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[Música]
Boa noite, começa agora o primeiro debate entre os candidatos a prefeito da cidade de São Paulo. Seguindo a tradição, a luz verde pra corrida eleitoral é dada aqui na tela da Band. Chegou a hora de conhecer mais a fundo as ideias e os projetos para enfrentar os problemas gigantescos da maior cidade da América Latina.
Em nome do grupo Bandeirantes, eu agradeço a presença dos candidatos posicionados aqui no estúdio, na ordem definida por sorteio prévio: Ricardo Nunes, Pablo Marçal, Tábata Amaral e José Luiz da Atena. Este debate também é transmitido ao vivo pela rádio Bandeirantes, pela Band News FM, pela Band News TV e pelas plataformas digitais da Band. Outras emissoras do grupo estão realizando, nesse momento, debates em mais 18 cidades do país. Esses debates podem ser acompanhados pelo Band Play.
Vamos dar uma olhada nas regras para este debate, aprovadas previamente pelos representantes das campanhas.
Para começar, cada candidato tem 1 minuto e meio para responder a uma pergunta do mediador. A ordem segue o posicionamento no estúdio. Na sequência, o primeiro confronto direto por ordem de sorteio. Cada candidato escolhe quem vai responder, tem um minuto para sua pergunta e um minuto para réplica. O tempo de resposta e tréplica será de 4 minutos no total a ser administrado pelo candidato. Os candidatos podem ser perguntados até duas vezes.
No segundo bloco, jornalistas do grupo Bandeirantes fazem perguntas para os candidatos, escolhendo quem vai responder e quem vai comentar. Todos respondem e todos comentam. São 2 minutos para a resposta e 1 minuto para o comentário. O candidato que respondeu ainda tem um minuto para sua réplica.
O terceiro bloco começa com mais uma rodada de confronto direto, também em ordem sorteada previamente. Cada candidato escolhe quem vai responder e tem um minuto para sua pergunta. O tempo de resposta e tréplica será de 4 minutos, no total a ser administrado pelo candidato que perguntou. O candidato que perguntou tem também um minuto para réplica.
Na última parte, cada candidato terá 2 minutos para se posicionar sobre um dos temas mais buscados pelos eleitores durante o debate, a partir dos dados da sala digital Band Google. A ordem será inversa à da primeira resposta.
Quanto ao direito de resposta, a regra é clara e simples: ele será concedido apenas e tão somente em caso de ofensa pessoal ou moral direta. Nesse caso, o candidato que se sentir ofendido pode pedir para mim um direito de resposta assim que terminar o tempo de quem estiver falando. Faz um gesto e aguarda uma comissão formada por dois jornalistas e um advogado decidir se o pedido procede ou não. Em caso positivo, o tempo será de 45 segundos.
Antes de fazer a primeira pergunta, vamos dar uma olhada na sala digital, que é uma parceria da Band com o Google. As imagens já estão disponíveis. Já virou uma tradição nos debates. É nesse espaço que técnicos e jornalistas recolhem dados, monitoram e criam gráficos que mostram o interesse dos eleitores a partir das buscas do Google.
E foi a partir das informações recolhidas pela sala digital nos últimos 15 dias que chegamos ao tema para esta primeira pergunta, direcionada a todos os candidatos: "São Paulo é o principal destino turístico do Brasil. Somos uma cidade com 12 milhões de habitantes e recebemos todos os anos 15 milhões de pessoas, mais do que a nossa população. Cidades com essas características no mundo em geral exploram ativamente o extraordinário que é o centro. No entanto, o centro da cidade de São Paulo hoje é o retrato do abandono, com a Cracolândia. A gente tem pessoas em situação de rua e prédios largados. Se o senhor ou a senhora for eleito ou eleita prefeito ou prefeita de São Paulo, o que fará para que o centro de São Paulo volte a ser o orgulho dessa cidade?"
A ordem para a resposta segue o posicionamento no palco, definido por sorteio. Quem começa é o candidato Ricardo Nunes. O senhor tem 1 minuto e meio.
Muito obrigado, primeiro. Boa noite! Agradecer a Deus pela oportunidade de estar aqui nesse debate e de ser prefeito dessa cidade que eu amo. Cumprimentar os candidatos, a Band e a Bandeirantes por essa iniciativa, e você que está em casa nos assistindo. Esperamos que tenhamos aqui um debate de nível, falando da cidade e propostas. Essa questão do turismo realmente é fundamental. Por isso que a cidade de São Paulo é a única cidade do mundo que tem os três eventos da FIA – Federação Internacional do Automobilismo. Nós temos aqui a Fórmula 1, a Fórmula E e a WEC. Essas são ações que vêm sendo desenvolvidas para atrair turistas. Inclusive, teremos agora, no dia 6 de setembro, no único dia, o maior número de americanos aqui na nossa cidade, trazendo com certeza uma contribuição pro desenvolvimento econômico. São hotéis que terão gente, taxistas ou motoristas de aplicativo atuando, e o centro também é um grande local para receber nossos turistas. É por isso que estamos fazendo um grande investimento na reurbanização de vários espaços, melhorando a iluminação e ampliando a segurança. Só para vocês terem uma ideia, eu fiz o concurso da Guarda Civil Metropolitana e temos 2.000 GCMs a mais. A reurbanização já está em andamento, como na Sé, e vamos fazer agora no Parque Dom Pedro. A sede administrativa do Governo do Estado está vindo pro centro de São Paulo, o que vai contribuir bastante. Portanto, o centro estará cada dia mais bonito, e é isso que estamos fazendo com o Governo do Estado de São Paulo.
O próximo a responder é o candidato Pablo Marçal.
Boa noite, São Paulo! Boa noite a todos que estão aqui nesse debate. A cidade de São Paulo recebe 15 milhões, segundo essa informação, porque aqui temos mais de 100.000 eventos por ano, mas não temos investimentos no turismo, como acabamos de ouvir. Esses 100.000 eventos fazem com que pessoas do Brasil inteiro compareçam aqui e, ao ouvirem esses eventos, acabam passeando pela cidade. Só que tomam um choque de realidade muito grande ao se depararem com o centro, que está completo de invasões. O candidato mais à esquerda desse palco tem prédios tombados que custam sete vezes mais para fazer reforma, e não vemos o da minha direita aqui fazendo essas reformas ou buscando parcerias público-privadas para realizá-las. Observamos que não há investimento nesse turismo. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, há mais de uma área pública de Hollywood do que na França. A cidade mais visitada do mundo é Paris e lá tem um elevador na Torre Eiffel que sozinho consegue colocar mais turistas internacionais do que o Brasil inteiro. Para você ter uma noção, o lugar mais visitado do mundo é Paris. Aqui, para você ter uma noção, não há esse tipo de investimento. Se há, é muito raso, muito razoável. Eu posso te falar que aqui temos 100 parques municipais muito mal cuidados, e a gente vai investir nisso. Vamos investir em diárias, temos que investir em brand para que as pessoas descubram esse lugar. Os brasileiros não sabem o que tem aqui em São Paulo; as pessoas conhecem pela Cracolândia e pela violência.
Candidato na sequência, Tábata Amaral, por favor.
Boa noite! Boa noite a todos que nos acompanham e, especialmente, da minha Vila Missionária. A gente não vai retomar o centro se não enfrentarmos o sistema que é a Cracolândia. Se a gente não enxergar que tem bandido, é um sistema criminoso altamente lucrativo. E tem também doente, tem agente pública envolvido, tem ferro-velho envolvido, tem hotel envolvido. Por que é que seguem funcionando? Nós propomos, inclusive no nosso plano de governo, a criação de um órgão executivo que possa articular diferentes secretarias para cumprir uma só missão. O centro vai ser seguro quando tiver gente circulando em segurança de manhã, tarde, noite e madrugada. É por isso que a gente tem que olhar pra zeladoria, mas é por isso também que a gente tem que dar um novo uso à Santa Efigênia. Propomos a criação de um parque tecnológico e também a ocupação de 20% dos imóveis que estão hoje desocupados. Eu aproveito para me apresentar: estou há 6 anos como deputada federal, sou autora de projetos importantes como o pé de meia e a distribuição de absorventes nas escolas. Sou uma filha orgulhosa da periferia de São Paulo, de nordestinos, e estou muito feliz de estar aqui representando a minha periferia, representando as mulheres, como única candidata mulher, e também convidando vocês a conhecerem mais do meu trabalho e da minha história. A gente acabou de lançar uma série no YouTube: Tábata Amaral SP.
Obrigada pela ordem sorteada. Agora é a vez do candidato José Luiz da Atena.
Boa noite! Olha, amigos ligados da Band, é uma posição diferente. Estou aqui porque há 26 anos eu sinto a sua dor diariamente. Estou com você, diariamente, na sua casa. Aqui terei a oportunidade de resolver e colocar a mentirinha que são contadas pra você. Porque muitos desses candidatos que estão aqui vão apresentar uma série de soluções e não vão cumprir metade delas. Começa com o prefeito que não cumpriu metade das metas expostas pelo Bruno Covas, e o prefeito deve ter falado do centro de outra cidade. O centro que ele viu é um centro que não existe em São Paulo. É um centro que ele destruiu, na capital de São Paulo. Não só o centro especificamente, onde pessoas criaram suas famílias, netos, tataranetos dependiam dali e fugiram dali por causa do crime organizado infiltrado na Cracolândia. Não é só a Cracolândia; São Paulo está destruída. É uma cidade que atrai turismo para caramba porque é uma cidade de negócios. Nós temos que ter segurança pública. Segurança pública você resolve com reforço da nossa GCM. Você resolve com o auxílio das polícias regulares, com o auxílio do Estado e com lei que você tem que cobrar do seu deputado, do seu senador. O Ricardo arrasou essa cidade, ele destruiu essa cidade e, sem segurança, a gente não pode atrair turismo, investimento, nem coisa absolutamente alguma.
Candidato Guilherme Boulos, 1 minuto e meio, por favor.
Boa noite! Boa noite aos candidatos que estão aqui, boa noite principalmente a você que tá em casa acompanhando a gente. São Paulo precisa de mudança. A nossa cidade é uma cidade potente, incrível, cheia de oportunidades, mas hoje tá abandonada. É o caso do centro. Eu me lembro quando eu era criança, meu pai me levava no centro ao sábado para poder caminhar, ir a livraria, a um shopping e almoçar. Infelizmente, muitas famílias deixaram de fazer isso hoje, e deixaram de fazer isso porque o centro tem um estado de abandono. E aí o nosso projeto é criar o programa Novo Centro. Pesquisar depois tá na internet, tá no nosso programa de governo. O que é o novo centro? É a gente transformar esses imóveis, grandes prédios que hoje estão abandonados, sabe aquele que tá pichado, que fica como uso pro crime? Para a droga, transformar, dar um uso pra esse imóvel em oportunidade, em moradia para as pessoas que precisam e, ao mesmo tempo, desenvolver a vocação do centro como o maior centro de comércio popular da América Latina, no eixo do BRS, da 25 de Março, da Santa Efigênia, e também na vocação para a economia criativa, bares e restaurantes, que é isso que atrai turismo. Todas as grandes cidades do mundo que recuperaram o seu centro o fizeram através do patrimônio histórico, cultura e economia criativa. É isso que nós vamos fazer na cidade de São Paulo, tendo a oportunidade de me eleger prefeito.
