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Fala, pessoal! Estamos no ar com mais um episódio do Baldingcast. Dessa vez, aqui eu, mais uma vez, Maria Eduarda, apresentando com Élder.
>> Sim, senhora.
>> E eu ia falar copiloto, ó, co-host.
>> Copiloto também nessa nave que hoje vai entrar na questão da inteligência artificial. Maria Eduarda, muito obrigado pelo retorno, né, que deu outra leveza e outra fluidez ao nosso podcast. Hoje estamos com um convidado mais do que especial, meu amigo André Cincinato, grande advogado tributarista, estudioso de inteligência artificial, quando nem inteligência artificial era inteligente. Então, meu amigo, se apresente, por favor, para nossa audiência.
>> Eh, obrigado. Eu quero agradecer, primeiramente a vocês pelo convite. É uma satisfação imensa estar aqui pela primeira vez, né? Uma honra. Eu espero contribuir e que hoje eu possa contribuir com quem não usa e que com os que usam, que eles possam melhorar ou aprimorar aí o uso da inteligência artificial aí na advocacia ou em outra área que seja também, que ela não tá restrita só à advocacia, né?
>> Vamos, vamos sim. A gente estava conversando antes de iniciar a gravação, né, sobre nos bastidores sobre as ferramentas de IA que caíram no gosto dos profissionais e dos colegas advogados. E aí a gente entra no ChatGPT, no Gemini, no Claude, no NotebookLM. Tem alguns mais específicos, né, como Gama e outros. E na sua visão, já pegando eh eh a primeira pergunta, já indo diretamente no tema, o que é que você acha que é em bom para quais atividades da advocacia, né? Qual ferramenta você indica para cada eh uso e por quê?
>> Cara, é é maravilhoso assim, começando assim quando o ChatGPT foi liberado aqui para nós, >> nós mortais, usar de forma de linguagem natural, que é a linguagem que a gente sabe falar, né? Não só para quem era o profissional da área, que antigamente só quem usava isso é antigo, a inteligência artificial, mas era estava restrito lá aos programadores. Ou você sabia código, ou você não fazia nada. Hoje, com a eh falando naturalmente, né, nossa linguagem, a gente pede uma coisa, ele vai lá e constrói. Eh, mas voltando à sua pergunta, que inteligência artificial usar? Eh, tem inteligências que elas são específicas para determinados casos. Por exemplo, hoje eu uso o NotebookLM para que eu faça um resumo do eu pego o processo lá, 1000 páginas, por exemplo, e peço para que ele resuma, me traga tudo detalhadamente, cada prazo, cada manifestação. Então, imagine o tempo que isso me economiza, né? É, como eu falei aqui antes, eu já passei um dia todo só para poder mapear fato por fato, detalhe por detalhe. Hoje, em minutos, você já consegue isso usando NotebookLM. Então, ele para poder você fazer um resumo da documentação do caso, ele é o ideal. Mas assim, atualmente para a advocacia no geral, o que se tem usado é o Claude ou Clou, se for internacionalmente falando aí.
>> Aí, pera aí, vamos lá. A produção, como é?
>> Claude.
>> Claude. Eu só sei falar Cláudio abrasileirado. Mas então, para que você possa redigir e ajudar e assistir o advogado, o Claude eu acredito que seja o melhor >> uso aí, ultrapassando o velho conhecido ChatGPT.
>> Sim, ultrapassado, diga-se de passagem, né?
>> Olha só, tô tão ultrapassada. Eh, bom, dentro desse tema, eh, e a é algo que a gente sempre fala aqui e eu brinco que todo, todo episódio a gente roda, roda, roda, roda e cai na inteligência artificial.
>> Eh, você acha que ela já chegou de vez, já se consolidou na advocacia ou ainda é moda?
>> Não, o >> um adendo, o advogado, ele é menos advogado se ele usar IA. Eu acho que é o contrário. E ele dizendo assim, com muita certeza, ele potencializa o que você já sabe e e sua especialidade. Então, quando você usa para lhe assistir, cara, isso é espetacular. É claro que ele não dá tudo, né? Ele não tem capacidade de certas nuances do processo, principalmente quando é você vai para uma área que tem muita subjetividade. Isso, isso e outras coisas vai continuar sendo atribuído ao advogado. Você não pode chegar e atribuir 100% de um processo eh a IA, porque ela vai ela pode e vai alucinar em alguns momentos, muito embora você possa, possa restringir essas famosas alucinações. Aí tem uns métodos que já se usa que você reduz aí quase 100% do uso. Tem como?
