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CASO ANDREI GOULART: O ADVOGADO DE DEFESA NÃO PODERIA TER FEITO ISSO! ENTENDA O RESULTADO DO JÚRI!

MARCONDI MARQUES - CANAL OFICIAL1:22:49

Transcription

Olá, família. Boa noite a todos. Uma data hoje para poder se comemorar a justiça. Boa noite, Fernanda. Tudo bem?

Boa noite, Marconde. Boa noite a todos aí. Seus seguidores, seus espectadores. Obrigada aí pelo carinho.

Fernanda, 24 horas de júri, né? 24 horas de um júri que nós ansiávamos durante muito tempo. O caso André Gular, porque a Kátia virou nossa amiga e nós vimos a luta dela durante esses 9 anos, quase 10 anos, para trazer justiça pelo seu filho. E hoje tivemos uma resposta. Viemos, viemos e vimos a justiça acontecendo. Você que acompanhou tão de perto hoje fazendo a transmissão do julgamento, fala pra gente qual foi a sensação, qual foi a emoção desse júri hoje.

Olha, ele começou hoje, foi bastante ansiedade, né? E também assim, vê o trabalho técnico, o trabalho primoroso dos dois promotores que a gente tanto conhece, né? A Dra. Eugênia Amorim e a Dra. Lucilena. Ela dizendo que vai agora para a procuradoria, então vamos perder uma grande promotora de júri, a mais renomada aí, a mais conhecida no país, eh, por júri, né, pelo menos que a gente transmite. E então foi muito bacana ver a performance deles, o advogado de defesa tentando ali desqualificar a mãe da vítima, a própria vítima, uma criança, se baseando em coisas que não corroboraram e não fazem sentido pro processo e pra denúncia, né, que é a questão policial. A polícia não tem nada a ver com a denúncia contra o Jeverson, até porque não houve denúncia policial. A polícia esteve sempre com Jeverson, desde o primeiro momento em que ele ligou, ele sendo policial, ligou pra Polícia Militar. Então ele induziu, ele conduziu tudo ali. A polícia não denunciou. Quem denunciou foi a Dra. Lucielena. A Cátia foi até ela, mostrou tudo que tinha, falou: "Não, isso aqui é suficiente, nós vamos denunciar e vamos condená-lo". E lutou bravamente para que isso acontecesse. Convidou o Dr. Eugênio Pais Amorim. Tinha o Dr. Marcos Vinícius na assistência de acusação também, advogado contratado pela Cátia, o patrono. Ele que já esteve em um outro júri com o Dr. Eugênio, mas na qualidade oposta, né? Ele como defensor de um réu. Chegaram a entrar em atrito. Dr. Eugênio mencionou esse atrito ali hoje, mas já é pacificado. Então assim, foram pessoas eh profissionais brilhantes. A defesa eu achei que não tinha muito que explorar, digamos assim, não tinha muito por onde, né? Realmente não tinha por onde. E hoje, falando de hoje, eh, eu imaginei que fosse ser uma pena muito menor devido à impunidade que esse caso tem, né, a esse teor impunidade há muitos anos, 9 anos. Então, a a questão justamente de não haver um inquérito ali, uma que denunciasse ele e esse conchavo dele dentro do próprio Ministério Público, não ligado a esses promotores de júri, mas dentro do próprio Ministério Público, ele que apagou mensagens de dentro do celular do Andrei, né? E ele também, acho que não sei se colocou mensagens lá dentro, mas provavelmente ele ele apagou. Ele apagou 14 mensagens lá de dentro. Ele trabalhou no serviço de inteligência do Ministério Público. Então assim, eh, um caso muito maculado que não dava muita esperança eh judicial, né, digamos assim. Pra gente, o que a gente tinha esperança era divina mesmo. Mas graças a Deus, literalmente, eh, iluminou muito esses promotores e esses jurados. A gente não sabe ainda quanto foi, mas eh tivemos aí a condenação dos dois crimes, tá, com as majorações. Então ele foi condenado pela pelo assassinato do Andrei, foi condenado pelo STU do Andrei e com as qualificadoras de ser parente do Andrei, ser menor de idade, ser menor da própria família que tava com ele para sobre a tutoria dele, né, tutela dele ali, enfim, todas as qualificadoras ele ele pegou. E a ele só não foi eh exonerado do cargo. Esse pedido, o juiz não pode, a juíza não pode atender, mas achei que ela dosou bem as penas e o resultado foi satisfatório.

