Transcription
Você já deve ter ouvido falar que uma imagem vale mais que mil palavras, mas e se eu te dissesse que uma imagem construída na cabeça de alguém por meio de uma história vale mais que mil imagens?
Estou falando da arte ancestral de contar histórias. O vídeo de hoje é um vídeo que me pediram muito aqui no canal: Giovan fala sobre storytelling. Pois é, no vídeo de hoje você aprende a arte de contar boas histórias que inspiram e engajam multidões. Este conhecimento é extremamente poderoso; use com cuidado, use para o bem. E se você utilizar do jeito que eu vou te ensinar aqui agora, não se surpreenda quando você se tornar uma verdadeira máquina de convencer pessoas. Você se tornará um comunicador magnético, um comunicador de excelência, tudo isso com o poder do storytelling.
Mas vamos primeiro definir: talvez você esteja vendo isso aqui: storytelling, storytelling... Que que é isso, storytelling? Nada mais é do que transmitir eventos por meio de palavras, imagens, sons. Para para pensar comigo: por que a gente paga caro para ficar duas horas trancado no escuro? Isso não é ideia, não! Estou falando do cinema; a gente vai lá para ver uma história. [Música] [Música] Ai, ó, mi! [Aplausos] Vem! É comprovado cientificamente que quando você conta histórias, isso gera mais atenção, isso gera conexão, isso gera retenção; as pessoas lembram mais.
Por que os seres humanos amam tanto histórias, Giovan? Simplesmente, é mais efetivo. Fizeram uma pesquisa e descobriram que quando você dá um dado que a pessoa pode concordar ou discordar, isso liga duas partes do cérebro que são relacionadas ao processamento de linguagem. Já quando você conta uma história, isso ativa oito partes do cérebro. Fizeram scanner cerebral mesmo para descobrir isso! E não só isso: a pessoa que está ouvindo a sua história entra na mesma frequência mental que você e começa a vincular a história que está ouvindo com a própria história de vida dela. Isso é um fenômeno chamado acoplamento neural; isso é extremamente avançado. Nós sentimos histórias; as histórias geram emoção, geram inspiração, e é justamente isso que gera a ação. 80% das decisões que nós tomamos são movidas por emoção, inclusive vendas. Jesus contava histórias! Você tem uma habilidade de comunicação que você deve dominar: é a de ser um bom contador de histórias, e é o que você vai aprender a partir de agora.
A primeira técnica de storytelling que você vai aprender hoje é a técnica do Arsenal de Histórias. O que que é essa técnica? Nada mais, nada menos do que você criar um banco de dados das histórias que aconteceram com você. Qual que é o problema número um que impede as pessoas de contarem boas histórias? É que elas não lembram da história, simples assim! Ai, Giovan, eu não tenho muita história para contar. Tem sim! Todo mundo é um poço de histórias; a gente passou por muita coisa, é que a gente não lembra; está tudo no limbo do inconsciente. O que você vai fazer a partir de agora? Você vai abrir um bloco de notas no seu celular, você vai dar o nome de “Arsenal de Histórias”, e você vai começar a anotar em tópicos as histórias que aconteceram com você. Não é para escrever a história inteira, é só para dar um nome para essa história com palavras-chave e colocar: “História 1”, “História 2”, “História 3”. Só um mero esforço de você enumerar, catalogar essas histórias vai fazer com que elas sejam mais facilmente acessíveis quando você estiver numa situação de dar uma entrevista, de dar uma palestra, de dar uma aula, de falar em público. Então, faça o seu Arsenal de Histórias; isso é extremamente poderoso! Inclusive, Pedro sabe o que eu tenho que colocar lá no Arsenal de Histórias: que a gente bateu 500.000 inscritos nesse canal! Ó, gratidão, você que nos acompanha aqui! E olha a promessa se mantém, como eu venho falando nos outros vídeos: assim que a gente bater 1 milhão de inscritos, eu começarei a produzir dois vídeos por semana. Você quer o dobro de conteúdo de oratória? Então ajuda nós, compartilha esse canal para quem ainda não conhece, e vamos chegar em 1 milhão ainda em 2025!
Vamos pra técnica número dois: é a história de criação. Olha que interessante: o ser humano é movido por três perguntas principais: De onde viemos? Quem somos? E para onde vamos? Nós temos uma curiosidade natural por entender de onde as coisas vieram, a origem das coisas; por isso que existe o "ga mental" da procedência. Qual que é a procedência desse vinho? Qual que é a procedência dessa informação? A gente quer saber a procedência, de onde veio. Quando você diz a sua procedência, de onde você veio, por meio de uma história, isso cria muita conexão, e tem muitos jeitos de contar a sua própria história. Eu vou te ensinar o meu preferido pessoal; isso que eu vou te ensinar agora, neste momento. Cursos que custam mais de R$ 100.000 não ensinam, e você está aprendendo de graça aqui no YouTube. E justamente por estar aprendendo de graça, tem gente aqui que não vai dar valor, sabia disso, né, Pedro? Galera vai assistir: "Ah, que merda!". Aí vai lá compra um curso caríssimo que não ensina nem isso aqui. Só que, infelizmente, a maioria das pessoas não dá valor ao que elas não sofreram para conquistar; ou seja, não doeu no bolso. Por isso eu vou fazer agora, vou colocar meu PIX na tela. Cadê, garoto? Perto. Você manja da zoeira, hein? Não, mas tô falando, presta atenção, cara! Valoriza isso aqui, por favor! Não é porque é de graça que é qualquer coisa, não! Isso é conhecimento avançado! Anota aí! Anota, anota!