Bom, a gente vai agora para a primeira rodada do chamado confronto direto entre os candidatos, seguindo ordem sorteada previamente. Eu lembro que, pelas regras acertadas com todas as campanhas, cada candidato pode ser escolhido no máximo duas vezes. Os tempos são os seguintes: um minuto para pergunta e um minuto para réplica. Resposta e tréplica têm 4 minutos no total, a critério do candidato. Quem começa escolhendo quem vai responder é o candidato Pablo Marçal, por favor, indique quem vai responder e faça a pergunta.
Deixar seu nível de ansiedade ficar maior.
Guilherme Boulos, vou perguntar para o prefeito. Pode começar, por favor. Quero que você que tá em casa sinta agora que tem 192.000 pessoas precisando de cirurgia, e alguém está à minha direita ou na falsa direita da cidade de São Paulo não se preocupa com isso porque tem bilhões no caixa e você vai continuar esperando. Eu sei que você que não tá esperando deve estar pensando assim: "não é comigo", mas vai ser. Porque tem milhões de metros de calçada pra ser construída nas áreas urbanas. Pelo menos 30% dos acidentes acontecem por não ter calçada. Ao menos 23% na situação de rua. Das pessoas, desde dezembro do ano passado até agora, tem mais de 80.000 pessoas em situação de rua em São Paulo. Prefeito, essas pessoas estão sentindo algo agora ou ficaram nessa fila ou estão na fila ou vão ficar por incompetência sua? Qual que é a sensação de ser um vereador que foi jogado na cadeira de prefeito e não se sente competente o suficiente para não resolver problemas básicos dessas pessoas? Responde uma das perguntas.
Se você der conta, tá nervoso?
Olha, eu tenho muito orgulho. Eu vou contar aqui pro Pablo Marçal o que que nós fizemos na cidade de São Paulo. Com educação, do jeito que você, na sua casa, quer escutar do candidato que queira governar a maior cidade da América Latina, a quinta maior metrópole do mundo, uma cidade de 12 milhões de habitantes. Em 2016, o orçamento da saúde era de 7 bilhões de reais; nós passamos para 20 bilhões, nós dobramos o orçamento da saúde. Só para você ter uma ideia, Pablo, até 2016, na gestão da Haddad, eram três UPAs em São Paulo. Hoje, são 30. Portanto, foram 27, de 2017 pra cá. Dessas, eu inaugurei 18 e vou entregar mais cinco esse ano, e já estou construindo mais oito para entregar ano que vem. Tem uma notícia boa pra você: que depois vocês podem consultar, mas naquele momento que diz que é fake, ou não, porque eu vou falar a verdade: só vou falar a verdade aqui. No ano passado, a Prefeitura de São Paulo realizou o maior número da história da cidade de consultas e de exames.
Mas o senhor não respondeu porque aumentou 23% das pessoas em situação de rua.
Tem dado um show nas últimas 24 horas pra tomar menos pancada aqui, mas não respondeu também, nem sabe o número. Porque a gestão é uma bagunça.
Tem 447.000 pessoas na fila, precisando de exame. Das que conseguem exame, 40% não voltam para fazer o exame. Bagunça! Você se sente um pirólito na boca de banguelo indo numa UPA e, depois, você vai em outra e não tem um prontuário digitalizado. Por que que uma cidade tão rica, mais poderosa do Hemisfério Sul, não trata a pessoa que precisa do exame com respeito? Você está falando que está fazendo no gerundio; você está copiando no governo que você apoia, que chama o PT, onde você tem o ministério garantido lá.
Eu também quero falar aqui com todo mundo desta cidade. Por que a Marta Suplicy, que é vice daquele cara de extrema esquerda, era secretária desse cara aqui, da falsa direita? Você que está aqui, a cidade de São Paulo, 63% das pessoas são conservadores. Por que que estamos aqui? O cara não responde uma pergunta tão simples, está fazendo no gerundio. Responde as perguntas claramente. Fiz quatro perguntas, Pablo Marçal. Você vai virar blá blá Marçal desse jeito, né? A gente está aqui muito sério, estamos falando do futuro da cidade de São Paulo.
As perguntas que você fizer, eu vou responder todas, como por exemplo, quero contar pra você que nós zeramos, por exemplo, o número de próteses dentárias na cidade. No ano passado, foram 85.000 próteses; no ano retrasado, 55.000. A média antigamente era de 16.000 próteses. Nós distribuímos, só para você ter uma ideia, 51.000 aparelhos auditivos, onde a pessoa vai lá no nosso serviço médico, faz a consulta, passa por exame... É feito um aparelho ideal pra ele utilizar, e ele utiliza. Nós temos a alegria de poder ter ampliado muito nosso atendimento médico. Você sabe, Pablo, dor é um negócio terrível. Imagine dor crônica. Não tinha nenhum consultório de dor crônica em São Paulo. Já inaugurei seis. Eu quero falar pra vocês que estão em casa daquilo que a cidade de São Paulo precisa, que você precisa. Imagine só, nesse período que a gente está vivendo, mesmo tendo pego mais de um ano de pandemia, temos inaugurado 18 UPAs. E você falou das nossas UPAs. Tem mais uma notícia que eu quero te passar, e pra você que está em casa: quando você ia numa UPA e precisava de um exame, tinha que mandar o material pra um laboratório pra voltar.
As UPAs que eu estou inaugurando, elas têm laboratório dentro da UPA. Olha que avanço que a gente está tendo! E você quer ver outra questão importante? Também não é só de equipamento; é a questão da saúde financeira da cidade. Nós ajustamos a saúde financeira porque, quando eu construo uma UPA, custa 10 milhões e o custeio é de 5 mil por mês, e a cidade está com a saúde financeira em dia. Isso tem dado resultados muito positivos. Eu fico todos os dias com a minha equipe, que tenho orgulho enorme, uma equipe comprometida, uma equipe que ama a cidade, para trabalhar pra você.
Tem um fato que tem acontecido muito no mundo todo, por exemplo, os óbitos por infarto aqui na cidade de São Paulo. Sabe o que está acontecendo? Gente, está acontecendo o seguinte: quando você entrava no equipamento de urgência e emergência com infarto, 30% das pessoas iam a óbito. Um procedimento que a gente adotou, um protocolo que adotamos com a aplicação do trombolítico, caiu para 4%. É isso que te interessa, não é briga, não é agressão, não é ataque, não é falar com o outro candidato de forma desrespeitosa. É respeito! É mostrar aquilo que nós estamos fazendo. É o resultado! É melhorar a qualidade de vida das pessoas todos os dias. Esse é o nosso objetivo: trabalhar 7 dias por semana, acordar cedo, dormir tarde e poder entregar pra você uma cidade cada dia melhor. Eu sei, e você sabe, tem muita coisa, Pablo, ainda pra fazer. Eu sei, mas entregamos bastante e provamos que somos capazes de continuar entregando, e por isso você pode ter certeza de que os próximos quatro anos serão os melhores quatro anos da cidade de São Paulo, com a continuidade do nosso governo.
Pela ordem de sorteio, quem pergunta agora é o candidato Guilherme Boulos. Por favor, indique para quem será feita a pergunta.
Eu pergunto ao candidato Ricardo Nunes. Eu tenho maior orgulho de ser Paulistano, mas a nossa cidade, você sabe, tem muitos desafios. Um deles é levar as oportunidades para as periferias. Nós tivemos governos que enfrentaram isso, o da Marta Suplicy, por exemplo, minha vice, que fez os céus e o bilhete único. Mas, nessa gestão do Ricardo Nunes, São Paulo andou pra trás. A população de rua praticamente dobrou, a fila da saúde de exame aumentou. Não adianta vender uma ideia que não é a realidade. Agora, o que mais me preocupa é a falta de uso do dinheiro público. Nunes, você gastou praticamente bilhões de reais em obras sem licitação e sem planejamento. O que São Paulo merece saber é um respeito que você tem que ter com o cidadão. Quem é Pedro José da Silva? Qual a sua relação com ele e a da prefeitura com ele?
Olha, Boulos, acho que você tem que responder quem é Janones. Você precisa responder quem é Janones, que você instituiu a legalização da rachadinha. Você precisa responder quem é Nicolás Maduro. Você precisa responder tantos nomes, Boulos.
Mas eu vou te dizer: quem é Pedro José da Silva? É uma pessoa que eu conheço há muitos anos, um trabalhador que veio para São Paulo da Bahia, como tantos e tantos nordestinos, aqui para lutar e vencer na vida. Você deve estar fazendo essa pergunta porque ele prestou um serviço pra prefeitura, mas vou te dizer: ele presta serviço pra prefeitura há mais de 20 anos. Há mais de 20 anos. Uma coisa que tenho muito orgulho é que, no nosso governo, a gente fez muitas obras. Está acontecendo hoje, só para você ter ideia, 25 obras, só aquelas acima de 1 milhão de reais, porque, como eu disse aqui pro Pablo, nós conseguimos solucionar a saúde financeira da cidade. Esse ano, serão 18 bilhões de investimento, então tem muita obra para as pessoas poderem realizar, gerar emprego e renda, mas principalmente, pra atender você na periferia.
Nunes, falou até bonito. O problema é que eu te conheço. O que você deixou de dizer, que o prefeito deixou de dizer, é que Pedro José da Silva é o compadre dele, que recebeu 10 contratos em obras sem licitação, que ele escolheu e diz que é técnico, e nada. Ele escolheu a empreiteira do compadre para ganhar a obra. Aliás, eu acho que, numa escolha entre você e a cidade e os amigos do prefeito, ele escolheu decididamente os amigos. Porque não é apenas o caso do Pedro José da Silva. E se você não acredita, não precisa acreditar em mim. Não é em debate. Vai lá no Google, digita Nunes compadre que você vai ver o que vai aparecer. Agora não foi apenas ele. Tem também o Genário Nascimento da Cruz, que seria bom que você explicasse, não jogando outros nomes e tal, explique que está sendo investigado pelo Ministério Público por contratos de 27 milhões. É seu amigo com a Prefeitura de São Paulo, pelo Instituto Pilar. Explica, Nunes.
Vamos lá. Olha, eu fico um pouco indignado. A gente espera um debate de alto nível. Vocês estão vendo aí, é só ataque, mas essas conversinhas fiadas aí que você vem colocar, Boulos, não vai colar não, porque as pessoas que estão nos assistindo, elas sabem quem é sério, quem é correto. Nós vamos entregar até o final do ano, 7.000 obras. 7.000 obras. Você acha que eu vou saber quem está fazendo uma obra na prefeitura? Tem todo um procedimento de legislação da lei que trata da questão de licitações. Existe a Controladoria, que inclusive eu reforcei e trouxe mais de 70 controladores para ajudar na fiscalização. Nós estamos recebendo prêmios em relação à transparência e combate à corrupção. A nossa gestão não tem compromisso com erro nenhum e de ninguém. É isso que eu fiz a minha vida inteira. Ele falou que fui vereador. Realmente, um orgulho. Oito anos vereador, oito anos apresentei muitos projetos. Fiz muitas leis, trabalhei em muitas comissões parlamentares de inquérito, inclusive relator da CPI do Teatro Municipal, presidente da CPI da sonegação tributária, que, lá em 2019, com outros valorosos colegas vereadores, conseguimos trazer, só naquele ano, 1,2 bilhões de reais.
