia que a gente vem perseguindo desde então. A empresa, eh, performa muito bem num setor automobilístico, é reconhecida por isso, mas ela quer, eh, eh, o objetivo dela é ser reconhecida como um operador logístico completo. Então, no IPO, os proceeds do IPO foram utilizados para aquisição de duas empresas, a a época. Uma era Bon Gatx, que era uma empresa de logística dedicada. No histórico da Tegma, na verdade, o contrato que a gente tem com um dos nossos grandes clientes, Unilever, vem dessa aquisição que a gente fez. Esse contrato ele tem quase 30 anos de prestação de serviço para essa para essa empresa, né? Para esse nosso importante cliente. E a época também a Tegma adquiriu do seu acionista da da da Coinex aquela operação de de armazenagem que a gente tem lá no Espírito Santo. Essa operação originalmente ela veio da aquisição que a gente fez quando do IPO. Então a vocação da Tegma é crescer na logística, eh, integrada, né? A vocação dela tá no transporte de veículos novos, mas nosso nosso nossa estratégia é que a gente consiga ter na logística integrada uma participação no nosso portfólio de receitas tão importante quanto o a a logística de de veículos. Desde 2007 a gente vem implementando essa estratégia. Hoje o veículo mesmo, qual que é o percentual da receita, né? Hoje o transporte do carro zero representa 85% da nossa receita.

Super core ainda.

É super core.

Aham.

Super core, bom, e é o que se busca através desse crescimento, eh, inorgânico citado pelo Ramon, é um balanceamento, eh, eh, desse negócio, né? Seja através de M&A ou crescimento orgânico dentro de atividades que nós já desenvolvemos de logística integrada e atendendo a nossa régua, né? Negócio, nossa régua de rentabilidade e retorno de capital empregado. E até como acho que tem um de mercado importante, né? Vocês estão vocês estão vendo assim, eh, mesmo novos, né? Mantém esse volume que foi até surpreendente, né? O primeiro trimestre, não necessariamente para Tegma, né? Mas o mercado continua nessa nesse mesmo viés aí ou vocês estão? O primeiro trimestre, como eu falei no começo da nossa conversa, né, que cresceu 7% em relação a 24, realmente foi uma surpresa positiva para nós, né? Nós não esperávamos e a Anfavea também não esperava a continuidade disso. E e nós não temos essa previsibilidade, né? O Brasil tem um nível de emprego que melhorou. A inadimplência que foi citada está dentro de controles, né? O marco das garantias é uma variável que ajuda, eh, no financiamento, né? Agora o que virá difícil prever. Em termos de custos, né, que eu acho que é importante. Aí, eh, você tem mão de obra, né? 2000 colaboradores. É importante, né? O custo dos veículos, não sei se agora, né? Os caminhões pesados teve o Euro 6 que teve uma.

Sim, subcusto, né? Teve tecnologia nova.

Eh, questão mais recente foi o diesel que caiu e pode ter uma nova queda, né? Isso é positivo como ou é repassado imediatamente? Só para entender os os contratos que nós temos com as montadoras, eles prevêm alterações tarifárias em caso de subida ou de queda do diesel, né? Gatilhos, né? Gatilhos que nós chamamos exatamente, né? E a questão de custo velho que vem chamando um pouquinho mais a nossa atenção aí é a questão do do salário da mão de obra, né? Existe uma pressão sindical.

Isso é nacional?

Nacional, não é assim, cada estado tem isso. É, nós trabalhamos com uma série de sindicatos, né? Mas em todos eles, invariavelmente, existe uma pressão pelo repasse da inflação mais uma taxa, eh, real.

E quando é oídio?

Maio.

Maio.

Ah, então vai ser agora maio.

Aham.

E maio também é o reajuste da maioria das montadoras.

