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Papo Pro #2: Esteja à frente da transformação trazida pela Reforma Tributária

Projeto ACBr1:08:43

Transcription

Olá pessoal, tudo bem com vocês? Aqui é Daniel Simões, senhor do projeto ACBR. Mais uma edição aqui do podcast do ACBR, e tem a honra de receber dessa vez aqui Isaac Mendes, né, fundador da Mendes. Então, a gente tá começando uma parceria aqui com a IMES também, muito profícua. Eles vão estar lá no nosso evento também, no dia do CBR, como expositores. E a gente tem aqui muito conteúdo para falar sobre reforma tributária, um assunto que tá pegando fogo aqui em toda a software house, varejo em geral, né, Isaac? Tá, tá mudando muito, né? Então, vai ser muito produtiva a conversa de hoje aqui com Isaac. Isaac, um prazer receber você aqui, cara. E queria saber um pouquinho mais assim, eh, a gente sempre tem essa característica aqui no nosso podcast, que é conhecer bem os nossos entrevistados, né? Queria saberem quem é Isaac Mendes, né? Como que você começou em Mendes, né? Qual foi sua trajetória profissional até você chegar aí como fundador da Mendes?

>> Muito bom. Primeiro, obrigado, Daniel, a todos aqui da CBR. Para nós da IMS, é muito importante essa aproximação, eh, estar junto com vocês no mercado eh tão desafiador de software. Eh, para nós, eh, é um facilitador que precisamos. Acho que a parceria, ela precisa ser privilegiada. Eu digo a palavra parceria, o conceito. E aos poucos, infelizmente, essa palavra tem se esvaziado, né, o sentido dela. E nós somos aí, eh, eh, defensores da parceria. Até criamos uma, uma palavra na Mendes, que eh, somos parceiros cêntricos, que é realmente pôr o parceiro no no centro do nosso negócio. E isso eu falo para software, para CBR, para o ecossistema que envolve todo esse processo. E estar aqui também nesse momento, é o marco histórico que estamos vivendo. É muito bom poder fazer parte dessa história junto com a CBR e levar para você um conteúdo disruptivo em um momento disruptivo.

Bacana. Mas assim, o que que, qual foi o gatilho? Como que você, eh, teve a necessidade ou você viu a oportunidade de criar uma empresa como a IMDES? E até, se você quiser falar um pouquinho, o que que a Mendes faz, os principais clientes que ela atende, né?

>> Boa. Eh, eu fui criado no no Norte de Minas. Eu fui, eu sou nascido em São Paulo, mas fui criado no Norte de Minas. Vim para Ribeirão Preto para fazer faculdade. E aí, eh, com pouco tempo de faculdade, a minha esposa já estava grávida da nossa primeira filha, e eu trabalhando em dois empregos na época, e precisando abrir aquela luta, sobreviver. E aí eu fiquei na bifurcação: eu abro a empresa ou a faculdade? E aí, como muitos, abri a empresa, tive que parar a faculdade. E eu comecei a empresa, eh, aprendendo a dizer sim para o contador.

>> Hoje se prega muito sobre aprender a dizer não, né? E eu, eu sou um pouco contra. Eu, hoje a Iendes, ela surgiu porque eu aprendi a dizer sim.

Entendi.

>> E aí eu trabalhava na Prosoft antes, hoje é uma empresa que faz parte da Alterata, né?

>> E estando na Prosoft, eu tinha uma proximidade muito com o contador.

>> Mas eu tinha um histórico de ciência da computação de um ano e meio. Então, conheci um pouco de algoritmo, de análise, e sempre tive essa pegada de tecnologia. E aí eu comecei, então, agregar todo esse conhecimento da Prosoft, que é um RP para contabilidade. E foi quando o governo começou a pivotar o tributário. Estou falando isso meados de 2007 para 2008. E aí a surgiu para poder ser o elo entre a software, a contabilidade, o contribuinte e o físico. E aí nós temos criado soluções,

>> para formar exatamente esse elo.

Ou seja, você se compadeceu da dor dos contadores ali e falou: "Pô, esse XBL não chega, eu tenho que pegar essas informações e não vem, e tá chegando tudo errado, o cara tributa, agora eu tenho que corrigir tudo, fazer um monte de carta de correção." E falou: "Opa, tem uma oportunidade aqui, vou criar um serviço para que, para que esse, esse público se converse." Porque eu realmente também, eu, eu vejo que é como se fossem dois times de futebol, software house de um lado, contador do outro, né? E eles ali, é um racha feio, né? Um pega no pé do outro, né? Mas eles têm que conviver juntos, né? Os, os documentos que o, que um gera, o outro vai usar. E, e um vai acusar erro. O contador, no fim, é autoridade tributária, né? A Software House tem que entender isso, né? O contador, ele que vai assinar a contabilidade, e ele que, ele tem todo o direito de falar: "Você fez essa nota errada", né?

Perfeito. E esse é o, foi o cenário que eu me vi, né? Muita bola dividida, eh, porque são, são perspectivas diferentes. Mas também a formação, eh, eh, inclina o contador até aquele momento para ser meio avesso à tecnologia. E o contrário também. Então o programador falava assim, na época eu não falava sistema, né? "Ah, fala lá com o programador da empresa."

>> Programador. O garoto programa.

>> Isso. E aí eu falava com o programador, ele me, ele me dizia assim: "Isac, eu entendo isso. No entanto, o meu sistema é gerencial. Então você tem que falar isso com o contador, porque eu estou aqui na empresa para ajudar o meu cliente na em relatório de comissão, Cardex, todas essas questões extremamente,

>> gerenciais."

"O contador já dizia para mim assim: 'Isac, eu entendo isso. No entanto, eu não tenho os itens aqui na contabilidade, tá vendo? Eu só contabilizo o desdobro da nota, a capa da nota. Eu não tenho as informações que o governo está pedindo no layout X.' E aí o meu papel, pegando o exemplo que você deu do time, o meu papel era pegar a bola, pôr a bola no chão, gente, pera lá, vamos, vamos tentar organizar isso aqui, ser sóbrio e etc. E aí eu comecei a montar, eh, eh, sem saber que estava nascendo uma empresa. Então assim, é, é, é como o Mineiro diz, né? Aí Mendes nasceu assim, foi fono, foi fono, até foi, né? E, e então nós começamos a realmente formar esse elo com soluções. Na época, eu não tinha produto, não tinha sistema, não tinha, não tinha equipe. Mas o que, o que eu fazia era terceirizar alguns processos de digitação. Eu até tenho um problema aqui nesse,

>> de tanto digitação.

>> de tanto digitar, que eu pegava os documentos. Ah, então você não tem um item e você não quer fazer. Me dá aí a,

>> as notas.

E aí a Prosoft era parceira minha, né? Usava o sistema em DOS da Prosoft lá, pegava essas notas e passava a madrugada digitando pro outro dia gerar os arquivos e, e cumprir com, com as entregas. E foi assim que nós, nós surgimos.

E, e qual foi o primeiro produto ou serviço que você criou para você falou: "Opa, agora tenho uma ideia, vou, vou compor um serviço com isso para oferecer pro mercado"? Como que foi? Qual foi o primeiro serviço que você teve na IMS, na fundação da IMES?

>> Legal. Eh, sempre foi muito plural, tá? Por, eh, como eu, eh, eh, sempre tivemos essa cultura de dizer sim, de tentar ter essa empatia, de buscar atender a, a dor do contador, não sem importar muito como que nós vamos fazer. Então, nós não tínhamos uma prateleira, um portfólio. Nós, "Olha, qual, o que que você precisa?" Então, tá, "Olha, para resolver isso, eu consigo atuar dessa forma e eu vou te cobrar X." Então, aí aos poucos foi surgindo o portfólio. Mas nós tínhamos verticais,

>> consultoria.