Você vai contar sua história na Jornada do Herói em W, Giovan. Como assim? Você falou grego! Jornada do Herói, termo cunhado por Joseph Campbell. Quem que é esse camarada? Joseph Campbell foi o maior especialista mundial em mitologia comparada. Ele analisou os mitos do mundo inteiro. Ele pensou assim: "Caramba, parece que é a mesma história! Parece que só muda esse personagem, e são sociedades que nunca conversaram entre si no espaço e no tempo. Logo, é como se tivesse uma estrutura ancestral de storytelling que funcionasse melhor para o cérebro humano, e organicamente as pessoas já chegaram nessa conclusão; diferentes sociedades entenderam isso". E aí ele entendeu isso, chamou essa estrutura de Jornada do Herói, escreveu esse livro, *O Herói de Mil Faces*, em que ele explicita isso. Um dos livros mais difíceis que eu já li na vida! Então assim, só leia se você, cara, tiver paciência, tá? Tiver muita paciência! Mas eu vou te explicar: a base de tudo. Se você apenas compartilha as suas conquistas, você é visto como arrogante e prepotente. Se você apenas compartilha suas derrotas, você é visto como pessimista, derrotista, vitimista. Agora, se você compartilha a sua jornada de como você superou os desafios e conquistou os seus resultados, isso gera conexão imediata. E eu vou te ensinar agora o jeito que eu, Giovan, estruturo o storytelling de alunos que pagam centenas de milhares de reais. Então estou falando de grandes players, estou falando de pessoas, pessoas extremamente famosas que chegam até mim: "Giovan, eu vou contar minha história numa palestra, precisa estruturar". Eu vou te ensinar exatamente o que eu faço para você fazer com você também. Vamos lá! Você vai pensar em dois fundos do poço e dois topos da montanha. Eu quero que você pense em dois momentos da sua vida que foram muito difíceis e dois momentos da sua vida que foram grandes conquistas. A sua história de criação nada mais é do que juntar esses pontos; é por isso que a gente chama de Jornada do Herói em W. Ó, um W! Por exemplo: eu era um nerd antissocial, sofria bullying, não tinha amigos. Eis que eu comecei a aprender oratória; estudei tanta oratória que eu virei bicampeão brasileiro de oratória. Topo da montanha! Só que eu virei advogado, e eu não estava feliz na minha profissão, tinha ansiedade, odiava o que eu fazia. Fundo do poço! Eis que eu resolvi dar esse passo corajoso, um salto de fé; larguei a profissão que eu me preparei durante seis anos e resolvi empreender com a minha paixão, resolvi empreender com oratória. Mas deu tudo errado; eu não conseguia vender, eu não conseguia crescer, meu perfil... Eu comecei a ter dificuldades financeiras; foi o momento mais difícil da minha vida. Eu cheguei a fazer live para zero pessoas, eu cheguei a fazer lançamento de zero vendas. Até que algo mudou, e a gente ganhou 1 milhão de seguidores em menos de um ano. A gente foi no "Domingo Legal", no "Pânico" três vezes, para os sócios podcast duas vezes, pro Primocast Inteligência Limitada, fizemos lançamentos de seis dígitos em um dia, de sete dígitos. Topo da montanha! Storytelling é sobre altos e baixos; se a sua história é linear, ela é previsível, ela não é empolgante. Toda história deve ter tensão, e esses altos e baixos criam essa sensação de suspense. Será que o Luke Skywalker vai conseguir destruir a Estrela da Morte? Ou será que o Império vai dominar a galáxia? É preciso ter tensão; utilize essa estrutura e veja o seu storytelling se transformar da água para o vinho!
E vamos para a técnica número três de storytelling: você já aprendeu a fazer um Arsenal de Histórias, você já aprendeu a contar a sua história de criação no formato da Jornada do Herói em W, e agora você vai aprender a usar detalhes. O número três é: seja específico, enriqueça sua história com detalhes. Quando você vai dizendo detalhadamente coisas na sua história, isso faz as pessoas imaginarem esse cenário detalhado de modo mais fácil; você vai desenvolvendo os personagens; isso tudo vai fazer com que a história fique um quadro vívido na mente da pessoa. Aqui tem uma fórmula simples que os jornalistas utilizam para escrever artigos jornalísticos: cinco perguntas que você pode fazer para fornecer detalhes cruciais para o seu storytelling. As cinco perguntas nada mais são do que: o quê, quem, onde, quando e porquê. Quando a sua história responde essas perguntas, está uma história completa. Apenas lembre-se: o excesso de detalhes é pior que nenhum detalhe; a gente se aborrece, a gente fica entediado com descrições intermináveis de detalhes superficiais e irrelevantes; portanto, cuidado para não pecar no excesso. A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.
E agora você tem nas suas mãos as ferramentas para transformar qualquer história em uma experiência inesquecível. O storytelling não é apenas sobre contar histórias, é sobre criar conexões profundas, inspirar, deixar nas pessoas uma marca em seu coração; seja em apresentações, em vídeos, em conversas do dia a dia. Esses três passos simples irão mudar completamente a forma como você se comunica. E agora a pergunta é: qual é a sua história? Comenta aqui embaixo um momento marcante da sua vida que você quer compartilhar, e quem sabe eu até respondo ali nos comentários para a gente construir essa narrativa juntos.