>> Eh, bom, você falou algo bem interessante aí na sua resposta que é sobre a subjetividade de determinadas áreas, né? Aqui nos bastidores a gente estava conversando também sobre você já programar algumas teses, enfim, que tem áreas que realmente vai demandar muito mais o trabalho ali do detalhinho que eu gosto de chamar do processo, porque são mais subjetivas. Mas o que a IA faz bem para qualquer advogado, independente da área?
>> É, você, como a gente comentou anteriormente, você pegar o NotebookLM, que é uma ferramenta lá do Google, e pedir para que ele eh lhe lhe retorne, lhe apresente um processo todo estruturado, detalhe por detalhe. Eh, como eu disse, isso a economia de tempo é muito grande. Quando eu penso que eu passei 12 horas só para poder fazer essa esse mapeamento de um processo para chegar identificar eh brechas nesses processos e hoje, menos de 5 minutos, ele já me dá, é espetacular. Então, para você organizar, para você fazer minutas de processo, eh, inclusive assim, não só para a advocacia, como o próprio judiciário, né, que seja a regulamentação aí, o CNJ cada vez.
>> E hoje que a gente, eu acho que é o país que mais tem processo, né? Acho que ativo, a gente tá com quase 80 milhões de processos aí, eh, ativos e ou suspensos, né? E tem diminuído muito aí essa velocidade nos julgamentos. Aí o cidadão, no final das contas, que tá ganhando tudo com isso, que ganha mais, né?
>> Exato.
>> E o que é que definitivamente a IA não consegue fazer?
>> O que ela não consegue fazer é ter esse relacionamento que a gente tem aqui humano, que a gente precisa. Eh, determinadas estratégias, as nuances do caso que você precisa identificar dentro das provas lá que ela ainda não consegue fazer, enfim, a parte que cabe e vai sempre caber o advogado, independente de qualquer IA, você vai ter que estar sempre ali e fazendo a curadoria, né? A revisão.
>> Perfeito, cara.
>> Você não pode,
>> é,
>> acho que decidir
>> entregar ela totalmente, muito embora ela tá ficando cada vez melhor, mas ela não vai conseguir fazer isso que só nós ainda fazemos.
>> Acho que de todos os episódios que a gente fala com IA, a gente traz essa frase, né, que a IA é o seu primeiro estagiário, né? Você não vai entregar na mão do estagiário, mas você vai fiscalizar o trabalho. Ó, deixa falar alguma coisa. Isso quando eu já mostrei inclusive lá no escritório uma revisão de um contrato que a gente fez por IA e que a IA interpretou equivocadamente o contrato e da mesma forma que você pode até pedir para usar como redator: "Olha, eu quero que você redija com tais cláusulas, com tais condições, mas no final sempre vai ter aquele olhar do advogado de, olha, faltou uma cláusula penal para determinada situação ou se tal cláusula for descumprida, da necessariamente eu tenho que ter um contraponto que muitas vezes aí ela deixa passar, né? Então acho que é isso que você tá trazendo pra gente, o o esse olhar técnico do advogado, da advogada, de claro, pegar um trabalho que já tá adiantado ali, mas de finalizar, inclusive a própria questão da petição, né? Não não terceirizar para IA, porque cada escritório tem uma forma de redigir, de argumentar. Isso é muito pessoal. Para mim é muito sensível,
>> mas você vai ver como
>> e quando você terceiriza para algum IA, se for mal feito, fica aquele texto robotizado impessoal com cara de IA e aí você pega a petição do colega com cara de IA e já você já perde na argumentação de pronto por preconceito, né? você tocou num ponto sensível para mim, porque assim, eh, eu dentro do escritório, né, eu faço a parte de controladoria jurídica e dentre uma das minhas funções, para além um pouco da controladoria, eu faço muito correções de petições. E para mim, eu sempre identifiquei a quem fez aquela petição pelo texto. E aí, de um tempo para cá, eu ó, a galerinha aqui tá muito na IA, porque o texto ele se torna um pouco impessoal, mas eu sei que isso é treinável. Vou pedir para você falar um pouquinho sobre isso. Eh, então, André, a minha pergunta seria: qual é o maior erro dos advogados na IA hoje? Mas já adiantando a resposta dessa pergunta, que eu imagino que seria justamente essa, terceirizar e robotizar ali o pensamento, eh, como a gente faz, né, para tornar mais
>> mais humana,
>> pessoal,