Eu tanto ajudava os programadores a gerar os arquivos, a bater layout, a validar, trazer cálculo, etc. Eh, tinha um trabalho de digitação, que é essa terceirização, que hoje a gente chama de BPO, né?

Certo.

Eh, eh, e tinha também todo um outro trabalho que começou a nascer com tudo isso, que foi o trabalho do cadastro. Interessante essa história do cadastro, que hoje é o nosso carro chefe, né?

>> E, e, e aí eu fui atender uma distribuidora de medicamentos em Bebedouro, perto de Ribeirão Preto.

>> Uhum.

>> E aí, atendendo essa distribuidora, e lá nós fizemos tudo, porque eles têm um RP até hoje próprio lá. E, eh, são clientes até hoje também, graças a Deus.

>> E aí esse pessoal me indicou pro Gustavo. Gustavo Tenã, que era era sócio da Big Sistemas, antiga antiga Big Sistemas. E eu fui atuar na Big Sistema como consultor.

>> E aí cheguei lá como consultor, reestruturamos toda a parte tributária do sistema. Terminamos aí o Rodrigo, que é o sócio do Gustavo, Gustavo e eu, eh, olhamos um pro outro: "Poxa vida, e agora, quem vai preencher isso, né?" E aí, então, "Ó, vamos fazer um cadastro." Na época era DL, nem web service tinha, né? "Vamos fazer um cadastro então." E não existia cadastro fiscal.

Uhum.

>> Surgiu disso. E aí, claro, assim, por mais que nós fomos pioneiros, num passo seguinte, já começou a surgir outras empresas que com mais estrutura e tudo. Essas empresas tiveram aí um, um alcance antes da Endes, né, um, um fomento. Eh, e aí nós começamos a ter esse cadastro compartilhado, eh, que hoje é o nosso carro chefe.

Bacana. Isso é muito essencial para uma empresa, porque às vezes ela paga imposto errado, no sentido que ela paga a mais do que deve. O imposto pagar errado sempre é ruim, né? Ou você, ou você tá se negando, se você tiver pagando menos, mas se você tiver pagando a mais também é péssimo pro, pro contribuinte, né? Então, você ter certinho lá o imposto a ser pago não é fácil no Brasil, né? Não é, não é tão trivial assim, né?

Não é.

>> E, e até me admira coragem assim, porque poucas empresas, eh, se aventuram falar isso. Eu sei, eu tenho autoridade para dizer exatamente quanto isso aqui vai, vai ser cobrado de imposto, né?

Não. E, e chegaram num ponto que a, chegou de garantir em contrato a acurácia dos dados, né? Realmente. E acho que nós não pensamos direito.

Não. Mas é, acho que aí da, da experiência que você acumula de vários anos, você se sente tranquilo em fazer uma tarefa que muitos acham até impossível, né?

Exatamente. É, é, é rudimentar hoje, eh, Daniel, de fato. E cada vez com a reforma tributária, eh, isso tá, isso acentuando. E a, e as empresas estão descobrindo isso da pior maneira e irão descobrir com a reforma tributária. Você, você, eh, sabe que uma das tônicas da reforma tributária é a simplificação, é a transparência, essa alíquota linear. E antes da reforma tributária, todos reclamavam de que é muita exceção, é muita variável, é muita condição. O que torna hoje o nosso sistema complexo é muito condicional, muita variável. Então, a, nós tivemos aí uma reivindicação, eh, maciça para que, então, tivesse algo linear. Isso está acontecendo. Só que se você perguntar pro empresário sobre essa complexidade, ele vai entender que é um problema. Só que ele vai, acho que vale a pena a gente até trabalhar um pouco mais isso aqui hoje, mas no final do dia, o que sufoca o empresário é o pagamento da guia, né? Não é quantos campos, as possibilidades, essa matriz tributária,

>> o esforço que ele gera para chegar naquela guia, né?

Exatamente. E aí, e, eh, com esse entendimento que o esforço ele figura como um detrator,

>> mas o que realmente tem, e, eh, e, eh, sangrado as empresas é o caixa, é o pagamento, é o valor que o empresário precisa pagar.

O imposto também é muito alto, né?

>> É muito alto.

>> E aí o que acontece? As exceções, como você colocou agora a pouco, e as exceções, eh, na prática são benefícios que às vezes está disponível para aquele empresário e ele não sabe, não tá acessando aquilo, né?

Não está acessando. E qual a forma de acessar? Em algum momento, colocar no sistema que para aquele produto ou naquele cenário, aquela operação, por exemplo, não vai ter a carga do ICMS, não vai ter a carga do PIS e da Cofins, porque é monofásico, porque é alíquota zero, porque é substituição tributária no ICMS, porque é isento, porque reduz alíquota, porque reduz a base de cálculo, porque é diferido. Então, assim, cada segmento de exceção representa pro empresário, na verdade, um custo menor. E agora a reforma tributária está tirando a maioria das exceções, só que isso implica em uma alíquota maior. E aí os empresários talvez vão passar a descobrir, eh, de uma forma muito ruim, que era feliz e não sabia com aquele monte de exceções.

Exceções. Então, tem empresário hoje que não tá se beneficiando dessas exceções que ele poderia estar ali, porque ele, ele não tá fazendo um, uma análise tributária muito consciente ali, né, muito profunda? E, e tem empresário que hoje, talvez o lucro dele seja essas exceções que, com a reforma tributária, ele, ele não sabe muito bem qual vai ser o cenário dele no futuro, né? Sem essas exceções, como que vai ficar o fluxo de caixa dele aí? Eh, você consegue ajudar ele fazer uma simulação, tipo, uma previsão de como vai ser pós-reforma tributária?

>> Sim, sim, sim. Eh, eh, tem aquela, aquela frase famosa de Einstein. Einstein, que vai dizer assim, eh, que a definição de insanidade é fazer a mesma coisa, esperando resultados diferentes. É, a reforma tributária, ela vem para desconstruir essa frase, porque hoje, se as empresas continuarem fazendo as mesmas coisas, o resultado será necessariamente diferente.

Sim.

>> A única forma hoje, Daniel, de nós mantermos o mesmo resultado, quando eu falo resultado, eu estou falando a mesma margem,

Uhum.

você comprando pelo mesmo valor, vendendo pelo mesmo valor, é você mitigar tudo isso agora com simulações para você meio que ter essa préciência, eh, eh, comercialmente, economicamente, para onde que a sua empresa está indo, para onde que a sua curva, as vendas realizadas para essa região geográfica, essa operação dentro da sua empresa, porque com essa visão você vai ter aí, e, eh, o benefício de agir talvez antes do seu concorrente.

Uhum.

>> Preparar melhor o seu fornecedor, conscientizar melhor o seu cliente acerca de uma possível repactuação do preço. Você vai poder ter propriedade para quando o seu cliente te argumentar um preço maior, você demonstrar para ele primeiro,

>> planilhar ali, né?

o racional do custo, segundo o crédito que ele vai ter também, entende? Mas tudo isso demanda exercício, demanda aprendizado. Por isso que assim, esse ano tem sido para mim um ano bem exaustivo, porque a gente tem ido aí em alguns lugares do Brasil exatamente para evangelizar, para trazer essa mensagem.

