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como memorizar ABSOLUTAMENTE TUDO

Pedro Priante14:01

Transcription

Você já tentou estudar para um concurso prova concorrida e sentiu que você era burro, que sua memória não funcionava e aí você olhava pros outros e sentia que todo mundo consegue decorar, mas você não?

Se você respondeu sim para isso, parabéns, eu me identifico super com você. Até meus 20 anos de idade, eu me sentia um incompetente que eu não conseguia lembrar de nada que eu estudava. E mais do que isso, eu sentia inveja dos outros. Eu olhava pros meus colegas e falava: "Que ódio, eles leem o livro e fazem a prova e acertam". Eu leio o livro três vezes, eu faço a prova e tomo bomba, pego o exame, não consigo lembrar. E aí eu me sentia, sei lá, deficiente. Eu não não tenho uma palavra para descrever isso. E por muito tempo era só raiva que eu sentia.

Só que nos últimos anos eu consegui entender como o nosso cérebro funciona e consegui descobrir métodos para conseguir decorar tudo que eu estudo. E hoje eu quero abrir a caixa preta dos concurseiros e quero te mostrar também como é que você vai fazer para assim como eu, passar a decorar o que você estuda. Então, se você tá se sentindo frustrado, desanimado com seus estudos, esse aqui é o vídeo para você. Eu vou te mostrar o que funciona, por funciona e quero que você comece a aplicar isso na sua vida para passar nas provas de uma vez por todas.

Meu nome é Pedro, eu sou médico, sou cirurgião geral formado pela USP, mas aqui no meu canal você vai encontrar vídeos sobre finanças, sobre educação médica, sobre carreira, mas principalmente sobre estudos. Então, se você quer aprender mais sobre esses conteúdos, clica aqui no se inscrever, ativa as notificações para você não perder nenhum conteúdo do meu canal.

Em 2011, pesquisadores da Universidade de Purgew, nos Estados Unidos, criaram três grupos para elaborar um estudo e comparar qual que era o método de estudos mais efetivo e descobrir como é que você fazia para aprender melhor. Eu tive a ideia aqui de pegar três nomes pra gente ilustrar cada um desses grupos e ficar mais fácil de entender o estudo. O primeiro grupo vai ser o do Rafael, o segundo grupo do Paulinho e o terceiro do Pedrinho.

Então, o primeiro grupo do Rafael usou os métodos tradicionais. quatro vezes ele estudou determinado assunto lendo, vendo aulas, recebendo o estudo de forma passiva, o aprendizado de forma passiva. Então ele teve quatro pontos de contato com a matéria de forma tradicional. Já o Paulinho, ele foi um pouco mais inovador. Ele teve três pontos de contato com o conteúdo de forma passiva, de forma tradicional, mas uma última vez ele estudou de forma ativa. E aí essa formativa pode ser variável. Ele respondeu perguntas sobre o conteúdo, ele fez flashcards, ele tentou rememorar aquele conteúdo, isso não importa, mas foi um método ativo. Já o Pedrinho, ele foi totalmente inovador. Ele estudou uma única vez de forma tradicional, viu uma aula, leu um livro, aprendeu de forma passiva e todas as outras ele estudou de método ativo, ou seja, ele fez questão, rememorou, viu o flash card por três vezes.

E esse estudo é um estudo que é muito legal e eu gosto muito dele porque ele vai de encontro a tudo que a gente acredita. Primeiro, eles avaliaram de forma objetiva o resultado dos alunos, ou seja, eles viram qual que foi a nota de cada um dos alunos na prova testando o conhecimento, mas antes de fazer a prova, eles analisaram o conhecimento dos alunos de forma subjetiva. Ou seja, antes de de fazer a prova, eles perguntaram para cada um desses alunos: "Ô, Rafa, como é que você tá se sentindo para fazer a prova? Você tá confiante? Pedrinho você tá confiante? Paulinho tá sabendo tudo?" E aí a resposta foi o que mais me intrigou.