A minha vida foi de trabalhar, acordar cedo, bem diferente de você, né, candidato? Trabalhar muito! Montar o meu negócio, uma salinha de 2 por 2. E é isso que a gente faz todos os dias com dedicação. E tem uma coisa muito importante com respeito às pessoas. Você não precisa, para querer chegar em algum lugar, querer atacar, querer manchar a honra das pessoas como você não tem proposta. Fica querendo denegrir a história. Isso não vai colar. As pessoas não caem nisso. A nossa administração é uma administração correta, séria, que faz combate à corrupção, que faz muitas obras para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem aqui, que visitam a nossa cidade ou que trabalham aqui na cidade de São Paulo. Eu tenho um orgulho enorme de tudo aquilo que a gente está desenvolvendo.
Eu já disse e volto a repetir, com muita humildade. Sou alguém que veio lá da periferia, que começou do seu negócio pequenininho, que constituiu a sua família e que teve o sonho de entrar para a política por vocação. Fui vereador por 8 anos, vice-prefeito com muita honra, a convite do Bruno Covas, e me tornei prefeito quando, infelizmente, perdemos o Bruno, no dia 16 de maio de 2021. Inclusive, tá aqui o Tomás Covas, o filho do Bruno, que eu te agradeço por toda a força que você me dá, Tomás. Te agradeço muito de coração. Mas é isso que a gente precisa, gente: ter seriedade. Essa coisa de ficar atacando e xingando não leva a lugar nenhum. O que importa pra gente é que a cidade vai evoluindo, gerando emprego e renda, oportunidade e cuidando das pessoas, como a gente tem feito na cidade toda, em especial na periferia de São Paulo.
O próximo a fazer a pergunta, escolhendo quem responde, é o candidato José Luiz da Atena. Lembrando que o candidato Ricardo Nunes já foi perguntado duas vezes e não pode ser perguntado agora.
Bom, o Guilherme Boulos é que eu escolho. Ele ataca também, e ataca com a pior das coisas: o ser humano, que é mentira. Uma parte do que ele falou é pura e execrável mentira que está sendo apurada pelo Ministério Público e os órgãos de segurança de São Paulo. Se provarem que tem ônibus do PCC, ele diz que não sabe de nada. Porque no meu governo, ninguém vai sentar bunda em ônibus do PCC. Se provarem as ilicitudes deles, vão pra cadeia. Agora, a pergunta ao Boulos é simples, tranquila e normal: diz-me com quem tu andas que eu direi quem tu és. O Nunes falou que você anda com a rachadinha.
Deixa eu responder, deixa eu responder. Você vai interferir aqui? É essa sua democracia?
Candidato, o seu tempo foi encerrado. O seu tempo foi encerrado, interrompeu, termina a pergunta pro candidato Boulos, por favor.
Bom, o detalhe é o seguinte: diz-me com quem andas que eu dir-te-ei quem és. Estou de acordo com José Luiz da Atena. Eu não ando favorecendo compadre na Prefeitura de São Paulo. Eu não ando favorecendo amigo com contrato de 27 milhões. E por isso as coisas têm que ser esclarecidas, gente. Isso não é ataque. Isso é respeito ao dinheiro público. Porque, quando falta merenda na escola, quando falta um médico no posto de saúde, é porque esse dinheiro está sendo mal usado. O que a gente tem hoje na Prefeitura de São Paulo é uma gestão que gasta muito e resolve pouco. Essa é a situação da gestão do Ricardo Nunes. Dinheiro tem, a cidade de São Paulo não é só a mais rica do Brasil, é a mais rica da América Latina. O que falta é prefeito. É isso que faz falta hoje na cidade de São Paulo.
E eu quero aqui falar de um drama que é muito importante pra você que está nos assistindo, que é a situação da saúde. Eu sou filho de pais médicos. Meus pais são do SUS. Conheço isso desde criança e tenho um compromisso de tratar as pessoas com dignidade. Na saúde pública de São Paulo, hoje você vai numa UBS, numa UPA. Uma coisa é a propaganda que o prefeito faz, a palavra bonita que ele coloca no debate. Mas quem tá assistindo sabe que eu fui lá na UPA Dr. Sócrates, em Itaqueri. Vi lá na AMA 24 horas do Capão Redondo ou lá na Maria Antonieta, no Grajaú. A gente vê falta de remédio, falta de médico, 10, 12 horas na fila. Isso é desumano. E é por isso que eu vou fazer o Poupatempo da Saúde. Esse projeto inovador. Eu tenho ao meu lado o criador do Poupatempo, Daniel Annenberg, que nos ajudou a pensar, junto com uma equipe de especialistas, para que a gente consiga tirar isso do papel e levar 16 centros diagnósticos, policlínicas, atendimentos de especialidades, onde mais falta: na ortopedia, na saúde da mulher, na cardiologia, na oncologia, onde estão as maiores filas pra atender você obter esse serviço.
Levar pra periferias. Esse vai ser o Poupatempo da Saúde e é assim que a gente vai desfazer o estrago na saúde em São Paulo feito pela atual gestão.
José Luiz da Atena, qual que é a tua proposta pra saúde?
Minha proposta pra saúde é muito simples: você ter remédio e equipamentos de saúde funcionando pelo menos nas UBS mais, duas horas por dia! Não só das 7 até 9 horas da noite, se possível, pelo menos dois ou três equipamentos de saúde funcionando 24 horas por dia. E das subprefeituras de São Paulo, é mais contratação de médicos que recebam adequadamente, que se zerem essa fila de meio milhão de pessoas que nós temos em São Paulo. Que esse cidadão diz que trata bem a saúde e não trata.
Quando eu falei também que tinha gente mal acompanhada, ele citou e você anda de braços dados lá na comissão de ética com o Janones da rachadinha. Era isso que eu ia completar e, em relação ao Ricardo Nunes, depois quero saber se você é democrata, porque parece que não é. Quem apoia a Maduro e a ditadura da Venezuela, você devia ser prefeito lá em Caracas!
Ô Datena, até tu com fake news, hein? Eu não esperava! Te conheço, sei que você é uma pessoa correta. Não precisa vir com fake news aqui. Vamos fazer o debate de maneira séria, que é o que as pessoas que estão em casa querem ouvir. Primeiro, pra deixar limpo essa situação do Janones, já tive a oportunidade de esclarecer mais uma vez. Não é rachadinha, é crime, independentemente de ser feita por Janones ou por Bolsonaro, que é amigo do Marçal e do Ricardo Nunes. Não é rachadinha; tem que ser combatida no conselho de ética. O que eu não podia era permitir dois pesos e duas medidas. O que vale para um, tem que valer para outro. Aliás, me espanta que alguém tenha citado a rachadinha aqui, o prefeito que está sendo acusado de receber cheque de rachadinha de volta de creche, está sendo investigado pela Polícia Federal por causa disso. Ele tem a rachadinha própria dele e vem querer falar dos outros?
Assim não dá! Agora, falando da saúde, que é o que importa pra as pessoas, nós vamos fazer dois grandes projetos. Um deles é o Poupatempo da Saúde, como eu disse pra vocês, vão ser 16 unidades de centro diagnósticos e consultas com especialistas pra zerar a fila. É isso que nós vamos fazer. O outro é Mais Médicos para Especialidades, porque, pra isso funcionar, tem que ter médico, tem que ter especialista. Vamos fazer isso em parceria com o presidente Lula, com o governo federal.
Agora, quem está nos assistindo tem uma decisão a fazer: você acha que a saúde tá boa como o Ricardo Nunes disse? Você concorda com ele? Se você acha que a saúde precisa melhorar muito em São Paulo, então, você concorda comigo e vem com a gente.
Bom, antes de a gente seguir com o debate, foram feitos dois pedidos de direito de resposta pelo candidato Ricardo Nunes. Os dois foram julgados improcedentes. A próxima pergunta é dele. O candidato Ricardo Nunes, por favor, indique pra quem vai ser feita a pergunta.
Eu vou perguntar pro candidato Pablo Marçal. Pablo Marçal, essa cidade é a cidade do desenvolvimento econômico da oportunidade de emprego e renda. Muitas pessoas vieram pra cá atrás do seu sonho, e é uma cidade que se tornou essa potência por conta de tantas pessoas que para cá vieram do Brasil inteiro e do mundo todo. A gente sabe da importância que é ter uma estrutura de receber esses investimentos e esses empreendedores. Alguém que depreda, por exemplo, a FIESP, ou que participa de um grupo que invadiu a Bolsa de Valores no centro de São Paulo, ou que invadiu o Ministério da Fazenda, gera uma instabilidade. Essa é a primeira pergunta que eu queria falar pra ti. Qual seria a sua proposta para que a gente pudesse ainda mais, já que a gente já está batendo recorde de geração de emprego e renda? São Paulo sempre quer estar na liderança e na frente, pra gente poder aumentar ainda mais as oportunidades de emprego e de renda na cidade de São Paulo.
Obrigado pela pergunta. Minha proposta número um é tirar você da prefeitura. A número dois é fazer o Boulos, se ele tiver sonho de ser prefeito, mudar de cidade, que aqui nessa cidade, enquanto eu estiver na política, ele nunca vai sentar essa bunda dele na cadeira de prefeito.
A proposta número três é fazer com que essa cidade tenha um negócio chamado "empresariação". Eu sou filho de faxineira, meu pai é funcionário público aposentado, eu vim da escola pública. Nós aprendemos, desde pequenos, na escola pública, a odiar empreendedorismo, a odiar rico e odiar Estados Unidos. E aí, a gente tem um problema: nosso povo não prospera! Nós temos 2,2 milhões de empresas na cidade de São Paulo, e sabe o que eu quero? Quero ensinar desde pequeno para todas as crianças na favela, quero ensinar para todo mundo o que é esse modelo de empresaricação. A partir de 2025, Marsal, na prefeitura, todas as 2,2 milhões de empresas terão um braço de ensino, nem um ônus para o empreendedor, mas ele vai fazer com que o ensino chegue aos seus trabalhadores, os parentes e as pessoas que moram próximos dessas empresas.
Para quê? Vamos ensinar as profissões do futuro, porque nosso país vai virar um país escravo tecnologicamente. Vejo nenhum desses candidatos falando disso. Vamos ensinar as profissões do futuro: tecnologia e inteligência emocional. A gente tem mais homicídio do que países em guerra. Nós iremos ensinar o passo a passo. Mesmo que você não queira empreender, eu descobri uma coisa nas favelas: inclusive, aqui tem gente que é fama de ser dono da favela. Aqui, qualquer um desses candidatos aqui está desafiado nessa campanha e pré-campanha. Eu fui em mais favelas do que quem nasceu na favela, e aqui em São Paulo, eu continuo nesse desafio falando uma coisa pra vocês: todo mundo quer prosperar. Eu sou o candidato mais próspero aqui. Você veio falar de como fazer isso. Eu paguei mais impostos do que tudo que vocês já geraram de riqueza na vida juntos. Eu sou alguém que tem uma família mais forte, mais pujante que todos vocês juntos.