Você tem feito muitas palestras, né, sobre forma tributária, né? Exausto de falar sobre reforma tributária? O duro que não sabe por igual. Semana passada nós teve a reunião do encate em Porto Alegre,

>> e aí a gente já sai de lá com

>> com uma lista enorme de mudanças. De, de daqui a pouco vai vir uma próxima nota técnica. E assim, as mudanças, pessoal, elas estão aí. Muita coisa escrita em pedra, eh, eh, muita coisa pacificada. Tem muita coisa ainda incipiente, né? Se nós fôssemos falar split payment, a alguns, eh, eh, conceitos da reforma tributária, ainda tem essa cortina de fumaça que, no decorrer do tempo, agora eu falo tempo, se meses, né? Até conversando com Marco Polo, um amigo nosso em comum da SAC Fiscal, semana passada, eu disse a ele: "Marco Polo, olha, para mim agora, 15 dias é médio prazo, né?" Então, assim, e as coisas mudam de uma forma muito rápida com a reforma tributária. E tédio, não cabe muito na nossa vida agora.

Não tem, não tem.

>> Muito bacana. Eh, bom, mas assim, o que que é mendes hoje, né? Hoje você cresceu, você atende tots, se eu não me engano, você atende grandes e varegistas, grandes software houses, né? Você pode falar um pouquinho da IMS hoje, né? Tamanho, quantos funcionários, né? Você ainda tá lá em Ribeirão, né? Que é muito legal, né? Continua.

>> Deve ser orgulho da cidade lá, né?

E,

>> e pô, e lá é fantástica a cidade, né? Minha, minha irmã morou lá, eu gosto muito de Ribeirão também.

Eh, mas diz, diz pra gente um pouco como que é hoje, como que é essa empresa que você criou? É um, é um bom lugar para se trabalhar?

>> Olha, eu, eu amo trabalhar lá, viu? Para mim, assim, eu moro muito próximo da empresa e no home office para mim não é incabível. Então, assim, trabalhar lá, o ambiente, e, e sabe que é interessante você perguntar isso. Eh, pessoal, nós não combinamos nada disso, tá? Interessante esse bate-papo. Eh, teve uma época na Mendes, Daniel, que eu, eu não ia na IMS, eu não trabalhava na IMS porque eu não gostava.

Uhum.

Eu vivia de um cliente pro outro, de um parceiro pro outro, porque assim, a Mendes tinha um ambiente terrível no começo, sabe? Aquele ambiente de confusão, de, falei: "Gente,

>> você chegava lá, não tinha paz, todo mundo é um estresse."

Até que nós começamos a entender sobre a dinâmica de pessoas, valores,

>> cultura,

>> cultura, sabe? E assim, rapaz, a nossa vida mudou de lá pra cá. Vem um crescimento também assim, geográfico mesmo, geométrico, diria. Eh, eh, mas sobretudo hoje, e, eh, esses valores que a gente aprendeu lá, duras penas, é, é inegociável. Hoje se fala muito, eh, sobre aquilo e, eh, que te trouxe até aqui, não vai te levar onde você precisa ir, né? Olha, eu, eu tenho, eu tenho algumas dificuldades, sabe? Quando se fala de valores, de relacionamento, acho que tem coisa que não, que leva a gente adiante. Alguns valores são inegociáveis, né? E a gente não pode abrir mão deles, né?

Com certeza. Acredito muito nisso também.

>> Muito bacana. Eh, mas quantos funcionários você tá hoje lá?

>> Legal. E acabei não respondendo. Hoje, e a IMES, ela faz parte de um grupo de empresas, de um grupo de soluções tributárias. Nós temos em Juiz de Fora, eh, uma unidade que é a e-auditoria, que cuida, eh, de soluções focadas para escritórios de contabilidade. E em Ribeirão Preto, a IMS, focada nesse público específico de software, de cliente final, eh, etc. Ao todo, hoje nós temos cerca de 70 em Ribeirão, 200, 180 em Juiz de Fora, e 250 pessoas aí que trabalha com a gente aí,

>> eh, pensando esse, esse mundo tributário.

Já, já começa a ser uma, uma organização mais difícil da festa de fim de ano. Bastante gente.

>> É um desafio,

>> mas é muito gostoso, né? E, e você vê, né? Um sonho que você teve lá atrás. Olha quantas famílias tá impactando hoje, né? Quantas pessoas, eh, não digo que dependem disso, mas que que apostaram nesse sonho junto com você, né? Aqui na CBR a gente fica muito contente de ver isso também, né? De ver o crescimento. Cada, cada pessoa que a gente traz é uma família que a gente traz para dentro também, né?

>> Que deposita as esperanças dele aqui no, no nosso sonho, né? É muito, é muito legal fazer isso acontecer, né?

Muito bom. Eu falo lá, lá na empresa, né? O, o perder cliente é, é muito ruim, né? O, o churn de cliente é muito ruim. Agora, perder funcionário é inadmissível, né? O churn de funcionário para mim é o, é o pior. E sempre quando, hoje nós já temos lá uma, uma conduta, né? Sempre quando algum funcionário provoca um desligamento, e, eh, eles vão tentando até chegar em mim, e eu também sempre procuro sentar com o funcionário, entender o momento dele, o que tá acontecendo. E tem situações que a gente observa: "Olha, o melhor para você realmente é isso. Não podemos ser a tampa da panela dele, né?"

Exato. Exato.

>> Mas sempre que pode, e, e se for de fato oportuno, a gente tenta reter ao máximo, porque

Bacana.

É, é, é, é muito doído, né? Perder, perder alguém do time.

Sim. Muito bacana. Eh, bom, os principais clientes da IMS hoje, você pode falar, abrir alguns nomes pra gente? Você atende o público de software houses?

>> Eh, qual o porte dessas empresas do software house? Que no Brasil a gente tem empresas que atendem, sei lá, 50 clientes e tem empresas que atendem 5.000 clientes, 50.000 clientes.

Exato.

>> Como que é o, qual o porte de, de, de, de cliente que você atinge hoje? E pelo veo, você também atinge bastante varegista final, né?

>> Atuamos hoje. Nós temos, eh, dois braços, eh, via software house, essa venda indireta, né, que é a software house que trabalha. E um braço, e, eh, menor a nível de, de volume, que atende o cliente direto. Onde que eu atendo o cliente direto? Eh, quando a, o RP faz ali a integração e diz paraendes: "Olha, não faz sentido internalizar isso, o produto está integrado. Eh, mas eu gostaria que vocês fizessem ação de vendas, prospecção, implantação, etc." Eh, hoje a gente trabalha com, por exemplo, SAP, totos, links, eh, eh, os principais RPS. Hoje, eh, nós temos aí 400 RPS softwares, né, integrados. E, eh, nas nossas um pouco mais de 30 APIs, e temos aí umas 200 software house na nossa, na fila de integração. Até vamos falar agora um pouco daqui a pouco sobre esse processo de acelerar essa fila, né? Até a CBR, ela, ela existe para isso, né?

Exato.

É, até dando um spoiler, a gente vai mostrar no final desse vídeo, mas o ACBR tem um componente da Endes com todas as APS mapeadas. E a gente vai mostrar um demo aqui que eles estão terminando de fazer agora, mas já dá, já tá funcional. A gente vai mostrar esse demo para vocês verem o, o componente da CBR. Então, se você usa Delfi, usa a CBR, é muito mais simples fazer essa integração aqui com o pessoal da Endes, né? Mas aí o trâmite comercial mesmo para, para você começar a usar a, a P de cadastro deles, né? Eh, então você tem um, um servidor grande lá, você tem que ter um serviço assim, eh, de alta disponibilidade, com muita segurança, porque tem muita gente grande dependendo dele, né? É um desafio manter isso aí.