O Rafael, que foi o cara que estudou da forma tradicional, que ele leu quatro vezes, ele era o que tava convicto. Ele falou: "Eu sou brabo, eu tô sabendo de tudo, eu estudei quatro vezes, ninguém me segura, eu vou gabaritar essa prova". Já o Pedrinho que estudou só uma vez de forma tradicional, as outras três ele fez o método ativo, ele tava totalmente inseguro. Ele falou: "Cara, definitivamente eu vou me lascar nessa prova". Eu queria ter pelo menos tido uma oportunidade de estudar pelos métodos passivos uma vez. Eu queria ter lido o livro mais uma vez. Certamente eu vou ser o pior nessa prova e meu conhecimento não vai ser bom. Já o Paulinho, que foi o intermediário, ele leu três vezes e fez o método ativo uma vez. Ele tava mais ou menos, ele falou: "Pô, eu acho que eu tô até que confiante, eu estudei bastante, mas eu gostaria de ter estudado pela forma passiva mais uma vez, porque eu acho que eu teria do melhor."

Então, assim, subjetivamente, métodos ativos, uma porcaria, métodos passivos, muito bons. Só que na hora de avaliar cada um desses grupos, a coisa mudou completamente. Na hora de avaliar objetivamente, o Rafinha, que era o cara que tava se sentindo o brabo, tirou a pior nota do grupo. E foi muito pior do que o Paulinho, que estudou uma vez de formativa e foi muito pior do que o Pedrinho, que foi o cara que foi melhor em todas as provas e muito melhor do que todos. Ou seja, apesar do método ativo e da sensação subjetiva de que estudar por métodos ativos não funciona, na hora de olhar paraa nota de forma objetiva, o método ativo deu a melhor nota de longe. De longe.

Ou seja, antes de eu explicar para você o que funciona e o que não funciona, não é porque você sente que não está aprendendo, que você não tá aprendendo. Então, eu sei que eu não te ensinei nada ainda, mas antes aqui eu quero jogar um balde de água fria, porque toda vez que eu toco nesse assunto, vem vem me falar: "Ah, não, Pedro, mas eu eu sinto que eu preciso escrever, eu preciso ler, eu preciso ver aula". Você pode sentir isso e eu concordo com você, porque a maioria das pessoas sentem isso. Esse estudo mostrou que a maioria das pessoas sentem que precisam isso, mas uma coisa é sentir que precisa e outra coisa é precisar.

Agora eu quero fazer uma pergunta. Você prefere sentir que você sabe ou você prefere de fato saber e acertar as questões na prova e passar? Eu suponho que você estuda para ter um resultado objetivo e passar numa prova. Então assim, eu abriria a mão da minha sensação subjetiva de saber em troca de passar na prova. Imagino que você também.

Então agora, já que a gente ilustrou isso e entendeu que métodos ativos são melhores, eu vou explicar e entender o que que é esse tal do método ativo. Já que estamos concordantes e na mesma página, eu vou trazer as opções que você tem de métodos ativos. Isso vai depender um pouco do momento que você tá e do objetivo que você tem.

Quando a gente fala de concursos, principalmente de provas de múltipla escolha, e aqui meus caros amigos e alunos residentes vão desfrutar muito disso. A gente tem, como nosso carro chefe, as questões. Quando a gente estuda para um concurso, fazer questão e responder questão de múltipla escolha é sem dúvidas a base pra gente construir memória e pra gente conseguir acertar lá na hora da prova e gabaritar o máximo de prova que a gente puder. E quando a gente fala de questão, qualidade é importante. É, você precisa corrigir, você precisa entender o que você fez, mas eu me dói falar isso, mas quantidade é mais importante. No último ano eu fiz um compilado aqui dos alunos e amigos que passaram nas provas e a grande maioria dos colegas que passou em provas concorridas fez mais de 25.000 questões. 25.000 questões é muita coisa. É muita coisa mesmo. Se você fizer uma conta de padeiro, você vai ver que em 40 semanas você vai ter que fazer umas Deixa eu fazer essa conta de padeiro aqui porque eu não sei. Agora que eu fiz a conta de padeiro. Se você fizer essa conta de padeiro para 40 semanas, 25.000 questões são 625 questões por semana. Isso é muita coisa. Se você não tá familiarizado com estudar e acha que é de boa, não é de boa. Ou seja, quantidades cavalares de questões são quase que obrigatórias para passar em provas concorridas.

Pedro, mas eu conheço o Joãozinho que passou com 10.000 questões. Aí eu tenho duas coisas para te responder. Primeiro, exceção é o exemplo do idiota, não seja idiota. Segundo, provavelmente esse cara usou algum método adjunto, somado aí as questões para conseguir memorizar mais. Eu tive um conhecido que passou em Oftalma numa universidade concorrida com 13.000 questões, mas ele fez flash card de todos os erros que ele teve e review esses flash cards diariamente. Ou seja, ele teve algo que se somou. Não dá para achar que você vai fazer só 10.000 1000 questões e passar uma prova concorrida sem fazer nada mais, a não ser que você seja um gênio. Mas se você é um gênio, você não precisa estar nesse vídeo, vai curtir sua vida, porque as coisas vão aparecer fácil para você.