Eu sou alguém que tem juventude, que eu de fato posso colocar toda a minha disposição. Já resetei esse jogo da vida, construí o que quis, saí da periferia e quero que essa cidade, até você que está aí na periferia mais pobre em travinhas, no Alto do Paraisópolis, onde não chegou nenhuma melhoria pública até hoje, com esses 111 bilhões, eu quero que você saiba que você, seu filho, vai prosperar. Eu consegui prosperar, eu dei uma vida digna pra minha mãe, eu sou o candidato representando as mulheres aqui porque sou casado com a única mulher, eu namorei com uma única pessoa, eu tenho quatro filhos. Eu abençoei a vida da minha mãe, eu aposentei minha mãe. Minha mãe era faxineira, ajudei a cuidar da minha irmã, da minha sobrinha. Inclusive, tem uma mulher lá fora, guerreira, que foi barrada de participar desse debate aqui. Marina, não desista. Você não é a única candidata aqui.
Eu acho que foi uma fake news que você falou. Vocês gostam de ficar usando esse termo. A Marina, lá do Novo, está lá fora. Ela deveria estar aqui dentro, mas por alguma coisa que fizeram, ela está do lado de fora. Eu sei o que você está passando, porque eu fui candidato à presidência da república e não consegui participar desse debate. Fui injustiçado como você está sendo agora. Então, todas as mulheres, prestem atenção no que está sendo feito aqui. Nesse debate, só tem candidato de esquerda, de centro-esquerda. Nós não precisamos de pessoas que ficam com conchavos políticos. A prefeitura do Nunes fechou. Ele é o candidato mais caro de todos, o candidato que não dá conta de fazer nada. Porque do pessoal, só tem um prefeito do pessoal no país com reprovação de 70%. Isso é a escória da política brasileira!
Candidato Nunes, sua réplica.
Muito bem, falou, falou e falou de proposta. Mesmo assim, a gente não viu nada. Mas eu queria te falar o que a gente está realizando na cidade. Se você pegar, por exemplo, e ver lá o programa Meu Trampo, são 10.000 jovens fazendo cursos profissionalizantes e aprendendo como empreender. Tanto é que as MEIs, em 2017, eram 440.000. Agora, em São Paulo, estamos batendo 1.200.000 microempreendedores individuais. Por quê? Pelo ambiente saudável que geramos na nossa cidade. Pega a Fundação Paulistana: hoje, são 23.000 jovens fazendo cursos, e ainda recebem R$ 700 por mês para ajudar a se manter fazendo o curso. Porque tem muita gente que quer fazer o curso e não tem condições. Então, a prefeitura entra nesse auxílio, ofertando a essas pessoas uma oportunidade, porque eu também vim da periferia, eu sei o quanto é necessário ter a oportunidade. E é isso que estamos fazendo na cidade de São Paulo: oportunidade para vocês.
Você está com problema cognitivo porque eu falei que vai ter braço de ensino em todas as empresas? Acho que você não ouviu. Falei que vamos investir na escola básica, inteligência emocional e nós vamos investir em empresar. Deixei claro. Nós vamos criar uma secretaria que vai abrir empresas nessa cidade, porque empresa gera emprego e gera renda; não é governo que gera isso!
Seguindo o sorteio prévio, a última pergunta deste bloco cabe à candidata Tábata Amaral. Para quem é sua pergunta, candidata?
Pro Marçal, por favor. Eu queria perguntar ao prefeito primeiro, porque eu queria muito morar nessa São Paulo que ele descreve, mas vou para um lado ou para outro e não é isso que eu vejo. Então, vou fazer a pergunta pro candidato Marçal. A gente sabe que este é o momento que a população estava ansiando para conhecer quem é, quem tem, que história, que fez o que, deixou de fazer o que, que propostas carrega. Então, eu trago, candidato, uma pergunta simples, mas muito importante: qual é a sua opinião? Você é contra ou a favor da Operação Água Branca?
Você pode esclarecer?
Que que é a Operação Água Branca? Deve ser algum bandido de esquerda que deve estar envolvido nisso aí. Bem, para ser prefeito de São Paulo, tem que estudar.
Acho que até o Nunes, que não fez nada pela Operação, pode lhe explicar, mas é uma operação urbana na região oeste e norte. Vou mudar o tema pra segurança. O candidato que está ao meu lado foi condenado por formação de quadrilha no esquema de fraudes bancárias. Eu queria saber o que ele fará para proteger os idosos que vivem caindo em golpes de WhatsApp como esse. Ele também é investigado pela polícia federal por falsidade ideológica, apropriação indébita e lavagem de dinheiro. E nós soubemos, nessa semana, que o maior aliado que ele tem, que é o presidente do partido dele, confessou em um áudio que é ligado ao PCC. Então, minha pergunta é muito simples: você pretende usar a sua experiência no mundo do crime para cuidar de São Paulo? Para fazer política pública em segurança?
A primeira coisa é que você está me confundindo com a sua heroína chamada Dilma Rousseff, que entrou na casa, inclusive do avô do dono dessa televisão, e roubou 3,5 milhões. Ele era prefeito e governador também. Sobre essa condenação, não há condenação! Se tiver, eu deixo aqui essa disputa agora imediatamente. Isso que você falou sobre mim; você tem um herói chamado Luiz Inácio Lula da Silva, que foi condenado em três instâncias, com nove juízes, e ficou 580 dias preso. E você vive babando ovo pra ele.
Segunda coisa: aqui nessa cidade você fez um tal de Pé de Meia. Seu herói bandido foi lá e travou os R$ 500 milhões dessa bobeira que você está inventando.
É o seguinte: você está misturando coisas de idoso, porque você é incapaz de estudar além da headline pra saber. Meu pai me ensinou a nunca tocar em nada de ninguém. Eu te desafio agora: se você é sabichão, fala o nome aí do que eu peguei, do que eu toquei, que eu devolvo agora. Eu quero saber que dia vocês vão devolver a moral desse país com o Lula e a Dilma. Você que é para-choque de comunista, você está aqui. Você não vai direcionar nenhuma pergunta pro Boulos. Você que está aqui, um candidato fantoche.
Você sabe, né, que você é uma pessoa impressionante. Veio da periferia, mas não conhece o ensino médio, foi estudar fora. Ele tá completamente fora da realidade dessa cidade. Tábata, deixa eu te falar uma coisa: você precisa estudar além da headline. Você parece até uma jornalistazinha militante.
Manda a sua próxima pergunta!
Finalizamos assim o primeiro bloco do debate, marcado pelo confronto entre os candidatos. A gente vai para um rápido intervalo e, no próximo bloco, é a vez dos jornalistas do grupo Bandeirantes fazerem perguntas para os candidatos. Eleição 2024: olho no voto, olho na Band.
E é aqui, da sala digital, que você acompanha a repercussão do debate pelas redes e pelas buscas do Google. Marco Túlio já está aqui conosco. Olha, esse ano a grande novidade, né, Marco, com todas as cidades em que há debate na Band. Todo mundo acompanhando aqui. Vamos escolher uma delas. Aqui, por exemplo, Campinas, pra gente ver já a repercussão: candidatos mais buscados, o Rafa Zimbaldi aparece em primeiro.
A gente passa pra próxima tela e aqui tem os assuntos mais buscados. E olha que lá em Campinas, escola está em primeiro lugar, seguido de hospital, professor, educação, emprego.
Vou buscar outra cidade aqui, Marcos, já passo pra você comentar também. Olha, Salvador, uma capital. Vamos abrir o gráfico aqui também pra gente, porque, como já falamos algumas vezes aqui, esse ano, minuto a minuto... Olha só! Antes do debate começar, a gente já estava medindo. Tinha candidato que estava lá embaixo, que foi pra cima e voltou a cair exatamente depois que a transmissão começou. Isso é muito interessante, né, como a gente vê que a transmissão reflete nas buscas.
É isso mesmo! A gente vem falando isso, né? Os candidatos começam a trazer suas propostas, fazer ataques, eles começam a se defender, e a gente vê isso flutuando no Google também. A gente vê o Geraldo Júnior em primeiro, o Bruno Reis em segundo e o Cléber Rosa, aqui, nesse momento. A gente avaliando aqui as últimas 4 horas.
Vou voltar aqui pra ver mais alguma capital. Saindo de Salvador, a gente desce pra Fortaleza também, tem os candidatos mais buscados. Eu vou passar pra uma próxima tela pra vocês entenderem. Vários panoramas, os assuntos buscados. A gente já mostrou também os partidos mais buscados. Quem está em primeiro lugar em Fortaleza é o PT; oscilou bastante isso bem antes até do debate começar, né?
Nesses dois meses aqui, a gente tem uma amplitude maior porque cada gráfico traz um tempo diferente das buscas. Não é, Marco?
É isso! Vamos ver Belo Horizonte aqui, ó. Para Belo Horizonte, me ajuda aqui. Boa! Embaixo do Rio de Janeiro.
Belo Horizonte a gente tem, também, nos últimos dois meses, a gente vê que o Mauro Tramonte está nesses últimos dois meses sendo o candidato que despertou o maior interesse de busca. Temos os assuntos aqui de BH também.
Posso só passar pra próxima tela? A gente vê aqui: escola, hospital, educação, que são assuntos que o brasileiro, nas grandes capitais, sempre busca. Quer saber: escolas perto de mim, hospitais para mulher, hospital infantil, educação também, vagas escolares, cursos profissionalizantes. Isso está tudo dentro desses temas.
Tá certo! Vamos voltar pra cá. Olha só. Daqui a pouquinho, nós vamos chegar em São Paulo também. Vamos ver o Rio de Janeiro, que tem um dos debates mais esperados também desta noite. O Rio de Janeiro está com transmissão ao vivo. Eduardo Paes começou lá em cima, entre os candidatos mais buscados, e foi variando bastante. Às 11:10, ele já não estava mais em primeiro lugar, né?
É, a gente vê que o debate começou pontualmente às 10:30. Então, essa parte final do gráfico aqui a gente vê que as coisas estabilizaram um pouquinho mais. Marcelo Queiroz em primeiro, Rodrigo Amorim, Eduardo Paes exatamente.
Rio de Janeiro, a gente vê entre os assuntos mais buscados: escola. Em quase todos os lugares, em quase todos os lugares, a gente vê que está lá no topo. Eu vou voltando pra cá porque, daqui a pouquinho, nós vamos entrar ao vivo também pra rede aberta de televisão. Porque nós estamos com o debate no Band Play, nas transmissões online, nas rádios. Então, todo o grupo integrado, é claro, também com o Google. Você que nos acompanha, vamos ver aqui direto de São Paulo na sala digital da Band.
O Marco Túlio, do Google, vai me ajudar a interpretar o que o brasileiro está buscando. Quais são os interesses que o debate na Band desperta? Os candidatos mais buscados, a gente começou com Pablo Marçal lá em cima. Ele deu uma oscilada, mas segue ali. Quem mexeu bastante foi o Boulos, não é, Marco?