Exatamente. Hoje nós estamos na Amazon, né, como, como servidor. E é um grande desafio. Para você ter uma ideia, quando nós migramos para a Amazon, se eu não me engano, há cerca de 3 anos atrás, é o, o, nós tivemos aí acesso a uma das maiores consultorias a nível Brasil, e tiveram dificuldade de transicionar os nossos dados de forma, eh, segura. É porque o volume, para você ver, hoje, todo mês são mais de 6 bilhões de requisições, né? Eh, eh, eh, hoje já passamos de 70 milhões de produto. Mas o desafio são os desdobramentos, né? Porque é 27 estados,

>> 250 operações, três regimes tributários, 10 características e todos os regimes especiais,

>> eh, que existem no Brasil. Quando você vai desdobrando tudo isso, você chega em uma matriz aí de hoje já passou de 300 bilhões de regras tributárias,

>> né? Isso tendo que ter integridade, consistência, correlação e essa facilidade de, eh, atualização. Porque o nosso desafio não é só ter o dado, né? Não sei se você teve acesso a uma pesquisa, eh, que diz que 95% dos projetos de inteligência artificial no mundo,

Sim.

eu falar,

>> não dão certo. Mas e por que que não dão certo? Porque falta dados.

Uhum.

>> E hoje o triunfo da IMS é ter esse big data que aliado, estruturado, tudo. E aí aliado, claro, com inteligência artificial. Eh, estávamos agora a pouco nos bastidores conversando sobre até um projeto nosso, né, eh, eh, de inteligência artificial. Eh, tem mudado o patamar da Mendes. Para você ter uma ideia, hoje inteligência artificial hoje, eh, produz cerca de cinco vezes o que todo o nosso time produz.

Caramba.

>> Só que essa curva tá assim, né? Então, daqui um ano, com certeza, vai ser muito mais do que 20 vezes. E a tendência é aumentar.

Bacana. Bacana. O, como que você, Vamos falar um pouco de reforma tributária, né? Eh, vamos até, eh, queria perguntar coisas pessoais suas. Fica à vontade para responder como você achar melhor, né? Você acha que a reforma tributária, do jeito que foi feita, ela, ela foi bem conduzida? Ela vai ser bom pro Brasil? A essa reforma tributária, ela vai ser bom pro Brasil?

É uma pergunta muito desafiadora. Se eu soubesse, eu teria combinado antes. Tô brincando. Olha, eh, ela foi bem conduzida, eh, fazendo justiça a todo o time que conduziu a reforma tributária, eh, considerando o cenário que eles tinham.

Uhum.

Porque assim, se nós olharmos a expectativa, né, vamos pegar o ângulo do empresário, não foi bem conduzido.

O empresário queria redução de imposto na reforma tributária, né?

É. Ou, no mínimo, ele, ele não queria correr o risco de majorar o imposto.

Uhum.

Que é o grande risco da reforma tributária, porque assim, como nós já estávamos em um, em um, em um patamar assim, num teto, eh, eh, hoje você pegar aí 1/3 do que a empresa fatura, tem que,

vire imposto.

Vira imposto. É muito.

>> Sim.

E aí o problema é que você considerar, eh, eh, a, a arrecadação como alíquota de referência, você começa a criar alguns gaps. Talvez o que faltou para esse time, e, eh, que conduziu a reforma tributária, é o tato no mundo real, entende? Por exemplo, nós temos ali, eh, empresas dentro das 50 que estão pilotando a Ultragás, a Brasquem, essas empresas gigantes.

Eh, eh, olha a estrutura que essas empresas têm a nível de RP, de equipe, de controller, de auditores, de, de profissionais relacionado à área de TI. E quando eu falo TI, hoje é dados, é, é código, etc. Então, assim, vai funcionar.

Sim.

>> Projeto SPED foi assim.

Traz pro Zé da Kitanda. É a mesma realidade, né?

Exato. Então, assim, o, aí, Daniel, por isso que eu acho que nós precisamos calçar esse sapato, sabe? Eh, da responsabilidade de diminuir essa fricção, porque quando eles terminaram todo esse conjunto, esse framework, né, da reforma tributária, eles estão tangibilizando isso no mercado por meio de quem? Da software house.

Software house.

Uhum.

Então, no projeto SPED, trazendo como comparativo, o projeto SPED, eu acho que é bem, bem correto fazer isso. Nós tínhamos ali o guia prático do SPED, temos até hoje.

Uhum.

>> Quem lê o guia prático?

Ninguém.

Não, eu digo assim, o, quem é o, o profissional tem que ler para implementar.

É.

Isso. E o contador também tem que ler para passar o arquivo no PVA, para interpretar os erros, né? Quantas vezes nós debruçamos ali, né? Até aqui que você quer perder um funcionário, é só pôr o cara para fazer um sped. Fala assim: "Ó, você vai desenvolver o sped aqui." O cara pede a conta rapidinho, né? Porque

Exatamente.

Você sabe que esse é um desafio que nós estamos tendo com o software house, porque a, eles não estão lendo as notas técnicas como deveriam, né? E, e para isso, né, existem profissionais, eu citei agora a pouco aqui, e é a SAAC Fiscal, que trabalha só para isso, né? Hoje a CBR trabalha para desenvolver várias, vários componentes para poder, eh, facilitar essa operação dentro de uma software house. Mas eu vejo que a software house precisa dar um passo na direção desse estudo também, né? Mas o ponto aqui é que na época do SPED, você tinha algo tanto para contador como para programador. Hoje não. As notas técnicas da reforma tributária, hoje já temos seis, né? Mas essas seis notas técnicas comunica com programador.

O que que o governo tá falando, Daniel? Olha, do lado da sociedade, quem vai pegar o bastão do comitê, eh, da reforma tributária, né, de todas essas autarquias envolvidas, necessariamente será o programador.

Nesse primeiro momento, tem que ser a software house, tem que ser o programador, né?

É, é por ele que tá começando, né? A gente tá vendo o que tá frenético a publicação de notas técnicas, né? Acho que toda semana sai uma, às vezes uma altera a outra. Eu tô percebendo que até mesmo as, as Cfas, às vezes estão se atrapalhando um pouco. Às vezes elas não implementam ou não atualizam o esquema, e daí o cara vai testar, não funciona, ele não sabe se o erro é dele ou é da Cfaz. Ainda tá um momento um pouco caótico, né?

Sim, sim. Ainda mais pelo fato, e, eh, muitos deixaram pra última hora.

O Brasil, né?

O Brasil. E aí nós temos a data do dia 5 de janeiro.

Tá aí, né, cara? 5 de janeiro. Tá aí. A gente tá gravando esse vídeo, é dia 21 de outubro, então tá muito próximo.

Muito próximo.

E assim, 5 de janeiro também é conhecido como primeira segunda-feira do ano. Imagina você na primeira segunda-feira do ano,

acabou de chegar das férias, do réveillon, vai ligar o sistema, nada funciona.

Já pensou? Por isso, na, eh, na Mendes, a gente tá chamando essa data do dia do caos tributário no Brasil. A gente não, nós não estamos fazendo aquele papel do profeta do caos, né, que estamos é o terrorismo. Eu já vi muitos profissionais irem por esse lado, mas hoje, quando você tenta ser realista, e, eh, mesmo focando no copo meio cheio ou focando na solução, eu quero fazer parte da solução, não do problema. Ainda assim, você encontra as dificuldades, os desafios, que seria desonesto nós não passar isso, porque a reforma tributária tem uma face política, uma face, e, eh, da mídia, que não parece que não tão, não estão falando a mesma coisa que está acontecendo.

Exato. Eu não vejo na mídia aparecendo reforma, sai uma nota técnica, não sei quê, mudou, já tá implementando aqui, já tá aceitando. Eles não falam nada, né? Mas 5 de janeiro vai, eu, eu acho que vai acontecer também muito software, muito, muito empresário que tá usando um software que a software house mexeu, esse cara em 5 de janeiro vai tentar emitir uma nota, ela não vai passar, e ele vai ter que correr atrás de um outro software para operar o negócio dele.