>> mais pessoal, né? Mas é isso, como você falou, eh, e Duda, mas tem uma forma e é bem simples, deixa eu te dizer, eh, para que ele não fique com a para que ele fique com a sua cara, a sua petição fica com a sua cara, você vai pedir para IA para ela fazer assim: "Olha, analise essas petições, faça uma análise de sentimento dela e daqui por diante você vai produzir dessa forma, como foram feitas as outras." Ela vai pegar suas características, não vai criar do jeito dela e ela vai ficar muito parecida com o que você já produz, a sua forma, a sua pessoalidade de de redigir,
>> usar determinados jargões, determinadas,
>> ele vai, uma coisa que não sei se vocês já notaram, ele traz muito travessão e não é uma prática da gente nas petições trazer o travessão. você já pede para que ele tire, olhe, de maneira alguma eh redija desse jeito, porque as petições jurídicas elas não são feitas desse jeito, né? E e aí quando você faz isso, atribui a ela que analise a sua forma de escrever fazendo análise de sentimento. Outra coisa que você falou a respeito das, e aí às vezes eu faço a questão de análise do contrato, né? Eh, analise de tal forma, façam um brainstorm do que eu deixei de analisar, eh, que pode, eh, ser cláusulas que vai prejudicar o meu cliente. Então, você pede uma coisa a mais que você deixou de de analisar, de enxergar e ele às vezes traz muita coisa que você, cara, não tinha pensado nisso,
>> né? É aquela questão, ele é seu assistente, você tem que usar. Mas aí, como a gente falou, eh, a expertise é sua, né? A especialidade é sua. Então, você tem um olhar, não adianta eu querer pegar e se eu for fazer uma petição na área de família, eu não sei, eu não trato de família, entendeu? E aí é complicado, é como você falou, atribuir eh a IA é você delegar 100% para IA fazer um trabalho que é seu. No dia que ela conseguir fazer, para quê? Vamos contratar a gente. A gente sempre diz que ela não vai extinguir nossa profissão, né? Ela vai nos ajudar. Pois é, alguns colegas vão sair do mercado por causa disso.
>> Agora é aquela coisa,
>> mas são aqueles colegas que já sairiam do mercado.
>> Exatamente. Controcut, exato. O na China, desculpe, na China tem um tribunal para que seria análogo ao o juizado que eles colocaram a IA.
>> Eu tenho uma opinião tão polêmica sobre o juizado. Não vamos entrar nesse entrar nesse.
>> Então vamos deixar isso para outro podcast. Então, caso a audiência queira que a gente entre nesse assunto,
>> ninguém do juizado me assista.
>> aí a audiência, se a audiência pedir, a gente faz só para só para saber o que que sobre juizados. Olhe, vou lhe dizer, minha opinião sobre juizados é extremamente polêmica.
>> Eu falei, então vamos pular, vamos pular, vamos pra frente.
>> Vamos lá. Voltando para aí, a gente falou aqui, acho que que você trouxe muito bem, André, eh sobre ferramentas e como você utilizar. Fala do NotebookLM. Eu uso muito também o NotebookLM e no meu dia a dia. Isso para mim que faço parte de controladoria jurídica, otimizou demais meu trabalho. Porque quando você faz análise, relatórios, aquele ali, o NotebookLM é essa é essa eh ferramenta, né? Eh, e a gente sempre escuta que tem uma regra absoluta: nunca utilize a IA para pesquisar a jurisprudência. Essa máxima permanece? Tem expectativa de mudança? Vamos falar um pouco sobre esse tema polêmico.
>> Isso já mudou muito desde quando foi disponibilizado o ChatGPT no início. Vamos pensar assim, como eu aprendi com o meu com meu mestre lá, meu professor que é o professor Sandeco. Você sabe lá da >> Salandec >> da UFG lá da Universidade Federal de Goiás. E ele fala assim: "A IA, ela foi feita para nos imitar e às vezes a gente erra e ela, por querer entregar, mesmo sem saber, ela vai entregar." É o que acontece aí com a famosa alucinação, que são os erros e as mentiras que elas falam, né? Mas como eu disse no início, eh, a inteligência artificial, ela não tinha acesso à internet, então ela não sabia, ela criava, ela inventava para poder lhe agradar. E mas hoje em dia, com acesso à internet, então diminuiu muito essa esse e uma forma que você tem de amenizar isso e às vezes chega até mais de 90% de acerto, é na hora que você pedir para que ela lhe apresente uma jurisprudência determinada, nada, que ela também só apresente aquelas que ela possa eh informar e trazer para você o link da decisão. Então, quando ela traz, ela traz o link, você clica, você vai parar lá no tribunal. Então,
>> eh a a minha pergunta foi justamente direcionada a essa questão, porque recentemente eu utilizei, a gente nem falou dela aqui no início, a JuizIA, que é IA do Juiz Brasil, nem sei se eu poderia estar falando dele,
>> fazendo a propaganda. Vamos patrocinar, viu?