É isso! A gente tem aqui que o Pablo Marçal e o Ricardo Nunes foram os candidatos a prefeito mais buscados na capital durante o primeiro bloco. Eles tiveram duas em cada três pesquisas que as pessoas estavam fazendo no Google. Trocas aí muito fortes, né? Muitas propostas sendo apresentadas. Então, a gente vê uma variação bem intensa, Juliano. Ou seja, os candidatos mais procurados foram Ricardo Nunes e Pablo Marçal.
Vamos pros assuntos mais buscados durante o debate em São Paulo: escola, parece que é uma prevalência. Isso mostra como o brasileiro, no geral, está preocupado com educação, Marco.
É isso! Principalmente material escolar. A gente tem uma sala aqui com especialistas de dados que estão aqui fazendo essa análise em tempo real. Então, dentro do assunto escola, a gente tem aqui material escolar. Muitas coisas aqui sendo avaliadas.
Exatamente! Daqui a pouco, a gente volta com mais detalhes para toda a rede, trazendo São Paulo e muito mais. Você que está conosco no digital, segue acompanhando mais das buscas feitas pelos internautas em todo o Brasil, nesse que é o maior site de busca do mundo.
Para onde a gente vai agora? A gente já passou pro Rio de Janeiro, vamos pra mais capital. Porto Alegre, por exemplo. Vamos lá Porto Alegre! A gente tem aqui primeiro, sempre os candidatos mais buscados. Depois a gente passa pra tela dos assuntos em Porto Alegre. Bom, todo lugar tem oscilação, né? Tem uma oscilação, mas a gente vê que durante o debate a gente tem uma estabilização maior.
Vamos voltar pro debate daqui a pouquinho. Tem mais sala digital para você.
[Música]
Ainda não voltou o debate. Então, a gente volta pro Digital ao vivo. É assim mesmo, viu, Marco? A gente vai e volta. O importante é que a informação não para. Aqui a gente estava nos candidatos mais buscados em Porto Alegre. Você estava comentando que o Felipe está lá em primeiro. Vamos pros assuntos. Será que lá também escola está em primeiro lugar?
Isso é algo muito comum nas capitais brasileiras. A gente tem uma variação muito grande entre saúde e educação, que são um dos assuntos mais importantes. E lá mudou, hein? Lá foi o único lugar em que escola deu uma caída durante o debate. Provavelmente porque os temas debatidos foram os outros temas e depois voltou pro topo.
A amplitude das pesquisas, das buscas feitas pelo Google, é muito minuciosa. Busca os partidos, busca os assuntos, também traz pesquisa por candidato, né? Como a gente pode ver aqui em São Paulo. Isso é muito interessante.
Pablo Marçal e Ricardo Nunes vêm sendo apontados durante a campanha como os candidatos menos conhecidos. Apesar do Ricardo ser prefeito de São Paulo, muita gente não conhece ele pelo nome. Curiosamente, são os candidatos mais procurados. Ou seja, é o eleitor tentando conhecer um pouco mais. José Luiz da Atena, Guilherme Boulos, que já foi candidato a presidente, acabam sendo figuras mais conhecidas do eleitorado, né?
É isso! Olha, só para voltar aqui e vocês entenderem de São Paulo: as pessoas vão pra máquina de busca do Google fazer perguntas. Imagino que você pega o celular, faz uma pergunta e sua pergunta vem pra cá pra gente mostrar os interesses que as pessoas têm sobre os candidatos, sobre os assuntos e também sobre os partidos.
Pois é! Olha só, enquanto o candidato do PRTB era o mais buscado, o partido mais buscado é o PSDB, que é o partido que está José Luiz da Atena. Em segundo lugar aparece o PSOL, que é o partido do Guilherme Boulos. O MDB está em terceiro lugar, o PRTB, que é o partido do Pablo, ali, e em quinto lugar, o PSB, que é o partido da Tábata Amaral. Aqui a gente tem as perguntas de candidatos: a gente tem aqui várias perguntas sobre os candidatos.
Essa é uma operação urbana na região oeste e norte? Vou mudar a pergunta, mas a segurança, o candidato que está ao meu lado foi condenado por formação de quadrilha no esquema de fraudes bancárias. Eu gostaria de saber o que ele fará para proteger os idosos que estão caindo em golpes de WhatsApp como este. Vou mudar também o tema para segurança, que é o que me preocupa. Aqui em São Paulo!
O próximo bloco é uma nova rodada de confrontos diretos entre os candidatos, seguindo as mesmas regras. Pergunta e réplica com um minuto cada, resposta e tréplica com o tempo total de 4 minutos administrado pelo candidato. Pela ordem do sorteio, o primeiro a perguntar neste bloco, escolhendo primeiro quem vai responder, é o candidato Pablo Marçal. A pergunta vai pro Boulos.
Pode começar!
Guilherme Boulos, antes, eu quero mandar um grande abraço para quem ensinou comércio aqui na nossa cidade de São Paulo, foram os árabes, a disrupção que veio dos israelitas.
Vocês, né, são os nossos irmãos.
que alguém ali apoia terrorismo do ramaz vive romantizando o terrorismo. Tirou foto com aquele ditador da Nicarágua, vive elogiando o ditador Maduro, que perdeu a eleição, inclusive um esquerdista que é o Bori, que acabou de falar que o Maduro perdeu a eleição. Mas ele gagueja lá na entrevista da Rede Globo, falando que não é o modelo dele de democracia.
Quer dizer, é que cada ditador tem um modelo próprio. Aí eu te faço uma pergunta: como é que esse negócio de idealizar grupo terrorista, aprovar liberação de maconha, aborto, esse romantismo com tudo que destrói a sociedade...? O que que você pode falar pra mãe que tá sofrendo agora com alguém preso, o outro filho foi assassinado, tudo por conta dessa ideologia maluca sua? Olha, Marsal, é impressionante a sua falta de qualidade política de vir em um debate como esse sem saber absolutamente nada da cidade de São Paulo e nem sobre a minha trajetória e a minha vida. Mas, a propósito, eu queria te devolver uma pergunta: você no bloco anterior negou que foi condenado como quadrilheiro de roubo a banco e a sua sentença de condenação já subiu nas minhas redes sociais. Vou te dar uma nova oportunidade.
Por que que você acha que a população de São Paulo deve eleger um ladrão de banco de Goiá como prefeito da cidade? Primeiro lugar, cara, fala o nome do banco que eu faço o pix. Eu tenho empresas em 19 segmentos diferentes, diferente de você. Eu gosto de ser trabalhador, trabalho em 19 segmentos diferentes e tem uma surpresinha pra você aqui até o final, porque eu te fiz uma pergunta sobre drogas.
Te fiz uma pergunta e a sentença que você tá falando, ela nem tinha advogado de defesa porque eu não tinha dinheiro para pagar. Ela prescreveu. Quando eu disse que não tem, é porque não tem, porque ela foi prescrita. Diferente do seu herói, que é o Lula, que pegou 580 dias de cadeia e foi descond. E você tá recebendo dinheiro público através do Governo Federal para disputar isso aqui. Você realmente conhece a cidade de São Paulo? Você deve ter ido em todas as biqueiras atrás daquilo que mais te agrada pra ir sumir desse estado emocional seu.
Só que você não responde sobre o terrorismo que você ama, você não responde porque você também quer fazer uma ditadura aqui. Você quer trazer a rachadinha, né? Que é corrupção que você fez lá com Janones. Eu tava lá pessoalmente no conselho que vi você aprovando, institucionalizando isso e quer tomar o dinheiro da senhora que tá aí e apoia aborto, candidato Boulos, mentira deslavada.
Olha, Marsal, você ainda vai voltar pra cadeia por causa das suas mentiras. Gente, sendo muito franco, isso aqui não é brincadeira de internet, isso é um debate para eleger o prefeito da principal cidade do Brasil. Eu, olhando, ouvindo ele falar, eu acho que nós estamos diante de um psicopata, porque parece que ele mente e acredita na mentira. É impressionante, ele fala com uma convicção, não fica nem vermelho. É impressionante, não é? Eu acho que você deveria buscar tratamento.
E, aliás, se tratando de droga, você deve ter muita coisa a dizer, porque o presidente do seu partido hoje tem o áudio dele circulando dizendo que tem relação direta com tráfico de droga. Não sei se você tem junto ou é só o presidente do seu partido.
Mas aí, depois, você expõe as pessoas. O que eu quero falar com você, que em casa é uma questão até de respeito a quem vive na cidade, porque eu acho que Pablo Marçal, pra ele andar, ele vai ter que chegar lá em Guaianazes, chegar em Sapopemba, chegar no Grajaú... nem com GPS! Não conhece nada da cidade.
Por isso, eu quero falar de um tema muito sensível: você que mora nas periferias de São Paulo, que é educação. Nós, como IDH da Prefeitura de São Paulo, no Ensino Infantil e no Ensino Fundamental, a nossa proposta é garantir escola em tempo integral para todas as mães, pais e crianças, poderem ter a sua aula normal no turno e no contraturno, a gente poder ter atividades culturais, atividades de esporte, curso de idioma e a mãe que deixa seu filho na escola antes de trabalhar vai poder deixar e depois só pega ele quando tiver saindo do trabalho.
Outro dia, eu tava escutando de uma mãe que mora em São Mateus. Ela falou: "Boulos, o momento que eu fico mais angustiada no dia é quando dá hora do almoço, meu filho sai da escola e eu não tenho com quem deixar." Pois é, agora com escola em tempo integral na cidade de São Paulo a gente resolve a segurança dessas crianças, a preocupação dessas mães e garante uma educação exemplar. É isso que eu vou fazer.
Além, lógico, da ampliação dos CEUs. Olha, o atual prefeito Ricardo Nunes foi o único prefeito desde a Marta que não entregou nenhum CEU. Tinha um plano de metas dele que não entregou nenhum, iniciou a obra de cinco. Aliás, o que a gente tem visto na cidade de São Paulo é esse desrespeito do prefeito atual achar que o povo de São Paulo é bobo de chegar na véspera de eleição e agora sair iniciando obra.
Ficou 3 anos sem fazer nada, parecia que estava de home office. Aí aparece no tempo de eleição, fazendo placa, obra, buraco, sem planejamento para todo lado, pra tentar enganar as pessoas, fazer maquiagem e levar voto. Mas você, que tá assistindo, eu tenho certeza que não é bobo, sabe disso e sabe que São Paulo precisa de um governo com compromisso com as periferias, com planejamento, com equipe, com preparo. E é isso que a gente vai oferecer a partir de 1º de janeiro do ano que vem.
O candidato Pablo Marçal fez um pedido de direito de resposta. A comissão avaliou e o pedido foi negado pela ordem do sorteio. A segunda pergunta, escolhendo quem vai responder, é a candidata Tábata Amaral Nunes. Candidato, espero que você não fique nervosinho, nem se descontrole, igual aconteceu aqui do meu lado.
Eu preciso lhe fazer uma pergunta: como a única candidata mulher que está aqui, a sua esposa lhe acusou de ter sofrido agressão, registrou um boletim de ocorrência. Não se manifeste, por favor, se puder só retomar os 5 segundos. E toda mulher sabe que essa é uma decisão muito difícil.