Muito bom. E olha, até falando sobre o, o negócio da, da software house em si, eh, eu tive até um inside, e, eh, eh, recentemente pegando um voo aí, pessoal, ali, os comissários de bordo, fazendo aquele ritual todo, né, falando obviedades,

né, não pode fumar no avião, gente. Hoje você não pode fumar num restaurante, né? Quem é hoje que maluco que vai acender um cigarro dentro de um avião, né? Mas aí ele ele fala outra obviedade que é assim: "Coloque a máscara primeiro em você". E eu falei: "Olha, a software house nesse momento está tentando ajudar tanta gente, os clientes principalmente, mas e elas."

Você fala da tributação delas?

Na tributação dela, o negócio delas também, como você trouxe aqui.

É verdade, porque como é um, é serviço, vai ser muito impactado na alíquota de serviço.

Demais, demais. Então, assim, precisa fazer conta, precisa fazer análise. É o momento agora que a empresa de software, eh, precisa sentar com o contador e entender: "Olha, a partir de 2027, vamos fazer uma conta básica aqui." Não, a ideia aqui não é, não é ter densidade, né, tributária, mas vamos lá. Software House hoje, lucro real, paga o PIS e CofinFINS de lucro presumido, né, por um regime especial. Então, vamos colocar, tô colocando, vou, vou citar o caso da Endes, que nós temos como atividade principal, software,

serviço.

E aí nós temos uma alíquota de PIS e Cofins 3,65 e ISS de 2. Quanto que deu aqui? 5,65. Eu pago 5,65 sobre o que eu faturo.

Uhum.

Guarda esse número. Agora, com a reforma tributária, a alíquota, ela vai chegar no teto de 28%. E eu vou ter direito a crédito. Que crédito? Folha de pagamento não dá crédito. Terceirizações. Qual que é o volume de terceirizações? Aí eu, ah, eu vou terceirizar, eu vou pejotizar a folha,

pejotizar todo mundo para mim ter esse crédito.

E o, eu vou contratar um risco, um passivo com passivo enorme.

Um passivo trabalhista. Tem todas esse viés também jurídico.

Eh, OK, eu as minhas terceirizações é Simples Nacional, do outro lado não, não manda crédito, né? Daí ele não vai dar crédito,

porque o que adianta? Eu terceirizo, eu, eu vou pejotizar a minha folha e o cara abre um Simples, uma MEI, que é o que geralmente acontece.

Ah, não, mas eu, eu falo para ele abrir no regime normal.

Ele não vai conseguir, né?

Quem vai, quem vai ter que pagar esse imposto para ele? É,

a empresa vai ter que majorar o contrato. Então, você percebe que o momento hoje da software house, principalmente as, as menores, é um momento de muito cuidado, de realmente colocar a máscara primeiro nela,

porque tanto precisa olhar para produto,

conformidade, está na mesma página, no quesito das notas técnicas, trazer soluções disruptivas e também olhar pros, pra sua composição de custo, porque tudo vai mudar.

Vai mudar muito.

>> Tudo vai mudar.

>> Vai ganhar um grande sócio. Já tinha um sócio que é o governo, só que agora esse sócio vai morder um pouco mais da fatia ali da dele, né, do dele.

Para você entender, Daniel, reforma tributária, se você colocar dois extremos, tá? Quem vai ser mais beneficiado, quem vai ser mais prejudicado? Desse lado aqui, nesse extremo de benefício, eu tenho indústrias

que não têm benefícios fiscais, que são a minoria,

tá? Hoje você sabe que a maioria das indústrias no Brasil ou possuem um regime especial ou um benefício tributário específico.

Uhum.

>> Mas toda indústria que paga pela pelas alíquotas padrões, a reforma tributária vai ajudar. No outro lado, no outro extremo,

quem que eu tenho? Prestadores de serviço.

Esses são os que estão lascados. É. E aí, muito próximo desse extremo, que me preocupa muito, eu tenho as empresas do Simples Nacional, que hoje eu estou falando de 84% das empresas.

Sim.

>> E isso eu considero grave.

É, nossa, vai ser uma bela mexida. Realmente, acho que os empresários não, eles só vão tomar consciência do que aconteceu isso quando eles pagarem a primeira guia já calculada com a reforma tributária. Falou: "Pô, mas dobrou o meu imposto aqui, que que aconteceu?" Tal. Então, vai ser, vai ser um, muitos não vão ter nem opção de subir preço, né? Porque a sociedade talvez não vá conseguir absorver aquele novo custo ali também, né? Vai ser uma grande mexida. Então, assim, eh, trazendo pro, pra realidade da software houses, você acha que corre o risco de muitas empresas de software quebrarem, não conseguirem se ajustar à reforma tributária, seja tecnicamente porque eles não, não correram atrás das notas técnicas e fizeram tudo que precisava ser feito, ou seja, porque o, a carga tributária que ele vai ter que pagar agora vai quase que inviabilizar o negócio desse?

É um risco muito alto. A software house que hoje a correlação de dinheiro novo, novas vendas, Ene não é boa. O valor de cancelamento e o valor de dinheiro novo tá meio que empatando. E ao mesmo tempo, imagina que essa software house já tem uma dívida tributária, já tem lá alguns parcelamentos. Imagina que essa, essa inadimplência da software house perante o governo vai começar a perder cliente, porque o cliente vai querer o crédito.

Sim.

>> Porque nós vamos ter crédito. Nós, prestadores de serviços, ou não, nós vamos ter crédito de despesas como aluguel, energia elétrica, o sistema, e, e etc., que hoje nós não temos, entendeu? O cliente final, ele pode preferir fazer software com uma empresa grandona, porque ela, ela tem lucro real, alguma coisa que dá crédito para ele, do que fazer com uma MEI, uma empresa do Simples, que não vai dar crédito para ele. Pode acontecer esse cenário?

Pode acontecer. É uma pequena parcela, tá? Porque eu não vejo uma empresa trocando um sistema porque

Não é, não é fácil trocar um sistema.

Não é fácil, mas pesa.

>> Pesa na na decisão, entendeu? E se essa questão vem um momento de insatisfação, no momento em que a empresa está decidindo se troca ou não, com certeza o fato da da atual prestadora de serviço não transferir crédito vai pesar. E aí essa inadimplência que eu comentei, por só vai ter o crédito do outro lado quando pago do lado de cá.

Sim.

OK. Então, se no regime tributário atual essa software house já está tendo dificuldades com a inadimplência, comercialmente ela terá dificuldades,

>> de, de vender, porque o cara fala: "Poxa, você não tá me transferindo o crédito que eu preciso aqui, né?"

>> Exatamente.

>> É desafiador mesmo, né?

>> É muito desafiador.

>> É. E você acha assim, pra Software House que tá aqui hoje, outubro, e não fez nada, esse cara já dançou? Dá tempo dele dele correr atrás até janeiro e fazer alguma coisa e, e tá apto a funcionar?

>> Dá tempo, dá tempo. Mas assim, eh, eh, eu tenho hoje duas filhas na escola e a gente sempre procura acompanhá-las em cada, em cada trimestre ali, em cada, em cada fase, porque ninguém reprova de ano na última prova.

É isso.

>> Né? É uma sempre uma construção.

Uhum.

>> E a Software House que hoje não fez o mínimo. Por exemplo, tem amigos, eh, de software house que me ligou há dois meses atrás, e eles disseram, e esse, por exemplo, né, me disse assim: "Isaque, olha, cara, eu vou começar pegar nisso meados de outubro, por quê, rapaz? Ó, vou esperar acomodar essa poeira baixar, ver para onde

vai."

Não. E aquele "vai que pega"? Vamos ver se pega mesmo, né? No Brasil tem isso. "Vamos ver se essa lei pega."