Fernanda, eh, quando eu fiz a última entrevista com a Kátia, eu até falei com ela, nós combinamos de de que ela estivesse aqui ao final do júri, só que eu acho que é muita emoção para ela. Hoje ela estava totalmente abalada, é muita emoção. Então nós não conseguimos trazê-la nem pro seu canal, nem pro meu por conta de tudo que aconteceu hoje. Eu acho que a sensação de justiça acontecendo, a sensação de dever cumprido de uma mulher que foi bater na delegacia várias vezes, foi ameaçada pelo delegado, dizendo que se ela continuasse indo lá, ela que poderia ser eh indiciada pelo pelo acontecido. Então isso nós vimos muito acontecer. Nós vimos durante esses anos até chegar a Dra. Lúcia Calegari, uma mãe que não era ouvida, que não tinha a sensação de justiça que não iria acontecer. Precisou o Luciano, que na época era namorado dela, abrir os olhos, depois levar isso ao Ministério Público, fazer a denúncia. E a Dra. Núcia Calegari, que para mim, além de ser uma amiga querida, é uma das promotoras mais aguerridas que eu conheço. Ela é visceral, ela defende a verdade com uma força que nós vemos em poucas pessoas. Doutora Lúcia, o o outro promotor, eu esqueci o nome dele agora, Vel Branco, o Dr. Amorim também tem essa mesa, é uma dupla, né? Eles têm essa característica aí de visceralidade, de colocar eh essa grinta, né, digamos assim, no na tecnicidade deles. Então é, eles eles têm esse bom tempero, essa mistura que a gente gosta de ver no eh um um oficial, um profissional de justiça aí, né? Como profissional da justiça. Então, a gente fica muito orgulho, orgulhoso, muito feliz. O Dr. Eugênio, ele veio, a gente sabia que eles iam deixar para para a réplica as melhores partes e assim foi. Eles vieram, mas o Dr. Eugênio já na acusação normal, ele teve poucos minutos, ele foi sucinto, pragmático, objetivo, como ele sempre é, e assim muito passional e isso foi muito legal, no bom sentido, tá? Talvez passional não seja o adjetivo correto, mas ele foi muito foi providencial nas palavras e nas colocações dele, enquadrando, colocando tudo às claras, digamos assim, né? Ele clareou aquilo, ele colocou tudo que estava aqui na nossa garganta que a gente não conseguia traduzir ali em palavras. Ele colocou: "Olha, gente, é um tarado. A gente tá aqui fazendo de um tarado, porque é um cara que abusa, não vou falar aqui no seu canal essas palavras, se cuidado que você tem, eh, de menores, né? Então assim, tem várias testemunhas que depuseram aqui, vocês puderam ver, que foram abusados por ele, inclusive o Andrei e a esposa dele, que também é uma vítima dele, porque ele pegou ela para criar, porque ele casou com a mãe dela, né, quando ela tinha 2 anos de idade. Então a mãe saía para trabalhar, ele ficava cuidando. E a Boatos que com 12 anos, quando ela tinha 12 anos, ele já começou a sediá-la. E com 17, quando ela tinha 17, ele se casou com ela. Ele com 30, 30 e alguma coisa. Então assim, nós estamos falando de um tarado, eh, assassino, que ele matou o menino, não tem como o menino se matar dessa maneira, né? Ele foram dois tiros, ele deixou claríssimo isso, acho que uns 15 minutos se foi. Eh, abriu a janela, jogou essa primeira bala e depois tentou de novo. Eh, e aí ainda cobriu o menino, né? Porque como que um morto vai se cobrir? Foram dois tiros, segundo o Dr. Eugênio, foram dois tiros, duas tentativas, né? Ficou acho que alguma coisa presa, algo assim. Aí, não sei, algo assim. Não sei se foi a bala que ficou presa, mas ele diz ali que foram dois tiros, por isso que a janela foi aberta, né? E tinha sangue, acho que na janela, tinha sangue na maçaneta da porta, tinha sangue na privada, eh, ou na onde lava as mãos, algo assim. Ele lavou as mãos na pia, né? Na pia do banheiro, na pia. O condenado, ele lavou a mão. E aí as perguntas do Júri ontem, no final da noite, antes de terminar a sessão, foram incríveis também. Você já vi ali uma, se fosse ontem a a acusação, provavelmente ele teria sido condenado por unanimidade. Eu não sei qual foi, quanto foi, né? 4 a 3, se foi, eu não sei. Mas se fosse ontem, pelas perguntas técnicas, eu nunca tinha visto perguntas tão técnicas e precisas, não passou nada. E a galera ali estava com um viés investigativo assim, se sai muito bom, porque as perguntas eram assim: "Quando você foi abrir a porta e avisar a Kátia e a e a filha dela que o Andrei tinha morrido, você abriu como a porta? Você bateu? Você pegou na maçaneta, você empurrou, gritou, enfim." Eh, foram perguntas bem Ah, o Andrei, ele sabia eh o Andrei a Ah, estava estava eu não sei se estava travada a arma, tinha que destravar alguma coisa assim. Ah, estava travada, mas o Andrei, ele sabia mexer com armas, ele sabia destravar armas, não. Então, assim, eh, eles foram muito bem nas perguntas, muito bem. Fizeram as perguntas assim, pá, sabe? Nessa, eu lembro que quando nós começamos nesse caso, a primeira entrevista que nós fizemos com a com a Cátia, eu perguntei exatamente sobre isso, se o André tinha tido contato com a com algum tipo de arma. Ela falou que nunca, nunca tinha tido. Então, para criança fazer ali o destravamento não é uma coisa fácil. Uma pergunta, acho que quem daqui, quem daqui do que está ao vivo sabe destar uma arma? Eu acho que poucas pessoas vão saber de salvar uma arma aqui. Sabe aonde puxa, onde não puxa, o que que é agulha, o que que não é, onde, porque não é, não basta você apertar o gatilho que não vai sair. Tem trava de segurança, tem manuseio e outra, você trouxe calma que cuidado que às vezes pode sair, tá? Que tem arma que já está engatilhada, a criança vai lá brincar e pá, basta um um um impacto ali e pode atirar. Então assim, em casos, em muitos casos, quando ela não está, né, pode sim, realmente não é só chegar e puxar o gatilho. Aí você precisa de fazer várias coisas, como foi nesse caso. Então, as perguntas providenciais estava emperrado, então ele sabia desemperrar, não sabia, então, né? Aí ele ia se matar assim, quem que vai se matar assim, né, Marconde? Quem vai pegar uma arma em vez de fazer assim? Assim que seja, ó, daqui para cá, né? Daqui tinha que ser ah, mas tinha que estar daqui para cá. A barra tinha que estar daqui para cá. Nem pode, nem poderia daqui para cá, não. E nem poderia nessa posição. Sabe por quê? Porque na a mão do Andrei estava junta. Então ele só poderia ter um movimento e esse movimento seria se ele tivesse encostado, seria para cá. E como ele estava deitado, se ele tivesse encostado no na parede ali, ele ficaria. Então ele estava deitado. Ele foi meticulosamente colocado ali. A posição assim. Impossível. É impossível. Nossa, impossível ele ele fazer isso aqui. É, é, é uma, você tem que torcer muito o braço ainda. Você tem que fazer uma força sobre-humana para poder puxar o gatilho de uma ponto 40, né? Agora que ela faz assim para trás, né, Marc? Ela tem uma ponto 40, ela vai para trás. Como é que você vai? Você já tem que fazer usar toda a sua força para fazer assim com uma ponto 40, que você nem para trás. Aí você pegar uma ponto 40 tendo 11, 12 anos, sendo magrinho daquele jeito, menos de 1,60, e virar ela se contorcer todo, se matar assim e ainda depois de morto você fazer assim com a arma e se cobrir, olha, realmente teria que ser assim uma coisa, não é impossível, cadavéricos absurdo, né? Não, é impossível. Impossível. Essa a posição que ele foi encontrado ali quando quando a Cátia falou foi absurda. Mas você você lembra que no momento ali depois da primeira entrevista quando nós entrevistamos o o cidadão, é um monte de lorota que ele falou: "Você entrevistou?" Eu não, eu não não entrevistei e não vi a entrevista. Vi hoje um pouco no quando nós transmitimos a live, foi hoje ou ontem? Ontem eu vi um pouco e foi bem parecido com o depoimento dele. Ele é aquele modus operandi de não falar nada, né? Eu vi que lembro que você no começo você pegou uma contradição dele, jogou para ele, ele não respondeu, ele fica rodeando, né? Mas você foi pá, não me lembro qual foi a a colocação, mas eu nunca assisti na integralidade a entrevista dele, porque deveria se ter assistido, né? A gente tem que entrevistar eles, a gente tem que entrevistar o réu, obviamente, mas na época eu estava começando no investigativo, né, no criminal, então eu tinha um pouco de eh esse esse essa questão ainda, né, Marcão, eu falava isso, eu acho, a questão do do estômago, né, gente estômago para escutar a entrevista dele, que era bem complicado. Mas hoje hoje eu vi lá a Dra. Lúcia, eu sempre, Dra. Amorim, falando sobre como foi. Obrigado, só obrigado. Bem-vindo a família Marcos. Obrigado pelo super chat que estão dando aqui. Muito obrigado mesmo. Quem quiser apoiar o canal, Chave Pix está passando aqui também. Vai fazer uma diferença muito grande pro canal. Mas continuando, eu vi eh os dois promotores falando sobre a dinâmica do crime e eles foram muito, muito categóricos. Eles trouxeram uma narrativa eh quase que de uma verdade real, parecendo que estavam lá filmando o que aconteceu. Essa essa narrativa que eles trouxeram, não consegui, tive que fazer outras coisas, mas eles trouxeram eh baseados na perícia ou no trabalho deles de campo.

Fernando, quem? Os os promotores. Os promotores. Então o que que acontece? No dia do ocorrido ele era policial. Ele é policial, aposentado. Ele era policial, estava lá na casa da Cátia. A Cátia jamais poderia imaginar que o irmão dela teria matado o filho, até porque ele era o irmão preferido, acho que dela na época. Ele era padrinho dos três filhos dela, então, provavelmente, algum favoritismo ele deveria ter, uma confiança dela deveria ter nele. E apesar de ter se casado com a um tiada, né, sei lá, às vezes, ah, o defeito dele foi esse, passaram pano, não sei, mas ela nunca imaginou, então ele ia direcionando ela ali. Aí ele alterou bastante a cena do crime. Ele fez muita coisa na cena do crime ali mesmo. Ele tentou forjar várias coisas, até um bilhete ele colocou no Andrei e tal, como se fosse o Andrei que tivesse escrito, só que tinha letra de forma. Como chama hoje em dia? A letra de forma. É letra de forma, né? Não é não cursiva. É não cursiva. E o Andrei só escrevia em letra cursiva. Eh, ela falou assim: "Se fosse letra de forma em exercício que ele já fez, parecia até a letra dele, mas ele não escrevia assim." Aí depois já foi feito grafotécnico, não era a letra do Andrei. Agora a perícia, a perícia não foi basicamente feita. Por quê? Porque o o cara que chegou ali chamou os os colegas dele militares, ele tenente da polícia, ele foi direcionando, mandando o que que tinha que ser feito. Nem a Cátia desconfiou de nada no momento. Achou tudo muito estranho, mas não não desconfiou. Foi desconfiando com o passar do tempo, com a felicidade dele, com ele querendo ouvir música, com ele querendo comer, fazendo jantar ali na casa para os parentes e não indo, acho que ele não foi ao velório também, ao enterro, alguma coisa assim. E então ela passou a desconfiar depois, mas até ali ele já tinha colocado a polícia no bolso. Sim. Não. E outra, então não é, ô, desculpa, pode continuar. Não, então não restou muita coisa. Aí teve a perícia que não tem como você modificar algumas coisas que foram feitas, tipo pólvora. Eh, não tinha pólvora na mão do Andrei, tinha, não era resquícios de pólvora, mas não de quem aperta um gatilho ou pega no revólver. Então, ela estava só levemente encostada, assim como as digitais, as digitais dele na arma, elas foram como pressionadas, né? Não, não, não eram digitais naturais de alguém que pegou a arma. Então, isso aí é a perícia perícia normal. Não teve como negar e mesmo assim a polícia não não acusou ele. E o tipo, né, da bala também teve essa perícia, não tem como não ter. A bala veio desse lado da esquerda para a direita e tipo assim, então a polícia passou todos os panos possíveis para ele. Então essas perícias, houve essas perícias, né, esse tipo de perícia. Agora, e a mãe contando, né? A mãe é testemunha, eh, que ele estava com os braços debaixo da coberta assim, segurando a arma assim. E aí ele confirmou tudo isso, tal. Então, eh, foram foram esses elementos que levaram à condenação, mas não uma perícia de campo que chegou ali e viu ele assim, falou que a mão estava assim, entendeu? Ele estava no na triliste, no último na trilisto, né? A pessoa a pessoa não vai se matar e falar: "Ah, eu vou subir lá em cima. Vou subir lá em cima". É ótimo. Eu vou subir no mais alto da do triliar meu gatilho lá porque é umas umas coisas estranhas, né? Não, geralmente você vai no banheiro. Geralmente você vai no banheiro lugar que não tenha não tenha ninguém. O tio estava embaixo no segundo andar, digamos assim, né? Não. E outro ponto, quando a gente pega, quando a gente pega esse, esse caso e pensa o seguinte, ele tira a sua vida, mas não é o lado somente o lado esquerdo, é o lado superior esquerdo. É o lado superior esquerdo. Não é que não é que ele consiga. Aí ele fala pra Cátia na época que tiraram uma foto e que a perícia já tinha dado no mesmo dia que era suicídio. Ele vai fazer o exame exame de pólvora na mão, lava as mãos antes. Ele fez tudo para encobrir e ia passar desapercebido, porque a polícia civil não abriu inquérito contra ele, não denunciou. A polícia civil passou por cima. Somente a Dra. Lúcia que ao ver ali as fotos, ver tudo e pela experiência dela, é que ela abriu esse caso. E aí foi 4 anos após. 2020. É 2020. Quatro anos após? Quatro anos depois. E exato. Marcond. E ele foi pronunciado acho que em 2022. 2022. Foi exatamente isso. 2022. Eh, e outro outro ponto que a gente tem que falar, né? Eu acho que esse caso só foi só ganhou força porque foi para mão da dona, doutora Lúcia e porque a mídia do Rio Grande do Sul começou a ficar em cima, porque era um caso de um tenente da brigada militar, que que corresponde aqui no Rio à Polícia Militar, né, com a polícia ostensiva, que teve ali, teoricamente, um certocionismo ali na hora de apuração do crime, né, um corporativismo. E aí que o que acontece hoje? Nós vemos o próprio Ministério Público pegando pesado em alguém que trabalhava lá, não é? Pois é. Polícia, polícia eh defende polícia sempre, né? Só se realmente for muito explícito. Se puder, se tiver como, mesmo que seja de repercussão, se tiver como defender ainda o policial, ele vai quebrar ali um favor, né, pro pro brother. E isso aí é muito triste, né? Mas graças a Deus aqui, viu, dona polícia envolvida, a polícia envolvida. Eh, não dá, né, para você querer ser Deus o tempo inteiro, porque tem Deus já. Então, Deus tem o lugar dele e, segundo ele, não há nada oculto que não venha a ser revelado. E aí você tiveram muita sorte de não serem indiciados juntos, né, Marconde? Sim, com certeza. Eh, deveriam deveriam responder por essa por essa investigação ali em loco. Deveriam responder. Os que chegaram ali em loco. Deveriam responder os policiais, os deveriam responder, os que chegaram. Eu acho um absurdo, sabe? Deixar para lá isso. Acho um absurdo.