Numa sabatina do hol, você foi questionado sobre isso e disse que o BO tinha sido forjado. No dia seguinte, a Polícia Civil lhe desmentiu, colocou um comunicado dizendo que o BO era verdadeiro. São Paulo não merece um prefeito que mente e que é agressor de mulher. Então, eu pergunto: e a pergunta é sim ou não, você mentiu ou não mentiu no hol?
Olha, Tábata, eu nunca levantei um dedo para minha mulher, nunca levantei um dedo para a minha mulher, que inclusive tá aqui. Estamos juntos há 27 anos, temos três filhos. Minha filha tá aqui, a Isabela, o Ricardinho, a Mayara. Sou vô de um netinho lindo de 2 anos. A minha filha Maiara tá gravidinha de 4 meses. Eu não esperava de você um nível desse.
O que acontece, pessoal, sempre é que na época de eleição aparece esses assuntos. No período de eleição, infelizmente, forjam essas histórias. Eu realmente estive com a minha esposa há 14 anos atrás, um período de uns 4, 5 meses que a gente realmente se separou, tivemos um desentendimento, mas nada de agressão. Nunca levantei um dedo. Ela já falou isso.
O que que é importante também dizer é que eu fui o prefeito que mais fez ações com relação ao combate à violência doméstica, o que mais fez. Só esse ano são 40 milhões de investimento nessa área. Como, por exemplo, o nosso trabalho fundamental da Guarda Metropolitana no programa Guardiãs Maria da Penha, no trabalho que a gente tá fazendo de entregar a carta de crédito para mulheres vítimas de violência com medida protetiva, no trabalho da lei que a gente aprovou que vai atender as crianças que são órfãs de mulheres vítimas de feminicídio, do trabalho que eu tô fazendo de fazer o auxílio aluguel para mulheres vítimas de violência.
Então, Tábata, primeiro eu queria te pedir muito respeito, em nome até da minha esposa e das mulheres, e a minim a minha família com relação a esse tema. Eu quero voltar a repetir pra você: eu nunca levantei um dedo para minha mulher. Amo ela demais, é a razão da minha vida com a minha família. Então, te pediria, né, respeito e consideração. Não pode ser o vale tudo numa campanha.
Candidata Tábata, o prefeito mente e mente descaradamente. E é por respeito à população que eu queria trazer um outro tema. Durante a gestão do candidato Nunes aumentou em 70% as filas por exames. São quase 500.000 pessoas que aguardam algum tipo de atendimento. E o exame número um nessa fila é endoscopia.
Eu, inclusive, dependi por 20 anos da minha vida do SUS e já esperei mais de um ano para fazer um exame de endoscopia. Pois bem, o atual prefeito em janeiro fez um exame de endoscopia na rede pública e eu queria que ele nos dissesse porque eu venho me perguntando desde então e imagino que quem tá nos acompanhando também venha se perguntando: o prefeito furou a fila ou não furou a fila? Ele vai apresentar o comprovante ou não vai apresentar o comprovante? Qual foi o mês, Ricardo, em que você fez a sua consulta e você agendou o seu exame?
Já foram muitas mentiras aqui e eu acho que é bom você ter cuidado com o que vai dizer agora. E tá no meu Instagram tudo que eu tô dizendo. Olha, deputada Tábata, eu acho que é muito positivo o prefeito da cidade de São Paulo, né? Todos sabem, eu sou empresário, fazer o seu exame de endoscopia e colonoscopia no serviço público, até para poder saber como é o serviço público. A minha esposa fez todo exame de mamografia também no serviço público. É uma forma.
Nunca fiz divulgação disso na internet. Pela primeira vez, tá chegando isso a público porque você está falando. É uma forma de mostrar para toda a minha equipe o trabalho que a gente vem desenvolvendo e que o próprio prefeito utiliza esse serviço lá no hospital público. É engraçado como é que as coisas positivas as pessoas têm capacidade de ver só coisas negativas. Há quem ande por uma floresta e só veja a lenha. Presta atenção nisso: há quem ande numa floresta e só veja a lenha.
Você sabe quantos funcionários colaboradores da saúde existiam até 2016? 81.000. Hoje são 118.000. 37.000 funcionários a mais, colaboradores a mais na saúde. A questão do exame que você falou, nós temos 105.000 exames por mês, isso vai tendo um giro. Os exames de mamografia a gente reduziu para 38 dias no máximo. Tem muita coisa para fazer, mas só para você ter a ideia, eu já falei, vou repetir: no ano passado, a cidade de São Paulo fez o maior número de consultas e exames da história.
E vou te contar aqui números redondos: 30 milhões, 30 milhões de consultas e 70 milhões de exames só no ano passado. Gente, eu sei, você sabe, tem muita coisa para fazer, muita coisa. E a gente está fazendo. Nós tivemos 20 hospitais, até 2020 o Bruno e eu abrimos 10. Hoje, são 30. Eu já falei das UPAs, das UBSs. A saúde tem muita coisa para avançar, mas a gente tá trabalhando duro e com verdade. Obrigado, candidato.
Bom, pela ordem, a próxima pergunta é do candidato. Queria pedir à plateia que não se manifestasse, por favor. Obrigado. É o candidato Nunes, por favor, indique para quem será feita a pergunta.
Perguntar pro apresentador José Luiz da Atena. Apresentador José Luiz da Atena, a gente sabe da complexidade que é uma cidade de 12 milhões de habitantes, uma cidade que tem 1500 km². Portanto, uma grande dimensão. Nós sabemos da importância das questões das áreas verdes. O senhor falou de parques e meio ambiente.
Eu vou lhe corrigir o dado: nós temos 114 parques na cidade, eu entreguei seis, vamos entregar mais cinco esse ano e tem um dado muito importante que é o avanço que a gente conseguiu ter na questão da cobertura da área vegetal. Queria saber o que o senhor vai fazer pra gente ampliar essa cobertura de área vegetal e o que poderíamos esperar como proposta do senhor com relação à questão da ampliação das áreas de mata. O que a gente tem hoje? O que seria ideal a gente ter de tamanho de área de mata na cidade? Qual seria a sua proposta concreta sobre esse tema?
Primeiro, um detalhe rápido que o senhor disse que o senhor fui condenado em vários processos. Fui sim, principalmente condenado acusando bandidos que teriam cometido crimes que, da realidade, julgados pela justiça, foram considerados alguns inocentes. Nem toda decisão judicial é justa, mas quando o senhor é acusado de bater na mulher, o senhor pega e fica todo arrepiado, inclusive com a sua família.
Então, e se você me der um processo, vai ser uma maravilha você me processar, porque eu vou pendurar lá no quadro principal da minha casa, porque é uma honra ser processado por gente como você, que beira a acusação grave de pertencer a organizações que estão resvalando o crime organizado dessa cidade, que beira a barbaridade e de contratos com empresas criminosas que lesam a cidade com licitações 70% em caráter emergencial, que na realidade lhe inclui aí entre as piores pessoas que administraram essa cidade, fazendo negócio com o povo.
E é por isso que temos uma cidade na situação que está, que deixa de gastar 107 bilhões de orçamento que tem a sua prefeitura durante quase toda a sua administração, pra guardar pra sua campanha eleitoral digna de convenção americana. Então, se o senhor quiser me processar, fique à vontade, será um orgulho ser processado pelo senhor.
A gente gostaria de ter construções com áreas verdes. A gente gostaria de ter mais parques na cidade, e mais parques com licitações sérias, e não entregar pra qualquer um sob suspeita de estarem sendo entregues como parques criminosos, ônibus elétricos ou com outros combustíveis de origem ecológica. Mas tudo dentro de uma mais árvores da cidade.
Porque a mudança climática é importante, eu sou ambientalista, extremamente ambientalista. Ambientalista defendo. A São Paulo é uma cidade construída por causa de gente como o senhor, sem plano diretor, com áreas ocupadas por gente desonesta que vendeu terrenos em áreas de várzea, onde os rios deveriam penetrar até o lençol freático, com áreas que deveriam e hoje servem pra resfriar a cidade. Foi gente como o senhor lá atrás que jogou a cidade de São Paulo na situação que tá.
Se o senhor me acusa de algum crime, o senhor tem que se defender dos vários crimes dos quais é suspeito de ter praticado na sua administração com dinheiro público. Nós queremos tornar a cidade de São Paulo uma cidade, obviamente, que é coordenada com esse desastre ecológico. Temos que mexer nas galerias do centro de São Paulo, são da época do império, que o senhor não mexe. Limpar essas galerias. Temos mais coleta de lixo e educarmos. O senhor não gosta de campanha educacional.
Educamos o povo a não jogar lixo, preservar o, não jogar lixo dos rios, preservar os nossos mananciais e ter mais atitudes ecológicas. E prestar atenção às construções que vêm daqui pra frente. Porque, infelizmente, de gente como você, oh prefeito, a cidade infelizmente não tem condição de enfrentar nem as enchentes. Se chover em outubro, se não eleger prefeito, nem do fim do mundo, aliás, seria ótimo que chovesse pra São Pedro expulsar você da prefeitura.
O candidato Ricardo Nunes fez um pedido de direito de resposta. Ele foi concedido. Além do seu minuto de réplica, o senhor tem mais 45 segundos.
Ok, eu vou fazer o meu direito de resposta agora, pode ser? E depois eu faço a réplica, ele é na sequência, porque o candidato da Atena já gastou os 4 minutos. Ok, agradeço, pode fazer.
Queria voltar a falar. É a segunda vez que eu tenho direito de resposta contra esse senhor desrespeitoso. Desrespeitoso. Eu quero voltar a falar aqui: esse senhor já foi condenado várias vezes por imputar crime a pessoas inocentes, várias vezes por praticar outros crimes, mas eu não vou falar aqui em respeito à família dele.
Ele sabe o que quer. Nós precisamos ter respeito com as pessoas. É preciso ter o mínimo, o mínimo de respeito. Ele tá falando uma série de coisas que não têm absolutamente nada. Eu não tenho uma condenação nenhuma, zero. Nunca tive uma condenação na minha vida, uma vida limpa.
E, sobre o tema, o senhor tem mais agora o seu minuto da réplica. E, sobre o tema da cidade, é muito claro, né? Que ele é muito bom pra ficar atrás da câmera. Ele é valentão atrás das câmeras, pra imputar às pessoas inocentes crimes que elas não cometeram, que acaba com a vida das pessoas, por deixá-las totalmente desamparadas e com sua emocional abalado. Ele foi condenado várias vezes. É um desrespeito com as pessoas inocentes. Imputando a elas, e da cidade não sabe nada, não tem ideia de nada, não tem a mínima condição.
É um bom apresentador, reconheço. Ninguém fica 30 anos em um programa de televisão se não tiver sua capacidade. Agora, da cidade não tem a mínima noção do que acontece em nada. E, com relação ao respeito ao próximo, a nota pro senhor, apresentador José Luiz da Atena, é zero. Uma pessoa que já foi condenada várias vezes por imputar crimes às pessoas inocentes. Nós não podemos isso, gente.
