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E aí, pessoal! Vamos começar mais um episódio do podcast Os Sócios. Quem fala aqui é Bruno Perini, host do podcast. Estou, como sempre, com Malu Perini, minha esposa e host, e o belo rosto do podcast Os Sócios.
Olá, pessoal! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Sócios. E sobre o que falaremos hoje? Hoje falaremos sobre investir no exterior, sobre todo esse cenário que estamos vendo aí lá fora depois que, enfim, Trump aí, Bitcoin sobe e desce, aí ele fala umas loucuras. Vamos falar sobre tudo isso: tá o mercado lá fora caro, mas começando a cair. Será que vai ter crise? Se não vai ter? Então é um podcast com muitas perguntas importantes a serem debatidas. Eu não digo respondidas, porque é impossível prever trajetória de mercado, né? Isso a gente não controla.
E antes de apresentar nossos convidados, que já estiveram aqui no podcast Sócios outras vezes, eu tenho dois recados para vocês. Um deles é sobre uma live que a gente vai ter, uma masterclass na próxima segunda-feira, dia 10, falando sobre a importância de se investir fora do Brasil, para que você possa blindar parte do seu patrimônio. Acho que isso ficou muito claro ao longo do ano passado: o dólar subiu 27% contra o real; o mercado lá fora, se a gente considera o S&P em reais, subiu 60%; e aqui no Brasil a gente ficou muito para trás. Tudo bem, Bruno, foi só um ano, né? Pega a média de 10 anos: o S&P sobe, na média, 12% ao ano; dólar mais 10% ao ano, no composto dá mais de 22%, o que significa que o seu patrimônio em reais poderia dobrar a cada 4 anos. Então, para você aprender mais sobre isso, nós temos essa masterclass. A inscrição é totalmente gratuita; há um link aqui na descrição e também deve estar aparecendo um QR Code na tela. Lembrando que, ao final da masterclass, nós abrimos vagas para o Viver de Renda no Exterior, um curso que foi pensado do início ao fim para que você possa internacionalizar o seu capital, ainda que você viva em diversos países do mundo. Você fala: “Pô, mas eu tô aqui em Singapura, vocês não vão saber como é que é a parte tributária”. Vamos! Ah, mas eu tô na Austrália, eu tô na Itália, eu tô nos Estados Unidos, tô no Canadá. Já passaram alunos de mais de 66 países, e todos saíram sabendo investir o seu dinheiro de maneira internacional e também ficar em dia com suas obrigações tributárias. O que é muito importante! Porque aqui no Brasil é só multa e juros; em alguns países pode dar até cadeia. Então, para você que já está fora do Brasil, principalmente, já tem passivos em moeda forte e não tem ativos, vale muito a pena assistir à masterclass. Para todo mundo, mas especialmente para esse pessoal que está fora do Brasil.
E outro recado que eu tenho é do Bitbank. Bitbank é a corretora que eu uso para fazer minhas compras de criptomoedas, especialmente o Bitcoin, por conta da minha carteira como é locada. E por que que eu gosto muito do Bitbank? Eu acompanho já há bastante tempo a trajetória da empresa, lá atrás, como co-se fundiu com a BitPreço, virou o Bitbank, porque eles têm um diferencial de acessar o book de negociação de várias outras plataformas, de modo que você tende a conseguir um melhor preço, tanto de entrada quanto de saída. E um outro ponto é que hoje o Bitbank, em volume de negociação, é a maior corretora do Brasil. Lembrando que, ao vender cripto aqui no Brasil, desde que não passe de R$ 35.000,00 no mês, você está exento de Imposto de Renda. Lá fora, qualquer valor você deveria pagar 15% de Imposto de Renda sobre o seu lucro. E nós temos um cupom: se você vai abrir conta, se você colocar o cupom PERIN30, após negociar R$ 300,00, por exemplo, comprou R$ 300,00 em Bitcoin, você ganha R$ 30,00 de volta. Lembrando que lá você tem diversas criptomoedas; ainda tem um cartão muito interessante que você usa na função crédito, mas é débito, onde o cashback pode chegar até 10%; inclusive, uso bastante esse cartão. Geralmente eu prefiro crédito, mas ganhando 10% de volta, acho que vale a pena usar o débito, né? Bom, recados dados, vamos apresentar nossos convidados.
Recebemos aqui novamente Fábio Fares. Ele possui mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro, atuou como broker institucional em grandes corretoras, dentro e fora do país, é especialista em análise macro, dólar, investimentos no exterior, monitor, professor do Viver de Renda e do Viver de Renda no Exterior. Fábio, bem-vindo novamente ao podcast Sócios.
Boa tarde! Muito obrigado pelo convite. Acho que sexta vez… fico honrado de estar aqui com vocês.
Sexta vez? Já? Acho que sim. Bacana! E recebemos também Felipe Arrais, analista CNPI, especialista em fundos de investimento e investimentos globais da Finclass, atuando há cerca de 10 anos no mercado financeiro. É engenheiro de gestão, bacharel em Ciência e Tecnologia pela UFABC, vulgo Unilula, foi o que ele falou pra gente aqui, cara; pedida da faculdade. Engenheiro mecatrônico pela Middlesex University London. Ah, Felipe, bem-vindo novamente ao podcast Sócios.
Muito obrigado pelo convite. Para mim é a quarta vez, segunda vez que a gente vem em conjunto, então um prazer estar contigo aqui também.
Bom, para começar, cara… não, para começar… vou ler um comentário aqui que mandaram. É sempre bom o ego do leonino, gosta! O Daniel Ribeiro de Souza mandou aqui no chat: “Bruno, acabei de terminar o seu livro ‘Em Nome do Povo’. Didática excelente, melhor livro que li nos últimos anos sobre finanças, e li 12 livros desse tema ano passado. Quanta sensatez em tão poucas palavras! É um poeta dos tempos modernos!”. Poxa, muito obrigado! Fico muito feliz! Já vou aproveitar o ensejo do livro, então, para dar de presente aqui para vocês, pessoal, um exemplar para cada. Muito obrigado! “Em Nome do Povo”, para quem quiser ter o seu exemplar, tá nas melhores livrarias do Brasil, e você pode comprar também pela Amazon. Geralmente, difícil competir com o preço da Amazon, lá a gente tá praticamente desde o lançamento do livro na lista dos 100 mais vendidos; chegou a sair algumas vezes e logo depois voltou; agora entrando na pauta do podcast… Cara, o que que tá acontecendo no cenário internacional? Tá muito bagunçado, muitas coisas ao mesmo tempo. Acho que a gente pode começar falando sobre essa questão da guerra tarifária do Trump e das consequências que nós poderíamos ter disso, talvez até crise no mercado. Mas como é que tá essa questão das tarifas hoje? Dá pra gente pegar o gancho que a gente tava discutindo em off, né, que você tava até trazendo um preâmbulo sobre a mudança de governo, né? De uma satisfação… até eu passo a bola… que a narrativa tava muito boa aqui no off. A gente continua aqui no ao vivo, não acabou. Deu a notícia que o secretário Luthnik, que foi meu chefe na BGC em Nova York, hoje é secretário do Comércio Exterior lá na, nos Estados Unidos, ele acabou de falar que as tarifas, eles vão dar isenções até dia 2 de abril para alguns produtos, principalmente na parte de alimentos para México e Canadá. Tá parecendo uma festa junina, né? Olha a chuva, é mentira! Olha a cobra, é mentira! Só que a gente tem que entender uma coisa: é muito importante, quando a gente começa a ter essa mudança de governo, essa postura, a gente olhar pro passado e ver como que foi lá atrás quando esse mesmo governo implementou tarifas que, inclusive, muitos que criticam as tarifas durante todo o governo do Biden, essas tarifas estavam no mesmo… ninguém falou nada. Os Estados Unidos têm um déficit comercial gigantesco contra todos os parceiros, basicamente. Os Estados Unidos praticamente financia as balanças comerciais do mundo. A balança comercial americana saiu hoje com déficit de 130 bilhões de dólares, e as outras balanças são quase todas superavitárias, porque ele compra muito mais do que os outros países compram deles. E o Trump quer corrigir isso. Por quê? Ele assume um governo que a gente sabe muito bem que o cheque especial já estourou 37 trilhões de dólares, e só esse ano ele tem 7 trilhões de dólares de rolagem para fazer. E, dado a dinâmica do mercado nos últimos anos, a dívida tá sendo rolada tudo em T-Bill, que são títulos de até um ano, dois anos. Então tá tudo rolando no curto prazo, com juros a 4,25%, que é um custo enorme pro orçamento americano. Eu preciso equilibrar isso, eu preciso estancar a dívida, eu preciso “America First”. Ele foi eleito por isso. E o que o… o ponto que o Arrais levantou é o que eu tava falando: pode-se falar o que for do Trump e tudo mais, a urna não deixa mentir, que a insatisfação do americano com o governo passado era enorme, porque o S&P sobe 50% em dois anos, e os democratas que estavam no poder deles foram varridos. Não foram varridos só o presidente, perdeu pelo número de delegados, perdeu o número de votos populares, congresso, senado, perdeu em tudo. O americano falou: “Pessoal, a nossa vida não tá boa aqui. O S&P pode tá bem, a nossa vida não tá boa”. E o Trump tá implementando o que ele falou na campanha toda, é que ele… como você já comentou algumas vezes no seu conteúdo, Bruno, você lê o livro, ele faz isso: ele dá uma voadora na porta, e depois ele começa… não vamos chegar no… no meio tempo, a voadora é todo dia, por enquanto, até as coisas começarem a atração. Mas tem um ponto importante: tem uma pessoa chave no governo Trump que ele não é um personagem hoje ativo, mas ele é bastidor, o Bannon. E ele falou uma verdade: “O nosso grande erro no primeiro governo Trump é que a gente falava e fazia. E aí o pessoal tinha tempo de nos atacar”. Não é o cara que tava por trás do Mark do Trump, isso que eles estão fazendo dessa vez. Perceba: eu vou por tarifa no México, tarifa no Canadá, tarifa na China, eu vou deportar todo mundo, eu vou terminar com eles. Jogam tanta coisa que os inimigos não sabem o que que eles vão ficar pegando foco. Tivemos um exemplo disso há duas semanas com essa história de tarifa do México, Canadá… México, Canadá, enquanto todo mundo ficava debatendo isso e as demissões do DoD, eles passaram na Câmara o orçamento e conseguiram prolongar o shutdown do governo que aconteceu em fevereiro. E eles conseguiram aglutinar apoio, suporte para votar e passar, e ninguém falou nada disso. Esse shutdown seria aquele limite da dívida, tem que novamente ver se pode ampliar o limite da dívida. Eles conseguiram jogar para março, e já estão conseguindo jogar isso aqui para setembro. Ele falou hoje no… num Twitter, né? Truth Network é dele, que a gente já tá negociando para conseguir rolar isso para setembro, para fazer “American Great”. Então vai ter muito atrito nesse começo, vai ter muito