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[Música] Larissa Rodriguez. Tá acontecendo a audiência de instrução e julgamento do caso da professora de Pilates. Vocês lembram a professora Larissa de Ribeirão Preto? Ela foi morta. A causa morte dela foi envenenamento por Chumbinho. O marido dela, o médico Luiz Antônio Garnica, e a sogra Elizabeth Arrabaça, foram presos pelo crime. A sogra envolvida também no assassinato por envenenamento, também da própria filha, e eh outros inquéritos abertos sobre envenenamento.
E agora tá acontecendo a audiência de instrução e julgamento. É uma etapa que antecede aí o julgamento. E o Ministério Público e a assistência de acusação, que é o advogado da família da vítima, no caso da Larissa, vão acusar, vão mostrar os elementos acusatórios, probatórios contra os réus Elizabeth e o médico Luís Antônio Garnica. E as defesas deles vão defender, ouvindo ali as testemunhas de acusação e de defesa. Temos o Ministério Público, entidade de acusação, ou melhor, de justiça, né, mas que está na acusação. E a juíza vai decidir ali se eles vão ou não para júri popular. Aí, neste julgamento, provavelmente é júri popular. O povo decide, representantes do povo que vão decidir se eles são culpados ou inocentes.
Seis testemunhas foram ouvidas no final da semana passada, entre elas a amante do médico, a Letícia. Eh, eu conversei com o advogado do pai da Larissa, o assistente de acusação. Ele provavelmente estará aqui conosco na quarta-feira. Os depoimentos da Letícia, a amante do médico, essa que tá passando aí, essa ideia, a Larissa é a vítima, mas tá passando aí também a Letícia. Ela foi a última a ser ouvida no fórum de Ribeirão Preto. A gente já sabe que ela visitou o médico quando ele estava preso temporariamente e também que a amante já tem autorização para visitá-lo agora com frequência. O Luiz Garnica na penitenciária ali de Serra Azul, onde ele está preso. Isso deve acontecer nos próximos dias. Essa audiência começou cedo, terminou pouco antes das 4 horas, relativamente cedo. Eh, prestaram depoimento o porteiro do prédio, a irmã do médico Luiz Garnica, o marido dela, o perito que assinou o laudo, que apontou o envenenamento no corpo da Larissa, e o último depoimento, então, foi da Letícia, tá? Eh, ela saiu do fórum acompanhada pelo seu advogado, assim que terminou o depoimento dela, e ela não quis falar, como sempre, dar nenhuma palavra com a imprensa.
O Dr. Mateus Fernando, que é o advogado de acusação, né? Esse aí que tava na tela que eu tirei, esse aqui, o Dr. Mateus Fernando, que representa então a família da Larissa, disse a TV Record Interior, na saída da audiência, fazendo uma breve avaliação sobre os depoimentos dessa segunda audiência do caso. É, galera, tem uma nova, uma nova, não é bem lei, uma um novo entendimento do Supremo Tribunal Federal, onde eh não podemos mais exibir audiências de instrução eh de casos em segredo de justiça, como é esse caso da Larissa. Não se pode mais exibir, é o que eu sei. Claro, os advogados, eles não podem eh mandar enviar pra gente esses depoimentos, absolutamente, porque eles podem ser representados na Ordem dos Advogados do Brasil. Então, por isso não temos trechos aqui. Eh, pode, eu não sei agora, eu não, não acompanhei, eu tenho que ainda pesquisar se pode ou não vazar por outros meios, tá? Eh, então o advogado da Larissa, da vítima, esclareceu e rechaçou a tese do advogado de defesa em falar que o chumbinho potencializou um possível infarto da Larissa, tá? Ele falou que foi envenenamento a morte da Larissa e não tem hipótese alguma de não ter sido assim. Confirmou as traições e a possessividade do Luiz Antônio Garnica em relação à Larissa, que ele não queria separar em virtude do patrimônio. O depoimento do irmão do cunhado do Luís Antônio Garnica, tá? Ele confirmou as traições e possessividade do Luiz, que ele não queria separar em virtude do patrimônio. Já a segunda depoente, a Viviane, a irmã do médico, se emocionou muito ao lembrar do furto de joia que ela teve e até hoje ela custa acreditar que foi a mãe quem efetuou esse furto. Eu achando que ela ia falar, minha senhora que tá aí me ouvindo agora, eu achando que ela ia se emocionar ao falar, ao lembrar da morte da irmã Natália, da cunhada Larissa. Não, mas ela se emocionou quando ela lembrou do furto da joia dela mesma, que supostamente teria sido efetuado pela mãe dela, a Elizabeth Arabás. E a gente vai vendo um pouco mais sobre eh o limbo, que é esse caso que eu já trouxe aqui, temos uma playlist inteira sobre o caso Larissa. É um caso interessante, complexo, sórdido.