Fernando, é por isso que essas pessoas, é por isso que essas práticas se criam, né? Fernando, você acompanhou todo, praticamente todas as 24 horas de júri. Qual foi o ponto no seu ver, aproveitando sua expertise que mais dois pontos. O que o um, o que mais te emocionou, que eu acho que com certeza vai ser do depoimento da Kátia, que você deve ver. E outro, o que mais te assustou de ponto do ponto de vista técnico do Júri ali do Júri, não, do julgamento num todo, tá? São duas perguntas. É o di o alguém alguma pergunta chave do promotor, alguma pergunta chave da defesa, alguma pergunta chave do juiz, da juiz no caso do uma pergunta chave que te marcou de um de um jur, de um jurado, uma jurada, uma coisa. Nossa, essa são duas perguntas, tá?

Primeira, o que mais me emocionou nesse júri? Eu tô com medo de acabar minha bateria aqui. Eu tinha que pegar o carregador, mas vamos lá. Eh, o que mais me emocionou, sem dúvida, foi o depoimento da Cátia. Não tem como. Eu acho que a gente se emocionou muito, todo mundo, né? Até quem estava perto aqui eh da transmissão se emocionou muito. Eh, terrível. Foi terrível o depoimento dela do computador. Obrigada. Eh, aí todo mundo se emocionou, não tem como se emocionar. Poxa, o irmão dela eh ficou com o tio, o padrinho dele para ver o jogo do Grêmio, para para fazer ali a recepção, né, do tio e tal. Quando ela entrou, ela já viu que ele estava esquisito, o menino. E a s a sordidez deles tentarem desqualificar a mãe, porque o menino estava estava insatisfeito com a mãe, usar o pai. Usar o pai. Até por isso eu perguntei, Marcondde, o o Ronaldo, ele ele tem alguma animosidade com a Ktia? Porque eu não estava me lembrando disso. Você falou: "Talvez sim". Então eu falei: "Talvez". Eu falei: "Acho que sim". No no na hora, né, que o pessoal perguntava, mas eh não tem. Ele estava o tempo inteiro ao lado da Cátia. E aí disseram que o pai inclusive foi na delegacia e agora trouxeram meu carregador. Obrigada. Foi na delegacia e levou, falou que a mãe e o menino tinham um problema, que falou que a mãe e o menino eh eh tinham muitas rusgas, que o menino tinha eh beleza, até aí eu já eu vou para a outra parte já já. Só que assim, eh o pai não foi na delegacia falar isso, o pai foi chamado para depor e nas perguntas ele acabou respondendo o que ele tinha que responder. Ó, como é que estava a relação deles? Ele estava de castigo. Ah, então ele estava meio bravo com a mãe. Sim, ele estava bravo com a mãe, mas porque ele estava de castigo, entendeu? Então assim, eles jogaram, eles jogaram as coisas de uma forma muito sórdida. Eh, o menino tinha ido mal na escola. Então, a Cátia, mãe do sul, né? Quem é do sul? É mãe raiz do sul, porque hoje olha as Nutella, só Jesus. Eh, tirou o celular dele, tirou a televisão dele e tirou o futebol dele de jogar futebol no campinho. Eh, ele estava ia assistir jogo no com o tio ali, mas porque o tio estava ali na TV, mas ele estava proibido de acessar a TV, proibido de acessar o celular e proibido de usar computador e proibido de ir jogar. Então, imagina a felicidade que ele não estava com a mãe dele, né? Então assim, ele estava, ele estava muito bem, ele estava, ele andava, ele saía e entrava em casa p da vida, né? E todo mundo via, né? O o ele devia andar sorrindo, não? Bufando como um pré-adolescente de 12 anos. Por mais que querido que ele fosse, desse bem com a mãe, ele é acho que é bem normal, né? Todo mundo fica com raiva de cativo. É, até pior em alguns casos aí, né? Tem gente até matando hoje, pai e mãe por conta de celular. Eh, mas era 2016, era menos pior um pouco ainda, mas assim, tirou, não sei que que foi pior para eles, foi o futebol, talvez até o futebol, que ele era louco, futebol, né? Torcedor do Grêmio, fanático. E então usarem uma coisa dessa, sabe? Aí depois a segunda parte, pior ainda, falando que tinha um bilhete do menino falando que ia matar a mãe. Aí a juíza, a juíza, aí o promotor perguntou: "E que página que está? Porque tem que falar na tem que falar onde que está, qual é a página do processo que está esse print?" Ah, está aqui, está embaçado, não dá para ler direito. E a juíza falou: "Tá bom". E deixou por isso mesmo. Aí o pai gritou: "Mentira, mentira que o pai levou". Falou que o pai levou para a polícia esse bilhete. Aí a o pai gritou: "Mentira, mentira, mentira". Ah, a juíza repreendeu o pai e expulsou ele do plenário. Eu achei absurdo. Ela não, ela não repreendeu o defensor do cara que plantou essa situação horrorosa e expulsou o pai que estava carne viva ali do plenário, estava indignado pela mentira. Então assim, foi uma coisa, um ponto negativíssimo para a juíza, ao meu ver, tá? Então, esse esse essa situação me indignou bastante ali em relação à questão do depoimento da Cátia, das perguntas que faziam para ela, né, a defesa. E as a parte técnica que eu mais que eu gostei muito, que me chamou atenção porque foi diferenciada foi a as perguntas do Júri mesmo na noite de ontem, né?

Mas o Fernando, só te cortando um pouquinho, só te cortando um pouquinho. Eh, quando a juíza, quando a juíza ela pede para sair o pai, ela você, eu, eu senti ali, acho que todo mundo sentiu que ela deveria ter sido um pouco mais complacente, né? Porque era um pai que estava gritando por justiça. Tirar-lhe dali. Eh, foi foi extremamente indelicado. Só para só para pegar esse pedacinho só, mas concordando com você. Eu acho que deveria ressaltar muito isso. É indelicadeza, porque um pai que está buscando por justiça. Ele não deveria, ela não deveria ter tirado ele.

É, ele, ela não expulsou, ela tirou ele por um tempo, depois ele voltou, entendeu? Uhum. Eh, mas é isso sim. Eu estou aqui há 24 horas ali ligadona, né? Peço desculpa por alguma coisa e cansaço, mas é isso sim. E aí falaram: "Ah, não, ele podia assistir TV porque ele assistiu TV com o tio". Não, ele não podia no depoimento da Kátia. É só voltar no depoimento da Cátia que ela fala: "Ele não podia ver TV, ele não podia pegar o computador. É só para fazer, se tivesse que fazer alguma coisa de tarefa, ele não podia usar o celular e não podia jogar futebol no campinho. Foi o que ela falou, tá? Então assim, cortava tudo porque é assim, né? Ou é a gente cor lá no Sul, a gente era um pouco assim, especialmente na nossa infância, corta tudo, não é assim, corta mais ou menos, corta tudo, né? Então, eh, foi isso que aconteceu. Eles tentaram jogar isso contra a mãe, jogar a mãe contra o filho, querer dizer que, ah, ele poderia ter se matado porque estava de castigo. Nossa, se cada criança que ficar de castigo no mundo for se matar, eu eu não sei se eu já vi alguma que se matou porque estava de castigo, Marcond, nunca ouvi falar. Trabalhando com crime e Instagram, que é notícia toda hora. Eu não estou me lembrando, deve ter, obviamente, mas assim, aí a pessoa não é por causa disso, né? Né? Ela tem algum problema sério ali, mas não era o caso do Andrei, não, gente. Tá? Então esse matar foi forçado demais. E o que me chocou muito foi a sustentação do advogado de defesa, especialmente a primeira, pela forma que ele falava, né? A forma que ele falava era muito difícil de você engolir sabendo que era mentirosa, né? Então, eh, um jeito de falar assim justamente que desestabiliza. Ele tentou desestabilizar a Cátia o tempo inteiro no no depoimento dela. Ele tentava desestabilizá-la, né, pôr ela de louca. Então, eu acho esse tipo de eu acho isso aí meio covarde, sabe? Acho que é falta de técnica, eh, de júri mesmo, falta de técnica de júri, porque você não precisa usar da covardia, né, para você conseguir êxito, mas se a covardia é o único que te sobra, porque está faltando alguma outra coisa, né?