barulho. Só que, aos poucos, a gente tá vendo que a máquina tá realmente indo pro lado que deveria, que é o setor privado. E eu vejo assim alguns principais motivos que podem estar levando Trump a implementar essa política de tarifas. Acho que a primeira delas, a gente olha e vê vários setores importantes pra soberania nacional que os Estados Unidos estava um pouco defasado. Pô, desde a pandemia faltou EPI, teve que importar da China, equipamento de proteção, microchips, pô, de extrema importância pra segurança nacional; farmacêutico, um setor que que os Estados Unidos tá de olho, e ele quer ter algum tipo de controle e melhorar essa… esse influxo, essa vinda de produtos que os Estados Unidos hoje depende da importação. Tem a questão também da… de melhorar alguns… alguns desbalanços que havia no comércio internacional, por exemplo, o Brasil hoje taxa muito mais os Estados Unidos em relação ao que os Estados Unidos taxa o Brasil: 14% contra 2%, taxa sete vezes mais. Parece que ontem ele disse que vai resolver isso aí. Falou na terça noite. Isso mesmo! E aí você tem muita gente falando: “Pô, ele pode pensar numa tarifa que seja global e normalizada para todo mundo, ou ele pode assumir uma política de reciprocidade. Então, quem me taxa muito, eu taxo muito de volta”. Então, isso pode… ele quer resolver alguns desses desbalanços que existem; então a política de tarifa pode servir para esse sentido. E tem a questão de arrecadação, que eu acho que se fala pouco, até porque ele tem… ele vai ali estender os cortes de impostos que ele até implementou na gestão passada, e para contrabalancear, já que a gente tem um problema fiscal, como o Fábio colocou, pode ter ali uma motivação dessa tarifa como forma de arrecadar. Então, eu corto o imposto aqui, tô com problema fiscal, então eu arrecado um pouco através das tarifas. Então esses são alguns dos motivos que eu vejo ali que motivam o Trump a querer passar essas tarifas. Acho também tem o lado da… da margem de negociação, como o Fares colocou. Se na outra gestão eu fiz, eu prometi e fiz… eu também não acho que é uma estratégia errática, aleatória. Acho que faz parte de uma estratégia muito bem pensada do Trump, e muitas vezes vai ser só para negociar melhor. Eu acho que Canadá e México, principalmente, são tarifas que podem se esvair no curto prazo; talvez a China, uma questão mais estrutural, que aí é um… um concorrente direto para um poderio econômico… mas a questão do Canadá e o que eu tenho ouvido de muitos especialistas me parece mais uma questão para negociar melhor. Você trouxe até uma notícia agora recente, se vai ter algumas isenções de produtos. Então, pô… eu falo alto, aquele cachorro que late, mas na hora será que eu tô disposto mesmo a morder? Vamos negociar, vamos sentar… tem muita… começo das tarifas que foi adiado, acho que teve até um dia que ele anunciou tarifa de manhã, o mercado reagiu mal, pô, mas as tarifas vão ser implementadas daqui a tanto tempo, tem tempo para conversar até lá, e o mercado no mesmo dia se ajeitou. Então eu acho que tá muito incerto, mas me parece parte de uma estratégia muito bem pensada e menos uma questão aleatória de sair atirando para todo lado, falando de tarifa, mas que mexe com o mercado com certeza mexe. Mas aí vamos às consequências inesperadas de qualquer estratégia, porque o mundo é ultra complexo, e por mais inteligente que seja as pessoas no governo americano, eles podem pensar que teremos algumas consequências, e outras aparecem de surpresa. Por exemplo, no Canadá nós teremos eleições, e a esquerda estava para ser varrida, assim como aconteceu nos Estados Unidos também, e de repente a esquerda volta a ficar favorita, porque o candidato da direita, ele tinha uma aproximação com Trump. Quando o Trump fala: “Eu vou taxar, vou anexar o Canadá”, não… ele causou com o candidato da direita… ele virou radioativo. Então, ele poderia ter alguém mais próximo dele em termos de amizade, em termos até de querer fazer políticas parecidas, e agora no Canadá parece que tem essa consequência adversa. Mas eu também queria saber de um outro ponto, porque, por exemplo, os Estados Unidos, eles são os grandes financiadores do mundo, e esse é meio que o papel que a moeda de reserva tem que ter, né? Você pega aquele dilema de Triffin, ele fala isso: olha, para uma economia eh ter uma… uma… uma moeda realmente global, ela tem que ser deficitária, porque isso significa na prática que eles estão exportando dólar. Eu compro mercadoria de todo mundo, eu pago em dólar, né? Compro muito mais do que eu vendo, eu pago em dólar, os países estão sendo abastecidos com dólar. Se ele muda essa dinâmica, não seria um negócio que é… é contra aquilo que é esperado, porque afinal vai ter uma escassez de dólar por aí, vamos dizer assim. Mas aí que entra o grande ponto, que é o que eu acho… eu acho, não é o que estão falando, que é o acordo de Mar-a-Lago, que foi feito para nova implementação, que vai ser como foi Bretton Woods lá atrás. Qual que é a missão dos Estados Unidos? É continuar sendo a moeda de reserva dos lugares e o maior parceiro comercial. Então a gente vai fazer uma coisa, porque eu também não quero o dólar no patamar que tá. O dólar tá muito valorizado, e pros Estados Unidos não é positivo. O que que esse acordo de Mar-a-Lago fala? Olha, a gente vai fazer o seguinte: nós vamos fazer acordos com os nossos parceiros, e esses parceiros que vão querer a nossa proteção militar, que é o que os Estados Unidos faz hoje, por exemplo, a proteção naval global de comércio é 100% responsabilidade americana. Os piratas do Caribe que estão por aí espalhados, somem-se a eles, são protegidos, são defendidos pela Marinha americana. Ela protege todas as rotas comerciais. Você quer minha proteção? Eu tô emitindo aqui bonds perpétuos de 100 anos, para inegociáveis, que vai render zero. Mas você vai ter que comprar isso daí para pagar pela proteção. Em troca disso, a gente vai… eu vou te dar proteção, eu vou continuar sendo a moeda, e tem mais uma série de fatores nesse acordo. Eles vão… estão tentando implementar isso, trazer a Europa, trazer o Pacífico, e falar: “Ó, eu protejo o mar e tudo mais, mas eu vou precisar receber por isso. Com isso eu consigo aumentar minha… ampliar meus parceiros comerciais, diminuir algumas dependências, custos meus, e vocês vão me financiar através desse bond que não vai render nada, mas vocês vão ter que deixar em carteira. Ele não é negociável. Ah, você não quer fazer o acordo comigo? Beleza, você vai ter as sanções e punições que forem acontecendo, e não vai ter minha proteção. O seu cargueiro lá fique à deriva, ou coisa do gênero”. Então já tá saindo algumas coisas sobre isso, já estão tendo algumas discussões, e dizem que se isso indo adiante e funcionar pode ser tão disruptivo como foi Bretton Woods. Interessante. Só… só colocando o dilema de Triffin aqui para quem nunca ouviu esse termo: se você tem uma economia que ela é dona da moeda de reserva mundial, ela tem que ser deficitária, tem que eh importar muito mais do que ela exporta, ela vai estar espalhando sua moeda pelo mundo. Só que, ao fazer isso durante muito tempo, como ela tá o tempo todo criando moeda para pagar essa conta que é negativa, então a moeda acaba perdendo valor, e uma hora ela deixa de ser a moeda de reserva mundial. Por isso que é um dilema. É isso que se espera desse país, é o que os americanos fazem hoje. Se eles deixam de fazer, alguém teoricamente teria que fazer, só que eles fazem por muito tempo, uma hora vai dar errado também. Por isso que é um dilema, mas acabei te cortando, Arrais. Não, comentar nesse momento em que o juro ainda está elevado… você ainda tem uma força relativa do dólar se mostrando no passado. A gente viu como, você mencionou, em frente a moedas emergentes, ainda mais esse efeito, mas o dólar ganhou força até contra moedas desenvolvidas. E acho que pro futuro a gente vai discutir a intensidade e duração dessa política de tarifas, porque eh também acho que pode fazer parte da estratégia você ter ali um custo maior nos dois primeiros anos de mandato, em ajustar a casa, em fazer o que precisa ser feito. Eu acho que vai passar por uma discussão de alguma reforma estruturante um pouco mais intensa, porque talvez para ser discutida ainda esse ano, e a partir do segundo ano em diante, talvez volte aquela política que o Trump vem falando, da desregulamentação, prosperidade das empresas. Isso talvez ali tem um filme mais favorável até para ele pensar em reeleição daqui a quatro anos. Então a gente vai discutir muito o que que é tarifa de verdade, o que que é só bravata, o que que vai… que vem para ficar, ou o que que é efeito temporário, pra gente conseguir discutir os efeitos de… de cauda longa. E só uma correção, né? Porque o… esse acordo de Mar-a-Lago que ele… eles querem fazer é semelhante ao acordo do Plaza, que foi feito em 85 entre… com Japão, França, Alemanha e Reino Unido, que visava enfraquecer o dólar, porque qual o objetivo dos Estados Unidos? É desvalorizar o dólar. Mas é porque daí com isso ele consegue ter mais força na balança dele, com esse déficit comercial, vai se tornando as exportações dele mais competitivas, uma redistribuição dos custos de provisão da moeda de reserva, então alivia o peso econômico dos Estados Unidos, e aí faz os ajustes coordenados com parceiros, evitando volatilidade extrema no mercado, em troca que eu vou te dar… vou te dar proteção. Então seria essa emissão desses títulos, seria a proteção, por causa que ele… hoje o orçamento bélico americano de defesa, somado o resto do mundo inteiro, não chega no trilhão que ele investe. A China, que aumentou bem, tá com 240 bilhões de dólares por ano de orçamento militar. Isso é um dos pontos que pode vir a ser conversado, porque a gente tem que lembrar uma coisa: a gente até falou ontem isso um pouco lá quando a gente tava conversando no YouTube, com esse troca de financiamento de guerra, Europa matando no peito isso… o déficit da Alemanha vai explodir, o déficit da França já é horroroso, o déficit de vários países são horrorosos. A gente sabe que fiscal fragilizado… a gente vive num país que tá com fiscal… olha o que tá acontecendo… é insustentável. Só que os Estados Unidos têm uma grande vantagem: demanda por dólar. Então, assim, pode funcionar isso daí. Eu acho que vai ser bem interessante acompanhar isso, porque já aconteceu no passado, e hoje essa dinâmica é muito mais vantajosa para todo mundo. Esse acordo de… quer falar alguma coisa? Não. Eu ia perguntar, porque o que eu entendo sobre sobre essas políticas internacionais é que o protecionismo