Agora, já que eu citei os flash cards, nada mais justo do que a gente trazer essa próxima alternativa aqui de estudos. Os flashcards eles são muito bons para quem tá prestando um concurso, eles podem complementar as questões. Então você pode criar flashcards pros temas que você vem errando. Então você erra uma questão, você cria um flash card conceitual para decorar esse conteúdo. Ou às vezes, se você tá na faculdade, às vezes você tem um concurso com prova discursiva, você pode criar flash card dos conteúdos, tá, Pedro? Mas o que que é flashcard? Bom, vamos lá, então vou ter que explicar. E aqui eu tenho um papelzinho para me ajudar. Pera aí.

Tradicionalmente os flashcards surgiram destes papeizinhos aqui e eles são muito, muito famosos nos Estados Unidos. Esses flashcards aqui são muito famosos nos Estados Unidos. Eu descobri os métodos ativos em 2019 em canal do YouTube de médicos que falavam sobre a preparação pros steps, pro USMLs, que é a prova de revalidação dos Estados Unidos. E lá eles tradicionalmente usam muito isso aqui, que nada mais é do que um cartão de pergunta e resposta. E aqui eu vou usar um exemplo básico que eu acho que todo mundo vai conseguir entender e concordar comigo. Vou criar um flash cards de história do Brasil. Então, na frente do flash cards é uma pergunta, no verso uma resposta. Que tal quem descobriu o Brasil? No verso, Pedro Álvares Cabral. Esse aqui é um flashcard de história para você memorizar quem descobriu o Brasil. Eu poderia dizer qual artéria irriga o apêndice ou qual que é a origem embriológica do apêndice. Isso seria um flash card.

E aí, qual que é a diferença disso para ler? A diferença disso para ler é que quando você lê, o seu cérebro tá lá, ó, paradão, descansando, recebendo informação sem fazer muita força. E quando você usa o flash card, você lê a pergunta: "Quem descobriu o Brasil?" Você não tem a resposta. Você tem que ir lá encontrar essa resposta no seu cérebro e aí você memoriza isso muito mais. Vou fazer uma analogia aqui bem bem tosca, mas que vai fazer sentido para você. Imagina que você tem que ir de São Paulo até o Rio de Janeiro e você tá no ônibus dormindo, deitado, sem prestar atenção. Ou você pode estar até acordado. Agora imagina uma outra cena, você tem que ir de São Paulo pro Rio de Janeiro. Você não tem um GPS, você tem um mapa e você vai ter que ver o caminho do mapa e você vai dirigindo, olhando no mapa e descobrindo o caminho. Qual dos dois cenários você acha que tem mais chance de que semana que vem você lembre como que faz para sair de São Paulo e chegar no Rio de Janeiro? Obviamente, espero eu, né, que tenha feito sentido para você, que você dirigindo o carro e vendo o mapa e aprendendo como faz, você tem mais chance de chegar lá. E é isso que é o método ativo. O método ativo, você é o motorista, você tá descobrindo o tempo inteiro como faz para chegar lá. E o método passivo, você tá ali no banco do passageiro, olhando para cima, relaxando, se distraindo. Enquanto você lê, às vezes você tem uma ideia e pensa, mas você nem percebe e continua. Então, quando a gente tá sempre usando o método ativo, a gente tá decorando muito mais. E sim, é desconfortável. Todo aluno meu, quando eu falo para ele usar flash card, ele começa a usar flash card, ele fala: "Pedro, mas cansa, né?" Cansa. Justamente por isso que funciona. Você tá usando o seu cérebro de forma ativa e aí você tá consolidando memória.