Exatamente, cara. É o, o, eh, uma, emenda constitucional é de 2023, cara. E o cara tá em 25 testando, entendeu? Então, assim, é o procrastinador comum, né? O cara procrastina de forma intencional. Eu decidi procrastinar, eu decidi não fazer hoje aquilo que eu precisaria fazer. Só que o cliente dele, ele não tá tomando a decisão de correr esse risco.

Uhum.

>> Entendeu? Então, assim, o que fazer? Precisa correr atrás para, eh, eh, porque eu, eu posso dividir em três, em três, como que eu posso colocar, em três camadas a reforma tributária para uma software house: técnica. E aí eu estou falando de dicionário de dados, arquitetura, cálculo, correlação, relatório, etc. O próprio DFE, né, pessoal? Assim, a reforma tributária tá toda pendurada nos documentos fiscais eletrônicos,

nos XMLs existentes da nota eletrônica.

Exatamente. Por aí, né?

Exatamente. Eh, primeiro essa camada técnica. Depois, eu tenho uma segunda camada que é a camada de dados. Não adianta ter a parte técnica. Foi o que a conclusão que nós chegamos lá em 2010 para 2011, quando nós criamos o cadastro, né? Nós tínhamos feito a camada técnica para o SPED e não tínhamos a dos dados.

Aquela pergunta aí agora: quem vai preencher isso aí?

Quem vai preencher? E, e olha o desafio da software house, vou até olhar para vocês aqui, porque vocês têm que ter protagonismo na reforma tributária. É um caminho sem volta. Não existe muro. Você não pode ficar em cima do muro e dizer: "Eu não vou me envolver com isso e eu vou focar no meu core, eu atendo, eh, varejo alimentar, eu vou melhorar o meu sistema, então, para atender melhor o varejo alimentar, etc." Esquece isso, não existe muro. Segundo, você então tem que, imagina que você tá num jogo tributário, um jogo de futebol, como o Daniel trouxe aqui, você tem que levantar a mão e pedir a bola. Só que ao mesmo tempo, como profissional de tecnologia,

Você não pode se meter com os dados, você não pode entrar no mérito do dado. Quem é louco para poder dizer: "Olha, e eh você tem que fazer isso, né?"

Estávamos com o pessoal do SAP em um evento de reforma tributária semana passada e eles me disseram assim numa conversa que tivemos: Isaac, olha, muitas vezes o nosso consultor está muito mais preparado do que o cliente na área tributária. Ainda assim, a gente tem que ser agnóstico.

É porque senão você acaba assumindo o risco, né? E não é uma função do dele ali como consultor SAP dizer como o cara tem que tributar, né? Isso tem que ser do contador ou alguém da empresa, né?

Exatamente. Só que por mais que tudo isso é verdade, no final do dia, vou colocar o dia 5 de janeiro, ele vai ligar para quem?

Quando o software house não tá, não tá emitindo. Tô tá dando um erro aqui. E agora?

Exatamente. Mas eu vou mudar o viés da minha conversa. Esse cliente vai sangrar.

Sim, lucro cessante. Ele não tá emitindo documento. Ele caminhão parado, é cliente que não leva mercadoria.

Exatamente. Ou em janeiro de 27 ele pode estar pagando de forma inesperada um imposto maior. Nós queremos que os nossos clientes se deem mal, não? Então assim, é é de interesse nosso que o nosso cliente vá bem. Então eu preciso também então estar nesse campo, levantar a mão e

Não adianta software house lavar as mãos, falar: "Esse problema não é".

Boa. É isso aí. Não adianta.

Vai sobrar para ela se ela não não ajudar a resolver isso daí, né? Seja com o contador, seja com o cliente, ela tem que ela tem que entrar nesse jogo e e e resolver isso junto com eles, né?

E resolver. E aí eu te falo que a software house vira a mesa do jogo.

Hum. Porque ela sai de um lugar de ser reativo. A maioria, infelizmente, é. Eh, sabe? Eh, o conceito de MVP, né? Dentro da software house, eu tenho uma dificuldade na área tributária, porque isso derruba a estratégia da software house. Ah, não, eu vou fazer só o que é obrigação, só aquilo. O que que precisa fazer? Então, vou fazer isso porque eu só não quero que trava o PDV. Eu não quero que a mercadoria eh não deixe de ser dada entrada. Nós precisamos desconstruir dentro da software house uma cultura de MVP na área tributária. Então, quando você começa a ter essa empatia com o cliente, olha, coloca o cliente no centro, o que que ele precisa? Olha, então eu vou criar soluções que a maioria não está criando. Não é só ter um DFE rodando, é ter. Não é só ter os dados também, porque a terceira camada, lembra que eu falei que são três?

Sim.

Técnica, dados e a camada estratégica. E aí eu vou para um outro patamar.

É saber como tributar corretamente para aquele cenário, para aquela empresa, naquele tipo de venda.

Exato. E eu vou além. A camada estratégica é você, software house, sentar na cadeira comercial do seu cliente. E aí você não vai mais só dizer para ele sobre conformidade, porque lembra, nós já saímos dos dados e nós estamos indo para o estratégico. E aí no estratégico você vai dizer para ele: "E essa curva A sua é problemática". Olha, esse estado não compensa mais você comercializar com esse estado. Olha, você tem um CD em extrema, você tem um CD em Vitória do Espírito Santo. Agora, a partir de 2029, esses benefícios tributários vão ser desidratados. Vamos tentar fazer conta.

Será que faz sentido? Olha, vamos precificar então. Então você vê que eu já não tô falando mais de DFE, de nota técnica, não estou falando de dados, eu estou falando de estratégia. Olha, qual a margem que você deseja ter? Vamos precificar então da forma correta, considerando toda essa curva de transição. Olha, você sabia que para você, estou dizendo, você falando com o seu cliente, você sabia, cliente, que para você manter essa margem a partir de 2027, você precisa vender por 7% a mais? Olha, você que tem marketplace, você que tem e-commerce, que vende para 27 estados, já pensou você conseguir montar uma matriz pro seu cliente? Cara, quando eu comecei a mostrar isso pro mercado e e apresentar essa solução para algumas empresas, os empresários falou: "Não, é isso que eu preciso". Você acha que eles já não estavam mais olhando para a IMS como uma empresa de retaguarda de beoffs? Hoje a IMS faz parte da estratégia de várias empresas, porque nós criamos produtos que vão atuar junto aos clientes nessa camada.

Fantástica, porque isso pode ser a diferença de lucro ou prejuízo que ele vai ter no fim do dia, né? Ou ou conseguir vender um produto de forma muito competitiva, né? Usando. E aí a gente não não são truques tributários, são coisas que a lei permite fazer, só que tem que fazer bem certinho, estudar todas as as variações ali, fazer as simulações, como você falou, né, para saber se aquilo tá valendo a pena, para garantir a margem de lucro, né? Empresa que não tem margem quebra, né? Não adianta, né? O cara vai vai ficar trocando dinheiro lá, vai chegar uma hora, ele vai quebrar, né?

Exatamente. E aí eu tenho levado pro mercado, Daniel, uma consciência assim, a reforma tributária é faseada, né? Então, cada fase de uma reforma, vocês reformaram aqui esse prédio, né? Esse inclusive o escritório muito lindo, né? Já te falei isso. Cada fase de uma reforma tem as suas dificuldades, desafios e eh você tem que atuar de forma distinta, muda o perfil do profissional, a competência e a reforma tributária durante esses 7 anos vai ser assim. Nós estamos agora olhando para janeiro de 26, mas entenda assim, ó, a partir de janeiro, nós temos que olhar para janeiro de 27. Vai mudar a fase da reforma. E se vai mudar a fase da reforma, eu vou ter que passar a olhar pra minha margem, para por quanto que eu vou conseguir comprar. Será que o meu fornecedor está preparado? Será que o meu financeiro administrativo está preparado com processo para começar a controlar todos esses créditos que eu vou passar a ter? Tem muita empresa, Daniel, que não tem, o financeiro não é lançado. Essas despesas nem passa pelo sistema. Como é que vai ter essa escrituração?