nunca é bom. E no caso, ele vai colocar um monte de tarifas, ou seja, vai aumentar eh o valor para… para entrar dentro do país. Então vai ser um políticas protecionistas, né? Eu… eu vou pegar esse ponto pra gente voltar nele, mas antes só um adendo sobre esse acordo do Hotel Plaza… os Estados Unidos, em 71, tivemos aquele fatídico dia em 15 de agosto de 71, onde o Richard Nixon falou: “Agora um dólar vale um dólar, não tem mais lastro em ouro”. Acabou! Aí você teve uma inflação muito forte nos anos 70, até a era do Paul Volcker, o presidente do Banco Central, que colocou o juro americano… tipo que a gente tem juro no Brasil hoje… levou pro patamar de dois dígitos. E aí, com a máquina que era os Estados Unidos, o principal país do mundo em termos de economia, pagando dois dígitos em dólar, cara, sugou a liquidez do mundo inteiro para lá. Uhum. O dólar ficou muito forte contra outras moedas, tão forte… a ponto de atrapalhar a economia americana, porque ninguém conseguia exportar lá com esse preço tão alto. Então foi um acordo para enfraquecer o dólar. E agora a gente tem mais ou menos a mesma dinâmica: o juro muito mais baixo do que lá nos anos 80, mas no patamar de 4% em dólar. Então ele também suga a liquidez, tira investimento de país emergente, por exemplo, e obriga países emergentes, como é o caso do Brasil, a subir bastante os juros. A gente tá com a Selic em 13,25%, e o dólar tá 5,80. Imagina se tivesse em 6%, cara… tava em R$ 7,00 esse negócio! Uhum. E aí com as consequências, né? Dólar mais alto, a inflação fica mais alta, vai ter que colocar mais juros, fica ruim pro nosso déficit nominal, porque tem uma conta de juros pesada para pagar. Então a gente acaba gastando muito mais do que a gente arrecada, e tem todos esses efeitos. Mas pegando da questão do protecionismo… se não tem protecionismo, vários países que hoje são industrializados talvez nunca fossem, né? Porque não bota uma barreira contra as… a Inglaterra, são na frente… se ninguém bota algum tipo de barreira, a França não tem indústria, comprar tudo dos ingleses. Agora, realmente protecionismo… se você pega principalmente os economistas liberais, eles falam: “Cara, consequências muito negativas do ponto de vista de alocação de capital, porque os Estados Unidos não compram as coisas da China porque todo mundo acha o Xi Jinping mega simpático. Não é por conta disso, compra que é mais barato”. E aí se você vai coloca uma barreira para deixar mais caro, e agora vai ter gente criando as fábricas lá para fazer a mesma coisa nos Estados Unidos por conta dessa barreira que antes não conseguia ser tão competitivo, você tá tirando esses caras de outros setores que eles podiam estar trabalhando, que existiriam sem barreira para colocar o cara num setor que só vai existir por conta da barreira. Então será que é a melhor locação de capital a ser feita? E se protecionismo fosse realmente tão bom assim, não era só para um país fazer contra outro, era para São Paulo fazer contra o Rio de Janeiro, sim, e depois o São Bernardo do Campo contra Santo André, e aí no limite os bairros… até no limite, né? Levando até o ridículo, é a gente não comprando nada do outro… a gente faz um hambúrguer em casa, eu planto o trigo, você cria o gado… não faz nenhum sentido! Sentido nenhum, né? Mas realmente as consequências do protecionismo podem ser negativas. Tem um ponto também, né? A China, por exemplo, que é a grande beneficiada. O que que ela fez o ano passado e que ela vai tá fazendo de novo agora? Ela desvaloriza a moeda dela, e ela tira um pouco dos efeitos… ela diminui o protecionismo dos outros desvalorizando a moeda. E quem manda na moeda lá na China é o Xi Jinping. Ele põe o fix onde ele quiser, o que ele quiser na real, né? Você não consegue entrar lá dentro da China e negociar moeda, nem ninguém de fora da China. Por isso que o mercado chinês pro estrangeiro é em Hong Kong, o que não afeta o fixing da moeda chinesa. Então assim, o protecionismo chinês, ele existe através da moeda. O governo fala: “A moeda vai valer tanto agora”, é… e aí quem paga essa conta é o chinês que quer ir pro exterior. E agora, cara, tá planejando a viagem… pô, a moeda caiu para caramba! Sim, que acontece aqui no Brasil também, né? A gente acontece aqui no Brasil também, sempre… a vontade do Trump de proteger alguns setores estratégicos… a parte manufatureira é um grande ponto de atenção, trazer mais empregos para esse setor… ele tinha também ali muitas… muitos compromissos de campanha, gente que ajudou a financiar a campanha do setor de óleo e gás. Então ele tem uma certa contrapartida com esse segmento, de trazer investimento pro setor. Tem até aquela promessa agora do plano 333, né? Tentar promover um crescimento de 3% do PIB, com uma produção de barril de petróleo que sobe para 3 milhões por dia e um déficit que cai para 3%. Então, quanto que tá o déficit hoje total lá? Esse é o déficit nominal, já… nominal é quase seis… quase… se ele vai cortar pela metade… então, pelo menos o objetivo que se tem a priori… então eu… eu acho que tem… ele falou muita coisa sobre questão de AI, e hoje a China já é a maior… o país que mais investe em eh pesquisa e desenvolvimento do mundo, que mais emite patentes, que mais tá investindo em inovação. Então os Estados Unidos não quer estar atrás disso, então cria-se um certo protecionismo para continuar na vanguarda desse desenvolvimento… obviamente pode ter efeitos de longo prazo se o protecionismo vai para muitos segmentos e de forma irrestrita, mas acho que a preocupação é uma soberania nacional acima de tudo, né? Isso que eu queria saber de vocês, porque, por exemplo, isso aqui no Brasil foi o que ele prometeu nas eleições… no final das contas… “America First”, sim. Mas, por exemplo, aqui no Brasil nós somos muito protecionistas, muito… a gente tem bastante tarifa cobrada de outros países para fazer comércio, inclusive em alimento. Uhum. Vai lá o pessoal do governo e fala: “Absurdo! Tem gente passando fome, mas tá tarifando arroz que vem de fora!”, uhum, deixando a comida eh intencionalmente mais cara para proteger a indústria nacional. E aqui no Brasil a gente cria essas barreiras pensando: “Com barreira, alguém vai fazer o negócio acontecer no Brasil”. Só que, como tem muita amarra para produzir, infraestrutura não é boa, às vezes ninguém faz. Vocês acham que na economia americana o balanço vai ser diferente por conta do dinamismo que acontece lá, ou a consequência vai ser mais ou menos aquela que a gente tem aqui, simplesmente mais inflação que vai levar juros mais altos por mais tempo? Não… eu… eu moro lá há 11 anos, eu sou neto de americano, então assim… só entendendo, estando lá para entender o… o que o Trump vai fazer… como ele fez no primeiro mandato… e vão renovar agora os cortes de impostos corporativos… o americano é PJ… ser PJ nos Estados Unidos você vive uma vida maravilhosa, porque você tem tanto incentivo do governo, você tem tanta eficiência, tanta agilidade que qualquer coisinha que faça você já gera muito resultado. Você pode ter certeza que a segunda etapa, que vai… ainda deve ser esse ano ainda, por ter maioria na Câmara, no Senado, vai ser num dado momento, quando essas coisas estiverem estabilizadas, um pacote enorme de corte de impostos, corte de impostos corporativos, porque daí o cara da corporação vai contratar mais… tanto que já tem mais de 1 trilhão de dólares de empresas como a TSMC, a própria… o banco japonês lá do… da… que o Softbank… Apple… a própria… a Ford tá trazendo empresa da automobilista que tava no Canadá e no México, voltando para Detroit, e ele vai dar incentivo, vai falar: “Meu amigo, gera emprego, contrata, e… e começa a fazer aqui, e vou cortando imposto do máximo possível”. Para quê? Não vou chegar no preço da China, porque o chinês até hoje trabalha 24 horas por 1 dólar à hora… não vou chegar nisso, mas vai ser muito competitivo. Você ainda vai ter margem para ter lucro. Por isso que tudo que tá acontecendo… nenhuma casa ainda saiu… essa semana Morgan Stanley saiu… revisou EPS, que é o lucro por ação das empresas do S&P para baixo… a Goldman, o Morgan Stanley, todos eles… com tudo isso que tá acontecendo nesse momento, ainda tem o EPS do S&P crescendo dois dígitos esse ano, porque vai vir incentivo a rodo pra indústria, e isso lá nos Estados Unidos é assim, é na veia. Você sente na hora. E o petróleo tá baixo, 70 dólares… então isso já ajuda demais também, porque por um lado, se tarifa causa inflação, a inflação de energia fica cada vez mais represada, e ela é muito mais tóxica do que a inflação de tarifa. O ativo mais inflacionário do mundo é o petróleo; se o preço subiu, você vê inflação disparando em vários países do mundo. Ou seja, o povo vai fazer as coisas lá, porque eles estão acostumados a empreender e fazer acontecer. Eu tendo a acreditar também nessa tese, Malu. Eu gosto de escutar os mais velhos, e teve um senhor em 2020, tem cabelos brancos, ele é um pouco conhecido, ele chama Warren Buffett. Ele viveu algumas coisas na vida dele, ele foi emblemático no dia em maio durante o Covid, quando ele falou: “Turma, não apostem contra os Estados Unidos!”