Bom, o candidato da Atena usou todos os 4 minutos dele na resposta, não tem direito à tréplica pela ordem do sorteio. O próximo a perguntar, escolhendo quem vai responder, é o candidato Guilherme Boulos. Por favor, eu vou perguntar para o Datena. Datena, a gente falou aqui várias vezes nesse debate de contratos suspeitos da Prefeitura de São Paulo. O prefeito não conseguiu responder nenhum, não é? Foi desvio de dinheiro em creche, foi em obra superfaturada para o compadre, foi até em água durante o carnaval.
Mas tem um dos contratos que a prefeitura de São Paulo fez na gestão do Ricardo Nunes que me indigna especialmente, que foi a concessão dos cemitérios. O que eles fizeram é inacreditável, é desumano. Não é uma questão de esquerda ou de direita, é de humanidade. Os preços nos cemitérios, você que tá assistindo sabe disso, chegaram a ser 11 vezes mais caros em determinados produtos. O velório aumentou quatro vezes, dificultaram o enterro social.
Eu queria saber, Datena, o que você acha da privatização dos cemitérios e desses contratos e convênios da gestão Ricardo Nunes?
É de morrer! Nós fizemos uma reportagem na Rádio Bandeirantes que deixou bem claro que a licitação dos cemitérios, que esse cidadão colocou uma senhora que era suspeita para presidir essa licitação e desviar 20 milhões ou 25 milhões do erário público. Quando nós descobrimos isso, ele tirou e colocou em outro lugar da prefeitura, dizendo que era uma boa senhorinha. Três dias antes, nós descobrimos e quem era que ia ganhar a licitação. E mais, essa senhorinha estava numa dessas empresas que participava dessa licitação antigamente.
Quando o serviço público funerário, que já era corrupto, pra você enterrar uma pessoa aqui em São Paulo custava R$ 800, R$ 900, hoje custa R$ 4.300. Ele fez negócio com a morte do brasileiro, que não é respeitado nem na hora da morte por esse cidadão.
Agora, eu queria deixar bem claro nesses minutos finais, viu, Boulos, que eu sou contra a polarização, que o senhor parece marionete do presidente Lula e que aquele cidadão parece marionete do presidente Bolsonaro. Vocês deviam ter coragem de assumir a candidatura de São Paulo. Eu não votaria em nenhum dos dois e não colocaria nenhum dos dois na prefeitura de São Paulo.
Ele me acusa de fazer jogo com você porque ele não tem outra forma de mostrar a incompetência dele. E não sei se só incompetência, repito. Não sou venal de acusá-lo diretamente de nenhum crime, definitivamente, mas chego à proporção de dizer que ele está sendo investigado por participação de facilitar crime organizado, licitações fraudulentas, convênios fraudulentos. Esse cidadão tá sendo investigado e ele tem que ser investigado mesmo, até prova que ele seja culpado.
É claro que eu posso dizer o que eu disse aqui. E em nenhum momento eu disse que ele é culpado, eu perguntei se ele tem medo do crime organizado. Ele tem tão medo que ele já pediu direito de resposta, tanto medo que ele tem do crime organizado que ele já pediu direito de resposta. Esse cidadão não é qualificado para ser prefeito de São Paulo, ele não tem qualificação.
Eu sou o único candidato independente, que não sou marionete de presidente e nem de ex-presidente, e tenho a coragem necessária para enfrentar gente que muita gente se alia de peito aberto. Eu não tenho medo de morrer com bala do PCC, o que eu tenho medo é de termos gente como esse cidadão na prefeitura, que pode provocar, através das suas atitudes, um verdadeiro genocídio, deixando pobres em filas de hospital, deixando gente morando na rua, passando frio e depois dizendo que não morreu de frio.
O que eu tenho medo é que um cidadão como esse continue administrando a cidade de São Paulo, a cidade mais rica do país, dando dinheiro, toda a sua administração, para fazer obra eleitoreira, que ele não vai nem terminar, que ele não vai nem conseguir terminar. Por isso, ele precisa ser eleito, porque senão a metade das obras que ele não cumpriu até agora vão significar muito mais do que metade. Esse cidadão é um desqualificado para ser prefeito de São Paulo, assim como eu acho que o Boulos devia ter mais e não ser boneco de ventríloquo do Lula.
Não confio em nenhum dos dois, porque eles se estabilizam como representantes do Lula e do Bolsonaro. Nós não queremos polarização. Boulos, olha, quem conhece a minha trajetória sabe dos meus posicionamentos firmes, de ter lado, de ter coragem. Aliás, sou atacado frequentemente justamente por isso, por ter lado.
Eu tenho o maior orgulho de ter o apoio do presidente Lula. Agora, ganhando a Prefeitura de São Paulo, quem vai governar sou eu. O prefeito serei eu e com o apoio do presidente Lula, inclusive, podemos trazer mais recursos federais, mais parcerias federais, que são importantes pra você que tá assistindo, pra cidade toda.
Aliás, aqui nós temos dois candidatos bolsonaristas: o Ricardo Nunes é o bolsonarista envergonhado, o Pablo Marçal é o bolsonarista rejeitado, que queria que o Bolsonaro adotasse ele e acabou ficando órfão. Mas, enfim, o que eu quero dizer pra vocês é que nós vamos revogar a privatização dos cemitérios na cidade de São Paulo. Vamos fazer esse debate, porque é um absurdo que esse prefeito fez.
Obrigado, candidato. Pela ordem do sorteio, bom, antes de seguir, foram feitos dois pedidos de direito de resposta pelo candidato Ricardo Nunes, os dois foram considerados improcedentes. Então, pela ordem do sorteio, próximo a perguntar, escolhendo quem vai responder, é o candidato José Luiz da Atena.
Para quem é a sua pergunta, candidato? A minha pergunta é pro Ricardo Nunes. Por que que você quer tanto reeleição, hein? A reeleição desse país aqui deu origem ao mensalão, ao petrolão. A eleição desse país aqui deu origem ao orçamento secreto. Por que que você ama tanto a eleição e quanto vai custar a eleição pra você com 12 partidos de coligação?
É todo esse dinheiro que você guardou e não investiu na cidade de São Paulo que você tá gastando com essa sua campanha bilionária, com essas suas coligações, com emendas e cargos que você tá distribuindo. Por que que você gosta tanto da reeleição e quer tanto a reeleição? Qual é o motivo que você defende tanto a reeleição, usando dinheiro público que você não gastou para pessoas abandonadas, desvalidas dessa cidade?
Por que senhor tão a favor da reeleição? Eu sou contra, candidato Nunes. Muito bem, eu imaginava que o apresentador, tanto tempo na televisão, conhecesse a cidade, conhecesse as políticas públicas, né? Tem sido uma decepção aqui, mas eu queria aproveitar aqui essa oportunidade para poder falar da questão das concessões. Eu não fujo de tema. Todos os temas. Eu tenho muita convicção do que nós estamos fazendo pra cidade.
Nós temos o nosso Fundo Municipal de Desestatização, mais de 2 bilhões e uma economia entre as questões de passar o serviço do público para o privado. Uma economia da torga fixa e variável daquilo que a gente deixou de gastar de R bilhões de reais. Quer um exemplo? A gente agora fez a inauguração do BIC, nós vamos ter ali o maior centro de convenções da América Latina. Isso vai possibilitar vir gente pra cá, fazer congressos e convenções, investimento de 1.5 bilhões do privado e a prefeitura ainda vai participar em 125% das atividades da empresa que ganhou a concessão.
O serviço funerário fiz questão de fazer essa concessão, deixando muito claro lá de que os enterros sociais devem ter um desconto de 20% e a tabela mantida de 2019. Lógico, gente, não tem muito tempo. São vários cemitérios, as agências já estão bem melhores, reformadas, os veículos. Mas tem todo um cronograma de melhora. Por exemplo, eu fiz a concessão dos terminais. Só não consegui fazer do setor leste, que vai ter que relicitar, mas entra no terminal que eu fiz a reforma. O banheiro é igual o banheiro de shopping, tem selo de acessibilidade, tem qualidade.
Então, é uma ação de governo que nós desenvolvemos e estamos fazendo, que é importante trazer o privado, porque a gente precisa de eficiência e qualidade. Isso é fundamental. Então, eu queria deixar esses exemplos.
Agora, no retorno da minha fala, poder falar o porquê que eu quero ser prefeito de São Paulo, candidato da Atena. Olha, esse cidadão mente com uma facilidade enorme. Ele mente sem franzir a testa, ele não cumpriu metade das propostas do Bruno Covas, porque, na verdade, quem foi eleito foi o Bruno Covas. Ele não cumpriu metade do que ele deveria cumprir: o que que ele vai fazer da reeleição? Não cumprir a outra metade? É isso que a gente espera dele: um prefeito ineficaz, incompetente, investigado e por vários instantes de segurança, de polícia, de Ministério Público.
Eu queria até deixar aqui no ar, facilitar pra Polícia Federal e perguntar pra ele: ele pode responder numa outra oportunidade se ele participa mesmo da máfia das creches. Se ele toma dinheiro de criancinha, se ele rouba pirulito de criança.
Candidato Nunes, olha, o nível realmente foi lá pra baixo, né, gente? Quem não conhece a cidade não sabe exatamente o que tá falando, né? Deve estar ali no "Rio Votril" danado. É lamentável, mas eu vou falar da creche. Você sabia que no Brasil tem 2 mil crianças que querem uma vaga de creche e não tem? Nenhuma delas mora em São Paulo. Todas as crianças que moram em São Paulo têm essa vaga de creche garantida e em período integral. Todas as creches nossas com período integral, das sete até as 17.
E já estamos fazendo algumas creches até às 19 horas, com cinco refeições, com um trabalho fundamental para que aquela criança possa se desenvolver. Porque a criança que passa pela creche, ela vai ter 25% a mais de capacidade de assimilar o aprendizado. Eu tenho muito orgulho de poder, como prefeito de São Paulo, ter elevado o orçamento, ter conseguido a sua saúde financeira.
Você falou do Bolsonaro, agradeço Presidente Bolsonaro, porque quando ele foi presidente nós fizemos o melhor acordo da história da cidade de São Paulo, que conseguimos nos livrar de 25 bilhões de dívida. A cidade de São Paulo pagava 280 milhões por mês de dívida com o governo federal e numa transação com o Campo de Marte nós eliminamos essa dívida da cidade. E esse dinheiro vai ser e está sendo investido principalmente na periferia de São Paulo, que é a minha origem.
Tanto é que eu coloquei no nosso programa plurianual um artigo que uma parte do investimento tem que ser feito na periferia. E, gente, vou falar do desenvolvimento econômico, que é o pulsar dessa cidade, é aquilo que traz as pessoas a virem pra cá e aquelas que estão aqui a poder ter as oportunidades. Só de 2021 até junho desse ano, olha isso, gente, 57.000 empresas saíram de outros estados e municípios e vieram aqui pra nossa cidade. Abriram novas 428.000 empresas.
E aí, o resultado é que no ano passado o saldo positivo entre admissões e demissões foi de 129.000 empregos e esse ano, só no primeiro semestre, 107.000 empregos no saldo positivo. É São Paulo pra frente, cuidando... todos fizeram as suas perguntas e a gente vai agora pra próxima etapa desse debate, a partir dos dados recolhidos pela nossa sala digital, que é uma parceria da Band com o Google.