Uhum.

Porque quando se fala em base ampla de crédito na reforma tributária, é você levar pro seu sistema um controle amplo de crédito. Quem vai trazer essa sofisticação pro sistema? A software house.

E tem muita informalidade, né? Eh, por exemplo, principalmente no setor de serviço, eu vejo muitos serviços que não ninguém dá nota de nada, né? E isso na reforma tributária vai significar menos crédito, né? E especificamente, né? Você acha que a reforma tributária no geral ela vai eh combater fortemente a sua negação fiscal, que a gente sabe que é muito grande no Brasil?

Sim. Olha, eu nunca vi o governo tão bem preparado como ele tá agora. É assim, Daniel, assustador, muito embora hoje o governo dá muito ponto sem nó, sabe? O mineiro tem isso, n? Fulano não dá ponto sem nó, quer dizer que ele deixa as coisas muito bem, mas o governo dá ponto sem nó ainda. Para você ter uma ideia, eu estou também como presidente da Betre nessa nessa nesse mandato, né? E a Betre é Associação Brasileira pela Ética no Tributário. E lá a gente eh fomenta a ética, tem muita fraude hoje no tributário. A gente tem visto aí tantas eh ações até mesmo policiais, né? Eh eh enfim, operações, etc. E aí a gente percebe que cada vez mais nós vamos precisar trazer eh esse conceito amplo para dentro das empresas, entendeu? E e aí entra a gestão sofisticada. E aí que vai entrar de fato essa eh estar do lado de cá perante um governo que não tá mais aceitando sofistica eh sonegação, perdão.

E essa sonegação com inteligência artificial eh eh tudo mais tá sendo exaustivamente combatida. Eh, eh, e aí na Betre a gente teve agora acesso recente ao governo autorizando, por exemplo, eh, recuperação de crédito de PISCOFINS para um produtor rural, pessoa física.

Nossa.

Nem contribuinte é. Então, você vê que ainda falta alguma coisa, sabe? Mas a tá evoluindo muito rápido.

Uhum. E tudo tá ficando muito mais digitalizado. O dinheiro tá praticamente todo digital, né? Eu acredito que talvez os pagamentos em dinheiro mesmo, moeda, sejam 10%. E todo esse dinheiro digital é rastreável, né? Então o dinheiro, o o fisco vai saber exatamente quanto entrou de grana em cada CNPJ ali, né?

É, é até o.

Interessantíssimo isso.

O brasileiro é muito criativo, né? Eh, até escapou das maquininhas ali uma época com as maquininhas em CPF, né? Começava a fazer maquininha do CPF no nome do vô, do tio, do primo, sei lá, para não ficar aquelas vendas atreladas ao CNPJ. Aí os estados vêm com a lei do vínculo fiscal ali para acabar com essa com essas maquininhas em CPF, mas com a reforma tributária dá um passo a mais, né? Cada vez vai ser mais difícil do do empresário segar. Eu vejo que muitas empresas talvez até tenham dificuldades porque o empresário vê a sonegação como uma forma de lucro. Talvez a única forma dele apurar lucro é a sonegação, né? E daí num ambiente que aquilo fica impossível de acontecer, esse cara vai ter problemas, né?

Exatamente. Eh, é interessante a evolução, né? Há um tempo atrás, quem quem passou quem ainda andava com cheque, falava: "Meu, você tá usando cheque ainda?" Aí o tempo passou e dinheiro, né? Rapaz, você tem dinheiro em espécie? E aí, semana passada nós fomos pagar uma um, não lembro se foi estacionamento ou um almoço e deu problema na maquininha por aproximação. E aí a atendente falou: "Olha, vocês não têm cartão físico". Daniel, ninguém tinha cartão físico.

Era só o celular para pagar a aproximação.

Então, olha, para você ver, cheque era, você se tornou obsoleto, dinheiro. Agora nós já estamos na época com cartão físico. Eu mesmo, eu não ando.

Já tá desmaterializando também, né? Eu não ando com cartão físico mais. Então, assim, essa parte da evolução dos meios de pagamento, é, tem cooperado na mesma proporção para o governo mitigar sua negação.

Com split payment. Acho que dá uma boa conexão com o próprio split payment aqui. O governo tá amarrando todas as pontas, né? Tanto para controlar pagamento efetivo com crédito transferido, não é? Porque hoje as empresas tomam crédito de algo que o governo não sabe se vai receber, né?

Tá.

Né?

É claro que tá todo mundo olhando pelo pelo viés do fluxo de caixa, porque hoje tem ali o fato gerador, mas eu não pago naquele momento.

Sim.

E aí eu trabalho, entre aspas, com dinheiro do crédito no meu fluxo de caixa para pagar depois. OK? Só que pensa agora pelo lado do governo, né? Ele tá transferindo um crédito sem ter segurança nenhuma de que aquela empresa vai pagar o imposto.

Vai pagar.

Uhum. E esse pagamento explitado não é uma tecnologia nova a nível de mundo, né? Hoje eu tenho o Split Pemit já na IMS há muitos anos em projetos de parceria que quando o cliente paga um boleto de um de um parceiro específico, por exemplo, ele recebe uma parte, eu recebo outra, não tem bitributação, etc.

Isso é ótimo, né? Não precisa dinheiro entrar numa empresa e sair para outra, né, que dá toda a complicação fiscal daí.

Exatamente. Até abri um parênteses, eu lembrei de uma uma piada, né, que as pessoas estavam conversando fora do Brasil sobre tributação e aí falaram assim: "Ah, o problema do Brasil é essa bitributação". Falou: "Não, no Brasil não existe essa bitributação. No Brasil é só tributação mesmo.

Tributação boa.

Então, e eh então essa questão do split payment veio para amarrar a ponta que ainda estava solta. E aí eu acho que é o tema ainda mais sensível da reforma tributária. Hoje nós temos a previsão de 2027 começar B2B, né? E aí nós vamos ter uma projeção gradual do split payment de 2028 a 32, uma evolução. E nós vamos ter três sistemas, três métodos de recolhimento, o inteligente simplificado e o manual. Mas eh é o importante do pessoal entender que o split payment é essa integração do pagamento eh pelo adquirente e com o pagamento do imposto. E aí a empresa que está ali pagando o crédito, né, sendo um contribuinte, ela vai pagar de forma explada e já vai ter um débito ali de imposto junto. Esse crédito, porque ela comprou algo, esse crédito já vai estar disponível para essa empresa que pagou na sua apuração assistida, entendeu?

Bacana. Então, dentro da apuração assistida, ele vai ter lá esse painel. Por isso que nós da IMS estamos assim eh eh influenciando a software house para desenvolverem a sua apuração dentro do sistema e a minoria que tem.

Entendi.

Né?

Porque realmente vira um eh ir atrás desse crédito vai virar a grande moeda da da das empresas aqui de de de como fazer negócio, né?

Vai. Então você. E você não pode simplesmente acreditar ou aceitar o que o Fisco falou. Você tem isso de crédito, você tem que ter a sua apuração até para confrontar se você sentir falta de alguma coisa ou alguém não pagou o imposto lá e o crédito não entrou para você, você tem que ter esse controle, né?

Eh, já é comum o pessoal fazer conciliação ali de cartão de crédito para saber se as adquirentes estão fazendo os pagamentos corretos. Seria algo semelhante, né? Fazer uma conciliação dos créditos tributários, né?