Tem outras opções, tem várias outras opções. Dar aula. Por que que você acha que eu tô aqui falando sobre os métodos ativos de forma natural, sem colar, sem ler um teleprompter? Porque eu já expliquei, já dei aula sobre métodos ativos dezenas de vezes e provavelmente a próxima vez que eu falar sobre isso vai ser melhor, porque eu tô cada vez mais otimizando essa memória. É como se eu tivesse sedimentando um caminho e esse caminho tivesse cada vez mais consolidado. Se eu precisar, por exemplo, dar uma aula sobre vias biliares, vou dar tranquilamente, porque também é um assunto que eu falo sempre. Agora, se eu precisar dar uma aula sobre eletrocardiograma, vou passar vergonha, porque eu não falo sobre esse assunto e não tô familiarizado. Então, uma estratégia muito boa é a eu ten dificuldade num assunto, um assunto muito complexo. Monta uma aula sobre esse assunto, tenta explicar para alguém. Quando você for capaz de fazer isso, você nunca mais esquece. Todos os temas de cirurgia que eu tenho, familiaridade, que eu consigo falar, faço, são temas que a minha esposa, Júlia, teve na faculdade e me pediu ajuda. E daí eu expliquei para ela e dei aula para ela daqueles assuntos. Esses temas eu domino. Os temas que ela não teve aula e que eu não expliquei, não sou tão bom. Então, dar aula é um exemplo de método ativo.

Outro exemplo, lei, li um livro ou li um capítulo de um livro. Ao término do capítulo, eu tento me lembrar, me recordar do que eu li e tento fazer perguntas. Hum, hum. Lembrei, lembrei, não lembrei. Isso também é um outro método ativo somado a um passivo. Tudo bem, mas isso aumenta a sua retenção de conteúdo. Todos esses métodos que fazem com que você ativamente precise buscar uma informação na sua cabeça, seja para verbalizá-la, seja para pensar nela, seja para responder uma questão, eles se enquadram nesse rall dos métodos ativos e fazem com que você retenha o conteúdo. Você pode ler 100 vezes um livro, você não vai lembrar de tudo. Agora, se você responder seis vezes flash cards, provavelmente você vai lembrar.

E aqui, só para complementar, ainda assim quando a gente usa métodos ativos, nós esquecemos. Esquecemos menos, mas esquecemos. Por quê? Porque o nosso cérebro é como se fosse um HD que funciona mal e ele precisa liberar espaço para receber outras informações. E aí ele vai jogando fora tudo. E existe um negócio que a gente chama de curva do esquecimento. Um resumo superficial disso é que a cada 7 dias a gente esquece, depois a cada 30 e a cada 90. Então tem um conceito clássico de você ter um primeiro contato em zero dias, depois com 7 dias, depois com 30 e depois com 90. E em tese, fazendo isso, você nunca mais esqueceria. Isso é uma forçação de barra, tá? O nossa curva de esquecimento depende muito de vários fatores, como o interesse pelo assunto. Então, às vezes um assunto muito legal para você, uma vez só sabendo daquilo, você vai decorar. Às vezes um assunto muito chato, você vai demorar mais. Então, 0 7 30 90 é um resumo. Às vezes você vai precisar de mais pontos de contato, às vezes menos. Mas o que eu quero dizer é quase sempre, uma única vez estudando aquele assunto, não é suficiente. E aí que entra as revisões. A grande questão é, se você revisar com métodos ativos, poucas revisões são suficientes. Métodos passivos, muitas revisões e ainda assim você não vai lembrar de tudo.

Então agora pausa o vídeo e vamos fazer um desafio. Eu quero que primeiro você tente lembrar tudo que eu falei. Assim a gente vai fazer desse vídeo um método ativo e você vai decorar o que eu te ensinei. Então, primeiro, eu quero que você tente se lembrar do estudo que eu citei. Quais foram os três grupos que a gente teve? Qual método parece funcionar melhor? E qual método funciona melhor? Quero que você responda isso. Pausa o vídeo já responde. Pausou, respondeu. Beleza.

Então, próxima pergunta. Qual que é o primeiro método que eu citei de método ativo aí para quem tá prestando uma prova de concurso com testes de múltipla escolha? Pausa e responde questões, né? Boa. Tá bom.

Próxima pergunta. Qual que é o método de estudos que a gente pode usar para perguntas abertas que tem esse papelzinho aqui? Boa, flash cards.

E terceiro, qual que é a alternativa que eu dei aqui para quem não quer fazer questão em flash card? Aula, assim como eu tô fazendo aqui.

Então, fica o desafio, pega algum amigo seu, explica para ele sobre os métodos ativos, depois mostra o meu vídeo para ver se você conseguiu explicar e entender bem o que que são os métodos ativos. Se você gostou desse vídeo, já clica no gostei e ativa as notificações para não perder nenhum vídeo do canal. Falou, até mais.