. Sim, e ele… ah, mas agora ele tá sentado em caixa… não, ele tem 327 bilhões de dólares em caixa, mas tem 500 e pouco investidos. Então não é que ele tá 100% líquido… para ele movimentar o Titanic dele é complicado… a gente tem um pouco de dificuldade de entender isso porque não tá nos Estados Unidos… aquilo é uma máquina de fazer as coisas acontecerem ali. Os Estados Unidos é a Disney World do empreendedor, do empresário. Você quer ser uma small cap nos Estados Unidos, que você sabe que suas dificuldades são muito pequenas comparado com uma small cap em qualquer outro lugar do mundo, porque você tem linha de crédito, você tem incentivo, você tem mão de obra… a China ganha na quantidade, porque como ele tava falando da… da inteligência artificial, a China forma não sei quantos milhões de engenheiros por ano, porque ela tem 1 bilhão, quase dois, de pessoas ali, então tem muita gente. Agora, qualidade da mão de obra, todo mundo corre pros Estados Unidos… próprio chinês quer fazer Harvard, quer fazer… e quer estar no MIT. E eles retêm tudo ali, então… aberto ali para talentos, né? Você vê CEO de empresa grande nos Estados Unidos, você tem boa parte que são estrangeiros hoje… esse ambiente… direto da Índia, né? Vai direto… é conexão Mumbai… é… tem algumas regras trabalhistas são mais flexíveis… pô, a gente viu na pandemia, né? O desemprego disparou nos Estados Unidos e rapidamente se reverteu, né? Por aqui no Brasil, quando começou a ter essa onda de crise, o empresário fala: “Cara, eu vou mandar embora, vou ter tanto encargo trabalhista depois para recontratar”. Então você… a facilidade com que você demite e recontrata impede que o cara se movimente, aí às vezes a empresa passa por um aperto que não precisaria… lá fora apertou… pô, tem a parte ruim e manda embora, mas a parte boa que… pô, recontrato assim que as coisas melhorarem um pouquinho, eu não preciso ter aquela grande confiança para voltar já a contratar e girar a máquina. Então você tem menos amarras pro mercado de trabalho também. Olha… eu te falo no Covid, quando a gente vai para casa, né? Eu trabalhava num banco lá em Nova York… a gente vai para casa… nos… depois de três dias que falaram: “Olha, realmente vai ficar um bom tempo desse jeito… todo mundo num conference call… vamos ter que diminuir o salário de todos vocês em 30%… revemos daqui a três meses, quando a situação… ou quando tiver clareza da situação para poder manter o negócio fluindo”. OK… não precisou de sindicato, não precisou aprovar a votação… pode nem diminuir salário… só que manteve… manteve todos os empregados… não precisou cortar ninguém, e a gente foi como… diz… par e passo… ó… melhorou a situação… agora vamos começar a voltar pro escritório… vamos já começar a voltar os salários pros… pros níveis que tavam, e tudo mais… num telefonema, numa conferência… você não tem nada de… ó… você tá desligado… tá aqui seu contrato… vamos terminar ele aqui… não sei o quê… da mesma forma que você arrumou outra coisa… tá aqui a cláusula que eu posso sair, e tá tudo bem… é muito… muito rápido isso lá… isso é… é uma máquina de eficiência. E quanto a… a previsões de inflação e juros pro mercado americano, porque o juro americano é o preço mais importante do mundo, é o preço do dólar, que é a moeda mundial. E se a gente pega no passado, a gente vai estudar a crise de 29, por exemplo… muitos historiadores, economistas apontam as tarifas… a tarifa Smoot-Hawley como uma das grandes causadoras do crash. Então você tinha um mercado esticado, e de repente os Estados Unidos começaram uma política de: “Cara, vamos proteger a indústria nacional”, colocaram tarifas para boa parte do mundo. Só que os países não assistem isso de braços cruzados, né? Geralmente o político vai lá e faz o quê? Ele pega aquele inimigo incomum que aparece, né? Não, todo mundo agora odeia o americano porque ele tá tarifando a gente, então bota uma tarifa também. E aí todo mundo ergueu muros pro comércio… no final todo mundo cresceu menos, teve
Never bet against America. Because I strongly believe in structural allocation, I don't think our portfolio needs to be so tactical to escape crises. I think it has to be built to withstand even the most challenging moments and emerge stronger on the other side. Things will improve even more for the world's leading economy. So, a market that ends up being a bigger risk is one you're completely out of.
But do you believe the market will fall significantly? Because, for example, if you look at finance books, 10 out of 10 will say, "Man, interest rate hikes are bad for risky assets." Here in Brazil, we see this in practice. When Selic was at two percent, the Ibovespa went up. When it started rising, the stock market fell, and with high interest rates, it doesn't rise. Abroad, however, we saw interest rates go from zero to four, and the S&P kept breaking record after record.
However, Fabio already mentioned this in another conversation we had: the public sector was very important to the American economy in recent years. And just in terms of job losses, we're talking about 300,000 people being laid off from the public sector. That's fewer people with income, fewer people to consume. If consumption decreases, companies will also sell less, they may start revising profits downward, and the market will anticipate this, right? It will look and say, "People are revising downwards, let's sell because the business is going to fall."
So, do you think we could have a stronger sell-off than we've seen in the S&P in a long time? Because to really fall hard, I think it hasn't fallen hard since the pandemic. But what would constitute a hard fall for you? Ten percent? More than 20%? No. You don't think so? No. I'm still sticking to the provocation I made to Malu in my third participation here: Apple will fall 10% because Apple was the worst tech company in terms of news, innovations, and investments. And it hasn't fallen. Ah, but in that period, it fell 5%, but that's okay, it hasn't fallen 10% yet. So, I think it's difficult, Bruno. Because, when you look at capex, everyone has capex through the roof. Microsoft revised its capex, which was $80 billion for AI. I think I exaggerated, it's oversupply, I'll cut it down. Then Uncle Zuck said, "I'm going to build a $200 million data center." You say, "Man, how is it possible? Companies have very healthy margins." And look, I'm not a fundamental analyst, but we have to look at the details to try to understand the picture. You see there, a trillion-dollar company with 50-60% margin, healthy bid margin, free cash flow booming. You say, "Man, it's difficult." Honestly, if that prophecy comes true and it falls 20%, I'll be very happy because I have a good amount of money to invest today. I'm sure it will change my life. I even leave a message for you: I've seen few people change their lives in a period of two or three years, and most of them that I've seen and spent time with were because they were very liquid in 2007 because of the stock market IPO, because we, who were partners in brokerage firms, we sold our shares for the IPO, we were forced to sell a piece otherwise there wouldn't be shares to do the IPO, and many people put a lot of money in their pockets and saw the 2008 crisis. Those who allocated in 2008 and 2012, and I'm not just guessing because I did this for the people around me, realized profits of 200-300% in dollars because in a crisis, whoever has money makes a killing. I'm more like what he said, a structural allocation of the type that has constant contributions, if it falls you'll be buying, if it rises you'll be buying, and life goes on. But I don't see a bear market in the United States.
I also don't see it, but more opinions are starting to appear in this sense. We have—it's not the base scenario, it's not what I think will happen, but to discuss possibilities, we already have some indications of some economic slowdown with data that has already been released. Possibly, we have a negative first-quarter GDP this year, which hasn't happened in a long time, a quarter in which the North American economy shrinks. We're talking about Elon Musk's office of efficiency working on these layoffs, including from the public sphere. Many people said, "This will improve efficiency." Let's calculate on the back of an envelope what the impact of this is. Some people are estimating that it could be the impact of a 1% GDP saving, which doesn't move the needle, and it could still have a rebound effect, which is you're going to start laying people off. Many North American companies have contracts with the government, public contracts, and if this impetus for investment decreases, maybe the guy who has a contract will hire less as well, there will be less product being sold, and it could have an economic impact. Generating efficiency on one hand generates inefficiency on the other. So, there are so many nuances of possibilities. But I only see a correction. Another indicator that everyone talks about every year is yield curve inversion. Every time you have a two-year public bond, shorter-term, with a higher rate than a longer-term bond, this has historically been considered a predictor of recessions. There have been few moments that you can be right about the recession happening, but wrong about the timing. You were wrong, yes, because if I keep saying every day that there's going to be a recession, someday I'll be right. It's the same as saying I'm going to die every day. If I say I'm going to die, one day I will be right. Now, does that mean we are facing a serious risk of recession in the United States that we should be worried about? Not only as Fabio said, regular contributions, trying to build cash, maybe so you have money available at the time of a crisis, you can buy, but even if it comes through a correction, because there are segments that... I don't think it's something to worry about, nobody's base scenario at the moment is a recession in the United States. Buffett is sitting on $300 billion, right? That makes me think, never bet against the old man.
He's waiting for something a little more, right? What he's waiting for, Bruno, is a point. What can he buy that's cheap, and he can move $300 billion in the American stock market today? Nothing. So much so that most of the things he bought in recent years was Japan, a lot of cheap value companies, and he saw an edge in the economy because the Japanese economy, now even interest rates will have to rise again this year because of activity. What he's been doing, Greg Abbott says, will be the new Buffett. He likes to do efficient trades. So, when you look at what he bought, Occidental Petroleum, he bought Sirius XM, which is the digital radio we have in the car, and another technology company that makes microchips, something like that. He did this to have tax efficiency in receiving dividends, which are companies that pay more dividends. He can use a clause, look how good it is in a corporation, you receive dividends in a corporation, you deduct from what you have to pay in taxes. Wonderful, up to 16% you can do that. So, you fill up with dividends on one side, deduct the tax to pay on the other, net-net you have tax efficiency. Because when you look at the companies, there's nothing in the profile of these companies that is Warren Buffett's way of investing, it's tax trading. There's nothing for him to buy. He's so large. I haven't seen Buffett say this, but he always says, "I'm not paid to predict crises, I'm paid to remunerate money, and I know how to remunerate money." So much so that he has positions there for decades. So, I think we like to look for reasons in places where there are no reasons. Buffett is selling, he knows something, he's never done that, and he's 94 years old, he wouldn't do that in his old age. I think what he said is, "The American government is paying me $4.50 to remunerate my cash." Perfect. I don't see anything, I'm going to sit on the American government, because he only has T-Bills, which are only short-term bonds.