Não, só isso. Eh, quando a gente para para pensar no que o advogado fez, foi, a gente pode até falar que foi um pouco jocoso, um pouco vergonhoso, jocoso, né? Foi eh eh eu acho que tipo passou por cima mesmo dos sentimentos dessa mãe, achei que desnecessário. Eh eh e como ele falava, como ele manipulava o Júri ali com uma voz calma, pacífica e sonsa, é gente, e o que eles estão querendo fazer, tipo, e tinha pólvora na mão do menino, pronto, pólvora. Tinha um bilhete aqui. É, é isso. Então vamos, vamos ser coerente aqui, tal, mentindo, sabe? Mentindo. Então assim, eh, não pode mentir, gente, não pode mentir. Você pode até manipular que você vai manipular, você pode pode persuadir, mas mentir assim como se tivesse um ator mesmo falando de boa, como se fosse realmente a forma que ele falou assim me assustou muito, assim, fiquei chocada com o perfil do advogado assim, bem dissimulado mesmo, dissimuladíssimo. O, quando a gente fala desse, desse advogado agora, o que ele tentou fazer ali foi baixo, tá? Foi baixo. A estratégia que ele tentou usar ali para, em caso do seu cliente ser condenado, ele nunca poderia ter feito aquilo ali. Não sei se a juíza, ao final agora, ela não vai repreendê-lo, porque o que ele fez em começar a falar o nome dos jurados é inadmissível, não pode ser feito isso. Ele tentou de alguma forma anular esse júri para que os jurados saíssem. Ele estava com você não fala, você não pode filmar os jurados, você não pode falar o nome dos jurados, você não pode nem se dirigir aos jurados ali. E ele fez isso e ele começou falando ali, colocando os nomes. Eu sei quem é você, eu sei quem é você. De repente um jurado aqui, ele podia até pensar como uma ameaça velada, porque você pensa uma pessoa, um cara da Sim, isso sim. Um cara da do um cara que é tenente da o tenente da brigada militar, aí começa a falar do nome dos jurados e você começa a falar fulano, fulano, fulano depois fala assim: "Ah, não, porque eu sei quem são cada jurados aqui." Se você pensar, algumas pessoas podem ter entendido isso como uma ameaça velada. Olha, eu sei que eu sei o nome seu. Esse aqui. Ah, não, porque eu falei no júri, ele não poderia nunca ter feito aquilo. Nunca, nunca, nunca. Aquilo ali foi inadmissível. Agora eu não sei se foi proposital e ele falar: "Ah, em Cascavel nós fazemos isso". Não faz, não faz. É, foi o que nós conversamos aqui, né? Porque ele falou o nome dos jurados. Eu estou com uma crise alérgica agora que você está vendo aqui, né? Uhum. Senhor amado, é, desculpa, filho, não estava aparecendo, né? Eh, eu achei, eu nunca tinha visto um advogado de júri já com anos de júri, que ele tem cara de que tem um bom, uma boa bagagem de júri. Citar o nome, citar o nome do júri, gente. Olha o perigo. Que loucura. Eu não entendi porque eh eu pensei, ele está cavando nulidade, mas a nulidade ele não pode ser cavada por ele mesmo. Ele não pode reivindicar a anulação do júri por uma nulidade causada por ele mesmo, certo? Não, não pode. Mas é pior. É pior quando você tem uma pessoa trazendo informações ali de cada de cada jurado, informações pessoais e colocando a público, você coloca a segurança dessas pessoas totalmente ali em risco. Você coloca essas pessoas numa situação de vulnerabilidade, porque essas pessoas que estão ali, elas não elas não ficam só no júri do caso Andrei, elas são sorteadas para outros júris. A situação que esse advogado fez e ele falar que ah, em Cascavel nós fazemos isso, nós falamos dos jurados, como a gente sabe que cada jurado ele vai participar durante três meses ali durante para vários júris vai ser sorteado depois de um ano ele pode voltar aí. Ele vai ficar marcado ali que é o fulano é é jurado, ciclano é jurado, Beltrano é jurado. Aí eu tenho, aí eu tenho, olha só a situação. Eu tenho uma facção do Rio Grande do Sul. Eu tenho uma facção do Rio Grande do Sul, pego lá, ah, fulano, vamos atrás da família de fulano que ele vai ser jurado. Vamos atrás da família de Ciclano que ele vai ser jurado. O a Sim, não é é pelo amor de Deus. Eu acho que todo mundo que já viu um júri na vida, né, que segue um júri na vida, sabe o perigo disso. Eu não consigo tem umas coisas que acontece em Júri, com gente experiente que eu não consigo entender, Marconde, como é que me falam. A, o TJ tem cuidado, tanto, tanto cuidado para, para que não, as câmeras estejam posicionadas estrategicamente a ponto de que jamais vaze um jurado, ele esteja indo para onde ele estiver, se ele tiver que levantar para ir num banheiro ou não, que jamais tenha uma câmera nesse caminho. Jamais. E aí vem um advogado de júri experiente e faz uma coisa dessa. Então assim, algum intuito ele tinha, né? Provavelmente. Agora qual eu não consigo alcançar não, porque todos os perigos estão ali. Esse júri, esses jurados, provavelmente ele já invalidou para sempre, né? Com toda certeza. Com toda certeza. Eu estou tentando achar aqui o início da magistrada lendo o veredito dele. Queria colocar pelo menos a fala dela. Eu não lembro que pedaço que começa. Eh, pode colocar aí, Marconde. Aí coloquei um remedinho no nariz agora. Acho que vai dar uma melhorada aqui. Tentar achar aqui. Eu estou tentando aqui falar com a Kátia também, por isso que eu estou olhando aqui. É, eu também estou tentando passar, mas hoje vai ser difícil com ela. Hoje vai ser muito difícil. Mas eu vou tentar trazer a Dra. Lúcia que legar aqui depois ligar para ela e pedir para ela que ela venha aqui. Eu estou tentando achar o A Regina está falando assim: "Eu vi toda a audiência, ele não falou com intenção de expor o júri". Ele falou: "Com qual intenção?" Então, Regina, como é que você sabe? Você estava lá do lado dele? Porque para a juíza não foi essa a situação, né? Então eu não estou entendendo como é que pode se saber uma coisa dessa. Eh, ele falou com intenção, sim. O advogado, serviço à sociedade. Como vocês devem saber, o nosso Tribunal de Justiça é um dos mais produtivos do país e é, sem dúvida nenhuma, graças a esses nossos servidores. E aproveito então que hoje é o dia do servidor público para homenageá-los, os meus agradecimentos e lamentar publicamente toda essa perseguição que é feita aos servidores públicos. Que isso tenha um fim, porque o que se fala do serviço público não é verdade. Agradeço ao meu gabinete, Lorenzo, Carol, Paulo e Duda, que também prestaram serviço, me ajudaram. um pouquinho aqui, né? Desde o Rio na César no Jacó Dança do André está ali que desde que ficou sabendo que o Júri ia sair está atrás para nos ajudar para difícil, é muito grande aqui. Não consigo botar apertar assim. Certo. Julgar de qualquer maneira. Vocês cumpriram com muita, muita certeza o compromisso que vocês fizeram no início da sessão de julgar com imparcialidade e com justiça esta causa. E por fim, dona Cátia, a senhora vai o meu agradecimento especial. A senhora disse no início do seu depoimento, a senhora disse que quando uma mãe sofre, todas as mães sofrem e a senhora está coberta de razão. Quando uma mãe chora, a perda de um filho, todas nós choramos. Eu sou mãe, temos muitas mães aqui. E perder um filho é uma dor que a gente não consegue saber o que é. Só quem sofre essa perda tem condições de dizer. Eu fiquei pensando o que que eu ia dizer para senhora depois desses 9 anos e que a senhora está lutando por esse julgamento. E eu não sabia o que dizer. Então eu me socorri, me socorri de Mário Quintana e ele diz assim: "Mãe, são três letras apenas as desse nome bendito também. O céu tem três letras e nelas cabe o infinito. Para louvar a nossa mãe, todo bem que se disser nunca há de ser tão grande como o bem que ela nos quer. Palavra tão pequenina, bem sabem os lábios meus, que és do tamanho do céu e apenas menor que Deus." Dona Cátia, a senhora leva o meu carinho, a minha as minhas homenagens, tá? E o meu respeito. E agora eu passo à leitura da sentença. Erson Miro Lopes Gular, identificado nos autos, foi pronunciado como incurso nas sanções do artigo 121, parágrafo 2º, incisos quarto e 5º e parágrafo quarto e também artigo 217A, ambos combinados com o artigo 61, inciso 2º, a linha F, todos do Código Penal. O réu foi submetido ao julgamento hoje perante o Tribunal do Júri desta comarca. Ocasião em que o conselho de sentença, ao analisar o mérito da causa, decidiu por condenar o réu nos termos em que pronunciado. Sim, em conformidade a decisão do colendo conselho de sentença, declaro Jeverson Omiro Lopes Gular, qualificado nos autos, condenado nas sanções do artigo 121, parágrafo 2º, incisos quarto e 5º e parágrafo quarto e do artigo 217 cap, ambos combinados com artigo 61, segundo a linha F, todos do Código Penal. Passo a dosar a pena. Primeiro fato, artigo 121, parágrafo 2º, incisos quarto e 5º e parágrafo quarto. Utilizo o recurso que dificultou a defesa da vítima como qualificadora do crime. Pena base, análise das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal. A culpabilidade, entendida como a reprovabilidade social da conduta, merece maior censura do juízo, porquanto ultrapassa o ordinário dos crimes de homicídio. Conforme consta dos autos, o réu, à época dos fatos, era tenente da Brigada Militar, cuja missão, segundo consta no site da instituição, é proteger a sociedade, contribuindo para a qualidade de vida e o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. É evidente, então, que Jeederson tinha mais do que qualquer outro cidadão o dever de agir de forma distinta, zelando e protegendo a vida. A prática de crime doloso contra a vida de uma criança, mediante disparo de arma de fogo na cabeça, demonstra enorme desconsideração pela vida e evidencia a necessidade de exasperação da pena. O acusado não ostenta maus antecedentes, pois é primário conforme certidões acostadas aos autos. Análise da personalidade do sentenciado na esteira da jurisprudência mais atualizada do STJ resulta na análise do seu perfil subjetivo no que se refere a aspectos morais e psicológicos para que se afira a existência de caráter voltado à prática de infrações penais com base nos elementos probatórios dos autos, aptos a inferir o desvio de personalidade de acordo com o livre convencimento motivado, independentemente de perícia. No caso, há diversos depoimentos nos autos que informam que o réu se relacionava de forma imprópria com menores de idade, inclusive com alegações de testemunhas em plenário, no sentido de terem sido abusados sexualmente. Ainda que tais alegações não tenham gerado condenações criminais, entendo que é possível considerá-las para contextualizar a personalidade desviada do réu, em especial diante do fato de a vítima ter na data do crime 12 anos. O que coincide com a idade aproximada da testemunha, e aí eu cito o nome da testemunha, de uma informante, que à época dos fatos por eles narrados envolviam toques e condutas.