>> É, olha, Juiz Brasil, mas eles me deram um teste gratuito da da JuizIA e eu achei bem interessante para pesquisa de jurisprudências, que é onde a maioria dos advogados, não inteiramente, pesquisa jurisprudências, acredito que seja no Juiz Brasil,
>> mas eu achei interessante também uma ferramenta do do Gemini, Gemini, não sei.
>> Produção, como é?
>> Gemini. Tô certa? Ó. Gemini. Ricardo não quis falar agora. A gente tem um, eu descobri lá futucando que tem uma ferramentazinha que chama Deep Research. É, tô falei certo de novo.
>> Você sabe que ele não é formado em letras, inglês, né?
>> É, mas vai que, né? Eu confio mais no inglês dele do que no meu. Obrigada, Ricardo. E aí lá foi assim que eu encontrei algumas jurisprudências através de link. É dessa forma mesmo? Existem outras ferramentas que a gente possa utilizar? O você falou esse essa palavra bonita aí de "ressar", ela quer dizer acho que pesquisa profunda, se eu não me engano. Então
>> quando você usa esses modelos, tem vários modelos, né? 3.3, 3.4, por aí vai. E aí ela faz essa pesquisa mais aprofundada, como o Manos que estava na na moda um tempo desse, mas as outras ferramentas também fazem isso, que tanto a do Claude como a do GPT, ele tem uns modelos mais novos que assim, a a as novidades, ela ela é exponencial, né? Não tá mais linear, né? O que você aprendeu de novidade de ontem, hoje já não é mais novidade, então a gente tá na frenesia daquele com os da IA. Mas ela consegue fazer essa pesquisa profunda com mais assertividade, mais acurácia, como a gente chama, que é a assertividade na resposta.
>> Perfeito.
>> O uso de IA, ela pode equilibrar algumas distorções de mercado. Por exemplo, a gente teve um outro podcast em que veio um advogado, sócio de uma grande banca de advocacia. Eles mostraram ali alguns produtos que eles oferecem alguns clientes a partir de RPAs. RPAs, os robozinhos.
>> É automação, né? Automação.
>> Então ele, alguma análise que a gente faria em uma semana, ele consegue entregar em horas, mas é isso é a tecnologia que o escritório produziu para poder processar esse volume de de informação e poder entregar isso com uma rapidez muito maior. Por isso que determinados clientes vão para determinadas bancas por conta desse tipo de poder de processamento. Isso vem, claro, que com um volume de investimento muito maior. essas ferramentas de IA que hoje são acessíveis para menores bancas e e profissionais liberais podem corrigir essas distorções?
>> Sim, como pode. Então, eh, nós, como eu falei, simples mortais, temos agora essas ferramentas na mão. Então, muito embora, eh, não sejamos profissionais da área de TI, eh, você usando a IA, você consegue eh até fazer um sistema desse para que ele ele busque essas informações, ele eh, como é que eu posso dizer? Eu já fiz isso, eu faço, eu pego lá, vamos dizer, trazendo pro meu caso o XML das notas fiscais. Então eu peço para que ele eh crie um sistema eh através da linguagem Python, use as ferramentas que for preciso, mas que ele me traga aquelas informações lá, 1000, 2000, 10.000 1000 páginas de forma estruturadas para que eu possa fazer análise e com isso a gente ganha a produtividade, a velocidade que antes só as bancas grandes ou que contratavam determinados sistemas eh faziam. Então hoje a advocacia, a contabilidade também tem se aproveitado muito disso. Então
>> a o financeiro também você consegue cruzar dados
>> sim,
>> de forma eh muito rápida e não deixa desejar com essas grandes bancas, grandes sistemas. Então, eh, veio para ajudar aí a equilibrar você sabendo usar, você sendo um usuário intermediário ou daí para frente, você consegue sozinho atender a milhares de clientes aí tarefas, porque você sai automatizando ou usando a IA também, que tem que fazer uma diferença. Tem coisa que não precisa da IA, só é automação. antes da IA, eu já vinha fazendo as automações, só que um caso é uso prático no próprio Word, nas petições. Então, a gente tinha os modelos a pronto para que você não ficasse eh mudando a qualificação, endereçamento, essas coisas, você já deixava aquele aquele espaço ali que a gente chama de variável, né? um formulário, você preenche lá, se você jogar os seus dados, se seu seus documentos pessoais, você joga lá e ele já preenchia diretamente, jogava numa planilha no Excel, ele já puxava pro outro e já preenchia. Então a gente já usava isso, quer dizer, muita gente já usava, né?