Exatamente. A software house não pode agora assim eh eh desenvolver algo que vai ficar muito em linha com o que o próprio governo tem, né? Você lembra do do emissor gratuito do governo de nota fiscal eletrônica? Que que é aquilo?

Você coloca lá seis quantidade a R$ 10, ele não faz nem a conta de 60. Você tem que colocar tudo. E aí você olha para aquilo que o governo disponibilizou, que eles chamam de calculadora da reforma. Mas pessoal, você tem que colocar tudo lá. Então, você precisa desenvolver algo que você vai trazer pro seu cliente assim, ó, você tem um gratuito do governo, mas eu desenvolvi esse aqui para você.

Esse aqui você só põe o NCM, eu faço o resto.

E aqui eu tenho inteligência, aqui eu tenho um cálculo, aqui eu tenho e eh estatística. né? Aqui eu tenho essa essa ponderação comercial, o governo não vai te entregar nada disso. E ele já tem sinalizado que a tendência agora é para qualquer passo que ele der, ele vai até cobrar por isso, né?

Sim, porque acaba sendo o consumo de API deles, né? É o custo computacional que não tem orçamento para isso.

Bacana. E a IMS está pronta para ajudar essa software houses, então, a vencer esse desafio aí da reforma tributária, né? Mas que tipo de serviço você pode prestar para para software house? A gente tem aqui o as APIs de cadastro que ela pode consumir e com isso ajudar o cliente dela a sanitizar as bases. Você presta consultoria para para software house também? Que quais outros serviços relacionados à reforma tributária você faz para software house?

Muito bom. Eh, nós temos hoje o nosso carro chefe, a primeira solução, solução de cadastros fiscais. E quando eu falo cadastros, eu estou falando tanto a nível local como interestadual, eh, considerando várias operações, toda essa matriz tributária, complexidade que o Brasil tem, você consegue resolver lá.

Exato. Exato. Então, governança de cadastros de forma geral. Depois nós vamos já para uma camada eh de operação. Nós temos hoje o que nós chamamos internamente de Vacine, que é o auditor de documentos fiscais de entrada. Então, você pendura ele ali no DFE, no manifesto e você consegue tá batendo no XML do fornecedor para ver se ali tem inconsistências graves a serem corrigidas. E o plano de ação para cada uma também. E temos aí uma terceira solução que é uma solução eh de pricing. Eu comentei um pouco aqui.

Aí você entra na estratégia da empresa e ajuda ela a compor preço, ajuda ela a compor estratégia de produto, né, de venda de produto, né?

Exato. E por último, nós temos a calculadora da reforma tributária, que é para trazer essa apuração. Nós tiramos a foto atual da empresa e mostramos a foto do futuro para ela, fazendo uma previsão já com os novos impostos da reforma tributária.

Perfeito. Em 2027, quando nós vamos ter o CBS e o PISCOFINS serão extintos. E aí nós vamos trazer a foto dessa transição. Nós vamos ter é essa transição a partir de 2029, quando o ICMS e o ISS vai começar a decair e vai entrando ali o IBS com todas as variáveis, né, estaduais e municipais. E aí em 2027 nós também vamos trazer o IPI. Aí tá 0 contra o imposto seletivo entrando para alguns produtos, bebidas açucaradas, cigarros, veículos de luxo, aeronaves, etc. Nunca chamaram imposto do pecado, né? Então é uma transição, né? São vários anos de de de fases, né? Eles vão desligando um um imposto ligando o outro. Tem que calcular ano a ano como que a empresa vai ficar com em cada uma dessas fases, né?

Exatamente.

Bacana. Bem desafiador.

Exatamente. É um grande desafio.

Bom, para quem quer contratar IMS, como que começa? Entra na página, que que que ele tem que fazer? A gente vai deixar, lógico, no link na descrição desse vídeo aqui a página da IMS. Mas você prefere que o pessoal fale em algum canal específico?

Legal. Dentro do próprio site da IMS tem lá os nossos contatos. Nas redes sociais é grupo em IMS em qualquer rede social. Eh, e vocês podem, no caso aqui Software House, procurar internamente eh, dentro da IMS pelo Renes, pelo Mateus Quário, pelo Renan e, eh, e esses três gestores de software house estão e me ajudando aí em toda essa condução. E a nossa ideia, Daniel, é essa mesmo, é dar as mãos hoje com a software house e em cada ano da reforma a gente vai transicionando também a software house como negócio, como produto, como estratégia, como conteúdo também para ela municiar o cliente. Então, a ideia é até 2033 transicionando e a partir de 33 tocando a vida também. Porque veja, hoje nós já temos 15 anexos na reforma tributária com exceções. Já temos mais de 2500 possibilidades.

Mesmo na reforma tributária, que era para ser mais simples.

Nós já temos dentro da mesma NCM tributações distintas, ou seja, eu tenho que colocar a a classificação dentro do produto, não tem como. E assim, né, com o governo você não comunica por palavras. Com o governo, você se comunica por códigos e alíquotas.

Uhum.

E você e você precisa colocar isso dentro do produto inevitavelmente.

Ele vai entender o que a operação que você tá fazendo de acordo com esses códigos aí, né?

Exatamente. Muito interessante. Bom, bacana. Eh, vamos dar uma olhadinha no demo que a gente fez. Eu vou trazer, a gente vai dar uma pausa nesse vídeo aqui, vou trazer os demos, o, os meninos do CBR aqui para mostrar o demo e a gente vai mostrar como que eles fizeram o mapeamento da API para para quem quiser consumir aqui o as APIs da IMS usando os componentes do CBR, já tá no SVN, você já pode baixar lá e usar e eles vão mostrar aqui um pouco em o trabalho que eles fizeram. Quanto Quanto isso, queria agradecer aqui o Isaac Mendes por ter vindo lá de Ribeirão Preto para gravar essa esse podcast aqui. Foi muito bacana conhecer sua história, sua trajetória, né, a grandeza que a IMS se tornou hoje, né, quantos clientes ela atende e a relevância que ela tem até pro Brasil, né, quantas empresas ela tá ajudando efetivamente a a a vencer esse manicômio, manicômio tributário que a gente tem aqui no Brasil, né?

Muito bom. E também eu gostaria de sublinhar eh eh antes de agradecê-lo também sobre o ACRD, né? Estamos aí eh eh na véspera já. E assim, pessoal, nós estaremos lá demonstrando também ao vivo para vocês, conversando. Eh, eh, eu acredito assim, vai ser um evento e eh épico para nós por causa do momento que que ele foi posto na nossa trajetória aí da reforma tributária. É um momento assim, é, é como você diz, quem ainda não se preparou adequadamente, você precisa ir pro evento, porque lá eu tenho certeza que você vai sair com um plano de execução muito bem formatado, né? E obrigado pela pela gentileza do convite, pela agenda. Eu sei que a sua agenda também é bem bem concorrida aí e estamos aí de fato para poder servi-los em tudo que estiver ao nosso alcance.

Beleza, obrigadão Isaac. O Isaac vai palestrar no dia da CBR, então dia 6, acho que se não me engano, no dia 6, né, que é sua palestra. No vai ter um painel lá sobre reforma tributária. O Isaac é um dos agentes da reforma tributária aqui no Brasil, talvez uma das pessoas que mais conheçam sobre o assunto. Então, vai ser muito bacana. A gente convidou ele para para ter uma palestra lá no no dia da CBR. Então, dia 6 e 7 de novembro no Ibirapuera. Se você ainda não tá inscrito, corre lá que ainda dá tempo. Vai ser um evento fantástico, né? Bom, vamos lá. Vamos ver o demo com os meninos aqui. Obrigado, Isaac.