But, taking advantage of this point that Aris brought up, of the revision of the first-quarter GDP downwards, I'm here with the Atlanta Fed's predictions. Four weeks ago, they were calculating that the first-quarter GDP would be 3.9% perfect, upwards. Two weeks later, 2.3%. One week later, the game turned around, it became -1.5%, and the last prediction I saw was -2.28%. Taking this into account that the market is a leading mechanism, right? It sees this, it starts to react. Maybe because of this, we had this fall. Do you think this year, let's think like managers, right, who don't look so long-term, the guys are looking at semesters because of performance fees, are we going to have another positive year for the American stock market, or will it be one of those years that brings the average back to where it needs to be? Because if the stock market rises 12% per year over the past 10 years, and last year it rose much more than that, there will have to be a year that will rise less to respect this average. Do you think it will be a year of exuberance again, or not, because of this issue of straightening things out? With all this uncertainty, it should be a year where the American stock market will behave more in line with its history, even below that. I see a rotation that we're seeing now, now we see Europe, China starting to perform very well, the United States lagging behind, and a rotation of sectors within the United States, a decrease in tech going to some real economy sectors that may benefit not only from tariffs but also from the economic impulses that the government may make ahead. Price and profit are being maintained for now. Most analysts have an S&P between 8% and 12% growth this year. I don't think we have to look at the top of the band, but at the same time, I don't see at this moment, with all the information we have, and making a parenthesis, I'm a manager, I have 20 families whose money I manage, it's almost $10 million in my hands that I have within my management company in the United States. My thinking is that we are diversified a little more defensively now because it doesn't make sense to want to attack in this scenario. We had some sectors doing very well because since last year I've been talking, everyone talking about cheap Brazil, saying, "I'm only looking at Europe," and we surfed all of this since August, Europe, which balanced the portfolio, and since the end of the year I've been going into real assets with a lot of REITs, which ends up being a defensive position with 6-7% operational growth improving. So, I think we're going to have this balance. What's the only problem, then you'll understand what the bottleneck is for the group? The S&P today is 34% tech, and tech will probably be the sector that will suffer the most because it may decrease capex because of oversupply of artificial intelligence, competition from Chinese artificial intelligence, tariffs, everything affects tech, and it's 34% of the S&P. That's where I'm worried, because if tech falls, the S&P will naturally fall. Last year, the whole economy fell, and the S&P stayed up because tech was flying. My only concern is this, the revisions of tech and it taking the rest of the market down because it's more than one-third. That leads me to think that maybe it's a good year, and I don't defend this structurally, no, because I don't believe it because I think it's difficult to do stock picking, but I think it's a good year to exercise this sectoral choice of sectors that should perform better than others. So, I see many people saying that maybe we are facing the beginning of the return of stock picking, the careful selection of assets. It's a very efficient market. It's difficult for us to perform well doing active long-term management, but maybe this year, those who do stock picking well will have a better result than the index. I think that maybe we are entering a decade where returns will be more normalized. We take the last decade as a parameter, which had many things that may not be repeated, for example, a... I don't know if we'll have a decade of zero interest rates again. So, this favored growth companies to finance themselves at a lower cost and grow at that speed. When that project is half-baked, it doesn't stand on its feet with high interest rates, with zero interest rates, anything stands. The company grows, implements the project. So, I've been reading a lot of things from large management companies saying that maybe there's another big thing, maybe another stock market that has room to perform well too, because the United States performed much better than any other stock market in the last decade, maybe it will still be the best, but with a smaller gap between the others. Europe this year is already doing better, the European stock market this year is already... The United States, if I'm not mistaken, on Tuesday, the S&P zeroed out the profit that had been accumulating since the beginning of the Trump administration. There was that Trump bump at the beginning, excitement, the market went up, and that has already been delivered. The fruit of the uncertainty it's experiencing now, but I still see a return, a year of positive returns for the S&P, perhaps less exuberant.
I was just going to tell him that you don't need to do stock picking. We're going to do it for the community, the first live today for the Global and Hub people, but we're showing, teaching them to look at smart beta, ETFs that don't focus on niche sectors or regions, they focus on fundamental analysis, indicators based on a premise of past statistics that show the efficiency of companies that have a ROE of so much, an EV/EBITDA of so much, together these indicators pass filters, select the portfolio. So, it's a way for you to have the passivity of investing via ETF in an ETF that has a slightly more active performance because it's reading fundamentals. I think this will be the future of active management, working with factors instead of me buying Microsoft because I think that segment will do well. I buy a basket of growth that will perform and will catch this positive macroeconomic moment. I leave, I go to the value of this rotation, and these are criteria already studied for hundreds, and we have data there, for hundreds of years to analyze how historical behavior was, including this gives me, if the past rhymes in any way with the future, historically growth is not a factor that explained superior returns. We had this in the last decade, that was a paradigm shift, or the last decade was a historical anomaly, zero interest rates, right? Zero interest rates generate several anomalies, right? You don't have a cost of capital or it's very low, anything stands. Bruno likes to bring good phrases, I'll bring a phrase from André Esteves, who was my boss. He said, "Your dream is infinite until interest rates rise, then your dream will cost you something, you won't be able to dream so high." Perfect. Interest rate normalization puts everything back in place.
But, taking advantage of this hook of talking about other markets, because, for example, when people tell me, "You invest abroad, but only in the American market," yes, today I only have allocation in the American market. "But you don't like, I don't know, Japan?" Japan is a retirement home. And China? China is a prison and will become a retirement home prison because it's aging very fast. And Europe? Europeans are on vacation, they're retired, so productivity there is much lower than in the United States, for example. And there's another point I wanted to discuss with you about Europe, because, for example, we had several news items based on that piece of discussion between Zelenskyy, Trump, and Putin. And many people saying, "What was that? What happened?" Even Lula, I agreed with Lula, I even kept policing myself, "Am I doing the right thing? Am I okay?" But he said, "Zelenskyy was humiliated there," and in that part that really was what got the most attention...Yes, that's what happened. And in Europe, Europeans didn't spend on defense after World War II. The Americans said, "The currency now is mine, Bretton Woods, we're going to negotiate based on the dollar, we're keeping the dollar pegged to gold, you peg your currencies to the dollar whenever you want, you can exchange the gold here." Then it ended in '71, but another thing was, "Japan has to have an army, Germany you have to have an army, I now protect everyone, just join NATO, if you're attacked I'll protect you." But Trump, Ukraine is not in NATO. But he already said, "I'm not going to continue supporting this, I'm not going to continue financing it," and the European countries, at least on Twitter, everyone supported Zelenskyy. Let's see what happens in practice, if they're really going to put money, send weapons, maybe send troops. But this doesn't end up going against the thesis of a stronger Europe, since now they're going to have to spend more to defend themselves without depending so much on Americans.
I believe so. I think that's the challenge. It's funny how the market, and here I'm talking as a value judge, the market reacts to expectations. When some kind of expectation started that there would be a ceasefire with this rapprochement of Trump with Putin to resolve... you look there, Eastern European markets starting to perform very well, arms companies falling a lot, right? The index of companies related to armaments tripled since the beginning of the war in Ukraine, and it had a very drastic correction with the approach of a possible ceasefire. Things didn't go very well down that path, there was this humiliation that we all witnessed, Europe puts itself on Ukraine's side in this issue, and many discussed, "It's negotiating peace, the United States and Russia, and Ukraine isn't sitting at the table to participate in this negotiation." I'm not a geopolitical expert, but what I've seen is that this is an issue that the United States may not want to spend a lot of political capital on, it has more important issues to resolve, mainly in relation to China. So, resolving the situation quickly could be in the American interest. "Man, this piece that Russia already took, keep it, ah, that's the problem, then don't get involved, and get out of this conflict and focus on what's important for long-term national sovereignty." For Europe, I think there's this expenditure of capital of a very heterogeneous European bloc, distinct, with important fiscal problems, and they're threatened with tariffs. It's okay that the United States isn't that relevant to the European bloc in terms of European exports, but it would still have some economic impact. So, I think this challenges the market a lot, but at the moment it's still doing well this year, Europe taking this expectation of an interest rate cut, the United States we're talking about maybe not cutting anymore. I think Europe will be able to continue cutting because activity there is stagnating more and there aren't so many inflationary scares, at least for now, despite the extra spending we'll have on defense. Inflation should react to the point where interest rates have to rise in the short term? I don't think so, I don't think so, maybe the final interest rate will be a little higher than previously anticipated before this German fiscal package record that made the 10-year bond rise 40 points in two days. It was 2.40 on Monday, it's almost 3 now, but not inflation, it's one thing, right, that we also need to remember. You don't only have the United States because if you tell me, "I only have the S&P," 40% of the S&P's revenue comes from outside the United States, there's diversification beyond that. Europe benefits a lot from this because the biggest buyer of things from European companies is the Chinese. With China growing, European companies will basically have more sales and everything else, the luxury sector, for example, China, South America are large consumers of European luxury companies. You have the European financial system, which is very strong in financing in Arabia, in the oil region. So, there's a lot that is global, it's just headquartered there. You take ASML from the Netherlands, the main microchip machinery company, it surfs, TSMC, Nvidia depend on it because without its machine they don't make chips. So, there's a lot of that, and we have to understand that we need to separate the economy a bit from the companies themselves, because the company is there, the war is over, Lockheed Martin suffers in the United States, right? Raytheon, which is next door to my house there in Texas, suffers a lot because it sells tanks, it sells a lot of things to the US government itself. Embraer ends up suffering too because it sells airplanes, so it's all... That's globalization, which isn't going to end now. Activity is GDP. I think that Europe, as long as it insists with the Euro, with Germany being the thing, the big migration problem... I was seeing the day before yesterday a member of the British Parliament who was taking her oath, she did it with a Quran inside the British Parliament. It's taking on proportions there that Europe will lose its identity soon, and that's a big problem for the future, because that's what Trump wants, Greenland. Trump doesn't want Greenland to do business, because there's an extremely important military base there for that group to be unable to reach the United States. He puts the army there, you're not getting through, because they're already seeing that soon we're going to have an Islamic country, England with nuclear bombs, because England is practically becoming an Islamic country.
I heard that last year the most registered name there, here in Brazil was Miguel and Helena, there it was Mohamed. What is a thing that if you think about it, go back 10 years in time and tell someone, "Look, this is going to happen," the English person would say, "Man, I lived in London and what I had the least were English friends." This is because a city... this is not only in my microcosm of university, I practiced sports, I frequented local clubs to play ball, and even so there weren't many English people in the places I frequented. It's already a very mixed country. I'm not making a value judgment, I'm narrating how things are being built there. It generates dissatisfaction, mainly from a more conservative class. I think that the whole Brexit movement was very much on this issue of customs, of closing borders, but structurally it has great challenges, complicated aging population, declining economically active population. I don't know what the moment to leave is. I was very much in a thesis that maybe growth is not the big thing, and the composition of European indices has a little more value, so maybe there's room for these indices to move a little, but thinking very, very long-term, I don't know if that's where prosperity will come from. I think about this too, something I look at frequently is demographic issues, and I shouldn't look at them so frequently because it doesn't change a trend that's difficult to change, but for demographic reasons, for example, I'm not optimistic about Japan.