Contrat maioria dos contratos. Pós-icídio. Ah, concomitante, né? É você tá, anda junto, anda junto, anda junto. E que que tem assim? Tá muita pressão. Custo do café sempre tem, né? Rua da reclamação sempre tem negociação. Mas o diesel caiu também. Mas aí teve o diesel, né? É, mas isso já tá previsto, né? Já tá previsto. Eh, houve, houve uma, no segundo semestre de 24, uma pressão bastante grande na venda dos carros, uma despesa além de uma normalidade de marketing por parte das revendedoras. Parte disso foi repassado para as montadoras, né? E então existe aperto, né? Mas nós vamos negociar bem. É, e é importante também lembrar que eh a gente faz as duas negociações ao mesmo tempo, né? Ou seja, com os nossos clientes e com os nossos fornecedores, né? Então a nossa estratégia é obviamente atender os nossos clientes da melhor maneira possível, eh, eh, preservar os interesses dos nossos eh importantes, né, fornecedores, dos carreteiros também, mas que seja passe. Ou seja, né, que o que esse, que isso seja pass. Tr a gente comentou, né, até do do SG e do S, né? Eh, para mim importante também o o e, né? Questão, você falou do dos caminhões, né, mais eficientes, né? Hoje como é que tá a idade da frota média própria e dos? Vocês têm algum limite do prestador de serviço? Não quero caminhão com tantos anos, porque pode ter questão ambiental, segurança, né, resistência.

Quando eu te falo da nossa frota própria de cavalos que andam nas nossas cegonhas, ela é baixíssima. Ela é em torno de 4 anos, 4 anos e meio. A gente tem um programa de modernização de frota. É uma frota de 100 equipamentos a cada eh, todo ano a gente tá trocando 10, 15. Pouco na pandemia só foi que a gente segurou um pouquinho, mas depois a gente voltou. Agora a frota dos nossos carreteiros cegonheiros é uma coisa interessante, né? Eh, o transporte de carro é um transporte leve, né? Os, os 11 carros lá pesam 17 toneladas, tá? Então ela é leve.

Uhum. E o cavalo que puxa aquilo lá é um cavalo que puxa 45 toneladas. É uma cultura do cegonheiro ter um cavalo super potente. É. E eles fazem questão de ter uma frota nova. Eles mantém ela ao pé da letra. A gente visitou lá. Você olha, você viu o pátio? Eu vi, né? Tudo bonitos. Bonitos e possessivos, né? Aham. Aliás, falando sobre riscos e sobre cegonheiros, né? Enfim, sobre os nossos fornecedores, a gente fala sempre de 100 aproximadamente, mas esses 100 equipamentos estão distribuídos em cerca de 600 empresas. Então assim, eh, eu acho que é sempre importante dizer, nós, nós não temos essa questão do, do, do risco trabalhista. Não contrato um, um, um motorista, contrata uma ama, contrata uma empresa que tem alguns equipamentos, tá? Sobre isso, né? Falou dos poçantes, aí até curiosidade falar um pouco do Fórmula Truck aí que a Tegma, o ano passado, nós tivemos um, patrocinamos, né? E o porquê, né? Às vezes a gente, a nossa família são os caminhoneiros também, né? Então para eles brilha no olho dele lá no em Interlagos, ver aquela, aquele show, né? Então nós selecionamos, não podemos levar os 100, selecionamos os nossos parceiros mais antigos, né? Convidamos para passar um dia conosco lá em Interlagos, né? No, num lugar legal para eles verem a corrida. E foi uma forma de agradecimento, de reconhecimento pelo trabalho deles. Foi um sucesso, ficaram felizes, né? Eh, realmente é o show. Tive com eles lá, passei o dia lá com eles. Eh, e vamos seguramente a gente vai repetir a dose esse ano aí. Deu uma volta lá? Não, não dei. Não dei. Não, não.