E tinham a mesma idade do da vítima. Não há elementos suficientes para determinar a conduta social do acusado, mantendo-se a circunstância neutra. O motivo do crime vinculado ao interesse em ocultar outro crime é objeto da qualificadora acolhida pelo Conselho de Sentença e será considerada na segunda fase da dosimetria. As circunstâncias que dificultaram a defesa da vítima são objeto da da Ah, eu já li isso aqui, perdão.

As consequências extrapolam a normalidade do crime. O fato, ah, eu não li isso aqui, perdão, pessoal, me perdi. Vou voltar. O motivo do crime, então, vinculado ao interesse em ocultar outro crime, é objeto da qualificadora acolhida pelo Conselho de Centena, e será considerada na segunda fase como agravante. As circunstâncias que dificultaram a defesa da vítima são objeto da qualificadora acolhida pelo Conselho de Sentença e foi considerada para a qualificação do crime, não podendo ser novamente considerada em desfavor do réu sou peno de bizimin. As consequências extrapolam a normalidade do crime. O fato de a vítima ter menos de 14 anos é circunstância objetiva e caracteriza a majorante que será analisada na terceira fase da dosimetria. Não obstante, Andrei era sobrinho do sentenciado, filho de sua irmã, com quem, conforme relatado nos autos, mantinha excelente relacionamento. O crime, portanto, não atingiu apenas o adolescente, mas impactou toda uma família que se desestruturou de forma definitiva, muito embora, segundo consta dos autos, fosse bastante unida por vínculos afetivos antes do crime. O comportamento da vítima e nada interfere na dosimetria. Sim, em vista das circunstâncias do artigo 59 do Código Penal, três das quais são negativas, incremento a pena base em 1/6 para cada uma, no que equivale a 6 anos, adotando o critério utilizado pelo STJ e fixo a pena base em 18 anos de reclusão.

Pena provisória, análise das agravantes. >> Pena base começou em 18, né? Reconhecidas as duas qualificadoras pelo jurado, sejam o recurso que dificultou a defesa da vítima e prática do crime para assegurar a ocultação de outro crime, utilizada a primeira para qualificação do delito, é possível que a segunda seja considerada para incremento na pena base ou se for o caso, como circunstância agravante, quando for assim prevista no Código Penal. Considerando que foi reconhecida qualificadora para assegurar a ocultação de outro crime, igualmente prevista como agravante no artigo 61, inciso sego, a líneha B, no Código Penal, aplico a circunstância nesta fase. Ainda o crime foi praticado com o réu prevalecendo-se de relações de coabitação, pois residia na casa da vítima, a convite de sua irmã, que caracteriza a agravante do artigo 61, inciso segº, a líneha F, do Código Penal. Presentes, então, duas circunstâncias, incremento a pena em 1/6 para cada uma, o que equivale a 6 anos, restando a pena provisória fixada em 24 anos de reclusão.

Pena definitiva, análise das majorantes e minorantes. Presente a causa de aumento do parágrafo 4º do artigo 121 do Código Penal, porque o crime foi praticado contra a pessoa menor de 14 anos, incremento a pena em 1/3, que equivale a 8 anos, e fixo a pena definitiva em 32 anos de reclusão. >> 1/3. Anoto que na terceira fase da dosimetria, quando são analisadas as causas especiais de aumento e diminuição da sanção, é permitido que a pena ultrapasse o quanto máximo fixado abstratamente pelo tipo penal, não obstante o limite fixado no artigo 75 do Código Penal, que será observado então na fase da execução.

Pena do segundo fato, artigo 217A do Código Penal, capt do Código Penal. As considerações em relação às circunstâncias do artigo 59 do Código Penal são, na maior parte, as mesmas, com uma pequena distinção. Culpabilidade, antecedentes, personalidade, conduta social e consequências do crime e o comportamento da vítima seguem a mesma análise já realizada para o crime de homicídio. As circunstâncias do fato são graves, pois o crime foi praticado na casa da vítima, onde certamente se sentia seguro, especialmente porque estava na companhia de de seu tio, em quem, segundo consta dos autos, mantia confiança, o que, por certo, facilitou a prática delitiva. Não obstante, tal circunstância está inserida na agravante do artigo 61, inciso 2º, a linha F, do Código Penal, e será considerada na segunda fase. O motivo do delito sexual é a satisfação da própria lacívia, inerente ao tipo penal. Assim, em vista das circunstâncias do artigo 59 do Código Penal, três das quais são negativas, incremento a pena base em um sexto para cada uma delas, o que equivale a 4 anos, adotando o critério utilizado pelo STJ e fixo a pena base em 12 anos de reclusão.

Pena provisória, agravantes e atenuantes. O crime então foi praticado com o réu prevalecendo-se de relações de coabitação, pois residia na casa da vítima a convite da sua irmã, o que caracteriza agravante do artigo 61, inciso sego, a linha F, do Código Penal. Então, incremento a pena em 1/6, que equivale a 2 anos, estando a pena provisória fixada em 14 anos de reclusão. A pena definitiva, então, não há circunstâncias majorantes ou minorantes a serem consideradas, razão pela qual torno definitivo a pena em 14 anos de reclusão.

Concurso de crimes. Considerando que os crimes foram praticados em concurso material, na forma do artigo 69, capt do Código Penal, cumulo as sanções aplicadas individualmente e fixo a pena definitiva em 46 anos de reclusão. O regime de cumprimento de pena, em razão do quanto fixado será o fechado na inicial fechado na forma do artigo 33, parágrafo 2º, a linha A do Código Penal. Não há detração a ser considerada. Não cabe a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva. >> 46 anos de prisão.