"But you can balance this demographic deficit with immigration." No, if society is very closed, Japan is very closed in terms of customs, ethnically everyone is basically from the same ethnicity. The same thing with China, it's already having this demographic issue as something bad there, because it's not just an aging population and fewer births, it's a structural issue where you have an army of single men inside, and statistically, who protests, overthrows governments, is single men in their 30s. Married men don't do that, they obey, it's cheaper to obey someone who's there, kilometers away in the capital, so it's calm. And if you take the European economies, man, there isn't one that has demographic growth. I think the best demography I saw when I looked at the data was Iceland, which was 2.1 children per couple, but there aren't many people there either, right? It's tiny, and even so it's just the replacement rate. Brazil, for example, is also below this rate here, if I'm not mistaken it's at 1.57 children per couple. My father at my age had three children. I'm going for my first with Maria Teresa, maybe I'll get to three children, that's our goal, but let's see. Now, the United States manages to fill it with immigration, and not just immigration from Mexicans crossing the border to work in fast food, it's the guy who comes from South Africa to found or help grow a PayPal, a Tesla, a Neuralink, a Starlink, a SpaceX. Elon Musk did everything in the United States, and many others did the same. So, I'm really more optimistic in the long term with the United States because of things like that, they attract very qualified people, but that long term, one day arrives, but it takes a long time to arrive.
Now, thinking about a Brazilian investor who is looking at our reality and saying, "Man, the Brazilian stock market is cheap," and if the guy has been investing for a longer time, he understands that this is not a trigger for it to appreciate, it can stay cheap for a long time, but he's looking at an election that should happen next year, meanwhile he's looking at the market abroad with all this uncertainty and thinks, "Man, the dollar against the real is at 5.80, if there's an election and someone reformist wins, and Lula has low popularity, this dollar could fall, is it time to invest abroad or buy what's cheap here?" I wanted to know, in your opinion, how the investor should behave. How much does he send abroad, for example, in structural terms? He has to see it as something constant. Your vision, we'll have different opinions, because Fabio lives in the United States, maybe someone's portfolio who's there is necessarily different from the portfolio of someone who has a lot of liabilities in reais and lives here. But as the reality of the average Brazilian is not investing anything abroad, there was the last data from JP Morgan, but it's from 2019, but it shouldn't have changed that much, an average of 1% of the patrimony abroad. So, let's remember that this average must have someone pulling it up a lot because almost nobody in Brazil invests here, even less abroad. So, any share of internationalization that we can promote here at Finclass, we already consider it a victory in a country where people don't invest outside the country. So, we have here as a base allocation 20%, which is already a big jump from an average of 1%. We're defending 20%. Man, you can have more, you can have much more. The weak link here in this country relationship is Brazil, which is the country, people who have structural problems, but still... This brings up the issue of the perception of the dollar's V. It causes a lot of pain to the client when the dollar falls against the real. He feels that he's losing money. So, what I would defend is that you have separate pools, you have an international pool, the dollar appreciated, you're going to capture gains in purchasing power in hard currency, you're going to be exposed to incredible businesses that are truly innovative, here in Brazil we want to buy innovation, we buy Positivo, we don't have much there, companies to capture this development of innovation, and have a Brazilian pool because I think that even if things are bad, everything has a price, everything has a price, and I think our stock market is reaching the moment where it's really very cheap. And I also cover the part of funds in Brazil at Finclass, so part of my routine is to talk to the biggest managers in Brazil, and although nobody is seeing a clear trigger, which is some trigger that will promote change for the better, many are starting to consider it a risk to be out because I look at companies today that are less leveraged, more productive, more profitable than, for example, at the height of the Dilma crisis, they are cheaper today. So, there is a thing that is the rationality of the current investor who doesn't want to buy stocks, and I don't even think he has much reason when interest rates are high, man, you have a chance to buy government bonds today. I don't, I don't think it's likely that Brazil will default, that Brazil will go bankrupt, that it won't honor the repurchase of the bonds. So, you buy a bond and you can wait and get IPCA + 7.5%, that's a lot of money. I did the calculations even for Thiago Nigro, IPCA + 7%, dollar gains + 5% in several time windows, because Brazil is a country of constantly high inflation and it's good at that, and above inflation, which is high, 7.7% of real interest rates, which is something that doesn't exist anywhere else in the world. There are opportunities here too, but let's stop with this thing of one or the other, because I think the investor wanted this competition, either I'm going to buy Brazil or I'm going to take everything out of Brazil and go abroad. It's not like that. What is the allocation that works for you? You are a client of Fabio who lives abroad, high-net-worth family, wants to protect assets, man, you have to have more, you have to have a lot abroad. If you're an investor here in Brazil, middle class, man, you have to have exposure to Brazilian assets too, even more at the moment where things are so cheap. So, we continue to promote an allocation at Finclass, 20% international, exposed to the dollar, well diversified with government bonds, with international stocks and REITs as well, and the rest ends up being exposed in Brazil. But it's worth increasing the international, I don't have many arguments to prevent the investor who wants to increase from 20% to 30%, I don't have many arguments against it if he wants to do that. Yes, I think having money abroad for a Brazilian today who invests or who is thinking of investing is a necessity. 2024 made it clear how the Brazilian's purchasing power, who only has reais, is decimated. The AGV released a study, I'll talk about this on Monday at MasterClass, it shows exactly this, just to protect yourself from the readjustment of the basic basket, you have to have 18% of your patrimony dollarized just to offset the annual readjustment of the basic basket, because food is dollars, including Rui Alves from Kinia said this in a podcast, that unfortunately in Brazil those who suffer the most from this are the poor because they don't invest, they consume, and they consume everything that is tied to the dollar, corn, soybeans, wheat, coffee, it seems like it doesn't, but it's all dollars, gasoline is dollars. Unfortunately, we have a political class that serves for nothing, a bunch of numbskulls who say, "You don't eat dollars, I don't know what, you live in dollars, but we don't show you that." The IPCA is an inflation index that only serves the central bank because no Brazilian will say, "My inflation is really 4.5% per year, and it's all good." No. So, I agree that you have to start, it's not one or the other, you have to have everything. 20% is good, start with 5% to start, if you want to feel it, but you're going to have access to the real economy of the world, you're going to have access to things that you know and consume. We are global consumers and local investors. Having a lot of reais has been proven not to do anyone any good because that pile of reais is worth less and less. Sometimes we see there, the guy posting, "Today I," the students say, "Man, I bought I don't know how many reais, it gave me R$854," R$5000 gave R$854 today R$5000 gives R$854. So, the world no longer has borders for money, you have to have hard currency, and the families I take care of, most of them live here and want to protect their future because they see that it's not working, it's not working, it's not working. Invest and you're going to invest in things you use, you use a phone, it's not from Positivo, you use the internet, you drink coffee at Starbucks, you use Nike, you use Roc, you're going to invest in things you're used to.
Regarding Brazil, what worries me most, Bruno, was exactly what you said about the United States. What I've seen in the last four years here in Brazil was a migration of talents and people who could make a difference in the country giving up, leaving. This will reach a point where it will be missed here, even more in the world that is evolving, and we need more and more qualified labor. We had this conversation in a podcast ago about farmers, today a farmhand is not that brute guy who rides a horse and does a lot of things, it's embracing a guy with a drone in a tractor totally via iPad, and this labor is becoming scarce here in Brazil. So, I increasingly believe that we are losing the opportunity to bring, to keep these people here because the country doesn't give opportunities, it's an eternal same old thing. It's worth watching again, right? That's right, you talk, and that's why I think this stock market is cheap, everyone betting on an election, on an alternation of power, the guy has the machine in his hands, understood? And he's a great negotiator. I'm only going to have hope like that in August of next year, when, in August of next year, when there is the political time, you see there a huge difference and the failing machine, no longer being able to get it from anywhere, because now at this moment, I think it's very difficult for him not to be a candidate and not be the favorite. I'm not part of, I've said this several times, the group that says, "No, the left is out, they won't win the next election," if you ask me, man, it's almost 50-50. I think there's a slight advantage at the moment to not have re-election, but Brazilians have short memories, right? Ivan, a journalist, he said that every 15 years Brazilians forget the previous 15 years. I think he was optimistic about that, I think every 5 years is very fast, the forgetting of the past. So, I'm on this, I look at the stock market, I look at government bonds, man, towards government bonds with some very long-term maturities, so in market marking, that thing is going to give, if the government really changes, if the rate goes from IPCA + 7% to IPCA + 5%, man, that's a 200% increase. But I keep thinking, okay, but there's a 50% chance of that not happening. So, in my finances, I've divided since way back that I wanted to have 50% in Brazil, 50% abroad, and it didn't take long to have 50% abroad because what I sent there grew a lot, what I kept here fell, to contribute here, the dollar fell at the end, right? So, if I were to maintain the rebalancing, I was constantly contributing here, then I said, man, maybe I'm watering the weeds while I'm not looking at the roses. Let me contribute abroad too. So, every month I forced myself to do the exchange, there were very few months that I didn't do it, and then it ended up that abroad became much bigger than here, the exposure when I look only at what I have in the market because I also wanted to have 50%