"Quanto à amante, só confirmou a união estável dos dois", disse o doutor. "Não adianta ela falar que é um relacionamento, pois eles estão juntos desde abril de 2024. Ela confirmou que teve uma visita, salvo engano, com o pai do Luís na cadeia. E agora, ao final, o juiz questionou-a sobre quais foram os documentos que ela enviou para a SAP, que é no caso a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo. Ela confirmou que enviou tudo que foi pedido e que foi sim autorizada a visitá-lo, mas que ainda não conseguiu vê-lo. Eu acredito que seja por pressão da mídia", disse o doutor. "Premeditado, né, para tirar a Larissa e colocar a amante em seu lugar", disse o Dr. Mateus. Ele citou isso em entrevista a Record Interior, né, de Ribeirão Preto, à repórter Ludimil Osório.
O depoimento do médico foi bem extenso. Ele disse que ficou naquela naquela discussão com a defesa se a dose foi realmente letal, olha a tese da defesa, ou se apenas serviu para intensificar um problema cardíaco pré-existente já na Larissa. Isso desqualifica um pouco o crime de homicídio, eh, né, de homicídio. Então, isso aí dá uma melhorada na situação aí de ambos. Alguém tomaria ou daria uma dose não letal de chumbinho apenas para intensificar um problema cardíaco já existente, minha gente? Que que você acha aí? Olha a tese de defesa. Não, a dose de chumbinho não foi para matar, mas ela acabou intensificando um problema cardíaco que a Larissa tinha e ela acabou morrendo, né? Ela acabou morrendo. É duro acreditar nessa tese, hein, doutor? Com todo respeito, não dá para comprovar que ela vinha sendo envenenada em doses homeopáticas, porque os sintomas são muito parecidos com de outras doenças, como de gastroenterite, por exemplo. Vocês lembram do do Anderson do Car, marido da Flor de Lis, que ele vinha sendo envenenado eh antes da morte dele? Por isso ela foi condenada também por homicídio tentado, né? Homicídio tentado e não consumado. E toda vez que ele era hospitalizado, dava gastroenterite, porque se você não acusa, olha, ele foi envenenado, o hospital não faz esse protocolo, então dá alguma coisa ali no seu estômago. E pro direito penal, precisa provar, não basta a suspeita", disse o advogado de defesa da Elizabeth Arrabaça.
O advogado fala sobre o porteiro do prédio também, onde tudo ocorreu, e esclarece que o porteiro que estava ali era um porteiro substituto. Portanto, permanece a dúvida se Elizabeth teria ou não dormido no apartamento do filho na noite dos fatos. O porteiro deixou claro, segundo o advogado, que ela não dormiu, segundo o advogado de defesa dela, e que só retornou lá por volta das 11 da manhã do dia seguinte. Segundo o advogado, a Viviane Garnica, a irmã do médico, em seu depoimento, trouxe vários esclarecimentos. Demonstrou assim, como outras testemunhas, que nem Luís e nem Elizabeth possuíam dificuldades financeiras ou que Elizabeth possuía vícios em jogos. Meu Deus, gente, tanta gente já falou sobre isso, mas tanta gente, inclusive o marido da Elizabeth disse que se separou dela por isso, as irmãs dela contaram isso, amigas dela também já falaram sobre isso. Então assim, doutor, é muita cara de pau trazer uma versão dessa nesse momento, tá? Ele disse também que outras testemunhas alegaram, deixando claro que são apenas palavras do advogado de defesa de Elizabeth Arrabaça. Onde estão estas outras pessoas? E quem seriam essas outras pessoas que ele disse que comprovaram que ela não tinha dívidas e que não jogava? Quem são essas pessoas? Porque a gente não desconhece e os autos desconhecem também que não está nos autos, não está no mundo, né? É o exato oposto.