Eh, >> ô Marconde, deixa eu te perguntar, eu tenho que te perguntar, Marconde. >> Uhum. >> Tenho que te perguntar. Eh, a gente achou que ele fosse cumprir. Cumprir não, desculpa, eu tô cansadíssima, gente. Cansadíssima. Vocês não têm noção. Eh, nós achamos que ele fosse eh, e ficar em liberdade agora até transitar em julgado. Como ele não foi preso em flagrante e nem preventivamente, como ele tava aí esperando o julgamento em liberdade, a gente achou que ia ser eh ter essa coerência aí que geralmente acontece dele continuar respondendo, respondendo em liberdade, não, em liberdade com abias corpus preventivo, como houve ali no caso da quis até o trânsito em julgado. A gente conversou sobre isso. O que que aconteceu tecnicamente? Você que é o cara da lei ali que não, que ele foi preso, então que >> é porque que a juíza considerou o regime fechado? >> Isso não tô reclamando não, pelo contrário, fiz a maior festa. Nossa senhora. Mas assim, queria entender. >> Natureza do crime. Natureza do crime. E eu tem um termo correto, tá? Interesse interesse da ordem pública. Então, ela considerou esse esses dois pontos, interesse da ordem pública e a natureza do crime. Por isso que ela optou pelo inicialmente pelo fechado, mas eles podem recorrer dessa sentença, tá? Eh, acredito que vai recorrer inclusive sobre os embargos ali. E ele e agora eu só tô numa dúvida nesse nesse caso, porque ele foi aberto em 2020, certo? Eu não, eu não consigo ver agora quando é que foi a data que foi aberto, porque eu quero saber o pacote dele. >> O caso Andrei, a data exata no Ministério Público. >> Ah, por causa do pacote anticrime de 40 anos. >> É. É. >> Mas daí você acha que entra? >> Eu é isso. Exatamente. Eu quero ver se entra. >> Caso Andrei Gulá. Indiciamento. Vamos ver. >> 2019 entra. Foi em 2018, né? O pacote anticrime. >> É, foi promulgado tudo. A lei foi em 18, aí foi teve alteração para 2019. Foi isso mesmo. Eh, >> tá aí. O que muda nesse caso, neste caso específico, >> então, primeiro ponto, né? A gente vamos vamos ser sinceros agora. Justiça foi feita, foi? Ele foi condenado a 46 anos. Perfeito. Dos 46 anos já começa, já começa um ponto. Ele não vai para poesí comum. Não vai >> não. >> Não, >> porque é policial. >> Porque é policial ele não vai pro presídio comum. Ele vai para aquele presídio lá que ficou aquele aquele policial do caso da flor de leis, por exemplo, entendeu? Deve primeiro presídio aqui no Rio, deve ser para cá. Deve deve ir para aquele presídio. >> Bandeira estampa. >> Exatamente. Vão ficar lá pro presídio. >> Mas lá ele é perseguido igual abrir o Marcos que era inteiro lá assim, ó. É, mas é é porque ele era >> que mexe com criança. Não tem não tem. >> É, mas ele vai para ele vai para um, ele vai para um diferente. Porque o Marcos, por exemplo, ele era, >> ele era praça, ele é oficial, entendeu? Tem minha diferença. >> Ele não vai, mas ele não vai pro Bangu oito, >> não. >> Ele vai para um presídio comum, só que para para policial, ou seja, um presídiozão feio, horroroso, igual. É exatamente. >> Só que para policial, tá gente? Ele não vai pro Bangu Oito, que é um presídio ai para políticos e governadores e t tal e Nutela, né, digamos assim. Antigamente, antes do pacote de lei, a gente tinha que ele era obrigado a pelo menos cumprir 1/6 da pena para pedir ali os benefícios liberdades, semerberto e afin tinha que cir pelo menos um sexto a partir do do pacote lei de crime, ele tem que cobrir 2/5. Então, 46 anos, 46 anos dá 4,6 8 9 anos 9 anos xes 2 18 pelo menos 18 anos ele vai ficar preso. >> Uh, é muito bom isso, Marcon. País como esse. >> 18 anos. >> Nossa Senhora. >> Não, 18 anos em regime fechado ele tem que ficar, tá? 18 anos em regime fechado, ele tem que ficar pelo menos 18 anos. Amém. >> É o mínimo que ele fica. >> Então pessoa bom >> dos agora dos 46 ele não vai cumprir os 46. Comprei 18, aí vai começar a ter diminuição de pena. >> Ele vai sair, ele vai sair com daqui uns 23 anos, mais ou menos. 22, 23 anos real. >> Nossa, senor Jeverson. Só que, só que posso botar um pouquinho de banho de água fria. Infelizmente, >> infelizmente. >> Infelizmente. A segunda instância no Rio Grande do Sul, ela tem diminuído em muito as penas. >> Ah, na segunda instância que a gente tá de olho aqui na senhora. E quem vai pra segunda instância? A Dra. Luelena agora, Marconde, >> ela vai ser procuradora, >> ela vai pra segunda instância, então ela já deve ter os contatos. Marcondde não vai acontecer, não vai. Agora vai ser o contrário. Não vai, em nome de Jesus. Não vai querer acontecer isso não, querido. >> Então ele aí mesmo, mas que falei, mas ele tem mais de 60 anos, tem o quê? Tem diminuição de pena, não importa. 18 anos ele vai cumprir nos 46. Se amém, >> se por um acaso a segunda instância diminuir a pena, né? Vai subir com certeza para STJ, mas ele começa nos 46, tá? Ele vai começar nos 46. Não tem, não tem outra forma. Eu acredito, deu uma de ontem você me perguntou e hoje dei uma analisada aqui, eu acredito que ele vai fazer, vai cumprir a pena no Rio de Janeiro. >> Cada esposa tá aqui e tal e ali ele é muito conhecido já, né? É muito emblemático o caso. >> Exato. >> Aqui fica mais perdido e tal. >> Então ele vai acompanir lá. Melhor acompanhar aqui no no Rio de Janeiro. Mas a a Cátia tem muito comemorar. Eu vou tentar ligar última vez aqui. Eu sei se eu sei que ela deve est muito emocionada, mas eu vou tentar de novo só para ver se eu consigo escutar. >> Vou tentar alguma vez só. Até porque eu falei com ela que ia ligar, mas eu não deve ter acontecendo. Eu só mandei mensagem mesmo que eu não me atrevi a eh mas que bom. Nossa, eu fiquei feliz agora, viu, Marcondde? Eu pensei que ele ia ficar preso uns se anos. >> Não, >> gente, mesmo se diminuir, vai diminuir pouco, não vai diminuir muito. Ficando 15 anos presos já vai ser uma coisa assim no Brasil, ó, maravilhosa, né? Então para mim tá ótimo. >> Já sei com quem eu posso falar também, tentar falar. Luciano. >> Com a Dra. Lúcia. Luciano. >> A Dra. Lúcia. Vou ligar para ela agora. >> A Dra. Lúcia tá postando. Já postou a gente várias vezes. Agora a Cátia não, ela deve tá muit É um momento, né, gente? É o momento dela. Sim. Agora ela vai viver o luto dela. Você sabe, >> Dra. Lúcia, vou ligar para ela agora. Tô ligando para ela agora aqui. >> Então, quando ele liga, a mãe, a o parente, ele só vive o luto mesmo depois da condenação, sabe? Até lá parece que ele vai segurando, usando toda a força que tem para lutar por justiça, para não desanimar. Não cai, ele não cai no luto. Então agora ela vai, nossa, eu sei lá quantas sensações ela não deve estar sentindo diferente, não vai sentir agora, né? sem mensagem para ela aqui agora. E agora vou tentar o Luciano, tentar todo mundo. Eu nem sei que que vai, que que como que ela vai se sentir agora, mas tô muito estamos estamos muito felizes pela Cátia aí, viu? Muito felizes mesmo. Mais um caso que finda, né? Que finda aqui, que a gente entrega até o final. Então, realmente é muito satisfatório. O cara muito sórdido, tudo muito sórdido. Frio, frio demais, frio demais. >> Luciano, >> e aí, >> Luciano, eu tô ao vivo aqui, tô com a Fernanda. Eu queria falar como é que tá sendo a sensação agora, meu amigo. >> Oi, Marconde. >> A gente tá ao vivo aqui agora. Tá me ouvindo? >> Opa, meu amigo. Tudo bem, Marcond? Satisfação ver tua ligação. >> Como é que tá sendo a sensação, meu amigo? Sensação, sensação de de de libertação, sabe? Eh, eh, é a sensação de de eu não vou usar aquele o jargão de de dever cumprido, mas é uma sensação de justiça. Justiça com a Cátia. Justiça com a família, justiça comigo, >> com você. >> Justiça, justiça com todo mundo. Eu fui chamado de tudo que foi coisa. Eu fui ofendido de todos os lados. Tu bem sabes, né, Marcon? >> Uhum. Sei. >> A Cátia foi ofendida. Eh, as testemunhas vítimas dele em outrora foram chamadas de mentirosas. uma das testemunhas, a menina eh disse: "Mas por que que aí teve a fachorra de dizer, não, ela tá me acusando porque ela deve ser apaixonada por mim". Sabe? uma pessoa viu, uma pessoa rasteira, uma pessoa baixa, uma pessoa desprovida de qualquer empatia, um homem que jamais derramou uma lágrima, um homem que eh um homem que não que não conseguia nem o que a gente chama, né, Marconde, o desespero dos inocentes. Ele não conseguiu sequer se