Mercado americano Beta funcionar, que é eu tomar uma exposição só àquela classe. Eu não preciso que nos Estados Unidos dê certo, né? Eu compro um ISMP, tô bem servido aqui. Comprar o Ibovespa não foi um investimento bom historicamente; é que nem rasgar o livro da teoria econômica, em que você deveria ser recompensado por tomar um risco maior. Aqui você toma um risco maior e não recebe o prêmio de risco que o livro fala, né? Esse é um ponto muito bom, cara, porque geralmente a gente investe em países emergentes pensando: "Eu corro mais risco, deverei, né, tenho a chance de ter mais retorno". Na verdade, não tem; mando não é retorno. Então, a investir lá fora você pode correr menos risco, *ou* você precisa empregar uma gestão mais tática, uma gestão ativa diferenciada. Tem fundos de ações que aí sim oferecem uma remuneração substancialmente acima do nosso custo de oportunidade, mas é isso: assim, não é todo momento que vai ter oportunidade. Carrego de longo prazo de bolsa brasileira não foi bom, e a gente tem que saber o que que tá bom. Por isso que a gente é bem ativo aqui na Finclass: na hora que tá barato, a gente aumenta; sai um pouco do risco porque o Brasil é um país emergente. Não tem como esquecer isso, ou talvez até emergente às vezes é um elogio pro Brasil, porque em várias fases a gente é *sub*emergente; a gente não tá emergindo, tá afundando. Esse é o ponto. É que também tem uma coisa, né? O índice Bovespa, ele é horroroso; a composição do Bovespa, ele é retrógrada, né? É um absurdo. E até eu tenho vários amigos gestores; a gente conversa o tempo inteiro num grupo aqui. Eles mesmos falam: "Para de olhar a bolsa sendo Bovespa, porque não condiz com a realidade". 80% dos fundos não ganham do Bovespa; ainda tem isso, né? E outro ponto: não é só o Brasil, né? Se a gente pega risco-retorno, uma dessas coisas que aconteceram na última década que é bem interessante: small caps mesmo lá nos Estados Unidos, um V, um risco de 25; o ISMP tem um risco de 16, um desvio padrão de 16; small cap com desvio padrão de 25, ou seja, quase que 50% a mais e um retorno de 5% na última década. Por quê? Porque foram os juros zero. E trazendo o número que o Bruno pediu, a gente tava conversando ontem, eu fui pegar o exato, que é o seguinte: não fique fora do mercado americano porque, historicamente, esse dado tá atualizado até dezembro de 24: um bull market lá, que é quando o mercado sobe mais de 20%, ele em média dura 4.3 anos e tem um retorno total de 150%. Ou seja, na alegria, o mercado vai ficar uns 4 anos e 3 meses subindo e uma pernada média de 150%. E a tristeza, que é o bear market, quando ele cai os 20%, isso a gente tá falando desde 1942, em média dura 11 meses e um drawdown, que é uma perda de 31%. Pensando em assimetria, eu quero ficar totalmente investido lá o tempo todo: cinco para um, praticamente perfeito, e com 1/4 de dor. Então, assim, o principal que a gente tem que entender: eu visto os dois chapéus, né? Eu ensino e eu sou gestor. Na gestão, eu sou pago para ser extremamente eficiente, vigilante e preservar o máximo possível o capital da pessoa que tá me pagando para isso. É minha função, é minha profissão, 24 horas por dia. O investidor e o professor te ensina aqui: você não precisa ficar 24 horas no mercado porque só de você ser passivo nele, ele te paga muito bem. Dólar mais 10, dólar mais 11, na média de 150 anos, é dólar mais 7.5. Então, o que que eu costumo falar? Uma coisa é o Fábio que trabalha com isso, o Felipe que trabalha com isso o dia inteiro; é nossa função, eu sou obrigado a fazer e tomar atitudes. Agora, a Malu que tem a vida dela, o trabalho dela, agora vai ter a filha dela, tem ela tem que investir pro… pode ser uma locação ruim do seu tempo, dedicar tanto tempo à finanças pessoais, né? Então, ou seja, passiva, tenha uma locação estrutural passiva que você faz a *portes* constante ou terceiriza, porque é exatamente isso: o seu custo de tempo para você tentar ser eficiente não vale a pena. Se teve uma das principais lições que eu aprendi com o Bruno desde que eu comecei a trabalhar com ele em 2020, foi quando ele trouxe a história do livro que ajudou muito a vida dele, o trabalho com as horas por semana, quando o Tim Ferriss fala: "Cara, o que não vai te trazer retornos exponenciais, terceiriza, sim!" Porque eu era muito centralizador, e hoje em dia a primeira coisa que eu pergunto: "Pera aí, o que que precisa [__]? Não sei nada disso. Quanto custa para terceirização?" Imersão, cara, o que eu ganhei de conhecimento, de corta-caminho e de tempo! Porque eu: "Ó, tá aqui, eu quero 20 horas do seu tempo, eu quero que você me ensine tudo sobre um fundo de investimento", em vez de ler livro, fazer pesquisa por dia, ter exaurido. Então, assim, não gastem tempo com essas coisas; o mercado te paga para você ser disciplinado. Os exemplos que nós temos: Buffett, Peter Lynch. Eles foram disciplinados; não é compra e esquece, mas é compra, seja consistente, faça boas escolhas e de tempos em tempos rebalance; só isso. Ou senão pague alguém especialista para fazer isso, porque o seu tempo vale muito mais do que 1% a mais de retorno no seu portfólio. Eu concordo. Pode até ser um corte seu, e eu quero estar marcado nesse post para também divulgar a mensagem que eu concordo em gênero, número e grau com o que você acabou de dizer. Assim, eu não acho que vale a pena, e assim não tô querendo desestimular o aprendizado; pô, tem alunos do Viver de Renda que querem aprender; eu não tô querendo dizer… eu acredito que você também diz que você não deva aprender nada, mas é que eu vejo gente, muitos assinantes Finclass, inclusive, querendo ser gestores, querendo tá comprando e vendendo ali na ponta, e quer olhar balanço de NVIDIA. Aí o cara: "O que você faz?" "Ah, sou médico cirurgião". Poxa, alguma das duas vai ficar devendo, né? Ou a medicina não tá recebendo a devida atenção ou o mercado, porque é competitivo, né, fam? O cara faz os dois até bem, mas tá deixando a bola cair em casa. Perfeito. Então, eu acho que vai ter gente… o mercado é competitivo, vai ter gente que tem dedicação exclusiva, 24 horas, e com esses caras que você tá competindo. E basta saber escolher bem o que serve para você: seja mais passivo ou delegando para gestores, ou tem gente que até: "Pô, eu adoro comprar ações aqui; eu me especializei; eu consegui aprender", mas e fundos imobiliários e títulos públicos? Essa parte talvez você não domine tanto, então delega o restante e faça só a parte que você realmente tem um diferencial competitivo. Esse ponto só para… é isso que você falou. Eu não estou falando… não negue o conhecimento, porque o conhecimento ele é libertador, inclusive para você entender o que tá acontecendo e o que estão fazendo com o seu dinheiro. Se você terceiriza… eu invisto desde os 17 anos; eu sempre me entendi e, e hoje eu vejo que isso é realidade mesmo: o investidor, ele é um grande generalista que usa o trabalho de especialistas. Ah, então, por exemplo, se eu quero investir em novos ativos no exterior, eu não vou fazer isso sem antes falar com o Fábio. Vou mandar um WhatsApp para ele e falar: "Fábio, o que que tem de bom aí, cara? Caiu um dinheiro agora, o PLR aqui do grupo Primo, eu tô querendo alocar. E aí me fala uns ETFs bons aí da tua carteira, se eu for comprar algum fundo aqui no Brasil, vou falar com a Raí. Se eu for comprar fundo imobiliário, vou mandar mensagem pro Bruno Gomes lá do Viver de Renda e pro Ricardo. Se eu for comprar alguma criptomoeda, né, geralmente quando eu compro algo diferente de Bitcoin, eu não me dou bem, mas eu vou mandar mensagem pro Felipe da Paradigma. Então, o tempo todo eu tenho a plena noção de que eu tenho um conhecimento interessante sobre vários ativos, mas tem gente que sabe muito mais do que eu. Então, o que que eu faço? Eu simplesmente mando pessoal para esse pessoal. Ou, no caso de um assinante, você paga um relatório para ter mais informação; aí você, como investidor, você vai fazer suas escolhas, né? E geralmente quando o cara escolhe o ótimo, você sobe, ele fala: "Mérito meu". Quando o cara erra, fala: "[__] analista errou a análise dele", né? Não, você é o responsável pelo apertar o botão no final, ou dar ordem para quem vai apertar o botão para você. Agora, como investidor, você tem que ter a noção de que, como o mundo é muito complexo, você não vai saber tudo, e esse conhecimento ele vai estar disperso pela sociedade com algumas cabeças concentrando muito mais dele do que outras. Então, ter esse ecossistema para te servir com as opiniões é extremamente salutar; poupa muito tempo, geralmente leva escolhas mais acertadas. E aí eu quero lembrar novamente da masterclass de segunda com o Fábio; tem QR Code aparecendo aqui na tela, link na descrição para que você possa se inscrever; é gratuito. E lá, para quem quiser avançar na jornada, temos o Viver de Renda no Exterior. Agora, um último assunto aqui do podcast; eu não deveria, não posso deixar passar, o público espera esse tipo de pergunta, né, que é sobre cripto, porque o Trump, ele prometeu uma reserva estratégica durante sua fase de campanha. Bitcoin subiu muito após a eleição do Trump; até o fundo verde aqui que surfou parte dessa onda de subida. E agora, se a gente pega desde o começo do ano, cara, uma trajetória muito errática; não se mantém acima dos 100.000 durante algum tempo, já chegou a cair para 85; aí vem um tweet do Trump do nada, falou: "Não, eu dei a ordem para que o pessoal estude a reserva estratégica e colocando um monte de moedas nada a ver na reserva: XRP, ADA… o que que tem de estratégico nessas moedas? A Cardano tava jogada lá, ninguém mais falava no negócio; subiu 60% no dia por conta do tweet. Então, na visão de vocês, isso vai realmente acontecer? Ele vai criar uma reserva estratégica? Será que o Trump ele tá manipulando o mercado porque são ativos não regulados? Então, será que não tem alguém comprando e ele faz o tweet, o preço explode e começa a vender? Que ele até lançou a *mCoin* dele com muito mais sucesso do que o Milei tentou fazer na Argentina, diga-se de passagem. Mas