E a gente vê ali a sala digital: os cinco assuntos mais buscados pelos eleitores desde o início do debate são eles: educação, saúde, segurança, emprego e transporte. Cada candidato vai ter agora 2 minutos finais. Fica aqui a sugestão para que o candidato ou candidata aborde um desses assuntos durante as suas considerações finais.
Os candidatos podem ver à sua direita, aliás à sua esquerda, os temas colocados: educação, saúde, segurança, emprego e transporte. A ordem agora é inversa à do primeiro bloco, começando com o candidato Guilherme Boulos. Por favor.
Bom, eu quero agradecer à Rede Bandeirantes pela organização desse debate, agradecer a você que ficou assistindo até essa hora pra poder ouvir um pouco das propostas para a cidade de São Paulo. São Paulo precisa de mudança. Hoje a nossa cidade é uma cidade rica, mas falta prefeito, prefeito com pulso, com coragem para melhorar e mudar a vida das pessoas. Falta sensibilidade.
Se quem tá hoje na prefeitura não se importa com 80.000 pessoas vivendo nas ruas, eu me importo. Se não se importa com gente esperando 10, 12 horas numa UPA pra ser atendido, e o tema da saúde tá lá em cima, tenho certeza também por isso eu me importo. E é por isso que eu quero ser prefeito de São Paulo, porque eu sei que você, que tá assistindo, também se importa.
São Paulo sempre foi a cidade que transformava sonho em realidade. Hoje eles querem dizer que esse projeto de mudança de justiça é impossível. Falavam pra Marta quando ela foi prefeita que os CEUs eram impossíveis, tá aí. Falavam pro Lula que acabar com a fome no Brasil era impossível, ele acabou.
Hoje dizem que alguém que vive na periferia, como eu, no Campo Limpo, alguém que vem de movimento social não pode ser prefeito. Nós vamos mostrar que eles estão errados mais uma vez. Eu devo muito o meu aprendizado no convívio com pessoas que, muitas vezes, nunca tinham sentado num banco de escola. Mas que me ensinaram, me ensinaram a deixar ninguém pra trás, me ensinaram solidariedade, me deram lições de vida que hoje me fazem acreditar que a nossa cidade pode ser diferente, pode ser uma cidade pra todo mundo, pode ser uma cidade sem suspeitas de corrupção, sem prefeito que só aparece de quatro em quatro anos pra querer enganar você.
Eu acredito e sei que muitos de vocês também acreditam. Boa noite. Agora é a vez do candidato José Luiz da Atena, por favor.
Bom, a questão de segurança pública é fundamental, tal, e eu duvido que tenha alguém aqui que entenda mais de segurança pública do que eu entre esses candidatos todos, até por osmose. Faz 26 anos que eu sinto a dor de você, que mora em São Paulo e que sofre com o crime organizado, que sofre com o crime do dia a dia, que, aliás, são migalhas que caem da mesa do crime organizado e do colo do cidadão comum.
Primeiro que o Boulos, ele é a favor da polícia, que é duplicar a GCM só em ano ímpar, só em ano de política. Segundo, ele diz que quer acabar com o telefone celular. Outra coisa, como é que pode o Boulos, a GCM não ter fuzil? Se todas as outras guardas têm fuzil e a GCM tem um inimigo em comum, que é o crime organizado. Agora, disse, vou diminuir o roubo de telefone celular. Se até outro dia o nosso querido presidente Lula, porém, eu tenho o maior respeito, dizia que roubar telefone celular era brincadeira de criança, que depois o cara ia tomar cerveja no bar.
Presidente Lula, roubo de celular, brincadeira de criança, que mata, que fere e pra roubar um telefone celular. E se você acabar com o telefone celular, eu quero ver quem vai pagar a cervejinha desses assassinos. Nós precisamos, só o prefeito de São Paulo não resolve o problema de segurança pública. A GCM tem que ser, ele disse que vai duplicar a GCM, depois você vai mandar embora depois da eleição.
Eu não só vou duplicar, como, se preciso, triplicar a GCM. Mas trabalhar com os outros sistemas de segurança, como Polícia Civil, como Polícia Militar e também até com a Polícia Federal. A rua de São Paulo é do povo de São Paulo, não de bandido. Bandido aqui não vai ter vez.
Na sequência, a candidata Amaral, por favor.
Eu nasci e cresci numa ocupação na Zona Sul de São Paulo. Não era pra eu estar aqui, eu tô aqui por conta da educação. Uma professora. Uma Olimpíada de Matemática, uma política pública no Congresso Nacional. Esse foi meu principal compromisso.
Não é à toa que escrevi e aprovei P.E. meia, absorvente na escola, marco do Ensino Técnico, vacina para professor. E eu vou ficando por aqui, é esse compromisso que eu quero trazer pra São Paulo. Eu vi a minha cidade ser a capital que mais cai no ranking nacional de alfabetização durante a gestão de cidadão. A gente estava na posição 2, com Covas, a gente foi pra posição 21. De cada três crianças, duas estão chegando no terceiro ano sem saber ler e escrever.
Criança que não aprende a ler e escrever é criança que fecha todas as portas, não aprende biologia, sai da escola, é vítima do crime, das drogas. Então, eu não tô aqui pra brincar. Muita gente encheu a boca pra falar de mulher, mas o que é que fez de concreto pelas mulheres? Eu lutei pelos absorventes, liderei a bancada feminina, eu tive a coragem de colocar uma vice mulher, uma professora honesta, empresária, professora Lúcia França. Isso sim é comprometimento pra que as mulheres sejam protegidas, estejam seguras.
Aqui, muita gente encheu a boca pra falar de periferia. Comprar uma casa na periferia não lhe faz você ser da periferia. E turistar no hospital, tirando a vaga de alguém que precisa, não lhe explica o que é depender do SUS, ficar na fila pra ser humilhado.
Chega a sua vez, acabou a senha. Tenta a semana que vem, ficar horas pra receber uma cirurgia no hospital Pedreira, como já aconteceu com o meu irmão. Tem coisa, gente, que a gente não aprende na escola, a gente não aprende no livro. Ou a gente vive, ou a gente vive. E é esse conhecimento, é essa história que eu trago aqui pra gente acabar com essa palhaçada.
Não é qualquer cidade, é a maior cidade do país. Não é com essa brigalhada, não é com essa palhaçada que a gente tá vendo aqui. É com time, é com...
O próximo é o candidato Pablo Marçal. Entre educação, saúde, segurança, emprego e transporte, sempre o mais importante é educação. Educação vai economizar na questão de segurança, a educação vai economizar em saúde. Só que a gente não tem educação, a gente tem um sistema chamado escolarização, e a escolarização a gente investe 25 bilhões na cidade de São Paulo todos os anos pra fazer algo.
Colocar crianças no final da escola com 90% sem fazer interpretação de texto, sem terminar um cálculo básico. Quando eu digo educação, educação, a gente prepara as crianças pra elas terem, elas não terem limites. E os seus filhos estão indo pra uma ocupação escolar. Eu sou dono de rede de escola também, não só em São Paulo, mas em outros estados, inclusive nos Estados Unidos. Eu entendo um pouco desse assunto. Eu tenho 1.5 milhão de alunos na internet e posso falar pra você o seguinte: a mudança de mentalidade é que vai fazer a gente ir pro próximo passo dessa cidade.
Então, acredito que a gente vai investir muito nisso. Eu quero te falar, aí na favela, tem 3.5 milhões de pessoas, aproximadamente. Você sabe que não tem futuro na mão desse povo aqui. Vocês foram sequestrados emocionalmente pela esquerda. Já passaram três governos do PT, já passaram também... querem entrar agora a terceira vez do PSDB também. E não adianta! Esse povo vai sequestrar vocês uma vida inteira.
Eu acredito de verdade na educação através das empresas, porque se a gente escolarizar as crianças, a gente vai continuar nesse mesmo cenário. Nós vamos dar liberdade, tendo inteligência emocional, que isso vai diminuir a criminalidade. Nós vamos colocar isso na escola, nós vamos transformar a escola de São Paulo numa escola olímpica, onde todo mundo vai ter uma identidade esportiva. Sabe por quê? Das 80.000 pessoas que estão na situação de rua hoje, não tem ninguém que é esportista.
A gente precisa investir nisso. A cidade hoje investe só 365 milhões. A gente tem que investir tudo nisso: tecnologias e nas profissões do futuro, urgente. Então, educação vai mudar essa cidade. Eu vou mergulhar nisso, pode contar com isso.
Agora, a palavra é do candidato Ricardo Nunes. 2 minutos, por favor.
Muito bom poder hoje estar aqui com vocês. Você tá aí na sua casa até agora nos assistindo. Vocês viram aí, muita gente tá muito nervosinho, não tem o que falar, acaba só atacando as pessoas. Eu quis fazer aquilo que tá dentro do meu coração, que é cuidar da minha cidade e respeitar você, respeitar você que tá aí para poder definir o seu voto, definir qual vai ser o futuro da nossa cidade.
Essa cidade de 12 milhões de habitantes é a cidade que gera emprego e gera oportunidade pras pessoas. Eu que morei na periferia, estudei em escola pública, eu sei o quanto é importante oportunidade. Oportunidade. E é por isso que a gente tá batendo recorde de empregos. Eu falei aqui, queria ressaltar: só esse ano, no primeiro semestre, nós íamos a 107.000 empregos no saldo positivo. Ano passado, 129.000 empregos no saldo positivo.
57.000 empresas saíram dos seus estados e municípios e mudaram pra São Paulo, o que nos trouxe uma arrecadação a mais de 1 bilhão 540 milhões. Dinheiro pra ser investido na nossa cidade. A gente precisa ter muita seriedade. Cada ação do prefeito repercute em 12 milhões de pessoas. Não dá pra você não ter muita seriedade, tranquilidade e serenidade.
Não dá pra ser Chilequente pra ser prefeito. Tem que ser uma pessoa centrada, com uma boa equipe, e é o que a gente tá fazendo, fazendo muitas coisas, avançando em muito, mas eu sei que ainda falta muita coisa pra fazer. Agora, esse trabalho que a gente desenvolveu de elevar a capacidade de investimento da cidade, ajustar as contas públicas, poder agora, depois que passou aquele período todo de pandemia, a gente poder agora se dedicar 100% no desenvolvimento da nossa cidade, dar continuidade nesse desenvolvimento.
Eu não tenho dúvida nenhuma, você pode acreditar no que eu tô te falando: os próximos 4 anos com a continuidade do nosso governo serão os melhores 4 anos que São Paulo já teve. E a gente vai junto, São Paulo pra frente, cuidando de gente.
Candidato, chega ao fim esse debate entre os candidatos à prefeitura de São Paulo, marcando mais uma vez a tradição da Band de promover o primeiro encontro da campanha. O momento fundamental para você conhecer os planos dos candidatos para enfrentar os principais problemas da cidade.
E já está acertada com as campanhas a data para o debate do segundo turno, dia 14 de outubro. Você acompanha no Jornal da Noite a repercussão desse debate e dos outros que também estão acabando agora, nas principais cidades brasileiras. Boa noite!