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Fala galera, tudo bem? Chegando aqui no grupo Veg Esports para falar mais de Figueirense.
Início da semana bastante agitado, conturbado, porque o Figueirense anunciou na noite desta segunda-feira as demissões do técnico Thiago Carvalho e do senhor Henrique Ambrogênio.
Depois da tarde desta terça-feira, o Henrique Ambrogínio foi entrevistado pelos colegas da Jovem Pan Floripa, participou do debate da Pan e a gente acabou pensando, né, alguns tópicos sobre o que disse o Rico Ambrogini, justamente para trazer para vocês, a gente conversar aqui na Veg. Ele relembrou um pouquinho a trajetória dele no Figueirense falando sobre decepções, sobre conquistas. Ele foi eh indicado, referendado o nome dele pelo Lages, mas segundo ele, contratado. Ele que iniciou o projeto no início de 2024, então um período curto no Figurante, na verdade, né, só de um ano e alguns meses; ele foi contratado, entrevistado pelo MS e toda a equipe da Clave. Esse era o grande compromisso dele. É o entendimento que sempre teve o Henrique Ambrogini. Tanto é que semanalmente, segundo ele, as reuniões aconteciam com o Eduardo Mice da Clave para ter essa troca de ideias e passar sempre o resumo do trabalho de toda a semana.
E aí ele foi adiante dizendo que não havia muito diálogo entre o Paulo Prinz Paraíso, que é o presidente da SAF Figueirense, o Eduardo Mice, da Clave, hoje parceira do clube; ela não é ainda acionista da SAF, ela é apenas uma credora do Figueirense, porque ela está emprestando dinheiro e, se o desenrolar dos negócios se encaminharem justamente para isso, ela pode se tornar acionista da SAF, e tudo ainda depende da recuperação judicial. Ficou claro que existiam divergências do modo de ser do Ambrogini com alguns pensamentos, segundo ele, mais políticos, mais antigos do Figueirense. Ele queria implementar algo mais profissional, com respeito a processos, mas acabou sendo bretado algumas vezes por esses pensamentos, segundo ele, mais amadores. A demissão aconteceu nesta segunda-feira, muito motivada pela questão Thiago Carvalho. Ele disse que ele foi voto vencido na questão do Thiago Carvalho. Não que ele fosse defender o Thiago Carvalho até a morte, que olha, fosse perder 10 jogos, tinha que manter o Thiago Carvalho. Importante dizer: anos de contrato, né, com o agora ex-técnico do Figueirense. Mas ele disse o seguinte: "Olha, nós passamos uma leitura pro Thiago de que precisava melhorar o sistema defensivo, daqui a pouco baixar um pouco mais as linhas para sofrer menos gols, aquela história toda que toda a torcida e imprensa estão falando há bastante tempo." E, segundo ele, houve um feedback positivo do Thiago, que mesmo contrariando as ideias dele do futebol, faria isso e até para atender esse anseio externo que se exige de ter um time um pouco mais resguardado, um pouco mais fechado. Então, no entendimento do Henrique, tinha que se dar pelo menos mais duas rodadas aí pro Figueirense poder evoluir com o Thiago Carvalho. E ele foi voto vencido e inclusive disse que o Wilson era contrário à permanência do Thiago, mas até aí tudo bem, eram divergências naturais e, segundo ele, até boas para o mundo do futebol. Mas aí chegou no conselho de administração, foram taxativos na decisão do Thiago, ele não aceitou e aí acabou sendo demitido, segundo ele, por uma mensagem que chegou do secretário geral do Conselho de Administração do Figueirense.
Ele falou algumas coisas que chamaram atenção, buraco mais embaixo em relação a alguns problemas crônicos do Figueirense. E aí ele citou um exemplo: Figueirense precisou renegociar dívidas com alguns fornecedores do clube, disso no período de fiscalização. Figueirense esteve ali no período de reconstrução. E aí o que chama a atenção: apenas um fornecedor, segundo ele, não aceitou renegociar essa dívida. E o ponto principal: esse fornecedor é a agência de viagens que fornecia esses trabalhos para o clube. E o ponto grave: essa agência de viagens tem como dono uma figura importante no cenário histórico político do Figueirense. Ele parou aí, ele não foi adiante para dizer o nome de quem é esse dirigente, o ex-dirigente que é dono dessa agência de viagens, que só aceitou, recebeu o dinheiro à vista, sem parcelamento, no momento difícil de renegociação de dívida. Meio estranho, né? Uma pessoa que é ligada ao clube, fazendo um trabalho de agência de viagem, parece que não, não fecha, não há um conflito de interesse, mas tudo bem, cada um tem a sua opinião a respeito disso.
Sobre dinheiro e sobre investimento no futebol, o Henrique Ambrogini disse na Pan que ele havia fechado um patrocinador master e que esse dinheiro ajudaria a impulsionar investimento no futebol. No entanto, esse patrocinador foi vetado pelo conselho de administração da SAF, capitaneado pelo Paulo Prisco Paraíso e o Tadeu Cruz. Por quê? Porque se tratava de uma agência de acompanhantes. A gente sabe qual é a agência hoje que está em evidência aí já patrocinando outros clubes; deu-se a entender que é justamente essa agência e que foi vetada pelo conselho de administração. Ele lamentou porque era um dinheiro que serviria justamente para auxiliar em contratações e e para e para investir no futebol.
Sobre legado: Ele falou muito sobre pagamento de dívidas e melhoria na infraestrutura, em especial no CT do Cambirela. Ele falou que existia, por exemplo, para a base um chuveiro para 35 pessoas. Ele disse: "Como é que vai cobrar uma melhoria, uma performance de profissionais que lá trabalham se não oferece a mínima estrutura?" Então ele fala que esse legado, essa melhora em algumas condições no CT do Cambirela é um legado que ele deixa como nesse período de um pouco mais de um ano à frente do clube.
Dinheiro, segundo Henrique Ambroginio, está garantido até maio nessa parceria com a Clave que passa a ser credora neste momento do Figueirense. Agora, se vai ter dinheiro depois de maio, são os novos gestores que poderão responder para a gente, né? O Henrique disse isso, pelo que eu me entendi, foi um recado que inclusive ele passou ao vestiário agora na despedida dele e que o dinheiro está garantido até maio. Depois aí não se sabe.
E uma última questão: Eita Figueirense, hein? Não chega a ser surpresa, ao menos para mim. Perguntado pelo PPU sobre a interferência do Lages no futebol, ele disse 1000%. Então, José Carlos Lages ainda dando as cartas no futebol do Figueirense e, segundo o Henrique, foi a maior decepção que ele teve no futebol, esse contato com o José Carlos Lages. Lages ainda mandando e dando as cartas no futebol do Figueirense.
Pois é, foi o que disse o Henrique Ambrogini. Deixe o seu comentário sobre este resumo aí do que disse o agora ex-funcionário do Figueirense Henrique Ambrotini nessa entrevista aos colegas da Jovem Pan. Deixe o seu like. Até a próxima. Valeu. Ciao. Ciao.