dissimular ainda mais e pedir para conversar com a Cátia, pedir perdão, sabe? que ele não o o egocentrismo, o transtorno narcisista, a psicopatia deste homem eh ficou evidente. A gente teve oportunidade na saída cruzar com alguns jurados e e o cara eu perguntei há pouco tempo, digo, desculpa, quando é que a senhora formou convicção de que iria condená-lo? Isso na saída era a partir do depoimento dele, né? Eh, então, eh, eh, eh, a dissimulação dele, sabe, a forma eh eh asquerosa que ele ele processou a Cátia, sabe? Eh, eh, o conjunto da obra toda dele, né, uma vez eu disse pro pro Dr. Marcos Vinícius, >> eh, eu tenho esse essa frase que meu fale pai, o diabo não é o diabo porque ele tem quampa ou porque ele é o diabo. O diabo é o diabo porque ele é velho, entende? Ele ele ele ele contou muito. A soberba dele o fez pecar na intentada dele. Ficou nítido. Ficou nítido. E o melhor de tudo, melhor de tudo, o conforto pro coração da Ktia, o conforto pro coração dessa mãe que que em momento algum vidou um segundo de mim. Quando eu perguntei para ela, eu digo, tô acreditando, eu tenho uma pergunta para te fazer. Eu não sei como é que tu vai receber isso. Isso é 2 de janeiro. Eu dis falo, senão digo, tu acredita que o Andr possa ter se matado? Me olhou e disse: "Não, meu irmão matou ele". E eu disse: "Eu acho que sim, G". E ali nós trocamos o primeiro abraço. Primeiro abraço e eh de união, né? marcou a então a gente tá >> chove agora deu uma diminuída chovia aos cântaros aqui em Porto Alegre no momento que nós saíamos eu fui para baixo da chuva tomei um banho de chuva porque para lavar a alma porque a gente só a gente sabe o que a gente passou. >> Eu sei meu amigo, eu sei o que você passou. tirando para além de tudo que tudo que aquela que aquele verme fez contra Cátia, contra mim, para além de disso tudo, sabe? As dificuldades, os nos de instituições, eh a cadeia de custódia da de provas, como foi o caso do do celular dele, que ficou sumido tanto na polícia quando tinha que vir pro judiciário, desapareceu de novo. Com mais um ano o celular desaparecido, sabe? Eh, tudo tudo mandava. Quem gosta de dizer assim, ó, isso é um sinal para vocês pararem com tal. Não, isso pra gente era sinal de que, tipo, agora nós agora é que a gente não vai parar e a gente não desistiu. Eu sei, eu vi, eu vi tudo isso, amigo. Eu vi a gente quantas noites, quantas conversas a gente teve, quantas entrevistas, não deixar esse caso cair no esquecimento. E hoje eu vejo, sabe o que que eu lembro, Luciano? Sabe o que que eu lembro? Na entrevista que eu fiz com você de você me contando das aulas que você tava dando pro pro Andrei, do sorriso dele, da felicidade dele e do dia que você soube lá do entendi total da regra que de acentuação que eu expliquei para ele. Meu professor me ensinou assim >> porque ele já tava em recuperação, né? Graças a Deus. >> Sim. E eu disse: "Não, agora tu tem que tirar uma nota alta nesse trivado de pô na prova de recuperação, velho." E ele tava facendo dis faz uma carne pra gente: "Não, eu faço se tu fizer uma massa com molho branco." Aí nós saímos, fomos buscar, eu e C vamos buscar. Então é tudo muito vivo pra gente, não tem contradição, entende? Marcon, nós se nós contarmos daqui a 30 anos essa história de novo, nós vamos contar com de forma hípses líderes, entendeu? Nós vamos contar rigorosamente, como a gente fala, contou o tempo todo, em cada mesa, em cada instituição, para cada canal, para cada. Então a gente a gente vai contar sempre do mesmo jeito, diferentemente do que começou a acontecer audiências, contradições. Então Marc é uma sensação de eu tô, eu ontem fui dormir meia-noite passada, depois e me deitei aí peguei no sono lá pelas 2as e pouco da manhã, 7 horas tocou o o relógio, o alarme. E a sensação que eu tinha, Marcond, é que eu tinha tomado uma surra de três, quatro homens na rua. Eu tô com um corpo totalmente dolorido, uma sensação de surra no corpo, velho. E nada caiu no meu estômago hoje, sabe? Já passei mal. Porque não? Eu eu eu acho que eu te confi, eu falei isso na entrevista para ti algumas poucas vezes, mas eu eu em conversa, eu orando, eu eu cheguei a pedir se Jesus se personificar na minha frente, disser Luciano, para que tá errado. Talvez só assim. Talvez só seor Jesus Cristo se personificasse dissesse para para que não foi isso de bom. Então eu tô sendo, mas eu eu tinha certeza a Cátia, a família o Andrei merecia isso. O André merecia >> ele merecia. Ele não podia passar com o suicida, ele não podia. Perdão pela palavra, teu canal sempre. Não, fica em vontade. >> Ele não podia, ele não podia passar por um menino bisbilhoteiro que foi mexer numa coisa absolutamente séria depois de ter sido advertido, não é, Marc? >> Sim. >> Eh, ele merecia, sabe? E uma mãe que vem a caixa não não não podia ficar com esse fardo nos ombros dela pro resto da da vida dela, sabe? Nós não teremos o André de volta. É uma vitória sem troféu, >> é uma vitória sem pódium, é uma vitória que não, eu tô completamente congestionado. Ô, ô, Marc, desculpa. >> Fica tranquilo, meu amigo. É uma vitória que não tem para ele, mas é uma vitória. É a vitória da luta que nós nos propomos a travar. E ela foi em glória, Marconte. Ela foi em glória, ela foi desleal, foi uma luta desproporcional, um direito a delegado de polícia dizer para para Cátia: "Para de investigar, senão daqui a pouco quem vai ser indiciada vai ser tu". Sabe? Eh, com direito a delegada a dizer para mim, vocês estão atrapalhando as investigações, ao passo que eu disse, não, nós estamos solucionando um caso pra senhora. Então eu tô fazendo esse desabafo agora com a mesma paixão que a Cátia conseguiu soltar do grito dela, olhando pra tela ali aqui no do no salão, gritar assassino, pedo. Assassino, assassino. É isso. Ela precisava, ela precisava desse bálsamo para ela. Luciano, eu eu eu tinha que falar com você. Eu até tentei falar com a Cátia também. Até falei que ia ligar para ela, mas ela deve est Eu nem sei como é que ela deve. >> Ela acabou de sair daqui, pegou uma conção. Ela ela com Anderson e Andreas acabou de sair daqui. Nós estamos há duas horas e pouco aqui na frente do do fórum. >> Chove torre alguém de Porto Alegre. Não, >> começou a chover no doar. >> Mas Luciano, eh, depois eu vou vou combinar com a Fernanda e vou comar com você e com a Cátia pra gente trazer esse esse momento agora do final dessa justiça, como você disse, dessa justiça, dessa vitória sem troféu. Mas a gente precisa que as pessoas saibam que a gente não pode desistir da verdade. >> Não desistiremos. Não desistimos. >> Pode falar. tá escutando? >> Pudesse amanhã, porque ele foi, eu queria que ele falasse pode ser amanhã depois, não sei se agora como que ele se sentiu solicitado, quase protagonista ali durante todo o falar sobre isso. >> Eu tive a oportunidade de de conversar com dois jurados, dois jurados na saída porque a gente foi ficando aqui, as pessoas foram e eu me estranhei porque muita gente perguntava assim: "Cá, quem é o Luciano? Quem é o Luciano? Porque eu virei meme, né? Ô, ô Margot, virei meme. É, >> sim. >> Todo mundo dizendo que, na verdade, posso falar? >> Pode, pode. Elas queriam, elas diziam que vão cagar, acho que o negócio dele era tu e tu tava e tu tava com a Cátia. Eh, então, claro que aquela acusação, eu espero que seja. >> Sim, sim, com certeza. Não é olhando aqui não. E então eu virei nele no salão do Tribunal do Júnior, sabe? >> Parece que ele ficou com uma paixão ocupada com você. Marcante. >> Eu eu eu passei mal. Marcante. Tu sabe o que que é o corpo inteiro doer? Tamanho estáiro. O estômago meu estômago tá parece tá tá chupando minha espinha dorsal. Tá nas costas. Então eh é que assim, né Margonde? Vamos lá. Vamos, vamos, vamos puxar um pouquinho de, de, de tecnicitude agora. >> Sim. >> A prova, a materialidade, ela era robusta, OK? Os argumentos da defesa ligavam nada a lugar nenhum. Sobrou o quê? Sobrou tentar descredibilizar, >> né? >> Né? O sangue, o sangue, ele dizendo que não mexeu na janela, tem uma mancha de sangue e a janela aberta, sabe? Nada batia, nada batia. Eh, lavei as mãos porque eu fui o banheiro, fiz o número um e automático eu fiz aquilo assim. E e Andressa viu ele com as mãos ensanguentadas, ficou mancha de sangue na massa. Então era era >> vouar. Ah, sim. É eh ele ele caminhando, sabe, feito