Se poder comentar, acho que um ponto interessante assim, né? A Tegma, a gente olha os resultados, né? A gente vê a, a solidez, a robusteza do dos últimos trimestres, mas quando a gente olha o ambiente macroeconômico, ele é desafiador no sentido que eh vocês têm caixa líquida, né? Mas muitas empresas estão numa situação de stress em termos de estrutura de capital, assim até concorrentes, né? Eh, então e esse mercado mais estressado da, da forma como está o ambiente, né, abre oportunidade de cross selling para, de repente, logística integrada. Vocês estão vendo esse tipo de oportunidade aparecer no radar de? Eh, veja bem, eh, as oportunidades que a gente vê aparecer no, no, no radar estão mais ligadas ao crescimento orgânico que a gente mencionou nas, nas oportunidades de você identificar negócios que possam ser complementares, que possam trazer alguma sinergia ou que possam ajudar a gente a diversificar a nossa, nossa participação nos setores que a gente já está e que a gente, e que a gente opera. Com relação a cross selling especificamente ou se a gente aproveitar para fazer eh novas, humanamente, não sei se o Nivaldo tem algum. Não, não é, tá bem frisado. Oportunidades na questão de M&A, né? Sempre voltadas aí para, para a logística integrada, negócios parecidos com aqueles que desenvolvemos em Vitória, por exemplo, né? Eh, é sempre são o foco e sempre buscando eh movimentações diferenciadas, áreas de armazenagem diferenciadas, eh, envolvimento com, com produto de valor agregado alto, né? Que aceite custo de logística de maneira adequada. Mas eu gosto sempre de frisar que eh eu, ao longo dessa, né, disso, desses, desses 40 anos aí, eu participei de algumas operações de abertura de capital, né? E de processos em que a empresa precisa crescer para ter um tamanho crítico para ela poder abrir o capital. E ao longo da minha carreira eu vivenciei algumas experiências em que ao custo, a, a precisar crescer a qualquer custo, às vezes você coloca para dentro negócios que não tem uma qualidade tão boa. A Tegma não precisa crescer a qualquer custo, ela quer crescer, ela tem vocação para isso e tem estrutura financeira, tem balanço para isso, mas não a qualquer custo. Então isso é uma coisa que eu gosto sempre de destacar. O Miguel Non tá perguntando aqui, né? Se faria sentido uma M&A, né? Na Tegma, de alguma aquisição ou não. De repente, eh, a cultura da companhia, né? Propriedade da companhia não precisa fazer uma aquisição como outras empresas que cresceram com aquisição. Você vê sua aquisição como oportunidade também, às vezes, não por outros motivos. A gente vê a aquisição como uma oportunidade de crescimento, como foi dito, né? Mas obedecendo aquela régua de rentabilidade, obedecendo determinadas réguas de tipo de atividade, tipo de produto, região de atuação, né? Mas faz sentido, respondendo objetivamente. É até ele comenta, né? O caso que aconteceu, né? Uma diria uma oferta hostil, né? Que houve e que no, o próprio conselho acabou sim, eh, não houve interesse do conselho passar, levar adiante, né? Como você disse, foi hostil. E assim, eu quase que finalizando aqui, depois Guilherme também assim, eh, a gente viu um mercado que cresceu 100%, falou: "Puxa vida, aqui Argentina, né? Vocês veem alguma oportunidade? Eu não sei como é que tá o fluxo, você atende esse mercado argentino, de repente botar um pezinho na Argentina também, né? Que aparentemente economia lá tá entrando numa rota, né, sadia de crescimento. De repente se a gente pegar a quantidade de veículos vendidos na Argentina, né? É 1/3 do Brasil, né? Foram 110.000 veículos no trimestre e metade foi do Brasil para lá e de lá vem para muita coisa também, né? Então tráfego muito grande. Argentina exporta, Brasil exporta de Brasil para lá, né? Que que você pode comentar sobre Argentina? A gente tem tradicionalmente um, um, uma operação eh com o Mercosul, né? Do transporte de veículos aí pro Paraguai, Uruguai, para a Argentina em especial, eh, Colômbia, Peru, né? Ilustrando no passado a Tegma chegou a ter uma filial na Venezuela, né? Eh, e sem dúvida alguma, eh, assim que vocês estiverem eh, eh, mostrados, né? Vocês vão ver que o transporte de exportação foi muito relevante no primeiro trimestre por causa da Argentina, né? Então o, o, a exportação do Brasil pro Mercosul, ela deu um, um, um passo grande, né? Em especial para a Argentina. E essa questão teve no passado, né? De fronteira que ficava lá os, os veículos parados muito, tá? Não tá dentro de uma, apesar de que existe uma operação padrão da dos órgãos intervenientes aí e no caso do carro em especial é a Receita Federal, né? É diferente um pouco da Anvisa, do IBAMA e da agricultura. Eh, nós não temos tido dificuldade em fazer o cruze.

Aham. Não são cargas visíveis, né? Então o descaminho não acontece. Eh, então o trânsito aduaneiro é, digo assim, se fosse um caminhão desconhecido, né? Assim, de repente pode encher o porta-mala de coisa, né? De contrabando até dentro do pneu. O pessoal põe dentro do pneu, mas e no caso, né? É, não, segurança na companhia para nós tá dentro de uma normalidade e você frisou bem. Eh, é um mercado que nos interessa muito e é um mercado crescente.

