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O QUE É BRANDING E COMO DEIXAR SUA MARCA FORTE | INOVA CEARÁ CORTES | #branding #marketingdigital

INOVA CEARÁ 8:51

Transcription

Vamos explicar para a nossa audiência, começar diferenciando branding, o que é marketing e o que é branding. Eh, essa pergunta é muito coerente nos dias atuais, né? A gente escuta muito falar sobre branding, branding, branding e marketing já tá aqui na nossa veia, que às vezes, muitas vezes também é associado à propaganda, mas de uma maneira simplista, se a gente for destrinchar, diferenciar o marketing do branding, é que o branding ele é essência.

O branding, ele tem a ver com personalidade. É o branding que torna uma marca única, que conecta. O branding é quem somos, quem é a marca, né? O que ela se propõe, no que ela acredita, quais são os valores, o que essa marca traz, que torna ela realmente diferente, distintiva de todas as outras, que identifica com o público, né? que cria essa conexão. E marketing é o como, é como eu comunico essa essência, como eu comunico essa personalidade, como eu torno conhecida para o público a propósito de valor daquela marca.

Um não vai viver sem o outro, porque eu não consigo dizer para as pessoas quem sou eu se eu não utilizar as estratégias de marketing. Mas em compensação, o marketing não pode comunicar uma estratégia vazia sem uma essência, porque aí a empresa vai tender ao fracasso.

Para quem nos escuta agora, que tem a vontade de empreender ou iniciou um negócio, nós temos um grande grupo, principalmente pós pandemia, que iniciou o seu projeto pessoal, muitas vezes até sem planejamento por conta de ter ficado fora do mercado de trabalho e viu-se na necessidade de empreender, né? Nós sabemos que as grandes empresas geralmente tem um planejamento e uma parte até financeira para desenvolver o branding, né? Você acha que para quem está começando dá para caminhar junto? Marketing e branding?

Dá sim, claro, claro. Na verdade, todo mundo tem que caminhar junto, pequeno, médio, grande. O branding tem que caminhar junto com o marketing, porque senão eu não consigo contar para as pessoas de fato quem eu sou. Mas quando você fala assim um conselho, acho que na pandemia, já que você mencionou a pandemia, a gente viu grandes marcas como Magazine Luiza, ele acabou colocando um porta-voz, que no caso foi a Luiza, né? Ela tomou frente da marca e ela personalizou a marca. Ela deu cara, ela deu essência, ela deu personalidade. Hoje, quando você pensa nessa grande marca, você não consegue dissociar da identidade da da gestora, né, que trabalhou muito bem o branding pessoal e traduziu isso, porque o desafio das grandes marcas é humanizá-las, é torná-las humanas para se conectar com o público.

Você quando é pequeno, geralmente a tua marca já tem a tua cara, já começa muito com o que você é, com o que você tem de diferente e os pequenos negócios acabam se conectando primeiramente com pessoas que têm relações com o empreendedor. Então, o conselho que eu dou é: utilize isso como uma força. Reconheça, estruture isso como uma força. Comunique os seus valores, o que você acredita, porque quem você é que diferencia você dos grandes. Os pequenos, eles têm uma propriedade muito grande para criar comunidades. Ele consegue, já que ele tem uma, ele pode não ter um perfil de 5 milhões, 10 milhões, 100 milhões de seguidores, mas se ele tiver um perfil de 1000 seguidores, 100 seguidores e aqueles seguidores forem de fato engajados e se conectarem, ali ele tem uma comunidade e isso é o principal atributo de marca para ele começar a ter sucesso no negócio. Isso aí de forma sustentável, né, para que haja uma continuidade essa questão do trabalho do branding.

E diante desse desafio, a gente sabe que a realidade de quem começa a empreender, começa a criar um negócio, às vezes ainda trabalha até de CLT, mas começa a investir, né, na busca no propósito de uma vida diferente, é iniciar sozinho. É o que ele faz tudo, né? Quem começa meio que operacionaliza, desenvolve o marketing. E aí diante dessa realidade existe essa oportunidade que tu tá que tu tá falando, né? Ele virar a própria identidade da marca, né? Ser traduzir os diferenciais que pode apresentar mesmo no nicho ainda bem pequeno, né?