uma barata tonta na rua e e fez chegar quem primeiro? nos cupinchas dele, ex-policiais militares que trabalhavam com ele, chegaram primeiro que que que que que as viaturas da polícia militar, entendeu? Via COSP. Ã ã, então eram provas, eram eram argumentos, não eram nem provas, eram argumentos, eu repito, que ligavam o nada a lugar nenhum. Eles andavam e em círculo. Hã, tô recebendo cola aqui só um pouquinho, Marco. >> Ah, sim. Eh, aí vamos lá. Como disse a Dra. Lúcia, né? Salientou muito bem nas na nos debates orais. Ah, a defesa dele dizendo: "Ah, mas pegou no tornozelo, foi na panturrilha, foi no joelho. O que que importa, seu demônio? O que que importa, velho? o toque, ele queria que a menina com 9 anos, hoje uma mulher com mais de 40, lembrasse rigorosamente aonde foi tocado, porque aquilo passou despercebido para ela, como ela disse, ele era, eu tinha um amor de primo, de irmão por ele. Eu era uma menina de 9 anos, eu tinha 20 todos. Verdade. >> Então é de é de uns uma coisa eh viu é uma coisa vomitativa. Eram argumentos de tu olhar. Ele não marejou os olhos em momento algum. Eu já tô me tornando repetitivo e não gosto. Entendeu? Então esse primeiro momento é é de alívio. É de alívio. A Cátia merecia. Eu merecia e a Modéstia agora me pede de não dizer isso. Ahã. Você teve, você foi uma figura, Andrei, você foi uma figura ímpar nesse caso. Pilhado, o Pilhado, o Pilhado, o Pilhado de Pilhado, o Pilhado não merecia sair chancelado no segundo filho e quis o destino que que eu numa noite muito aleatória conhecesse a Cátia para meia dúzia de meses depois. Temos que começar a passar por tudo isso, sabe, Marcond? É, não quero usar a palavra gratificante, mas é um alívio, sabe? >> Alív aliviante. Eh, Luciano, eu quero muito escutar isso de você. Vou combinar com você depois, fora da fora daqui dessa live, pra gente fazer >> uma >> um apanhado, tá? Para as pessoas entenderem o que foi que aconteceu nesses 9 anos, >> eh, o que vocês passaram, o que você e a Cátia passaram. eh, como amigos, como marido e mulher, como namorados e na luta por uma criança que você passou amar em tão pouco tempo e que você foi uma figura central para trazer justiça junto com essa mãe. E eu não vou esquecer nunca isso. Eu nunca vou esquecer isso. O quanto você foi importante também. Tchau, querida. Um beijo. Um beijo. Tchau. Tchau. Tchau, Pat. Tchau. F com Deus. Obrigado. Ainda tem gente de embora aqui ainda. Já tem gente de embora. Eu preciso que tu receba, eu preciso que tu receba o meu abraço fraterno, meu beijo no rosto. Um beijo pra Fernanda também. Fraterno abraço. Fazenda. >> Abraço. >> Por que tu foste o primeiro? >> Vocês foram os primeiros a botar a nossa cara. Tanto verdade que ele só teve, ele só pediu de reporta contigo e diante de de da daquela daquela participação ridícula, né? Ali ele já dava sinais de que o único caminho para ele seria caluniar, difamar, enjuriar, marc a Cátia, a Amidando. Nós não tínhamos ainda um rol de testemunhas, não conhecíamos ainda as vítimas, né, que se apresentaram depois. Nós fomos até o interior do estado de Santa Catarina buscar uma das vítimas, entende? Uhum. >> E tu foste, vocês foram os o o canal de vocês foram os primeiros a permitir que nós, sem medo algum, frze-se, sem medo algum, colocássemos a nossa cara para milhares e milhares de pessoas por todo esse Brasil. Nós jamais, eu eu sei que eu faço o eco da da para pra voz da da Ktia, nós jamais vamos esquecer vocês. Vocês foram eh >> Ah, que lindas >> vocês foram Ah, vocês foram [ __ ] gente. Muito obrigado. >> A gente agradece a confiança e a credibilidade aí no nosso trabalho, viu, >> eu eu preciso, >> meu amigo. Vai, vai, vai, vai descansar. >> Eu vou mandar mensagem pra Cátia, pera aí, para que ela é tua, >> tá? >> Tá bom. >> E se ela é que ela já não respondeu ainda. >> Ah, muito obrigado, Marconde. Muito obrigado, Fernanda. Muito obrigado, Deus. Muito obrigado aos teus seguidores. Cara, >> vocês foram fundamentais, fundamentais. Vocês não deixaram a memória do André ser jogada na lama. Vocês foram fantásticos. Muito obrigado por acreditar em nós, porque isso, isso é fixe. Eu quero daqui encerrar. >> Ob, >> é isso que a gente busca quando a gente grita, quando a gente pede socorro, quando a gente pede ajuda, quando a gente pede >> a gente, [ __ ] vem aqui, cara. Me escuta, me escuta. Ouve o que eu tenho para te dizer. E vocês foram os primeiros em nível de Brasil. Em nível de Brasil. Então, a minha gratidão, vocês têm um amigo, vocês têm um irmão aqui em Porto Alegre, vocês t que vir aqui. Eu ten o Andrei, o Andrei adorava o meu churrasco. Vocês t que provar o meu churrasco. >> Nós vamos, meu pai gaúcho. Nós vamos sim. >> V embora. >> Pode deixar. >> Luciano, fica com Deus, amigo. Depois que acabar a live eu ligo para você com mais calma, tá bom? Vai descansar. Você tá >> você tá >> Parabéns. Missão cumprida. Missão comprida mesmo. Missão comprida, guerreiro. Dá um beijo na cara. Um abraço apertado em todo mundo aí. >> Muito obrigado. Muito obrigado. Um forte abraço. Eu em nome de todos aqui, em nome de todos, eu mando um forte abraço para vocês. Beijo no coração de todos. Beijo pros cariocas >> e que tudo isso aí passe também, que eu fiquei sabendo agora, que isso aí passe logo também aí no nesse estado, dessa cidade que que a gente ama tanto, tá? >> Tá bom. >> Obrigado. Marc. >> Fica com Deus. >> Sim. >> F com Deus. Beijo, beijo. Táí a emoção. >> É, me emocionou agora >> do cara que o cara, a emoção do cara que falou pra Cátia, Ktia não foi. Eh, o Andrei não se matou, ele não tirou a vida dele. Olha isso aqui, isso aqui, isso aqui impossível. Ele é militar também, o Luciano? >> Não, >> não, né? >> Não, >> ele não se matou. É porque eu nunca soube que ele era. Alguém falou alguma no chat, eu falei: "Ué, mas isso não tô entendendo". Eh, ele que fez, gente, ele que fez tudo ali no começo. Ele que falou: "Vamos, porque isso aqui não é, isso aqui não é, não existe, olha isso, olha aquilo, olha aquilo, o outro, não tem lógica". E aí esse cara lutou muito, esteve aqui aí em todos os lugares com a Cátia, eh, amparou, municiou o Ministério Público. Então assim, uma pessoa que poderia, sei lá, sair fora e cuidar da vida dela ou falar: "Ai, Ktia, deixa para lá ser um passcivão, uma pessoa eh medíocre, uma pessoa acomodada, mas não. O cara justiceiro, um cara que que gostava, amava o menino, ama amava ama Cátia de uma outra forma, enfim. Mas enfim, cara, parabéns demais, assim, meu Deus do céu, você tanto que foi a pauta do do assassino foi o Luciano, né? A pauta dele foi o Luciano. >> É, porque >> o promotor falou: "É, você é apaixonado pelo Luciano". Ele tem uma questão com o Luciano, né? >> É, porque foi o Luciano que tirou a venda da Cátia naquela pergunta. Exatamente. Eu acho que >> exatamente, Marcos. Então, tão me falando aqui >> que por ele ser, não sei se tem a ver, tá, pelo por conta do condenado ser um crime ser estadual, ele tem que cumprir no Rio Grande do Sul. Não, >> não, >> não. É só você pensar o seguinte, caso você, eu adoro, você adora esse caso, caso do Silene Ferrares de Porto Ferreira. Vanderlei foi condenado em São Paulo, ele cumpre pena em Goiás. >> Não, eu vi outros casos também, mas é aqui tão tavam falando de outra coisa. Acho que eu pulei alguma coisa que a pessoa falou. É por ele ser da reserva, não? Hum. Não, ele ele vai o o ele vai cumprir provavelmente ele vai cumprir no Rio de Janeiro. Não, >> entendi. Beleza. >> Provavelmente por conta do domicílio dele aqui, familiares serem próximos aqui no Rio de Janeiro. Quer dizer, família dele, filhos e esposa, então ele deve cumprir aqui. Sim. >> É isso, Marconde. Maravilha, maravilha, maravilha. É, poxa, Fernando, eu sei que você tá cansada demais. Obrigado por fazer tá aqui hoje. >> Imagina. Tamos junto, >> família. Obrigado a todos que acompanharam essa live, acompanharam o julgamento do Esposas de Brasil. Quem não acompanhou, por favor, vá lá, veja. Tem tudo lá, todo o depoimento da Cátia, das outras das outras testemunhas, do condenado, a a dinâmica da promotoria, na defesa. Então, vejam que tá tudo lá e nos encontramos amanhã, se assim Deus permitir e quiser. Muito obrigado a todos, fiquem com Deus e até amanhã. >> Fernanda. >> Amém, gente. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Fomos. Ah. [Música]