>> Perfeito.
>> Eh, hoje em dia essas automações elas existem dentro dos próprios sistemas, né? a gente estava, eu estava implementando esses dias e essas automações dentro do meu sistema de controle de prazos, enfim, do sistema do escritório para que ele produzisse esses documentos básicos, procuração, contrato, tudo já de forma automatizada. Acho que disso aí também a gente já está um, espero que a maioria dos advogados também já esteja aí à frente. E acho que isso traz um ponto muito interessante, André, que é a questão pela pergunta de áudio do Eu Kip, né, daquela pessoa que trabalha só ali, hoje em dia já tem uma equipe pela própria inteligência artificial. Mas já trazendo dentro desse tema para uso na prática, né, como você estrutura o uso de IA no seu fluxo de trabalho hoje?
>> Primeiramente, a gente tem que eh depende do advogado, né? Não, a gente não pode atribuir tudo aí. Então, na expertise de cada um, né, você vai analisar o que é que você vai eh argumentar, vai trazer pro seu cliente ali. A partir daí, eu peço para ele estruturando fazer aquelas análises da documentação, no caso de defesa, né? Se for no caso de inicial, que você é a parte autora, eh, você vai jogar os argumentos lá e pede para que ele vá num brainstorm lhe lhe clareando, lhe ajudando a melhorar as ideias, né? Mas só no fato, como eu atuo muito contra a fazenda, né? É, eu eu sempre tô na defesa, né? A maioria é na defesa. Então eu já peço para que ele estruture aquela documentação e eh posteriormente eu já digo qual é a tese que ele vai usar, que eu já deixei eh pré-determinada lá quais são os tópicos que eles vão usar, né? Mas,
>> ou seja, você primeiro aí depois
>> sempre. É porque ela não vai fazer o trabalho da gente. Não tem como essas nuances que a gente tem, a parte humana, a parte que é a sua expertise de anos, ela ainda não consegue chegar lá e entrar lá numa CDA e dizer: "Cara, não, isso aqui tá errado." Não. Aí você vai ter que fazer a análise ali da das legislações para determinado estado, para determinado caso ainda. Não consegue ainda não, né?
>> Uhum.
>> Agora eu acho que essa aqui é a melhor pergunta do do dia. Talvez para mim seja, mas como montar um bom prompt? Mas eu me bato horrores no prompt, não? E aí, aproveitando para para colocar mais eh contexto na pergunta, eh eu tenho pedido para IA elaborar o prompt, no caso, eu tô errado também? E depois dessa aí eu já colocando uma outra pergunta aqui é o seguinte: a as ferramentas de IA têm a os chats, né? Cada vez que você faz uma pergunta, ela abre um tópico e tem aquele outro campo de pastas e de agentes. Como é que seria uma organização interessante para você poder extrair mais da ferramenta,
>> não subutilizar, né?
>> É,
>> é, muita gente ainda tá aprendendo ainda. E aqui, eh, como é a primeira
>> Aham.
>> entrevista encontro da gente aqui, a próxima as próximas vezes eu vou trazer alguma coisa já que a gente possa apresentar apresentar na tela.