Uhum. É, eu acho que uma última aqui do meu lado também é a gente comentou, né? Tem caixa líquido, vocês estão numa posição confortável, olha o M&A, vocês têm um target, vamos dizer assim, que que julgam que seria estrutura de capital ótima de alavancagem é ou não é? É mais flexível assim ou como reserva, né? Pensa no médio, médio longo prazo, né? Assim, estudo de capital, a gente sabe que sempre é bom uma pouca de dívida, reduz o WACC, né? Sim. Eh, mas assim, de repente eu quero ter uma reserva, surge uma oportunidade, né? Uma aquisição, algum negócio, né? Mais como reserva do que muito conservador que eu não quero dívida, né? Não sei se qual a visão da companhia. Posso ar, eh, que eu posso dizer para vocês primeiro, quando a gente, quando a gente calcula o nosso custo médio ponderal de capital, a gente calcula com o que a gente chama de uma estrutura, uma alavancagem target, não é a que a gente tem hoje. Hoje eu tenho, sou caixa líquida. Eu faria só por, só por custo, só, só por cair, só pelo custo do capital próprio que é 85/15, tá? Então a gente trabalha isso como sendo a nossa estrutura target e o caixa que a gente tem hoje que a gente não distribui, né? Quanto tá? É cerca de, cerca de R$ 300 milhões de reais de caixa para 100 milhões de dívida. Grosso, grosso, grosso modo, tá? Ah, ele tá mais ligado à flexibilidade que a gente precisa para implementar um eventual M&A que a gente vem trabalhando nisso, como o Nivaldo falou, a gente vem trabalhando bastante nesse assunto há bastante tempo. Temos analisado muitas empresas, principalmente focado para a logística integrada. Por que logística integrada? A gente quer, como a gente falou várias vezes, balancear o nível de receitas que a gente tem dos dois, dos dois setores. Então é isso. Eh, e aí a gente tem obviamente algumas regras para dizer que tipo de negócio, mas acho que o Nivaldo já comentou, negócios que façam sentido, que sejam sinérgicos, que aumente a nossa presença regional aí no que a gente tá, no que a gente tá, tá procurando, tá? Tá bom. Obrigado. Minha, Guilherme quiser comentar mais uma coisa. Então, nós te agradecemos em nome da Tegma, tá? Em nome do nosso conselho. Eh, foi uma honra estar aqui, um prazer, né? Eh, a gente procurou falar um pouquinho da, da nossa empresa, né? Dos nossos propósitos, dos nossos, nossas expectativas, tá? Estamos à disposição do que precisar na, na pessoa do Ian de relacionamento com o investidor. Eh, a Tegma tá de portas abertas a quem deseja fazer uma visita. Inclusive o Pedro teve em Curitiba, né? Que vocês têm um centro, né? Sim, sim, sim, sim, sim. Eh, até lá, quem sabe lá no Espírito Santo também, né? E assim, eu, pessoal que não conhece, né? Eh, eu não sei quanto a disponibilidade do Ian, né? Em receber, mas vale a pena conhecer sim aquele complexo. É muito mais complexo do que se imagina, né? Sim. Pensa que cegonha é uma coisa assim, não é uma simples garagem de cegonha. É realmente muito complexo, né? Toda essa, né? A eficiência que você tem que ter. E aí a concessionária fecha 6 da tarde, o caminhão não pode atrasar, se atrasou e aí que que faz com o caminhão? Volta, fica na rua, vai para pó, né? Como é que você? Essa eficiência, né? E não pode ter falha, né? Não deu uma falha ali, a coisa complica porque tem outro lado também, né? Tem a concessionária que o cliente quer o carro amanhã cedo porque prometeu, vai buscar e o carro não tá lá, né? Foi madame confusão, madame, né? Deu de presente uma mulher e, e o carro não tá ali, né? Para retirar o carro. Verdade. Obrigado. Ram, Verner, Guilherme, muito obrigado aí pela oportunidade. Muito obrigado. E então para gente sempre um aprendizado e a espera que tenha trazido para vocês, né? Que estão nos assistindo aqui, a ideia de conhecer uma excelente empresa, né? Obrigado. Com certeza tem os atributos, né? De gestão, governança, ROIK, dividendos e esse jeito. Tem todos os atributos que a gente chama, nós chamamos aqui, tivemos resenha, quality e vá, né? Ela tem valor e tem qualidade. Então obrigado mais uma vez pela. Obrigado.