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Como surgiu a Festa da Divina Misericórdia?

Vocação de Jesus6:35

Transcription

e [Música] no segundo domingo de Páscoa, a Igreja celebra a festa da Divina Misericórdia, que é um ano de graças para as nossas almas. Este foi um pedido de Jesus a Santa Faustina em vinte e dois de fevereiro de 1931. “E eu desejo que haja a festa da Misericórdia; quero que essa imagem que pintarás com o pincel seja abençoada; só em mente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a festa da Misericórdia. Desejo que os sacerdotes anunciem esta minha grande misericórdia para com as almas pecadoras.”

Na oitava da Páscoa de 1933, Jesus fez mais um pedido à Santa Faustina [Música]. “E na minha festa, na festa da Misericórdia, percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que dizem falecer para a fonte da minha misericórdia; eu as curarei e fortalecerei.” [Música]

Bom, e no ano seguinte, em 1934, Jesus fez uma promessa: “Aquele que nesse dia se aproximar da Fonte da Vida alcançará perdão total das culpas e das penas.” Jesus recomendou que a festa da Misericórdia fosse celebrada no primeiro domingo após a Páscoa, dentro da oitava da Páscoa. E essa data não poderia ser outra, pois há um profundo sentido teológico e uma estreita união entre a celebração do Mistério Pascal da Redenção e o mistério da Divina Misericórdia. O primeiro domingo após a Páscoa costumava ser chamado de Domingo in albis, devido às vestes brancas usadas por oito dias pelos novos cristãos que eram batizados na vigília Pascal. A instituição da festa da Misericórdia no Domingo in albis nos revela a grandeza da misericórdia divina que nos foi concedida no batismo. O primeiro domingo depois da Páscoa também se lê e comenta o Evangelho sobre a instituição do Sacramento da Reconciliação. Ao pedir a festa na oitava da Páscoa, Jesus nos revela que a maior manifestação da Divina Misericórdia se dá no sacramento da Reconciliação.

Durante muito tempo, Santa Faustina resolveu oferecer seus sofrimentos e orações na intenção do Papa para que a festa da Misericórdia fosse instituída em toda a Igreja. Enquanto isso não acontecia, ano após ano, no primeiro domingo após a Páscoa, Santa Faustina celebrava essa festa interiormente, em seu coração, conforme o desejo do Senhor. Em uma dessas ocasiões, no ano de 1935, logo após a Santa Missa, a Santa participava de uma adoração ao Santíssimo Sacramento, quando, em uma visão, Jesus lhe disse: “Essa festa saiu do mais íntimo da minha misericórdia e está aprovada nas profundezas da minha compaixão; toda alma que crê e confia na minha misericórdia irá alcançá-la.”

E no ano seguinte, em 1936, Jesus fala sobre o mar de graças que derrama sobre as almas neste tão grande dia. “E eu desejo que a festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estarão abertas as entranhas da minha misericórdia; derramo todo um mar de graças sobre as almas que se aproximarem da fonte da minha misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e das penas. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas pelas quais fluem as graças. Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de mim, ainda que seus pecados sejam como o escarlate. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da minha misericórdia.”

João Paulo II foi o instrumento de Deus para a consolidação da festa, sendo ele um grande propagador do culto à misericórdia divina. Em trinta de abril de 2001, primeiro domingo após a Páscoa, ou seja, o domingo da festa da Misericórdia, ele canonizou Santa Faustina e, na mesma ocasião, declarou que, a partir daquele ano, a festa da Misericórdia seria incluída no calendário litúrgico. Assim se concretizou o desejo de Jesus manifestado a Santa Faustina em diversas ocasiões. Como já sabemos, essa festa deve ser preparada por uma novena. “Desejo que durante estes nove dias conduzas as almas à fonte da minha misericórdia, a fim de que recebam força, alívio e todas as graças de que necessitam nas dificuldades da vida, e especialmente na hora da morte.”

E a festa da Misericórdia é um verdadeiro presente de Deus, a última tábua de salvação. Como disse Jesus a Santa Faustina: “Nesse dia a Igreja concede indulgência plenária aos fiéis que comungarem, se confessarem, venerarem a imagem de Jesus Misericordioso e rezarem nas intenções do Papa.” Não desperdicemos tão grande graça de Deus para as nossas vidas. Como Santa Faustina e João Paulo II, sejamos propagadores desta festa que brotou do coração misericordioso de Jesus, conduzindo muitas almas ao mar da misericórdia divina. “Essa Santa Faustina, antes de escrever a ladainha, quando vejo Jesus martirizado, o meu coração se dilacera e penso: O que será dos pecadores se não souberem tirar proveito da Paixão de Jesus? Na sua paixão vejo todo um mar de Misericórdia. O amor de Deus é a flor, a misericórdia o fruto. Que a alma que desconfia leia estes louvores à misericórdia e torne-se confiante.” E aí.