>> Mas eh não você não está errado pedindo para que ele faça o prompt, porque ele já sabe qual é o melhor prompt para o advogado, para o arquiteto, para determinadas áreas. E hoje assim, só um pouquinho adiante, hoje já tem uma coisa que chama skill. A skill é as habilidades. Então tem no no Claude, que eu acho que foi o primeiro a a lançar isso aí, ele tem lá um skill creator. Então você diz e aí diz a persona ou se você já configurou lá tanto no ChatGPT, você pode fazer essas configurações, quem é a sua persona, eu sou um advogado, tal, tal, tal, tal, tal, de tal área tal. Então, toda vez que você for interagir lá no chat, né, que é o início, tudo é o chat, o chat você tem que estar interagindo. Quando você vai passando adiante um pouquinho, você já vai passar pros agentes, porque aí você não precisa mais eh tá sempre dando um comando. Você diz: "Olhe, tem esse processo aqui, analisa e faça a defesa". E ele já vai na sua pasta, pega o cliente, pega o documento lá dentro do seu computador, já faz tudinho. Então essa aí já é a parte já mais de intermediário para avançado, mas não tá errado. E toda vez que você for fazer lá para IA para que ela não alucine ou alucine menos, você dá esse contexto para ela, é isso aí é a regra inicial de tudo, né? Então, se você faz um um prompt bom, você recebe uma resposta boa. Se você faz um prompt ruim, genérico, ele vai dar uma resposta genérica. Então, quanto mais específico você for, melhor será o resultado, a entrega que eles vai lhe apresentar,
>> ou seja, da informação, dá contexto.
>> Dá contexto.
>> Minha maior dificuldade hoje nos é, digo claramente aqui, é, é formular o prompt, não só para a advocacia, porque eu uso para tudo, assim, tudo na minha vida. B um roteiro de viagem.
>> Qualquer um roteiro de viagem. Você você não tem ideia dos meios versários da minha filha que é aí a produz.
>> E aí eh falando do ChatGPT e se você for lá em cada uma dessa inteligência artificial, ela tem uma coisa que se chama assistentes. Você não precisa estar toda vez
>> se você repetindo, você já
>> determina. Eu posso dizer para simplificar, não, eu vou criar uma pasta com um advogado de família, outro com advogado empresarial, outro com advogado tributário ou mais específico. Olha, você só vai fazer uma ação ordinária ou vai fazer os embargos, vai fazer uma contestação e lá dentro você já especificou o que ele é aí você vai só vai dar o que a ele lá dentro dessa pasta você vai alimentar com as jurisprudências, com as leis que você vai usar para
>> dentro dessa especificidade, perdoe, eh dentro dessa especificidade, o que é que você acha que é mais interessante na prática? você ter pastas por peças, você ter pastas por cliente, você ter pastas por ações. Eh, e como um escritório aí, já pensando num escritório maior, pode estruturar isso para o uso da sua equipe,
>> complementando. E no caso, já que a gente é uma uma empresa de educação, de gestão para escritórios, eh trazendo isso pra gestão, por exemplo, posso criar pastas ou agentes de IA para pra área de gestão, por exemplo, criar um agente de IA para a gestão financeira do escritório e alimentar com o meu balanço, DRE, metas, planejamento estratégico para que ele aja como o meu eh diretor financeiro.
>> Pode, pode e deve, pode, deve, mas eh pensando já mais é um pouquinho na frente, que eu acho que vai ser nossas próximas interações aqui, e como eu falei, hoje já já existe uma coisa chamada skills. E e Duda é se você criar uma skill de um advogado, você esse esse skill vai ser o seu maestro, vamos dizer, orquestrador, tá lá. E você vai criar várias pastas com as habilidades de cada um, o financeiro. É claro que é melhor criar diferente. Se vai pro jurídico, então vamos criar um advogado que ele vai ter as habilidades
>> pra área técnica,
>> para cada área que você definir. Então advogado só, se você criar, eu acho que eu já tenho lá umas 40 skills diferentes. Então ele já sabe as habilidades. É mais ou menos como o exemplo que o pessoal dá lá no grupo lá de Sandeco, eh, da matriz, Matrix, Matrix, da Trin, né? Ah, ela não sabe pilotar um avião ou não sabe pilotar um helicóptero. Tá lá a skill dela, bota ela na cabecinha dela, puf, ela agora tem todas as habilidades para poder cumprir aquela tarefa que você determinou. Isso é espetacular.
>> E aí, como é que você alimenta? Como é que você eh você pode dar link, você dar o formato, a informação,
>> vai as especificações, é como se fosse um prompt, as skills, na verdade, eh, são os os prompts que você vai criando ali, ó, de você é um especialista nessa área, nessa área, nessa área, nessa área. E aqui está todas as as ferramentas que você precisa para construir. Então, quando vinha o seu gerente financeiro, o advogado, que é o o orquestrador, ele vai buscar essas informações dentro das pastas que são as skills.