E mais que a morte da Natália, não só o médico e a mãe tiveram comportamentos totalmente incompatíveis. Vocês lembram dessa situação da morte da Natália, irmã do médico e filha da da Elizabeth Ré também? Eh, eram incompatíveis, inconvergentes com a tamanha perda, né? Como também dessa irmã aí dessa Viviane, ele já ligou para a amante, dando por certo que a irmã estava morta, que não tinha mais o que fazer, sendo que eles alegam para a justiça que a mãe ligou, ele foi correndo para lá e ele ficou muito tempo com a Letícia no telefone brigando com ela por questões passionais e ela foi até no velório da da Natália, tá? Bizarro tirar esses dois do crime, absurdo mesmo. Eh, às vezes falta calma na gente, né, um pouco com essas versões dos advogados.
O advogado finaliza com o depoimento da Letícia dizendo que em alguns pontos foram questionados pelo Ministério Público, mas que para a defesa da Elizabeth são irrelevantes. Importante, gente, o perito apenas não pode afirmar que a Larissa vinha sendo envenenada aos poucos, pois seria antiético, uma vez que o veneno permanece no corpo apenas por 24 horas em um corpo vivo. A polícia alega que todos os depoimentos de testemunhas confirmam os envenenamentos a contagotas. Larissa morreu envenenada. Essa é a causa da sua morte. É o advogado do Garnica, o da Elizabeth tentando anular o crime do Garnica, tentando tirar o Garnica da cena. Ele disse que ficou nítida a não participação do médico e que o cerco se fechou para a mãe do médico. O advogado joga com o desconhecimento da sociedade em relação ao direito penal e diz que como o perito afirmou que não há como provar o envenenamento em doses homeopáticas, que Larissa foi morta com uma dose letal somente, que Luía, então, por ter sido só uma dose letal, ele não teria participado. Foi uma ocasião só, não foi um plano, não foi nada orquestrado, foi uma situação ali única cometida pela Elizabeth. Ele segue dizendo que nos depoimentos do Gabriel, da Viviane e da Letícia, pessoas totalmente confiáveis e idôneas, né, para com com probabilidade, a agora eu não sei se está certo essa palavra do caso, né? Três pessoas sensacionais para isso. Então, de acordo com o depoimento dessas três pessoas, cunhado, irmã e amante, foi afastada qualquer questão patrimonial da parte do médico de interesse patrimonial ou qualquer motivação sentimental, tipo, olha, ele teria tirado a vida da mulher para ficar com a amante. Isso aí não confere. Segundo ficou comprovado o advogado médico que ela informou, olha, ficou muito claro que nós não íamos ter nada além daquilo que estávamos tendo, que a Letícia disse isso, que ela já sabia que o médico deixava claro que eles não iam ter nada além daquilo que eles estavam tendo. Ele deixou muito evidente isso para mim", disse o doutor. "E eu para ele também teria dito Letícia", segundo então esse advogado.
Pelo amor de Deus, né, gente? É tão verdadeira essa sua tese, doutor, quanto uma nota de R$ 3. Tão verdade que houve comemoração do casal. A Letícia passou a frequentar a mesma até mesmo a piscina do prédio onde a Larissa morava com o médico após a morte dela. Ganhou presentes e como revelado aqui no exposed com total exclusividade, foi feita uma compra na Vivara três dias depois no valor de R$ 10.000. É só a polícia pedir lá o extrato bancário do Garnica, que vai ver que ele comprou uma joia na Vivara três dias depois da morte da esposa. Não era para a esposa morta, provavelmente. E houve uma comemoração de um noivado em um restaurante quando a Elizabeth estava participando também do Garnica e amante. Então, não tinha interesse nenhum do Garnica de se juntar a essa moça emocionalmente. Ele não tinha envolvimento emocional com ela. Ele ele guardava até as rolhas de vinho que eles tomavam juntos e escrevia a data que eles tomavam o vinho. É uma coisa bem fria isso, né? É uma atitude fria de um médico para com uma outra pessoa. E a moça está junto dele até hoje, doutor, chega a dar um embrulho no estômago. Eu penso no pai e no irmão da Larissa ouvindo isso e vendo o contrário acontecer na cara dura. Minha gente, com todo respeito aos advogados de defesa, eles têm que fazer o trabalho deles, mas o purgatório é aqui mesmo. Não é mole não, viu? Não é mole não.