É, Thiago, eu falo que, na verdade, a gente tá falando aqui para empreendedores, mas eu quero falar para todo mundo. Eu sempre defendo, eu sou meio suspeita porque eu sou uma defensora do personal branding. Aí tem pergunta aqui para ti sobre isso, tá? Eu sempre defendo que qualquer pessoa, ela tem como principal ativo a sua própria marca pessoal. Sabe quando a nossa avó fala lá atrás assim: "Olha, o teu nome é o maior patrimônio que você tem, né? Você não vai sujar o teu nome." E tem aquela coisa de realmente você ter credibilidade. Então, ninguém diz assim: "Vou começar uma marca hoje". Não, você já há anos tá no mercado e já carrega uma marca, já carrega impressões que as pessoas têm de você. Então, tornar isso de maneira mais uma assinatura mais pessoal, criando valor pro. Amanhã não importa qual negócio você vai querer abrir, amanhã o Thiago pode abrir qualquer negócio. Se a marca pessoal do Thiago forte na praça, ele vai levar credibilidade para qualquer negócio.

Isso vale para quem é CLT também, porque quando a gente é CLT, nós temos como principal ativo o nosso trabalho. E se a minha marca pessoal é bem trabalhada enquanto CLT, é óbvio que eu vou ser objeto de desejo de marcas que trazem CNPJ, porque eu sempre falo que por trás de todo CNPJ tem CPFs, não existe. Um ser forte, o outro necessariamente existe, necessariamente tem. E quando eu tenho um CNPJ, eu quero por trás deles CPFs que sejam representativos, que agreguem valor e que fortaleçam essa minha marca jurídica, vamos dizer assim.

Essa questão de trabalhar a imagem pessoal, esse personal branding, eh, assim como outras outras ciências, outras habilidades, como relações interpessoais, gestão financeira, geralmente a gente não vê, a gente não estuda em sala de aula. É mais um grande desafio e o inato que a gente encontra no mercado, né? Então, para quem nos ouve, que tá escutando pela primeira vez esses termos, Elis, eh, dá uma dica sobre posicionamento pessoal também. Não é só não é só imagem, mentira, né? Mentira não cola. A frase de efeito não cola. É de fato uma vivência com um propósito e uma proposta de se diferenciar mesmo como pessoa física, né? Isso aí.

Eu levo uma máxima do Personal Branding, que é um cara que quase ninguém conhece, né? Só o Jeff Bezos, ele gosta de falar, o Jeff Bezos, ele gosta de falar o seguinte, que reputação é o que falam de você quando você não tá na sala. E a tua reputação ela é construída ao longo da tua carreira, ao longo da tua vida. E como eu falei, esse principal ativo é o que vai ajudar você a se vender. As pessoas elas têm que perder a vergonha de se vender, mas se vender, como você falou, a partir de uma verdade, a partir do que se é.

Às vezes você tem um profissional que ele é muito bom, ele tem uma bagagem excelente, mas ele tem vergonha de se vender. E aí vem, não sabe. Aí vem alguém que nem tem tanto conhecimento quanto ele, nem tem tanta bagagem quanto ele, mas utiliza audiência, por exemplo, das redes sociais para se conectar com o público e acaba vendendo o produto, vendendo um serviço com maior facilidade do que um outro que pode até ter mais bagagem, mais competência, porque hoje nós estamos nessa era de que as pessoas têm que aprender a se vender, a se mostrar.

Eu falo que da mesma maneira que o Milton Nascimento fala que o artista vai onde o povo está, as marcas, tanto pessoais quanto profissionais, elas têm que ir onde a audiência está. E se a audiência hoje está nas redes sociais, a gente tem que se despir um pouco de preconceitos. Tem gente que tem ainda alguns preconceitos. Ah, mas as pessoas estão na rede social para aparecer, para se mostrar. Sim, de fato, porque é lá que a audiência está. Então, se eu sou bom, eu tenho que estar lá mostrando meu trabalho, mostrando meu serviço, meu produto.