>> Perfeito.
>> E aí, da mesma forma você pode alimentar com o conhecimento financeiro, na parte jurídica, você pegar as as jurisprudências, as legislações, jogar lá dentro. E e uma coisa que é boa é que você pode dizer para ele: "Olhe, você não pegue de fora, você tá limitado a pegar as informações que eu te forneci e isso diminui quase 100% aí a as famosas alucinações."
>> Sim.
>> a gente já está se encaminhando pro final. Nosso tempo já está chegando ao fim
>> porque a gente nem falou dos patrocinadores e a gente já vai acabar, né?
>> Meu Deus! Eu acho que eu tá tá faltando falar de um bocado de coisa aqui ainda, não é? Dá mais um episódio, a gente vai,
>> mas o bom seria mostrando aqui como funciona na prática a gente criar aqui.
>> Vamos fazer o seguinte,
>> vamos,
>> deixa eu segurar vocês dois para eu agradecer aos nossos patrocinadores
>> que já está quase no final do episódio. Se você chegou até aqui, vale a pena conhecer iPhone Barato Já Deia, os nossos patrocinadores, eh, sempre conosco, ajudando e proporcionando que o Baldincast exista, né? Então vou voltar porque assim, tive que falar mais rápido dessa vez, já que a gente já está aqui. Você falar alguma coisa?
>> A gente pode fazer via Bald um workshop com os nossos alunos. Aí a gente pode marcar, seja presencial, seja online,
>> um inscrito.
>> E aí deixa quem quem tiver interesse já deixa nos comentários porque a gente Pronto. Então já
>> po pode marcar aí só dizer a gente ver a agenda. Já se encaminhando para o final. Vou fazer primeira pergunta, né? Você acha que a você já comentou sobre isso, você acha que a IA está nivelando os advogados por cima ou por baixo?
>> E outra, vou vou até complementar com a minha a minha experiência em sala de aula. Eh, eu tenho, semestre passado eu fui corrigir uma, corrigir, >> eu fui corrigir uma prova escrita >> e aí eu notei um padrão, aquele padrão de IA na questão escrita à mão. E aí eu percebi, eu peguei a prova, joguei no ChatGPT e pedi para ela responder e saiu exatamente >> a mesma resposta. Ou seja, eh, num contexto claro que quem faz quem faz a a faculdade é o aluno, mas da mesma forma que a gente quando vai utilizar IA, a gente tem um repertório, então a gente analisa o que a IA entregou, a gente tem um senso crítico a partir dessas informações da nossa experiência, dos nossos estudos, para que a gente possa direcionar e corrigir e caso ela alunine, inclusive cortar. Mas no caso de quem não tem esse repertório, quem tá construindo e nesse momento em que tá aprendendo, mas já tem essa facilidade, porque eu tenho aluno que não precisa ir pra minha aula, ele não precisa eh estudar pra prova, porque no dia da prova ele coloca o celular ali baixo da perna, tira a foto da prova, manda aí a responder, entrega, passa na disciplina. num buraco de um tema extremamente sensível, como vai ser a criação dos filhos >> nesse contexto, né, de de IA, a gente vai, a gente joga esse profissional no mercado que não tem necessariamente esse repertório, então
>> que não sabe pensar, né?
>> Exato. É, é, é, é uma mudança que tem que ocorrer em cada um, porque se você pega ela, como eu falei, ela potencializa o que você já sabe ou melhora. O próprio NotebookLM, quando te falei, são tantas possibilidades lá dentro que ele traz. E aí você pode chegar e jogar um determinado contexto e ainda pedir para que ele faça lá um um podcast de duas pessoas eh questionando determinado assunto uma outra. Isso é maravilhoso para você aprender, porque não vai ficar determinado ou limitado só o que você tá apresentando. Vai vir a outra parte e contestando o que você tá dizendo. Não é assim assado. Inclusive depois eu vou disponibilizar. Muito, muito, muito legal. Um, uma skill, um agente que ele é se chama do Contrinha. Tudo que você botar, ele vai argumentar contra. Aí você para você adaptar isso pra pra nossa atividade, imagine você vai fazer sua defesa, sua peça lá do Contrinha, bota aí, você tá todo errado. Não é assim que se faz. Você cria você cria um do Contrinha juiz, um do Contrinha advogado da outra parte e aí você já vai >> pegando as nuances para poder você já ir cercando,
>> incorporar na sua tese.