O advogado garante que Luiz bloqueou a jovem em tudo por 21 dias, tá? E que ela teria insistido em conversar com ele. A gente lembra do comportamento dele na ocasião da morte da própria irmã, como contei aqui, então, né, com a Letícia. Com todo o respeito ao trabalho do autor, me desculpe mesmo, mas me dá um nojo imenso ouvir essas coisas. Aliás, mentiras em audiências tão sórdidas assim embrulham qualquer estômago, são vazias de qualquer senso ou materialidade. A traição é podre, gente. A traição é podre demais. Agora, uma traição sórdida assim, sabida, provada, e a família ter que escutar isso dói na gente, na sociedade. Imagina o paizinho dela, que vocês viram já quem segue o caso, a condição dele tendo que escutar isso lá em audiência e o doutor ele cobrando essas coisas ali em no plenário, né? Eh, e ele tendo que escutar.
Segundo o doutor, ainda o Luís não teria motivação passional para tirar a vida da esposa. Ele não tinha, até porque não foi a primeira vez que a Larissa teria dito a ele que queria se separar. No começo do mês, ela também teria dito, porém eles reataram. Tanto que a esperança do Luís era conversar com ela. Olha, vou levar um café da manhã, vamos conversar e vamos acertar e ficar numa boa. Então, o que eu tô fazendo aqui é inexistência dessa motivação passional e não tem motivação patrimonial. Também ficou muito, muito, muito evidente", afirmou o advogado do Luís.
Luiz, inclusive, eh se fez ver com Letícia, gente, um dia antes da morte da Laris, esteve com ela e dormiu com a Letícia na noite da morte da Laris. E querem mais o quê? Ele quer tirar o Luís da cena do crime, mas não vai conseguir. O médico vai ficar lá, vai pro júri popular e vai ser condenado em nome de Jesus. Amém. Tô errada? Eu tô errada? Vocês podem vocês podem achar o contrário. Essa é a minha opinião. Mas é de embrulhar o embrulho o meu estômago, tá? Eh, a gente ainda imparcial, mas aqui eh, dando minha opiniãozinha aqui, pessoal, não, pessoal, não, técnica. Técnica, porque tá tudo no, nos autos do processo, tá? Então assim, dá nojo, dá nojo. Diferente. É um caso onde está mais que condenado alguém, mas a gente está vendo tecnicamente que não tem como condená-lo aqui. Tem como condená-lo três vezes.
Já pro promotor, Dr. Marco Túlio Nicolino, aqui promotor indignado, né? Aqui, eh, ele fala sobre os R$ 100.000 que Viviane, olha, olha isso. A Viviane, a irmã do médico, disse que o irmão tinha R$ 100.000 no apartamento. Já para dizer que sumiu e que foi a mãe quem pegou. Já para dizer que esse era um hábito da sua mãe. Uma versão combinada entre a Viviane, provavelmente entre Luí e talvez a própria mãe. Mas o promotor disse e há mensagens que comprovam que o Luiz pediu dinheiro emprestado pro pai em seguida a morte da Larissa para pagar um cartão de crédito. E ele também usou o cartão da Larissa para pagar uma conta de R$ 2.500 numa farmácia. Então, e ele também tentou pegar o dinheiro da Larissa e da irmã de todas as formas. Dessa desse modo, pro promotor é uma versão incompatível com os fatos.
O promotor diz também o seguinte sobre os sintomas de Larissa, que Larissa era sim envenenada em doses homeopáticas e explica o que já esclareci aqui para vocês, para quem está chegando agora, só voltar. Temos provas robustas nos autos que Larissa já vinha passando mal e os sintomas eram de envenenamento, mas em doses não letais. A Viviane fala sobre o encontro do irmão com o corpo de Larissa. Cúmplice, tá? O próprio promotor, ela conta aquela situação, a o meu irmão chegou, eh, foi, trocou de roupa, pegou, tinha comprado um coroação pra Larissa, cortou ele e em vários pedacinhos, colocou num pratinho, ele ia levar para ela porque ele queria conversar para não se divorciar. O promotor disse que a versão de Viviane é apenas aquela que ela quer fazer crer e que a primeira providência que ele deveria ter tomado ao chegar em casa seria ir de encontro a Larissa. O próprio promotor aponta aí a cumplicidade da Viviane o tempo todo, mas não a denunciou que eu saiba. Não a denunciou que eu saiba, tá? Então, minha gente, é o esse é o decorrer aí do caso Larissa. [Música]