eu queria um pouco da visão de vocês sobre essa parte cripto, embora eu saiba que vocês não são especialistas específicos nesse assunto. Reunião é amanhã, né? Terça-feira vai ter o anúncio, então estão esperando isso. Ontem vazaram que o Bitcoin vai ter um tratamento diferenciado nessa reserva, que faz todo sentido, né? Não dá para colocar um monte de outras moedas que não tem sentido algum; eh, essas outras… todo o lado político do Trump… o Trump, ele tem… ele é… ele é um mal necessário para esse momento do mundo, mas eu, por mais que goste do que ele vai… do que ele fez no passado, que ele vai fazer agora, entendo a personalidade dele, eu não acho muito interessante na véspera da posse você lançar moeda no seu nome; que não é ele, é o filho; ele tem os dois filhos twittando isso o tempo inteiro. Ontem fez uma piadinha lá, um dos filhos dele fez uma brincadeira porque eles têm a World Liberty, acho que é o nome da empresa deles. Eu não acho que esses presidentes que têm filho acabam atrapalhando demais; que a família é sempre um problema. Pois é, entendeu? Família é sempre um problema. Agora, eh, eu acho que pros Estados Unidos é extremamente interessante fazer isso, por quê? Porque ele atrai muita coisa para lá; só países pequenos, é o Salvador e alguns outros que foram pró-cripto; nenhum país grande foi sim. E o Trump, ele é um businessman; ele entendeu que a comunidade pode ter ajudado a eleger ele, como vocês falaram há um tempo atrás, e ele entendeu que pode trazer muito negócio pros Estados Unidos tendo a comunidade de cripto para perto. Se é bom ou ruim, a história vai contar pra gente agora. Não dá para negar que, no mínimo, Bitcoin é um negócio que meus filhos, meus netos, meus bisnetos vão ver, vão viver, e ele vai ter uma funcionalidade que hoje a minha grande dificuldade é entender para que que ele serve. Vai ser uma reserva de valor mais eficiente que ouro, legal? Porque tem a escassez. Então faz sentido, porque ele não é negociável; parece que é pesado, custa energia; ele não é um negócio que você vai poder comprar, usar para fazer compras; tem moedas melhores para isso. Até dá, mas é o que eu sempre falo, cara: o PIX é mais eficiente para isso. Perfeito. Então, na minha visão, é muito mais uma reserva de valor. Então assim, veio para ficar; agora é entender por quê. Por exemplo, ele acabou de twittar, o Trump, que ele conversou com a presidente do México, a Claudia Sheinbaum, e todos os itens que entram, que estão embaixo do acordo do USMCA Agreement vão ficar fora das tarifas, como eu falei um pouco antes, até dia 2 de abril. E ele falou: "Tenho uma relação excelente com ela." Lembrando que ela é uma presidente de esquerda e que era extremamente crítica, mas tinha anunciado retaliações, né? E eles estão conversando bastante; falou: "Minha relação com ela tá ótimo, e a gente… e eu, em respeito a ela, vou deixar até o dia 2…" Muita coisa vai acontecer. Tem lá o… o… casar… o David, não sei das contas, que é o cara da cripto que ele pôs lá que vai cuidar disso. Eu acho que os Estados Unidos vai testar um monte de coisa e vai abrir portas, porque se der certo ali, o fundo… o fundo de cripto… mas o fundo soberano, os outros países vão adotar isso daí também. É… eu sinto só falta ali de uma clareza e transparência, porque assim, a gente precisa de mais credibilidade para que essa moeda se consolide como uma reserva de valor que todo mundo espera e também acredito que vá ser no futuro. Quando você faz esse lançamento de *mem coins* e você lança um plano estratégico, coloca um monte de *altcoins*, e não é muito claro, passa uma ideia para quem vê que tem malandragem; é o que a gente fica: "Pô, como você falou, tem aliado do Trump, e só a gente não saber, e ficar com essa desconfiança". Isso joga contra o próprio desenvolvimento do mercado. Então, com certeza poderia ter uma história diferente; pô, o plano é esse, o fundamento de cada ativo é esse, por conta desse motivo. Poxa, aí acho que poderia ser um… um… um caminho natural em direção à consolidação da criptomoeda Bitcoin como essa reserva de valor, que também não acho que tem essa funcionalidade assim como o ouro; você não pega o ouro e você pode trocar e por dinheiro, mas não é prático você levar a barra de ouro e tentar negociar, comprar coisas com ele. E a função do ouro é preservar uma… uma reserva de valor que passou no teste do tempo, e eu acho que é o caminho do Bitcoin se consolidar. E o Trump, às vezes, levanta essas coisas; não me passa uma boa mensagem quando você brinca demais, passa ali uma ideia de coisa errada, de lavagem de dinheiro, alguém levando um dinheiro eh de maneiras ilegais. Então, pode ser que não seja nada disso, mas a gente tem ali o benefício de pensar; a gente pode ficar com essa impressão. Então eu não sou especialista de cripto; eu não sei como vai ser a implementação, mas eu concordo contigo que é algo que veio para ficar, e o Trump não tá querendo deixar passar uma grande oportunidade. É… o Trump, ele multiplicou bastante a riqueza dele no lançamento da *mem coin* dele; logo depois eles foram lançar a da Melania, aí destruiu muito valor da própria *mem coin* dele. Mas *mem coin* é a trajetória; o Ronaldinho Gaúcho lançou uma agora, sempre zoada, né? Sobe muito, aí quem lançou começa a vender; o negócio de zaba… a do Trump, eles até nem começaram a vender; tinha um período de bloqueio da moeda, mas a do Milei foi assim: ele participou do lançamento, né, ao que parece, por… vou usar a palavra ingenuidade, mas foi burrice dele. Aí o negócio subiu, aí logo depois começou a cair com o pessoal vendendo. A do Trump começou a cair porque a liquidez do mercado ela foi sugada para aquela da Melania; o pessoal já não botou mais muita fé na criptomoeda, até porque não tem objetivo nenhum; é só realmente um meme. Perfeito; é só algo pro pessoal especular, só que quem se dá muito bem com toda essa especulação é quem lança as moedas, que pode vender na cabeça de quem tá comprando, achando que pode pegar uma subida um pouco maior. E durante os *halvings* do Bitcoin que a gente viu ao longo da história, sempre tivemos um ano em que as outras moedas performaram melhor do que o Bitcoin. Talvez essa seja a primeira vez que a gente vai ter, pós-*halving*, o ano seguinte ao *halving*… uma ausência de *altcoin season*, onde essas moedas não vão superar o Bitcoin, até porque o Bitcoin ele pode vir realmente ser agora objeto não só de investidores pessoa física, institucionais, mas soberanos, né? Países começando a comprar, né? Vamos ver. Teve uma empresa brasileira que soltou o relatório hoje: 42 Bitcoins ela comprou; a média… comprou… eu vi lá o preço médio… a 20.000… até que fizeram preço em mercado desse ano; um preço perito bom, bom; colocaram 10% do caixa, mas eu acho que o plano é virar uma MicroStrategy, cara. Eu ficava me perguntando isso: por que ninguém no Brasil fez o que o Michael Saylor fez lá fora ou que o pessoal da MetaPlanet fez no Japão? Porque as subidas eram muito grandes, e agora vamos ver se vão fazer. Eu… eu acho interessante; eu acho interessante; é uma diversificação ali, é que é difícil você… essa empresa precisa de um fluxo de caixa, mas deve estar tudo já provisionado ali que é desnecessário pra operação. Então, imagino que ninguém ia fazer loucura de fazer o *gambling*, né? Uma aposta com caixa da empresa. Então, de maneira comedida, acho que todo mundo poderia se expor a cripto, o que eu defendo hoje pra tia, pra avó, mas com um pedacinho pequeno, porque se o negócio não performar da maneira que você espera, não vai tirar você do jogo. Então é o que eu sempre tenho defendido. Isso que você falou do… o ano de performance de *altcoins*… pior… a gente tá tendo uma discussão no comitê de análise da Finclass, o Talis, que é o nosso analista, a gente começou a discutir que realmente ficou mais difícil para ele, porque o que a gente escolheu como benchmark para ele bater é o próprio Bitcoin. Então, ele vai… que que ele vai selecionar do mercado de cripto nesse momento adverso para conseguir performar melhor que o Bitcoin, que tá performando bizarrices, né? Então, a régua subiu para ele; falou: "Olha, vai ficar sem bônus; vai… vai ficar sem…" A gente também, a meta compartilhada. Então, a gente precisa incentivar o Talis a procurar novas ideias; isso é bom porque gera um engajamento maior do time, né? A gente tem um resultado conjunto de performance; isso gera uma colaboração dos analistas. Então a gente tá ajudando o Talis a pesquisar novas coisas, ETFs diferentes. Então todo mundo se ajuda, mas realmente o desafio para ele ficou enorme; ele vai acabar comprando ETF de Bitcoin alavancado. Pode ser; aí bate o Bitcoin. Perfeito; teria que ser isso. Bom, pessoal, mas só agradecer a presença de vocês; foi um prazer bater esse papo. E aí, para quem tá assistindo, quer aprender mais, quer acompanhar o trabalho em redes sociais, deixem em todos os canais, vendam peixe, fiquem à vontade. Depois de você… claro, bem… eu tô, por enquanto, no Instagram, Fábio Fares underline, né? Todos os dias eu tô lá postando conteúdo e respondendo pergunta dos seguidores. E como o Bruno falou, na segunda-feira vou dar uma aula às 19 horas de Brasília; é uma aula… vai durar pelo menos uns 90 minutos de aula. Então, por mais que… vou abrir as vagas para o Viver de Renda no Exterior, a sétima turma, após a aula; quem tiver na aula vai ter conteúdo início, meio e fim de conteúdo. Venham, participem, que eu vou mostrar justamente o que a gente conversou aqui: a importância de se ter moeda forte no patrimônio, principalmente você brasileiro, de qualquer lugar do mundo, para proteger seu poder de compra, preservar isso para ter um futuro tranquilo, não ter que fazer conta, principalmente no supermercado que eu fui aqui essa semana comprar meu café da manhã e assustei mesmo. Tem que tomar café também, né? Falando CAF… café da manhã, se veio o ovo junto daí… então muito obrigado pelo convite de novo; é sempre um prazer estar aqui. E vocês me encontram @felipearrais no Instagram, underline Felipe Arrais no ex ou na plataforma da Finclass, onde escrevo relatórios, recomendo ativos, também apareço esporadicamente no YouTube da Finclass. Novamente, muito obrigado pelo convite, Bruno e Malu. Um prazer. Obrigada, gente! E vocês encontram a gente aqui semanalmente no canal dos sócios, sempre com um episódio novo, com episódio para acrescentar de alguma forma aí vocês alguma coisa sobre desenvolvimento pessoal ou economia, enfim. E vocês também me encontram no @maler lá no Instagram; vocês me encontram no Instagram Bruno Perini, no canal do YouTube Você Mais Rico, vídeo toda segunda e quarta; excepcionalmente vai sair hoje um vídeo com Fábio de quinta-feira, e aqui semanalmente nos sócios. Para quem assistiu, muito obrigado pela audiência. Voltem sempre! Aos nossos convidados, obrigado pela presença; espero que voltem mais vezes. E é isso, gente; grande abraço e até a próxima. Beijos. [Música] PI.