>> Imagina, mas assim, deixar, como eu disse, deixar isso 100% nas mãos da IA, não >> é? hoje is aí fechando, no caso, eu falei da da formação dos alunos, mas hoje lá na UNIT a gente já tem um método de de avaliação,
>> não e próprio método didático, não é? Não existe mais aquele método que formou a gente, certo? E eu tenho percebido nessas turmas mais recentes que eles são avaliados não apenas pela prova, mas pela oralidade, pela produção, pela resolução de casos. Então, meio que hoje a universidade ela já muda a metodologia dela, não apenas de avaliação, mas de aprendizagem, né? colocando aí dentro de um contexto, mas ainda assim eu vejo um desafio de como você fazer essa geração mais nova criar repertório.
>> Inclusive, eh o CNJ está avaliando essa questão de se vai ser preciso ou não eh a informação pelo advogado que aquela aquela peça, aquela defesa ou atuação dele teve uso do IA. Nossa, né? Nunca não sabia dessa informação, mas acho que talvez seja interessantíssimo.
>> Mas acho que não só para o advogado, também para as decisões, né? Porque ah, não é utilizada só do lado de todos. Exato.
>> Eu tenho, eu tenho vários colegas, amigos que são magistrados e promotores que usam agora com essa responsabilidade. Não, a, a decisão é dele, ele para estruturar, porque não faz sentido você pegar lá um mero despacho, inclusive para a gente, mero despacho, aí você para para olhar sem mero despacho que não tem nada para fazer. Olha quanto tempo que você perdeu. E hoje com IA, você já pode fazer isso e recebe inclusive no WhatsApp as minhas as minhas eh intimações quando recebo lá no e-mail, já manda no WhatsApp. Olha, houve um despacho aqui, uma movimentação, mas você não precisa fazer nada, não é para outra parte.
>> Coisa boa.
>> Vai acabar com o meu trabalho da controladoria.
>> E aí a questão entra entra na questão ética. Quando a gente fecha um cliente, por exemplo, de de extrajudicial, por exemplo, você pode ser contratado para redigir um contrato. Você, quando você firma o seu contrato com o cliente, você precisa, você deve informar que você vai usar IA ou não, né? Porque aí
>> eu acho que isso aí é o Dr. Pano pra manga para um episódio só sobre a ética,
>> não é? Não,
>> porque assim, será que tem que estar lá no nosso contrato inicial? que vai que é autorizada, assim como a gente coloca, né, que tem outras pessoas na equipe que não vai, que seu processo não vai passar só por advogado nome do escritório que lhe atendeu. Enfim,
>> eh, inclusive eu participei o ano passado do primeiro encontro internacional do uso ético da IA, foi junto com a Campus Pare lá em Goiânia. Eu vou segurar vocês e essa pergunta vai ficar no ar,
>> porque realmente acho que isso aqui dá pano pra manga para um novo episódio. Mas já pra gente já se encaminhar pro final do nosso episódio e fechar, eh um conselho para quem quer começar a usar a IA amanhã, seja qual for sua área de atuação.
>> Se você ainda não usou, ele ali, tá me olhando ali, né? É, quem tá te olhando, tá? Vou dar um conselho. Pega um caso que você tem aí seu particular, pega a petição toda lá na íntegra materializada e joga lá no NotebookLM e vá fazendo as perguntas que você achar adequado e vá analisando para ver se ele tá trazendo de forma correta, do jeito que você entende, que você avalia para poder testar e ir aprimorando cada vez mais, refinando que você não vai se arrepender, não. você vai ganhar muito tempo aí e produtividade, viu?
>> Excelente,
>> André. Agradeço demais sua participação. Eh, acho que foi extremamente produtivo. Convidado para outro
>> e já está convidado para um próximo, para uma parte dois desse episódio.
>> Se eu tivesse tempo, a gente gravava hoje. Infelizmente não vou poder, mas a gente vai marcar outra data para gravar aqui.
>> E na próxima vez a gente vai sair com resultado prático aqui.
>> Ah, já pensei até numa estrutura, mas fica aí pra próxima. Vou agradecer sua presença. Obrigada, Élder. Mais uma vez por aqui, produção, será que eu consigo?
>> Você que nos assistiu até aqui, agradeço a audiência. Curte, deixa seu like, ativa o sininho, deixa o comentário e
>> se inscreva no canal. Ciao. Ciao.